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SEMANA 05

Sumário Segurado 3 Filiação e inscrição 4 Salário de contribuição 5 Contribuições 6

Sumário

Segurado

3

Filiação e inscrição

4

Salário de contribuição

5

Contribuições

6

Parcelas integrantes do salário de contribuição

7

Auxílio-doença

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Período de carência

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Mensagem

final

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Segurado Há necessidade de se estudar mais profundamente a definição de segurado, pois este não

Segurado

Há necessidade de se estudar mais profundamente a definição de segurado, pois este não é apenas o que exerce atividade remunerada, visto que a dona de casa ou síndico de condomínio não exerce atividade remunerada, principalmente a primeira, mas são segurados do sistema.

principalmente a primeira, mas são segurados do sistema. Segurados são as pessoas físicas que exercem, exerceram

Segurados são as pessoas físicas que exercem, exerceram ou não atividade remunerada ou não, efetiva ou eventual com ou sem vínculo empregatício.

Essa definição compreende tanto os que ainda exercem atividade remunerada (que estão na ativa), como os aposentados. Tanto faz se a pessoa exerce ou não atividade remunerada, pois o estudante, o desempregado, a dona de casa e o síndico do condomínio não exercem ativi- dade remunerada, mas são segurados desse sistema.

A atividade exercida pode ser tanto efetiva, diária, como a do trabalhador empregado, ou oca- sional, como de trabalhador eventual. Não há necessidade de haver vínculo empregatício para a configuração da condição, pois também são segurados o trabalhador avulso e o autônomo, e estes não têm vínculo de emprego.

Portanto, segurado é a pessoa física. A pessoa jurídica não é beneficiária do sistema, não irá se aposentar, por exemplo. Esta será contribuinte, pois a lei determina que deverá pagar certa contribuição à seguridade social.

Destacamos, ainda, que na referida definição é preciso incluir o desempregado na condição de segurado, pois este poderá filiar-se ao sistema e pagar contribuições, mesmo não exercendo atividade, por se encontrar sem emprego. Enquadra-se, portanto, entre os que exerceram ativi- dades, mas atualmente não a estão exercendo, assim como o estudante que nunca trabalhou, não exercendo qualquer atividade.

Os segurados podem ser divididos em quatro grupos:

● Segurados obrigatórios: empregado, empregado domésti - co, trabalhador avulso. ● Segurados obrigatórios

● Segurados obrigatórios: empregado, empregado domésti- co, trabalhador avulso.

● Segurados obrigatórios individuais: autônomos, empresá- rios.

Segurados obrigatórios especiais: produtor rural.

Segurados facultativos: dona de casa ou estudante.

O aposentado pelo Regime Geral da Previdência Social que estiver exercendo ou voltar a exer- cer atividade abrangida por este regime, é segurado obrigatório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições previstas na Lei n.º 8.212, para fins de custeio da seguridade social. Se o aposentado volta a trabalhar não deixa de ser um trabalhador, razão pela qual se a lei determina o recolhimento da contribuição, deverá fazê-lo.

O

servidor civil ou militar da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, bem como

o

das respectivas autarquias e fundações, é excluído do Regime Geral da Previdência Social.

No caso desses servidores virem a exercer, concomitantemente, uma ou mais atividades abran- gidas pelo Regime Geral de Previdência Social, tornar-se-ão segurados obrigatórios em relação a essas atividades.

Filiação e inscrição

Russomano (ANO) considera que:

Filiação e inscrição Russomano (ANO) considera que: A filiação é o momento em que o segurado

A filiação é o momento em que o segurado passa a integrar como beneficiário, o sistema de previdência; a inscrição é o ato de natu- reza administrativa pelo qual se opera no âmbito interno do INSS, o registro do segurado.

As pessoas filiadas são as pessoas físicas e as pessoas jurídicas não são filiadas.

Podemos assim distinguir a filiação obrigatória da facultativa:

Filiação obrigatória: ocorre com o empregado, o empregado domésti- co, o empresário, o trabalhador autônomo, o equiparado a autônomo, o trabalhador avulso e o segurado especial, Nesses casos, há o imediato

ingresso no sistema previdenciário, independendo da vontade do segu - rado. ● Filiação facultativa: fica

ingresso no sistema previdenciário, independendo da vontade do segu- rado.

Filiação facultativa: fica ao livre alvedrio da pessoa manter-se ou não no sistema previdenciário, dependendo exclusivamente de sua vontade (como ocorre com o estudante).

Importante!

O simples ingresso em atividade abrangida pelo Regime Geral de Previdência Social determina a filiação automática a esse re- gime.

A inscrição é o ato do registro do segurado em âmbito interno do INSS. O empregado não precisa se inscrever, pois ao ser regis- trado na empresa já está automaticamente filiado ao sistema.

As empresas registradas na junta comercial são automaticamen- te matriculadas no INSS. Tal fato ocorre desde agosto de 1982. Há, porém, a obrigatoriedade da inscrição no INSS para as em- presas não registradas na junta comercial, como acontece com as sociedades civis, que são inscritas nos cartórios de registro da pessoa jurídica.

Salário de contribuição

O Decreto-Lei 66/66 estabeleceu como limite máximo o valor de dez salários mínimos, quando

antes eram cinco. Em 1973, chegou-se a 20 salários mínimos. O Decreto-Lei 2351/87 retornou ao patamar de dez salários mínimos. Atualmente, com a Lei n.º 8.213, temos, aproximadamente, um limite máximo de dez salários mínimos.

Para o empregado e trabalhador avulso, o salário de contribuição é a remuneração efetivamente recebida ou creditada a qualquer título, durante o mês, em uma ou mais empresas, inclusive os ganhos habituais sob a forma de utilidades. (art. 28, I, da Lei n.º 8.212.)

Antigamente, o segurado empregado e o trabalhador avulso que prestassem serviços à micro-

empresa recolhiam o percentual mínimo de 8% (Lei 7.256/84). Com a edição da Lei 8.620, de 5

de janeiro de 1993, que alterou o art. 20 da Lei n.º 8.212, as microempresas que tiveram serviços

prestados por empregados e trabalhadores avulsos devem aplicar a tabela progressiva de cálcu-

lo, com a alíquota de 8%, 9% ou 11% (§ 2.º) e não mais a

lo, com a alíquota de 8%, 9% ou 11% (§ 2.º) e não mais a alíquota mínima, como era prevista no art. 19 da Lei 7.256, de 27 de novembro de 1984. Essa regra vale a partir de 6 de abril de 1993, com recolhimento a ser efetuado em maio de 1993.

Não há incidência da contribuição previdenciária sobre os be- nefícios pagos aos segurados. O art. 195 da CF não prevê essa forma de custeio, que só poderá ser feita mediante lei comple- mentar (§ 4.º do art. 195 da CF). Aposentados e pensionistas não são mais trabalhadores, apenas se voltarem a exercer atividade remunerada e sujeita ao salário de contribuição.

O art. 24 da Lei 8.870, de 15 de abril de 1994, estabeleceu que o aposentado por idade ou por tempo de serviço, pelo Regime Geral da Previdência Social, que estiver exercendo ou voltar a exercer atividade abrangida pelo sistema, fica isento da contribuição a que se refere o art. 20 da Lei n.º 8.212. Observa-se que são beneficiários da referida disposição apenas o aposentado por idade ou por tempo de serviço e não outros tipos de aposentados, como o aposentado que rece- be aposentadoria especial, por invalidez, a aposentadoria excepcional do anistiado, etc.

Contribuições

Quanto à aposentadoria por invalidez, o segurado que a recebe não pode exercer atividade, sob pena de perder o benefício.

Com a edição da Lei 9.032, de 28 de abril de 1995, o aposentado que retornar ao Regime Geral de Previdência Social e exercer atividade abrangida pelo referido regime, será segurado obriga- tório em relação a essa atividade, ficando sujeito às contribuições de que trata a Lei n.º 8.212, pois foi novamente acrescentado o § 4.º ao art. 12 da Lei n.º 8.212.

A contribuição previdenciária incidirá sobre as verbas de natureza salarial ou sobre a remunera-

ção. Incidirá, também, sobre as gorjetas, pois estas fazem parte da remuneração, sendo não só

a importância paga diretamente pelo cliente, como a cobrada como adicional nas contas (§ 3.º do art. 457 da CLT).

A Súmula 241 do STF estabelece que:

A contribuição previdenciária incide sobre o abono incorporado ao salário. Valores pagos a títulos de
A contribuição previdenciária incide sobre o abono incorporado ao salário. Valores pagos a títulos de

A contribuição previdenciária incide sobre o abono incorporado ao salário.

Valores pagos a títulos de adicionais habituais e abonos integrarão o salário, havendo também a incidência da contribuição previdenciária, salvo em relação ao abono, se houver determinação legal em sentido contrário, como ocorreu com certas leis salariais.

Importante!

As gratificações também integrarão o salário, desde que ajusta- das (§ 1.º do art. 157 da CLT).

Gratificações que forem pagas com habitualidade terão a inci- dência da contribuição, como por produtividade, antiguidade e assiduidade, pois farão parte do salário.

Parcelas integrantes do salário de contribuição

Estabelece a legislação que as percentagens, comissões também fazem parte do salário, de- vendo, portanto, incidir a contribuição previdenciária sobre tais pagamentos (§ 1.º do art. 457 da CLT), ou seja, todas as verbas consideradas salário integram o cálculo.

Haverá a incidência da contribuição sobre o aviso prévio trabalhado, as etapas (dos marítimos), a remuneração relativa a repouso semanal e a feriados civis e religiosos, o pagamento relativo aos

15 primeiros dias de afastamento do empregado por motivo de doença, a remuneração paga pela

empresa ao empregado licenciado para o exercício do mandato sindical, a remuneração paga pelo sindicato a dirigente sindical.

Quando a admissão, a dispensa e os afastamentos e suspensões ocorrer no curso do mês, o salário de contribuição será proporcional ao número de dias de trabalho efetivo. E, exercendo o empregado mais de um emprego, está sujeito ao salário de contribuição em cada um deles, de maneira proporcional.

O limite mínimo do salário de contribuição é de um salário mínimo, tomado o seu valor mensal,

diário ou horário, conforme o ajustado e o tempo de trabalho efetivo durante o mês (§ 3.º do art.

28 da Lei n.º 8.212).

Atenção! O limite mínimo do salário de contribuição do menor aprendiz cor - responde à

Atenção!

O limite mínimo do salário de contribuição do menor aprendiz cor- responde à sua remuneração mínima definida em lei (§ 4.º do art. 28 da Lei n.º 8.212). Segundo o art. 80 da CLT, o menor aprendiz terá como salário metade do salário mínimo regional, durante a primeira metade da duração prevista para o aprendizado e 2/3 na segunda metade. Assim, o salário do aprendiz será de um salário mínimo, pelo menos, que será seu salário de contribuição.

Assim, o salário do aprendiz será de um salário mínimo, pelo menos, que será seu salário
Assim, o salário do aprendiz será de um salário mínimo, pelo menos, que será seu salário
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Auxílio-doença O artigo 476 da CLT dispõe que: “Em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o

Auxílio-doença

O artigo 476 da CLT dispõe que: “Em caso de seguro-doença ou auxílio-enfermidade, o empre-

gado é considerado em licença não remunerada, durante o prazo desse benefício”.

A Constituição de 1988 mostra que os planos de previdência social devem atender, mediante

contribuição, cobertura de eventos de doença (art. 201, I).

O auxílio-doença deve ser um benefício de curta duração e re- novável a cada oportunidade em que o segurado dele necessite.

Quando o segurado fica incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos, terá direito ao auxílio-doença (art. 59 da Lei 8.213/91). Apresenta-se aqui a hipótese de que, havendo relação de emprego, o contrato de trabalho fica suspenso.

A empresa não tem obrigação de contar o tempo de serviço, nem pagar salário a partir do 16.º dia do afastamento. Nos 15 pri- meiros dias de afastamento da atividade por motivo de doença, caberá à empresa pagar o salário integral do empregado ou a remuneração, ao segurado empresário.

O início do direito ao auxílio-doença em relação ao empregado e ao empresário será contado

a partir do 16.º dia do afastamento da atividade. Quanto aos demais segurados o início do be-

nefício se dará a contar da data do início da incapacidade, e enquanto o segurado permanecer incapaz (art. 60 da Lei n.º 8.213).

Assim, pode-se dizer que o benefício é devido a partir do 16.º dia do afastamento e não logo no primeiro dia do afastamento do trabalhador. Se o segurado que estiver afastado por mais de 30 dias requerer o auxílio-doença, este será devido a contar da data da entrada de requerimento junto ao INSS.

Caso o empregado venha recebendo algum adicional (como de horas extras, de insalubridade, etc.), haverá necessidade de se discriminar esses valores para efeito do cálculo do benefício. O segurado empregado poderá requerer também o pagamento do salário-família.

poderá requerer também o pagamento do salário-família. Consiste o auxílio-doença numa renda mensal de 91% do

Consiste o auxílio-doença numa renda mensal de 91% do salário de benefício.

O percentual da renda mensal é atualmente um só, não mais sendo dividido em função

O

percentual da renda mensal é atualmente um só, não mais sendo dividido em função do núme-

ro

de meses ou anos trabalhados pelo segurado.

Ao segurado que exercer mais de uma atividade abrangida pela Previdência Social será devido ao auxílio-doença, mesmo no caso de incapacidade apenas para o exercício de uma delas, de- vendo a perícia médica ser conhecedora de todas as atividades que o segurado estiver exercendo (art. 71 do Decreto n.º 611).

Será exigido de imediato o afastamento de todas elas, exercendo o segurado a mesma profissão nas várias atividades.

Portanto, se o segurado exercer mais de uma atividade, e incapacitando-se para uma delas, deverá o auxílio-doença ser mantido indefinidamente, não cabendo sua transformação em apo- sentadoria por invalidez, enquanto essa incapacidade não se estender às demais atividades.

Período de carência

Considera-se período de carência o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o beneficiário faça jus ao benefício. O período de carência é observado a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências.

Se houver perda da qualidade do segurado, as contribuições anteriores a essa data somente serão computadas para efeito de carência após o segurado contar, a partir da nova filiação à Pre- vidência Social, com, no mínimo, 1/3 do número de contribuições exigidas para o cumprimento da carência definida para o benefício a ser requerido.

Conta-se o período de carência:

● Para os segurados, empregado e trabalhador avulso, da data de filiação ao Regime Geral da Previdência Social, que coincide com o início do contrato de trabalho.

● Para o empregado doméstico, empresário, trabalhador autônomo e equi- parado, segurado especial enquanto contribuinte individual, e segurado facultativo, da data do efetivo recolhimento da primeira contribuição em atraso, não sendo considerados para esse fim as contribuições recolhi- das com atraso referentes a competências anteriores.

Há necessidade de se observarem os seguintes períodos de carência: ● 12 contribuições mensais, nos

Há necessidade de se observarem os seguintes períodos de carência:

● 12 contribuições mensais, nos casos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez;

● 180 contribuições mensais, para a aposentadoria por idade, tempo de serviço e especial.

Independem de carência as seguintes prestações:

● Pensão por morte, auxílio-reclusão, salário-maternidade, salário-família e auxílio-acidente.

Em relação ao auxílio-acidentário, a ideia é a mesma, pois, do contrário, o acidente poderia ocorrer no primeiro dia da filiação do segurado ao sistema, e não ter direito a qualquer benefício, justamente quando mais necessita de uma prestação previdenciária.

As demais prestações deveriam ter por base um cálculo atuarial em que se configuraria sobre a existência ou não da necessidade de carência.

Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez decorrente de aci- dente de qualquer natureza ou causa, bem como nos casos de segurado que, após filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social, for acometido de alguma das doenças e afecções espe- cificadas em lista elaborada pelos Ministérios da Saúde e da Pre- vidência Social a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.

Aqui a orientação é a mesma já mencionada no item anterior. Dada a imprevisibilidade da ocor- rência do acidente de trabalho, é preciso que a prestação independa de período de carência, sob pena de o segurado, quando mais necessitar de um auxílio, nada receber. Mesmo que se exigisse um período de carência pequeno, a situação seria a mesma.

Assim, dá-se o objetivo do legislador em aumentar a proteção social, a aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença, auxílio-reclusão ou pensão por morte aos segurados especiais, desde que comprovem o exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao requerimento do benefício, igual ao número de meses corresponden- tes à carência do benefício requerido; como também, o serviço social e a reabilitação profissional.

O acidente de qualquer natureza ou causa ocorre para efeitos previdenciários, quando houver provocado lesão

O acidente de qualquer natureza ou causa ocorre para efeitos previdenciários, quando houver provocado lesão corporal ou perturbação funcional, com perda ou redução da ca- pacidade laborativa, permanente ou temporária do segurado.

pacidade laborativa, permanente ou temporária do segurado. Lembre-se: a empresa deve arrecadar a contribuição dos

Lembre-se: a empresa deve arrecadar a contribuição dos segurados, empre- gado e trabalhador avulso a seu serviço, descontando-a da respectiva remu- neração. Deve, também, recolher o percentual de 20% sobre a remuneração daqueles que lhe prestam serviço. Devem recolher, ainda, as contribuições sobre o faturamento e o lucro.

Mensagem final

Estamos concluindo o componente curricular Legislação Trabalhista e Previdenciária. Espero que tenha contribuído para a sua aprendizagem e seu crescimento.

Como pudemos perceber, trabalhar com pessoas exige conhecimentos, equilíbrio, maturidade e atualizações constantes sobre as melhores práticas nas rotinas de trabalho.

Lembre-se sempre de que as pessoas são o grande diferencial de uma empresa e que, por meio delas, a sua empresa poderá atingir ou não os resultados esperados.

Portanto, cuide-se bem e invista no talento das pessoas que trabalham com você!

Sucesso!