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Regulamento Interno

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Índice

CAPÍTULO I ......................................................................................................................... 7
DISPOSIÇÕES GERAIS ...................................................................................................... 7
Artigo 1.º ........................................................................................................................... 7
Âmbito de Aplicação ......................................................................................................... 7
Artigo 2.º ........................................................................................................................... 7
Conselho Municipal de Educação ..................................................................................... 7
Artigo 3.º ........................................................................................................................... 7
Autonomia ......................................................................................................................... 7
Princípios Orientadores da Administração e Gestão do Agrupamento ............................. 8
Artigo 5.º ......................................................................................................................... 10
Caracterização do Agrupamento ..................................................................................... 10
Artigo 6.º ......................................................................................................................... 11
Regime de Funcionamento .............................................................................................. 11
CAPÍTULO II...................................................................................................................... 12
ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO ....................................................................................... 12
Artigo 7.º ......................................................................................................................... 12
Órgãos e estruturas de administração e gestão ................................................................ 12
SECÇÃO I ........................................................................................................................... 12
Conselho Geral .................................................................................................................... 12
Artigo 8.º ......................................................................................................................... 12
Conselho Geral ................................................................................................................ 12
Artigo 9.º ......................................................................................................................... 13
Composição ..................................................................................................................... 13
Artigo 10.º ....................................................................................................................... 13
Regime de funcionamento ............................................................................................... 13
Artigo 11.º ....................................................................................................................... 13
Competências .................................................................................................................. 13
Artigo 12.º ....................................................................................................................... 14
Designação dos Representantes....................................................................................... 14
Artigo 13.º ....................................................................................................................... 15
Mandatos dos Representantes.......................................................................................... 15
Artigo 14.º ....................................................................................................................... 15
Normas do Processo Eleitoral.......................................................................................... 15
Artigo 15.º ....................................................................................................................... 17
Formas de publicitação das deliberações......................................................................... 17
SECÇÃO II.......................................................................................................................... 17
Director................................................................................................................................ 17
Artigo 16.º ....................................................................................................................... 17
Director............................................................................................................................ 17
Artigo 17.º ....................................................................................................................... 18
Subdirector e adjuntos ..................................................................................................... 18
Artigo 18.º ....................................................................................................................... 18
Competências .................................................................................................................. 18
Artigo 20.º ....................................................................................................................... 19
Procedimento concursal................................................................................................... 19
Artigo 21.º ....................................................................................................................... 19
Eleição ............................................................................................................................. 19
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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Artigo 22.º ....................................................................................................................... 19


Posse ................................................................................................................................ 19
Artigo 23.º ....................................................................................................................... 19
Mandato ........................................................................................................................... 19
Artigo 24.º ....................................................................................................................... 20
Regime de exercício de funções ...................................................................................... 20
Artigo 25.º ....................................................................................................................... 20
Direitos e deveres ............................................................................................................ 20
Artigo 26.º ....................................................................................................................... 20
Assessoria da direcção..................................................................................................... 20
SECÇÃO III ........................................................................................................................ 20
Conselho Pedagógico .......................................................................................................... 20
Artigo 27.º ....................................................................................................................... 20
Conselho Pedagógico ...................................................................................................... 20
Artigo 28.º ....................................................................................................................... 20
Composição ..................................................................................................................... 20
Artigo 29.º ....................................................................................................................... 22
Competências .................................................................................................................. 22
Artigo 30.º ....................................................................................................................... 23
Regime de funcionamento ............................................................................................... 23
SECÇÃO IV ........................................................................................................................ 23
Conselho Administrativo..................................................................................................... 23
Artigo 31.º ....................................................................................................................... 23
Conselho Administrativo................................................................................................. 23
Artigo 32.º ....................................................................................................................... 23
Composição ..................................................................................................................... 23
Artigo 33.º ....................................................................................................................... 24
Competências .................................................................................................................. 24
Artigo 34.º ....................................................................................................................... 24
Regime de funcionamento ............................................................................................... 24
SECÇÃO V ......................................................................................................................... 24
Coordenação de escola ou estabelecimento......................................................................... 24
Artigo 35.º ....................................................................................................................... 24
Coordenação de escola ou estabelecimento..................................................................... 24
Artigo 36.º ....................................................................................................................... 25
Competências .................................................................................................................. 25
ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO ................................................ 26
Artigo 37.º ....................................................................................................................... 26
Estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica....................................... 26
SECÇÃO I ........................................................................................................................... 26
Articulação e gestão curricular ............................................................................................ 26
Artigo 38.º ....................................................................................................................... 26
Articulação e gestão curricular ........................................................................................ 26
Artigo 39.º ....................................................................................................................... 27
Departamentos ................................................................................................................. 27
Artigo 40.º ....................................................................................................................... 29
Grupos disciplinares ........................................................................................................ 29
SECÇÃO II.......................................................................................................................... 31
Artigo 41.º ....................................................................................................................... 31
Organização, acompanhamento e avaliação das actividades........................................... 31
de turma ou grupo de alunos ........................................................................................... 31
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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Artigo 42.º ....................................................................................................................... 37


Coordenação pedagógica de ano e ciclo.......................................................................... 37
SECÇÃO IV ........................................................................................................................ 38
Artigo 43.º ....................................................................................................................... 38
Avaliação de desempenho do pessoal docente ................................................................ 38
Artigo 44.º ....................................................................................................................... 39
Comissão de coordenação da avaliação do desempenho................................................. 39
SECÇÃO V ......................................................................................................................... 39
Artigo 45.º ....................................................................................................................... 39
Componente de apoio à família, enriquecimento curricular e projectos ......................... 39
CAPÍTULO IV .................................................................................................................... 41
SERVIÇOS.......................................................................................................................... 41
Artigo 46.º ....................................................................................................................... 41
SECÇÃO I ........................................................................................................................... 41
Artigo 47.º ....................................................................................................................... 41
Serviços administrativos.................................................................................................. 41
SECÇÃO II.......................................................................................................................... 42
Artigo 48.º ....................................................................................................................... 42
Serviços técnicos ............................................................................................................. 42
SECÇÃO III ........................................................................................................................ 42
Artigo 49.º ....................................................................................................................... 42
Serviços técnico-pedagógicos.......................................................................................... 42
Artigo 50.º ....................................................................................................................... 42
Serviços especializados de apoio educativo .................................................................... 42
Artigo 51.º ....................................................................................................................... 50
Bibliotecas Escolares....................................................................................................... 50
Artigo 52.º ....................................................................................................................... 53
Equipa PTE (Plano Tecnológico da Educação)............................................................... 53
SECÇÃO IV ........................................................................................................................ 54
Outras estruturas e serviços ................................................................................................. 54
Artigo 53.º ....................................................................................................................... 54
Estruturas e serviços – Agrupamento .............................................................................. 54
CAPÍTULO V ..................................................................................................................... 56
PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE EDUCATIVA..................................................... 56
SECÇÃO I ........................................................................................................................... 56
Alunos.................................................................................................................................. 56
Artigo 54.º ....................................................................................................................... 56
Participação dos Alunos na Vida da Escola .................................................................... 56
Artigo 55.º ....................................................................................................................... 57
Direitos dos Alunos ......................................................................................................... 57
Artigo 56.º ....................................................................................................................... 58
Deveres dos Alunos ......................................................................................................... 58
Artigo 57.º ....................................................................................................................... 58
Assiduidade ..................................................................................................................... 58
Artigo 58.º ....................................................................................................................... 62
Faltas de material............................................................................................................. 62
Artigo 59.º ....................................................................................................................... 62
Disciplina......................................................................................................................... 62
Artigo 60.º ....................................................................................................................... 65
Delegação de competências............................................................................................. 65
Artigo 61.º ....................................................................................................................... 65
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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Reconhecimento à valorização e ao mérito ..................................................................... 65


SECÇÃO II.......................................................................................................................... 66
Pessoal Docente................................................................................................................... 66
Artigo 62.º ....................................................................................................................... 66
Direitos do Pessoal Docente ............................................................................................ 66
Artigo 63.º ....................................................................................................................... 67
Deveres do Pessoal Docente............................................................................................ 67
SECÇÃO III ........................................................................................................................ 67
Pessoal Não Docente ........................................................................................................... 67
Artigo 64.º ....................................................................................................................... 67
Direitos do Pessoal Não Docente .................................................................................... 67
Artigo 65.º ....................................................................................................................... 68
Deveres do Pessoal Não Docente .................................................................................... 68
SECÇÃO IV ........................................................................................................................ 69
Pais e Encarregados de Educação........................................................................................ 69
Artigo 66.º ....................................................................................................................... 69
Direitos dos Pais e Encarregados de Educação ............................................................... 69
Artigo 67.º ....................................................................................................................... 70
Deveres dos Pais e Encarregados de Educação ............................................................... 70
SECÇÃO V ......................................................................................................................... 71
Município ............................................................................................................................ 71
Artigo 68.º ....................................................................................................................... 71
Direitos e Deveres do Município..................................................................................... 71
CAPÍTULO VI .................................................................................................................... 72
REGIME DE FUNCIONAMENTO.................................................................................... 72
SECÇÃO I ........................................................................................................................... 72
Normas Gerais ..................................................................................................................... 72
Artigo 69.º ....................................................................................................................... 72
SECÇÃO II.......................................................................................................................... 80
Normas específicas .............................................................................................................. 80
Artigo 70.º ....................................................................................................................... 80
Normas específicas – Escola do 2º e 3º ciclos................................................................. 80
Artigo 71.º ....................................................................................................................... 82
Normas específicas – Escolas do 1º Ciclo....................................................................... 82
5. Actividades de Enriquecimento Curricular ..................................................................... 83
Artigo 72.º ....................................................................................................................... 85
Normas específicas – Pré-Escolar ................................................................................... 85
CAPÍTULO VII................................................................................................................... 88
AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS .......................................................................... 88
Artigo 73.º ....................................................................................................................... 88
CAPÍTULO VIII ................................................................................................................. 91
DISPOSIÇÕES COMUNS.................................................................................................. 91
Artigo 74.º ....................................................................................................................... 91
CAPÍTULO IX .................................................................................................................. 100
DISPOSIÇÕES FINAIS .................................................................................................... 100
Artigo 75.º ..................................................................................................................... 100

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Agrupamento de Escolas de Caneças
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INTRODUÇÃO

O Regulamento Interno, enquanto instrumento do exercício da autonomia,


estabelece o regime de funcionamento do Agrupamento de Escolas de Caneças, de cada
um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos
serviços e dos serviços administrativos, técnicos e técnico-pedagógicos, bem como os
direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar.
Elaborado a partir de um projecto pedagógico comum com salvaguarda da
identidade própria de cada um dos estabelecimentos, teve como princípio a
concretização da missão de serviço público incumbida aos estabelecimentos de ensino,
que consiste em dotar todos e cada um dos cidadãos das competências e conhecimentos
que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar-se activamente na
sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e cultural do Pais.
A todos os elementos da comunidade educativa cabe empenharem-se na
concretização e no cumprimento de tudo o que neste regulamento é definido.

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CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Artigo 1.º
Âmbito de Aplicação

1. Este Regulamento aplica-se ao Agrupamento de Escolas de Caneças, e abrange


o seguinte universo:
• Alunos e crianças da educação pré-escolar
• Pessoal docente
• Pessoal não docente
• Pais e Encarregados de Educação
• Visitantes e utilizadores das instalações e espaços escolares
• Órgãos de administração e gestão
• Estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, serviços
administrativos, técnicos e técnico-pedagógicos

2. Tem como objectivo a coordenação dos interesses da comunidade educativa, de


modo a que:
• As questões de natureza individual não se sobreponham às de interesse
colectivo;
• A delimitação de deveres e direitos vise tornar a comunidade escolar mais
activa, justa e funcional.

Artigo 2.º
Conselho Municipal de Educação

Nos termos da lei em vigor está constituído o Conselho Municipal de Educação de


Odivelas (Decreto-Lei n.º 7/2003, de 15 de Janeiro).

Artigo 3.º
Autonomia
São instrumentos da autonomia do Agrupamento o projecto educativo, o regulamento
interno, os planos anual e plurianual de actividades e o orçamento.
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Artigo 4.º
Princípios Orientadores da Administração e Gestão do Agrupamento

1. São princípios orientadores da administração e gestão do Agrupamento:


a) A democraticidade e participação de todos os intervenientes no processo
educativo, de modo adequado às características específicas dos vários
níveis de educação e do ensino;
b) O primado de critérios de natureza pedagógica e científica sobre critérios de
natureza administrativa;
c) A representatividade dos órgãos de administração e gestão do Agrupamento,
garantida pela eleição democrática de representantes da comunidade
educativa;
d) A responsabilização do Estado e dos diversos intervenientes no processo
educativo;
e) A estabilidade e eficiência da gestão do Agrupamento, garantindo a
existência de mecanismos de comunicação e informação;
f) A transparência dos actos de administração e gestão.

2. No quadro dos princípios referidos e no do desenvolvimento da autonomia do


Agrupamento, deve ainda considerar-se:
a) A integração comunitária, através da qual o Agrupamento se insere numa
realidade social concreta, com características e recursos específicos;
b) A iniciativa dos membros da comunidade educativa, na dupla perspectiva de
satisfação dos objectivos do sistema educativo e da realidade social e cultural
em que o Agrupamento se insere;
c) A diversidade e a flexibilidade de soluções susceptíveis de legitimarem opções
organizativas diferenciadas em função do grau de desenvolvimento das
realidades escolares;
d) O gradualismo na transferência de competências da administração educativa
para o Agrupamento;
e) A sustentabilidade dos processos de desenvolvimento da autonomia do
Agrupamento;
f) A qualidade do serviço público de educação prestado;
g) A equidade, visando a concretização da igualdade de oportunidades.

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Serviços Técnico-Pedagógicos
- Serviços Especializados de Apoio
educativo
Coordenação Pedagógica Educação Especial
de ano e ciclo SPO
-Conselho de Docentes Titulares de Outros serviços de Apoio Educativo
Grupo (Pré-escolar) - Coordenação de PTE
-Conselhos de Docentes Titulares de - Bibliotecas Escolares
Turma (1 e 2º/3º e 4ºanos)
-Conselho de Directores de Turma

Avaliação
- Comissão de coordenação da ADD
- Comissão de Autoavaliação

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Artigo 5.º
Caracterização do Agrupamento

1. Introdução
O agrupamento de escolas é uma unidade organizacional, dotada de órgãos próprios
de administração e gestão, constituída por estabelecimentos de educação pré-
escolar e ciclos de ensino, a partir de um projecto comum, com vista à realização das
finalidades seguintes:
a) Proporcionar um percurso escolar sequencial e articulado dos alunos abrangidos
pela escolaridade obrigatória numa dada área geográfica;
b) Superar situações de isolamento de estabelecimentos, prevenindo o abandono
escolar e a exclusão social;
c) Reforçar a capacidade pedagógica dos estabelecimentos que o integram e o
aproveitamento racional dos recursos;
d) Garantir a aplicação de um regime de autonomia, administração e gestão;

2. Constituição
O Agrupamento de Escolas de Caneças é constituído por quatro estabelecimentos de
ensino:
• Escola E.B. 2, 3 dos Castanheiros – Sede do Agrupamento
• Escola E.B. 1 de Caneças (Largo Vieira Caldas)
• Escola E.B.1/JI n.º1 de Caneças (Campos de Caneças)
• Escola E.B.1/JI Cesário Verde (Casal Novo)

3. Localização
As escolas que integram o Agrupamento situam-se na Freguesia de Caneças,
Concelho de Odivelas.

4. Oferta Educativa
a) Educação pré-escolar (Conforme Lei n.º 5/1997, de 10 de Fevereiro).
A componente lectiva tem 5 horas diárias. A componente de apoio à família, a
existir, será concretizada anualmente nos termos da legislação em vigor
(Despacho n.º 12591/2006, de 16 de Junho).
Funciona nas escolas E.B.1/JI n.º1 de Caneças (Campos de Caneças) e E.B.1/JI
Cesário Verde (Casal Novo);

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b) 1º Ciclo do Ensino Básico – Ensino Regular, (Conforme o Decreto-Lei n.º 6/2001,


de 18 de Janeiro, alterado pelo Decreto-Lei º 209/2002, de 17 Outubro).
A componente lectiva tem 5 horas diárias e as actividades de enriquecimento
curricular e de componente de apoio à família, serão concretizadas anualmente
nos termos da legislação em vigor.
Funciona nas escolas E.B.1 de Caneças (Largo Vieira Caldas), E.B.1/JI n.º1 de
Caneças e E.B.1/JI Cesário Verde (Casal Novo).
c) 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico – Ensino Regular (Conforme o Decreto-Lei n.º
6/2001, de 18 de Janeiro, alterado pelo Decreto-Lei º 209/2002, de 17 Outubro).
Funcionam na Escola E.B. 2,3 dos Castanheiros.
d) Outras ofertas – O Agrupamento de Escolas poderá promover outro tipo de ofertas
educativas, sob proposta do Conselho Pedagógico e após aprovação pelo
Conselho Geral, de acordo com os normativos legais em vigor.

Artigo 6.º
Regime de Funcionamento

1. Nos termos da legislação em vigor, as escolas do Agrupamento funcionam:


a) Preferencialmente em regime normal – ou duplo por inexistência de instalações –
durante cinco dias por semana, de segunda a sexta-feira, em regime diurno.
b) O horário das actividades lectivas de cada escola do Agrupamento é afixado no
início do ano escolar.

2. Em cumprimento dos normativos legais, o calendário escolar é exposto, no início


do ano escolar, em local próprio para conhecimento da comunidade educativa e
dele devem constar o início e termo de cada período e início e termo de cada
interrupção das actividades lectivas. (Despacho Normativo n.º 24/2000, de 11 de
Maio e Despacho a definir anualmente pelo Ministro da Educação).

3. É proibida a permanência dos alunos no recinto escolar fora do seu


horário/actividade escolar, por questões de segurança.

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CAPÍTULO II

ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO

Artigo 7.º
Órgãos e estruturas de administração e gestão

1. São órgãos de direcção, administração e gestão do agrupamento de escolas, os


seguintes:

a) O conselho geral;

b) O director;

c) O conselho pedagógico;

d) O conselho administrativo;

2. É ainda uma estrutura intermédia de administração e gestão, a coordenação de escola


ou estabelecimento, sob dependência directa do director.

SECÇÃO I

Conselho Geral

Artigo 8.º
Conselho Geral

É o órgão de participação e representação da comunidade educativa, responsável pela


definição das linhas orientadoras da actividade do Agrupamento de Escolas, com respeito
pelos princípios consagrados na Constituição da República e na Lei de Bases do Sistema
Educativo.

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Artigo 9.º
Composição

1. Nos termos da lei em vigor, (Art.º 12.º do Decreto-Lei n.º 75, de 22 de Abril), o
Conselho Geral é constituído por 21 elementos:

a) 7 Docentes
b) 2 Representantes do Pessoal não Docente;
c) 6 Representantes dos Pais e Encarregados de Educação;
d) 3 Representantes da Autarquia;
e) 3 Representantes da Comunidade Local.

2. O Director do Agrupamento de Escolas participa nas reuniões, sem direito a voto.

Artigo 10.º
Regime de funcionamento

O regimento do Conselho Geral será por este elaborado ou revisto, no prazo de 30 dias
após a sua eleição, devendo o seu conteúdo organizativo atender ao disposto na
legislação em vigor (Artº 11º, Capítulo III do Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de Abril).

Artigo 11.º
Competências

1. Além das competências conferidas por lei (Artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22
de Abril), compete ao Conselho Geral:
1.1. Proceder à aprovação do seu regimento;
1.2. Designar, de entre os seus elementos, a comissão encarregue de proceder à
avaliação das candidaturas ao cargo de director, verificando a conformidade
das mesmas relativamente ao ponto 5 do artigo 13.º do decreto-lei nº 75/2008
de 22 de Abril, elaborando o relatório de avaliação;
1.3. As deliberações desta comissão serão transmitidas por escrito ao presidente
do Conselho Geral, sendo comunicadas em reunião deste órgão;
1.4. Exercer as demais competências que lhe forem cometidas por lei,
designadamente as previstas:
a) no ponto 4, do despacho n.º 373/2002, de 23 de Abril, com as alterações
introduzidas pelo Despacho n.º 13765/2004, de 13 de Julho – período de
funcionamento das escolas;
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b) Autorizar (Artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril) a


constituição de assessorias técnico - pedagógicas, sob proposta do
Director e, de acordo com a legislação em vigor.

Artigo 12.º
Designação dos Representantes

1. Em respeito pelos normativos em vigor (Art.º14.º e 15.º do Decreto-Lei n.º75/2008, de


22 de Abril de 2008), os representantes do pessoal docente e do pessoal não docente
são eleitos separadamente pelos respectivos corpos. As listas do pessoal docente
serão constituídas por 7 elementos efectivos, sendo 4 do 2º/3ºCiclos, 2 do 1º Ciclo e 1
do Pré-Escolar, bem como 4 candidatos suplentes. Relativamente á lista de pessoal
não docente, esta deve integrar 2 candidatos efectivos e 2 suplentes.
2. Os representantes dos pais e encarregados de educação são indicados em
assembleia-geral de pais e encarregados de educação, por proposta da respectiva
organização. No caso da impossibilidade da Associação de Pais e Encarregados de
Educação apresentar os representantes para o Conselho Geral do Agrupamento,
compete ao Presidente deste órgão de gestão convocar uma assembleia de pais e
encarregados de educação para serem eleitos os respectivos representantes.
3. O presidente do Conselho Geral, no prazo máximo de 15 dias antes da realização do
acto eleitoral, solicita ao município a designação dos respectivos membros e à
Associação de Pais e Encarregados de Educação os seus representantes.
4. Os representantes da comunidade local, quando se trate de individualidades ou
representantes de actividades de carácter económico, social, cultural e científico, são
cooptados pelos demais membros do Conselho Geral.
5. Os representantes da comunidade local, quando se trate de representantes de
instituições ou organizações são indicados pelos demais membros do Conselho
Geral.
6. A cooptação dos membros referidos no ponto 4 deste artigo e a escolha das
instituições ou organizações referidas no ponto 5 obedece aos seguintes critérios:
relevância da actividade desenvolvida, tendo em conta as competências e funções
atribuídas ao Conselho Geral e existência de parcerias com o agrupamento de
escolas.
7. No caso dos representantes do município e das instituições ou organizações da
comunidade local deverão ser indicados não só os membros efectivos, mas também
os que os poderão substituir em caso de ausência.
8. A resposta à proposta do Conselho Geral deverá ser enviada por escrito, dirigida ao
presidente do Conselho Geral, no prazo máximo de 10 dias após a sua recepção.
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Artigo 13.º
Mandatos dos Representantes

Os mandatos dos membros do Conselho Geral eleitos têm a duração prevista na


legislação em vigor (artigo 16º do Decreto-lei nº 75/2008 de 22 de Abril de 2008),
salvaguardando que:
1. Nos casos de cessação do mandato de representantes do pessoal docente ou não
docente as respectivas vagas serão preenchidas pelo primeiro candidato não eleito,
do mesmo nível de ensino ou categoria, segundo a ordem de precedência na lista a
que pertencia o titular do mandato.
2. Se durante o período do seu mandato se esgotar a lista dos candidatos não eleitos,
no âmbito do ponto anterior, devem as mesmas vagas ser preenchidas pelos
candidatos suplentes.
3. Relativamente aos outros representantes, a sua substituição será solicitada às
respectivas instituições, pelo presidente do Conselho Geral.
4. Os titulares eleitos ou designados em substituição de anteriores titulares, terminam o
seu mandato na data prevista para a conclusão do mandato dos membros
substituídos.
5. Se durante o período de mandato se esgotar a lista de candidatos suplentes, haverá
lugar a eleição intercalar para o respectivo corpo, que seguirá os trâmites previstos no
artigo seguinte.
6. Os representantes do pessoal docente que sejam opositores ao concurso de
recrutamento para o cargo de director do agrupamento de escolas não poderão
participar dos pontos da ordem de trabalhos que versem sobre o referido concurso,
nas reuniões do Conselho Geral.
7. Caso o Director do agrupamento de escolas seja novamente candidato ao cargo ou
se encontre em situação de recondução, não poderá participar dos pontos da ordem
de trabalhos que versem sobre os assuntos referidos, nas reuniões do Conselho
Geral.

Artigo 14.º
Normas do Processo Eleitoral

1. O processo eleitoral para cada um dos corpos representados no Conselho Geral


inicia-se com a convocatória, pelo seu presidente, das respectivas Assembleias
Eleitorais, pelo menos 15 dias antes de se realizar o respectivo acto eleitoral.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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2. O presidente do Conselho Geral deverá proceder à convocatória dos diferentes


corpos nestes representados para escolha dos elementos constituintes das mesas
eleitorais.
2.1. A mesa que presidirá à Assembleia Eleitoral do respectivo corpo representado
no Conselho Geral será constituída pelos três elementos mais votados,
devendo pelo menos dois estar sempre presentes.
2.2. Podem ser eleitos para constituir a mesa que presidirá à Assembleia Eleitoral
respectiva, qualquer elemento do pessoal docente em serviço no
Agrupamento e qualquer elemento não docente em serviço no Agrupamento.
3. As listas que se apresentam a sufrágio devem conter:
a) A indicação dos candidatos a membros efectivos em número igual ao dos
respectivos representantes no Conselho Geral;
b) A indicação dos candidatos a membros suplentes em número equivalente a 50%
dos efectivos, devidamente ordenados, para efeitos de eventual substituição.
4. As listas que se sujeitam a sufrágio podem ser rubricadas pelos respectivos
candidatos, que assim manifestam a sua concordância.
5. No gabinete do Director encontrar-se-á à disposição de todos os docentes e não
docentes candidatos à eleição, o respectivo impresso normalizado para a
formalização da candidatura.
6. As listas deverão ser entregues até 5 dias úteis antes da abertura da respectiva
Assembleia eleitoral ao Presidente do Conselho Geral (ou a quem legalmente o
substituir), o qual de imediato as rubricará e delas fará a devida divulgação.
7. Cada lista poderá indicar até dois representantes para o acompanhamento de todo o
processo do acto de eleição, os quais assinarão a acta da respectiva Assembleia
Eleitoral.
8. O processo eleitoral realiza-se por sufrágio secreto e presencial.
9. As urnas mantêm-se abertas durante 8 horas, a menos que antes tenham votado
todos os eleitores inscritos nos cadernos eleitorais.
10. A abertura das urnas é efectuada perante a respectiva assembleia eleitoral, lavrando-
se acta, a qual será assinada pelos componentes da mesa e pelos restantes
membros da Assembleia Eleitoral.
11. Para a conversão dos votos em mandatos utiliza-se o método de representação
proporcional da média mais alta de Hondt, que consiste na eleição de membros de
todas as listas concorrentes em número proporcional ao respectivo número. Para o
efeito, divide-se o número de votos obtidos por cada lista por um, dois, três, quatro e
assim sucessivamente. Cada um dos mandatos é atribuído, sucessivamente, à lista
que obtiver o maior coeficiente, em cada divisão. Sempre que por aplicação do

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

método anterior, não resultar apurado um docente da educação pré-escolar ou do 1º


ciclo, o último mandato é atribuído ao primeiro candidato da lista mais votada que
preencha tal requisito.
12. São eleitores para cada um dos corpos representados no Conselho Geral, por
eleição:
a) Todos os docentes em serviço no Agrupamento à data da realização da
Assembleia Eleitoral;
b) Todos os elementos do pessoal não docente em serviço no Agrupamento à data
da realização da Assembleia Eleitoral.

Artigo 15.º
Formas de publicitação das deliberações

1. As deliberações do Conselho Geral, como colectivo, ou de qualquer comissão por si


instituída para o acompanhamento do processo eleitoral, são publicitadas e
divulgadas pelo Director (ou de quem legalmente o substituir), por solicitação do
Presidente do Conselho Geral.

2. A publicitação e divulgação das deliberações antes referidas são sempre feitas por
escrito, podendo-se ainda recorrer a outras formas de comunicação em uso no
Agrupamento.

SECÇÃO II

Director

Artigo 16.º
Director

O Director é o órgão de administração e gestão do agrupamento de escolas ou escola


não agrupada nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

Artigo 17.º
Subdirector e adjuntos

O Director é coadjuvado no exercício das suas funções por um subdirector e por um a


três adjuntos, de acordo com os números 2 e 3 do artigo 19.º do Decreto-Lei n.º 75/2008
de 22 de Janeiro de 2008.

Artigo 18.º
Competências

1. São competências do director as referidas nos pontos 1, 2, 3, 4, 5 e 6 do Artigo 20.º


do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Janeiro de 2008.
2. O Director pode delegar e subdelegar no subdirector e nos adjuntos as competências
referidas nos números anteriores.
3. Nas suas faltas e impedimentos, o Director é substituído pelo subdirector.
4. Para além das competências que lhe são conferidas por lei, compete ainda ao
director:
a) Assegurar o processo de avaliação interna do agrupamento, definindo para tal
os meios adequados;
b) Coordenar a implementação do Plano Tecnológico da Educação no agrupamento
de escolas;
c) Prestar à Associação de pais e encarregados de educação o melhor apoio possível
para a consecução das suas atribuições definidas na lei e no presente
Regulamento Interno;
d) Divulgar o Regulamento Interno a toda a comunidade escolar.

Artigo 19.º
Recrutamento

1. O recrutamento do director faz-se segundo os pontos 1, 2, 3 e 4 do artigo 21.º do


Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Janeiro de 2008 e do definido no Regulamento para
o recrutamento do Director do Agrupamento de Escolas de Caneças o qual
constitui o anexo A ao presente Regulamento Interno, considerando-se deste
modo sua parte integrante.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

2. O subdirector e os adjuntos são nomeados pelo director de entre docentes dos


quadros de nomeação definitiva que contem pelo menos cinco anos de serviço e
se encontrem em exercício de funções no agrupamento de escolas ou escola não
agrupada.

Artigo 20.º
Procedimento concursal

O procedimento concursal obedece ao disposto no artigo 22.ºdo Decreto-Lei n.º 75/2008


de 22 de Janeiro de 2008, à portaria nº 604/2008 de 9 de Julho, ao Código do
Procedimento Administrativo e ao Regulamento para o recrutamento do Director do
Agrupamento de Escolas de Caneças o qual constitui o anexo A ao presente
Regulamento Interno, considerando-se deste modo sua parte integrante.

Artigo 21.º
Eleição

A eleição do Director faz-se segundo o definido no artigo 23.º do Decreto-Lei 75/2008 de


22 de Janeiro de 2008, ao Código do Procedimento Administrativo e ao Regulamento
para o recrutamento do Director do Agrupamento de Escolas de Caneças o qual constitui
o anexo A ao presente Regulamento Interno, considerando-se deste modo sua parte
integrante.

Artigo 22.º
Posse

O Director toma posse ao abrigo do disposto no artigo 24.º do Decreto-Lei 75/2008 de 22


de Janeiro de 2008 e no artigo 10.º do Regulamento para o recrutamento do Director do
Agrupamento de Escolas de Caneças, o qual constitui o anexo A ao presente
Regulamento Interno, considerando-se deste modo sua parte integrante.

Artigo 23.º
Mandato

O Director exerce as suas funções ao abrigo do disposto no artigo 25.º do Decreto-Lei


75/2008 de 22 de Janeiro de 2008.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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Artigo 24.º
Regime de exercício de funções

O Director exerce as suas funções ao abrigo do disposto no artigo 26.º do Decreto-Lei


75/2008 de 22 de Janeiro de 2008.

Artigo 25.º
Direitos e deveres

Os direitos e deveres do Director encontram-se definidos nos artigos 27.º, 28.º e 29.º do
Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Janeiro de 2008 e no Decreto Regulamentar nº1-B/2008.

Artigo 26.º
Assessoria da direcção
Para apoio à actividade do director, considera-se o disposto no artigo 30.º do Decreto-Lei
75/2008 de 22 de Janeiro de 2008.

SECÇÃO III

Conselho Pedagógico

Artigo 27.º
Conselho Pedagógico

O Conselho Pedagógico é o órgão de administração e gestão que assegura a


coordenação e orientação educativa do Agrupamento, nomeadamente nos domínios
pedagógico - didáctico, de orientação e acompanhamento dos alunos e de formação
inicial e contínua do pessoal docente e não docente.

Artigo 28.º
Composição

1. A composição do Conselho Pedagógico foi definida pelo Agrupamento, considerando


o estipulado na lei em vigor (artigo 32.ºdo Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Janeiro de
2008.).

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

2. Assim, adaptando o previsto nos normativos em vigor e as estruturas de coordenação


e supervisão definidas no Capítulo III do presente regulamento, o Conselho
Pedagógico é constituído por 15 elementos, abaixo enumerados:
a) O Director do agrupamento de escolas;
b) 6 Coordenadores dos departamentos curriculares;
c) 1 Coordenador da BE/CRE;
d) 1 Docente de Educação Especial ou técnico, em representação do NAE;
e) 1 Responsável pela componente pedagógica da equipa PTE;
f) 2 Coordenadores dos conselhos de docentes Titulares de Turma, para
coordenação pedagógica, (1º ciclo);
g) 1 Coordenador dos directores de turma, (2.º e 3.º ciclo);
h) 1 Representante do pessoal não docente;
i) 1 Representante dos pais e encarregados de educação.

3. Designação dos representantes:


a) Os Coordenadores dos conselhos de docentes Titulares de Turma (um para o 1º e
2º anos e outro para o 3º e 4º anos) são designados pelo director, de acordo com
o disposto no ponto 1.4 do artigo 42.º do presente regulamento.
b) Os coordenadores dos departamentos curriculares são designados pelo director,
de acordo com o disposto nos pontos 4,5 e 6 do artigo 43.º do Decreto-Lei
75/2008 de 22 de Janeiro de 2008.
c) A participação do coordenador dos directores de turma é assegurada por um
período de dois anos, de forma alternada, pelos coordenadores dos 2º ciclo e 3º
ciclos. Os coordenadores dos directores de turma são designados pelo director,
de acordo com o disposto ponto 1.4 do artigo 42.º do presente regulamento.
d) O coordenador do PTE é o Director que, por sua vez, pode delegar funções num
docente, de acordo com a legislação em vigor.
e) O representante do pessoal não docente é eleito de entre e pelos trabalhadores
não docentes.

f) O representante dos pais e encarregados de educação é designado pelas


associações de pais e encarregados de educação dos estabelecimentos de
educação e ensino que integram o agrupamento.

g) Os representantes do pessoal docente e não docente e dos pais e encarregados


de educação no Conselho Geral, não podem ser membros do Conselho
Pedagógico.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

h) De acordo com o disposto no ponto 2 do Artigo 34.º do Decreto-Lei n.º 75/2008,


de 22 de Abril, a participação dos encarregados de educação no Conselho
Pedagógico, faz-se no âmbito de uma comissão especializada a constituir de
acordo com o regimento deste órgão.

4. O mandato dos membros do Conselho Pedagógico tem a duração de quatro anos,


excepto para os representantes dos pais e encarregados de educação, que tem a
duração de dois anos escolares.

Artigo 29.º
Competências

1. Além das competências conferidas por lei (Artigo 33.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de
22 de Abril), compete ao Conselho Pedagógico:
1.1. Proceder à aprovação do seu regimento;
1.2. Designar, de entre os seus elementos, a comissão especializada a constituir no
âmbito do ponto 2 do Artigo 34.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril). As
deliberações desta comissão serão transmitidas por escrito ao presidente do
Conselho Pedagógico, sendo comunicadas em reunião deste órgão;
1.3. Constituir a Comissão de Coordenação de Avaliação de Desempenho, do pessoal
docente, de acordo com o ponto 1 do artigo 13.º do Decreto Regulamentar
n.º2/2008 de 10 de Janeiro;
1.4. Elaborar e aprovar os instrumentos de registo relativos à avaliação de
desempenho do pessoal docente, de acordo com o ponto 2 do artigo 6.º do
Decreto Regulamentar n.º2/2008 de 10 de Janeiro;
1.5. Exercer as demais competências que lhe forem cometidas por lei,
designadamente as previstas:
a) no ponto 3 do Art.º 2.º, no ponto 7 do Art.º 5.º e no ponto 2 do Art.º 11º do Decreto-Lei
n.º 6/2001, de 18 de Janeiro , com as alterações introduzidas pela declaração de
Rectificação n.º 4-A/2001, de 28 de Fevereiro e Decreto-Lei n.º 209/2002, de 17 de
Outubro;
os
b) nos pontos n. 15, 23,35, 39, 56, 65, 68, 74 do Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5
de Janeiro, com as alterações introduzidas pelo Despacho Normativo n.º 18/2006, de
14 de Março e Declaração de Rectificação n.º 25/2006, de 21 de Abril e Despacho
Normativo n.º 5/2007, de 10 de Janeiro;
c) no ponto 4 do Art.º 3.º e ponto 2 do Art.º 4.º, do Despacho Normativo n.º 50/2005, de 9
de Novembro.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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Artigo 30.º
Regime de funcionamento

1. O Conselho Pedagógico elabora o seu regimento interno definindo as regras de


organização e funcionamento, salvaguardando que:
a) Reúne, ordinariamente, uma vez por mês;
b) Reúne extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respectivo
presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em
efectividade de funções, ou quando o Conselho Geral ou o Director solicitar a
emissão de parecer sobre matéria relevante.
2. O regimento interno é elaborado ou revisto nos primeiros 30 dias do mandato.

SECÇÃO IV

Conselho Administrativo

Artigo 31.º
Conselho Administrativo

O Conselho Administrativo é o órgão de administração e gestão do agrupamento com


competência deliberativa em matéria administrativo-financeira.

Artigo 32.º
Composição

1. O Conselho Administrativo é constituído por:


a) O Director;
b) O subdirector ou um dos adjuntos do Director, por ele designado para o efeito;
c) O chefe dos serviços de administração escolar, ou quem o substitua.
2. A presidência do Conselho Administrativo compete ao Director.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

Artigo 33.º
Competências

O Conselho Administrativo tem as competências previstas na lei (Art.º 38.º do Decreto-Lei


n.º75/2008, de 22 de Abril).

Artigo 34.º
Regime de funcionamento

1. O Conselho Administrativo elabora o seu regimento interno definindo as regras de


organização e funcionamento, salvaguardando que:
a) Reúne, ordinariamente, uma vez por mês;
b) Reúne, extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respectivo
presidente, por sua iniciativa, ou a requerimento de qualquer dos restantes
membros.

2. O regimento interno é elaborado ou revisto nos primeiros 30 dias do mandato.

SECÇÃO V

Coordenação de escola ou estabelecimento

Artigo 35.º
Coordenação de escola ou estabelecimento

1. A coordenação de cada estabelecimento de educação ou de ensino integrado no


Agrupamento é assegurada por um coordenador (pontos 1 e 2 do Art.º40.º do
Decreto-Lei n.º75/2008, de 22 de Abril).
2. A designação do coordenador de estabelecimento é feita nos termos da Lei em vigor
(ponto 3 do Art.º40.º do Decreto-Lei n.º75/2008, de 22 de Abril).
3. O mandato do coordenador de estabelecimento tem a duração de quatro anos e cessa
com o mandato do Director.
4. O coordenador de estabelecimento pode ser exonerado a qualquer momento por
despacho fundamentado do Director.
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

Artigo 36.º
Competências

1. Além das competências conferidas pela lei (Art.º41.º do Decreto-Lei n.º75/2008, de 22


de Abril), compete ao coordenador de estabelecimento:
a) Assinar o expediente do respectivo estabelecimento de educação ou de ensino;
b) Anotar as faltas do pessoal docente e não docente;
c) Tomar decisões, em situações de emergência, sobre assuntos relacionados com
a organização e funcionamento do estabelecimento, delas dando de imediato
conhecimento ao Director;
d) Fomentar, por todos os meios, a normal frequência escolar, procurando identificar
as causas do absentismo dos alunos;
e) Organizar o serviço de matrículas;
f) Dar parecer sobre o processo de transferência dos alunos;
g) Organizar e coordenar as tarefas administrativas relacionadas com o processo de
avaliação dos alunos;
h) Assinar, por delegação de competência do Director, os livros de termos da
avaliação final de ciclo dos alunos;
i) Coordenar o trabalho do pessoal docente e não docente;
j) Zelar pela disciplina no estabelecimento;
k) Proceder à notação do pessoal não docente;
l) Promover a eleição de representantes dos pais e encarregados de educação, um
efectivo e um suplente, por sala de actividades e por turma;
m) Dinamizar relações de intercâmbio e parceria com outros estabelecimentos de
educação e de ensino que se situem na área de influência do Agrupamento, bem
como com outras instituições que intervenham no processo de educação dos
alunos, nomeadamente no processo de ocupação dos tempos livres;
2. O coordenador de estabelecimento promoverá reuniões sempre que necessário, com
os docentes em serviço no estabelecimento de educação ou de ensino com vista,
nomeadamente:
a) Preparar assuntos que devam ser comunicados aos órgãos de administração e
gestão do Agrupamento;
b) Analisar assuntos relacionados com a organização e funcionamento do
estabelecimento;
c) Dar conhecimento das orientações do Director.
3. O coordenador do estabelecimento procederá à calendarização das reuniões referidas
no número anterior, dela dando conhecimento ao Director.
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

CAPÍTULO III

ESTRUTURAS DE COORDENAÇÃO E SUPERVISÃO

Artigo 37.º
Estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica

As estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica colaboram com o


conselho pedagógico e com o Director, no sentido de assegurar a coordenação,
supervisão e acompanhamento das actividades escolares, promover o trabalho
colaborativo e realizar a avaliação de desempenho do pessoal docente.
A constituição de estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica visa,
nomeadamente:
a) A articulação e gestão curricular na aplicação do currículo nacional e dos
programas e orientações curriculares e programáticas definidas a nível nacional,
bem como o desenvolvimento de componentes curriculares por iniciativa do
agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
b) A organização, o acompanhamento e a avaliação das actividades de turma ou
grupo de alunos;
c) A coordenação pedagógica de cada ano, ciclo ou curso;
d) A avaliação de desempenho do pessoal docente;
e) Acompanhamento e avaliação da Componente de Apoio à Família,
Enriquecimento Curricular e Projectos.

SECÇÃO I

Articulação e gestão curricular

Artigo 38.º
Articulação e gestão curricular

Nos termos da lei em vigor (ponto 2 do Art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de
Abril), são estruturas de articulação e gestão curricular as seguintes:
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

a) Os departamentos curriculares, nos quais se encontram representados os grupos


de recrutamento e áreas disciplinares.
b) Os grupos disciplinares que apoiam o funcionamento dos departamentos, sendo
destes dependentes.

Artigo 39.º
Departamentos

1. Composição – Os departamentos curriculares são constituídos pelos docentes do pré-


escolar, do 1º ciclo e dos grupos de recrutamento e áreas disciplinares dos 2º e 3º ciclos
do ensino básico, numa lógica de organização vertical. De acordo com a legislação em
vigor (Anexo I ao Decreto-Lei n.º 200/2007, de 22 de Maio) os departamentos existentes
no Agrupamento de Escolas são os seguintes:
1.1. Departamento de Educação Pré-Escolar – docentes do grupo de
recrutamento 100. Para além de assegurar a articulação e gestão curricular, este
Departamento assegura ainda a articulação das actividades dos diversos
grupos/turma;
1.2. Departamento do 1.º Ciclo do Ensino Básico - docentes do grupo de
recrutamento 110;
1.3. Departamento de Línguas – docentes dos grupos de recrutamento 200
(Português e Estudos Sociais/História – abrange exclusivamente docentes
recrutados com formação superior em Línguas), 210 (Português e Francês), 220
(Português e Inglês), 300 (Português), 320 (Francês), 330 (Inglês);
1.4. Departamento de Ciências Sociais e Humanas - docentes dos grupos de
recrutamento 200 (Português e Estudos Sociais/História – abrange todos os
docentes recrutados para este grupo e que não estejam incluídos no
Departamento de Línguas), 290 (Educação Moral e Religiosa Católica), 400
(História) e 420 (Geografia);
1.5. Departamento de Matemática e Ciências Experimentais - docentes dos
grupos de recrutamento 230 (Matemática e Ciências da Natureza), 500
(Matemática), 510 (Física e Química), 520 (Biologia e Geologia);
1.6. Departamento de Expressões - docentes dos grupos de recrutamento 240
(Educação Visual e Tecnológica), 250 (Educação Musical), 260 (Educação Física,
2º Ciclo), 530 (Educação Tecnológica), 600 (Artes Visuais), 620 (Educação Física,
3º Ciclo), 910, 920 e 930 (Educação Especial).

2.Funcionamento - Os departamentos curriculares elaboram o seu regimento interno,


definindo as respectivas regras de organização e de funcionamento salvaguardando que:
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

a) Reúnem, ordinariamente no início do ano lectivo e uma vez por mês, na semana
seguinte à reunião do Conselho Pedagógico;
b) Reúnem, extraordinariamente, sempre que sejam convocados pelo respectivo
Coordenador, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros
em efectividade de funções, ou quando o Conselho Geral ou o Director solicitar a
emissão de parecer sobre matéria relevante;

3. Coordenador – Os departamentos curriculares são coordenados por professores


titulares, designados pelo Director.
São competências dos coordenadores, para além das que são ou possam vir a ser
definidas legalmente, as seguintes:
a) Convocar as reuniões dos respectivos departamentos;
b) Representar o respectivo departamento no Conselho Pedagógico;
c) Veicular as informações e as decisões emanadas do Conselho Pedagógico;
d) Orientar e coordenar a planificação de actividades curriculares e pedagógicas;
e) Criar condições que favoreçam a formação contínua e o apoio dos professores
menos experientes.

4. Mandato do Coordenador
4.1. O mandato dos coordenadores tem a duração de quatro anos e cessa com o
mandato do Director.
4.2. Os coordenadores podem ser exonerados a todo o tempo por despacho
fundamentado do Director.
4.3. Em situação de mobilidade a designação do coordenador é válida pelo
período de um ano escolar.
4.4. Em caso de interrupção de mandato, o Director deverá proceder à designação
de um novo coordenador no prazo de quinze dias.
4.5. Caso o coordenador do departamento curricular esteja impedido de exercer
funções por um período dilatado, o Director nomeará um docente do mesmo
departamento que o substituirá durante esse período.

5. Exercício do cargo de coordenador


5.1. Ao coordenador de departamento curricular deve ser proporcionado um
número de horas da sua componente de trabalho, de acordo com as
disposições legais, para o desenvolvimento das actividades inerentes ao
cargo.
5.2. O Coordenador deve registar, em livro próprio para o efeito, sumário das
actividades desenvolvidas.

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

Artigo 40.º
Grupos disciplinares

Os grupos disciplinares são estruturas de articulação e gestão curricular, que se


destinam a desenvolver actividades específicas relativas à organização das várias
áreas curriculares disciplinares dos 2º e 3º ciclos e funcionam em apoio e
dependência dos departamentos.

1. Os grupos disciplinares integram os seguintes departamentos:


a) Departamento de Línguas – Inglês (2ºciclo), Inglês (3ºciclo), Francês
(3ºciclo), Língua Portuguesa (2º ciclo) e Língua Portuguesa (3º ciclo);
b) Departamento de Ciências Sociais e Humanas – História e Geografia de
Portugal (2º ciclo), História (3º ciclo), Geografia (3º ciclo) e Educação Moral
e Religião Católica (2º/3º ciclos);
c) Departamento de Matemática e Ciências Experimentais – Matemática (2º
ciclo), Matemática (3º ciclo), Ciências da Natureza (2º ciclo), Ciências
Naturais (3º ciclo) e Físico-Química (3º ciclo);
d) Departamento de Expressões – Educação Visual e Tecnológica (2º ciclo),
Educação Musical (2º ciclo), Educação Física (2º ciclo), Educação Física
(3º ciclo), Educação Tecnológica (3º ciclo), Artes Visuais (3º ciclo) e
Educação Especial.

2 . Competências
a) Elaborar estudos e os pareceres em domínios relativos a programas, métodos,
organização curricular e processos e critérios de avaliação de docentes e
alunos;
b) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamento e material
didáctico;
c) Promover a interdisciplinaridade, bem como o intercâmbio de recursos
materiais e pedagógicos com outras escolas;
d) Planificar as actividades lectivas e não lectivas.

3. Funcionamento - Os grupos disciplinares elaboram o seu regimento interno,


definindo as respectivas regras de organização e de funcionamento salvaguardando
que:
a) Reúnem, ordinariamente no início do ano lectivo e uma vez por mês, após a
reunião do departamento que integram;

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
_____________________________________________________________________________________

b) Reúnem, extraordinariamente, sempre que sejam convocados pelo respectivo


representante de grupo disciplinar, por sua iniciativa, a requerimento de um
terço dos seus membros em efectividade de funções, ou quando o Conselho
Geral, o Director ou o Coordenador de Departamento solicitar a emissão de
parecer sobre matéria relevante;
c) O regimento interno é elaborado ou revisto nos primeiros 30 dias do mandato.

4. Coordenação - Os grupos disciplinares são coordenadas por representantes de


grupo disciplinar, por professores de preferência do quadro de agrupamento,
designados pelo Director.
São competências dos representantes de grupo disciplinar, as seguintes:
a) Convocar as reuniões dos respectivos grupos disciplinares;
b) Veicular as informações e as decisões emanadas do Coordenador do
Departamento;
c) Assegurar a orientação e a coordenação pedagógica da actividade dos
docentes do grupo disciplinar;
d) Promover a troca de experiências e a cooperação entre os docentes da área
disciplinar;
e) Coordenar a planificação das actividades pedagógicas da área disciplinar;
f) Estimular a criação de condições que favoreçam a formação contínua;
g) Assegurar a participação do grupo na análise crítica da orientação
pedagógica;
h) Elaborar um relatório anual de actividades da área disciplinar, o qual será
transmitido ao coordenador de departamento curricular;
i) Orientar e coordenar a planificação de actividades pedagógicas.

5. Mandato do Representante de grupo disciplinar


a) O mandato dos representantes de grupo disciplinares tem a duração de quatro
anos e cessa com o mandato do Director;
b) Os representantes de grupos disciplinares podem ser exonerados a todo o
tempo por despacho fundamentado do Director;
c) Em situação de mobilidade a designação do representante de grupo disciplinar
é válida pelo período de um ano escolar;
d) Em caso de interrupção de mandato, o Director deverá proceder à designação
de um novo representante de grupo disciplinar no prazo de quinze dias.
e) Caso o representante de grupo disciplinar esteja impedido de exercer funções
por um período dilatado, o Director nomeará um docente do mesmo grupo que
o substituirá durante esse período.
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6 – Exercício do cargo de representante de grupo disciplinar


a) Ao representante de grupo disciplinar deve ser proporcionado um número de
horas da sua componente de trabalho, para o desenvolvimento das
actividades inerentes ao cargo;
b) O representante de grupo disciplinar deve registar, em livro próprio para o
efeito, sumário das actividades desenvolvidas.

SECÇÃO II

Artigo 41.º

Organização, acompanhamento e avaliação das actividades


de turma ou grupo de alunos

A organização, o acompanhamento e a avaliação das actividades a desenvolver com os


alunos e a articulação entre a escola e as famílias é assegurada:
a) Pelos respectivos educadores de infância, na educação pré-escolar;
b) Pelos professores Titulares de Turma, no 1.º ciclo do ensino básico;
c) Pelo conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

1. Educação Pré-Escolar — Competências


Compete aos educadores de infância elaborar o projecto curricular de grupo,
documento em que são definidas as estratégias de desenvolvimento e concretização,
segundo as Orientações Curriculares do Ministério da Educação e do Projecto
Curricular do Agrupamento e exercer as demais competências previstas na lei.
Compete aos educadores de infância:
a) Dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar que
à turma digam respeito;
b) Analisar, em colaboração com o Departamento, os problemas de integração
dos alunos e o relacionamento entre professores e alunos do grupo;
c) Colaborar nas acções que favoreçam a inter-relação da escola com a
comunidade;

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d) A avaliação das aprendizagens dos alunos, nas reuniões de avaliação, a


realizar no final de cada período lectivo e de acordo com os critérios
estabelecidos pelo Conselho Pedagógico;
e) Exercer as demais competências que lhe vierem a ser atribuídas na lei.

2. Ensino Básico — Competências


Aos professores Titulares de Turma e ao conselho de turma compete a elaboração do
Projecto Curricular de Turma, documento em que são definidas as estratégias de
desenvolvimento e concretização, de acordo com o Currículo Nacional do Ministério
da Educação e do Projecto Curricular do Agrupamento, estabelecendo as formas de
organização e de condução do processo de ensino/aprendizagem de modo adequado
aos alunos da turma. O Projecto Curricular de Turma integra estratégias de
diferenciação pedagógica e de adequação curricular ao contexto da turma, destinadas
a promover a melhoria das condições de aprendizagem, a igualdade de
oportunidades, e o sucesso educativo dos alunos. Este Projecto deverá ser
actualizado ao longo do ano lectivo.
Compete aos professores Titulares de Turma e ao conselho de turma:
a) Dar parecer sobre todas as questões de natureza pedagógica e disciplinar que
à turma digam respeito;
b) Analisar, em colaboração com os Conselhos de Docentes Titulares de Turma
e de Directores de Turma, os problemas de integração dos alunos e o
relacionamento entre professores e alunos da turma;
c) Colaborar nas acções que favoreçam a inter-relação da escola com a
comunidade;
d) As propostas de avaliação do rendimento escolar apresentadas por cada
professor da turma, são aprovadas em reunião de departamento, a realizar no
final de cada período lectivo e de acordo com os critérios estabelecidos pelo
Conselho Pedagógico;
e) Exercer as demais competências que lhe vierem a ser atribuídas na lei.

3. Conselhos de Turma
3.1. Composição do Conselho de Turma
3.1.1 O Conselho de Turma no 2º e 3º ciclos do ensino básico tem a seguinte
composição:
a) Os professores da turma;
b) Dois representantes dos pais e encarregados de educação;
c) Um representante dos alunos, no caso do 3.º ciclo do ensino básico.

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3.1.2 Quando o Conselho de Turma reúne para tratar de assuntos relacionados com a
avaliação individual dos alunos, apenas participam os membros docentes.
3.2. Regime de funcionamento
3.2.1 O Conselho de Turma elabora o seu regimento interno, definindo as respectivas
regras de organização e de funcionamento salvaguardando que:
a) Reúne no início do ano lectivo e, pelo menos, uma vez por período;
b) Reúne extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respectivo
director de turma ou pelo Director, para tratar de assuntos de natureza
pedagógica ou disciplinar.
3.2.2 As faltas dadas pelos professores membros do Conselho de Turma equivalem a
dois tempos lectivos, excepto nas reuniões de avaliação de alunos, em que a falta
equivale a um dia e só é justificável com atestado médico, exceptuando-se os
casos previstos na lei.
3.2.3 Sempre que faltar o Director de Turma, assumirá a presidência da reunião o
elemento detentor de maior tempo de serviço, sempre que o Director não nomeie
um docente do Conselho de Turma para assumir as suas funções.
3.2.4 No caso de algum membro faltar inesperadamente ao Conselho de Turma para
avaliação e não existirem os elementos necessários à consecução da ordem de
trabalhos, este será adiado 48 horas, para assegurar a presença de todos os
professores.
3.2.5 No caso de ausências, presumivelmente longas, de um ou mais professores,
poderá o Conselho de Turma reunir apenas com os professores presentes.
3.2.6 Prevendo a sua falta, o professor deverá informar o Director da impossibilidade de
participar na reunião, e entregar todos os elementos indispensáveis à avaliação
dos alunos, na sua disciplina.
3.2.7 Todos os professores do Conselho de Turma são solidariamente responsáveis por
todos os documentos que dizem respeito ao respectivo Conselho.
3.2.8 As decisões do Conselho de Turma devem ser consensuais, em todas as
situações que não contrariem a legislação em vigor. Na impossibilidade da
obtenção de consenso, proceder-se-á a votação. No caso de empate, o Director
de Turma exercerá o seu voto de qualidade.
3.2.9 As decisões tomadas devem constar, com a devida fundamentação, na acta do
Conselho de Turma que deverá ser entregue no prazo de 24 horas.
3.2.10 Toda a documentação respeitante ao Conselho de Turma será revista, após a
reunião, pelo Director de Turma e pelo secretário.
3.2.11 Compete ao Conselho de Turma aprovar o seu regimento interno, nos 30 dias
subsequentes ao início do seu mandato.

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3.3. Coordenação das actividades do Conselho de Turma


3.3.1 A coordenação das actividades do Conselho de Turma é realizada pelo Director de
Turma, designado pelo Director, conforme normativos em vigor (ponto 2 do Art.º
44.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril) tendo em conta, ainda, os
seguintes critérios:
a) Ser, preferencialmente, um professor do quadro do agrupamento;
b) Ser, preferencialmente, um professor que leccione a totalidade dos alunos
da turma.
3.4. Mandato do Director de Turma
3.4.1. O mandato dos Directores de Turma é de um ano escolar.
3.4.2. A redução do tempo de serviço lectivo referente a cada Director de Turma é de
2 tempos lectivos, sendo obrigatoriamente marcadas no horário do professor, uma
para atendimento de pais e encarregados de educação e outra para tarefas inerentes
ao cargo.
4.4.3. Caso o Director de Turma se encontre impedido de exercer funções por período
superior a duas semanas, é nomeado outro professor da turma, podendo ser-lhe
concedida a redução acima indicada.
3.5. Competências do Director de Turma
3.5.1. Além das competências que possam vir a ser definidas na lei compete ao Director
de Turma:
a) Desenvolver acções que promovam e facilitem a correcta integração dos
alunos na vida escolar;
b) Garantir aos professores da turma a existência de meios e documentos de
trabalho e a orientação necessária ao desempenho das actividades próprias
da acção educativa;
c) Garantir uma informação actualizada junto dos pais e encarregados de
educação acerca da integração dos alunos na comunidade escolar, do
aproveitamento escolar, das faltas a aulas e das actividades escolares;
d) Desenvolver e promover as relações com órgãos de apoio existentes
indispensáveis à resolução dos problemas inerentes à situação do aluno.
3.5.2. Ao Director de Turma compete, especificamente:
A - Em relação aos alunos:
a) Acompanhar a evolução escolar dos alunos nos seus aspectos cognitivos e de
comportamento e proceder à actualização dos respectivos processos
individuais;
b) Desenvolver estratégias que visem:
a) Facilitar a integração do aluno, na Escola;

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b) Promover o seu desenvolvimento pessoal e social;


c) Melhorar o seu aproveitamento.
c) Estimular e apoiar os alunos na concretização de projectos individuais ou de
turma;
d) Promover a realização de visitas de estudo e outras actividades de
enriquecimento curricular;
e) Procurar soluções adequadas para a resolução dos problemas e/ou
solicitações dos alunos;
f) Apreciar a matéria acusatória contida nas participações de carácter disciplinar,
apresentadas por professores ou outros intervenientes na acção educativa e
proceder de acordo com a legislação em vigor;
g) Convocar assembleias de turma;
h) Dinamizar e acompanhar a eleição do Delegado de Turma;
i) Fazer o levantamento regular do aproveitamento, faltas dadas e
comportamento do aluno;
j) Transmitir aos alunos todas as informações que a eles se destinam e que vão
sendo emitidas pelos órgãos de gestão da Escola, estruturas de orientação
educativa e serviços de apoio aos alunos.
B - Em relação aos Encarregados de Educação:
a) Estabelecer contactos regulares com os Encarregados de Educação dos
alunos da turma (informação escrita ou telefónica, entrevista, reunião etc.);
b) Desenvolver acções que favoreçam e estimulem um maior envolvimento dos
Encarregados de Educação no percurso escolar dos seus educandos;
c) Solicitar a colaboração do Encarregado de Educação na procura de
estratégias adequadas à solução dos problemas do seu educando e/ou da
turma de que ele faz parte;
d) Fornecer ao Encarregado de Educação dados objectivos sobre o
aproveitamento, atitudes e assiduidade do aluno;
e) Transmitir aos Encarregados de Educação todas as informações que a eles se
destinam e que vão sendo emitidas pelos órgãos de gestão da Escola,
estruturas de orientação educativa e serviços de apoio;
f) Informar o Encarregado de Educação no caso do seu educando ser objecto de
procedimento disciplinar e solicitar o seu depoimento, que constará no
respectivo processo;
g) Comunicar ao Encarregado de Educação a decisão do Conselho de Turma,
relativamente à pena atribuída ao aluno.
C - Em relação aos professores:

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a) Colaborar com os outros professores nas acções que visam a integração dos
alunos na escola, o seu desenvolvimento pessoal e social e o sucesso escolar;
b) Promover a convergência de atitudes e critérios dos professores da turma;
c) Solicitar e/ou pôr à disposição dos colegas informações actualizadas
respeitantes aos alunos da turma, utilizando os canais de comunicação
existentes na Escola;
d) Convocar Conselhos de Turma extraordinários;
e) Presidir e dinamizar as reuniões de Conselho de Turma;
f) Coordenar todas as actividades a desenvolver pelos Conselhos de Turma;
g) Apresentar aos Conselhos de Turma para efeitos disciplinares relatório sobre a
situação escolar do aluno sobre quem recaia o procedimento disciplinar.
D - Em relação a outros órgãos e estruturas do agrupamento:
a) Promover o bom relacionamento pedagógico e institucional do Conselho de
Turma com toda a comunidade educativa;
b) Observar as orientações do Director e do Conselho Pedagógico;
c) Ter em atenção as normas de funcionamento e os critérios definidos nos
Conselhos de Directores de Turma;
d) Estabelecer a ligação entre o Conselho de Turma, os Departamentos
Curriculares e os serviços de apoio educativo;
e) Divulgar aos respectivos destinatários as informações que lhes são
transmitidas pelos órgãos de gestão da Escola, estruturas de orientação
educativa e serviços de apoio educativo.

4. Professor Tutor
a) Para acompanhar, de modo especial, o processo educativo de um grupo
de alunos da turma, o Director, sempre que se revelar aconselhável, pode designar
professores tutores (ponto 4 do Art.º 44.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril).
b) Este acompanhamento especial deverá efectuar-se preferencialmente,
numa relação de 1 a 4 alunos por tutor.
c) Ao professor tutor deve ser proporcionado um número de horas da sua
componente de trabalho, para o desenvolvimento das actividades inerentes ao cargo,
de acordo com critérios a definir pelo Conselho Pedagógico, no âmbito do definido
nas alíneas e) e l) do Art.º 33.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril).

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SECÇÃO III

Artigo 42.º
Coordenação pedagógica de ano e ciclo

1. A coordenação pedagógica de ano ou ciclo destina-se a articular e harmonizar as


actividades desenvolvidas pelas turmas de dois anos (1º e 2º anos e 3º e 4º anos), no
caso do 1º ciclo, ou ciclo de escolaridade, no caso dos 2º e 3º ciclos.

1.1. A coordenação referida no número anterior é realizada:


a) Pelos conselhos de docentes Titulares de Turma (1º e 2º anos e 3º e 4º anos
do ensino básico);
b) Pelos Conselhos de Directores de Turma dos 2º e 3º ciclos do ensino básico.

1.2.Competências
Além das competências que possam vir a ser definidas legalmente, compete, aos
Conselhos de Docentes Titulares de Turma e aos Conselhos de Directores de Turma:
a) Assegurar a articulação das actividades das turmas de cada ano ou ciclo.
b) Exercer as demais competências definidas na legislação aplicável.

1.3. Regime de funcionamento


1.3.1. Cabe aos Conselhos de Docentes Titulares de Turma e ao Conselho de Directores
de Turma, elaborarem o seu regimento interno, definindo as respectivas regras de
organização e de funcionamento salvaguardando que:
a) Os Conselhos de Docentes Titulares de Turma reúnem ordinariamente, no
início do ano escolar e uma vez por mês (em continuidade à reunião de
Departamento e caso existam assuntos a tratar que o justifique) e o
Conselho de Directores de Turma reúne antes do início das actividades
lectivas e, pelo menos, uma vez em cada período;
b) Reúnem, extraordinariamente, sempre que sejam convocados pelo
respectivo coordenador ou pelo Director.
1.3.2. O regimento interno é elaborado ou revisto nos primeiros 30 dias do seu
mandato.

1.4.Coordenadores
Os coordenadores dos Conselhos de Docentes Titulares de Turma (um para o 1º e 2º
anos e outro para o 3º e 4º anos) e do Conselho de Directores de Turma (um para o 2º
ciclo e outro para o 3º ciclo) são designados pelo Director.
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1.4.1. Competências dos coordenadores


Compete aos coordenadores:
a) Coordenar, em articulação com os professores Titulares de Turma e com os
Directores de Turma, os planos de trabalho das diferentes turmas;
b) Analisar, em colaboração com o Director, as actas dos Conselhos de Turma de
Avaliação e as actas das reuniões com os encarregados de educação.

1.5.Mandato
1.5.1. O mandato dos coordenadores é de quatro anos escolares.
1.5.2. O mandato dos coordenadores pode cessar, a todo o tempo, por decisão
fundamentada do Director, ouvido o Conselho Pedagógico ou a pedida do
interessado no final do ano lectivo.
1.5.3. Sempre que se verifique a interrupção do mandato, o Director designará um
novo coordenador, que completará o mandato interrompido.
1.6. Incompatibilidades
As previstas na legislação em vigor.

SECÇÃO IV

Artigo 43.º
Avaliação de desempenho do pessoal docente

1. A avaliação de desempenho do pessoal, rege-se pelo definido no Decreto-Lei nº


15/2007 de 19 de Janeiro (estatuto da carreira docente) no Decreto Regulamentar
nº2/2008 de 10 de Janeiro e demais legislação complementar publicada ou a publicar.

2. De acordo com o definido no Artigo13.º do Decreto Regulamentar nº2/2008 de 10 de


Janeiro e das alíneas c) e d) do artigo 29.º do presente regulamento, o Conselho
Pedagógico do Agrupamento de escolas procederá à constituição de uma comissão de
coordenação de avaliação do desempenho e à elaboração e aprovação dos instrumentos
relativos a essa avaliação.

3. O calendário das fases do processo encontra-se no Anexo1.

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Artigo 44.º
Comissão de coordenação da avaliação do desempenho

1. Composição

a) Presidente do Conselho Pedagógico;

b) Membros do mesmo conselho com a categoria de professor titular, a designar


de acordo com os procedimentos, definidos em regimento interno desse
órgão.

2. Competências

a) Definição de directivas para uma aplicação objectiva e harmónica do sistema


de avaliação do desempenho de acordo com os objectivos fixados e os
resultados a atingir pelo agrupamento de escolas no âmbito do respectivo
Projecto Educativo ou Plano de Actividades.

b) Conferência e validação das propostas de avaliação que apresentem as


menções de Excelente, Muito bom ou Insuficiente, de acordo com o disposto
no artigo 22.º do Decreto Regulamentar nº2/2008 de 10 de Janeiro.

c) Apreciação e emissão de pareceres vinculativos relativamente a reclamações


de avaliação final efectuadas pelos avaliados.

3. Regime de funcionamento

De acordo com o ponto 4 do artigo 13.º do Decreto Regulamentar nº2/2008 de 10 de


Janeiro, a comissão de avaliação de desempenho elabora e aprova o respectivo
regimento interno.

SECÇÃO V

Artigo 45.º
Componente de apoio à família, enriquecimento curricular e projectos

1. Componente de apoio à família


A componente de apoio à família organiza-se de acordo com o disposto no Despacho
n.º14460/2008, de 26 de Maio.

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2. Actividades de enriquecimento curricular


As actividades de enriquecimento curricular organizam-se de acordo com o Despacho
n.º 14460/2008 de 15 de Maio.

3. Projectos
Para a coordenação de projectos, o Director nomeará um docente, preferencialmente
do Quadro de Agrupamento.
3.1. Competências do coordenador
Compete ao coordenador a coordenação e articulação dos Projectos do Agrupamento,
dos Clubes e da Área de Projecto.
3.2. Mandato
O mandato do coordenador é de quatro anos escolares.
O mandato do coordenador pode cessar, a todo o tempo, por decisão fundamentada
do Director, ouvido o Conselho Pedagógico ou a pedido do interessado no final do
ano lectivo.
Sempre que se verifique a interrupção do mandato, o Director nomeará um novo
coordenador nos 15 dias imediatos à cessação de funções.
3.3. Incompatibilidades
As previstas na legislação em vigor.

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CAPÍTULO IV

SERVIÇOS

Artigo 46.º
O agrupamento de escolas dispõe de serviços administrativos, técnicos e técnico-
pedagógicos que funcionam na dependência do Director.

SECÇÃO I

Artigo 47.º
Serviços administrativos

1. Secretaria
1.1 A gestão e funcionamento da Secretaria é da responsabilidade do/a Chefe de
Serviços da Administração Escolar, nos termos da legislação aplicável, e dos
funcionários que a integram.
1.2. A Secretaria assegura a execução do expediente relativo aos serviços escolares e
administrativos.
1.3 A Secretaria organiza os seus serviços em vários sectores:
. Sector de Pessoal
. Sector de Contabilidade (Tesouraria)
. Sector de Alunos
. Sector de Expediente Geral
. Sector do ASE
1.4 A Secretaria funciona de 2ª a 6ª feira com atendimento ao público, em horário a
definir anualmente pelo Director. A alteração pontual do horário de atendimento é feita
por proposta do Chefe do Serviços e mediante autorização do Director.

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SECÇÃO II

Artigo 48.º
Serviços técnicos

1- Os serviços técnicos podem compreender as áreas de administração económica e


financeira, gestão de edifícios e equipamentos e apoio jurídico, de acordo com o ponto 3
do artigo 46.º do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril.

2- Estes serviços podem ser assegurados por pessoal técnico especializado ou por
pessoal docente, sendo a sua constituição, organização e funcionamento estabelecidos
no respeito das orientações a fixar por despacho do membro do governo responsável
pela área de educação.

SECÇÃO III

Artigo 49.º
Serviços técnico-pedagógicos

De acordo com o disposto no ponto 4 do Art.º 46.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de


Abril, os serviços técnico-pedagógicos compreendem as áreas de apoio sócio -
educativo, orientação vocacional que integram os serviços especializados de apoio
educativo, biblioteca escolar/centro de recursos educativos (BE/CRE) e Plano
Tecnológico da Educação (PTE).

Artigo 50.º
Serviços especializados de apoio educativo

Estes serviços destinam-se a promover a existência de condições que assegurem a


plena integração escolar dos alunos, devendo conjugar a sua actividade com as
estruturas de orientação educativa, com os pais e encarregados de educação, os
educadores, professores do regular do primeiro ciclo, professores do segundo e terceiro
ciclos, directores de turma.

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1. A actividade dos Serviços Especializados de Apoio Educativo visa, nomeadamente, a


consecução dos seguintes objectivos:
a) Desenvolver mecanismos que permitam detectar a tempo dificuldades de base,
diferentes ritmos de aprendizagem ou outras necessidades dos alunos que exijam
medidas de compensação ou formas de apoio adequadas nos domínios psicológico,
pedagógico e apoio educativo;
b) Organizar e gerir modalidades de apoio educativo em resposta a necessidades
identificadas que afectam o sucesso escolar dos alunos;
c) Encaminhar alunos com NEE para os serviços de apoio especializado, ouvidos os
encarregados de educação;
d) Promover actividades de informação e orientação escolar e vocacional dos alunos;
e) Esclarecer os alunos e os encarregados de educação quanto às opções curriculares
oferecidas pelas escolas da área e às suas consequências quanto ao prosseguimento de
estudos ou inserção na vida activa.

2. Constituem Serviços Especializados de Apoio Educativo:


a) Educação Especial;
b) Serviço de Psicologia e Orientação;
c) Outros serviços de Apoio Educativo.

2.1. Educação Especial


2.1. 1. Identificação
A Educação Especial visa responder às NEE de carácter permanente, promovendo a
melhoria dos resultados escolares e do desenvolvimento do potencial biopsicossocial dos
alunos.

2.1.2. Destinatários
De acordo com a reorganização da Educação Especial, consagrada no Decreto-lei n.º
3/2008,são destinatários:
a) “...alunos com limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou
vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter
permanente, resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, da
aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da
participação social…”
b) Para os alunos com necessidades educativas que não cumpram os critérios
enunciados anteriormente, a escola deverá ter à sua disposição outros recursos,
nomeadamente, o apoio prestado pelos docentes de Apoio Educativo no 1º CEB, ou

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outros apoios a disponibilizar no 2º e 3º ciclos, promovendo o sucesso educativo, a


superação das necessidades identificadas e a prevenção da exclusão social.

2.1.3. Objectivos
A Educação Especial, em articulação com os restantes intervenientes no processo
educativo dos alunos de carácter permanente tem como objectivos, de acordo com a Lei
21/2008:
a. A inclusão educativa e social;
b. O acesso e o sucesso educativo;
c. A autonomia;
d. A estabilidade emocional;
e. A promoção da igualdade de oportunidades;
f. A preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada
preparação para a vida pós -escolar ou profissional dos alunos.

2.1.4. Composição
a) Integram o Serviço de Educação Especial, o Director, que coordena, e os docentes de
Educação Especial e outros técnicos em exercício de funções no Agrupamento;
b) O Director pode delegar as suas funções no subdirector adjunto, num adjunto ou num
assessor técnico-pedagógico;
c) Sempre que se justifique, os docentes do Apoio Educativo do primeiro ciclo, bem
como, o/a Psicólogo(a) poderão participar nas reuniões do Grupo de Educação Especial,
sendo para isso convocados nos termos da lei.

2.1.5. Funcionamento da Educação Especial


a) No respeito pelas normas legais aplicáveis e de acordo com o Projecto Educativo do
Agrupamento, compete ao Director, ouvido o Conselho Pedagógico, definir as regras
gerais de funcionamento da Educação Especial;
b) Sem prejuízo do disposto no número anterior, compete à Educação Especial,
identificar os alunos com NEE e de acordo com o Projecto Educativo do Agrupamento,
organizar o seu horário semanal de forma a prestar apoio directo aos alunos e o
acompanhamento dos professores e dos pais/encarregados de educação.

2.1.6. Competências dos Docentes de Educação Especial


a) Colaborar com o Director e outros órgãos de coordenação pedagógica na detecção de
necessidades educativas e na organização e incremento dos apoios adequados aos
alunos com NEE;
b) Contribuir para a diversificação de estratégias e métodos educativos, de forma a
promover o desenvolvimento e aprendizagem das crianças e jovens com NEE;
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c) Colaborar com os docentes e outros técnicos que prestem apoio a alunos com NEE,
de acordo com os Programas Educativos Individuais de cada um;
d) Orientar o desenvolvimento dos Currículos Específicos Individuais, visando a inclusão
de conteúdos conducentes à autonomia pessoal e social dos alunos, dando prioridade ao
desenvolvimento de actividades de cariz funcional centradas nos contextos de vida e à
comunicação e organização do processo de transição para a vida pós-escolar;
e) Apoiar os alunos e respectivos professores, no âmbito da sua área de especialidade,
nos termos que forem definidos no Programa Educativo Individual, Projecto Curricular de
Agrupamento e de Turma.
f) Participar na elaboração do Relatório Circunstanciado de avaliação do PEI por aluno,
no final do ano lectivo;
g) Participar na formalização e operacionalização do Plano Individual de Transição;
h) Colaborar no desenvolvimento das medidas previstas na lei, relativas a alunos com
NEE de carácter permanente;
i) Participar na elaboração do Relatório Técnico-Pedagógico das crianças e jovens que
tenham sido referenciadas, com o contributo dos restantes intervenientes no processo
educativo;
j)Participar em todas as reuniões para que for convocado nos termos da lei e,
obrigatoriamente, nas reuniões de avaliação, colaborando activamente na análise da
situação da criança/aluno;
l) Assegurar uma comunicação assídua, através do Educador, Director de Turma e/ou
Professor do Regular, com os pais e Encarregados de Educação, permitindo que
acompanhem a evolução do educando.
m) Articular as respostas a necessidades educativas com os recursos existentes noutras
estruturas e serviços, nomeadamente nas áreas da Saúde, da Segurança
Social, da qualificação profissional e do emprego;
n) Elaborar um relatório final de actividades.

2.1.7. Procedimentos
A sinalização de alunos do pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, para
despiste e avaliação de NEE efectua-se por iniciativa dos Pais /Encarregados de
Educação, dos Professores ou outros Técnicos e obedecerá aos seguintes passos:

2.1.7.1. Referenciação
O pedido de Avaliação Especializada é realizado em impresso próprio a entregar na
Secretaria da sede do Agrupamento (pais, encarregados de educação, professores ou
outros técnicos).

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2.1.7.2. Equipa de Avaliação


Serão intervenientes no processo avaliativo uma Equipa Pluridisciplinar, de acordo com a
lei.

2.1.7.3. Intervenção com alunos com NEE


O apoio directo dos docentes de Educação Especial, iniciar-se-á após a conclusão do
Programa Educativo Individual do aluno, aprovado em Conselho Pedagógico e
homologado pela Direcção Executiva, dentro do prazo estabelecido na lei.
No final de cada ano lectivo, será elaborado um relatório final circunstanciado, aprovado
em Conselho Pedagógico.
O acompanhamento do PEI é coordenado pelo(a) Educador(a) Professor(a) do Regular
ou Director(a) de Turma, sendo da responsabilidade da Equipa de Avaliação do aluno.

1. Currículo Específico Individual


Compete à Direcção Executiva e ao Grupo de Educação Especial orientar e assegurar o
desenvolvimento do Currículo Específico Individual (CEI).

2. Plano Individual de Transição


Destina-se a promover a transição para a vida pós – escolar e, sempre que possível, para
o exercício de uma actividade profissional com adequada inserção social, familiar ou
numa instituição de carácter ocupacional. Deve iniciar-se três anos antes da idade limite
de escolaridade obrigatória.

2.1.8. Serviço docente nos processos de referenciação e de avaliação


O serviço docente no âmbito dos processos de referenciação e de avaliação assume
carácter prioritário, devendo concluir -se no mais curto período de tempo, dando
preferência à sua execução sobre toda a actividade docente e não docente, à excepção
da lectiva.
O serviço de referenciação e de avaliação é de aceitação obrigatória e a sua distribuição
far-se-á de forma equitativa pelo Grupo de Educação Especial.

2.1.9. Representação do Grupo de Educação Especial


2.1.9.1. Perfil
a) O Representante da Educação Especial deve ser, um Professor do Agrupamento,
especializado em Educação Especial, de reconhecida competência científica/pedagógica.
b) O mandato do Representante da Educação Especial tem a duração de quatro anos e
cessa com o mandato do Director ou, a qualquer momento, por decisão fundamentada do
Director ou ainda a pedido do interessado no final do ano lectivo.

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2.1.9.2. Competências
O Representante da Educação Especial tem como atribuições:
a) Articular com o Director, ou quem o represente, toda a dinâmica da Educação
Especial;
b) Planificar o trabalho da equipa da Educação Especial, visando a consecução dos
objectivos da Educação Especial;
c) Adoptar medidas que promovam o adequado ambiente educativo, articulando o
trabalho dos docentes da Educação Especial com o trabalho dos Conselhos de Turma,
docentes do regular do primeiro ciclo e educadores;
d) Promover a existência de meios, equipamentos e documentação necessários à
eficácia do desempenho da equipa da Educação Especial;
e) Garantir a informação adequada junto dos Docentes e Encarregados de Educação;
f) Promover parcerias com serviços públicos e empresas, tendo como finalidade a
integração dos alunos com NEE na vida pós-escolar/adulta;
g) Representar os docentes da Educação Especial no Conselho Pedagógico;
h) Articular com o Serviço de Psicologia as respostas para os alunos com NEE.

2.2. Serviços de Psicologia e Orientação


2.2.1 Definição
Os Serviços de Psicologia e Orientação são uma unidade especializada de apoio
educativo, que desenvolve a sua actividade em colaboração com as comunidades
educativas dos estabelecimentos de educação pré-escolar e do ensino básico (1º, 2º, 3º
ciclos) que integram o Agrupamento e são constituídos ao abrigo do disposto no Decreto-
Lei n.º 190/91 de 17 de Maio. Este serviço assegura um apoio de natureza psicológica,
psicopedagógica e uma orientação escolar e profissional a alunos, professores,
Pais/Encarregados de Educação e a auxiliares de acção educativa, no âmbito das
actividades educativas; contribui para o desenvolvimento do sistema de relações
interpessoais no interior de cada um dos estabelecimentos educativos do Agrupamento; e
colabora na promoção de uma intervenção integrada entre as várias instituições
educativas do agrupamento, promovendo a sua relação com a respectiva comunidade
envolvente.

2.2.2 Competências
São competências dos Serviços de Psicologia e Orientação:
2.2.2.1. A nível do apoio psicopedagógico:
a) Colaborar com os educadores e professores, prestando apoio psicopedagógico às
actividades educativas;

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b) Identificar e analisar as causas do insucesso escolar e propor as medidas


tendentes à sua eliminação;
c) Proceder à avaliação global de situações relacionadas com os problemas de
desenvolvimento, com dificuldades de aprendizagem, com competências e
potencialidades específicas e prestar o apoio psicopedagógico mais adequado;
d) Participar na elaboração dos planos educativos individuais, ouvidos os restantes
intervenientes no processo educativo, e acompanhar as situações de colocação
dos alunos em regime educativo especial;
e) Articular modalidades de complemento pedagógico, de compensação educativa e
de educação especial, tendo em vista tanto a individualização do ensino e a
organização de grupos de alunos como a adequação de currículos e programas,
em parceria com os restantes intervenientes;
f) Propor, de acordo com os pais e em colaboração com os serviços competentes, o
encaminhamento de alunos com necessidades especiais para as modalidades
adequadas de resposta educativa.

2.2.2.2. A nível de apoio ao desenvolvimento do sistema de relações da comunidade


educativa:
a) Colaborar, na sua área de especialidade, com os órgãos de direcção,
administração e gestão do Agrupamento em que se inserem;
b) Colaborar em todas as acções comunitárias destinadas a eliminar a prevenir a
fuga à escolaridade obrigatória, o abandono precoce e o absentismo sistemático;
c) Articular a sua acção com outros serviços especializados, nomeadamente das
áreas da saúde e segurança social, de modo a contribuir para o correcto
diagnóstico e avaliação sócio-médico educativa de crianças e jovens com
necessidades especiais e planear as medidas de intervenção mais adequadas;
d) Estabelecer articulações com outros serviços de apoio sócio-educativo
necessários ao desenvolvimento de planos educativos individuais;
e) Colaborar em acções de formação e participar na realização de experiências
pedagógicas;
f) Colaborar, na sua área de especialidade, com professores, Pais ou Encarregados
de Educação e outros agentes educativos, na perspectiva do seu aconselhamento
psicossocial;
g) Propor a celebração de protocolos com diferentes serviços, empresas e outros
agentes comunitários a nível local;
h) Na educação pré-escolar e nos 1º e 2º ciclos do ensino básico, desenvolver
acções de informação e sensibilização dos Pais e Encarregados de Educação e

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da comunidade em geral no que respeita às condicionantes do desenvolvimento e


da aprendizagem.

2.2.2.3. A nível da orientação escolar e profissional:


a) Apoiar os alunos no processo de desenvolvimento da sua identidade pessoal e do
seu projecto de vida;
b) Planear e executar actividades de orientação escolar e profissional,
nomeadamente através de programas a desenvolver com grupos de alunos ao
longo do ano lectivo, e de apoio individual ao seu processo de escolha;
c) Realizar acções de informação escolar e profissional sob modalidades diversas,
garantindo a participação activa dos alunos na exploração das técnicas e matérias
utilizados;
d) Colaborar na planificação e acompanhamento de visitas de estudo, experiências
de trabalho, estágios e outras formas de contacto dos alunos com o meio e o
mundo das actividades profissionais;
e) Colaborar com outros serviços, designadamente do Instituto de Emprego e
Formação Profissional, na organização de programas de informação e orientação
profissional;
f) Desenvolver acções de informação e sensibilização dos pais e da comunidade em
geral no que diz respeito à problemática que as opções escolares e profissionais
envolvem.

2.3. Outros serviços de Apoio Educativo


2.3.1. Acção Social Escolar - ASE
As actividades desenvolvidas por este serviço têm como finalidade, assegurar aos
alunos mais carenciados, condições que permitam o acesso à escola e sua
frequência, possibilitando sobretudo o cumprimento da escolaridade obrigatória e o
acesso a uma educação escolar com qualidade.
2.3.1.1. A Acção Social Escolar - ASE abarca os seguintes sectores:
a) Auxílios económicos (livros, material escolar, alimentação, acções de
complemento curricular, visitas de estudo …);
b) Refeitório;
c) Bufete;
d) Papelaria;
e) Seguro escolar;
f) Transportes escolares.
2.3.1.2. Compete aos técnicos de ASE aplicar as orientações dadas pelo Director, de
acordo com a legislação em vigor a todos os sectores supracitados.
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2.3.1.3. Os alunos com direito a subsídio escolar serão escalonados de acordo com as
capitações do agregado familiar e em função dos valores legislados anualmente.
Caso particular é o dos alunos portadores de deficiência com o direito a capitação
diferenciada.
2.3.1.4 Os alunos subsidiados só serão referenciados nas listas das turmas após a
atribuição definitiva dos subsídios.
2.3.1.5 Os sectores do ASE estão sujeitos a procedimentos específicos, nomeadamente
os auxílios económicos, o seguro escolar e os transportes escolares, que obrigam à
divulgação de informação junto da comunidade escolar, a alunos e encarregados de
educação.
2.3.1.6 A necessidade de ver assegurado de forma mais ampla e responsável o apoio
sócio-educativo destinado aos alunos do ensino básico pertencentes a agregados
familiares carenciados, justifica a concretização da figura do empréstimo de longa
duração de manuais escolares. Este empréstimo traduz-se na disponibilização de
manuais escolares, a título devolutivo, aos alunos do 2º e 3º ciclos.
2.3.2.7 Os manuais escolares referidos deverão ser rigorosamente conservados e
devolvidos à escola no final do ciclo de estudos.
2.3.1.8 O desrespeito da obrigatoriedade de manutenção do adequado estado de
conservação destes manuais pode consubstanciar a violação do dever referido na
lei (alínea k) do Art.º 15º da Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro - Estatuto do Aluno do
Ensino não Superior).
2.3.1.9 Primeiros socorros: em caso de indisposição/acidente e após avaliação da
situação o encarregado de educação será informado dos procedimentos a adoptar.
Em situações que o justifiquem o aluno será conduzido a uma unidade de saúde
acompanhado pelo encarregado de educação. Caso esse não se encontre
disponível ou a situação seja grave, o acompanhamento far-se-á por uma auxiliar
de acção educativa até o encarregado de educação chegar.

Artigo 51.º
Bibliotecas Escolares

1. As bibliotecas são estruturas técnico-pedagógicas essenciais da política educativa e


curricular da escola e tem como objectivos, aqueles que se passam a enumerar:
a) Promover o sucesso escolar de todos, através de medidas que diluam as
desigualdades económicas e sociais e as dificuldades específicas de
aprendizagem;
b) Criar condições que permitam apoiar compensatoriamente carências
individualizadas e detectar e estimular aptidões específicas;
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c) Incentivar a aquisição de competências para seleccionar, interpretar e organizar


informação;
d) Estimular a iniciação ao conhecimento tecnológico e informático;
e) Promover o desenvolvimento de atitudes e hábitos de trabalho autónomo e em
grupo;
f) Fomentar hábitos de estudo;
g) Melhorar as condições de utilização do espaço BECRE, proporcionando aos
utilizadores um ambiente agradável e adequado ao estudo e lazer;
h) Proporcionar formação aos utilizadores no âmbito:
i) Da literacia da informação;
j) Da disposição dos documentos segundo normas da CDU;
k) Do incentivo a toda a comunidade educativa para o prazer de ler.
l) Criar e manter nas crianças e jovens o hábito e o prazer da leitura, da
aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida;
m) Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às
oportunidades que confrontem os alunos com ideias, experiências e opiniões
diversificadas;
n) Organizar actividades que favoreçam a consciência e a sensibilização para as
questões de ordem cultural e social;
o) Trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e pais de modo a cumprir a
missão da escola;
p) Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são
essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e à participação
na democracia;
q) Promover a leitura, os recursos e serviços da biblioteca escolar junto da
comunidade escolar e fora dela.
1.1. A gestão e funcionamento das bibliotecas escolares do agrupamento são da
responsabilidade dos professores bibliotecários coadjuvados pela equipa
dinamizadora dos espaços.
1.2. Os docentes que integram a equipa da biblioteca escolar são designados pelo
director.
1.3. O Coordenador da equipa da biblioteca escolar é designado pelo director de
entre os professores bibliotecários e tem assento no Conselho Pedagógico. Ao
Coordenador compete a coordenação e articulação dos projectos e
actividades desenvolvidas pela equipa dinamizadora da BE/CRE.
1.4. O horário de funcionamento será afixado no início do ano lectivo.
1.5. A BE/CRE têm um regimento próprio.

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2. BE/CRE e Sala multifunções (1º ciclo)


2.1. A BE/CRE e as salas multifunções no 1ºciclo destinam-se prioritariamente ao
aproveitamento dos recursos informáticos e audiovisuais em regime livre ou
de “sala de aula”, com turmas ou grupos de alunos.
2.2. A gestão e funcionamento destas são da responsabilidade do bibliotecário em
articulação com a Direcção ou desta na ausência de professor bibliotecário.
2.3. Como espaço polivalente, permite igualmente a sua utilização em diferentes
actividades educativas.
2.4. Estes espaços regem-se pelo Regimento Interno das BE/CRE’s.

3. Competências do professor Bibliotecário


3.1. Compete ao Professor Bibliotecário:
a) Assegurar serviço de biblioteca para todos os alunos do agrupamento ou da
escola não agrupada;
b) Promover a articulação das actividades da biblioteca com os objectivos do
projecto educativo, do projecto curricular de agrupamento/escola e dos
projectos curriculares de turma;
c) Assegurar a gestão dos recursos humanos afectos à (s) biblioteca (s);
d) Garantir a organização do espaço e assegurar a gestão funcional e
pedagógica dos recursos materiais afectos à biblioteca;
e) Definir e operacionalizar uma política de gestão dos recursos de informação,
promovendo a sua integração nas práticas de professores e alunos;
f) Apoiar as actividades curriculares e favorecer o desenvolvimento dos hábitos e
competências de leitura, da literacia da informação e das competências
digitais, trabalhando colaborativamente com todas as estruturas do
agrupamento ou escola não agrupada;
g) Apoiar actividades livres, extracurriculares e de enriquecimento curricular
incluídas no plano de actividades ou projecto educativo do agrupamento ou da
escola não agrupada;
h) Estabelecer redes de trabalho cooperativo, desenvolvendo projectos de
parceria com entidades locais;
i) Implementar processos de avaliação dos serviços e elaborar um relatório
anual de auto – avaliação a remeter ao Gabinete Coordenador da Rede de
Bibliotecas Escolares (GRBE);
j) Representar a biblioteca escolar no conselho pedagógico, nos termos do
regulamento interno.

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Artigo 52.º
Equipa PTE (Plano Tecnológico da Educação)

1. Constituição - A equipa PTE é constituída ao abrigo do disposto no capítulo VIII do


despacho n.º 700/2009 de 9 de Janeiro.

2. Funções – A equipa PTE exerce as seguintes funções ao nível do Agrupamento, de


acordo com o disposto no artigo18º do despacho nº700/2009 de 9 de Janeiro:
a) Elaborar um plano de acção para as TIC;
b) Contribuir para a elaboração dos instrumentos de autonomia do Agrupamento;
c) Coordenar e acompanhar a execução dos projectos do PTE e de projectos e
iniciativas próprias na área das TIC na educação;
d) Promover e apoiar a integração das TIC no ensino/aprendizagem, na gestão e na
segurança ao nível do Agrupamento;
e) Colaborar no levantamento das necessidades de formação e certificação em TIC,
de docentes e não docentes;
f) Fomentar a criação e participação dos docentes em redes colaborativas de
trabalho com outros docentes ou agentes da comunidade educativa;
g) Zelar pelo funcionamento dos equipamentos e sistemas tecnológicos instalados,
estabelecendo a ligação com o centro de apoio tecnológico e as empresas
prestadoras de serviços nesta área;
h) Articular com os técnicos das câmaras municipais que apoiam as escolas do 1º
ciclo.

3. Composição – O número de membros da equipa PTE é definido pelo Director, de


acordo com os pontos 2 e 3 do artigo 19º do despacho nº700/2009 de 9 de Janeiro.
a) A função de coordenador da equipa PTE é exercida, por inerência, pelo Director
podendo ser delegada em docentes do Agrupamento que reúnam as
competências ao nível pedagógico, técnico e de gestão adequadas ao exercício
das funções em causa.
b) A equipa deverá incluir obrigatoriamente os seguintes membros:
i. Um responsável pela componente pedagógica do PTE, com assento no
Conselho Pedagógico;
ii. Um responsável pela componente técnica do PTE;
iii. O Coordenador da BE/CRE.

4. Crédito de horas
A distribuição do crédito de horas atribuído ao Agrupamento obedece ao disposto
no artigo 20º do despacho nº700/2009 de 9 de Janeiro.
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SECÇÃO IV

Outras estruturas e serviços

Artigo 53.º
Estruturas e serviços – Agrupamento

1 Reprografia
1.1 A gestão e funcionamento da Reprografia são da responsabilidade do Director e da
funcionária do sector.
1.2 Destina-se a apoiar a comunidade educativa em tudo o que é matéria de reprodução
de documentos.
1.3 Todos os trabalhos que se destinem à avaliação dos alunos são de carácter sigiloso.
1.4 As verbas obtidas com a realização de trabalhos particulares deverão ser entregues
aos serviços administrativos.

2 Refeitório
2.1 A exploração do refeitório é da responsabilidade de uma empresa.
2.2 Têm acesso ao refeitório alunos, professores, funcionários do Agrupamento e
pessoas que exerçam actividades temporárias nas escolas do Agrupamento e que
tenham a devida autorização do Director.
2.3 Os preços das refeições são fixados anualmente por portaria do Ministério da
Educação.
2.4 As ementas das refeições devem ser afixadas antecipadamente, sempre que possível
no final da semana anterior, junto à papelaria.
2.5 O horário de atendimento é afixado no início do ano lectivo em local visível junto às
suas instalações e na sala de professores.

3 Bufete
3.1 A gestão e funcionamento do Bufete é da responsabilidade do Director, técnico do
ASE e funcionárias destacadas para o sector.
3.2 O Bufete funciona como complemento de alimentação para toda a comunidade
escolar.
3.3 O horário de atendimento é afixado no início do ano lectivo em local visível.

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4 Papelaria
4.1 A gestão e funcionamento da Papelaria é da responsabilidade do Director, técnico do
ASE e funcionário destacado para o sector.
4.2 O serviço da Papelaria funciona para toda a comunidade escolar.
4.3 O horário de atendimento é afixado no início do ano lectivo em local visível.

5 Gabinete de primeiros socorros


5.1 É um espaço de atendimento a alunos, professores e funcionários doentes ou
acidentados prestando-lhes os primeiros socorros.
5.2 A gestão e funcionamento do Gabinete é da responsabilidade do Director e
funcionário destacado para o sector.

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CAPÍTULO V

PARTICIPAÇÃO DA COMUNIDADE EDUCATIVA

SECÇÃO I

Alunos
(Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro e Despacho n.º 30265/2008 de 24 de Novembro)

Artigo 54.º
Participação dos Alunos na Vida da Escola

1. Os alunos devem participar activamente na vida da escola reunindo em Assembleia de


Alunos, ou Assembleia Geral de Alunos e são representados pela Associação de
Estudantes, Delegado ou Subdelegado de Turma e pela Assembleia de Delegados de
turma, nos termos da lei.

2. Eleição do Delegado e Subdelegado de Turma:

a) A eleição é realizada em plenário da turma, no início do ano lectivo por voto


secreto, com a presença do director de turma/professor titular de turma;

b) O aluno eleito delegado de turma deve ter, simultaneamente, capacidades de


liderança e revelar sentido de responsabilidade e bom senso;

c) Em caso de incumprimento do disposto no presente Regulamento, o Delegado ou


Subdelegado poderão ser destituídos dos cargos, por decisão do Conselho de
Turma.

3. Os alunos, através dos seus representantes, podem solicitar a realização de reuniões


de turma com o respectivo director de turma/professor titular de turma, para
apreciação de matéria relacionada com o funcionamento desta, nas seguintes
condições:

a) Os assuntos a tratar serão apresentados por escrito ao director de


turma/professor titular de turma com a assinatura dos seus proponentes;

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b) O director de turma/professor titular de turma só deverá realizar a reunião


solicitada se esta for proposta pela maioria dos alunos;

4. Por iniciativa dos alunos, ou por sua própria iniciativa o director de turma/professor
titular de turma pode solicitar a participação dos representantes dos pais e
encarregados de educação dos alunos da turma na reunião da turma.

5. Ordinariamente, uma vez por período e, extraordinariamente, sempre que se justificar,


por iniciativa do Director, os representantes dos alunos devem reunir-se em
assembleia de delegados de turma, com a presença de um elemento da gestão do
Agrupamento ou de quem a representar;

6. Extraordinariamente, os delegados de turma podem solicitar a realização de


assembleias de delegados ao Director, para apreciação de matéria relacionada com o
funcionamento da escola, nas seguintes condições:

a) Os assuntos a tratar serão apresentados por escrito ao Director com a assinatura


dos seus proponentes;

b) O Director só deverá realizar a reunião solicitada se esta for proposta pela maioria
dos delegados;

7. Por iniciativa dos delegados dos alunos, ou por sua própria iniciativa o Director pode
solicitar a participação de representantes dos pais e encarregados de educação, na
reunião referida no número anterior;

8. A Assembleia de Alunos ou Assembleia Geral de Alunos reúnem através de


convocatória do Director da Escola, por sua iniciativa ou mediante proposta da
Assembleia de Delegados de Turma.

9. O disposto nos números anteriores poderá ser objecto de alteração nas escola do 1º
ciclo e nos jardins-de-infância de acordo com deliberações do professor titular de
turma/educador de infância, ouvidos os alunos da turma/sala de actividades.

10. O conteúdo de todas as reuniões referidas nos números anteriores deve ser registado
em acta.

Artigo 55.º
Direitos dos Alunos

Para além dos direitos consignados na lei em vigor (Art.º 13.º da Lei n.º 3/2008, de 18 de
Janeiro), o aluno tem direito a utilizar os recursos educativos de que o Agrupamento
dispõe de acordo com os regulamentos dos diferentes sectores e serviços.

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Artigo 56.º
Deveres dos Alunos

Para além dos deveres consignados na lei em vigor (art.º 15.º da Lei n.º 3/2008, de 18 de
Janeiro), o aluno tem o dever de cumprir as normas que constam nos artigos 69º ponto
dois deste Regulamento.

Artigo 57.º
Assiduidade
(Capítulo IV - Dever de Assiduidade - da Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro).

1. Frequência e assiduidade
O dever de frequência e assiduidade, bem como o conceito de falta encontram-se
regulamentados na lei (Art.º17º e 18 º, da Lei n.º 03/2008, de 18 de de Janeiro).
1.1 A escolaridade obrigatória de acordo com (Art.º 2.º ponto 4, da Lei n.º 85/2009, de 27
de Agosto) termina:
a) com a obtenção do respectivo diploma;
b) independentemente da obtenção do diploma, no momento do ano escolar em
que o aluno perfaça 18 anos de idade, respeitando as normas transitórias
dispostas na lei (Art.º 8.º , da Lei n.º 85/2009, de 27 de Agosto).
1.2 Os alunos com necessidades educativas especiais também estão sujeitos ao
cumprimento do dever de frequência da escolaridade obrigatória, embora estejam
dispensados dos limites etários estabelecidos para o regime educativo comum.
1.3 Considera-se que a ausência do aluno corresponde a uma falta nas seguintes
condições:
a) No 1º ciclo do ensino básico, a ausência às aulas durante um dia;
b) No 2º e 3º ciclo do ensino básico, a ausência a um tempo lectivo de 45 minutos.
Sempre que as aulas decorram em tempos consecutivos, há tantas faltas quantos
os tempos de ausência dos alunos.
1.4 A ordem de saída da sala de aula corresponde a uma falta de presença devendo ser
registada no livro de ponto com a seguinte notação:(fd).
1.5 Quando o aluno sai da sala de aula sem autorização do professor, será marcada falta
de presença, acompanhada da respectiva participação disciplinar.
1.6 Para faltas de atraso, que devem ser marcadas em casos justificativos e reincidentes,
deve usar-se a terminologia: (fa).
1.7 As faltas dadas pelos alunos deverão ser registadas:
a) Pelo professor no Livro de Ponto e/ou Livro de Frequência;
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b) Pelo director de turma/professor titular de turma, nos suportes administrativos


adequados ao efeito.
1.8 Nos 2º e 3º ciclos as faltas registadas no Livro de Ponto, que correspondem a
ordem de saída da sala de aula como medida disciplinar preventiva e de
integração, correspondem a uma falta de presença e obrigam, sempre à
respectiva comunicação por escrito ao director de turma e ao envio do aluno para
a Sala de Estudo.

2. Faltas justificadas
São passíveis de justificar as faltas dadas pelos motivos previstos na lei, (Art.º 18.º, da
Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro).

3. Justificação de faltas
3.1. A justificação da falta é feita nos termos da lei, (Art.º 19.º, da Lei n.º
3/2008, de 18 de Janeiro).
3.2. A justificação deve ser feita por escrito, preferencialmente através da
caderneta escolar, com indicação do dia e da actividade lectiva em que a falta
se verificou, referenciando os motivos da mesma, fazendo-se acompanhar,
sempre que necessário pelos comprovativos previstos na lei.

4. Faltas injustificadas
Quando a falta não for justificada nos termos do previsto no artigo 19º e após as
diligências previstas no mesmo, passam a injustificadas.

5. Excesso Grave de faltas


O Excesso grave de faltas encontra-se regulamentado pela lei, (Art.º 21.º, da Lei n.º
3/2008, de 18 de Janeiro).

6. Efeitos das faltas


Os efeitos das faltas encontram-se regulamentados pela lei, (Art.º 22.º, da Lei n.º
30/2002, de 20 de Dezembro).
6.1. A aplicação de medida ou medidas correctivas definidas no artigo 59º do
presente regulamento, só deverá verificar-se em caso de faltas injustificadas. Das
faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de
qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória.
6.1.1. O limite “obrigatório” para a sua aplicação - 1 semana no 1º ciclo, e o
número semanal de aulas da disciplina ou disciplinas em causa.

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6.1.2. Quem decreta e avalia - director de turma e professor da disciplina ou


disciplinas em causa ou professor titular de turma . – Deve ficar um registo da
avaliação com o professor e DT.
6.1.2. Quem decreta e avalia - director de turma e professor da disciplina ou
disciplinas em causa ou professor titular de turma . – Deve ficar um registo da
avaliação com o professor e DT.
6.2. Sempre que um aluno atingir os limites de faltas justificadas ou injustificadas,
deverá, logo após a avaliação das medidas correctivas aplicadas, ser sujeito a uma
prova de recuperação (do ano, disciplina ou disciplinas em causa). A prova de
recuperação a aplicar na sequência de faltas justificadas tem como objectivo
exclusivamente diagnosticar as necessidades de apoio tendo em vista a recuperação
de eventual défice das aprendizagens.
6.2.1. A prova de recuperação poderá ser oral, escrita e/ou prática, servindo para
comprovar a aquisição de competências/conteúdos fundamentais para o
prosseguimento das aprendizagens essenciais. Assim, a prova de recuperação
não pode ter a natureza de um exame, devendo ter um formato e um
procedimento simplificado, podendo ter a forma escrita ou oral, prática ou de
entrevista.
6.2.2. A sua calendarização deverá respeitar o seguinte:
a) Regresso do aluno à Escola;
b) Comunicação do Director de Turma aos Professores das disciplinas
envolvidas do Excesso de Faltas do aluno;
c) O(s) Professor(es) informa(m) o aluno acerca da matéria que constará da
prova, bem como dos meios necessários para o aluno proceder ao estudo da
mesma.
d) A prova será marcada e realizada no prazo de dez dias lectivos, devendo a
data da mesma ser comunicada ao Encarregado de Educação do aluno.
e) A estrutura e/ou critérios da prova será definida em sede de Departamento,
Grupo disciplinar ou Conselho de Docentes Titulares de Turma, devidamente
registada em acta e uma cópia entregue ao Director.
f) A prova é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no 1º
ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos
e níveis de ensino.
6.3. Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o
conselho de turma ou conselho de docentes Titulares de Turma pondera a justificação
ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização

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da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas,


podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente
realização de uma nova prova;
b) A retenção, à(s) disciplina(s) em que excedeu o limite de faltas injustificadas,
do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o
ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no
mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) Da prova de recuperação realizada na sequência das três semanas de faltas
justificadas não pode decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra
penalização para o aluno, apenas medidas de apoio ao estudo e à
recuperação das aprendizagens, sem prejuízo da restante avaliação.
6.4. Com aprovação do aluno na prova prevista no 5.2, ou naquela a que se refere a
alínea a) do 5.3, o mesmo retoma o seu percurso escolar normal, considerando-se
justificadas as respectivas faltas, para fins estatísticos, com as seguintes condições:
6.4.1. Para efeitos de excesso grave de faltas o processo inicia novamente.
6.4.2. A data de inicio de novo processo é a do dia de regresso à escola após
atingido o excesso grave faltas que motivou a aplicação da(s) prova(s).
6.5. A não comparência do aluno à realização das provas de recuperação previstas nos
5.2 e 5.3 alínea a), quando não justificada através da forma prevista no n.º 4 do artigo
19.º, da Lei 13/2008, determina a sua retenção ou exclusão, nos termos e para os efeitos
constantes nas alíneas b) ou c) do 5.3.

7. Comunicação aos encarregados de educação


7.1 O professor titular de turma, no 1.º ciclo, e o director de turma, nos 2.° e 3.° ciclos,
informarão o encarregado de educação, através da caderneta escolar ou de outros
meios considerados convenientes, das faltas dadas pelo aluno.
7.2 A informação aos encarregados de educação sobre as faltas injustificadas dos
alunos, se as houver, será prestada pelo professor titular de turma ou pelo director
de turma, consoante o ciclo de ensino, nos prazos consignados na legislação em
vigor.
7.3 Sempre que um aluno dentro da escolaridade obrigatória se encontrar na situação de
retenção por não aprovação na prova de recuperação ou não comparência injustificada
à mesma, cabe ao director de turma/professor titular de turma:
a) Comunicar ao encarregado de educação a situação em que o aluno se encontra;
b) Informar o encarregado de educação que a retenção do aluno só produzirá efeitos
no final do ano lectivo;

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c) Organizar processo do aluno que deverá conter todas as informações relevantes


para a decisão do conselho pedagógico mediante parecer do conselho de turma
ou do conselho de docentes, no final do ano.
7.4 No sentido de responsabilizar os pais e encarregados de educação pela assiduidade
dos seus educandos, as senhas de refeição para os alunos subsidiados, que faltam
injustificadamente às aulas, só serão entregues aos encarregados de educação pelo
Director ou em quem este delegue.

Artigo 58.º
Faltas de material

1. A falta de material didáctico deve ser marcada sempre e só quando este seja
considerado pelo professor, como indispensável para o completo desempenho das
actividades da aula e portanto impeditivo da realização do trabalho por parte do
aluno.
2. A falta de material deverá ser obrigatoriamente registada pelo professor, nos seus
registos pessoais e em registo anexo ao livro de ponto.
3. A falta de material tem reflexos na avaliação do aluno de acordo com os critérios de
avaliação das várias disciplinas e anos de escolaridade.

Artigo 59.º
Disciplina

As medidas educativas disciplinares regem-se pelo disposto na lei, (Capítulo V, da Lei n.º
3/2008, de 18 de Janeiro)
São aplicáveis aos comportamentos dos alunos que contrariem as normas de conduta e
de convivência e que se traduzem no incumprimento dos deveres dos alunos ou do
regulamento interno do agrupamento, revelando-se perturbadores do regular
funcionamento das actividades da escola ou das relações na comunidade escolar.
1. É considerado grave o comportamento que perturbe as relações entre os membros da
comunidade educativa ou o regular funcionamento das actividades, serviços ou
instalações escolares, que ultrapasse a normal conflitualidade, nomeadamente:
a) Insubordinação relativa a orientação do pessoal docente ou não docente;
b) Provocação ostensiva a qualquer elemento da comunidade escolar;
c) Insulto ou injúrias verbais ou não verbais a qualquer elemento da comunidade
escolar;
d) Agressão física a qualquer elemento da comunidade escolar;

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e) Danificação das instalações ou equipamentos da escola, bem como de pertences


de qualquer elemento da comunidade escolar.

2. Medidas correctivas
As medidas correctivas prosseguem os objectivos referidos na Lei n.º 3/2008, de 18 de
Janeiro, assumindo uma natureza eminentemente cautelar. A aplicação das medidas
correctivas deve ser comunicada aos pais ou Encarregado de Educação. São medidas
correctivas:
2.1. A ordem de saída da sala de aula, e de outros locais onde se desenvolva o
trabalho escolar, aplicável ao aluno, só deve ser usada pelo professor em situações que
fundamentadamente impeçam o prosseguimento do processo de ensino e aprendizagem
dos restantes alunos.
2.1.1. Esta medida implica a permanência do aluno na escola, sempre que possível em
sala específica (Sala de Estudo), a marcação de falta e a comunicação, por escrito, ao
director de turma, para efeitos de adequação do seu plano de trabalho. Na sequência da
ordem de saída da sala de aula, o professor deve ordenar ao aluno a realização de uma
tarefa (que deverá ser corrigida pelo professor após a sua realização) e chamar o
funcionário do bloco, que o encaminhará para o local definido para o efeito. Da mesma
deve ser dado conhecimento ao Encarregado de Educação pelo DT. A ordem de saída
da sala de aula, e outros locais onde se desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva
competência do professor respectivo.

2.2. As actividades de integração na comunidade educativa, ocorrem dentro ou fora


do horário escolar, podendo ser aumentado o período de permanência obrigatório na
Escola, e têm a duração máxima de um período lectivo.
São competentes para a sua aplicação o professor, o professor titular de turma, o director
de turma e o Director.
São actividades de integração na comunidade educativa:
a) Trabalho de investigação/reflexão, relacionado com o exercício da cidadania, a
desenvolver no Centro de Recursos;
b) Actividades pedagógicas de natureza curricular, a realizar na Sala de Estudo/Centro
de Recursos;
c) Tarefas escolares suplementares, a realizar na escola ou em casa;
d) Participação na manutenção/limpeza das instalações ou equipamentos escolares,
desde que não envolva a utilização de produtos perigosos e máquinas, com
orientação de um adulto da comunidade escolar;

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e) Reparação de dano provocado no espaço escolar, desde que não envolva a


utilização de produtos perigosos e máquinas, com orientação de um adulto da
comunidade escolar.

2.3. O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de


certos materiais e equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afectos a
actividades lectivas. São competentes para a sua aplicação o professor titular de turma, o
director de turma e o director, e têm a duração máxima de um período lectivo.

2.4. A não participação em saídas do recinto escolar ou actividades festivas, por


decisão do professor da disciplina envolvida, com adequação do processo ensino
aprendizagem às características do aluno.

2.5. O impedimento de participar em actividades de representação da Escola, por


decisão do Director e com a duração máxima de um ano lectivo.
2.6. Solicitação de presença imediata do Encarregado de Educação na Escola, por
decisão do Director.

2.7. A mudança de turma é da competência do Director mediante proposta


fundamentada do Conselho de Docentes Titulares de Turma ou Conselho de Turma. O
conselho de turma, na reunião seguinte à mudança, deverá elaborar um relatório sobre a
integração do aluno.

3. Medidas disciplinares sancionatórias


As medidas disciplinares sancionatórias, de acordo com a Lei n.º 3/2008, de 18 de
Janeiro, traduzem uma censura disciplinar de um comportamento grave assumido pelo
aluno, devendo a ocorrência dos factos em que tal comportamento se traduz, ser
participada pelo professor ou funcionário que a presenciou ou dela teve conhecimento, de
imediato, ao respectivo director de turma, para efeitos da posterior comunicação ao
Director. Os procedimentos e competência para aplicação destas medidas são de acordo
com a Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro. As faltas dadas pelo aluno no decurso do período
de aplicação da medida de suspensão da escola até 10 dias úteis, serão consideradas
justificadas e contabilizadas para efeito de excesso grave de faltas.
São medidas disciplinares sancionatórias são:
a) - A repreensão registada
b) – A suspensão da escola até 10 dias úteis
c) – A transferência de Escola
3.1- Na aplicação da medida de suspensão de escola até 10 dias úteis o Director poderá
dispensar a abertura de procedimento disciplinar, nomeadamente na inexistência de

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dúvidas sobre a matéria factual, sem prejuízo do disposto no ponto 4 do artigo 27.º da Lei
n.º 3/2008, de 18 de Janeiro.
3.2- Suspensão preventiva da frequência da Escola
No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade
que o instaurou, ou no decurso da sua instrução, por proposta do instrutor, o aluno pode
ser suspenso preventivamente da frequência da escola, mediante despacho
fundamentado a proferir pelo director, devendo estar de acordo com os seguintes pontos:
a)- A presença do aluno revelar-se gravemente perturbadora para instauração do
processo ou restante actividade escolar.
b) – Garantir ao aluno, um plano de actividades pedagógico, centrado sobre a formação
cívica e /ou fichas de trabalho das disciplinas em que não estiver presente, a elaborar
pelo Director de Turma / Professor Titular de Turma.
c) – A suspensão não pode ser superior a cinco dias úteis, nem continuar para além da
data da decisão do procedimento disciplinar.
d) – As faltas ao abrigo da suspensão preventiva serão consideradas justificadas e
contabilizadas para efeito de excesso grave de faltas.

4. O não cumprimento da aplicação de qualquer das medidas, constantes nos pontos


dois e três do presente artigo, por motivos não imputáveis à Escola, em determinado ano
lectivo, deve transitar para o ano lectivo seguinte, mediante análise da situação.

Artigo 60.º
Delegação de competências

O Director pode delegar as competências que lhe estão atribuídas na lei 3/2008, através
de despacho, no subdirector, nos adjuntos ou em professor a designar.

Artigo 61.º
Reconhecimento à valorização e ao mérito

Sempre que um aluno manifeste atitudes de solidariedade na escola ou fora dela e/ou
tenha obtido no seu aproveitamento apenas dois níveis 4 no 2º ciclo ou 4 níveis quatro no
3º ciclo, sendo os restantes de nível 5, deverá o mesmo ser objecto de valorização
através da entrega de um certificado, respectivamente de louvor e/ou honra, a atribuir
numa cerimónia própria para o efeito, no ano lectivo seguinte. O nome destes alunos será
afixado num quadro, colocado no pavilhão A.

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Regulamento Interno
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SECÇÃO II

Pessoal Docente

Artigo 62.º
Direitos do Pessoal Docente

Os direitos do pessoal docente decorrem do exercício da função docente e estão


consignados na legislação em vigor (Estatuto da Carreira Docente, alterado pelo Decreto-
Lei n.º 15/2007 de 19 de Janeiro e republicado na íntegra em anexo).

Para além dos direitos previstos na lei constituem seus direitos:


a) Conhecer o Regulamento Interno.
b) Ser tratado com lealdade e respeito pela sua pessoa, ideias e bens e também pelas
suas funções.
c) Participar na gestão democrática, através dos diferentes órgãos da escola.
d) Intervir na orientação pedagógica através da liberdade de iniciativa, a exercer no
quadro dos planos de estudos aprovados e do projecto educativo da escola, na
escolha de métodos de ensino e técnicas de educação e de outros meios, das
tecnologias e técnicas de educação e de outros meios de ensino mais adequados.
e) Participar em experiências pedagógicas.
f) Ser apoiado, no exercício da sua actividade, pelos órgãos de administração e gestão,
pelas estruturas de orientação educativa e pelos serviços especializados de apoio
educativo.
g) Beneficiar e participar em actividades e acções de formação, na escola e para a escola
e que contribuam para o seu enriquecimento profissional ou progressão na carreira,
para as quais deverá ter, sempre que se justifique, dispensa das actividades lectivas,
ao abrigo da legislação em vigor
h) Ser informado, sobre todas as iniciativas levadas a efeito pela escola ou comunicadas
à escola.
i) Utilizar os serviços e equipamentos disponíveis nas condições regulamentadas e de
exigir que estes sejam mantidos em condições de poderem ser usados com eficácia.
j) Apresentar críticas, propostas e sugestões aos órgãos de administração e gestão,
respeitando os processos hierárquicos estabelecidos.
l) Ser informado, através de impresso próprio, no início de cada mês, das faltas
registadas no mês anterior.

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Regulamento Interno
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m) Dispor de salas destinadas a aulas, apoio pedagógico, actividades de complemento


curricular ou extra curricular e gabinetes de trabalho.
n) Dispor de um cacifo ou espaço equivalente para guardar o seu material.
o) Ter um bufete e uma sala de professores dispondo de conforto e com a dignidade
devida à função docente.
p) Beneficiar da tolerância de dez minutos, se necessário, aquando do primeiro tempo
lectivo de cada turno.

Artigo 63.º
Deveres do Pessoal Docente

1. Os deveres do pessoal docente decorrem do exercício da função docente e estão


consignados na legislação em vigor (Estatuto da Carreira Docente, alterado pelo Decreto-
Lei n.º 15/2007 de 19 de Janeiro e republicado na íntegra em anexo, e Decreto-Lei n.º
24/84, de 16 de Janeiro).
2. Para além dos deveres previstos na lei constituem deveres do pessoal docente o
cumprimento das normas gerais que constam no artigo 69º ponto três.

SECÇÃO III

Pessoal Não Docente

Artigo 64.º
Direitos do Pessoal Não Docente

Os direitos do Pessoal Não Docente estão consignados na lei, designadamente no:


a) Art.º 3.º do Decreto-Lei n.º 184/2004, de 29 de Julho;
b) Código do Trabalho.
c) Constituem, ainda, seus direitos:
d) Reunir quando necessário, para tratar de assuntos do seu interesse, sem prejuízo
para o serviço;
e) Ter acesso a informação atempada, incluindo a legislação e outras disposições
relativas à vida profissional;
f) Dispor de sala própria para reuniões e acesso a informação;
g) Participar nos diferentes órgãos da escola consignados na legislação.

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Regulamento Interno
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h) Ser respeitado no exercício das suas funções;


i) Apresentar sugestões que possam contribuir para o bom funcionamento da
escola.

Artigo 65.º
Deveres do Pessoal Não Docente

1. Os deveres do Pessoal Não Docente estão consignados na lei, designadamente no:


a) Art.º 4.º do Decreto-Lei n.º 184/2004, de 29 de Julho;
b) Art.º 3.º, do Decreto-Lei n.º 24/84, de 16 de Janeiro;
c) Despacho n.º 17460/2006, de 29 de Agosto, que homologa o Regulamento
Interno do Pessoal Não Docente;
d) Código de Trabalho.

2. Constituem, ainda, seus deveres:


a) Ser assíduo e pontual;
b) Permanecer no local de trabalho durante as horas de serviço, não o
abandonando;
c) Providenciar a sua substituição quando tiver necessidade de abandonar o seu
sector;
d) Usar os elementos de identificação determinados no Agrupamento;
e) Cuidar da conservação e limpeza das salas de aula, corredores e escadas,
instalações sanitárias, campos gimnodesportivos, assim como de mobiliário e material
didáctico que lhes forem confiados;
f) Comunicar ao Director todas as anomalias ou estragos verificados no edifício,
mobiliário e no material;
g) Colocar e montar todo o material requisitado antes do início da aula e, terminada
esta, arrumá-lo no local apropriado;
h) Elaborar as relações de necessidades do seu sector e entregá-las nos serviços
administrativos (ecónoma) e ao órgão de gestão;
i) Acompanhar os alunos quando algum professor o solicitar;
j) Marcar no livro de ponto a falta do professor e elaborar a lista das faltas dos
professores que em cada tempo faltaram no seu piso ou sector, a fim de ser entregue
na Secretaria;
k) Impedir que os alunos permaneçam e circulem nos corredores, pavilhão/bloco
durante o funcionamento das aulas, de modo a não as perturbarem, impedindo que
haja barulho ou qualquer tipo de incorrecções;

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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l) Mandar sair os alunos, no 2º e 3º ciclos, esgotado o tempo previsto para a


chegada do professor, salvo instruções em contrário;
m) Manter-se atento e vigilante quanto à presença de elementos suspeitos nas
imediações e no interior da escola, informando o Director, sempre que isso aconteça;
n) Comunicar ao Director de turma/coordenador de estabelecimento ou Director,
qualquer anomalia verificada;
o) Encaminhar os alunos para a sala de aula sempre que estes não cumpram o
horário escolar;
p) Combater com empenho a indisciplina, intervindo sempre que se deparar com
uma situação de conflito, ou qualquer outra de desrespeito pelas regras estabelecidas;
q) Conhecer o Regulamento Interno.

SECÇÃO IV

Pais e Encarregados de Educação

Artigo 66.º
Direitos dos Pais e Encarregados de Educação

1. Os Direitos dos Pais e Encarregados de Educação estão consignados na lei,


designadamente:
a) Alínea c) do art.º 3.º, alínea g) do art.º 4.º, ponto 2 do art.º 12.º e alínea c) do art.º
32.º do Decreto-Lei n.º 75 /2008, de 22 de Abril;
b) Ponto 3, do art.º 12.º do Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro;
c) Pontos 67 e 70 do Despacho normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro;
d) art.º 51.º da Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro;
e) N.ºs 3 e 4 do art.º 4.º do Despacho Normativo n.º 50/2005, de 9 de Novembro.
2. Constituem, ainda, seus direitos:
a) Participar na vida da escola e nas actividades da Associação de Pais e Encarregados
de Educação.
b) Informar-se, ser informado e informar a comunidade educativa sobre todas as
matérias relevantes no processo educativo do seu educando.
c) Participar e ser representado nos órgãos de administração e gestão da escola através
de estruturas associativas enquadradas pelos dispostos legais.
d) Colaborar com os professores no âmbito do processo de ensino-aprendizagem do
seu educando.

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Regulamento Interno
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e) Ser convocado para reuniões com o director de turma/professor titular de turma e ter
conhecimento da hora de atendimento.
f) Ser informado no final de cada período escolar do aproveitamento, assiduidade e
comportamento do seu educando.
g) Participar, a título consultivo, no processo de avaliação do seu educando, ou sempre
que as estruturas de orientação educativa o considerem necessário.
h) Articular a educação na família com o trabalho escolar.
i) Cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de
uma cultura de cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de
convivência na escola.
j) Zelar para que os direitos e deveres dos seus educandos sejam reais.
k) Ser tratado com respeito pelos órgãos de gestão e serviços do Agrupamento.
l) Conhecer o Regulamento Interno.

Artigo 67.º
Deveres dos Pais e Encarregados de Educação

1. Os deveres dos Pais e Encarregados de Educação estão consignados na lei,


designadamente no:
a) Ponto 3, do Art.º 12.º do Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro;
b) N.º 7, do Despacho normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro e Despacho Normativo n.º
5/2007, de 10 de Janeiro;
c) Art.º 6.º da Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro.
2. Constituem, ainda, seus deveres:
a) Informar-se sobre todas as matérias relevantes no processo educativo do seu
educando;
b) Comparecer na escola quando para tal for solicitado;
c) Respeitar os horários de atendimento estipulados pelos directores de
turma/professores Titulares de Turma;
d) Colaborar com os professores no âmbito do processo de ensino/aprendizagem do seu
educando;
e) Articular a educação na família com o trabalho escolar;
f) Cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de
uma cultura de cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de
convivência na escola;
g) Indicar obrigatoriamente um contacto telefónico do Encarregado de Educação ou
alguém que o substitua em situações de urgência;

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Regulamento Interno
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h) Manter sempre actualizados os registos de contactos e morada do Encarregado de


Educação;
i) Responsabilizar-se pelo cumprimento do dever de assiduidade do seu educando.
j) Responsabilizar-se pela existência diária do material solicitado pelo docente, de
acordo com a informação que lhe foi fornecida;
k) Participar nas reuniões convocadas pelos órgãos de administração e gestão e pelas
estruturas de orientação educativa, bem como pela Associação de Pais e
Encarregados de Educação;
l) Cooperar com a escola para que o seu educando possa ter a formação integral e
harmoniosa a que tem direito;
m) Sempre que o aluno tenha necessidade de faltar, deve ser comunicado ao
educador/professor titular/ director de turma pelo Encarregado de Educação, através
da caderneta;
n) Respeitar o acesso às zonas permitidas para a sua circulação;
o) Conhecer e zelar pelo cumprimento do Regulamento Interno:
p) Não fumar em nenhum espaço das instalações escolares.

SECÇÃO V

Município

Artigo 68.º
Direitos e Deveres do Município

Os direitos e deveres do Município, estão previstos na lei, designadamente:


a) Na alínea c) do Art.º 3.º, ponto 2 do Art.º 11.º e ponto 2 do Art.º 12.º do Decreto-
Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril;
b) No Art.º 4.º, ponto 1 alínea a) e Art.º 14.º, pontos 2 e 3, do Decreto Regulamentar
n.º 12/2000, de 29 de Agosto;
c) No Art.º 34.º, n.º 6 alínea e), Art.º 64.º, ponto 1, alíneas l) e m), Art.º 64.º, ponto 4
alínea d) e Art.º 66.º, ponto 2, alíneas f) e g), da Lei n.º 169/99, de 18 de
Setembro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro.

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CAPÍTULO VI

REGIME DE FUNCIONAMENTO

SECÇÃO I

Normas Gerais

Artigo 69.º

1. Normas gerais de Funcionamento


1.1. O horário de funcionamento
1.1.1. O horário de funcionamento será estabelecido no início de cada ano lectivo, nos
termos da lei.
1.1.2. Após o término do horário escolar, os alunos não poderão permanecer nas
instalações escolares, salvo indicação em contrário da direcção.
1.1.3. Em caso de falta de água ou outras situações não imputáveis à Escola, o Director
pode encerrar as actividades lectivas e os alunos irão para casa, desde que devidamente
autorizado.

1.2.Horário de abertura e encerramento dos portões


Os portões de acesso à Escola serão abertos 10 minutos antes do início do horário
lectivo e encerrados 10 minutos após o fim do horário lectivo. Em caso de reincidência,
após esse período, a Escola informará as autoridades competentes.

1.3. Normas de acesso às instalações e circulação no recinto da escola


1.3.1. Acesso ao recinto da escola pelos encarregados de educação
O acesso ao recinto da escola por parte dos Encarregados de Educação, far-se-á nos
dias e horas marcados para atendimento aos pais, tendo em vista o bom funcionamento
da escola e a segurança dos alunos.
1.3.2. Acesso ao recinto da escola por outros
1.3.2.1. Os utentes dos espaços escolares devem assumir a responsabilidade das suas
atitudes quando causarem danos materiais ou morais.
1.3.2.2. O acesso à escola por elementos exteriores à mesma é condicionado à entrega,
pelo interessado, de um documento de identificação pessoal, o qual recebe um impresso

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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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identificativo do assunto a tratar e do serviço a que se dirige. Este impresso é rubricado


por quem foi contactado, com indicação da hora e devolvido na portaria, para
recuperação do documento de identificação.
1.3.2.3. Não é permitida a entrada a quem não seja portador de documento de
identificação ou não queira indicar o serviço/assunto que pretende tratar. Uma vez
resolvido o assunto a tratar não é permitida a permanência nas instalações escolares de
elementos exteriores à escola.
1.3.2.4. É proibida a circulação e estacionamento de veículos exteriores à escola com
excepção de veículos fornecedores de serviços.

1.4. Normas de cedência e utilização dos espaços escolares por entidades externas
1.4.1. Subordinar a concessão dos espaços escolares aos interesses da escola, tanto
numa perspectiva financeira como no estabelecimento de relações com a comunidade
local.
1.4.2. A cedência de instalações, para fins não directamente ligados à vida escolar, é da
competência do Director.
1.4.3. O pedido de autorização para utilização da escola deve ser requerido por escrito ao
Director, com a devida antecedência, por um membro do grupo de utilizadores, que fica
responsável.
1.4.4. O pedido deve conter: identificação cível e fiscal da entidade requerente;
instalação/espaço pretendido; objectivos e início e fim da utilização e outros elementos
que se considerarem necessários.
1.4.5. Aceite o pedido, a cedência será formalizada através de protocolo.
1.4.6. A cedência de instalações deve obedecer a critérios rigorosamente pluralistas.

1.5. Avisos e/ou informações


Os avisos e/ou informações são afixados na sala de professores, sala de alunos, blocos,
consoante o público a que se destinam.

1.6. Plano de Emergência


1.6.1. Todos os estabelecimentos de ensino do Agrupamento devem ter um plano de
emergência de acordo com o plano em vigor.
1.6.2. Nos planos de emergência devem constar, entre outros, as instruções de
segurança e o plano de evacuação.
1.6.3. Deverão ser feitos simulacros, pelo menos uma vez por ano, para testar e pôr em
prática a eficiência das instruções de segurança e do plano de evacuação.
1.6.4. Os planos de emergência deverão se revistos anualmente.

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Regulamento Interno
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1.7. Objectos de valor


As escolas do Agrupamento não se responsabilizam pelo desaparecimento de objectos
não cofiados à sua guarda.

2. Normas gerais para os alunos


2.1. Trazer sempre consigo a caderneta escolar e/ou cartão da escola;
2.2. Levar sempre ao conhecimento do Encarregado de Educação a informação a ele
destinada;
2.3. Repor os materiais danificados pertencentes à escola;
2.4. Entregar sempre à funcionária do pavilhão os objectos que encontrar abandonados;
2.5. Permanecer no recinto escolar durante o seu horário, mesmo que se verifique a falta
de um professor, salvo autorização escrita do encarregado de educação ou por
autorização/determinação do Director;
2.6. Manter-se afastado das zonas onde decorrem aulas por respeito aos colegas e
professores, não permanecendo nos corredores, átrios dos pavilhões e nos seus espaços
confinantes exteriores durante o funcionamento das aulas;
2.7. Circular nas escadas e nos corredores sem empurrões, gritos, assobios ou correrias;
2.8. Dirigir-se para as aulas ao toque de entrada e aguardar civicamente pelo professor,
fazendo-se acompanhar de todo o material que lhe for solicitado pelos professores /
educadoras, devendo:
a) Formar uma fila, junto ao pavilhão, de acordo com os números marcados no
pavimento (2 e 3º ciclo);
b) Formar uma fila, à porta da sala de aula (1º ciclo);
c) Entrar na sala de aula depois do professor e sair ordeiramente, quando o
professor der a aula por terminada, à excepção das aulas de 45 minutos (2º e 3º
ciclo), em que deverão permanecer na aula aguardando civicamente o professor
seguinte;
d) Mesmo atrasado e já com falta marcada, deve entrar, justificar o seu atraso e
participar na aula;
e) Antes da entrada na sala de aula, desligar todos os equipamentos tecnológicos;
f) No caso de se verificar a falta de um professor, aguardar, de forma ordenada, a
indicação do assistente operacional.

2.9. Na sala de aula deve:


a) Alertar o professor quando as condições de utilização da sala de aula não
forem as melhores;

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b) Colaborar na criação e na manutenção de um bom ambiente de trabalho


dentro das salas de aula, mantendo-se atento e participativo, visando o
sucesso educativo de todos os alunos;
c) Zelar pela conservação dos trabalhos expostos;
d) Permanecer na sala de aula apenas durante os períodos de aulas;
e) Intervir disciplinadamente, nas aulas, tendo em conta, as regras estabelecidas
entre professores e alunos;
f) Sair da sala só depois do toque, incluindo aulas de teste, após autorização
expressa do professor;
g) Outras que se julgue conveniente estabelecer.

2.10. Na sala de aula não deve:


a) Estar de boné, gorro, chapéu ou afins na cabeça;
b) Comer;
c) Colocar-se à janela e manusear os estores sem autorização;
d) Levantar-se sem autorização do professor;
e) Escrever nas carteiras, cadeiras e paredes;
f) Mastigar pastilhas elásticas;
g) Deitar lixo para o chão;
h) Manusear equipamentos tecnológicos (telemóveis, ipods, pdas, mp3, auriculares,
psp, etc), excepto em situações fundamentadas e por solicitação do professor é
expressamente proibido;
i) Deslocar as mesas onde se encontram os computadores nem desligar os cabos
dos mesmos;
j) E outras, que se julgue conveniente estabelecer.

2.11. Nos pátios e campos, durante os intervalos, os alunos não podem:


a) Ocupar, atravessar ou permanecer nos campos gimnodesportivos, perturbando
de alguma forma as aulas de Educação Física;
b) Pisar canteiros, subir às árvores, derrubar arbustos e as protecções dos
canteiros e maltratar animais;
c) Deitar no chão papéis ou quaisquer desperdícios;
d) Arremessar pedras ou outros objectos contundentes.

2.12. Na sala polivalente e bufete o aluno deve:


a) Usar este espaço para conviver com tranquilidade, não correndo nem gritando;
b) Manter as mesas e o chão limpos, deitando os lixos nos respectivos caixotes;
c) Utilizar sempre as senhas para adquirir qualquer produto no bufete;

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d) Respeitar por ordem de chegada o atendimento no bufete;


e) Ao utilizar telemóveis ou outros aparelhos com som, deve respeitar o trabalho dos
funcionários do bufete, os colegas, professores e funcionários em geral, mantendo
o volume de som baixo, de forma a não perturbar quem frequenta ou trabalha
nestas instalações.

2.13. No refeitório o aluno deve:


a) Lavar as mãos antes e depois das refeições;
b) Respeitar o lugar na fila de espera;
c) Comer calma e educadamente, sem provocar distúrbios;
d) Manter o espaço limpo e se necessário limpar o que sujou;
e) Colocar, no final da refeição, o tabuleiro no local apropriado (2º e 3º ciclos);
f) Sair sem fazer barulho e sem correr.

2.14. Indisposições e medicamentação:


a) Sempre que o aluno acordar indisposto, o encarregado de educação deverá transmitir
tal informação ao docente ou a assistente operacional.
b) Caso o aluno tenha necessidade de tomar um medicamento no horário de frequência
da Escola, o encarregado de educação deverá comunicar ao docente, por escrito, a
dose e o horário da administração do mesmo, caso tal não conste de receita médica,
apresentada obrigatoriamente.
c) Caso o aluno seja alérgico a algum medicamento ou alimento, o encarregado de
educação deverá comunicar ao docente, por escrito, e sempre que possível
acompanhada de declaração médica.
d) O mesmo procedimento deverá ser tomado, no caso de o aluno apresentar algum
problema de saúde que a incapacite para a prática de alguma actividade escolar.

2.15. Doenças infecto-contagiosas e presença de parasitas:


a) Se o aluno estiver com febre ou doença contagiosa, como, por exemplo, sarampo,
varicela, rubéola, papeira, não poderá frequentar o estabelecimento de ensino.
b) O regresso do aluno ao estabelecimento de ensino, na sequência de doença
contagiosa, só poderá realizar-se desde que seja portador de declaração médica
atestando que o aluno já se encontra apto para regressar ao estabelecimento de
ensino.
c) Em situações de presença de parasitas, nomeadamente lêndeas ou piolhos, as
crianças deverão permanecer em casa até ao fim do tratamento.

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2.16. Os trabalhos a serem fotocopiados são entregues à funcionária responsável com a


respectiva requisição, de preferência, com 48 horas de antecedência. O material é
entregue ao aluno no mesmo local.

2.17. Usar vestuário adequado à utilização do espaço escolar e observar normas de


higiene pessoal.

2.18. Não transportar objectos de valor para a Escola. A responsabilidade pelo seu
extravio, danificação, furto ou roubo, não poderá ser imputável à Escola.

2.19. O não cumprimento do disposto no ponto 2, 2.10 e 2.12. implica a apreensão dos
equipamentos em causa, por parte do professor ou assistente operacional, devendo os
mesmos ser entregues ao Director/Coordenador de Estabelecimento, que posteriormente
o entregará ao encarregado de educação do aluno.

2.20. O cumprimento ou não cumprimento dos deveres e normas a que o aluno está
obrigado, tem repercussão directa no seu percurso escolar, a nível da avaliação,
progressão/retenção, assiduidade, aplicação de medidas disciplinares ou reconhecimento
do mérito.

3. Normas gerais para os professores


3.1. Cumprir com assiduidade e pontualidade todas actividades escolares;
3.2. Comunicar atempadamente, por escrito, ao director de turma ou coordenador de
estabelecimento todas as ocorrências detectadas em relação aos alunos;
3.3. Informar os encarregados de educação, via caderneta, sempre que se verifiquem
repetidas faltas de material, de trabalho de casa e comportamentos
incorrectos;
3.4. Providenciar para que os espaços escolares, nomeadamente a sala de aula, se
mantenham em boas condições de utilização (limpas e arrumadas);
3.5. Providenciar para que as normas dos alunos sejam cumpridas;

3.6. Livro de Ponto:


a) Não permitir em caso algum, que o livro de ponto seja transportado pelos
alunos.
b) Os livros de ponto de cada turma encontram-se na sala dos professores;
c) Assinalar, no livro de ponto, as faltas dos alunos e respectiva informação
sobre a sua natureza, utilizando o código estabelecido na escola.

3.7. Faltas:

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a) Comunicar as faltas ao Director no dia anterior, se possível, ou no próprio


dia e justificá-la nos termos da lei.
b) A justificação da falta ao abrigo do Art.º 52º deve ser acompanhada da
respectiva declaração, por parte dos serviços, informando da
impossibilidade de ter outro horário.
c) O impresso de justificação de faltas deve ser preenchido na íntegra,
discriminando o serviço efectivo do dia;

3.8. Na sala de aula:


a) Ser o primeiro a entrar na sala de aula e o último a sair, excepto no caso particular
das aulas de 45 minutos, na escola sede;
b) Verificar se a sala de aula se encontra em condições de utilização e comunicar ao
assistente operacional do sector sempre que exista alguma anomalia;
c) Não impedir a entrada na sala de aula, no caso de um aluno chegar atrasado,
procedendo, porém, ao registo da respectiva falta;
d) Não permitir a saída dos alunos antes da aula ter terminado, mesmo nos dias em
que se realizem testes escritos, salvo em casos excepcionais;
e) Não abandonar a sala durante o decorrer da aula, salvo em casos de força maior
e solicitando a permanência de um assistente operacionais nesse período;
f) Comunicar ao assistente operacional do sector quando pretende mudar da sala
para outro local específico.

3.9. Requisição de Material:


a) A requisição de material audiovisual faz-se em impresso próprio à funcionária
do bloco onde vai ser utilizado, com 24horas de antecedência, podendo ser
requisitado no próprio dia desde que esteja disponível;
b) Qualquer outro material necessário aos professores, grupos disciplinares,
clubes, etc. deve ser requisitado em impresso próprio, pelo professor
responsável e aí entregue.
c) Os trabalhos a serem fotocopiados são entregues pelos professores no local
designado para o efeito com a respectiva requisição, com 48 horas de
antecedência. O material fotocopiado é entregue na sala de professores.

3.10.Inventário:
a) Todos os grupos disciplinares, professores Titulares de Turma, clubes, etc,
elaboram e mantêm actualizados inventários dos bens duradouros a seu
cargo.

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b) No final de cada ano lectivo é entregue no gabinete do


Director/Secretaria/Coordenador de Estabelecimento um exemplar actualizado
do inventário, assinado pelo professor responsável.

3.11.Utilização do telefone:
3.11.1. A utilização do telefone poderá ser feita solicitando a realização da ligação
junto ao funcionário de serviço.
3.11.2. O pagamento das chamadas não oficiais terá que ser efectuado logo após a
concretização da ligação, junto ao mesmo funcionário.

3.12.Convocatórias de reuniões
As convocatórias para reuniões são afixadas em painéis próprios com 48 horas de
antecedência e devem conter a indicação do tipo de reunião, o dia, a hora, o local e a
ordem de trabalho. Poderão ser convocadas reuniões, sem o cumprimento do prazo
mencionado anteriormente, desde que seja assegurada a convocatória de todos os
seus membros.

3.13. As actas
3.13.1. Cada departamento, grupo disciplinar e cada órgão de gestão possui
dossiê de actas que se encontra no gabinete do Director.
3.13.2. As actas deverão conter a data, a hora e o local da reunião, o registo de
faltas de presença dos docentes, as posições assumidas, as deliberações
tomadas, os resultados das votações e as declarações de voto vencido, sempre
que qualquer elemento o solicite.
3.13.3. No final de cada reunião será lida e aprovada, uma minuta de acta onde
constam as principais decisões tomadas.
3.13.4. As actas devem ser lidas e aprovadas na reunião seguinte e ser entregues
48 horas após a sua aprovação.
3.13.5.Todas as actas, à excepção das Reuniões com Encarregados de Educação
devem ser apresentadas em suporte informático e suporte de papel e entregues
ao Director.

3.14. Avisos / Informações


A documentação específica de acções de formação ou de outros assuntos relevantes
relativos à formação do professor é retirada ao fim de um mês e colocada num dossier
que se encontra na sala de professores.

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SECÇÃO II

Normas específicas

Artigo 70.º
Normas específicas – Escola do 2º e 3º ciclos

1. Funcionamento
1.1 O direito a entrar no recinto escolar é para professores e funcionários por
reconhecimento mútuo.
1.2 Os alunos devem apresentar o respectivo cartão. A entrada no recinto, na sua
ausência, é feita, a título excepcional, com a caderneta ou reconhecimento por algum
professor ou funcionário.
1.3 Cada turma deverá ter sempre que possível uma sala residente (fixa), para
actividades curriculares, à excepção das salas específicas (C.N., E.V.T., E.M., E.F.,
E.T., E.V. e F.Q.).
1.4 A escola disponibiliza um cacifo aos alunos que o desejarem, mediante condições a
estabelecer anualmente pelo Director.
1.5 Comprar atempadamente as folhas para a realização de fichas;
1.6 Não é permitida qualquer comemoração na sala de aula durante os períodos de
funcionamento das actividades lectivas;
1.7 Comprar a senha na véspera, ou excepcionalmente, no próprio dia de acordo com
horário estabelecido em cada estabelecimento de ensino, acrescida de uma taxa
adicional no caso dos 2º e 3º ciclos;
1.8. Ausência de Professor
1.8.1.Na falta de um professor a aula deverá ser assegurada por uma aula de
substituição/acompanhamento, sendo a selecção do professor, de acordo com os
seguintes critérios:
1º Ser professor da turma
2º Ser professor da disciplina;
3º Ser professor do mesmo ciclo;
4º Outros professores;
1.8.2. No caso dos professores disponíveis não serem suficientes, para assegurar a
totalidade das aulas em falta, os alunos devem aguardar por uma indicação da
funcionária.

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2. Serviço de Exames
2.1 Compete à escola:
2.1.1 Proporcionar, sempre que possível, a realização de exames a candidatos
residentes na área em que a escola está implantada e que o requeiram.
2.1.2 Decidir a aceitação de inscrições fora de prazo, com base na justificação
apresentada.
2.1.3 Colaborar com outras escolas próximas e afins na definição de um esquema de
realização do serviço de exames, em termos de maior eficiência e de economia de
recursos e tempo.
2.1.4 Resolver de modo expedito situações especiais que ocorram durante a realização
dos exames, desde que não contrariem normativos genéricos.
2.2 Secretariado de exames
2.2.1 Composição:
a) Um Coordenador, designado pelo Director.
b) Uma equipa de professores, cujo número variará com a quantidade de exames a
realizar, nomeada pelo Director.
2.2.2 Funcionamento:
O Secretariado articula com o Director, propondo as metodologias de funcionamento
mais adequadas à realização do serviço de exames. O serviço de exames é de natureza
prioritária em relação a outros serviços distribuídos.
2.2.3 Atribuições:
a) Organizar as escalas de professores ao serviço de exames.
b) Dar conhecimento do seu serviço aos professores escalados, com um mínimo
de 48 horas de antecedência.
c) Verificar se as salas atribuídas para a realização das provas de exame são
adequadas e se se encontram em condições para que estas decorram com
normalidade.
d) Estar presente na Escola durante a realização de todas as provas.
e) Distribuir aos professores escalados, no dia das provas escritas, todos os
documentos necessários ao eficiente cumprimento do serviço de exames.
g) Elaborar o calendário das provas orais e zelar para que seja tornado público
com, pelo menos, 48 horas de antecedência do início das mesmas.
h) Convocar a reunião final do júri.
i) Elaborar os termos de exame e as pautas e zelar para que estas sejam
afixadas.

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Regulamento Interno
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Artigo 71.º
Normas específicas – Escolas do 1º Ciclo

O horário de funcionamento dos estabelecimentos do 1.º Ciclo e abertura e encerramento


dos portões encontram-se regulamentados no art.º 69.º deste Regulamento.

1. Ausência de professor titular de turma


Em caso de falta do professor titular de turma:
1º- Os alunos serão distribuídos pelas restantes turmas da escola;
2º- Substituição do docente em falta, por um docente sem turma;
3º - E em regime de excepção, pelo(a) Coordenador(a) de Estabelecimento.

2. Vigilância dos recreios


2.1. O funcionamento dos recreios é da responsabilidade de todos os professores da
escola, no que serão apoiados pelas Assistentes Operacionais;
2.2. O Corpo de docentes, em conjunto com (o)a Coordenador(a) de estabelecimento,
decide quais os elementos do pessoal docente e não docente que, diariamente,
acompanharão os recreios.
2.3. Em caso de acidente durante os recreios, cabe ao professor responsável pelos
mesmos, realizar as diligências necessárias.

3. Aquisição de senhas para almoço


3.1. A aquisição da senha para almoço deverá ser feita semanal, quinzenal ou
mensalmente
3.2. Excepcionalmente a senha poderá ser adquirida no próprio dia, até às 9h e 30m.
3.3. O horário de venda de senhas será fixado no início de cada ano lectivo.
3.4. As senhas serão recolhidas ao portão pelas Assistentes operacionais, de acordo com
a especificidade de cada estabelecimento de ensino.

4. Aniversários
4.1. Os aniversários dos alunos podem ser festejados na Escola, caso os
Pais/Encarregados de Educação o desejem.
4.2. A comemoração dos aniversários limita-se aos alunos, auxiliares e professores.
4.3. Os pais deverão guardar o talão de compras dos bolos, para efeitos de reclamação.
4.4. Os bolos deverão ser entregues na escola, momentos antes da comemoração.

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5. Actividades de Enriquecimento Curricular


As Actividades de Enriquecimento Curricular no 1º Ciclo do Ensino Básico são
seleccionadas de acordo com os objectivos definidos no Projecto Educativo do
Agrupamento de Escolas, devendo constar do respectivo Plano Anual de Actividades e
Projecto Curricular de Turma.

5.1. Inscrição
5. 1. 1. O prazo de inscrição e horários são definidos no início de cada ano lectivo.
5. 1.2. Findo o prazo de inscrição, só serão admitidos os alunos transferidos.
5. 1.3. A inscrição dos alunos nas Actividades de Enriquecimento Curricular é facultativa
por parte do Encarregado de Educação.

5. 2. Frequência
5.2.1. Os alunos inscritos estão obrigados a cumprir as normas de frequência e
assiduidade previstas na lei e no Regulamento Interno deste Agrupamento.

5. 3. Assiduidade
5.3.1. O número de faltas injustificadas não pode ultrapassar o triplo dos blocos semanais
de cada actividade;
5.3.2. Uma vez excedido o limite de faltas o aluno é excluído da actividade.
5.3.3. O prazo de justificação de faltas é de 3 dias úteis.
5.3.4. A validação da justificação de faltas depende do Professor da Actividade em
conjunto com o Professor Titular de turma e a Coordenadora de Estabelecimento.
5.3.5. A assiduidade, nomeadamente as faltas nestas actividades regem-se de acordo
com o disposto na lei em vigor e pelo Art.º 57.º do Regulamento Interno.

5.4. Interrupção ou desistência


Em caso de doença, a interrupção ou desistência das Actividades de Enriquecimento
Curricular deverá ser efectuada por escrito, pelo Encarregado de Educação à
Coordenadora de Estabelecimento que dará conhecimento ao professor titular da turma
do aluno e ao professor que lecciona a(s) Actividade(s).

5.5. Normas de funcionamento


5.5.1. As actividades de Enriquecimento Curricular decorrerão no Estabelecimento a que
o aluno pertence. No caso da inexistência/insuficiência/inadequação das instalações as
Actividades decorrerão em outro local, sendo os alunos devidamente acompanhados e
abrangidos pelo seguro escolar.

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Regulamento Interno
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5.5.2. Os alunos inscritos deverão comparecer na Escola para as Actividades de


Enriquecimento Curricular, no máximo 10 minutos antes das mesmas começarem, não
devendo permanecer na escola após o seu término, excepto para os alunos que:
a) Almoçam no Refeitório, se o horário da última Actividade coincidir
aproximadamente com o início do período de almoço;
b) Frequentam a CAF, desde que acompanhados pela entidade promotora, se as
actividades decorrerem no espaço escolar.
5.5.3. Os alunos deverão ser portadores do material indicado para a realização das
Actividades.
5.5.4. Sempre que se registar a falta de algum professor das Actividades de
Enriquecimento Curricular, a entidade promotora deve comunicar ao estabelecimento de
ensino, atempadamente, informando-o do seu substituto.
5.5.5. Na falta imprevista do professor ou quando não for possível a sua substituição, a
permanência dos alunos no local da realização das actividades, é da inteira
responsabilidade da entidade promotora, independentemente de estar inscrito nas CAF.
5.5.6. No caso de o aluno não estar inscrito em todas as actividades, a responsabilidade
é do Encarregado de educação, na hora em que decorre essa actividade.
5.5.7. Caso a elaboração dos horários contenha “furos”, provocados pela entidade
promotora das AEC’s, a permanência dos alunos no espaço das actividades será
assegurada por esta até à actividade seguinte.

5.6. Avaliação
Os resultados da avaliação deverão ser anexados ao Registo de Avaliação e serão dados
a conhecer aos Encarregados de Educação no final de cada período, em reunião
marcada para o efeito, pelo professor titular de turma.

5.7. Disciplina
As medidas educativas disciplinares serão aplicadas de acordo com o que está
estabelecido no artigo 59.º do Regulamento Interno do Agrupamento

5.8. Outras informações


Outras informações poderão ser registadas pelo professor responsável pela actividade
na Caderneta do aluno, com conhecimento do professor titular.

6. Componente de Apoio à Família


6.1. Por decisão do respectivo encarregado de educação e mediante inscrição, o aluno
poderá frequentar actividades de apoio à família.

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6.2. As actividades de apoio à família decorrem em instalações específicas, para onde


os alunos serão acompanhados por adultos responsável para o efeito.
6.3. Segundo o estipulado na legislação em vigor, o coordenador do estabelecimento é
responsável pelo seu funcionamento, nas suas duas vertentes – componente
educativa e sócio-educativa – devendo articular com os diversos parceiros
intervenientes no processo educativo.

7. Instalações Desportivas
7.1. A utilização das instalações desportivas nas escolas de primeiro ciclo,
nomeadamente o ginásio da Escola EB1/JI Cesário Verde, rege-se pelo disposto
no Capítulo VIII, Art.º 74 – Disposições comuns.
7.2. A cedência do ginásio da Escola EB1/JI Cesário Verde à Associação de
Moradores de Casal Novo, para a realização de treinos Taekwondo, é feita de
mediante o protocolo assinado, anualmente, de acordo com o estipulado no Art.º
69º.

8 . Matrículas
8.1. As primeiras matrículas no ensino básico são feitas nos prazos previstos na
lei, (Despacho n.º 13765/2004, de 13 de Julho e outra legislação que venha
a ser publicada);
8.2. As prioridades de entrada e os termos da primeira matrícula regem-se pelo
disposto nos normativos em vigor, (Despacho n.º 373/2002, com as
alterações introduzidas pelo Despacho n.º 13765/2004 de 27 de Abril e outra
legislação que venha a ser publicada).

Artigo 72.º
Normas específicas – Pré-Escolar

Dada a especificidade da educação pré-escolar, para além do disposto no presente


Regulamento Interno para a generalidade dos estabelecimentos que integram o
Agrupamento, são consignadas para o Pré-escolar as disposições de funcionamento que
constam dos pontos seguintes.

1. Horário de funcionamento
1.1 O horário de funcionamento do Jardim-de-Infância será estabelecido pela direcção,
sob proposta dos educadores de infância, no início de cada ano lectivo, ouvidos, a
autarquia e os pais e encarregados de educação.
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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1.2 Nos termos da lei, o horário de funcionamento do Jardim de Infância deverá


contemplar períodos de actividades educativas, de animação e de apoio à família.

2. Acompanhamento dos alunos


2.1 Os encarregados de educação são responsáveis pelo acompanhamento do seu
educando no percurso casa - jardim de infância e jardim de infância - casa.
2.2 Os encarregados de educação deverão entregar o aluno pessoalmente ao educador
ou à assistente técnica, nunca o deixando sozinho no recreio do estabelecimento de
educação.
2.3 Sempre que o aluno tenha que regressar a casa com uma pessoa estranha ao Jardim
de Infância, os encarregados de educação deverão avisar a educadora ou a
assistente técnica por escrito e a referida pessoa deverá fazer-se acompanhar de
documento identificativo.

3. Permanência no jardim-de-infância
Os encarregados de educação deverão assegurar que o aluno não permaneça no
Jardim-de-Infância para além do horário de funcionamento.

4.Vigilância dos recreios


4.1 O funcionamento dos recreios é da responsabilidade de todos os professores da
escola, no que serão apoiados pelas Assistentes Operacionais;
4.2 O Corpo de docentes, em conjunto com a Coordenadora de estabelecimento, decide
quais os elementos do pessoal docente e não docente que, diariamente,
acompanharão os recreios.
4.3 Em caso de acidente durante os recreios, cabe ao professor responsável pelos
mesmos, realizar as diligências necessárias.

5.Material
5.1. A criança pode trazer para o Jardim-de-Infância brinquedos ou outros materiais
didácticos, não se responsabilizando o educador ou o assistente operacional pelo
desaparecimento de tais objectos ou pelos danos neles provocados.

6.Faltas
6.1 Nas ausências por cinco ou mais dias seguidos os pais e/ou Encarregado de
Educação devem entregar atestado ou declaração médica, que justifique a falta e
declare que o aluno pode retomar a actividade escolar.
6.2 Caso a ausência se verifique por quinze dias consecutivos, sem que seja
apresentada justificação, os pais e/ou Encarregado de Educação serão informados,
por carta registada com aviso de recepção, de que a inscrição do educando será
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Agrupamento de Escolas de Caneças
Regulamento Interno
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anulada na falta de resposta, no prazo de cinco dias úteis após recepção da


comunicação.
6.3 A vaga criada nos termos do ponto anterior, será preenchida pelos alunos que se
encontram em lista de espera, em respeito pela ordenação desta.

7.Componente de Apoio à Família


7.1 Por decisão do respectivo encarregado de educação e mediante inscrição, o aluno
poderá, após o termo das actividades lectivas, frequentar actividades de apoio à
família.
7.2 As actividades de apoio à família decorrem em instalações específicas.
7.3 Os alunos que faltarem durante o dia ao Jardim-de-Infância perdem o direito a
frequentar as actividades de apoio à família.
7.4 Segundo o estipulado na legislação em vigor, o coordenador do estabelecimento é
responsável pelo seu funcionamento, nas suas duas vertentes – componente
educativa e sócio-educativa – devendo articular com os diversos parceiros
intervenientes no processo educativo.

8. Aquisição de senhas de almoço


8.1. A aquisição da senha deverá ser feita semanal, quinzenal ou mensalmente;
8.2. Excepcionalmente a senha poderá ser adquirida no próprio dia, até às 9h e 30m.
8.3. O horário de venda de senhas será fixado no início de cada ano lectivo;
8.4. As senhas serão recolhidas pelas assistentes técnicas, no dia anterior ou no
próprio dia, de acordo com a especificidade de cada estabelecimento de ensino.

9. Inscrições
9.1 As inscrições nos Jardins-de-Infância são feitas apenas no prazo previsto na lei, na
sede de Agrupamento (Despacho n.º 6568/2004, de 1 de Abril e outra legislação
que venha a ser publicada);
9.2 As prioridades de entrada regem-se pelo disposto nos normativos em vigor,
(Despacho n.º 3/SEAE/2002 e Despacho n.º 8493/2004, de 27 de Abril e outra
legislação que venha a ser publicada).

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CAPÍTULO VII

AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS

Artigo 73.º

A avaliação dos alunos – diagnóstica, formativa e sumativa - constitui um processo


regulador das aprendizagens, orientador do percurso escolar e certificador das diversas
aquisições realizadas ao longo do ensino básico.
1. A avaliação dos alunos é feita nos termos da legislação em vigor, designadamente:
a) Art.os 12.º a 17.º do Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, com as
alterações introduzidas pela Declaração de Rectificação n.º 4-A/2001, de 28
de Fevereiro, e Decreto-Lei n.º 209/2002, de 17 de Outubro;
b) Despacho Normativo n.º 1/2005, de 5 de Janeiro, com as alterações
introduzidas pelo Despacho Normativo n.º 18/2006, de 14 de Março e
Declaração de Rectificação n.º 25/2006, de 21 de Abril e Despacho Normativo
n.º 5/2007, de 10 de Janeiro;
c) Despacho Normativo n.º 50/2005, de 9 de Novembro.

2. Finalidades da avaliação
A avaliação dos alunos, enquanto elemento integrante e regulador da prática educativa,
permite uma recolha sistemática de informações que, uma vez analisadas, apoiam a
tomada de decisões adequadas à promoção da qualidade das aprendizagens. Visa:
a) Apoiar o processo educativo de modo a sustentar o sucesso de todos os alunos,
permitindo o reajustamento do projecto curricular do Agrupamento e dos projectos
curriculares de turma, nomeadamente, quanto à selecção de metodologias e
recursos, em função das necessidades educativas dos alunos;
b) Certificar as diversas competências adquiridas pelo aluno, no final de cada ciclo e
à saída do ensino básico;
c) Contribuir para melhorar a qualidade do sistema educativo, possibilitando a
tomada de decisões para o seu aperfeiçoamento e promovendo uma maior
confiança social no seu funcionamento.

3. Intervenientes e participação no processo de avaliação


3.1. O processo de avaliação é conduzido pelo professor, ou pela equipa de
professores responsáveis pela organização do ensino e da aprendizagem (Conselho

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de Docentes Titulares de Turma, no 1º Ciclo, e de Turma, nos 2º e 3º Ciclos),


envolvendo também:
a) Os alunos, através da sua auto-avaliação, a qual deve ser realizada por cada área
curricular disciplinar e não disciplinar, pelo menos uma vez em cada período
escolar, no âmbito da respectiva turma;
b) Os encarregados de educação, nos termos definidos na legislação em vigor e no
presente Regulamento Interno, nomeadamente através da tomada de
conhecimento do percurso de formação do seu educando e do acordo na aplicação
de eventuais medidas educativas;
c) Os técnicos dos serviços especializados de apoio educativo e outros docentes
implicados no processo de aprendizagem dos alunos;
d) Os órgãos de gestão do Agrupamento;
e) A administração educativa.

4. Processo Individual do Aluno


4.1 O percurso escolar do aluno deve estar documentado, de forma sistemática e
contínua, num dossier individual, que o acompanha ao longo de todo o ensino
básico, proporcionando e facilitando o acompanhamento e a intervenção
adequados dos professores, encarregados de educação e outros técnicos no
processo de aprendizagem.
4.2 Este dossier é da responsabilidade do professor titular da turma, no 1.º ciclo, e do
director de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, acompanhando, obrigatoriamente, o aluno,
sempre que este mude de estabelecimento de ensino.
4.3 Devem constar no dossier individual do aluno:
a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno;
b) Os registos de avaliação;
c) Os relatórios médicos e de avaliação psicológica, quando existam, excepto se
o aluno estiver abrangido pela Educação Especial;
d) Os planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;
e) A cópia do Programa Educativo Individual e do Relatório Técnico-Pedagógico,
e o da Avaliação, no caso de o aluno estar abrangido pela modalidade de
Educação Especial, estando referido que os originais destes documentos se
encontram num dossier da educação especial.
f) Os registos e produtos mais significativos do trabalho do aluno, ao longo do
seu percurso escolar, quando considerados relevantes;
g) Uma auto-avaliação do aluno, no final de cada ano lectivo, com excepção dos
1º e 2º anos.

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4.4 Têm acesso a este dossier individual os professores, o encarregado de educação, o


aluno e outros intervenientes no processo de aprendizagem do aluno, na presença do
Director de turma/Professor titular de turma, devendo ser garantida a
confidencialidade dos dados nele contidos.

5. Critérios Gerais de Avaliação


5.1 Compete ao Conselho Pedagógico definir, no início de cada ano lectivo e de
acordo com as orientações curriculares e do currículo nacional, os critérios de
avaliação para cada nível de educação e ciclo de escolaridade, sob proposta dos
departamentos curriculares.
5.2 Os critérios de avaliação mencionados no número anterior constituem referenciais
comuns, no interior do Agrupamento, sendo operacionalizados pelo educador de
infância, no pré-escolar, pelo professor titular de turma, no 1.º ciclo, e pelos
conselhos de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, no âmbito do respectivo projecto
curricular de Agrupamento e das turmas.
5.3 Compete ao Director garantir a divulgação dos critérios referidos nos números
anteriores junto dos diversos intervenientes, nomeadamente alunos e
encarregados de educação.

6. Critérios de Retenção
6.1. Nos anos terminais de ciclo a decisão de progressão/retenção é tomada nos
termos dos normativos que regem o presente capítulo.
6.2. Nos anos não terminais de ciclo, a decisão de progressão/retenção dum aluno
deve ser tomada pelo professor titular de turma, ouvido o conselho de docentes,
ou pelo Conselho de Turma sempre que se registem as seguintes condições:
a) O aluno progride quando as competências que demonstrou permitem o
desenvolvimento das competências essenciais definidas para o final do
respectivo ciclo;
b) O aluno fica retido quando as competências que demonstrou não permitem o
desenvolvimento das competências essenciais definidas para o final do
respectivo ciclo, nomeadamente, quando não atingiu as competências
essenciais a Língua Portuguesa e a mais duas disciplinas, ou a quatro
disciplinas, se nestas não estiver incluída Língua Portuguesa. A Área de Projecto
deverá ser tida em consideração em qualquer das situações.
6.3. Os alunos com idade superior à média e/ou manifestas dificuldades de
aprendizagem mas que tenham revelado algum empenho de superação podem
excepcionalmente progredir se o conselho de turma assim o deliberar.

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CAPÍTULO VIII

DISPOSIÇÕES COMUNS

Artigo 74.º

1. Eleições
As eleições para os diferentes órgãos e estruturas educativas seguem o previsto
no presente regulamento.

2. Convocatórias para reuniões


As convocatórias para as reuniões seguem o previsto no presente regulamento,
designadamente no Capítulo VI -Regime de Funcionamento.

3. Regimentos Internos
Os regimentos internos dos diferentes órgãos e estruturas educativas são
elaborados pelos mesmos, nos termos previstos no presente regulamento.

4. Publicitação de deliberações
a. Os assuntos tratados e as deliberações tomadas nos órgãos de administração e
gestão são publicitados nos termos previstos no presente regulamento interno;
b. Na ausência de regimentação os assuntos tratados e as deliberações devem ser
comunicados nas reuniões das estruturas de orientação educativa;
c. De acordo com a natureza do assunto, o Director mandará afixar na sala de
professores, de auxiliares de acção educativa e enviará aos coordenadores de
estabelecimento, para efeitos de divulgação, resumo escrito sobre os mesmos.

5. Reduções das componentes lectivas e não lectiva


5.1 As reduções das componentes lectiva e não lectiva a que haja direito pelo exercício
de cargos ou funções previstos no presente regulamento, obedecem ao disposto no
Estatuto da Carreira Docente e restante legislação aplicável.
5.2 Os membros docentes do Conselho Geral que exerçam o cargo de Presidente e
secretários usufruem, de 3 e 2 horas de redução da componente não lectiva de
estabelecimento, sempre que possível, até regulamentação de acordo com o disposto no
art.º 53.º do Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril.

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6. Regulamentos específicos
6.1 Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE)
6.1.1 A Biblioteca / Centro de Recursos funcionará:
a) de segunda a sexta-feira;
b) em horário a definir no início do ano lectivo.
6.1.2 A Biblioteca/ Centro de Recursos é constituída pelas seguintes zonas:
1. Átrio
2. Recepção
3. Zona de Leitura
4. Zona de Periódicos / Dossiers Temáticos / Jogos Educativos
5. Zona de Audiovisuais / Multimédia
6. Zona de Informática
7. Zona de Exposições
8. Zona de Produção/Estudo
Além dos espaços específicos das zonas mencionadas, possui um serviço de reprografia.
6.1.3 Normas Gerais de Funcionamento
a) É permitida a frequência da Biblioteca/Centro de Recursos a todos os elementos
da comunidade escolar, desde que se façam acompanhar do cartão de Utilizador
ou da Escola.
b) Qualquer utilizador poderá dirigir-se ao funcionário/professor de serviço e
comunicar-lhe o equipamento/documento que pretende, a fim de obter eventuais
esclarecimentos.
c) Os sacos e mochilas deverão ser deixados no armário bengaleiro, que se
encontra à entrada.
d) O utilizador assume inteira responsabilidade pela utilização e conservação dos
documentos e equipamento da Biblioteca/Centro de Recursos.
e) Na ocorrência de perda ou dano irreparável de materiais ou equipamentos, o
utilizador será obrigado a proceder ao seu conserto ou reposição.
f) Na Ficha de Inscrição do utilizador, ficarão registadas as
utilizações/manuseamentos incorrectos.
g) Os utilizadores deverão contribuir para a manutenção de um bom ambiente de
trabalho e acatar as indicações do funcionário/professor responsável.
h) Não é permitido comer nem beber no interior da Biblioteca/Centro de Recursos.
i) Não é permitido o uso de telemóveis.
j) A Biblioteca/Centro de Recursos poderá ser utilizada como sala de aula, para
actividades no âmbito das áreas curriculares não disciplinares, mediante
requisição prévia (48 horas de antecedência).

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k) Os documentos audiovisuais poderão transitar para as salas de aula, mediante


requisição do professor, feita com 48 horas de antecedência.
l) Não é possível efectuar empréstimo domiciliário.
m) Os utilizadores poderão fazer sugestões, mediante preenchimento de uma ficha
ou redacção em livro, que se encontram junto ao balcão de atendimento.
n) Fora do horário de funcionamento da BE/CRE, o espaço não deverá ser utilizado
por nenhum elemento da comunidade educativa, com excepção da utilização da
sala de informática, mediante requisição prévia de 48 horas de antecedência.
o) Qualquer utilização de equipamento ou material que não pertença ao acervo da
BE/CRE carece de autorização do funcionário ou professor de serviço.
6.1.4 Na zona de leitura:
a) Os utilizadores têm livre acesso às estantes.
b) Depois de consultados, os livros devem ser colocados nos carrinhos
indicados para o efeito.
c) Não é permitido escrever ou riscar os documentos, bem como dobrar ou
rasgar as suas folhas.
 Na zona de Audiovisuais e Multimédia
a) A utilização de Cassetes Vídeo, Cassetes Áudio, CDs (Áudio), CD-Rom e
DVD, pode ser feita individualmente ou a pares.
b) A audição de Cassetes Vídeo, Cassetes Áudio e de CDs (Áudio) é feita
usando os auscultadores.
c) A consulta de documentação em suporte vídeo/áudio está disponível por:
1. acesso directo às estantes com consulta das capas;
2. requisição junto ao balcão de atendimento.
d) Não é permitido ligar computadores, televisões, leitores de CD (Áudio) e
videogravadores sem autorização do funcionário/professor responsável.
e) Nestas zonas, só é permitido o uso de materiais do Biblioteca/Centro de
Recursos.
f) Será dada prioridade de acesso a utilizadores que pretendam realizar
trabalhos de âmbito curricular.
g) A utilização dos recursos está limitada a 45 minutos por utilizador.
6.1.6 Na zona de Estudo / Produção
a) Esta zona poderá ser frequentada pelos alunos que querem realizar trabalhos
individuais ou de grupo.
b) No final do trabalho, os utilizadores deverão deixar este local limpo e arrumado.
c) Os recursos informáticos e os materiais existentes nos armários são de utilização
exclusiva da equipa de produção do Jornal Escolar.

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6.1.7 Na reprografia e Serviços


a) Os utilizadores deste serviço têm que respeitar o horário estabelecido e a
capacidade de resposta do funcionário/professor responsável e dos equipamentos
disponíveis.
b) O pedido de fotocópias deve ser feito junto ao balcão de atendimento.
c) O espaço para exposições e placards devem ser requisitados previamente.
d) Os materiais indispensáveis à realização das exposições são da responsabilidade
dos organizadores.
e) A requisição deve mencionar os equipamentos que eventualmente necessitem.

6.2. Educação Física


6.2.1 Instalações Desportivas e Material
As instalações específicas para a Educação Física constam de: bloco de balneários
(feminino e masculino), Balneário dos Professores, Gabinete/Arrecadação, Polidesportivo
exterior, sala de aula no Bloco B adaptada para a prática da Educação Física (sala BGG)
e instalações cedidas pela Sociedade Musical e Desportiva de Caneças: Campo de
Futebol, Salão/Ginásio e Ringue.

1. Balneários:
a) Estas instalações destinam-se à troca de roupa e duche das Turmas em actividades
lectivas e extracurriculares.
b) É proibida a entrada nos balneários de Alunos que não pertençam às Turmas que
estão em aula ou às actividades do Desporto Escolar.
c) Os Alunos devem deixar os seus pertences (roupa, mochilas, material escolar, etc.)
dentro do armário destinado à sua Turma.
d) Os Alunos devem evitar trazer objectos de valor (ex: ouro) para as aulas de E.F.
e) Os restantes objectos de valor deverão ser recolhidos num saco pela AAE que os
guardará durante o tempo da aula. A Escola não se responsabiliza por quaisquer valores
deixados no vestiário/ balneário.
f) O material deve ser cuidadosamente utilizado (evitando a sua degradação),
verificado após cada sessão de trabalho e arrumado no lugar correspondente.
g) Os Alunos só poderão entrar na arrecadação de material/gabinete quando
acompanhados pelo respectivo Professor ou AO.
2. Polidesportivo Exterior:
a) A utilização destes espaços está reservada, prioritariamente, para as aulas de
Educação Física e Desporto Escolar.
b) Os Alunos só poderão ocupar os espaços do polidesportivo exterior desde que não
decorram actividades da disciplina de Educação Física.
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3. Sala de Educação Física:


a) O calçado a utilizar deve estar limpo e ser adequado a este espaço
(uso de sapatilhas obrigatório).

4. Instalações cedidas:
Mediante o protocolo realizado entre a Escola E.B. 2,3 dos Castanheiros. e a
Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, a Escola pode utilizar durante o dia as
suas instalações desportivas para a realização de aulas e treinos do Desporto Escolar.
a) Campo de futebol:
Só é permitida a presença dos Alunos em aula/actividade acompanhados por um
Professor.
b) Salão/Ginásio e Ringue:
b.1) Os alunos equipam-se nos balneários da Escola, excepto o calçado,
aguardando junto ao portão que o Professor, (após realizada a chamada), dê
ordem para sair.
b.2) Nos percursos de ida e volta entre a Escola e o Salão/Ginásio os alunos
deslocam-se em grupo e de forma ordeira.
b.3) O calçado a utilizar deve estar limpo e ser adequado a este espaço (uso
de sapatilhas obrigatório).
5.2.2 Funcionamento das aulas
O Professor deverá deixar os alunos sair 5 minutos antes do toque, no caso de
aulas de “meio bloco” e 10 minutos antes do toque, nas aulas de “um bloco”, de
forma a proporcionar aos alunos o tempo necessário para realizarem a sua higiene
pessoal e trocar de roupa.
5.2.3 Higiene e Segurança
a) A todos os alunos/praticantes deve ser proporcionada a possibilidade de tomar
duche de água quente após as actividades, visto fazer parte dos princípios
básicos de higiene e disciplina.
b) No que se refere a acidentes ocorridos na aula, e sem prejuízo do apuramento
de responsabilidades, compete ao Director assegurar os meios necessários à
prestação de primeiros socorros bem como disponibilizar os recursos tidos por
convenientes para uma adequada assistência a eventuais sinistrados.
5.2.4 Os Professores deverão:
a) Promover com os alunos a nomeação dos seus representantes para o
desempenho de tarefas tais como abertura e fecho do cacifo da turma e outras a
definir;
b) Analisar atestados e justificações dos Encarregados de Educação de forma a
seleccionar a actividade adequada ao aluno ou isentá-lo dessa actividade;
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c) Atribuir tarefas apropriadas aos alunos impossibilitados da prática da disciplina;


d) Não autorizar a prática a alunos que não se encontrem devidamente equipados;
e) Verificar e promover condições de segurança para as actividades da aula;
f) Nos dias em que decorram actividades organizadas pelos grupos disciplinares
de E.F. constantes no Plano Anual de Actividades, que ocupem o turno da manhã
e da tarde, não se realizarão aulas de E.F..
5.2.5 Os alunos devem:
a) Considerar a aula iniciada com a entrada no balneário, pelo que o seu
comportamento é aí alvo de avaliação;
b) Equipar-se no espaço reservado para a sua turma, deixando os seus objectos
(vestuário, material escolar, etc.) dentro das mochilas ou sacos, que por sua vez
ficarão arrumados dentro do armário destinado à sua turma.
c) Não levar para aula objectos que possam provocar acidentes ou que sejam
desnecessários, tais como fios, pulseiras, anéis, brincos, etc. e não mastigar
pastilhas. No caso de cabelos compridos prendê-los com elástico;
d) Guardar os valores pessoais em saco próprio (saco de valores). A Escola não
se responsabiliza por quaisquer valores deixados nos balneários;
e) Utilizar no máximo 5 minutos no início da aula para se equipar;
f) Apresentar-se com o equipamento limpo. Os ténis devem devidamente
calçados e apertados;
g) Comparecer devidamente equipado com calçado desportivo, calções ou calça
de treino, t-shirt, camisola ou casaco de treino, meias de algodão e boné (no caso
de haver sol) ou um agasalho (se estiver frio);
h) Trazer material para a sua higiene pessoal (toalha pequena, sabonete,
chinelos, pente, etc. e roupa interior limpa);
i) Trazer o livro de E.F. sempre que seja solicitado;
j) Apresentar justificação escrita sempre que (e sendo um aluno em regime
normal de frequência) por motivos do foro médico, não possa realizar todas as
actividades previstas nas aulas de E.F. No caso de um impedimento passageiro e
não sistemático bastará uma justificação escrita, na caderneta do aluno, pelo
Encarregado de Educação. Se as causas se mantiverem durante várias aulas, o
aluno deverá apresentar ao Director de Turma um documento médico
comprovativo (atestado) e uma fotocópia do mesmo ao Professor de E.F., onde
conste o tipo de impedimento e duração do mesmo. Cada atestado médico só tem
validade de um mês. Assim sendo e na eventualidade do problema que motivou o
recurso ao atestado se mantiver, o aluno tem de o renovar. O atestado médico
deve ser o mais prescritivo possível. O médico, respeitando escrupulosamente o

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sigilo profissional e o princípio da não ingerência, deve mencionar o que


considerar útil para a acção do Professor (situação clínica do aluno, tipo de
exercícios contra-indicados e os que poderão ser particularmente úteis, duração
do impedimento, etc.), com vista a beneficiar o processo de ensino-aprendizagem.
O aluno com atestado médico deve permanecer na aula do início até ao fim.
Assim, o atestado médico não o exclui da frequência e avaliação da disciplina. O
aluno será integrado na aula na razão directa das suas capacidades e
possibilidades, pelo que deverá estar disponível para as tarefas que o Professor
atribuir;
k) Sempre que o aluno não se apresentar com o equipamento adequado à
realização da aula, poderá ser encaminhado para a sala de estudo com uma
tarefa.
6.2.6. Os Assistentes Operacionais devem:
a) Controlar as entradas e saídas dos alunos:
i. Abrindo as portas dos balneários ao toque de entrada e no final de cada
aula (5 ou 10 minutos antes);
ii. Mantendo as portas dos balneários fechadas durante o decorrer das aulas;
iii. Acompanhando os alunos autorizados a ir ao balneário durante as aulas.
b) Recolher os valores antes da entrada no balneário;
c) Guardar os sacos de valores;
d) Comunicar qualquer incidente ocorrido na ausência do Professor;
e) Após aviso do Professor comunicar aos alunos a alteração do local de
realização da aula;
f) Comunicar ao Director de Instalações/Coordenador de Departamento todas
as ocorrências referentes ao funcionamento de actividades ou utilização das
instalações, equipamentos e materiais, devendo utilizar a ficha de registo de
ocorrências;
g) Ligar e desligar o sistema de aquecimento da água;
h) Guardar as roupas e outros bens pessoais que ficarem esquecidos nos
balneários e fazer a sua devolução; caso não apareçam os seus donos, devem,
semanalmente, entregar os achados no Bloco A;
i) Ceder determinadas bolas, caso seja viável, de acordo com o regimento
interno.
6.2.7. Actividades do Plano Anual de Actividades
a) Nos dias em que decorrem actividades os alunos participantes, só podem sair
da escola, de acordo com o que está estipulado no seu horário, exceptuando o
último bloco do dia, caso coincida com a disciplina de Educação Física.

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b) Os professores de Educação Física enviarão a todos os encarregados de


educação um mapa com as actividades em que a turma participa, assim que
as mesmas estejam devidamente aprovadas.
c) Os alunos serão inscritos em ficha própria que será entregue aos Directores
de Turma.

7.Visitas de Estudo
6.1 Normas a considerar:
a) Objectivos específicos;
b) Calendarização, itinerário e orçamentação;
c) Guiões de exploração do(s) local(ais) a visitar (em função da especificidade da
visita);
d) Aprendizagens e resultados esperados;
e) Docente(s) a envolver (1 docente ou AO. e/ou elementos A.P. e E.E. por cada 10
alunos nos J.I.,1º e 2º ciclos; 1 docente por cada 15 alunos no 3º ciclo);
f) Apresentação obrigatória de um plano de ocupação/proposta de actividades para
os alunos não participantes na visita de estudo ou intercâmbio escolar ou cujos
professores se encontram integrados numa visita;
g) Aprovação da visita de estudo/intercâmbio escolar em Conselho Pedagógico;
h) Autorização escrita dos Encarregados de Educação para a participação dos seus
educandos na respectiva actividade (a informação pode ser dada nas reuniões de
entrega de avaliação).
7.2. Devem ainda ser consideradas as seguintes normas:
a) No início do ano lectivo devem prever-se, dentro do possível, as visitas de estudo
a efectuar pelas turmas que, depois de aprovadas em Conselho Pedagógico,
integram o Plano Anual de Actividades;
b) Devem, sempre que possível, ter um carácter interdisciplinar;
c) É da competência do Conselho Pedagógico a aprovação de visitas de estudo não
previstas no Plano Anual de Actividades,
d) Implicam sempre a autorização dos encarregados de educação feita em impresso
próprio a qual deve ser entregue aos mesmos com mais de uma semana de
antecedência;
e) As propostas de visitas de estudo devem ser apresentadas, preferencialmente
com um mês e no mínimo com 15 dias de antecedência, ao Director e devem
conter a indicação do local, a data, os objectivos, os professores responsáveis e
os professores acompanhantes;

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f) O aluguer dos autocarros é da responsabilidade do Director ou em quem este


delegar;
g) A indicação dos professores acompanhantes deve ser feita pelo professor
responsável pela visita. Sempre que possível um dos professores acompanhantes
deve ser o director de turma ou professor titular de turma.
h) A recolha da comparticipação dos alunos será feita pelo professor responsável
pela visita de estudo que a entregará na secretaria.
i) No dossier de grupo ou ano ou turma deve ficar arquivado o material construído
para a visita elaborado pelo professor;
j) Os professores e alunos que participam na visita, no sumário registam o local da
mesma e numeram as aulas que tinham nesse dia com as turmas envolvidas na
visita. Nas restantes turmas, a aula será prevista, mas não é numerada, se não for
realizada actividade no âmbito da disciplina;
k) Os professores e alunos envolvidos podem ficar dispensados das actividades
lectivas do primeiro bloco da tarde, se a visita for no turno da manhã, ou do último
bloco da manhã se esta se realizar à tarde, se for necessário para efeitos de
período de almoço;
l) Deve ser fornecido um guião a cada um dos intervenientes ou a visita será
preparada nas aulas anteriores,
m) O professor responsável deve fazer-se acompanhar de uma credencial passada
pela secretaria e da fotocópia do cartão de utente de cada um dos alunos;
n) A avaliação da visita de estudo é feita pelo professor responsável através de um
relatório que será anexado à acta do final do período em que se realizou a
respectiva visita de estudo;
o) Por norma só poderão ser realizadas até final do segundo período;
p) As visitas de estudo que se realizarem no 3º período não carecem, só por este
facto, de autorização especial, regendo-se pelos mesmos procedimentos que as
realizadas nos outros períodos lectivos;
q) A autorização para visitas de estudo superiores a três dias em território nacional é
solicitada ao Director e de qualquer visita ao estrangeiro, independentemente da
sua duração, ao respectivo Director Regional de Educação;
r) A realização da visita de estudo, assim como a relação dos alunos deve ser
comunicada atempadamente ao director de turma e restantes professores da
turma, para facilitar a planificação das aulas.

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CAPÍTULO IX

DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 75.º

1. Regime subsidiário e Omissões


Aos actos administrativos e omissões decorrentes do presente regulamento interno é
aplicável o previsto na lei, designadamente no Código do Procedimento
Administrativo.

2. Entrada em vigor do Regulamento Interno


O regulamento interno entra em vigor após a sua aprovação pelo Conselho Geral.

3. Original do Regulamento Interno


O original do regulamento interno será colocado em envelope fechado e rubricado
pelos Presidentes do Conselho Geral e pelo Director, sendo guardado em local
definido pelos mesmos.

4. Divulgação do Regulamento Interno


O regulamento interno é disponibilizado em suporte informático ou fotocopiado (na
íntegra) e entregue, para divulgação, a:
Conselho Geral
• Presidente 1
• Pais e Encarregados de Educação 4
• Docentes 1
• Não Docentes 1
• Município 1
• Representantes da comunidade local 3
Director 1
Conselho Pedagógico
• Coordenadores Departamento Curricular 6
• Coordenadores de Conselho de Docentes 2
• Coordenadores de Directores de Turma
2*
* Um a colocar na Sala de Atendimento aos Encarregados de
Educação
• Coordenador PTE 1
• Bibliotecários 1
• Representante dos Pais e encarregados de Educação 1
• Representante do Pessoal não Docente 1

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Em cada estabelecimento de ensino deve ser afixado, em local visível, o espaço em


que se encontra disponível para consulta, por qualquer elemento da comunidade
educativa, uma versão integral do Regulamento Interno.
A divulgação aos alunos é efectuada nos termos previstos na lei (Art.º 54.º da Lei n.º
3/2008, de 18 de Janeiro).
De acordo com os destinatários, podem ser elaborados folhetos/resumo de
divulgação com a síntese das matérias que mais directamente lhes interessa ou diz
respeito.

5. Revisão do Regulamento Interno


O Regulamento Interno pode ser revisto ordinariamente quatro anos após a sua
aprovação e extraordinariamente a todo o tempo por deliberação do Conselho Geral
aprovada por maioria absoluta dos membros em efectividade de funções.

As alterações a este Regulamento Interno foram aprovadas na reunião do


Conselho Geral de Agrupamento, realizada em: 16 /11 / 2009.

A Presidente do Conselho Geral


____________________________________
(Manuela Luís)

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