Você está na página 1de 2

6158 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B N.

o 262 — 12-11-1997

MINISTÉRIO DA ECONOMIA 5.3 — A aprovação de modelo será válida por 10 anos,


salvo disposição em contrário no despacho de aprovação
Portaria n.o 1150/97 de modelo.
de 12 de Novembro 6 — Primeira verificação:
6.1 — A primeira verificação dos instrumentos com-
O Decreto-Lei n.o 291/90, de 20 de Setembro, regu- pete ao Instituto Português da Qualidade e pode ser
lamentado pela Portaria n.o 962/90, de 9 de Outubro, delegada na delegação regional da área do fabricante,
define o regime jurídico do controlo metrológico dos importador ou utilizador e em entidades para o efeito
métodos e instrumentos de medição. reconhecidas.
Considerando a necessidade de estabelecer a regu- 6.2 — Os ensaios serão efectuados por forma a veri-
lamentação específica a que deve obedecer o controlo ficar a conformidade dos instrumentos fabricados com
metrológico dos instrumentos de medição e registo da o modelo aprovado.
temperatura; 6.3 — Os erros máximos admissíveis (em correspon-
Nos termos do disposto no artigo 15.o, conjugado com dência com o tipo, a categoria e as classes de exactidão)
o n.o 1 do artigo 1.o, e no n.o 3 do artigo 8.o do Decre- dos instrumentos são indicados na portaria referida no
to-Lei n.o 291/90, de 20 de Setembro: n.o 3.
Manda o Governo, pelo Ministro da Economia: 6.4 — No ano em que se realizar a primeira verifi-
1.o Que seja aprovado o Regulamento do Controlo cação dispensa-se a verificação periódica.
Metrológico dos Instrumentos de Medição e Registo 7 — Verificação periódica:
de Temperatura a Utilizar nos Meios de Transporte 7.1 — A verificação periódica dos instrumentos com-
e nas Instalações de Depósito e Armazenagem dos Ali-
pete ao Instituto Português da Qualidade e pode ser
mentos Ultracongelados, anexo à presente portaria e
delegada na delegação regional da área do fabricante,
que dela faz parte integrante.
importador ou utilizador e em entidades para o efeito
2.o A presente portaria entra em vigor no prazo de
30 dias. reconhecidas.
7.2 — Os ensaios serão efectuados por forma a veri-
Ministério da Economia. ficar se o instrumento mantém as suas características.
8 — Verificação extraordinária:
Assinada em 15 de Outubro de 1997. 8.1 — A verificação extraordinária dos instrumentos
compete ao Instituto Português da Qualidade e pode
O Ministro da Economia, Augusto Carlos Serra Ven- ser delegada na delegação regional da área do fabri-
tura Mateus. cante, importador ou utilizador e em entidades de qua-
lificação reconhecida.
REGULAMENTO DO CONTROLO METROLÓGICO DOS INSTRUMEN- 9 — Inscrições e marcações:
TOS DE MEDIÇÃO E REGISTO DE TEMPERATURA A UTILIZAR 9.1 — Os instrumentos devem conter, de maneira visí-
NOS MEIOS DE TRANSPORTE E NAS INSTALAÇÕES DE DEPÓSITO vel e legível, as indicações seguintes:
E ARMAZENAGEM DOS ALIMENTOS ULTRACONGELADOS.
a) Nome ou marca do fabricante ou importador;
1 — O presente Regulamento aplica-se a instrumen- b) Ano e número de fabrico;
tos de medição e registo de temperatura destinados à c) Símbolo de aprovação de modelo;
medição e registo da temperatura nos meios de trans- d) Gama de medição e divisão da escala.
porte e nas instalações de depósito e armazenagem dos
alimentos ultracongelados.
2 — Entende-se por instrumentos de medição e 9.2 — As marcações referente às diferentes operações
registo de temperatura os instrumentos apropriados de de controlo metrológico serão efectuadas mediante eti-
medição e registo, para controlo frequente, a intervalos quetagem, utilizando os símbolos respectivos em locais
de tempo regulares, da temperatura do ar. de acordo com as indicações do despacho de aprovação
3 — Os instrumentos obedecerão à qualidade e carac- de modelo.
terísticas metrológicas estabelecidas na regulamentação
Disposições finais e transitórias
em vigor, nomeadamente a Portaria n.o 91/94, de 7 de
Fevereiro, harmonizada com a Directiva n.o 92/2/CEE, 10 — O disposto nos números anteriores não impede
de 13 de Janeiro. a comercialização nem a utilização posterior dos ins-
4 — O controlo metrológico dos instrumentos com- trumentos acompanhados de certificados, emitidos por
preende as operações seguintes: entidades oficiais dos Estados membros da UE e da
a) Aprovação de modelo; EFTA ou por organismos reconhecidos segundo critérios
b) Primeira verificação; equivalentes aos previstos nas normas NP EN 45 000,
c) Verificação periódica; com base em especificações e procedimentos que asse-
d) Verificação extraordinária. gurem uma qualidade metrológica equivalente à visada
pelo presente diploma.
5 — Aprovação de modelo: 11 — Os instrumentos em uso poderão permanecer
5.1 — O requerimento de aprovação de modelo será em utilização enquanto estiverem em bom estado de
acompanhado de dois exemplares ou de partes cons- conservação e nos ensaios de primeira verificação incor-
tituintes, para estudo e ensaios. rerem em erros que não excedam os máximos admis-
5.2 — Serão efectuados os ensaios previstos na por- síveis.
taria referida no n.o 3, bem como a verificação das suas 12 — Para efeitos do número anterior, os utilizadores
características e qualidades metrológicas, nomeada- dos instrumentos devem requerer, no prazo de 30 dias,
mente a gama, o alcance, a menor divisão e a exactidão. ao Instituto Português da Qualidade ou a entidade por
N.o 262 — 12-11-1997 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-B 6159

este designada, a respectiva primeira verificação, 3.o


fazendo acompanhar o requerimento das indicações
Entrada em vigor
constantes do n.o 9.1.
13 — O presente diploma, por conter regras técnicas, Esta portaria entra em vigor no dia imediato ao da
foi sujeito ao procedimento previsto na Directiva sua publicação.
n.o 83/189/CEE e posteriores alterações.
Ministérios da Economia e da Educação.

Assinada em 12 de Agosto de 1997.


MINISTÉRIOS DA ECONOMIA E DA EDUCAÇÃO
O Ministro da Economia, Augusto Carlos Serra Ven-
Portaria n.o 1151/97 tura Mateus. — Pelo Ministro da Educação, Guilherme
d’Oliveira Martins, Secretário de Estado da Adminis-
de 12 de Novembro
tração Educativa.
Sob proposta da Escola Superior de Hotelaria e
Turismo do Estoril;
Considerando o disposto na Portaria n.o 1491/95, de MINISTÉRIOS DA ECONOMIA, DA SAÚDE
29 de Dezembro;
Ao abrigo do disposto no capítulo III do Decreto-Lei E DO AMBIENTE
n.o 316/83, de 2 de Julho:
Manda o Governo, pelos Ministros da Economia e Portaria n.o 1152/97
da Educação, o seguinte: de 12 de Novembro
1.o
O Decreto-Lei n.o 120/92, de 30 de Junho, em cum-
Aditamentos primento da Directiva do Conselho n.o 88/379/CEE, de
7 de Junho de 1988, adaptada ao progresso técnico pelas
1 — É aditado um n.o 4.o-A à Portaria n.o 1491/95, Directivas n.os 89/178/CEE, de 22 de Fevereiro de 1989,
de 29 de Dezembro, com a seguinte redacção: e 90/492/CEE, de 5 de Setembro, ambas da Comissão,
e ainda da Directiva da Comissão n.o 90/35/CEE, de
«4.o-A 19 de Dezembro de 1989, veio estabelecer as regras
a observar na classificação, embalagem e rotulagem de
Supranumerários
preparações perigosas para o homem e o ambiente,
1 — Para além das vagas fixadas nos termos do n.o 4.o, quando colocadas no mercado.
pode ainda ser criado um contingente especial destinado Em regulamentação daquele diploma foi publicada
a estudantes nacionais dos países africanos de expressão a Portaria n.o 1164/92, de 18 de Dezembro, que aprovou
portuguesa, desde que a sua candidatura seja apresen- o Regulamento para a Classificação, Embalagem e
tada previamente pela via diplomática, no âmbito dos Rotulagem das Preparações Perigosas.
acordos de cooperação firmados pelo Estado Português. A Directiva n.o 91/442/CEE, de 23 de Julho de 1991,
2 — O número de vagas deste contingente é fixado relativa às preparações cujas embalagens devem ser
pelo director da Escola e não pode ser superior a 10 % munidas de um fecho de segurança para crianças e ou
das vagas fixadas nos termos do n.o 4.o de uma indicação de perigo detectável ao tacto para
3 — Os estudantes a que se refere o n.o 1 devem deficientes visuais, que adaptou ao progresso técnico
satisfazer as condições de acesso fixadas nos termos do a aludida Directiva da Comissão n.o 90/35/CEE, deu
n.o 3.o e estão sujeitos, se excederem o número de vagas origem à Portaria n.o 396/94, de 21 de Junho, mediante
fixadas nos termos do n.o 4.o, às regras e critérios de a qual foi alterado o artigo 22.o do Regulamento anexo
selecção e seriação estabelecidos pela presente por- à referida Portaria n.o 1164/92.
taria.» Considerando que o Decreto-Lei n.o 82/95, de 22 de
Abril, transpõe para a ordem jurídica interna as alte-
2 — É aditado um n.o 15.o-A à Portaria n.o 1491/95, rações e adaptações ao progresso técnico da Directiva
de 29 de Dezembro, com a seguinte redacção: do Conselho n.o 67/548/CEE, de 27 de Julho, ocorridas
após 1991;
«15.o-A Considerando que, à data da entrada em vigor da
Portaria n.o 732-A/96, de 11 de Dezembro, que esta-
Horário pós-laboral belece as normas técnicas necessárias à execução
daquele diploma, são revogados o Decreto-Lei
O curso pode funcionar em horário pós-laboral, com
n.o 280-A/87, de 17 de Julho, e legislação complementar,
o plano de estudos e duração fixados pelos n.os 14.o
relativos à classificação, embalagem e rotulagem de
e 15.o»
substâncias perigosas, que constituem a base de apli-
2.o cação da regulamentação estabelecida pela Portaria
n.o 1164/92;
Vagas para 1997-1998
Considerando que a Directiva n.o 93/18/CEE da
O número de vagas para a candidatura à matrícula Comissão, de 5 de Abril de 1993, veio alterar os anexos I
e inscrição, no ano lectivo de 1997-1998, para o curso e II à Directiva n.o 88/379/CEE;
de estudos superiores especializados em Gestão de Considerando que a clareza, simplicidade e transpa-
Empresas de Turismo ministrado pela Escola Superior rência aconselham que todas as regras técnicas a que
de Hotelaria e Turismo do Estoril é fixado em 46. devem obedecer a classificação, a embalagem e a rotu-