UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Ac: Thayrine Andressa Pereira Leite

Orientador: Camila Burigo Marin, MSc.
Co-orientador: Marcus Polette, Dr.

Itajaí, novembro/2013

UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Thayrine Andressa Pereira Leite

Monografia apresentada à banca
examinadora do Trabalho de
Conclusão de Curso de Engenharia
Ambiental como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do
grau de Engenheiro Ambiental.

Itajaí, novembro/2013

3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai Osmar (in memorian) e à minha avó Maria Isabel (in
memorian) que não estiveram fisicamente presente ao meu lado durante esta caminhada,
mas que sempre foram minha força para a concretização deste sonho.
Ao meu avô Nilton Pereira (in memorian) que me acompanhou em grande parte desta
trajetória e que sonhou tanto com este momento, assim como eu, mas que partiu cedo
demais.

A Engenheira Ambiental Michele Machado Yokoyama e aos funcionários do terminal em que realizei este trabalho. que sempre me encorajou nos momentos difíceis desta caminhada e esteve sempre ao meu lado quando precisei. meu namorado Marcos. pelo grande ensinamento. A minha avó Edi. A todos os meus familiares: avós. Aos meus pais Valéria e Valdecir. Ao professor e co-orientador Marcus Polette pelo apoio e pelos ensinamentos ao longo deste trabalho. que é meu bem tão precioso neste mundo. incentivo e por despertar em mim o interesse pelas questões energéticas. pela oportunidade que me foi dada. e que foram meu auxílio e companhia em tantos momentos de minha vida. . pelas palavras de conforto principalmente nos momentos mais difíceis e por sempre terem acreditado no meu potencial. tios e primos. por ser meu refúgio durante esta caminhada e por me dar a inteligência e a paciência necessárias para concluir com êxito este desafio. Aos amigos que fiz ao longo destes cinco anos. Ao meu companheiro. pelo auxílio e amizade ao longo do estágio realizado.4 AGRADECIMENTOS A Deus. por ter sempre me colocado em suas orações e por tudo o que até hoje fez por mim. por tudo o que sou. que me acompanharam nesta trajetória. pelo amor e apoio incondicional que sempre me deram. por terem dividido comigo momentos que jamais esquecerei. primeiramente pela vida. À professora e orientadora Camila Burigo Marin. por ter sido sempre este anjo de Deus em meu caminho.

5 “Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades. lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.” Charles Chaplin .

04% como não renovável. Porém. a sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões energéticas. A busca por fontes renováveis e alternativas de energia e o gerenciamento do consumo energético tem sido estratégias eficazes para minimizar estes impactos e reduzir custos nas empresas.96% da energia consumida é elétrica. a partir da avaliação do consumo de energia e caracterização da matriz energética em uma abordagem global. foram obtidos os dados de consumo de energia registrados por medidores conectados a um software de gerenciamento de energia. o que reduziria 8% das emissões e custos. Neste sentido. de modo que nas últimas décadas levou o governo. O levantamento de dados detalhados possibilitou verificar oportunidades de melhoria nas instalações do Prédio Administrativo. se propôs a substituição de óleo diesel comum por biodiesel. a utilização de recursos não renováveis vem gerando inúmeros impactos ambientais. em cada área do terminal. verificou-se que as empilhadeiras movidas a óleo diesel são responsáveis por 59. para que utilizem racionalmente a energia elétrica.96% de fonte renovável e 32. Com relação às emissões de gases de efeito estufa. verificou-se a necessidade de conscientização dos funcionários.6 RESUMO A energia é um dos principais constituintes da sociedade moderna. por área e detalhada. 27.58% de GLP. Além das adequações propostas. Palavras-chaves: Gestão energética. Na abordagem energética por área. já que foram identificados desperdícios de energia em contribuição da má utilização de equipamentos.46% proveniente de óleo diesel e 4. com base na metodologia de planejamento definida pela NBR ISO 50001:2011. Já na abordagem energética detalhada. planejamento. economia de energia. foi verificado que os valores de consumo registrados pelo software não são medidos em sua totalidade. o que caracterizou a matriz energética do terminal como sendo 67. foram obtidos os dados de instalações. O diagnóstico energético realizado permitiu identificar na abordagem global que 67. sistemas. processos e pessoal trabalhando pela organização que significativamente afetem o uso e o consumo de energia desta área. De acordo com os dados. Como medida de melhoria. tomando como linha de base os dados do ano de 2012. o presente trabalho realizou o diagnóstico energético de um terminal portuário localizado em Itajaí-SC.9% das emissões. o que demonstra a necessidade de adequação do sistema. . equipamentos. como adequações nos acabamentos internos da edificação e aquisição de equipamentos mais eficientes para a redução do consumo de energia. e ao longo da história as fontes energéticas têm sido à base do desenvolvimento da humanidade.

96% of renewable and non-renewable as 32. Keywords: Energy management. On energetic approach detailed informations were obtained from facilities. According to the informations. 27. In verification of energy area.96% of the energy consumed is electric.46% from diesel oil and 4.04%. However. It was possible to verify improvement opportunities in the Administration Building. like adjustments to the interior finishes of the building and the purchase of more efficient equipment. taking as baseline data for the year 2012. which reduce emissions 8% and also reduce costs. it was found that consumption values recorded by the software are not measured at all. it was found that the diesel powered forklift trucks are responsible for 59.58% from LPG which characterized the energy matrix of the terminal as 67. planning. so that they use electricity rationally since been identified waste energy resulting from improper use of equipment. . and throughout history the energy sources have been the basis for development of humanity. As a way of improving proposed the replacement of diesel oil for biodiesel. the use of non-renewable resources has generated numerous environmental impacts. In this sense. there is a need for awareness of employees. was obtained energy consumption registered by meter connected to a software power management in each area of the terminal. energy saving. equipment. this work constitutes the diagnostic performance of a port terminal located in Itajaí-SC. systems. which demonstrates the needs to adequate the system. detailed and per area verification. so that in recent decades has become a growing global concern with these. The search for renewable and alternative energy and energy management has been effective strategies to minimize these impacts and reduce costs in business. which aim at improving the energy performance of the building and therefore allow reducing energy consumption. based on the evaluation of energy consumption and characterization of the energy of the whole terminal in a global. based planning methodology defined by ISO 50001:2011. In addition to the proposed adjustments.9% of emissions. leading the government.7 ABSTRACT Energy is a major constituent of modern society. About the emissions of greenhouse gases. society and especially companies to adopt a new stance on energy issues. The energy diagnosis has allowed to identify that 67. processes and personnel working for the organization that significantly affect the use and consumption of energy in this area.

.8 SUMÁRIO 1 Introdução........................................... 32 2................................................................................................................. 44 3.......................1 2..... 18 1. 20 1................................................................................................1 Energia e recursos energéticos ....................................................1...2 Recursos Energéticos Renováveis ............................................. 34 Metodologia ...............1..........................6 Política Brasileira de Eficiência Energética............................................................................................. 20 Fundamentação Teórica ...............................3 Matriz energética brasileira ..............................................................................................1 Coleta de dados ..... 30 2.........1.............................1.......................................................................................................................................................................................................................................1 Geral ..............1 3 GHG Protocol.............................................1 Uso e consumo de energia .................................1 2 Objetivos ......2 Matriz energética mundial ........ 42 3....................................4 Energia e emissões de GEE ................ 21 2...............................2 Específicos..........................................................6............................................. 21 2........................1 Recursos Energéticos Não Renováveis ............... 33 2........................................ 27 2...................................................4....................................... 19 1...............................................5 Políticas de eficiência energética .................. 31 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 ... 44 .. 25 2.............................................1.................. 24 2................................................................ 32 Gestão de energia nas organizações......5............ 21 2..1 2....................

..................3............................... 120 4. 68 4.........................1...8.................3..... 76 4........ 58 3............1.............................9 4 3....5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia .........1.................3..............6 Objetivos energéticos ............................. 91 4................ 62 4. 70 4..................3.... 62 4................1..........................................................................2 Identificação de requisitos legais ....... 121 4.....................1...............................8.......................1..........1 Análise do Uso e Consumo de Energia ......3.......... 60 4...............3 GLP.....................1...3............................... 58 Resultados e discussão .......................... 81 4...2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria .........................................................1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados.3 Definição de indicadores de desempenho energético ...................1...................... 59 4...................2 Linha de base energética.....8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo .............................. 92 4...... 121 4........3 Revisão energética ........8.............................................6 Quantificação de emissões de GEE ......................7 Abordagem Energética por Área ................................................. 62 4....................3.......1....3 Diagnóstico da percepção dos funcionários ............. 73 4.......................................3.........3.............3.......1 Requisitos gerais da NBR ISO 50001:2011 ...........................1. 91 4..............3.............................1............................................... 77 4.2 Óleo diesel ...........................................4 Planos de ação ............................... 59 4............................................................................................................................................ 125 ............................................................................. 57 3................2 Diagnóstico das características do ambiente .............................................4 Linha de base energética....................5 Indicadores de desempenho energético ..3...1 Energia Elétrica ...................3.................................................... 103 4...................................................4 Caracterização da Matriz Energética....

...................................................................................... 149 . 127 Recomendações para trabalhos futuros ............................................................ 139 5........................... 141 Referências .................................... 143 Apêndices .........................................................................1 6 Planos de ação ......................................................................................7 5 Considerações finais .........................................................................................10 4.......................................

..71 .....Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON..................35 Figura 7 .............. ................ ..........................................39 Figura 10 .................. utilizada para movimentação de containers........... em reais........... .....Etapas do diagnóstico energético..........................................38 Figura 9 ................ movida a óleo diesel...............................................49 Figura 13 ........................Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 ..... Figura 8 .........................................36 ..........63 Figura 16 .........................67 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC................................................................Empilhadeira de grande porte......66 Figura 20 ........... .....................47 Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32................................................... ............................... em MWh............................................Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008..................................................... Armazéns I e II e Prédio Administrativo............................... .........69 Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012... utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II)... movida a óleo diesel............Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012..Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base.. ................................................................. ..........Esquema da Gestão de Energia... ...........27 Figura 3 .................................................................. .......11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ..............................34 Figura 6 .................................................... ............................................................ ... ....................................... .............. ............................................................................................68 Figura 23 ......Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011..............................................................Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo.................. ........................60 Figura 15 ...............................................................................................................66 Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC..........51 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário........................................................28 Figura 4 .....................................65 Figura 19 .........70 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha..............................................................ano de desativação das câmaras frias... Reach Staker. registrado pela CELESC..........Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011.................64 Figura 18 .....................43 Figura 11 ....Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial................................Empilhadeira modelo Maclift......... ..................................................... ........Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012.......................................68 Figura 24 ......... 26 Figura 2 .....Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho...................64 Figura 17 .....................................................Matriz Energética Mundial em 2008.... .Diagrama conceitual do processo de planejamento......Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC.......................29 Figura 5 ....Empilhadeira elétrica de pequeno porte............ .......................... .................................................. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers.........................................................................Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE..

.........................................83 Figura 37 .....................Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas.................... com base na quantidade consumida no ano de 2012...................................86 Figura 41 . ............Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos. no ano de 2012.............74 Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável............................................Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta...........73 Figura 30 .......................................................80 Figura 34 .............. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.............................75 Figura 32 ...................... ..................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 ............................................................................................. entre os meses de abril e novembro de 2012..............................................................Custo total do terminal portuário com energia elétrica..........................................................................................85 Figura 39 ....................Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON...........................................................................72 Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário.......... em tep...82 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012..................................................................... entre os meses de abril e novembro de 2012........................... de acordo com o software Smart 32.............94 ...........81 Figura 35 .................................................... ................................Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO 2e) no terminal portuário..........................Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.. no ano de 2012............................................................86 Figura 40 .......................................................... em MWh............................................................ .......................................................89 Figura 46 .............. ......................... entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.......84 Figura 38 .......................71 Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias......................Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012.................. .................................................... ....................................88 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.............87 Figura 42 ......................Consumo de energia elétrica.......................................................................................................88 Figura 44 ..... ............................................................................ ............................................. ................................. .. ......... ..................76 Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global............. ..............................Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta..Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas............. .......................Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida...................................Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo............12 Figura 27 ................................................ .......................................... registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.................87 Figura 43 .Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON........................ óleo diesel e GLP no ano de 2012.....

..................................................................................................Setores do 1º piso do Prédio Administrativo.........................................................................................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 ..................................... ..................................................................115 Figura 64 ..................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo......100 Figura 50 ..............116 Figura 66 .....106 Figura 54 .107 Figura 55 ...129 Figura 68 ...................115 Figura 65 .....................Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.................................................................112 Figura 61 ....................................................................Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente..............Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham....................................................................................116 Figura 67 .........Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo.......98 Figura 49 .................. ..................................... ..........................................................................................................................Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente........................Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação.........................111 Figura 59 ........................................................................ .................................................................... propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos.....................................136 ....................... ..........................Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente.............................................................96 Figura 48 ..............108 Figura 56 .................................. ..................... ......................109 Figura 57 .........................Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa......................................110 Figura 58 ......................................................Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”............113 Figura 62 ....... .......... .................. ......................131 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento... ... ....................................................Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham...... ...Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham........................Setores no 2º piso do Prédio Administrativo..................................................... ............................................ ..Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia... ....................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham..........Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham...............................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo... .............................111 Figura 60 .............114 Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia.............................................. .................13 Figura 47 ......................................................................Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413 ....................................................105 Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham....104 Figura 52 .............Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia............................. ............................................................. com base nas características do ambiente de cada um...............103 Figura 51 ...................................... ............................Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente.......................

.......................................................................................................................................................................................... 132 ................................ Quadro 5 – Critérios de determinação de significância.............................................. – Parte 2..Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço....................Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2.............................. 132 Quadro 13 .............................................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente.......Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1.................................................Recursos energéticos não renováveis – Parte 1................. Quadro 6 – Índice de significância.......................Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta........................Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta................................................. 126 Quadro 12 ............................................. Erro! Indicador não definido...................... 22 Quadro 2.......... Erro! Indicador não definido...........14 LISTA DE QUADROS Quadro 1 ........................................................................ 118 Quadro 10 ................................. Erro! Indicador não definido...................................52 Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa..... 114 Quadro 9 ..................... Quadro 3 ..................................................Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.................. Recursos Energéticos não renováveis............................................................................ Quadro 4 .. 119 Quadro 11 ........................ Erro! Indicador não definido........... 46 Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo...............

.........................................Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE......Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada........Abordagem por Área...................................... 69 Tabela 14 .........48 Tabela 3 ..................................... .Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias................. ............... 79 Tabela 21 ................................. 80 Tabela 22 ....Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário..............Abordagem Detalhada......... utilizadas no setor TECON..................................................... ............................................................................. 55 Tabela 9 .. 50 Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas.......Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 .....................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente....... 56 Tabela 10 ............................. .. ............................................................................................................Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 ................................... ......................................15 LISTA DE TABELAS Tabela 1 ................. de 2006 a 2012.........................................Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC...... 78 Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário....................................... 95 Tabela 25 ............ tendo como base o GHG Protocol..............Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas...........................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente...................................................... 99 .................................................Índices de reflexão média das cores (refletância)........Usos de energia no terminal portuário................... 74 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global. ...... ................................................................... 79 Tabela 20 ........... conforme sua área (a) em relação à parede.............. 54 Tabela 6 .... 78 Tabela 19............... 53 Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela......................Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.................................................................. .................................................. 45 Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 ................... ..................................................................................................... .......... ................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente............ ....................................... .............................. ...... 56 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE............................................. 61 Tabela 12 ......................................... Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012........................... 54 Tabela 7 ...... 97 Tabela 26 .......... 55 Tabela 8 ...Abordagem Global... 77 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol....................... 72 Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep)... ........................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes..Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413................... ................ ........... ........... do teto e do piso............ ..........Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário............................................. 62 Tabela 13 ......................... ..... ................................................... 90 Tabela 23 .................................. 93 Tabela 24 ...... .... no ano de 2012....................... ........................

16

Tabela 27 - Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h, 12:30h,
15h e 19:30h no Prédio Administrativo. ...................................................................................... 117
Tabela 28 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do
Prédio Administrativo. ................................................................................................................. 124
Tabela 29 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 124
Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 125
Tabela 31 - Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel, tomando como base os
dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012..................................................................... 128
Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.
..................................................................................................................................................... 134
Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural
nos ambientes do Prédio Administrativo. .................................................................................... 135

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LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AEE – Ações de Eficiência Energética
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BEN – Balanço Energético Nacional
FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina
GEE – Gases do Efeito Estufa
GHG – Greenhouse Gases
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IDE – Indicador de Desempenho Energético
IEEA – Índice de Eficiência Energética
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PA – Prédio Administrativo
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
PCS – Planejamento e Controle de Serviço
PVA – Posto de Vigilância Agropecuária
SGE – Sistema de Gestão de Energia
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
TECON – Terminal de Contêineres

18

1 INTRODUÇÃO

As fontes energéticas tem sido ao longo da história, a base do desenvolvimento da
sociedade. Nos primórdios da civilização a energia tinha seu custo zero e era obtida a partir
de lenha, basicamente para o aquecimento humano e para as atividades domésticas, como
cozinhar, por exemplo (GOLDEMBERG, 2010). De acordo com Burattini (2008), à medida
que o homem evoluía, o modo com qual o se relacionava com a energia foi transformandose, sempre em direção a um maior conforto e eficiência, seja da pedra lascada à máquina a
vapor. A partir daí, embora as necessidades fossem as mesmas, as transformações
energéticas passaram a ser mais complexas e consequentemente as fontes de energia se
modificaram.
O desenvolvimento da humanidade implicou no crescimento da demanda por
geração de energia e consequentemente no aumento das emissões de gases poluentes
através de atividades industriais, meios de transportes e demais atividades (GUADAGNINI,
2006). Tais características decorrem do padrão de produção e consumo iniciado nos últimos
dois séculos, em que a prosperidade do mundo industrializado foi sustentada pelos
combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás (WALISIEWICZ, 2008).
O sistema de produção e consumo atual, fundamentado em fontes fósseis, acaba por
colocar em risco os recursos naturais do planeta. O crescente consumo energético
observado a partir da intensificação da atividade industrial e o impacto ambiental em
consequência da utilização de energias não renováveis no mundo levaram o governo, a
sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões
energéticas (TACHIZAWA, 2006). Donaire (1999) afirma que as empresas que eram vistas
apenas como instituições com responsabilidades econômicas, ou seja, se preocupavam
estritamente com o que produzir, como produzir e para quem produzir, têm assumido novos
papeis como resposta aos impactos que no ambiente operam.
No âmbito geral, sob o ponto de vista econômico, a gestão ambiental tem se tornado
cada vez mais um importante instrumento gerencial para a capacitação e criação de
competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento. Estudos realizados
pelo SEBRAE, CNI e BNDE revelam que metade das empresas pesquisadas realizou
investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas
microempresas (TACHIZAWA, 2006).
Dados de uma pesquisa realizada pela FIESC (2011) indicam que parte significativa
das indústrias está desenvolvendo ações internas visando a conservação e o uso racional
de energia, com metas definidas para otimizar a utilização dos insumos energéticos. Esta
realidade sinaliza a preocupação e o interesse das empresas em incorporar programas de

a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. A partir deste panorama. a fim de contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o tema de energia e a conscientização da importância de se trabalhar a favor da sustentabilidade. A partir do planejamento de um Sistema de Gestão de Energia. o que atualmente configura-se como tendência no mundo e especialmente no Brasil. 1. e a partir deste conhecimento. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. No âmbito geral. o que consequentemente estimula o meio acadêmico a desenvolver pesquisas mais detalhadas sobre a gestão de energia e consequentemente da avaliação das atuais matrizes energéticas adotadas pelas empresas. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. o presente trabalho visa tornar evidente a importância de se buscar a constante melhoria do nível de desempenho energético de uma organização. 2013). a maior parte da eficiência energética de grandes empresas é alcançado através de “mudanças na forma como a energia é gerenciada”. Além disto. a inserção de fontes de energia alternativas e renováveis na matriz energética organizacional. além da redução do consumo e de custos. 2007). De acordo com a SGS (2013). pode-se se estabelecer medidas de melhoria para um gerenciamento energético (SGS. Além disto. tomando como base os preceitos da NBR ISO 50001:2011. A avaliação da matriz energética possibilitará então discutir a necessidade de introdução de recursos mais eficientes e o uso de fontes renováveis de energia. A partir da contextualização do tema é possível identificar o problema de pesquisa deste trabalho. forma-se a seguinte pergunta de pesquisa deste trabalho: porque e como planejar a gestão de energia em uma organização? Os benefícios de se planejar a gestão energética em uma organização estão intimamente ligados a melhorias gerais na qualidade e/ou na produtividade das suas operações. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. 2007). o qual consiste na necessidade inicial de se planejar o gerenciamento energético de uma empresa a partir de uma metodologia que viabilize a diagnosticar métodos de redução de consumo de energia e elaboração de planos de ação com medidas de melhoria que visem.19 eficiência energética em suas atividades.1 OBJETIVOS . e a NBR ISO 50001:2011 auxilia na identificação destas potenciais melhorias. é possível compreender a forma com a qual a energia é utilizada em determinada organização.

1.1.  Propor ações que possibilitem a melhoria do desempenho energético do terminal portuário.20 1. . 1.  Verificar possibilidades de alterações ou melhorias na matriz energética da empresa no sentido de reduzir as emissões de CO2.  Identificar as áreas de uso significativo de energia do terminal portuário.1 Geral Realizar o diagnóstico energético em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC através da aplicação da NBR ISO 50001:2011.2  Específicos Caracterizar a matriz energética e avaliar o uso e consumo de energia do terminal portuário.  Analisar a percepção dos funcionários da empresa quanto ao uso e consumo de energia.

energia elétrica. o vento é a transformação da energia térmica em cinética. Já as fontes de energias não renováveis são aquelas as quais suas reposições naturais levam muitos séculos ou milênios para ocorrer. Segundo Burattini (2008). energia nuclear. atividade) pode ser amplamente definido como “a capacidade de produzir transformações num sistema”. e até mesmo uma árvore queimando é a transformação da energia química em térmica. energia térmica. . ou seja. em processos naturais (como o petróleo bruto e o carvão. as fontes de energia primárias são aquelas que provêm da natureza na sua forma direta. 2010). energia magnética e energia elástica (GOLDEMBERG. todos os processos que observamos na natureza nos mostram que a energia está sempre em transformação: o crescimento de uma planta demonstra a energia de radiação do Sol sendo transformada em energia química por meio da formação de células vegetais.1. já que sua utilização implica em processos irreversíveis e produz resíduos prejudiciais ao meio ambiente. Pode-se dizer que são consideradas fontes de energia renováveis aquelas na qual seu uso pela humanidade não causa uma variação significativa nos seus potenciais e se suas reposições a curto prazo são relativamente certas. Oliveira & Guerra (2010). e sua reposição artificial é absolutamente inexequível (JANUZZI & SWICHER. energia química. Essa capacidade pode envolver transformações mecânicas. al (2012). energia mecânica. são consideradas como fontes não renováveis a energia nuclear e a dos combustíveis fósseis. podendo se manifestar de diversas formas. dentre todas os recursos energéticos.21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Recursos Energéticos Não Renováveis Segundo Galdino et.físicas. as fontes de energia podem ser classificadas como fontes primárias ou secundárias. químicas e biológicas. De acordo com Abreu. quando recebidas pelo usuário final nos diferentes setores. ou como fontes renováveis ou não renováveis (JANUZZI & SWICHER. por exemplo) e as secundárias aquelas que passam por algum tipo de transformação até serem utilizadas na forma de energia final. tais como para o petróleo.1 ENERGIA E RECURSOS ENERGÉTICOS O conceito de Energia (do grego enérgeia. 2. 1997). De modo geral. como por exemplo: energia de radiação. 1997).

a energia proveniente de fontes não renováveis foi amplamente utilizada a partir da era industrial. 2012). Nos quadros 1 e 2 será apresentada uma descrição resumida dos principais recursos energéticos não renováveis. O aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico tem levado muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média terrestre esteja relacionado a este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera. 2003). carvão e gás natural (HINRICHS & KLEINBACH.. enorme refino. 2003). 2011). Fonte: Autora. bem como suas vantagens e desvantagens.22 De modo geral.Recursos energéticos não renováveis – Parte 1. Quadro 1 . A energia nuclear por sua vez. a enorme dependência destas fontes no mundo tem ocasionado. sendo combustíveis fósseis. o do Efeito Estufa. (BRASIL. Possui uma plástico (SALVADOR & - associado BATISTA à & . al. MARQUES. 2003). al. a base da economia produtiva mundial de OLIVEIRA. como: a gasolina. principalmente com o uso de combustíveis fósseis. graças ao seu reduzido fator de emissão de gases do efeito estufa. De acordo com Silva et. a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. emissão de Gases sedimentares. dá origem a exploração encontrado nos poros das camadas inúmeros produtos a partir de seu vazamentos. além da preocupação permanente com seu esgotamento. DANTAS & BRANDÃO. como: petróleo e derivados. 2013). Esta modalidade energética teve sua expansão a partir da década de 1970 como uma resposta dos países mais desenvolvidos ao choque do petróleo (CASTRO. Recurso energético não renovável Vantagens Desvantagens Petróleo e seus derivados: Formado a Possui um rendimento calorífico Esgotamento de suas reservas. o GLP. partir da decomposição da matéria energético superior aos demais risco de acidentes durante sua orgânica ao longo do tempo. já que constitui óleo diesel bem como vários tipos (SIQUEIRA. Estes gases foram denominados genericamente como “gases de efeito estufa” e passaram a ser conhecidos mundialmente pela sigla GHG ou “Greenhouse Gases” (SILVA et. (2003). surgiu como uma importante opção energética frente à utilização de combustíveis fósseis. como CO2 importância geopolítica.

Fonte: Autora. podem ser instaladas operação geração de eletricidade em próximas centros incertezas no gerenciamento de nucleares. emissão de material (2008) apud ANEEL (2010). com Emissão de GEE como CO2.. 2010). Gás natural: É uma mistura de Combustão mais limpa. Segundo o IEA sua queima. Urânio: A fissão do átomo de urânio é a Ocupam principal técnica empregada para a pequenas. usina nuclear. alto Sua decomposição poder calorífico (HINRICHS et al. que se decompõe.. vento. 2011). possui a viabilidade a ambientais de mineração. 2010. xisto). em usinas de Nitrogênio. altos custos para exploração de petróleo. termicamente. DANTAS & BRANDÃO. termelétricas (MMA. usa utilização de seus rejeitos como grandes quantidades de água finos de xisto. resfriamento. ou na geração de eletricidade. (ANEEL. estado gasoso à temperatura ambiente e sob pressão atmosférica. sua exploração contaminação betume. o não seu oferecem Risco de acidentes durante a da (CASTRO. degradação 2010). pela mineração. (chuva. 2013). Xisto: Denominado como folhelho Configura-se como uma fonte não Impactos ambientais causados oleígeno. possui menor custo que a a subterrâneas. usinas áreas relativamente aos fatores climáticos etc. 2013). o outros. 2013). o carvão particulado mineral é fonte para geração de energia BURATTINI. É usada em mais de 400 consumidores e não dependem resíduos. elétrica mais utilizada no mundo (41% da produção total). 2008). emissão de Gases do da matéria orgânica vegetal que se acumulou no fundo de pântanos durante o Desvantagens extração provoca a áreas de das carbonífero Efeito Estufa (GEE) a partir de (HINRICHS et al. (SANTOS & efluentes MATAI. o xisto possui um material convencional. diversificando técnica líquidos para (águas a de mitigação de dos águas impactos .) para funcionamento. pode substituir o diesel. necessita de um sistema óleo combustível ou o carvão em de utilizações comerciais. alto custo associado centrais nucleares em todo o mundo de aos investimentos em segurança (ELETROBRAS. xisto retortado e os para sua exploração. hidrocarbonetos leves que permanecem menor contribuição de emissões Óxidos no de CO2. produzindo óleo e gás. mineração. 2010). risco de escassez a médio prazo (ELETROBRAS. industriais refrigerante é geralmente a água.23 Quadro 2 . recurso cujo entre fluido natural (MMA. Recurso energético não renovável Vantagens Carvão mineral: Formado a partir da Custo relativamente baixo. o que implica no grande uso pode ser utilizado na geração de deste eletricidade 2013).Recursos energéticos não renováveis – Parte 2. alto potencial de orgânico denominado querogênio ou matriz energética.

citando as principais vantagens e desvantagens associadas à utilização de cada um.. Quadro 3 .24 2. . Recurso energético renovável Vantagens Água (energia hidráulica): Aproveitam Baixo a energia. hídricos para geração de Energia. com o maior crescimento na economia sobre a velocidade e o regime emprego de turbinas eólicas. as marés e oceanos (energia maremotriz e energia das ondas). 2008).Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1. os quais são considerados fontes não renováveis de energia e causam maior impacto ambiental. Em longo prazo as fontes renováveis. 2010. a matéria orgânica (biomassa). segundo Walisiewicz (2008) pode-se citar alguns recursos naturais utilizados na obtenção de energia renovável: o Sol (energia solar). barreiras à migração facilidade 1978). Os quadros 3 e 4 apresentam uma breve explicação sobre estes recursos. Brasil é a principal fonte de geração de Brasil. barragem. dos alteração peixes. 2011). Fonte: Autora. 2010). poluição sonora e geração substitui poluição trabalhos de eletricidade. 2010). os rios e correntes de água doce (energia hidráulica). embora seu crescimento esteja ocorrendo aos poucos no âmbito mundial (WALISIEWICZ. de assoreamento a montante da (MAGALHÃES. DANTAS & BRANDÃO. al. morte de (GOLDEMBERG. 2003). Vento (energia eólica): seu É um dos segmentos do mercado requer trabalhos sistemáticos aproveitamento ocorre por meio da de com de coleta e análise de dados conversão da energia do vento. aproveitamento Energia potencial dos recursos custo de Desvantagens geração de Alagamento para construção de disponibilidade de barragens. de ventos.1. 2013). o vento (energia eólica). al. com fósseis pássaros estética. os recursos energéticos renováveis irão complementar cada vez mais os combustíveis fósseis e a energia nuclear. energias renováveis despesas combustíveis (GOLDEMBERG. poderão – teoricamente – suplantar as fontes convencionais de energia. 2010). energia elétrica (GOLDEMBERG. De modo geral. no recursos.2 Recursos Energéticos Renováveis Nos próximos anos. mecânicos ou para como bombeamento d’água (ANEEL. principalmente no Regimes dos rios a jusante. HINRICHS et. remoção populações de locais (GOLDEMBERG (2007) nos apud & LUCON CASTRO. para a mundial (SILVA et.

resíduos al. 2010). Fonte: Autora. Recurso energético renovável Vantagens Sol (energia solar): dentre os vários Energia inesgotável. produção de energia elétrica) ou na controle produção (BURATTINI. Energia das ondas: a energia cinética Energia das ondas. & THURMAN. de biocombustíveis nos níveis de de CO2. .. Utilização de grandes áreas bioenergia (para aquecimento ou para redução para a plantação (HINRICHS et. Condições 2011). 2008. ser utilizadas para mover turbinas. 2008). GOLDEMBERG. correntes e marés podem grandes áreas litorâneas podem interferir. 2008. fonte direta Alto processos de confecção energia de solar. climáticas podem conversores & THURMAN. energia PEREIRA. Biomassa: pode ser utilizada como Baixo custo. e a geração fotovoltaica de energia elétrica (ANEEL.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. este ser utilizadas (BURATTINI. 2010). Desvantagens de 2008. relativamente limpa. (TRUJILLO devido a vasta área ocupada pelos oceanos (TRUJILLO 2011).25 Quadro 4 . aproveitamento os mais da usados atualmente são o aquecimento de água obtenção (BURATTINI. 2010). gasto de energia dos fotovoltaicos na painéis (BURATTINI. energéticos de baixa eficiência tipo de energia vem ganhando destaque TRUJILLO & THURMAN. 2013). 2011). melhor da terra. (GOLDEMBERG. 2010).

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA. De modo geral. 2010 apud PESSOA. baseada nos combustíveis fósseis. em um comparativo entre os anos de 1980 e 2008. por exemplo. Fonte: (IEA. a prioridade foi para o carvão mineral. 2011) a matriz de energia mundial. 2011) ainda mostram que. no século XIX. De acordo com Filho (2009). o mundo vem utilizando intensamente os combustíveis fósseis para suprir suas demandas de energia. majoritariamente.Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008. não apresentou modificações estruturais significativas quanto à utilização das fontes energéticas. em 2008 as fontes não renováveis de energia representaram 87% do cenário energético mundial contra apenas 13% das fontes renováveis. seguidos do carvão mineral e do gás natural. 2010 apud PESSOA. Figura 1 . seguido das fontes de energia hidráulica (2%). a participação das energias renováveis (figura 1). eólica. . 2011). mesmo que em passos lentos. Dados da IEA (IEA. no século XX para o petróleo e derivados e no século atual ainda se utilizam como suprimento energético principal o petróleo e derivados. solar e geotérmica (1%) (figura 2). 2010 apud PESSOA. também é possível verificar que dentre as fontes renováveis os combustíveis renováveis são os que têm maior representatividade (10%). de modo que a oferta de energia mundial continua.2 MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Desde a revolução industrial. embora venha crescendo nos últimos anos.26 2.

Este cenário leva ao crescimento da produção de bens e consequentemente. aumenta a parcela da população com acesso à energia e a outros bens. considerando que geradores eólicos já vêm apresentando custos competitivos com as formas tradicionais de geração de energia elétrica. a tendência é que com o desenvolvimento de novas tecnologias.75%. a um maior consumo de energia também. à medida que a economia cresce e o poder aquisitivo melhora. segundo Goldemberg (1997) apud Abreu. 2. pois. Oliveira & Guerra (2010). Segundo Abreu. ocorra também o aumento da eficiência energética. De modo geral. Oliveira & Guerra (2010) há uma tendência de aumento no consumo total de energia nos países em desenvolvimento. Quanto a perspectivas futuras. a European Wind Association prevê que a energia eólica possa produzir 10% da eletricidade mundial até 2020.27 Figura 2 .Matriz Energética Mundial em 2008. Já nos países desenvolvidos. aos poucos começam a ganhar boa representatividade. a um ritmo anual de 27. as novas tecnologias lançadas no mercado mundial. al. no que se diz respeito a fontes renováveis de energia. sofreu modificações importantes quanto à utilização de diferentes fontes . ao contrário do cenário mundial. Segundo Silva et.3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA A matriz de energia nacional. (2003) a capacidade eólica mundial cresceu nos últimos anos. Fonte: IEA (2010) apud PESSOA (2011). em um período de 30 anos (1980 a 2010). que antes não lhes eram acessíveis por falta de poder aquisitivo e infraestrutura.

2011). . De acordo com o Ministério de Minas e Energia. um combustível bem menos poluente que o carvão e o petróleo. A produção de energia a partir da lenha e carvão vegetal passou de 27% para 9. (2003). além de manter uma participação elevada das fontes renováveis. assim como de petróleo e derivados. O aumento da produção de energia através de hidroelétricas também foi notável neste período. Figura 3 . de acordo com as observações realizadas por Silva et al. Pode-se também identificar claramente. conforme observado na figura 3 (MME. isto ocorreu em função das políticas estratégicas de incentivo à agroenergia e hidroeletricidade adotadas na década de 1970. o Brasil também apresentou uma redução significativa na oferta de energia proveniente da lenha e do carvão vegetal.Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011. considerando que em 2010 se atingiu uma participação de 14% desta matriz energética. mas que também possui elevada eficiência energética.6%. um aumento da utilização do gás natural. Neste período. passando de 8% para 18%.28 energéticas. já que a participação dos derivados da cana-de-açúcar cresceu significativamente entre 1980 e 2010. o Brasil apresentou uma matriz energética distinta da correspondente mundial. 2011. que nesta época representava cerca de 80% das necessidades nacionais. as quais tiveram o objetivo de reduzir a dependência do país pelo petróleo importado. É possível notar que os investimentos realizados pelo governo brasileiro em programas de incentivo à agroenergia apresentaram bons resultados. Entre os anos de 1980 e 2011.7%. já que contou com uma grande utilização de fontes energéticas renováveis. Fonte: MME. e de petróleo e derivados de 48% para 38.

pode-se considerar que o país está relativamente mais avançado se analisarmos o comparativo com a Matriz Elétrica Mundial.1%) e o setor de serviços representou 4. entre 2010 e 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira chegou a até 88.enquadram-se como setor de transportes e serviços. Quanto à Matriz Elétrica Brasileira. que se posiciona com uma menor dependência destes energéticos não renováveis e emissores de gases de efeito estufa (MME.9% da energia no país.6% do carvão mineral.8% (figura 4). Figura 4 . A maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de recursos renováveis. o setor que mais consome energia no Brasil atualmente é o setor industrial. a oferta interna de energia foi caracterizada como 44.4% da energia consumida no país. observou-se nos dados do BEN (2012) que o consumo do setor de transportes em 2011 foi o segundo maior dentre os setores observados (30.6% do petróleo e derivados. 2012). Fonte: EPE (2012) apud BEN (2012). 2012).2% renovável e 55. Quando comparado com o valor mundial de 82% de participação dos combustíveis fósseis no mesmo ano. percebe-se a grande vantagem do Brasil.1% do gás natural e 5.29 De modo geral. sendo em 2011 o responsável pelo consumo de 35. Considerando que os terminais portuários – objeto de interesse no presente trabalho . 2012).8% não renovável. De acordo com o Balanço Energético Nacional (MME. sendo 38. A atual participação dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira é de 54. em 2011. . na matriz energética brasileira. 10.3%.Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial. Segundo o Balanço Energético Nacional 2012 (MME.

a matriz energética brasileira é de até 55. Diversas empresas vêm realizando seus inventários de emissões de GEE.259 GtCO2eq. sendo 36% pela utilização de combustíveis fósseis derivados do petróleo. já que a melhoria do desempenho energético pode fornecer benefícios imediatos como a redução de consumo e de custos.064-1. porém elas podem melhorar o modo como gerenciam a energia que utilizam. Outro fator que leva ao maior consumo de energia elétrica e consequentemente ao aumento das emissões de GEE é o crescimento populacional e o aumento da atividade econômica em todo o mundo. . De acordo com o autor. De acordo com Celupi (2012). através da Lei Federal nº 12. apresentou metas voluntárias ambiciosas de redução de emissões de GEE: reduzir entre 36. Visando melhorar este cenário.390/2010.30 2. entretanto isto pode levar tempo”. 2012).187 de 29 de dezembro de 2009. De acordo com dados do BEN (2012). cenários tendenciais de curto e médio prazo indicam que esta parcela deve continuar significativa.1% a 38. 2012). Para o cumprimento das metas estabelecidas em Copenhague. as mais utilizadas no setor industrial a nível mundial são a GHG Protocol e a ISO 14. “é necessário o desenvolvimento e a implementação de tecnologias para as novas fontes energéticas e fontes de energia renováveis. durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.9% de redução de emissões. a fim de que possam estabelecer medidas para a redução de emissões (GHG Protocol. respectivamente (CELUPI. cerca de 60-65% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas à produção. e que posteriormente foi regulamentada pelo Decreto nº 7. As organizações não têm controle sobre os preços de energia ou sobre as políticas governamentais. conversão e consumo de energia. o governo brasileiro. O referido Decreto estimou a linha de base de emissões de gases de efeito estufa (1990) e estabeleceu como meta para 2020 uma redução entre 1. dentre as diversas metodologias que visam padronizar o modo como as empresas devem contabilizar suas emissões. com relação às suas emissões de 1990 (CELUPI. 2013).4 ENERGIA E EMISSÕES DE GEE De acordo com WALTER (2007).168 GtCO2eq e 1. realizada em Copenhague no ano de 2009. contribuindo consequentemente para a redução do esgotamento de recursos energéticos e emissão de GEE.1% e 38. o correspondente aos 36. principalmente pelo fato de que uma importante fração da população mundial ainda não tem acesso aos chamados serviços energéticos. Segundo Hall & Lee (2008).9% das emissões de CO2eq até 2020.8% não renovável. foi instituída no Brasil a Política Nacional sobre Mudança no Clima (PNMC). combustíveis estes que contribuem significativamente com as emissões de GEE.

com caráter modular e flexível. Para que se possa facilitar a organização do inventário e compreender as fontes de emissão. porém ocorrem em fontes que não pertencem ou são controladas pela empresa. por exemplo. os escopos para cálculo das emissões de GEE são divididos em: Escopo 1 – Emissões diretas de GEE: Emissões provenientes de fontes que são controladas ou pertencem à empresa. etc. 2008). tanto para emissões diretas quanto para emissões indiretas (GHG PROTOCOL. divididas em escopos (Brasil et.4. 2008). o qual possui metodologias para cálculo de emissão para fontes comuns a vários setores.. neutralidade política e é baseado em um vasto processo de consulta pública (GHG PROTOCOL. 2013). organizações não governamentais (ONGs). e que pelo menos que estejam em conformidade com as abordagens do GHG Protocol (BRASIL et al.31 2. governo e outras conveniadas ao WRI e ao WBCSD. 2013). através do Programa Brasileiro GHG Protocol. O GHG Protocol apresenta uma estrutura para contabilização de GEE. A aplicação de um modo adaptado ao contexto nacional do GHG Protocol no Brasil teve inicio em 2008. combustão de caldeiras. 2013).1 GHG Protocol O GHG Protocol foi lançado em 1998 e desenvolvido através de uma parceria entre o World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). para identificar.. Escopo 3 .Emissões Indiretas: calcula emissões conseqüentes das atividades da empresa. desde que sejam mais precisos. . Está em conformidade com as normas da ISO (International Organization for Standardization) e com as metodologias de quantificação determinadas pelo IPCC (GHG PROTOCOL. As etapas para a realização da quantificação das emissões de GEE são basicamente: (a) coleta dos dados de atividade segundo cada escopo e seleção dos fatores de emissão e (b) aplicação das metodologias de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol para contabilização das emissões por fontes comuns a quaisquer setores (GHG PROTOCOL. veículos da empresa ou por ela controlados. al. As organizações podem utilizar seus próprios métodos de cálculo de GEE. É a metodologia mais utilizada no mundo por empresas e governos hoje em dia. quantificar e gerenciar suas emissões de GEE. De acordo com o Manual Corporativo do GHG Protocol (2013). 2013). as quais estão divididas em escopos. estas são classificadas em diretas e indiretas. juntamente com outras instituições interessadas como empresas. Escopo 2 – Emissões Indiretas: contabiliza as emissões de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa.

2011). indústria. tanto dos desenvolvidos quanto dos que estão em vias de desenvolvimento.. os quais regulamentam e orientam as organizações para uma gestão sustentável dos recursos energéticos. 2013) eficiência energética pode ser definida pela relação entre a quantidade de energia utilizada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. (ALSSSOP. a promoção da eficiência energética se dá a partir da otimização das transformações. estudiosos. Desde então. a melhoria da eficiência energética tem sido incluída nas agendas políticas de vários países. do transporte e do uso dos recursos energéticos. al. que estão ligados ao tema de eficiência energética e utilização de energias renováveis: Programa Nacional do Álcool (Próalcool). 2. a relação às emissões de gases de efeito estufa. Programas. 2011 apud FROZZA et. produtores e fornecedores de energia. após a primeira crise do petróleo. 2012).32 2. que incentiva a produção e utilização de etanol e . De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA. desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. o que demonstra o reconhecimento da essencialidade do tema sob o ponto de vista mundial. Nos últimos anos. Novos requisitos legais e soluções tecnológicas relacionados com energia e eficiência energética estão sendo introduzidos no mercado global por diferentes partes interessadas. como por exemplo. Decretos.5 POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Segundo Ribeiro (2002). tais como governos. ou seja. No contexto da “melhoria do desenvolvimento econômico e da inovação”. o tema conservação de energia e eficiência energética começou a ser discutido com maior seriedade na década de 1970. foram desenvolvidas algumas estratégias para eficiência energética no Brasil por parte do governo. como a criação de Órgãos.5. Resoluções e incentivos de modo geral. decorrentes da utilização de recursos não renováveis. o conforto e o bem estar da sociedade. a melhoria da eficiência energética foi também um tema muito abordado em diversas reuniões do “G8” e “G20” (APCER BRASIL. o desenvolvimento da tecnologia e da informação. Podem-se citar alguns programas importantes criados no Brasil nos últimos anos. 2011).1 Política Brasileira de Eficiência Energética No Brasil. o conceito de uso eficiente de energia está associado à busca de estratégias ou políticas que minimizem o uso da energia sem conter a produção de bens e serviços. Leis. seja no aspecto de produção ou uso final da energia. organismos de normalização e organizações ambientais (APCER BRASIL. prestadores de serviços.

conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CONPET. é evidente que a gestão simultânea destas duas abordagens proporcionará resultados ainda melhores ao gerenciamento de energia como . Em 2011. conduzido pela Petrobrás (MME. que foi criado para contribuir para a comercialização e utilização de aparelhos com menor consumo de energia. com um aumento percentual da participação das fontes renováveis de energia. com vistas ao acompanhamento de atividades e apoio à tomada de decisões. De um lado. foi aprovado pela Portaria nº 594 o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf (MME. 2013).33 da biomassa na forma de bagaço da cana de açúcar. que apresenta as premissas e diretrizes básicas do tema no contexto nacional. orientando até mesmo a realização de bancos de dados relativos à eficiência energética. Outro programa de grande relevância no Brasil é o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem). Contudo. Através da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) afixada nos produtos. pela oferta. e de outro. O CONPET (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados e Petróleo e do Gás Natural) instituiu também o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). estando os resultados da classificação disponíveis nas páginas eletrônicas do CONPET bem como nas etiquetas afixadas opcionalmente nos veículos (CONPET. etanol ou GNV. é informado ao consumidor no momento da compra. pelo gerenciamento da demanda de energia. 2011). por meio da gestão dos recursos energéticos. o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Os fabricantes que optam por participar do programa têm seus veículos classificados de "A" a "E". com o uso mais eficiente e o consumo racional da mesma. al (2003) mencionam que a minimização dos impactos ambientais decorrentes da utilização dos recursos não renováveis de energia pode ser obtida pela gestão da energia. Programa PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética) com linha de financiamento do BNDES e Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural. 2.6 GESTÃO DE ENERGIA NAS ORGANIZAÇÕES Silva et. Programas de Eficiência Energética (PEE). O Plano propõe aos empreendedores de diversos setores da economia a realizarem a gestão energética empresarial nos moldes da NBR ISO 50001. sobre a eficiência energética de cada modelo em uma escala de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente) (CONPET. de acordo com a eficiência quanto ao consumo de combustível de cada um. 2012). 2011). lançado no ano de 2013 e que é aplicado de forma voluntária aos veículos leves movidos a gasolina.

Figura 5 .34 um todo. Sob o ponto de vista organizacional.ISO a norma de Sistema de Gestão de Energia . bem como o quanto se consome dela).6.SGE ISO 50001. demonstrando a gestão simultânea das duas abordagens: gestão dos recursos energéticos e gestão do consumo de energia. como e onde se consome energia. De acordo com Ferreira (1994) a gestão de energia pode ser realizada em uma organização por diferentes métodos. Fonte: Ferreira. tanto em aspectos locais como no âmbito global.1 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 Visando tornar-se um referencial de normalização na eficiência energética. Para a gestão de energia em uma empresa. foi lançada em 2011 pela International Organization for Standardisation . 2. contabilizar e seguir a evolução do consumo de energia. a gestão energética também deve ser vista como um meio de alcançar objetivos de produtividade e de competitividade nas empresas. e independente do sistema de gestão de energia que venha a ser utilizado. que corresponde a uma análise energética geral da instalação consumidora. 1994. também conhecida como diagnóstico energético. a sua aplicação deverá sempre passar por uma fase prévia de planejamento. a partir da busca constante pela eficiência energética. 1994). dispor de dados para tomar decisões e agir para otimizar e controlar o resultado das ações e investimentos realizados (FERREIRA.Esquema da Gestão de Energia. A figura 5 apresenta um esquema da gestão da energia. é necessário conhecer seu consumo energético (por que. a qual possui como base o modelo de sistemas de gestão de melhoria contínua proposto por Deming (1990) e Juran (1992) - .

verificação e análise crítica pela direção. . De acordo com Frozza et. Fonte: ABNT. A Norma ISO 50001:2011 tem como principal objetivo permitir que as organizações definam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho de energia. permitindo que a organizações tomem ações para melhorar seu desempenho energético. implementação e operação. Do. o consumo. como a ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). (2012). Figura 6 . Verificar e Agir. planejamento energético. a NBR ISO 50001 é basicamente estruturada em: política energética. Fazer. 2011).35 Planejar. Como se pode observar na figura 6. Check. popularmente chamado de ciclo PDCA (Plan. 2011. por exemplo. incluindo o uso. a metodologia proposta por este sistema de gestão norteia os agentes responsáveis nas empresas a administrarem a energia como um recurso controlável. Act) também é utilizado em normas muito utilizadas na atualidade. Este modelo. a intensidade e a eficiência energética (ABNT. al.Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011.

Para que se possa implantar a norma e realizar a adequada gestão de energia em uma empresa. metas e planos de ação que considerem os requisitos legais e as informações relativas ao uso significativo de energia (ABNT. a estrutura da fase de planejamento de energia pode ser dividida em Entrada de Planejamento.36 A partir do modelo de gestão proposto. 2011. 2011). Figura 7 . a elaboração de indicadores. Fonte: Adaptado de ABNT.6. bem como de planos de ação (ABNT.1. que de acordo com a NBR ISO 50001 (item 4. 2. a NBR ISO 50001 sistematiza e reforça as estratégias de gestão energética nas organizações.4) deve conter uma revisão energética. 2011). Revisão Energética e Saídas de Planejamento. de modo que especifica os requisitos para que uma organização possa desenvolver e implementar uma política de energia. a definição de objetivos e metas. sejam elas públicas ou privadas. . é necessário que se faça inicialmente uma análise crítica da situação energética existente a partir de um planejamento de energia (primeira etapa do ciclo PDCA).Diagrama conceitual do processo de planejamento. estabelecendo objetivos.1 Planejamento Energético De modo geral. conforme esquema observado na figura 7.

processos e pessoal trabalhando pela organização ou em nome dela que afetem significativamente o uso e o consumo de energia. de certa forma. a um diagnóstico energético. potenciais fontes de energia. o diagnóstico energético refere-se a um estudo menos detalhado que uma auditoria energética. para que posteriormente possam ser identificadas oportunidades de melhoria. a organização deve (ABNT.1. priorizar e registrar oportunidades de melhoria. uso de renováveis ou fontes de energia alternativas. o Analisar o uso e consumo de energia atual e passada.6. o Identificar outras variáveis relevantes que afetem o uso e o consumo de energia. o Determinar o desempenho atual de instalações.1. na revisão energética é que são obtidas as informações a respeito da utilização de energia e das instalações de maior consumo. deve-se identificar as áreas de uso e consumo significativos de energia: o Identificar instalações. sistemas. al. (2012) diagnóstico energético pode ser definido como a avaliação de todos os sistemas consumidores de energia.37 2. (2012). De acordo com a referida norma. al. já que se baseia na análise de macro dados. a revisão de energia ou revisão energética é definida como a “determinação do status do desempenho de energia da organização com base em dados e em outras informações que levam à identificação de oportunidades de aprimoramento”. De acordo com Frozza et. b) Com base na análise do uso de energia.1 Revisão Energética Segundo a NBR ABNT ISO 50001. incluindo. Para isso. equipamentos. De modo geral. a revisão energética a ser realizada pela organização na etapa de planejamento deve conter uma análise crítica de dados de energia. sistemas e processos que estejam relacionados aos usos significativos de energia. Assim. 2011): a) Analisar o uso de energia com base em medições em outros dados o Identificar as atuais fontes de energia. Segundo Krause (2002) apud Frozza et. o nome dado pela norma a esta etapa é equivalente. equipamentos. se aplicável. c) Identificar. o diagnóstico energético refere-se a um estudo mais superficial quando comparado . De acordo com Ribeiro (2002). de uma forma bem sucinta.

38 a uma auditoria energética. já que esta se caracteriza por um estudo ainda mais rigoroso e minucioso do sistema.Etapas do diagnóstico energético. já que a outra parte desta solução constitui-se do uso eficiente de energia por parte dos consumidores conscientes. Paiva & Santos (2010). bem como quantificar o que está sendo gasto (FROZZA et al. 2012. sistemas de ar condicionado. porém pode-se dizer que é apenas uma parte da solução para a problemática energética. al.. Fonte: FROZZA et. Figura 8 . Neste sentido. microcomputadores e outros equipamentos. o uso de tecnologias energeticamente eficientes possui grande importância no gerenciamento de energia. ou seja. pode-se dizer que uma pessoa bem informada e consciente da importância do uso eficiente de energia tende a evitar ao máximo o desperdício. Considerando o diagnóstico energético sob o ponto de vista do consumo de energia elétrica.. 2012). . deve-se realizar a análise do uso e o consumo de energia de modo a qualificar os tipos de energia utilizados na organização. mas é possível dizer ainda que a conscientização dos consumidores de energia também é parte importante no processo de gestão energética. Alvarez (1998) apud Ribeiro (2002) elenca como elementos significativos para avaliação de consumo: sistemas de iluminação. Para atender aos requisitos da ISO 50001 é necessário assegurar na revisão energética que as etapas de análise do uso e consumo de energia. identificação de áreas com uso significativo de energia e identificação de oportunidades de melhoria sejam satisfeitos (figura 8). De acordo com Costa.

2011) a linha de base energética pode ser vista como uma referência quantitativa para que se possa verificar o “antes” e o “depois” da implementação de melhorias de eficiência energética.6. A linha de base configura-se como uma referência para que se possa verificar o antes e depois da implementação de ações de melhoria de desempenho energético (FROZZA et.39 De modo geral. 2.1. já que fornece uma base de dados para um período de tempo especificado. A linha de base é utilizada como referência para comparação do antes e depois de melhorias realizadas. a análise realizada na etapa de diagnóstico energético possibilitará a criação de uma linha de base para monitoração dos setores consumidores de energia. 2012). a linha de base energética pode depender de cada processo e de cada instituição que adere à NBR ISO 50001. A figura 9 apresenta um exemplo de histórico de consumo de energia em uma linha de base. al. al.2 Linha de Base Energética Com base na NBR ISO 50001 (ABNT. De acordo com Frozza et. (2012).1. de modo que as alterações no desempenho energético da organização que vierem a ocorrer após a execução de planos de ação devam ser sempre comparadas à linha de base. Fonte: EVO. .Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base. 2007. Figura 9 ..

40

2.6.1.1.3 Indicadores de Desempenho Energético

O indicador de desempenho de energia é definido como “o valor ou a medida
quantitativa do desempenho de energia conforme definido pela organização” (ABNT, 2011).
Ainda de acordo com a norma, na fase de Planejamento da mesma, a organização deve
identificar os indicadores apropriados para monitoramento e medição de seu desempenho
energético.
A NBR ISO 50001 não estipula a metodologia para determinação dos IDE’s, porém
estabelece que os indicadores utilizados pela organização devam ser registrados, mantidos,
regularmente atualizados e comparados à linha de base energética estabelecida.
De acordo com Ferreira (1994) os indicadores energéticos podem ser divididos em
macroindicadores e microindicadores. Segundo o autor, os macroindicadores são utilizados
quando destinados a medir a eficiência energética de uma região ou país, enquanto os
microindicadores são utilizados para medir a eficiência de uma empresa, edifício ou
habitação, por exemplo.
Segundo Saidel, Favato e Morales (2005) apud Frozza et. al. (2012), os indicadores
energéticos são pouco explorados como ferramenta para gestão energética no Brasil. Por
este motivo, Frozza et. al. (2012) propuseram o estabelecimento de indicadores, como por
exemplo:

CMF (Índice de Consumo médio Mensal por Funcionário): permite

caracterizar o perfil de consumo por número de colaboradores.

De acordo com Gestal (2000) apud Ribeiro (2002), outro item que constitui um
indicador de desempenho energético é o fator de carga, que mede a eficácia e eficiência de
aproveitamento da energia elétrica em uma instalação. Segundo a CELESC (2012), o fator
de carga pode ser definido como um índice que demonstra se a energia consumida está
sendo utilizada de maneira racional e econômica, sendo um indicador que varia de zero a
um e que exprime a “relação entre a energia ativa consumida num determinado período de
tempo e a energia ativa total que poderia ser consumida, caso a demanda medida do
período (demanda máxima) fosse utilizada durante todo o tempo”.
Pode-se citar também o fator de potência como um indicador de desempenho
energético, já que, de acordo com a CELESC (2012) o fator de potência mostra como a
energia é utilizada pelos equipamentos, sendo um índice que demonstra que quanto mais

41

próximo de 1, melhor a energia está sendo aproveitada pelos equipamentos. Segundo
CELESC (2012) um baixo fator de potência pode oferecer riscos às instalações, como:
variações de tensão que, podem ocasionar a queima de equipamentos; perdas de energia
dentro de sua instalação; redução do aproveitamento da capacidade dos transformadores;
condutores aquecidos; e diminuição da vida útil da instalação.
De acordo com Ferreira (1994), no setor de transportes, também podem ser
utilizados indicadores de desempenho de energia que permitam avaliar o consumo de
combustível, como por exemplo, um indicador que avalie o consumo médio de gasolina por
veículo, a ser determinado pelo quociente entre o consumo total de gasolina e o número de
veículos movidos à gasolina.
Com relação aos indicadores de desempenho energético, o sistema de Medição e
Verificação do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP)
desenvolvido pela Organização para Avaliação de Eficiência (EVO), internacionalmente
reconhecido por sua metodologia para monitoramento de um SGE, não realiza nenhuma
determinação sobre quais devem ser utilizados, deixando sob responsabilidade do
engenheiro que faz o gerenciamento energético da organização a determinação destes
indicadores, assim como a NBR ISO 50001:2011, que não define os indicadores a serem
utilizados (LEITE, 2010 apud FROZZA et al., 2012).
Para a elaboração de indicadores de desempenho energético, deve-se levar em
conta o conceito de eficiência energética aplicado às edificações, visto que, conforme
Lamberts (1997) apud Caldeira (2011) “um edifício é mais eficiente energeticamente que
outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”. Segundo Caldeira (2011), tais condições ambientais são alcançadas através de
medidas de projeto que visam reduzir o consumo de energia voltado para os sistemas
consumidores de energia e a envoltória da edificação1.
Projetos que visem maior eficiência energética têm como consequência, melhorias
no desempenho energético, conforto térmico e lumínico da edificação (CALDEIRA, 2011).
Ainda de acordo com Pereira & Souza (2005), o uso de cores com altos índices de reflexão
em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de
iluminação, podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente
sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz.
Para Carvalho (2009), a melhoria do desempenho de edificações com a utilização de
técnicas passivas e com baixo consumo de energia, torna-se imprescindível. Com base
nesta afirmativa, entende-se que o estabelecimento de indicadores que demonstrem a
1

Envoltória da edificação: são planos externos da edificação, compostos por fachadas empenas,
cobertura, brises, marquises, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem (BRASIL,
2009 apud Caldeira, 2011).

42

eficiência de uma edificação pode também ser a base a proposta de melhorias que
viabilizem a redução do consumo de energia.

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC, que não
teve seu nome divulgado neste trabalho para atender suas normas de privacidade e
preservar sua identidade perante o mercado. Dentro dos limites da organização, o
diagnóstico energético com base na NBR ISO 50001:2011 foi realizado considerando os
usos de energia nas seguintes áreas: Terminal de Contêineres (TECON), Armazéns e
Prédio Administrativo, este último no qual se desenvolveu um diagnóstico energético
detalhado, com a avaliação mais abrangente de suas instalações, conforme interesse
apresentado pela organização e visando obter subsídios para a proposta de ações de
melhoria.
A empresa possui certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ISO 14001,
que visa atender à Portaria nº 104/2009 da Secretaria Especial dos Portos, a qual instituiu a
obrigatoriedade da adoção de um SGA em portos e terminais. O SGA implantado no
terminal portuário desde 2009 visa o atendimento à legislação aplicável, o monitoramento e
o controle de suas operações, sempre buscando a melhoria contínua de suas atividades e a
minimização dos impactos ambientais a elas relacionados.
Deve-se destacar que dentre os aspectos ambientais significativos identificados pela
empresa em seu SGA, listou-se o consumo de energia. A partir destas considerações, a
empresa identificou em seus últimos Relatórios de Auditoria Interna da ISO 14001 a
necessidade de se gerenciar o uso de energia em seus processos e setores e propôs então
a elaboração do presente trabalho.
A execução deste trabalho contou com a utilização dos conceitos e das metodologias
definidas pela norma ABNT NBR ISO 50001:2011. É importante destacar que não foram
aplicados todos os requisitos da norma, já que se trata de um diagnóstico inicial do SGE de
uma organização, visando identificar possibilidades de melhorias no desempenho energético
que poderão contribuir com a redução de custos na empresa bem como com a redução das
emissões de GEE, já que este é um dos principais impactos do consumo de energia.
A

figura

10

a

seguir

apresenta

o

roteiro

metodológico

deste

trabalho.

43

Figura 10 - Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.

Fonte: Autora.

Inicialmente se realizou a caracterização do terminal portuário, com a definição do
escopo e das fronteiras do sistema de gestão energética, para que assim se pudesse
realizar o planejamento energético através do diagnóstico energético de suas instalações. O
escopo e as fronteiras do SGE foram definidos juntamente com os responsáveis do terminal
devido à necessidade de fornecerem informações, considerando o interesse técnico
envolvido.
Após a definição do escopo, foi estabelecida uma política energética para a
organização com o apoio da alta direção, que declara o comprometimento da organização
para atingir a melhoria de seu desempenho energético e que direciona a organização à
futura implementação de um SGE.
Visando identificar o atual desempenho energético da organização foi definido um
processo de planejamento energético atendendo a NBR ISO 50001:2011. Dentro deste
processo, foram definidas as seguintes etapas: identificação de requisitos legais e outros,
desenvolvimento da revisão energética, estabelecimento da linha de base, identificação de

44

indicadores de desempenho energético e o estabelecimento de objetivos e planos de ação
para a gestão de energia.
Na etapa de revisão energética realizou-se a identificação e avaliação do uso e
consumo de energia do terminal portuário (atual e passado), com base na coleta de dados
técnicos das instalações, equipamentos, sistemas e processos. Foram objetos de estudo as
faturas de energia elétrica, manuais de equipamentos, observação das pessoas trabalhando
e condições físicas das instalações, equipamentos e máquinas. Parte destas informações foi
fornecida pelos responsáveis pelo setor de meio ambiente, manutenção e TECON da
organização em estudo, e parte foi coletada em visitas de campo e através de pesquisas na
literatura existente.

3.1 COLETA DE DADOS

3.1.1

Uso e consumo de energia

O diagnóstico do uso de energia no terminal portuário em estudo foi realizado a partir
da identificação das fontes de energia utilizadas em todos os setores da empresa,
verificando para quais fins são utilizadas. Para tal identificação, foi realizada uma visita a
todas as instalações da empresa, entrevista com os funcionários e registro fotográfico das
áreas de uso de energia. Com a identificação das atuais fontes energéticas, verificou-se se
estas provêm de recursos renováveis ou não renováveis de energia, através de pesquisa.
A partir da identificação das fontes de energia utilizadas na empresa e como estas
são utilizadas na organização, foram coletados os dados relacionados ao consumo das
mesmas. A avaliação do consumo de energia nas instalações do terminal portuário foi
realizada a partir dos três níveis de abordagem energética propostos por Ferreira (1994):

Nível 1 (Abordagem energética global): neste nível foram coletados e
avaliados dados relacionados ao consumo de energia total da organização
(macrodados);

Nível 2 (Abordagem energética por área ou setor produtivo): foram
coletados e avaliados os dados de consumo energético dos grandes setores
da empresa – TECON, Armazéns e Administrativo;

Nível 3 (Abordagem energética detalhada): em uma abordagem mais
aprofundada, foram coletados e avaliados os dados do setor que apresentou
maior potencial para execução de melhorias.

45

3.1.1.1 Abordagem Energética Global – Nível 1

Nesta etapa, os dados foram coletados e analisados de forma macro, ou seja dados
relacionados ao consumo total da organização, sendo realizada a partir de documentos e
registros internos do terminal portuário, para que posteriormente fossem elaborados os
indicadores de desempenho energético (IDE’s) em uma abordagem global.
A tabela 1 apresenta quais informações foram coletadas, o período a qual se
referem e através de quais fontes as mesmas foram obtidas.

Tabela 1 - Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 - Abordagem
Global.
Dados para Abordagem Energética Global – Nível 1

Período de dados

Fonte de dados

Consumo de energia elétrica (kWh)
total, em horário de ponta (p) e fora de
ponta (fp)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Demanda de energia elétrica (kW) em
horário de ponta e fora de ponta

Jan/2012 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

TERMINAL
PORTUÁRIO

Custo com energia elétrica (R$)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Consumo (ton) e Custo (R$) de GLP

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de GLP

Consumo (m³) e Custo (R$) de Óleo
diesel

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de Óleo Diesel

Número médio de funcionários

Jan/2012 a Dez/2012

Setor de RH

Área útil da empresa (m²)

-

Licença Ambiental de
Operação

Fonte: Autora.

3.1.1.1.1 Identificação das áreas de uso significativo de energia

Para atender à NBR ISO 50001:2011 que solicita a identificação das áreas de uso
significativo de energia, realizou-se a classificação das fontes energéticas utilizadas em todo
o terminal portuário a partir dos seguintes critérios: Econômico, Impacto na produção,
Requisitos Legais e Outros, de acordo com a metodologia proposta por Celupi (2012) que
utilizou critérios de determinação de significância (quadro 5).

Alto: Existem requisitos legais relacionados ao uso ou consumo de energia. . Fonte: CELUPI. Médio: A qualidade da energia2 empregada pode causar efeitos na produção como perda de energia. Alto: A qualidade da energia empregada pode causar parada significativa da produção. Alto: O custo com energia representa mais de 10% do lucro bruto da organização. Quadro 6 – Índice de significância. 2 Qualidade de energia pode ser entendida como o grau no qual tanto a utilização quanto a distribuição de energia elétrica afetam o desempenho dos equipamentos elétricos (MARTINS.Critérios de determinação de significância. Estabeleceu-se que os índices maiores ou iguais a cinco representam as áreas de uso significativo e a organização deve proceder conforme apresentado no quadro 6. Médio: Existem outros requisitos relacionados ao uso ou consumo de energia. Fonte: CELUPI. 2012. 2013). Pontuação 1 Econômico 2 3 1 Impacto na produção 2 3 1 Requisitos Legais e Outros 2 3 Critério Baixo: O custo com energia representa menos de 5% do lucro bruto da organização. Baixo: A qualidade da energia empregada não pode causar impactos na produção.46 Quadro 5 . Baixo: Não existem requisitos legais ou outros relacionados ao uso ou consumo de energia. perda de tempo ou queima de equipamento sem ocorrer parada significativa da produção. BONAN & FLORES. ≥5 Uso significativo: a organização deve adotar ações de melhoria relacionadas ao uso e consumo de energia de forma a diminuir sua significância. 2012. Índice Análise <5 Uso não significativo: a organização deve manter controles operacionais relacionados ao uso e consumo de energia. Médio: O custo com energia representa de 5% a 10% do lucro bruto da organização.

dentro dos limites utilizados para o diagnóstico energético. 2013). Optou-se por esta ferramenta. pois a mesma permite compreender e quantificar os GEE gerando resultados consistentes e precisos. nas quais foram consideradas as emissões decorrentes do consumo de energia elétrica. sendo internacionalmente reconhecida e muito utilizada por empresas e governos de todo o mundo (GHG PROTOCOL. . sobre as quantidades de energia elétrica e combustíveis consumidas pelo terminal portuário. A contabilização das emissões foi realizada pela própria ferramenta GHG Protocol a partir da inserção dos dados. Fonte: GHG Protocol.1.2 Quantificação das Emissões de GEE associadas ao consumo de energia Com base nos dados obtidos na Abordagem Energética Global. Figura 11 . realizou-se a identificação das fontes de emissão de GEE relacionadas ao consumo de energia da organização. Para quantificar as emissões de GEE de acordo com o GHG Protocol.1. realizouse o cálculo das emissões de GEE decorrentes deste consumo através da aplicação da metodologia de quantificação do GHG Protocol. de acordo com cada modalidade de emissão identificada: Escopo 1: emissões diretas móveis e estacionárias Escopo 2: emissões indiretas. 2013.Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE. Para auxiliar no entendimento do desenvolvimento das estimativas de emissões.47 3.1. é apresentada a seguir uma imagem ilustrativa da ferramenta utilizada.

3.2 Abordagem Energética por área – Nível 2 A caracterização do consumo de energia por área foi realizada a partir da coleta de dados que retratam o uso desta energia nas grandes áreas existentes no terminal portuário: TECON. Conforme apresentado na tabela 2. os mesmos foram comparados graficamente de acordo com cada fonte de emissão.48 Com base nos dados de emissões calculados pela ferramenta GHG Protocol. 2013). Os dados foram coletados para a posterior elaboração de indicadores que permitam analisar o consumo de energia em cada tipo de área. Dados para Abordagem Energética por Área – Nível 2 TECON Fonte de dados Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Abr/2012 a Dez/2012 Gerência TECON Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil do PA (m²) - Projeto Arquitetônico Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica 3 Número de containers reefer armazenados ARMAZÉNS I e II Período de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica PRÉDIO ADMINISTRATIVO Fonte: Autora.Abordagem por Área. Foram então obtidos os seguintes dados (tabela 2): Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 .1. Armazém (I e II) e Administrativo.1. os dados de consumo de energia elétrica foram obtidos a partir da consulta ao Software Smart 32. . um software de supervisão e 3 Container reefer: equipamento refrigerado para o armazenamento de cargas perecíveis (DEPOTRANS.

foram estabelecidos os indicadores de desempenho energético (IDE’s) para a avaliação do consumo de energia elétrica no nível 2 . Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32.49 gerenciamento de energia elétrica instalado nos painéis elétricos do terminal portuário e que desde abril de 2012 realiza o monitoramento constante do consumo de energia elétrica nas três grandes áreas do terminal. Com base nos dados registrados pelo Software Smart 32 entre abril e novembro de 2012. Fonte: Gestal. .Abordagem por Área. A figura 12 a seguir apresenta o modelo de relatório diário de demanda/consumo de energia emitido pelo software de gerenciamento de energia elétrica. 2012. Os dados de demanda de energia por área (kW) para cálculo do fator de carga também não foram obtidos devido a problemas técnicos do software Smart 32. É importante destacar que os dados de energia elétrica das três áreas avaliadas referentes a dezembro de 2012 não foram obtidos considerando que neste período ocorreram problemas técnicos no próprio sistema e que impossibilitaram a confiabilidade dos dados.

Os dados de consumo e custo de energia do Prédio Administrativo se referem aqueles apresentados na Abordagem Energética por Área.Abordagem Detalhada.1.50 Os dados relativos ao consumo de outras formas de energia nas áreas abordadas (Diesel e GLP) foram obtidos através de planilhas de controle de abastecimento mensal de equipamentos e máquinas. conforme apresentado na tabela 3: Tabela 3 .1.3 Abordagem Energética detalhada – Nível 3 Para a realização da Abordagem Energética detalhada.Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 . e como uma opção estratégica da empresa. Após a obtenção dos dados. 1º e 2º piso). Dados para Abordagem Energética Detalhada – Nível 3 PRÉDIO ADMINISTRATIVO Período de dados Fonte de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 SMART 32 Potência total instalada (W) por setor - Equipamentos elétricos Iluminância média (lux) por setor - Medições/Luxímetro Número médio de funcionários por setor Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil (m²) - Projeto Arquitetônico Fonte: Autora. A abordagem energética detalhada foi inicialmente realizada a partir da coleta de dados quantitativos. que foram repassados pelo setor de Meio Ambiente e TECON. os mesmos foram registrados em planilhas mediante o uso do Sofware Excel. que por sua vez recebeu então uma abordagem mais detalhada sobre as variáveis que afetam o uso e o consumo de energia. O setor de interesse identificado pela alta direção foi o Prédio Administrativo. por possuir maior potencial para execução de melhorias. 3. e seu diagnóstico energético ocorreu considerando todos os ambientes existentes. o terminal portuário identificou a área de sua preferência dentre as áreas abordadas no Nível 2. Quanto aos dados de potência . O Prédio Administrativo possui três pavimentos (Térreo.

foram realizados diagnósticos mais detalhados que permitissem avaliar o desempenho energético dos setores existentes no Prédio Administrativo: (a) diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados. foram realizadas medições de iluminância nos setores existentes.51 total instalada por setor foram obtidos através de visita técnica e consulta para registro dos equipamentos elétricos existentes e posterior verificação dos dados de potência de cada um. atendendo as orientações da NBR utilizada. em um plano horizontal a 75 cm do piso. Fonte: Autora. Medições de Iluminância por setor: Para melhor analisar as condições de iluminação dos ambientes do Prédio Administrativo. através dos manuais dos equipamentos e pesquisa bibliográfica. com base nas orientações da NBR ABNT 5413/92 (ABNT. a fim de verificar se os resultados obtidos para cada ambiente atendem aos níveis mínimos exigidos pela referida Norma. Figura 13 . .Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo. 1992). Com base nos dados obtidos (tabela 3). As medições de iluminância foram realizadas com o auxílio de um luxímetro digital da Marca Minipa calibrado (figura 13). (b) diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia e (c) diagnóstico das características do ambiente.

aqueles classificados com etiqueta “A”. conforme mencionado por Pereira & Souza (2005). para obtenção do Índice de Eficiência Energética de cada ambiente do Prédio Administrativo (IEEA). Diagnóstico das características do ambiente: Observações sobre as características de cada ambiente de trabalho do Prédio Administrativo foram realizadas. O Índice de Eficiência Energética proposto visou classificar os ambientes conforme suas características construtivas. Cor das paredes 6. Critério 1. Já o Selo PROCEL é fornecido aos equipamentos mais eficientes de cada categoria. Existência de persianas Fonte: Autora. Iluminância média medida 7. para que posteriormente se pudesse definir um Índice de Eficiência Energética para cada ambiente (IEEA) quanto aos aspectos de iluminação e ventilação dos mesmos. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente analisado. para que posteriormente sejam identificadas possibilidades de melhoria. e consequentemente são variáveis que afetam o consumo de energia. bem como dados de marca e modelo. Tais aspectos interferem diretamente na iluminação ou na ventilação do ambiente. cor da parede e existência de janelas. Cor do teto (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 5. conforme apresentado no quadro 7 a seguir.52 Diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados: A partir do levantamento dos equipamentos instalados no Prédio Administrativo. cor do teto.Orientação geográfica da janela 2. 1 2 (Não atende à NBR 5413) 0 (Não) 0 (Não) 0 3 (Atende à NBR 5413) 1 (Sim) 1 (Sim) 1 . Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo. Ventilação cruzada 8. a ENCE é a etiqueta criada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem para classificar de "A" a "E" os equipamentos elétricos. De acordo com o INMETRO (2013). Área da janela com relação à parede Pontuação (Sul) (Oeste) 1 2 (a≤30%) (30>a≤50%) (Leste) (Norte) 3 4 (50%<a<70%) 1 2 3 (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 4. com a identificação da potência de cada um. Sendo assim. Cor do piso (Escura) (Média) (Clara) 3. como: cor do piso. por exemplo. ou seja. foi verificado se os mesmos possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou estão inclusos na lista de equipamentos certificados pelo PROCEL.

Orientação geográfica das janelas Pontuação atribuída Norte 4 Leste 3 Oeste 2 Sul 1 Fonte: Autora. tende-se a reduzir a necessidade de iluminação artificial de um ambiente. quando as janelas estão voltadas para as regiões do céu onde o sol faz sua trajetória. Segundo Mascaró (1986). Mascaró (1986) afirma que as orientações leste e oeste têm características similares em termos e insolação. partindo do pressuposto que quanto maior o tamanho das janelas. a orientação norte apresenta as melhores condições de iluminação para regiões do hemisfério sul. tendem a receber intensidades luminosas maiores e por períodos mais longos do dia. A pontuação atribuída aos ambientes do PA quanto à área da janela (tabela 5) levaram em consideração a importância do aproveitamento da iluminação natural em um ambiente. “janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de iluminação natural e melhor vista para o exterior”. embora em momentos diferentes do dia.53 Orientação geográfica das janelas De acordo com Clau (2010). (2005). as fachadas voltadas para o oeste recebem sol pela tarde. ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste. apesar de receberem o mesmo número de horas de sol. e com maior índice de iluminação natural. Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas. Partindo deste princípio. Enquanto as fachadas voltadas para o leste recebem sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). maior a incidência de luz natural e menor a necessidade de iluminação artificial para a execução das tarefas. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente que leva em consideração a orientação geográfica das janelas (tabela 4). seguida de leste. oeste e sul. “porque recebem sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida”. De acordo com a mesma autora. Área da janela com relação à parede De acordo com Ghisi et al. sendo norte a orientação geográfica que apresenta as melhores condições. Foram obtidos os dados de área das janelas e estes foram comparados com a área da parede onde cada janela está localizada. mesmo quando na ocorrência de céu encoberto. gerando assim as proporções de áreas .

54 menores ou igual a 30%. Cor Branco teórico Branco de cal Amarelo Amarelo limão Verde limão Amarelo ouro Rosa Laranja Azul claro Azul celeste Cinza neutro Verde oliva Vermelho Azul turquesa Púrpura Violeta Preto Preto teórico Refletância média [%] 100 80 70 65 60 60 60 50 50 30 30 25 20 15 10 05 03 00 Fonte: Adaptado de Rodrigues. visando identificar possibilidades de melhoria (tabela 6). entre 30 e 50% e entre 50 e 70% em comparação com área da janela. Tabela 6 . conforme sua área (a) em relação à parede. média ou escura. foram observados os índices de reflexão média das cores para categorizá-las como clara. Visando estabelecer uma pontuação adequada para cada ambiente do PA. Classificação Clara Média Escura . o uso de cores com altos índices de reflexão em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de iluminação.Índices de reflexão média das cores (refletância). 2002. Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela. podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz. Área da janela (a) com relação à parede Pontuação atribuída para cada janela a≤30% 1 30>a≤50% 50%<a<70% 2 3 Fonte: Autora. Cor das paredes/teto/piso De acordo com Pereira & Souza (2005).

do teto e do piso. teto e piso dos ambientes analisados (tabela 7). os mesmos foram avaliados foram pontuados em caso de atendimento à NBR. Iluminância média em comparação com a NBR 5413 A partir da verificação da iluminância dos ambientes com base nas medições realizadas e comparação com os níveis mínimos estabelecidos pela NBR 5413. conforme as cores de paredes. foram atribuídas as pontuações pertinentes. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Não atende à NBR 5413 0 Atende à NBR 5413 1 Fonte: Autora.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413. Tabela 8 . A pontuação atribuída para a existência de persianas consta na tabela 9. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Clara 3 Média 2 Escura 1 Fonte: Autora. . de acordo com Garrocho (2005). Tabela 7 . conforme apresentado na tabela 8. bem como do calor. Para Garrocho (2005).Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes. Existência de persianas Para compor o Índice de Eficiência Energético do Ambiente (IEEA) considerou-se também a existência ou não de persianas no ambiente. já que este utensílio auxilia.55 Tomando como referência os dados de refletância definidos por Rodrigues (2002). a minimizar os efeitos do ofuscamento produzido pela iluminação natural. as persianas configuram-se como uma estratégia eficiente para a redução da iluminância excessiva proveniente da abóbada celeste e do Sol.

já que se reduz diretamente o uso de sistemas de ventilação mecânica e ar condicionado. . Tabela 10 . B (com pontuação maior que 1. para uma prévia caracterização dos ambientes do PA quanto à ventilação natural considerou-se o critério de existência ou não de ventilação cruzada para elaboração dos indicadores de eficiência energética do ambiente (IEEA). Os níveis C. Sendo assim.0. o aproveitamento da ventilação natural é também considerado por Jones (2001) como uma forma de se reduzir o consumo de energia. conforme mencionado por Andreasi & Versage (2012). os dados foram tabulados em planilha Excel. Persianas Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada.56 Tabela 9 .0 e menor ou igual a 2. Para melhor discutir os dados de IEE obtidos.0).0) e C.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas. são teoricamente aqueles com maior prioridade para melhorias. Ao mesmo tempo. A partir do registro das características de cada ambiente do PA. Ventilação cruzada Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. de modo que o Índice de Eficiência Energética de cada ambiente foi obtido pela razão entre somatório dos pontos obtidos e o número de parâmetros analisados. Ventilação cruzada A ventilação natural possibilita a renovação do ar de um ambiente. e a velocidade do ar sobre as pessoas é fundamental para o alcance do conforto térmico. por serem os setores com menores condições de aproveitamento de iluminação e ventilação natural. com pontuação menor ou igual a 1. os mesmos foram classificados em três Níveis: A (com pontuação maior que 2. A pontuação atribuída de acordo com a existência ou não de ventilação cruzada está apresentada na tabela 10.

Avaliação do entrevistado quanto à: . 3. sendo considerada como uma amostra significativa para um erro amostral menor que 5%. através de uma verificação in loco dos seus hábitos de consumo de energia.Iluminação do ambiente.importância do gerenciamento de energia. O estabelecimento do anobase levou em consideração o ano de 2012. a fim de verificar se em horários de almoço os computadores e lâmpadas são desligados ou se permanecem ligados mesmo que ninguém os utilize. Posteriormente foi realizado um comparativo das respostas obtidas nos questionários com o real comportamento dos funcionários.2 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações obtidas na etapa de revisão energética. escolaridade. O questionário aplicado levou em consideração os seguintes itens: . sexo. a partir de uma visita técnica que permitiu observar o uso de energia nos setores em diferentes horários. Foram entrevistadas 195 pessoas de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo. 12:30h.aspectos comportamentais.57 Diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia: Foi elaborado e aplicado um questionário aos funcionários do setor Administrativo (Apêndice VI). .ventilação do ambiente. A visita técnica foi realizada para a contabilização dos seguintes dados: número de computadores ligados e número de computadores em uso e número de lâmpadas ligadas e em uso. A observação ocorreu nos setores existentes no três pavimentos do Prédio Administrativo. ou seja. consideraram-se os dados de 2012 para estabelecer a linha de base energética. quanto aos seus hábitos de consumo de energia no dia-a-dia bem como quanto à importância da gestão de energia dentro da organização. ventilação e setorização de energia). pois é o período no qual a organização possui .Perfil do entrevistado: idade. . . 15h e 19:30h. . para a verificação da percepção dos mesmos quanto às características do ambiente em que trabalham (iluminação.setorização elétrica do ambiente. em quatro horários distintos: 10h. 63% dos colaboradores foram entrevistados. e tempo em que trabalha na empresa. .

Foram especificamente consideradas as oportunidades de melhorias no Prédio Administrativo. já que são parâmetros para comparação contínua do desempenho energético da empresa durante a fase de operação da NBR ISO 50001. para posterior análise crítica sobre a utilização de todas as fontes de energia do terminal portuário. sobre todas as fontes de energia. já que esta área foi considerada pela empresa como aquela que possui maior potencial para melhorias. A partir das fontes de energia identificadas no Diagnóstico da Matriz Energética e dos dados de consumo de energia obtidos no Diagnóstico do Consumo de Energia foram elaborados os indicadores de desempenho energético. Os indicadores foram definidos para avaliação dos três níveis da Revisão Energética: Nível 1 – Abrangência Global.4 PLANOS DE AÇÃO Com base nos dados obtidos na Revisão Energética a partir das abordagens: global (Nível 1). 3. foram então identificadas e descritas as oportunidades de melhorias nos aspectos energéticos considerados mais críticos no terminal portuário.58 informações históricas completas. caso a mesma seja implantada pelo terminal em questão. Basicamente. Os indicadores servem como base para a implantação de melhorias na própria empresa. estes indicadores foram constituídos pelos dados obtidos na etapa de Revisão Energética. . 3. por área (Nível 2) e detalhada (Nível 3).3 DEFINIÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Nesta etapa foram elaborados e avaliados os conjuntos de indicadores a partir das abordagens realizadas no Diagnóstico Energético. e Nível 3 – Abrangência Detalhada. Os dados do referido ano serão o ponto de partida para a realização de melhorias no terminal portuário. bem como a avaliação dos indicadores de desempenho energético. Nível 2 – Abrangência por área.

entre outros. - Armazéns para carga geral: local destinado ao armazenamento de produtos secos e a inspeções de produtos refrigerados ou congelados. Considerando que de acordo com a NBR 50001:2011 a organização deve definir uma política energética para o planejamento de um sistema de Gestão de Energia. - Serviços portuários na importação e/ou exportação. - Terminal de contêineres frigorificados e secos.1 REQUISITOS GERAIS DA NBR ISO 50001:2011 O escopo do sistema de gestão de energia em estudo compreende as atividades de armazenagem e operação portuária de exportação e importação. brinquedos.59 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. As fronteiras compreendem os limites físicos e organizacionais do terminal portuário e se caracterizam pelo local de movimentação e armazenamento de cargas. foi estabelecida em conjunto com a direção do terminal portuário a seguinte Politica Energética para seu SGE (figura 14): . bem como dos setores administrativos envolvidos na importação e exportação destes produtos. com as seguintes atividades: - Movimentação de containers e de cargas soltas (“break bulk”): atividade de descarregamento de cargas gerais como: veículos. madeira. pneus. aço.

60 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário.2 IDENTIFICAÇÃO DE REQUISITOS LEGAIS Foram identificados os requisitos legais no âmbito nacional que podem ser considerados como aplicáveis ao escopo do sistema de gestão de energia do terminal portuário: . Fonte: Autora. 4.

acordos com clientes ou princípios ou códigos de boas práticas voluntários relacionados à gestão de energia. Requisito Legal Descrição Decreto nº 87079/82 Programa de Mobilização Energética Portaria Interministerial nº 1877/85 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Decreto nº 99. embora o terminal portuário tenha Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001 implantado em toda a organização. Lei nº 12212/10 Tarifa Social de Energia Elétrica Instrução Normativa nº 01/10 Critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens.656/90 Administração Federal e CICE Decreto de 18/07/91 CONPET Decreto de 08/12/93 Prêmio Nacional da Conservação de Energia Lei nº 9427/96 ANEEL Lei nº 9478/97 Lei do Petróleo e ANP Lei nº 9991/00 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética Resolução nº 456/00 Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica Lei nº 9991/00 Fundo Setorial de Energia Decreto nº3867/01 Regulamenta a Lei nº 9991/00 Lei nº 10295/01 Lei da Eficiência Energética Decreto nº 4059/01 Regulamenta a Lei nº 10295/01 Decreto nº 4131/02 Medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica Lei nº 10438/02 Proinfa e CDE Decreto nº 5267/04 MME Lei nº 10848/04 Comercialização de energia elétrica Resolução Normativa nº 300/08 Aplicação de recursos em programas de eficiência energética. 2012. por exemplo. contratação de serviços ou obras Fonte: Adaptado de Celupi. É importante destacar que não foram identificados outros requisitos como. .61 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE.

3. por exemplo.3 REVISÃO ENERGÉTICA 4.62 4. acesso e o uso das informações. sendo o terminal um consumidor do grupo A4. Fonte: Autora.1 Análise do Uso e Consumo de Energia Visando compreender onde e de que forma a energia é utilizada no terminal portuário. Área correspondente Uso de Energia TECON Armazéns PA* Iluminação Ventilação/Refrigeração Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras Preparação de Refeições Operação da ETE Operação da Casa de Bombas Outros equipamentos elétricos** Fonte de energia Combustível Elétrica Óleo diesel GLP X X X X X X X X X Nota: *Prédio Administrativo.3. como computadores. A partir da tabela 12 podem ser observados os tipos e os usos das energias na organização. impressoras e modems. ou seja. transmissão.Usos de energia no terminal portuário. considerou-se como tecnologia da informação o conjunto de equipamentos que utilizam recursos de computação e que visam permitir a produção.1 X Energia Elétrica A energia elétrica consumida pelo terminal portuário é adquirida junto à Companhia Elétrica de Santa Catarina – CELESC. Tabela 12 . armazenamento. seu contrato com a CELESC define uma tarifa formada por duas componentes: tarifa de consumo (kW) e tarifa de demanda (kW).1. De acordo com a CELESC (2012). 4. **Mais bem detalhados no Apêndice IV. a tarifa de . foram coletados os dados necessários ao diagnóstico de sua matriz energética. É importante dizer que para a execução deste trabalho.

De acordo com as faturas de energia elétrica do terminal.Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON.47. Fonte: Autora.  Prédio Administrativo. quase seis vezes maior. a tarifa cobrada por kWh é de cerca de R$ 1. Armazéns I e II e Prédio Administrativo. diários e mensais sobre a demanda e o consumo de energia nas áreas especificadas. Figura 15 .  Armazéns (I e II). operação da casa de bombas e para uso em demais equipamentos elétricos. transporte de cargas soltas.27 enquanto em horários de ponta (18h às 06h). a energia elétrica é transmitida aos painéis elétricos existentes na organização (figura 15) e distribuída às seguintes áreas:  TECON. sendo definida pela ANEEL em R$/MW.63 consumo é o valor em reais cobrado pelo consumo de energia. Tais informações são repassadas ao Software Smart 32. que emite relatórios horários. ventilação. operação da ETE. Os valores cobrados pelo consumo de energia elétrica são diferenciados de acordo com os horários de utilização. Já a tarifa de demanda é o valor em reais cobrado pela potência disponibilizada (kW).levantamento de equipamentos. . Os equipamentos elétricos existentes no Prédio Administrativo serão melhor especificados na Abordagem detalhada . definida pela ANEEL em R$/MWh. o valor cobrado por kWh é de cerca de R$ 0. o terminal portuário utiliza energia elétrica para os seguintes fins: iluminação. em horários fora de ponta (06h às 18h). Conforme apresentado na tabela 1. TI. De modo geral. preparação de refeições. Cada painel elétrico possui instalado um medidor que transmite em tempo real as informações sobre o consumo de energia em cada área (figura 15).

. Fonte: Autora. no período de 2005 a 2012. Fonte: Autora.64 Figura 16 . com base nas faturas mensais. utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II). Para que se possa realizar uma análise temporal do consumo de energia na organização. em MWh. Com base nas faturas de energia elétrica da CELESC disponibilizadas pela responsável do setor de meio ambiente do terminal portuário em questão. foram tabelados os valores dos consumos de energia elétrica mensais de toda organização. registrado pela CELESC.Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012.Empilhadeira elétrica de pequeno porte. conforme dados disponibilizados no Apêndice I. a figura 17 apresenta os dados de consumo anuais. Figura 17 .

ano de desativação das câmaras frias.65 Com base no gráfico de consumo apresentado (figura 17). as câmaras frias foram desativadas em junho de 2009. O consumo médio em 2012 foi de 296. o que implicava em um consumo muito maior de energia elétrica.298 MWh enquanto a média entre 2010 e 2012 foi de 4. cerca de 44% a menos. é possível perceber que entre os anos de 2005 a 2009 o consumo de energia elétrica no terminal portuário foi maior que os anos de 2010 a 2012. A fim de analisar o consumo de energia elétrica do ano que será considerado como linha de base para o Sistema de Gestão de Energia no terminal portuário e que consequentemente servirá de referência para as propostas de melhorias.83 MWh/mês nos horários fora de ponta e de 13.070 MWh.75 MWh/mês nos horários de ponta. a figura 19 apresenta os dados de consumo ao longo de 2012 nos horários de ponta e fora de ponta. . Fonte: Autora. A figura 18 demonstra a considerável redução no consumo de energia a partir do mês de desativação das câmaras frias. Este resultado pode ser explicado pelo fato de que o terminal portuário utilizava seus Armazéns I e II para acondicionamento de cargas congeladas. Figura 18 . De acordo com as informações repassadas pelo setor de manutenção do terminal portuário.Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 . devido à operação dos mesmos como câmaras frias. A média de consumo entre 2005 e 2009 foi de 9.

A figura 20 apresenta os dados de custo com energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012. Fonte: Autora. É possível verificar que o mês de outubro apresentou uma grande redução no consumo de energia elétrica.66 Figura 19 . em reais.Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC. Fonte: Autora. cerca de 90% em comparação com o mês de setembro. Para tentar compreender estas informações. . serão posteriormente discutidos os dados registrados pelo software Smart 32. abordagem por área. Figura 20 .Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012.

no ano de 2012.96 R$/mês. Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC.27. Fonte: Autora.98. no terminal portuário. sendo possível notar que o mês que apresentou o valor mais próximo de 1. tanto em horários de ponta quanto em horários fora de ponta (figura 22).001.131. O fator de carga médio no horários fora de ponta foi de 0. com 0.67 Com base nos dados de custo com energia elétrica no terminal portuário obtidos através da fatura da CELESC (figura 20). enquanto nos horários de ponta foi de 0. verificou que o custo médio com energia elétrica no ano de 2012 foi de 92. A média do índice de fator de potência no ano de 2012 foi de 0. Fator de Carga A partir das faturas de energia elétrica disponibilizadas. foram registrados os fatores de carga obtidos nos meses de janeiro a dezembro de 2012. .00 foi o mês de julho. Fator de Potência Foram obtidos os fatores de potência registrados para o terminal portuário nos meses de janeiro a dezembro de 2012 (figura 21).99.

utilizadas para movimentação de contêineres no setor TECON (Terminal de Contêineres) bem como de uma empilhadeira do modelo Maclift (figura 24). Fonte: Autora. O óleo diesel utilizado por elas é adquirido semanalmente junto à empresa Dumaszak.Empilhadeira de grande porte. Reach Staker. distribuidora de derivados de petróleo. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos contêineres. utilizada para movimentação de containers. Fonte: Autora.68 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC.2 Óleo diesel O óleo diesel é utilizado no terminal portuário como combustível para a operação de duas empilhadeiras de grande porte do modelo Reach Staker (figura 23). . Figura 23 .3. movida a óleo diesel. também localizada no município de Itajaí.1. 4.

De acordo com os dados obtidos.Empilhadeira modelo Maclift. bem como para a operação de máquinas na casa de bombas. movida a óleo diesel.70 11. já que o consumo para este tipo de uso é consideravelmente menor.59 15. - - 0.41 152. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL (M³) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL Empilhadeiras 16.19 12.Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário.75 m³ de óleo diesel para a operação destas atividades.75 . porém para a operação da casa de bombas é adquirido eventualmente. A tabela 13 apresenta os dados mensais de consumo.31 16.16 - TOTAL Fonte: Autora. Foram disponibilizados pelo terminal portuário os dados sobre o total de óleo diesel consumido na organização no ano de 2012.85 12. que se referem à quantidade consumida pelas empilhadeiras de grande porte.19 - - - 0.34 Casa de Bombas - - 0. Fonte: Autora.98 10. Tabela 13 . a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente.75 8. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers. o terminal portuário consumiu ao longo de 2012 um total de 152.38 13.06 0.24 11. para transporte de cargas soltas pela MacLift e transporte de Contêineres pela Reach Staker.90 11.69 Figura 24 .97 152. em m³.78 10. O óleo diesel é adquirido mensalmente para o uso em empilhadeiras.

Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012. de modo que a cozinha utiliza para produção das refeições diárias e o TECON utiliza o GLP como combustível para as empilhadeiras de pequeno porte.bem como os setores nos quais estes equipamentos são utilizados. de modo que mensalmente é realizado o abastecimento dos cilindros utilizados pela empresa (figura 26). este é realizado em duas Centrais de Gás. O GLP consumido pelo terminal portuário é adquirido junto à empresa Liquigás. 4. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas.3 GLP Foram identificados os equipamentos movidos a GLP .70 É possível verificar que as empilhadeiras são responsáveis por maior parte do consumo do óleo diesel no terminal portuário.1% (figura 25). enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. Verificou-se que os setores que utilizam GLP são a Cozinha (Prédio Administrativo) e o TECON. uma próxima ao TECON e outra próximo ao Prédio Administrativo. Quanto ao armazenamento deste combustível. Fonte: Autora. .3.1. O consumo de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte representou 99% do consumo total no ano de 2012.

. em locais fechados e sem ventilação. movimentação. é proibido a utilização de máquinas transportadoras. armazenagem e manuseio de materiais. movidas a motores de combustão interna. Fonte: Autora. salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados.NR 11 (BRASIL. Figura 27 . com capacidade de carga de 3000kg.Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas. para fins de movimentação de cargas soltas “break bulk” exclusivamente em áreas externas (figura 27).71 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha. Este padrão de utilização em áreas externas é adotado considerando que de acordo com as exigências da Norma Regulamentadora nº 11 . que dispõe sobre o transporte. Fonte: Autora. 2004). Uso do GLP em empilhadeiras: O GLP é utilizado no terminal portuário como combustível de 4 empilhadeiras de modelo CLX-30.

considerando estes dois usos. verificou-se que o modelo de fogão industrial utilizado pela empresa não possui Selo CONPET de Eficiência Energética. Tabela 14 . A tabela 14 apresenta os dados mensais de consumo. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente.12 1.23 13. ou seja.29 19.28 0. foram disponibilizados os dados de GLP consumidos para a operação de empilhadeiras no TECON e para a realização de refeições no fogão industrial.834 0.15 1.54 0.93 1. CONSUMO DE GLP (TON) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN Empilhadeiras 0.28 0. no ano de 2012. O total de óleo diesel consumido.47 0.75 0.72 Uso do GLP na cozinha: O GLP utilizado na cozinha do prédio administrativo é empregado nos fogões para a produção de refeições diárias. Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias. em toneladas.08 1.74 0. as quais são realizadas por uma empresa terceirizada.95 0.43 . Os fogões que utilizam GLP são do modelo industrial da marca Tedesco (figura 28).29 0.75 1.Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário.18 Fogão Industrial 0. Fonte: Autora.26 0.106 1. Assim como para o óleo diesel.44 0. foi de 19.14 0.52 0.51 TOTAL Fonte: Autora.61 0. sendo as empilhadeiras as responsáveis pela maior quantidade consumida. não é classificado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.43 toneladas.75 1. Através da consulta à Tabela de Eficiência Energética de Fogões disponibilizada por CONPET (2012). JUL 6.66 AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 1.

em toneladas. calculou-se um consumo de 35. transformando os dados . em toneladas equivalentes de petróleo (tep). com base na quantidade consumida no ano de 2012. O consumo de GLP pelas empilhadeiras (modelo CLX-30) representou 67% do consumo total no ano de 2012.1%.73 Com base nos dados apresentados.43 toneladas de GLP para realização de suas atividades. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas soltas.1. Para converter a quantidade de GLP consumida. Com base nos coeficientes de equivalência médios apresentados pelo MME (2012). realizou-se a conversão de unidades de energia.3. Fonte: Autora. 4. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. a partir de bibliografia existente.33 m³ de óleo diesel. pode-se observar que as empilhadeiras também são as responsáveis por maior parte do consumo de GLP no terminal portuário. para que assim se pudessem padronizar as unidades e realizar um comparativo entre as mesmas. Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário. Sabendo-se que no ano de 2012 o terminal portuário consumiu 19.4 Caracterização da Matriz Energética Para caracterizar a matriz energética do terminal portuário com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados na Abordagem Global. realizou-se a conversão de unidades de energia dos combustíveis. considerando que a densidade do referido combustível é de 550 kg/m³ a uma temperatura de 20ºC. para toneladas equivalentes de petróleo (tep) converteu-se primeiramente para m³. conforme apresentado na figura 29 a seguir.

no ano de 2012. Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep). Com base nos dados de consumo de energia apresentados na tabela 15 realizou-se a caracterização da matriz energética do terminal portuário (figura 30). também de acordo com os fatores de conversão determinados pelo Ministério de Minas e Energia (tabela 15).965 320. em tep.59 Energia Elétrica - - 3. Para os dados de energia elétrica.726.43 35.52 Total 471.75 - 129. Figura 30 . . Consumo de Energia Fonte de Energia toneladas m³ kWh tep Óleo diesel - 152.64 Fonte: Autora.Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida.74 de óleo diesel e GLP de m³ para toneladas equivalentes de petróleo (tep).33 - 21. realizou-se a conversão de kWh para tep. Fonte: Autora.53 Gás Liquefeito de Petróleo 19.

O óleo diesel utilizado nas empilhadeiras e na casa de bombas equivalem a um total de 27. Foram gastos ao longo do ano de 2012 um total de R$1.77 com energia elétrica. considerando como base o ano de 2012. Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável. já que.58%. Estes dados permitem classificar a matriz energética como 32. se verifica que a energia elétrica é a que demanda mais recursos financeiros da empresa.48% do consumo de energia.96% da energia total utilizada. um combustível fóssil.067.75 Verifica-se que a energia mais consumida no terminal portuário é a elétrica. já que representa 67. conforme apresentado na figura 32. e a energia elétrica adquirida é de fonte renovável.96% renovável. de acordo com a Celesc (2012) a mesma é proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas do estado de Santa Catarina.605.540. Fonte: Autora. . tomando como base os dados de consumo 2012. Com relação aos custos associados ao consumo de energia. R$319.81 com óleo diesel e R$50. enquanto o consumo de GLP representa apenas 4. considerando que o óleo diesel e o GLP são provenientes do petróleo.04% não renovável e 67.74 com GLP.375.

óleo diesel e GLP no ano de 2012. A tabela 16 a seguir apresenta a classificação das fontes de energia. foram estabelecidos os índices de significância para cada fonte de energia utilizada no terminal portuário.1.3. 4. .76 Figura 32 . Os índices de significância para cada uso de energia foram obtidos somando-se a pontuação de cada critério de classificação: economia da organização.Custo total do terminal portuário com energia elétrica.5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia Com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados anteriormente. Fonte: Autora. impacto na produção e requisitos legais e outros.

18 R$/mês 1.580 kWh/mês 114.98 R$/mês 12. sendo a energia elétrica a fonte energética com maior significância (9).14 R$/mês Econômico 3 1 1 Impacto na Produção 3 3 3 Requisitos Legais e Outros 3 3 3 Índice de Significância 9 7 7 **Consumo médio no ano de 2012. por ser esta a fonte de energia com o uso mais significativo.3. Fonte: Autora.588. Considerando que pela metodologia proposta por Celupi (2012) os índices de significância acima de 5 caracterizam como uso significativo. verificou-se que os usos relacionados às três fontes de energia identificadas são significativos para a organização. Por tal motivo. Energia Uso de Energia Combustível Elétrica Iluminação X Ventilação X Óleo diesel GLP X X Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras X Preparação de Refeições X Operação da ETE X Operação da Casa de Bombas X X Utilização de outros equipamentos do PA* X Consumo de Energia** 310.73 m³/mês 26.6 Quantificação de emissões de GEE Inicialmente identificou-se que o terminal portuário em estudo possui os seguintes tipos de emissões de acordo com o GHG Protocol: .62 ton/mês 4.77 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global. para fins de realização deste trabalho.1. principalmente sob o ponto de vista econômico.217. 4.556. quando comparada com as demais fontes utilizadas. realizou-se a abordagem por área considerando apenas os dados de energia elétrica.

Com base nos valores de consumo de combustível das empilhadeiras no ano de 2012 descritos na Abordagem Energética Global e através da aplicação da ferramenta GHG Protocol. 4. Escopo GHG Protocol Categoria de emissão Fontes de emissão Combustão móvel Empilhadeiras a GLP e Óleo diesel Combustão estacionária Fogão industrial e Casa de bombas 1 . Empilhadeira Combustível utilizado CLX-30 GLP Maclift Óleo diesel comum Reach Staker Óleo diesel comum Fonte: Autora. Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário.6. utilizadas no setor TECON.1 Escopo 1 – Quantificação de emissões diretas Combustão móvel Neste item foram contempladas as emissões resultantes da utilização das empilhadeiras do terminal portuário (tabela 18).78 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol.3.Emissões indiretas Consumo de eletricidade adquirida pelo terminal portuário junto à CELESC (TECON.Emissões diretas Combustão estacionária 2.1. foram obtidos os seguintes dados de emissões diretas por combustão móvel (tabela 19): . Armazéns e PA) Fonte: Autora.

Fonte de emissões Empilhadeiras Emissões de GEE CH4 (kg) N2O (kg) Combustível Unidade de consumo Consumo CO2 (kg) Óleo diesel Litros 152. Fonte de emissões Emissões de GEE Combustível Unidade de consumo Consumo Casa de bombas Óleo diesel Litros Fogão industrial GLP Kg Total CO2 (kg) CO2e (ton) 410 1.33 413.670 40. Foram contabilizadas as emissões de 2006 a 2012 (tabela 21). É importante destacar que não foram contabilizadas as emissões do ano de 2005 já que para este ano o GHG Protocol não apresenta dados referente aos fatores de emissão.908. .9 1. a partir dos dados de consumo GLP em kg.1.6. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.96 CO2e (ton) 454. porém para fins de comparação e para utilização na linha de base utilizaramse apenas os dados do ano de 2012 (janeiro a dezembro).3.087. o que impede a realização dos cálculos pela ferramenta.6 17.80 Total Fonte: Autora.14 40. 4.08 6. em litros. considerando a disponibilidade destes dados. Combustão estacionária A partir do software do website GHG Protocol.79 Tabela 19. também foram calculadas as emissões de GEE para combustão estacionária. Tabela 20 .28 39.84 GLP Kg 13.Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias.079.343 406.078 17. combustível utilizado para uso no fogão industrial e do óleo diesel. para uso na casa de bombas (tabela 20).823.23 21.15 15. junto à CELESC.64 0.90 Fonte: Autora.82 18. tendo como base o GHG Protocol.2 Escopo 2 – emissões indiretas As emissões de GEE contabilizadas no escopo 2 referem-se aquelas relacionadas ao consumo de eletricidade adquirida no terminal portuário. no ano de 2012.

965 207.54 2009 6.82 2010 4.62 2007 9.6.3.90 2012 3.349.905.040 207.726. 4.14 2011 4.422.00 Total Fonte: Autora.900 126. A figura 33 a seguir apresenta graficamente os resultados obtidos a partir da utilização da ferramenta do Programa GHG Protocol.749 381.016 280.350. Fonte: Autora. principalmente da utilização de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte. Emissões de GEE Ano Consumo de Eletricidade adquirida (kWh) CO2 (kg) CO2e (ton) 2006 11.04 1.411 126.80 Tabela 21 .460 515. .3 Comparando as emissões contabilizadas Através da contabilização das emissões de GEE provenientes das fontes de emissão identificadas no diagnóstico energético – ano base 2012.540 515.620 381.30 2008 10.290 280.140 229.380 229.Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.628. identificou-se que as principais emissões de GEE das atividades desenvolvidas provêm das fontes de combustão móvel.161.1.722 164.439.820 164. de 2006 a 2012.801. Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.

no ano de 2012.1. . Os containers que necessitam de refrigeração em decorrência da natureza de sua carga ficam conectados às tomadas reefer dos painéis elétricos existentes no pátio.1. em decorrência do uso e consumo de energia. pode-se dizer que o terminal portuário.7 Abordagem Energética por Área Neste item foi abordado detalhadamente o consumo de energia elétrica do terminal portuário.74 toneladas de CO2e. no ano de 2012. Fonte: Autora.1 Área 1 – TECON O consumo de energia elétrica do Terminal de Contêiner está estritamente ligado à quantidade de containers refrigerados (reefer) que permanecem no pátio.3.Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no terminal portuário. emitiu um total de 680. Figura 34 . 4.81 As empilhadeiras a Óleo Diesel e a Energia elétrica adquirida são as fontes de emissão com maior significância. conforme apresentado na figura 35. uma vez que suas emissões juntas contabilizaram cerca de toneladas de CO2e emitidos no ano de 2012. 4. Por fim.3.7. a partir dos registros de consumo de energia fornecidos pelo software Smart 32.

o consumo médio de energia elétrica por container reefer é de cerca de 5kW/h.82 Figura 35 . de modo geral. Para melhor compreender a relação entre o consumo de energia elétrica no terminal de contêineres e a quantidade de contêineres reefer ligados às tomadas. a figura 36 a seguir apresenta os dados de consumo de energia elétrica no TECON obtidos pelo software Smart 32 de abril a novembro de 2012. bem como o número de containeres reefer que estiveram armazenados e conectados à eletricidade no mesmo período. consequentemente o consumo de energia pode variar em função disso. já que cada um possui características de fabricação diferentes. Considerando que os containers reefer armazenados pelo terminal portuário não seguem um padrão de eficiência energética. segundo Reefertec (2013). No entanto. Fonte: Autora. .Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos.

O fato é explicado pelos horários no qual os contêineres permaneceram ligados à eletricidade: em abril. conectados à energia elétrica.83 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012. Quando estes dados de consumo são comparados com o número de containers reefer que permaneceram no pátio. já que abril teve somente 1.7 vezes mais contêineres que novembro. os . É possível verificar que no mês de abril de 2012 (início das medições pelo Smart 32) foi registrado o maior consumo de energia elétrica no setor TECON: cerca de 3. é possível verificar que este comparativo não é proporcional.5 vezes maior que o consumo registrado no mês de novembro. Fonte: Autora.

É importante destacar que tais dados estão mais bem detalhados no Apêndice III. que neste horário é muito maior (5. porém torna-se necessário avaliar por profissional competente se esta prática prejudica a qualidade do produto armazenado. entre os meses de abril e novembro de 2012. enquanto que a partir de maio foi adotada a prática de se desligar os contêineres nos horários de ponta com vistas à redução do custo com energia. Para melhor compreensão dos motivos desta prática.88 vezes mais). entre abril e novembro de 2012. O procedimento de desligamento dos containers influenciou significativamente no consumo. passavam todas as noites consumindo energia (horário de ponta). . 2012. Fonte: Software SMART 32. No mês de abril de 2012 foi então registrado o maior consumo de energia elétrica em horários de ponta (das 18h às 6h). com valores em kWh.Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. as figuras 37 e 38 apresentam os dados de consumo e custo em horários de ponta e fora de ponta no TECON. já que o mesmo deve ser mantido em condições de refrigeração constante. Figura 37 . conforme já observado na figura 36. ou seja.84 contêineres permaneciam ligados sem interrupção.

O consumo de energia elétrica registrado pelo software Smart 32 na área dos Armazéns está estritamente ligado à iluminação utilizada neste ambiente. entre os meses de abril e novembro de 2012.7. se verificou que nos Armazéns I e II existem um total de 54 funcionários trabalhando.2 Área 2 – Armazéns I e II Através de dados obtidos com o setor de Recursos Humanos.3. Fonte: Autora. os quais utilizam a energia elétrica da referida área. este último conforme apresentado na figura 39. .85 Figura 38 . 4.1. operação da Estação de Tratamento de Efluentes bem como para o carregamento de baterias das empilhadeiras elétricas.Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON.

85 MWh. verifica-se claramente o quanto o custo nos horários de ponta é elevado. o custo se aproxima bastante do custo de fora de ponta.Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012.86 Figura 39 . Isto possibilita concluir que pequenas ações para . As figuras 41 e 42 a seguir demonstram os dados de consumo e custo de energia elétrica em horários de ponta e fora de ponta nos Armazéns. Fonte: Autora. Figura 40 . Comparando os gráficos de Consumo e Custo. É possível perceber que o consumo nos horários de ponta manteve uma média de 5.Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas. de modo que mesmo com um consumo bem mais baixo do que aquele registrado nos horários fora de ponta. Fonte: Autora. variando pouco entre os meses contabilizados. de acordo com o software Smart 32.

Fonte: Autora.Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Figura 41 .Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora. . Figura 42 .87 redução do consumo em horário de ponta podem reduzir significativamente o custo por sua utilização.

em MWh. .Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32. Os dados de consumo estão também apresentados no Apêndice III.7. em MWh. Figura 43 . Fonte: Autora.1.Consumo de energia elétrica. Figura 44 .88 4. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.3 Área 3 – Prédio Administrativo Neste item serão apresentados os dados de consumo de energia elétrica registrados no Prédio Administrativo pelo software Smart 32.3. registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012. Fonte: Autora. em kWh.

2. Ou seja. O item 4.89 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.3.4 deste trabalho abordará com maior detalhamento as observações realizadas quanto à má utilização de energia pelos funcionários. já que este foi instalado para o monitoramento do consumo.7. . é importante dizer que a quantidade de energia utilizada na ponta representa um custo alto para a empresa. considerando que os funcionários trabalham das 7:45h às 17:45h. é possível realizar um comparativo do total contabilizado pelo software com o valor registrado pelas faturas da CELESC. o equipamento é uma base de dados para a comparação da linha de base com o período pós retrofit.4 Comparando o consumo entre as áreas analisadas Com base nos dados de consumo de energia registrados pelo software Smart 32 para as áreas de consumo de energia elétrica no terminal portuário. Verifica-se através da figura 45 que o consumo de energia elétrica registrado no horário de ponta foi bem menor que o registrado em horário fora de ponta. entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.3. Porém. Fonte: Autora. 4. no Prédio Administrativo. e qualquer minimização de desperdícios pelo uso de equipamentos elétricos nesta área pode significar uma boa redução de custo para a organização. Este comparativo é extremamente válido para discutir a eficácia do equipamento. visando a realização de comparações futuras após a realização de melhorias de desempenho energético.1.6.

19 57. Tabela 22 . em um total de 12 horas por dia em 22 dias do mês de novembro (segunda a sexta).02 47. já que são eles os maiores consumidores de energia no terminal portuário.10 248.81 49.CELESC Energia não contabilizada (MWh) abr/12 327. Verificando estes dados (figura 36).64 nov/12 178.36 427. porém não explica o baixo consumo do mês.78 -103.73 229.31 38.96 10. conforme já discutido no item Abordagem Global.51 222. já que se faz necessário uma investigação detalhada por profissionais da área.Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC. sabe-se que o número de containers reefer foi muito menor que os demais meses.14 9. Considerando um consumo médio de 5kW por contêiner reefer de acordo com dados da Reefertec (2013). já que apresentam erros de medida e devem ser avaliados com maior detalhamento pela empresa.Software Smart 32 Consumo total (MWh) .97 396.13 8.93 mai/12 173.67 Fonte: Autora.75 215.84 22. Para tentar entender estes dados. O software instalado não contabilizou boa parte da energia consumida no terminal portuário. teoricamente deveria ter sido contabilizado somente no TECON.37 47.25 ago/12 176.16 377.85 out/12 104.76 235.12 303.21 11.88 jun/12 167. O consumo de energia contabilizado pela CELESC no mês de outubro foi muito menor do que o consumo dos demais meses do ano (cerca de 90% a menos). não se pode concluir o motivo pelo qual a energia não foi contabilizada.78 92.00 154.27 set/12 165.02 164.41 jul/12 157.51 19.20 8.67 282.51 48. pode-se destacar que os dados do período analisado não conferem confiabilidade como linha de base para posteriores análises em um SGE. um consumo de pelo menos 101.23 53.01 10. Embora assim.57 256.76 226.60 234. .68 -125.79 11. pode-se comparar o consumo com o número de contêineres reefer armazenados.00 11.30 30.90 Conforme apresentado na tabela 22. o total contabilizado entre abril e novembro de 2012 pelo software Smart 32 nas áreas que utilizam a energia não equivale ao total contabilizado pela CELESC no mesmo período.45 178. para identificar falhas no sistema elétrico conectado aos medidores do Smart 32. porém nos meses de outubro e novembro de 2012 o software registrou um consumo maior que aquele contabilizado pela CELESC.23 52. Mês Consumo TECON (MWh) Consumo Armazéns I e II (MWh) Consumo PA (MWh) Consumo total (MWh) .520 kWh pela CELESC. De modo geral.00 67.28 9.

34kW e potência total de computadores de 2. De fato. O setor comercial possui uma potência instalada de ar condicionado de 112.91 4.54 kW (83% de toda sua potência instalada) e potência total instalada de computadores de 9. Equipamentos classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Nesta etapa do trabalho também foram verificados se os equipamentos elétricos existentes em cada ambiente são equipamentos classificados pelo pelo PBE com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou se possuem o Selo PROCEL.33 kW. Com relação à potência em iluminação. o setor que possui maior potência instalada é também o setor comercial do 2º piso (9. (c) potência total instalada de ar condicionado (kW). considerando que são todas do modelo fluorescente tubular. é preciso verificar se os níveis de iluminância estão adequados ao ambiente. O setor comercial possui uma potência total instalada de 135.1.8. permitiram verificar que os setores que possuem maior potência instalada de equipamentos elétricos é o Setor Comercial do 1º piso. A partir do levantamento de equipamentos e de seus dados de potência.72kW. O setor Kit Festa. são os setores com maior número de computadores. e (d) potência total instalada de computadores (kW). e. o mesmo nível de iluminação com um menor consumo de energia.1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados Dados de Potência instalada Foram listados todos os equipamentos existentes no Prédio Administrativo que contribuem diretamente com o consumo de energia elétrica de seus setores. possui potência instalada de ar condicionado de 70. Tais dados . Embora com grande potência em iluminação. para propor melhorias. por sua vez. enquanto o setor Kit Festa possui 77. do 2º piso. ou seja. Os resultados.3.37 kW.3. foram verificados quais setores possuem maior potência instalada no prédio administrativo. ar condicionados e com maior número de funcionários. Foram contabilizados os seguintes dados de potência instalada: (a) potência total instalada (kW). seguido pelo Refeitório (3.04kW). seguido pelo Kit Festa. que considera a potência total das lâmpadas existentes bem como a potência do reator destas lâmpadas. (b) potência instalada em iluminação (kW).45kW.1. é necessário conhecer as potências atualmente existentes e assim pesquisar lâmpadas que apresentem maior eficiência luminosa. melhor detalhados no Apêndice IV.8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo 4.38kW).

. de modo que o valor médio das medições realizadas foram comparados com os valores mínimos determinados pela referida NBR. 2012). possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. Dentre todos os equipamentos existentes. os quais são classificados como “B”. Térreo: A tabela 23 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo. 12:30h. para cada tipo de ambiente.1.92 foram verificados a partir da listagem de equipamentos dos referidos Programas.8. estando por ela identificados como classe “D”.3. 2012) e do CONPET (CONPET. Os resultados das medições realizadas estão descritos nas tabelas 23. apenas 6 ar condicionados do total de 32. ventilação e setorização elétrica dos setores do Prédio Administrativo. 15h e 19:30h). Medições de iluminância De acordo os procedimentos descritos pela NBR 5413 foram realizadas as medições nas áreas existentes do Prédio Administrativo.2 Diagnóstico das características do ambiente Para melhor compreender a situação quanto aos aspectos de iluminação. 47 e 48. foram então realizadas medições de iluminância e observações in loco dos ambientes. disponíveis no website da Eletrobrás (ELETROBRAS. em quatro horários distintos (10h. 24 e 25 e ilustrados nas figuras 46. 4. Também se verificou que os chuveiros existentes no setor Vestiário (Térreo) possuem a ENCE.

.Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR Almoxarifado 624 500 Sala Treinamento 397 500 Hall PA 1 1088 100 Cozinha* 542 500 Refeitório* 733 300 PCS 276 500 Vigilância 408 500 Vestiário 368 200 Fonte: Autora. PCS e Vigilância encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). Verificou-se que dentre os setores existentes no pavimento térreo do Prédio Administrativo os setores: Sala de Treinamento.93 Tabela 23 .

Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413.94 Figura 46 . . de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma . Fonte: Autora.

Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. não sendo necessária a adequação da iluminação destes locais tomando como critério o conforto lumínico dos trabalhadores. .95 1º piso: A tabela 24 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 1º piso do Prédio Administrativo. Tabela 24 . Verificou-se que todos os setores do 1º piso do Prédio Administrativo estão com níveis de iluminação de acordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 47). SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 Arquivo 1 322 300 Sala Reunião 1 236 200 Copa 2018 200 WC Fem 1 770 200 WC Masc 1 758 200 CPD/CFTV 656 500 Hall PA 1 406 100 Comercial 523 500 WC Fem 2 672 200 WC Masc 2 671 200 Sala Reunião 2 399 300 Sala Reunião 3 390 200 Hall PA 2 421 100 Fonte: Autora.

Fonte: Autora.96 Figura 47 .Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 . .Setores do 1º piso do Prédio Administrativo.

Verificou-se que dentre os setores existentes no 2º piso do Prédio Administrativo os setores: PVA. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. Kit Festa. .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. Meio Ambiente e Sala Gerência encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). Tabela 25 . SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 PVA 393 500 Hall PA 1 445 100 WC Masc 1 784 200 Vestiário PVA 1787 200 WC Fem 1 785 200 Arquivo RH 255 300 Telefonia 355 200* Hall PA 2 427 100 Kit Festa 431 500 RH 582 500 Meio Ambiente 482 500 Estoque 561 500 Comercial 628 500 Sala Café 747 200 Sala Reunião 2 435 200 Sala Gerência 493 500 Circulação Gerência 561 500 WC Fem 2 959 200 WC Masc 2 968 200 Hall PA 331 100 Sala Reunião 1 411 200 Fonte: Autora.97 2º piso: A tabela 25 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 2º piso do Prédio Administrativo. Arquivo RH.

Setores no 2º piso do Prédio Administrativo. de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .98 Figura 48 . .Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413. Fonte: Autora.

Tabela 26 . foram obtidos os IEE para cada ambiente analisado. e cor das janelas/piso/teto. para facilitar a apresentação dos dados.Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE. conforme apresentado pela figura 49 e Apêndice V. atendimento à NBR 5413. Pavimento Térreo 1º piso 2º piso Setor Almoxarifado Sala Treinamento Hall PA 1 Cozinha Refeitório PCS Vigilância Vestiário Arquivo Sala Reunião 1 Copa WC Fem 1 WC Masc 1 CPD/CFTV Hall PA 1 Comercial WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 2 Sala Reunião 3 Hall PA 2 PVA Hall PA 1 WC Masc 1 Vestiário PVA WC Fem 1 Arquivo RH Telefonia Hall PA 2 Kit Festa RH Meio Ambiente Estoque Comercial Sala Café Sala Reunião Sala Gerência Circulação Gerência WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 1 Sigla TA TB TC TD TE TF TG TH 1ª 1B 1C 1D 1E 1F 1G 1H 1I 1J 1K 1L 1M 2ª 2B 2C 2D 2E 2F 2G 2H 2I 2J 2K 2L 2M 2N 2O 2P 2Q 2R 2S 2T .IEEA A partir da verificação das características de cada ambiente do PA quanto ao tamanho das janelas. orientação geográfica das janelas. A tabela 26 identifica os setores analisados por siglas. existência de persianas.99 Determinação do Índice de Eficiência Energética do Ambiente . ventilação cruzada.

já que apresentaram os melhores índices de eficiência energética de ambiente. Figura 49 . Copa (1C) e Vestiário PVA (2D).100 Fonte: Autora. Os setores com melhores IEEAs apresentaram melhores condições de iluminação e ventilação. classificados com IEEA nível “A”. com valores acima de 2.Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo. Os índices de eficiência energética obtidos possibilitam verificar que os setores com melhores condições para o aproveitamento de iluminação e ventilação natural são os setores Comercial (1H). Nível “A” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores. porém isto não significa que não seja importante discutir quais as possibilidades de melhoria que eles apresentam. com base nas características do ambiente de cada um. Fonte: Autora. Cozinha (TD).0. verificou-se que: . Vestiário (TH).

Arquivo RH (2F). .Apenas 5 setores possuem janelas com tamanho entre 30% e 50%: Almoxarifado (TA). Vestiário (TH) e Comercial (1H). Sala Reunião 2 (2º). . .Dos 4 setores classificados como nível A. . classificados com IEEA nível “B”. Cor do piso: 2 dos 4 setores classificados como “A” possuem piso com cor média: Vestiário (TH) e Comercial (1H). WC Fem 2 (2R). WC Fem 1 (1D).18 setores possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela: Arquivo 1 (1A). Orientação geográfica das janelas: . Sala Café (2N). Atendimento à NBR 5413: todos os setores classificados como “A” atendem os valores mínimos de iluminância definidos pela NBR 5413.Leste e Oeste: Cozinha (TD). apenas o setor Meio Ambiente possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. Estoque (2L). WC Masc 1 (1E). . apenas o setor Copa (1C) possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede.Os setores que possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela são: Vestiário (TH). .101 Tamanho das janelas: . Sala Gerência (2P). WC Fem 1 (2E).Norte: Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D). PCS (TF) e PVA (2A). Sala Reunião 1 (1B). WC Masc 2 (2S). Persianas nas janelas: dos setores classificados como “A” somente a cozinha não possui persianas nas janelas. Cor do teto: apenas o setor Comercial (1H) possui teto pintado com cor média (cinza e branco). Sala Treinamento (TB). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “A” possuem paredes com cor clara. Comercial (2M). WC Fem (2C). sendo que a Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D) não possuem ventilação cruzada em seu ambiente. Cozinha (TD). Nível “B” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores .Dos 24 setores classificados como nível C. verificou-se que: Tamanho das janelas: . Kit Festa (2I).O setor que possui janelas com tamanho entre 30% e 50% é a Cozinha (TD). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D). Telefonia (2G). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 4 setores possuem ventilação cruzada: Vestiário (TH) e Comercial (1H).

WC Fem 2 (1I). PCS (TF). PCS (TF). estando apenas o setor Vigilância com valores abaixo dos mínimos exigidos pela Norma. Atendimento à NBR 5413: 7 dos 24 setores classificados como “B” não atendem aos níveis de iluminância mínimos definido pela NBR 5413: Sala Treinamento (TB). WC Masc 1 (1E).Norte: apenas os banheiros WC Fem 1 (1D). Arquivo 1 (1A). verificou-se que: Existência de janelas/ventilação cruzada: 100% deles não possui janelas nem ventilação cruzada. . Sala Reunião 1 (1B). Arquivo RH. Cor do teto: 11 dos 24 setores possuem teto com cor média: Almoxarifado (TA). Sala Reunião 2 (2O). Kit Festa (2I). enquanto os setores Sala Reunião 1 (1B).102 Orientação geográfica das janelas: . WC Fem 2 (2R) e WC Masc 2 (2S). Arquivo RH (2F). PCS (TF). WC Masc 2 (1J).Leste: Almoxarifado (TA). Sala Treinamento (TB). Refeitório (TE). . Sala Café (2N). RH (2J). Meio Ambiente (2K) e Sala Gerência (2P).Oeste: Sala Treinamento (TB). PCS (TF). WC Masc 1 (2C). o que consequentemente os impede de aproveitar a iluminação e ventilação natural. Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “B” possuem paredes com cor clara. Sala Reunião 1 (1B). classificados com IEEA “C”. PVA (2A). Sala Reunião 2 (1L) e Circulação Gerência (2Q) possuem paredes pintadas com cores médias. Cor do piso: 14 dos 24 setores classificados como “B” possuem piso com cor média: Almoxarifado (TA). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Meio Ambiente (2K). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 24 setores possuem ventilação cruzada. PVA (2A). . Estoque (2L). Kit Festa (2I). Comercial (2M). WC Fem 1 (2E). embora ela não seja utilizada no setor. Kit Festa (2I). Sala Gerência (2P). Arquivo RH (2F). Nível “C” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores mais baixos. Comercial (2M). Telefonia (2G). . Atendimento à NBR 5413: 11 dos 12 setores classificados como “C” atendem aos níveis de iluminância pela NBR 5413. Arquivo RH (2F). Cor das paredes: 9 dos 12 setores classificados como “C” possuem paredes com cor clara. Telefonia (2G). PVA (2A). Sala Café (2N). Estoque (2L). Comercial (2M). Telefonia (2G). Meio Ambiente (2K). Arquivo 1 (1A). Kit Festa (2I). Sala Reunião 1 (1B). Estoque (2L). Arquivo 1 (1A).

na qual os mesmos avaliam as características do ambiente em que trabalham.3 Diagnóstico da percepção dos funcionários Conforme já mencionado. Hall PA 2 (2H) e RH (2J) possuem piso com cores médias. Sala Reunião 2 (1L). foram entrevistados 195 funcionários de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo de acordo com questionário apresentado no Apêndice VI. Sala Reunião 2 (1K). Sexo . foi possível priorizar melhorias nos ambientes avaliados. porém os setores Sala Reunião 1 (1B). Vigilância (TG).1.3. enquanto os setores Hall PA 1 (TC). Para melhor compreender e discutir sobre as características de cada ambiente. CPD/CFTV (1F). quanto à iluminação e ventilação. A partir da realização de um comparativo com a opinião dos funcionários. Idade Fonte: Autora.8. Perfil dos entrevistados Figura 50 . Hall PA 1 (1G). os dados do índice de eficiência energética foram confrontados com os dados obtidos com a aplicação do questionário com os funcionários.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. Hall PA 2 (1M). Cor do teto: 8 dos 12 setores possuem cor clara. entre outros fatores. o que implica em uma menor refletância e consequentemente menor iluminância do ambiente. Sala Reunião 3 (1L).103 Cor do piso: apenas 2 setores possuem piso com cor clara. o que representa uma possibilidade de melhoria. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) possuem cor média para o teto. 4. Os resultados da pesquisa realizada encontram-se nas figuras 50 a 65. Hall PA 1 (2B).

Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação artificial . a maior parte dos entrevistados possui entre 21 e 30 anos (52%). Os dados obtidos com a aplicação do questionário permitiram verificar que. é do sexo feminino (68%) e possui como escolaridade ao menos o ensino superior incompleto (55%).104 Figura 51 . 33% trabalha a menos de 1 ano e 29% trabalham entre 2 a 5 anos. Escolaridade: Tempo em que trabalha na empresa: Fonte: Autora. a maior parte dos entrevistados trabalha a menos de 5 anos na empresa (62%). o que confere que os funcionários possuem. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados trabalha a mais de 10 anos no terminal portuário. um bom grau de instrução. Com relação ao tempo em que trabalham na empresa.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. quanto ao perfil dos funcionários. em sua maioria. sendo que destes. sendo 4% com superior completo e 14% dos entrevistados com pós graduação.

conforme é possível verificar na tabela 23. A maior parte dos entrevistados considera a iluminação artificial de seu ambiente de trabalho satisfatória (87%). O refeitório apresentou valores de iluminância bem maiores que o especificado pela norma. verifica-se que: . . verifica- .Da parcela dos entrevistados que consideraram a iluminação artificial como excessiva. de fato. observou-se que os valores de iluminância estão. Em comparação com os valores de iluminância obtidos com as medições. esta é: Fonte: Autora. 60% são do setor PCS.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. Realizando um comparativo entre a percepção dos funcionários e os valores obtidos com a medição da iluminância dos ambientes do PA. 70% trabalham na cozinha e refeitório. Na sua opinião quanto a iluminação artificial do setor. esta é: No que se refere à localização das lâmpadas. 20% do setor Kit Festa e 20% do setor comercial (1º piso).105 Figura 52 . Isto pode explicar o fato dos funcionários considerarem a iluminação deste ambiente como excessiva. Nestes ambientes. enquanto 8% consideram excessiva e 5% disseram que a iluminação artificial é insatisfatória.Da parcela de entrevistados que consideraram a iluminação artificial como insatisfatória (5%). acima dos valores mínimos exigidos pela NBR 5413.

Estoque (2L). É possível analisar que.3% trabalham no setor PCS. 25% como regular e apenas 3% considera a localização ruim. Com base nos dados do questionário. Sobre a localização das lâmpadas. PCS TF). enquanto 44% responderam que sim. 33. na opinião da maior parte dos funcionários entrevistados (58%). 72% considera como adequada. a iluminação natural do ambiente não produz ofuscamento. . o que explica a opinião dos funcionários quanto a este questionamento. A iluminação natural produz ofuscamento aos olhos dos funcionários? Em caso afirmativo. Dentre os entrevistados que consideram a localização das lâmpadas como ruim. verifica-se que os funcionários que responderam que sim são dos setores: comercial (1H). Meio Ambiente (2K) e Comercial (2M). 33% no Comercial (1º piso) e 33% no setor de Meio Ambiente. Kit Festa (2I).106 se que os setores PCS e Kit Festa não atendem os limites mínimos exigidos pela NBR 5413. Quanto questionados sobre o horário aproximado do ofuscamento. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? Fonte: Autora. percebe-se que 67% afirma ocorrer no período da manhã. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação natural Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. Apenas o setor comercial atende ao valor mínimo exigido pela norma.

Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. além de persianas. A partir dos dados de característica do ambiente obtidos. Quando questionados se consideram o tamanho das janelas adequado ao tamanho da sala em que trabalham. Figura 54 . é possível relacionar os mesmos com a existência ou não de persianas. Verificou-se ainda que. Para melhor compreender estes dados e identificar possibilidades de melhoria.107 enquanto 33% afirma ocorrer no período da manhã. o que os dá condições para controlar melhor a incidência da iluminação natural no ambiente. enquanto 31% fizeram observações de que o tamanho das janelas poderia ser maior. tais setores possuem película nas janelas. verifica-se que os setores na qual os funcionários apontaram ter ofuscamento pela iluminação possuem persianas. enquanto naqueles com orientação geográfica para leste ocorre ofuscamento no período da manhã . Comercial (1H) e Estoque (2L). 69% responderam que sim. Na sua opinião as janelas possuem tamanho adequado à área da sala? Seu local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? Fonte: Autora.Kit Festa (2I) e Comercial (1H). O ofuscamento no período da tarde se dá nos setores com orientação geográfica das janelas para oeste .Meio Ambiente (2K). Os funcionários que consideraram o . o que possibilita menor incidência de iluminação natural no ambiente.

Você considera que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala? Fonte: Autora De acordo com os resultados do questionário aplicado. para evitar que os olhos se ajustem a diferentes intensidades luminosas e evitar reflexos na tela (GOZLAN. o posicionamento dos equipamentos de trabalho deve estar perpendicular a uma janela ou lâmpada. a maior parte dos entrevistados 99% acreditam que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala. Para evitar o ofuscamento pela iluminação natural. o setor Vestiário. e assim ter condições para o melhor aproveitamento da mesma. Figura 55 . Realizando um comparativo com as observações realizadas in loco. Vestiário (TH). porém 23% dos entrevistados responderam que seu equipamento de trabalho não está posicionado perpendicular às janelas. de acordo com Gozlan (2012) não é o ideal. PVA (2A) e Comercial (1H). Cozinha (TD).108 tamanho das janelas inadequado ao tamanho da sala são dos setores Almoxarifado (TA). PCS (TF). que. possui janelas com área menor ou igual a 30% com relação à área da parede que ocupam. e os demais setores considerados pelos entrevistados possuem janelas com área maior que 30% e menor que 50% com relação à área da parede que ocupam. .Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. verifica-se que dentre os setores considerados pelos entrevistados como tendo tamanho de janelas inadequado á área da parede. 2012).

109 Figura 56 . sendo que apenas 11% afirma já ter ocorrido. Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? Em caso afirmativo.Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente. A partir dos dados obtidos. Os que afirmaram já ter ocorrido discussão sobre a disposição do mobiliário. quando questionados se foi devido à insuficiência de conforto visual. foi devido à insuficiência de conforto visual? Fonte: Autora. percebe-se que 89% dos entrevistados disse nunca ter ocorrido uma discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho. Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação natural do ambiente . responderam que não (100%).

verifica-se a maior parte dos entrevistados a classificam como satisfatória (80%). com as portas e janelas abertas. Verificou-se que dos funcionários que responderam que a ventilação natural dentro da sala é insatisfatória trabalham em setores que possuem janela com tamanho menor que 30% com relação à área da parede (Kit Festa e Estoque). . Realizando um comparativo com a sensação de ventilação natural dentro da sala.110 Figura 57 . mesmo em ambientes que não possuem acesso para ambientes externos.Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente. é: Fonte: Autora. em setores que não possuem janelas: como CPD/CFTV e RH. de acordo com a resposta dos entrevistados. O corredor que dá acesso às salas é aberto para ambientes externos? A ventilação natural dentro da sala. o que explica a insatisfação com a ventilação natural. enquanto apenas (31%) possuem. Os resultados obtidos com o questionário referente à ventilação natural permitiram verificar que a maior parte dos ambientes do prédio administrativo (69%) não possui acesso para ambientes externos. já que tais ambientes não proporcionam as melhores condições para tal aproveitamento.

Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente. Figura 59 . No setor onde você trabalha há ventilação mecânica? A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: Fonte: Autora. .Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente.111 Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica do ambiente Figura 58 . A localização do ventilador ou ar condicionado é: Fonte: Autora.

ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: Fonte: Autora. 25% acredita que é insatisfatória e 5% considera como excessiva. caracteriza-se por aparelhos de ar condicionado. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. que no caso. Isto possibilita verificar que seria interessante que o terminal portuário revisse a localização destes equipamentos. porém 37% acreditam ser regular e 20% considera como ruim. Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. 43% acredita que a quantidade de equipamentos existentes para ventilação mecânica é adequada. Dentre os entrevistados.112 De acordo com a avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica no ambiente em que trabalham. . 43% dos entrevistados afirmaram que é adequada. se percebe que 96% dos setores existentes no Prédio Administrativo possuem ventilação mecânica. Quando questionados sobre a localização dos ventiladores ou ar condicionados.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. a fim de que todos os funcionários se beneficiem da ventilação artificial existente quando houver necessidade de utilização da mesma. conforme resultados obtidos a partir do levantamento de equipamentos elétricos. Avaliação dos entrevistados quanto à setorização elétrica Figura 60 .

por exemplo. economizando energia elétrica? Fonte: Autora. Avaliação dos entrevistados quanto à importância do gerenciamento de energia . Os resultados do questionário quanto à avaliação dos funcionários sobre a setorização elétrica do ambiente permitem verificar que 33% dos entrevistados responderam não existir interruptores para desligar e desligar equipamentos de forma setorizada no ambiente em que trabalham. sendo que a maior parcela dos entrevistados não acredita que a setorização seja adequada. bem como de acordo com a disponibilidade de luz natural.113 Figura 61 . Segundo PRUEN (2013). de maneira que haja maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com as áreas ocupadas de cada ambiente. Uma parcela de 43% dos entrevistados acredita que a setorização é adequada. enquanto 41% considera regular e 16% considera inadequada. Você acredita que a instalação de sistemas de controles no ambiente em que trabalha pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. Isto possibilita identificar a necessidade de revisão da setorização elétrica nos setores do Prédio Administrativo. como lâmpadas. já que a setorização elétrica adequada possibilita melhor controle sobre a utilização de equipamentos.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. deve-se procurar sempre a melhor divisão dos circuitos elétricos.

aproveitar a luz solar". G: "A energia é um recurso escasso e caro. saem e deixam o ambiente com a energia ligada". Na sua opinião. B: "Vejo muitas lâmpadas acesas por falta de iluminação externa". o gerenciamento de energia é importante para a empresa? Por quê? Fonte: Autora. C: "Por que a energia tem alto custo e é um recurso limitado. reduzir seu consumo é fundamental". I: “Pois permite uma redução considerável dos custos para com isso haver investimento em outras áreas". F: "Porque gerenciando a energia consequentemente há economia para a empresa". além de demandar muito do meio ambiente. H: "Para evitar custos. J: "Há necessidade de conscientização dos funcionários. sobre o motivo pelo qual acreditam ser o gerenciamento de energia algo importante para a empresa (quadro 8): Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa.Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa. A: “Ajuda no baixo consumo”. pois atualmente não há".114 Figura 62 . D: "Para redução de custos e a possibilidade de inclusão de novas formas de energia no dia-a-dia". Evitar desperdício. . por isso deve ser economizado para garantir a continuidade dos processos que utilizar energia". hoje as pessoas não colocam em prática. É importante destacar alguns comentários registrados pelos funcionários no questionário. Os resultados apresentados na figura 62 possibilitam verificar que o gerenciamento de energia é visto por 99% dos entrevistados como algo importante para a empresa. E: "Sim é muito importante termos esta conscientização.

você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? Fonte: Autora.115 K: "Economia e produtividade dos funcionários". M: "É importante pois além de reduzir custos para a empresa.Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia. Fonte: Autora. Figura 64 . L: "Pela economia em termos financeiros. Com relação à questão anterior. . contribui para a preservação dos recursos naturais e melhor aproveitamento destes". N: "Devido ao custo e benefício". preservação dos recursos naturais e pelo consumo consciente de cada indivíduo". Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia. Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema "Energia/Consumo de Energia" na empresa? Fonte: Autora. O: "Gostaríamos de receber palestra para entender melhor sobre este assunto".

Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. Quando a ventilação natural é satisfatória. o ventilador e o ar condicionado são desligados? Fonte: Autora. Foi verificado que aqueles que responderam já ter participado de alguma formação trabalham há mais de 5 anos na empresa. o que confere uma oportunidade de melhoria para a empresa a realização de palestras. Quando sai para o almoço. .116 É possível verificar que a maior parte dos funcionários entrevistados (88%) nunca participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema Energia ou Consumo de Energia na empresa. Aspectos comportamentais dos entrevistados Figura 65 . você desliga o computador? Quando a iluminação natural supre as necessidades visuais. sendo possível identificar a necessidade de realização de novas palestras sobre o tema na empresa.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. as lâmpadas são desligadas? Fonte: Autora. cursos ou seminários que abordem o tema. Cerca de 87% dos entrevistados afirmam ter interesse em participar de alguma formação referente ao tema Energia. Figura 66 .

Tabela 27 .4 Observação dos aspectos comportamentais dos colaboradores Para verificar a veracidade das respostas dos funcionários quanto aos seus aspectos comportamentais relacionados ao uso de computadores e iluminação. foi possível contabilizar um total de 260 computadores que.3. . Comparando este resultado com os resultados do questionário elaborado com os funcionários. 4. Horário da Observação Computadores Ligados Computadores em uso 10h 258 212 243 258 23 TOTAL 76 231 3 12:30h 15h 19:30h Desperdício Computadores % 46 167 27 87 260 18 69 10 54 Fonte: Autora. para verificar se o uso de ar condicionado ocorre sem a real necessidade. Uso de computadores Os resultados das observações realizadas quanto ao uso de computadores seguem na tabela 27 a seguir. realizou-se a observação in loco em diferentes horários. durante determinado período do dia permaneceram ligados sem utilização.117 Para que se pudesse discutir os dados referente aos aspectos comportamentais dos funcionários.1. foram realizadas as observações in loco nos setores nos diferentes horários. Apenas os dados do questionário referente a utilização de ar condicionado não serão confrontados com dados de observação in loco. A partir das observações realizadas nos setores do prédio administrativo em diferentes horários. para verificação do uso da iluminação e de computadores. 15h e 19:30h no Prédio Administrativo.8. em que 59% dos entrevistados responderam que não desligam seu computador no horário de almoço. percebeu-se 69% dos computadores observados estavam ligados sem utilização enquanto almoçavam. 12:30h.Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h. já que implicam em análises mais complexas sobre o conforto térmico do ambiente.

É importante destacar que para cálculo do consumo. Para cálculo em escala mensal. totalizando 12 horas do momento da observação ao horário de início do expediente no dia seguinte. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício.3 12. com 12 horas por dia. no horário das 19:30h. foi de 15. 20 possuem modelo com potência de 0.118 Dos 167 computadores ligados sem utilização no horário de almoço. considerando o tempo de almoço como 1 hora.10 Desktop Infoway/LG 40 0.024kW (ThinClient).76 ao dia e R$ 82. considerando que entre 12:30h e 13:30h a tarifa cobrada é referente ao horário fora de ponta. Quadro 9 .77 ao longo de um mês.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço. e posteriormente o consumo ao longo de um mês. apenas com o monitor em stand by.024 3.10 Fonte: Autora. Equipamento Quantidade em uso Potência por equipamento (kW) Consumo diário (kWh) Consumo mensal (kWh) ThinClient 127 0. De acordo com os cálculos realizados. sem considerar a potência do monitor. Ao longo de um mês. tomando como base o mesmo número de computadores em desuso. considerando uma jornada mensal de 22 dias de trabalho.10 kWh. considerou-se que os computadores permaneceram ligados das 19:30h às 7:30h. o quadro 9 apresenta os dados de consumo pelo uso destes equipamentos em um dia.00 264. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados no horário de almoço em apenas um dia.05 331. também foram considerados 22 dias de trabalho no mês. também foram realizadas observações. tem-se um custo de R$0. Para que se possa traduzir em valores de consumo de energia o que este dados representam. o que significa o desperdício de R$ 3. este valor passa para 331.25 por kWh. Para verificar o consumo dos computadores que permaneceram ligados mesmo após o término do expediente dos funcionários. .3kW (Infoway/LG) e 147 possuem modelo com potência de 0. e as considerações sobre o modelo e a potência dos equipamento estão apresentadas no quadro 10.00 Total 167 - 15.05 67.05 kWh.

Em comparação com o consumo e o custo mensal do terminal portuário. indiretamente. Além do custo associado ao consumo. tomando como base os mesmo número de computadores em desuso. porém. já que a potência nestas condições é bastante reduzida.26 137. tem-se tarifa cobrada a R$1. por exemplo. o que significa que a organização deixaria de emitir. este valor passa para 137. Ao longo de um mês.26 kWh. foi de 6.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente. o valor que antes era custo pode ser convertido em investimento. . em projetos de eficiência energética. somandose o custo com computadores ligados sem utilização em horários de meio dia e pós expediente.5 horas e tarifa a R$0.82 kWh.03 2.52 55. há de se considerar que com a redução do desperdício observado nos horários de almoço e pós expediente. o que significa um custo total de R$ 1. temse uma economia de 468.72 Nota: O consumo em standby (modo de espera dos computadores) foi desconsiderado nos cálculos realizados. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados entre o as 19:30h e o horário de início do próximo expediente (total de 12 horas) em apenas um dia.74 82.44 Total 167 - 6.47 por kWh durante 10. O investimento em eficiência energética no Prédio Administrativo pode então.66 toneladas de CO2e. com melhorias na eficiência energética do setor. contribuir com uma redução ainda maior do consumo de energia elétrica.25 por kWh durante 1. Com a redução do desperdício. De acordo com os cálculos realizados.39.71 ao dia e R$ 37.05 toneladas de CO2e por mês e ao longo de um ano.024 3.28 Desktop Infoway 7 0. estes valores podem parecer em um primeiro momento parecer insignificantes. ao longo de um mês. um total de 0. considerando que entre 19:30h às 07:30h a tarifa é cobrada das 19:30h às 6h como horário de ponta e das 6h às 7:30h como horário fora de ponta.5 horas.62 ao longo de um mês. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício pós expediente. 0. Consumo total Consumo total diário (kWh) – 12 mensal (kWh) horas Equipamento Quantidade em uso Potência unitária (kW) ThinClient 13 0.119 Quadro 10 .72 kWh. Fonte: Autora. e que poderia ser aplicado. tem-se um total de R$ 120. o que significa um custo mensal desnecessário à empresa.

d) Melhoria quanto aos equipamentos existentes no prédio administrativo. . e) Redução do consumo de energia não renovável visando reduzir as emissões de GEE. visando utilizar equipamentos com maior eficiência energética. o que confere a percepção dos funcionários destes setores para o problema de setorização observado.Melhoria nos acabamentos internos da edificação visando o melhor aproveitamento da iluminação natural.2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria Considerando todos os aspectos analisados na Revisão Energética. b) Prédio Administrativo . verificou-se que em alguns ambientes ocorre o desperdício de energia por consequência dá má setorização de circuitos elétricos. Em comparação com os dados do questionário. Kit Festa e Comercial. ou seja.3. A observação dos ambientes no horário de almoço permitiu verificar que locais como Estoque. considerando que a maioria dos equipamentos não são classificados pelo PBE nem possuem Selo Procel. 29% são dos setores Estoque.120 Uso da iluminação artificial Ao realizar a observação sobre o uso da iluminação artificial no Prédio Administrativo. ambos estão conectados à iluminação de outros setores que naquele momento utilizavam a iluminação. Comercial e Sala de Café permaneceram com as lâmpadas acesas mesmo que funcionários não estivessem utilizando o ambiente. verificou-se que dos entrevistados que consideram a setorização inadequada. Também foi verificado que os 16% de entrevistados que consideram a localização dos interruptores como ruim também são dos setores Estoque. A falta de setorização adequada possibilita que alguns ambientes permaneçam com as lâmpadas acesas mesmo em momentos em que elas poderiam estar apagadas. 4. visando melhor utilização da energia elétrica para iluminação artificial e redução de desperdícios. pois seus circuitos não estão bem setorizados. c) Melhorias quanto à setorização de circuitos no Prédio Administrativo. foi possível identificar possibilidades de melhoria quanto ao uso e consumo de energia do terminal portuário nos seguintes itens: a) Sistema Smart 32 – Adequação do sistema para que se possa obter dados confiáveis de consumo de energia nas áreas do terminal portuário. 22% do setor Kit Festa e 14% do setor Comercial.

Óleo diesel: 12.62 t/mês.5 INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Para que se possa compreender o desempenho energético do terminal portuário em estudo e para que a empresa realize futuramente a comparação de dados entre o período da linha de base e o período após a implantação de melhorias. desenvolveram-se os indicadores de desempenho energético.Energia elétrica: 310. Nível 1 – Abrangência global Os indicadores levaram em consideração a média de dados entre os meses de janeiro a dezembro de 2012: o Consumo de energia elétrica mensal por funcionário: Considerando que o consumo médio de energia elétrica no período da linha de base foi de 310. Sendo assim. Os indicadores foram definidos de modo que possam ser atualizados pela organização ao longo de sua operação. 4.GLP: 1. a fim de que a mesma possa comparar seu desempenho ao longo do tempo. . a partir da conscientização dos funcionários. foram considerados os dados do do ano de 2012 como linha de base energética. caso sejam executadas. antes e depois da implantação de melhorias. 4. através do cálculo da média do consumo de energia no período considerado. já que este é o período na qual a empresa possui dados sobre todas as fontes de energia consumidas em suas atividades.580 kWh/mês.121 f) Redução de consumo de energia elétrica em horários de ponta no Prédio Administrativo.73 m³/mês. Estes valores não serão comparados com outra organização.580 kWh/mês e . que neste item apresentam os valores com base nos dados obtidos neste trabalho. haja vista que não se obtiveram dados de uma empresa com características similares às do terminal portuário. . obtevese a seguinte linha de base para todo o terminal portuário: .4 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações da revisão energética.

98. É importante destacar que a razão entre o consumo anual médio registrado pela CELESC e o consumo anual médio registrado pelo Smart 32 é um indicador importante para a verificação da adequação dos medidores do referido software. TECON: o Consumo de energia elétrica médio (mensal) no período de abril a novembro/2012: 181.04% Nível 2 – Abrangência por área Embora se tenha verificado que os dados registrados pelo software Smart 32 não contempla todos os consumos de energia do terminal portuário. o Custo de energia elétrica mensal por funcionário: 280.04 tCO2e o Índice de consumo de energia renovável: 67.27 R$/kWh e Custo unitário do Consumo em Horário de Ponta: 1.35 R$/unidade. .63kWh/m².96% o Índice de consumo de energia não renovável: 32.23 R$/funcionário. estando subestimados os dados de cada área. o Quantidade de emissões totais de GEE4: 680.41 R$/kWh. obteve-se um indicador de 8.267 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por contêiner refrigerado: 77 kWh/unidade o Custo de energia consumida média (mensal) por contêiner refrigerado: 21. o Custo unitário da energia elétrica adquirida da concessionária: . Sendo assim.67kWh/funcionário. o Consumo de energia mensal por área útil total: De acordo com a Licença Ambiental de Operação da empresa a área útil de todo o terminal portuário é de 36.Custo unitário do Consumo Fora de Ponta: 0.74 tCO2e o Emissões diretas totais: 473.122 que a média de funcionários em todo terminal portuário neste mesmo período foi de 411. 4 Emissões de CO2e em 2012. foram identificados os valores de indicadores para posteriores comparações da organização. obteve-se como atual indicador 755.000m².70 tCO2e o Emissões indiretas (aquisição de energia elétrica): 207. o Índice de fator de carga médio (fora de ponta): 0.1 o Índice de fator de potência: 0.27 o Índice de fator de carga médio (ponta): 0.

603. 29 e 30 a seguir apresentam os indicadores de desempenho energético para cada setor do Prédio Administrativo.37 tCO2e/mês PRÉDIO ADMINISTRATIVO: o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 10.84 tCO2e/mês ARMAZÉNS (I e II): o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 51. que foram obtidos a partir do diagnóstico de equipamentos e diagnóstico das características do ambiente a partir do IEEA.91 kW o Potência total de computadores no PA: 18.250 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) de todo o PA por funcionário: 30.68 R$/funcionário o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por área útil: 4. o Custo de energia médio (mensal) de cada setor por funcionário trabalhando na respectiva área: 21.23 kWh/funcionário.31 kW o Indicadores de Desempenho Energético por setor do PA: As tabelas 28.123 o Emissão média mensal de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 11. .34 kW o Potência total em condicionamento do ar no PA: 325.620 kWh o Custo de energia médio (mensal) na área no ano de 2012: R$ 20.96 kWh/m² o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 0.67 tCO2e/mês Nível 3 – Abrangência detalhada – Prédio Administrativo o Potência total instalada no PA: 466.75 o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 3.45 kW o Potência total em iluminação no PA: 40.

124 Tabela 28 .31 0.08 0.04 12.22 Sala Reunião 1 5. TÉRREO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Ambulatório 11.28 0.00 Cozinha 37.55 5.33 WC Fem 2 0.20 22.00 Sala Reunião 3 5.10 Sala Treinamento 9.18 - - 0.37 0.76 1.09 0.37 - - 1.28 0.37 5.37 5.56 WC Masc 2 0.37 - - Sala Reunião 2 5.33 Copa 2.00 Hall PA 1 0.56 2.67 - - Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Não foi atribuído (em reforma) 1.39 2. Tabela 29 .Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.46 0.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio Administrativo.28 - 1.37 9.46 - - Fonte: Autora.73 2.78 2.89 PCS 7.09 0.02 Hall PA 1 0.65 0.28 0.11 Fonte: Autora.12 1.03 0.65 0.78 0.24 0.67 1.75 1.09 - - 1.79 0.79 1.03 - - CPD/CFTV 30.56 Vigilância 2.18 - - 2.28 0.31 - 1.11 WC Fem 1 0.10 8.85 1.00 Comercial 135.56 0.72 2.37 0.86 1.51 0.09 - - 1.54 9. .65 1.28 - 0.64 - 2.56 1.38 112.03 - - 1.18 5.14 Almoxarifado 10.78 1.55 7.28 - Hall PA 2 0.48 3.67 WC Masc 1 0.28 - - 1.92 0. 1º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Arquivo 1 0.89 Vestiário 24.22 Refeitório 17.29 9.

125 Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio Administrativo.94 70.09 0.92 - - 1.45 1.18 0.46 - 1.50 1.44 Estoque 20.64 0.94 1. . 2º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) PVA 11.56 WC Masc 2 0.28 - - 1.09 5.37 3.66 Comercial 19.44 Circulação Gerência 1. Ao lado de cada objetivo estão relacionados os indicadores que servirão para informar à organização o seu desempenho energético.33 2. para que através de propostas de ação.08 1.51 1.58 0.37 - - 1.19 - - 2.33 Telefonia 5.28 - - 1.14 1. 4.28 - 1.47 17.28 - Sala Gerência 4.00 WC Masc 1 0.37 0.01 1.78 Arquivo RH 0.58 0. puderam ser estabelecidos os objetivos quanto oportunidades de melhorias de desempenho energético definidas como prioridade para a organização.56 Hall PA 1 0. tomando-se como base os resultados obtidos na revisão energética.37 0.29 0.09 - - 1.6 OBJETIVOS ENERGÉTICOS A partir do modelo de política energética elaborado para a implementação de um SGE e com base nos dados obtidos a partir da Revisão Energética.38 Sala Café 1.44 RH 2.44 Hall PA 2 0.56 1.56 Fonte: Autora.28 1.04 0.10 9.01 - 0.78 Vestiário PVA 0.00 1.37 5.34 1.38 0. Foram estabelecidos os objetivos apresentados no quadro 11.37 - - 1.96 0.89 Meio Ambiente 2.92 0.20 0.34 2.16 0.56 Sala Reunião 1 1.62 0.11 WC Fem 1 0.66 17.37 0.40 1.44 1.18 0.19 - - 1.00 Kit Festa 77.28 0.74 - 0.92 - 0.52 0.00 WC Fem 2 0.28 0.55 - Sala Reunião 2 5.33 1.

Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão. tCO2e Terminal Portuário Elétrica Elétrica Quantidade de emissões de GEE kWh/mês .Quantidade de energia total consumida por hora trabalhada . Área/Equipamento IDE Unidade TECON/Armazéns/Prédio Administrativo/ Software Smart 32 Razão entre o consumo mensal de energia registrado pela CELESC e o consumo mensal total registrado pelo Smart 32 - Empilhadeiras Maclift e Reach Staker Quantidade de Óleo diesel comum consumido por hora trabalhada l/h Fogão industrial Quantidade de GLP consumido por mês t/mês Elétrica TECON/Armazéns/Prédio Administrativo .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário fora de ponta Óleo Diesel Empilhadeiras Energia Elétrica Objetivos (1) Monitorar o consumo de energia com base em dados confiáveis dos medidores Óleo diesel GLP (2) Reduzir o consumo de energia GLP (3) Reduzir as emissões de GEE Elétrica Fogão industrial Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEAA) - Terminal Portuário - - Terminal Portuário Índice de fator de carga - (4) Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo Térreo/1º Piso/2º Piso Óleo diesel/GLP/Elétrica (5) Formar uma equipe responsável pelo SGE (6) Utilizar energia elétrica de forma racional Fonte: Autora.126 Quadro 11 .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário de ponta .

Armazéns II e II e Prédio Administrativo) poderão ser monitoradas ao longo do tempo. reduzindo assim o consumo de óleo diesel comum. já que parte da energia consumida não vem sendo contabilizada pelo software instalado. já que o biodiesel é produzido a partir de biomassa como bagaço de cana.127 4. é necessário inicialmente adequar o sistema de medição do consumo de energia por área. 4. A partir da adequação do sistema medidor. de todos os circuitos elétricos do terminal. Caso contrário. 4. com a utilização a partir da mistura com o óleo diesel comum atualmente utilizado para a operação das mesmas. entre outros.7. a partir de uma verificação por parte de empresa especializada. Considerando a necessidade de monitoramento dos dados em um SGE baseado na ISO 50001:2011. .7. as áreas consumidoras de energia elétrica (TECON. não se terá confiabilidade nos dados apresentados pelo software Smart 32 e não será possível saber como as medidas de melhoria implementadas pelo terminal contribuíram para a redução do consumo de energia elétrica.7 PLANOS DE AÇÃO A seguir estão propostas as ações que contribuirão para que a organização atinja os objetivos energéticos anteriormente descritos.2 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de Óleo Diesel e emissões de GEE pelas empilhadeiras Visando reduzir a utilização de combustíveis fósseis no terminal portuário. e para que se possa compreender os dados medidos. para que se verifique se houve ou não redução do consumo de energia.1 Objetivo 1: Monitorar o consumo de energia das áreas TECON/Armazéns/Prédio Administrativo com base em dados confiáveis Para que se possa realizar o monitoramento do consumo de energia elétrica a partir verificação dos dados ao longo da operação do SGE. se propõe inicialmente a adequação das instalações do medidor Smart 32. milho. verificouse como possibilidades de melhoria para a redução de emissões de GEE a inclusão de biodiesel como combustível complementar para as empilhadeiras Maclift e Reach Staker. de origem fóssil e aumentando o índice de utilização de energias renováveis.

considerando os dados de consumo do ano de 2012 (linha de base). Caso seja possível substituir o uso do diesel comum pelo biodiesel. De modo geral.44 380.73 por ano.3 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de GLP e emissões de GEE pelo fogão industrial Este é um indicador difícil de se avaliar.800.17 413. o biodiesel proporcionaria menor emissão de GEE (cerca de 8% menos tCO2e).128 Porém não se pode dizer com total certeza sobre a viabilidade da utilização deste combustível para uso específico em empilhadeiras. De acordo com Logweb (2011). Embora assim. sendo assim. que apresentem os níveis de eficiência “A” e que tenham características conforme apresentadas na figura 67. sugere-se que sejam adquiridos equipamentos certificados pelo CONPET.343 318. caso o terminal portuário venha optar por adquirir um novo fogão industrial. já que não se sabe ao certo o tempo de utilização do fogão industrial. .7. Consumo (litros) Custo (R$) Emissões de GEE (tCO2e) Óleo diesel comum 152. é necessário verificar se esta utilização é capaz de provocar problemas em motores que não são adaptados para receber estes combustíveis. Além de ter um menor custo.72 Combustível Fonte: Autora. tomando como base os dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012.674. verificou-se com base nos dados de consumo de óleo diesel em 2012 que. identificou-se essa oportunidade de melhoria. 4. porém é necessário a realização de estudos mais detalhados para uma conclusão mais precisa acerca da proposta.12 toneladas de CO2e por ano. de modo que com a substituição de óleo diesel por biodiesel deixariam de ser emitidos 33.343 316.Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel. conforme pode-se observar na tabela 31. com maior eficiência. não se pode dimensionar o consumo de GLP do mesmo por horas trabalhadas para comparar sua eficiência em kg/h com outros modelos etiquetados pelo CONPET.873. Tabela 31 . a alteração desta matriz energética para biodiesel reduziria os custos em aproximadamente R$1.84 Biodiesel 152.

propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos.129 Figura 67 . Observações realizadas in loco durante horários de almoço permitiram verificar que o desperdício de alimento é bastante comum entre os funcionários. sugere-se uma campanha para redução dos desperdícios de alimentos nas refeições diárias dos funcionários. acredita-se então que uma maneira de se reduzir o consumo de GLP sem substituir o equipamento é a partir da conscientização dos funcionários quanto ao desperdício de alimentos. e consequentemente o consumo deste combustível fóssil. Com a redução dos desperdícios de alimento se reduz a demanda de refeições a serem realizadas. Fogão industrial Classe “A” Rendimento médio dos queimadores (%) ≥61 Índice de consumo de GLP ≤53 Fonte: Adaptado de INMETRO. 2013. Sabendo-se que quanto maior a demanda de refeições diárias.Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”. o que possibilita identificar . Considerando que o terminal portuário não venha a substituir seu fogão industrial pela falta de dados reais para um comparativo de eficiência. maior a quantidade de GLP consumido para sua produção.

ocorre desperdício de energia.7. 2013). O acionamento das lâmpadas deve então ocorrer à medida que a iluminação natural não for suficiente para atender os níveis mínimos de iluminação requeridos para cada tarefa (PRUEN. deve-se destacar que a proposta de campanha para redução do desperdício não permite estabelecer metas concretas de redução do consumo pelo fogão industrial. os funcionários terão a possibilidade de realizar o acionamento apenas da parcela de lâmpadas que for necessário naquele momento. Desta forma. assim como a distribuição das luminárias. já que interruptores das lâmpadas de um setor ficam muitas vezes localizados em outro setor. já que não se sabe a quantidade de GLP utilizada para realização de cada tipo de refeição. pois desta forma há possibilidade que o acionamento das fileiras pelos funcionários ocorra na medida do necessário. 4.7. especialmente a do Prédio Administrativo. o que se torna um empecilho para que os funcionários desliguem as lâmpadas nas quais precisam. 4. Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas devem ser instalados no mínimo interruptores de duas teclas.4.4 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de energia elétrica e emissões de GEE no Prédio Administrativo 4.7. Verificou-se que em muitos ambientes as lâmpadas não possuem setorização adequada. procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de acordo com a disponibilidade de luz natural.2 Instalação de dispositivos economizadores para iluminação .4. evitando o desperdício de energia elétrica.1 Setorização de Circuitos para melhor integração entre a iluminação artificial e natural Para que se possa realizar um melhor controle sobre uso e consumo de energia. é necessário que a iluminação do terminal portuário.130 que a realização de uma campanha contra o desperdício de alimentos é uma oportunidade de melhoria que pode levar ao atendimento dos objetivos de redução de consumo e de emissões de GEE pelo uso de GLP. Contudo. esteja corretamente dimensionada e a setorização esteja adequada. e com isso. Propõe para os setores do prédio administrativo a implementação de comandos por pequenos blocos de luminárias.

131 Propõe-se a instalação de dispositivos economizadores nos corredores do prédio administrativo. verificou-se que a lâmpada do modelo LED possui notáveis vantagens quando comparadas às lâmpadas atualmente existentes. É importante dizer que as lâmpadas LED. conforme apresentado no quadro 12. com potência de 19W e que possui maior eficiência luminosa quando comparado ao modelo fluorescente tubular atualmente instalado nos setores do Prédio Administrativo. . 2013. por permanecerem ligados sem necessidade. no Prédio Administrativo. Fonte: DW Material Elétrico Industrial.7. A figura 68 a seguir apresenta uma imagem ilustrativa da lâmpada LED proposta para o terminal portuário.Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação. Figura 68 . já que foi identificado que tais ambientes possuem acionamento manual das lâmpadas. são energeticamente mais eficientes e que podem manter o mesmo nível de iluminação necessário para um determinado ambiente com um consumo muito reduzido de energia (PHILIPS.3 Aquisição de equipamentos mais eficientes Lâmpadas modelo LED Após a realização de pesquisas em catálogos de iluminação. 2013). sigla em inglês para Light Emitting Diode (Diodos Emissores de Luz). 4. O acionamento manual pode provocar em muitos momentos o desperdício de energia nestes ambientes.4. por interruptores. e a utilização das mesmas pode contribuir para o aumento da eficiência energética em iluminação. como os existentes no Hall PA 2 do1º piso bem como no Hall PA e Hall PA 2 do 2º piso. modelo escolhido para o cálculo é a lâmpada Master LEDtube fabricada pela Philips.

140. Outra vantagem das lâmpadas LED é que as mesmas não necessitam de reator. Lâmpadas propostas Potência instalada (kW) Lâmpada atual (40W) Lâmpada proposta Fluorescente tubular Philips (40W) + Reator (6W) LED Tubular Philips (19W) Modelo TLTRS40W-ELD-25 Modelo Master LEDtube (40W+6W)*132 Peças = 6072 W = 6. que corresponde à quantidade de lâmpadas existentes nos setores que não atenderam aos níveis de iluminância determinados pela NBR 5413. que demonstram as características do modelo de lâmpada atualmente utilizado no Prédio Administrativo e as características de um modelo de lâmpada LED.Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta.00 Fonte: Autora. 2013.07kW 19W*132 Peças = 2508 W = 2. o modelo LED possui menor potência e consequentemente possibilita um menor consumo de energia para um mesmo fluxo luminoso. O quadro 13 a seguir apresenta um comparativo entre os modelos.51 kW Custo (R$) - R$145*132 Peças = R$19. . tomando como referência a utilização de 132 lâmpadas.500 87 83 40. a fim de verificar qual a potência instalada para cada modelo e qual o custo para aquisição das mesmas. enquanto a fluorescente tubular atualmente instalada no Prédio Administrativo funciona a partir de um reator de 6W.Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta.000 Potência do reator (W) Etiqueta de Eficiência Energética 6 - A+ Fonte: Adaptado de PHILIPS. ou seja.132 Quadro 122 . Quadro 13 . . De acordo com os dados apresentados no quadro 13. Potência (W) Temperatura de cor (K) Lâmpada atual Fluorescente tubular Philips Modelo TLTRS40W-ELD-25 40 5000 Lâmpada proposta LED Tubular Philips Modelo Master LEDtube 19 6500 Características ténicas Fluxo luminoso (lm) 2600 1650 Eficiência luminosa (lm/W) Índice de reprodução de cor (IRC) Vida mediana (h) 65 70 7. é possível verificar que a eficiência luminosa do modelo LED é cerca de 34 vezes maior que o modelo fluorescente tubular.

Desta forma.000 horas. Segundo Rodrigues (2002). não inferior a 50%. As lâmpadas LED possuem tempo de vida 40. tanto artificial quanto natural. recomenda-se que as superfícies internas dos tetos e paredes sejam pintadas de cores claras. 2013). Isso reduz o custo atual com a destinação destes resíduos.1 Melhoria nos acabamentos internos da edificação Visando melhor distribuição da luz e maior rendimento dos sistemas de iluminação interna.133 Ao substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED. Segundo DW Material Elétrico Industrial (2013). considerando que não possuem metais pesados em sua composição e por tal motivo não necessitam de um descarte especial (PHILIPS. 22 dias mensais. desenvolvido pelo INMETRO. Ar condicionados Para melhoria da eficiência energética do terminal portuário. já que as lâmpadas fluorescentes necessitam de descarte específico.032 toneladas de CO2 para cada 1000 horas de consumo.7.7. 4. já que por possuírem maior eficiência consequentemente implicam em um menor consumo de energia elétrica. o tempo do retorno do investimento pela aquisição das 132 lâmpadas LED é de aproximadamente 5 anos e 11 meses. o que significa a utilização das lâmpadas por aproximadamente 15 anos. o que resulta em uma economia aproximada de 2. A utilização de lâmpadas LED também acaba por reduzir os custos com o descarte das lâmpadas.7 kW/h e consequentemente a não emissão de 0. a refletância do teto. considerando um tempo de uso de 10 horas diárias. . parede e piso dos ambientes deve ser a mais alta possível. o custo do terminal portuário com manutenção das mesmas acaba reduzindo.5 Objetivo 4: Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo 4. o consumo de energia elétrica voltada à iluminação reduz cerca de 41%.5. os equipamentos condicionadores de ar adquiridos devem passar a respeitar os índices de eficiência mínima dos equipamentos enquadrados na faixa "A" de classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).

Almoxarifado (TA). Kit Festa (2I).134 Sendo assim. Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Sala Treinamento (TB). Estoque (2L). Meio Ambiente (2K). Sala Reunião 3 (1L). Hall PA 1 (2B). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) C C Sala Reunião 1 (1B). Kit Festa (2I). A . Arquivo RH (2F). Vigilância (TG). Sala Reunião 2 (1K). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) Pintura do teto Almoxarifado (TA). PCS (TF). teto ou piso na cor marfim ou branca. Arquivo 1 (1A). Sala Reunião 2 (1L). PVA (2A). Estoque (2L). já que são cores que apresentam maior refletância. Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo. Sala Reunião 2 (1L). Arquivo RH (2F). Melhoria proposta Setor Nível do IEEA Pintura das paredes Sala Reunião 1 (1B). B Vestiário (TH) e Comercial (1H). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) B A C Pintura do piso Fonte: Autora. CPD/CFTV (1F). proporcionando assim uma maior iluminância do ambiente. Comercial (2M). Sala Café (2N). Arquivo 1 (1A). Hall PA 1 (1G). Comercial (1H) Hall PA 1 (TC). Sala Reunião 1 (1B). Meio Ambiente (2K). Telefonia (2G). Hall PA 2 (1M). PCS (TF). Comercial (2M). Sala Reunião 1 (1B). Telefonia (2G). para os ambientes apresentados na tabela 31 a seguir recomenda-se a pintura das paredes.

WC Fem 2 (2R). Melhoria proposta Setor Instalação de janelas mais amplas Arquivo 1 (1A). Nível do IEEA B A Fonte: Autora. chamadas de brises. sem bloquear a visibilidade para o exterior (figura 69). Arquivo RH (2F). WC Masc 2 (2S) Vestiário (TH).7. Kit Festa (2I). Estoque (2L). Sala Reunião 1 (1B). . 4. Comercial (2M). WC Fem (2C).3 Instalação de proteções solares (brises) Para melhor aproveitamento da iluminação natural.135 4. sem comprometer o aproveitamento satisfatório da ventilação natural e da luz natural. Sala Reunião 2 (2º).5. Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural nos ambientes do Prédio Administrativo.7. propõe a instalação de proteções solares externas. Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D) Cozinha (TD). WC Masc 1 (1E). De acordo com USP (2013). o que por consequência minimiza o uso do sistema de iluminação artificial. Considerando os dados obtidos para a elaboração do IEEA. propõe uma maior integração da luz natural nos ambientes do Prédio Administrativo. propõe-se que os ambientes situados nas áreas perimetrais da edificação apresentem condições para aproveitamento da luz natural por meio da inclusão de janelas maiores. Telefonia (2G). WC Fem 1 (1D). verificou-se que os setores com IEE nível “B” possuem maior potencial para ampliação das janelas já que possuem janelas consideravelmente pequenas (≤30%) em comparação com a área da parede em que ocupam.5. Sala Gerência (2P). Sala Café (2N). Para tanto.2 Instalação de janelas para maior ventilação/iluminação natural Para que se possa reduzir o consumo de energia elétrica a partir do uso da iluminação artificial. as quais devem ser adequadas à orientação da fachada. WC Fem 1 (2E). o uso de películas nos vidros deverá ser evitado a partir do dimensionamento correto das proteções solares.

não sendo possível definir um preço fixo por m². em períodos de alta insolação. 2012). A instalação dos brises nas janelas do Prédio Administrativo visa a redução do ofuscamento sem prejudicar a iluminação natural e visando também o aumento da eficiência térmica dos ambientes. instalação e tipo de material. al (2010) após a implantação de telhado verde foi encontrada uma variação de até 7ºC entre a temperatura interna e externa. ao contrário das persianas. proporcionando uma redução do consumo de energia principalmente relacionado à refrigeração nos horários mais quentes do dia (Liu. Segundo Lamberts et. . Embora assim seus preços normalmente variam de R$200. com um dimensionamento detalhado. al.4 Implantação de telhado verde Os telhados verdes possuem um potencial de melhoramento do desempenho térmico de edificações.136 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento. 2002 apud Lamberts et. já que de acordo com Verna (2013) apud Abril (2013) os brises possuem eficiência térmica. (GELBCKE et al. Segundo Gelbcke et al. A implementação do brise no prédio administrativo necessita de um estudo aprofundado. 2010)..00. uma vez que para cada modelo de brise é necessário a coleta de diferentes dados para seu dimensionamento 4. (2012) o custo do brise-soleil depende de vários fatores. método construtivo.5.00 a R$ 800. pois são temporais e variam conforme o projeto do brise.7. 2013. Fonte: Adaptado de USP.

 relatar à alta direção o desempenho do SGE. os telhados verdes podem ser de grande auxílio para edificações localizadas em centros urbanos. então.2 que a alta direção deve designar representantes da direção com habilidades e competências apropriadas para garantir que o SGE seja estabelecido. a criação da Comissão Interna de Energia.6 Objetivo 5: Formar uma equipe responsável pelo SGE Visando um melhor gerenciamento da energia. Sendo assim. propõe-se a criação de uma Comissão Interna de Energia no terminal portuário em questão. propõe-se a implantação de telhado verde no Prédio Administrativo do terminal portuário como forma de reduzir a temperatura do ambiente interno e consequentemente o consumo de energia para a ventilação artificial do ambiente.137 Além disso. redução de pó e variação das temperaturas. Mink (2004) apud Savi (2012) afirma que a aplicação de telhados verdes em 10 a 20% das coberturas nos centros urbanos seria capaz de garantir um clima urbano saudável através da purificação do ar.7.  promover a conscientização da política e objetivos energéticos em todos os níveis da organização.400. buscar soluções que . Estes representantes deverão ter as seguintes responsabilidades. ainda: identificar. planejar e atuar na matriz energética do terminal portuário.00.00. a qual define em seu requisito 4.2. de acordo com Savi (2012). Considerando que de acordo com Savi (2012) a implantação do telhado verde custa em média R$ 200. A Comissão Interna deverá. de acordo com a NBR ISO 50001:  Relatar à alta direção o desempenho energético. já que em geral são áreas com pouca vegetação e com microclima muito alterado. 4. considerando que área total do telhado do Prédio Administrativo é de 667m² a implantação custaria cerca de R$133. que poderá então ser composta pelos representantes da direção. mantido e continuamente melhorado. nas áreas. Desta forma. as oportunidades de ganhos. implementado.  definir e comunicar responsabilidades e autoridades para facilitar a efetiva gestão de energia. a fim de atender às exigências da NBR ISO 50001:2011. Propõe-se.  garantir que o planejamento das atividades de gestão de energia seja destinado a apoiar a política energética da organização.  determinar critérios e métodos necessários para garantir que tanto a operação e o controle do SGE sejam efetivos.

utilizando as mais avançadas técnicas de conservação de energia e em consonância com o planejamento energético estratégico da empresa. e elaborar relatórios para órgãos externos e internos. já que por meio da conscientização dos funcionários torna-se possível a redução de desperdícios no consumo. Propõe-se a realização de palestras voltadas ao tema.7. bem como a divulgação de cartilhas informativas sobre a gestão de energia. através do menor custo. verificou-se que uma grande parte dos funcionários não utiliza racionalmente a energia elétrica no seu dia-a-dia. Também se deve destacar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados disse já ter participado de alguma palestra voltada ao tema Energia na empresa (14%). e consequentemente de emissões de GEE e custos para a organização. De modo geral. manter os indicadores de energia atuais e propor novos indicadores. embora 99% dos entrevistados considere a gestão de energia algo importante para a empresa. A realização de práticas de educação ambiental voltadas ao uso racional de energia pode ser considerada uma medida capaz de refletir diretamente na redução do consumo de energia no terminal portuário. conforme cartilha apresentada no Apêndice VII.7 Objetivo 6: Utilizar a energia elétrica de forma racional Com base nos resultados obtidos com a aplicação do questionário na etapa de Abordagem Energética Detalhada. a serem realizadas pela Comissão Interna de Energia.138 aumentem a eficiência dos processos e redução do consumo de energia. E o que mais chama atenção é que 87% dos entrevistados diz ter interesse em participar de uma formação voltada ao tema. a equipe que formará a Comissão Interna de Energia deverá buscar sempre a melhoria contínua do SGE. para atender aos objetivos energéticos propostos. . 4. subsidiar a área comercial para negociação de contrato dos energéticos. o que confere a oportunidade ao terminal portuário de melhor orientar seus colaboradores visando a utilização racional de energia elétrica.

a baixa eficiência energética de diversos ambientes do Prédio Administrativo. já que esta fonte de energia foi identificada pelo diagnóstico energético global como a que possui o uso mais significativo no terminal portuário. o que pode ser considerado uma grande fraqueza para o controle de melhorias no caso implantação de Sistema de Gestão de Energia ISO 50001:2011. Através do diagnóstico por área. a redução de emissões de GEE. o software Smart 32. Além da identificação dos usos e consumos de energia. A etapa de revisão energética nas três abordagens possibilitou identificar os usos e consumos significativos de energia em todo o terminal portuário. Óleo Diesel e Energia Elétrica. seguida pela energia elétrica e pelas empilhadeiras a GLP. Ao longo do trabalho foi possível verificar a gestão de energia da organização em estudo apresenta diversas fraquezas. que considera suas características quanto à iluminação e ventilação. foram identificadas as oportunidades de melhorias.139 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da realização deste trabalho verificou-se que o planejamento de um sistema de gestão de energia com base na NBR ISO 50001:2011 requer que se tenham instrumentos adequados para o levantamento de dados sobre os usos e consumos de energia de suas instalações. o mau uso de energia pela falta de conscientização de funcionários associado ao uso de equipamentos de baixa eficiência energética acaba por contribuir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e com o esgotamento de recursos naturais. os quais são aqueles associados às fontes energéticas GLP. através da ferramenta disponibilizada pelo Programa GHG Protocol. principalmente quanto ao uso de energia elétrica. sendo a energia elétrica a fonte de energia mais significativa para a organização. . Sendo assim. o diagnóstico energético possibilitou a realização dos cálculos de emissões diretas e indiretas de GEE. A contabilização de emissões permitiu identificar que as empilhadeiras movidas a diesel são as maiores responsáveis pelas emissões de CO2e no terminal portuário. já que seus dados não são confiáveis para futuras comparações. Com base nos dados obtidos. como por exemplo. a redução do desperdício de energia elétrica no Prédio Administrativo pode causar além da redução de custos. Por outro lado. não está contabilizando todos os consumos de energia da organização. verificou-se que o equipamento utilizado pelo terminal portuário para o gerenciamento de energia. Os baixos IEEA encontrados indicam que as características do ambiente podem estar ocasionando perdas de energia e gastos com consumo desnecessários. a qual foi verificada a partir dos Índices de Eficiência Energética de Ambiente.

que tenham consequências positivas com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa e que também impliquem na redução de custos para a empresa. vai implicar em mudanças no gerenciamento de energia da organização. já que estes deverão buscar sempre a melhoria contínua do SGE. exigindo o comprometimento da alta direção no que refere à adequação de controles e procedimentos operacionais associados ao uso de energia. O uso de biodiesel nas empilhadeiras requer estudos mais detalhados. A partir do diagnóstico energético para atendimento à NBR ISO 50001:2011 o terminal portuário possui uma base de dados que possibilitem implantar uma gestão energética abrangente baseada na melhoria contínua do uso e do consumo de energia.04% não renovável. identificar as áreas de uso significativo de energia. analisar a percepção dos funcionários da empresa. implantando as melhorias que forem necessárias para atendimento aos objetivos propostos. considerando os dados de consumo de óleo diesel identificado na linha de base. facilitando a comunicação sobre a gestão dos recursos energéticos e impulsionando a organização à realização de práticas de melhor gerenciamento de energia. porém caso seja possível sua utilização. esta possibilitaria reduzir cerca de 8% as emissões de CO2e. . As propostas de melhorias realizadas neste trabalho podem contribuir para o atendimento aos objetivos propostos para o SGE do terminal portuário. seja através da proposta de uso de equipamentos mais eficientes. e até mesmo através do uso de energia alternativa como o biodiesel nas empilhadeiras. propor ações de melhoria para o desempenho energético da organização e também verificar as possibilidades de melhorias na matriz energética no sentido de reduzir as emissões de CO2. De modo geral.96% renovável e 32. já que através do diagnóstico energético realizado foi possível caracterizar a matriz energética do terminal portuário como 67. permitindo criar transparência para a tomada de decisões.140 A implantação da NBR ISO 50001:2011 no terminal portuário em questão. redução do desperdício a partir da conscientização de funcionários. com a proposta de utilização de biodiesel. caso venha a ser realizada futuramente. avaliar o consumo de energia. conclui-se que os objetivos propostos pra este trabalho foram atendidos.

quantificar todas suas emissões pode ser considerada como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de um trabalho futuro. . objeto de estudo.1. e que consequentemente levarão a uma redução do consumo e de emissões de GEE. A partir de uma abordagem mais detalhada do consumo de energia elétrica.1. que por sua vez pode ainda propor uma Gestão integrada com a NBR ISO 50001:2011 utilizada no presente trabalho. 5. que movimentam as cargas quais são armazenadas no terminal portuário. que podem ser desenvolvidas no âmbito de gestão energética e que também visem à redução de emissões de GEE oriundas das atividades desenvolvidas no terminal portuário.1 Quantificação de emissões de GEE de todo o terminal portuário Recomenda-se.141 5. como emissões provenientes da Estação de Tratamento de Efluentes. recomenda-se a avaliação detalhada das demais áreas de consumo de energia elétrica do terminal portuário em questão: Armazéns e TECON.2 Realização de Abordagem Energética Detalhada nos Armazéns e TECON Assim como foi realizada a abordagem energética detalhada referente ao uso e consumo de energia elétrica no Prédio Administrativo. 5. realização de diagnóstico sobre as características do ambiente bem como de demais variáveis que afetem significativamente o consumo de energia de tais áreas. bem como dos caminhões e navios de terceiros. também poderão ser propostas ações para a melhoria do desempenho energético de tais ambientes. quantificar também as emissões de GEE oriundas de demais atividades do terminal portuário. Além da utilização da ferramenta GHG Protocol.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Oportunidades de novas pesquisas foram verificadas neste trabalho. Considerando que o terminal portuário em questão não realiza o inventário de emissão de GEE. Propõe-se o levantamento dos equipamentos elétricos do setor. além das atividades que tiveram suas emissões contabilizadas neste trabalho por estarem relacionadas com o uso e consumo de energia. pode ser também estudada a possibilidade de aplicação da NBR ISO 14064:2007 na organização.

142 5.1.3 Realização de Estudo sobre a Viabilidade de utilização de Biodiesel em empilhadeiras Para que se possa atestar a viabilidade técnica da utilização de biodiesel como combustível alternativo para empilhadeiras. se propõe a elaboração de estudos que verifiquem a possibilidade de utilização do biodiesel em empilhadeiras. . visando reduzir o consumo de óleo diesel e consequentemente das emissões de GEE associadas ao seu uso. para verificar se seu uso pode ou não causar problemas ao motor destes equipamentos.

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150 APÊNDICE I . .CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DO TERMINAL PORTUÁRIO NOS ANOS DE 2005 A 2012.

584 2006 1.726. **Desativação das câmaras frias.098 829.658 9.366 11.574 4.193 660.086 556.125 867.584 700.123 654.023.339 353.171 427.558 413.584 8.841 377.587 318.237 488.260 232.158 856.458 678.081 385.025.439.537 4.100.296 303.184 956.967 297.897 483.422.235 986.CELESC (kWh) Ano Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total 802.121 1.689 721.041 250.303 409.677 178.128 968.846 400.252 852.185 3.801.541 785.125.456 726.874 735.823 261.025 1.933 800.232 736.016 2008 822.460 2009 662.251 856.722 2010 221.768 854.251 998.003 38.158 669.247 501.136 839.844 2005 574.514 986.791 679.989 346.000 699.339 928.008 246.035 224.581 1.459.934 853.541 824.266 790.749 2007 867.358 938.628.145 6.001 248.284 389.040.784 172.158 332.380 2011 486.732 994.216 817.303 454.206 385.253 1.770 919.341** 288.235 387. .593 539.547 Nota: *Início da operação com câmaras frias.312 10.902 420.349.585 1.693 335.025 559.151 Consumo de Energia Elétrica .511 373.098.161.965 TOTAL 58.554 899.489 892.855 289.989.510 805.510 951.411 2012 475.251 600.010 256.722 800.945 454.854* 589.654 323.195 638.365 389.507 226.

152 APÊNDICE II – FATORES DE EMISSÃO DE GEE (ESCOPOS 1 E 2) .

0668 0.0356 0.0211 0.0161 0.027 0.0459 0.0346 0.0246 2010 tCO2/MWh 0.0774 0.0322 0.0293 2008 tCO2/MWh 0.0162 0.031 0.0521 0.0179 0.028 0.0599 0.0336 0.0208 0.0317 0.0484 2009 tCO2/MWh 0.0341 0.0349 0.0355 0.0817 0.0437 0.0243 0.0294 0.0783 0.0377 0.9325 0.0237 0.0288 0.0383 0.0238 0.0245 0.051275 2011 tCO2/MWh 0.1247 0.046 0.0642 0.0197 0.0275 0.028 0.0907 0.0195 0.0496 0.0984 0.0308 0.0405 0.0869 0.0334 0.0323 2007 tCO2/MWh 0.0199 0.0453 0.0435 0.0477 0.00001 Fatores de Emissão (FE) do Sistema Interligado Nacional (SIN) – Escopo 2 / emissões indiretas Ano Unidades 2006 Mês Média Anual Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez tCO2/MWh 0.0532 0.1168 0.0394 0.) Combustível Unidade Fonte CO2 CH4 N2O Óleo Diesel Litros BEN 2012 2.0273 0.0506 0.00014 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Kg BEN 2012 2.0181 0.0262 0.0584 0.0241 0.0341 0.0438 0.0029 0.0194 0.0256 0.062 0.0411 0.0281 0.0406 0.153 Fatores de emissão por utilização de combustíveis fósseis em fontes móveis – Escopo 1 / emissões diretas Fatores de Emissão (kgGEE/un.0322 0.0324 0.036 0.0306 0.0247 0.0265 0.6710 0.0425 0.0337 0.0198 0.065342 .0405 0.0351 0.0001 0.035 0.0229 0.0522 0.0292 2012 tCO2/MWh 0.0301 0.0195 0.0369 0.

154 APÊNDICE III – CONSUMO E CUSTO MENSAL DE ENERGIA OBTIDO PELO SMART 32 .

318.693 1.350 CUSTO (R$) .337 1.746 2.467 2.340.65 .33 41.098 2.233.363 43.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Custo Ponta (R$) Custo FPonta (R$) Custo total (R$) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2.387 2.468 38.610 3.032.237 315738 171013 166536 156012 174266 162742 103351 90455 1.762 44.061 2.46 48.69 27.155 CONSUMO (kWh) .113 327186 173232 167226 157811 176016 165368 104513 91998 1.250 1.443 2.191 78.367.996.262.095.22 45.613 25.43 TOTAL 13/03 a 12/11 17.733 2.042 96.96 46.51 30.621 17.413 1.076 378.606 3.620 42.583 41.625 28.650 2.05 42.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Consumo Ponta (kWh) Consumo FPonta (kWh) Consumo Total (kWh) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2746 2467 2387 2098 2443 2250 1337 1621 TOTAL 13/03 a 12/11 17.529.229.363.349 34.349 11448 2219 690 1799 1750 2626 1162 1543 23.957 343.

156 CONSUMO (kWh) .ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 8063 9326 9229 9283 9015 7929 8549 8470 12941 11719 11488 10595 10522 11418 12116 14207 21.86 19.866 95.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 5242 6063 6000 6111 6055 5638 6021 5965 Consumo FPonta (kWh) 51971 47065 46137 43088 41902 41641 43765 51317 Consumo Total (kWh) 57213 53128 52137 49199 47957 47279 49786 57282 TOTAL 13/03 a 12/11 47.665.05 TOTAL 13/03 a 12/11 69.981 CUSTO (R$) .045.347.55 19.878.83 .886 413.004.717.54 20.27 21.677.873.58 20.79 22.905 366.19 19.537.008 164.

201.951.014 798 811 817 984 815 910 846 Consumo FPonta (kWh) 10.197.937 9.530.50 1.822 Consumo Total (kWh) 11965 8763 9733 8754 10595 9509 11015 11668 TOTAL 13/03 a 12/11 6.31 2.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 1.27 2.21 1.157 CONSUMO (kWh) .965 8.60 1.922 7.58 3.57 2.951 7.221.855.146.465.383.34 TOTAL 13/03 a 12/11 10.995 75.81 3.286.52 2.292.002 CUSTO (R$) .878.62 3.18 4.83 1.089.413.726.559.227.14 1.247.007 82.192.105 10.210.75 1.475 29.49 1.797.70 2.10 3.381 19.09 1.694 10.07 4.983.469.241.97 2.611 8.996.10 .ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 1.76 3.71 4.06 1.

158

APÊNDICE IV – DADOS DE POTÊNCIA E VERIFICAÇÃO DE
ETIQUETAGEM DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DO PRÉDIO
ADMINISTRATIVO.

159

TÉRREO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das
lâmpadas +potência
dos reatores)

Potência
instalada em ar
condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro de
Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Ambulatório

11,12

1,29

9,08

0,14

Impressora, rádio.
bebedouro, bloco autônomo.

Não

-

-

Almoxarifado

10,65

1,10

8,79

0,10

Impressora, rádio, bloco
autônomo.

Não

-

-

Sala
Treinamento

9,24

0,55

7,03

0,09

0,09

-

Datashow, bebedouro,
amplificador, bloco autônomo.
-

Não

Hall PA 1

0,02
-

-

-

1 ar condicionado
2,64 kW

B

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Sim

4 chuveiros

D

Cozinha

Refeitório

37,73

17,48

2,39

3,04

2,64

Não

-

12,31
-

PCS

7,92

0,55

5,28

0,76

Vigilância

2,31

0,18

-

-

Vestiário

24,78

2,67

-

-

Balança de precisão,
refrigerador simples,
refrigerador industrial,
liquidificador, descascador de
batata, triturador, cafeteira,
fritadeira, forno elétrico.
Bebedouro, máquina de suco,
refrigerador industrial, painel
de satisfação, bloco autônomo.
Impressoras, carregador de
bateria de rádio.

Balança, chuveiro, bloco
autônomo.

Sim

Não

160

1º PISO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das lâmpadas
+potência dos reatores)

Potência instalada
em ar condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

-

-

-

1 telefone para
audioconferência

Arquivo

0,28

0,28

-

Sala Reunião 1

5,51

0,18

5,28

Copa

2,56

0,18

-

-

WC Fem 1

0,28

0,03

-

-

WC Masc 1

0,28

0,03

-

-

1 bebedouro, 1
microondas, 1 cafeteira,
1 bloco autônomo.
-

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro
de Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Não

-

-

Sim

1 ar condicionado
5,28kW

B

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

30,79

1,20

Hall PA 1

0,09

0,09

-

-

2 impressoras, 3
modems, 5 switchs, 8
media converter, 2
modem óptico,
1 servidor, 2 swich core,
1 branch repeter,
1
transponder.
-

Não

-

-

Comercial

135,37

9,38

112,54

9,72

11 impressoras

Não

-

-

-

Não

-

-

1,85
CPD/CFTV

22,86

WC Fem 2

0,37

0,37

-

-

WC Masc 2

0,37

0,37

-

-

-

Não

-

-

-

Sim

-

-

Sim

-

-

Não

1 ar condicionado
5,28 Kw
1 ar condicionado
5,28 kW
-

Sala Reunião 2

5,65

0,37

5,28

Sala Reunião 3

5,65

0,37

5,28

Hall PA 2

0,46

0,46

-

B
B
-

94 70.28 - Não 1 ar condicionado 5.46 - 1.09 5.37 - - - Não - - Não - Sim Sim B B - WC Masc 2 0.09 - - - Não - - - Não - - Não - - Não - - Telefonia 5.34 1 frigobar Sala Café 1.64 0.01 1 datashow.92 - 0.19 - - - Não - - WC Fem 1 0.16 0. 1 frigobar.62 0.04 0.28 - - - Não Equipamento 1 ar condicionado 3. 1 bebedouro. 1 telefone para audioconferência Não - - Sala Reunião 1 1.52 kW - WC Fem 2 0.45 RH 2.50 1.52 kW - Classificação - Não - - B - WC Masc 1 0.37 0.66 17.19 - - Vestiário PVA 0.20 0.18 0.38 kW 1 ar condicionado 3.01 - 0.28 0.38 1 impressora. 2 impressoras Meio Ambiente 2.74 - .66 1 impressora Não - - Comercial 19.96 0.18 0.14 1 impressora Sim Hall PA 1 0.28 Sala Gerência 4.28 - Kit Festa 77.161 2º PISO Setor Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) (potência das lâmpadas +potência dos reatores) Potência instalada em ar condicionado (kW) Potência instalada em computadores (kW) Outros equipamentos Algum equipamento é etiquetado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem? Equipamento com Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE PVA 11.92 0.08 1 impressora Não - - Estoque 20.58 0.37 - - Hall PA 2 0.94 1. 1 cafeteira - 0.52 Circulação Gerência 1.38 1 impressora Não - - Não - - - 1 bebedouro.40 1. 2 televisores.37 3.34 2.51 1.58 0.09 0.29 0.37 0.33 2.37 0. 1 frigobar.37 5.28 0.92 - - - Não - - 0.47 17.28 - - - Não - - Arquivo RH 0.10 9.55 - Sala Reunião 2 5. 1 torradeira.

162 APÊNDICE V – TABELA DE PONTUAÇÃO PARA O ÍNDICE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO AMBIENTE .

163 APÊNDICE VI – QUESTIONÁRIO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO .

A análise cuidadosa das características quantitativas e qualitativas pode melhor definir o perfil do ambiente que trabalhamos.164 Universidade do Vale do Itajaí CTTMar – Engenharia Ambiental Prezado(a) Colaborador. visando identificar os usos da energia e formas de melhorar o desempenho energético. PERFIL DO COLABORADOR A) Idade: ( ) Até 20 anos ( ) 21 a 30 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) Mais de 41 anos B) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino C) Escolaridade: ( ) Fundamental ( ) Médio Incompleto . sua contribuição é muito importante. Estamos realizando uma pesquisa sobre o uso energético deste Terminal Portuário. Portanto.

o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? ( ) 8 às 10h ( ) 10 às 13h ( ) 13 às 16h ( )16 às 18h . esta é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim 2) Quanto à iluminação natural do setor  A iluminação natural produz ofuscamento (raios solares atingem o ambiente interno refletindo nos olhos dos funcionários)? (  ) sim ( ) não Em caso afirmativo. quanto a iluminação Artificial (lâmpadas) do setor: Esta é: ( ) excessiva ( ) regular ( ) insatisfatória No que se refere a localização de lâmpadas.165 ( ) Médio ( ) Superior Incompleto ( ) Superior ( ) Pós Graduação D) Tempo em que trabalha na empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) 1 a 2 anos ( ) 2 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) Mais de 10 anos E) Setor/Área em que trabalha: *Térreo ( ) Ambulatório ( ) Almoxarifado ( ) Cozinha/Refeitório ( ) PCS ( ) Vigilância ( ) Vestiário *1º piso ( ) CPD/CFTV ( ) Comercial ( ) *2º piso ( ) PVA ( ) Kit Festa ( ) Estoque ( ) Gerência ( ) RH ( ) Meio Ambiente ( ) Comercial AVALIAÇÃO DO USO E CONSUMO DE ENERGIA 1) Na sua opinião.

com as portas e janelas abertas é: ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória 5) Quanto à ventilação mecânica do setor (ar condicionado. este foi devido à insuficiência de conforto visual? ( ) sim ( ) não 4) Quanto à ventilação natural do setor  O corredor que dá acesso à sala é aberto para ambientes externos? (  ) sim ( ) não A ventilação natural dentro da sala. ventilador)  Há ventilação mecânica? (  ) não A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: (  ) sim ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória A localização de ventilador ou ar condicionado é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim . as janelas possuem tamanho adequado em relação a área da sala? (  ) não O local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? (  ) sim ( ) sim ( ) não Você considera que o seu equipamento de trabalho está localizado no local adequado da sala? (  ) não Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? (  ) sim ( ) sim ( ) não Caso positivo.166 3) Quanto à integração luz natural e artificial no setor  Na sua opinião.

ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? (  ) sim ( ) não A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. o ventilador e ar condicionado são desligados? ( ) sim ( ) não 8) Importância do gerenciamento de energia  Na sua opinião o gerenciamento da energia é algo importante para a empresa? ( ) sim ( ) não  Caso sua respondeu sim na questão anterior: Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________  Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema “Energia/Consumo de Energia” na empresa em que trabalha? . economizando energia elétrica? ( ) sim ( ) não 7) Aspectos comportamentais dos colaboradores  Quando saem para o almoço. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: (  ) adequada ( ) regular ( ) ruim Você acredita que a instalação de sistemas de controles pode ajudar no uso racional e eficiente de energia.167 6) Quanto à setorização do setor (divisão e localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ar condicionado)  Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. desliga o computador? (  ) não Você deixa a luz acesa quando sai de um ambiente? (  ) sim ( ) sim ( ) não Quando a ventilação natural é satisfatória.ventiladores.

você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? ( ) sim ( ) não APÊNDICE VII – CARTILHA DO SGE PARA CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS .168 ( ) sim ( ) não  Com relação à questão anterior.