UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Ac: Thayrine Andressa Pereira Leite

Orientador: Camila Burigo Marin, MSc.
Co-orientador: Marcus Polette, Dr.

Itajaí, novembro/2013

UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Thayrine Andressa Pereira Leite

Monografia apresentada à banca
examinadora do Trabalho de
Conclusão de Curso de Engenharia
Ambiental como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do
grau de Engenheiro Ambiental.

Itajaí, novembro/2013

3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai Osmar (in memorian) e à minha avó Maria Isabel (in
memorian) que não estiveram fisicamente presente ao meu lado durante esta caminhada,
mas que sempre foram minha força para a concretização deste sonho.
Ao meu avô Nilton Pereira (in memorian) que me acompanhou em grande parte desta
trajetória e que sonhou tanto com este momento, assim como eu, mas que partiu cedo
demais.

meu namorado Marcos. A todos os meus familiares: avós. pelo amor e apoio incondicional que sempre me deram. Aos amigos que fiz ao longo destes cinco anos. A Engenheira Ambiental Michele Machado Yokoyama e aos funcionários do terminal em que realizei este trabalho. À professora e orientadora Camila Burigo Marin. por ter sido sempre este anjo de Deus em meu caminho. Aos meus pais Valéria e Valdecir. pelo grande ensinamento. e que foram meu auxílio e companhia em tantos momentos de minha vida. tios e primos. incentivo e por despertar em mim o interesse pelas questões energéticas. que sempre me encorajou nos momentos difíceis desta caminhada e esteve sempre ao meu lado quando precisei. primeiramente pela vida. Ao meu companheiro. A minha avó Edi. pela oportunidade que me foi dada. que é meu bem tão precioso neste mundo. por ser meu refúgio durante esta caminhada e por me dar a inteligência e a paciência necessárias para concluir com êxito este desafio. que me acompanharam nesta trajetória. pelas palavras de conforto principalmente nos momentos mais difíceis e por sempre terem acreditado no meu potencial. pelo auxílio e amizade ao longo do estágio realizado. Ao professor e co-orientador Marcus Polette pelo apoio e pelos ensinamentos ao longo deste trabalho.4 AGRADECIMENTOS A Deus. por tudo o que sou. por ter sempre me colocado em suas orações e por tudo o que até hoje fez por mim. por terem dividido comigo momentos que jamais esquecerei. .

lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.5 “Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades.” Charles Chaplin .

a partir da avaliação do consumo de energia e caracterização da matriz energética em uma abordagem global. economia de energia. De acordo com os dados. foram obtidos os dados de instalações. a utilização de recursos não renováveis vem gerando inúmeros impactos ambientais. O diagnóstico energético realizado permitiu identificar na abordagem global que 67.6 RESUMO A energia é um dos principais constituintes da sociedade moderna. e ao longo da história as fontes energéticas têm sido à base do desenvolvimento da humanidade. Com relação às emissões de gases de efeito estufa. de modo que nas últimas décadas levou o governo. já que foram identificados desperdícios de energia em contribuição da má utilização de equipamentos.96% de fonte renovável e 32. planejamento. com base na metodologia de planejamento definida pela NBR ISO 50001:2011. . sistemas. como adequações nos acabamentos internos da edificação e aquisição de equipamentos mais eficientes para a redução do consumo de energia. O levantamento de dados detalhados possibilitou verificar oportunidades de melhoria nas instalações do Prédio Administrativo. a sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões energéticas. 27.9% das emissões. se propôs a substituição de óleo diesel comum por biodiesel. foram obtidos os dados de consumo de energia registrados por medidores conectados a um software de gerenciamento de energia. Na abordagem energética por área. verificou-se a necessidade de conscientização dos funcionários. o que reduziria 8% das emissões e custos. Neste sentido. processos e pessoal trabalhando pela organização que significativamente afetem o uso e o consumo de energia desta área. para que utilizem racionalmente a energia elétrica. o presente trabalho realizou o diagnóstico energético de um terminal portuário localizado em Itajaí-SC. A busca por fontes renováveis e alternativas de energia e o gerenciamento do consumo energético tem sido estratégias eficazes para minimizar estes impactos e reduzir custos nas empresas. Palavras-chaves: Gestão energética. tomando como linha de base os dados do ano de 2012. em cada área do terminal. verificou-se que as empilhadeiras movidas a óleo diesel são responsáveis por 59. o que caracterizou a matriz energética do terminal como sendo 67. foi verificado que os valores de consumo registrados pelo software não são medidos em sua totalidade.46% proveniente de óleo diesel e 4.96% da energia consumida é elétrica. Porém. por área e detalhada. equipamentos.04% como não renovável. o que demonstra a necessidade de adequação do sistema. Já na abordagem energética detalhada.58% de GLP. Além das adequações propostas. Como medida de melhoria.

which aim at improving the energy performance of the building and therefore allow reducing energy consumption.58% from LPG which characterized the energy matrix of the terminal as 67. based on the evaluation of energy consumption and characterization of the energy of the whole terminal in a global. In addition to the proposed adjustments. based planning methodology defined by ISO 50001:2011. energy saving.9% of emissions. . planning. In this sense. leading the government. it was found that consumption values recorded by the software are not measured at all. On energetic approach detailed informations were obtained from facilities. which reduce emissions 8% and also reduce costs. it was found that the diesel powered forklift trucks are responsible for 59. processes and personnel working for the organization that significantly affect the use and consumption of energy in this area. so that they use electricity rationally since been identified waste energy resulting from improper use of equipment. the use of non-renewable resources has generated numerous environmental impacts.96% of renewable and non-renewable as 32.96% of the energy consumed is electric. systems. and throughout history the energy sources have been the basis for development of humanity. this work constitutes the diagnostic performance of a port terminal located in Itajaí-SC. detailed and per area verification. The energy diagnosis has allowed to identify that 67. It was possible to verify improvement opportunities in the Administration Building. there is a need for awareness of employees. taking as baseline data for the year 2012. like adjustments to the interior finishes of the building and the purchase of more efficient equipment. According to the informations.7 ABSTRACT Energy is a major constituent of modern society. As a way of improving proposed the replacement of diesel oil for biodiesel.04%. In verification of energy area. However. society and especially companies to adopt a new stance on energy issues. which demonstrates the needs to adequate the system. was obtained energy consumption registered by meter connected to a software power management in each area of the terminal. The search for renewable and alternative energy and energy management has been effective strategies to minimize these impacts and reduce costs in business. Keywords: Energy management. 27. About the emissions of greenhouse gases. equipment. so that in recent decades has become a growing global concern with these.46% from diesel oil and 4.

.......................................................................1.............................................................................. 20 Fundamentação Teórica .......................................................................................................1 Recursos Energéticos Não Renováveis ............... 42 3.............................................................. 18 1...............1.........6....................................................1 2 Objetivos ...5 Políticas de eficiência energética .............. 21 2. 33 2......................1 2.....................................1 Coleta de dados ......... 19 1......2 Matriz energética mundial ................................................................................. 27 2...............................................1 3 GHG Protocol......4 Energia e emissões de GEE ... 44 ...... 21 2......................................................................................4...........................................................2 Recursos Energéticos Renováveis .. 21 2.......................................................... 24 2.................................................................................................................................... 25 2...................... 44 3....6 Política Brasileira de Eficiência Energética...........................................1.... 34 Metodologia ..................................................................................................... 30 2...............1 2...........................................5....2 Específicos.............................. 20 1....................................8 SUMÁRIO 1 Introdução........1...................................................................1 Energia e recursos energéticos .............................................1 Geral ...............1...................3 Matriz energética brasileira .... 32 2....................................................................................................... 31 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 ............1 Uso e consumo de energia ......................................... 32 Gestão de energia nas organizações....................

.............................3........................................... 125 ... 121 4....3 Definição de indicadores de desempenho energético ......................................................3......... 62 4.........1.2 Linha de base energética...................... 58 3.................................3.........................3....3.............3 GLP............3.................................................1.. 91 4............7 Abordagem Energética por Área ........... 70 4...........................3 Diagnóstico da percepção dos funcionários .......................2 Identificação de requisitos legais ...........................................6 Objetivos energéticos .......................1 Análise do Uso e Consumo de Energia .. 92 4................................... 73 4............................................................................... 120 4................................................ 91 4.... 76 4..............................................4 Linha de base energética.....1................3 Revisão energética ...........................3...... 62 4....4 Planos de ação .... 57 3.....................................................3..........................1.......................3........................1..... 68 4...... 58 Resultados e discussão .........8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo ...................5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia ..............................................1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados...........................................................8.............2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria ......1........................1.....1.......4 Caracterização da Matriz Energética... 59 4............1 Energia Elétrica .9 4 3.......5 Indicadores de desempenho energético . 59 4...................... 81 4.......... 62 4.........................3..2 Diagnóstico das características do ambiente .........................3.8........1.................................8.....................................................................................................3..........................................................1 Requisitos gerais da NBR ISO 50001:2011 ........................2 Óleo diesel ..................1....... 77 4.............1..........6 Quantificação de emissões de GEE ... 121 4.....................................................................3.................... 60 4...................... 103 4....................................

....................................... 139 5............................................................................................................... 149 ................................................................................................10 4........... 141 Referências ......................................... 127 Recomendações para trabalhos futuros .................1 6 Planos de ação ................. 143 Apêndices ........................................................................7 5 Considerações finais .............................................................................................

........................28 Figura 4 ....... Armazéns I e II e Prédio Administrativo.......................36 .................... ...................................................... ......64 Figura 18 ............................................................................... ..........................................51 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário... .................... ..Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial..............................................................Matriz Energética Mundial em 2008......... ................................. movida a óleo diesel...........Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012......Etapas do diagnóstico energético.....................68 Figura 24 ........................................... ............ em reais.... ..................64 Figura 17 ....63 Figura 16 .......................................27 Figura 3 ............... em MWh.....................................38 Figura 9 .................... .............................. movida a óleo diesel.................................................................... ...................60 Figura 15 ............................. utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II).........................................................................Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011.68 Figura 23 .................................................................69 Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012............. utilizada para movimentação de containers.................Empilhadeira elétrica de pequeno porte......................39 Figura 10 ................Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011..................................... 26 Figura 2 ...................................................35 Figura 7 ..........Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON................ ...........Diagrama conceitual do processo de planejamento..................................47 Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32............................................Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 ...Esquema da Gestão de Energia..........................70 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha........................................... Reach Staker...................................................... Figura 8 .......34 Figura 6 ................. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers........71 ....... ........................................................................................................................................................66 Figura 20 ............................................ registrado pela CELESC.............................................................................66 Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC....................29 Figura 5 ...................65 Figura 19 ....... .....................................43 Figura 11 ........ano de desativação das câmaras frias..Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base................Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo......... ....Empilhadeira modelo Maclift... ......................Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC.......Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008.......Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho..........Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE............. ...11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ......................................................67 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC..................................Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012.................Empilhadeira de grande porte........................49 Figura 13 .................... ...... .......................................... . .................. ...............

....................................87 Figura 42 .84 Figura 38 ................................74 Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável.........................................................Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32...75 Figura 32 ..........................Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos............83 Figura 37 ..Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo............................................................................Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012...12 Figura 27 .................................................................. ....................... no ano de 2012...................................................................... .......................................................................................................................................... entre os meses de abril e novembro de 2012... .. ................ entre os meses de abril e novembro de 2012....................................... ............................................................................................ entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta....................85 Figura 39 .......... .................................................................................. .......................................76 Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.....73 Figura 30 ................................................................... ............ .................................. em MWh....................... no ano de 2012..................80 Figura 34 ..............71 Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias..................................... com base na quantidade consumida no ano de 2012...Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta....72 Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário......................... .....................86 Figura 41 ....................................................................... .......................................... . registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012...................82 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012............................89 Figura 46 ..........................Consumo de energia elétrica....................... ................................... ............................................86 Figura 40 ..................................................... ......81 Figura 35 ............. óleo diesel e GLP no ano de 2012......................88 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.............Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas...........87 Figura 43 ...................................................... de acordo com o software Smart 32..... ...................Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON.........94 ................................... em tep................................................................................................................................ entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta........88 Figura 44 ...........Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON...........................................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .....................Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO 2e) no terminal portuário..........Custo total do terminal portuário com energia elétrica....................................Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida..............................Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas............Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta....

............................96 Figura 48 .....................................100 Figura 50 .......Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente......Setores do 1º piso do Prédio Administrativo....................Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente......................................................................111 Figura 59 ...........................................................................................103 Figura 51 ...........................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham.........................116 Figura 66 ..............................104 Figura 52 ........Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo............... .........................................Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”...................Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação........... ..................Setores no 2º piso do Prédio Administrativo.........................................109 Figura 57 ... ... ....................................................................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo..............................................13 Figura 47 ...................... ............129 Figura 68 .................................... ......Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo........ com base nas características do ambiente de cada um................................Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia....Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.................................................................Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente................................................... ............Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa.............................. ..................................................106 Figura 54 .............110 Figura 58 ..........Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413 ...................................................111 Figura 60 ....................116 Figura 67 .............................................................................136 ........ ...........Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.....112 Figura 61 .............115 Figura 64 ...................... ....................105 Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos...................................115 Figura 65 ............. ........................................ ............ ...... ...........................................................Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham...... ............ ............................................................................Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia.....Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham..........................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 ....... ...............................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham................... .........................................................108 Figura 56 .......................................................................................Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente..........................................................................................................107 Figura 55 ................113 Figura 62 .......................................................................................................................131 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento...................................114 Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia..............................................................................98 Figura 49 ........................ ........................ .......................

.....................................................................Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta............... – Parte 2...................................... 119 Quadro 11 ...................... 46 Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo........................................... Erro! Indicador não definido..................................................... 126 Quadro 12 .... Erro! Indicador não definido.......................................................... 114 Quadro 9 ......................................................................... Quadro 3 ................................................................Recursos energéticos não renováveis – Parte 1.................................... Quadro 6 – Índice de significância..........................Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1........................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente...................................52 Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa...........Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta.........Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão....................................................................... 132 Quadro 13 ....................................................................................................................................... 132 ................................................14 LISTA DE QUADROS Quadro 1 ........ Erro! Indicador não definido...............................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço...... Erro! Indicador não definido....Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2........... Quadro 4 .. Quadro 5 – Critérios de determinação de significância..... Recursos Energéticos não renováveis.................. 22 Quadro 2................ 118 Quadro 10 .............................................

.............................................................................................. 99 ...Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas.....................Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC...... ....... 93 Tabela 24 ......................Abordagem por Área................................................... do teto e do piso............. .........................48 Tabela 3 .Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes................ 62 Tabela 13 ........................................................................................ de 2006 a 2012..... 55 Tabela 8 ................ 78 Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário... ................................. .....Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias......................... 97 Tabela 26 ............. .............................Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário..................... ...................Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida........................................................... 56 Tabela 10 .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente................................................................................................ 50 Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas........................................... ................................ .......... .......................................... 80 Tabela 22 ....... 61 Tabela 12 .... 54 Tabela 6 ...... .................... 79 Tabela 20 .......................... ................... no ano de 2012..... ........................... 74 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global........Usos de energia no terminal portuário.......... ........................... ...Abordagem Global............................................................ 72 Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep)...... 95 Tabela 25 .............. 54 Tabela 7 ......... 53 Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela................................................... tendo como base o GHG Protocol.. 79 Tabela 21 ............ ... .................................... ................ ....................................... 77 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol...........Abordagem Detalhada..................................................Índices de reflexão média das cores (refletância)........ ........ ........... Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.................... 69 Tabela 14 .............................................................................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413.............................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente....... ...............Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 ...................................................................... 90 Tabela 23 ..................................Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário.......................... 78 Tabela 19...... 45 Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 ..... utilizadas no setor TECON............................Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 ......................................................................... 56 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE........15 LISTA DE TABELAS Tabela 1 ................................................Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE...................................... .....Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada............ . 55 Tabela 9 ...................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente........ ...................... conforme sua área (a) em relação à parede.....................

16

Tabela 27 - Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h, 12:30h,
15h e 19:30h no Prédio Administrativo. ...................................................................................... 117
Tabela 28 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do
Prédio Administrativo. ................................................................................................................. 124
Tabela 29 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 124
Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 125
Tabela 31 - Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel, tomando como base os
dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012..................................................................... 128
Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.
..................................................................................................................................................... 134
Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural
nos ambientes do Prédio Administrativo. .................................................................................... 135

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LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AEE – Ações de Eficiência Energética
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BEN – Balanço Energético Nacional
FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina
GEE – Gases do Efeito Estufa
GHG – Greenhouse Gases
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IDE – Indicador de Desempenho Energético
IEEA – Índice de Eficiência Energética
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PA – Prédio Administrativo
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
PCS – Planejamento e Controle de Serviço
PVA – Posto de Vigilância Agropecuária
SGE – Sistema de Gestão de Energia
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
TECON – Terminal de Contêineres

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1 INTRODUÇÃO

As fontes energéticas tem sido ao longo da história, a base do desenvolvimento da
sociedade. Nos primórdios da civilização a energia tinha seu custo zero e era obtida a partir
de lenha, basicamente para o aquecimento humano e para as atividades domésticas, como
cozinhar, por exemplo (GOLDEMBERG, 2010). De acordo com Burattini (2008), à medida
que o homem evoluía, o modo com qual o se relacionava com a energia foi transformandose, sempre em direção a um maior conforto e eficiência, seja da pedra lascada à máquina a
vapor. A partir daí, embora as necessidades fossem as mesmas, as transformações
energéticas passaram a ser mais complexas e consequentemente as fontes de energia se
modificaram.
O desenvolvimento da humanidade implicou no crescimento da demanda por
geração de energia e consequentemente no aumento das emissões de gases poluentes
através de atividades industriais, meios de transportes e demais atividades (GUADAGNINI,
2006). Tais características decorrem do padrão de produção e consumo iniciado nos últimos
dois séculos, em que a prosperidade do mundo industrializado foi sustentada pelos
combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás (WALISIEWICZ, 2008).
O sistema de produção e consumo atual, fundamentado em fontes fósseis, acaba por
colocar em risco os recursos naturais do planeta. O crescente consumo energético
observado a partir da intensificação da atividade industrial e o impacto ambiental em
consequência da utilização de energias não renováveis no mundo levaram o governo, a
sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões
energéticas (TACHIZAWA, 2006). Donaire (1999) afirma que as empresas que eram vistas
apenas como instituições com responsabilidades econômicas, ou seja, se preocupavam
estritamente com o que produzir, como produzir e para quem produzir, têm assumido novos
papeis como resposta aos impactos que no ambiente operam.
No âmbito geral, sob o ponto de vista econômico, a gestão ambiental tem se tornado
cada vez mais um importante instrumento gerencial para a capacitação e criação de
competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento. Estudos realizados
pelo SEBRAE, CNI e BNDE revelam que metade das empresas pesquisadas realizou
investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas
microempresas (TACHIZAWA, 2006).
Dados de uma pesquisa realizada pela FIESC (2011) indicam que parte significativa
das indústrias está desenvolvendo ações internas visando a conservação e o uso racional
de energia, com metas definidas para otimizar a utilização dos insumos energéticos. Esta
realidade sinaliza a preocupação e o interesse das empresas em incorporar programas de

De acordo com a SGS (2013). o que atualmente configura-se como tendência no mundo e especialmente no Brasil. Além disto. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. e a NBR ISO 50001:2011 auxilia na identificação destas potenciais melhorias.19 eficiência energética em suas atividades. o presente trabalho visa tornar evidente a importância de se buscar a constante melhoria do nível de desempenho energético de uma organização. o qual consiste na necessidade inicial de se planejar o gerenciamento energético de uma empresa a partir de uma metodologia que viabilize a diagnosticar métodos de redução de consumo de energia e elaboração de planos de ação com medidas de melhoria que visem. e a partir deste conhecimento. 2007). a fim de contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o tema de energia e a conscientização da importância de se trabalhar a favor da sustentabilidade. é possível compreender a forma com a qual a energia é utilizada em determinada organização. a inserção de fontes de energia alternativas e renováveis na matriz energética organizacional. Além disto. A partir deste panorama. A avaliação da matriz energética possibilitará então discutir a necessidade de introdução de recursos mais eficientes e o uso de fontes renováveis de energia. 2007). a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. o que consequentemente estimula o meio acadêmico a desenvolver pesquisas mais detalhadas sobre a gestão de energia e consequentemente da avaliação das atuais matrizes energéticas adotadas pelas empresas. 1. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. a maior parte da eficiência energética de grandes empresas é alcançado através de “mudanças na forma como a energia é gerenciada”. tomando como base os preceitos da NBR ISO 50001:2011.1 OBJETIVOS . pode-se se estabelecer medidas de melhoria para um gerenciamento energético (SGS. A partir do planejamento de um Sistema de Gestão de Energia. A partir da contextualização do tema é possível identificar o problema de pesquisa deste trabalho. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. 2013). além da redução do consumo e de custos. No âmbito geral. forma-se a seguinte pergunta de pesquisa deste trabalho: porque e como planejar a gestão de energia em uma organização? Os benefícios de se planejar a gestão energética em uma organização estão intimamente ligados a melhorias gerais na qualidade e/ou na produtividade das suas operações.

.20 1.  Identificar as áreas de uso significativo de energia do terminal portuário.  Analisar a percepção dos funcionários da empresa quanto ao uso e consumo de energia. 1.1.2  Específicos Caracterizar a matriz energética e avaliar o uso e consumo de energia do terminal portuário.1.  Propor ações que possibilitem a melhoria do desempenho energético do terminal portuário.1 Geral Realizar o diagnóstico energético em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC através da aplicação da NBR ISO 50001:2011.  Verificar possibilidades de alterações ou melhorias na matriz energética da empresa no sentido de reduzir as emissões de CO2.

21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. químicas e biológicas. ou como fontes renováveis ou não renováveis (JANUZZI & SWICHER. energia química. as fontes de energia podem ser classificadas como fontes primárias ou secundárias.1 ENERGIA E RECURSOS ENERGÉTICOS O conceito de Energia (do grego enérgeia. por exemplo) e as secundárias aquelas que passam por algum tipo de transformação até serem utilizadas na forma de energia final. 2010). Essa capacidade pode envolver transformações mecânicas. tais como para o petróleo.1 Recursos Energéticos Não Renováveis Segundo Galdino et. e até mesmo uma árvore queimando é a transformação da energia química em térmica.1.físicas. energia térmica. energia magnética e energia elástica (GOLDEMBERG. ou seja. como por exemplo: energia de radiação. Oliveira & Guerra (2010). atividade) pode ser amplamente definido como “a capacidade de produzir transformações num sistema”. já que sua utilização implica em processos irreversíveis e produz resíduos prejudiciais ao meio ambiente. . 1997). quando recebidas pelo usuário final nos diferentes setores. Já as fontes de energias não renováveis são aquelas as quais suas reposições naturais levam muitos séculos ou milênios para ocorrer. al (2012). De acordo com Abreu. De modo geral. energia nuclear. podendo se manifestar de diversas formas. energia elétrica. as fontes de energia primárias são aquelas que provêm da natureza na sua forma direta. todos os processos que observamos na natureza nos mostram que a energia está sempre em transformação: o crescimento de uma planta demonstra a energia de radiação do Sol sendo transformada em energia química por meio da formação de células vegetais. 1997). são consideradas como fontes não renováveis a energia nuclear e a dos combustíveis fósseis. energia mecânica. o vento é a transformação da energia térmica em cinética. dentre todas os recursos energéticos. 2. Pode-se dizer que são consideradas fontes de energia renováveis aquelas na qual seu uso pela humanidade não causa uma variação significativa nos seus potenciais e se suas reposições a curto prazo são relativamente certas. Segundo Burattini (2008). e sua reposição artificial é absolutamente inexequível (JANUZZI & SWICHER. em processos naturais (como o petróleo bruto e o carvão.

Recursos energéticos não renováveis – Parte 1. MARQUES. al. dá origem a exploração encontrado nos poros das camadas inúmeros produtos a partir de seu vazamentos. Estes gases foram denominados genericamente como “gases de efeito estufa” e passaram a ser conhecidos mundialmente pela sigla GHG ou “Greenhouse Gases” (SILVA et. carvão e gás natural (HINRICHS & KLEINBACH. surgiu como uma importante opção energética frente à utilização de combustíveis fósseis. graças ao seu reduzido fator de emissão de gases do efeito estufa. 2003). 2013). 2012). 2003). sendo combustíveis fósseis. (BRASIL. (2003). já que constitui óleo diesel bem como vários tipos (SIQUEIRA. al. Recurso energético não renovável Vantagens Desvantagens Petróleo e seus derivados: Formado a Possui um rendimento calorífico Esgotamento de suas reservas. o GLP. Fonte: Autora. Possui uma plástico (SALVADOR & - associado BATISTA à & . A energia nuclear por sua vez. enorme refino. De acordo com Silva et. emissão de Gases sedimentares. Esta modalidade energética teve sua expansão a partir da década de 1970 como uma resposta dos países mais desenvolvidos ao choque do petróleo (CASTRO. a base da economia produtiva mundial de OLIVEIRA. partir da decomposição da matéria energético superior aos demais risco de acidentes durante sua orgânica ao longo do tempo. O aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico tem levado muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média terrestre esteja relacionado a este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera. além da preocupação permanente com seu esgotamento. Nos quadros 1 e 2 será apresentada uma descrição resumida dos principais recursos energéticos não renováveis. como CO2 importância geopolítica. a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. 2003). a energia proveniente de fontes não renováveis foi amplamente utilizada a partir da era industrial.. DANTAS & BRANDÃO. como: petróleo e derivados. como: a gasolina. principalmente com o uso de combustíveis fósseis. o do Efeito Estufa. bem como suas vantagens e desvantagens. a enorme dependência destas fontes no mundo tem ocasionado. Quadro 1 .22 De modo geral. 2011).

(SANTOS & efluentes MATAI. risco de escassez a médio prazo (ELETROBRAS. possui a viabilidade a ambientais de mineração. termelétricas (MMA. estado gasoso à temperatura ambiente e sob pressão atmosférica. emissão de Gases do da matéria orgânica vegetal que se acumulou no fundo de pântanos durante o Desvantagens extração provoca a áreas de das carbonífero Efeito Estufa (GEE) a partir de (HINRICHS et al. elétrica mais utilizada no mundo (41% da produção total). mineração. pode substituir o diesel. 2010). o xisto possui um material convencional. 2013). ou na geração de eletricidade. 2010. o que implica no grande uso pode ser utilizado na geração de deste eletricidade 2013). xisto). Segundo o IEA sua queima. alto custo associado centrais nucleares em todo o mundo de aos investimentos em segurança (ELETROBRAS. o outros. Xisto: Denominado como folhelho Configura-se como uma fonte não Impactos ambientais causados oleígeno. o não seu oferecem Risco de acidentes durante a da (CASTRO. alto potencial de orgânico denominado querogênio ou matriz energética. altos custos para exploração de petróleo. recurso cujo entre fluido natural (MMA. hidrocarbonetos leves que permanecem menor contribuição de emissões Óxidos no de CO2. com Emissão de GEE como CO2. DANTAS & BRANDÃO. produzindo óleo e gás. em usinas de Nitrogênio. Recurso energético não renovável Vantagens Carvão mineral: Formado a partir da Custo relativamente baixo. 2013). 2010).Recursos energéticos não renováveis – Parte 2.. (ANEEL. pela mineração. sua exploração contaminação betume. 2008). alto Sua decomposição poder calorífico (HINRICHS et al. que se decompõe. Urânio: A fissão do átomo de urânio é a Ocupam principal técnica empregada para a pequenas. usa utilização de seus rejeitos como grandes quantidades de água finos de xisto. emissão de material (2008) apud ANEEL (2010). Fonte: Autora. 2011). usinas áreas relativamente aos fatores climáticos etc. degradação 2010). o carvão particulado mineral é fonte para geração de energia BURATTINI. usina nuclear.) para funcionamento. 2013). resfriamento. É usada em mais de 400 consumidores e não dependem resíduos. industriais refrigerante é geralmente a água. Gás natural: É uma mistura de Combustão mais limpa. vento.. termicamente. (chuva. podem ser instaladas operação geração de eletricidade em próximas centros incertezas no gerenciamento de nucleares. diversificando técnica líquidos para (águas a de mitigação de dos águas impactos . necessita de um sistema óleo combustível ou o carvão em de utilizações comerciais. xisto retortado e os para sua exploração. possui menor custo que a a subterrâneas.23 Quadro 2 .

segundo Walisiewicz (2008) pode-se citar alguns recursos naturais utilizados na obtenção de energia renovável: o Sol (energia solar). barragem. 2013).. 2003). De modo geral. aproveitamento Energia potencial dos recursos custo de Desvantagens geração de Alagamento para construção de disponibilidade de barragens. al. Brasil é a principal fonte de geração de Brasil. os recursos energéticos renováveis irão complementar cada vez mais os combustíveis fósseis e a energia nuclear. dos alteração peixes. morte de (GOLDEMBERG. Fonte: Autora. os quais são considerados fontes não renováveis de energia e causam maior impacto ambiental. al. Recurso energético renovável Vantagens Água (energia hidráulica): Aproveitam Baixo a energia. poluição sonora e geração substitui poluição trabalhos de eletricidade. no recursos. com fósseis pássaros estética. de assoreamento a montante da (MAGALHÃES. 2010). hídricos para geração de Energia. energias renováveis despesas combustíveis (GOLDEMBERG. de ventos.2 Recursos Energéticos Renováveis Nos próximos anos. poderão – teoricamente – suplantar as fontes convencionais de energia. com o maior crescimento na economia sobre a velocidade e o regime emprego de turbinas eólicas. as marés e oceanos (energia maremotriz e energia das ondas). os rios e correntes de água doce (energia hidráulica). Em longo prazo as fontes renováveis. 2011). remoção populações de locais (GOLDEMBERG (2007) nos apud & LUCON CASTRO.24 2. Os quadros 3 e 4 apresentam uma breve explicação sobre estes recursos. a matéria orgânica (biomassa). 2008). DANTAS & BRANDÃO. HINRICHS et. 2010. para a mundial (SILVA et.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1. o vento (energia eólica). 2010). mecânicos ou para como bombeamento d’água (ANEEL. barreiras à migração facilidade 1978). . Vento (energia eólica): seu É um dos segmentos do mercado requer trabalhos sistemáticos aproveitamento ocorre por meio da de com de coleta e análise de dados conversão da energia do vento. citando as principais vantagens e desvantagens associadas à utilização de cada um.1. Quadro 3 . embora seu crescimento esteja ocorrendo aos poucos no âmbito mundial (WALISIEWICZ. energia elétrica (GOLDEMBERG. 2010). principalmente no Regimes dos rios a jusante.

GOLDEMBERG. energia PEREIRA. ser utilizadas para mover turbinas. resíduos al. correntes e marés podem grandes áreas litorâneas podem interferir. melhor da terra. 2010). climáticas podem conversores & THURMAN. de biocombustíveis nos níveis de de CO2. 2010). fonte direta Alto processos de confecção energia de solar.. Recurso energético renovável Vantagens Sol (energia solar): dentre os vários Energia inesgotável. (TRUJILLO devido a vasta área ocupada pelos oceanos (TRUJILLO 2011). aproveitamento os mais da usados atualmente são o aquecimento de água obtenção (BURATTINI. 2010). gasto de energia dos fotovoltaicos na painéis (BURATTINI. Condições 2011). 2013). Utilização de grandes áreas bioenergia (para aquecimento ou para redução para a plantação (HINRICHS et.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. e a geração fotovoltaica de energia elétrica (ANEEL. & THURMAN. 2008. Energia das ondas: a energia cinética Energia das ondas. 2008. (GOLDEMBERG. Biomassa: pode ser utilizada como Baixo custo. relativamente limpa. 2010). produção de energia elétrica) ou na controle produção (BURATTINI. este ser utilizadas (BURATTINI. Fonte: Autora. 2008). Desvantagens de 2008. 2011). .25 Quadro 4 . energéticos de baixa eficiência tipo de energia vem ganhando destaque TRUJILLO & THURMAN.

também é possível verificar que dentre as fontes renováveis os combustíveis renováveis são os que têm maior representatividade (10%). . 2011) ainda mostram que. 2010 apud PESSOA. 2010 apud PESSOA. baseada nos combustíveis fósseis. Fonte: (IEA. De acordo com Filho (2009). embora venha crescendo nos últimos anos. mesmo que em passos lentos. majoritariamente. de modo que a oferta de energia mundial continua. Dados da IEA (IEA. 2011) a matriz de energia mundial. solar e geotérmica (1%) (figura 2). seguido das fontes de energia hidráulica (2%). a prioridade foi para o carvão mineral. em um comparativo entre os anos de 1980 e 2008.26 2. Figura 1 . De modo geral. o mundo vem utilizando intensamente os combustíveis fósseis para suprir suas demandas de energia. seguidos do carvão mineral e do gás natural. 2010 apud PESSOA.2 MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Desde a revolução industrial. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA. a participação das energias renováveis (figura 1). no século XX para o petróleo e derivados e no século atual ainda se utilizam como suprimento energético principal o petróleo e derivados. no século XIX. não apresentou modificações estruturais significativas quanto à utilização das fontes energéticas.Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008. eólica. em 2008 as fontes não renováveis de energia representaram 87% do cenário energético mundial contra apenas 13% das fontes renováveis. por exemplo. 2011).

segundo Goldemberg (1997) apud Abreu. (2003) a capacidade eólica mundial cresceu nos últimos anos. Oliveira & Guerra (2010). em um período de 30 anos (1980 a 2010). Segundo Abreu. 2. pois. à medida que a economia cresce e o poder aquisitivo melhora. a European Wind Association prevê que a energia eólica possa produzir 10% da eletricidade mundial até 2020. Quanto a perspectivas futuras. Fonte: IEA (2010) apud PESSOA (2011). sofreu modificações importantes quanto à utilização de diferentes fontes .3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA A matriz de energia nacional. que antes não lhes eram acessíveis por falta de poder aquisitivo e infraestrutura. aos poucos começam a ganhar boa representatividade. a tendência é que com o desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo Silva et. as novas tecnologias lançadas no mercado mundial.27 Figura 2 . ocorra também o aumento da eficiência energética. ao contrário do cenário mundial. Já nos países desenvolvidos. no que se diz respeito a fontes renováveis de energia.75%. Oliveira & Guerra (2010) há uma tendência de aumento no consumo total de energia nos países em desenvolvimento.Matriz Energética Mundial em 2008. a um ritmo anual de 27. a um maior consumo de energia também. Este cenário leva ao crescimento da produção de bens e consequentemente. De modo geral. considerando que geradores eólicos já vêm apresentando custos competitivos com as formas tradicionais de geração de energia elétrica. aumenta a parcela da população com acesso à energia e a outros bens. al.

Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011. Neste período. conforme observado na figura 3 (MME. e de petróleo e derivados de 48% para 38. isto ocorreu em função das políticas estratégicas de incentivo à agroenergia e hidroeletricidade adotadas na década de 1970. o Brasil também apresentou uma redução significativa na oferta de energia proveniente da lenha e do carvão vegetal. (2003).7%. um combustível bem menos poluente que o carvão e o petróleo. . A produção de energia a partir da lenha e carvão vegetal passou de 27% para 9. já que contou com uma grande utilização de fontes energéticas renováveis. as quais tiveram o objetivo de reduzir a dependência do país pelo petróleo importado. Figura 3 . De acordo com o Ministério de Minas e Energia. o Brasil apresentou uma matriz energética distinta da correspondente mundial. assim como de petróleo e derivados. Entre os anos de 1980 e 2011. considerando que em 2010 se atingiu uma participação de 14% desta matriz energética. O aumento da produção de energia através de hidroelétricas também foi notável neste período. É possível notar que os investimentos realizados pelo governo brasileiro em programas de incentivo à agroenergia apresentaram bons resultados. Pode-se também identificar claramente. de acordo com as observações realizadas por Silva et al. que nesta época representava cerca de 80% das necessidades nacionais. Fonte: MME.6%. passando de 8% para 18%. 2011). mas que também possui elevada eficiência energética.28 energéticas. além de manter uma participação elevada das fontes renováveis. já que a participação dos derivados da cana-de-açúcar cresceu significativamente entre 1980 e 2010. um aumento da utilização do gás natural. 2011.

A atual participação dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira é de 54. observou-se nos dados do BEN (2012) que o consumo do setor de transportes em 2011 foi o segundo maior dentre os setores observados (30. pode-se considerar que o país está relativamente mais avançado se analisarmos o comparativo com a Matriz Elétrica Mundial.enquadram-se como setor de transportes e serviços.6% do carvão mineral. Segundo o Balanço Energético Nacional 2012 (MME. 2012). Figura 4 . o setor que mais consome energia no Brasil atualmente é o setor industrial. 2012).29 De modo geral.1% do gás natural e 5.8% não renovável. Quando comparado com o valor mundial de 82% de participação dos combustíveis fósseis no mesmo ano. A maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de recursos renováveis.4% da energia consumida no país. 2012). . Fonte: EPE (2012) apud BEN (2012). entre 2010 e 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira chegou a até 88.9% da energia no país. a oferta interna de energia foi caracterizada como 44. Considerando que os terminais portuários – objeto de interesse no presente trabalho . na matriz energética brasileira.2% renovável e 55. que se posiciona com uma menor dependência destes energéticos não renováveis e emissores de gases de efeito estufa (MME. 10. percebe-se a grande vantagem do Brasil. Quanto à Matriz Elétrica Brasileira.3%. De acordo com o Balanço Energético Nacional (MME. em 2011.6% do petróleo e derivados. sendo em 2011 o responsável pelo consumo de 35.Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial. sendo 38.8% (figura 4).1%) e o setor de serviços representou 4.

a fim de que possam estabelecer medidas para a redução de emissões (GHG Protocol. cerca de 60-65% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas à produção.390/2010.9% das emissões de CO2eq até 2020. As organizações não têm controle sobre os preços de energia ou sobre as políticas governamentais.1% a 38. o correspondente aos 36. 2012). conversão e consumo de energia.187 de 29 de dezembro de 2009.1% e 38. respectivamente (CELUPI.168 GtCO2eq e 1.8% não renovável. principalmente pelo fato de que uma importante fração da população mundial ainda não tem acesso aos chamados serviços energéticos. Outro fator que leva ao maior consumo de energia elétrica e consequentemente ao aumento das emissões de GEE é o crescimento populacional e o aumento da atividade econômica em todo o mundo. realizada em Copenhague no ano de 2009. . O referido Decreto estimou a linha de base de emissões de gases de efeito estufa (1990) e estabeleceu como meta para 2020 uma redução entre 1. contribuindo consequentemente para a redução do esgotamento de recursos energéticos e emissão de GEE. dentre as diversas metodologias que visam padronizar o modo como as empresas devem contabilizar suas emissões. 2013). Diversas empresas vêm realizando seus inventários de emissões de GEE. as mais utilizadas no setor industrial a nível mundial são a GHG Protocol e a ISO 14. e que posteriormente foi regulamentada pelo Decreto nº 7.9% de redução de emissões. o governo brasileiro. já que a melhoria do desempenho energético pode fornecer benefícios imediatos como a redução de consumo e de custos. com relação às suas emissões de 1990 (CELUPI. De acordo com Celupi (2012). De acordo com o autor. 2012).064-1. porém elas podem melhorar o modo como gerenciam a energia que utilizam. a matriz energética brasileira é de até 55. Segundo Hall & Lee (2008).259 GtCO2eq. combustíveis estes que contribuem significativamente com as emissões de GEE.30 2. cenários tendenciais de curto e médio prazo indicam que esta parcela deve continuar significativa. sendo 36% pela utilização de combustíveis fósseis derivados do petróleo. Para o cumprimento das metas estabelecidas em Copenhague. Visando melhorar este cenário. foi instituída no Brasil a Política Nacional sobre Mudança no Clima (PNMC).4 ENERGIA E EMISSÕES DE GEE De acordo com WALTER (2007). através da Lei Federal nº 12. durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. “é necessário o desenvolvimento e a implementação de tecnologias para as novas fontes energéticas e fontes de energia renováveis. De acordo com dados do BEN (2012). apresentou metas voluntárias ambiciosas de redução de emissões de GEE: reduzir entre 36. entretanto isto pode levar tempo”.

1 GHG Protocol O GHG Protocol foi lançado em 1998 e desenvolvido através de uma parceria entre o World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). 2013). o qual possui metodologias para cálculo de emissão para fontes comuns a vários setores. tanto para emissões diretas quanto para emissões indiretas (GHG PROTOCOL. os escopos para cálculo das emissões de GEE são divididos em: Escopo 1 – Emissões diretas de GEE: Emissões provenientes de fontes que são controladas ou pertencem à empresa. Escopo 3 . . as quais estão divididas em escopos. e que pelo menos que estejam em conformidade com as abordagens do GHG Protocol (BRASIL et al. 2013). com caráter modular e flexível.31 2. governo e outras conveniadas ao WRI e ao WBCSD. etc. organizações não governamentais (ONGs). estas são classificadas em diretas e indiretas. É a metodologia mais utilizada no mundo por empresas e governos hoje em dia. combustão de caldeiras. A aplicação de um modo adaptado ao contexto nacional do GHG Protocol no Brasil teve inicio em 2008.. As organizações podem utilizar seus próprios métodos de cálculo de GEE. As etapas para a realização da quantificação das emissões de GEE são basicamente: (a) coleta dos dados de atividade segundo cada escopo e seleção dos fatores de emissão e (b) aplicação das metodologias de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol para contabilização das emissões por fontes comuns a quaisquer setores (GHG PROTOCOL. para identificar. Escopo 2 – Emissões Indiretas: contabiliza as emissões de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa. Está em conformidade com as normas da ISO (International Organization for Standardization) e com as metodologias de quantificação determinadas pelo IPCC (GHG PROTOCOL. Para que se possa facilitar a organização do inventário e compreender as fontes de emissão. porém ocorrem em fontes que não pertencem ou são controladas pela empresa.4. 2013). desde que sejam mais precisos.Emissões Indiretas: calcula emissões conseqüentes das atividades da empresa. quantificar e gerenciar suas emissões de GEE. divididas em escopos (Brasil et. 2013). através do Programa Brasileiro GHG Protocol. al.. por exemplo. neutralidade política e é baseado em um vasto processo de consulta pública (GHG PROTOCOL. veículos da empresa ou por ela controlados. juntamente com outras instituições interessadas como empresas. 2008). 2008). O GHG Protocol apresenta uma estrutura para contabilização de GEE. De acordo com o Manual Corporativo do GHG Protocol (2013).

prestadores de serviços. indústria. estudiosos. a relação às emissões de gases de efeito estufa.5. ou seja.1 Política Brasileira de Eficiência Energética No Brasil. seja no aspecto de produção ou uso final da energia. do transporte e do uso dos recursos energéticos. o conforto e o bem estar da sociedade. 2012). como por exemplo. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA. produtores e fornecedores de energia. al. que estão ligados ao tema de eficiência energética e utilização de energias renováveis: Programa Nacional do Álcool (Próalcool). o desenvolvimento da tecnologia e da informação. 2. organismos de normalização e organizações ambientais (APCER BRASIL. Desde então.5 POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Segundo Ribeiro (2002). tanto dos desenvolvidos quanto dos que estão em vias de desenvolvimento. Programas. No contexto da “melhoria do desenvolvimento econômico e da inovação”. decorrentes da utilização de recursos não renováveis. o tema conservação de energia e eficiência energética começou a ser discutido com maior seriedade na década de 1970. os quais regulamentam e orientam as organizações para uma gestão sustentável dos recursos energéticos.. 2011 apud FROZZA et. Leis. a melhoria da eficiência energética foi também um tema muito abordado em diversas reuniões do “G8” e “G20” (APCER BRASIL. 2013) eficiência energética pode ser definida pela relação entre a quantidade de energia utilizada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. o conceito de uso eficiente de energia está associado à busca de estratégias ou políticas que minimizem o uso da energia sem conter a produção de bens e serviços. foram desenvolvidas algumas estratégias para eficiência energética no Brasil por parte do governo. Decretos. a promoção da eficiência energética se dá a partir da otimização das transformações. Novos requisitos legais e soluções tecnológicas relacionados com energia e eficiência energética estão sendo introduzidos no mercado global por diferentes partes interessadas. (ALSSSOP. após a primeira crise do petróleo. Nos últimos anos. Podem-se citar alguns programas importantes criados no Brasil nos últimos anos.32 2. que incentiva a produção e utilização de etanol e . como a criação de Órgãos. desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. 2011). 2011). tais como governos. o que demonstra o reconhecimento da essencialidade do tema sob o ponto de vista mundial. a melhoria da eficiência energética tem sido incluída nas agendas políticas de vários países. Resoluções e incentivos de modo geral.

por meio da gestão dos recursos energéticos. foi aprovado pela Portaria nº 594 o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf (MME. pela oferta. 2. que foi criado para contribuir para a comercialização e utilização de aparelhos com menor consumo de energia. etanol ou GNV. O CONPET (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados e Petróleo e do Gás Natural) instituiu também o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). 2011). com vistas ao acompanhamento de atividades e apoio à tomada de decisões. de acordo com a eficiência quanto ao consumo de combustível de cada um. Em 2011. lançado no ano de 2013 e que é aplicado de forma voluntária aos veículos leves movidos a gasolina. pelo gerenciamento da demanda de energia. al (2003) mencionam que a minimização dos impactos ambientais decorrentes da utilização dos recursos não renováveis de energia pode ser obtida pela gestão da energia. orientando até mesmo a realização de bancos de dados relativos à eficiência energética. Programas de Eficiência Energética (PEE). que apresenta as premissas e diretrizes básicas do tema no contexto nacional. Programa PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética) com linha de financiamento do BNDES e Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural. sobre a eficiência energética de cada modelo em uma escala de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente) (CONPET. é evidente que a gestão simultânea destas duas abordagens proporcionará resultados ainda melhores ao gerenciamento de energia como . e de outro. o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). De um lado. 2013). Outro programa de grande relevância no Brasil é o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem). Contudo. com um aumento percentual da participação das fontes renováveis de energia.6 GESTÃO DE ENERGIA NAS ORGANIZAÇÕES Silva et. Através da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) afixada nos produtos. O Plano propõe aos empreendedores de diversos setores da economia a realizarem a gestão energética empresarial nos moldes da NBR ISO 50001. conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CONPET. estando os resultados da classificação disponíveis nas páginas eletrônicas do CONPET bem como nas etiquetas afixadas opcionalmente nos veículos (CONPET. é informado ao consumidor no momento da compra. Os fabricantes que optam por participar do programa têm seus veículos classificados de "A" a "E". 2012). conduzido pela Petrobrás (MME.33 da biomassa na forma de bagaço da cana de açúcar. com o uso mais eficiente e o consumo racional da mesma. 2011).

dispor de dados para tomar decisões e agir para otimizar e controlar o resultado das ações e investimentos realizados (FERREIRA. contabilizar e seguir a evolução do consumo de energia. é necessário conhecer seu consumo energético (por que. também conhecida como diagnóstico energético. a sua aplicação deverá sempre passar por uma fase prévia de planejamento. que corresponde a uma análise energética geral da instalação consumidora. a qual possui como base o modelo de sistemas de gestão de melhoria contínua proposto por Deming (1990) e Juran (1992) - . Figura 5 . 1994). foi lançada em 2011 pela International Organization for Standardisation . Sob o ponto de vista organizacional. e independente do sistema de gestão de energia que venha a ser utilizado.ISO a norma de Sistema de Gestão de Energia .6. Para a gestão de energia em uma empresa. 2. Fonte: Ferreira. De acordo com Ferreira (1994) a gestão de energia pode ser realizada em uma organização por diferentes métodos.34 um todo. a partir da busca constante pela eficiência energética.Esquema da Gestão de Energia. 1994. A figura 5 apresenta um esquema da gestão da energia.1 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 Visando tornar-se um referencial de normalização na eficiência energética.SGE ISO 50001. demonstrando a gestão simultânea das duas abordagens: gestão dos recursos energéticos e gestão do consumo de energia. tanto em aspectos locais como no âmbito global. como e onde se consome energia. a gestão energética também deve ser vista como um meio de alcançar objetivos de produtividade e de competitividade nas empresas. bem como o quanto se consome dela).

35 Planejar. a metodologia proposta por este sistema de gestão norteia os agentes responsáveis nas empresas a administrarem a energia como um recurso controlável. Do. a NBR ISO 50001 é basicamente estruturada em: política energética. Act) também é utilizado em normas muito utilizadas na atualidade. 2011. Verificar e Agir. (2012).Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011. De acordo com Frozza et. Fazer. por exemplo. incluindo o uso. Como se pode observar na figura 6. planejamento energético. al. Check. Este modelo. implementação e operação. 2011). Figura 6 . . verificação e análise crítica pela direção. a intensidade e a eficiência energética (ABNT. Fonte: ABNT. como a ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). permitindo que a organizações tomem ações para melhorar seu desempenho energético. A Norma ISO 50001:2011 tem como principal objetivo permitir que as organizações definam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho de energia. o consumo. popularmente chamado de ciclo PDCA (Plan.

a estrutura da fase de planejamento de energia pode ser dividida em Entrada de Planejamento.6. de modo que especifica os requisitos para que uma organização possa desenvolver e implementar uma política de energia.4) deve conter uma revisão energética. que de acordo com a NBR ISO 50001 (item 4. Fonte: Adaptado de ABNT.1. estabelecendo objetivos. a definição de objetivos e metas. é necessário que se faça inicialmente uma análise crítica da situação energética existente a partir de um planejamento de energia (primeira etapa do ciclo PDCA). 2011. Revisão Energética e Saídas de Planejamento. Para que se possa implantar a norma e realizar a adequada gestão de energia em uma empresa. 2. .1 Planejamento Energético De modo geral.Diagrama conceitual do processo de planejamento. Figura 7 . conforme esquema observado na figura 7. a NBR ISO 50001 sistematiza e reforça as estratégias de gestão energética nas organizações. a elaboração de indicadores. 2011). 2011). metas e planos de ação que considerem os requisitos legais e as informações relativas ao uso significativo de energia (ABNT.36 A partir do modelo de gestão proposto. sejam elas públicas ou privadas. bem como de planos de ação (ABNT.

o nome dado pela norma a esta etapa é equivalente.1. de uma forma bem sucinta. equipamentos. Segundo Krause (2002) apud Frozza et. deve-se identificar as áreas de uso e consumo significativos de energia: o Identificar instalações. já que se baseia na análise de macro dados. o Analisar o uso e consumo de energia atual e passada. sistemas. a um diagnóstico energético.1 Revisão Energética Segundo a NBR ABNT ISO 50001. potenciais fontes de energia. a revisão de energia ou revisão energética é definida como a “determinação do status do desempenho de energia da organização com base em dados e em outras informações que levam à identificação de oportunidades de aprimoramento”. o diagnóstico energético refere-se a um estudo menos detalhado que uma auditoria energética. al. 2011): a) Analisar o uso de energia com base em medições em outros dados o Identificar as atuais fontes de energia. o Determinar o desempenho atual de instalações. Assim. Para isso. a organização deve (ABNT.1. se aplicável. na revisão energética é que são obtidas as informações a respeito da utilização de energia e das instalações de maior consumo. uso de renováveis ou fontes de energia alternativas. a revisão energética a ser realizada pela organização na etapa de planejamento deve conter uma análise crítica de dados de energia. incluindo. processos e pessoal trabalhando pela organização ou em nome dela que afetem significativamente o uso e o consumo de energia. (2012). priorizar e registrar oportunidades de melhoria.6. De acordo com a referida norma. de certa forma. (2012) diagnóstico energético pode ser definido como a avaliação de todos os sistemas consumidores de energia. De acordo com Ribeiro (2002). c) Identificar. De modo geral. al. o Identificar outras variáveis relevantes que afetem o uso e o consumo de energia. para que posteriormente possam ser identificadas oportunidades de melhoria. o diagnóstico energético refere-se a um estudo mais superficial quando comparado . sistemas e processos que estejam relacionados aos usos significativos de energia.37 2. b) Com base na análise do uso de energia. equipamentos. De acordo com Frozza et.

porém pode-se dizer que é apenas uma parte da solução para a problemática energética. o uso de tecnologias energeticamente eficientes possui grande importância no gerenciamento de energia. Considerando o diagnóstico energético sob o ponto de vista do consumo de energia elétrica. sistemas de ar condicionado. Paiva & Santos (2010). De acordo com Costa.. . já que esta se caracteriza por um estudo ainda mais rigoroso e minucioso do sistema. 2012). Figura 8 . Para atender aos requisitos da ISO 50001 é necessário assegurar na revisão energética que as etapas de análise do uso e consumo de energia. 2012. identificação de áreas com uso significativo de energia e identificação de oportunidades de melhoria sejam satisfeitos (figura 8).38 a uma auditoria energética. bem como quantificar o que está sendo gasto (FROZZA et al. al. já que a outra parte desta solução constitui-se do uso eficiente de energia por parte dos consumidores conscientes. deve-se realizar a análise do uso e o consumo de energia de modo a qualificar os tipos de energia utilizados na organização. ou seja. Neste sentido. pode-se dizer que uma pessoa bem informada e consciente da importância do uso eficiente de energia tende a evitar ao máximo o desperdício.. mas é possível dizer ainda que a conscientização dos consumidores de energia também é parte importante no processo de gestão energética. Alvarez (1998) apud Ribeiro (2002) elenca como elementos significativos para avaliação de consumo: sistemas de iluminação.Etapas do diagnóstico energético. Fonte: FROZZA et. microcomputadores e outros equipamentos.

2011) a linha de base energética pode ser vista como uma referência quantitativa para que se possa verificar o “antes” e o “depois” da implementação de melhorias de eficiência energética. de modo que as alterações no desempenho energético da organização que vierem a ocorrer após a execução de planos de ação devam ser sempre comparadas à linha de base. (2012)..Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base. al. já que fornece uma base de dados para um período de tempo especificado.1. A linha de base configura-se como uma referência para que se possa verificar o antes e depois da implementação de ações de melhoria de desempenho energético (FROZZA et.1. al.39 De modo geral. 2012).2 Linha de Base Energética Com base na NBR ISO 50001 (ABNT.6. A linha de base é utilizada como referência para comparação do antes e depois de melhorias realizadas. 2007. De acordo com Frozza et. 2. a análise realizada na etapa de diagnóstico energético possibilitará a criação de uma linha de base para monitoração dos setores consumidores de energia. A figura 9 apresenta um exemplo de histórico de consumo de energia em uma linha de base. Fonte: EVO. . Figura 9 . a linha de base energética pode depender de cada processo e de cada instituição que adere à NBR ISO 50001.

40

2.6.1.1.3 Indicadores de Desempenho Energético

O indicador de desempenho de energia é definido como “o valor ou a medida
quantitativa do desempenho de energia conforme definido pela organização” (ABNT, 2011).
Ainda de acordo com a norma, na fase de Planejamento da mesma, a organização deve
identificar os indicadores apropriados para monitoramento e medição de seu desempenho
energético.
A NBR ISO 50001 não estipula a metodologia para determinação dos IDE’s, porém
estabelece que os indicadores utilizados pela organização devam ser registrados, mantidos,
regularmente atualizados e comparados à linha de base energética estabelecida.
De acordo com Ferreira (1994) os indicadores energéticos podem ser divididos em
macroindicadores e microindicadores. Segundo o autor, os macroindicadores são utilizados
quando destinados a medir a eficiência energética de uma região ou país, enquanto os
microindicadores são utilizados para medir a eficiência de uma empresa, edifício ou
habitação, por exemplo.
Segundo Saidel, Favato e Morales (2005) apud Frozza et. al. (2012), os indicadores
energéticos são pouco explorados como ferramenta para gestão energética no Brasil. Por
este motivo, Frozza et. al. (2012) propuseram o estabelecimento de indicadores, como por
exemplo:

CMF (Índice de Consumo médio Mensal por Funcionário): permite

caracterizar o perfil de consumo por número de colaboradores.

De acordo com Gestal (2000) apud Ribeiro (2002), outro item que constitui um
indicador de desempenho energético é o fator de carga, que mede a eficácia e eficiência de
aproveitamento da energia elétrica em uma instalação. Segundo a CELESC (2012), o fator
de carga pode ser definido como um índice que demonstra se a energia consumida está
sendo utilizada de maneira racional e econômica, sendo um indicador que varia de zero a
um e que exprime a “relação entre a energia ativa consumida num determinado período de
tempo e a energia ativa total que poderia ser consumida, caso a demanda medida do
período (demanda máxima) fosse utilizada durante todo o tempo”.
Pode-se citar também o fator de potência como um indicador de desempenho
energético, já que, de acordo com a CELESC (2012) o fator de potência mostra como a
energia é utilizada pelos equipamentos, sendo um índice que demonstra que quanto mais

41

próximo de 1, melhor a energia está sendo aproveitada pelos equipamentos. Segundo
CELESC (2012) um baixo fator de potência pode oferecer riscos às instalações, como:
variações de tensão que, podem ocasionar a queima de equipamentos; perdas de energia
dentro de sua instalação; redução do aproveitamento da capacidade dos transformadores;
condutores aquecidos; e diminuição da vida útil da instalação.
De acordo com Ferreira (1994), no setor de transportes, também podem ser
utilizados indicadores de desempenho de energia que permitam avaliar o consumo de
combustível, como por exemplo, um indicador que avalie o consumo médio de gasolina por
veículo, a ser determinado pelo quociente entre o consumo total de gasolina e o número de
veículos movidos à gasolina.
Com relação aos indicadores de desempenho energético, o sistema de Medição e
Verificação do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP)
desenvolvido pela Organização para Avaliação de Eficiência (EVO), internacionalmente
reconhecido por sua metodologia para monitoramento de um SGE, não realiza nenhuma
determinação sobre quais devem ser utilizados, deixando sob responsabilidade do
engenheiro que faz o gerenciamento energético da organização a determinação destes
indicadores, assim como a NBR ISO 50001:2011, que não define os indicadores a serem
utilizados (LEITE, 2010 apud FROZZA et al., 2012).
Para a elaboração de indicadores de desempenho energético, deve-se levar em
conta o conceito de eficiência energética aplicado às edificações, visto que, conforme
Lamberts (1997) apud Caldeira (2011) “um edifício é mais eficiente energeticamente que
outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”. Segundo Caldeira (2011), tais condições ambientais são alcançadas através de
medidas de projeto que visam reduzir o consumo de energia voltado para os sistemas
consumidores de energia e a envoltória da edificação1.
Projetos que visem maior eficiência energética têm como consequência, melhorias
no desempenho energético, conforto térmico e lumínico da edificação (CALDEIRA, 2011).
Ainda de acordo com Pereira & Souza (2005), o uso de cores com altos índices de reflexão
em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de
iluminação, podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente
sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz.
Para Carvalho (2009), a melhoria do desempenho de edificações com a utilização de
técnicas passivas e com baixo consumo de energia, torna-se imprescindível. Com base
nesta afirmativa, entende-se que o estabelecimento de indicadores que demonstrem a
1

Envoltória da edificação: são planos externos da edificação, compostos por fachadas empenas,
cobertura, brises, marquises, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem (BRASIL,
2009 apud Caldeira, 2011).

42

eficiência de uma edificação pode também ser a base a proposta de melhorias que
viabilizem a redução do consumo de energia.

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC, que não
teve seu nome divulgado neste trabalho para atender suas normas de privacidade e
preservar sua identidade perante o mercado. Dentro dos limites da organização, o
diagnóstico energético com base na NBR ISO 50001:2011 foi realizado considerando os
usos de energia nas seguintes áreas: Terminal de Contêineres (TECON), Armazéns e
Prédio Administrativo, este último no qual se desenvolveu um diagnóstico energético
detalhado, com a avaliação mais abrangente de suas instalações, conforme interesse
apresentado pela organização e visando obter subsídios para a proposta de ações de
melhoria.
A empresa possui certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ISO 14001,
que visa atender à Portaria nº 104/2009 da Secretaria Especial dos Portos, a qual instituiu a
obrigatoriedade da adoção de um SGA em portos e terminais. O SGA implantado no
terminal portuário desde 2009 visa o atendimento à legislação aplicável, o monitoramento e
o controle de suas operações, sempre buscando a melhoria contínua de suas atividades e a
minimização dos impactos ambientais a elas relacionados.
Deve-se destacar que dentre os aspectos ambientais significativos identificados pela
empresa em seu SGA, listou-se o consumo de energia. A partir destas considerações, a
empresa identificou em seus últimos Relatórios de Auditoria Interna da ISO 14001 a
necessidade de se gerenciar o uso de energia em seus processos e setores e propôs então
a elaboração do presente trabalho.
A execução deste trabalho contou com a utilização dos conceitos e das metodologias
definidas pela norma ABNT NBR ISO 50001:2011. É importante destacar que não foram
aplicados todos os requisitos da norma, já que se trata de um diagnóstico inicial do SGE de
uma organização, visando identificar possibilidades de melhorias no desempenho energético
que poderão contribuir com a redução de custos na empresa bem como com a redução das
emissões de GEE, já que este é um dos principais impactos do consumo de energia.
A

figura

10

a

seguir

apresenta

o

roteiro

metodológico

deste

trabalho.

43

Figura 10 - Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.

Fonte: Autora.

Inicialmente se realizou a caracterização do terminal portuário, com a definição do
escopo e das fronteiras do sistema de gestão energética, para que assim se pudesse
realizar o planejamento energético através do diagnóstico energético de suas instalações. O
escopo e as fronteiras do SGE foram definidos juntamente com os responsáveis do terminal
devido à necessidade de fornecerem informações, considerando o interesse técnico
envolvido.
Após a definição do escopo, foi estabelecida uma política energética para a
organização com o apoio da alta direção, que declara o comprometimento da organização
para atingir a melhoria de seu desempenho energético e que direciona a organização à
futura implementação de um SGE.
Visando identificar o atual desempenho energético da organização foi definido um
processo de planejamento energético atendendo a NBR ISO 50001:2011. Dentro deste
processo, foram definidas as seguintes etapas: identificação de requisitos legais e outros,
desenvolvimento da revisão energética, estabelecimento da linha de base, identificação de

44

indicadores de desempenho energético e o estabelecimento de objetivos e planos de ação
para a gestão de energia.
Na etapa de revisão energética realizou-se a identificação e avaliação do uso e
consumo de energia do terminal portuário (atual e passado), com base na coleta de dados
técnicos das instalações, equipamentos, sistemas e processos. Foram objetos de estudo as
faturas de energia elétrica, manuais de equipamentos, observação das pessoas trabalhando
e condições físicas das instalações, equipamentos e máquinas. Parte destas informações foi
fornecida pelos responsáveis pelo setor de meio ambiente, manutenção e TECON da
organização em estudo, e parte foi coletada em visitas de campo e através de pesquisas na
literatura existente.

3.1 COLETA DE DADOS

3.1.1

Uso e consumo de energia

O diagnóstico do uso de energia no terminal portuário em estudo foi realizado a partir
da identificação das fontes de energia utilizadas em todos os setores da empresa,
verificando para quais fins são utilizadas. Para tal identificação, foi realizada uma visita a
todas as instalações da empresa, entrevista com os funcionários e registro fotográfico das
áreas de uso de energia. Com a identificação das atuais fontes energéticas, verificou-se se
estas provêm de recursos renováveis ou não renováveis de energia, através de pesquisa.
A partir da identificação das fontes de energia utilizadas na empresa e como estas
são utilizadas na organização, foram coletados os dados relacionados ao consumo das
mesmas. A avaliação do consumo de energia nas instalações do terminal portuário foi
realizada a partir dos três níveis de abordagem energética propostos por Ferreira (1994):

Nível 1 (Abordagem energética global): neste nível foram coletados e
avaliados dados relacionados ao consumo de energia total da organização
(macrodados);

Nível 2 (Abordagem energética por área ou setor produtivo): foram
coletados e avaliados os dados de consumo energético dos grandes setores
da empresa – TECON, Armazéns e Administrativo;

Nível 3 (Abordagem energética detalhada): em uma abordagem mais
aprofundada, foram coletados e avaliados os dados do setor que apresentou
maior potencial para execução de melhorias.

45

3.1.1.1 Abordagem Energética Global – Nível 1

Nesta etapa, os dados foram coletados e analisados de forma macro, ou seja dados
relacionados ao consumo total da organização, sendo realizada a partir de documentos e
registros internos do terminal portuário, para que posteriormente fossem elaborados os
indicadores de desempenho energético (IDE’s) em uma abordagem global.
A tabela 1 apresenta quais informações foram coletadas, o período a qual se
referem e através de quais fontes as mesmas foram obtidas.

Tabela 1 - Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 - Abordagem
Global.
Dados para Abordagem Energética Global – Nível 1

Período de dados

Fonte de dados

Consumo de energia elétrica (kWh)
total, em horário de ponta (p) e fora de
ponta (fp)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Demanda de energia elétrica (kW) em
horário de ponta e fora de ponta

Jan/2012 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

TERMINAL
PORTUÁRIO

Custo com energia elétrica (R$)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Consumo (ton) e Custo (R$) de GLP

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de GLP

Consumo (m³) e Custo (R$) de Óleo
diesel

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de Óleo Diesel

Número médio de funcionários

Jan/2012 a Dez/2012

Setor de RH

Área útil da empresa (m²)

-

Licença Ambiental de
Operação

Fonte: Autora.

3.1.1.1.1 Identificação das áreas de uso significativo de energia

Para atender à NBR ISO 50001:2011 que solicita a identificação das áreas de uso
significativo de energia, realizou-se a classificação das fontes energéticas utilizadas em todo
o terminal portuário a partir dos seguintes critérios: Econômico, Impacto na produção,
Requisitos Legais e Outros, de acordo com a metodologia proposta por Celupi (2012) que
utilizou critérios de determinação de significância (quadro 5).

Médio: Existem outros requisitos relacionados ao uso ou consumo de energia. Índice Análise <5 Uso não significativo: a organização deve manter controles operacionais relacionados ao uso e consumo de energia.Critérios de determinação de significância. Alto: O custo com energia representa mais de 10% do lucro bruto da organização. Médio: O custo com energia representa de 5% a 10% do lucro bruto da organização. 2012. Baixo: Não existem requisitos legais ou outros relacionados ao uso ou consumo de energia. Quadro 6 – Índice de significância. perda de tempo ou queima de equipamento sem ocorrer parada significativa da produção.46 Quadro 5 . 2013). 2 Qualidade de energia pode ser entendida como o grau no qual tanto a utilização quanto a distribuição de energia elétrica afetam o desempenho dos equipamentos elétricos (MARTINS. ≥5 Uso significativo: a organização deve adotar ações de melhoria relacionadas ao uso e consumo de energia de forma a diminuir sua significância. Baixo: A qualidade da energia empregada não pode causar impactos na produção. BONAN & FLORES. Pontuação 1 Econômico 2 3 1 Impacto na produção 2 3 1 Requisitos Legais e Outros 2 3 Critério Baixo: O custo com energia representa menos de 5% do lucro bruto da organização. Estabeleceu-se que os índices maiores ou iguais a cinco representam as áreas de uso significativo e a organização deve proceder conforme apresentado no quadro 6. Fonte: CELUPI. Fonte: CELUPI. Alto: Existem requisitos legais relacionados ao uso ou consumo de energia. 2012. Médio: A qualidade da energia2 empregada pode causar efeitos na produção como perda de energia. Alto: A qualidade da energia empregada pode causar parada significativa da produção. .

2013. Fonte: GHG Protocol. Optou-se por esta ferramenta. Figura 11 . realizouse o cálculo das emissões de GEE decorrentes deste consumo através da aplicação da metodologia de quantificação do GHG Protocol. pois a mesma permite compreender e quantificar os GEE gerando resultados consistentes e precisos. nas quais foram consideradas as emissões decorrentes do consumo de energia elétrica. . é apresentada a seguir uma imagem ilustrativa da ferramenta utilizada. realizou-se a identificação das fontes de emissão de GEE relacionadas ao consumo de energia da organização.1.2 Quantificação das Emissões de GEE associadas ao consumo de energia Com base nos dados obtidos na Abordagem Energética Global.47 3.Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE.1. sobre as quantidades de energia elétrica e combustíveis consumidas pelo terminal portuário.1. A contabilização das emissões foi realizada pela própria ferramenta GHG Protocol a partir da inserção dos dados. 2013). de acordo com cada modalidade de emissão identificada: Escopo 1: emissões diretas móveis e estacionárias Escopo 2: emissões indiretas. dentro dos limites utilizados para o diagnóstico energético. Para quantificar as emissões de GEE de acordo com o GHG Protocol. Para auxiliar no entendimento do desenvolvimento das estimativas de emissões. sendo internacionalmente reconhecida e muito utilizada por empresas e governos de todo o mundo (GHG PROTOCOL.

2013). . 3. Foram então obtidos os seguintes dados (tabela 2): Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 .1. um software de supervisão e 3 Container reefer: equipamento refrigerado para o armazenamento de cargas perecíveis (DEPOTRANS. Dados para Abordagem Energética por Área – Nível 2 TECON Fonte de dados Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Abr/2012 a Dez/2012 Gerência TECON Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil do PA (m²) - Projeto Arquitetônico Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica 3 Número de containers reefer armazenados ARMAZÉNS I e II Período de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica PRÉDIO ADMINISTRATIVO Fonte: Autora. os dados de consumo de energia elétrica foram obtidos a partir da consulta ao Software Smart 32. os mesmos foram comparados graficamente de acordo com cada fonte de emissão.1.48 Com base nos dados de emissões calculados pela ferramenta GHG Protocol. Armazém (I e II) e Administrativo. Conforme apresentado na tabela 2. Os dados foram coletados para a posterior elaboração de indicadores que permitam analisar o consumo de energia em cada tipo de área.2 Abordagem Energética por área – Nível 2 A caracterização do consumo de energia por área foi realizada a partir da coleta de dados que retratam o uso desta energia nas grandes áreas existentes no terminal portuário: TECON.Abordagem por Área.

Fonte: Gestal. foram estabelecidos os indicadores de desempenho energético (IDE’s) para a avaliação do consumo de energia elétrica no nível 2 . A figura 12 a seguir apresenta o modelo de relatório diário de demanda/consumo de energia emitido pelo software de gerenciamento de energia elétrica. 2012. Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32. É importante destacar que os dados de energia elétrica das três áreas avaliadas referentes a dezembro de 2012 não foram obtidos considerando que neste período ocorreram problemas técnicos no próprio sistema e que impossibilitaram a confiabilidade dos dados. Os dados de demanda de energia por área (kW) para cálculo do fator de carga também não foram obtidos devido a problemas técnicos do software Smart 32.49 gerenciamento de energia elétrica instalado nos painéis elétricos do terminal portuário e que desde abril de 2012 realiza o monitoramento constante do consumo de energia elétrica nas três grandes áreas do terminal. Com base nos dados registrados pelo Software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.Abordagem por Área. .

os mesmos foram registrados em planilhas mediante o uso do Sofware Excel.1. o terminal portuário identificou a área de sua preferência dentre as áreas abordadas no Nível 2. que por sua vez recebeu então uma abordagem mais detalhada sobre as variáveis que afetam o uso e o consumo de energia. que foram repassados pelo setor de Meio Ambiente e TECON.Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 . A abordagem energética detalhada foi inicialmente realizada a partir da coleta de dados quantitativos. Após a obtenção dos dados. conforme apresentado na tabela 3: Tabela 3 . Dados para Abordagem Energética Detalhada – Nível 3 PRÉDIO ADMINISTRATIVO Período de dados Fonte de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 SMART 32 Potência total instalada (W) por setor - Equipamentos elétricos Iluminância média (lux) por setor - Medições/Luxímetro Número médio de funcionários por setor Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil (m²) - Projeto Arquitetônico Fonte: Autora. e como uma opção estratégica da empresa. e seu diagnóstico energético ocorreu considerando todos os ambientes existentes. Os dados de consumo e custo de energia do Prédio Administrativo se referem aqueles apresentados na Abordagem Energética por Área. O Prédio Administrativo possui três pavimentos (Térreo.50 Os dados relativos ao consumo de outras formas de energia nas áreas abordadas (Diesel e GLP) foram obtidos através de planilhas de controle de abastecimento mensal de equipamentos e máquinas. 1º e 2º piso). Quanto aos dados de potência . O setor de interesse identificado pela alta direção foi o Prédio Administrativo.3 Abordagem Energética detalhada – Nível 3 Para a realização da Abordagem Energética detalhada. por possuir maior potencial para execução de melhorias.1.Abordagem Detalhada. 3.

foram realizados diagnósticos mais detalhados que permitissem avaliar o desempenho energético dos setores existentes no Prédio Administrativo: (a) diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados. Com base nos dados obtidos (tabela 3). com base nas orientações da NBR ABNT 5413/92 (ABNT. .Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo. através dos manuais dos equipamentos e pesquisa bibliográfica. foram realizadas medições de iluminância nos setores existentes.51 total instalada por setor foram obtidos através de visita técnica e consulta para registro dos equipamentos elétricos existentes e posterior verificação dos dados de potência de cada um. Figura 13 . Fonte: Autora. Medições de Iluminância por setor: Para melhor analisar as condições de iluminação dos ambientes do Prédio Administrativo. 1992). a fim de verificar se os resultados obtidos para cada ambiente atendem aos níveis mínimos exigidos pela referida Norma. As medições de iluminância foram realizadas com o auxílio de um luxímetro digital da Marca Minipa calibrado (figura 13). (b) diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia e (c) diagnóstico das características do ambiente. em um plano horizontal a 75 cm do piso. atendendo as orientações da NBR utilizada.

foi verificado se os mesmos possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou estão inclusos na lista de equipamentos certificados pelo PROCEL. e consequentemente são variáveis que afetam o consumo de energia. conforme mencionado por Pereira & Souza (2005). como: cor do piso. bem como dados de marca e modelo. Ventilação cruzada 8. Diagnóstico das características do ambiente: Observações sobre as características de cada ambiente de trabalho do Prédio Administrativo foram realizadas. Já o Selo PROCEL é fornecido aos equipamentos mais eficientes de cada categoria. Cor do teto (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 5. Cor do piso (Escura) (Média) (Clara) 3.Orientação geográfica da janela 2. De acordo com o INMETRO (2013).52 Diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados: A partir do levantamento dos equipamentos instalados no Prédio Administrativo. aqueles classificados com etiqueta “A”. conforme apresentado no quadro 7 a seguir. Sendo assim. para obtenção do Índice de Eficiência Energética de cada ambiente do Prédio Administrativo (IEEA). Cor das paredes 6. Critério 1. cor da parede e existência de janelas. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente analisado. com a identificação da potência de cada um. Tais aspectos interferem diretamente na iluminação ou na ventilação do ambiente. para que posteriormente sejam identificadas possibilidades de melhoria. Iluminância média medida 7. por exemplo. O Índice de Eficiência Energética proposto visou classificar os ambientes conforme suas características construtivas. Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo. ou seja. para que posteriormente se pudesse definir um Índice de Eficiência Energética para cada ambiente (IEEA) quanto aos aspectos de iluminação e ventilação dos mesmos. cor do teto. Existência de persianas Fonte: Autora. a ENCE é a etiqueta criada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem para classificar de "A" a "E" os equipamentos elétricos. 1 2 (Não atende à NBR 5413) 0 (Não) 0 (Não) 0 3 (Atende à NBR 5413) 1 (Sim) 1 (Sim) 1 . Área da janela com relação à parede Pontuação (Sul) (Oeste) 1 2 (a≤30%) (30>a≤50%) (Leste) (Norte) 3 4 (50%<a<70%) 1 2 3 (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 4.

partindo do pressuposto que quanto maior o tamanho das janelas. Foram obtidos os dados de área das janelas e estes foram comparados com a área da parede onde cada janela está localizada. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente que leva em consideração a orientação geográfica das janelas (tabela 4). apesar de receberem o mesmo número de horas de sol. Orientação geográfica das janelas Pontuação atribuída Norte 4 Leste 3 Oeste 2 Sul 1 Fonte: Autora. Enquanto as fachadas voltadas para o leste recebem sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). Partindo deste princípio. “janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de iluminação natural e melhor vista para o exterior”. De acordo com a mesma autora. e com maior índice de iluminação natural. embora em momentos diferentes do dia. a orientação norte apresenta as melhores condições de iluminação para regiões do hemisfério sul. sendo norte a orientação geográfica que apresenta as melhores condições. mesmo quando na ocorrência de céu encoberto. A pontuação atribuída aos ambientes do PA quanto à área da janela (tabela 5) levaram em consideração a importância do aproveitamento da iluminação natural em um ambiente. ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste. Mascaró (1986) afirma que as orientações leste e oeste têm características similares em termos e insolação. Área da janela com relação à parede De acordo com Ghisi et al. gerando assim as proporções de áreas . maior a incidência de luz natural e menor a necessidade de iluminação artificial para a execução das tarefas. Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas. oeste e sul. seguida de leste. “porque recebem sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida”. Segundo Mascaró (1986). (2005). quando as janelas estão voltadas para as regiões do céu onde o sol faz sua trajetória. tendem a receber intensidades luminosas maiores e por períodos mais longos do dia. tende-se a reduzir a necessidade de iluminação artificial de um ambiente. as fachadas voltadas para o oeste recebem sol pela tarde.53 Orientação geográfica das janelas De acordo com Clau (2010).

Cor Branco teórico Branco de cal Amarelo Amarelo limão Verde limão Amarelo ouro Rosa Laranja Azul claro Azul celeste Cinza neutro Verde oliva Vermelho Azul turquesa Púrpura Violeta Preto Preto teórico Refletância média [%] 100 80 70 65 60 60 60 50 50 30 30 25 20 15 10 05 03 00 Fonte: Adaptado de Rodrigues. Visando estabelecer uma pontuação adequada para cada ambiente do PA.54 menores ou igual a 30%. conforme sua área (a) em relação à parede. Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela. o uso de cores com altos índices de reflexão em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de iluminação. entre 30 e 50% e entre 50 e 70% em comparação com área da janela. média ou escura. Tabela 6 .Índices de reflexão média das cores (refletância). Classificação Clara Média Escura . Cor das paredes/teto/piso De acordo com Pereira & Souza (2005). foram observados os índices de reflexão média das cores para categorizá-las como clara. visando identificar possibilidades de melhoria (tabela 6). 2002. podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz. Área da janela (a) com relação à parede Pontuação atribuída para cada janela a≤30% 1 30>a≤50% 50%<a<70% 2 3 Fonte: Autora.

bem como do calor. as persianas configuram-se como uma estratégia eficiente para a redução da iluminância excessiva proveniente da abóbada celeste e do Sol. do teto e do piso. Existência de persianas Para compor o Índice de Eficiência Energético do Ambiente (IEEA) considerou-se também a existência ou não de persianas no ambiente. Tabela 7 . já que este utensílio auxilia.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Clara 3 Média 2 Escura 1 Fonte: Autora. conforme apresentado na tabela 8. teto e piso dos ambientes analisados (tabela 7). foram atribuídas as pontuações pertinentes.55 Tomando como referência os dados de refletância definidos por Rodrigues (2002). os mesmos foram avaliados foram pontuados em caso de atendimento à NBR. Tabela 8 .Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes. de acordo com Garrocho (2005). conforme as cores de paredes. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Não atende à NBR 5413 0 Atende à NBR 5413 1 Fonte: Autora. a minimizar os efeitos do ofuscamento produzido pela iluminação natural. Iluminância média em comparação com a NBR 5413 A partir da verificação da iluminância dos ambientes com base nas medições realizadas e comparação com os níveis mínimos estabelecidos pela NBR 5413. . Para Garrocho (2005). A pontuação atribuída para a existência de persianas consta na tabela 9.

0).56 Tabela 9 . são teoricamente aqueles com maior prioridade para melhorias. e a velocidade do ar sobre as pessoas é fundamental para o alcance do conforto térmico. A partir do registro das características de cada ambiente do PA.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada. Persianas Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. . Ventilação cruzada A ventilação natural possibilita a renovação do ar de um ambiente. para uma prévia caracterização dos ambientes do PA quanto à ventilação natural considerou-se o critério de existência ou não de ventilação cruzada para elaboração dos indicadores de eficiência energética do ambiente (IEEA). A pontuação atribuída de acordo com a existência ou não de ventilação cruzada está apresentada na tabela 10. já que se reduz diretamente o uso de sistemas de ventilação mecânica e ar condicionado. o aproveitamento da ventilação natural é também considerado por Jones (2001) como uma forma de se reduzir o consumo de energia. Para melhor discutir os dados de IEE obtidos. B (com pontuação maior que 1.0. os dados foram tabulados em planilha Excel. Os níveis C. conforme mencionado por Andreasi & Versage (2012). Sendo assim. com pontuação menor ou igual a 1.0) e C.0 e menor ou igual a 2.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas. os mesmos foram classificados em três Níveis: A (com pontuação maior que 2. Ventilação cruzada Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. Tabela 10 . Ao mesmo tempo. por serem os setores com menores condições de aproveitamento de iluminação e ventilação natural. de modo que o Índice de Eficiência Energética de cada ambiente foi obtido pela razão entre somatório dos pontos obtidos e o número de parâmetros analisados.

. Foram entrevistadas 195 pessoas de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo. . Posteriormente foi realizado um comparativo das respostas obtidas nos questionários com o real comportamento dos funcionários.ventilação do ambiente.setorização elétrica do ambiente. e tempo em que trabalha na empresa. em quatro horários distintos: 10h.Perfil do entrevistado: idade. 3. A observação ocorreu nos setores existentes no três pavimentos do Prédio Administrativo. .2 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações obtidas na etapa de revisão energética. 63% dos colaboradores foram entrevistados.aspectos comportamentais. 12:30h. quanto aos seus hábitos de consumo de energia no dia-a-dia bem como quanto à importância da gestão de energia dentro da organização. sendo considerada como uma amostra significativa para um erro amostral menor que 5%. a fim de verificar se em horários de almoço os computadores e lâmpadas são desligados ou se permanecem ligados mesmo que ninguém os utilize. para a verificação da percepção dos mesmos quanto às características do ambiente em que trabalham (iluminação. consideraram-se os dados de 2012 para estabelecer a linha de base energética. através de uma verificação in loco dos seus hábitos de consumo de energia.Avaliação do entrevistado quanto à: . O estabelecimento do anobase levou em consideração o ano de 2012. . escolaridade.Iluminação do ambiente. 15h e 19:30h. ou seja.importância do gerenciamento de energia. sexo.57 Diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia: Foi elaborado e aplicado um questionário aos funcionários do setor Administrativo (Apêndice VI). A visita técnica foi realizada para a contabilização dos seguintes dados: número de computadores ligados e número de computadores em uso e número de lâmpadas ligadas e em uso. pois é o período no qual a organização possui . . a partir de uma visita técnica que permitiu observar o uso de energia nos setores em diferentes horários. O questionário aplicado levou em consideração os seguintes itens: . ventilação e setorização de energia).

Basicamente. estes indicadores foram constituídos pelos dados obtidos na etapa de Revisão Energética. Os indicadores servem como base para a implantação de melhorias na própria empresa. por área (Nível 2) e detalhada (Nível 3). foram então identificadas e descritas as oportunidades de melhorias nos aspectos energéticos considerados mais críticos no terminal portuário. já que são parâmetros para comparação contínua do desempenho energético da empresa durante a fase de operação da NBR ISO 50001. Os indicadores foram definidos para avaliação dos três níveis da Revisão Energética: Nível 1 – Abrangência Global. Nível 2 – Abrangência por área.3 DEFINIÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Nesta etapa foram elaborados e avaliados os conjuntos de indicadores a partir das abordagens realizadas no Diagnóstico Energético. Foram especificamente consideradas as oportunidades de melhorias no Prédio Administrativo. caso a mesma seja implantada pelo terminal em questão. bem como a avaliação dos indicadores de desempenho energético. para posterior análise crítica sobre a utilização de todas as fontes de energia do terminal portuário. 3.4 PLANOS DE AÇÃO Com base nos dados obtidos na Revisão Energética a partir das abordagens: global (Nível 1). 3. Os dados do referido ano serão o ponto de partida para a realização de melhorias no terminal portuário. e Nível 3 – Abrangência Detalhada. sobre todas as fontes de energia. já que esta área foi considerada pela empresa como aquela que possui maior potencial para melhorias. . A partir das fontes de energia identificadas no Diagnóstico da Matriz Energética e dos dados de consumo de energia obtidos no Diagnóstico do Consumo de Energia foram elaborados os indicadores de desempenho energético.58 informações históricas completas.

aço. - Armazéns para carga geral: local destinado ao armazenamento de produtos secos e a inspeções de produtos refrigerados ou congelados. Considerando que de acordo com a NBR 50001:2011 a organização deve definir uma política energética para o planejamento de um sistema de Gestão de Energia. - Serviços portuários na importação e/ou exportação. As fronteiras compreendem os limites físicos e organizacionais do terminal portuário e se caracterizam pelo local de movimentação e armazenamento de cargas. madeira.59 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. pneus. bem como dos setores administrativos envolvidos na importação e exportação destes produtos. com as seguintes atividades: - Movimentação de containers e de cargas soltas (“break bulk”): atividade de descarregamento de cargas gerais como: veículos. brinquedos.1 REQUISITOS GERAIS DA NBR ISO 50001:2011 O escopo do sistema de gestão de energia em estudo compreende as atividades de armazenagem e operação portuária de exportação e importação. foi estabelecida em conjunto com a direção do terminal portuário a seguinte Politica Energética para seu SGE (figura 14): . entre outros. - Terminal de contêineres frigorificados e secos.

4.60 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário.2 IDENTIFICAÇÃO DE REQUISITOS LEGAIS Foram identificados os requisitos legais no âmbito nacional que podem ser considerados como aplicáveis ao escopo do sistema de gestão de energia do terminal portuário: . Fonte: Autora.

Lei nº 12212/10 Tarifa Social de Energia Elétrica Instrução Normativa nº 01/10 Critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens. contratação de serviços ou obras Fonte: Adaptado de Celupi. acordos com clientes ou princípios ou códigos de boas práticas voluntários relacionados à gestão de energia. . 2012. É importante destacar que não foram identificados outros requisitos como. por exemplo. embora o terminal portuário tenha Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001 implantado em toda a organização. Requisito Legal Descrição Decreto nº 87079/82 Programa de Mobilização Energética Portaria Interministerial nº 1877/85 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Decreto nº 99.656/90 Administração Federal e CICE Decreto de 18/07/91 CONPET Decreto de 08/12/93 Prêmio Nacional da Conservação de Energia Lei nº 9427/96 ANEEL Lei nº 9478/97 Lei do Petróleo e ANP Lei nº 9991/00 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética Resolução nº 456/00 Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica Lei nº 9991/00 Fundo Setorial de Energia Decreto nº3867/01 Regulamenta a Lei nº 9991/00 Lei nº 10295/01 Lei da Eficiência Energética Decreto nº 4059/01 Regulamenta a Lei nº 10295/01 Decreto nº 4131/02 Medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica Lei nº 10438/02 Proinfa e CDE Decreto nº 5267/04 MME Lei nº 10848/04 Comercialização de energia elétrica Resolução Normativa nº 300/08 Aplicação de recursos em programas de eficiência energética.61 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE.

62 4.1. A partir da tabela 12 podem ser observados os tipos e os usos das energias na organização.3 REVISÃO ENERGÉTICA 4. por exemplo. foram coletados os dados necessários ao diagnóstico de sua matriz energética. impressoras e modems. De acordo com a CELESC (2012). armazenamento. considerou-se como tecnologia da informação o conjunto de equipamentos que utilizam recursos de computação e que visam permitir a produção. Tabela 12 .3. seu contrato com a CELESC define uma tarifa formada por duas componentes: tarifa de consumo (kW) e tarifa de demanda (kW).1 X Energia Elétrica A energia elétrica consumida pelo terminal portuário é adquirida junto à Companhia Elétrica de Santa Catarina – CELESC. Área correspondente Uso de Energia TECON Armazéns PA* Iluminação Ventilação/Refrigeração Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras Preparação de Refeições Operação da ETE Operação da Casa de Bombas Outros equipamentos elétricos** Fonte de energia Combustível Elétrica Óleo diesel GLP X X X X X X X X X Nota: *Prédio Administrativo.1 Análise do Uso e Consumo de Energia Visando compreender onde e de que forma a energia é utilizada no terminal portuário. Fonte: Autora. **Mais bem detalhados no Apêndice IV. acesso e o uso das informações.3. sendo o terminal um consumidor do grupo A4. transmissão.Usos de energia no terminal portuário. 4. ou seja. como computadores. É importante dizer que para a execução deste trabalho. a tarifa de .

Cada painel elétrico possui instalado um medidor que transmite em tempo real as informações sobre o consumo de energia em cada área (figura 15). diários e mensais sobre a demanda e o consumo de energia nas áreas especificadas. transporte de cargas soltas. Conforme apresentado na tabela 1.63 consumo é o valor em reais cobrado pelo consumo de energia. Figura 15 . operação da ETE. definida pela ANEEL em R$/MWh. preparação de refeições.  Prédio Administrativo. operação da casa de bombas e para uso em demais equipamentos elétricos. em horários fora de ponta (06h às 18h). . TI. ventilação. Os equipamentos elétricos existentes no Prédio Administrativo serão melhor especificados na Abordagem detalhada .levantamento de equipamentos. que emite relatórios horários. De modo geral. o terminal portuário utiliza energia elétrica para os seguintes fins: iluminação. quase seis vezes maior. Fonte: Autora. Os valores cobrados pelo consumo de energia elétrica são diferenciados de acordo com os horários de utilização. Armazéns I e II e Prédio Administrativo. Já a tarifa de demanda é o valor em reais cobrado pela potência disponibilizada (kW).47.27 enquanto em horários de ponta (18h às 06h). De acordo com as faturas de energia elétrica do terminal. o valor cobrado por kWh é de cerca de R$ 0. a tarifa cobrada por kWh é de cerca de R$ 1.Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON.  Armazéns (I e II). Tais informações são repassadas ao Software Smart 32. sendo definida pela ANEEL em R$/MW. a energia elétrica é transmitida aos painéis elétricos existentes na organização (figura 15) e distribuída às seguintes áreas:  TECON.

Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012. registrado pela CELESC. Figura 17 . utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II). Fonte: Autora. Fonte: Autora. a figura 17 apresenta os dados de consumo anuais. no período de 2005 a 2012. com base nas faturas mensais. Para que se possa realizar uma análise temporal do consumo de energia na organização. . conforme dados disponibilizados no Apêndice I. foram tabelados os valores dos consumos de energia elétrica mensais de toda organização.Empilhadeira elétrica de pequeno porte. Com base nas faturas de energia elétrica da CELESC disponibilizadas pela responsável do setor de meio ambiente do terminal portuário em questão. em MWh.64 Figura 16 .

é possível perceber que entre os anos de 2005 a 2009 o consumo de energia elétrica no terminal portuário foi maior que os anos de 2010 a 2012. a figura 19 apresenta os dados de consumo ao longo de 2012 nos horários de ponta e fora de ponta. o que implicava em um consumo muito maior de energia elétrica. Este resultado pode ser explicado pelo fato de que o terminal portuário utilizava seus Armazéns I e II para acondicionamento de cargas congeladas. De acordo com as informações repassadas pelo setor de manutenção do terminal portuário. as câmaras frias foram desativadas em junho de 2009. A média de consumo entre 2005 e 2009 foi de 9. . Fonte: Autora. O consumo médio em 2012 foi de 296.Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 .65 Com base no gráfico de consumo apresentado (figura 17). cerca de 44% a menos.070 MWh.ano de desativação das câmaras frias. A figura 18 demonstra a considerável redução no consumo de energia a partir do mês de desativação das câmaras frias.83 MWh/mês nos horários fora de ponta e de 13. devido à operação dos mesmos como câmaras frias. Figura 18 .75 MWh/mês nos horários de ponta. A fim de analisar o consumo de energia elétrica do ano que será considerado como linha de base para o Sistema de Gestão de Energia no terminal portuário e que consequentemente servirá de referência para as propostas de melhorias.298 MWh enquanto a média entre 2010 e 2012 foi de 4.

serão posteriormente discutidos os dados registrados pelo software Smart 32. .Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC. Figura 20 .66 Figura 19 . Fonte: Autora. cerca de 90% em comparação com o mês de setembro. Para tentar compreender estas informações. A figura 20 apresenta os dados de custo com energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012.Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012. É possível verificar que o mês de outubro apresentou uma grande redução no consumo de energia elétrica. em reais. Fonte: Autora. abordagem por área.

no terminal portuário.27.99. A média do índice de fator de potência no ano de 2012 foi de 0.00 foi o mês de julho.001. O fator de carga médio no horários fora de ponta foi de 0.96 R$/mês. foram registrados os fatores de carga obtidos nos meses de janeiro a dezembro de 2012. Fator de Carga A partir das faturas de energia elétrica disponibilizadas.131. enquanto nos horários de ponta foi de 0. sendo possível notar que o mês que apresentou o valor mais próximo de 1. tanto em horários de ponta quanto em horários fora de ponta (figura 22). Fator de Potência Foram obtidos os fatores de potência registrados para o terminal portuário nos meses de janeiro a dezembro de 2012 (figura 21). verificou que o custo médio com energia elétrica no ano de 2012 foi de 92. Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC.98. no ano de 2012. Fonte: Autora. com 0.67 Com base nos dados de custo com energia elétrica no terminal portuário obtidos através da fatura da CELESC (figura 20). .

utilizadas para movimentação de contêineres no setor TECON (Terminal de Contêineres) bem como de uma empilhadeira do modelo Maclift (figura 24). movida a óleo diesel. Reach Staker. .Empilhadeira de grande porte.68 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC. Fonte: Autora. também localizada no município de Itajaí. 4. O óleo diesel utilizado por elas é adquirido semanalmente junto à empresa Dumaszak. Fonte: Autora.1. Figura 23 .2 Óleo diesel O óleo diesel é utilizado no terminal portuário como combustível para a operação de duas empilhadeiras de grande porte do modelo Reach Staker (figura 23).3. utilizada para movimentação de containers. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos contêineres. distribuidora de derivados de petróleo.

90 11. em m³.31 16.75 . para transporte de cargas soltas pela MacLift e transporte de Contêineres pela Reach Staker.Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário.97 152. O óleo diesel é adquirido mensalmente para o uso em empilhadeiras.19 12. movida a óleo diesel.75 8.38 13. Tabela 13 .Empilhadeira modelo Maclift.19 - - - 0.59 15.85 12.16 - TOTAL Fonte: Autora. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL (M³) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL Empilhadeiras 16.75 m³ de óleo diesel para a operação destas atividades. porém para a operação da casa de bombas é adquirido eventualmente. já que o consumo para este tipo de uso é consideravelmente menor.70 11.69 Figura 24 . Foram disponibilizados pelo terminal portuário os dados sobre o total de óleo diesel consumido na organização no ano de 2012. Fonte: Autora. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. que se referem à quantidade consumida pelas empilhadeiras de grande porte.98 10. o terminal portuário consumiu ao longo de 2012 um total de 152. A tabela 13 apresenta os dados mensais de consumo.41 152.24 11. De acordo com os dados obtidos.78 10.06 0. - - 0. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers.34 Casa de Bombas - - 0. bem como para a operação de máquinas na casa de bombas.

Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012. O consumo de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte representou 99% do consumo total no ano de 2012. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas. este é realizado em duas Centrais de Gás.1% (figura 25). de modo que mensalmente é realizado o abastecimento dos cilindros utilizados pela empresa (figura 26). O GLP consumido pelo terminal portuário é adquirido junto à empresa Liquigás.3 GLP Foram identificados os equipamentos movidos a GLP . Verificou-se que os setores que utilizam GLP são a Cozinha (Prédio Administrativo) e o TECON. uma próxima ao TECON e outra próximo ao Prédio Administrativo. .70 É possível verificar que as empilhadeiras são responsáveis por maior parte do consumo do óleo diesel no terminal portuário. Fonte: Autora.bem como os setores nos quais estes equipamentos são utilizados.1.3. de modo que a cozinha utiliza para produção das refeições diárias e o TECON utiliza o GLP como combustível para as empilhadeiras de pequeno porte. Quanto ao armazenamento deste combustível. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. 4.

Figura 27 . com capacidade de carga de 3000kg.NR 11 (BRASIL. Este padrão de utilização em áreas externas é adotado considerando que de acordo com as exigências da Norma Regulamentadora nº 11 . 2004). para fins de movimentação de cargas soltas “break bulk” exclusivamente em áreas externas (figura 27). Fonte: Autora. Uso do GLP em empilhadeiras: O GLP é utilizado no terminal portuário como combustível de 4 empilhadeiras de modelo CLX-30. em locais fechados e sem ventilação. movidas a motores de combustão interna. . salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados.71 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha.Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas. é proibido a utilização de máquinas transportadoras. movimentação. que dispõe sobre o transporte. Fonte: Autora. armazenagem e manuseio de materiais.

JUL 6.Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário.72 Uso do GLP na cozinha: O GLP utilizado na cozinha do prédio administrativo é empregado nos fogões para a produção de refeições diárias. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente.51 TOTAL Fonte: Autora. foi de 19. sendo as empilhadeiras as responsáveis pela maior quantidade consumida.23 13. Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias.66 AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 1.14 0. O total de óleo diesel consumido. as quais são realizadas por uma empresa terceirizada.61 0.52 0.75 0.75 1. em toneladas. não é classificado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem. no ano de 2012.12 1.15 1. Tabela 14 . Fonte: Autora.47 0.18 Fogão Industrial 0. CONSUMO DE GLP (TON) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN Empilhadeiras 0. foram disponibilizados os dados de GLP consumidos para a operação de empilhadeiras no TECON e para a realização de refeições no fogão industrial. Os fogões que utilizam GLP são do modelo industrial da marca Tedesco (figura 28). considerando estes dois usos. Através da consulta à Tabela de Eficiência Energética de Fogões disponibilizada por CONPET (2012).43 toneladas. A tabela 14 apresenta os dados mensais de consumo.26 0.28 0.08 1.54 0. ou seja.43 .93 1.95 0.834 0.29 19.44 0.74 0. verificou-se que o modelo de fogão industrial utilizado pela empresa não possui Selo CONPET de Eficiência Energética.75 1.28 0.29 0.106 1. Assim como para o óleo diesel.

Para converter a quantidade de GLP consumida. Com base nos coeficientes de equivalência médios apresentados pelo MME (2012). com base na quantidade consumida no ano de 2012. em toneladas equivalentes de petróleo (tep). considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas soltas. realizou-se a conversão de unidades de energia. Fonte: Autora.1%. O consumo de GLP pelas empilhadeiras (modelo CLX-30) representou 67% do consumo total no ano de 2012.4 Caracterização da Matriz Energética Para caracterizar a matriz energética do terminal portuário com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados na Abordagem Global.3. Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário. Sabendo-se que no ano de 2012 o terminal portuário consumiu 19. para que assim se pudessem padronizar as unidades e realizar um comparativo entre as mesmas.43 toneladas de GLP para realização de suas atividades. transformando os dados . para toneladas equivalentes de petróleo (tep) converteu-se primeiramente para m³.73 Com base nos dados apresentados. considerando que a densidade do referido combustível é de 550 kg/m³ a uma temperatura de 20ºC. conforme apresentado na figura 29 a seguir. pode-se observar que as empilhadeiras também são as responsáveis por maior parte do consumo de GLP no terminal portuário. a partir de bibliografia existente. calculou-se um consumo de 35. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. em toneladas. realizou-se a conversão de unidades de energia dos combustíveis.1. 4.33 m³ de óleo diesel.

74 de óleo diesel e GLP de m³ para toneladas equivalentes de petróleo (tep).75 - 129. Para os dados de energia elétrica. Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep). em tep. Consumo de Energia Fonte de Energia toneladas m³ kWh tep Óleo diesel - 152.726. Fonte: Autora. também de acordo com os fatores de conversão determinados pelo Ministério de Minas e Energia (tabela 15).64 Fonte: Autora.52 Total 471.33 - 21. . Figura 30 .59 Energia Elétrica - - 3. no ano de 2012. Com base nos dados de consumo de energia apresentados na tabela 15 realizou-se a caracterização da matriz energética do terminal portuário (figura 30).53 Gás Liquefeito de Petróleo 19.Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida.43 35. realizou-se a conversão de kWh para tep.965 320.

067.605. Foram gastos ao longo do ano de 2012 um total de R$1. um combustível fóssil.48% do consumo de energia. considerando que o óleo diesel e o GLP são provenientes do petróleo.96% renovável. Estes dados permitem classificar a matriz energética como 32. conforme apresentado na figura 32. R$319. já que.04% não renovável e 67. tomando como base os dados de consumo 2012. já que representa 67. de acordo com a Celesc (2012) a mesma é proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas do estado de Santa Catarina. se verifica que a energia elétrica é a que demanda mais recursos financeiros da empresa. e a energia elétrica adquirida é de fonte renovável. Com relação aos custos associados ao consumo de energia. O óleo diesel utilizado nas empilhadeiras e na casa de bombas equivalem a um total de 27.375. considerando como base o ano de 2012.74 com GLP. . Fonte: Autora.58%.540.77 com energia elétrica.96% da energia total utilizada. Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável. enquanto o consumo de GLP representa apenas 4.81 com óleo diesel e R$50.75 Verifica-se que a energia mais consumida no terminal portuário é a elétrica.

Fonte: Autora.1.3. foram estabelecidos os índices de significância para cada fonte de energia utilizada no terminal portuário. 4. A tabela 16 a seguir apresenta a classificação das fontes de energia.76 Figura 32 . óleo diesel e GLP no ano de 2012.5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia Com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados anteriormente. Os índices de significância para cada uso de energia foram obtidos somando-se a pontuação de cada critério de classificação: economia da organização. impacto na produção e requisitos legais e outros.Custo total do terminal portuário com energia elétrica. .

quando comparada com as demais fontes utilizadas. realizou-se a abordagem por área considerando apenas os dados de energia elétrica.6 Quantificação de emissões de GEE Inicialmente identificou-se que o terminal portuário em estudo possui os seguintes tipos de emissões de acordo com o GHG Protocol: . por ser esta a fonte de energia com o uso mais significativo.588. Energia Uso de Energia Combustível Elétrica Iluminação X Ventilação X Óleo diesel GLP X X Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras X Preparação de Refeições X Operação da ETE X Operação da Casa de Bombas X X Utilização de outros equipamentos do PA* X Consumo de Energia** 310.217. Fonte: Autora.77 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global. Considerando que pela metodologia proposta por Celupi (2012) os índices de significância acima de 5 caracterizam como uso significativo.62 ton/mês 4.580 kWh/mês 114. Por tal motivo.556. 4. verificou-se que os usos relacionados às três fontes de energia identificadas são significativos para a organização.73 m³/mês 26.18 R$/mês 1. para fins de realização deste trabalho. sendo a energia elétrica a fonte energética com maior significância (9).98 R$/mês 12.1.14 R$/mês Econômico 3 1 1 Impacto na Produção 3 3 3 Requisitos Legais e Outros 3 3 3 Índice de Significância 9 7 7 **Consumo médio no ano de 2012.3. principalmente sob o ponto de vista econômico.

Emissões indiretas Consumo de eletricidade adquirida pelo terminal portuário junto à CELESC (TECON. Com base nos valores de consumo de combustível das empilhadeiras no ano de 2012 descritos na Abordagem Energética Global e através da aplicação da ferramenta GHG Protocol.6. foram obtidos os seguintes dados de emissões diretas por combustão móvel (tabela 19): . Escopo GHG Protocol Categoria de emissão Fontes de emissão Combustão móvel Empilhadeiras a GLP e Óleo diesel Combustão estacionária Fogão industrial e Casa de bombas 1 .1 Escopo 1 – Quantificação de emissões diretas Combustão móvel Neste item foram contempladas as emissões resultantes da utilização das empilhadeiras do terminal portuário (tabela 18). Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário.1.3. 4.78 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol. Armazéns e PA) Fonte: Autora.Emissões diretas Combustão estacionária 2. utilizadas no setor TECON. Empilhadeira Combustível utilizado CLX-30 GLP Maclift Óleo diesel comum Reach Staker Óleo diesel comum Fonte: Autora.

. É importante destacar que não foram contabilizadas as emissões do ano de 2005 já que para este ano o GHG Protocol não apresenta dados referente aos fatores de emissão.84 GLP Kg 13.14 40.343 406.28 39.823. Fonte de emissões Emissões de GEE Combustível Unidade de consumo Consumo Casa de bombas Óleo diesel Litros Fogão industrial GLP Kg Total CO2 (kg) CO2e (ton) 410 1.82 18.15 15.80 Total Fonte: Autora. 4.087. Fonte de emissões Empilhadeiras Emissões de GEE CH4 (kg) N2O (kg) Combustível Unidade de consumo Consumo CO2 (kg) Óleo diesel Litros 152.078 17.90 Fonte: Autora. considerando a disponibilidade destes dados.96 CO2e (ton) 454. Foram contabilizadas as emissões de 2006 a 2012 (tabela 21).23 21. junto à CELESC.2 Escopo 2 – emissões indiretas As emissões de GEE contabilizadas no escopo 2 referem-se aquelas relacionadas ao consumo de eletricidade adquirida no terminal portuário.33 413. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.6 17. Tabela 20 . tendo como base o GHG Protocol.908. para uso na casa de bombas (tabela 20).9 1.64 0.Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias. em litros.079.79 Tabela 19. porém para fins de comparação e para utilização na linha de base utilizaramse apenas os dados do ano de 2012 (janeiro a dezembro).670 40.6. também foram calculadas as emissões de GEE para combustão estacionária.08 6. o que impede a realização dos cálculos pela ferramenta. combustível utilizado para uso no fogão industrial e do óleo diesel. Combustão estacionária A partir do software do website GHG Protocol. a partir dos dados de consumo GLP em kg.3. no ano de 2012.1.

1.3 Comparando as emissões contabilizadas Através da contabilização das emissões de GEE provenientes das fontes de emissão identificadas no diagnóstico energético – ano base 2012.00 Total Fonte: Autora. Fonte: Autora.30 2008 10.620 381.380 229.801. Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.900 126. principalmente da utilização de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte.3.439.04 1.411 126.80 Tabela 21 .82 2010 4.820 164.14 2011 4.350.040 207. de 2006 a 2012.460 515.Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.161.54 2009 6.6.62 2007 9.540 515.349.905.90 2012 3.965 207. A figura 33 a seguir apresenta graficamente os resultados obtidos a partir da utilização da ferramenta do Programa GHG Protocol. .628.290 280.726. identificou-se que as principais emissões de GEE das atividades desenvolvidas provêm das fontes de combustão móvel. Emissões de GEE Ano Consumo de Eletricidade adquirida (kWh) CO2 (kg) CO2e (ton) 2006 11.722 164. 4.016 280.422.140 229.749 381.

81 As empilhadeiras a Óleo Diesel e a Energia elétrica adquirida são as fontes de emissão com maior significância. conforme apresentado na figura 35. a partir dos registros de consumo de energia fornecidos pelo software Smart 32.3.1.74 toneladas de CO2e. emitiu um total de 680. pode-se dizer que o terminal portuário.7 Abordagem Energética por Área Neste item foi abordado detalhadamente o consumo de energia elétrica do terminal portuário. Fonte: Autora. em decorrência do uso e consumo de energia. Figura 34 . 4. Por fim.Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no terminal portuário. . Os containers que necessitam de refrigeração em decorrência da natureza de sua carga ficam conectados às tomadas reefer dos painéis elétricos existentes no pátio. uma vez que suas emissões juntas contabilizaram cerca de toneladas de CO2e emitidos no ano de 2012.1. no ano de 2012.3. 4.7.1 Área 1 – TECON O consumo de energia elétrica do Terminal de Contêiner está estritamente ligado à quantidade de containers refrigerados (reefer) que permanecem no pátio. no ano de 2012.

Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos. bem como o número de containeres reefer que estiveram armazenados e conectados à eletricidade no mesmo período. No entanto. Fonte: Autora. o consumo médio de energia elétrica por container reefer é de cerca de 5kW/h. Para melhor compreender a relação entre o consumo de energia elétrica no terminal de contêineres e a quantidade de contêineres reefer ligados às tomadas. consequentemente o consumo de energia pode variar em função disso. segundo Reefertec (2013). Considerando que os containers reefer armazenados pelo terminal portuário não seguem um padrão de eficiência energética. . a figura 36 a seguir apresenta os dados de consumo de energia elétrica no TECON obtidos pelo software Smart 32 de abril a novembro de 2012. de modo geral.82 Figura 35 . já que cada um possui características de fabricação diferentes.

já que abril teve somente 1. Fonte: Autora. é possível verificar que este comparativo não é proporcional. Quando estes dados de consumo são comparados com o número de containers reefer que permaneceram no pátio.5 vezes maior que o consumo registrado no mês de novembro.83 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012. O fato é explicado pelos horários no qual os contêineres permaneceram ligados à eletricidade: em abril. É possível verificar que no mês de abril de 2012 (início das medições pelo Smart 32) foi registrado o maior consumo de energia elétrica no setor TECON: cerca de 3. os . conectados à energia elétrica.7 vezes mais contêineres que novembro.

entre abril e novembro de 2012. Para melhor compreensão dos motivos desta prática. porém torna-se necessário avaliar por profissional competente se esta prática prejudica a qualidade do produto armazenado. Figura 37 . já que o mesmo deve ser mantido em condições de refrigeração constante. No mês de abril de 2012 foi então registrado o maior consumo de energia elétrica em horários de ponta (das 18h às 6h). . entre os meses de abril e novembro de 2012. Fonte: Software SMART 32. O procedimento de desligamento dos containers influenciou significativamente no consumo. com valores em kWh. passavam todas as noites consumindo energia (horário de ponta). as figuras 37 e 38 apresentam os dados de consumo e custo em horários de ponta e fora de ponta no TECON.Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. enquanto que a partir de maio foi adotada a prática de se desligar os contêineres nos horários de ponta com vistas à redução do custo com energia. 2012.88 vezes mais). ou seja. É importante destacar que tais dados estão mais bem detalhados no Apêndice III. que neste horário é muito maior (5. conforme já observado na figura 36.84 contêineres permaneciam ligados sem interrupção.

3. este último conforme apresentado na figura 39. operação da Estação de Tratamento de Efluentes bem como para o carregamento de baterias das empilhadeiras elétricas.1.Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. os quais utilizam a energia elétrica da referida área. Fonte: Autora.7. .2 Área 2 – Armazéns I e II Através de dados obtidos com o setor de Recursos Humanos. 4. se verificou que nos Armazéns I e II existem um total de 54 funcionários trabalhando. O consumo de energia elétrica registrado pelo software Smart 32 na área dos Armazéns está estritamente ligado à iluminação utilizada neste ambiente. entre os meses de abril e novembro de 2012.85 Figura 38 .

Isto possibilita concluir que pequenas ações para . de acordo com o software Smart 32. As figuras 41 e 42 a seguir demonstram os dados de consumo e custo de energia elétrica em horários de ponta e fora de ponta nos Armazéns. de modo que mesmo com um consumo bem mais baixo do que aquele registrado nos horários fora de ponta.Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas.Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012. Fonte: Autora. Fonte: Autora. É possível perceber que o consumo nos horários de ponta manteve uma média de 5.85 MWh.86 Figura 39 . Figura 40 . Comparando os gráficos de Consumo e Custo. verifica-se claramente o quanto o custo nos horários de ponta é elevado. o custo se aproxima bastante do custo de fora de ponta. variando pouco entre os meses contabilizados.

Figura 41 . . Fonte: Autora.Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora.Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.87 redução do consumo em horário de ponta podem reduzir significativamente o custo por sua utilização. Figura 42 .

Figura 43 . registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.3 Área 3 – Prédio Administrativo Neste item serão apresentados os dados de consumo de energia elétrica registrados no Prédio Administrativo pelo software Smart 32. Figura 44 . em MWh.1. em MWh.3.Consumo de energia elétrica. Fonte: Autora. em kWh. Fonte: Autora.7.Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.88 4. Os dados de consumo estão também apresentados no Apêndice III. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. .

e qualquer minimização de desperdícios pelo uso de equipamentos elétricos nesta área pode significar uma boa redução de custo para a organização. é possível realizar um comparativo do total contabilizado pelo software com o valor registrado pelas faturas da CELESC.2.4 deste trabalho abordará com maior detalhamento as observações realizadas quanto à má utilização de energia pelos funcionários.1.6. entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Porém. já que este foi instalado para o monitoramento do consumo.4 Comparando o consumo entre as áreas analisadas Com base nos dados de consumo de energia registrados pelo software Smart 32 para as áreas de consumo de energia elétrica no terminal portuário. O item 4.89 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.3. considerando que os funcionários trabalham das 7:45h às 17:45h. o equipamento é uma base de dados para a comparação da linha de base com o período pós retrofit. . Verifica-se através da figura 45 que o consumo de energia elétrica registrado no horário de ponta foi bem menor que o registrado em horário fora de ponta. Ou seja. visando a realização de comparações futuras após a realização de melhorias de desempenho energético.7. Este comparativo é extremamente válido para discutir a eficácia do equipamento. no Prédio Administrativo. Fonte: Autora. 4. é importante dizer que a quantidade de energia utilizada na ponta representa um custo alto para a empresa.3.

em um total de 12 horas por dia em 22 dias do mês de novembro (segunda a sexta).Software Smart 32 Consumo total (MWh) .28 9. Tabela 22 . um consumo de pelo menos 101.67 282. Para tentar entender estes dados.68 -125.85 out/12 104.00 154.97 396.16 377.37 47.78 92.57 256. conforme já discutido no item Abordagem Global. porém não explica o baixo consumo do mês.79 11.01 10. teoricamente deveria ter sido contabilizado somente no TECON.78 -103.51 48.23 53.10 248.14 9. Mês Consumo TECON (MWh) Consumo Armazéns I e II (MWh) Consumo PA (MWh) Consumo total (MWh) . já que se faz necessário uma investigação detalhada por profissionais da área.51 222. O consumo de energia contabilizado pela CELESC no mês de outubro foi muito menor do que o consumo dos demais meses do ano (cerca de 90% a menos). já que apresentam erros de medida e devem ser avaliados com maior detalhamento pela empresa.00 67. não se pode concluir o motivo pelo qual a energia não foi contabilizada.25 ago/12 176. para identificar falhas no sistema elétrico conectado aos medidores do Smart 32. sabe-se que o número de containers reefer foi muito menor que os demais meses.41 jul/12 157.520 kWh pela CELESC.12 303.60 234. pode-se destacar que os dados do período analisado não conferem confiabilidade como linha de base para posteriores análises em um SGE.36 427. Embora assim.00 11.31 38. De modo geral.30 30.76 226.81 49.76 235.84 22. o total contabilizado entre abril e novembro de 2012 pelo software Smart 32 nas áreas que utilizam a energia não equivale ao total contabilizado pela CELESC no mesmo período.CELESC Energia não contabilizada (MWh) abr/12 327.20 8.96 10. O software instalado não contabilizou boa parte da energia consumida no terminal portuário.45 178.64 nov/12 178.90 Conforme apresentado na tabela 22. porém nos meses de outubro e novembro de 2012 o software registrou um consumo maior que aquele contabilizado pela CELESC.19 57.Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC.02 164. pode-se comparar o consumo com o número de contêineres reefer armazenados. .27 set/12 165.67 Fonte: Autora. já que são eles os maiores consumidores de energia no terminal portuário.51 19.73 229.75 215.23 52.02 47. Verificando estes dados (figura 36).21 11.13 8.88 jun/12 167.93 mai/12 173. Considerando um consumo médio de 5kW por contêiner reefer de acordo com dados da Reefertec (2013).

(c) potência total instalada de ar condicionado (kW).37 kW.1. (b) potência instalada em iluminação (kW). que considera a potência total das lâmpadas existentes bem como a potência do reator destas lâmpadas.91 4.72kW. do 2º piso. ou seja. Foram contabilizados os seguintes dados de potência instalada: (a) potência total instalada (kW).04kW). permitiram verificar que os setores que possuem maior potência instalada de equipamentos elétricos é o Setor Comercial do 1º piso. Tais dados . De fato.3.1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados Dados de Potência instalada Foram listados todos os equipamentos existentes no Prédio Administrativo que contribuem diretamente com o consumo de energia elétrica de seus setores. O setor comercial possui uma potência instalada de ar condicionado de 112.33 kW. seguido pelo Refeitório (3.8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo 4. enquanto o setor Kit Festa possui 77. o mesmo nível de iluminação com um menor consumo de energia. possui potência instalada de ar condicionado de 70. O setor Kit Festa. são os setores com maior número de computadores. é necessário conhecer as potências atualmente existentes e assim pesquisar lâmpadas que apresentem maior eficiência luminosa. foram verificados quais setores possuem maior potência instalada no prédio administrativo. Embora com grande potência em iluminação.34kW e potência total de computadores de 2. o setor que possui maior potência instalada é também o setor comercial do 2º piso (9. Com relação à potência em iluminação. e. Os resultados. por sua vez. seguido pelo Kit Festa. O setor comercial possui uma potência total instalada de 135.3. e (d) potência total instalada de computadores (kW).38kW).1. para propor melhorias.8. considerando que são todas do modelo fluorescente tubular. ar condicionados e com maior número de funcionários.54 kW (83% de toda sua potência instalada) e potência total instalada de computadores de 9.45kW. é preciso verificar se os níveis de iluminância estão adequados ao ambiente. A partir do levantamento de equipamentos e de seus dados de potência. melhor detalhados no Apêndice IV. Equipamentos classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Nesta etapa do trabalho também foram verificados se os equipamentos elétricos existentes em cada ambiente são equipamentos classificados pelo pelo PBE com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou se possuem o Selo PROCEL.

24 e 25 e ilustrados nas figuras 46. estando por ela identificados como classe “D”. 4. Térreo: A tabela 23 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo. Também se verificou que os chuveiros existentes no setor Vestiário (Térreo) possuem a ENCE. foram então realizadas medições de iluminância e observações in loco dos ambientes. Medições de iluminância De acordo os procedimentos descritos pela NBR 5413 foram realizadas as medições nas áreas existentes do Prédio Administrativo. 12:30h. possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. os quais são classificados como “B”. 2012) e do CONPET (CONPET. de modo que o valor médio das medições realizadas foram comparados com os valores mínimos determinados pela referida NBR.3. ventilação e setorização elétrica dos setores do Prédio Administrativo.92 foram verificados a partir da listagem de equipamentos dos referidos Programas. para cada tipo de ambiente.8.2 Diagnóstico das características do ambiente Para melhor compreender a situação quanto aos aspectos de iluminação. disponíveis no website da Eletrobrás (ELETROBRAS. 2012). 47 e 48. Os resultados das medições realizadas estão descritos nas tabelas 23. 15h e 19:30h). em quatro horários distintos (10h. .1. Dentre todos os equipamentos existentes. apenas 6 ar condicionados do total de 32.

93 Tabela 23 . PCS e Vigilância encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. Verificou-se que dentre os setores existentes no pavimento térreo do Prédio Administrativo os setores: Sala de Treinamento. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR Almoxarifado 624 500 Sala Treinamento 397 500 Hall PA 1 1088 100 Cozinha* 542 500 Refeitório* 733 300 PCS 276 500 Vigilância 408 500 Vestiário 368 200 Fonte: Autora. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local.

.Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413. Fonte: Autora.94 Figura 46 . de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .

Tabela 24 .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. não sendo necessária a adequação da iluminação destes locais tomando como critério o conforto lumínico dos trabalhadores. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 Arquivo 1 322 300 Sala Reunião 1 236 200 Copa 2018 200 WC Fem 1 770 200 WC Masc 1 758 200 CPD/CFTV 656 500 Hall PA 1 406 100 Comercial 523 500 WC Fem 2 672 200 WC Masc 2 671 200 Sala Reunião 2 399 300 Sala Reunião 3 390 200 Hall PA 2 421 100 Fonte: Autora.95 1º piso: A tabela 24 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 1º piso do Prédio Administrativo. . Verificou-se que todos os setores do 1º piso do Prédio Administrativo estão com níveis de iluminação de acordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 47).

.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .96 Figura 47 . Fonte: Autora.Setores do 1º piso do Prédio Administrativo.

Kit Festa. Arquivo RH.97 2º piso: A tabela 25 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 2º piso do Prédio Administrativo. Tabela 25 . SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 PVA 393 500 Hall PA 1 445 100 WC Masc 1 784 200 Vestiário PVA 1787 200 WC Fem 1 785 200 Arquivo RH 255 300 Telefonia 355 200* Hall PA 2 427 100 Kit Festa 431 500 RH 582 500 Meio Ambiente 482 500 Estoque 561 500 Comercial 628 500 Sala Café 747 200 Sala Reunião 2 435 200 Sala Gerência 493 500 Circulação Gerência 561 500 WC Fem 2 959 200 WC Masc 2 968 200 Hall PA 331 100 Sala Reunião 1 411 200 Fonte: Autora. . Verificou-se que dentre os setores existentes no 2º piso do Prédio Administrativo os setores: PVA. Meio Ambiente e Sala Gerência encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48).Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local.

Fonte: Autora.Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413.98 Figura 48 .Setores no 2º piso do Prédio Administrativo. de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma . .

existência de persianas.IEEA A partir da verificação das características de cada ambiente do PA quanto ao tamanho das janelas. ventilação cruzada. para facilitar a apresentação dos dados.Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE. e cor das janelas/piso/teto. conforme apresentado pela figura 49 e Apêndice V. foram obtidos os IEE para cada ambiente analisado. orientação geográfica das janelas.99 Determinação do Índice de Eficiência Energética do Ambiente . atendimento à NBR 5413. Pavimento Térreo 1º piso 2º piso Setor Almoxarifado Sala Treinamento Hall PA 1 Cozinha Refeitório PCS Vigilância Vestiário Arquivo Sala Reunião 1 Copa WC Fem 1 WC Masc 1 CPD/CFTV Hall PA 1 Comercial WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 2 Sala Reunião 3 Hall PA 2 PVA Hall PA 1 WC Masc 1 Vestiário PVA WC Fem 1 Arquivo RH Telefonia Hall PA 2 Kit Festa RH Meio Ambiente Estoque Comercial Sala Café Sala Reunião Sala Gerência Circulação Gerência WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 1 Sigla TA TB TC TD TE TF TG TH 1ª 1B 1C 1D 1E 1F 1G 1H 1I 1J 1K 1L 1M 2ª 2B 2C 2D 2E 2F 2G 2H 2I 2J 2K 2L 2M 2N 2O 2P 2Q 2R 2S 2T . A tabela 26 identifica os setores analisados por siglas. Tabela 26 .

Os índices de eficiência energética obtidos possibilitam verificar que os setores com melhores condições para o aproveitamento de iluminação e ventilação natural são os setores Comercial (1H). Vestiário (TH). Os setores com melhores IEEAs apresentaram melhores condições de iluminação e ventilação.0. Cozinha (TD). com valores acima de 2. Figura 49 . com base nas características do ambiente de cada um.100 Fonte: Autora. Copa (1C) e Vestiário PVA (2D). porém isto não significa que não seja importante discutir quais as possibilidades de melhoria que eles apresentam. já que apresentaram os melhores índices de eficiência energética de ambiente. verificou-se que: . Fonte: Autora. Nível “A” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores.Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo. classificados com IEEA nível “A”.

101 Tamanho das janelas: . Sala Treinamento (TB).Leste e Oeste: Cozinha (TD). Telefonia (2G). Cor do piso: 2 dos 4 setores classificados como “A” possuem piso com cor média: Vestiário (TH) e Comercial (1H).O setor que possui janelas com tamanho entre 30% e 50% é a Cozinha (TD).Apenas 5 setores possuem janelas com tamanho entre 30% e 50%: Almoxarifado (TA). WC Masc 2 (2S). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D). WC Fem 2 (2R). WC Masc 1 (1E). WC Fem (2C). PCS (TF) e PVA (2A). Cozinha (TD). .Norte: Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D). apenas o setor Meio Ambiente possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. Vestiário (TH) e Comercial (1H). . Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “A” possuem paredes com cor clara.Dos 24 setores classificados como nível C. classificados com IEEA nível “B”. Kit Festa (2I). Arquivo RH (2F). Sala Café (2N).Os setores que possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela são: Vestiário (TH). apenas o setor Copa (1C) possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. Estoque (2L). Cor do teto: apenas o setor Comercial (1H) possui teto pintado com cor média (cinza e branco). Nível “B” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores . WC Fem 1 (2E). . verificou-se que: Tamanho das janelas: . Orientação geográfica das janelas: .Dos 4 setores classificados como nível A. . Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). Persianas nas janelas: dos setores classificados como “A” somente a cozinha não possui persianas nas janelas. Sala Reunião 2 (2º). . Atendimento à NBR 5413: todos os setores classificados como “A” atendem os valores mínimos de iluminância definidos pela NBR 5413. WC Fem 1 (1D). . Sala Gerência (2P).18 setores possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela: Arquivo 1 (1A). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 4 setores possuem ventilação cruzada: Vestiário (TH) e Comercial (1H). sendo que a Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D) não possuem ventilação cruzada em seu ambiente.

Comercial (2M). Arquivo RH (2F). WC Fem 1 (2E). o que consequentemente os impede de aproveitar a iluminação e ventilação natural. RH (2J). PCS (TF). Arquivo 1 (1A). . WC Masc 1 (1E). Arquivo 1 (1A). Nível “C” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores mais baixos. Estoque (2L). Sala Treinamento (TB). Sala Reunião 2 (1L) e Circulação Gerência (2Q) possuem paredes pintadas com cores médias. Refeitório (TE). . Arquivo RH (2F). . Kit Festa (2I). Kit Festa (2I). Telefonia (2G). Sala Café (2N). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “B” possuem paredes com cor clara. Kit Festa (2I). Sala Reunião 1 (1B). Arquivo RH (2F). WC Fem 2 (1I). Telefonia (2G).102 Orientação geográfica das janelas: .Oeste: Sala Treinamento (TB). Meio Ambiente (2K). estando apenas o setor Vigilância com valores abaixo dos mínimos exigidos pela Norma. Sala Reunião 1 (1B). PVA (2A).Leste: Almoxarifado (TA). WC Masc 2 (1J). Sala Reunião 1 (1B). Cor do teto: 11 dos 24 setores possuem teto com cor média: Almoxarifado (TA). classificados com IEEA “C”. embora ela não seja utilizada no setor. Estoque (2L). PCS (TF). verificou-se que: Existência de janelas/ventilação cruzada: 100% deles não possui janelas nem ventilação cruzada. enquanto os setores Sala Reunião 1 (1B). WC Fem 2 (2R) e WC Masc 2 (2S). PVA (2A).Norte: apenas os banheiros WC Fem 1 (1D). PCS (TF). Meio Ambiente (2K). PCS (TF). Sala Reunião 2 (2O). Cor do piso: 14 dos 24 setores classificados como “B” possuem piso com cor média: Almoxarifado (TA). Estoque (2L). Arquivo RH. Cor das paredes: 9 dos 12 setores classificados como “C” possuem paredes com cor clara. WC Masc 1 (2C). . Arquivo 1 (1A). Sala Gerência (2P). Sala Café (2N). Meio Ambiente (2K) e Sala Gerência (2P). Telefonia (2G). Comercial (2M). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Atendimento à NBR 5413: 11 dos 12 setores classificados como “C” atendem aos níveis de iluminância pela NBR 5413. Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 24 setores possuem ventilação cruzada. PVA (2A). Atendimento à NBR 5413: 7 dos 24 setores classificados como “B” não atendem aos níveis de iluminância mínimos definido pela NBR 5413: Sala Treinamento (TB). Comercial (2M). Kit Festa (2I).

A partir da realização de um comparativo com a opinião dos funcionários. Hall PA 2 (1M). Sala Reunião 2 (1L).Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. Sala Reunião 3 (1L). 4. porém os setores Sala Reunião 1 (1B). Sala Reunião 2 (1K). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) possuem piso com cores médias.3 Diagnóstico da percepção dos funcionários Conforme já mencionado. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) possuem cor média para o teto. Perfil dos entrevistados Figura 50 . Hall PA 1 (2B). Para melhor compreender e discutir sobre as características de cada ambiente.3. foi possível priorizar melhorias nos ambientes avaliados. os dados do índice de eficiência energética foram confrontados com os dados obtidos com a aplicação do questionário com os funcionários. Sexo .103 Cor do piso: apenas 2 setores possuem piso com cor clara. o que representa uma possibilidade de melhoria. entre outros fatores.1. Cor do teto: 8 dos 12 setores possuem cor clara. quanto à iluminação e ventilação. Idade Fonte: Autora. Os resultados da pesquisa realizada encontram-se nas figuras 50 a 65. CPD/CFTV (1F). Hall PA 1 (1G). o que implica em uma menor refletância e consequentemente menor iluminância do ambiente. foram entrevistados 195 funcionários de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo de acordo com questionário apresentado no Apêndice VI.8. na qual os mesmos avaliam as características do ambiente em que trabalham. Vigilância (TG). enquanto os setores Hall PA 1 (TC).

Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. quanto ao perfil dos funcionários. sendo 4% com superior completo e 14% dos entrevistados com pós graduação. Escolaridade: Tempo em que trabalha na empresa: Fonte: Autora. Com relação ao tempo em que trabalham na empresa. a maior parte dos entrevistados trabalha a menos de 5 anos na empresa (62%). é do sexo feminino (68%) e possui como escolaridade ao menos o ensino superior incompleto (55%). 33% trabalha a menos de 1 ano e 29% trabalham entre 2 a 5 anos. em sua maioria. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados trabalha a mais de 10 anos no terminal portuário. sendo que destes. o que confere que os funcionários possuem. um bom grau de instrução. a maior parte dos entrevistados possui entre 21 e 30 anos (52%). Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação artificial . Os dados obtidos com a aplicação do questionário permitiram verificar que.104 Figura 51 .

Isto pode explicar o fato dos funcionários considerarem a iluminação deste ambiente como excessiva. Nestes ambientes. A maior parte dos entrevistados considera a iluminação artificial de seu ambiente de trabalho satisfatória (87%).Da parcela de entrevistados que consideraram a iluminação artificial como insatisfatória (5%). conforme é possível verificar na tabela 23. esta é: Fonte: Autora. verifica- . acima dos valores mínimos exigidos pela NBR 5413.Da parcela dos entrevistados que consideraram a iluminação artificial como excessiva. Em comparação com os valores de iluminância obtidos com as medições. Na sua opinião quanto a iluminação artificial do setor. 60% são do setor PCS. 20% do setor Kit Festa e 20% do setor comercial (1º piso). de fato. enquanto 8% consideram excessiva e 5% disseram que a iluminação artificial é insatisfatória. . Realizando um comparativo entre a percepção dos funcionários e os valores obtidos com a medição da iluminância dos ambientes do PA. verifica-se que: . observou-se que os valores de iluminância estão.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. 70% trabalham na cozinha e refeitório. O refeitório apresentou valores de iluminância bem maiores que o especificado pela norma.105 Figura 52 . esta é: No que se refere à localização das lâmpadas.

A iluminação natural produz ofuscamento aos olhos dos funcionários? Em caso afirmativo. a iluminação natural do ambiente não produz ofuscamento. Apenas o setor comercial atende ao valor mínimo exigido pela norma. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? Fonte: Autora. 33% no Comercial (1º piso) e 33% no setor de Meio Ambiente. 72% considera como adequada. na opinião da maior parte dos funcionários entrevistados (58%). 33. .3% trabalham no setor PCS. Estoque (2L). Quanto questionados sobre o horário aproximado do ofuscamento. verifica-se que os funcionários que responderam que sim são dos setores: comercial (1H). Com base nos dados do questionário.106 se que os setores PCS e Kit Festa não atendem os limites mínimos exigidos pela NBR 5413. Kit Festa (2I). enquanto 44% responderam que sim. Sobre a localização das lâmpadas. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação natural Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. PCS TF). 25% como regular e apenas 3% considera a localização ruim. o que explica a opinião dos funcionários quanto a este questionamento. Dentre os entrevistados que consideram a localização das lâmpadas como ruim. É possível analisar que. Meio Ambiente (2K) e Comercial (2M). percebe-se que 67% afirma ocorrer no período da manhã.

69% responderam que sim. Os funcionários que consideraram o .Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. tais setores possuem película nas janelas. Quando questionados se consideram o tamanho das janelas adequado ao tamanho da sala em que trabalham. além de persianas. é possível relacionar os mesmos com a existência ou não de persianas. o que possibilita menor incidência de iluminação natural no ambiente. Figura 54 . enquanto 31% fizeram observações de que o tamanho das janelas poderia ser maior.Meio Ambiente (2K). A partir dos dados de característica do ambiente obtidos. o que os dá condições para controlar melhor a incidência da iluminação natural no ambiente. verifica-se que os setores na qual os funcionários apontaram ter ofuscamento pela iluminação possuem persianas. Comercial (1H) e Estoque (2L). Verificou-se ainda que. Na sua opinião as janelas possuem tamanho adequado à área da sala? Seu local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? Fonte: Autora. Para melhor compreender estes dados e identificar possibilidades de melhoria. O ofuscamento no período da tarde se dá nos setores com orientação geográfica das janelas para oeste . enquanto naqueles com orientação geográfica para leste ocorre ofuscamento no período da manhã .107 enquanto 33% afirma ocorrer no período da manhã.Kit Festa (2I) e Comercial (1H).

porém 23% dos entrevistados responderam que seu equipamento de trabalho não está posicionado perpendicular às janelas. de acordo com Gozlan (2012) não é o ideal. para evitar que os olhos se ajustem a diferentes intensidades luminosas e evitar reflexos na tela (GOZLAN. Para evitar o ofuscamento pela iluminação natural. o posicionamento dos equipamentos de trabalho deve estar perpendicular a uma janela ou lâmpada. Realizando um comparativo com as observações realizadas in loco.108 tamanho das janelas inadequado ao tamanho da sala são dos setores Almoxarifado (TA). PVA (2A) e Comercial (1H). Vestiário (TH). que. PCS (TF). 2012). Figura 55 .Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. e assim ter condições para o melhor aproveitamento da mesma. e os demais setores considerados pelos entrevistados possuem janelas com área maior que 30% e menor que 50% com relação à área da parede que ocupam. o setor Vestiário. verifica-se que dentre os setores considerados pelos entrevistados como tendo tamanho de janelas inadequado á área da parede. . Você considera que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala? Fonte: Autora De acordo com os resultados do questionário aplicado. Cozinha (TD). possui janelas com área menor ou igual a 30% com relação à área da parede que ocupam. a maior parte dos entrevistados 99% acreditam que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala.

Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente. quando questionados se foi devido à insuficiência de conforto visual. responderam que não (100%). Os que afirmaram já ter ocorrido discussão sobre a disposição do mobiliário. Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? Em caso afirmativo. sendo que apenas 11% afirma já ter ocorrido. A partir dos dados obtidos. percebe-se que 89% dos entrevistados disse nunca ter ocorrido uma discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho. foi devido à insuficiência de conforto visual? Fonte: Autora. Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação natural do ambiente .109 Figura 56 .

Os resultados obtidos com o questionário referente à ventilação natural permitiram verificar que a maior parte dos ambientes do prédio administrativo (69%) não possui acesso para ambientes externos. com as portas e janelas abertas. é: Fonte: Autora. Realizando um comparativo com a sensação de ventilação natural dentro da sala. o que explica a insatisfação com a ventilação natural. enquanto apenas (31%) possuem.110 Figura 57 . de acordo com a resposta dos entrevistados. .Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente. mesmo em ambientes que não possuem acesso para ambientes externos. O corredor que dá acesso às salas é aberto para ambientes externos? A ventilação natural dentro da sala. já que tais ambientes não proporcionam as melhores condições para tal aproveitamento. em setores que não possuem janelas: como CPD/CFTV e RH. Verificou-se que dos funcionários que responderam que a ventilação natural dentro da sala é insatisfatória trabalham em setores que possuem janela com tamanho menor que 30% com relação à área da parede (Kit Festa e Estoque). verifica-se a maior parte dos entrevistados a classificam como satisfatória (80%).

No setor onde você trabalha há ventilação mecânica? A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: Fonte: Autora. A localização do ventilador ou ar condicionado é: Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente. Figura 59 . .111 Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica do ambiente Figura 58 .Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente.

Isto possibilita verificar que seria interessante que o terminal portuário revisse a localização destes equipamentos. 43% dos entrevistados afirmaram que é adequada. a fim de que todos os funcionários se beneficiem da ventilação artificial existente quando houver necessidade de utilização da mesma. caracteriza-se por aparelhos de ar condicionado. 25% acredita que é insatisfatória e 5% considera como excessiva. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. Avaliação dos entrevistados quanto à setorização elétrica Figura 60 . Dentre os entrevistados.112 De acordo com a avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica no ambiente em que trabalham. conforme resultados obtidos a partir do levantamento de equipamentos elétricos. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: Fonte: Autora. porém 37% acreditam ser regular e 20% considera como ruim. . Quando questionados sobre a localização dos ventiladores ou ar condicionados. Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. 43% acredita que a quantidade de equipamentos existentes para ventilação mecânica é adequada. que no caso. se percebe que 96% dos setores existentes no Prédio Administrativo possuem ventilação mecânica.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.

Avaliação dos entrevistados quanto à importância do gerenciamento de energia . enquanto 41% considera regular e 16% considera inadequada.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. de maneira que haja maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com as áreas ocupadas de cada ambiente. como lâmpadas. Você acredita que a instalação de sistemas de controles no ambiente em que trabalha pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. Isto possibilita identificar a necessidade de revisão da setorização elétrica nos setores do Prédio Administrativo. sendo que a maior parcela dos entrevistados não acredita que a setorização seja adequada. bem como de acordo com a disponibilidade de luz natural. Segundo PRUEN (2013). deve-se procurar sempre a melhor divisão dos circuitos elétricos.113 Figura 61 . economizando energia elétrica? Fonte: Autora. Os resultados do questionário quanto à avaliação dos funcionários sobre a setorização elétrica do ambiente permitem verificar que 33% dos entrevistados responderam não existir interruptores para desligar e desligar equipamentos de forma setorizada no ambiente em que trabalham. por exemplo. Uma parcela de 43% dos entrevistados acredita que a setorização é adequada. já que a setorização elétrica adequada possibilita melhor controle sobre a utilização de equipamentos.

A: “Ajuda no baixo consumo”. além de demandar muito do meio ambiente. I: “Pois permite uma redução considerável dos custos para com isso haver investimento em outras áreas". E: "Sim é muito importante termos esta conscientização. D: "Para redução de custos e a possibilidade de inclusão de novas formas de energia no dia-a-dia". Na sua opinião. C: "Por que a energia tem alto custo e é um recurso limitado. aproveitar a luz solar". o gerenciamento de energia é importante para a empresa? Por quê? Fonte: Autora. .Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa. H: "Para evitar custos. Evitar desperdício. saem e deixam o ambiente com a energia ligada". por isso deve ser economizado para garantir a continuidade dos processos que utilizar energia". J: "Há necessidade de conscientização dos funcionários. É importante destacar alguns comentários registrados pelos funcionários no questionário. reduzir seu consumo é fundamental". F: "Porque gerenciando a energia consequentemente há economia para a empresa". B: "Vejo muitas lâmpadas acesas por falta de iluminação externa". G: "A energia é um recurso escasso e caro. hoje as pessoas não colocam em prática. pois atualmente não há".114 Figura 62 . Os resultados apresentados na figura 62 possibilitam verificar que o gerenciamento de energia é visto por 99% dos entrevistados como algo importante para a empresa. sobre o motivo pelo qual acreditam ser o gerenciamento de energia algo importante para a empresa (quadro 8): Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa.

Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia. Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema "Energia/Consumo de Energia" na empresa? Fonte: Autora. M: "É importante pois além de reduzir custos para a empresa. . você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? Fonte: Autora. preservação dos recursos naturais e pelo consumo consciente de cada indivíduo". Figura 64 . Com relação à questão anterior. L: "Pela economia em termos financeiros. O: "Gostaríamos de receber palestra para entender melhor sobre este assunto".115 K: "Economia e produtividade dos funcionários". N: "Devido ao custo e benefício". contribui para a preservação dos recursos naturais e melhor aproveitamento destes". Fonte: Autora. Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia.

o ventilador e o ar condicionado são desligados? Fonte: Autora. Cerca de 87% dos entrevistados afirmam ter interesse em participar de alguma formação referente ao tema Energia.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. Figura 66 . as lâmpadas são desligadas? Fonte: Autora.116 É possível verificar que a maior parte dos funcionários entrevistados (88%) nunca participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema Energia ou Consumo de Energia na empresa. sendo possível identificar a necessidade de realização de novas palestras sobre o tema na empresa. . cursos ou seminários que abordem o tema. Quando a ventilação natural é satisfatória. Aspectos comportamentais dos entrevistados Figura 65 . você desliga o computador? Quando a iluminação natural supre as necessidades visuais. o que confere uma oportunidade de melhoria para a empresa a realização de palestras. Foi verificado que aqueles que responderam já ter participado de alguma formação trabalham há mais de 5 anos na empresa. Quando sai para o almoço.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.

15h e 19:30h no Prédio Administrativo.8. foi possível contabilizar um total de 260 computadores que. Apenas os dados do questionário referente a utilização de ar condicionado não serão confrontados com dados de observação in loco. 12:30h. durante determinado período do dia permaneceram ligados sem utilização. realizou-se a observação in loco em diferentes horários. foram realizadas as observações in loco nos setores nos diferentes horários. Tabela 27 . 4.Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h.3. Uso de computadores Os resultados das observações realizadas quanto ao uso de computadores seguem na tabela 27 a seguir. percebeu-se 69% dos computadores observados estavam ligados sem utilização enquanto almoçavam. Comparando este resultado com os resultados do questionário elaborado com os funcionários. em que 59% dos entrevistados responderam que não desligam seu computador no horário de almoço.117 Para que se pudesse discutir os dados referente aos aspectos comportamentais dos funcionários. já que implicam em análises mais complexas sobre o conforto térmico do ambiente.1. A partir das observações realizadas nos setores do prédio administrativo em diferentes horários. para verificação do uso da iluminação e de computadores. para verificar se o uso de ar condicionado ocorre sem a real necessidade.4 Observação dos aspectos comportamentais dos colaboradores Para verificar a veracidade das respostas dos funcionários quanto aos seus aspectos comportamentais relacionados ao uso de computadores e iluminação. . Horário da Observação Computadores Ligados Computadores em uso 10h 258 212 243 258 23 TOTAL 76 231 3 12:30h 15h 19:30h Desperdício Computadores % 46 167 27 87 260 18 69 10 54 Fonte: Autora.

apenas com o monitor em stand by. também foram considerados 22 dias de trabalho no mês. De acordo com os cálculos realizados.77 ao longo de um mês. considerando o tempo de almoço como 1 hora.024kW (ThinClient).05 67.05 kWh.76 ao dia e R$ 82. no horário das 19:30h. Equipamento Quantidade em uso Potência por equipamento (kW) Consumo diário (kWh) Consumo mensal (kWh) ThinClient 127 0.024 3. com 12 horas por dia. sem considerar a potência do monitor. Para verificar o consumo dos computadores que permaneceram ligados mesmo após o término do expediente dos funcionários. este valor passa para 331. e as considerações sobre o modelo e a potência dos equipamento estão apresentadas no quadro 10. o que significa o desperdício de R$ 3. considerando que entre 12:30h e 13:30h a tarifa cobrada é referente ao horário fora de ponta. Quadro 9 . o quadro 9 apresenta os dados de consumo pelo uso destes equipamentos em um dia.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço. também foram realizadas observações. Para cálculo em escala mensal. .10 Desktop Infoway/LG 40 0. considerou-se que os computadores permaneceram ligados das 19:30h às 7:30h. 20 possuem modelo com potência de 0.3kW (Infoway/LG) e 147 possuem modelo com potência de 0. considerando uma jornada mensal de 22 dias de trabalho.25 por kWh.118 Dos 167 computadores ligados sem utilização no horário de almoço. foi de 15. tem-se um custo de R$0. Ao longo de um mês.00 264. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados no horário de almoço em apenas um dia. totalizando 12 horas do momento da observação ao horário de início do expediente no dia seguinte. Para que se possa traduzir em valores de consumo de energia o que este dados representam.00 Total 167 - 15. É importante destacar que para cálculo do consumo. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício. e posteriormente o consumo ao longo de um mês.3 12.10 Fonte: Autora. tomando como base o mesmo número de computadores em desuso.05 331.10 kWh.

Consumo total Consumo total diário (kWh) – 12 mensal (kWh) horas Equipamento Quantidade em uso Potência unitária (kW) ThinClient 13 0. De acordo com os cálculos realizados.44 Total 167 - 6.74 82. este valor passa para 137. em projetos de eficiência energética.39. Além do custo associado ao consumo.05 toneladas de CO2e por mês e ao longo de um ano. Fonte: Autora.28 Desktop Infoway 7 0. há de se considerar que com a redução do desperdício observado nos horários de almoço e pós expediente. foi de 6. 0.26 137.82 kWh.25 por kWh durante 1. considerando que entre 19:30h às 07:30h a tarifa é cobrada das 19:30h às 6h como horário de ponta e das 6h às 7:30h como horário fora de ponta. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados entre o as 19:30h e o horário de início do próximo expediente (total de 12 horas) em apenas um dia. temse uma economia de 468.72 kWh. contribuir com uma redução ainda maior do consumo de energia elétrica. Ao longo de um mês. o que significa um custo total de R$ 1. ao longo de um mês. O investimento em eficiência energética no Prédio Administrativo pode então.03 2. tem-se tarifa cobrada a R$1. Com a redução do desperdício. o valor que antes era custo pode ser convertido em investimento.024 3. indiretamente. tem-se um total de R$ 120. por exemplo. um total de 0.119 Quadro 10 . já que a potência nestas condições é bastante reduzida.72 Nota: O consumo em standby (modo de espera dos computadores) foi desconsiderado nos cálculos realizados. e que poderia ser aplicado.5 horas e tarifa a R$0. tomando como base os mesmo número de computadores em desuso.47 por kWh durante 10. com melhorias na eficiência energética do setor.5 horas.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente. somandose o custo com computadores ligados sem utilização em horários de meio dia e pós expediente. o que significa que a organização deixaria de emitir.62 ao longo de um mês.26 kWh.71 ao dia e R$ 37. estes valores podem parecer em um primeiro momento parecer insignificantes. Em comparação com o consumo e o custo mensal do terminal portuário.52 55. o que significa um custo mensal desnecessário à empresa. porém. . Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício pós expediente.66 toneladas de CO2e.

e) Redução do consumo de energia não renovável visando reduzir as emissões de GEE. b) Prédio Administrativo . Em comparação com os dados do questionário. 29% são dos setores Estoque. ou seja. foi possível identificar possibilidades de melhoria quanto ao uso e consumo de energia do terminal portuário nos seguintes itens: a) Sistema Smart 32 – Adequação do sistema para que se possa obter dados confiáveis de consumo de energia nas áreas do terminal portuário. pois seus circuitos não estão bem setorizados. verificou-se que dos entrevistados que consideram a setorização inadequada. 22% do setor Kit Festa e 14% do setor Comercial. A observação dos ambientes no horário de almoço permitiu verificar que locais como Estoque. verificou-se que em alguns ambientes ocorre o desperdício de energia por consequência dá má setorização de circuitos elétricos.2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria Considerando todos os aspectos analisados na Revisão Energética. Comercial e Sala de Café permaneceram com as lâmpadas acesas mesmo que funcionários não estivessem utilizando o ambiente. visando utilizar equipamentos com maior eficiência energética. o que confere a percepção dos funcionários destes setores para o problema de setorização observado. d) Melhoria quanto aos equipamentos existentes no prédio administrativo. Também foi verificado que os 16% de entrevistados que consideram a localização dos interruptores como ruim também são dos setores Estoque. Kit Festa e Comercial. visando melhor utilização da energia elétrica para iluminação artificial e redução de desperdícios. 4. ambos estão conectados à iluminação de outros setores que naquele momento utilizavam a iluminação. A falta de setorização adequada possibilita que alguns ambientes permaneçam com as lâmpadas acesas mesmo em momentos em que elas poderiam estar apagadas.Melhoria nos acabamentos internos da edificação visando o melhor aproveitamento da iluminação natural. . considerando que a maioria dos equipamentos não são classificados pelo PBE nem possuem Selo Procel. c) Melhorias quanto à setorização de circuitos no Prédio Administrativo.3.120 Uso da iluminação artificial Ao realizar a observação sobre o uso da iluminação artificial no Prédio Administrativo.

obtevese a seguinte linha de base para todo o terminal portuário: . Sendo assim.5 INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Para que se possa compreender o desempenho energético do terminal portuário em estudo e para que a empresa realize futuramente a comparação de dados entre o período da linha de base e o período após a implantação de melhorias.Energia elétrica: 310. .Óleo diesel: 12. 4. 4. antes e depois da implantação de melhorias. haja vista que não se obtiveram dados de uma empresa com características similares às do terminal portuário. foram considerados os dados do do ano de 2012 como linha de base energética.580 kWh/mês.62 t/mês. através do cálculo da média do consumo de energia no período considerado. Nível 1 – Abrangência global Os indicadores levaram em consideração a média de dados entre os meses de janeiro a dezembro de 2012: o Consumo de energia elétrica mensal por funcionário: Considerando que o consumo médio de energia elétrica no período da linha de base foi de 310.580 kWh/mês e .121 f) Redução de consumo de energia elétrica em horários de ponta no Prédio Administrativo. a partir da conscientização dos funcionários. caso sejam executadas.73 m³/mês. a fim de que a mesma possa comparar seu desempenho ao longo do tempo. que neste item apresentam os valores com base nos dados obtidos neste trabalho.GLP: 1. desenvolveram-se os indicadores de desempenho energético.4 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações da revisão energética. . Os indicadores foram definidos de modo que possam ser atualizados pela organização ao longo de sua operação. Estes valores não serão comparados com outra organização. já que este é o período na qual a empresa possui dados sobre todas as fontes de energia consumidas em suas atividades.

04% Nível 2 – Abrangência por área Embora se tenha verificado que os dados registrados pelo software Smart 32 não contempla todos os consumos de energia do terminal portuário. Sendo assim.267 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por contêiner refrigerado: 77 kWh/unidade o Custo de energia consumida média (mensal) por contêiner refrigerado: 21.96% o Índice de consumo de energia não renovável: 32.1 o Índice de fator de potência: 0. o Índice de fator de carga médio (fora de ponta): 0. TECON: o Consumo de energia elétrica médio (mensal) no período de abril a novembro/2012: 181. o Custo unitário da energia elétrica adquirida da concessionária: .Custo unitário do Consumo Fora de Ponta: 0. o Consumo de energia mensal por área útil total: De acordo com a Licença Ambiental de Operação da empresa a área útil de todo o terminal portuário é de 36. foram identificados os valores de indicadores para posteriores comparações da organização.67kWh/funcionário.35 R$/unidade.27 R$/kWh e Custo unitário do Consumo em Horário de Ponta: 1. estando subestimados os dados de cada área.27 o Índice de fator de carga médio (ponta): 0. obteve-se um indicador de 8.41 R$/kWh. obteve-se como atual indicador 755.122 que a média de funcionários em todo terminal portuário neste mesmo período foi de 411.98. o Custo de energia elétrica mensal por funcionário: 280. É importante destacar que a razão entre o consumo anual médio registrado pela CELESC e o consumo anual médio registrado pelo Smart 32 é um indicador importante para a verificação da adequação dos medidores do referido software.23 R$/funcionário.63kWh/m².000m². 4 Emissões de CO2e em 2012.04 tCO2e o Índice de consumo de energia renovável: 67. o Quantidade de emissões totais de GEE4: 680.74 tCO2e o Emissões diretas totais: 473. .70 tCO2e o Emissões indiretas (aquisição de energia elétrica): 207.

123 o Emissão média mensal de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 11.31 kW o Indicadores de Desempenho Energético por setor do PA: As tabelas 28. .620 kWh o Custo de energia médio (mensal) na área no ano de 2012: R$ 20.68 R$/funcionário o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por área útil: 4. que foram obtidos a partir do diagnóstico de equipamentos e diagnóstico das características do ambiente a partir do IEEA.84 tCO2e/mês ARMAZÉNS (I e II): o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 51. 29 e 30 a seguir apresentam os indicadores de desempenho energético para cada setor do Prédio Administrativo.45 kW o Potência total em iluminação no PA: 40.37 tCO2e/mês PRÉDIO ADMINISTRATIVO: o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 10.603.67 tCO2e/mês Nível 3 – Abrangência detalhada – Prédio Administrativo o Potência total instalada no PA: 466.23 kWh/funcionário.250 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) de todo o PA por funcionário: 30.75 o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 3.96 kWh/m² o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 0.91 kW o Potência total de computadores no PA: 18. o Custo de energia médio (mensal) de cada setor por funcionário trabalhando na respectiva área: 21.34 kW o Potência total em condicionamento do ar no PA: 325.

48 3.85 1.03 - - 1.56 WC Masc 2 0.11 Fonte: Autora.37 9.33 WC Fem 2 0.31 0.86 1.79 1.37 - - Sala Reunião 2 5.38 112.37 0.75 1.09 0.22 Refeitório 17.28 0.10 Sala Treinamento 9.24 0.20 22.124 Tabela 28 .92 0.56 1. 1º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Arquivo 1 0.02 Hall PA 1 0.64 - 2.12 1.28 - 1.51 0.78 1.37 5.72 2.18 5.28 0.76 1.10 8.78 0.55 7.00 Cozinha 37.00 Comercial 135.37 0.29 9.65 0.55 5.89 PCS 7.28 - - 1.46 - - Fonte: Autora.28 - Hall PA 2 0.04 12. Tabela 29 .Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.31 - 1.00 Sala Reunião 3 5.39 2.28 0.09 - - 1.56 2.18 - - 2.56 0.89 Vestiário 24.00 Hall PA 1 0.37 - - 1.08 0. .37 5.09 0.09 - - 1.18 - - 0.33 Copa 2.28 0.11 WC Fem 1 0.22 Sala Reunião 1 5.28 - 0.46 0. TÉRREO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Ambulatório 11.67 1.03 - - CPD/CFTV 30.67 - - Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Não foi atribuído (em reforma) 1.67 WC Masc 1 0.56 Vigilância 2.79 0.03 0.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio Administrativo.14 Almoxarifado 10.78 2.73 2.65 1.65 0.54 9.

16 0.28 0.00 1. Ao lado de cada objetivo estão relacionados os indicadores que servirão para informar à organização o seu desempenho energético.92 0.29 0. 2º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) PVA 11.09 0.19 - - 2.34 2.09 - - 1.37 - - 1.47 17.94 70.01 - 0. tomando-se como base os resultados obtidos na revisão energética.09 5.33 2.19 - - 1.37 3.34 1.52 0.00 Kit Festa 77.44 Estoque 20.56 WC Masc 2 0.10 9.38 Sala Café 1.125 Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio Administrativo.56 Sala Reunião 1 1.44 Circulação Gerência 1.14 1.64 0.37 0.92 - 0.28 - Sala Gerência 4. puderam ser estabelecidos os objetivos quanto oportunidades de melhorias de desempenho energético definidas como prioridade para a organização.04 0.62 0.46 - 1.33 1.56 1.55 - Sala Reunião 2 5.37 0.11 WC Fem 1 0.00 WC Masc 1 0.38 0.74 - 0. para que através de propostas de ação.78 Vestiário PVA 0.44 1. Foram estabelecidos os objetivos apresentados no quadro 11.00 WC Fem 2 0.58 0.50 1.28 - 1.28 - - 1.01 1. .58 0.56 Hall PA 1 0.89 Meio Ambiente 2.96 0.28 - - 1.56 Fonte: Autora. 4.66 17.18 0.44 RH 2.44 Hall PA 2 0.37 - - 1.78 Arquivo RH 0.08 1.92 - - 1.45 1.40 1.66 Comercial 19.28 0.94 1.33 Telefonia 5.20 0.37 5.51 1.18 0.6 OBJETIVOS ENERGÉTICOS A partir do modelo de política energética elaborado para a implementação de um SGE e com base nos dados obtidos a partir da Revisão Energética.37 0.28 1.

126 Quadro 11 .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário de ponta . Área/Equipamento IDE Unidade TECON/Armazéns/Prédio Administrativo/ Software Smart 32 Razão entre o consumo mensal de energia registrado pela CELESC e o consumo mensal total registrado pelo Smart 32 - Empilhadeiras Maclift e Reach Staker Quantidade de Óleo diesel comum consumido por hora trabalhada l/h Fogão industrial Quantidade de GLP consumido por mês t/mês Elétrica TECON/Armazéns/Prédio Administrativo .Quantidade de energia total consumida por hora trabalhada .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário fora de ponta Óleo Diesel Empilhadeiras Energia Elétrica Objetivos (1) Monitorar o consumo de energia com base em dados confiáveis dos medidores Óleo diesel GLP (2) Reduzir o consumo de energia GLP (3) Reduzir as emissões de GEE Elétrica Fogão industrial Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEAA) - Terminal Portuário - - Terminal Portuário Índice de fator de carga - (4) Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo Térreo/1º Piso/2º Piso Óleo diesel/GLP/Elétrica (5) Formar uma equipe responsável pelo SGE (6) Utilizar energia elétrica de forma racional Fonte: Autora. tCO2e Terminal Portuário Elétrica Elétrica Quantidade de emissões de GEE kWh/mês .Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.

2 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de Óleo Diesel e emissões de GEE pelas empilhadeiras Visando reduzir a utilização de combustíveis fósseis no terminal portuário. a partir de uma verificação por parte de empresa especializada.7. Considerando a necessidade de monitoramento dos dados em um SGE baseado na ISO 50001:2011. com a utilização a partir da mistura com o óleo diesel comum atualmente utilizado para a operação das mesmas. milho. 4.7. já que parte da energia consumida não vem sendo contabilizada pelo software instalado. entre outros. se propõe inicialmente a adequação das instalações do medidor Smart 32. de origem fóssil e aumentando o índice de utilização de energias renováveis. verificouse como possibilidades de melhoria para a redução de emissões de GEE a inclusão de biodiesel como combustível complementar para as empilhadeiras Maclift e Reach Staker. as áreas consumidoras de energia elétrica (TECON. de todos os circuitos elétricos do terminal.1 Objetivo 1: Monitorar o consumo de energia das áreas TECON/Armazéns/Prédio Administrativo com base em dados confiáveis Para que se possa realizar o monitoramento do consumo de energia elétrica a partir verificação dos dados ao longo da operação do SGE. e para que se possa compreender os dados medidos.127 4.7 PLANOS DE AÇÃO A seguir estão propostas as ações que contribuirão para que a organização atinja os objetivos energéticos anteriormente descritos. A partir da adequação do sistema medidor. Armazéns II e II e Prédio Administrativo) poderão ser monitoradas ao longo do tempo. . não se terá confiabilidade nos dados apresentados pelo software Smart 32 e não será possível saber como as medidas de melhoria implementadas pelo terminal contribuíram para a redução do consumo de energia elétrica. já que o biodiesel é produzido a partir de biomassa como bagaço de cana. para que se verifique se houve ou não redução do consumo de energia. Caso contrário. 4. é necessário inicialmente adequar o sistema de medição do consumo de energia por área. reduzindo assim o consumo de óleo diesel comum.

De acordo com Logweb (2011).Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel. sugere-se que sejam adquiridos equipamentos certificados pelo CONPET. caso o terminal portuário venha optar por adquirir um novo fogão industrial.343 318.3 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de GLP e emissões de GEE pelo fogão industrial Este é um indicador difícil de se avaliar. com maior eficiência.17 413.800.674. . Caso seja possível substituir o uso do diesel comum pelo biodiesel. identificou-se essa oportunidade de melhoria. já que não se sabe ao certo o tempo de utilização do fogão industrial. sendo assim. que apresentem os níveis de eficiência “A” e que tenham características conforme apresentadas na figura 67.44 380. não se pode dimensionar o consumo de GLP do mesmo por horas trabalhadas para comparar sua eficiência em kg/h com outros modelos etiquetados pelo CONPET.343 316. a alteração desta matriz energética para biodiesel reduziria os custos em aproximadamente R$1. Tabela 31 . é necessário verificar se esta utilização é capaz de provocar problemas em motores que não são adaptados para receber estes combustíveis.72 Combustível Fonte: Autora.7. 4. Embora assim. Consumo (litros) Custo (R$) Emissões de GEE (tCO2e) Óleo diesel comum 152.73 por ano. de modo que com a substituição de óleo diesel por biodiesel deixariam de ser emitidos 33. Além de ter um menor custo. verificou-se com base nos dados de consumo de óleo diesel em 2012 que. considerando os dados de consumo do ano de 2012 (linha de base). De modo geral.128 Porém não se pode dizer com total certeza sobre a viabilidade da utilização deste combustível para uso específico em empilhadeiras. porém é necessário a realização de estudos mais detalhados para uma conclusão mais precisa acerca da proposta.873. o biodiesel proporcionaria menor emissão de GEE (cerca de 8% menos tCO2e). tomando como base os dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012.12 toneladas de CO2e por ano. conforme pode-se observar na tabela 31.84 Biodiesel 152.

Fogão industrial Classe “A” Rendimento médio dos queimadores (%) ≥61 Índice de consumo de GLP ≤53 Fonte: Adaptado de INMETRO.Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”. Sabendo-se que quanto maior a demanda de refeições diárias. acredita-se então que uma maneira de se reduzir o consumo de GLP sem substituir o equipamento é a partir da conscientização dos funcionários quanto ao desperdício de alimentos. o que possibilita identificar . 2013. Observações realizadas in loco durante horários de almoço permitiram verificar que o desperdício de alimento é bastante comum entre os funcionários. maior a quantidade de GLP consumido para sua produção. Com a redução dos desperdícios de alimento se reduz a demanda de refeições a serem realizadas. Considerando que o terminal portuário não venha a substituir seu fogão industrial pela falta de dados reais para um comparativo de eficiência. e consequentemente o consumo deste combustível fóssil. propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos.129 Figura 67 . sugere-se uma campanha para redução dos desperdícios de alimentos nas refeições diárias dos funcionários.

Propõe para os setores do prédio administrativo a implementação de comandos por pequenos blocos de luminárias. assim como a distribuição das luminárias. o que se torna um empecilho para que os funcionários desliguem as lâmpadas nas quais precisam. procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de acordo com a disponibilidade de luz natural. Verificou-se que em muitos ambientes as lâmpadas não possuem setorização adequada.1 Setorização de Circuitos para melhor integração entre a iluminação artificial e natural Para que se possa realizar um melhor controle sobre uso e consumo de energia. e com isso.4 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de energia elétrica e emissões de GEE no Prédio Administrativo 4. 2013). especialmente a do Prédio Administrativo. pois desta forma há possibilidade que o acionamento das fileiras pelos funcionários ocorra na medida do necessário.4. evitando o desperdício de energia elétrica. Contudo. esteja corretamente dimensionada e a setorização esteja adequada.7. 4.130 que a realização de uma campanha contra o desperdício de alimentos é uma oportunidade de melhoria que pode levar ao atendimento dos objetivos de redução de consumo e de emissões de GEE pelo uso de GLP.2 Instalação de dispositivos economizadores para iluminação .7.4. Desta forma. Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas devem ser instalados no mínimo interruptores de duas teclas. ocorre desperdício de energia. já que interruptores das lâmpadas de um setor ficam muitas vezes localizados em outro setor. deve-se destacar que a proposta de campanha para redução do desperdício não permite estabelecer metas concretas de redução do consumo pelo fogão industrial. é necessário que a iluminação do terminal portuário.7. já que não se sabe a quantidade de GLP utilizada para realização de cada tipo de refeição. os funcionários terão a possibilidade de realizar o acionamento apenas da parcela de lâmpadas que for necessário naquele momento. O acionamento das lâmpadas deve então ocorrer à medida que a iluminação natural não for suficiente para atender os níveis mínimos de iluminação requeridos para cada tarefa (PRUEN. 4.

e a utilização das mesmas pode contribuir para o aumento da eficiência energética em iluminação. 4. Figura 68 . como os existentes no Hall PA 2 do1º piso bem como no Hall PA e Hall PA 2 do 2º piso. por interruptores. sigla em inglês para Light Emitting Diode (Diodos Emissores de Luz). por permanecerem ligados sem necessidade. no Prédio Administrativo. já que foi identificado que tais ambientes possuem acionamento manual das lâmpadas.4. são energeticamente mais eficientes e que podem manter o mesmo nível de iluminação necessário para um determinado ambiente com um consumo muito reduzido de energia (PHILIPS. 2013. conforme apresentado no quadro 12. com potência de 19W e que possui maior eficiência luminosa quando comparado ao modelo fluorescente tubular atualmente instalado nos setores do Prédio Administrativo.Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação. Fonte: DW Material Elétrico Industrial. .131 Propõe-se a instalação de dispositivos economizadores nos corredores do prédio administrativo.7. A figura 68 a seguir apresenta uma imagem ilustrativa da lâmpada LED proposta para o terminal portuário. verificou-se que a lâmpada do modelo LED possui notáveis vantagens quando comparadas às lâmpadas atualmente existentes. O acionamento manual pode provocar em muitos momentos o desperdício de energia nestes ambientes. É importante dizer que as lâmpadas LED.3 Aquisição de equipamentos mais eficientes Lâmpadas modelo LED Após a realização de pesquisas em catálogos de iluminação. modelo escolhido para o cálculo é a lâmpada Master LEDtube fabricada pela Philips. 2013).

Lâmpadas propostas Potência instalada (kW) Lâmpada atual (40W) Lâmpada proposta Fluorescente tubular Philips (40W) + Reator (6W) LED Tubular Philips (19W) Modelo TLTRS40W-ELD-25 Modelo Master LEDtube (40W+6W)*132 Peças = 6072 W = 6.500 87 83 40.07kW 19W*132 Peças = 2508 W = 2. O quadro 13 a seguir apresenta um comparativo entre os modelos. Quadro 13 . 2013.000 Potência do reator (W) Etiqueta de Eficiência Energética 6 - A+ Fonte: Adaptado de PHILIPS. enquanto a fluorescente tubular atualmente instalada no Prédio Administrativo funciona a partir de um reator de 6W.132 Quadro 122 . . é possível verificar que a eficiência luminosa do modelo LED é cerca de 34 vezes maior que o modelo fluorescente tubular.00 Fonte: Autora. que demonstram as características do modelo de lâmpada atualmente utilizado no Prédio Administrativo e as características de um modelo de lâmpada LED.Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta. tomando como referência a utilização de 132 lâmpadas. a fim de verificar qual a potência instalada para cada modelo e qual o custo para aquisição das mesmas.140. ou seja. Potência (W) Temperatura de cor (K) Lâmpada atual Fluorescente tubular Philips Modelo TLTRS40W-ELD-25 40 5000 Lâmpada proposta LED Tubular Philips Modelo Master LEDtube 19 6500 Características ténicas Fluxo luminoso (lm) 2600 1650 Eficiência luminosa (lm/W) Índice de reprodução de cor (IRC) Vida mediana (h) 65 70 7. De acordo com os dados apresentados no quadro 13. o modelo LED possui menor potência e consequentemente possibilita um menor consumo de energia para um mesmo fluxo luminoso.51 kW Custo (R$) - R$145*132 Peças = R$19. que corresponde à quantidade de lâmpadas existentes nos setores que não atenderam aos níveis de iluminância determinados pela NBR 5413. .Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta. Outra vantagem das lâmpadas LED é que as mesmas não necessitam de reator.

desenvolvido pelo INMETRO. Desta forma. o custo do terminal portuário com manutenção das mesmas acaba reduzindo. considerando que não possuem metais pesados em sua composição e por tal motivo não necessitam de um descarte especial (PHILIPS. . já que por possuírem maior eficiência consequentemente implicam em um menor consumo de energia elétrica.5. o que resulta em uma economia aproximada de 2. o tempo do retorno do investimento pela aquisição das 132 lâmpadas LED é de aproximadamente 5 anos e 11 meses. a refletância do teto. 2013).1 Melhoria nos acabamentos internos da edificação Visando melhor distribuição da luz e maior rendimento dos sistemas de iluminação interna. Ar condicionados Para melhoria da eficiência energética do terminal portuário.5 Objetivo 4: Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo 4. Segundo DW Material Elétrico Industrial (2013).7 kW/h e consequentemente a não emissão de 0. já que as lâmpadas fluorescentes necessitam de descarte específico. recomenda-se que as superfícies internas dos tetos e paredes sejam pintadas de cores claras. 4.7. A utilização de lâmpadas LED também acaba por reduzir os custos com o descarte das lâmpadas. considerando um tempo de uso de 10 horas diárias. As lâmpadas LED possuem tempo de vida 40.133 Ao substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED. o consumo de energia elétrica voltada à iluminação reduz cerca de 41%.032 toneladas de CO2 para cada 1000 horas de consumo. Segundo Rodrigues (2002).000 horas. os equipamentos condicionadores de ar adquiridos devem passar a respeitar os índices de eficiência mínima dos equipamentos enquadrados na faixa "A" de classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). parede e piso dos ambientes deve ser a mais alta possível.7. 22 dias mensais. Isso reduz o custo atual com a destinação destes resíduos. não inferior a 50%. o que significa a utilização das lâmpadas por aproximadamente 15 anos. tanto artificial quanto natural.

Estoque (2L). Sala Reunião 1 (1B). Hall PA 2 (1M). Sala Reunião 3 (1L). Telefonia (2G). Comercial (1H) Hall PA 1 (TC). já que são cores que apresentam maior refletância. Kit Festa (2I). Kit Festa (2I). Arquivo RH (2F). para os ambientes apresentados na tabela 31 a seguir recomenda-se a pintura das paredes. Hall PA 1 (1G). PCS (TF). Sala Reunião 1 (1B). Arquivo 1 (1A). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) B A C Pintura do piso Fonte: Autora. Meio Ambiente (2K). B Vestiário (TH) e Comercial (1H). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Estoque (2L). Almoxarifado (TA). Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) C C Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). Vigilância (TG). Melhoria proposta Setor Nível do IEEA Pintura das paredes Sala Reunião 1 (1B). PCS (TF). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) Pintura do teto Almoxarifado (TA). Sala Café (2N). Sala Treinamento (TB). Telefonia (2G). PVA (2A). proporcionando assim uma maior iluminância do ambiente. A . Meio Ambiente (2K). Sala Reunião 2 (1L). Hall PA 1 (2B). Arquivo 1 (1A).134 Sendo assim. Sala Reunião 2 (1L). Comercial (2M). teto ou piso na cor marfim ou branca. Sala Reunião 2 (1K). CPD/CFTV (1F). Arquivo RH (2F).

Melhoria proposta Setor Instalação de janelas mais amplas Arquivo 1 (1A). sem comprometer o aproveitamento satisfatório da ventilação natural e da luz natural. De acordo com USP (2013).5. . WC Fem 1 (2E). propõe a instalação de proteções solares externas. Telefonia (2G). propõe uma maior integração da luz natural nos ambientes do Prédio Administrativo. WC Fem 2 (2R). verificou-se que os setores com IEE nível “B” possuem maior potencial para ampliação das janelas já que possuem janelas consideravelmente pequenas (≤30%) em comparação com a área da parede em que ocupam. WC Fem (2C). WC Masc 2 (2S) Vestiário (TH). sem bloquear a visibilidade para o exterior (figura 69). as quais devem ser adequadas à orientação da fachada.3 Instalação de proteções solares (brises) Para melhor aproveitamento da iluminação natural. Sala Café (2N). 4. Arquivo RH (2F). Sala Reunião 2 (2º). chamadas de brises. Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural nos ambientes do Prédio Administrativo.2 Instalação de janelas para maior ventilação/iluminação natural Para que se possa reduzir o consumo de energia elétrica a partir do uso da iluminação artificial. o que por consequência minimiza o uso do sistema de iluminação artificial. Para tanto. propõe-se que os ambientes situados nas áreas perimetrais da edificação apresentem condições para aproveitamento da luz natural por meio da inclusão de janelas maiores.5.7. Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D) Cozinha (TD). Estoque (2L). WC Masc 1 (1E).7. Sala Gerência (2P).135 4. Comercial (2M). Considerando os dados obtidos para a elaboração do IEEA. Sala Reunião 1 (1B). o uso de películas nos vidros deverá ser evitado a partir do dimensionamento correto das proteções solares. WC Fem 1 (1D). Kit Festa (2I). Nível do IEEA B A Fonte: Autora.

2013. já que de acordo com Verna (2013) apud Abril (2013) os brises possuem eficiência térmica. A implementação do brise no prédio administrativo necessita de um estudo aprofundado.00. em períodos de alta insolação.00 a R$ 800. Segundo Lamberts et. Embora assim seus preços normalmente variam de R$200. Fonte: Adaptado de USP. al (2010) após a implantação de telhado verde foi encontrada uma variação de até 7ºC entre a temperatura interna e externa. com um dimensionamento detalhado. 2010). instalação e tipo de material. pois são temporais e variam conforme o projeto do brise.136 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento. 2002 apud Lamberts et.. 2012). uma vez que para cada modelo de brise é necessário a coleta de diferentes dados para seu dimensionamento 4.4 Implantação de telhado verde Os telhados verdes possuem um potencial de melhoramento do desempenho térmico de edificações.5. proporcionando uma redução do consumo de energia principalmente relacionado à refrigeração nos horários mais quentes do dia (Liu. Segundo Gelbcke et al. .7. (2012) o custo do brise-soleil depende de vários fatores. al. A instalação dos brises nas janelas do Prédio Administrativo visa a redução do ofuscamento sem prejudicar a iluminação natural e visando também o aumento da eficiência térmica dos ambientes. método construtivo. não sendo possível definir um preço fixo por m². (GELBCKE et al. ao contrário das persianas.

00.2 que a alta direção deve designar representantes da direção com habilidades e competências apropriadas para garantir que o SGE seja estabelecido.  promover a conscientização da política e objetivos energéticos em todos os níveis da organização. A Comissão Interna deverá. Sendo assim. implementado.7. as oportunidades de ganhos.137 Além disso. já que em geral são áreas com pouca vegetação e com microclima muito alterado. 4.2.6 Objetivo 5: Formar uma equipe responsável pelo SGE Visando um melhor gerenciamento da energia.  relatar à alta direção o desempenho do SGE. de acordo com Savi (2012).400. mantido e continuamente melhorado.  garantir que o planejamento das atividades de gestão de energia seja destinado a apoiar a política energética da organização. Considerando que de acordo com Savi (2012) a implantação do telhado verde custa em média R$ 200. a criação da Comissão Interna de Energia. propõe-se a criação de uma Comissão Interna de Energia no terminal portuário em questão. Propõe-se. nas áreas. ainda: identificar. Desta forma.  definir e comunicar responsabilidades e autoridades para facilitar a efetiva gestão de energia. Mink (2004) apud Savi (2012) afirma que a aplicação de telhados verdes em 10 a 20% das coberturas nos centros urbanos seria capaz de garantir um clima urbano saudável através da purificação do ar. a fim de atender às exigências da NBR ISO 50001:2011. propõe-se a implantação de telhado verde no Prédio Administrativo do terminal portuário como forma de reduzir a temperatura do ambiente interno e consequentemente o consumo de energia para a ventilação artificial do ambiente. buscar soluções que . que poderá então ser composta pelos representantes da direção. então. considerando que área total do telhado do Prédio Administrativo é de 667m² a implantação custaria cerca de R$133. os telhados verdes podem ser de grande auxílio para edificações localizadas em centros urbanos. de acordo com a NBR ISO 50001:  Relatar à alta direção o desempenho energético.00.  determinar critérios e métodos necessários para garantir que tanto a operação e o controle do SGE sejam efetivos. Estes representantes deverão ter as seguintes responsabilidades. a qual define em seu requisito 4. planejar e atuar na matriz energética do terminal portuário. redução de pó e variação das temperaturas.

E o que mais chama atenção é que 87% dos entrevistados diz ter interesse em participar de uma formação voltada ao tema. já que por meio da conscientização dos funcionários torna-se possível a redução de desperdícios no consumo.7 Objetivo 6: Utilizar a energia elétrica de forma racional Com base nos resultados obtidos com a aplicação do questionário na etapa de Abordagem Energética Detalhada. . verificou-se que uma grande parte dos funcionários não utiliza racionalmente a energia elétrica no seu dia-a-dia. 4.138 aumentem a eficiência dos processos e redução do consumo de energia. manter os indicadores de energia atuais e propor novos indicadores. subsidiar a área comercial para negociação de contrato dos energéticos.7. De modo geral. para atender aos objetivos energéticos propostos. embora 99% dos entrevistados considere a gestão de energia algo importante para a empresa. o que confere a oportunidade ao terminal portuário de melhor orientar seus colaboradores visando a utilização racional de energia elétrica. conforme cartilha apresentada no Apêndice VII. utilizando as mais avançadas técnicas de conservação de energia e em consonância com o planejamento energético estratégico da empresa. através do menor custo. e elaborar relatórios para órgãos externos e internos. Propõe-se a realização de palestras voltadas ao tema. a serem realizadas pela Comissão Interna de Energia. a equipe que formará a Comissão Interna de Energia deverá buscar sempre a melhoria contínua do SGE. A realização de práticas de educação ambiental voltadas ao uso racional de energia pode ser considerada uma medida capaz de refletir diretamente na redução do consumo de energia no terminal portuário. e consequentemente de emissões de GEE e custos para a organização. Também se deve destacar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados disse já ter participado de alguma palestra voltada ao tema Energia na empresa (14%). bem como a divulgação de cartilhas informativas sobre a gestão de energia.

a redução de emissões de GEE. o diagnóstico energético possibilitou a realização dos cálculos de emissões diretas e indiretas de GEE.139 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da realização deste trabalho verificou-se que o planejamento de um sistema de gestão de energia com base na NBR ISO 50001:2011 requer que se tenham instrumentos adequados para o levantamento de dados sobre os usos e consumos de energia de suas instalações. Óleo Diesel e Energia Elétrica. o que pode ser considerado uma grande fraqueza para o controle de melhorias no caso implantação de Sistema de Gestão de Energia ISO 50001:2011. os quais são aqueles associados às fontes energéticas GLP. a qual foi verificada a partir dos Índices de Eficiência Energética de Ambiente. Com base nos dados obtidos. Sendo assim. o software Smart 32. . como por exemplo. Além da identificação dos usos e consumos de energia. já que esta fonte de energia foi identificada pelo diagnóstico energético global como a que possui o uso mais significativo no terminal portuário. já que seus dados não são confiáveis para futuras comparações. A contabilização de emissões permitiu identificar que as empilhadeiras movidas a diesel são as maiores responsáveis pelas emissões de CO2e no terminal portuário. a baixa eficiência energética de diversos ambientes do Prédio Administrativo. a redução do desperdício de energia elétrica no Prédio Administrativo pode causar além da redução de custos. Por outro lado. Através do diagnóstico por área. foram identificadas as oportunidades de melhorias. seguida pela energia elétrica e pelas empilhadeiras a GLP. o mau uso de energia pela falta de conscientização de funcionários associado ao uso de equipamentos de baixa eficiência energética acaba por contribuir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e com o esgotamento de recursos naturais. principalmente quanto ao uso de energia elétrica. não está contabilizando todos os consumos de energia da organização. verificou-se que o equipamento utilizado pelo terminal portuário para o gerenciamento de energia. Os baixos IEEA encontrados indicam que as características do ambiente podem estar ocasionando perdas de energia e gastos com consumo desnecessários. sendo a energia elétrica a fonte de energia mais significativa para a organização. através da ferramenta disponibilizada pelo Programa GHG Protocol. A etapa de revisão energética nas três abordagens possibilitou identificar os usos e consumos significativos de energia em todo o terminal portuário. que considera suas características quanto à iluminação e ventilação. Ao longo do trabalho foi possível verificar a gestão de energia da organização em estudo apresenta diversas fraquezas.

identificar as áreas de uso significativo de energia. analisar a percepção dos funcionários da empresa. As propostas de melhorias realizadas neste trabalho podem contribuir para o atendimento aos objetivos propostos para o SGE do terminal portuário. conclui-se que os objetivos propostos pra este trabalho foram atendidos. facilitando a comunicação sobre a gestão dos recursos energéticos e impulsionando a organização à realização de práticas de melhor gerenciamento de energia. esta possibilitaria reduzir cerca de 8% as emissões de CO2e. seja através da proposta de uso de equipamentos mais eficientes. que tenham consequências positivas com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa e que também impliquem na redução de custos para a empresa. De modo geral. exigindo o comprometimento da alta direção no que refere à adequação de controles e procedimentos operacionais associados ao uso de energia. porém caso seja possível sua utilização. . redução do desperdício a partir da conscientização de funcionários.96% renovável e 32.04% não renovável. permitindo criar transparência para a tomada de decisões. considerando os dados de consumo de óleo diesel identificado na linha de base. com a proposta de utilização de biodiesel. avaliar o consumo de energia. caso venha a ser realizada futuramente. implantando as melhorias que forem necessárias para atendimento aos objetivos propostos.140 A implantação da NBR ISO 50001:2011 no terminal portuário em questão. O uso de biodiesel nas empilhadeiras requer estudos mais detalhados. propor ações de melhoria para o desempenho energético da organização e também verificar as possibilidades de melhorias na matriz energética no sentido de reduzir as emissões de CO2. A partir do diagnóstico energético para atendimento à NBR ISO 50001:2011 o terminal portuário possui uma base de dados que possibilitem implantar uma gestão energética abrangente baseada na melhoria contínua do uso e do consumo de energia. e até mesmo através do uso de energia alternativa como o biodiesel nas empilhadeiras. vai implicar em mudanças no gerenciamento de energia da organização. já que estes deverão buscar sempre a melhoria contínua do SGE. já que através do diagnóstico energético realizado foi possível caracterizar a matriz energética do terminal portuário como 67.

Além da utilização da ferramenta GHG Protocol. como emissões provenientes da Estação de Tratamento de Efluentes. pode ser também estudada a possibilidade de aplicação da NBR ISO 14064:2007 na organização. realização de diagnóstico sobre as características do ambiente bem como de demais variáveis que afetem significativamente o consumo de energia de tais áreas. e que consequentemente levarão a uma redução do consumo e de emissões de GEE.1. quantificar todas suas emissões pode ser considerada como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de um trabalho futuro. objeto de estudo. recomenda-se a avaliação detalhada das demais áreas de consumo de energia elétrica do terminal portuário em questão: Armazéns e TECON. também poderão ser propostas ações para a melhoria do desempenho energético de tais ambientes. que podem ser desenvolvidas no âmbito de gestão energética e que também visem à redução de emissões de GEE oriundas das atividades desenvolvidas no terminal portuário.141 5.2 Realização de Abordagem Energética Detalhada nos Armazéns e TECON Assim como foi realizada a abordagem energética detalhada referente ao uso e consumo de energia elétrica no Prédio Administrativo. além das atividades que tiveram suas emissões contabilizadas neste trabalho por estarem relacionadas com o uso e consumo de energia.1.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Oportunidades de novas pesquisas foram verificadas neste trabalho. Propõe-se o levantamento dos equipamentos elétricos do setor. que movimentam as cargas quais são armazenadas no terminal portuário. Considerando que o terminal portuário em questão não realiza o inventário de emissão de GEE.1 Quantificação de emissões de GEE de todo o terminal portuário Recomenda-se. que por sua vez pode ainda propor uma Gestão integrada com a NBR ISO 50001:2011 utilizada no presente trabalho. bem como dos caminhões e navios de terceiros. 5. quantificar também as emissões de GEE oriundas de demais atividades do terminal portuário. 5. . A partir de uma abordagem mais detalhada do consumo de energia elétrica.

3 Realização de Estudo sobre a Viabilidade de utilização de Biodiesel em empilhadeiras Para que se possa atestar a viabilidade técnica da utilização de biodiesel como combustível alternativo para empilhadeiras. visando reduzir o consumo de óleo diesel e consequentemente das emissões de GEE associadas ao seu uso. para verificar se seu uso pode ou não causar problemas ao motor destes equipamentos. se propõe a elaboração de estudos que verifiquem a possibilidade de utilização do biodiesel em empilhadeiras. .142 5.1.

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.150 APÊNDICE I .CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DO TERMINAL PORTUÁRIO NOS ANOS DE 2005 A 2012.

185 3.216 817.411 2012 475.349.025 1.732 994.001 248.574 4.541 824.902 420.086 556.945 454.339 353.456 726. **Desativação das câmaras frias.184 956.193 660.003 38.235 387.967 297.654 323.558 413.010 256.460 2009 662.581 1.507 226.253 1.770 919.989 346.312 10.195 638.151 Consumo de Energia Elétrica .587 318.136 839.098 829.251 856.749 2007 867.358 938.537 4.251 600.510 805.439.933 800.854* 589.658 9.025 559.081 385.016 2008 822.206 385.874 735.123 654.000 699.237 488.125.934 853.266 790.284 389.366 11.121 1.380 2011 486.041 250.025.689 721.296 303.035 224.547 Nota: *Início da operação com câmaras frias.584 8.365 389.841 377.584 700.023.823 261.422.844 2005 574.161.459.CELESC (kWh) Ano Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total 802.458 678.628.897 483.846 400.965 TOTAL 58.791 679.232 736.158 856.235 986.339 928.677 178.722 2010 221.251 998.784 172.341** 288.584 2006 1.303 454.098.511 373.489 892.510 951.554 899.100.801.040.855 289.722 800.593 539.128 968.171 427.260 232.585 1.768 854.514 986. .252 852.726.541 785.158 332.303 409.158 669.247 501.008 246.125 867.989.145 6.693 335.

152 APÊNDICE II – FATORES DE EMISSÃO DE GEE (ESCOPOS 1 E 2) .

0521 0.027 0.0506 0.0273 0.0437 0.9325 0.0293 2008 tCO2/MWh 0.0161 0.6710 0.1168 0.0247 0.0245 0.0369 0.046 0.0341 0.0532 0.028 0.153 Fatores de emissão por utilização de combustíveis fósseis em fontes móveis – Escopo 1 / emissões diretas Fatores de Emissão (kgGEE/un.0351 0.0308 0.036 0.0817 0.0346 0.0907 0.0484 2009 tCO2/MWh 0.0198 0.0599 0.0584 0.031 0.0322 0.0195 0.1247 0.0294 0.0275 0.0229 0.065342 .0522 0.0237 0.0208 0.0377 0.0668 0.0162 0.0341 0.0984 0.0349 0.) Combustível Unidade Fonte CO2 CH4 N2O Óleo Diesel Litros BEN 2012 2.0301 0.0435 0.0411 0.0306 0.0336 0.0322 0.0337 0.028 0.0355 0.0869 0.0438 0.0256 0.0195 0.0243 0.0179 0.0477 0.0394 0.0774 0.0317 0.0281 0.0288 0.00014 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Kg BEN 2012 2.0453 0.0181 0.051275 2011 tCO2/MWh 0.0199 0.0334 0.0459 0.0211 0.0383 0.0405 0.062 0.0029 0.0238 0.0241 0.0001 0.035 0.0194 0.0405 0.0496 0.0265 0.0292 2012 tCO2/MWh 0.0642 0.0356 0.0425 0.0323 2007 tCO2/MWh 0.0262 0.0197 0.0406 0.0246 2010 tCO2/MWh 0.0783 0.00001 Fatores de Emissão (FE) do Sistema Interligado Nacional (SIN) – Escopo 2 / emissões indiretas Ano Unidades 2006 Mês Média Anual Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez tCO2/MWh 0.0324 0.

154 APÊNDICE III – CONSUMO E CUSTO MENSAL DE ENERGIA OBTIDO PELO SMART 32 .

693 1.957 343.583 41.746 2.996.237 315738 171013 166536 156012 174266 162742 103351 90455 1.46 48.762 44.349 11448 2219 690 1799 1750 2626 1162 1543 23.042 96.650 2.43 TOTAL 13/03 a 12/11 17.51 30.387 2.443 2.363 43.113 327186 173232 167226 157811 176016 165368 104513 91998 1.96 46.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Consumo Ponta (kWh) Consumo FPonta (kWh) Consumo Total (kWh) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2746 2467 2387 2098 2443 2250 1337 1621 TOTAL 13/03 a 12/11 17.155 CONSUMO (kWh) .33 41.467 2.233.250 1.613 25.349 34.367.621 17.620 42.337 1.625 28.65 .229.529.733 2.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Custo Ponta (R$) Custo FPonta (R$) Custo total (R$) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2.413 1.05 42.69 27.606 3.061 2.095.363.191 78.318.340.076 378.22 45.468 38.032.610 3.262.350 CUSTO (R$) .098 2.

008 164.004.347.981 CUSTO (R$) .27 21.878.156 CONSUMO (kWh) .54 20.677.905 366.19 19.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 5242 6063 6000 6111 6055 5638 6021 5965 Consumo FPonta (kWh) 51971 47065 46137 43088 41902 41641 43765 51317 Consumo Total (kWh) 57213 53128 52137 49199 47957 47279 49786 57282 TOTAL 13/03 a 12/11 47.58 20.83 .55 19.866 95.873.717.045.665.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 8063 9326 9229 9283 9015 7929 8549 8470 12941 11719 11488 10595 10522 11418 12116 14207 21.886 413.79 22.86 19.05 TOTAL 13/03 a 12/11 69.537.

221.146.995 75.10 3.81 3.197.201.18 4.922 7.52 2.475 29.62 3.611 8.965 8.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 1.089.27 2.31 2.14 1.71 4.694 10.09 1.57 2.83 1.381 19.70 2.247.07 4.797.530.413.383.10 .855.286.951 7.210.878.937 9.996.60 1.97 2.002 CUSTO (R$) .227.50 1.06 1.75 1.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 1.105 10.34 TOTAL 13/03 a 12/11 10.157 CONSUMO (kWh) .007 82.951.49 1.58 3.192.559.21 1.292.241.465.469.014 798 811 817 984 815 910 846 Consumo FPonta (kWh) 10.76 3.822 Consumo Total (kWh) 11965 8763 9733 8754 10595 9509 11015 11668 TOTAL 13/03 a 12/11 6.726.983.

158

APÊNDICE IV – DADOS DE POTÊNCIA E VERIFICAÇÃO DE
ETIQUETAGEM DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DO PRÉDIO
ADMINISTRATIVO.

159

TÉRREO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das
lâmpadas +potência
dos reatores)

Potência
instalada em ar
condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro de
Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Ambulatório

11,12

1,29

9,08

0,14

Impressora, rádio.
bebedouro, bloco autônomo.

Não

-

-

Almoxarifado

10,65

1,10

8,79

0,10

Impressora, rádio, bloco
autônomo.

Não

-

-

Sala
Treinamento

9,24

0,55

7,03

0,09

0,09

-

Datashow, bebedouro,
amplificador, bloco autônomo.
-

Não

Hall PA 1

0,02
-

-

-

1 ar condicionado
2,64 kW

B

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Sim

4 chuveiros

D

Cozinha

Refeitório

37,73

17,48

2,39

3,04

2,64

Não

-

12,31
-

PCS

7,92

0,55

5,28

0,76

Vigilância

2,31

0,18

-

-

Vestiário

24,78

2,67

-

-

Balança de precisão,
refrigerador simples,
refrigerador industrial,
liquidificador, descascador de
batata, triturador, cafeteira,
fritadeira, forno elétrico.
Bebedouro, máquina de suco,
refrigerador industrial, painel
de satisfação, bloco autônomo.
Impressoras, carregador de
bateria de rádio.

Balança, chuveiro, bloco
autônomo.

Sim

Não

160

1º PISO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das lâmpadas
+potência dos reatores)

Potência instalada
em ar condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

-

-

-

1 telefone para
audioconferência

Arquivo

0,28

0,28

-

Sala Reunião 1

5,51

0,18

5,28

Copa

2,56

0,18

-

-

WC Fem 1

0,28

0,03

-

-

WC Masc 1

0,28

0,03

-

-

1 bebedouro, 1
microondas, 1 cafeteira,
1 bloco autônomo.
-

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro
de Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Não

-

-

Sim

1 ar condicionado
5,28kW

B

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

30,79

1,20

Hall PA 1

0,09

0,09

-

-

2 impressoras, 3
modems, 5 switchs, 8
media converter, 2
modem óptico,
1 servidor, 2 swich core,
1 branch repeter,
1
transponder.
-

Não

-

-

Comercial

135,37

9,38

112,54

9,72

11 impressoras

Não

-

-

-

Não

-

-

1,85
CPD/CFTV

22,86

WC Fem 2

0,37

0,37

-

-

WC Masc 2

0,37

0,37

-

-

-

Não

-

-

-

Sim

-

-

Sim

-

-

Não

1 ar condicionado
5,28 Kw
1 ar condicionado
5,28 kW
-

Sala Reunião 2

5,65

0,37

5,28

Sala Reunião 3

5,65

0,37

5,28

Hall PA 2

0,46

0,46

-

B
B
-

1 torradeira.16 0.64 0.08 1 impressora Não - - Estoque 20.28 - - - Não - - Arquivo RH 0.51 1.28 0.28 - - - Não Equipamento 1 ar condicionado 3.09 - - - Não - - - Não - - Não - - Não - - Telefonia 5.38 1 impressora Não - - Não - - - 1 bebedouro.37 - - Hall PA 2 0.52 kW - WC Fem 2 0.14 1 impressora Sim Hall PA 1 0.18 0. 1 cafeteira - 0.33 2.28 - Kit Festa 77.96 0. 1 bebedouro.28 - Não 1 ar condicionado 5.40 1.01 - 0.20 0.38 kW 1 ar condicionado 3.58 0.34 1 frigobar Sala Café 1.01 1 datashow.09 5.18 0. 2 impressoras Meio Ambiente 2.04 0. 2 televisores. 1 frigobar.37 0.37 0.94 1.74 - .92 - - - Não - - 0.94 70.92 0.66 17.37 - - - Não - - Não - Sim Sim B B - WC Masc 2 0.161 2º PISO Setor Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) (potência das lâmpadas +potência dos reatores) Potência instalada em ar condicionado (kW) Potência instalada em computadores (kW) Outros equipamentos Algum equipamento é etiquetado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem? Equipamento com Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE PVA 11.10 9. 1 frigobar.45 RH 2.55 - Sala Reunião 2 5.28 Sala Gerência 4.66 1 impressora Não - - Comercial 19.46 - 1.34 2.50 1.62 0.28 0.09 0.52 Circulação Gerência 1.19 - - Vestiário PVA 0.47 17.37 3.29 0.92 - 0.52 kW - Classificação - Não - - B - WC Masc 1 0.19 - - - Não - - WC Fem 1 0.58 0.38 1 impressora.37 5. 1 telefone para audioconferência Não - - Sala Reunião 1 1.37 0.

162 APÊNDICE V – TABELA DE PONTUAÇÃO PARA O ÍNDICE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO AMBIENTE .

163 APÊNDICE VI – QUESTIONÁRIO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO .

A análise cuidadosa das características quantitativas e qualitativas pode melhor definir o perfil do ambiente que trabalhamos. visando identificar os usos da energia e formas de melhorar o desempenho energético. Portanto. Estamos realizando uma pesquisa sobre o uso energético deste Terminal Portuário. PERFIL DO COLABORADOR A) Idade: ( ) Até 20 anos ( ) 21 a 30 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) Mais de 41 anos B) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino C) Escolaridade: ( ) Fundamental ( ) Médio Incompleto .164 Universidade do Vale do Itajaí CTTMar – Engenharia Ambiental Prezado(a) Colaborador. sua contribuição é muito importante.

quanto a iluminação Artificial (lâmpadas) do setor: Esta é: ( ) excessiva ( ) regular ( ) insatisfatória No que se refere a localização de lâmpadas.165 ( ) Médio ( ) Superior Incompleto ( ) Superior ( ) Pós Graduação D) Tempo em que trabalha na empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) 1 a 2 anos ( ) 2 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) Mais de 10 anos E) Setor/Área em que trabalha: *Térreo ( ) Ambulatório ( ) Almoxarifado ( ) Cozinha/Refeitório ( ) PCS ( ) Vigilância ( ) Vestiário *1º piso ( ) CPD/CFTV ( ) Comercial ( ) *2º piso ( ) PVA ( ) Kit Festa ( ) Estoque ( ) Gerência ( ) RH ( ) Meio Ambiente ( ) Comercial AVALIAÇÃO DO USO E CONSUMO DE ENERGIA 1) Na sua opinião. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? ( ) 8 às 10h ( ) 10 às 13h ( ) 13 às 16h ( )16 às 18h . esta é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim 2) Quanto à iluminação natural do setor  A iluminação natural produz ofuscamento (raios solares atingem o ambiente interno refletindo nos olhos dos funcionários)? (  ) sim ( ) não Em caso afirmativo.

com as portas e janelas abertas é: ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória 5) Quanto à ventilação mecânica do setor (ar condicionado.166 3) Quanto à integração luz natural e artificial no setor  Na sua opinião. as janelas possuem tamanho adequado em relação a área da sala? (  ) não O local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? (  ) sim ( ) sim ( ) não Você considera que o seu equipamento de trabalho está localizado no local adequado da sala? (  ) não Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? (  ) sim ( ) sim ( ) não Caso positivo. ventilador)  Há ventilação mecânica? (  ) não A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: (  ) sim ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória A localização de ventilador ou ar condicionado é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim . este foi devido à insuficiência de conforto visual? ( ) sim ( ) não 4) Quanto à ventilação natural do setor  O corredor que dá acesso à sala é aberto para ambientes externos? (  ) sim ( ) não A ventilação natural dentro da sala.

ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: (  ) adequada ( ) regular ( ) ruim Você acredita que a instalação de sistemas de controles pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. desliga o computador? (  ) não Você deixa a luz acesa quando sai de um ambiente? (  ) sim ( ) sim ( ) não Quando a ventilação natural é satisfatória.ventiladores. ar condicionado)  Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. economizando energia elétrica? ( ) sim ( ) não 7) Aspectos comportamentais dos colaboradores  Quando saem para o almoço. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? (  ) sim ( ) não A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. o ventilador e ar condicionado são desligados? ( ) sim ( ) não 8) Importância do gerenciamento de energia  Na sua opinião o gerenciamento da energia é algo importante para a empresa? ( ) sim ( ) não  Caso sua respondeu sim na questão anterior: Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________  Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema “Energia/Consumo de Energia” na empresa em que trabalha? .167 6) Quanto à setorização do setor (divisão e localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas.

você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? ( ) sim ( ) não APÊNDICE VII – CARTILHA DO SGE PARA CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS .168 ( ) sim ( ) não  Com relação à questão anterior.

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