UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Ac: Thayrine Andressa Pereira Leite

Orientador: Camila Burigo Marin, MSc.
Co-orientador: Marcus Polette, Dr.

Itajaí, novembro/2013

UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Thayrine Andressa Pereira Leite

Monografia apresentada à banca
examinadora do Trabalho de
Conclusão de Curso de Engenharia
Ambiental como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do
grau de Engenheiro Ambiental.

Itajaí, novembro/2013

3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai Osmar (in memorian) e à minha avó Maria Isabel (in
memorian) que não estiveram fisicamente presente ao meu lado durante esta caminhada,
mas que sempre foram minha força para a concretização deste sonho.
Ao meu avô Nilton Pereira (in memorian) que me acompanhou em grande parte desta
trajetória e que sonhou tanto com este momento, assim como eu, mas que partiu cedo
demais.

A minha avó Edi. À professora e orientadora Camila Burigo Marin. por tudo o que sou. por ter sido sempre este anjo de Deus em meu caminho. que me acompanharam nesta trajetória.4 AGRADECIMENTOS A Deus. pelo auxílio e amizade ao longo do estágio realizado. por ter sempre me colocado em suas orações e por tudo o que até hoje fez por mim. incentivo e por despertar em mim o interesse pelas questões energéticas. primeiramente pela vida. Aos meus pais Valéria e Valdecir. que sempre me encorajou nos momentos difíceis desta caminhada e esteve sempre ao meu lado quando precisei. A todos os meus familiares: avós. Ao meu companheiro. . Ao professor e co-orientador Marcus Polette pelo apoio e pelos ensinamentos ao longo deste trabalho. e que foram meu auxílio e companhia em tantos momentos de minha vida. meu namorado Marcos. pelas palavras de conforto principalmente nos momentos mais difíceis e por sempre terem acreditado no meu potencial. pela oportunidade que me foi dada. por terem dividido comigo momentos que jamais esquecerei. pelo grande ensinamento. pelo amor e apoio incondicional que sempre me deram. que é meu bem tão precioso neste mundo. A Engenheira Ambiental Michele Machado Yokoyama e aos funcionários do terminal em que realizei este trabalho. tios e primos. por ser meu refúgio durante esta caminhada e por me dar a inteligência e a paciência necessárias para concluir com êxito este desafio. Aos amigos que fiz ao longo destes cinco anos.

” Charles Chaplin . lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.5 “Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades.

Já na abordagem energética detalhada. tomando como linha de base os dados do ano de 2012. processos e pessoal trabalhando pela organização que significativamente afetem o uso e o consumo de energia desta área. a partir da avaliação do consumo de energia e caracterização da matriz energética em uma abordagem global.96% de fonte renovável e 32.9% das emissões. Além das adequações propostas. para que utilizem racionalmente a energia elétrica. Palavras-chaves: Gestão energética. verificou-se a necessidade de conscientização dos funcionários. se propôs a substituição de óleo diesel comum por biodiesel.96% da energia consumida é elétrica. sistemas. e ao longo da história as fontes energéticas têm sido à base do desenvolvimento da humanidade. 27. Na abordagem energética por área. com base na metodologia de planejamento definida pela NBR ISO 50001:2011. planejamento. Neste sentido. verificou-se que as empilhadeiras movidas a óleo diesel são responsáveis por 59. como adequações nos acabamentos internos da edificação e aquisição de equipamentos mais eficientes para a redução do consumo de energia. foram obtidos os dados de instalações. A busca por fontes renováveis e alternativas de energia e o gerenciamento do consumo energético tem sido estratégias eficazes para minimizar estes impactos e reduzir custos nas empresas. de modo que nas últimas décadas levou o governo. o presente trabalho realizou o diagnóstico energético de um terminal portuário localizado em Itajaí-SC. a sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões energéticas.46% proveniente de óleo diesel e 4. foram obtidos os dados de consumo de energia registrados por medidores conectados a um software de gerenciamento de energia. Com relação às emissões de gases de efeito estufa. economia de energia. O diagnóstico energético realizado permitiu identificar na abordagem global que 67. O levantamento de dados detalhados possibilitou verificar oportunidades de melhoria nas instalações do Prédio Administrativo. o que reduziria 8% das emissões e custos.58% de GLP. o que caracterizou a matriz energética do terminal como sendo 67. por área e detalhada. a utilização de recursos não renováveis vem gerando inúmeros impactos ambientais. Porém. De acordo com os dados. .6 RESUMO A energia é um dos principais constituintes da sociedade moderna. Como medida de melhoria. já que foram identificados desperdícios de energia em contribuição da má utilização de equipamentos. o que demonstra a necessidade de adequação do sistema.04% como não renovável. em cada área do terminal. foi verificado que os valores de consumo registrados pelo software não são medidos em sua totalidade. equipamentos.

96% of the energy consumed is electric. which aim at improving the energy performance of the building and therefore allow reducing energy consumption. based on the evaluation of energy consumption and characterization of the energy of the whole terminal in a global. It was possible to verify improvement opportunities in the Administration Building. society and especially companies to adopt a new stance on energy issues. leading the government. On energetic approach detailed informations were obtained from facilities. it was found that consumption values recorded by the software are not measured at all. In this sense. it was found that the diesel powered forklift trucks are responsible for 59. and throughout history the energy sources have been the basis for development of humanity. Keywords: Energy management. systems. As a way of improving proposed the replacement of diesel oil for biodiesel. there is a need for awareness of employees.96% of renewable and non-renewable as 32. About the emissions of greenhouse gases. which reduce emissions 8% and also reduce costs. was obtained energy consumption registered by meter connected to a software power management in each area of the terminal. The energy diagnosis has allowed to identify that 67. so that in recent decades has become a growing global concern with these. processes and personnel working for the organization that significantly affect the use and consumption of energy in this area.9% of emissions. equipment. energy saving. However. . like adjustments to the interior finishes of the building and the purchase of more efficient equipment. In addition to the proposed adjustments. taking as baseline data for the year 2012. detailed and per area verification. 27. According to the informations.7 ABSTRACT Energy is a major constituent of modern society. planning. this work constitutes the diagnostic performance of a port terminal located in Itajaí-SC. the use of non-renewable resources has generated numerous environmental impacts. which demonstrates the needs to adequate the system. The search for renewable and alternative energy and energy management has been effective strategies to minimize these impacts and reduce costs in business.58% from LPG which characterized the energy matrix of the terminal as 67.04%. based planning methodology defined by ISO 50001:2011. so that they use electricity rationally since been identified waste energy resulting from improper use of equipment.46% from diesel oil and 4. In verification of energy area.

.................................................................................................................................................................1 Coleta de dados ...............................................................1 Recursos Energéticos Não Renováveis ........... 21 2.............................................................. 44 ...1 Uso e consumo de energia ............. 32 Gestão de energia nas organizações...............................................................1..................................................... 34 Metodologia ..............1 2 Objetivos ...................2 Recursos Energéticos Renováveis ....................................................... 27 2.............................1 Energia e recursos energéticos ...............5........................................ 20 Fundamentação Teórica ......... 25 2........................................................................................................................................... 32 2..............8 SUMÁRIO 1 Introdução...................4.........3 Matriz energética brasileira ........................................................................................................... 19 1...1 2.. 42 3............................................................................... 30 2.................... 24 2...................... 18 1........................................................................ 31 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 ..................................... 21 2.. 44 3............................6....................2 Específicos..................................................................................2 Matriz energética mundial ............................... 20 1............................5 Políticas de eficiência energética ...........................1............................1......1 Geral ......1 2...............................................6 Política Brasileira de Eficiência Energética........1.............................1....1 3 GHG Protocol.........................4 Energia e emissões de GEE . 33 2.................................................................... 21 2........................................

...1 Requisitos gerais da NBR ISO 50001:2011 ....................... 62 4...1 Energia Elétrica .........3......................... 62 4......... 92 4. 91 4........8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo ...............4 Caracterização da Matriz Energética.................3...........................................6 Objetivos energéticos .........................................1...........................3 Definição de indicadores de desempenho energético ............2 Linha de base energética.............................................................3............8.. 91 4............................................ 59 4..................................2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria ..........................................................8............ 77 4.......................................... 62 4.........5 Indicadores de desempenho energético ... 60 4..............................................................3........1.....................5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia .. 103 4.................................................................................................................1.......... 68 4.............................3................8.............. 121 4.... 121 4............. 57 3.........................3. 59 4.... 120 4.........3...............4 Linha de base energética.................3 Diagnóstico da percepção dos funcionários ........3........ 58 Resultados e discussão ....................3 Revisão energética ..............................................................2 Diagnóstico das características do ambiente .......................................1.......................1...........3..................4 Planos de ação ....1.........................6 Quantificação de emissões de GEE ............ 58 3...................................... 76 4...... 125 ............................2 Óleo diesel .........................3 GLP.................................................1 Análise do Uso e Consumo de Energia ............3...1.....................3..........1........................... 81 4.........3.. 70 4......1.............9 4 3.......................................................................1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados............................. 73 4.....7 Abordagem Energética por Área ...............................................................1................1.............2 Identificação de requisitos legais ..3.............................

...................... 139 5............................................................................................................................................................1 6 Planos de ação ........................ 127 Recomendações para trabalhos futuros ...........................10 4.................................................................................... 143 Apêndices .............. 149 ................................................ 141 Referências ..................7 5 Considerações finais ........................................................................................................

..........................................................................Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE..... ............................... movida a óleo diesel...............................................28 Figura 4 ............71 ............................. .....................Esquema da Gestão de Energia.............................Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial....Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008..............................47 Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32............. ....Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011.........Diagrama conceitual do processo de planejamento............... ........................35 Figura 7 ..................................................................29 Figura 5 ...... Figura 8 ........................34 Figura 6 ..........27 Figura 3 ................................... Reach Staker......Empilhadeira modelo Maclift..................... ...51 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário.....66 Figura 20 ...................65 Figura 19 ........................ ...68 Figura 24 ........................... ......66 Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC........................................ ..................................................... Armazéns I e II e Prédio Administrativo. ...................................... registrado pela CELESC........Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.64 Figura 17 ............................ ................................... .............................................................. em MWh.............................Empilhadeira elétrica de pequeno porte..............................................Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 ...................................................................................................43 Figura 11 ...........Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON...............38 Figura 9 ........70 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha............................................................... utilizada para movimentação de containers.................... ............ano de desativação das câmaras frias..................64 Figura 18 ................................................................................67 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC.........Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC.............................................................................39 Figura 10 .69 Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012............. em reais........................................... ..................................................................... ......... movida a óleo diesel.... .................................Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base...................................................68 Figura 23 ............... ... .......Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012................................11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ................................................................................................................................................. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers........63 Figura 16 .........60 Figura 15 ................ .................49 Figura 13 ........Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo.......... .... utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II)...................Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012..................................... 26 Figura 2 .......Matriz Energética Mundial em 2008......................................................Empilhadeira de grande porte...........................Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011.... .............36 .... .....Etapas do diagnóstico energético....

.........................94 ...................................87 Figura 43 ...................................12 Figura 27 .......Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta........87 Figura 42 .................................................................. entre os meses de abril e novembro de 2012............................................................... ........................................83 Figura 37 ..........................................................................73 Figura 30 .....................................Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo....... .. de acordo com o software Smart 32......... .... no ano de 2012............................................................................. .......... .................................................................................... ........... ...........................................Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012.........................................................81 Figura 35 .............Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32..................................................................88 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.. ....................................................... entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta........................................................... com base na quantidade consumida no ano de 2012......71 Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias.......................Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON................. entre os meses de abril e novembro de 2012.......................Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta......................... .Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO 2e) no terminal portuário...... ....................................................................Custo total do terminal portuário com energia elétrica....................76 Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global..............................................................................72 Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário.........................................Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON.............................................Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas.......................................................................Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida................... ..........................74 Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável...............86 Figura 40 ....................................... em tep.................................................84 Figura 38 .............................85 Figura 39 .... em MWh........................86 Figura 41 ............................ ..........................................75 Figura 32 ...................................................................... . ...89 Figura 46 ............ registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012...Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas..............................88 Figura 44 .......................................... óleo diesel e GLP no ano de 2012............Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .............................. no ano de 2012.................... entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta............................................... .80 Figura 34 ..Consumo de energia elétrica................................. ......................................82 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012.Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos..........

............Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente.............................. . ....................................... .................................. ..............Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo....104 Figura 52 ................Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente..............................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham..............................................................................................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. .......................................................................................112 Figura 61 .......................................................13 Figura 47 .........................................................................................................116 Figura 66 .........109 Figura 57 .......... .Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente.Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413 ..............Setores do 1º piso do Prédio Administrativo....Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia...Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham............................131 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento.............Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa......Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia......................Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia............ ......116 Figura 67 ........................................................ .................... com base nas características do ambiente de cada um................................................................................ ..................... propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos......Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.129 Figura 68 ..................................................................................... .........................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 ........................Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham..............111 Figura 59 ... .......Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente.............................Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”......................................................................................... .....................115 Figura 65 ...105 Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham..........................................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham......103 Figura 51 ........................................................................111 Figura 60 ...................... ...............................................................................................................................................................Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação................................................................................................110 Figura 58 ..............................................100 Figura 50 .............Setores no 2º piso do Prédio Administrativo..............98 Figura 49 .................................................136 ..............114 Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia...........................96 Figura 48 ........................................ ..........113 Figura 62 ...........107 Figura 55 ..106 Figura 54 .. .........................................Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo........................................................ ......................................................................... ......................................................... .........................................................................................115 Figura 64 ........... ........ ......108 Figura 56 ........

...................... Quadro 3 ................................. – Parte 2.........................Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1..................................................................... 114 Quadro 9 .............................................................................. Quadro 6 – Índice de significância.................................................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço..Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão............................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente................................................ 119 Quadro 11 ....... 132 .......................................................52 Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa...................................... Erro! Indicador não definido......................................... 126 Quadro 12 ............Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2........... Erro! Indicador não definido........................... 46 Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo..................................................... Recursos Energéticos não renováveis................. Erro! Indicador não definido............ Erro! Indicador não definido...... 118 Quadro 10 .......................... 22 Quadro 2............................................Recursos energéticos não renováveis – Parte 1................... Quadro 5 – Critérios de determinação de significância............................... Quadro 4 .........................................................................Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta.......................................................................... 132 Quadro 13 ............Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta..................................................14 LISTA DE QUADROS Quadro 1 ..................

............... ................................................... 93 Tabela 24 ............Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida................. .................................................................Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário....... .................. 54 Tabela 7 ........... ... 55 Tabela 8 ...................Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário......................................................................... ............... 74 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global................... ........... 62 Tabela 13 .................................................... 79 Tabela 21 ................................... utilizadas no setor TECON..........Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes.. 56 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE..... 50 Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas............................................. 77 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol........................ .................... ....................................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413...................................... ............. 90 Tabela 23 ............ conforme sua área (a) em relação à parede... 45 Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 ..........................Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 ...............48 Tabela 3 ......................... 78 Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário..................Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 .............. 53 Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela......................Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias...................................... 54 Tabela 6 ...............Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC................................... ......... .... 69 Tabela 14 ......... . 99 .................................................Abordagem Global......................... .......................Abordagem por Área......................... de 2006 a 2012.................................................................................................................................... ....... ....... 72 Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep)...... do teto e do piso.... ...... 95 Tabela 25 ... .15 LISTA DE TABELAS Tabela 1 ......................................................................... 80 Tabela 22 .......................Usos de energia no terminal portuário............................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas...................Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE...... 55 Tabela 9 ............ tendo como base o GHG Protocol....... ............................. .......................................................Índices de reflexão média das cores (refletância)........ 78 Tabela 19......................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente..................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.. ..........................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada..............Abordagem Detalhada... .................................................................. ................................................ 79 Tabela 20 ......................................... Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.... 56 Tabela 10 .......... .......................................... no ano de 2012............................... 61 Tabela 12 ......... ...................................................................................................... 97 Tabela 26 ....

16

Tabela 27 - Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h, 12:30h,
15h e 19:30h no Prédio Administrativo. ...................................................................................... 117
Tabela 28 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do
Prédio Administrativo. ................................................................................................................. 124
Tabela 29 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 124
Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 125
Tabela 31 - Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel, tomando como base os
dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012..................................................................... 128
Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.
..................................................................................................................................................... 134
Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural
nos ambientes do Prédio Administrativo. .................................................................................... 135

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LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AEE – Ações de Eficiência Energética
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BEN – Balanço Energético Nacional
FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina
GEE – Gases do Efeito Estufa
GHG – Greenhouse Gases
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IDE – Indicador de Desempenho Energético
IEEA – Índice de Eficiência Energética
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PA – Prédio Administrativo
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
PCS – Planejamento e Controle de Serviço
PVA – Posto de Vigilância Agropecuária
SGE – Sistema de Gestão de Energia
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
TECON – Terminal de Contêineres

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1 INTRODUÇÃO

As fontes energéticas tem sido ao longo da história, a base do desenvolvimento da
sociedade. Nos primórdios da civilização a energia tinha seu custo zero e era obtida a partir
de lenha, basicamente para o aquecimento humano e para as atividades domésticas, como
cozinhar, por exemplo (GOLDEMBERG, 2010). De acordo com Burattini (2008), à medida
que o homem evoluía, o modo com qual o se relacionava com a energia foi transformandose, sempre em direção a um maior conforto e eficiência, seja da pedra lascada à máquina a
vapor. A partir daí, embora as necessidades fossem as mesmas, as transformações
energéticas passaram a ser mais complexas e consequentemente as fontes de energia se
modificaram.
O desenvolvimento da humanidade implicou no crescimento da demanda por
geração de energia e consequentemente no aumento das emissões de gases poluentes
através de atividades industriais, meios de transportes e demais atividades (GUADAGNINI,
2006). Tais características decorrem do padrão de produção e consumo iniciado nos últimos
dois séculos, em que a prosperidade do mundo industrializado foi sustentada pelos
combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás (WALISIEWICZ, 2008).
O sistema de produção e consumo atual, fundamentado em fontes fósseis, acaba por
colocar em risco os recursos naturais do planeta. O crescente consumo energético
observado a partir da intensificação da atividade industrial e o impacto ambiental em
consequência da utilização de energias não renováveis no mundo levaram o governo, a
sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões
energéticas (TACHIZAWA, 2006). Donaire (1999) afirma que as empresas que eram vistas
apenas como instituições com responsabilidades econômicas, ou seja, se preocupavam
estritamente com o que produzir, como produzir e para quem produzir, têm assumido novos
papeis como resposta aos impactos que no ambiente operam.
No âmbito geral, sob o ponto de vista econômico, a gestão ambiental tem se tornado
cada vez mais um importante instrumento gerencial para a capacitação e criação de
competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento. Estudos realizados
pelo SEBRAE, CNI e BNDE revelam que metade das empresas pesquisadas realizou
investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas
microempresas (TACHIZAWA, 2006).
Dados de uma pesquisa realizada pela FIESC (2011) indicam que parte significativa
das indústrias está desenvolvendo ações internas visando a conservação e o uso racional
de energia, com metas definidas para otimizar a utilização dos insumos energéticos. Esta
realidade sinaliza a preocupação e o interesse das empresas em incorporar programas de

Além disto. pode-se se estabelecer medidas de melhoria para um gerenciamento energético (SGS. e a NBR ISO 50001:2011 auxilia na identificação destas potenciais melhorias.1 OBJETIVOS . 2007). a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO.19 eficiência energética em suas atividades. o que atualmente configura-se como tendência no mundo e especialmente no Brasil. No âmbito geral. além da redução do consumo e de custos. Além disto. o qual consiste na necessidade inicial de se planejar o gerenciamento energético de uma empresa a partir de uma metodologia que viabilize a diagnosticar métodos de redução de consumo de energia e elaboração de planos de ação com medidas de melhoria que visem. De acordo com a SGS (2013). é possível compreender a forma com a qual a energia é utilizada em determinada organização. 2007). 2013). o que consequentemente estimula o meio acadêmico a desenvolver pesquisas mais detalhadas sobre a gestão de energia e consequentemente da avaliação das atuais matrizes energéticas adotadas pelas empresas. forma-se a seguinte pergunta de pesquisa deste trabalho: porque e como planejar a gestão de energia em uma organização? Os benefícios de se planejar a gestão energética em uma organização estão intimamente ligados a melhorias gerais na qualidade e/ou na produtividade das suas operações. 1. tomando como base os preceitos da NBR ISO 50001:2011. A partir do planejamento de um Sistema de Gestão de Energia. a inserção de fontes de energia alternativas e renováveis na matriz energética organizacional. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. e a partir deste conhecimento. a fim de contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o tema de energia e a conscientização da importância de se trabalhar a favor da sustentabilidade. A partir deste panorama. a maior parte da eficiência energética de grandes empresas é alcançado através de “mudanças na forma como a energia é gerenciada”. o presente trabalho visa tornar evidente a importância de se buscar a constante melhoria do nível de desempenho energético de uma organização. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. A avaliação da matriz energética possibilitará então discutir a necessidade de introdução de recursos mais eficientes e o uso de fontes renováveis de energia. A partir da contextualização do tema é possível identificar o problema de pesquisa deste trabalho.

1. .1. 1.  Identificar as áreas de uso significativo de energia do terminal portuário.  Propor ações que possibilitem a melhoria do desempenho energético do terminal portuário.  Verificar possibilidades de alterações ou melhorias na matriz energética da empresa no sentido de reduzir as emissões de CO2.  Analisar a percepção dos funcionários da empresa quanto ao uso e consumo de energia.2  Específicos Caracterizar a matriz energética e avaliar o uso e consumo de energia do terminal portuário.20 1.1 Geral Realizar o diagnóstico energético em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC através da aplicação da NBR ISO 50001:2011.

já que sua utilização implica em processos irreversíveis e produz resíduos prejudiciais ao meio ambiente. em processos naturais (como o petróleo bruto e o carvão. tais como para o petróleo.1. dentre todas os recursos energéticos. quando recebidas pelo usuário final nos diferentes setores. 1997). Oliveira & Guerra (2010). al (2012). energia magnética e energia elástica (GOLDEMBERG.21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. atividade) pode ser amplamente definido como “a capacidade de produzir transformações num sistema”. Pode-se dizer que são consideradas fontes de energia renováveis aquelas na qual seu uso pela humanidade não causa uma variação significativa nos seus potenciais e se suas reposições a curto prazo são relativamente certas. o vento é a transformação da energia térmica em cinética. energia térmica. energia química. todos os processos que observamos na natureza nos mostram que a energia está sempre em transformação: o crescimento de uma planta demonstra a energia de radiação do Sol sendo transformada em energia química por meio da formação de células vegetais. e até mesmo uma árvore queimando é a transformação da energia química em térmica. Segundo Burattini (2008). as fontes de energia primárias são aquelas que provêm da natureza na sua forma direta.1 ENERGIA E RECURSOS ENERGÉTICOS O conceito de Energia (do grego enérgeia. 2. ou como fontes renováveis ou não renováveis (JANUZZI & SWICHER. 1997). são consideradas como fontes não renováveis a energia nuclear e a dos combustíveis fósseis. as fontes de energia podem ser classificadas como fontes primárias ou secundárias. por exemplo) e as secundárias aquelas que passam por algum tipo de transformação até serem utilizadas na forma de energia final. 2010). De modo geral. energia elétrica. energia mecânica. e sua reposição artificial é absolutamente inexequível (JANUZZI & SWICHER. como por exemplo: energia de radiação. ou seja.1 Recursos Energéticos Não Renováveis Segundo Galdino et. Essa capacidade pode envolver transformações mecânicas.físicas. . energia nuclear. químicas e biológicas. podendo se manifestar de diversas formas. Já as fontes de energias não renováveis são aquelas as quais suas reposições naturais levam muitos séculos ou milênios para ocorrer. De acordo com Abreu.

Recursos energéticos não renováveis – Parte 1. já que constitui óleo diesel bem como vários tipos (SIQUEIRA. 2012). O aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico tem levado muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média terrestre esteja relacionado a este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera. partir da decomposição da matéria energético superior aos demais risco de acidentes durante sua orgânica ao longo do tempo. A energia nuclear por sua vez. Possui uma plástico (SALVADOR & - associado BATISTA à & . principalmente com o uso de combustíveis fósseis. além da preocupação permanente com seu esgotamento. Estes gases foram denominados genericamente como “gases de efeito estufa” e passaram a ser conhecidos mundialmente pela sigla GHG ou “Greenhouse Gases” (SILVA et. 2003). como: petróleo e derivados. Esta modalidade energética teve sua expansão a partir da década de 1970 como uma resposta dos países mais desenvolvidos ao choque do petróleo (CASTRO. DANTAS & BRANDÃO. MARQUES. Quadro 1 . 2011). al. Nos quadros 1 e 2 será apresentada uma descrição resumida dos principais recursos energéticos não renováveis. carvão e gás natural (HINRICHS & KLEINBACH. bem como suas vantagens e desvantagens. dá origem a exploração encontrado nos poros das camadas inúmeros produtos a partir de seu vazamentos. como CO2 importância geopolítica. 2013). a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. al. a enorme dependência destas fontes no mundo tem ocasionado. 2003). emissão de Gases sedimentares. o GLP. a base da economia produtiva mundial de OLIVEIRA. o do Efeito Estufa. Fonte: Autora.22 De modo geral. Recurso energético não renovável Vantagens Desvantagens Petróleo e seus derivados: Formado a Possui um rendimento calorífico Esgotamento de suas reservas. enorme refino. como: a gasolina. graças ao seu reduzido fator de emissão de gases do efeito estufa.. (BRASIL. surgiu como uma importante opção energética frente à utilização de combustíveis fósseis. sendo combustíveis fósseis. a energia proveniente de fontes não renováveis foi amplamente utilizada a partir da era industrial. De acordo com Silva et. (2003). 2003).

o não seu oferecem Risco de acidentes durante a da (CASTRO. diversificando técnica líquidos para (águas a de mitigação de dos águas impactos . 2010. pode substituir o diesel. o que implica no grande uso pode ser utilizado na geração de deste eletricidade 2013). (ANEEL. elétrica mais utilizada no mundo (41% da produção total). Fonte: Autora. degradação 2010). mineração. 2011). resfriamento. Segundo o IEA sua queima. termelétricas (MMA.) para funcionamento. É usada em mais de 400 consumidores e não dependem resíduos. pela mineração. podem ser instaladas operação geração de eletricidade em próximas centros incertezas no gerenciamento de nucleares. o outros. ou na geração de eletricidade. 2010). industriais refrigerante é geralmente a água. 2013). em usinas de Nitrogênio. alto Sua decomposição poder calorífico (HINRICHS et al. estado gasoso à temperatura ambiente e sob pressão atmosférica. (chuva. usina nuclear. termicamente. possui menor custo que a a subterrâneas. o carvão particulado mineral é fonte para geração de energia BURATTINI. Recurso energético não renovável Vantagens Carvão mineral: Formado a partir da Custo relativamente baixo. que se decompõe.23 Quadro 2 . emissão de material (2008) apud ANEEL (2010). DANTAS & BRANDÃO. usa utilização de seus rejeitos como grandes quantidades de água finos de xisto. (SANTOS & efluentes MATAI. sua exploração contaminação betume. 2010). altos custos para exploração de petróleo. xisto retortado e os para sua exploração. emissão de Gases do da matéria orgânica vegetal que se acumulou no fundo de pântanos durante o Desvantagens extração provoca a áreas de das carbonífero Efeito Estufa (GEE) a partir de (HINRICHS et al. alto custo associado centrais nucleares em todo o mundo de aos investimentos em segurança (ELETROBRAS. usinas áreas relativamente aos fatores climáticos etc. alto potencial de orgânico denominado querogênio ou matriz energética. 2013). hidrocarbonetos leves que permanecem menor contribuição de emissões Óxidos no de CO2. possui a viabilidade a ambientais de mineração. risco de escassez a médio prazo (ELETROBRAS. xisto). necessita de um sistema óleo combustível ou o carvão em de utilizações comerciais. vento.. Xisto: Denominado como folhelho Configura-se como uma fonte não Impactos ambientais causados oleígeno. com Emissão de GEE como CO2. 2008). recurso cujo entre fluido natural (MMA..Recursos energéticos não renováveis – Parte 2. o xisto possui um material convencional. 2013). Gás natural: É uma mistura de Combustão mais limpa. produzindo óleo e gás. Urânio: A fissão do átomo de urânio é a Ocupam principal técnica empregada para a pequenas.

Recurso energético renovável Vantagens Água (energia hidráulica): Aproveitam Baixo a energia. al.1.2 Recursos Energéticos Renováveis Nos próximos anos. Em longo prazo as fontes renováveis. os quais são considerados fontes não renováveis de energia e causam maior impacto ambiental. energia elétrica (GOLDEMBERG. 2011). segundo Walisiewicz (2008) pode-se citar alguns recursos naturais utilizados na obtenção de energia renovável: o Sol (energia solar). de assoreamento a montante da (MAGALHÃES. . Brasil é a principal fonte de geração de Brasil. o vento (energia eólica). a matéria orgânica (biomassa). embora seu crescimento esteja ocorrendo aos poucos no âmbito mundial (WALISIEWICZ. os rios e correntes de água doce (energia hidráulica). poderão – teoricamente – suplantar as fontes convencionais de energia. Quadro 3 . Fonte: Autora.. 2003). De modo geral. 2010). energias renováveis despesas combustíveis (GOLDEMBERG. no recursos. aproveitamento Energia potencial dos recursos custo de Desvantagens geração de Alagamento para construção de disponibilidade de barragens.24 2. mecânicos ou para como bombeamento d’água (ANEEL. 2013). dos alteração peixes. com fósseis pássaros estética. 2010). DANTAS & BRANDÃO. HINRICHS et. barragem. citando as principais vantagens e desvantagens associadas à utilização de cada um. principalmente no Regimes dos rios a jusante. 2010. as marés e oceanos (energia maremotriz e energia das ondas). poluição sonora e geração substitui poluição trabalhos de eletricidade. remoção populações de locais (GOLDEMBERG (2007) nos apud & LUCON CASTRO.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1. al. os recursos energéticos renováveis irão complementar cada vez mais os combustíveis fósseis e a energia nuclear. barreiras à migração facilidade 1978). de ventos. com o maior crescimento na economia sobre a velocidade e o regime emprego de turbinas eólicas. 2010). hídricos para geração de Energia. Os quadros 3 e 4 apresentam uma breve explicação sobre estes recursos. morte de (GOLDEMBERG. para a mundial (SILVA et. 2008). Vento (energia eólica): seu É um dos segmentos do mercado requer trabalhos sistemáticos aproveitamento ocorre por meio da de com de coleta e análise de dados conversão da energia do vento.

produção de energia elétrica) ou na controle produção (BURATTINI. 2008. melhor da terra. fonte direta Alto processos de confecção energia de solar. & THURMAN. 2011). climáticas podem conversores & THURMAN. . 2013). 2010). Biomassa: pode ser utilizada como Baixo custo. energéticos de baixa eficiência tipo de energia vem ganhando destaque TRUJILLO & THURMAN. aproveitamento os mais da usados atualmente são o aquecimento de água obtenção (BURATTINI. Condições 2011). (GOLDEMBERG. ser utilizadas para mover turbinas. (TRUJILLO devido a vasta área ocupada pelos oceanos (TRUJILLO 2011). gasto de energia dos fotovoltaicos na painéis (BURATTINI. este ser utilizadas (BURATTINI. 2010). e a geração fotovoltaica de energia elétrica (ANEEL. energia PEREIRA. 2008. resíduos al.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. Recurso energético renovável Vantagens Sol (energia solar): dentre os vários Energia inesgotável. 2010). 2010). de biocombustíveis nos níveis de de CO2. GOLDEMBERG. correntes e marés podem grandes áreas litorâneas podem interferir. Utilização de grandes áreas bioenergia (para aquecimento ou para redução para a plantação (HINRICHS et. relativamente limpa. Desvantagens de 2008.25 Quadro 4 .. Fonte: Autora. 2008). Energia das ondas: a energia cinética Energia das ondas.

De modo geral. de modo que a oferta de energia mundial continua. Fonte: (IEA. majoritariamente. no século XX para o petróleo e derivados e no século atual ainda se utilizam como suprimento energético principal o petróleo e derivados. a participação das energias renováveis (figura 1). Dados da IEA (IEA. 2011) ainda mostram que. o mundo vem utilizando intensamente os combustíveis fósseis para suprir suas demandas de energia.2 MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Desde a revolução industrial. solar e geotérmica (1%) (figura 2).26 2. 2010 apud PESSOA. em 2008 as fontes não renováveis de energia representaram 87% do cenário energético mundial contra apenas 13% das fontes renováveis. em um comparativo entre os anos de 1980 e 2008. no século XIX. também é possível verificar que dentre as fontes renováveis os combustíveis renováveis são os que têm maior representatividade (10%). baseada nos combustíveis fósseis. Figura 1 . 2010 apud PESSOA. 2010 apud PESSOA. 2011) a matriz de energia mundial. a prioridade foi para o carvão mineral.Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008. De acordo com Filho (2009). . 2011). seguidos do carvão mineral e do gás natural. mesmo que em passos lentos. não apresentou modificações estruturais significativas quanto à utilização das fontes energéticas. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA. por exemplo. seguido das fontes de energia hidráulica (2%). embora venha crescendo nos últimos anos. eólica.

al. segundo Goldemberg (1997) apud Abreu. a European Wind Association prevê que a energia eólica possa produzir 10% da eletricidade mundial até 2020. Fonte: IEA (2010) apud PESSOA (2011).75%. considerando que geradores eólicos já vêm apresentando custos competitivos com as formas tradicionais de geração de energia elétrica. Quanto a perspectivas futuras. no que se diz respeito a fontes renováveis de energia.3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA A matriz de energia nacional. Oliveira & Guerra (2010). ao contrário do cenário mundial. a um ritmo anual de 27. que antes não lhes eram acessíveis por falta de poder aquisitivo e infraestrutura. aumenta a parcela da população com acesso à energia e a outros bens. a um maior consumo de energia também. à medida que a economia cresce e o poder aquisitivo melhora. 2. aos poucos começam a ganhar boa representatividade. Este cenário leva ao crescimento da produção de bens e consequentemente. a tendência é que com o desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo Abreu. ocorra também o aumento da eficiência energética. Segundo Silva et. (2003) a capacidade eólica mundial cresceu nos últimos anos. pois. as novas tecnologias lançadas no mercado mundial. Já nos países desenvolvidos.27 Figura 2 . em um período de 30 anos (1980 a 2010).Matriz Energética Mundial em 2008. De modo geral. Oliveira & Guerra (2010) há uma tendência de aumento no consumo total de energia nos países em desenvolvimento. sofreu modificações importantes quanto à utilização de diferentes fontes .

o Brasil apresentou uma matriz energética distinta da correspondente mundial. A produção de energia a partir da lenha e carvão vegetal passou de 27% para 9. o Brasil também apresentou uma redução significativa na oferta de energia proveniente da lenha e do carvão vegetal. as quais tiveram o objetivo de reduzir a dependência do país pelo petróleo importado. que nesta época representava cerca de 80% das necessidades nacionais. e de petróleo e derivados de 48% para 38. já que a participação dos derivados da cana-de-açúcar cresceu significativamente entre 1980 e 2010. passando de 8% para 18%. um aumento da utilização do gás natural. mas que também possui elevada eficiência energética. considerando que em 2010 se atingiu uma participação de 14% desta matriz energética. além de manter uma participação elevada das fontes renováveis. Figura 3 . 2011. conforme observado na figura 3 (MME. um combustível bem menos poluente que o carvão e o petróleo.6%. O aumento da produção de energia através de hidroelétricas também foi notável neste período. Pode-se também identificar claramente.Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011. De acordo com o Ministério de Minas e Energia. Fonte: MME. assim como de petróleo e derivados.28 energéticas.7%. . isto ocorreu em função das políticas estratégicas de incentivo à agroenergia e hidroeletricidade adotadas na década de 1970. de acordo com as observações realizadas por Silva et al. (2003). Neste período. já que contou com uma grande utilização de fontes energéticas renováveis. 2011). Entre os anos de 1980 e 2011. É possível notar que os investimentos realizados pelo governo brasileiro em programas de incentivo à agroenergia apresentaram bons resultados.

29 De modo geral. entre 2010 e 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira chegou a até 88. A maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de recursos renováveis. 10.1% do gás natural e 5. A atual participação dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira é de 54. Considerando que os terminais portuários – objeto de interesse no presente trabalho .enquadram-se como setor de transportes e serviços.8% não renovável. sendo 38. . pode-se considerar que o país está relativamente mais avançado se analisarmos o comparativo com a Matriz Elétrica Mundial. Quanto à Matriz Elétrica Brasileira.6% do petróleo e derivados. sendo em 2011 o responsável pelo consumo de 35. Fonte: EPE (2012) apud BEN (2012).4% da energia consumida no país. que se posiciona com uma menor dependência destes energéticos não renováveis e emissores de gases de efeito estufa (MME.6% do carvão mineral. em 2011. 2012).2% renovável e 55. na matriz energética brasileira.3%. percebe-se a grande vantagem do Brasil. 2012). a oferta interna de energia foi caracterizada como 44.Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial.8% (figura 4). o setor que mais consome energia no Brasil atualmente é o setor industrial. observou-se nos dados do BEN (2012) que o consumo do setor de transportes em 2011 foi o segundo maior dentre os setores observados (30. De acordo com o Balanço Energético Nacional (MME. Quando comparado com o valor mundial de 82% de participação dos combustíveis fósseis no mesmo ano. 2012). Segundo o Balanço Energético Nacional 2012 (MME.9% da energia no país.1%) e o setor de serviços representou 4. Figura 4 .

o governo brasileiro.259 GtCO2eq. As organizações não têm controle sobre os preços de energia ou sobre as políticas governamentais. 2013). entretanto isto pode levar tempo”. Visando melhorar este cenário. De acordo com Celupi (2012).8% não renovável. apresentou metas voluntárias ambiciosas de redução de emissões de GEE: reduzir entre 36. foi instituída no Brasil a Política Nacional sobre Mudança no Clima (PNMC). principalmente pelo fato de que uma importante fração da população mundial ainda não tem acesso aos chamados serviços energéticos. já que a melhoria do desempenho energético pode fornecer benefícios imediatos como a redução de consumo e de custos. . a matriz energética brasileira é de até 55.30 2. 2012). respectivamente (CELUPI. dentre as diversas metodologias que visam padronizar o modo como as empresas devem contabilizar suas emissões. O referido Decreto estimou a linha de base de emissões de gases de efeito estufa (1990) e estabeleceu como meta para 2020 uma redução entre 1. De acordo com dados do BEN (2012). cenários tendenciais de curto e médio prazo indicam que esta parcela deve continuar significativa.1% a 38. a fim de que possam estabelecer medidas para a redução de emissões (GHG Protocol.9% das emissões de CO2eq até 2020.187 de 29 de dezembro de 2009.9% de redução de emissões.4 ENERGIA E EMISSÕES DE GEE De acordo com WALTER (2007). conversão e consumo de energia. através da Lei Federal nº 12. e que posteriormente foi regulamentada pelo Decreto nº 7. cerca de 60-65% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas à produção. durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. sendo 36% pela utilização de combustíveis fósseis derivados do petróleo. contribuindo consequentemente para a redução do esgotamento de recursos energéticos e emissão de GEE. Outro fator que leva ao maior consumo de energia elétrica e consequentemente ao aumento das emissões de GEE é o crescimento populacional e o aumento da atividade econômica em todo o mundo. Para o cumprimento das metas estabelecidas em Copenhague. De acordo com o autor. Segundo Hall & Lee (2008). as mais utilizadas no setor industrial a nível mundial são a GHG Protocol e a ISO 14. realizada em Copenhague no ano de 2009. com relação às suas emissões de 1990 (CELUPI.390/2010. Diversas empresas vêm realizando seus inventários de emissões de GEE.1% e 38. porém elas podem melhorar o modo como gerenciam a energia que utilizam.064-1.168 GtCO2eq e 1. “é necessário o desenvolvimento e a implementação de tecnologias para as novas fontes energéticas e fontes de energia renováveis. combustíveis estes que contribuem significativamente com as emissões de GEE. o correspondente aos 36. 2012).

2013). As organizações podem utilizar seus próprios métodos de cálculo de GEE. desde que sejam mais precisos. porém ocorrem em fontes que não pertencem ou são controladas pela empresa. 2013). neutralidade política e é baseado em um vasto processo de consulta pública (GHG PROTOCOL. governo e outras conveniadas ao WRI e ao WBCSD. as quais estão divididas em escopos. O GHG Protocol apresenta uma estrutura para contabilização de GEE.. os escopos para cálculo das emissões de GEE são divididos em: Escopo 1 – Emissões diretas de GEE: Emissões provenientes de fontes que são controladas ou pertencem à empresa. estas são classificadas em diretas e indiretas.4. As etapas para a realização da quantificação das emissões de GEE são basicamente: (a) coleta dos dados de atividade segundo cada escopo e seleção dos fatores de emissão e (b) aplicação das metodologias de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol para contabilização das emissões por fontes comuns a quaisquer setores (GHG PROTOCOL. combustão de caldeiras. De acordo com o Manual Corporativo do GHG Protocol (2013).31 2. 2013). etc. 2013). quantificar e gerenciar suas emissões de GEE. 2008). Escopo 2 – Emissões Indiretas: contabiliza as emissões de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa. Para que se possa facilitar a organização do inventário e compreender as fontes de emissão. por exemplo.1 GHG Protocol O GHG Protocol foi lançado em 1998 e desenvolvido através de uma parceria entre o World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). 2008).. divididas em escopos (Brasil et. e que pelo menos que estejam em conformidade com as abordagens do GHG Protocol (BRASIL et al. veículos da empresa ou por ela controlados. É a metodologia mais utilizada no mundo por empresas e governos hoje em dia. através do Programa Brasileiro GHG Protocol. juntamente com outras instituições interessadas como empresas. organizações não governamentais (ONGs). o qual possui metodologias para cálculo de emissão para fontes comuns a vários setores. Escopo 3 . Está em conformidade com as normas da ISO (International Organization for Standardization) e com as metodologias de quantificação determinadas pelo IPCC (GHG PROTOCOL. A aplicação de um modo adaptado ao contexto nacional do GHG Protocol no Brasil teve inicio em 2008. com caráter modular e flexível. .Emissões Indiretas: calcula emissões conseqüentes das atividades da empresa. al. para identificar. tanto para emissões diretas quanto para emissões indiretas (GHG PROTOCOL.

. 2012). Decretos. do transporte e do uso dos recursos energéticos. os quais regulamentam e orientam as organizações para uma gestão sustentável dos recursos energéticos. seja no aspecto de produção ou uso final da energia. produtores e fornecedores de energia.5 POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Segundo Ribeiro (2002). organismos de normalização e organizações ambientais (APCER BRASIL. indústria. que estão ligados ao tema de eficiência energética e utilização de energias renováveis: Programa Nacional do Álcool (Próalcool). foram desenvolvidas algumas estratégias para eficiência energética no Brasil por parte do governo. a melhoria da eficiência energética tem sido incluída nas agendas políticas de vários países. como a criação de Órgãos. a relação às emissões de gases de efeito estufa. estudiosos. o que demonstra o reconhecimento da essencialidade do tema sob o ponto de vista mundial. No contexto da “melhoria do desenvolvimento econômico e da inovação”. 2011). o desenvolvimento da tecnologia e da informação. al. 2011).1 Política Brasileira de Eficiência Energética No Brasil. decorrentes da utilização de recursos não renováveis. Leis. prestadores de serviços. como por exemplo. desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. Resoluções e incentivos de modo geral. Programas. o conceito de uso eficiente de energia está associado à busca de estratégias ou políticas que minimizem o uso da energia sem conter a produção de bens e serviços. 2013) eficiência energética pode ser definida pela relação entre a quantidade de energia utilizada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. 2.5. tanto dos desenvolvidos quanto dos que estão em vias de desenvolvimento. após a primeira crise do petróleo. a melhoria da eficiência energética foi também um tema muito abordado em diversas reuniões do “G8” e “G20” (APCER BRASIL. tais como governos. ou seja. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA. Novos requisitos legais e soluções tecnológicas relacionados com energia e eficiência energética estão sendo introduzidos no mercado global por diferentes partes interessadas. 2011 apud FROZZA et. Desde então. o tema conservação de energia e eficiência energética começou a ser discutido com maior seriedade na década de 1970.32 2. que incentiva a produção e utilização de etanol e . Podem-se citar alguns programas importantes criados no Brasil nos últimos anos. Nos últimos anos. (ALSSSOP. a promoção da eficiência energética se dá a partir da otimização das transformações. o conforto e o bem estar da sociedade.

e de outro.6 GESTÃO DE ENERGIA NAS ORGANIZAÇÕES Silva et. sobre a eficiência energética de cada modelo em uma escala de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente) (CONPET. pelo gerenciamento da demanda de energia.33 da biomassa na forma de bagaço da cana de açúcar. O Plano propõe aos empreendedores de diversos setores da economia a realizarem a gestão energética empresarial nos moldes da NBR ISO 50001. de acordo com a eficiência quanto ao consumo de combustível de cada um. lançado no ano de 2013 e que é aplicado de forma voluntária aos veículos leves movidos a gasolina. por meio da gestão dos recursos energéticos. que apresenta as premissas e diretrizes básicas do tema no contexto nacional. conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CONPET. é informado ao consumidor no momento da compra. o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Contudo. 2011). Programa PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética) com linha de financiamento do BNDES e Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural. Através da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) afixada nos produtos. 2013). 2011). com um aumento percentual da participação das fontes renováveis de energia. O CONPET (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados e Petróleo e do Gás Natural) instituiu também o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). 2012). que foi criado para contribuir para a comercialização e utilização de aparelhos com menor consumo de energia. 2. De um lado. pela oferta. etanol ou GNV. é evidente que a gestão simultânea destas duas abordagens proporcionará resultados ainda melhores ao gerenciamento de energia como . Outro programa de grande relevância no Brasil é o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem). conduzido pela Petrobrás (MME. al (2003) mencionam que a minimização dos impactos ambientais decorrentes da utilização dos recursos não renováveis de energia pode ser obtida pela gestão da energia. com vistas ao acompanhamento de atividades e apoio à tomada de decisões. Programas de Eficiência Energética (PEE). foi aprovado pela Portaria nº 594 o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf (MME. com o uso mais eficiente e o consumo racional da mesma. estando os resultados da classificação disponíveis nas páginas eletrônicas do CONPET bem como nas etiquetas afixadas opcionalmente nos veículos (CONPET. Em 2011. orientando até mesmo a realização de bancos de dados relativos à eficiência energética. Os fabricantes que optam por participar do programa têm seus veículos classificados de "A" a "E".

foi lançada em 2011 pela International Organization for Standardisation . 2. Para a gestão de energia em uma empresa. como e onde se consome energia.1 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 Visando tornar-se um referencial de normalização na eficiência energética. Sob o ponto de vista organizacional.ISO a norma de Sistema de Gestão de Energia . também conhecida como diagnóstico energético. que corresponde a uma análise energética geral da instalação consumidora. Fonte: Ferreira. tanto em aspectos locais como no âmbito global. 1994). bem como o quanto se consome dela).34 um todo. De acordo com Ferreira (1994) a gestão de energia pode ser realizada em uma organização por diferentes métodos.6. a qual possui como base o modelo de sistemas de gestão de melhoria contínua proposto por Deming (1990) e Juran (1992) - . e independente do sistema de gestão de energia que venha a ser utilizado.Esquema da Gestão de Energia. a partir da busca constante pela eficiência energética. é necessário conhecer seu consumo energético (por que.SGE ISO 50001. dispor de dados para tomar decisões e agir para otimizar e controlar o resultado das ações e investimentos realizados (FERREIRA. a sua aplicação deverá sempre passar por uma fase prévia de planejamento. demonstrando a gestão simultânea das duas abordagens: gestão dos recursos energéticos e gestão do consumo de energia. 1994. a gestão energética também deve ser vista como um meio de alcançar objetivos de produtividade e de competitividade nas empresas. A figura 5 apresenta um esquema da gestão da energia. Figura 5 . contabilizar e seguir a evolução do consumo de energia.

Do. a NBR ISO 50001 é basicamente estruturada em: política energética. Fonte: ABNT. Figura 6 . popularmente chamado de ciclo PDCA (Plan. o consumo. A Norma ISO 50001:2011 tem como principal objetivo permitir que as organizações definam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho de energia. Check. por exemplo. como a ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental).35 Planejar. Como se pode observar na figura 6. Este modelo. incluindo o uso. 2011. a metodologia proposta por este sistema de gestão norteia os agentes responsáveis nas empresas a administrarem a energia como um recurso controlável. permitindo que a organizações tomem ações para melhorar seu desempenho energético. implementação e operação. De acordo com Frozza et. Act) também é utilizado em normas muito utilizadas na atualidade. al. a intensidade e a eficiência energética (ABNT. (2012). Verificar e Agir.Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011. planejamento energético. . Fazer. 2011). verificação e análise crítica pela direção.

. a NBR ISO 50001 sistematiza e reforça as estratégias de gestão energética nas organizações.6.Diagrama conceitual do processo de planejamento. Figura 7 . bem como de planos de ação (ABNT.36 A partir do modelo de gestão proposto. de modo que especifica os requisitos para que uma organização possa desenvolver e implementar uma política de energia.1. metas e planos de ação que considerem os requisitos legais e as informações relativas ao uso significativo de energia (ABNT. 2011). a definição de objetivos e metas. 2011. Fonte: Adaptado de ABNT.1 Planejamento Energético De modo geral. Revisão Energética e Saídas de Planejamento.4) deve conter uma revisão energética. Para que se possa implantar a norma e realizar a adequada gestão de energia em uma empresa. 2. a estrutura da fase de planejamento de energia pode ser dividida em Entrada de Planejamento. estabelecendo objetivos. é necessário que se faça inicialmente uma análise crítica da situação energética existente a partir de um planejamento de energia (primeira etapa do ciclo PDCA). sejam elas públicas ou privadas. 2011). conforme esquema observado na figura 7. que de acordo com a NBR ISO 50001 (item 4. a elaboração de indicadores.

priorizar e registrar oportunidades de melhoria. uso de renováveis ou fontes de energia alternativas. processos e pessoal trabalhando pela organização ou em nome dela que afetem significativamente o uso e o consumo de energia. deve-se identificar as áreas de uso e consumo significativos de energia: o Identificar instalações. incluindo. o Identificar outras variáveis relevantes que afetem o uso e o consumo de energia. Para isso. a um diagnóstico energético.1. o nome dado pela norma a esta etapa é equivalente. b) Com base na análise do uso de energia. o Determinar o desempenho atual de instalações. a revisão de energia ou revisão energética é definida como a “determinação do status do desempenho de energia da organização com base em dados e em outras informações que levam à identificação de oportunidades de aprimoramento”. o Analisar o uso e consumo de energia atual e passada. De acordo com a referida norma. c) Identificar. al. a organização deve (ABNT. (2012). o diagnóstico energético refere-se a um estudo mais superficial quando comparado . De acordo com Frozza et.6. 2011): a) Analisar o uso de energia com base em medições em outros dados o Identificar as atuais fontes de energia.1. de uma forma bem sucinta. De acordo com Ribeiro (2002). potenciais fontes de energia. sistemas. sistemas e processos que estejam relacionados aos usos significativos de energia. já que se baseia na análise de macro dados. de certa forma.37 2. para que posteriormente possam ser identificadas oportunidades de melhoria. na revisão energética é que são obtidas as informações a respeito da utilização de energia e das instalações de maior consumo. equipamentos. De modo geral. se aplicável.1 Revisão Energética Segundo a NBR ABNT ISO 50001. Assim. o diagnóstico energético refere-se a um estudo menos detalhado que uma auditoria energética. Segundo Krause (2002) apud Frozza et. a revisão energética a ser realizada pela organização na etapa de planejamento deve conter uma análise crítica de dados de energia. equipamentos. (2012) diagnóstico energético pode ser definido como a avaliação de todos os sistemas consumidores de energia. al.

microcomputadores e outros equipamentos. Considerando o diagnóstico energético sob o ponto de vista do consumo de energia elétrica.. bem como quantificar o que está sendo gasto (FROZZA et al. Figura 8 . 2012. 2012). Paiva & Santos (2010). Para atender aos requisitos da ISO 50001 é necessário assegurar na revisão energética que as etapas de análise do uso e consumo de energia. sistemas de ar condicionado. Neste sentido. já que esta se caracteriza por um estudo ainda mais rigoroso e minucioso do sistema. al.Etapas do diagnóstico energético. já que a outra parte desta solução constitui-se do uso eficiente de energia por parte dos consumidores conscientes. o uso de tecnologias energeticamente eficientes possui grande importância no gerenciamento de energia. Alvarez (1998) apud Ribeiro (2002) elenca como elementos significativos para avaliação de consumo: sistemas de iluminação. De acordo com Costa. deve-se realizar a análise do uso e o consumo de energia de modo a qualificar os tipos de energia utilizados na organização. . identificação de áreas com uso significativo de energia e identificação de oportunidades de melhoria sejam satisfeitos (figura 8). pode-se dizer que uma pessoa bem informada e consciente da importância do uso eficiente de energia tende a evitar ao máximo o desperdício. ou seja.. Fonte: FROZZA et. mas é possível dizer ainda que a conscientização dos consumidores de energia também é parte importante no processo de gestão energética. porém pode-se dizer que é apenas uma parte da solução para a problemática energética.38 a uma auditoria energética.

2.1. (2012).1. já que fornece uma base de dados para um período de tempo especificado. . A linha de base é utilizada como referência para comparação do antes e depois de melhorias realizadas.. De acordo com Frozza et. A linha de base configura-se como uma referência para que se possa verificar o antes e depois da implementação de ações de melhoria de desempenho energético (FROZZA et. 2007.39 De modo geral. 2012). al. Figura 9 . de modo que as alterações no desempenho energético da organização que vierem a ocorrer após a execução de planos de ação devam ser sempre comparadas à linha de base. 2011) a linha de base energética pode ser vista como uma referência quantitativa para que se possa verificar o “antes” e o “depois” da implementação de melhorias de eficiência energética. a linha de base energética pode depender de cada processo e de cada instituição que adere à NBR ISO 50001.6. a análise realizada na etapa de diagnóstico energético possibilitará a criação de uma linha de base para monitoração dos setores consumidores de energia. al.2 Linha de Base Energética Com base na NBR ISO 50001 (ABNT. A figura 9 apresenta um exemplo de histórico de consumo de energia em uma linha de base. Fonte: EVO.Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base.

40

2.6.1.1.3 Indicadores de Desempenho Energético

O indicador de desempenho de energia é definido como “o valor ou a medida
quantitativa do desempenho de energia conforme definido pela organização” (ABNT, 2011).
Ainda de acordo com a norma, na fase de Planejamento da mesma, a organização deve
identificar os indicadores apropriados para monitoramento e medição de seu desempenho
energético.
A NBR ISO 50001 não estipula a metodologia para determinação dos IDE’s, porém
estabelece que os indicadores utilizados pela organização devam ser registrados, mantidos,
regularmente atualizados e comparados à linha de base energética estabelecida.
De acordo com Ferreira (1994) os indicadores energéticos podem ser divididos em
macroindicadores e microindicadores. Segundo o autor, os macroindicadores são utilizados
quando destinados a medir a eficiência energética de uma região ou país, enquanto os
microindicadores são utilizados para medir a eficiência de uma empresa, edifício ou
habitação, por exemplo.
Segundo Saidel, Favato e Morales (2005) apud Frozza et. al. (2012), os indicadores
energéticos são pouco explorados como ferramenta para gestão energética no Brasil. Por
este motivo, Frozza et. al. (2012) propuseram o estabelecimento de indicadores, como por
exemplo:

CMF (Índice de Consumo médio Mensal por Funcionário): permite

caracterizar o perfil de consumo por número de colaboradores.

De acordo com Gestal (2000) apud Ribeiro (2002), outro item que constitui um
indicador de desempenho energético é o fator de carga, que mede a eficácia e eficiência de
aproveitamento da energia elétrica em uma instalação. Segundo a CELESC (2012), o fator
de carga pode ser definido como um índice que demonstra se a energia consumida está
sendo utilizada de maneira racional e econômica, sendo um indicador que varia de zero a
um e que exprime a “relação entre a energia ativa consumida num determinado período de
tempo e a energia ativa total que poderia ser consumida, caso a demanda medida do
período (demanda máxima) fosse utilizada durante todo o tempo”.
Pode-se citar também o fator de potência como um indicador de desempenho
energético, já que, de acordo com a CELESC (2012) o fator de potência mostra como a
energia é utilizada pelos equipamentos, sendo um índice que demonstra que quanto mais

41

próximo de 1, melhor a energia está sendo aproveitada pelos equipamentos. Segundo
CELESC (2012) um baixo fator de potência pode oferecer riscos às instalações, como:
variações de tensão que, podem ocasionar a queima de equipamentos; perdas de energia
dentro de sua instalação; redução do aproveitamento da capacidade dos transformadores;
condutores aquecidos; e diminuição da vida útil da instalação.
De acordo com Ferreira (1994), no setor de transportes, também podem ser
utilizados indicadores de desempenho de energia que permitam avaliar o consumo de
combustível, como por exemplo, um indicador que avalie o consumo médio de gasolina por
veículo, a ser determinado pelo quociente entre o consumo total de gasolina e o número de
veículos movidos à gasolina.
Com relação aos indicadores de desempenho energético, o sistema de Medição e
Verificação do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP)
desenvolvido pela Organização para Avaliação de Eficiência (EVO), internacionalmente
reconhecido por sua metodologia para monitoramento de um SGE, não realiza nenhuma
determinação sobre quais devem ser utilizados, deixando sob responsabilidade do
engenheiro que faz o gerenciamento energético da organização a determinação destes
indicadores, assim como a NBR ISO 50001:2011, que não define os indicadores a serem
utilizados (LEITE, 2010 apud FROZZA et al., 2012).
Para a elaboração de indicadores de desempenho energético, deve-se levar em
conta o conceito de eficiência energética aplicado às edificações, visto que, conforme
Lamberts (1997) apud Caldeira (2011) “um edifício é mais eficiente energeticamente que
outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”. Segundo Caldeira (2011), tais condições ambientais são alcançadas através de
medidas de projeto que visam reduzir o consumo de energia voltado para os sistemas
consumidores de energia e a envoltória da edificação1.
Projetos que visem maior eficiência energética têm como consequência, melhorias
no desempenho energético, conforto térmico e lumínico da edificação (CALDEIRA, 2011).
Ainda de acordo com Pereira & Souza (2005), o uso de cores com altos índices de reflexão
em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de
iluminação, podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente
sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz.
Para Carvalho (2009), a melhoria do desempenho de edificações com a utilização de
técnicas passivas e com baixo consumo de energia, torna-se imprescindível. Com base
nesta afirmativa, entende-se que o estabelecimento de indicadores que demonstrem a
1

Envoltória da edificação: são planos externos da edificação, compostos por fachadas empenas,
cobertura, brises, marquises, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem (BRASIL,
2009 apud Caldeira, 2011).

42

eficiência de uma edificação pode também ser a base a proposta de melhorias que
viabilizem a redução do consumo de energia.

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC, que não
teve seu nome divulgado neste trabalho para atender suas normas de privacidade e
preservar sua identidade perante o mercado. Dentro dos limites da organização, o
diagnóstico energético com base na NBR ISO 50001:2011 foi realizado considerando os
usos de energia nas seguintes áreas: Terminal de Contêineres (TECON), Armazéns e
Prédio Administrativo, este último no qual se desenvolveu um diagnóstico energético
detalhado, com a avaliação mais abrangente de suas instalações, conforme interesse
apresentado pela organização e visando obter subsídios para a proposta de ações de
melhoria.
A empresa possui certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ISO 14001,
que visa atender à Portaria nº 104/2009 da Secretaria Especial dos Portos, a qual instituiu a
obrigatoriedade da adoção de um SGA em portos e terminais. O SGA implantado no
terminal portuário desde 2009 visa o atendimento à legislação aplicável, o monitoramento e
o controle de suas operações, sempre buscando a melhoria contínua de suas atividades e a
minimização dos impactos ambientais a elas relacionados.
Deve-se destacar que dentre os aspectos ambientais significativos identificados pela
empresa em seu SGA, listou-se o consumo de energia. A partir destas considerações, a
empresa identificou em seus últimos Relatórios de Auditoria Interna da ISO 14001 a
necessidade de se gerenciar o uso de energia em seus processos e setores e propôs então
a elaboração do presente trabalho.
A execução deste trabalho contou com a utilização dos conceitos e das metodologias
definidas pela norma ABNT NBR ISO 50001:2011. É importante destacar que não foram
aplicados todos os requisitos da norma, já que se trata de um diagnóstico inicial do SGE de
uma organização, visando identificar possibilidades de melhorias no desempenho energético
que poderão contribuir com a redução de custos na empresa bem como com a redução das
emissões de GEE, já que este é um dos principais impactos do consumo de energia.
A

figura

10

a

seguir

apresenta

o

roteiro

metodológico

deste

trabalho.

43

Figura 10 - Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.

Fonte: Autora.

Inicialmente se realizou a caracterização do terminal portuário, com a definição do
escopo e das fronteiras do sistema de gestão energética, para que assim se pudesse
realizar o planejamento energético através do diagnóstico energético de suas instalações. O
escopo e as fronteiras do SGE foram definidos juntamente com os responsáveis do terminal
devido à necessidade de fornecerem informações, considerando o interesse técnico
envolvido.
Após a definição do escopo, foi estabelecida uma política energética para a
organização com o apoio da alta direção, que declara o comprometimento da organização
para atingir a melhoria de seu desempenho energético e que direciona a organização à
futura implementação de um SGE.
Visando identificar o atual desempenho energético da organização foi definido um
processo de planejamento energético atendendo a NBR ISO 50001:2011. Dentro deste
processo, foram definidas as seguintes etapas: identificação de requisitos legais e outros,
desenvolvimento da revisão energética, estabelecimento da linha de base, identificação de

44

indicadores de desempenho energético e o estabelecimento de objetivos e planos de ação
para a gestão de energia.
Na etapa de revisão energética realizou-se a identificação e avaliação do uso e
consumo de energia do terminal portuário (atual e passado), com base na coleta de dados
técnicos das instalações, equipamentos, sistemas e processos. Foram objetos de estudo as
faturas de energia elétrica, manuais de equipamentos, observação das pessoas trabalhando
e condições físicas das instalações, equipamentos e máquinas. Parte destas informações foi
fornecida pelos responsáveis pelo setor de meio ambiente, manutenção e TECON da
organização em estudo, e parte foi coletada em visitas de campo e através de pesquisas na
literatura existente.

3.1 COLETA DE DADOS

3.1.1

Uso e consumo de energia

O diagnóstico do uso de energia no terminal portuário em estudo foi realizado a partir
da identificação das fontes de energia utilizadas em todos os setores da empresa,
verificando para quais fins são utilizadas. Para tal identificação, foi realizada uma visita a
todas as instalações da empresa, entrevista com os funcionários e registro fotográfico das
áreas de uso de energia. Com a identificação das atuais fontes energéticas, verificou-se se
estas provêm de recursos renováveis ou não renováveis de energia, através de pesquisa.
A partir da identificação das fontes de energia utilizadas na empresa e como estas
são utilizadas na organização, foram coletados os dados relacionados ao consumo das
mesmas. A avaliação do consumo de energia nas instalações do terminal portuário foi
realizada a partir dos três níveis de abordagem energética propostos por Ferreira (1994):

Nível 1 (Abordagem energética global): neste nível foram coletados e
avaliados dados relacionados ao consumo de energia total da organização
(macrodados);

Nível 2 (Abordagem energética por área ou setor produtivo): foram
coletados e avaliados os dados de consumo energético dos grandes setores
da empresa – TECON, Armazéns e Administrativo;

Nível 3 (Abordagem energética detalhada): em uma abordagem mais
aprofundada, foram coletados e avaliados os dados do setor que apresentou
maior potencial para execução de melhorias.

45

3.1.1.1 Abordagem Energética Global – Nível 1

Nesta etapa, os dados foram coletados e analisados de forma macro, ou seja dados
relacionados ao consumo total da organização, sendo realizada a partir de documentos e
registros internos do terminal portuário, para que posteriormente fossem elaborados os
indicadores de desempenho energético (IDE’s) em uma abordagem global.
A tabela 1 apresenta quais informações foram coletadas, o período a qual se
referem e através de quais fontes as mesmas foram obtidas.

Tabela 1 - Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 - Abordagem
Global.
Dados para Abordagem Energética Global – Nível 1

Período de dados

Fonte de dados

Consumo de energia elétrica (kWh)
total, em horário de ponta (p) e fora de
ponta (fp)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Demanda de energia elétrica (kW) em
horário de ponta e fora de ponta

Jan/2012 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

TERMINAL
PORTUÁRIO

Custo com energia elétrica (R$)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Consumo (ton) e Custo (R$) de GLP

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de GLP

Consumo (m³) e Custo (R$) de Óleo
diesel

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de Óleo Diesel

Número médio de funcionários

Jan/2012 a Dez/2012

Setor de RH

Área útil da empresa (m²)

-

Licença Ambiental de
Operação

Fonte: Autora.

3.1.1.1.1 Identificação das áreas de uso significativo de energia

Para atender à NBR ISO 50001:2011 que solicita a identificação das áreas de uso
significativo de energia, realizou-se a classificação das fontes energéticas utilizadas em todo
o terminal portuário a partir dos seguintes critérios: Econômico, Impacto na produção,
Requisitos Legais e Outros, de acordo com a metodologia proposta por Celupi (2012) que
utilizou critérios de determinação de significância (quadro 5).

Estabeleceu-se que os índices maiores ou iguais a cinco representam as áreas de uso significativo e a organização deve proceder conforme apresentado no quadro 6. Índice Análise <5 Uso não significativo: a organização deve manter controles operacionais relacionados ao uso e consumo de energia. 2012. Médio: O custo com energia representa de 5% a 10% do lucro bruto da organização. Baixo: A qualidade da energia empregada não pode causar impactos na produção. Alto: A qualidade da energia empregada pode causar parada significativa da produção. Baixo: Não existem requisitos legais ou outros relacionados ao uso ou consumo de energia.46 Quadro 5 .Critérios de determinação de significância. Alto: O custo com energia representa mais de 10% do lucro bruto da organização. BONAN & FLORES. Fonte: CELUPI. 2012. Médio: Existem outros requisitos relacionados ao uso ou consumo de energia. Médio: A qualidade da energia2 empregada pode causar efeitos na produção como perda de energia. 2 Qualidade de energia pode ser entendida como o grau no qual tanto a utilização quanto a distribuição de energia elétrica afetam o desempenho dos equipamentos elétricos (MARTINS. Quadro 6 – Índice de significância. 2013). Fonte: CELUPI. Alto: Existem requisitos legais relacionados ao uso ou consumo de energia. Pontuação 1 Econômico 2 3 1 Impacto na produção 2 3 1 Requisitos Legais e Outros 2 3 Critério Baixo: O custo com energia representa menos de 5% do lucro bruto da organização. . ≥5 Uso significativo: a organização deve adotar ações de melhoria relacionadas ao uso e consumo de energia de forma a diminuir sua significância. perda de tempo ou queima de equipamento sem ocorrer parada significativa da produção.

47 3. de acordo com cada modalidade de emissão identificada: Escopo 1: emissões diretas móveis e estacionárias Escopo 2: emissões indiretas. 2013). A contabilização das emissões foi realizada pela própria ferramenta GHG Protocol a partir da inserção dos dados. Fonte: GHG Protocol. sendo internacionalmente reconhecida e muito utilizada por empresas e governos de todo o mundo (GHG PROTOCOL.1.1.2 Quantificação das Emissões de GEE associadas ao consumo de energia Com base nos dados obtidos na Abordagem Energética Global.1. é apresentada a seguir uma imagem ilustrativa da ferramenta utilizada. 2013. Para quantificar as emissões de GEE de acordo com o GHG Protocol. Figura 11 . realizouse o cálculo das emissões de GEE decorrentes deste consumo através da aplicação da metodologia de quantificação do GHG Protocol. Para auxiliar no entendimento do desenvolvimento das estimativas de emissões. Optou-se por esta ferramenta.Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE. realizou-se a identificação das fontes de emissão de GEE relacionadas ao consumo de energia da organização. pois a mesma permite compreender e quantificar os GEE gerando resultados consistentes e precisos. . sobre as quantidades de energia elétrica e combustíveis consumidas pelo terminal portuário. dentro dos limites utilizados para o diagnóstico energético. nas quais foram consideradas as emissões decorrentes do consumo de energia elétrica.

2013). Armazém (I e II) e Administrativo. Dados para Abordagem Energética por Área – Nível 2 TECON Fonte de dados Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Abr/2012 a Dez/2012 Gerência TECON Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil do PA (m²) - Projeto Arquitetônico Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica 3 Número de containers reefer armazenados ARMAZÉNS I e II Período de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica PRÉDIO ADMINISTRATIVO Fonte: Autora. um software de supervisão e 3 Container reefer: equipamento refrigerado para o armazenamento de cargas perecíveis (DEPOTRANS.2 Abordagem Energética por área – Nível 2 A caracterização do consumo de energia por área foi realizada a partir da coleta de dados que retratam o uso desta energia nas grandes áreas existentes no terminal portuário: TECON. os mesmos foram comparados graficamente de acordo com cada fonte de emissão. os dados de consumo de energia elétrica foram obtidos a partir da consulta ao Software Smart 32. 3.1.1. Conforme apresentado na tabela 2. Foram então obtidos os seguintes dados (tabela 2): Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 . .48 Com base nos dados de emissões calculados pela ferramenta GHG Protocol.Abordagem por Área. Os dados foram coletados para a posterior elaboração de indicadores que permitam analisar o consumo de energia em cada tipo de área.

É importante destacar que os dados de energia elétrica das três áreas avaliadas referentes a dezembro de 2012 não foram obtidos considerando que neste período ocorreram problemas técnicos no próprio sistema e que impossibilitaram a confiabilidade dos dados. foram estabelecidos os indicadores de desempenho energético (IDE’s) para a avaliação do consumo de energia elétrica no nível 2 . . Com base nos dados registrados pelo Software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.49 gerenciamento de energia elétrica instalado nos painéis elétricos do terminal portuário e que desde abril de 2012 realiza o monitoramento constante do consumo de energia elétrica nas três grandes áreas do terminal. 2012. Fonte: Gestal. Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32. A figura 12 a seguir apresenta o modelo de relatório diário de demanda/consumo de energia emitido pelo software de gerenciamento de energia elétrica. Os dados de demanda de energia por área (kW) para cálculo do fator de carga também não foram obtidos devido a problemas técnicos do software Smart 32.Abordagem por Área.

1. e como uma opção estratégica da empresa. Após a obtenção dos dados. o terminal portuário identificou a área de sua preferência dentre as áreas abordadas no Nível 2.3 Abordagem Energética detalhada – Nível 3 Para a realização da Abordagem Energética detalhada. Dados para Abordagem Energética Detalhada – Nível 3 PRÉDIO ADMINISTRATIVO Período de dados Fonte de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 SMART 32 Potência total instalada (W) por setor - Equipamentos elétricos Iluminância média (lux) por setor - Medições/Luxímetro Número médio de funcionários por setor Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil (m²) - Projeto Arquitetônico Fonte: Autora. que por sua vez recebeu então uma abordagem mais detalhada sobre as variáveis que afetam o uso e o consumo de energia. Os dados de consumo e custo de energia do Prédio Administrativo se referem aqueles apresentados na Abordagem Energética por Área.Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 .Abordagem Detalhada.50 Os dados relativos ao consumo de outras formas de energia nas áreas abordadas (Diesel e GLP) foram obtidos através de planilhas de controle de abastecimento mensal de equipamentos e máquinas. O Prédio Administrativo possui três pavimentos (Térreo. os mesmos foram registrados em planilhas mediante o uso do Sofware Excel. por possuir maior potencial para execução de melhorias.1. e seu diagnóstico energético ocorreu considerando todos os ambientes existentes. 1º e 2º piso). 3. A abordagem energética detalhada foi inicialmente realizada a partir da coleta de dados quantitativos. Quanto aos dados de potência . O setor de interesse identificado pela alta direção foi o Prédio Administrativo. que foram repassados pelo setor de Meio Ambiente e TECON. conforme apresentado na tabela 3: Tabela 3 .

As medições de iluminância foram realizadas com o auxílio de um luxímetro digital da Marca Minipa calibrado (figura 13). com base nas orientações da NBR ABNT 5413/92 (ABNT. através dos manuais dos equipamentos e pesquisa bibliográfica.51 total instalada por setor foram obtidos através de visita técnica e consulta para registro dos equipamentos elétricos existentes e posterior verificação dos dados de potência de cada um. atendendo as orientações da NBR utilizada. Fonte: Autora. foram realizadas medições de iluminância nos setores existentes. 1992). a fim de verificar se os resultados obtidos para cada ambiente atendem aos níveis mínimos exigidos pela referida Norma. Medições de Iluminância por setor: Para melhor analisar as condições de iluminação dos ambientes do Prédio Administrativo.Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo. (b) diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia e (c) diagnóstico das características do ambiente. em um plano horizontal a 75 cm do piso. foram realizados diagnósticos mais detalhados que permitissem avaliar o desempenho energético dos setores existentes no Prédio Administrativo: (a) diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados. . Figura 13 . Com base nos dados obtidos (tabela 3).

atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente analisado. foi verificado se os mesmos possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou estão inclusos na lista de equipamentos certificados pelo PROCEL. ou seja. Diagnóstico das características do ambiente: Observações sobre as características de cada ambiente de trabalho do Prédio Administrativo foram realizadas. para obtenção do Índice de Eficiência Energética de cada ambiente do Prédio Administrativo (IEEA). Sendo assim. conforme apresentado no quadro 7 a seguir. conforme mencionado por Pereira & Souza (2005). De acordo com o INMETRO (2013). 1 2 (Não atende à NBR 5413) 0 (Não) 0 (Não) 0 3 (Atende à NBR 5413) 1 (Sim) 1 (Sim) 1 . a ENCE é a etiqueta criada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem para classificar de "A" a "E" os equipamentos elétricos. Cor das paredes 6. Critério 1. para que posteriormente sejam identificadas possibilidades de melhoria. Ventilação cruzada 8. Já o Selo PROCEL é fornecido aos equipamentos mais eficientes de cada categoria. como: cor do piso. Área da janela com relação à parede Pontuação (Sul) (Oeste) 1 2 (a≤30%) (30>a≤50%) (Leste) (Norte) 3 4 (50%<a<70%) 1 2 3 (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 4. O Índice de Eficiência Energética proposto visou classificar os ambientes conforme suas características construtivas. cor da parede e existência de janelas. aqueles classificados com etiqueta “A”. Iluminância média medida 7. Tais aspectos interferem diretamente na iluminação ou na ventilação do ambiente. Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo. com a identificação da potência de cada um. bem como dados de marca e modelo. Cor do teto (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 5. Existência de persianas Fonte: Autora. cor do teto.Orientação geográfica da janela 2. e consequentemente são variáveis que afetam o consumo de energia. por exemplo.52 Diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados: A partir do levantamento dos equipamentos instalados no Prédio Administrativo. Cor do piso (Escura) (Média) (Clara) 3. para que posteriormente se pudesse definir um Índice de Eficiência Energética para cada ambiente (IEEA) quanto aos aspectos de iluminação e ventilação dos mesmos.

Enquanto as fachadas voltadas para o leste recebem sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente que leva em consideração a orientação geográfica das janelas (tabela 4). tende-se a reduzir a necessidade de iluminação artificial de um ambiente. embora em momentos diferentes do dia. Foram obtidos os dados de área das janelas e estes foram comparados com a área da parede onde cada janela está localizada. Mascaró (1986) afirma que as orientações leste e oeste têm características similares em termos e insolação. Área da janela com relação à parede De acordo com Ghisi et al. gerando assim as proporções de áreas . as fachadas voltadas para o oeste recebem sol pela tarde. quando as janelas estão voltadas para as regiões do céu onde o sol faz sua trajetória. “porque recebem sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida”. Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas. A pontuação atribuída aos ambientes do PA quanto à área da janela (tabela 5) levaram em consideração a importância do aproveitamento da iluminação natural em um ambiente. e com maior índice de iluminação natural. tendem a receber intensidades luminosas maiores e por períodos mais longos do dia. seguida de leste. Partindo deste princípio. a orientação norte apresenta as melhores condições de iluminação para regiões do hemisfério sul. apesar de receberem o mesmo número de horas de sol. (2005). mesmo quando na ocorrência de céu encoberto. ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste. “janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de iluminação natural e melhor vista para o exterior”. Orientação geográfica das janelas Pontuação atribuída Norte 4 Leste 3 Oeste 2 Sul 1 Fonte: Autora. oeste e sul. Segundo Mascaró (1986).53 Orientação geográfica das janelas De acordo com Clau (2010). De acordo com a mesma autora. partindo do pressuposto que quanto maior o tamanho das janelas. sendo norte a orientação geográfica que apresenta as melhores condições. maior a incidência de luz natural e menor a necessidade de iluminação artificial para a execução das tarefas.

Visando estabelecer uma pontuação adequada para cada ambiente do PA. Cor Branco teórico Branco de cal Amarelo Amarelo limão Verde limão Amarelo ouro Rosa Laranja Azul claro Azul celeste Cinza neutro Verde oliva Vermelho Azul turquesa Púrpura Violeta Preto Preto teórico Refletância média [%] 100 80 70 65 60 60 60 50 50 30 30 25 20 15 10 05 03 00 Fonte: Adaptado de Rodrigues. foram observados os índices de reflexão média das cores para categorizá-las como clara. Tabela 6 . média ou escura. Área da janela (a) com relação à parede Pontuação atribuída para cada janela a≤30% 1 30>a≤50% 50%<a<70% 2 3 Fonte: Autora. Cor das paredes/teto/piso De acordo com Pereira & Souza (2005). Classificação Clara Média Escura . podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz. Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela.54 menores ou igual a 30%. 2002. entre 30 e 50% e entre 50 e 70% em comparação com área da janela. visando identificar possibilidades de melhoria (tabela 6). conforme sua área (a) em relação à parede. o uso de cores com altos índices de reflexão em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de iluminação.Índices de reflexão média das cores (refletância).

os mesmos foram avaliados foram pontuados em caso de atendimento à NBR.55 Tomando como referência os dados de refletância definidos por Rodrigues (2002). teto e piso dos ambientes analisados (tabela 7). as persianas configuram-se como uma estratégia eficiente para a redução da iluminância excessiva proveniente da abóbada celeste e do Sol. Iluminância média em comparação com a NBR 5413 A partir da verificação da iluminância dos ambientes com base nas medições realizadas e comparação com os níveis mínimos estabelecidos pela NBR 5413. foram atribuídas as pontuações pertinentes. conforme apresentado na tabela 8. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Clara 3 Média 2 Escura 1 Fonte: Autora. Existência de persianas Para compor o Índice de Eficiência Energético do Ambiente (IEEA) considerou-se também a existência ou não de persianas no ambiente. do teto e do piso. de acordo com Garrocho (2005). conforme as cores de paredes. a minimizar os efeitos do ofuscamento produzido pela iluminação natural. já que este utensílio auxilia. A pontuação atribuída para a existência de persianas consta na tabela 9.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes. bem como do calor. Para Garrocho (2005). Tabela 7 . . Tabela 8 .Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Não atende à NBR 5413 0 Atende à NBR 5413 1 Fonte: Autora.

Sendo assim. com pontuação menor ou igual a 1. os dados foram tabulados em planilha Excel. A partir do registro das características de cada ambiente do PA. Ventilação cruzada Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. Para melhor discutir os dados de IEE obtidos.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada. Persianas Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora.0. conforme mencionado por Andreasi & Versage (2012).56 Tabela 9 . de modo que o Índice de Eficiência Energética de cada ambiente foi obtido pela razão entre somatório dos pontos obtidos e o número de parâmetros analisados.0 e menor ou igual a 2. .Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas. são teoricamente aqueles com maior prioridade para melhorias. Ventilação cruzada A ventilação natural possibilita a renovação do ar de um ambiente. Ao mesmo tempo. já que se reduz diretamente o uso de sistemas de ventilação mecânica e ar condicionado. e a velocidade do ar sobre as pessoas é fundamental para o alcance do conforto térmico. B (com pontuação maior que 1. A pontuação atribuída de acordo com a existência ou não de ventilação cruzada está apresentada na tabela 10. os mesmos foram classificados em três Níveis: A (com pontuação maior que 2.0).0) e C. Tabela 10 . para uma prévia caracterização dos ambientes do PA quanto à ventilação natural considerou-se o critério de existência ou não de ventilação cruzada para elaboração dos indicadores de eficiência energética do ambiente (IEEA). o aproveitamento da ventilação natural é também considerado por Jones (2001) como uma forma de se reduzir o consumo de energia. Os níveis C. por serem os setores com menores condições de aproveitamento de iluminação e ventilação natural.

sexo.2 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações obtidas na etapa de revisão energética.Perfil do entrevistado: idade. escolaridade. sendo considerada como uma amostra significativa para um erro amostral menor que 5%. em quatro horários distintos: 10h.57 Diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia: Foi elaborado e aplicado um questionário aos funcionários do setor Administrativo (Apêndice VI). . O estabelecimento do anobase levou em consideração o ano de 2012. a partir de uma visita técnica que permitiu observar o uso de energia nos setores em diferentes horários. ou seja.aspectos comportamentais.importância do gerenciamento de energia. a fim de verificar se em horários de almoço os computadores e lâmpadas são desligados ou se permanecem ligados mesmo que ninguém os utilize. Foram entrevistadas 195 pessoas de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo. O questionário aplicado levou em consideração os seguintes itens: . ventilação e setorização de energia). A visita técnica foi realizada para a contabilização dos seguintes dados: número de computadores ligados e número de computadores em uso e número de lâmpadas ligadas e em uso.Iluminação do ambiente. e tempo em que trabalha na empresa. 15h e 19:30h. 12:30h. .Avaliação do entrevistado quanto à: .ventilação do ambiente. consideraram-se os dados de 2012 para estabelecer a linha de base energética. quanto aos seus hábitos de consumo de energia no dia-a-dia bem como quanto à importância da gestão de energia dentro da organização. . A observação ocorreu nos setores existentes no três pavimentos do Prédio Administrativo. 63% dos colaboradores foram entrevistados. 3.setorização elétrica do ambiente. pois é o período no qual a organização possui . para a verificação da percepção dos mesmos quanto às características do ambiente em que trabalham (iluminação. através de uma verificação in loco dos seus hábitos de consumo de energia. . . Posteriormente foi realizado um comparativo das respostas obtidas nos questionários com o real comportamento dos funcionários.

por área (Nível 2) e detalhada (Nível 3). caso a mesma seja implantada pelo terminal em questão. Os dados do referido ano serão o ponto de partida para a realização de melhorias no terminal portuário. Nível 2 – Abrangência por área. Os indicadores foram definidos para avaliação dos três níveis da Revisão Energética: Nível 1 – Abrangência Global. 3. 3. sobre todas as fontes de energia.3 DEFINIÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Nesta etapa foram elaborados e avaliados os conjuntos de indicadores a partir das abordagens realizadas no Diagnóstico Energético. estes indicadores foram constituídos pelos dados obtidos na etapa de Revisão Energética. já que esta área foi considerada pela empresa como aquela que possui maior potencial para melhorias. Foram especificamente consideradas as oportunidades de melhorias no Prédio Administrativo. foram então identificadas e descritas as oportunidades de melhorias nos aspectos energéticos considerados mais críticos no terminal portuário. . para posterior análise crítica sobre a utilização de todas as fontes de energia do terminal portuário.4 PLANOS DE AÇÃO Com base nos dados obtidos na Revisão Energética a partir das abordagens: global (Nível 1). A partir das fontes de energia identificadas no Diagnóstico da Matriz Energética e dos dados de consumo de energia obtidos no Diagnóstico do Consumo de Energia foram elaborados os indicadores de desempenho energético.58 informações históricas completas. já que são parâmetros para comparação contínua do desempenho energético da empresa durante a fase de operação da NBR ISO 50001. Basicamente. bem como a avaliação dos indicadores de desempenho energético. Os indicadores servem como base para a implantação de melhorias na própria empresa. e Nível 3 – Abrangência Detalhada.

madeira. - Terminal de contêineres frigorificados e secos. As fronteiras compreendem os limites físicos e organizacionais do terminal portuário e se caracterizam pelo local de movimentação e armazenamento de cargas. pneus. - Serviços portuários na importação e/ou exportação. Considerando que de acordo com a NBR 50001:2011 a organização deve definir uma política energética para o planejamento de um sistema de Gestão de Energia. entre outros. bem como dos setores administrativos envolvidos na importação e exportação destes produtos. foi estabelecida em conjunto com a direção do terminal portuário a seguinte Politica Energética para seu SGE (figura 14): . - Armazéns para carga geral: local destinado ao armazenamento de produtos secos e a inspeções de produtos refrigerados ou congelados. brinquedos.1 REQUISITOS GERAIS DA NBR ISO 50001:2011 O escopo do sistema de gestão de energia em estudo compreende as atividades de armazenagem e operação portuária de exportação e importação. aço. com as seguintes atividades: - Movimentação de containers e de cargas soltas (“break bulk”): atividade de descarregamento de cargas gerais como: veículos.59 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.

60 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário. Fonte: Autora.2 IDENTIFICAÇÃO DE REQUISITOS LEGAIS Foram identificados os requisitos legais no âmbito nacional que podem ser considerados como aplicáveis ao escopo do sistema de gestão de energia do terminal portuário: . 4.

2012. embora o terminal portuário tenha Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001 implantado em toda a organização.656/90 Administração Federal e CICE Decreto de 18/07/91 CONPET Decreto de 08/12/93 Prêmio Nacional da Conservação de Energia Lei nº 9427/96 ANEEL Lei nº 9478/97 Lei do Petróleo e ANP Lei nº 9991/00 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética Resolução nº 456/00 Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica Lei nº 9991/00 Fundo Setorial de Energia Decreto nº3867/01 Regulamenta a Lei nº 9991/00 Lei nº 10295/01 Lei da Eficiência Energética Decreto nº 4059/01 Regulamenta a Lei nº 10295/01 Decreto nº 4131/02 Medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica Lei nº 10438/02 Proinfa e CDE Decreto nº 5267/04 MME Lei nº 10848/04 Comercialização de energia elétrica Resolução Normativa nº 300/08 Aplicação de recursos em programas de eficiência energética. acordos com clientes ou princípios ou códigos de boas práticas voluntários relacionados à gestão de energia. Requisito Legal Descrição Decreto nº 87079/82 Programa de Mobilização Energética Portaria Interministerial nº 1877/85 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Decreto nº 99. É importante destacar que não foram identificados outros requisitos como. .61 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE. por exemplo. Lei nº 12212/10 Tarifa Social de Energia Elétrica Instrução Normativa nº 01/10 Critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens. contratação de serviços ou obras Fonte: Adaptado de Celupi.

como computadores.62 4. De acordo com a CELESC (2012). transmissão.1. É importante dizer que para a execução deste trabalho. 4. ou seja. Tabela 12 .3 REVISÃO ENERGÉTICA 4. Área correspondente Uso de Energia TECON Armazéns PA* Iluminação Ventilação/Refrigeração Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras Preparação de Refeições Operação da ETE Operação da Casa de Bombas Outros equipamentos elétricos** Fonte de energia Combustível Elétrica Óleo diesel GLP X X X X X X X X X Nota: *Prédio Administrativo.1 Análise do Uso e Consumo de Energia Visando compreender onde e de que forma a energia é utilizada no terminal portuário. a tarifa de . acesso e o uso das informações.3. seu contrato com a CELESC define uma tarifa formada por duas componentes: tarifa de consumo (kW) e tarifa de demanda (kW).3. armazenamento. sendo o terminal um consumidor do grupo A4. **Mais bem detalhados no Apêndice IV. considerou-se como tecnologia da informação o conjunto de equipamentos que utilizam recursos de computação e que visam permitir a produção. Fonte: Autora.1 X Energia Elétrica A energia elétrica consumida pelo terminal portuário é adquirida junto à Companhia Elétrica de Santa Catarina – CELESC.Usos de energia no terminal portuário. por exemplo. foram coletados os dados necessários ao diagnóstico de sua matriz energética. A partir da tabela 12 podem ser observados os tipos e os usos das energias na organização. impressoras e modems.

TI. Cada painel elétrico possui instalado um medidor que transmite em tempo real as informações sobre o consumo de energia em cada área (figura 15).27 enquanto em horários de ponta (18h às 06h).  Prédio Administrativo. Figura 15 . preparação de refeições. transporte de cargas soltas. Já a tarifa de demanda é o valor em reais cobrado pela potência disponibilizada (kW).levantamento de equipamentos.63 consumo é o valor em reais cobrado pelo consumo de energia. quase seis vezes maior. o terminal portuário utiliza energia elétrica para os seguintes fins: iluminação. Armazéns I e II e Prédio Administrativo. Os equipamentos elétricos existentes no Prédio Administrativo serão melhor especificados na Abordagem detalhada . operação da casa de bombas e para uso em demais equipamentos elétricos. que emite relatórios horários. diários e mensais sobre a demanda e o consumo de energia nas áreas especificadas. Conforme apresentado na tabela 1. a energia elétrica é transmitida aos painéis elétricos existentes na organização (figura 15) e distribuída às seguintes áreas:  TECON. operação da ETE.47. definida pela ANEEL em R$/MWh. De modo geral. Os valores cobrados pelo consumo de energia elétrica são diferenciados de acordo com os horários de utilização. ventilação.Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON. sendo definida pela ANEEL em R$/MW. a tarifa cobrada por kWh é de cerca de R$ 1. Fonte: Autora. . o valor cobrado por kWh é de cerca de R$ 0. De acordo com as faturas de energia elétrica do terminal.  Armazéns (I e II). Tais informações são repassadas ao Software Smart 32. em horários fora de ponta (06h às 18h).

em MWh. Para que se possa realizar uma análise temporal do consumo de energia na organização. Fonte: Autora. com base nas faturas mensais. foram tabelados os valores dos consumos de energia elétrica mensais de toda organização.64 Figura 16 .Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012. Figura 17 . no período de 2005 a 2012. conforme dados disponibilizados no Apêndice I. registrado pela CELESC. utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II). Fonte: Autora. Com base nas faturas de energia elétrica da CELESC disponibilizadas pela responsável do setor de meio ambiente do terminal portuário em questão.Empilhadeira elétrica de pequeno porte. . a figura 17 apresenta os dados de consumo anuais.

A figura 18 demonstra a considerável redução no consumo de energia a partir do mês de desativação das câmaras frias. Figura 18 . Fonte: Autora.75 MWh/mês nos horários de ponta.ano de desativação das câmaras frias.83 MWh/mês nos horários fora de ponta e de 13. o que implicava em um consumo muito maior de energia elétrica. O consumo médio em 2012 foi de 296.65 Com base no gráfico de consumo apresentado (figura 17). a figura 19 apresenta os dados de consumo ao longo de 2012 nos horários de ponta e fora de ponta. . Este resultado pode ser explicado pelo fato de que o terminal portuário utilizava seus Armazéns I e II para acondicionamento de cargas congeladas. A fim de analisar o consumo de energia elétrica do ano que será considerado como linha de base para o Sistema de Gestão de Energia no terminal portuário e que consequentemente servirá de referência para as propostas de melhorias.298 MWh enquanto a média entre 2010 e 2012 foi de 4. cerca de 44% a menos. devido à operação dos mesmos como câmaras frias. as câmaras frias foram desativadas em junho de 2009. A média de consumo entre 2005 e 2009 foi de 9.070 MWh. é possível perceber que entre os anos de 2005 a 2009 o consumo de energia elétrica no terminal portuário foi maior que os anos de 2010 a 2012. De acordo com as informações repassadas pelo setor de manutenção do terminal portuário.Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 .

Figura 20 . Fonte: Autora. É possível verificar que o mês de outubro apresentou uma grande redução no consumo de energia elétrica.Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC. serão posteriormente discutidos os dados registrados pelo software Smart 32.Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012.66 Figura 19 . Para tentar compreender estas informações. em reais. Fonte: Autora. cerca de 90% em comparação com o mês de setembro. abordagem por área. . A figura 20 apresenta os dados de custo com energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012.

sendo possível notar que o mês que apresentou o valor mais próximo de 1.67 Com base nos dados de custo com energia elétrica no terminal portuário obtidos através da fatura da CELESC (figura 20). Fator de Potência Foram obtidos os fatores de potência registrados para o terminal portuário nos meses de janeiro a dezembro de 2012 (figura 21).27.98. O fator de carga médio no horários fora de ponta foi de 0. . foram registrados os fatores de carga obtidos nos meses de janeiro a dezembro de 2012. Fator de Carga A partir das faturas de energia elétrica disponibilizadas. com 0. no ano de 2012. Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC.00 foi o mês de julho. no terminal portuário. verificou que o custo médio com energia elétrica no ano de 2012 foi de 92.96 R$/mês. enquanto nos horários de ponta foi de 0. Fonte: Autora.99. tanto em horários de ponta quanto em horários fora de ponta (figura 22). A média do índice de fator de potência no ano de 2012 foi de 0.001.131.

Fonte: Autora.1. Reach Staker.68 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC. O óleo diesel utilizado por elas é adquirido semanalmente junto à empresa Dumaszak. movida a óleo diesel. .3.2 Óleo diesel O óleo diesel é utilizado no terminal portuário como combustível para a operação de duas empilhadeiras de grande porte do modelo Reach Staker (figura 23). também localizada no município de Itajaí. 4. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos contêineres.Empilhadeira de grande porte. utilizada para movimentação de containers. utilizadas para movimentação de contêineres no setor TECON (Terminal de Contêineres) bem como de uma empilhadeira do modelo Maclift (figura 24). distribuidora de derivados de petróleo. Figura 23 . Fonte: Autora.

19 - - - 0.59 15.70 11. o terminal portuário consumiu ao longo de 2012 um total de 152. já que o consumo para este tipo de uso é consideravelmente menor.41 152. em m³. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers.75 m³ de óleo diesel para a operação destas atividades.06 0.38 13.34 Casa de Bombas - - 0.85 12.98 10.31 16. que se referem à quantidade consumida pelas empilhadeiras de grande porte. para transporte de cargas soltas pela MacLift e transporte de Contêineres pela Reach Staker.24 11. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. Fonte: Autora. A tabela 13 apresenta os dados mensais de consumo. Tabela 13 .75 .78 10. O óleo diesel é adquirido mensalmente para o uso em empilhadeiras.69 Figura 24 .90 11.97 152.Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário. porém para a operação da casa de bombas é adquirido eventualmente.16 - TOTAL Fonte: Autora.19 12. Foram disponibilizados pelo terminal portuário os dados sobre o total de óleo diesel consumido na organização no ano de 2012.75 8.Empilhadeira modelo Maclift. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL (M³) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL Empilhadeiras 16. movida a óleo diesel. - - 0. bem como para a operação de máquinas na casa de bombas. De acordo com os dados obtidos.

O consumo de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte representou 99% do consumo total no ano de 2012. de modo que a cozinha utiliza para produção das refeições diárias e o TECON utiliza o GLP como combustível para as empilhadeiras de pequeno porte.bem como os setores nos quais estes equipamentos são utilizados.70 É possível verificar que as empilhadeiras são responsáveis por maior parte do consumo do óleo diesel no terminal portuário.1. de modo que mensalmente é realizado o abastecimento dos cilindros utilizados pela empresa (figura 26). Fonte: Autora. O GLP consumido pelo terminal portuário é adquirido junto à empresa Liquigás. . este é realizado em duas Centrais de Gás. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0.1% (figura 25). Quanto ao armazenamento deste combustível. Verificou-se que os setores que utilizam GLP são a Cozinha (Prédio Administrativo) e o TECON. uma próxima ao TECON e outra próximo ao Prédio Administrativo.3 GLP Foram identificados os equipamentos movidos a GLP . Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012.3. 4.

movimentação. salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados.Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas. em locais fechados e sem ventilação. Fonte: Autora. é proibido a utilização de máquinas transportadoras. 2004). para fins de movimentação de cargas soltas “break bulk” exclusivamente em áreas externas (figura 27). Figura 27 . que dispõe sobre o transporte. Fonte: Autora. com capacidade de carga de 3000kg. armazenagem e manuseio de materiais.71 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha. . Uso do GLP em empilhadeiras: O GLP é utilizado no terminal portuário como combustível de 4 empilhadeiras de modelo CLX-30.NR 11 (BRASIL. movidas a motores de combustão interna. Este padrão de utilização em áreas externas é adotado considerando que de acordo com as exigências da Norma Regulamentadora nº 11 .

26 0.Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário. foi de 19. no ano de 2012.29 19.28 0.08 1. Tabela 14 . Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias.15 1. em toneladas.12 1. Assim como para o óleo diesel. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. CONSUMO DE GLP (TON) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN Empilhadeiras 0.23 13. foram disponibilizados os dados de GLP consumidos para a operação de empilhadeiras no TECON e para a realização de refeições no fogão industrial.61 0.52 0.43 . A tabela 14 apresenta os dados mensais de consumo. sendo as empilhadeiras as responsáveis pela maior quantidade consumida. as quais são realizadas por uma empresa terceirizada. Fonte: Autora. não é classificado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.44 0. ou seja.93 1.72 Uso do GLP na cozinha: O GLP utilizado na cozinha do prédio administrativo é empregado nos fogões para a produção de refeições diárias. JUL 6.106 1.51 TOTAL Fonte: Autora.54 0.18 Fogão Industrial 0.834 0.95 0. Através da consulta à Tabela de Eficiência Energética de Fogões disponibilizada por CONPET (2012).66 AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 1.28 0.47 0. O total de óleo diesel consumido.43 toneladas. considerando estes dois usos. verificou-se que o modelo de fogão industrial utilizado pela empresa não possui Selo CONPET de Eficiência Energética.74 0.75 1.29 0.14 0.75 1. Os fogões que utilizam GLP são do modelo industrial da marca Tedesco (figura 28).75 0.

considerando que a densidade do referido combustível é de 550 kg/m³ a uma temperatura de 20ºC. realizou-se a conversão de unidades de energia dos combustíveis. Fonte: Autora.1. em toneladas. Para converter a quantidade de GLP consumida. para toneladas equivalentes de petróleo (tep) converteu-se primeiramente para m³. Com base nos coeficientes de equivalência médios apresentados pelo MME (2012). a partir de bibliografia existente. O consumo de GLP pelas empilhadeiras (modelo CLX-30) representou 67% do consumo total no ano de 2012.3. realizou-se a conversão de unidades de energia. para que assim se pudessem padronizar as unidades e realizar um comparativo entre as mesmas. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas soltas.1%.33 m³ de óleo diesel. transformando os dados . 4. Sabendo-se que no ano de 2012 o terminal portuário consumiu 19. em toneladas equivalentes de petróleo (tep).73 Com base nos dados apresentados.4 Caracterização da Matriz Energética Para caracterizar a matriz energética do terminal portuário com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados na Abordagem Global.43 toneladas de GLP para realização de suas atividades. Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário. conforme apresentado na figura 29 a seguir. com base na quantidade consumida no ano de 2012. calculou-se um consumo de 35. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. pode-se observar que as empilhadeiras também são as responsáveis por maior parte do consumo de GLP no terminal portuário.

. Consumo de Energia Fonte de Energia toneladas m³ kWh tep Óleo diesel - 152. Com base nos dados de consumo de energia apresentados na tabela 15 realizou-se a caracterização da matriz energética do terminal portuário (figura 30). realizou-se a conversão de kWh para tep.726. em tep.52 Total 471. no ano de 2012.75 - 129.965 320. Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep). Fonte: Autora.Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida.53 Gás Liquefeito de Petróleo 19.33 - 21.64 Fonte: Autora.43 35. também de acordo com os fatores de conversão determinados pelo Ministério de Minas e Energia (tabela 15).59 Energia Elétrica - - 3.74 de óleo diesel e GLP de m³ para toneladas equivalentes de petróleo (tep). Para os dados de energia elétrica. Figura 30 .

04% não renovável e 67. Com relação aos custos associados ao consumo de energia. se verifica que a energia elétrica é a que demanda mais recursos financeiros da empresa. já que. . R$319. Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável. enquanto o consumo de GLP representa apenas 4. considerando que o óleo diesel e o GLP são provenientes do petróleo. já que representa 67. tomando como base os dados de consumo 2012. considerando como base o ano de 2012.74 com GLP.81 com óleo diesel e R$50.48% do consumo de energia. Foram gastos ao longo do ano de 2012 um total de R$1.067. Fonte: Autora. O óleo diesel utilizado nas empilhadeiras e na casa de bombas equivalem a um total de 27.375.605.96% da energia total utilizada.540. Estes dados permitem classificar a matriz energética como 32. e a energia elétrica adquirida é de fonte renovável. de acordo com a Celesc (2012) a mesma é proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas do estado de Santa Catarina. conforme apresentado na figura 32.77 com energia elétrica.58%.75 Verifica-se que a energia mais consumida no terminal portuário é a elétrica.96% renovável. um combustível fóssil.

A tabela 16 a seguir apresenta a classificação das fontes de energia. Os índices de significância para cada uso de energia foram obtidos somando-se a pontuação de cada critério de classificação: economia da organização.Custo total do terminal portuário com energia elétrica. impacto na produção e requisitos legais e outros.1. foram estabelecidos os índices de significância para cada fonte de energia utilizada no terminal portuário.76 Figura 32 . Fonte: Autora. óleo diesel e GLP no ano de 2012. 4. .5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia Com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados anteriormente.3.

para fins de realização deste trabalho. Energia Uso de Energia Combustível Elétrica Iluminação X Ventilação X Óleo diesel GLP X X Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras X Preparação de Refeições X Operação da ETE X Operação da Casa de Bombas X X Utilização de outros equipamentos do PA* X Consumo de Energia** 310.62 ton/mês 4. Fonte: Autora.14 R$/mês Econômico 3 1 1 Impacto na Produção 3 3 3 Requisitos Legais e Outros 3 3 3 Índice de Significância 9 7 7 **Consumo médio no ano de 2012.77 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global. principalmente sob o ponto de vista econômico. verificou-se que os usos relacionados às três fontes de energia identificadas são significativos para a organização.217.73 m³/mês 26. quando comparada com as demais fontes utilizadas.580 kWh/mês 114. 4.6 Quantificação de emissões de GEE Inicialmente identificou-se que o terminal portuário em estudo possui os seguintes tipos de emissões de acordo com o GHG Protocol: . Considerando que pela metodologia proposta por Celupi (2012) os índices de significância acima de 5 caracterizam como uso significativo.1. Por tal motivo.588.18 R$/mês 1.556.98 R$/mês 12. por ser esta a fonte de energia com o uso mais significativo. realizou-se a abordagem por área considerando apenas os dados de energia elétrica. sendo a energia elétrica a fonte energética com maior significância (9).3.

1. utilizadas no setor TECON. Empilhadeira Combustível utilizado CLX-30 GLP Maclift Óleo diesel comum Reach Staker Óleo diesel comum Fonte: Autora.Emissões indiretas Consumo de eletricidade adquirida pelo terminal portuário junto à CELESC (TECON.Emissões diretas Combustão estacionária 2. Com base nos valores de consumo de combustível das empilhadeiras no ano de 2012 descritos na Abordagem Energética Global e através da aplicação da ferramenta GHG Protocol. 4. Armazéns e PA) Fonte: Autora.3.78 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol. foram obtidos os seguintes dados de emissões diretas por combustão móvel (tabela 19): . Escopo GHG Protocol Categoria de emissão Fontes de emissão Combustão móvel Empilhadeiras a GLP e Óleo diesel Combustão estacionária Fogão industrial e Casa de bombas 1 .1 Escopo 1 – Quantificação de emissões diretas Combustão móvel Neste item foram contempladas as emissões resultantes da utilização das empilhadeiras do terminal portuário (tabela 18). Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário.6.

079.087. em litros.79 Tabela 19.Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012. também foram calculadas as emissões de GEE para combustão estacionária.15 15. Fonte de emissões Emissões de GEE Combustível Unidade de consumo Consumo Casa de bombas Óleo diesel Litros Fogão industrial GLP Kg Total CO2 (kg) CO2e (ton) 410 1. combustível utilizado para uso no fogão industrial e do óleo diesel.82 18.823.28 39.6 17.2 Escopo 2 – emissões indiretas As emissões de GEE contabilizadas no escopo 2 referem-se aquelas relacionadas ao consumo de eletricidade adquirida no terminal portuário. para uso na casa de bombas (tabela 20). . junto à CELESC. Tabela 20 .80 Total Fonte: Autora.343 406. tendo como base o GHG Protocol. Combustão estacionária A partir do software do website GHG Protocol.908.64 0.33 413.1.08 6. Fonte de emissões Empilhadeiras Emissões de GEE CH4 (kg) N2O (kg) Combustível Unidade de consumo Consumo CO2 (kg) Óleo diesel Litros 152.90 Fonte: Autora.6.670 40.23 21.9 1. no ano de 2012.84 GLP Kg 13. porém para fins de comparação e para utilização na linha de base utilizaramse apenas os dados do ano de 2012 (janeiro a dezembro). considerando a disponibilidade destes dados. o que impede a realização dos cálculos pela ferramenta. É importante destacar que não foram contabilizadas as emissões do ano de 2005 já que para este ano o GHG Protocol não apresenta dados referente aos fatores de emissão.14 40.3.96 CO2e (ton) 454.078 17. Foram contabilizadas as emissões de 2006 a 2012 (tabela 21). a partir dos dados de consumo GLP em kg. 4.

3.80 Tabela 21 .460 515.439.411 126.82 2010 4. Emissões de GEE Ano Consumo de Eletricidade adquirida (kWh) CO2 (kg) CO2e (ton) 2006 11.00 Total Fonte: Autora.290 280. 4. de 2006 a 2012.801.965 207.726.749 381.62 2007 9.820 164.380 229. principalmente da utilização de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte. identificou-se que as principais emissões de GEE das atividades desenvolvidas provêm das fontes de combustão móvel.3 Comparando as emissões contabilizadas Através da contabilização das emissões de GEE provenientes das fontes de emissão identificadas no diagnóstico energético – ano base 2012.422.14 2011 4.161.905.016 280.54 2009 6.540 515.900 126.350.628.1. Fonte: Autora.04 1.30 2008 10.90 2012 3.620 381.040 207.140 229. Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.349.722 164. .6.Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida. A figura 33 a seguir apresenta graficamente os resultados obtidos a partir da utilização da ferramenta do Programa GHG Protocol.

4. . emitiu um total de 680.3. Figura 34 . no ano de 2012.3.1 Área 1 – TECON O consumo de energia elétrica do Terminal de Contêiner está estritamente ligado à quantidade de containers refrigerados (reefer) que permanecem no pátio. uma vez que suas emissões juntas contabilizaram cerca de toneladas de CO2e emitidos no ano de 2012. no ano de 2012.Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no terminal portuário. Fonte: Autora.74 toneladas de CO2e.7.1. em decorrência do uso e consumo de energia. conforme apresentado na figura 35.81 As empilhadeiras a Óleo Diesel e a Energia elétrica adquirida são as fontes de emissão com maior significância. a partir dos registros de consumo de energia fornecidos pelo software Smart 32. pode-se dizer que o terminal portuário. Os containers que necessitam de refrigeração em decorrência da natureza de sua carga ficam conectados às tomadas reefer dos painéis elétricos existentes no pátio. Por fim.1. 4.7 Abordagem Energética por Área Neste item foi abordado detalhadamente o consumo de energia elétrica do terminal portuário.

Considerando que os containers reefer armazenados pelo terminal portuário não seguem um padrão de eficiência energética. consequentemente o consumo de energia pode variar em função disso. de modo geral. segundo Reefertec (2013). . a figura 36 a seguir apresenta os dados de consumo de energia elétrica no TECON obtidos pelo software Smart 32 de abril a novembro de 2012. Para melhor compreender a relação entre o consumo de energia elétrica no terminal de contêineres e a quantidade de contêineres reefer ligados às tomadas.Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos.82 Figura 35 . bem como o número de containeres reefer que estiveram armazenados e conectados à eletricidade no mesmo período. No entanto. o consumo médio de energia elétrica por container reefer é de cerca de 5kW/h. Fonte: Autora. já que cada um possui características de fabricação diferentes.

7 vezes mais contêineres que novembro. é possível verificar que este comparativo não é proporcional. O fato é explicado pelos horários no qual os contêineres permaneceram ligados à eletricidade: em abril. Fonte: Autora. já que abril teve somente 1. os . É possível verificar que no mês de abril de 2012 (início das medições pelo Smart 32) foi registrado o maior consumo de energia elétrica no setor TECON: cerca de 3. Quando estes dados de consumo são comparados com o número de containers reefer que permaneceram no pátio.5 vezes maior que o consumo registrado no mês de novembro. conectados à energia elétrica.83 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012.

Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. com valores em kWh. Fonte: Software SMART 32. . É importante destacar que tais dados estão mais bem detalhados no Apêndice III. entre os meses de abril e novembro de 2012. as figuras 37 e 38 apresentam os dados de consumo e custo em horários de ponta e fora de ponta no TECON. Figura 37 . que neste horário é muito maior (5.88 vezes mais). No mês de abril de 2012 foi então registrado o maior consumo de energia elétrica em horários de ponta (das 18h às 6h). passavam todas as noites consumindo energia (horário de ponta). Para melhor compreensão dos motivos desta prática. 2012. conforme já observado na figura 36. O procedimento de desligamento dos containers influenciou significativamente no consumo. entre abril e novembro de 2012. porém torna-se necessário avaliar por profissional competente se esta prática prejudica a qualidade do produto armazenado. já que o mesmo deve ser mantido em condições de refrigeração constante.84 contêineres permaneciam ligados sem interrupção. ou seja. enquanto que a partir de maio foi adotada a prática de se desligar os contêineres nos horários de ponta com vistas à redução do custo com energia.

operação da Estação de Tratamento de Efluentes bem como para o carregamento de baterias das empilhadeiras elétricas. este último conforme apresentado na figura 39. . Fonte: Autora.2 Área 2 – Armazéns I e II Através de dados obtidos com o setor de Recursos Humanos.1. entre os meses de abril e novembro de 2012.Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. os quais utilizam a energia elétrica da referida área.3. O consumo de energia elétrica registrado pelo software Smart 32 na área dos Armazéns está estritamente ligado à iluminação utilizada neste ambiente.7. se verificou que nos Armazéns I e II existem um total de 54 funcionários trabalhando.85 Figura 38 . 4.

Comparando os gráficos de Consumo e Custo.Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012. o custo se aproxima bastante do custo de fora de ponta. Isto possibilita concluir que pequenas ações para . É possível perceber que o consumo nos horários de ponta manteve uma média de 5. Fonte: Autora.Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas.85 MWh.86 Figura 39 . verifica-se claramente o quanto o custo nos horários de ponta é elevado. variando pouco entre os meses contabilizados. Figura 40 . Fonte: Autora. de acordo com o software Smart 32. de modo que mesmo com um consumo bem mais baixo do que aquele registrado nos horários fora de ponta. As figuras 41 e 42 a seguir demonstram os dados de consumo e custo de energia elétrica em horários de ponta e fora de ponta nos Armazéns.

Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora. Fonte: Autora.Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Figura 42 . Figura 41 . .87 redução do consumo em horário de ponta podem reduzir significativamente o custo por sua utilização.

em MWh. Fonte: Autora.7.Consumo de energia elétrica.Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.1. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Figura 43 .3 Área 3 – Prédio Administrativo Neste item serão apresentados os dados de consumo de energia elétrica registrados no Prédio Administrativo pelo software Smart 32. Fonte: Autora. registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012. Os dados de consumo estão também apresentados no Apêndice III. . em MWh. Figura 44 .88 4. em kWh.3.

O item 4. Verifica-se através da figura 45 que o consumo de energia elétrica registrado no horário de ponta foi bem menor que o registrado em horário fora de ponta. Porém. é possível realizar um comparativo do total contabilizado pelo software com o valor registrado pelas faturas da CELESC.4 deste trabalho abordará com maior detalhamento as observações realizadas quanto à má utilização de energia pelos funcionários.7. já que este foi instalado para o monitoramento do consumo.3.89 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32. no Prédio Administrativo.4 Comparando o consumo entre as áreas analisadas Com base nos dados de consumo de energia registrados pelo software Smart 32 para as áreas de consumo de energia elétrica no terminal portuário. Fonte: Autora.1.6. visando a realização de comparações futuras após a realização de melhorias de desempenho energético. entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.3. considerando que os funcionários trabalham das 7:45h às 17:45h. Ou seja.2. é importante dizer que a quantidade de energia utilizada na ponta representa um custo alto para a empresa. Este comparativo é extremamente válido para discutir a eficácia do equipamento. o equipamento é uma base de dados para a comparação da linha de base com o período pós retrofit. e qualquer minimização de desperdícios pelo uso de equipamentos elétricos nesta área pode significar uma boa redução de custo para a organização. 4. .

60 234. O consumo de energia contabilizado pela CELESC no mês de outubro foi muito menor do que o consumo dos demais meses do ano (cerca de 90% a menos). porém nos meses de outubro e novembro de 2012 o software registrou um consumo maior que aquele contabilizado pela CELESC.10 248.13 8.67 282. pode-se destacar que os dados do período analisado não conferem confiabilidade como linha de base para posteriores análises em um SGE. em um total de 12 horas por dia em 22 dias do mês de novembro (segunda a sexta).12 303. para identificar falhas no sistema elétrico conectado aos medidores do Smart 32.00 11. Embora assim.19 57.37 47. pode-se comparar o consumo com o número de contêineres reefer armazenados.16 377.79 11.31 38.02 47.01 10. O software instalado não contabilizou boa parte da energia consumida no terminal portuário. Verificando estes dados (figura 36). .51 222.00 67.96 10.36 427. teoricamente deveria ter sido contabilizado somente no TECON.81 49.CELESC Energia não contabilizada (MWh) abr/12 327. De modo geral.88 jun/12 167.20 8. Mês Consumo TECON (MWh) Consumo Armazéns I e II (MWh) Consumo PA (MWh) Consumo total (MWh) .45 178.51 48.520 kWh pela CELESC.25 ago/12 176. porém não explica o baixo consumo do mês.Software Smart 32 Consumo total (MWh) .76 235. Para tentar entender estes dados.27 set/12 165.76 226. já que se faz necessário uma investigação detalhada por profissionais da área.57 256.85 out/12 104.64 nov/12 178.30 30.73 229.75 215.Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC. um consumo de pelo menos 101.67 Fonte: Autora.90 Conforme apresentado na tabela 22. já que apresentam erros de medida e devem ser avaliados com maior detalhamento pela empresa.21 11.78 -103.97 396. Considerando um consumo médio de 5kW por contêiner reefer de acordo com dados da Reefertec (2013).23 53.41 jul/12 157.51 19.84 22.28 9.23 52. já que são eles os maiores consumidores de energia no terminal portuário.14 9.68 -125.02 164. conforme já discutido no item Abordagem Global. Tabela 22 . não se pode concluir o motivo pelo qual a energia não foi contabilizada.00 154. sabe-se que o número de containers reefer foi muito menor que os demais meses. o total contabilizado entre abril e novembro de 2012 pelo software Smart 32 nas áreas que utilizam a energia não equivale ao total contabilizado pela CELESC no mesmo período.78 92.93 mai/12 173.

seguido pelo Kit Festa. Equipamentos classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Nesta etapa do trabalho também foram verificados se os equipamentos elétricos existentes em cada ambiente são equipamentos classificados pelo pelo PBE com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou se possuem o Selo PROCEL. possui potência instalada de ar condicionado de 70.38kW). é preciso verificar se os níveis de iluminância estão adequados ao ambiente.34kW e potência total de computadores de 2. são os setores com maior número de computadores. o mesmo nível de iluminação com um menor consumo de energia. (b) potência instalada em iluminação (kW). Os resultados. O setor comercial possui uma potência total instalada de 135. De fato. para propor melhorias. permitiram verificar que os setores que possuem maior potência instalada de equipamentos elétricos é o Setor Comercial do 1º piso. melhor detalhados no Apêndice IV. por sua vez.3. O setor comercial possui uma potência instalada de ar condicionado de 112. do 2º piso. ou seja.1. que considera a potência total das lâmpadas existentes bem como a potência do reator destas lâmpadas. A partir do levantamento de equipamentos e de seus dados de potência.8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo 4. considerando que são todas do modelo fluorescente tubular.45kW. Embora com grande potência em iluminação.54 kW (83% de toda sua potência instalada) e potência total instalada de computadores de 9.1. e. Foram contabilizados os seguintes dados de potência instalada: (a) potência total instalada (kW).72kW.04kW). e (d) potência total instalada de computadores (kW).1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados Dados de Potência instalada Foram listados todos os equipamentos existentes no Prédio Administrativo que contribuem diretamente com o consumo de energia elétrica de seus setores. (c) potência total instalada de ar condicionado (kW). Com relação à potência em iluminação. Tais dados . o setor que possui maior potência instalada é também o setor comercial do 2º piso (9. foram verificados quais setores possuem maior potência instalada no prédio administrativo. ar condicionados e com maior número de funcionários.91 4. enquanto o setor Kit Festa possui 77. é necessário conhecer as potências atualmente existentes e assim pesquisar lâmpadas que apresentem maior eficiência luminosa.3. O setor Kit Festa.8.33 kW. seguido pelo Refeitório (3.37 kW.

2012) e do CONPET (CONPET. Os resultados das medições realizadas estão descritos nas tabelas 23. 47 e 48. os quais são classificados como “B”. possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia.92 foram verificados a partir da listagem de equipamentos dos referidos Programas. 2012). . apenas 6 ar condicionados do total de 32. Também se verificou que os chuveiros existentes no setor Vestiário (Térreo) possuem a ENCE. 24 e 25 e ilustrados nas figuras 46. Dentre todos os equipamentos existentes. em quatro horários distintos (10h. para cada tipo de ambiente. 15h e 19:30h).3. disponíveis no website da Eletrobrás (ELETROBRAS. Térreo: A tabela 23 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo. 4. Medições de iluminância De acordo os procedimentos descritos pela NBR 5413 foram realizadas as medições nas áreas existentes do Prédio Administrativo. 12:30h. foram então realizadas medições de iluminância e observações in loco dos ambientes.8. ventilação e setorização elétrica dos setores do Prédio Administrativo. estando por ela identificados como classe “D”.1.2 Diagnóstico das características do ambiente Para melhor compreender a situação quanto aos aspectos de iluminação. de modo que o valor médio das medições realizadas foram comparados com os valores mínimos determinados pela referida NBR.

Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. PCS e Vigilância encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR Almoxarifado 624 500 Sala Treinamento 397 500 Hall PA 1 1088 100 Cozinha* 542 500 Refeitório* 733 300 PCS 276 500 Vigilância 408 500 Vestiário 368 200 Fonte: Autora. Verificou-se que dentre os setores existentes no pavimento térreo do Prédio Administrativo os setores: Sala de Treinamento. .93 Tabela 23 .

Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo. Fonte: Autora. . de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .94 Figura 46 .Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413.

SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 Arquivo 1 322 300 Sala Reunião 1 236 200 Copa 2018 200 WC Fem 1 770 200 WC Masc 1 758 200 CPD/CFTV 656 500 Hall PA 1 406 100 Comercial 523 500 WC Fem 2 672 200 WC Masc 2 671 200 Sala Reunião 2 399 300 Sala Reunião 3 390 200 Hall PA 2 421 100 Fonte: Autora.95 1º piso: A tabela 24 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 1º piso do Prédio Administrativo. Verificou-se que todos os setores do 1º piso do Prédio Administrativo estão com níveis de iluminação de acordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 47). .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. Tabela 24 . não sendo necessária a adequação da iluminação destes locais tomando como critério o conforto lumínico dos trabalhadores.

Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 . Fonte: Autora.96 Figura 47 .Setores do 1º piso do Prédio Administrativo. .

Meio Ambiente e Sala Gerência encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). Arquivo RH.97 2º piso: A tabela 25 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 2º piso do Prédio Administrativo. Kit Festa. Verificou-se que dentre os setores existentes no 2º piso do Prédio Administrativo os setores: PVA. Tabela 25 . . SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 PVA 393 500 Hall PA 1 445 100 WC Masc 1 784 200 Vestiário PVA 1787 200 WC Fem 1 785 200 Arquivo RH 255 300 Telefonia 355 200* Hall PA 2 427 100 Kit Festa 431 500 RH 582 500 Meio Ambiente 482 500 Estoque 561 500 Comercial 628 500 Sala Café 747 200 Sala Reunião 2 435 200 Sala Gerência 493 500 Circulação Gerência 561 500 WC Fem 2 959 200 WC Masc 2 968 200 Hall PA 331 100 Sala Reunião 1 411 200 Fonte: Autora. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local.Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.

Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413. Fonte: Autora.98 Figura 48 . de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .Setores no 2º piso do Prédio Administrativo. .

Pavimento Térreo 1º piso 2º piso Setor Almoxarifado Sala Treinamento Hall PA 1 Cozinha Refeitório PCS Vigilância Vestiário Arquivo Sala Reunião 1 Copa WC Fem 1 WC Masc 1 CPD/CFTV Hall PA 1 Comercial WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 2 Sala Reunião 3 Hall PA 2 PVA Hall PA 1 WC Masc 1 Vestiário PVA WC Fem 1 Arquivo RH Telefonia Hall PA 2 Kit Festa RH Meio Ambiente Estoque Comercial Sala Café Sala Reunião Sala Gerência Circulação Gerência WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 1 Sigla TA TB TC TD TE TF TG TH 1ª 1B 1C 1D 1E 1F 1G 1H 1I 1J 1K 1L 1M 2ª 2B 2C 2D 2E 2F 2G 2H 2I 2J 2K 2L 2M 2N 2O 2P 2Q 2R 2S 2T . Tabela 26 .IEEA A partir da verificação das características de cada ambiente do PA quanto ao tamanho das janelas. atendimento à NBR 5413.99 Determinação do Índice de Eficiência Energética do Ambiente . ventilação cruzada. e cor das janelas/piso/teto. existência de persianas. orientação geográfica das janelas. para facilitar a apresentação dos dados. A tabela 26 identifica os setores analisados por siglas. foram obtidos os IEE para cada ambiente analisado.Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE. conforme apresentado pela figura 49 e Apêndice V.

classificados com IEEA nível “A”. já que apresentaram os melhores índices de eficiência energética de ambiente. porém isto não significa que não seja importante discutir quais as possibilidades de melhoria que eles apresentam. Nível “A” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores. Fonte: Autora. Os setores com melhores IEEAs apresentaram melhores condições de iluminação e ventilação. com valores acima de 2.0. Os índices de eficiência energética obtidos possibilitam verificar que os setores com melhores condições para o aproveitamento de iluminação e ventilação natural são os setores Comercial (1H). com base nas características do ambiente de cada um.100 Fonte: Autora.Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo. verificou-se que: . Cozinha (TD). Vestiário (TH). Copa (1C) e Vestiário PVA (2D). Figura 49 .

WC Fem 2 (2R). .18 setores possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela: Arquivo 1 (1A). sendo que a Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D) não possuem ventilação cruzada em seu ambiente. WC Fem 1 (2E). . Atendimento à NBR 5413: todos os setores classificados como “A” atendem os valores mínimos de iluminância definidos pela NBR 5413.101 Tamanho das janelas: . Sala Café (2N). WC Masc 2 (2S). Arquivo RH (2F). Cor do teto: apenas o setor Comercial (1H) possui teto pintado com cor média (cinza e branco).Norte: Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D). WC Fem (2C). Cor do piso: 2 dos 4 setores classificados como “A” possuem piso com cor média: Vestiário (TH) e Comercial (1H). Orientação geográfica das janelas: . Comercial (2M). . Sala Reunião 1 (1B). Vestiário (TH) e Comercial (1H).Os setores que possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela são: Vestiário (TH). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D). Cozinha (TD).Apenas 5 setores possuem janelas com tamanho entre 30% e 50%: Almoxarifado (TA). verificou-se que: Tamanho das janelas: . WC Masc 1 (1E). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 4 setores possuem ventilação cruzada: Vestiário (TH) e Comercial (1H). classificados com IEEA nível “B”. . . apenas o setor Copa (1C) possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede.Leste e Oeste: Cozinha (TD).Dos 4 setores classificados como nível A. Persianas nas janelas: dos setores classificados como “A” somente a cozinha não possui persianas nas janelas. Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “A” possuem paredes com cor clara. Estoque (2L). PCS (TF) e PVA (2A). Telefonia (2G). Nível “B” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores . .Dos 24 setores classificados como nível C. Sala Treinamento (TB).O setor que possui janelas com tamanho entre 30% e 50% é a Cozinha (TD). Kit Festa (2I). Sala Gerência (2P). WC Fem 1 (1D). Sala Reunião 2 (2º). apenas o setor Meio Ambiente possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede.

classificados com IEEA “C”.Leste: Almoxarifado (TA). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “B” possuem paredes com cor clara. WC Fem 1 (2E). enquanto os setores Sala Reunião 1 (1B). Meio Ambiente (2K). Telefonia (2G).Norte: apenas os banheiros WC Fem 1 (1D). Sala Café (2N). Meio Ambiente (2K). Arquivo RH (2F). Sala Gerência (2P). PCS (TF). .Oeste: Sala Treinamento (TB). Telefonia (2G). Estoque (2L). WC Masc 1 (2C). Refeitório (TE). Atendimento à NBR 5413: 7 dos 24 setores classificados como “B” não atendem aos níveis de iluminância mínimos definido pela NBR 5413: Sala Treinamento (TB). WC Fem 2 (1I). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Arquivo RH (2F). Arquivo 1 (1A). Comercial (2M). Kit Festa (2I). Cor das paredes: 9 dos 12 setores classificados como “C” possuem paredes com cor clara. Arquivo 1 (1A). Kit Festa (2I).102 Orientação geográfica das janelas: . Cor do piso: 14 dos 24 setores classificados como “B” possuem piso com cor média: Almoxarifado (TA). Arquivo RH (2F). Cor do teto: 11 dos 24 setores possuem teto com cor média: Almoxarifado (TA). o que consequentemente os impede de aproveitar a iluminação e ventilação natural. Nível “C” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores mais baixos. Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 24 setores possuem ventilação cruzada. PVA (2A). . Telefonia (2G). Sala Reunião 1 (1B). WC Fem 2 (2R) e WC Masc 2 (2S). Sala Café (2N). verificou-se que: Existência de janelas/ventilação cruzada: 100% deles não possui janelas nem ventilação cruzada. Meio Ambiente (2K) e Sala Gerência (2P). PCS (TF). Sala Reunião 2 (1L) e Circulação Gerência (2Q) possuem paredes pintadas com cores médias. Estoque (2L). Kit Festa (2I). Estoque (2L). PCS (TF). estando apenas o setor Vigilância com valores abaixo dos mínimos exigidos pela Norma. PVA (2A). PCS (TF). Sala Treinamento (TB). embora ela não seja utilizada no setor. Arquivo 1 (1A). . Atendimento à NBR 5413: 11 dos 12 setores classificados como “C” atendem aos níveis de iluminância pela NBR 5413. . Arquivo RH. RH (2J). Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). WC Masc 2 (1J). Kit Festa (2I). Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). WC Masc 1 (1E). PVA (2A). Sala Reunião 2 (2O).

foram entrevistados 195 funcionários de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo de acordo com questionário apresentado no Apêndice VI. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) possuem cor média para o teto. enquanto os setores Hall PA 1 (TC). porém os setores Sala Reunião 1 (1B). Sala Reunião 3 (1L). foi possível priorizar melhorias nos ambientes avaliados. Sala Reunião 2 (1K). Hall PA 1 (2B). Idade Fonte: Autora. entre outros fatores. os dados do índice de eficiência energética foram confrontados com os dados obtidos com a aplicação do questionário com os funcionários. Sexo . 4. Hall PA 2 (1M). o que implica em uma menor refletância e consequentemente menor iluminância do ambiente. na qual os mesmos avaliam as características do ambiente em que trabalham. A partir da realização de um comparativo com a opinião dos funcionários. Sala Reunião 2 (1L).1.8. Os resultados da pesquisa realizada encontram-se nas figuras 50 a 65. Hall PA 1 (1G). CPD/CFTV (1F).3. Vigilância (TG). quanto à iluminação e ventilação. Hall PA 2 (2H) e RH (2J) possuem piso com cores médias. o que representa uma possibilidade de melhoria.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo.3 Diagnóstico da percepção dos funcionários Conforme já mencionado. Para melhor compreender e discutir sobre as características de cada ambiente.103 Cor do piso: apenas 2 setores possuem piso com cor clara. Cor do teto: 8 dos 12 setores possuem cor clara. Perfil dos entrevistados Figura 50 .

em sua maioria. Com relação ao tempo em que trabalham na empresa. é do sexo feminino (68%) e possui como escolaridade ao menos o ensino superior incompleto (55%). 33% trabalha a menos de 1 ano e 29% trabalham entre 2 a 5 anos. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação artificial . a maior parte dos entrevistados possui entre 21 e 30 anos (52%).Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo.104 Figura 51 . Os dados obtidos com a aplicação do questionário permitiram verificar que. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados trabalha a mais de 10 anos no terminal portuário. a maior parte dos entrevistados trabalha a menos de 5 anos na empresa (62%). sendo 4% com superior completo e 14% dos entrevistados com pós graduação. quanto ao perfil dos funcionários. o que confere que os funcionários possuem. Escolaridade: Tempo em que trabalha na empresa: Fonte: Autora. sendo que destes. um bom grau de instrução.

105 Figura 52 . 70% trabalham na cozinha e refeitório. esta é: No que se refere à localização das lâmpadas. conforme é possível verificar na tabela 23. verifica-se que: . enquanto 8% consideram excessiva e 5% disseram que a iluminação artificial é insatisfatória. Nestes ambientes. observou-se que os valores de iluminância estão. esta é: Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. verifica- . Isto pode explicar o fato dos funcionários considerarem a iluminação deste ambiente como excessiva. 20% do setor Kit Festa e 20% do setor comercial (1º piso). de fato.Da parcela de entrevistados que consideraram a iluminação artificial como insatisfatória (5%). acima dos valores mínimos exigidos pela NBR 5413. . O refeitório apresentou valores de iluminância bem maiores que o especificado pela norma. Na sua opinião quanto a iluminação artificial do setor. 60% são do setor PCS. Em comparação com os valores de iluminância obtidos com as medições. A maior parte dos entrevistados considera a iluminação artificial de seu ambiente de trabalho satisfatória (87%). Realizando um comparativo entre a percepção dos funcionários e os valores obtidos com a medição da iluminância dos ambientes do PA.Da parcela dos entrevistados que consideraram a iluminação artificial como excessiva.

72% considera como adequada. . Com base nos dados do questionário. o que explica a opinião dos funcionários quanto a este questionamento. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação natural Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? Fonte: Autora.106 se que os setores PCS e Kit Festa não atendem os limites mínimos exigidos pela NBR 5413. na opinião da maior parte dos funcionários entrevistados (58%). 33% no Comercial (1º piso) e 33% no setor de Meio Ambiente. Apenas o setor comercial atende ao valor mínimo exigido pela norma. percebe-se que 67% afirma ocorrer no período da manhã.3% trabalham no setor PCS. A iluminação natural produz ofuscamento aos olhos dos funcionários? Em caso afirmativo. É possível analisar que. 33. Quanto questionados sobre o horário aproximado do ofuscamento. Estoque (2L). verifica-se que os funcionários que responderam que sim são dos setores: comercial (1H). enquanto 44% responderam que sim. Sobre a localização das lâmpadas. PCS TF). a iluminação natural do ambiente não produz ofuscamento. Kit Festa (2I). Meio Ambiente (2K) e Comercial (2M). Dentre os entrevistados que consideram a localização das lâmpadas como ruim. 25% como regular e apenas 3% considera a localização ruim.

107 enquanto 33% afirma ocorrer no período da manhã. Quando questionados se consideram o tamanho das janelas adequado ao tamanho da sala em que trabalham. Para melhor compreender estes dados e identificar possibilidades de melhoria. Na sua opinião as janelas possuem tamanho adequado à área da sala? Seu local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? Fonte: Autora. além de persianas. é possível relacionar os mesmos com a existência ou não de persianas. tais setores possuem película nas janelas. Figura 54 .Meio Ambiente (2K).Kit Festa (2I) e Comercial (1H).Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. A partir dos dados de característica do ambiente obtidos. 69% responderam que sim. o que os dá condições para controlar melhor a incidência da iluminação natural no ambiente. Comercial (1H) e Estoque (2L). enquanto 31% fizeram observações de que o tamanho das janelas poderia ser maior. O ofuscamento no período da tarde se dá nos setores com orientação geográfica das janelas para oeste . Verificou-se ainda que. enquanto naqueles com orientação geográfica para leste ocorre ofuscamento no período da manhã . Os funcionários que consideraram o . o que possibilita menor incidência de iluminação natural no ambiente. verifica-se que os setores na qual os funcionários apontaram ter ofuscamento pela iluminação possuem persianas.

verifica-se que dentre os setores considerados pelos entrevistados como tendo tamanho de janelas inadequado á área da parede. porém 23% dos entrevistados responderam que seu equipamento de trabalho não está posicionado perpendicular às janelas.108 tamanho das janelas inadequado ao tamanho da sala são dos setores Almoxarifado (TA). para evitar que os olhos se ajustem a diferentes intensidades luminosas e evitar reflexos na tela (GOZLAN. Realizando um comparativo com as observações realizadas in loco. de acordo com Gozlan (2012) não é o ideal. a maior parte dos entrevistados 99% acreditam que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala. Você considera que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala? Fonte: Autora De acordo com os resultados do questionário aplicado. PCS (TF). o posicionamento dos equipamentos de trabalho deve estar perpendicular a uma janela ou lâmpada. 2012).Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. . Cozinha (TD). Figura 55 . PVA (2A) e Comercial (1H). que. Vestiário (TH). possui janelas com área menor ou igual a 30% com relação à área da parede que ocupam. o setor Vestiário. Para evitar o ofuscamento pela iluminação natural. e os demais setores considerados pelos entrevistados possuem janelas com área maior que 30% e menor que 50% com relação à área da parede que ocupam. e assim ter condições para o melhor aproveitamento da mesma.

Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação natural do ambiente .Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente. sendo que apenas 11% afirma já ter ocorrido. quando questionados se foi devido à insuficiência de conforto visual. Os que afirmaram já ter ocorrido discussão sobre a disposição do mobiliário. responderam que não (100%). Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? Em caso afirmativo. A partir dos dados obtidos. percebe-se que 89% dos entrevistados disse nunca ter ocorrido uma discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho.109 Figura 56 . foi devido à insuficiência de conforto visual? Fonte: Autora.

verifica-se a maior parte dos entrevistados a classificam como satisfatória (80%). já que tais ambientes não proporcionam as melhores condições para tal aproveitamento. o que explica a insatisfação com a ventilação natural. de acordo com a resposta dos entrevistados. é: Fonte: Autora. Realizando um comparativo com a sensação de ventilação natural dentro da sala. em setores que não possuem janelas: como CPD/CFTV e RH. enquanto apenas (31%) possuem. com as portas e janelas abertas. . O corredor que dá acesso às salas é aberto para ambientes externos? A ventilação natural dentro da sala. Os resultados obtidos com o questionário referente à ventilação natural permitiram verificar que a maior parte dos ambientes do prédio administrativo (69%) não possui acesso para ambientes externos. Verificou-se que dos funcionários que responderam que a ventilação natural dentro da sala é insatisfatória trabalham em setores que possuem janela com tamanho menor que 30% com relação à área da parede (Kit Festa e Estoque).Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente. mesmo em ambientes que não possuem acesso para ambientes externos.110 Figura 57 .

Figura 59 . .Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente. A localização do ventilador ou ar condicionado é: Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente.111 Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica do ambiente Figura 58 . No setor onde você trabalha há ventilação mecânica? A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: Fonte: Autora.

ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: Fonte: Autora. conforme resultados obtidos a partir do levantamento de equipamentos elétricos. se percebe que 96% dos setores existentes no Prédio Administrativo possuem ventilação mecânica. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. Dentre os entrevistados. Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. a fim de que todos os funcionários se beneficiem da ventilação artificial existente quando houver necessidade de utilização da mesma. Isto possibilita verificar que seria interessante que o terminal portuário revisse a localização destes equipamentos.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.112 De acordo com a avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica no ambiente em que trabalham. porém 37% acreditam ser regular e 20% considera como ruim. caracteriza-se por aparelhos de ar condicionado. 43% dos entrevistados afirmaram que é adequada. Quando questionados sobre a localização dos ventiladores ou ar condicionados. 25% acredita que é insatisfatória e 5% considera como excessiva. . 43% acredita que a quantidade de equipamentos existentes para ventilação mecânica é adequada. Avaliação dos entrevistados quanto à setorização elétrica Figura 60 . que no caso.

economizando energia elétrica? Fonte: Autora. bem como de acordo com a disponibilidade de luz natural. Avaliação dos entrevistados quanto à importância do gerenciamento de energia .113 Figura 61 . de maneira que haja maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com as áreas ocupadas de cada ambiente. Segundo PRUEN (2013). sendo que a maior parcela dos entrevistados não acredita que a setorização seja adequada.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. Você acredita que a instalação de sistemas de controles no ambiente em que trabalha pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. já que a setorização elétrica adequada possibilita melhor controle sobre a utilização de equipamentos. Uma parcela de 43% dos entrevistados acredita que a setorização é adequada. como lâmpadas. deve-se procurar sempre a melhor divisão dos circuitos elétricos. enquanto 41% considera regular e 16% considera inadequada. por exemplo. Isto possibilita identificar a necessidade de revisão da setorização elétrica nos setores do Prédio Administrativo. Os resultados do questionário quanto à avaliação dos funcionários sobre a setorização elétrica do ambiente permitem verificar que 33% dos entrevistados responderam não existir interruptores para desligar e desligar equipamentos de forma setorizada no ambiente em que trabalham.

A: “Ajuda no baixo consumo”. C: "Por que a energia tem alto custo e é um recurso limitado. o gerenciamento de energia é importante para a empresa? Por quê? Fonte: Autora. G: "A energia é um recurso escasso e caro. H: "Para evitar custos. Evitar desperdício. reduzir seu consumo é fundamental". Na sua opinião. pois atualmente não há". além de demandar muito do meio ambiente. por isso deve ser economizado para garantir a continuidade dos processos que utilizar energia". hoje as pessoas não colocam em prática. saem e deixam o ambiente com a energia ligada". É importante destacar alguns comentários registrados pelos funcionários no questionário. F: "Porque gerenciando a energia consequentemente há economia para a empresa".Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa. Os resultados apresentados na figura 62 possibilitam verificar que o gerenciamento de energia é visto por 99% dos entrevistados como algo importante para a empresa. J: "Há necessidade de conscientização dos funcionários. I: “Pois permite uma redução considerável dos custos para com isso haver investimento em outras áreas". D: "Para redução de custos e a possibilidade de inclusão de novas formas de energia no dia-a-dia". aproveitar a luz solar".114 Figura 62 . B: "Vejo muitas lâmpadas acesas por falta de iluminação externa". . sobre o motivo pelo qual acreditam ser o gerenciamento de energia algo importante para a empresa (quadro 8): Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa. E: "Sim é muito importante termos esta conscientização.

Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema "Energia/Consumo de Energia" na empresa? Fonte: Autora.Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia. M: "É importante pois além de reduzir custos para a empresa. . Com relação à questão anterior. contribui para a preservação dos recursos naturais e melhor aproveitamento destes". O: "Gostaríamos de receber palestra para entender melhor sobre este assunto". Fonte: Autora.115 K: "Economia e produtividade dos funcionários". preservação dos recursos naturais e pelo consumo consciente de cada indivíduo". L: "Pela economia em termos financeiros. N: "Devido ao custo e benefício". Figura 64 . você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? Fonte: Autora. Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia.

as lâmpadas são desligadas? Fonte: Autora. Quando sai para o almoço. Cerca de 87% dos entrevistados afirmam ter interesse em participar de alguma formação referente ao tema Energia.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. . Aspectos comportamentais dos entrevistados Figura 65 . o ventilador e o ar condicionado são desligados? Fonte: Autora. Foi verificado que aqueles que responderam já ter participado de alguma formação trabalham há mais de 5 anos na empresa. o que confere uma oportunidade de melhoria para a empresa a realização de palestras. cursos ou seminários que abordem o tema. Figura 66 .Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.116 É possível verificar que a maior parte dos funcionários entrevistados (88%) nunca participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema Energia ou Consumo de Energia na empresa. sendo possível identificar a necessidade de realização de novas palestras sobre o tema na empresa. Quando a ventilação natural é satisfatória. você desliga o computador? Quando a iluminação natural supre as necessidades visuais.

1. percebeu-se 69% dos computadores observados estavam ligados sem utilização enquanto almoçavam. em que 59% dos entrevistados responderam que não desligam seu computador no horário de almoço. . para verificar se o uso de ar condicionado ocorre sem a real necessidade.Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h. foram realizadas as observações in loco nos setores nos diferentes horários. foi possível contabilizar um total de 260 computadores que. 15h e 19:30h no Prédio Administrativo.3.117 Para que se pudesse discutir os dados referente aos aspectos comportamentais dos funcionários. Uso de computadores Os resultados das observações realizadas quanto ao uso de computadores seguem na tabela 27 a seguir. já que implicam em análises mais complexas sobre o conforto térmico do ambiente. durante determinado período do dia permaneceram ligados sem utilização. para verificação do uso da iluminação e de computadores.8. A partir das observações realizadas nos setores do prédio administrativo em diferentes horários. realizou-se a observação in loco em diferentes horários. 4. Comparando este resultado com os resultados do questionário elaborado com os funcionários. Apenas os dados do questionário referente a utilização de ar condicionado não serão confrontados com dados de observação in loco.4 Observação dos aspectos comportamentais dos colaboradores Para verificar a veracidade das respostas dos funcionários quanto aos seus aspectos comportamentais relacionados ao uso de computadores e iluminação. Tabela 27 . Horário da Observação Computadores Ligados Computadores em uso 10h 258 212 243 258 23 TOTAL 76 231 3 12:30h 15h 19:30h Desperdício Computadores % 46 167 27 87 260 18 69 10 54 Fonte: Autora. 12:30h.

118 Dos 167 computadores ligados sem utilização no horário de almoço. foi de 15. totalizando 12 horas do momento da observação ao horário de início do expediente no dia seguinte. também foram considerados 22 dias de trabalho no mês. no horário das 19:30h. considerou-se que os computadores permaneceram ligados das 19:30h às 7:30h. Equipamento Quantidade em uso Potência por equipamento (kW) Consumo diário (kWh) Consumo mensal (kWh) ThinClient 127 0. Quadro 9 .00 Total 167 - 15. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício. e as considerações sobre o modelo e a potência dos equipamento estão apresentadas no quadro 10. Ao longo de um mês.024kW (ThinClient).05 331. É importante destacar que para cálculo do consumo. .05 kWh.76 ao dia e R$ 82. considerando que entre 12:30h e 13:30h a tarifa cobrada é referente ao horário fora de ponta. este valor passa para 331.3kW (Infoway/LG) e 147 possuem modelo com potência de 0. tomando como base o mesmo número de computadores em desuso.25 por kWh.77 ao longo de um mês. o que significa o desperdício de R$ 3. apenas com o monitor em stand by.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço. o quadro 9 apresenta os dados de consumo pelo uso destes equipamentos em um dia. considerando uma jornada mensal de 22 dias de trabalho. Para cálculo em escala mensal. Para que se possa traduzir em valores de consumo de energia o que este dados representam. também foram realizadas observações. com 12 horas por dia. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados no horário de almoço em apenas um dia. De acordo com os cálculos realizados.00 264. tem-se um custo de R$0.05 67.10 Fonte: Autora.10 kWh.3 12.024 3.10 Desktop Infoway/LG 40 0. e posteriormente o consumo ao longo de um mês. considerando o tempo de almoço como 1 hora. sem considerar a potência do monitor. 20 possuem modelo com potência de 0. Para verificar o consumo dos computadores que permaneceram ligados mesmo após o término do expediente dos funcionários.

Em comparação com o consumo e o custo mensal do terminal portuário.44 Total 167 - 6.5 horas. o que significa que a organização deixaria de emitir. contribuir com uma redução ainda maior do consumo de energia elétrica. Fonte: Autora.28 Desktop Infoway 7 0. Consumo total Consumo total diário (kWh) – 12 mensal (kWh) horas Equipamento Quantidade em uso Potência unitária (kW) ThinClient 13 0. O investimento em eficiência energética no Prédio Administrativo pode então.47 por kWh durante 10.5 horas e tarifa a R$0. somandose o custo com computadores ligados sem utilização em horários de meio dia e pós expediente. 0. ao longo de um mês.05 toneladas de CO2e por mês e ao longo de um ano.71 ao dia e R$ 37. indiretamente. foi de 6. há de se considerar que com a redução do desperdício observado nos horários de almoço e pós expediente. Além do custo associado ao consumo.024 3. Ao longo de um mês. De acordo com os cálculos realizados. com melhorias na eficiência energética do setor. um total de 0.25 por kWh durante 1.03 2.72 Nota: O consumo em standby (modo de espera dos computadores) foi desconsiderado nos cálculos realizados. o que significa um custo mensal desnecessário à empresa. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício pós expediente. e que poderia ser aplicado.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente.119 Quadro 10 . por exemplo.74 82.39. considerando que entre 19:30h às 07:30h a tarifa é cobrada das 19:30h às 6h como horário de ponta e das 6h às 7:30h como horário fora de ponta.62 ao longo de um mês.26 137. . estes valores podem parecer em um primeiro momento parecer insignificantes. tem-se tarifa cobrada a R$1. o valor que antes era custo pode ser convertido em investimento. Com a redução do desperdício. este valor passa para 137. o que significa um custo total de R$ 1. tem-se um total de R$ 120. em projetos de eficiência energética. tomando como base os mesmo número de computadores em desuso.66 toneladas de CO2e. temse uma economia de 468. já que a potência nestas condições é bastante reduzida.52 55. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados entre o as 19:30h e o horário de início do próximo expediente (total de 12 horas) em apenas um dia.26 kWh.72 kWh. porém.82 kWh.

pois seus circuitos não estão bem setorizados. Também foi verificado que os 16% de entrevistados que consideram a localização dos interruptores como ruim também são dos setores Estoque.120 Uso da iluminação artificial Ao realizar a observação sobre o uso da iluminação artificial no Prédio Administrativo. . d) Melhoria quanto aos equipamentos existentes no prédio administrativo. ou seja. Comercial e Sala de Café permaneceram com as lâmpadas acesas mesmo que funcionários não estivessem utilizando o ambiente. visando melhor utilização da energia elétrica para iluminação artificial e redução de desperdícios. o que confere a percepção dos funcionários destes setores para o problema de setorização observado. considerando que a maioria dos equipamentos não são classificados pelo PBE nem possuem Selo Procel. verificou-se que em alguns ambientes ocorre o desperdício de energia por consequência dá má setorização de circuitos elétricos. visando utilizar equipamentos com maior eficiência energética. verificou-se que dos entrevistados que consideram a setorização inadequada. b) Prédio Administrativo . Em comparação com os dados do questionário. c) Melhorias quanto à setorização de circuitos no Prédio Administrativo. foi possível identificar possibilidades de melhoria quanto ao uso e consumo de energia do terminal portuário nos seguintes itens: a) Sistema Smart 32 – Adequação do sistema para que se possa obter dados confiáveis de consumo de energia nas áreas do terminal portuário.2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria Considerando todos os aspectos analisados na Revisão Energética.3. Kit Festa e Comercial. e) Redução do consumo de energia não renovável visando reduzir as emissões de GEE. 29% são dos setores Estoque.Melhoria nos acabamentos internos da edificação visando o melhor aproveitamento da iluminação natural. 4. A observação dos ambientes no horário de almoço permitiu verificar que locais como Estoque. 22% do setor Kit Festa e 14% do setor Comercial. A falta de setorização adequada possibilita que alguns ambientes permaneçam com as lâmpadas acesas mesmo em momentos em que elas poderiam estar apagadas. ambos estão conectados à iluminação de outros setores que naquele momento utilizavam a iluminação.

580 kWh/mês.5 INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Para que se possa compreender o desempenho energético do terminal portuário em estudo e para que a empresa realize futuramente a comparação de dados entre o período da linha de base e o período após a implantação de melhorias. já que este é o período na qual a empresa possui dados sobre todas as fontes de energia consumidas em suas atividades.Óleo diesel: 12. caso sejam executadas. 4. Estes valores não serão comparados com outra organização. obtevese a seguinte linha de base para todo o terminal portuário: . .73 m³/mês. a fim de que a mesma possa comparar seu desempenho ao longo do tempo.GLP: 1. através do cálculo da média do consumo de energia no período considerado.4 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações da revisão energética.121 f) Redução de consumo de energia elétrica em horários de ponta no Prédio Administrativo. foram considerados os dados do do ano de 2012 como linha de base energética. . antes e depois da implantação de melhorias.Energia elétrica: 310.580 kWh/mês e . Os indicadores foram definidos de modo que possam ser atualizados pela organização ao longo de sua operação. haja vista que não se obtiveram dados de uma empresa com características similares às do terminal portuário. a partir da conscientização dos funcionários. 4.62 t/mês. desenvolveram-se os indicadores de desempenho energético. Nível 1 – Abrangência global Os indicadores levaram em consideração a média de dados entre os meses de janeiro a dezembro de 2012: o Consumo de energia elétrica mensal por funcionário: Considerando que o consumo médio de energia elétrica no período da linha de base foi de 310. Sendo assim. que neste item apresentam os valores com base nos dados obtidos neste trabalho.

41 R$/kWh. foram identificados os valores de indicadores para posteriores comparações da organização.74 tCO2e o Emissões diretas totais: 473. . 4 Emissões de CO2e em 2012. obteve-se um indicador de 8.000m².67kWh/funcionário. Sendo assim.267 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por contêiner refrigerado: 77 kWh/unidade o Custo de energia consumida média (mensal) por contêiner refrigerado: 21.96% o Índice de consumo de energia não renovável: 32. o Índice de fator de carga médio (fora de ponta): 0.98.70 tCO2e o Emissões indiretas (aquisição de energia elétrica): 207. o Quantidade de emissões totais de GEE4: 680.04 tCO2e o Índice de consumo de energia renovável: 67. É importante destacar que a razão entre o consumo anual médio registrado pela CELESC e o consumo anual médio registrado pelo Smart 32 é um indicador importante para a verificação da adequação dos medidores do referido software. o Custo unitário da energia elétrica adquirida da concessionária: .27 R$/kWh e Custo unitário do Consumo em Horário de Ponta: 1.Custo unitário do Consumo Fora de Ponta: 0. TECON: o Consumo de energia elétrica médio (mensal) no período de abril a novembro/2012: 181.1 o Índice de fator de potência: 0.35 R$/unidade.23 R$/funcionário.04% Nível 2 – Abrangência por área Embora se tenha verificado que os dados registrados pelo software Smart 32 não contempla todos os consumos de energia do terminal portuário.122 que a média de funcionários em todo terminal portuário neste mesmo período foi de 411.63kWh/m². o Custo de energia elétrica mensal por funcionário: 280. o Consumo de energia mensal por área útil total: De acordo com a Licença Ambiental de Operação da empresa a área útil de todo o terminal portuário é de 36.27 o Índice de fator de carga médio (ponta): 0. estando subestimados os dados de cada área. obteve-se como atual indicador 755.

75 o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 3. 29 e 30 a seguir apresentam os indicadores de desempenho energético para cada setor do Prédio Administrativo. que foram obtidos a partir do diagnóstico de equipamentos e diagnóstico das características do ambiente a partir do IEEA.68 R$/funcionário o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por área útil: 4. o Custo de energia médio (mensal) de cada setor por funcionário trabalhando na respectiva área: 21.250 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) de todo o PA por funcionário: 30. .91 kW o Potência total de computadores no PA: 18.67 tCO2e/mês Nível 3 – Abrangência detalhada – Prédio Administrativo o Potência total instalada no PA: 466.45 kW o Potência total em iluminação no PA: 40.34 kW o Potência total em condicionamento do ar no PA: 325.620 kWh o Custo de energia médio (mensal) na área no ano de 2012: R$ 20.96 kWh/m² o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 0.84 tCO2e/mês ARMAZÉNS (I e II): o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 51.123 o Emissão média mensal de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 11.23 kWh/funcionário.37 tCO2e/mês PRÉDIO ADMINISTRATIVO: o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 10.31 kW o Indicadores de Desempenho Energético por setor do PA: As tabelas 28.603.

92 0.28 - 1.10 8.28 - - 1.46 0.37 5.67 1.79 1.54 9.22 Sala Reunião 1 5.89 PCS 7. 1º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Arquivo 1 0.08 0.22 Refeitório 17.56 2.37 5.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio Administrativo.78 0.67 - - Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Não foi atribuído (em reforma) 1.12 1.00 Cozinha 37.64 - 2.28 - 0.09 - - 1.31 0.78 1.65 0.46 - - Fonte: Autora.09 - - 1.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.37 - - Sala Reunião 2 5.11 WC Fem 1 0.09 0.37 - - 1.00 Sala Reunião 3 5. TÉRREO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Ambulatório 11.18 5.56 1.86 1.11 Fonte: Autora.79 0.65 1.37 0.09 0.75 1.28 0.37 0.124 Tabela 28 .67 WC Masc 1 0.39 2.03 - - 1.28 - Hall PA 2 0.02 Hall PA 1 0.78 2.14 Almoxarifado 10.18 - - 0.18 - - 2.28 0.28 0.56 0.56 Vigilância 2.65 0.72 2.33 Copa 2.00 Comercial 135.55 5.20 22.85 1.00 Hall PA 1 0.10 Sala Treinamento 9.38 112.37 9.56 WC Masc 2 0. .73 2.55 7.24 0.33 WC Fem 2 0.28 0. Tabela 29 .03 - - CPD/CFTV 30.03 0.29 9.89 Vestiário 24.51 0.04 12.31 - 1.48 3.76 1.

19 - - 2.74 - 0.01 1.92 - 0.00 Kit Festa 77.92 0. para que através de propostas de ação.28 1.94 1.58 0.00 WC Masc 1 0.78 Arquivo RH 0.78 Vestiário PVA 0. puderam ser estabelecidos os objetivos quanto oportunidades de melhorias de desempenho energético definidas como prioridade para a organização.37 - - 1.66 Comercial 19.20 0.51 1. .94 70.18 0.58 0.6 OBJETIVOS ENERGÉTICOS A partir do modelo de política energética elaborado para a implementação de um SGE e com base nos dados obtidos a partir da Revisão Energética.92 - - 1.37 3.16 0.29 0.00 1.00 WC Fem 2 0.56 Fonte: Autora.125 Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio Administrativo. tomando-se como base os resultados obtidos na revisão energética.50 1.55 - Sala Reunião 2 5.56 WC Masc 2 0.37 0.37 0.28 - - 1.56 1.28 - Sala Gerência 4.56 Hall PA 1 0.09 0.28 - - 1.33 2.33 1.28 - 1. 2º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) PVA 11.38 0.33 Telefonia 5.44 1.46 - 1.37 5.37 - - 1.45 1.96 0.44 Circulação Gerência 1.38 Sala Café 1.34 2.40 1.04 0.28 0.09 - - 1.44 Estoque 20.01 - 0.28 0.64 0.37 0.56 Sala Reunião 1 1.18 0.09 5.10 9.14 1.62 0.19 - - 1.44 Hall PA 2 0.34 1.47 17.08 1. 4.89 Meio Ambiente 2.66 17. Ao lado de cada objetivo estão relacionados os indicadores que servirão para informar à organização o seu desempenho energético.11 WC Fem 1 0.52 0.44 RH 2. Foram estabelecidos os objetivos apresentados no quadro 11.

Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário fora de ponta Óleo Diesel Empilhadeiras Energia Elétrica Objetivos (1) Monitorar o consumo de energia com base em dados confiáveis dos medidores Óleo diesel GLP (2) Reduzir o consumo de energia GLP (3) Reduzir as emissões de GEE Elétrica Fogão industrial Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEAA) - Terminal Portuário - - Terminal Portuário Índice de fator de carga - (4) Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo Térreo/1º Piso/2º Piso Óleo diesel/GLP/Elétrica (5) Formar uma equipe responsável pelo SGE (6) Utilizar energia elétrica de forma racional Fonte: Autora. Área/Equipamento IDE Unidade TECON/Armazéns/Prédio Administrativo/ Software Smart 32 Razão entre o consumo mensal de energia registrado pela CELESC e o consumo mensal total registrado pelo Smart 32 - Empilhadeiras Maclift e Reach Staker Quantidade de Óleo diesel comum consumido por hora trabalhada l/h Fogão industrial Quantidade de GLP consumido por mês t/mês Elétrica TECON/Armazéns/Prédio Administrativo .Quantidade de energia total consumida por hora trabalhada . tCO2e Terminal Portuário Elétrica Elétrica Quantidade de emissões de GEE kWh/mês .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário de ponta .Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.126 Quadro 11 .

para que se verifique se houve ou não redução do consumo de energia. já que o biodiesel é produzido a partir de biomassa como bagaço de cana.1 Objetivo 1: Monitorar o consumo de energia das áreas TECON/Armazéns/Prédio Administrativo com base em dados confiáveis Para que se possa realizar o monitoramento do consumo de energia elétrica a partir verificação dos dados ao longo da operação do SGE. Considerando a necessidade de monitoramento dos dados em um SGE baseado na ISO 50001:2011. 4.7.2 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de Óleo Diesel e emissões de GEE pelas empilhadeiras Visando reduzir a utilização de combustíveis fósseis no terminal portuário. e para que se possa compreender os dados medidos.7. Caso contrário. A partir da adequação do sistema medidor. as áreas consumidoras de energia elétrica (TECON. não se terá confiabilidade nos dados apresentados pelo software Smart 32 e não será possível saber como as medidas de melhoria implementadas pelo terminal contribuíram para a redução do consumo de energia elétrica. é necessário inicialmente adequar o sistema de medição do consumo de energia por área. Armazéns II e II e Prédio Administrativo) poderão ser monitoradas ao longo do tempo. reduzindo assim o consumo de óleo diesel comum. a partir de uma verificação por parte de empresa especializada. entre outros. com a utilização a partir da mistura com o óleo diesel comum atualmente utilizado para a operação das mesmas. 4. milho. se propõe inicialmente a adequação das instalações do medidor Smart 32. de origem fóssil e aumentando o índice de utilização de energias renováveis. . de todos os circuitos elétricos do terminal.7 PLANOS DE AÇÃO A seguir estão propostas as ações que contribuirão para que a organização atinja os objetivos energéticos anteriormente descritos. verificouse como possibilidades de melhoria para a redução de emissões de GEE a inclusão de biodiesel como combustível complementar para as empilhadeiras Maclift e Reach Staker. já que parte da energia consumida não vem sendo contabilizada pelo software instalado.127 4.

porém é necessário a realização de estudos mais detalhados para uma conclusão mais precisa acerca da proposta.3 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de GLP e emissões de GEE pelo fogão industrial Este é um indicador difícil de se avaliar. Tabela 31 . o biodiesel proporcionaria menor emissão de GEE (cerca de 8% menos tCO2e). não se pode dimensionar o consumo de GLP do mesmo por horas trabalhadas para comparar sua eficiência em kg/h com outros modelos etiquetados pelo CONPET. Caso seja possível substituir o uso do diesel comum pelo biodiesel.128 Porém não se pode dizer com total certeza sobre a viabilidade da utilização deste combustível para uso específico em empilhadeiras. de modo que com a substituição de óleo diesel por biodiesel deixariam de ser emitidos 33. 4. sendo assim.12 toneladas de CO2e por ano. Consumo (litros) Custo (R$) Emissões de GEE (tCO2e) Óleo diesel comum 152. com maior eficiência. que apresentem os níveis de eficiência “A” e que tenham características conforme apresentadas na figura 67. a alteração desta matriz energética para biodiesel reduziria os custos em aproximadamente R$1.7. caso o terminal portuário venha optar por adquirir um novo fogão industrial.873. verificou-se com base nos dados de consumo de óleo diesel em 2012 que.343 318.Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel. Embora assim. De acordo com Logweb (2011).84 Biodiesel 152.72 Combustível Fonte: Autora. sugere-se que sejam adquiridos equipamentos certificados pelo CONPET.674. identificou-se essa oportunidade de melhoria.44 380. é necessário verificar se esta utilização é capaz de provocar problemas em motores que não são adaptados para receber estes combustíveis. De modo geral. tomando como base os dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012. .73 por ano. conforme pode-se observar na tabela 31.800. Além de ter um menor custo. já que não se sabe ao certo o tempo de utilização do fogão industrial. considerando os dados de consumo do ano de 2012 (linha de base).343 316.17 413.

o que possibilita identificar . maior a quantidade de GLP consumido para sua produção. Fogão industrial Classe “A” Rendimento médio dos queimadores (%) ≥61 Índice de consumo de GLP ≤53 Fonte: Adaptado de INMETRO. Com a redução dos desperdícios de alimento se reduz a demanda de refeições a serem realizadas. propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos. Considerando que o terminal portuário não venha a substituir seu fogão industrial pela falta de dados reais para um comparativo de eficiência. e consequentemente o consumo deste combustível fóssil. Observações realizadas in loco durante horários de almoço permitiram verificar que o desperdício de alimento é bastante comum entre os funcionários. Sabendo-se que quanto maior a demanda de refeições diárias.129 Figura 67 . acredita-se então que uma maneira de se reduzir o consumo de GLP sem substituir o equipamento é a partir da conscientização dos funcionários quanto ao desperdício de alimentos. sugere-se uma campanha para redução dos desperdícios de alimentos nas refeições diárias dos funcionários.Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”. 2013.

7. 4. O acionamento das lâmpadas deve então ocorrer à medida que a iluminação natural não for suficiente para atender os níveis mínimos de iluminação requeridos para cada tarefa (PRUEN. o que se torna um empecilho para que os funcionários desliguem as lâmpadas nas quais precisam.2 Instalação de dispositivos economizadores para iluminação . esteja corretamente dimensionada e a setorização esteja adequada.1 Setorização de Circuitos para melhor integração entre a iluminação artificial e natural Para que se possa realizar um melhor controle sobre uso e consumo de energia. 2013).7. Contudo. deve-se destacar que a proposta de campanha para redução do desperdício não permite estabelecer metas concretas de redução do consumo pelo fogão industrial. Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas devem ser instalados no mínimo interruptores de duas teclas.7. já que interruptores das lâmpadas de um setor ficam muitas vezes localizados em outro setor. ocorre desperdício de energia.4. Propõe para os setores do prédio administrativo a implementação de comandos por pequenos blocos de luminárias. é necessário que a iluminação do terminal portuário. já que não se sabe a quantidade de GLP utilizada para realização de cada tipo de refeição. pois desta forma há possibilidade que o acionamento das fileiras pelos funcionários ocorra na medida do necessário. os funcionários terão a possibilidade de realizar o acionamento apenas da parcela de lâmpadas que for necessário naquele momento.4. especialmente a do Prédio Administrativo. Desta forma. assim como a distribuição das luminárias.130 que a realização de uma campanha contra o desperdício de alimentos é uma oportunidade de melhoria que pode levar ao atendimento dos objetivos de redução de consumo e de emissões de GEE pelo uso de GLP. evitando o desperdício de energia elétrica. Verificou-se que em muitos ambientes as lâmpadas não possuem setorização adequada. 4.4 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de energia elétrica e emissões de GEE no Prédio Administrativo 4. procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de acordo com a disponibilidade de luz natural. e com isso.

3 Aquisição de equipamentos mais eficientes Lâmpadas modelo LED Após a realização de pesquisas em catálogos de iluminação. É importante dizer que as lâmpadas LED. A figura 68 a seguir apresenta uma imagem ilustrativa da lâmpada LED proposta para o terminal portuário. com potência de 19W e que possui maior eficiência luminosa quando comparado ao modelo fluorescente tubular atualmente instalado nos setores do Prédio Administrativo. O acionamento manual pode provocar em muitos momentos o desperdício de energia nestes ambientes. Fonte: DW Material Elétrico Industrial. 2013.4. por interruptores. no Prédio Administrativo. . e a utilização das mesmas pode contribuir para o aumento da eficiência energética em iluminação. verificou-se que a lâmpada do modelo LED possui notáveis vantagens quando comparadas às lâmpadas atualmente existentes. como os existentes no Hall PA 2 do1º piso bem como no Hall PA e Hall PA 2 do 2º piso. por permanecerem ligados sem necessidade. sigla em inglês para Light Emitting Diode (Diodos Emissores de Luz). 4.7. já que foi identificado que tais ambientes possuem acionamento manual das lâmpadas.131 Propõe-se a instalação de dispositivos economizadores nos corredores do prédio administrativo. Figura 68 .Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação. conforme apresentado no quadro 12. são energeticamente mais eficientes e que podem manter o mesmo nível de iluminação necessário para um determinado ambiente com um consumo muito reduzido de energia (PHILIPS. 2013). modelo escolhido para o cálculo é a lâmpada Master LEDtube fabricada pela Philips.

. a fim de verificar qual a potência instalada para cada modelo e qual o custo para aquisição das mesmas. ou seja. é possível verificar que a eficiência luminosa do modelo LED é cerca de 34 vezes maior que o modelo fluorescente tubular. o modelo LED possui menor potência e consequentemente possibilita um menor consumo de energia para um mesmo fluxo luminoso. que demonstram as características do modelo de lâmpada atualmente utilizado no Prédio Administrativo e as características de um modelo de lâmpada LED.500 87 83 40. Outra vantagem das lâmpadas LED é que as mesmas não necessitam de reator.Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta.132 Quadro 122 . Lâmpadas propostas Potência instalada (kW) Lâmpada atual (40W) Lâmpada proposta Fluorescente tubular Philips (40W) + Reator (6W) LED Tubular Philips (19W) Modelo TLTRS40W-ELD-25 Modelo Master LEDtube (40W+6W)*132 Peças = 6072 W = 6.07kW 19W*132 Peças = 2508 W = 2.000 Potência do reator (W) Etiqueta de Eficiência Energética 6 - A+ Fonte: Adaptado de PHILIPS. Potência (W) Temperatura de cor (K) Lâmpada atual Fluorescente tubular Philips Modelo TLTRS40W-ELD-25 40 5000 Lâmpada proposta LED Tubular Philips Modelo Master LEDtube 19 6500 Características ténicas Fluxo luminoso (lm) 2600 1650 Eficiência luminosa (lm/W) Índice de reprodução de cor (IRC) Vida mediana (h) 65 70 7. 2013.51 kW Custo (R$) - R$145*132 Peças = R$19. enquanto a fluorescente tubular atualmente instalada no Prédio Administrativo funciona a partir de um reator de 6W.140. Quadro 13 . que corresponde à quantidade de lâmpadas existentes nos setores que não atenderam aos níveis de iluminância determinados pela NBR 5413. tomando como referência a utilização de 132 lâmpadas. De acordo com os dados apresentados no quadro 13.00 Fonte: Autora. . O quadro 13 a seguir apresenta um comparativo entre os modelos.Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta.

considerando um tempo de uso de 10 horas diárias. Segundo DW Material Elétrico Industrial (2013). Segundo Rodrigues (2002). o que significa a utilização das lâmpadas por aproximadamente 15 anos. 4. A utilização de lâmpadas LED também acaba por reduzir os custos com o descarte das lâmpadas. Desta forma.032 toneladas de CO2 para cada 1000 horas de consumo.133 Ao substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED.5 Objetivo 4: Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo 4. 22 dias mensais. As lâmpadas LED possuem tempo de vida 40. considerando que não possuem metais pesados em sua composição e por tal motivo não necessitam de um descarte especial (PHILIPS. Isso reduz o custo atual com a destinação destes resíduos.1 Melhoria nos acabamentos internos da edificação Visando melhor distribuição da luz e maior rendimento dos sistemas de iluminação interna. a refletância do teto. já que por possuírem maior eficiência consequentemente implicam em um menor consumo de energia elétrica. tanto artificial quanto natural.000 horas. parede e piso dos ambientes deve ser a mais alta possível. recomenda-se que as superfícies internas dos tetos e paredes sejam pintadas de cores claras. não inferior a 50%.7. desenvolvido pelo INMETRO. o custo do terminal portuário com manutenção das mesmas acaba reduzindo. o tempo do retorno do investimento pela aquisição das 132 lâmpadas LED é de aproximadamente 5 anos e 11 meses. os equipamentos condicionadores de ar adquiridos devem passar a respeitar os índices de eficiência mínima dos equipamentos enquadrados na faixa "A" de classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). já que as lâmpadas fluorescentes necessitam de descarte específico. Ar condicionados Para melhoria da eficiência energética do terminal portuário. 2013). o que resulta em uma economia aproximada de 2. o consumo de energia elétrica voltada à iluminação reduz cerca de 41%. .5.7 kW/h e consequentemente a não emissão de 0.7.

RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) Pintura do teto Almoxarifado (TA). Arquivo 1 (1A). Sala Reunião 1 (1B). Sala Café (2N). B Vestiário (TH) e Comercial (1H). para os ambientes apresentados na tabela 31 a seguir recomenda-se a pintura das paredes. Meio Ambiente (2K). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Sala Reunião 2 (1L). Meio Ambiente (2K). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) C C Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). PCS (TF). Comercial (1H) Hall PA 1 (TC). Hall PA 1 (2B). Sala Reunião 1 (1B). Arquivo RH (2F). PVA (2A). Arquivo 1 (1A). Sala Reunião 2 (1L). Kit Festa (2I). já que são cores que apresentam maior refletância. teto ou piso na cor marfim ou branca. Vigilância (TG). Kit Festa (2I). CPD/CFTV (1F). proporcionando assim uma maior iluminância do ambiente. Arquivo RH (2F). Telefonia (2G). Estoque (2L). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) B A C Pintura do piso Fonte: Autora. PCS (TF). Sala Reunião 3 (1L). Almoxarifado (TA). Hall PA 2 (1M). Sala Reunião 2 (1K). Melhoria proposta Setor Nível do IEEA Pintura das paredes Sala Reunião 1 (1B). Comercial (2M). Hall PA 1 (1G). Telefonia (2G). Sala Treinamento (TB). Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.134 Sendo assim. Estoque (2L). A .

3 Instalação de proteções solares (brises) Para melhor aproveitamento da iluminação natural.7. propõe a instalação de proteções solares externas. sem comprometer o aproveitamento satisfatório da ventilação natural e da luz natural. chamadas de brises. . Comercial (2M). WC Fem (2C). o que por consequência minimiza o uso do sistema de iluminação artificial. WC Masc 1 (1E). De acordo com USP (2013). Arquivo RH (2F).7. Telefonia (2G). WC Masc 2 (2S) Vestiário (TH). o uso de películas nos vidros deverá ser evitado a partir do dimensionamento correto das proteções solares. WC Fem 1 (1D). Estoque (2L). WC Fem 1 (2E). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D) Cozinha (TD). as quais devem ser adequadas à orientação da fachada. propõe uma maior integração da luz natural nos ambientes do Prédio Administrativo. Kit Festa (2I). 4. Sala Reunião 2 (2º). verificou-se que os setores com IEE nível “B” possuem maior potencial para ampliação das janelas já que possuem janelas consideravelmente pequenas (≤30%) em comparação com a área da parede em que ocupam. WC Fem 2 (2R). sem bloquear a visibilidade para o exterior (figura 69). Melhoria proposta Setor Instalação de janelas mais amplas Arquivo 1 (1A).135 4. Sala Café (2N).5. Nível do IEEA B A Fonte: Autora. Sala Reunião 1 (1B). Sala Gerência (2P). propõe-se que os ambientes situados nas áreas perimetrais da edificação apresentem condições para aproveitamento da luz natural por meio da inclusão de janelas maiores.5.2 Instalação de janelas para maior ventilação/iluminação natural Para que se possa reduzir o consumo de energia elétrica a partir do uso da iluminação artificial. Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural nos ambientes do Prédio Administrativo. Considerando os dados obtidos para a elaboração do IEEA. Para tanto.

método construtivo. . pois são temporais e variam conforme o projeto do brise. 2013. Segundo Lamberts et. ao contrário das persianas.00. uma vez que para cada modelo de brise é necessário a coleta de diferentes dados para seu dimensionamento 4. não sendo possível definir um preço fixo por m². al. Embora assim seus preços normalmente variam de R$200. já que de acordo com Verna (2013) apud Abril (2013) os brises possuem eficiência térmica. proporcionando uma redução do consumo de energia principalmente relacionado à refrigeração nos horários mais quentes do dia (Liu. A implementação do brise no prédio administrativo necessita de um estudo aprofundado. instalação e tipo de material.136 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento. al (2010) após a implantação de telhado verde foi encontrada uma variação de até 7ºC entre a temperatura interna e externa.5. Segundo Gelbcke et al. (GELBCKE et al.4 Implantação de telhado verde Os telhados verdes possuem um potencial de melhoramento do desempenho térmico de edificações. 2002 apud Lamberts et. (2012) o custo do brise-soleil depende de vários fatores.. em períodos de alta insolação. 2010).00 a R$ 800. 2012). Fonte: Adaptado de USP. A instalação dos brises nas janelas do Prédio Administrativo visa a redução do ofuscamento sem prejudicar a iluminação natural e visando também o aumento da eficiência térmica dos ambientes.7. com um dimensionamento detalhado.

Desta forma. mantido e continuamente melhorado. então. planejar e atuar na matriz energética do terminal portuário. Mink (2004) apud Savi (2012) afirma que a aplicação de telhados verdes em 10 a 20% das coberturas nos centros urbanos seria capaz de garantir um clima urbano saudável através da purificação do ar.6 Objetivo 5: Formar uma equipe responsável pelo SGE Visando um melhor gerenciamento da energia. 4.00.  determinar critérios e métodos necessários para garantir que tanto a operação e o controle do SGE sejam efetivos. ainda: identificar.00. Considerando que de acordo com Savi (2012) a implantação do telhado verde custa em média R$ 200. de acordo com a NBR ISO 50001:  Relatar à alta direção o desempenho energético. de acordo com Savi (2012).2 que a alta direção deve designar representantes da direção com habilidades e competências apropriadas para garantir que o SGE seja estabelecido. já que em geral são áreas com pouca vegetação e com microclima muito alterado.137 Além disso. as oportunidades de ganhos. a fim de atender às exigências da NBR ISO 50001:2011. redução de pó e variação das temperaturas.7. buscar soluções que .  definir e comunicar responsabilidades e autoridades para facilitar a efetiva gestão de energia. a qual define em seu requisito 4.  garantir que o planejamento das atividades de gestão de energia seja destinado a apoiar a política energética da organização. Sendo assim. a criação da Comissão Interna de Energia. Propõe-se. propõe-se a criação de uma Comissão Interna de Energia no terminal portuário em questão. Estes representantes deverão ter as seguintes responsabilidades. propõe-se a implantação de telhado verde no Prédio Administrativo do terminal portuário como forma de reduzir a temperatura do ambiente interno e consequentemente o consumo de energia para a ventilação artificial do ambiente.400.  promover a conscientização da política e objetivos energéticos em todos os níveis da organização. considerando que área total do telhado do Prédio Administrativo é de 667m² a implantação custaria cerca de R$133. os telhados verdes podem ser de grande auxílio para edificações localizadas em centros urbanos. nas áreas. implementado.2. A Comissão Interna deverá. que poderá então ser composta pelos representantes da direção.  relatar à alta direção o desempenho do SGE.

138 aumentem a eficiência dos processos e redução do consumo de energia. subsidiar a área comercial para negociação de contrato dos energéticos. embora 99% dos entrevistados considere a gestão de energia algo importante para a empresa. verificou-se que uma grande parte dos funcionários não utiliza racionalmente a energia elétrica no seu dia-a-dia. a equipe que formará a Comissão Interna de Energia deverá buscar sempre a melhoria contínua do SGE.7. e consequentemente de emissões de GEE e custos para a organização. para atender aos objetivos energéticos propostos. Também se deve destacar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados disse já ter participado de alguma palestra voltada ao tema Energia na empresa (14%). 4. De modo geral. já que por meio da conscientização dos funcionários torna-se possível a redução de desperdícios no consumo. A realização de práticas de educação ambiental voltadas ao uso racional de energia pode ser considerada uma medida capaz de refletir diretamente na redução do consumo de energia no terminal portuário. a serem realizadas pela Comissão Interna de Energia. através do menor custo. . Propõe-se a realização de palestras voltadas ao tema. E o que mais chama atenção é que 87% dos entrevistados diz ter interesse em participar de uma formação voltada ao tema. conforme cartilha apresentada no Apêndice VII. utilizando as mais avançadas técnicas de conservação de energia e em consonância com o planejamento energético estratégico da empresa. e elaborar relatórios para órgãos externos e internos. manter os indicadores de energia atuais e propor novos indicadores.7 Objetivo 6: Utilizar a energia elétrica de forma racional Com base nos resultados obtidos com a aplicação do questionário na etapa de Abordagem Energética Detalhada. bem como a divulgação de cartilhas informativas sobre a gestão de energia. o que confere a oportunidade ao terminal portuário de melhor orientar seus colaboradores visando a utilização racional de energia elétrica.

Além da identificação dos usos e consumos de energia. que considera suas características quanto à iluminação e ventilação. o que pode ser considerado uma grande fraqueza para o controle de melhorias no caso implantação de Sistema de Gestão de Energia ISO 50001:2011. a qual foi verificada a partir dos Índices de Eficiência Energética de Ambiente. já que seus dados não são confiáveis para futuras comparações. através da ferramenta disponibilizada pelo Programa GHG Protocol. o diagnóstico energético possibilitou a realização dos cálculos de emissões diretas e indiretas de GEE. foram identificadas as oportunidades de melhorias. os quais são aqueles associados às fontes energéticas GLP. a redução de emissões de GEE. o software Smart 32. verificou-se que o equipamento utilizado pelo terminal portuário para o gerenciamento de energia. a baixa eficiência energética de diversos ambientes do Prédio Administrativo. já que esta fonte de energia foi identificada pelo diagnóstico energético global como a que possui o uso mais significativo no terminal portuário. Os baixos IEEA encontrados indicam que as características do ambiente podem estar ocasionando perdas de energia e gastos com consumo desnecessários. principalmente quanto ao uso de energia elétrica. Óleo Diesel e Energia Elétrica. . Sendo assim. a redução do desperdício de energia elétrica no Prédio Administrativo pode causar além da redução de custos. como por exemplo. o mau uso de energia pela falta de conscientização de funcionários associado ao uso de equipamentos de baixa eficiência energética acaba por contribuir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e com o esgotamento de recursos naturais. Através do diagnóstico por área. seguida pela energia elétrica e pelas empilhadeiras a GLP. Com base nos dados obtidos. não está contabilizando todos os consumos de energia da organização. Ao longo do trabalho foi possível verificar a gestão de energia da organização em estudo apresenta diversas fraquezas. A contabilização de emissões permitiu identificar que as empilhadeiras movidas a diesel são as maiores responsáveis pelas emissões de CO2e no terminal portuário.139 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da realização deste trabalho verificou-se que o planejamento de um sistema de gestão de energia com base na NBR ISO 50001:2011 requer que se tenham instrumentos adequados para o levantamento de dados sobre os usos e consumos de energia de suas instalações. sendo a energia elétrica a fonte de energia mais significativa para a organização. Por outro lado. A etapa de revisão energética nas três abordagens possibilitou identificar os usos e consumos significativos de energia em todo o terminal portuário.

considerando os dados de consumo de óleo diesel identificado na linha de base. seja através da proposta de uso de equipamentos mais eficientes. identificar as áreas de uso significativo de energia.04% não renovável. implantando as melhorias que forem necessárias para atendimento aos objetivos propostos. porém caso seja possível sua utilização. já que estes deverão buscar sempre a melhoria contínua do SGE. caso venha a ser realizada futuramente.96% renovável e 32. que tenham consequências positivas com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa e que também impliquem na redução de custos para a empresa. As propostas de melhorias realizadas neste trabalho podem contribuir para o atendimento aos objetivos propostos para o SGE do terminal portuário. avaliar o consumo de energia. propor ações de melhoria para o desempenho energético da organização e também verificar as possibilidades de melhorias na matriz energética no sentido de reduzir as emissões de CO2. com a proposta de utilização de biodiesel. exigindo o comprometimento da alta direção no que refere à adequação de controles e procedimentos operacionais associados ao uso de energia. já que através do diagnóstico energético realizado foi possível caracterizar a matriz energética do terminal portuário como 67. analisar a percepção dos funcionários da empresa. e até mesmo através do uso de energia alternativa como o biodiesel nas empilhadeiras. esta possibilitaria reduzir cerca de 8% as emissões de CO2e. A partir do diagnóstico energético para atendimento à NBR ISO 50001:2011 o terminal portuário possui uma base de dados que possibilitem implantar uma gestão energética abrangente baseada na melhoria contínua do uso e do consumo de energia. facilitando a comunicação sobre a gestão dos recursos energéticos e impulsionando a organização à realização de práticas de melhor gerenciamento de energia. conclui-se que os objetivos propostos pra este trabalho foram atendidos. vai implicar em mudanças no gerenciamento de energia da organização. permitindo criar transparência para a tomada de decisões. redução do desperdício a partir da conscientização de funcionários. . O uso de biodiesel nas empilhadeiras requer estudos mais detalhados. De modo geral.140 A implantação da NBR ISO 50001:2011 no terminal portuário em questão.

. realização de diagnóstico sobre as características do ambiente bem como de demais variáveis que afetem significativamente o consumo de energia de tais áreas.1. que por sua vez pode ainda propor uma Gestão integrada com a NBR ISO 50001:2011 utilizada no presente trabalho. quantificar todas suas emissões pode ser considerada como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de um trabalho futuro. A partir de uma abordagem mais detalhada do consumo de energia elétrica.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Oportunidades de novas pesquisas foram verificadas neste trabalho.1. pode ser também estudada a possibilidade de aplicação da NBR ISO 14064:2007 na organização. recomenda-se a avaliação detalhada das demais áreas de consumo de energia elétrica do terminal portuário em questão: Armazéns e TECON. bem como dos caminhões e navios de terceiros.2 Realização de Abordagem Energética Detalhada nos Armazéns e TECON Assim como foi realizada a abordagem energética detalhada referente ao uso e consumo de energia elétrica no Prédio Administrativo. Propõe-se o levantamento dos equipamentos elétricos do setor. 5.1 Quantificação de emissões de GEE de todo o terminal portuário Recomenda-se. além das atividades que tiveram suas emissões contabilizadas neste trabalho por estarem relacionadas com o uso e consumo de energia. que podem ser desenvolvidas no âmbito de gestão energética e que também visem à redução de emissões de GEE oriundas das atividades desenvolvidas no terminal portuário. objeto de estudo. Considerando que o terminal portuário em questão não realiza o inventário de emissão de GEE. também poderão ser propostas ações para a melhoria do desempenho energético de tais ambientes. quantificar também as emissões de GEE oriundas de demais atividades do terminal portuário. e que consequentemente levarão a uma redução do consumo e de emissões de GEE. como emissões provenientes da Estação de Tratamento de Efluentes. que movimentam as cargas quais são armazenadas no terminal portuário.141 5. Além da utilização da ferramenta GHG Protocol. 5.

se propõe a elaboração de estudos que verifiquem a possibilidade de utilização do biodiesel em empilhadeiras. para verificar se seu uso pode ou não causar problemas ao motor destes equipamentos.3 Realização de Estudo sobre a Viabilidade de utilização de Biodiesel em empilhadeiras Para que se possa atestar a viabilidade técnica da utilização de biodiesel como combustível alternativo para empilhadeiras. visando reduzir o consumo de óleo diesel e consequentemente das emissões de GEE associadas ao seu uso. .1.142 5.

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150 APÊNDICE I . .CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DO TERMINAL PORTUÁRIO NOS ANOS DE 2005 A 2012.

123 654.801.303 454. .722 2010 221.459.358 938. **Desativação das câmaras frias.547 Nota: *Início da operação com câmaras frias.587 318.510 805.989.206 385.507 226.693 335.770 919.654 323.121 1.855 289.266 790.035 224.460 2009 662.171 427.584 700.025 1.125 867.184 956.365 389.128 968.584 8.125.511 373.510 951.823 261.584 2006 1.689 721.349.158 856.000 699.247 501.874 735.581 1.784 172.253 1.945 454.251 856.558 413.722 800.040.086 556.593 539.541 785.574 4.296 303.008 246.025 559.312 10.791 679.677 178.232 736.339 928.541 824.010 256.989 346.537 4.339 353.023.422.554 899.628.854* 589.841 377.967 297.CELESC (kWh) Ano Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total 802.025.897 483.158 669.456 726.411 2012 475.216 817.585 1.151 Consumo de Energia Elétrica .136 839.003 38.341** 288.844 2005 574.041 250.193 660.380 2011 486.965 TOTAL 58.303 409.016 2008 822.185 3.933 800.158 332.145 6.726.489 892.732 994.161.284 389.251 998.902 420.251 600.100.934 853.658 9.081 385.235 387.514 986.098 829.260 232.001 248.237 488.366 11.768 854.252 852.439.195 638.235 986.458 678.749 2007 867.098.846 400.

152 APÊNDICE II – FATORES DE EMISSÃO DE GEE (ESCOPOS 1 E 2) .

0355 0.0288 0.0341 0.0237 0.0405 0.0496 0.0194 0.0377 0.9325 0.0907 0.0453 0.0292 2012 tCO2/MWh 0.0383 0.0425 0.0211 0.0984 0.0817 0.0337 0.0394 0.0869 0.0642 0.0668 0.0181 0.0411 0.0484 2009 tCO2/MWh 0.0265 0.0238 0.0405 0.0334 0.046 0.0198 0.0349 0.0477 0.0506 0.0001 0.1247 0.0322 0.035 0.065342 .027 0.0336 0.0199 0.0247 0.0246 2010 tCO2/MWh 0.0179 0.0437 0.0229 0.0584 0.0317 0.1168 0.0197 0.0459 0.0029 0.028 0.0308 0.0195 0.0435 0.0346 0.0783 0.0521 0.153 Fatores de emissão por utilização de combustíveis fósseis em fontes móveis – Escopo 1 / emissões diretas Fatores de Emissão (kgGEE/un.0262 0.0281 0.0208 0.0306 0.00001 Fatores de Emissão (FE) do Sistema Interligado Nacional (SIN) – Escopo 2 / emissões indiretas Ano Unidades 2006 Mês Média Anual Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez tCO2/MWh 0.0301 0.0241 0.0356 0.0324 0.00014 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Kg BEN 2012 2.0245 0.0273 0.0532 0.0522 0.0341 0.062 0.0256 0.036 0.0162 0.028 0.0294 0.) Combustível Unidade Fonte CO2 CH4 N2O Óleo Diesel Litros BEN 2012 2.051275 2011 tCO2/MWh 0.0406 0.0438 0.0369 0.031 0.0774 0.0599 0.0161 0.0195 0.6710 0.0351 0.0323 2007 tCO2/MWh 0.0293 2008 tCO2/MWh 0.0243 0.0322 0.0275 0.

154 APÊNDICE III – CONSUMO E CUSTO MENSAL DE ENERGIA OBTIDO PELO SMART 32 .

155 CONSUMO (kWh) .032.098 2.367.51 30.350 CUSTO (R$) .113 327186 173232 167226 157811 176016 165368 104513 91998 1.468 38.529.349 34.65 .340.762 44.443 2.69 27.076 378.693 1.250 1.606 3.733 2.613 25.191 78.318.349 11448 2219 690 1799 1750 2626 1162 1543 23.22 45.237 315738 171013 166536 156012 174266 162742 103351 90455 1.46 48.650 2.43 TOTAL 13/03 a 12/11 17.363 43.467 2.363.746 2.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Consumo Ponta (kWh) Consumo FPonta (kWh) Consumo Total (kWh) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2746 2467 2387 2098 2443 2250 1337 1621 TOTAL 13/03 a 12/11 17.610 3.620 42.957 343.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Custo Ponta (R$) Custo FPonta (R$) Custo total (R$) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2.583 41.05 42.625 28.061 2.233.042 96.229.413 1.337 1.996.387 2.33 41.96 46.262.095.621 17.

79 22.665.55 19.19 19.83 .537.008 164.878.86 19.873.045.717.58 20.677.981 CUSTO (R$) .ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 8063 9326 9229 9283 9015 7929 8549 8470 12941 11719 11488 10595 10522 11418 12116 14207 21.886 413.54 20.004.27 21.05 TOTAL 13/03 a 12/11 69.156 CONSUMO (kWh) .866 95.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 5242 6063 6000 6111 6055 5638 6021 5965 Consumo FPonta (kWh) 51971 47065 46137 43088 41902 41641 43765 51317 Consumo Total (kWh) 57213 53128 52137 49199 47957 47279 49786 57282 TOTAL 13/03 a 12/11 47.347.905 366.

559.06 1.07 4.530.227.694 10.878.50 1.089.71 4.469.49 1.21 1.10 3.157 CONSUMO (kWh) .18 4.002 CUSTO (R$) .983.247.475 29.995 75.27 2.611 8.14 1.726.014 798 811 817 984 815 910 846 Consumo FPonta (kWh) 10.292.76 3.81 3.381 19.413.797.105 10.70 2.83 1.286.465.62 3.97 2.996.937 9.10 .146.210.34 TOTAL 13/03 a 12/11 10.822 Consumo Total (kWh) 11965 8763 9733 8754 10595 9509 11015 11668 TOTAL 13/03 a 12/11 6.965 8.241.192.09 1.57 2.197.221.922 7.951.31 2.60 1.75 1.58 3.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 1.383.201.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 1.855.007 82.951 7.52 2.

158

APÊNDICE IV – DADOS DE POTÊNCIA E VERIFICAÇÃO DE
ETIQUETAGEM DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DO PRÉDIO
ADMINISTRATIVO.

159

TÉRREO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das
lâmpadas +potência
dos reatores)

Potência
instalada em ar
condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro de
Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Ambulatório

11,12

1,29

9,08

0,14

Impressora, rádio.
bebedouro, bloco autônomo.

Não

-

-

Almoxarifado

10,65

1,10

8,79

0,10

Impressora, rádio, bloco
autônomo.

Não

-

-

Sala
Treinamento

9,24

0,55

7,03

0,09

0,09

-

Datashow, bebedouro,
amplificador, bloco autônomo.
-

Não

Hall PA 1

0,02
-

-

-

1 ar condicionado
2,64 kW

B

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Sim

4 chuveiros

D

Cozinha

Refeitório

37,73

17,48

2,39

3,04

2,64

Não

-

12,31
-

PCS

7,92

0,55

5,28

0,76

Vigilância

2,31

0,18

-

-

Vestiário

24,78

2,67

-

-

Balança de precisão,
refrigerador simples,
refrigerador industrial,
liquidificador, descascador de
batata, triturador, cafeteira,
fritadeira, forno elétrico.
Bebedouro, máquina de suco,
refrigerador industrial, painel
de satisfação, bloco autônomo.
Impressoras, carregador de
bateria de rádio.

Balança, chuveiro, bloco
autônomo.

Sim

Não

160

1º PISO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das lâmpadas
+potência dos reatores)

Potência instalada
em ar condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

-

-

-

1 telefone para
audioconferência

Arquivo

0,28

0,28

-

Sala Reunião 1

5,51

0,18

5,28

Copa

2,56

0,18

-

-

WC Fem 1

0,28

0,03

-

-

WC Masc 1

0,28

0,03

-

-

1 bebedouro, 1
microondas, 1 cafeteira,
1 bloco autônomo.
-

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro
de Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Não

-

-

Sim

1 ar condicionado
5,28kW

B

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

30,79

1,20

Hall PA 1

0,09

0,09

-

-

2 impressoras, 3
modems, 5 switchs, 8
media converter, 2
modem óptico,
1 servidor, 2 swich core,
1 branch repeter,
1
transponder.
-

Não

-

-

Comercial

135,37

9,38

112,54

9,72

11 impressoras

Não

-

-

-

Não

-

-

1,85
CPD/CFTV

22,86

WC Fem 2

0,37

0,37

-

-

WC Masc 2

0,37

0,37

-

-

-

Não

-

-

-

Sim

-

-

Sim

-

-

Não

1 ar condicionado
5,28 Kw
1 ar condicionado
5,28 kW
-

Sala Reunião 2

5,65

0,37

5,28

Sala Reunião 3

5,65

0,37

5,28

Hall PA 2

0,46

0,46

-

B
B
-

38 1 impressora Não - - Não - - - 1 bebedouro.45 RH 2.01 - 0.58 0.58 0. 1 bebedouro.09 5.51 1.50 1.47 17.10 9.94 70. 2 impressoras Meio Ambiente 2.29 0.19 - - Vestiário PVA 0.52 kW - Classificação - Não - - B - WC Masc 1 0.28 - - - Não Equipamento 1 ar condicionado 3.34 1 frigobar Sala Café 1.37 5.37 0.74 - .28 - - - Não - - Arquivo RH 0.38 kW 1 ar condicionado 3.34 2.46 - 1.28 0.08 1 impressora Não - - Estoque 20. 2 televisores.52 kW - WC Fem 2 0.09 0.18 0.28 - Não 1 ar condicionado 5.28 - Kit Festa 77.18 0.55 - Sala Reunião 2 5.04 0.19 - - - Não - - WC Fem 1 0.64 0.66 17. 1 torradeira.38 1 impressora.14 1 impressora Sim Hall PA 1 0.92 0. 1 telefone para audioconferência Não - - Sala Reunião 1 1.20 0.92 - - - Não - - 0.92 - 0.161 2º PISO Setor Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) (potência das lâmpadas +potência dos reatores) Potência instalada em ar condicionado (kW) Potência instalada em computadores (kW) Outros equipamentos Algum equipamento é etiquetado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem? Equipamento com Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE PVA 11.09 - - - Não - - - Não - - Não - - Não - - Telefonia 5.28 Sala Gerência 4.33 2.40 1.96 0.62 0.66 1 impressora Não - - Comercial 19.16 0.01 1 datashow.52 Circulação Gerência 1.37 - - Hall PA 2 0. 1 cafeteira - 0.37 - - - Não - - Não - Sim Sim B B - WC Masc 2 0. 1 frigobar.37 0.94 1.37 0.37 3.28 0. 1 frigobar.

162 APÊNDICE V – TABELA DE PONTUAÇÃO PARA O ÍNDICE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO AMBIENTE .

163 APÊNDICE VI – QUESTIONÁRIO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO .

Estamos realizando uma pesquisa sobre o uso energético deste Terminal Portuário. PERFIL DO COLABORADOR A) Idade: ( ) Até 20 anos ( ) 21 a 30 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) Mais de 41 anos B) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino C) Escolaridade: ( ) Fundamental ( ) Médio Incompleto .164 Universidade do Vale do Itajaí CTTMar – Engenharia Ambiental Prezado(a) Colaborador. A análise cuidadosa das características quantitativas e qualitativas pode melhor definir o perfil do ambiente que trabalhamos. visando identificar os usos da energia e formas de melhorar o desempenho energético. Portanto. sua contribuição é muito importante.

o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? ( ) 8 às 10h ( ) 10 às 13h ( ) 13 às 16h ( )16 às 18h . quanto a iluminação Artificial (lâmpadas) do setor: Esta é: ( ) excessiva ( ) regular ( ) insatisfatória No que se refere a localização de lâmpadas. esta é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim 2) Quanto à iluminação natural do setor  A iluminação natural produz ofuscamento (raios solares atingem o ambiente interno refletindo nos olhos dos funcionários)? (  ) sim ( ) não Em caso afirmativo.165 ( ) Médio ( ) Superior Incompleto ( ) Superior ( ) Pós Graduação D) Tempo em que trabalha na empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) 1 a 2 anos ( ) 2 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) Mais de 10 anos E) Setor/Área em que trabalha: *Térreo ( ) Ambulatório ( ) Almoxarifado ( ) Cozinha/Refeitório ( ) PCS ( ) Vigilância ( ) Vestiário *1º piso ( ) CPD/CFTV ( ) Comercial ( ) *2º piso ( ) PVA ( ) Kit Festa ( ) Estoque ( ) Gerência ( ) RH ( ) Meio Ambiente ( ) Comercial AVALIAÇÃO DO USO E CONSUMO DE ENERGIA 1) Na sua opinião.

166 3) Quanto à integração luz natural e artificial no setor  Na sua opinião. com as portas e janelas abertas é: ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória 5) Quanto à ventilação mecânica do setor (ar condicionado. as janelas possuem tamanho adequado em relação a área da sala? (  ) não O local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? (  ) sim ( ) sim ( ) não Você considera que o seu equipamento de trabalho está localizado no local adequado da sala? (  ) não Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? (  ) sim ( ) sim ( ) não Caso positivo. este foi devido à insuficiência de conforto visual? ( ) sim ( ) não 4) Quanto à ventilação natural do setor  O corredor que dá acesso à sala é aberto para ambientes externos? (  ) sim ( ) não A ventilação natural dentro da sala. ventilador)  Há ventilação mecânica? (  ) não A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: (  ) sim ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória A localização de ventilador ou ar condicionado é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim .

ventiladores.167 6) Quanto à setorização do setor (divisão e localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? (  ) sim ( ) não A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: (  ) adequada ( ) regular ( ) ruim Você acredita que a instalação de sistemas de controles pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. o ventilador e ar condicionado são desligados? ( ) sim ( ) não 8) Importância do gerenciamento de energia  Na sua opinião o gerenciamento da energia é algo importante para a empresa? ( ) sim ( ) não  Caso sua respondeu sim na questão anterior: Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________  Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema “Energia/Consumo de Energia” na empresa em que trabalha? . economizando energia elétrica? ( ) sim ( ) não 7) Aspectos comportamentais dos colaboradores  Quando saem para o almoço. desliga o computador? (  ) não Você deixa a luz acesa quando sai de um ambiente? (  ) sim ( ) sim ( ) não Quando a ventilação natural é satisfatória. ar condicionado)  Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas.

168 ( ) sim ( ) não  Com relação à questão anterior. você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? ( ) sim ( ) não APÊNDICE VII – CARTILHA DO SGE PARA CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS .

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