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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALFENAS INSTITUTO DE QUÍMICA LICENCIATURA EM QUÍMICA

Trabalho de Conclusão de Curso

USO DAS TICS PELOS PROFESSORES DE QUÍMICA DO ENSINO MÉDIO DE ALFENAS-MG

Licenciandas Natália Mariane Braz Suzane Pereira

Orientador Prof. Me. Mario Roberto Barro

Alfenas, MG

2013

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

2

2. REFERENCIAIS TEÓRICOS

9

2.1. Referencial para Elaboração do Questionário

9

2.2. Referenciais para Elaboração e Análise do Grupo Focal

10

2.3. Referencial para Categorização e Análise dos Dados

13

2.3.1

- Conhecimento do Conteúdo Tecnológico Pedagógico (TPACK)

13

3. METODOLOGIA

14

3.1.

Sujeitos

15

3.1.1. Sujeitos do “Teste Piloto”

16

3.1.2. Sujeitos do “Projeto Definitivo”

16

3.2.

Instrumentos de coleta de dados

17

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

17

4.1. “Teste Piloto”

17

4.2. “Projeto Definitivo”

18

4.2.1

Análise do Questionário

19

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

36

6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

38

7. APÊNDICES

41

1. INTRODUÇÃO

O uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) na educação, desde sua

introdução em âmbito educacional, surgiu como um convite para repensar a função da escola, principalmente em relação às formas de ensinar e aprender. Segundo Miranda (2007, p. 42), as TICs referem-se à:

conjugação da tecnologia computacional ou informática com a

tecnologia das telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na World Wide Web (WWW) a sua mais forte expressão. Quando estas

tecnologias são usadas para fins educativos, nomeadamente para apoiar e melhorar a aprendizagem dos alunos e desenvolver ambientes de aprendizagem, pode considerar as TICs como um subdomínio da Tecnologia Educativa.

A vinculação das novas tecnologias à educação gerou posturas divergentes. Segundo

Ribeiro e Grega (2003), durante as décadas de 1970 e 1980, alguns pesquisadores se mostraram extremamente otimistas quanto ao seu uso, atribuindo à tecnologia a possibilidade de solução dos problemas educacionais. Recentemente, educadores e pesquisadores

começaram a despertar para uma nova postura sobre o assunto, que se caracteriza por uma visão crítica diante da tecnologia, observando a sua importância no processo ensino- aprendizagem.

A utilização das TICs no processo de ensino e aprendizagem tem levantado uma série

de questões, buscando compreender o seu papel no contexto escolar, as competências e atitudes desenvolvidas por alunos e professores e ainda a avaliação do caráter pedagógico recorrente dos programas educativos. Moran, Masetto e Behrens (2006) consideram que o ensino com as novas mídias deveriam provocar mudanças nas relações convencionais entre professores e alunos. Segundo os autores, ensinar com as novas mídias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos atingir a modernidade sem modificar o essencial. As tecnologias na educação, além de possibilitar mudanças nas relações entre professores e alunos, visam auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, tendo como vantagem a construção do conhecimento mais livre, menos rígido, com conexões mais abertas que passa pelo sensorial, pelo emocional e pela organização racional; uma organização provisória que se modifica com facilidade, que cria convergência e divergência instantânea,

] [

que precisa de processamentos múltiplos instantâneos e de respostas imediatas em relação ao uso (MORAN; MASETTO; BEHRENS, 2006). Para Xavier (2005), a alteração provocada pelas TICs no modo de ensinar requer do professor mudanças em seu perfil e prática pedagógica, nas quais o professor passa da condição de repetidor de informação à condição de pesquisador; de fornecedor único do conhecimento a articulador do saber; de instrutor de regras a gestor de aprendizagens; de

chefe autoritário que manda a consultor que sugere; de avaliador de informações empacotadas

a serem assimiladas e reproduzidas pelo aluno a motivador da aprendizagem pela descoberta. Em relação à nova forma de aprender provocada pelas TICs, Xavier (2005) a caracteriza por ser mais dinâmica, participativa, descentralizada da figura do professor e pautada na independência, na autonomia, nas necessidades e nos interesses imediatos de cada um dos aprendizes. Mais especificamente em relação ao uso da Internet, Behrens (2003) a considera como um recurso de aprendizagem múltipla em que se aprende a ler, a buscar informações, a pesquisar, a comparar, a analisar, etc. Nesse sentido, o estudante é alguém que busca e adquire informações, dando-lhes significados próprios e desenvolvendo sua habilidade de

considerar os fatos e fenômenos sobre diversos ângulos; o professor é o mediador pedagógico,

é aquele que assume a atitude de colaborador das atividades dos estudantes, no sentido de

dinamizar a sua aprendizagem, à medida que, juntamente com os estudantes, trabalha em busca de objetivos comuns. No entender de Kenski (2001), as TICs devem ser utilizadas para a transformação do ambiente tradicional da sala de aula, buscando por meio delas criar um espaço em que a produção do conhecimento aconteça de forma criativa, interessante e participativa. Para a autora, é necessário que educador e educando aprendam e ensinem usando imagens (estáticas e/ou em movimento), sons, formas textuais e diferentes dispositivos tecnológicos, para com isso adquirirem os conhecimentos necessários à sobrevivência no dia-a-dia em sociedade. Essa forma de pensar as TICs, enquanto instrumentos formadores de sujeitos no ambiente escolar (escola fundamental, médio e superior), constrói-se não apenas com a presença (ou inserção) das ferramentas tecnológicas na escola, mas também com a formação do professor capacitado a mediar TICs, alunos, conhecimentos e realidade.

Santos (2003) afirma que primeiramente, há a necessidade de rompimento com a dinâmica da escola da sociedade industrial, na qual os alunos têm de abordar os mesmos conteúdos, ao mesmo tempo, da mesma forma e em busca dos mesmos resultados, a fim de

serem submetidos à mesma avaliação. Em seguida, há a necessidade de rompimento com materiais didáticos fechados, estáticos, que permitem o controle da cognição e da construção de conhecimentos. Também é importante que o professor volte sua atenção para a criatividade como meio de aprendizagem e para o potencial do aluno em inovar a relação educativa. No entender de Marques (1999), as TICs possibilitam uma aproximação entre os sujeitos em formação (professores e alunos) e as diversas culturas (e/ou saberes) espalhadas pelo mundo. Segundo este autor, os espaços de formação deixam de estar concentrados em um único local (escola/sala de aula) ramificando-se em diversos ambientes virtuais. Carneiro (2002) elucida bem as representações sociais do uso da tecnologia no ensino, suas variáveis e nuances. Considerar a representação social da tecnologia é fundamental para se discutir sua utilização ou não nos diversos contextos sociais, bem como os verdadeiros objetivos aplicados à educação, seu significado social, seus efeitos ou impactos. Ignorá-la seria o mesmo que negar o mundo em que vivemos a sociedade da informação e comunicação. Alava (2002) entende que os dispositivos tecnológicos podem possibilitar novos alicerces para a efetivação de antigas propostas de mudança pedagógica. Segundo o autor, o aparecimento das TICs pode ser a alavanca de inovações pedagógicas a serviço da construção de saberes favorecendo a apropriação pelo sujeito de suas condutas de formação. Perrenoud (2000) aborda dez competências que privilegia as práticas inovadoras de ensino, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva. Dentre as dez novas competências abordadas por Perrenoud (2000) esta o uso das novas tecnologias em âmbito educacional. As novas tecnologias na área educacional são apontadas pelo autor como uma das competências necessárias para ensinar na atualidade. Para ele, os softwares, por exemplo, são ferramentas úteis na educação escolar, mas exigem um professor seletivo e ao mesmo tempo crítico para poder utilizar esses instrumentos de maneira profissional. Isso requer a aquisição de conhecimentos sobre a utilização das tecnologias e o desenvolvimento de habilidades intelectuais. Segundo o autor, não deve ser esquecido que o docente tenta apreender as competências existentes e as emergentes, caracterizadas pelas ambições do sistema educacional, que exige níveis de especialização cada vez mais elevados. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM), há o reconhecimento do uso da informática na educação como uma ferramenta para novas

estratégias de aprendizagem, capaz de contribuir para o processo de construção do conhecimento, nas diversas áreas (BRASIL, 1999). Assim, este documento incentiva o uso das TIC no Ensino Médio como um recurso para dinamizar o processo ensino e aprendizagem e contribuir com sua consolidação. Alarcão (2003) afirma que a escola não é mais a detentora do saber, uma vez que os alunos podem buscar as informações em fontes externas do âmbito educacional. Portanto, cabe ao professor adaptar-se e buscar novas estratégias de ensino, buscando trazer para os alunos as informações e a compreensão do mundo atual. Nesta perspectiva, Araújo (2005, p. 23-25) cita que:

O valor da tecnologia na educação é derivado inteiramente da sua aplicação. Saber direcionar o uso da tecnologia em sala de aula deve ser uma atividade de responsabilidade, pois exige que o professor preze, dentro da perspectiva progressista, a construção do conhecimento, de modo a contemplar o desenvolvimento de habilidades cognitivas que instigam o aluno a refletir e compreender, conforme acessam, armazenam, manipulam e analisam as informações.

Aoki (2004) ressalta que os recursos tecnológicos ainda não estão sendo muito explorados no âmbito da educação, e uma forma de utilização em particular consiste na formação continuada de professores. A utilização da tecnologia da informação e comunicação como recurso na aprendizagem contínua de professores estabelece uma interconexão entre os pilares da educação, com a crescente segmentação do “saber”; “o saber conhecer”; “o saber fazer”; “o saber ser”, potencializando-se no “saber conviver”. De acordo com Freire (1996), o professor que se espera para atualidade é um profissional que deve estar permanentemente comprometido com sua formação, buscando sempre aperfeiçoar-se. Em consonância, Maldaner (2003) considera que a formação continuada é uma necessidade que deve ser inerente a pratica pedagógica, pois a formação inicial nem sempre atende as novas exigências advindas da ampliação do conhecimento socialmente produzido. Como exposto anteriormente, o uso das TICs provoca a necessidade de mudanças dos professores nos aspectos de ensinar e aprender e exige do professor outra qualificação, que atenda às expectativas requeridas. As inovações tecnológicas podem contribuir para a renovação das práticas pedagógicas, porém vale ressaltar que o simples uso do instrumental tecnológico não garante

mudança qualitativa na prática docente. Para que isso aconteça é necessário um novo perfil docente. Segundo Perrenoud (2000, p. 128),

Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação.

Diante do exposto, esse trabalho justifica-se pelo fato de poder contribuir para a compreensão do uso que vem sendo feito das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem do Ensino Médio, na disciplina de Química, podendo contribuir com futuras propostas de complementação e com a atualização da formação de professores de Química, referente à formação inicial e continuada, utilizando recursos tecnológicos. Deve-se ter em mente, entretanto, que a formação de professores para o uso das TIC vai muito além do técnico. Não exige apenas o domínio dos recursos, mas sim uma prática pedagógica reflexiva, uma vez que o uso de computadores não garante, por si só, uma melhor qualidade do ensino. Segundo Libâneo (2000), as TICs não determinam mudanças, no entanto condicionam mudanças em ambientes de produção, de comunicação e de aprendizagem na medida em que oferecem oportunidades e desafios únicos, possibilitando novas formas de aprendizagem. Lévy (1999) adverte que para falar em tecnologia é necessário cuidar para não usá-la a qualquer custo, mas sim acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades, a cultura dos sistemas educacionais e, sobretudo, os papéis de professor e de aluno. Ferreira (1998) afirma que só o uso das tecnologias como ferramentas não será suficiente para dar boa continuidade ao processo de ensino-aprendizagem. Alguns fatos devem ser mencionados como, por exemplo, a atitude positiva dos professores frente a estas tecnologias. A organização das aulas em torno da Internet e outros produtos tecnológicos são recomendáveis. Contudo, a determinação clara dos objetivos do ensino por parte dos professores é um dos pontos mais importantes do processo. O MEC em meados de 1990 buscando tornar docentes e discentes mais próximos das tecnologias e inovar o ensino a fim de elevar o nível de aprendizagem dos alunos, proporcionando seu contato com as ferramentas tecnológicas, implantou nas escolas o projeto Proinfo, assim definido pelo Ministério da Educação (MEC):

Proinfo Programa Nacional de Informática na Educação , cujo objetivo é a instalação de laboratórios de computadores para as escolas públicas urbanas e rurais de ensino básico de todo o Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação, atua como um agente de inovação tecnológica nos processos de ensino e aprendizagem, fomentando a incorporação das tecnologias de informação e comunicação (TICs) e das técnicas de educação à distância aos métodos didático-pedagógicos. Além disso, promove a pesquisa e o desenvolvimento voltados para a introdução de novos conceitos e práticas nas escolas públicas brasileiras (BRASIL, 2012).

Entretanto, a implantação dos laboratórios nas escolas não foi suficiente, visto que de nada adianta ter as ferramentas e não saber manuseá-las. Acredita-se que o problema seja que alguns professores têm uma concepção “romântica” sobre os processos que determinam a aprendizagem e a construção de conhecimento e concomitantemente do uso das tecnologias no ato de ensinar e aprender. Pensam que é suficiente colocar os computadores ligados à Internet nas salas de aula que os alunos vão aprender e as práticas se vão alterar (MIRANDA,

2007).

Em 2007, a Secretaria de Educação à Distância (SEED/MEC) reestruturou o programa que, em sua nova versão, se intitula Programa Nacional de Tecnologia Educacional Proinfo Integrado, o qual passa a integrar três ações conjuntas: disponibilidade de computadores nas escolas; formação dos professores para o uso das TIC e a seleção e organização das informações relacionadas aos cursos de formação de professores. Diante dessa reformulação o programa passou a ter como a formação do professor para a real e efetiva utilização das ferramentas tecnológicas integradas ao currículo escolar. Esse programa é o principal responsável pela formação de professores para o uso de tecnologias. Outro programa governamental que merece destaque é a Rede Interativa Virtual de Educação (RIVED). O RIVED também é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção e disponibilização de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Tais conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. A meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno. Além de promover a produção e publicar na Web os conteúdos digitais para acesso gratuito, o RIVED realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os

objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior e na rede pública de ensino. Objeto deste programa é uma tecnologia recente que abre caminhos para a educação formal e a distância, podendo ser fortemente utilizada como material de apoio ao ensino presencial, trazendo inovações e soluções que podem beneficiar a todos os envolvidos nesse processo (PESSOA; BENETTI, 2008). A concepção de mudança do paradigma utilizando as TICs está na compreensão de que o papel do profissional de educação na atualidade é o de estimular os alunos a aprender, a buscar e a selecionar as fontes de informações disponíveis para a construção do conhecimento, analisando-as e reelaborando-as. Segundo Aoki (2004):

A prática educativa tem sofrido forte influência da crescente digitalização das atividades sociais. Queira-se ou não, o computador vai até a escola. Constatação feita. Parece inevitável que a educação atual deva buscar o entendimento entre a sociedade contemporânea e a futura, que deva adquirir a capacidade de adequar-se e também de apresentar resultados e propostas aos desafios que se apresentam.

Essa formação deve ser vista como um processo permanente integrado no dia-a-dia dos professores vistos como protagonistas ativos nas diversas fases do processo de formação devendo este voltar-se para os desenvolvimentos: pessoal, profissional e organizacional (NÓVOA, 1995). Segundo Libâneo (2000) é preciso que os cursos de formação de professores garantam espaços para práticas e estudos sobre as mídias, sobre a produção social de comunicação escolar com elas e sobre como desenvolver competente comunicação cultural com várias mídias.

Diante do exposto, o tema proposto neste trabalho diz respeito ao uso das TICs na

formação inicial e continuada, e na prática dos professores de Química das escolas de Ensino Médio de Alfenas - Mg, tendo como objetivo principal identificar quais são as concepções dos professores sobre tecnologias no contexto escolar, visando compreender o quão qualificado os professores estão e se percebem estar para a inserção dessas tecnologias como ferramentas didáticas no ensino de Química. O presente projeto tem os seguintes objetivos específicos:

Analisar quais tecnologias estão presentes nas escolas;

Investigar quais dessas tecnologias são realmente utilizadas pelos professores de Química;

Investigar as principais ações evidenciadas nos cursos de formação inicial e

continuada desses professores que tem levado à utilização ou não das tecnologias, no

processo de ensino e aprendizagem com seus alunos;

Diagnosticar eventuais obstáculos à utilização das TIC por parte dos

professores Química em utilizar tais recursos. No sentido de atingir cada um dos objetivos específicos serão realizados levantamentos com coleta de dados na forma de questionários e na forma de grupo focal. Cabe destacar a importância deste projeto no sentido de utilização dos dados coletados e analisados nessa pesquisa para uma futura formulação e promoção de um curso de formação continuada, visando o uso das TICs, pelos professores de química do município de Alfenas- MG, no processo de ensino-aprendizagem.

2. REFERENCIAIS TEÓRICOS

2.1. Referencial para Elaboração do Questionário

A elaboração do questionário, aplicado na primeira etapa deste projeto, teve como base o trabalho de Abdala (1999). Nesse trabalho, a autora analisa a visão dos professores sobre a introdução dos recursos de informática nas organizações estaduais de ensino médio de Porto Alegre, sendo que, sua investigação teve como dimensão predominante uma abordagem quantitativa de caráter exploratório sobre as percepções dos professores. O questionário foi elaborado por perguntas fechadas e abertas, em três módulos:

O primeiro módulo foi composto por questões destinadas a obter dados sobre

os equipamentos e quais deles são utilizados pelo professor no processo de ensino

aprendizagem.

O segundo módulo foi composto por questões destinadas a obter dados sobre a

introdução das novas tecnologias no ensino médio. Para isto subdividiu-se as questões em três partes:

1º Parte - Em relação ao recurso da informática”: Identifica a opinião dos professores em relação à introdução dos recursos da informática nas escolas abordando questões como prioridade, existência de estrutura física, aplicações mais indicadas, implicações no processo de ensino-aprendizagem.

2º Parte - Em relação à internet”: Busca verificar qual a importância da Internet no auxilio ao uso das novas tecnologias. 3º Parte - Preparação dos Professores”: Objetiva verificar a importância da preparação dos professores diante do uso de novas tecnologias no ensino.

O terceiro módulo destina-se à caracterização dos professores do ensino

médio, sendo coletados os seguintes dados: sexo, idade, estado civil, escolaridade, carga horária de trabalho semanal, tempo de magistério, acesso a computador e/ou acesso à Internet, conhecimentos de programas governamentais sobre uso de TICs no ensino, nível de seu conhecimento em informática, e a frequência com que participa de programações que lhe proporcionem atualização e crescimento profissional.

2.2. Referenciais para Elaboração e Análise do Grupo Focal

O grupo focal é uma técnica qualitativa de pesquisa que visa promover a intercomunicação entre membros ou entre grupos sociais que são submetidos a ocorrências comuns, com objetivo de coletar material discursivo a respeito de suas realidades e vivências. Constitui em uma maneira de ouvir e aprender com os participantes (MORGAN, 1998). Segundo Kitzinger (1995) este processo ajuda a maximizar a interação entre participantes e a produzir interações complementares. O grupo focal foi desenvolvido de acordo com o trabalho de Gomes (2005). Esse trabalho apresenta algumas reflexões e considerações em relação a pesquisa em educação e a aplicação do grupo focal como alternativa metodológica, bem como indica alguns procedimentos básicos na organização e condução do grupo focal. As entrevistas do tipo grupo focal oferece ao investigador a versatilidade e variedade de alternativas para a coleta de dados, além de permitir um certa flexibilidade na condução da entrevista e maior aproximação com os dados coletados. Segundo Gomes (2005) as entrevistas com grupos focais podem ser utilizadas em todas as fases de um trabalho de investigação, são apropriadas para um trabalho que busca entender atitudes, preferências, necessidades e sentimentos. Para a condução do grupo focal é necessário antes de tudo definir claramente o problema a ser avaliado e determinar alguns critérios para a formação do grupo.

Ao estabelecer os propósitos da entrevista de grupo focal e identificar os critérios de seleção dos participantes, devemos considerar os seguintes aspectos:

O número de participantes;

Se os participantes são homogêneos;

Até que ponto os participantes oferecem informações confiáveis, levando em conta o propósito do estudo;

O tamanho do grupo deverá variar de 6 a 10 membros, variando em um mínimo de 3 a 4 grupos. O importante é selecionar pessoas que possuam diferentes opiniões sobre o tema a ser discutido para obter ou não uma representação quantitativa de diferentes opiniões de setores , e sim o relato de cada segmento sobre o objeto de estudo;

Os participantes devem ser vagamente informados do tema da discussão, para que compareçam com ideias preestabelecidas e devem-se ser comunicados com antecedência sobre o comparecimento a reunião.

Os encontros devem ser desenvolvidos em local que favoreça a interação entre os participantes: uma sala com cadeiras confortáveis ou em volta de uma mesa

é suficiente. Também se recomenda que as reuniões durem entre uma hora e

meia e duas horas. Pode ser utilizados equipamentos para serem registrados as

discussões, de preferência dois gravadores. É importante identificar, com um cartão, cada participante.

O moderador deve, inicialmente esboçar o propósito e o formato da reunião, em seguida dizer que a entrevista ou a discussão será informal e que se espera

a participação de todos, com o máximo de espontaneidade possível. Deve-se

explicar os objetivos do encontro, como foram selecionados os participantes e

o motivo de não ser relatadas muitas informações sobre a reunião, sobre o uso

de gravadores e o sigilo das informações obtidas, bem como a duração do encontro e como será conduzido o encontro. Deve-se ter em mente que todos os participantes falem sobre o tema, deixando bem claro que todas as opiniões interessam, não existindo a classificação de boas ou más opiniões.

Para que se obtenha uma boa gravação das falas os participantes devem aguardar a sua vez para expressar a sua opinião;

O moderador é o responsável por controlar o tempo, ele deve também lançar várias perguntas abertas sobre o tema a fim de conduzir a discussão,

necessitando de um roteiro de questões preparadas anteriormente, deve-se ter uma boa experiência na condução de grupos, clareza de expressão, capacidade de ouvir, deve ser flexível, simpático.

Após a reunião, a equipe de investigadores deverá elaborar relatório com o resumo das informações e impressões colhidas pelo grupo focal e suas implicações no estudo. Para a análise dos dados, deve-se levar em consideração palavras utilizadas repetidamente, o contexto no qual a informação foi obtida, concordância entre opiniões dos participantes, alteração de opiniões ocasionados pela pressão dos grupos, respostas decorrentes de experiências pessoais de maior relevância e não impressões vaga, ideias principais, comportamentos, gestos, reações, sentimentos, valores de ordem pedagógicas, ideológicas e ética, preconceitos, dificuldades de compreensão das perguntas feitas, entusiasmo, dificuldades no enfrentamento de um desafio, aproveitamento, etc

Para a análise dos dados deve-se, em geral, utilizar dos seguintes passos:

a. Elaboração de um plano das falas, que consiste na presença das ideias,

com destaque para diferença entre as opiniões e discurso dos grupos focais;

b. Deve-se ouvir repetidas vezes as falas registradas e agrupar os

fragmentos dos discursos de acordo com as categorias identificadas;

c. A análise deve extrair tudo que for relevante e associado ao tema à

categoria. As categorias geradas a partir de informações obtidas. O guia usado

pelo moderador pode servir de esquema inicial das categorias. Durante a discussão também podem surgir novas variáveis;

d. Tentar capturar as ideias principais que após as conclusões da análise.

Os analistas podem buscar tendências e formular conclusões sobre as conexões encontradas;

e. Deve-se ser elaborado um relatório dos resultados do grupo focal,

evitando generalização e acentuando as relações entre os elementos identificados, pontuando ou avaliando interpretações dos participantes.

Citações dos discursos devem ser usadas com parcimônia, não devendo ultrapassar mais de ⅓ do relatório.

2.3. Referencial para Categorização e Análise dos Dados

2.3.1 - Conhecimento do Conteúdo Tecnológico Pedagógico (TPACK)

O Conhecimento do Conteúdo Tecnológico Pedagógico (TPACK), segundo Koehler e Mishra (2009), tenta identificar a natureza do conhecimento exigido pelos professores para a integração da tecnologia no seu ensino, dirigindo-se à natureza complexa, multifacetada e situada do conhecimento do professor. Na Figura 1, podemos observar que no centro do quadro TPACK forma uma complexa interação de três formas principais de conhecimento:

Conteúdo (CK), Pedagogia (PK), e Tecnologia (TK). Cabe destacar que o quadro TPACK baseia-se na noção de Shulman do conhecimento pedagógico do conteúdo.

noção de Shulman do conhecimento pedagógico do conteúdo. Figura 1 – TPACK e o seus componentes.

Figura 1 TPACK e o seus componentes. Traduzido de Koehler e Mishra (2009).

A abordagem TPACK vai além de ver essas três bases de conhecimento de forma isolada. Estas competências são necessárias para um professor ser capaz de introduzir as tecnologias, para inovar nas práticas letivas com as TICs. É na intersecção destas três componentes que um professor se torna capacitado para inovar com TIC, abandonando o primado do tecnológico e colocando a ênfase no pedagógico. Por outro lado, ressalta-se os novos tipos de conhecimento que estão na interseção entre eles.

Considerando PK e CK juntos temos conhecimento pedagógico do conteúdo (PCK), a ideia de Shulman de conhecimento da pedagogia que é aplicável ao ensino de conteúdos específicos. Da mesma forma, considerando-se TK e CK tomados em conjunto, temos conhecimento do conteúdo tecnológico (TCK), o conhecimento da relação entre tecnologia e conteúdo. No cruzamento da TK e PK, é o Conhecimento Pedagógico Tecnológico (TPK), que enfatiza a existência, componentes e capacidades de várias tecnologias, como eles são utilizados nas configurações de ensino e aprendizagem. Segundo este referencial, a verdadeira integração tecnológica no ensino ocorre pela compreensão e negociação entre esses três componentes básicos do conhecimento. Um professor capaz de negociar essas relações representa uma forma de conhecimento diferente e maior do que, o conhecimento de um perito disciplinar (digamos, um matemático ou um historiador), um especialista em tecnologia (um cientista da computação) e um especialista pedagógico (um educador experiente). A integração de tecnologia eficaz para fins pedagógicos em torno de um assunto específico requer sensibilidade em desenvolvimento para a dinâmica, ou seja, uma relação [transacional] entre todos os três componentes.

3. METODOLOGIA

Neste trabalho foram utilizados os métodos de pesquisa quantitativo e qualitativo. Neste sentido, foi elaborado um questionário, com perguntas fechadas e abertas, baseado no trabalho de Abdala (1999). Em seguida foram realizados dois grupos focais – “Teste Piloto” e “Projeto Definitivo” com base no trabalho de Gomes (2005). De acordo com a abordagem e os instrumentos utilizados, os métodos de pesquisas quantitativo e qualitativo foram utilizados a fim de quantificar os dados coletados e de conhecer opiniões, ideias e descobertas, possibilitando interpretações individuais e características. A pesquisa quantitativa tem como objetivo principal quantificar dados. Segundo Richardson (1989), este método caracteriza-se pelo emprego da quantificação, tanto nas modalidades de coleta de informações quanto no tratamento dos dados através de técnicas estatísticas. A pesquisa qualitativa, em geral, tem o pesquisador como seu principal instrumento e os dados coletados são predominantemente descritivos, com caráter exploratório. Os aspectos essenciais da pesquisa qualitativa consistem no reconhecimento e na análise de diferentes

perspectivas; nas reflexões dos pesquisadores a respeito de suas pesquisas como parte do

processo de produção do conhecimento; e na variedade de abordagem e métodos. Esse tipo de

pesquisa tem como objetivo investigar, de forma profunda, a opinião de um dado público com

relação a um tema. Os resultados não são baseados em dados numéricos, mas em depoimentos

e informações dos pesquisados. Conforme Giovinazzo (2001), a pesquisa qualitativa é útil

para firmar conceitos e objetivos a serem alcançados e dar sugestões sobre variáveis a serem

estudadas com maior profundidade. Algumas possíveis ferramentas para a condução de uma

pesquisa qualitativa são: entrevistas, questionários com questões descritivas e grupo focal.

Cabe destacar que o grupo focal é um procedimento de coleta de dados no qual o

pesquisador tem a possibilidade de ouvir vários sujeitos ao mesmo tempo, além de observar

as interações características do processo grupal (KIND, 2003).

Patton (1990) vê a entrevista tipo grupo focal como uma técnica qualitativa de coleta

de dados altamente eficaz, a qual fornece alguns controles de qualidade sobre a coleta de

dados.

Antecedendo a aplicação do grupo focal - “Projeto Definitivo”, foi realizado um

“Teste Piloto” que teve como objetivo principal o treino da aplicação de um grupo focal a fim

de minimizar os possíveis erros por parte dos condutores desta estratégia de coleta de dados

durante a sua execução definitiva.

O “Teste Piloto” permitiu que o pesquisador observasse "reações do entrevistado

como: dificuldade de entendimento, tendência para esquivar-se de questões polêmicas ou

'delicadas', embaraço com questões pessoais, etc.", acrescentando que pode evidenciar ainda:

"ambiguidade das questões, existência de perguntas supérfluas, adequação ou não da ordem

das questões", um vez que, constatados os problemas, "reformulou-se o instrumento"

(LAKATOS; MARCONI, 1986, p. 129).

Portanto, após a aplicação do “Teste Piloto”, o roteiro do grupo focal foi reformulado

e uma versão final foi elaborada.

3.1. Sujeitos

Este trabalho contou com dois grupos de sujeitos: sujeitos do “Teste Piloto” e sujeitos do Projeto Definitivo, descritos abaixo.

3.1.1.

Sujeitos do Teste Piloto

A parte do trabalho referente ao “Teste Piloto” teve como sujeitos de pesquisa sete

alunos licenciandos em Química da UNIFAL-MG, do oitavo período de 2013. Os alunos do oitavo período foram escolhidos a fim de identificar quais são as concepções dos futuros professores sobre o uso de novas tecnologias no contexto escolar, visando compreender o quão qualificado os professores estão e se percebem estar para a inserção dessas tecnologias como ferramentas didáticas no ensino de Química. O “Teste Piloto” abordou questões que buscaram identificar e analisar quais tecnologias estão presentes nas universidades, quais dessas tecnologias são realmente utilizadas pelos professores de Química da Universidade, quais as principais ações evidenciadas nos cursos de formação inicial deles tem levado à utilização ou não das tecnologias, no processo de ensino e aprendizagem nos estágios e quais

os eventuais obstáculos à utilização das TIC por parte dos futuros professores Química em utilizar tais recursos.

3.1.2. Sujeitos do Projeto Definitivo

A parte do trabalho referente ao “Projeto Definitivo” teve como sujeitos de pesquisa

os professores de Química do ensino médio de Alfenas-MG, atuantes no ano letivo de 2013. Foram convidados alguns professores integrantes dos seguintes programas desenvolvidos pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguagens e Processos UNIFAL- MG: Programa de Formação Continuada de Professores em Química (ProFoQUI) e Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).

O ProFoQUI tem como objetivo proporcionar a formação continuada de professores

de Química da rede estadual de ensino regular, dentro de uma ação integrada e contextualizada com os aspectos sócio-culturais da região.

O PIBID tem como principal objetivo possibilitar um campo maior de inserção dos

licenciandos no cotidiano da rede pública, a fim de proporcionar-lhes novas experiências e

contribuir com sua formação inicial, a melhora da aprendizagem dos alunos e da formação continuada dos professores que já exercem a docência nas escolas selecionadas.

A escolha pelos sujeitos professores destes programas esta fundamentada na possibilidade de uma melhor compreensão do real problema de inserção das TICs no cotidiano escolar.

3.2. Instrumentos de coleta de dados

Para a realização do “Teste Piloto” foi elaborado um plano de falas (roteiro), contendo os principais tópicos abordados no grupo focal (APÊNDICE A). Tendo como instrumento de coleta de dados o uso de gravador de áudio e vídeo, com o intuito de obter dados para a análise da transcrição do vídeo/áudio. O “Projeto Definitivo” teve como instrumento de coleta de dados, primeiramente, um

questionário (APÊNDICE B) a fim de coletar dados par

levantamento dos equipamentos disponíveis na escola, sua utilização em sala de aula e a concepção sobre a introdução de novas tecnologias no ensino. Portanto, a entrevista tipo grupo focal foi aplicada em um grupo de 3 professores, sendo realizada após a aplicação do questionário e do termo de consentimento de participação na pesquisa (APÊNDICE C).

a caracterização dos sujeitos,

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Neste tópico apresentamos a análise do Teste Piloto, que constou da realização de um grupo focal com licenciandos em química e da aplicação do Projeto Definitivo, que constou da aplicação de um questionário e da realização do grupo focal com os professores de química do ensino médio.

4.1. Teste Piloto

Foi promovido um “Teste Piloto” com alunos do oitavo período de licenciatura em química a fim de evitar erros por parte do moderador do grupo e para garantir ao moderador certa experiência, familiarização com a entrevista tipo grupo focal. O teste foi de suma importância, pois norteou o moderador no intuito de como agir diante de certas situações, como por exemplo, quando os participantes do grupo fugissem do foco do assunto proposto ou então quando se desorganizassem falando ao mesmo tempo.

No “Teste Piloto” foram elaboradas algumas cartas contendo figuras de algumas tecnologias, de forma que foi sorteada para cada participante uma carta, pedindo para que eles fossem falando um pouco da tecnologia ilustrada e de como seria possível utiliza-las em sala de aula. Porém, a atividade não foi bem sucedida, pois os alunos do “Teste Piloto” se desorganizaram falando das cartas em geral, fugindo assim, do objetivo proposto para a atividade, que era detectar se os participantes seriam capazes de interligar conhecimento tecnológico com conhecimento pedagógico e o conteúdo químico. As cartas ilustrativas foram reelaboradas, pensando em uma dinâmica que atingisse melhor o nosso objetivo. Foi necessário confeccionar uma quantidade maior de cartas ilustrativas que se interligassem com as já existentes. A partir disto, os participantes tiveram o desafio de unir as três cartas, a tecnologia que seria utilizada empregando-a a uma metodologia adequada a partir de um conteúdo químico. As cartas reelaboradas encontram-se no Apêndice E deste trabalho. O moderador no decorrer do teste teve que adequar o roteiro, sendo necessária a retirada de algumas questões, pois os integrantes automaticamente respondiam-a em sequência da questão anterior. Portanto, o “Teste Piloto” foi capaz de promover experiências necessárias para a elaboração e realização do grupo focal definitivo, buscando não haver erros do mesmo gênero. Para a análise dos dados do grupo focal realizado como “Teste Piloto” fez-se necessário a transcrição dos dados coletados por meio de áudio e vídeo.

4.2. “Projeto Definitivo”

Segue abaixo a análise dos dados obtidos referente ao “Projeto Definitivo”. Para a coleta de dados realizou-se em dois momentos, o uso de um questionário e um grupo focal. Inicialmente foram analisados os questionários preenchidos pelos sujeitos da aplicação definitiva - professores e posteriormente os dados obtidos durante o grupo focal. Para análise do grupo focal definitivo fez necessária a transcrição de áudio/vídeo.

4.2.1 Análise do Questionário

A partir das respostas obtidas pelo questionário, foi possível identificar os dados pessoais dos professores, os equipamentos presentes nas escolas e a utilização dos mesmos, e por fim, a introdução das novas tecnologias no ensino.

- Módulo I: Caracterização dos sujeitos

Foram tomados como sujeito desta pesquisa os professores de escolas públicas e privadas de Alfenas Mg. Dentre os 3 professores tomados como sujeitos desta pesquisa, 2 são do sexo feminino e 1 do sexo masculino, abrangendo grupos de idade entre 20-30 anos, entre 41 50 anos e com mais de 50 anos. Sendo 2 solteiros e 1 casado. Dos três professores participantes do grupo focal definitivo, um deles é recém-formado em química licenciatura e está trabalhando em uma escola particular de Alfenas-MG. As outras duas professoras são atuantes no ensino médio da rede publica de Alfenas, uma delas é formada em farmácia e bioquímica pela Unifal e em biologia pela Unifenas, a outra professora participante do grupo é formada em farmácia pela Unifal. Em relação a escolaridade, 2 apresentam graduação e 1 mestrado. Dentre o qual 1 apresenta uma carga horaria de trabalho semanal de menos de 12 horas, 1 apresenta carga horária de 12 a 20 horas e uma de 21 a 31 horas. Sobre a tempo de magistério, 2 apresentam entre 6 a 10 anos e 1 apresenta menos de 3 anos. Em relação ao acesso ao computador, 1 apresenta acesso em casa e 2 apresentam acesso nas escolas e em casa. Já em relação ao motivo que os professoras acessam a internet, 2 responderam que é devido diversão, busca de conhecimento e troca de e-mails e 1 respondeu que é somente para busca de conhecimento. Sobre o conhecimento na área de informática, 2 se consideram bons e 1 considera-se como regular. Quanto a frequência em programações (cursos, seminários, oficinas) que propiciem atualizações de seu conhecimento e aperfeiçoamento profissional, 2 responderam que têm muita frequência e 1 respondeu que tem pouca frequência. Em relação ao seu interesse em participar de curso, seminários ou oficinas que propicie aperfeiçoamento profissional, trabalhando os recursos tecnológicos como ferramenta de ensino, todos os professores se interessariam em participar.

- Módulo II: Equipamentos

1. Quais dos recursos abaixo estão disponíveis na sua escola?

Equipamentos existentes nas escolas

Data Show Computador/Internet Tablet Computador Tv/Vídeo retroprojetor Quadro-Negro 0 1 2 3
Data Show
Computador/Internet
Tablet
Computador
Tv/Vídeo
retroprojetor
Quadro-Negro
0 1
2
3

Equipamentos

Figura 2 Gráfico de equipamentos presentes na escola.

O gráfico apresentado na Figura 2 mostra os equipamentos disponíveis em cada escola podendo ser observado que, segundo os professores todas as escolas possuem data show, computador/internet, computador, tv/vídeo, retroprojetor e quadro negro, sendo que somente o tablet não está disponível em nenhuma das escolas.

2.Quais dos recursos abaixo, você mais utiliza em suas aulas?

Equipamentos utilizados pelos professores

Data Show Celular Computador/Internet Computador Tablet Tv/Vídeo Retroprojetor Quadro-Negro

0 1 2 3
0 1
2
3

Equipamentos

Figura 3 Gráfico dos equipamentos utilizados na escola pelos professores.

A partir do gráfico apresentado na Figura 3 é possível observar quais são os equipamentos utilizados em sala de aula pelos professores. Dentre os equipamentos disponíveis não são utilizados apenas o celular, pois o tablet não se encontra disponível nas escolas. Sendo que dos três professores, o retroprojetor é utilizado somente por um deles e que a tv/vídeo é utilizada somente por dois dos três professores. Em comparação com a Figura 2, os equipamentos estão presentes nas escolas, porém, não são utilizados por alguns professores. Segundo os professores o restante dos equipamentos são todos utilizados por eles.

- Módulo III: Introdução de novas tecnologias no ensino

1. Em relação ao recurso da informática.

3

2

1

0

3 2 1 0 Sua introdução na escola é prioritária Não devem ser utilizados com os
3 2 1 0 Sua introdução na escola é prioritária Não devem ser utilizados com os

Sua introdução na escola é prioritária3 2 1 0 Não devem ser utilizados com os alunos somente na disciplina de informática

Não devem ser utilizados com os alunos somente na disciplina de informática3 2 1 0 Sua introdução na escola é prioritária Se colocados à sua disposição e

Se colocados à sua disposição e souber como aplicar, os computadores serão utilizados em suas atividades de sala de aula.com os alunos somente na disciplina de informática Sua aplicação facilitará, atualizará e qualificará o

Sua aplicação facilitará, atualizará e qualificará o processo de ensino aprendizagem.colocados à sua disposição e souber como aplicar, os computadores serão utilizados em suas atividades de

Figura 4 O gráfico mostra a introdução das novas tecnologias no ensino em relação ao recurso da informática.

O gráfico apresentado na Figura 4, nos mostra que segundo os professores, a introdução das novas tecnologias em relação aos recursos da informática é prioritário, visto que dois professores concordam e um concorda fortemente com esta afirmativa.

Em relação ao uso com os alunos somente nas disciplinas de informática, dois professores discordam e um dos professores concorda fortemente que deve ser utilizada somente na disciplina de informática. Na afirmativa, se colocados a sua disposição e souber como aplicar, os computadores serão utilizados em suas atividades em sala de aula, todos os professores concordam fortemente. Com base nesta resposta podemos ainda perceber que o professor que concorda anteriormente que deve ser utilizada a informática somente na disciplina de informática, entra em conflito com as duas respostas visto que aqui ele responde que utilizaria caso disponível. Isso demonstra uma divergência entre as respostas dada pelo professor que pode ser devido à interpretação errada em relação à pergunta anterior. Quando questionado se sua aplicação facilitará, atualizará e qualificará o processo de ensino aprendizagem dois professores concordam fortemente e um professor concorda.

3

2

1

0

3 2 1 0 Dispertarão a criatividade docente e discente no processo de ensino e aprendizagem.
3 2 1 0 Dispertarão a criatividade docente e discente no processo de ensino e aprendizagem.

Dispertarão a criatividade docente e discente no processo de ensino e aprendizagem.3 2 1 0 Os professores não estão aptos e não aceitarão facilmente utilizarem estas tecnologias

Os professores não estão aptos e não aceitarão facilmente utilizarem estas tecnologias sem preparação adequada.docente e discente no processo de ensino e aprendizagem. As escolas não possuem infra- estrutura adequada

As escolas não possuem infra- estrutura adequada para recebê- los.utilizarem estas tecnologias sem preparação adequada. São especialmente indicados para serem ferramentas de

São especialmente indicados para serem ferramentas de auxilio ao professor.não possuem infra- estrutura adequada para recebê- los. Contribuirão muito na formação do aluno para o

Contribuirão muito na formação do aluno para o mercado de trabalho.infra- estrutura adequada para recebê- los. São especialmente indicados para serem ferramentas de auxilio ao professor.

Figura 5 O gráfico mostra a introdução das nova tecnologias no ensino em relação ao recurso da informática.

Todos os professores concordam que a introdução de novas tecnologias no ensino em relação aos recursos da informática, pode despertar a criatividade tanto do docente quanto do discente no processo de ensino e aprendizagem.

Foi observado também que um dos professores discorda que, professores não estejam aptos e não aceitarão facilmente a utilizarem as novas tecnologias sem a preparação adequada, sendo que um professor se encontra indeciso diante da afirmação e outro concorda com a afirmação proposta. Ao afirmar que, as escolas não possuem infraestrutura adequada para receber os recursos da informática, somente um professor concorda com a afirmação e os demais professores discordam desta afirmação, nos permitindo observar que a maioria dos professores entrevistados acredita que as escolas possuem sim, infraestrutura necessária para o recebimento de recursos de informática. Quando dito que estes recursos da informática são especialmente e unicamente indicados para serem ferramentas de auxilio somente para o professor, apenas um professor discorda desta afirmação sendo que os outros dois professores um concorda fortemente e o outro concorda. Por fim, o gráfico nos revela que todos os professores concordam fortemente com a contribuição desta introdução na formação do aluno perante ao mercado de trabalho.

3

2

1

0

3 2 1 0 Para possibilitar que docentes e discentes usufruam dos benefícios destes recursos; os
3 2 1 0 Para possibilitar que docentes e discentes usufruam dos benefícios destes recursos; os

Para possibilitar que docentes e discentes usufruam dos benefícios destes recursos; os professores deverão modificar seus métodos de ensino- aprendizagem.3 2 1 0 Agilizarão o processo de construção do conhecimento dos alunos. Estimularão no aluno

Agilizarão o processo de construção do conhecimento dos alunos.deverão modificar seus métodos de ensino- aprendizagem. Estimularão no aluno a construção do conhecimento

Estimularão no aluno a construção do conhecimento através de trabalhos de pesquisa.o processo de construção do conhecimento dos alunos. Deverão ser utilizados em todas as diciplinas como

Deverão ser utilizados em todas as diciplinas como ferramenta de apoio ao trabalho interdiciplinar.do conhecimento dos alunos. Estimularão no aluno a construção do conhecimento através de trabalhos de pesquisa.

Figura 6 O gráfico mostra a introdução das novas tecnologias no ensino em relação ao recurso da informática.

Em relação à modificação dos métodos de ensino-aprendizagem para possibilitar que os docentes e discentes usufruam dos benefícios destes recursos, os professores apresentam diferentes concepções visto que um professor concorda fortemente, um professor concorda e outro professor se encontra indeciso. Estes resultados mostram as concepções que os professores compreendem à sua formação e sua formação continuada, tendo duvidas se é necessário uma complementação ou aperfeiçoamento de sua formação. Em relação à construção do conhecimento dos alunos se o recurso da informática agilizaria este processo, dois professores concordam e um professor encontra-se indeciso. Já em relação ao estimulo do aluno que será fornecido quando utilizado a informática na construção do conhecimento por meio de trabalhos de pesquisa, os professores concordaram, visto que dois concordaram fortemente e outro concordou com esta afirmativa. Em relação ao uso em todas as disciplinas como ferramenta de apoio ao trabalho interdisciplinar, dois professores concordam e um professor concorda fortemente.

2. Em relação à internet.

3

2

1

0

3 2 1 0 Os computadores nas escolas devem estar conectados a ela. É uma fonte
3 2 1 0 Os computadores nas escolas devem estar conectados a ela. É uma fonte

Os computadores nas escolas devem estar conectados a ela.3 2 1 0 É uma fonte de conhecimento que deve ser utilizada para os trabalhos

É uma fonte de conhecimento que deve ser utilizada para os trabalhos de pesquisa e interação entre alunos de escolas no mundo inteiro3 2 1 0 Os computadores nas escolas devem estar conectados a ela.

Figura 7 O gráfico mostra a introdução das novas tecnologias no ensino com relação à internet.

Quando perguntado aos professores se os computadores que estão presentes nas escolas devem estar conectados à internet, todos concordam com a afirmação feita, deixando clara a dependência dos computadores diante da internet, ou seja, o computador sem internet não seria viável para eles.

O gráfico nos mostra que um professor concorda fortemente e os outros dois concordam que a internet é uma fonte de conhecimento que deve ser utilizada para os trabalhos de pesquisa e interação entre os alunos de diversas escolas.

3. Preparação dos professores.

3

2

1

0

3 2 1 0 É de fundamental importância para o êxito deste processo Software educacional são
3 2 1 0 É de fundamental importância para o êxito deste processo Software educacional são

É de fundamental importância para o êxito deste processo3 2 1 0 Software educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.

Software educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.3 2 1 0 É de fundamental importância para o êxito deste processo

Figura 8 O gráfico mostra a introdução das novas tecnologias no ensino em relação a preparação dos professores.

Em relação à importância do uso das novas tecnologias de ensino para o êxito no processo de preparação dos professores, os professores apresentam diferentes concepções visto que um concorda fortemente, um concorda e um se encontra indeciso. Como discutido anteriormente alguns dos professores se encontram indecisos em relação a sua formação continuada, para o aperfeiçoamento de sua prática docente. Sobre o uso de software educacional e seu auxilio no processo de ensino aprendizagem, dois professores concordam e um dos professores não responde esta pergunta. Um dos motivos que pode levar ao professor a não responder esta pergunta, pode ser devido ao não entendimento do que é software educacional, visto que este conceito não foi expresso junto a pergunta.

4.2.2 Análise do Grupo Focal do “Projeto Definitivo

Segue abaixo a análise do grupo focal do “Projeto Definitivo. A análise foi dividida de acordo com o plano de fala (roteiro), sendo o primeiro módulo as questões referente às concepções, o segundo módulo referente às qualificações e o último módulo referente ao uso. Sendo que o módulo do uso foi baseado no referencial do TPACK.

4.2.3 Concepção

A seguir apresentamos a análise das questões relativas à concepção dos professores sobre tecnologia.

eu gostaria de saber o que vocês

entendem por tecnologias?” Houve um breve silêncio inicialmente, e apenas dois professores responderam a esta pergunta. Abaixo apresentamos a primeira resposta:

“Tecnologia?! É, é uma coisa mais técnica, é uma coisa mais prática, melhorar, atualizar né!? É realizar sua tecnologia atualizando nossa técnica de ensino.” Pode se observar nesta fala que a professora não apresenta uma definição do que é tecnologia. Já o segundo professor complementa a resposta da primeira e fornecendo elementos mais coerentes:

“Eu acho assim, se a gente for analisar o termo tecnologia, veeem da palavra técnica, então você esta aplicando uma técnica, um desenvolvimento para você utilizar no seu dia-a-dia,

então é uma técnica utilizada para o bem do ser humano, tá

de

lousa, giz, decorar tudo

eu acho assim, tudo o que você usar que seria além do conteúdo de sala de aula éé

Para a pergunta: “Pensando no dia-a-dia de vocês

que nem a palavra tecnologia,

não, acho tudo que você usar, tecnologia é usar um retroprojetor,

um computador, uma experiência em laboratório, tudo que você usar e for além do que apenas esta escrito no livro, tentar trazer tudo que tá no cotidiano dos alunos utilizando essa tecnologia para sala de aula, eu acho que a aprendizagem vai ser 100% melhor.” Podemos perceber que o conhecimento que os professores apresentaram sobre

tecnologia não é apenas considerando que a tecnologia pode ser simplesmente uma ferramenta técnica, como as máquinas, mais como qualquer meio inserido no contexto que viabilize uma nova forma no ensino, como ele mesmo cita as experiências de laboratório. E de

fato na educação qualquer meio que completa a ação do professor é uma ferramenta tecnológica na busca da qualidade do processo de ensino-aprendizagem. Para a pergunta que tem por objetivo saber se os professores utilizam algumas tecnologias no seu dia a dia: Eu gostaria de saber de vocês, se vocês sabem utilizar algumas destas tecnologias?” Evidenciamos a seguinte resposta:

“Bom, eu domino todas elas, porque é o que a gente usa né, um laboratório de informática,

eu pelo menos sei o que eu to

fazendo”. Na fala de uma das professoras, ela afirma que sabe usar todas as tecnologias em sala de aula. A inserção dos recursos tecnológicos em sala de aula requer um planejamento de como introduzir adequadamente essas tecnologias para facilitar o processo de ensino- aprendizagem nas escolas, buscando aprendizagens mais significativas e uma melhoria do desempenho dos alunos quando em contato com estas tecnologias, onde as tecnologias sejam empregadas de forma eficiente e eficaz. A partir desta fala poderemos analisar ao final se a professora realmente domina as tecnologias em sala de aula ou não. Outra fala de um dos professores é:

Na minha escola também o data show fica lá e a gente que tem que montar tudo. Neta segunda fala de uma das professoras nos diz que ela tem a tecnologia lá, o simples fato de ter a tecnologia ao nosso alcance não diz que sabemos usa-la no ensino. Para Moraes (1997), “o simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante, mas sim, a criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso dessas novas ferramentas”. Não se trata apenas de levar tecnologia para a sala de aula. Ela, por si, só não vai garantir o aprendizado. Já o terceiro professor apresenta uma preocupação em relação a como o aluno se comporta diante do uso destas tecnologias em sala de aula, uma preocupação não observada anteriormente pelas professoras. Em sua fala podemos analisar alguns aspectos:

Lá na escola também, mas tipo assim, o que eu não sei, eu corro atrás pra aprender, eu vou deixar o aluno, tipo assim, que nem eu falei o negocio do portal, ai pode usar, o aluno pode usar, mas como que eu vou aplicar isso na minha aula se eu não sei, tem que correr atrás.” Outro aspecto relevante que podemos considerar é a consciência que o professor tem de sua formação e seu interesse e necessidade que o professor tem em sua formação continuada.

data show, as vidrarias, materiais de laboratório tudo isso

Em um terceiro momento perguntamos se para os professores existe algum tipo de desvantagem quando se trata do uso de tecnologias em sala de aula. Um das professoras referindo-se ao celular responde:

“ah em alguns casos, desvantagem eu acho, que nem eu falo muito pros meus alunos, tecnologia tá inserido naquilo, essas facilidades todas desses computadores, celulares hoje em dia que tem ate computador, se tá dando aula, depois que eles fizeram, colocaram esses celulares, acabou! É difícil prender a atenção dos alunosA parir desta fala de uma das professora um outra discorda, quanto ao uso do celular.

“Eu ate discordo de você, porque as vezes tem uma coisas entendeu, porque na minha escola é proibido o uso de celular, vocês tem a oportunidade de ver isso, não pode, mas alguns casos, chega pra mim e fala dona você ta explicando isso aqui, por exemplo ácido e base, porque eu achei, porque eu dei uma certas coisas pra eles verem qual era o nome,ver no livro mas um não tinha no livro, porque eu dou o livro pra eles pesquisarem, porque eu sei que alguns não tem condição de computador nem de livro nem nada, então as veze seu dou um trabalho na sala de aula mesmo, ate tinha uma que não tinha mesmo, ate era o hidróxido de

potássio ai um chegou e disse, aqui dona eu achei pra isso que serve

dele usar a tecnologia dele para ele ta aprendendo porque ele

poderia muito bem ta na internet e nem ai né, mas é legal assim” Neste aspecto podemos comparar a diferença existente entre as professora visto que uma considera o uso das tecnologias de forma a ajudar no processo de ensino-aprendizagem e outra não. O uso do celular assim como de outras tecnologias em sala de aula quando utilizados corretamente favorece o ensino nas escolas, deve-se ter em mente que o aluno deve ter consciência do uso de novas tecnologias em sala e como pode ser usada para complementação de sua aprendizagem. Um dos professores consegue ter a percepção deste uso quando nos diz:

Eu acho assim, que nem eu falei, você tem que limitar certas coisas, a gente vai utilizar a

internet pra fazer uma atividade, dependendo do que você ta utilizando, o cara ta no

Se você não souber controlar, pode ser uma coisa

facebook, ta no MSN, e não ta nem aii

eu achei interessante

você entendeu? A a a a a

muito que não adianta, que nem eu falo, calculadora, eu sempre brigo la com meus alunos porque a maioria deles fazem conta de multiplicar e dividir na calculadora, é um trabalho danado, mas porque?! Porque, qualquer situação que surge ta lá a calculadora, não foi que nem na epoca da gente que a gente tinha que fazer na mão, tinha que, como que fala, tinha que estudar pra fazer aqui la, hoje ta muito mais fácil, tem muitas facilidade que eu acho que

prejudica isso daí, porque como que você faz probleminha se você usa muito da matemática, e o aluno ta la parado naquela parte, ai você tem que voltar e ensina a fazer conta, então nesse caso eu acho que a maioria, nesse caso assim a tecnologia pode prejudicar, então tem que saber lidar com isso.”

4.2.4 Qualificação

Buscando compreender o quão preparado o professor esta para o uso das tecnologias em sala de aula foram feitas algumas perguntas recorrente a sua formação. E na formação acadêmica de vocês, vocês tiveram aulas em que aprenderam a utilizar as TIC´s ?” Uma professora responde:

oo

Mostrando assim que, ainda é muito incipiente a formação de professores com a perspectiva de criação de competências no uso das tecnologias na escola. Em um segundo momento, buscamos compreender qual o apoio que uma escolha oferece aos professores ao longo de sua carreira para o uso destas tecnologias:

“Bom, vamos mudar de assunto, ao longo de suas carreiras, vocês já se depararam com alguma escola que te oferecesse maneiras de para trabalhar com as tecnologias?” Foi possível obter duas respostas que podem evidenciar a presença ou não dos equipamentos, visando que uma das escolas é privada e as outras duas são públicas. Uma professora da escola pública nos responde:

Data show acho que

tinha não”.

eu corri atrás, ninguém me ofereceu não.”

Já o professor da escola privada nos responde:

Não, lá na minha não, quando eu entrei eles já me apresentaram tudo, eles já me falaram “ você pode fazer isso, pode utilizar isso aqui” o professor de informática me ensinou a mexer, nesse caso sim.”

4.2.5 Uso

Para a análise das respostas dos professores referente ao uso, realizamos uma distribuição em três partes, buscando compreender quais são suas concepções referentes ao

nível de conteúdos químicos, ao nível tecnológico e ao nível pedagógico. E posteriormente uma combinação referente a estes três níveis, sendo realizada uma análise utilizando o conceito do TPACK.

4.2.5.1 Conhecimento tecnológico

Para analisar o conhecimento tecnológico que o professor possui, foi solicitado que os professores retirassem de uma caixa preta um tipo de tecnologia, e que a partir desta fosse falado um pouco sobre o que conheciam, se utilizariam ou já utilizaram. De acordo com as respostas dos professores é possível perceber que eles, ou não conhecem ou se conhecem não

sabem utilizar os elementos das cartas que retiraram. Podendo ser evidenciado nas respostas abaixo:

Primeiro professor: “Eu tirei um tablet

Segundo professor: “Eu tirei um celular

Não, eu nunca utilizei”.

é como eu já tinha falado no começo, é até

proibido o uso lá né, mas teve um aluno que veio e me contou

Terceiro professor: “O meu saiu animação, o jogo de bingo mesmo é o que a gente faz mesmo e é uma animação que a gente faz em sala de aula, tem as premiações e faz tipo um jogo né uma animação é uma aula diferenciada o que deve ser muito bom.” Nesta resposta, podemos evidenciar que o professor não reconhece o que é uma animação e que ele define o jogo do bingo como sendo considerado um tipo de tecnologia. O conhecimento das tecnologias é o conhecimento que o docente deve ter sobre o material que utiliza e isto não fica evidenciado. Os demais professores demonstram não saber utilizar as tecnologias.

Mais

eu nunca usei

4.2.5.2 Conhecimento pedagógico

Para compreender as concepções do conhecimento pedagógico foi solicitado que os professores retirassem uma carta da caixa de número 2 e que em seguida eles falassem se conheciam a metodologia ilustrada nesta carta, se utilizariam ou se já utilizaram. Primeiro professor: “O meu saiu debates discussões. Já utilizei eu acho que foi uma coisa

bem construtiva

Eu juntei todo mundo, reuni em um circulo e a gente fez um debate sobre o

que a gente utiliza da química no nosso cotidiano, o que a gente vê e o que a gente pode levar

da sala de aula e aproveitar no nosso dia-a-dia. Porque igual eu falo, por que na escola não vai formar é químicos, mas a gente forma cidadãos. Segundo professor: “O meu é trabalho em grupo então eu trabalho muito em grupo certo?

Desde éé

éé

trabalhou

Terceiro professor: “o meu saiu tradicional Isso é a aula tradicional, é eu também trabalho

mais tradicional

mesmo”. De acordo com as respostas dos professores, podemos observar que eles não apresentaram dificuldades em falar sobre as metodologias que eles saíram alguns até citaram exemplos e fizeram observações de como desenvolvem em sala de aula.

muito assim também né

o que

trabalho mesmo né, como dinâmica né um debatendo com o outro depois a gente

escolhe um do grupo pra tá dissertando ou falando pros demais o que éé

então pra cada grupo eu dou um tipo de trabalho formando então o debate né

tem muitos conteúdos que eu trabalho assim

é

.

4.2.5.3 Conhecimento científico ou do conteúdo

Assim como realizado anteriormente, foi solicitado para que os docentes retirassem uma carta ilustrando algum conteúdo químico e a partir destas, eles falassem um pouco sobre como desenvolvem este conteúdo em sala de aula e qual o grau de dificuldade tanto para eles, docentes, como para os alunos. Primeiro professor: Eu tirei ligações químicas, como é o primeiro ano que eu estou dando aula no primeiro colégio este conteúdo é abordado, mais eu ainda não trabalhei mais eu acredito que por ser uma coisa assim mais abstrata eu acho que vai exigir um pouquinho

mais

É uma coisa mais abstrata que

requer mais da imaginação, uma ligação química como será que isso acontece? Entendeu?

Eu ainda vou trabalhar isso, mas Segundo professor: O meu é soluções tá eu dou pro segundo ano um pouquinho e

que

pincelado no primeiro né

é aquele negócio né, a gente vai pra parte prática e

solução é bem mais simples né,,” Terceiro professor: “O meu saiu modelos atômicos, eu gosto muito de trabalhar eu trabalho com o primeiro ano eu vou explicando desde o primeiro, começar a estudar o átomo até chegar neste que a gente estuda hoje passando a história, a teoria então eles assim, passam a

criando assim, uma coisa assim muito abstrata

pra eles saberem mais ou menos com relação a mistura né

solução é uma mistura não é? Mas éé

fica tudo mais interessante né, então não tem assim uma.”

Nãoo, grau de dificuldade

Dificuldades é mais é para os alunos entenderem aquela parte lá os

modelos de Bohr de quando o elétron fica excitado fica uma cor volta outra espectro de cor aquelas coisas lá, as vezes fica mais complicado nesta área até então de Rutherford o modelo

é fácinho eles até gostam de achar prótons, elétrons, nêutrons e tal ai na hora que chega

Bohr que complexa mais um pouco, quantiza

Na análise das respostas, pôde-se observar que os dois primeiros professores falam pouco sobre o conteúdo que retiraram, sendo que o segundo professor aponta as únicas dificuldades encontradas quando se ensina o conteúdo de soluções, seria a falta de laboratório, caracterizando por fim o conteúdo como fácil. Já o terceiro professor demonstra que os alunos possuem dificuldades de aprendizagem quando se ensina o conteúdo de modelos atômicos, podendo ser evidenciado quando o professor diz “as vezes fica mais complicado nesta área”.

gostar mais .”

quantizar né

quanto.”

4.2.5.4 Integrando os três momentos: Conhecimento pedagógico, tecnológico e de conteúdo químico

Foi solicitado para cada professor, que se interligassem os três elementos contidos nas cartas retiradas anteriormente, se tornando capazes de apresentar uma união entre as três cartas falando como ministrariam uma aula com a tecnologia obtida, unindo-a a metodologia

que se foi retirada, abordando um determinado conteúdo químico pré-estabelecido pela carta ilustrada. O primeiro professor antes de reunir os três elementos, questiona sobre como seria distribuído os tablets:

“Todo mundo né. Por que se fosse

eu já não imaginaria né. Só eu utilizar um tablet”. Neste momento o professor deixa bem claro que o tablet somente poderia estar sendo usado por ele, caso o mesmo fosse distribuídos a todos os alunos e que caso contrário não seria possível trabalhar com ele no ensino. Posteriormente o professor relata como trabalharia em sala de aula os três elementos:

Eu acho o seguinte, o tablet teria eu ou todo mundo?”

“Isso no caso se fosse todo mundo, utilizando de debates eu acho que se cada um tivesse um

E cada um

até a gente montar uma

e mais além ainda, trazer o que a gente tem do nosso cotidiano uma coisa mais

física que me podem abordar este conteúdo das ligações químicas tá? Então se cada um tivesse um tablet conectado a internet lógico, fazer um debate sobre o que cada um vai

tablet, eu acho que ai você poderia até associar o tablete utilizando a internet tá

indo buscar os conceitos de ligações químicas que poderiam trazer

discussão

identificando ali na internet sobre ligações químicas. Eu acho que é a única coisa que eu poderia fazer com estas três cartas.” Outra consideração que o professor faz é que para que ele poça utilizar o tablet seria necessário o acesso à internet, na descrição de como deve ser feito o uso destes três elementos o professor demonstra algumas dificuldades visto que sem o uso da internet o tablet seria desnecessário, além de refazer uma aula no qual o professor faz o uso do tablet não alterando consideravelmente as suas formas de ensinar e dos alunos aprenderem, fazendo uma simples transferência do formato papel para o formato digital, visto que as informações sobre o conceito de ligações químicas pode ser tragas em livros ou textos e desta forma não provocaram grandes inovações nas práticas letivas. Com relação ao uso dos três elementos o segundo professor nos responde:

“Eu vou ser bem sincera, eu não saberia o que eu ia fazer com o celular, num trabalho em grupo sobre soluções. O que eu poderia fazer em um trabalho em grupo sobre soluções

o que eu poderia mostrar pra ele no celular, eu vou te

ser sincera eu não saberia mesmo. Tá eu ia partir para uma aula tradicional aqui. Eu ia abandonar tudo aqui e fazer uma aula tradicional.” Fica evidente que o professor não sabe utilizar este tipo de tecnologia em sala de aula, visto que ela despensa o uso do mesmo e parte para uma aula tradicional. Podendo concluir que neste caso, o professor não conseguiu O terceiro professor une os três elementos da seguinte forma:

Tá no meu caso eu tenho uma animação com uma aula tradicional com modelo atômico. Ai

como que eu poderia fazer uma

Dar o modelo de

Rutherford né e vou colocar lá o pudim de passas quem que qual a teoria atômica que

Ai eu poderia fazer

tipo animações e colocar ” Este professor tem inicialmente a consciência de que o uso de uma tradicional junto com o uso de uma tecnologia não seria possível. Exemplificando como faria a aula posteriormente, entretanto meio incoerente e com algumas dificuldades. Visando esta dificuldade da professora em compreender o que é uma animação, devido a sua fala ao explicar o que é uma animação anteriormente a moderado explica para professora o que é uma animação, a professora então desiste e volta a falar como faria a aula, que é igual a aula que ela descrever desenvolver em sala de aula:

até seria viável, mas o celular aqui

é complicado eu pegaria animação, e este eu teria que tirar

aula de modelo com animação? Eu poderia fazer tipo assim uns jogos né

descreveu o modelo atômico do pudim de passas? Uma esfera maciça né

Fazer tradicional mesmo citar a história desde o inicio

como aconteceu e cada modelo atômico.” É evidenciado, portanto que o professor não possui a compreensão do que é uma tecnologia e que não sabe como realmente deve ser utilizada em sala de aula. Quando confrontada sobre o que é uma animação o professor prefere desistir do que reformular sua aula.

Em um segundo momento, foi solicitado aos professores que fizessem a mesma dinâmica, porém eles mesmos escolhendo as cartas que desejariam interligarem, como por exemplo: o professor 1 escolheu uma carta ilustrada com tecnologia, falando um pouco desta carta, posteriormente escolheu uma carta ilustrando uma metodologia e por fim escolheu uma carta de algum conteúdo químico. E assim sucessivamente até que todos os participantes escolhessem os três elementos de suas preferências. Com isso, foi pedido aos docentes que interligassem a tecnologia que cada um escolheu com a metodologia e o conteúdo químico. Foi possível observar as seguintes respostas:

Primeiro professor: “Então eu peguei aqui, simulações, software educacionais e modelo atômico. Só que eu peguei por que é até uma coisa que eu tô fazendo esta semana e

Então eu tô entrando na parte de

semana passada, que eu tô trabalhando com os alunos

modelos atômicos e eu acho assim, você esta estudando lá e você tá começando a estudar o

modelo de Rutherford. Tá no modelo de Rutherford ele fez aquela experiência com as laminas de ouro e com o bombardeamento de partículas alfas, tá ai vai lá as partículas alfa vão bater no núcleo e vão voltar. Mais como que bate? Será que bate mesmo? Será que vai bater e vai voltar, daquele jeito lá? Então tem um software lá na universidade do colorado igual eu

uma

Na hora que chega no

representação do que é uma partícula alfa e já o núcleo atômico tá

Que ele mostra como que realmente acontece. Então você tem lá um modelo

“Então é tradicional mesmo

falei

núcleo atômico o que que vai acontecer? Você tem a repulsão porque você tem uma partícula

Então na hora que vão chegar perto do núcleo será que

mas nunca que realmente

bate e volta

Entendeu. Então eu acho que seria uma alternativa. Eu vou utilizar uma animação no software pra ensinar isso. Nesse exemplo por exemplo.” Na fala do professor 1 pode ser evidenciado que ao escolher a tecnologia e a metodologia a ser utilizada em sala de aula, o professor é capaz de interligar tecnologia,

alfa e que tem o positivo também

bate? Não, lá mostra que não bate. Já volta e ele sofre desvios, tá

Então eu acho assim que é uma coisa mais fácil você mostrar do que só falar.

metodologia e conteúdo químico. Pôde ser observado na fala a cima que o professor em questão demonstra saber utilizar a metodologia adequada para a tecnologia em questão. Podendo ser evidenciado que ele sabe o conteúdo químico escolhido. Segundo professor: “Bom eu vou escolher estes dois que é dos que eu trabalho. Tá o

gosto

muito de estudos de caso mais eu não tenho tempo que a aula é pequena certo? Então eu levaria umas duas ou três pra gente já tá fazendo isso. Então eu vou optar pelos jogos. Tá o

que eu poderia ser feito? Nas duas inclusive tá. É mais fácil da gente tá explicando. Ligações química e constituição da matéria. Vou escolher uma por exemplo só pra gente dar

um jogo dentro do

kimisquet tá fazendo isso aqui estando projetando né pra todo mundo ver e cada um no seu

computador ali seguindo isso dai. Tá? Eu faria isso.” É possível constatar que o professor se encontra um pouco confuso para a escolha de suas cartas, a princípio ele escolhe duas cartas de tecnologia, duas cartas de metodologia e duas cartas de conteúdo químico, e vai excluindo de acordo com o que ele acha mais fácil de

ai eu fiz o estudo de casos eu

posso trabalhar

pequena certo?”, Por fim, escolhe o computador com a metodologia de jogos e o conteúdo químico de constituição da matéria. Sendo nítido de perceber que o professor em questão se contradiz ao dizer que ele faria um jogo dentro do programa CHEMISQUET, que é um software para auxiliar na montagem e visualização de moléculas em 2D e 3D, projetando para todos os alunos, a fim de que todos possam visualizar, porém cada um em seu computador. Primeiramente o professor se contra disse ao dizer que seria um computador por aluno, pois pôde ser evidenciado a partir da análise dos questionários que nem todas as escolas possuem laboratório de informática e nem computadores para todos os alunos, em um segundo momento ele deixa explicito que não sabe diferenciar uma metodologia, no caso o jogo, de uma tecnologia, no caso o software. Concluindo, portanto que o professor, segundo o conceito do TPACK, não possui o conhecimento tecnológico, metodológico e nem do conteúdo químico, sendo nítida a evidência de que o professor não consegue interligar os três elementos.

gosto muito de estudos de caso mais eu não tenho tempo que a aula é

retroprojetor né e o computador, tá

ai eu fiz o estudo de casos eu posso trabalhar

continuidade. É constituição da matéria

é o que a gente poderia fazer

ser trabalhado, como pode ser evidenciado neste trecho:

Terceiro professor: “Eu usei a internet aquela que você citou, é a gente e vamos supor a muito tempo atrás a gente trabalhou com o chemisquet trouxe a tecnologia pra gente a muito

tempo acho que foi em 97 que trabalhei com meus alunos

E continua dizendo:

“Dois mil e nove quer dizer. Dois mil e nove, não dois mil e oito foi quando começou o

Mais antes eu já tinha

visto um ano antes ai que eu vi. Quando trouxemos eles pro laboratório usando a internet eu

nós fizemos também a química

forense sabe nos entramos no site lá tinha os dados lá vários tópicos que você escolhia qual

tinha várias coisas e fizemos pesquisas depois tinha várias perguntas do

que tava acontecendo e eu vi que de reações químicas eu vi que como que a gente evidência pelo método de forense lá. Como que você sabe dos vestígios de sangue lá como que foi aquelas reações o que foi que aconteceu. E eu vi que o rendimento do aluno foi bem melhor de que a gente trabalhou na sala. Né. Esse aqui não foi o chemisquet não foi o site lá como que chama que a gente trabalhou na química forense.” A partir destas falas do terceiro professor, foi possível perceber que não foi cumprida a dinâmica, fugindo totalmente do objetivo. Podendo com isso concluir que o professor analisado não apresenta os conhecimentos tecnológicos, metodológicos e de conteúdo químico. Baseando-se no conceito do TPACK o professor não é capaz de utilizar a

PIBID eles trouxeram esta técnica eles nem falaram nada depois

também dei o site pra eles pra eles poderem entrar tinha

que ia trabalhar

metodologia adequada para a tecnologia aplicada a um conhecimento químico.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

As análises realizadas neste trabalho, relativas ao projeto definitivo, nos permite tecer as seguintes considerações:

Considerando a quantidade de sujeitos envolvidos, a presença de apenas 3

professores no grupo focal tornou a coleta de dados pouco representativa, impossibilitando

generalizações nas suas análises. Porém, acreditamos que foi possível promover a intercomunicação entre os sujeitos desta pesquisa com o objetivo de coletar material discursivo a respeito de suas realidades e vivências;

Com relação aos equipamentos disponíveis nas escolas, é possível observar que

a maioria das escolas possuíam alguns equipamentos tecnológicos como computador, data-

show, televisão/vídeo, retroprojetor e quadro negro. Alguns equipamentos, entretanto ainda

como tablete não possui em nenhuma das escolas. Já o celular em uma das escolas é proibido

o seu uso.

Com relação ao uso dos equipamentos apesar dos professores relatarem que as

escolas possuem os equipamentos, em suas falas, eles relatam que muitas vezes não fazem o

uso visto que, em geral, não sabem como utiliza-los ou que os equipamentos são muito concorridos para utilização na escola. Neste caso, devendo reservar com determinada antecedência os equipamentos e a sala que não é a mesma que os alunos utilizam no seu dia-a- dia.

Referente à formação dos professores e a formação continuada dos mesmos é

possível observar que os professores não possuem formação que auxiliem no uso da tecnologia aliada a metodologia e não participam de nenhum curso que referente ao uso de tecnologias. Porém, os mesmos demostram interessados quando questionados se gostariam de participar de algum minicurso que complementassem em sua formação. A introdução das TICs na Educação, não pode ser vista apenas como uma mudança tecnológica, através da substituição do ensino tradicional pelo uso de novas tecnologias, devendo ser encarada como uma mudança do modo como se aprende, uma mudança das formas de interação entre quem aprende e quem ensina, uma mudança do modo como se reflete sobre a natureza do conhecimento. Integrar recursos e ferramentas TIC no processo de ensino e aprendizagem não é tarefa fácil. Por isso, é necessário que os professores estudem bem a sua realidade e tenha consciência de que é necessária a reformulação de sua prática

educacional. De acordo com os dados obtidos foi possível analisar os professores com relação a três categorias, que segundo o referencial utilizado se faz necessário para o desenvolvimento das TICs em sala de aula: conhecimento tecnológico, metodológico/pedagógico e de conteúdo científico. Com relação ao conhecimento tecnológico foi possível perceber que os professores possuem a concepção do termo Tecnologia, como diretamente relacionada aos instrumentos, objetos e ferramentas. Com relação ao metodológico/pedagógico, podemos perceber que os professores não fazem muito o uso das metodologias de ensino ou fazem o uso de forma incoerente, podendo ser perceptível que algumas vezes o professor prefere abandonar uma metodologia de ensino e partir para uma aula tradicional. Com relação ao conhecimento científico não se observou aparentemente nenhuma dificuldade por partes dos professores. O uso das TICs aliado à metodologia não parece ser conhecido, sendo esta apenas considerada como uma tecnologia de apoio para as aulas. A análise dos dados sobre as concepções dos professores referente a metodologia de ensino com o uso de novas tecnologias no ensino, é possível perceber que os professores não conhecem ou não se encontram preparado para o uso das TICs no ensino, visto que eles não

conseguem conectar o conhecimento tecnológico, pedagógico e do conteúdo que se faz

necessário segundo nosso referencial para o desenvolvimento eficaz do ensino

Além disso, podemos também avaliar que algumas escolas de Alfenas encontram-se

equipadas com algumas tecnologias (computador, data-show) e que muitas delas não são

utilizadas pelos professores, muitas vezes por falta de conhecimento dos mesmo.

A partir dos levantamentos destes dados, foi possível perceber a necessidade de uma

formação continuada dos professores voltada para o uso de novas tecnologias no ensino, que

favoreça a adequação dos meios tecnológicos às atividades didáticas bem como a maneira

como eles se inserem nos planejamentos e métodos de ensino. Cabe ressaltar que as TICs não

poderão ser vistas apenas como uma ferramenta, mas como um processo formativo

transformador, fazendo parte efetiva dos processos pedagógicos e no conhecimento de

educadores e educandos, sendo que, o simples fato do professor saber o que é uma tecnologia

não satisfaz o seu uso eficaz, como pôde-se observar a partir deste trabalho.

6. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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7. APÊNDICES

APÊNDICE A – ROTEIRO DO GRUPO FOCAL DO “TESTE PILOTO

Convite Os sujeitos foram informarmos sobre o local, a data e o tema a ser discutido no grupo focal por meio de convite entregue em mãos com obtenção de confirmação.

Apresentação

“Olá, boa tarde a todos! Meu nome é Suzane Pereira e irei conduzir o grupo de discussão para o qual vocês foram convidados a participar hoje. O tema da discussão será o uso de novas tecnologias no ensino médio de química. Antes de iniciarmos nossa discussão gostaria que vocês lessem e assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e, também que soubessem que esta reunião esta sendo gravada em vídeo e áudio de modo que possamos ter acesso ao conteúdo da discussão somente para análise dos dados. Caso tenha alguém aqui que se sinta constrangido pela gravação se manifeste. Por favor, falem alto e vamos tentar fazer com que cada pessoa fale por vez. Estarei aqui para moderar a discussão no sentido de garantir que todos tenham sua vez de falar. Estamos aqui para trocar opiniões e sintam-se livres para exporem o que pensam a respeito dos questionamentos propostos aqui. Vamos começar nos apresentando, por que você não começa e então vamos fazendo a volta para que todos se apresentem e falem um pouco sobre seu curso, os estágios que tem realizado nas escolas de ensino médio e suas perspectivas futuras na profissão de professor de química.

Roteiro para a entrevista

1. Concepções

O que vocês entendem por tecnologias ou novas tecnologias? Quais vocês conhecem?

Quais dessas tecnologias estão disponíveis na sua universidade? Você sabe utilizar alguma?

Qual a importância da tecnologia no mundo atual dos alunos e professores? O que vocês entendem pelo uso de tecnologias no ensino de química? Você acha importante utilizar novas tecnologias no

ensino de química?

Quais tecnologias que vocês conhecem que poderiam ser utilizadas no ensino de química? Como

vocês acreditam que possa ser utilizada a tecnologia no ensino de química?

Quais as vantagens e desvantagens do uso de novas tecnologias no ensino de química?

2. Qualificações

Na formação, vocês tiveram aulas em que aprenderam a utilizar as TICs? Quais? E aprenderam a

maneira de como utilizá-las?

Você acha importante a inclusão desta aprendizagem na grade curricular do seu curso? Por quê?

Você se interessaria em participar de algum minicurso para auxiliá-lo no uso de novas tecnologias de

ensino de química? Por quê?

Você conhece algum programa governamental que auxilia na formação de professores com relação

ao uso de tecnologia? Caso sim, como ficou sabendo? O que acha deste programa? (Apresentação de

programas em slides)

Aqui temos dois programas que são disponibilizados pelo governo para a utilização do professor e a

formação do mesmo. Vocês já ouviram falar de algum destes programas? Sabe como utiliza-los?

Até hoje você encontrou alguma escola que te oferecia maneiras para trabalhar utilizando algum tipo

de

nova tecnologia? Se sim, qual e de que forma utilizou?

Se

você trabalhar em uma escola futuramente e ela não fornecer recurso para se usar esta tecnologia,

como você faria?

3. O uso Iremos exibir um vídeo que trata da Metodologia X Tecnologia, disponível em
3. O uso
Iremos
exibir
um
vídeo
que
trata
da
Metodologia
X
Tecnologia,
disponível
em
http://www.youtube.com/watch?v=mKbEbKQZVQU&feature=youtu.be.
A partir disso pediremos os comentários dos participantes sobre o vídeo. (Espera-se que eles
respondam que somente a tecnologia não muda nada, pois a metodologia continua a mesma).

A

partir deste vídeo é possível observar se a professora (do vídeo) tem o conhecimento tecnológico?

E

o do conteúdo, ela possui o conhecimento do conteúdo?

E

o conhecimento pedagógico, ela tem?

E

esse conhecimento que ela tem serve para o tipo de tecnologia utilizada?

A

professora teve a oportunidade de trabalhar com a tecnologia, porém sua metodologia continua a

mesma. O que deve ocorrer, a metodologia deve se adaptar a tecnologia ou a tecnologia a

metodologia?

Qual tipo de metodologia que deveria ser utilizada?

Mas a tecnologia em conjunto com a metodologia deve ser usada o tempo todo? (é saudável?)

Aqui temos algumas tecnologias que estão presentes no nosso dia-a-dia (Apresentar as cartas feitas e pedir para que uma pessoa de cada vez retire uma carta e responda a pergunta acima). Você acha que alguma dessas pode ser utilizada no ensino?

Quais são os maiores obstáculos enfrentados ao utilizar as novas tecnologias?

O professor conseguiria atuar sem infra-estrutura necessária? O que você faria se deparasse em uma

escola sem recursos adequados para desenvolver uma aula utilizando tecnologia?

Como você faria para unir à tecnologia a metodologia?

Discussão da reportagem. (Reportagem para contextualizar uma questão sobre uso de tablets sentem-se preparados ou não)

Se a sua escola recebesse os tabletes como ocorreu na reportagem vocês estaria preparados para

utiliza-los em sala de aula? Como vocês fariam para inserir a aula na tecnologia dos tabletes?

APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO DIVIDIDO EM 3 MÓDULOS

Módulo 1 Equipamento De acordo com a legenda, classifique as perguntas abaixo:

Sim (S)

Não (N)

Não se Sabe ( NS)

 

1. Quais dos recursos abaixo estão disponíveis na sua escola?

S

N

NS

a) Quadro- Negro

     

b) Retroprojetor

     

c) Tv- Vídeo

     

d) Computador

     

e) Tablet

     

f) Computador/Internet

     

g) Projetor de slides (Data-show)

     

h) Outras tecnologias. Quais?

2. Quais dos recursos abaixo você mais utiliza em suas aulas?

     

a) Quadro-Negro

     

b) Retroprojetor

     

c) Tv-Vídeo

     

d) Tablet

     

e) Computador

     

f) Computador/Internet

     

g) Celular

     

h) Projetor de slides (Data-show)

     

Módulo 2 - Introdução das novas tecnologias no ensino

Em relação aos itens abaixo, você considera que:

Concordo Fortemente (CF) Fortemente (DF)

Concordo (C)

Indeciso (I)

Discordo (D)

Discordo

1.

Em relação ao recurso da informática.

 

CF

C

 

I DF

D

a)

Sua introdução nas escolas é prioritária

         

b)

Não devem ser utilizados com os alunos somente na disciplina de informática

       

c)

Se colocados à sua disposição e souber como aplicar, os computadores serão utilizados em suas atividades de sala de aula.

       

d)

Sua aplicação facilitará, atualizará e qualificará o processo de ensino aprendizagem.

       

e)

Despertarão a criatividade docente e discente no processo de ensino e aprendizagem.

       

f)

Os professores não estão aptos e não aceitarão facilmente utilizarem estas tecnologias sem preparação adequada.

       

g)

As escolas não possuem infra-estrutura adequada para recebê- los.

       

h)

São especialmente indicados para serem ferramentas de auxílio ao professor.

       

i)

Contribuirão muito na formação do aluno para o mercado de trabalho.

       

j)

Para possibilitar que docentes e discentes usufruam dos benefícios destes recursos, os professores deverão modificar seus métodos de ensino aprendizagem.

       

k)

Agilizarão o processo de construção do conhecimento dos alunos.

       

l)

Estimularão no aluno a construção do conhecimento através de trabalhos de pesquisa.

       

m)

Deverão ser utilizados em todas as disciplinas como ferramenta de apoio ao trabalho interdisciplinar.

       

2.

Em relação à internet:

CF

C

 

I DF

D

a)

Os computadores nas escolas devem estar conectados a ela.

       

b)

É uma fonte de conhecimento que deve ser utilizada para os trabalhos de pesquisa e interação entre alunos de escolas no mundo inteiro.

       

3.

Preparação dos Professores:

 

CF

C

 

I DF

D

a)

É de fundamental importância para o êxito deste processo

       

b)

Deve ser uma programação especial, com conteúdo e metodologia dirigidos especificamente para professores da rede estadual de ensino

       

c) Deve fornecer, além da instrumentalização em informática, uma atualização didático- pedagógica, abordando temas como ensino, aprendizagem e avaliação frente às novas tecnologias disponíveis para a educação. O conteúdo programático da instrumentalização em informática deve abranger:

d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.

em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.
em informática deve abranger: d) Software Educacional são programas que auxiliam o processo de ensino/aprendizagem.

Módulo 3 Dados pessoais do professor

Em relação aos itens abaixo, assinale:

1.

Sexo

a)

Masculino

b)

Feminino

2.

Idade

a)

Menos de 20 anos

b)

Entre 20 e 30 anos

c)

Entre 31e 40 anos

d)

Entre 41 e 50 anos

e)

Mais de 50 anos

3.

Estado civil

a)

Solteiro

b)

Casado

c)

Divorciado

d)

Viúvo

e)

Outros

4.

Escolaridade

a)

2º Grau completo

b)

3º Grau completo

c)

Pós-Graduação

d)

Mestrado

e)

Doutorado

5.

Carga horária de trabalho semanal

a)

Menos de 12 horas

b)

De 12 a 20 horas

c)

De 21 a 31 horas

d)

De 33 a 40 horas

e)

Mais de 40 horas

6.

Tempo de magistério

a)

Menos de 3 anos

b)

Entre 11 e 20 horas

c)

Entre 3 a 5 anos

d)

Entre 6 a 10 anos

e)

Entre 11 a 20 anos

f)

Mais de 20 anos

7.

Acesso ao computador

a)

Em casa

b)

Casa dos amigos

c)

Ambiente de trabalho fora da escola

d)

Na escola

e)

Não tem acesso

8.

Acessa a internet para

a)

Diversão

b)

Buscar conhecimento

c)

Trocar e-mail

d)

Todas as opções acima

e)

Não acessa a internet.

9.

Seu conhecimento na área da informática é:

a)

Bom

b)

Ruim

c)

Regular

d)

Não conhece

10.

Frequência programações (cursos, seminário, oficinas) que proporcionem atualizações de seu conhecimento e aperfeiçoamento profissional?

a)

Muitos

b)

Poucos

c)

Nenhum

11.

Interessaria em participar de cursos, seminários ou oficinas sobre que propicie aperfeiçoamento profissional, trabalhando os recursos tecnológicos como ferramenta de ensino?

a)

Sim.

b)

Não.

APÊNDICE C - MODELO DO TERMO DE CONSENTIMENTO E INFORMAÇÃO ENTREGUE AOS SUJEITOS DA PESQUISA

Termo de Consentimento e Informação

Nome da Pesquisa: USO DAS TICS PELOS PROFESSORES DE QUÍMICA DO ENSINO MÉDIO DO MUNICÍPIO DE ALFENAS-MG

Pesquisadores responsáveis: Prof. Me. Mario Roberto Barro e Licenciandas Natália Mariane Braz e Suzane Pereira.

Informações sobre a pesquisa: Investigações que analisam o uso de tecnologias no ensino médio são de primordial importância. Acreditamos esta pesquisa poderá favorecer o conhecimento do uso e do não uso das tecnologias em sala de aula, bem como auxiliar na elaboração e aplicação de cursos de formação inicial e continuada para professores de química no que tange a temática de novas tecnologias para o ensino de química. Desta forma, nesta pesquisa temos como objetivo principal identificar quais são as concepções dos professores sobre o uso de novas tecnologias no contexto escolar, visando compreender o quão qualificado os professores estão e se percebem estar para a inserção dessas tecnologias como ferramentas didáticas no ensino de Química.

Assim, convidamos você, professor de química do ensino médio do município de Alfenas-MG, a participar deste estudo. Assumimos o compromisso de manter sigilo quanto a sua identidade, como também garantimos que o desenvolvimento da pesquisa foi planejado de forma a não produzir riscos ou desconforto para os participantes. Pedimos também autorização para gravar (em áudio e vídeo) a entrevista em grupo de 6 a 10 membros.

Prof. Me. Mario Roberto Barro

Natália Mariane Braz (Licencianda em Química)

Suzane Pereira (Licencianda em Química)

Eu,

RG

,

abaixo assinado, tendo recebido as informações acima, e

ciente dos meus direitos, concordo em participar da referida pesquisa, bem como ter:

1. A garantia de receber todos os esclarecimentos sobre todas as discussões antes e durante o

desenvolvimento da pesquisa, podendo afastar-me a qualquer momento assim que desejar.

2. A segurança plena de que não serei identificado, mantendo o caráter oficial da informação,

assim como está assegurado que a pesquisa não acarretará nenhum prejuízo individual ou coletivo.

3. A segurança de que não terei nenhum tipo de despesa material ou financeira durante o

desenvolvimento da pesquisa, bem como esta pesquisa não causará nenhum tipo de risco, dano físico, ou mesmo constrangimento moral e ético.

4. A garantia de que toda e qualquer responsabilidade nas diferentes fases da pesquisa é dos

pesquisadores, bem como fica assegurado que haverá ampla divulgação dos resultados finais nos meios de comunicação e nos órgãos de divulgação científica em que a mesma seja aceita.

5. A garantia de que todo material resultante será usado exclusivamente para a construção da

pesquisa e ficará sob guarda dos pesquisadores.

Tendo ciência do exposto acima, desejo participar da pesquisa.

de 2012.

Alfenas,

de

Assinatura do participante

APÊNDICE D ROTEIRO DO GRUPO FOCAL DO “PROJETO DEFINITIVO

Sujeitos

Foram convidados para participar do grupo focal professores de química do ensino médio de Alfenas- MG.

Convite

Os sujeitos foram informarmos sobre o local, a data e o tema a ser discutido no grupo focal por meio de convite entregue em mãos com obtenção de confirmação.

Apresentação

“Olá, boa tarde a todos! Meu nome é Suzane Pereira e irei conduzir o grupo de discussão para o qual vocês foram convidados a participar hoje. O tema da discussão será o uso de novas tecnologias no ensino médio de química.

Antes de iniciarmos nossa discussão gostaria de esclarecer que assim como já havia sido exposto para vocês no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que assinaram quando foram convidados, que esta reunião esta sendo gravada em vídeo e áudio de modo que possamos ter acesso ao conteúdo da discussão somente para análise dos dados.

Caso tenha alguém aqui que se sinta constrangido pela gravação, por favor, se manifeste.

Por favor, falem alto e vamos tentar fazer com que cada pessoa fale por vez. Estarei aqui para moderar a discussão no sentido de garantir que todos tenham sua vez de falar e em alguns momentos poderei interromper para retornarem ao foco da discussão. Nestes casos peço para que não se sintam ofendidos.

Estamos aqui para trocar opiniões e sintam-se livres para exporem o que pensam a respeito dos questionamentos propostos aqui.

Vamos começar nos apresentando, (ESCOLHER UMA PESSOA APONTAR PARA ELA E PERGUNTAR), podemos começar por aqui e então vamos fazendo a volta para que todos se apresentem e falem um pouco sobre:

Sua formação, tempo de magistério, seu atual trabalho no ensino, suas participações em projeto e suas perspectivas futuras na área de atuação.

Roteiro para a entrevista

1. Concepções

Pensando no dia-a-dia de vocês, o que vocês entendem por tecnologias?

Quais tecnologias estão disponíveis nas suas escolas? Vocês sabem utilizar alguma delas? Quais?

Qual é a importância atualmente do uso de tecnologias pelos professores?

E qual a importância do uso de tecnologias pelos alunos?

Vocês acham importante utilizar tecnologias no ensino de química? Acreditam que o uso pode facilitar ou dificultar o trabalho do professor, e o aprendizado do aluno?

Quais tecnologias que vocês conhecem que poderiam ser utilizadas no ensino de química?

Como vocês acreditam que possa ser utilizada a tecnologia no ensino de química?

Quais as vantagens do uso tecnologias no ensino de química?

Quais as desvantagens do uso tecnologias no ensino de química?

2. Qualificações

Na formação acadêmica, vocês tiveram aulas em que aprenderam a utilizar tecnologias? Quais?

SE SIM. Aprenderam a maneira de como utilizá-las no ensino?

SE NÃO. Vocês acham que atualmente, faz falta para vocês não terem tido conhecimento do uso destas tecnologias?

Ao longo de sua carreira você já se deparou com alguma escola que te oferecesse maneiras para trabalhar com as tecnologias?

Vocês já participaram de algum curso para auxiliá-los no uso de tecnologias em sala de aula para o ensino? Vocês se interessariam em participar de algum minicurso para auxiliá-los no uso de novas tecnologias para o ensino de química?

Por quê?

Você conhece algum programa governamental que auxilia na formação de professores com relação ao uso de tecnologia para o ensino?

SE SIM. Como ficou sabendo?

(APRESENTAÇÃO DE PROGRAMAS EM SLIDES)

Aqui temos dois programas que são disponibilizados pelo governo para a utilização do professor e a formação do mesmo.

(MOSTRAR PRIMEIROS SLIDES DOS PROGRAMAS DO GOVERNO)

Vocês já ouviram falar de algum destes programas?

Os

programas:

O

e-ProInfo é um Ambiente de Aprendizagem que utiliza a Tecnologia Internet e permite a

concepção, administração e desenvolvimento de diversos tipos de ações, como cursos a distância, complemento a cursos presenciais, projetos de pesquisa, projetos colaborativos e diversas outras formas de apoio a distância e ao processo ensino-aprendizagem. O e-ProInfo é composto por dois Web Sites: o site do Participante e o site do Administrador.

O site do Participante permite que pessoas interessadas se inscrevam e participem dos cursos e

diversas outras ações oferecidas por várias Entidades conveniadas. É através dele que os participantes têm acesso a conteúdos, informações e atividades organizadas por módulos e temas. Há ainda um conjunto de ferramentas disponíveis para apoio a interação entre os participantes, entre eles, e-mail, chat e fórum de discussões e banco de projetos; e um outro conjunto de ferramentas para avaliação de desempenho, como questionários e estatísticas de atividades.

O site do Administrador permite que pessoas credenciadas pelas Entidades conveniadas

desenvolvam, ofereçam, administrem e ministrem cursos à distância e diversas outras ações de apoio

à distância ao processo ensino-aprendizagem, configurando e utilizando todos os recursos e

ferramentas disponíveis no ambiente. Cada Entidade pode estruturar diversos Cursos ou outras ações compostas por Módulos, e estes por Atividades. Os participantes se inscrevem em Cursos e,

sendo aceitos pelo Administrador, podem se vincular a Turmas, através das quais cursam seus respectivos Módulos.

Para que o usuário possa participar do e-ProInfo, ele deverá inscrever-se em um ou mais cursos, durante o período definido de inscrições.

Todos os participantes do e-ProInfo preenchem um formulário de inscrição contendo um espaço específico para que descrevam resumidamente o seu currículo. O objetivo desse recurso é fornecer um mecanismo para que os participantes se conheçam e se relacionem, abrindo caminho para a seleção de participantes e para a escolha de parceiros para desenvolver, em conjunto, as atividades

propostas (formação de grupos de pessoas com interesses em comum).

Encerradas as inscrições, o Coordenador do Curso poderá selecionar, por meio de critérios próprios e com base nas informações coletadas na ficha de inscrição, as pessoas que participarão de cada Curso, observando o número de vagas disponíveis.

Uma vez selecionada, a pessoa é automaticamente informada pelo e-ProInfo, por meio de e-mail, que sua inscrição foi aceita, recebendo um nome e uma senha para acesso. Este NOME e SENHA

serão o perfil de acesso da pessoa para o e-ProInfo; serão os mesmos para todos os Cursos que vier

a participar.

Após receber seu nome de Usuário e Senha, ao entrar no Ambiente, a pessoa já estará, automaticamente, matriculada no Curso escolhido, devendo, a partir daí, matricular-se ou ser matriculado na Turma, respeitando sua seqüência e eventuais pré-requisitos, definidos pelo Coordenador do Curso.

RIVED Rede interativa virtual de educação

O RIVED é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED, que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. A meta que se pretende atingir disponibilizando esses conteúdos digitais é melhorar a aprendizagem das disciplinas da educação básica e a formação cidadã do aluno. Além de promover a produção e publicar na web os conteúdos digitais para acesso gratuito, o RIVED realiza capacitações sobre a metodologia para produzir e utilizar os objetos de aprendizagem nas instituições de ensino superior

e na rede pública de ensino. Os objetos de aprendizagem produzidos pelo RIVED são atividades multimídia, interativas, na forma de animações e simulações.

Os conteúdos do RIVED ficam armazenados num repositório e quando acessados, via mecanismo de busca, vêm acompanhados de um guia do professor com sugestões de uso. Cada professor tem liberdade de usar os conteúdos sem depender de estruturas rígidas: é possível usar o conteúdo como um todo, apenas algumas atividades ou apenas alguns objetos de aprendizagem como animações e simulações.

Além dos conteúdos produzidos pela equipe do RIVED e pelo Fábrica Virtual, também estão publicados conteúdos premiados pelo PAPED (chamada 2), Concurso RIVED e outros adquiridos por meio de parcerias com instituições de ensino.

O acesso aos objetos de aprendizagem do Rived contempla também a indicação de vídeos veiculados

pela TV Escola que complementam o conteúdo trabalhado no objeto, enriquecendo ainda mais o processo de aprendizagem do aluno. Os conteúdos produzidos pelo RIVED são públicos e podem ser acessados por meio do sistema de busca - repositório on-line, que permite visualizar, copiar e comentar os conteúdos publicados.

Cada conteúdo/atividade possibilita:

O

Guia do Professor - com sugestões de uso do conteúdo.

O

Download - que permite baixá-los e arquivá-los para uso posterior.

A

Visualização - que permite a execução diretamente da internet.

O

Detalhes - que trás informações técnicas e pedagógicas sobre o conteúdo.

O

Comentar - que permite opinar, criticar, sugerir sobre cada atividade vista. Aqui as experiências

de todos os usuários serão compartilhadas.

Os comentários podem ser visualizados no botão Detalhar.

Ainda, algumas atividades possuem a indicação de um vídeo da TV Escola que complementa o assunto.

O que acham destes programas?

Vocês já participaram de algum destes programas? (RIVED Já acessaram o site do RIVED? SE SIM. Já baixaram alguma animação ou simulação? SE SIM. Já utilizaram em sala de aula?

3. O uso

Iremos

exibir

um

vídeo

que

trata

da

Metodologia

X

Tecnologia,

disponível

em

(A partir disso pediremos os comentários dos participantes sobre o vídeo.)

Alguém quer fazer algum comentário sobre o vídeo?

(Espera-se que eles respondam que somente a tecnologia não muda nada, pois a metodologia continua a mesma).

O que vocês entenderam sobre o vídeo?

A

partir deste vídeo é possível observar se a professora (do vídeo) tem o conhecimento tecnológico?

E

o do conteúdo, ela possui o conhecimento do conteúdo?

E

o conhecimento pedagógico/metodológico, ela tem?

E

esse conhecimento que ela tem, serve para o tipo de tecnologia utilizada?

A

professora teve a oportunidade de trabalhar com a tecnologia, porém sua metodologia continua a

mesma. O que deve ocorrer, a metodologia deve se

adaptar a tecnologia ou a tecnologia a metodologia?

Qual tipo de metodologia que vocês utilizariam se caso fossem ministrar uma aula sobre tabela

periódica?

APRESENTAR CAIXAS

Aqui temos algumas caixas, sendo que a caixa de número 1 possui cartas ilustrando alguns tipos de tecnologias, a caixa de número 2 contém cartas ilustrando algumas metodologias e na caixa de número 3 contém cartas ilustrando alguns conteúdos químicos.

(PEDIR AOS PARTICIPANTES PARA QUE, UM POR VEZ, RETIRE UMA CARTA DA CAIXA NÚMERO 1 TECNOLOGIAS FALANDO O NOME DA CARTA QUE RETIROU E SE CONHECE OU JÁ A UTILIZOU, RESUMINDO QUAL A EXPERIENCIA QUE TEVE COM ELA)

- FAZER DA MESMA FORMA COM AS CAIXAS 2 E 3.

(PEDIR AOS PARTICIPANTES PARA QUE, UM POR VEZ, RETIRE UMA CARTA DA CAIXA NÚMERO 2 METODOLOGIAS FALANDO O NOME DA CARTA QUE RETIROU E SE CONHECE OU JÁ A UTILIZOU, RESUMINDO QUAL A EXPERIENCIA QUE TEVE COM ELA)

(PEDIR AOS PARTICIPANTES PARA QUE, UM POR VEZ, RETIRE UMA CARTA DA CAIXA NÚMERO 3 CONTEÚDOS FALANDO O NOME DA CARTA QUE RETIROU E SE TEM JÁ

TRABALHOU OU TEM TRABALHADO ESSE CONTEÚDO EM SALA E QUAL O GRAU DE DIFICULDADE QUE TEM PARA ENSINAR ESTE CONTEÚDO)

AO FINAL CADA PROFESSOR TERÁ 3 CARTAS NAS MÃOS.

NESTE MOMENTO PERGUNTAR:

- Como vocês combinariam os elementos das 3 cartas em uma aula de química?

(APRESENTAR REPORTAGEM TABLETS)

Discussão da reportagem. (Reportagem para contextualizar uma questão sobre uso de tablets sentem-se preparados ou não)

Informações: Reportagem da revista veja

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/vamos-comecar-pelo-professor-diz-mercadante-sobre-

projeto-de-r-180-milhoes-que-levara-tablets-a-escolas-publicas

Se a sua escola recebesse os tabletes como da reportagem, vocês estariam preparados para utiliza-los em sala de aula? Como vocês fariam para utilizar os tabletes em sala de aula de química?

APÊNDICE E CARTAS

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