UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Ac: Thayrine Andressa Pereira Leite

Orientador: Camila Burigo Marin, MSc.
Co-orientador: Marcus Polette, Dr.

Itajaí, novembro/2013

UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Thayrine Andressa Pereira Leite

Monografia apresentada à banca
examinadora do Trabalho de
Conclusão de Curso de Engenharia
Ambiental como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do
grau de Engenheiro Ambiental.

Itajaí, novembro/2013

3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai Osmar (in memorian) e à minha avó Maria Isabel (in
memorian) que não estiveram fisicamente presente ao meu lado durante esta caminhada,
mas que sempre foram minha força para a concretização deste sonho.
Ao meu avô Nilton Pereira (in memorian) que me acompanhou em grande parte desta
trajetória e que sonhou tanto com este momento, assim como eu, mas que partiu cedo
demais.

por tudo o que sou. Aos meus pais Valéria e Valdecir. Ao meu companheiro. tios e primos. por ter sido sempre este anjo de Deus em meu caminho. Ao professor e co-orientador Marcus Polette pelo apoio e pelos ensinamentos ao longo deste trabalho. primeiramente pela vida. pelo auxílio e amizade ao longo do estágio realizado. pelas palavras de conforto principalmente nos momentos mais difíceis e por sempre terem acreditado no meu potencial. e que foram meu auxílio e companhia em tantos momentos de minha vida. pelo amor e apoio incondicional que sempre me deram. pelo grande ensinamento. Aos amigos que fiz ao longo destes cinco anos. meu namorado Marcos. A minha avó Edi. por ter sempre me colocado em suas orações e por tudo o que até hoje fez por mim. que é meu bem tão precioso neste mundo. A Engenheira Ambiental Michele Machado Yokoyama e aos funcionários do terminal em que realizei este trabalho. que sempre me encorajou nos momentos difíceis desta caminhada e esteve sempre ao meu lado quando precisei. incentivo e por despertar em mim o interesse pelas questões energéticas. À professora e orientadora Camila Burigo Marin. que me acompanharam nesta trajetória.4 AGRADECIMENTOS A Deus. pela oportunidade que me foi dada. . A todos os meus familiares: avós. por terem dividido comigo momentos que jamais esquecerei. por ser meu refúgio durante esta caminhada e por me dar a inteligência e a paciência necessárias para concluir com êxito este desafio.

5 “Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades. lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.” Charles Chaplin .

o que demonstra a necessidade de adequação do sistema. verificou-se a necessidade de conscientização dos funcionários. em cada área do terminal. Já na abordagem energética detalhada.46% proveniente de óleo diesel e 4. 27. de modo que nas últimas décadas levou o governo.96% da energia consumida é elétrica.96% de fonte renovável e 32. foi verificado que os valores de consumo registrados pelo software não são medidos em sua totalidade. equipamentos. A busca por fontes renováveis e alternativas de energia e o gerenciamento do consumo energético tem sido estratégias eficazes para minimizar estes impactos e reduzir custos nas empresas. por área e detalhada.58% de GLP. Com relação às emissões de gases de efeito estufa.6 RESUMO A energia é um dos principais constituintes da sociedade moderna. tomando como linha de base os dados do ano de 2012. foram obtidos os dados de consumo de energia registrados por medidores conectados a um software de gerenciamento de energia. Porém. o que reduziria 8% das emissões e custos. processos e pessoal trabalhando pela organização que significativamente afetem o uso e o consumo de energia desta área. se propôs a substituição de óleo diesel comum por biodiesel. como adequações nos acabamentos internos da edificação e aquisição de equipamentos mais eficientes para a redução do consumo de energia. já que foram identificados desperdícios de energia em contribuição da má utilização de equipamentos. Na abordagem energética por área. O levantamento de dados detalhados possibilitou verificar oportunidades de melhoria nas instalações do Prédio Administrativo. . a utilização de recursos não renováveis vem gerando inúmeros impactos ambientais. a partir da avaliação do consumo de energia e caracterização da matriz energética em uma abordagem global. foram obtidos os dados de instalações. com base na metodologia de planejamento definida pela NBR ISO 50001:2011. planejamento. sistemas. Palavras-chaves: Gestão energética. o que caracterizou a matriz energética do terminal como sendo 67.04% como não renovável. para que utilizem racionalmente a energia elétrica. Neste sentido. Como medida de melhoria. De acordo com os dados. verificou-se que as empilhadeiras movidas a óleo diesel são responsáveis por 59. a sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões energéticas. economia de energia. Além das adequações propostas. e ao longo da história as fontes energéticas têm sido à base do desenvolvimento da humanidade.9% das emissões. o presente trabalho realizou o diagnóstico energético de um terminal portuário localizado em Itajaí-SC. O diagnóstico energético realizado permitiu identificar na abordagem global que 67.

the use of non-renewable resources has generated numerous environmental impacts. leading the government. like adjustments to the interior finishes of the building and the purchase of more efficient equipment. processes and personnel working for the organization that significantly affect the use and consumption of energy in this area. The search for renewable and alternative energy and energy management has been effective strategies to minimize these impacts and reduce costs in business. there is a need for awareness of employees. based planning methodology defined by ISO 50001:2011. and throughout history the energy sources have been the basis for development of humanity. On energetic approach detailed informations were obtained from facilities. society and especially companies to adopt a new stance on energy issues. based on the evaluation of energy consumption and characterization of the energy of the whole terminal in a global.04%. In this sense. It was possible to verify improvement opportunities in the Administration Building. The energy diagnosis has allowed to identify that 67. As a way of improving proposed the replacement of diesel oil for biodiesel.7 ABSTRACT Energy is a major constituent of modern society. which demonstrates the needs to adequate the system. About the emissions of greenhouse gases. planning. In verification of energy area. which reduce emissions 8% and also reduce costs. which aim at improving the energy performance of the building and therefore allow reducing energy consumption. In addition to the proposed adjustments.96% of renewable and non-renewable as 32. it was found that the diesel powered forklift trucks are responsible for 59. According to the informations. . systems. 27. so that they use electricity rationally since been identified waste energy resulting from improper use of equipment. was obtained energy consumption registered by meter connected to a software power management in each area of the terminal. so that in recent decades has become a growing global concern with these.58% from LPG which characterized the energy matrix of the terminal as 67.96% of the energy consumed is electric. equipment.46% from diesel oil and 4. it was found that consumption values recorded by the software are not measured at all. taking as baseline data for the year 2012.9% of emissions. However. Keywords: Energy management. this work constitutes the diagnostic performance of a port terminal located in Itajaí-SC. energy saving. detailed and per area verification.

.................. 44 3................................................................... 21 2........ 21 2........2 Específicos.....................................................................................................................................................1 Recursos Energéticos Não Renováveis ..1..1 Uso e consumo de energia ............................. 30 2...3 Matriz energética brasileira ......4 Energia e emissões de GEE ............................1 Geral ... 25 2........................................ 20 Fundamentação Teórica ............4........................ 32 2.............................................................................................................................6............ 42 3.................................................. 32 Gestão de energia nas organizações....5........................................................................................2 Matriz energética mundial ....................... 18 1...... 44 ......................................6 Política Brasileira de Eficiência Energética............................1 2........................................... 34 Metodologia ............................................................................................1...................................................1 2 Objetivos ............................ 24 2.....................1 Coleta de dados ........................... 19 1.................1.... 21 2...................................... 31 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 . 33 2...................1 2......1 3 GHG Protocol.................................................................................................................................................5 Políticas de eficiência energética .............................1................................2 Recursos Energéticos Renováveis ................................................ 27 2.........................1.................................. 20 1........................................................1 Energia e recursos energéticos .....................8 SUMÁRIO 1 Introdução.......................................................................................................

.........3.........2 Linha de base energética.3..... 121 4.........................................5 Indicadores de desempenho energético ...................8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo ..........2 Diagnóstico das características do ambiente ...................................3...........5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia ....................... 70 4............ 59 4........................ 62 4............................ 76 4...........3...................3..................3.......................... 62 4...........................................................7 Abordagem Energética por Área ...... 73 4......... 57 3....................................... 91 4........................................8................................. 77 4..... 68 4.........3...3.....1 Análise do Uso e Consumo de Energia ...........................4 Caracterização da Matriz Energética.....................1..................................1...............9 4 3................. 91 4......... 62 4.............3......... 92 4...................8................1.....1..........................................................3 Definição de indicadores de desempenho energético ....................1......................1.....................................................................3............................1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados.......2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria ............................2 Óleo diesel ..6 Quantificação de emissões de GEE ................................................................................................ 103 4..............................................................................3 Diagnóstico da percepção dos funcionários ........1...........3 Revisão energética .....6 Objetivos energéticos .............. 58 3.. 121 4............................................1 Energia Elétrica ...............................................................................3...............................1.......................................................................... 58 Resultados e discussão .............. 59 4.....4 Planos de ação ....1.....3 GLP.................3........1........................ 60 4....... 81 4...............4 Linha de base energética......................8...................................3.............. 120 4...1...... 125 ...1 Requisitos gerais da NBR ISO 50001:2011 ..........2 Identificação de requisitos legais .....................

...................................................... 141 Referências ................................................................................................................................................................ 149 .........................7 5 Considerações finais ..................................................................................................10 4............................................ 127 Recomendações para trabalhos futuros ..................................1 6 Planos de ação ...................................... 143 Apêndices ...... 139 5......................................

..........................................................................Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho......................................64 Figura 18 .................................................................. Armazéns I e II e Prédio Administrativo...............................70 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha. .............................................................60 Figura 15 ......................................43 Figura 11 ..35 Figura 7 ......................................................................Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base...................................................................................69 Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012. ....... ...................................... .......... ...............................Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC...63 Figura 16 .............. .............................Empilhadeira modelo Maclift........68 Figura 24 ..67 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC......................................Diagrama conceitual do processo de planejamento...................................................38 Figura 9 ..... ................................................................................................29 Figura 5 .. ......... .. em reais...65 Figura 19 .. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers.......................Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012........................................... registrado pela CELESC..............................39 Figura 10 ......................................................................................... utilizada para movimentação de containers........ Figura 8 ...64 Figura 17 ...............Etapas do diagnóstico energético.........Matriz Energética Mundial em 2008.................66 Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC...........................................................................................................11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 .............................. ............................................ ................. Reach Staker..................................................................... .................27 Figura 3 .........................................ano de desativação das câmaras frias.................. .. .......Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial...Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011......................................... movida a óleo diesel........................ ................................ utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II).......................Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE..................71 ..........................Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012.............................34 Figura 6 .......Empilhadeira de grande porte......36 ...............28 Figura 4 ........................................................ ..................................... .49 Figura 13 ............Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON..................Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008........................................ ..... ..................................47 Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32........................Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 ..Esquema da Gestão de Energia.......66 Figura 20 ....... em MWh.....................Empilhadeira elétrica de pequeno porte....................... 26 Figura 2 ..........................................Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo.............. movida a óleo diesel......... ....................68 Figura 23 ..........Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011.......51 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário.. .......

...... em MWh.............Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos.........................84 Figura 38 ..................................................................... com base na quantidade consumida no ano de 2012.......................................88 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.....................................................................................................................83 Figura 37 ............... óleo diesel e GLP no ano de 2012.......Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON............................................ ............................................ .....................Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.........72 Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário..........76 Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global......Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo..........................................Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON................Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida.................................81 Figura 35 ......................Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas............................................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 ....86 Figura 40 ............. ..........................................................................................................71 Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias... entre os meses de abril e novembro de 2012...........................82 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012................................... registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012...................Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012..........................89 Figura 46 ...............................86 Figura 41 .................... ............................................................................................... no ano de 2012........................................... ..... ........12 Figura 27 ... ............................. ...................................... ............Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO 2e) no terminal portuário............................. .........................................................87 Figura 42 .......................Consumo de energia elétrica.........................................87 Figura 43 ..............80 Figura 34 ...75 Figura 32 ....................73 Figura 30 ... de acordo com o software Smart 32....... ............................ .................. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.............................. ...............88 Figura 44 ....................................................Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta...........85 Figura 39 .................................................... no ano de 2012.......................... entre os meses de abril e novembro de 2012.................................Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas.............................................................Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.......................................Custo total do terminal portuário com energia elétrica......................................................................................94 ...................................... ........... entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta...............................................74 Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável........................... .................................. em tep............................ ...........

.......... ..Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente.115 Figura 65 ..............Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia..........................................106 Figura 54 .Setores no 2º piso do Prédio Administrativo.................. ........................... propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos............. ........111 Figura 59 ........................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo................................................................107 Figura 55 .....Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa............................................................................................................................................................................................................ ......................................113 Figura 62 ....109 Figura 57 ...............................................................................................................................Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente......................Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente.............Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.116 Figura 67 ...................... ..................................................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham............................ com base nas características do ambiente de cada um..104 Figura 52 .........................................................................................105 Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham....................111 Figura 60 .................................. .......110 Figura 58 ......103 Figura 51 .......................................................................Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente....................13 Figura 47 ........................................112 Figura 61 ........ ......... ...............................................................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham........ ....Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.........................................................................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo...... ............................................ ......129 Figura 68 ............................... ....... ................................................ ..... ...................Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação................................... ..........................136 ..............................Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo....Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham...........Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia......................................131 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento.....................................................................................115 Figura 64 ...........108 Figura 56 ..........................................................98 Figura 49 .......................................100 Figura 50 ..............................96 Figura 48 ........116 Figura 66 ..................................................................Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413 ..Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .................................. ..................................Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”...................... .........................................................................................114 Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia.................... .............................................................................Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham.Setores do 1º piso do Prédio Administrativo.... ...........................

.............Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente................................................................................. 118 Quadro 10 ..............................Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1................................................ 132 Quadro 13 .... Erro! Indicador não definido........................................ 119 Quadro 11 ................................................................. Quadro 6 – Índice de significância..............Recursos energéticos não renováveis – Parte 1........................................................14 LISTA DE QUADROS Quadro 1 ............................................................................................................................... Erro! Indicador não definido........................................................... – Parte 2.......................................... Erro! Indicador não definido.......................................................... Quadro 4 .Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta.................52 Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa.......... Quadro 3 ............ 126 Quadro 12 ......................................................................................... Recursos Energéticos não renováveis....................................................................Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta............Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.. 22 Quadro 2..Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2.................. Quadro 5 – Critérios de determinação de significância........................................Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço.................................. Erro! Indicador não definido....................... 114 Quadro 9 .. 46 Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo.......... 132 ...

. ......... ........................ ...... ...Abordagem Detalhada........ ....... ......................Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 ......................................... no ano de 2012..........Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada... 53 Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela.......................................................................... conforme sua área (a) em relação à parede..Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413..... 99 ........ .... ............................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes............... 62 Tabela 13 ................................................................... 77 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol........................................... utilizadas no setor TECON..................... ..... ............................. 56 Tabela 10 ................. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012...48 Tabela 3 ...............................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.................... 95 Tabela 25 ...Abordagem por Área............. .................................................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente...... ...... 80 Tabela 22 ....................................... . 50 Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas......................................................... 78 Tabela 19........ 72 Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep)............................................ 54 Tabela 6 ........................................ 74 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global....................Índices de reflexão média das cores (refletância)...........Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 .............................................. ....................... .......................................................................................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas... ........ 69 Tabela 14 ..........Usos de energia no terminal portuário........................Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias............... ............................................ .................................................................. ........................................................... 61 Tabela 12 ......................................Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário....... 54 Tabela 7 ......Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.... 97 Tabela 26 ....................... 79 Tabela 21 ... tendo como base o GHG Protocol........................Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida...............Abordagem Global................................................................... 45 Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 ........................................................................................................ .......................................................... de 2006 a 2012..........Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE....... 55 Tabela 8 .................. ................. 90 Tabela 23 ...........Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC.................... 93 Tabela 24 .............. ............ do teto e do piso...........................................................Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário.................................... 78 Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário......................15 LISTA DE TABELAS Tabela 1 . 56 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE................. ............................................ 55 Tabela 9 ............... 79 Tabela 20 .................... .........

16

Tabela 27 - Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h, 12:30h,
15h e 19:30h no Prédio Administrativo. ...................................................................................... 117
Tabela 28 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do
Prédio Administrativo. ................................................................................................................. 124
Tabela 29 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 124
Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 125
Tabela 31 - Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel, tomando como base os
dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012..................................................................... 128
Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.
..................................................................................................................................................... 134
Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural
nos ambientes do Prédio Administrativo. .................................................................................... 135

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LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AEE – Ações de Eficiência Energética
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BEN – Balanço Energético Nacional
FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina
GEE – Gases do Efeito Estufa
GHG – Greenhouse Gases
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IDE – Indicador de Desempenho Energético
IEEA – Índice de Eficiência Energética
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PA – Prédio Administrativo
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
PCS – Planejamento e Controle de Serviço
PVA – Posto de Vigilância Agropecuária
SGE – Sistema de Gestão de Energia
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
TECON – Terminal de Contêineres

18

1 INTRODUÇÃO

As fontes energéticas tem sido ao longo da história, a base do desenvolvimento da
sociedade. Nos primórdios da civilização a energia tinha seu custo zero e era obtida a partir
de lenha, basicamente para o aquecimento humano e para as atividades domésticas, como
cozinhar, por exemplo (GOLDEMBERG, 2010). De acordo com Burattini (2008), à medida
que o homem evoluía, o modo com qual o se relacionava com a energia foi transformandose, sempre em direção a um maior conforto e eficiência, seja da pedra lascada à máquina a
vapor. A partir daí, embora as necessidades fossem as mesmas, as transformações
energéticas passaram a ser mais complexas e consequentemente as fontes de energia se
modificaram.
O desenvolvimento da humanidade implicou no crescimento da demanda por
geração de energia e consequentemente no aumento das emissões de gases poluentes
através de atividades industriais, meios de transportes e demais atividades (GUADAGNINI,
2006). Tais características decorrem do padrão de produção e consumo iniciado nos últimos
dois séculos, em que a prosperidade do mundo industrializado foi sustentada pelos
combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás (WALISIEWICZ, 2008).
O sistema de produção e consumo atual, fundamentado em fontes fósseis, acaba por
colocar em risco os recursos naturais do planeta. O crescente consumo energético
observado a partir da intensificação da atividade industrial e o impacto ambiental em
consequência da utilização de energias não renováveis no mundo levaram o governo, a
sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões
energéticas (TACHIZAWA, 2006). Donaire (1999) afirma que as empresas que eram vistas
apenas como instituições com responsabilidades econômicas, ou seja, se preocupavam
estritamente com o que produzir, como produzir e para quem produzir, têm assumido novos
papeis como resposta aos impactos que no ambiente operam.
No âmbito geral, sob o ponto de vista econômico, a gestão ambiental tem se tornado
cada vez mais um importante instrumento gerencial para a capacitação e criação de
competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento. Estudos realizados
pelo SEBRAE, CNI e BNDE revelam que metade das empresas pesquisadas realizou
investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas
microempresas (TACHIZAWA, 2006).
Dados de uma pesquisa realizada pela FIESC (2011) indicam que parte significativa
das indústrias está desenvolvendo ações internas visando a conservação e o uso racional
de energia, com metas definidas para otimizar a utilização dos insumos energéticos. Esta
realidade sinaliza a preocupação e o interesse das empresas em incorporar programas de

o que consequentemente estimula o meio acadêmico a desenvolver pesquisas mais detalhadas sobre a gestão de energia e consequentemente da avaliação das atuais matrizes energéticas adotadas pelas empresas. 2013). e a NBR ISO 50001:2011 auxilia na identificação destas potenciais melhorias. tomando como base os preceitos da NBR ISO 50001:2011. além da redução do consumo e de custos. No âmbito geral. 2007). além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. A partir deste panorama. o que atualmente configura-se como tendência no mundo e especialmente no Brasil. Além disto. a inserção de fontes de energia alternativas e renováveis na matriz energética organizacional.1 OBJETIVOS . 1. a maior parte da eficiência energética de grandes empresas é alcançado através de “mudanças na forma como a energia é gerenciada”. A partir do planejamento de um Sistema de Gestão de Energia. é possível compreender a forma com a qual a energia é utilizada em determinada organização. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. De acordo com a SGS (2013). o presente trabalho visa tornar evidente a importância de se buscar a constante melhoria do nível de desempenho energético de uma organização. Além disto. A partir da contextualização do tema é possível identificar o problema de pesquisa deste trabalho.19 eficiência energética em suas atividades. forma-se a seguinte pergunta de pesquisa deste trabalho: porque e como planejar a gestão de energia em uma organização? Os benefícios de se planejar a gestão energética em uma organização estão intimamente ligados a melhorias gerais na qualidade e/ou na produtividade das suas operações. a fim de contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o tema de energia e a conscientização da importância de se trabalhar a favor da sustentabilidade. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. A avaliação da matriz energética possibilitará então discutir a necessidade de introdução de recursos mais eficientes e o uso de fontes renováveis de energia. 2007). o qual consiste na necessidade inicial de se planejar o gerenciamento energético de uma empresa a partir de uma metodologia que viabilize a diagnosticar métodos de redução de consumo de energia e elaboração de planos de ação com medidas de melhoria que visem. pode-se se estabelecer medidas de melhoria para um gerenciamento energético (SGS. e a partir deste conhecimento.

1.  Analisar a percepção dos funcionários da empresa quanto ao uso e consumo de energia.  Identificar as áreas de uso significativo de energia do terminal portuário.1 Geral Realizar o diagnóstico energético em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC através da aplicação da NBR ISO 50001:2011. . 1.1.20 1.  Verificar possibilidades de alterações ou melhorias na matriz energética da empresa no sentido de reduzir as emissões de CO2.2  Específicos Caracterizar a matriz energética e avaliar o uso e consumo de energia do terminal portuário.  Propor ações que possibilitem a melhoria do desempenho energético do terminal portuário.

e sua reposição artificial é absolutamente inexequível (JANUZZI & SWICHER. energia térmica. as fontes de energia podem ser classificadas como fontes primárias ou secundárias. energia nuclear. dentre todas os recursos energéticos. 2. 1997).21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. Já as fontes de energias não renováveis são aquelas as quais suas reposições naturais levam muitos séculos ou milênios para ocorrer. ou seja. energia magnética e energia elástica (GOLDEMBERG. . as fontes de energia primárias são aquelas que provêm da natureza na sua forma direta. Oliveira & Guerra (2010). o vento é a transformação da energia térmica em cinética. ou como fontes renováveis ou não renováveis (JANUZZI & SWICHER. energia elétrica. Segundo Burattini (2008). e até mesmo uma árvore queimando é a transformação da energia química em térmica. De acordo com Abreu. Essa capacidade pode envolver transformações mecânicas.1 Recursos Energéticos Não Renováveis Segundo Galdino et. De modo geral. al (2012). já que sua utilização implica em processos irreversíveis e produz resíduos prejudiciais ao meio ambiente. energia mecânica.1 ENERGIA E RECURSOS ENERGÉTICOS O conceito de Energia (do grego enérgeia. Pode-se dizer que são consideradas fontes de energia renováveis aquelas na qual seu uso pela humanidade não causa uma variação significativa nos seus potenciais e se suas reposições a curto prazo são relativamente certas. químicas e biológicas. todos os processos que observamos na natureza nos mostram que a energia está sempre em transformação: o crescimento de uma planta demonstra a energia de radiação do Sol sendo transformada em energia química por meio da formação de células vegetais. em processos naturais (como o petróleo bruto e o carvão.físicas. 2010). quando recebidas pelo usuário final nos diferentes setores. tais como para o petróleo. energia química. podendo se manifestar de diversas formas. como por exemplo: energia de radiação. atividade) pode ser amplamente definido como “a capacidade de produzir transformações num sistema”.1. por exemplo) e as secundárias aquelas que passam por algum tipo de transformação até serem utilizadas na forma de energia final. são consideradas como fontes não renováveis a energia nuclear e a dos combustíveis fósseis. 1997).

De acordo com Silva et. partir da decomposição da matéria energético superior aos demais risco de acidentes durante sua orgânica ao longo do tempo. emissão de Gases sedimentares. a enorme dependência destas fontes no mundo tem ocasionado. A energia nuclear por sua vez.22 De modo geral. carvão e gás natural (HINRICHS & KLEINBACH. a energia proveniente de fontes não renováveis foi amplamente utilizada a partir da era industrial. Esta modalidade energética teve sua expansão a partir da década de 1970 como uma resposta dos países mais desenvolvidos ao choque do petróleo (CASTRO. surgiu como uma importante opção energética frente à utilização de combustíveis fósseis. já que constitui óleo diesel bem como vários tipos (SIQUEIRA. além da preocupação permanente com seu esgotamento. Estes gases foram denominados genericamente como “gases de efeito estufa” e passaram a ser conhecidos mundialmente pela sigla GHG ou “Greenhouse Gases” (SILVA et. como CO2 importância geopolítica. O aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico tem levado muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média terrestre esteja relacionado a este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera. a base da economia produtiva mundial de OLIVEIRA. o do Efeito Estufa. Fonte: Autora. 2011). principalmente com o uso de combustíveis fósseis. al. 2003). Possui uma plástico (SALVADOR & - associado BATISTA à & .Recursos energéticos não renováveis – Parte 1. enorme refino. MARQUES. (2003). 2012). Recurso energético não renovável Vantagens Desvantagens Petróleo e seus derivados: Formado a Possui um rendimento calorífico Esgotamento de suas reservas. dá origem a exploração encontrado nos poros das camadas inúmeros produtos a partir de seu vazamentos. (BRASIL. al. sendo combustíveis fósseis. o GLP.. 2003). DANTAS & BRANDÃO. a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Quadro 1 . como: a gasolina. bem como suas vantagens e desvantagens. como: petróleo e derivados. Nos quadros 1 e 2 será apresentada uma descrição resumida dos principais recursos energéticos não renováveis. 2003). 2013). graças ao seu reduzido fator de emissão de gases do efeito estufa.

produzindo óleo e gás. em usinas de Nitrogênio. diversificando técnica líquidos para (águas a de mitigação de dos águas impactos .23 Quadro 2 . usa utilização de seus rejeitos como grandes quantidades de água finos de xisto.Recursos energéticos não renováveis – Parte 2. Xisto: Denominado como folhelho Configura-se como uma fonte não Impactos ambientais causados oleígeno. alto Sua decomposição poder calorífico (HINRICHS et al. mineração. pode substituir o diesel. altos custos para exploração de petróleo. emissão de material (2008) apud ANEEL (2010). 2010). o que implica no grande uso pode ser utilizado na geração de deste eletricidade 2013). recurso cujo entre fluido natural (MMA. podem ser instaladas operação geração de eletricidade em próximas centros incertezas no gerenciamento de nucleares. o não seu oferecem Risco de acidentes durante a da (CASTRO. o carvão particulado mineral é fonte para geração de energia BURATTINI. 2010. com Emissão de GEE como CO2. Segundo o IEA sua queima. possui menor custo que a a subterrâneas. risco de escassez a médio prazo (ELETROBRAS. 2013). que se decompõe. elétrica mais utilizada no mundo (41% da produção total). pela mineração. hidrocarbonetos leves que permanecem menor contribuição de emissões Óxidos no de CO2. xisto). emissão de Gases do da matéria orgânica vegetal que se acumulou no fundo de pântanos durante o Desvantagens extração provoca a áreas de das carbonífero Efeito Estufa (GEE) a partir de (HINRICHS et al. termicamente.) para funcionamento. industriais refrigerante é geralmente a água. termelétricas (MMA. o outros. É usada em mais de 400 consumidores e não dependem resíduos. resfriamento. usinas áreas relativamente aos fatores climáticos etc. 2013). usina nuclear. (chuva. 2011). xisto retortado e os para sua exploração. (SANTOS & efluentes MATAI. Fonte: Autora. Recurso energético não renovável Vantagens Carvão mineral: Formado a partir da Custo relativamente baixo. alto potencial de orgânico denominado querogênio ou matriz energética. 2008). o xisto possui um material convencional.. possui a viabilidade a ambientais de mineração. Urânio: A fissão do átomo de urânio é a Ocupam principal técnica empregada para a pequenas. alto custo associado centrais nucleares em todo o mundo de aos investimentos em segurança (ELETROBRAS. ou na geração de eletricidade. 2013). necessita de um sistema óleo combustível ou o carvão em de utilizações comerciais. degradação 2010). sua exploração contaminação betume. (ANEEL. DANTAS & BRANDÃO.. Gás natural: É uma mistura de Combustão mais limpa. estado gasoso à temperatura ambiente e sob pressão atmosférica. 2010). vento.

1. com fósseis pássaros estética. a matéria orgânica (biomassa). Brasil é a principal fonte de geração de Brasil. Vento (energia eólica): seu É um dos segmentos do mercado requer trabalhos sistemáticos aproveitamento ocorre por meio da de com de coleta e análise de dados conversão da energia do vento. 2003).. morte de (GOLDEMBERG. aproveitamento Energia potencial dos recursos custo de Desvantagens geração de Alagamento para construção de disponibilidade de barragens. 2011). Fonte: Autora. poluição sonora e geração substitui poluição trabalhos de eletricidade. al.24 2. de assoreamento a montante da (MAGALHÃES. Quadro 3 .Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1. 2010). 2008). . barragem. Os quadros 3 e 4 apresentam uma breve explicação sobre estes recursos.2 Recursos Energéticos Renováveis Nos próximos anos. as marés e oceanos (energia maremotriz e energia das ondas). 2013). HINRICHS et. mecânicos ou para como bombeamento d’água (ANEEL. com o maior crescimento na economia sobre a velocidade e o regime emprego de turbinas eólicas. no recursos. al. segundo Walisiewicz (2008) pode-se citar alguns recursos naturais utilizados na obtenção de energia renovável: o Sol (energia solar). remoção populações de locais (GOLDEMBERG (2007) nos apud & LUCON CASTRO. hídricos para geração de Energia. poderão – teoricamente – suplantar as fontes convencionais de energia. os recursos energéticos renováveis irão complementar cada vez mais os combustíveis fósseis e a energia nuclear. principalmente no Regimes dos rios a jusante. energias renováveis despesas combustíveis (GOLDEMBERG. os rios e correntes de água doce (energia hidráulica). de ventos. os quais são considerados fontes não renováveis de energia e causam maior impacto ambiental. 2010. para a mundial (SILVA et. o vento (energia eólica). dos alteração peixes. Em longo prazo as fontes renováveis. Recurso energético renovável Vantagens Água (energia hidráulica): Aproveitam Baixo a energia. DANTAS & BRANDÃO. 2010). embora seu crescimento esteja ocorrendo aos poucos no âmbito mundial (WALISIEWICZ. citando as principais vantagens e desvantagens associadas à utilização de cada um. barreiras à migração facilidade 1978). energia elétrica (GOLDEMBERG. 2010). De modo geral.

resíduos al. (GOLDEMBERG. de biocombustíveis nos níveis de de CO2.. ser utilizadas para mover turbinas. relativamente limpa. 2010). correntes e marés podem grandes áreas litorâneas podem interferir. produção de energia elétrica) ou na controle produção (BURATTINI. energia PEREIRA. este ser utilizadas (BURATTINI. 2010). aproveitamento os mais da usados atualmente são o aquecimento de água obtenção (BURATTINI. Biomassa: pode ser utilizada como Baixo custo. . Desvantagens de 2008. & THURMAN. melhor da terra.25 Quadro 4 . 2013). Fonte: Autora. 2011). 2008). Energia das ondas: a energia cinética Energia das ondas. gasto de energia dos fotovoltaicos na painéis (BURATTINI. energéticos de baixa eficiência tipo de energia vem ganhando destaque TRUJILLO & THURMAN. Utilização de grandes áreas bioenergia (para aquecimento ou para redução para a plantação (HINRICHS et. GOLDEMBERG. 2010). 2010). climáticas podem conversores & THURMAN. 2008. Condições 2011). e a geração fotovoltaica de energia elétrica (ANEEL. (TRUJILLO devido a vasta área ocupada pelos oceanos (TRUJILLO 2011). fonte direta Alto processos de confecção energia de solar. 2008.Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. Recurso energético renovável Vantagens Sol (energia solar): dentre os vários Energia inesgotável.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA. 2010 apud PESSOA. a prioridade foi para o carvão mineral. embora venha crescendo nos últimos anos. eólica. também é possível verificar que dentre as fontes renováveis os combustíveis renováveis são os que têm maior representatividade (10%). o mundo vem utilizando intensamente os combustíveis fósseis para suprir suas demandas de energia. no século XIX.2 MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Desde a revolução industrial. de modo que a oferta de energia mundial continua. 2010 apud PESSOA. seguidos do carvão mineral e do gás natural.26 2. mesmo que em passos lentos. por exemplo. 2010 apud PESSOA. Figura 1 . baseada nos combustíveis fósseis. 2011) ainda mostram que. Fonte: (IEA. solar e geotérmica (1%) (figura 2). majoritariamente.Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008. seguido das fontes de energia hidráulica (2%). 2011). De modo geral. em um comparativo entre os anos de 1980 e 2008. não apresentou modificações estruturais significativas quanto à utilização das fontes energéticas. a participação das energias renováveis (figura 1). em 2008 as fontes não renováveis de energia representaram 87% do cenário energético mundial contra apenas 13% das fontes renováveis. no século XX para o petróleo e derivados e no século atual ainda se utilizam como suprimento energético principal o petróleo e derivados. . Dados da IEA (IEA. De acordo com Filho (2009). 2011) a matriz de energia mundial.

ocorra também o aumento da eficiência energética. a European Wind Association prevê que a energia eólica possa produzir 10% da eletricidade mundial até 2020. Já nos países desenvolvidos. aos poucos começam a ganhar boa representatividade. Oliveira & Guerra (2010). em um período de 30 anos (1980 a 2010). à medida que a economia cresce e o poder aquisitivo melhora. Oliveira & Guerra (2010) há uma tendência de aumento no consumo total de energia nos países em desenvolvimento. no que se diz respeito a fontes renováveis de energia. considerando que geradores eólicos já vêm apresentando custos competitivos com as formas tradicionais de geração de energia elétrica. a tendência é que com o desenvolvimento de novas tecnologias. Quanto a perspectivas futuras. aumenta a parcela da população com acesso à energia e a outros bens.Matriz Energética Mundial em 2008. as novas tecnologias lançadas no mercado mundial. al. Este cenário leva ao crescimento da produção de bens e consequentemente. a um ritmo anual de 27. a um maior consumo de energia também. De modo geral.3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA A matriz de energia nacional.27 Figura 2 . que antes não lhes eram acessíveis por falta de poder aquisitivo e infraestrutura. sofreu modificações importantes quanto à utilização de diferentes fontes . Segundo Abreu. pois. 2. ao contrário do cenário mundial.75%. Fonte: IEA (2010) apud PESSOA (2011). (2003) a capacidade eólica mundial cresceu nos últimos anos. Segundo Silva et. segundo Goldemberg (1997) apud Abreu.

um aumento da utilização do gás natural. as quais tiveram o objetivo de reduzir a dependência do país pelo petróleo importado. de acordo com as observações realizadas por Silva et al. (2003). A produção de energia a partir da lenha e carvão vegetal passou de 27% para 9. considerando que em 2010 se atingiu uma participação de 14% desta matriz energética.Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011. isto ocorreu em função das políticas estratégicas de incentivo à agroenergia e hidroeletricidade adotadas na década de 1970. um combustível bem menos poluente que o carvão e o petróleo. 2011. mas que também possui elevada eficiência energética. já que a participação dos derivados da cana-de-açúcar cresceu significativamente entre 1980 e 2010.7%. Pode-se também identificar claramente. conforme observado na figura 3 (MME. De acordo com o Ministério de Minas e Energia. O aumento da produção de energia através de hidroelétricas também foi notável neste período. 2011). passando de 8% para 18%. o Brasil também apresentou uma redução significativa na oferta de energia proveniente da lenha e do carvão vegetal. Fonte: MME. assim como de petróleo e derivados. Figura 3 . É possível notar que os investimentos realizados pelo governo brasileiro em programas de incentivo à agroenergia apresentaram bons resultados. Entre os anos de 1980 e 2011. .28 energéticas. o Brasil apresentou uma matriz energética distinta da correspondente mundial.6%. que nesta época representava cerca de 80% das necessidades nacionais. já que contou com uma grande utilização de fontes energéticas renováveis. e de petróleo e derivados de 48% para 38. além de manter uma participação elevada das fontes renováveis. Neste período.

observou-se nos dados do BEN (2012) que o consumo do setor de transportes em 2011 foi o segundo maior dentre os setores observados (30.6% do petróleo e derivados. sendo em 2011 o responsável pelo consumo de 35. percebe-se a grande vantagem do Brasil. 2012).3%. entre 2010 e 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira chegou a até 88. Considerando que os terminais portuários – objeto de interesse no presente trabalho . na matriz energética brasileira.9% da energia no país.1% do gás natural e 5.2% renovável e 55.6% do carvão mineral. o setor que mais consome energia no Brasil atualmente é o setor industrial. Figura 4 .1%) e o setor de serviços representou 4. 10.enquadram-se como setor de transportes e serviços.4% da energia consumida no país. Quando comparado com o valor mundial de 82% de participação dos combustíveis fósseis no mesmo ano. a oferta interna de energia foi caracterizada como 44.Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial. A atual participação dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira é de 54.8% (figura 4). 2012). Segundo o Balanço Energético Nacional 2012 (MME.29 De modo geral. pode-se considerar que o país está relativamente mais avançado se analisarmos o comparativo com a Matriz Elétrica Mundial. que se posiciona com uma menor dependência destes energéticos não renováveis e emissores de gases de efeito estufa (MME.8% não renovável. em 2011. Fonte: EPE (2012) apud BEN (2012). 2012). . Quanto à Matriz Elétrica Brasileira. sendo 38. De acordo com o Balanço Energético Nacional (MME. A maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de recursos renováveis.

“é necessário o desenvolvimento e a implementação de tecnologias para as novas fontes energéticas e fontes de energia renováveis. 2012). conversão e consumo de energia. e que posteriormente foi regulamentada pelo Decreto nº 7.168 GtCO2eq e 1. dentre as diversas metodologias que visam padronizar o modo como as empresas devem contabilizar suas emissões. as mais utilizadas no setor industrial a nível mundial são a GHG Protocol e a ISO 14. respectivamente (CELUPI. Outro fator que leva ao maior consumo de energia elétrica e consequentemente ao aumento das emissões de GEE é o crescimento populacional e o aumento da atividade econômica em todo o mundo. De acordo com dados do BEN (2012). porém elas podem melhorar o modo como gerenciam a energia que utilizam. sendo 36% pela utilização de combustíveis fósseis derivados do petróleo. apresentou metas voluntárias ambiciosas de redução de emissões de GEE: reduzir entre 36. o correspondente aos 36. Para o cumprimento das metas estabelecidas em Copenhague. cerca de 60-65% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas à produção. .9% de redução de emissões.8% não renovável.390/2010.187 de 29 de dezembro de 2009.1% e 38. a matriz energética brasileira é de até 55. De acordo com Celupi (2012). 2012). Segundo Hall & Lee (2008). foi instituída no Brasil a Política Nacional sobre Mudança no Clima (PNMC). realizada em Copenhague no ano de 2009. O referido Decreto estimou a linha de base de emissões de gases de efeito estufa (1990) e estabeleceu como meta para 2020 uma redução entre 1. entretanto isto pode levar tempo”. através da Lei Federal nº 12. 2013). cenários tendenciais de curto e médio prazo indicam que esta parcela deve continuar significativa. o governo brasileiro. contribuindo consequentemente para a redução do esgotamento de recursos energéticos e emissão de GEE. De acordo com o autor.9% das emissões de CO2eq até 2020. com relação às suas emissões de 1990 (CELUPI. As organizações não têm controle sobre os preços de energia ou sobre as políticas governamentais. principalmente pelo fato de que uma importante fração da população mundial ainda não tem acesso aos chamados serviços energéticos. Visando melhorar este cenário.4 ENERGIA E EMISSÕES DE GEE De acordo com WALTER (2007).1% a 38. Diversas empresas vêm realizando seus inventários de emissões de GEE. já que a melhoria do desempenho energético pode fornecer benefícios imediatos como a redução de consumo e de custos.259 GtCO2eq. a fim de que possam estabelecer medidas para a redução de emissões (GHG Protocol.064-1.30 2. durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. combustíveis estes que contribuem significativamente com as emissões de GEE.

De acordo com o Manual Corporativo do GHG Protocol (2013). 2013).. organizações não governamentais (ONGs). É a metodologia mais utilizada no mundo por empresas e governos hoje em dia. através do Programa Brasileiro GHG Protocol. o qual possui metodologias para cálculo de emissão para fontes comuns a vários setores. governo e outras conveniadas ao WRI e ao WBCSD. Escopo 2 – Emissões Indiretas: contabiliza as emissões de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa. 2008). desde que sejam mais precisos. veículos da empresa ou por ela controlados. As etapas para a realização da quantificação das emissões de GEE são basicamente: (a) coleta dos dados de atividade segundo cada escopo e seleção dos fatores de emissão e (b) aplicação das metodologias de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol para contabilização das emissões por fontes comuns a quaisquer setores (GHG PROTOCOL. A aplicação de um modo adaptado ao contexto nacional do GHG Protocol no Brasil teve inicio em 2008. as quais estão divididas em escopos. neutralidade política e é baseado em um vasto processo de consulta pública (GHG PROTOCOL. quantificar e gerenciar suas emissões de GEE. al. por exemplo.4. 2013). os escopos para cálculo das emissões de GEE são divididos em: Escopo 1 – Emissões diretas de GEE: Emissões provenientes de fontes que são controladas ou pertencem à empresa. estas são classificadas em diretas e indiretas. etc.. combustão de caldeiras. Para que se possa facilitar a organização do inventário e compreender as fontes de emissão. 2008).1 GHG Protocol O GHG Protocol foi lançado em 1998 e desenvolvido através de uma parceria entre o World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). para identificar. As organizações podem utilizar seus próprios métodos de cálculo de GEE. Escopo 3 .31 2. Está em conformidade com as normas da ISO (International Organization for Standardization) e com as metodologias de quantificação determinadas pelo IPCC (GHG PROTOCOL. tanto para emissões diretas quanto para emissões indiretas (GHG PROTOCOL. O GHG Protocol apresenta uma estrutura para contabilização de GEE. porém ocorrem em fontes que não pertencem ou são controladas pela empresa. 2013). . divididas em escopos (Brasil et. 2013). juntamente com outras instituições interessadas como empresas. e que pelo menos que estejam em conformidade com as abordagens do GHG Protocol (BRASIL et al.Emissões Indiretas: calcula emissões conseqüentes das atividades da empresa. com caráter modular e flexível.

2012). organismos de normalização e organizações ambientais (APCER BRASIL. 2013) eficiência energética pode ser definida pela relação entre a quantidade de energia utilizada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. 2011 apud FROZZA et. seja no aspecto de produção ou uso final da energia. foram desenvolvidas algumas estratégias para eficiência energética no Brasil por parte do governo. o conceito de uso eficiente de energia está associado à busca de estratégias ou políticas que minimizem o uso da energia sem conter a produção de bens e serviços. após a primeira crise do petróleo. decorrentes da utilização de recursos não renováveis. que estão ligados ao tema de eficiência energética e utilização de energias renováveis: Programa Nacional do Álcool (Próalcool). Programas. tais como governos. o conforto e o bem estar da sociedade.32 2. al. desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. a promoção da eficiência energética se dá a partir da otimização das transformações. 2011). Desde então. Novos requisitos legais e soluções tecnológicas relacionados com energia e eficiência energética estão sendo introduzidos no mercado global por diferentes partes interessadas. o que demonstra o reconhecimento da essencialidade do tema sob o ponto de vista mundial.5 POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Segundo Ribeiro (2002). Decretos. Podem-se citar alguns programas importantes criados no Brasil nos últimos anos. ou seja. (ALSSSOP. prestadores de serviços. o tema conservação de energia e eficiência energética começou a ser discutido com maior seriedade na década de 1970.. como por exemplo. produtores e fornecedores de energia. tanto dos desenvolvidos quanto dos que estão em vias de desenvolvimento. No contexto da “melhoria do desenvolvimento econômico e da inovação”. do transporte e do uso dos recursos energéticos. que incentiva a produção e utilização de etanol e . indústria. a relação às emissões de gases de efeito estufa.5. a melhoria da eficiência energética tem sido incluída nas agendas políticas de vários países.1 Política Brasileira de Eficiência Energética No Brasil. 2011). a melhoria da eficiência energética foi também um tema muito abordado em diversas reuniões do “G8” e “G20” (APCER BRASIL. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA. estudiosos. os quais regulamentam e orientam as organizações para uma gestão sustentável dos recursos energéticos. Leis. Nos últimos anos. 2. o desenvolvimento da tecnologia e da informação. Resoluções e incentivos de modo geral. como a criação de Órgãos.

foi aprovado pela Portaria nº 594 o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf (MME. é evidente que a gestão simultânea destas duas abordagens proporcionará resultados ainda melhores ao gerenciamento de energia como . 2011). De um lado. conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CONPET. com um aumento percentual da participação das fontes renováveis de energia. conduzido pela Petrobrás (MME. pelo gerenciamento da demanda de energia. que apresenta as premissas e diretrizes básicas do tema no contexto nacional. por meio da gestão dos recursos energéticos. Programa PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética) com linha de financiamento do BNDES e Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural. estando os resultados da classificação disponíveis nas páginas eletrônicas do CONPET bem como nas etiquetas afixadas opcionalmente nos veículos (CONPET. o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Programas de Eficiência Energética (PEE). Outro programa de grande relevância no Brasil é o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem). Os fabricantes que optam por participar do programa têm seus veículos classificados de "A" a "E". de acordo com a eficiência quanto ao consumo de combustível de cada um. pela oferta. lançado no ano de 2013 e que é aplicado de forma voluntária aos veículos leves movidos a gasolina. orientando até mesmo a realização de bancos de dados relativos à eficiência energética. 2. é informado ao consumidor no momento da compra. 2012). com o uso mais eficiente e o consumo racional da mesma.6 GESTÃO DE ENERGIA NAS ORGANIZAÇÕES Silva et. O Plano propõe aos empreendedores de diversos setores da economia a realizarem a gestão energética empresarial nos moldes da NBR ISO 50001. sobre a eficiência energética de cada modelo em uma escala de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente) (CONPET. al (2003) mencionam que a minimização dos impactos ambientais decorrentes da utilização dos recursos não renováveis de energia pode ser obtida pela gestão da energia. O CONPET (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados e Petróleo e do Gás Natural) instituiu também o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). Através da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) afixada nos produtos. e de outro. com vistas ao acompanhamento de atividades e apoio à tomada de decisões. 2011). 2013). que foi criado para contribuir para a comercialização e utilização de aparelhos com menor consumo de energia. Em 2011.33 da biomassa na forma de bagaço da cana de açúcar. Contudo. etanol ou GNV.

34 um todo. Figura 5 . a sua aplicação deverá sempre passar por uma fase prévia de planejamento. a qual possui como base o modelo de sistemas de gestão de melhoria contínua proposto por Deming (1990) e Juran (1992) - . A figura 5 apresenta um esquema da gestão da energia. 1994). Sob o ponto de vista organizacional. 1994. demonstrando a gestão simultânea das duas abordagens: gestão dos recursos energéticos e gestão do consumo de energia. contabilizar e seguir a evolução do consumo de energia. é necessário conhecer seu consumo energético (por que. foi lançada em 2011 pela International Organization for Standardisation . a partir da busca constante pela eficiência energética.ISO a norma de Sistema de Gestão de Energia . que corresponde a uma análise energética geral da instalação consumidora. 2.1 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 Visando tornar-se um referencial de normalização na eficiência energética. Fonte: Ferreira.Esquema da Gestão de Energia.6. também conhecida como diagnóstico energético.SGE ISO 50001. como e onde se consome energia. tanto em aspectos locais como no âmbito global. bem como o quanto se consome dela). dispor de dados para tomar decisões e agir para otimizar e controlar o resultado das ações e investimentos realizados (FERREIRA. De acordo com Ferreira (1994) a gestão de energia pode ser realizada em uma organização por diferentes métodos. a gestão energética também deve ser vista como um meio de alcançar objetivos de produtividade e de competitividade nas empresas. e independente do sistema de gestão de energia que venha a ser utilizado. Para a gestão de energia em uma empresa.

o consumo. a NBR ISO 50001 é basicamente estruturada em: política energética. como a ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental). Fonte: ABNT. (2012). Act) também é utilizado em normas muito utilizadas na atualidade. Do. A Norma ISO 50001:2011 tem como principal objetivo permitir que as organizações definam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho de energia. a intensidade e a eficiência energética (ABNT. De acordo com Frozza et.Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011. Este modelo. popularmente chamado de ciclo PDCA (Plan. . Como se pode observar na figura 6. por exemplo. incluindo o uso. implementação e operação. Figura 6 . Check. 2011. 2011). Verificar e Agir. permitindo que a organizações tomem ações para melhorar seu desempenho energético.35 Planejar. Fazer. planejamento energético. a metodologia proposta por este sistema de gestão norteia os agentes responsáveis nas empresas a administrarem a energia como um recurso controlável. al. verificação e análise crítica pela direção.

2011.6. estabelecendo objetivos. 2. . sejam elas públicas ou privadas. a NBR ISO 50001 sistematiza e reforça as estratégias de gestão energética nas organizações. Fonte: Adaptado de ABNT.1.4) deve conter uma revisão energética. que de acordo com a NBR ISO 50001 (item 4. a estrutura da fase de planejamento de energia pode ser dividida em Entrada de Planejamento. Para que se possa implantar a norma e realizar a adequada gestão de energia em uma empresa. 2011). bem como de planos de ação (ABNT. de modo que especifica os requisitos para que uma organização possa desenvolver e implementar uma política de energia. Revisão Energética e Saídas de Planejamento. Figura 7 .Diagrama conceitual do processo de planejamento. conforme esquema observado na figura 7.36 A partir do modelo de gestão proposto.1 Planejamento Energético De modo geral. metas e planos de ação que considerem os requisitos legais e as informações relativas ao uso significativo de energia (ABNT. é necessário que se faça inicialmente uma análise crítica da situação energética existente a partir de um planejamento de energia (primeira etapa do ciclo PDCA). 2011). a elaboração de indicadores. a definição de objetivos e metas.

equipamentos. De acordo com Frozza et. o Identificar outras variáveis relevantes que afetem o uso e o consumo de energia. potenciais fontes de energia. Assim. de uma forma bem sucinta. 2011): a) Analisar o uso de energia com base em medições em outros dados o Identificar as atuais fontes de energia. já que se baseia na análise de macro dados. Segundo Krause (2002) apud Frozza et. o nome dado pela norma a esta etapa é equivalente. incluindo. o Analisar o uso e consumo de energia atual e passada. a revisão energética a ser realizada pela organização na etapa de planejamento deve conter uma análise crítica de dados de energia. a revisão de energia ou revisão energética é definida como a “determinação do status do desempenho de energia da organização com base em dados e em outras informações que levam à identificação de oportunidades de aprimoramento”. na revisão energética é que são obtidas as informações a respeito da utilização de energia e das instalações de maior consumo. de certa forma. equipamentos. o diagnóstico energético refere-se a um estudo menos detalhado que uma auditoria energética. a um diagnóstico energético. c) Identificar. a organização deve (ABNT. uso de renováveis ou fontes de energia alternativas. deve-se identificar as áreas de uso e consumo significativos de energia: o Identificar instalações. De acordo com Ribeiro (2002). o Determinar o desempenho atual de instalações. (2012) diagnóstico energético pode ser definido como a avaliação de todos os sistemas consumidores de energia. o diagnóstico energético refere-se a um estudo mais superficial quando comparado . Para isso. al. priorizar e registrar oportunidades de melhoria. De modo geral. (2012).6. processos e pessoal trabalhando pela organização ou em nome dela que afetem significativamente o uso e o consumo de energia.1.1 Revisão Energética Segundo a NBR ABNT ISO 50001. al. se aplicável. para que posteriormente possam ser identificadas oportunidades de melhoria.37 2. sistemas. sistemas e processos que estejam relacionados aos usos significativos de energia. b) Com base na análise do uso de energia.1. De acordo com a referida norma.

o uso de tecnologias energeticamente eficientes possui grande importância no gerenciamento de energia. mas é possível dizer ainda que a conscientização dos consumidores de energia também é parte importante no processo de gestão energética.. 2012). pode-se dizer que uma pessoa bem informada e consciente da importância do uso eficiente de energia tende a evitar ao máximo o desperdício. 2012. Alvarez (1998) apud Ribeiro (2002) elenca como elementos significativos para avaliação de consumo: sistemas de iluminação.. identificação de áreas com uso significativo de energia e identificação de oportunidades de melhoria sejam satisfeitos (figura 8). Neste sentido. já que a outra parte desta solução constitui-se do uso eficiente de energia por parte dos consumidores conscientes. De acordo com Costa. Para atender aos requisitos da ISO 50001 é necessário assegurar na revisão energética que as etapas de análise do uso e consumo de energia. microcomputadores e outros equipamentos. . Figura 8 . Paiva & Santos (2010). al. porém pode-se dizer que é apenas uma parte da solução para a problemática energética.38 a uma auditoria energética. bem como quantificar o que está sendo gasto (FROZZA et al. deve-se realizar a análise do uso e o consumo de energia de modo a qualificar os tipos de energia utilizados na organização. já que esta se caracteriza por um estudo ainda mais rigoroso e minucioso do sistema. ou seja. Fonte: FROZZA et.Etapas do diagnóstico energético. Considerando o diagnóstico energético sob o ponto de vista do consumo de energia elétrica. sistemas de ar condicionado.

2007. A figura 9 apresenta um exemplo de histórico de consumo de energia em uma linha de base.Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base. (2012).1. .2 Linha de Base Energética Com base na NBR ISO 50001 (ABNT.1. Figura 9 . 2. De acordo com Frozza et.6.. Fonte: EVO. a análise realizada na etapa de diagnóstico energético possibilitará a criação de uma linha de base para monitoração dos setores consumidores de energia. al. A linha de base configura-se como uma referência para que se possa verificar o antes e depois da implementação de ações de melhoria de desempenho energético (FROZZA et. A linha de base é utilizada como referência para comparação do antes e depois de melhorias realizadas. a linha de base energética pode depender de cada processo e de cada instituição que adere à NBR ISO 50001. de modo que as alterações no desempenho energético da organização que vierem a ocorrer após a execução de planos de ação devam ser sempre comparadas à linha de base. 2012). já que fornece uma base de dados para um período de tempo especificado. 2011) a linha de base energética pode ser vista como uma referência quantitativa para que se possa verificar o “antes” e o “depois” da implementação de melhorias de eficiência energética.39 De modo geral. al.

40

2.6.1.1.3 Indicadores de Desempenho Energético

O indicador de desempenho de energia é definido como “o valor ou a medida
quantitativa do desempenho de energia conforme definido pela organização” (ABNT, 2011).
Ainda de acordo com a norma, na fase de Planejamento da mesma, a organização deve
identificar os indicadores apropriados para monitoramento e medição de seu desempenho
energético.
A NBR ISO 50001 não estipula a metodologia para determinação dos IDE’s, porém
estabelece que os indicadores utilizados pela organização devam ser registrados, mantidos,
regularmente atualizados e comparados à linha de base energética estabelecida.
De acordo com Ferreira (1994) os indicadores energéticos podem ser divididos em
macroindicadores e microindicadores. Segundo o autor, os macroindicadores são utilizados
quando destinados a medir a eficiência energética de uma região ou país, enquanto os
microindicadores são utilizados para medir a eficiência de uma empresa, edifício ou
habitação, por exemplo.
Segundo Saidel, Favato e Morales (2005) apud Frozza et. al. (2012), os indicadores
energéticos são pouco explorados como ferramenta para gestão energética no Brasil. Por
este motivo, Frozza et. al. (2012) propuseram o estabelecimento de indicadores, como por
exemplo:

CMF (Índice de Consumo médio Mensal por Funcionário): permite

caracterizar o perfil de consumo por número de colaboradores.

De acordo com Gestal (2000) apud Ribeiro (2002), outro item que constitui um
indicador de desempenho energético é o fator de carga, que mede a eficácia e eficiência de
aproveitamento da energia elétrica em uma instalação. Segundo a CELESC (2012), o fator
de carga pode ser definido como um índice que demonstra se a energia consumida está
sendo utilizada de maneira racional e econômica, sendo um indicador que varia de zero a
um e que exprime a “relação entre a energia ativa consumida num determinado período de
tempo e a energia ativa total que poderia ser consumida, caso a demanda medida do
período (demanda máxima) fosse utilizada durante todo o tempo”.
Pode-se citar também o fator de potência como um indicador de desempenho
energético, já que, de acordo com a CELESC (2012) o fator de potência mostra como a
energia é utilizada pelos equipamentos, sendo um índice que demonstra que quanto mais

41

próximo de 1, melhor a energia está sendo aproveitada pelos equipamentos. Segundo
CELESC (2012) um baixo fator de potência pode oferecer riscos às instalações, como:
variações de tensão que, podem ocasionar a queima de equipamentos; perdas de energia
dentro de sua instalação; redução do aproveitamento da capacidade dos transformadores;
condutores aquecidos; e diminuição da vida útil da instalação.
De acordo com Ferreira (1994), no setor de transportes, também podem ser
utilizados indicadores de desempenho de energia que permitam avaliar o consumo de
combustível, como por exemplo, um indicador que avalie o consumo médio de gasolina por
veículo, a ser determinado pelo quociente entre o consumo total de gasolina e o número de
veículos movidos à gasolina.
Com relação aos indicadores de desempenho energético, o sistema de Medição e
Verificação do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP)
desenvolvido pela Organização para Avaliação de Eficiência (EVO), internacionalmente
reconhecido por sua metodologia para monitoramento de um SGE, não realiza nenhuma
determinação sobre quais devem ser utilizados, deixando sob responsabilidade do
engenheiro que faz o gerenciamento energético da organização a determinação destes
indicadores, assim como a NBR ISO 50001:2011, que não define os indicadores a serem
utilizados (LEITE, 2010 apud FROZZA et al., 2012).
Para a elaboração de indicadores de desempenho energético, deve-se levar em
conta o conceito de eficiência energética aplicado às edificações, visto que, conforme
Lamberts (1997) apud Caldeira (2011) “um edifício é mais eficiente energeticamente que
outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”. Segundo Caldeira (2011), tais condições ambientais são alcançadas através de
medidas de projeto que visam reduzir o consumo de energia voltado para os sistemas
consumidores de energia e a envoltória da edificação1.
Projetos que visem maior eficiência energética têm como consequência, melhorias
no desempenho energético, conforto térmico e lumínico da edificação (CALDEIRA, 2011).
Ainda de acordo com Pereira & Souza (2005), o uso de cores com altos índices de reflexão
em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de
iluminação, podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente
sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz.
Para Carvalho (2009), a melhoria do desempenho de edificações com a utilização de
técnicas passivas e com baixo consumo de energia, torna-se imprescindível. Com base
nesta afirmativa, entende-se que o estabelecimento de indicadores que demonstrem a
1

Envoltória da edificação: são planos externos da edificação, compostos por fachadas empenas,
cobertura, brises, marquises, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem (BRASIL,
2009 apud Caldeira, 2011).

42

eficiência de uma edificação pode também ser a base a proposta de melhorias que
viabilizem a redução do consumo de energia.

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC, que não
teve seu nome divulgado neste trabalho para atender suas normas de privacidade e
preservar sua identidade perante o mercado. Dentro dos limites da organização, o
diagnóstico energético com base na NBR ISO 50001:2011 foi realizado considerando os
usos de energia nas seguintes áreas: Terminal de Contêineres (TECON), Armazéns e
Prédio Administrativo, este último no qual se desenvolveu um diagnóstico energético
detalhado, com a avaliação mais abrangente de suas instalações, conforme interesse
apresentado pela organização e visando obter subsídios para a proposta de ações de
melhoria.
A empresa possui certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ISO 14001,
que visa atender à Portaria nº 104/2009 da Secretaria Especial dos Portos, a qual instituiu a
obrigatoriedade da adoção de um SGA em portos e terminais. O SGA implantado no
terminal portuário desde 2009 visa o atendimento à legislação aplicável, o monitoramento e
o controle de suas operações, sempre buscando a melhoria contínua de suas atividades e a
minimização dos impactos ambientais a elas relacionados.
Deve-se destacar que dentre os aspectos ambientais significativos identificados pela
empresa em seu SGA, listou-se o consumo de energia. A partir destas considerações, a
empresa identificou em seus últimos Relatórios de Auditoria Interna da ISO 14001 a
necessidade de se gerenciar o uso de energia em seus processos e setores e propôs então
a elaboração do presente trabalho.
A execução deste trabalho contou com a utilização dos conceitos e das metodologias
definidas pela norma ABNT NBR ISO 50001:2011. É importante destacar que não foram
aplicados todos os requisitos da norma, já que se trata de um diagnóstico inicial do SGE de
uma organização, visando identificar possibilidades de melhorias no desempenho energético
que poderão contribuir com a redução de custos na empresa bem como com a redução das
emissões de GEE, já que este é um dos principais impactos do consumo de energia.
A

figura

10

a

seguir

apresenta

o

roteiro

metodológico

deste

trabalho.

43

Figura 10 - Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.

Fonte: Autora.

Inicialmente se realizou a caracterização do terminal portuário, com a definição do
escopo e das fronteiras do sistema de gestão energética, para que assim se pudesse
realizar o planejamento energético através do diagnóstico energético de suas instalações. O
escopo e as fronteiras do SGE foram definidos juntamente com os responsáveis do terminal
devido à necessidade de fornecerem informações, considerando o interesse técnico
envolvido.
Após a definição do escopo, foi estabelecida uma política energética para a
organização com o apoio da alta direção, que declara o comprometimento da organização
para atingir a melhoria de seu desempenho energético e que direciona a organização à
futura implementação de um SGE.
Visando identificar o atual desempenho energético da organização foi definido um
processo de planejamento energético atendendo a NBR ISO 50001:2011. Dentro deste
processo, foram definidas as seguintes etapas: identificação de requisitos legais e outros,
desenvolvimento da revisão energética, estabelecimento da linha de base, identificação de

44

indicadores de desempenho energético e o estabelecimento de objetivos e planos de ação
para a gestão de energia.
Na etapa de revisão energética realizou-se a identificação e avaliação do uso e
consumo de energia do terminal portuário (atual e passado), com base na coleta de dados
técnicos das instalações, equipamentos, sistemas e processos. Foram objetos de estudo as
faturas de energia elétrica, manuais de equipamentos, observação das pessoas trabalhando
e condições físicas das instalações, equipamentos e máquinas. Parte destas informações foi
fornecida pelos responsáveis pelo setor de meio ambiente, manutenção e TECON da
organização em estudo, e parte foi coletada em visitas de campo e através de pesquisas na
literatura existente.

3.1 COLETA DE DADOS

3.1.1

Uso e consumo de energia

O diagnóstico do uso de energia no terminal portuário em estudo foi realizado a partir
da identificação das fontes de energia utilizadas em todos os setores da empresa,
verificando para quais fins são utilizadas. Para tal identificação, foi realizada uma visita a
todas as instalações da empresa, entrevista com os funcionários e registro fotográfico das
áreas de uso de energia. Com a identificação das atuais fontes energéticas, verificou-se se
estas provêm de recursos renováveis ou não renováveis de energia, através de pesquisa.
A partir da identificação das fontes de energia utilizadas na empresa e como estas
são utilizadas na organização, foram coletados os dados relacionados ao consumo das
mesmas. A avaliação do consumo de energia nas instalações do terminal portuário foi
realizada a partir dos três níveis de abordagem energética propostos por Ferreira (1994):

Nível 1 (Abordagem energética global): neste nível foram coletados e
avaliados dados relacionados ao consumo de energia total da organização
(macrodados);

Nível 2 (Abordagem energética por área ou setor produtivo): foram
coletados e avaliados os dados de consumo energético dos grandes setores
da empresa – TECON, Armazéns e Administrativo;

Nível 3 (Abordagem energética detalhada): em uma abordagem mais
aprofundada, foram coletados e avaliados os dados do setor que apresentou
maior potencial para execução de melhorias.

45

3.1.1.1 Abordagem Energética Global – Nível 1

Nesta etapa, os dados foram coletados e analisados de forma macro, ou seja dados
relacionados ao consumo total da organização, sendo realizada a partir de documentos e
registros internos do terminal portuário, para que posteriormente fossem elaborados os
indicadores de desempenho energético (IDE’s) em uma abordagem global.
A tabela 1 apresenta quais informações foram coletadas, o período a qual se
referem e através de quais fontes as mesmas foram obtidas.

Tabela 1 - Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 - Abordagem
Global.
Dados para Abordagem Energética Global – Nível 1

Período de dados

Fonte de dados

Consumo de energia elétrica (kWh)
total, em horário de ponta (p) e fora de
ponta (fp)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Demanda de energia elétrica (kW) em
horário de ponta e fora de ponta

Jan/2012 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

TERMINAL
PORTUÁRIO

Custo com energia elétrica (R$)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Consumo (ton) e Custo (R$) de GLP

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de GLP

Consumo (m³) e Custo (R$) de Óleo
diesel

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de Óleo Diesel

Número médio de funcionários

Jan/2012 a Dez/2012

Setor de RH

Área útil da empresa (m²)

-

Licença Ambiental de
Operação

Fonte: Autora.

3.1.1.1.1 Identificação das áreas de uso significativo de energia

Para atender à NBR ISO 50001:2011 que solicita a identificação das áreas de uso
significativo de energia, realizou-se a classificação das fontes energéticas utilizadas em todo
o terminal portuário a partir dos seguintes critérios: Econômico, Impacto na produção,
Requisitos Legais e Outros, de acordo com a metodologia proposta por Celupi (2012) que
utilizou critérios de determinação de significância (quadro 5).

Alto: A qualidade da energia empregada pode causar parada significativa da produção. ≥5 Uso significativo: a organização deve adotar ações de melhoria relacionadas ao uso e consumo de energia de forma a diminuir sua significância. . Índice Análise <5 Uso não significativo: a organização deve manter controles operacionais relacionados ao uso e consumo de energia. Alto: Existem requisitos legais relacionados ao uso ou consumo de energia. Baixo: A qualidade da energia empregada não pode causar impactos na produção. 2013). BONAN & FLORES. Fonte: CELUPI. Fonte: CELUPI. Médio: O custo com energia representa de 5% a 10% do lucro bruto da organização. Médio: Existem outros requisitos relacionados ao uso ou consumo de energia. Quadro 6 – Índice de significância. 2012. Médio: A qualidade da energia2 empregada pode causar efeitos na produção como perda de energia. 2012. Baixo: Não existem requisitos legais ou outros relacionados ao uso ou consumo de energia.46 Quadro 5 . Pontuação 1 Econômico 2 3 1 Impacto na produção 2 3 1 Requisitos Legais e Outros 2 3 Critério Baixo: O custo com energia representa menos de 5% do lucro bruto da organização.Critérios de determinação de significância. 2 Qualidade de energia pode ser entendida como o grau no qual tanto a utilização quanto a distribuição de energia elétrica afetam o desempenho dos equipamentos elétricos (MARTINS. Alto: O custo com energia representa mais de 10% do lucro bruto da organização. Estabeleceu-se que os índices maiores ou iguais a cinco representam as áreas de uso significativo e a organização deve proceder conforme apresentado no quadro 6. perda de tempo ou queima de equipamento sem ocorrer parada significativa da produção.

dentro dos limites utilizados para o diagnóstico energético. pois a mesma permite compreender e quantificar os GEE gerando resultados consistentes e precisos.Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE. Fonte: GHG Protocol. é apresentada a seguir uma imagem ilustrativa da ferramenta utilizada. Optou-se por esta ferramenta. sobre as quantidades de energia elétrica e combustíveis consumidas pelo terminal portuário.2 Quantificação das Emissões de GEE associadas ao consumo de energia Com base nos dados obtidos na Abordagem Energética Global. A contabilização das emissões foi realizada pela própria ferramenta GHG Protocol a partir da inserção dos dados.1. 2013). 2013.47 3.1. Para auxiliar no entendimento do desenvolvimento das estimativas de emissões. de acordo com cada modalidade de emissão identificada: Escopo 1: emissões diretas móveis e estacionárias Escopo 2: emissões indiretas. realizouse o cálculo das emissões de GEE decorrentes deste consumo através da aplicação da metodologia de quantificação do GHG Protocol. . sendo internacionalmente reconhecida e muito utilizada por empresas e governos de todo o mundo (GHG PROTOCOL. nas quais foram consideradas as emissões decorrentes do consumo de energia elétrica.1. Para quantificar as emissões de GEE de acordo com o GHG Protocol. Figura 11 . realizou-se a identificação das fontes de emissão de GEE relacionadas ao consumo de energia da organização.

1. Armazém (I e II) e Administrativo. um software de supervisão e 3 Container reefer: equipamento refrigerado para o armazenamento de cargas perecíveis (DEPOTRANS. Conforme apresentado na tabela 2. 3. 2013). os mesmos foram comparados graficamente de acordo com cada fonte de emissão. os dados de consumo de energia elétrica foram obtidos a partir da consulta ao Software Smart 32.2 Abordagem Energética por área – Nível 2 A caracterização do consumo de energia por área foi realizada a partir da coleta de dados que retratam o uso desta energia nas grandes áreas existentes no terminal portuário: TECON.48 Com base nos dados de emissões calculados pela ferramenta GHG Protocol. Os dados foram coletados para a posterior elaboração de indicadores que permitam analisar o consumo de energia em cada tipo de área. Foram então obtidos os seguintes dados (tabela 2): Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 . Dados para Abordagem Energética por Área – Nível 2 TECON Fonte de dados Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Abr/2012 a Dez/2012 Gerência TECON Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil do PA (m²) - Projeto Arquitetônico Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica 3 Número de containers reefer armazenados ARMAZÉNS I e II Período de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica PRÉDIO ADMINISTRATIVO Fonte: Autora. .1.Abordagem por Área.

Fonte: Gestal.49 gerenciamento de energia elétrica instalado nos painéis elétricos do terminal portuário e que desde abril de 2012 realiza o monitoramento constante do consumo de energia elétrica nas três grandes áreas do terminal. Os dados de demanda de energia por área (kW) para cálculo do fator de carga também não foram obtidos devido a problemas técnicos do software Smart 32. foram estabelecidos os indicadores de desempenho energético (IDE’s) para a avaliação do consumo de energia elétrica no nível 2 . Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32. É importante destacar que os dados de energia elétrica das três áreas avaliadas referentes a dezembro de 2012 não foram obtidos considerando que neste período ocorreram problemas técnicos no próprio sistema e que impossibilitaram a confiabilidade dos dados. 2012. . A figura 12 a seguir apresenta o modelo de relatório diário de demanda/consumo de energia emitido pelo software de gerenciamento de energia elétrica. Com base nos dados registrados pelo Software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.Abordagem por Área.

os mesmos foram registrados em planilhas mediante o uso do Sofware Excel. O setor de interesse identificado pela alta direção foi o Prédio Administrativo. A abordagem energética detalhada foi inicialmente realizada a partir da coleta de dados quantitativos.1. Após a obtenção dos dados.1. 3. O Prédio Administrativo possui três pavimentos (Térreo.50 Os dados relativos ao consumo de outras formas de energia nas áreas abordadas (Diesel e GLP) foram obtidos através de planilhas de controle de abastecimento mensal de equipamentos e máquinas. que por sua vez recebeu então uma abordagem mais detalhada sobre as variáveis que afetam o uso e o consumo de energia.3 Abordagem Energética detalhada – Nível 3 Para a realização da Abordagem Energética detalhada. e seu diagnóstico energético ocorreu considerando todos os ambientes existentes. conforme apresentado na tabela 3: Tabela 3 .Abordagem Detalhada.Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 . que foram repassados pelo setor de Meio Ambiente e TECON. Quanto aos dados de potência . o terminal portuário identificou a área de sua preferência dentre as áreas abordadas no Nível 2. Dados para Abordagem Energética Detalhada – Nível 3 PRÉDIO ADMINISTRATIVO Período de dados Fonte de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 SMART 32 Potência total instalada (W) por setor - Equipamentos elétricos Iluminância média (lux) por setor - Medições/Luxímetro Número médio de funcionários por setor Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil (m²) - Projeto Arquitetônico Fonte: Autora. e como uma opção estratégica da empresa. Os dados de consumo e custo de energia do Prédio Administrativo se referem aqueles apresentados na Abordagem Energética por Área. 1º e 2º piso). por possuir maior potencial para execução de melhorias.

As medições de iluminância foram realizadas com o auxílio de um luxímetro digital da Marca Minipa calibrado (figura 13). . através dos manuais dos equipamentos e pesquisa bibliográfica. em um plano horizontal a 75 cm do piso. com base nas orientações da NBR ABNT 5413/92 (ABNT.51 total instalada por setor foram obtidos através de visita técnica e consulta para registro dos equipamentos elétricos existentes e posterior verificação dos dados de potência de cada um. Com base nos dados obtidos (tabela 3). foram realizados diagnósticos mais detalhados que permitissem avaliar o desempenho energético dos setores existentes no Prédio Administrativo: (a) diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados. a fim de verificar se os resultados obtidos para cada ambiente atendem aos níveis mínimos exigidos pela referida Norma. foram realizadas medições de iluminância nos setores existentes. Fonte: Autora.Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo. 1992). atendendo as orientações da NBR utilizada. Figura 13 . Medições de Iluminância por setor: Para melhor analisar as condições de iluminação dos ambientes do Prédio Administrativo. (b) diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia e (c) diagnóstico das características do ambiente.

O Índice de Eficiência Energética proposto visou classificar os ambientes conforme suas características construtivas. Tais aspectos interferem diretamente na iluminação ou na ventilação do ambiente. Ventilação cruzada 8. bem como dados de marca e modelo. para que posteriormente sejam identificadas possibilidades de melhoria. Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo. Área da janela com relação à parede Pontuação (Sul) (Oeste) 1 2 (a≤30%) (30>a≤50%) (Leste) (Norte) 3 4 (50%<a<70%) 1 2 3 (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 4. com a identificação da potência de cada um. foi verificado se os mesmos possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou estão inclusos na lista de equipamentos certificados pelo PROCEL. Já o Selo PROCEL é fornecido aos equipamentos mais eficientes de cada categoria. para que posteriormente se pudesse definir um Índice de Eficiência Energética para cada ambiente (IEEA) quanto aos aspectos de iluminação e ventilação dos mesmos. Diagnóstico das características do ambiente: Observações sobre as características de cada ambiente de trabalho do Prédio Administrativo foram realizadas. Sendo assim. cor do teto. Critério 1. Existência de persianas Fonte: Autora. ou seja. Cor das paredes 6. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente analisado. por exemplo. conforme mencionado por Pereira & Souza (2005). para obtenção do Índice de Eficiência Energética de cada ambiente do Prédio Administrativo (IEEA). aqueles classificados com etiqueta “A”. Cor do teto (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 5. Cor do piso (Escura) (Média) (Clara) 3. a ENCE é a etiqueta criada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem para classificar de "A" a "E" os equipamentos elétricos. De acordo com o INMETRO (2013). como: cor do piso. conforme apresentado no quadro 7 a seguir.52 Diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados: A partir do levantamento dos equipamentos instalados no Prédio Administrativo. e consequentemente são variáveis que afetam o consumo de energia. 1 2 (Não atende à NBR 5413) 0 (Não) 0 (Não) 0 3 (Atende à NBR 5413) 1 (Sim) 1 (Sim) 1 . cor da parede e existência de janelas. Iluminância média medida 7.Orientação geográfica da janela 2.

Enquanto as fachadas voltadas para o leste recebem sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). Segundo Mascaró (1986). “janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de iluminação natural e melhor vista para o exterior”. seguida de leste. (2005). Foram obtidos os dados de área das janelas e estes foram comparados com a área da parede onde cada janela está localizada. as fachadas voltadas para o oeste recebem sol pela tarde. Orientação geográfica das janelas Pontuação atribuída Norte 4 Leste 3 Oeste 2 Sul 1 Fonte: Autora. a orientação norte apresenta as melhores condições de iluminação para regiões do hemisfério sul. A pontuação atribuída aos ambientes do PA quanto à área da janela (tabela 5) levaram em consideração a importância do aproveitamento da iluminação natural em um ambiente. tendem a receber intensidades luminosas maiores e por períodos mais longos do dia. oeste e sul. ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste. “porque recebem sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida”.53 Orientação geográfica das janelas De acordo com Clau (2010). Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas. De acordo com a mesma autora. apesar de receberem o mesmo número de horas de sol. Área da janela com relação à parede De acordo com Ghisi et al. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente que leva em consideração a orientação geográfica das janelas (tabela 4). partindo do pressuposto que quanto maior o tamanho das janelas. embora em momentos diferentes do dia. quando as janelas estão voltadas para as regiões do céu onde o sol faz sua trajetória. sendo norte a orientação geográfica que apresenta as melhores condições. maior a incidência de luz natural e menor a necessidade de iluminação artificial para a execução das tarefas. e com maior índice de iluminação natural. tende-se a reduzir a necessidade de iluminação artificial de um ambiente. gerando assim as proporções de áreas . mesmo quando na ocorrência de céu encoberto. Partindo deste princípio. Mascaró (1986) afirma que as orientações leste e oeste têm características similares em termos e insolação.

2002. entre 30 e 50% e entre 50 e 70% em comparação com área da janela. conforme sua área (a) em relação à parede. Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela.54 menores ou igual a 30%. podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz. o uso de cores com altos índices de reflexão em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de iluminação.Índices de reflexão média das cores (refletância). Visando estabelecer uma pontuação adequada para cada ambiente do PA. foram observados os índices de reflexão média das cores para categorizá-las como clara. Cor Branco teórico Branco de cal Amarelo Amarelo limão Verde limão Amarelo ouro Rosa Laranja Azul claro Azul celeste Cinza neutro Verde oliva Vermelho Azul turquesa Púrpura Violeta Preto Preto teórico Refletância média [%] 100 80 70 65 60 60 60 50 50 30 30 25 20 15 10 05 03 00 Fonte: Adaptado de Rodrigues. Área da janela (a) com relação à parede Pontuação atribuída para cada janela a≤30% 1 30>a≤50% 50%<a<70% 2 3 Fonte: Autora. Tabela 6 . Classificação Clara Média Escura . Cor das paredes/teto/piso De acordo com Pereira & Souza (2005). visando identificar possibilidades de melhoria (tabela 6). média ou escura.

bem como do calor. foram atribuídas as pontuações pertinentes. Existência de persianas Para compor o Índice de Eficiência Energético do Ambiente (IEEA) considerou-se também a existência ou não de persianas no ambiente. as persianas configuram-se como uma estratégia eficiente para a redução da iluminância excessiva proveniente da abóbada celeste e do Sol. Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Não atende à NBR 5413 0 Atende à NBR 5413 1 Fonte: Autora. Tabela 8 . do teto e do piso. já que este utensílio auxilia. conforme as cores de paredes. . A pontuação atribuída para a existência de persianas consta na tabela 9. Para Garrocho (2005). de acordo com Garrocho (2005). Tabela 7 . os mesmos foram avaliados foram pontuados em caso de atendimento à NBR.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes.55 Tomando como referência os dados de refletância definidos por Rodrigues (2002). Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Clara 3 Média 2 Escura 1 Fonte: Autora. Iluminância média em comparação com a NBR 5413 A partir da verificação da iluminância dos ambientes com base nas medições realizadas e comparação com os níveis mínimos estabelecidos pela NBR 5413. teto e piso dos ambientes analisados (tabela 7).Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413. a minimizar os efeitos do ofuscamento produzido pela iluminação natural. conforme apresentado na tabela 8.

Ao mesmo tempo. Ventilação cruzada Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. de modo que o Índice de Eficiência Energética de cada ambiente foi obtido pela razão entre somatório dos pontos obtidos e o número de parâmetros analisados. os mesmos foram classificados em três Níveis: A (com pontuação maior que 2. B (com pontuação maior que 1. Ventilação cruzada A ventilação natural possibilita a renovação do ar de um ambiente. para uma prévia caracterização dos ambientes do PA quanto à ventilação natural considerou-se o critério de existência ou não de ventilação cruzada para elaboração dos indicadores de eficiência energética do ambiente (IEEA).Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada.56 Tabela 9 . conforme mencionado por Andreasi & Versage (2012). A pontuação atribuída de acordo com a existência ou não de ventilação cruzada está apresentada na tabela 10.0) e C. com pontuação menor ou igual a 1. . o aproveitamento da ventilação natural é também considerado por Jones (2001) como uma forma de se reduzir o consumo de energia.0. Sendo assim. por serem os setores com menores condições de aproveitamento de iluminação e ventilação natural. Para melhor discutir os dados de IEE obtidos. Persianas Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. são teoricamente aqueles com maior prioridade para melhorias. e a velocidade do ar sobre as pessoas é fundamental para o alcance do conforto térmico. os dados foram tabulados em planilha Excel. já que se reduz diretamente o uso de sistemas de ventilação mecânica e ar condicionado.0). A partir do registro das características de cada ambiente do PA. Tabela 10 .Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas.0 e menor ou igual a 2. Os níveis C.

para a verificação da percepção dos mesmos quanto às características do ambiente em que trabalham (iluminação. . consideraram-se os dados de 2012 para estabelecer a linha de base energética. escolaridade.57 Diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia: Foi elaborado e aplicado um questionário aos funcionários do setor Administrativo (Apêndice VI). . 15h e 19:30h.Perfil do entrevistado: idade. sexo. A observação ocorreu nos setores existentes no três pavimentos do Prédio Administrativo. 63% dos colaboradores foram entrevistados. Foram entrevistadas 195 pessoas de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo. a fim de verificar se em horários de almoço os computadores e lâmpadas são desligados ou se permanecem ligados mesmo que ninguém os utilize.importância do gerenciamento de energia. sendo considerada como uma amostra significativa para um erro amostral menor que 5%. . O questionário aplicado levou em consideração os seguintes itens: . 12:30h.setorização elétrica do ambiente. O estabelecimento do anobase levou em consideração o ano de 2012. quanto aos seus hábitos de consumo de energia no dia-a-dia bem como quanto à importância da gestão de energia dentro da organização. Posteriormente foi realizado um comparativo das respostas obtidas nos questionários com o real comportamento dos funcionários. . ventilação e setorização de energia).aspectos comportamentais. .2 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações obtidas na etapa de revisão energética.Avaliação do entrevistado quanto à: . ou seja.ventilação do ambiente.Iluminação do ambiente. em quatro horários distintos: 10h. a partir de uma visita técnica que permitiu observar o uso de energia nos setores em diferentes horários. pois é o período no qual a organização possui . 3. e tempo em que trabalha na empresa. através de uma verificação in loco dos seus hábitos de consumo de energia. A visita técnica foi realizada para a contabilização dos seguintes dados: número de computadores ligados e número de computadores em uso e número de lâmpadas ligadas e em uso.

58 informações históricas completas.4 PLANOS DE AÇÃO Com base nos dados obtidos na Revisão Energética a partir das abordagens: global (Nível 1). por área (Nível 2) e detalhada (Nível 3). Os indicadores foram definidos para avaliação dos três níveis da Revisão Energética: Nível 1 – Abrangência Global. estes indicadores foram constituídos pelos dados obtidos na etapa de Revisão Energética. Foram especificamente consideradas as oportunidades de melhorias no Prédio Administrativo. foram então identificadas e descritas as oportunidades de melhorias nos aspectos energéticos considerados mais críticos no terminal portuário. 3. Basicamente. já que esta área foi considerada pela empresa como aquela que possui maior potencial para melhorias. para posterior análise crítica sobre a utilização de todas as fontes de energia do terminal portuário. sobre todas as fontes de energia. já que são parâmetros para comparação contínua do desempenho energético da empresa durante a fase de operação da NBR ISO 50001. bem como a avaliação dos indicadores de desempenho energético. Nível 2 – Abrangência por área. A partir das fontes de energia identificadas no Diagnóstico da Matriz Energética e dos dados de consumo de energia obtidos no Diagnóstico do Consumo de Energia foram elaborados os indicadores de desempenho energético. 3. Os dados do referido ano serão o ponto de partida para a realização de melhorias no terminal portuário. e Nível 3 – Abrangência Detalhada. caso a mesma seja implantada pelo terminal em questão.3 DEFINIÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Nesta etapa foram elaborados e avaliados os conjuntos de indicadores a partir das abordagens realizadas no Diagnóstico Energético. . Os indicadores servem como base para a implantação de melhorias na própria empresa.

com as seguintes atividades: - Movimentação de containers e de cargas soltas (“break bulk”): atividade de descarregamento de cargas gerais como: veículos. madeira. brinquedos. pneus.59 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. Considerando que de acordo com a NBR 50001:2011 a organização deve definir uma política energética para o planejamento de um sistema de Gestão de Energia. - Serviços portuários na importação e/ou exportação. bem como dos setores administrativos envolvidos na importação e exportação destes produtos. entre outros. foi estabelecida em conjunto com a direção do terminal portuário a seguinte Politica Energética para seu SGE (figura 14): . - Armazéns para carga geral: local destinado ao armazenamento de produtos secos e a inspeções de produtos refrigerados ou congelados. aço. As fronteiras compreendem os limites físicos e organizacionais do terminal portuário e se caracterizam pelo local de movimentação e armazenamento de cargas.1 REQUISITOS GERAIS DA NBR ISO 50001:2011 O escopo do sistema de gestão de energia em estudo compreende as atividades de armazenagem e operação portuária de exportação e importação. - Terminal de contêineres frigorificados e secos.

2 IDENTIFICAÇÃO DE REQUISITOS LEGAIS Foram identificados os requisitos legais no âmbito nacional que podem ser considerados como aplicáveis ao escopo do sistema de gestão de energia do terminal portuário: . Fonte: Autora. 4.60 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário.

2012. É importante destacar que não foram identificados outros requisitos como. acordos com clientes ou princípios ou códigos de boas práticas voluntários relacionados à gestão de energia. .61 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE. contratação de serviços ou obras Fonte: Adaptado de Celupi. por exemplo. Lei nº 12212/10 Tarifa Social de Energia Elétrica Instrução Normativa nº 01/10 Critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens.656/90 Administração Federal e CICE Decreto de 18/07/91 CONPET Decreto de 08/12/93 Prêmio Nacional da Conservação de Energia Lei nº 9427/96 ANEEL Lei nº 9478/97 Lei do Petróleo e ANP Lei nº 9991/00 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética Resolução nº 456/00 Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica Lei nº 9991/00 Fundo Setorial de Energia Decreto nº3867/01 Regulamenta a Lei nº 9991/00 Lei nº 10295/01 Lei da Eficiência Energética Decreto nº 4059/01 Regulamenta a Lei nº 10295/01 Decreto nº 4131/02 Medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica Lei nº 10438/02 Proinfa e CDE Decreto nº 5267/04 MME Lei nº 10848/04 Comercialização de energia elétrica Resolução Normativa nº 300/08 Aplicação de recursos em programas de eficiência energética. embora o terminal portuário tenha Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001 implantado em toda a organização. Requisito Legal Descrição Decreto nº 87079/82 Programa de Mobilização Energética Portaria Interministerial nº 1877/85 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Decreto nº 99.

Usos de energia no terminal portuário. **Mais bem detalhados no Apêndice IV. A partir da tabela 12 podem ser observados os tipos e os usos das energias na organização. armazenamento.1. acesso e o uso das informações.62 4. sendo o terminal um consumidor do grupo A4.1 X Energia Elétrica A energia elétrica consumida pelo terminal portuário é adquirida junto à Companhia Elétrica de Santa Catarina – CELESC. foram coletados os dados necessários ao diagnóstico de sua matriz energética. De acordo com a CELESC (2012). a tarifa de . Tabela 12 . ou seja. transmissão. por exemplo. considerou-se como tecnologia da informação o conjunto de equipamentos que utilizam recursos de computação e que visam permitir a produção. É importante dizer que para a execução deste trabalho.3 REVISÃO ENERGÉTICA 4. como computadores. seu contrato com a CELESC define uma tarifa formada por duas componentes: tarifa de consumo (kW) e tarifa de demanda (kW).3. Área correspondente Uso de Energia TECON Armazéns PA* Iluminação Ventilação/Refrigeração Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras Preparação de Refeições Operação da ETE Operação da Casa de Bombas Outros equipamentos elétricos** Fonte de energia Combustível Elétrica Óleo diesel GLP X X X X X X X X X Nota: *Prédio Administrativo. Fonte: Autora.3.1 Análise do Uso e Consumo de Energia Visando compreender onde e de que forma a energia é utilizada no terminal portuário. 4. impressoras e modems.

Cada painel elétrico possui instalado um medidor que transmite em tempo real as informações sobre o consumo de energia em cada área (figura 15). sendo definida pela ANEEL em R$/MW.63 consumo é o valor em reais cobrado pelo consumo de energia. operação da ETE. Tais informações são repassadas ao Software Smart 32. Figura 15 . a energia elétrica é transmitida aos painéis elétricos existentes na organização (figura 15) e distribuída às seguintes áreas:  TECON. preparação de refeições. Já a tarifa de demanda é o valor em reais cobrado pela potência disponibilizada (kW). o valor cobrado por kWh é de cerca de R$ 0. Os equipamentos elétricos existentes no Prédio Administrativo serão melhor especificados na Abordagem detalhada . quase seis vezes maior. operação da casa de bombas e para uso em demais equipamentos elétricos. De acordo com as faturas de energia elétrica do terminal. definida pela ANEEL em R$/MWh. Armazéns I e II e Prédio Administrativo. . TI.27 enquanto em horários de ponta (18h às 06h).Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON. diários e mensais sobre a demanda e o consumo de energia nas áreas especificadas.levantamento de equipamentos. ventilação. o terminal portuário utiliza energia elétrica para os seguintes fins: iluminação. Conforme apresentado na tabela 1.  Armazéns (I e II). em horários fora de ponta (06h às 18h). Fonte: Autora.  Prédio Administrativo. transporte de cargas soltas. Os valores cobrados pelo consumo de energia elétrica são diferenciados de acordo com os horários de utilização. que emite relatórios horários. De modo geral.47. a tarifa cobrada por kWh é de cerca de R$ 1.

utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II). registrado pela CELESC. com base nas faturas mensais. a figura 17 apresenta os dados de consumo anuais. em MWh. Figura 17 . Fonte: Autora. Com base nas faturas de energia elétrica da CELESC disponibilizadas pela responsável do setor de meio ambiente do terminal portuário em questão. no período de 2005 a 2012. .Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012. foram tabelados os valores dos consumos de energia elétrica mensais de toda organização.64 Figura 16 . Fonte: Autora.Empilhadeira elétrica de pequeno porte. conforme dados disponibilizados no Apêndice I. Para que se possa realizar uma análise temporal do consumo de energia na organização.

.070 MWh. é possível perceber que entre os anos de 2005 a 2009 o consumo de energia elétrica no terminal portuário foi maior que os anos de 2010 a 2012. Figura 18 . cerca de 44% a menos.ano de desativação das câmaras frias.65 Com base no gráfico de consumo apresentado (figura 17). a figura 19 apresenta os dados de consumo ao longo de 2012 nos horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora. A figura 18 demonstra a considerável redução no consumo de energia a partir do mês de desativação das câmaras frias.83 MWh/mês nos horários fora de ponta e de 13. o que implicava em um consumo muito maior de energia elétrica. O consumo médio em 2012 foi de 296. A fim de analisar o consumo de energia elétrica do ano que será considerado como linha de base para o Sistema de Gestão de Energia no terminal portuário e que consequentemente servirá de referência para as propostas de melhorias.298 MWh enquanto a média entre 2010 e 2012 foi de 4.75 MWh/mês nos horários de ponta. De acordo com as informações repassadas pelo setor de manutenção do terminal portuário. as câmaras frias foram desativadas em junho de 2009. A média de consumo entre 2005 e 2009 foi de 9. Este resultado pode ser explicado pelo fato de que o terminal portuário utilizava seus Armazéns I e II para acondicionamento de cargas congeladas.Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 . devido à operação dos mesmos como câmaras frias.

Fonte: Autora. Para tentar compreender estas informações.66 Figura 19 . Figura 20 .Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC. abordagem por área. É possível verificar que o mês de outubro apresentou uma grande redução no consumo de energia elétrica. Fonte: Autora. A figura 20 apresenta os dados de custo com energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012. . serão posteriormente discutidos os dados registrados pelo software Smart 32.Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012. em reais. cerca de 90% em comparação com o mês de setembro.

67 Com base nos dados de custo com energia elétrica no terminal portuário obtidos através da fatura da CELESC (figura 20). A média do índice de fator de potência no ano de 2012 foi de 0. sendo possível notar que o mês que apresentou o valor mais próximo de 1.131. no terminal portuário. Fator de Carga A partir das faturas de energia elétrica disponibilizadas. Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC.001. tanto em horários de ponta quanto em horários fora de ponta (figura 22). verificou que o custo médio com energia elétrica no ano de 2012 foi de 92.00 foi o mês de julho. Fonte: Autora.99. enquanto nos horários de ponta foi de 0.27. . O fator de carga médio no horários fora de ponta foi de 0. no ano de 2012.98. com 0.96 R$/mês. Fator de Potência Foram obtidos os fatores de potência registrados para o terminal portuário nos meses de janeiro a dezembro de 2012 (figura 21). foram registrados os fatores de carga obtidos nos meses de janeiro a dezembro de 2012.

Fonte: Autora. utilizada para movimentação de containers.68 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC. Reach Staker. O óleo diesel utilizado por elas é adquirido semanalmente junto à empresa Dumaszak. distribuidora de derivados de petróleo. movida a óleo diesel. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos contêineres. 4.2 Óleo diesel O óleo diesel é utilizado no terminal portuário como combustível para a operação de duas empilhadeiras de grande porte do modelo Reach Staker (figura 23).Empilhadeira de grande porte. utilizadas para movimentação de contêineres no setor TECON (Terminal de Contêineres) bem como de uma empilhadeira do modelo Maclift (figura 24).1.3. também localizada no município de Itajaí. . Fonte: Autora. Figura 23 .

- - 0. O óleo diesel é adquirido mensalmente para o uso em empilhadeiras. Tabela 13 .69 Figura 24 . bem como para a operação de máquinas na casa de bombas.75 .78 10. Fonte: Autora.97 152. que se referem à quantidade consumida pelas empilhadeiras de grande porte. A tabela 13 apresenta os dados mensais de consumo.24 11. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL (M³) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL Empilhadeiras 16.85 12.19 12.16 - TOTAL Fonte: Autora.31 16. movida a óleo diesel.70 11.41 152.Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário. Foram disponibilizados pelo terminal portuário os dados sobre o total de óleo diesel consumido na organização no ano de 2012.75 m³ de óleo diesel para a operação destas atividades. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente.38 13. o terminal portuário consumiu ao longo de 2012 um total de 152.19 - - - 0.34 Casa de Bombas - - 0.Empilhadeira modelo Maclift.59 15. em m³.06 0. De acordo com os dados obtidos. para transporte de cargas soltas pela MacLift e transporte de Contêineres pela Reach Staker. porém para a operação da casa de bombas é adquirido eventualmente. já que o consumo para este tipo de uso é consideravelmente menor.75 8.98 10. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers.90 11.

bem como os setores nos quais estes equipamentos são utilizados. Fonte: Autora. O consumo de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte representou 99% do consumo total no ano de 2012. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. este é realizado em duas Centrais de Gás. .3. Quanto ao armazenamento deste combustível. 4. de modo que a cozinha utiliza para produção das refeições diárias e o TECON utiliza o GLP como combustível para as empilhadeiras de pequeno porte. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas.1. O GLP consumido pelo terminal portuário é adquirido junto à empresa Liquigás. Verificou-se que os setores que utilizam GLP são a Cozinha (Prédio Administrativo) e o TECON.70 É possível verificar que as empilhadeiras são responsáveis por maior parte do consumo do óleo diesel no terminal portuário. uma próxima ao TECON e outra próximo ao Prédio Administrativo. Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012. de modo que mensalmente é realizado o abastecimento dos cilindros utilizados pela empresa (figura 26).3 GLP Foram identificados os equipamentos movidos a GLP .1% (figura 25).

Fonte: Autora. é proibido a utilização de máquinas transportadoras. 2004).Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas.71 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha. movimentação. salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados. Este padrão de utilização em áreas externas é adotado considerando que de acordo com as exigências da Norma Regulamentadora nº 11 . que dispõe sobre o transporte. armazenagem e manuseio de materiais. . Uso do GLP em empilhadeiras: O GLP é utilizado no terminal portuário como combustível de 4 empilhadeiras de modelo CLX-30. Fonte: Autora. movidas a motores de combustão interna. com capacidade de carga de 3000kg. Figura 27 . em locais fechados e sem ventilação. para fins de movimentação de cargas soltas “break bulk” exclusivamente em áreas externas (figura 27).NR 11 (BRASIL.

15 1.14 0. Fonte: Autora. em toneladas.28 0. Através da consulta à Tabela de Eficiência Energética de Fogões disponibilizada por CONPET (2012).29 0.61 0. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. A tabela 14 apresenta os dados mensais de consumo. Tabela 14 . verificou-se que o modelo de fogão industrial utilizado pela empresa não possui Selo CONPET de Eficiência Energética.72 Uso do GLP na cozinha: O GLP utilizado na cozinha do prédio administrativo é empregado nos fogões para a produção de refeições diárias.47 0. considerando estes dois usos.74 0.75 0.75 1. Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias. foi de 19.106 1.52 0. no ano de 2012. Assim como para o óleo diesel.23 13.28 0.26 0. as quais são realizadas por uma empresa terceirizada. CONSUMO DE GLP (TON) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN Empilhadeiras 0.12 1. sendo as empilhadeiras as responsáveis pela maior quantidade consumida. ou seja.18 Fogão Industrial 0. O total de óleo diesel consumido.51 TOTAL Fonte: Autora.08 1. JUL 6.43 .44 0.54 0.29 19. Os fogões que utilizam GLP são do modelo industrial da marca Tedesco (figura 28).75 1.93 1. foram disponibilizados os dados de GLP consumidos para a operação de empilhadeiras no TECON e para a realização de refeições no fogão industrial.Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário.66 AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 1.43 toneladas.95 0. não é classificado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.834 0.

33 m³ de óleo diesel. considerando que a densidade do referido combustível é de 550 kg/m³ a uma temperatura de 20ºC. Para converter a quantidade de GLP consumida.43 toneladas de GLP para realização de suas atividades. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas soltas. Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário.1.73 Com base nos dados apresentados. calculou-se um consumo de 35. O consumo de GLP pelas empilhadeiras (modelo CLX-30) representou 67% do consumo total no ano de 2012. transformando os dados . Sabendo-se que no ano de 2012 o terminal portuário consumiu 19. para que assim se pudessem padronizar as unidades e realizar um comparativo entre as mesmas. a partir de bibliografia existente. para toneladas equivalentes de petróleo (tep) converteu-se primeiramente para m³.1%. Fonte: Autora. realizou-se a conversão de unidades de energia dos combustíveis.3. realizou-se a conversão de unidades de energia. pode-se observar que as empilhadeiras também são as responsáveis por maior parte do consumo de GLP no terminal portuário. com base na quantidade consumida no ano de 2012. Com base nos coeficientes de equivalência médios apresentados pelo MME (2012). 4. em toneladas. em toneladas equivalentes de petróleo (tep). enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. conforme apresentado na figura 29 a seguir.4 Caracterização da Matriz Energética Para caracterizar a matriz energética do terminal portuário com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados na Abordagem Global.

no ano de 2012.74 de óleo diesel e GLP de m³ para toneladas equivalentes de petróleo (tep). Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep).59 Energia Elétrica - - 3. Para os dados de energia elétrica.33 - 21.Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida. .53 Gás Liquefeito de Petróleo 19.75 - 129. realizou-se a conversão de kWh para tep.726.965 320. também de acordo com os fatores de conversão determinados pelo Ministério de Minas e Energia (tabela 15). Consumo de Energia Fonte de Energia toneladas m³ kWh tep Óleo diesel - 152.43 35. Figura 30 . em tep.64 Fonte: Autora.52 Total 471. Fonte: Autora. Com base nos dados de consumo de energia apresentados na tabela 15 realizou-se a caracterização da matriz energética do terminal portuário (figura 30).

um combustível fóssil. Estes dados permitem classificar a matriz energética como 32. já que. se verifica que a energia elétrica é a que demanda mais recursos financeiros da empresa.96% da energia total utilizada. tomando como base os dados de consumo 2012. de acordo com a Celesc (2012) a mesma é proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas do estado de Santa Catarina.04% não renovável e 67. R$319.067.605.96% renovável. Foram gastos ao longo do ano de 2012 um total de R$1. Com relação aos custos associados ao consumo de energia.77 com energia elétrica.75 Verifica-se que a energia mais consumida no terminal portuário é a elétrica.74 com GLP. já que representa 67. Fonte: Autora.540. Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável. enquanto o consumo de GLP representa apenas 4.58%. O óleo diesel utilizado nas empilhadeiras e na casa de bombas equivalem a um total de 27.375.81 com óleo diesel e R$50.48% do consumo de energia. considerando como base o ano de 2012. considerando que o óleo diesel e o GLP são provenientes do petróleo. . conforme apresentado na figura 32. e a energia elétrica adquirida é de fonte renovável.

foram estabelecidos os índices de significância para cada fonte de energia utilizada no terminal portuário.1. Fonte: Autora. impacto na produção e requisitos legais e outros. . A tabela 16 a seguir apresenta a classificação das fontes de energia.5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia Com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados anteriormente.76 Figura 32 . óleo diesel e GLP no ano de 2012.Custo total do terminal portuário com energia elétrica. 4.3. Os índices de significância para cada uso de energia foram obtidos somando-se a pontuação de cada critério de classificação: economia da organização.

sendo a energia elétrica a fonte energética com maior significância (9). para fins de realização deste trabalho. 4.580 kWh/mês 114. por ser esta a fonte de energia com o uso mais significativo.6 Quantificação de emissões de GEE Inicialmente identificou-se que o terminal portuário em estudo possui os seguintes tipos de emissões de acordo com o GHG Protocol: . Por tal motivo. realizou-se a abordagem por área considerando apenas os dados de energia elétrica. Energia Uso de Energia Combustível Elétrica Iluminação X Ventilação X Óleo diesel GLP X X Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras X Preparação de Refeições X Operação da ETE X Operação da Casa de Bombas X X Utilização de outros equipamentos do PA* X Consumo de Energia** 310.98 R$/mês 12.62 ton/mês 4.14 R$/mês Econômico 3 1 1 Impacto na Produção 3 3 3 Requisitos Legais e Outros 3 3 3 Índice de Significância 9 7 7 **Consumo médio no ano de 2012.1. verificou-se que os usos relacionados às três fontes de energia identificadas são significativos para a organização. quando comparada com as demais fontes utilizadas.77 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global.18 R$/mês 1.588.556. Fonte: Autora. principalmente sob o ponto de vista econômico. Considerando que pela metodologia proposta por Celupi (2012) os índices de significância acima de 5 caracterizam como uso significativo.217.3.73 m³/mês 26.

Emissões indiretas Consumo de eletricidade adquirida pelo terminal portuário junto à CELESC (TECON.3.78 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol.1. Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário. Empilhadeira Combustível utilizado CLX-30 GLP Maclift Óleo diesel comum Reach Staker Óleo diesel comum Fonte: Autora. utilizadas no setor TECON. Com base nos valores de consumo de combustível das empilhadeiras no ano de 2012 descritos na Abordagem Energética Global e através da aplicação da ferramenta GHG Protocol.6. Armazéns e PA) Fonte: Autora.Emissões diretas Combustão estacionária 2. Escopo GHG Protocol Categoria de emissão Fontes de emissão Combustão móvel Empilhadeiras a GLP e Óleo diesel Combustão estacionária Fogão industrial e Casa de bombas 1 .1 Escopo 1 – Quantificação de emissões diretas Combustão móvel Neste item foram contempladas as emissões resultantes da utilização das empilhadeiras do terminal portuário (tabela 18). foram obtidos os seguintes dados de emissões diretas por combustão móvel (tabela 19): . 4.

Fonte de emissões Emissões de GEE Combustível Unidade de consumo Consumo Casa de bombas Óleo diesel Litros Fogão industrial GLP Kg Total CO2 (kg) CO2e (ton) 410 1.14 40.15 15.9 1.08 6.Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias.087. Combustão estacionária A partir do software do website GHG Protocol.079. Foram contabilizadas as emissões de 2006 a 2012 (tabela 21). em litros. .82 18. 4.84 GLP Kg 13. tendo como base o GHG Protocol.670 40. porém para fins de comparação e para utilização na linha de base utilizaramse apenas os dados do ano de 2012 (janeiro a dezembro).33 413.1.823.79 Tabela 19.90 Fonte: Autora.28 39. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.6. Fonte de emissões Empilhadeiras Emissões de GEE CH4 (kg) N2O (kg) Combustível Unidade de consumo Consumo CO2 (kg) Óleo diesel Litros 152.6 17.2 Escopo 2 – emissões indiretas As emissões de GEE contabilizadas no escopo 2 referem-se aquelas relacionadas ao consumo de eletricidade adquirida no terminal portuário. Tabela 20 . para uso na casa de bombas (tabela 20). combustível utilizado para uso no fogão industrial e do óleo diesel.078 17. É importante destacar que não foram contabilizadas as emissões do ano de 2005 já que para este ano o GHG Protocol não apresenta dados referente aos fatores de emissão.3.80 Total Fonte: Autora. também foram calculadas as emissões de GEE para combustão estacionária. o que impede a realização dos cálculos pela ferramenta. no ano de 2012.908.23 21. considerando a disponibilidade destes dados.64 0.343 406.96 CO2e (ton) 454. junto à CELESC. a partir dos dados de consumo GLP em kg.

identificou-se que as principais emissões de GEE das atividades desenvolvidas provêm das fontes de combustão móvel.040 207.749 381.00 Total Fonte: Autora.016 280.3.1.820 164.380 229. 4.726.540 515.349.628.62 2007 9.30 2008 10.54 2009 6.439.82 2010 4.04 1.422.620 381.905.965 207. Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.350. Emissões de GEE Ano Consumo de Eletricidade adquirida (kWh) CO2 (kg) CO2e (ton) 2006 11.161.80 Tabela 21 .290 280. Fonte: Autora.722 164. principalmente da utilização de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte.411 126. .460 515.801.900 126.6. de 2006 a 2012.14 2011 4.140 229.3 Comparando as emissões contabilizadas Através da contabilização das emissões de GEE provenientes das fontes de emissão identificadas no diagnóstico energético – ano base 2012.90 2012 3. A figura 33 a seguir apresenta graficamente os resultados obtidos a partir da utilização da ferramenta do Programa GHG Protocol.Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.

no ano de 2012. no ano de 2012.81 As empilhadeiras a Óleo Diesel e a Energia elétrica adquirida são as fontes de emissão com maior significância. 4. pode-se dizer que o terminal portuário. emitiu um total de 680. a partir dos registros de consumo de energia fornecidos pelo software Smart 32.3. Figura 34 . uma vez que suas emissões juntas contabilizaram cerca de toneladas de CO2e emitidos no ano de 2012. Os containers que necessitam de refrigeração em decorrência da natureza de sua carga ficam conectados às tomadas reefer dos painéis elétricos existentes no pátio.74 toneladas de CO2e. em decorrência do uso e consumo de energia.1.1. Por fim.3.7.1 Área 1 – TECON O consumo de energia elétrica do Terminal de Contêiner está estritamente ligado à quantidade de containers refrigerados (reefer) que permanecem no pátio.7 Abordagem Energética por Área Neste item foi abordado detalhadamente o consumo de energia elétrica do terminal portuário.Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no terminal portuário. . Fonte: Autora. 4. conforme apresentado na figura 35.

a figura 36 a seguir apresenta os dados de consumo de energia elétrica no TECON obtidos pelo software Smart 32 de abril a novembro de 2012. bem como o número de containeres reefer que estiveram armazenados e conectados à eletricidade no mesmo período. já que cada um possui características de fabricação diferentes.Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos. de modo geral. consequentemente o consumo de energia pode variar em função disso. o consumo médio de energia elétrica por container reefer é de cerca de 5kW/h. . Considerando que os containers reefer armazenados pelo terminal portuário não seguem um padrão de eficiência energética. segundo Reefertec (2013). Para melhor compreender a relação entre o consumo de energia elétrica no terminal de contêineres e a quantidade de contêineres reefer ligados às tomadas. Fonte: Autora.82 Figura 35 . No entanto.

é possível verificar que este comparativo não é proporcional. conectados à energia elétrica.83 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012. O fato é explicado pelos horários no qual os contêineres permaneceram ligados à eletricidade: em abril. É possível verificar que no mês de abril de 2012 (início das medições pelo Smart 32) foi registrado o maior consumo de energia elétrica no setor TECON: cerca de 3.5 vezes maior que o consumo registrado no mês de novembro. Quando estes dados de consumo são comparados com o número de containers reefer que permaneceram no pátio.7 vezes mais contêineres que novembro. já que abril teve somente 1. os . Fonte: Autora.

Fonte: Software SMART 32. 2012. já que o mesmo deve ser mantido em condições de refrigeração constante. ou seja. que neste horário é muito maior (5. com valores em kWh. conforme já observado na figura 36.88 vezes mais). porém torna-se necessário avaliar por profissional competente se esta prática prejudica a qualidade do produto armazenado. É importante destacar que tais dados estão mais bem detalhados no Apêndice III. . No mês de abril de 2012 foi então registrado o maior consumo de energia elétrica em horários de ponta (das 18h às 6h).84 contêineres permaneciam ligados sem interrupção. O procedimento de desligamento dos containers influenciou significativamente no consumo. entre os meses de abril e novembro de 2012. Figura 37 .Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. passavam todas as noites consumindo energia (horário de ponta). as figuras 37 e 38 apresentam os dados de consumo e custo em horários de ponta e fora de ponta no TECON. enquanto que a partir de maio foi adotada a prática de se desligar os contêineres nos horários de ponta com vistas à redução do custo com energia. entre abril e novembro de 2012. Para melhor compreensão dos motivos desta prática.

este último conforme apresentado na figura 39. operação da Estação de Tratamento de Efluentes bem como para o carregamento de baterias das empilhadeiras elétricas.3.85 Figura 38 . Fonte: Autora. 4. os quais utilizam a energia elétrica da referida área.Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. se verificou que nos Armazéns I e II existem um total de 54 funcionários trabalhando. O consumo de energia elétrica registrado pelo software Smart 32 na área dos Armazéns está estritamente ligado à iluminação utilizada neste ambiente. entre os meses de abril e novembro de 2012.7.2 Área 2 – Armazéns I e II Através de dados obtidos com o setor de Recursos Humanos.1. .

Fonte: Autora. verifica-se claramente o quanto o custo nos horários de ponta é elevado. o custo se aproxima bastante do custo de fora de ponta. Figura 40 .86 Figura 39 . variando pouco entre os meses contabilizados.Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012. As figuras 41 e 42 a seguir demonstram os dados de consumo e custo de energia elétrica em horários de ponta e fora de ponta nos Armazéns. de acordo com o software Smart 32. de modo que mesmo com um consumo bem mais baixo do que aquele registrado nos horários fora de ponta.Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas. Fonte: Autora.85 MWh. Isto possibilita concluir que pequenas ações para . Comparando os gráficos de Consumo e Custo. É possível perceber que o consumo nos horários de ponta manteve uma média de 5.

Figura 41 . .Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Figura 42 .Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora.87 redução do consumo em horário de ponta podem reduzir significativamente o custo por sua utilização. Fonte: Autora.

Consumo de energia elétrica. em MWh.1. Fonte: Autora. em kWh. em MWh. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012.7. Figura 43 . Figura 44 .3. Fonte: Autora.3 Área 3 – Prédio Administrativo Neste item serão apresentados os dados de consumo de energia elétrica registrados no Prédio Administrativo pelo software Smart 32. .88 4. Os dados de consumo estão também apresentados no Apêndice III.Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.

entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora. o equipamento é uma base de dados para a comparação da linha de base com o período pós retrofit. Ou seja. é importante dizer que a quantidade de energia utilizada na ponta representa um custo alto para a empresa. Este comparativo é extremamente válido para discutir a eficácia do equipamento. visando a realização de comparações futuras após a realização de melhorias de desempenho energético. Verifica-se através da figura 45 que o consumo de energia elétrica registrado no horário de ponta foi bem menor que o registrado em horário fora de ponta.2.3.7. e qualquer minimização de desperdícios pelo uso de equipamentos elétricos nesta área pode significar uma boa redução de custo para a organização. é possível realizar um comparativo do total contabilizado pelo software com o valor registrado pelas faturas da CELESC.89 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32. já que este foi instalado para o monitoramento do consumo. 4. considerando que os funcionários trabalham das 7:45h às 17:45h. no Prédio Administrativo. O item 4.6.1.4 deste trabalho abordará com maior detalhamento as observações realizadas quanto à má utilização de energia pelos funcionários.4 Comparando o consumo entre as áreas analisadas Com base nos dados de consumo de energia registrados pelo software Smart 32 para as áreas de consumo de energia elétrica no terminal portuário. Porém.3. .

76 235.45 178. não se pode concluir o motivo pelo qual a energia não foi contabilizada. Tabela 22 .90 Conforme apresentado na tabela 22. Embora assim. Considerando um consumo médio de 5kW por contêiner reefer de acordo com dados da Reefertec (2013).Software Smart 32 Consumo total (MWh) . já que apresentam erros de medida e devem ser avaliados com maior detalhamento pela empresa.19 57.96 10. teoricamente deveria ter sido contabilizado somente no TECON. para identificar falhas no sistema elétrico conectado aos medidores do Smart 32.57 256.00 67.23 53. Verificando estes dados (figura 36). o total contabilizado entre abril e novembro de 2012 pelo software Smart 32 nas áreas que utilizam a energia não equivale ao total contabilizado pela CELESC no mesmo período.97 396.28 9.67 282. .79 11. porém nos meses de outubro e novembro de 2012 o software registrou um consumo maior que aquele contabilizado pela CELESC. conforme já discutido no item Abordagem Global.00 11. O consumo de energia contabilizado pela CELESC no mês de outubro foi muito menor do que o consumo dos demais meses do ano (cerca de 90% a menos).25 ago/12 176.78 92. pode-se comparar o consumo com o número de contêineres reefer armazenados. em um total de 12 horas por dia em 22 dias do mês de novembro (segunda a sexta).88 jun/12 167.14 9.37 47.73 229.51 19.41 jul/12 157.13 8.81 49.23 52.36 427.78 -103. já que são eles os maiores consumidores de energia no terminal portuário.12 303. De modo geral.75 215.68 -125.30 30.Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC. O software instalado não contabilizou boa parte da energia consumida no terminal portuário.64 nov/12 178.02 164.27 set/12 165. um consumo de pelo menos 101. sabe-se que o número de containers reefer foi muito menor que os demais meses. Para tentar entender estes dados.520 kWh pela CELESC.16 377.93 mai/12 173.51 222.60 234.85 out/12 104.01 10.31 38.02 47. pode-se destacar que os dados do período analisado não conferem confiabilidade como linha de base para posteriores análises em um SGE.10 248. já que se faz necessário uma investigação detalhada por profissionais da área.76 226.00 154.67 Fonte: Autora. Mês Consumo TECON (MWh) Consumo Armazéns I e II (MWh) Consumo PA (MWh) Consumo total (MWh) .51 48.21 11. porém não explica o baixo consumo do mês.20 8.CELESC Energia não contabilizada (MWh) abr/12 327.84 22.

De fato. do 2º piso. melhor detalhados no Apêndice IV.8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo 4. ou seja. possui potência instalada de ar condicionado de 70.45kW.04kW). (c) potência total instalada de ar condicionado (kW).1.1. ar condicionados e com maior número de funcionários. é necessário conhecer as potências atualmente existentes e assim pesquisar lâmpadas que apresentem maior eficiência luminosa. considerando que são todas do modelo fluorescente tubular.1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados Dados de Potência instalada Foram listados todos os equipamentos existentes no Prédio Administrativo que contribuem diretamente com o consumo de energia elétrica de seus setores.8. é preciso verificar se os níveis de iluminância estão adequados ao ambiente. por sua vez.54 kW (83% de toda sua potência instalada) e potência total instalada de computadores de 9. (b) potência instalada em iluminação (kW).3. o mesmo nível de iluminação com um menor consumo de energia. permitiram verificar que os setores que possuem maior potência instalada de equipamentos elétricos é o Setor Comercial do 1º piso. o setor que possui maior potência instalada é também o setor comercial do 2º piso (9. O setor Kit Festa. enquanto o setor Kit Festa possui 77. Foram contabilizados os seguintes dados de potência instalada: (a) potência total instalada (kW). Os resultados.3. seguido pelo Kit Festa. que considera a potência total das lâmpadas existentes bem como a potência do reator destas lâmpadas.91 4. para propor melhorias.33 kW.37 kW. são os setores com maior número de computadores. e.72kW.38kW).34kW e potência total de computadores de 2. foram verificados quais setores possuem maior potência instalada no prédio administrativo. Embora com grande potência em iluminação. Tais dados . seguido pelo Refeitório (3. Com relação à potência em iluminação. O setor comercial possui uma potência instalada de ar condicionado de 112. e (d) potência total instalada de computadores (kW). Equipamentos classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Nesta etapa do trabalho também foram verificados se os equipamentos elétricos existentes em cada ambiente são equipamentos classificados pelo pelo PBE com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou se possuem o Selo PROCEL. O setor comercial possui uma potência total instalada de 135. A partir do levantamento de equipamentos e de seus dados de potência.

2 Diagnóstico das características do ambiente Para melhor compreender a situação quanto aos aspectos de iluminação. possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. 2012) e do CONPET (CONPET.92 foram verificados a partir da listagem de equipamentos dos referidos Programas. Os resultados das medições realizadas estão descritos nas tabelas 23. 47 e 48. 2012). 15h e 19:30h). ventilação e setorização elétrica dos setores do Prédio Administrativo. estando por ela identificados como classe “D”. Medições de iluminância De acordo os procedimentos descritos pela NBR 5413 foram realizadas as medições nas áreas existentes do Prédio Administrativo. 12:30h. foram então realizadas medições de iluminância e observações in loco dos ambientes. apenas 6 ar condicionados do total de 32. Dentre todos os equipamentos existentes. de modo que o valor médio das medições realizadas foram comparados com os valores mínimos determinados pela referida NBR. . Também se verificou que os chuveiros existentes no setor Vestiário (Térreo) possuem a ENCE. para cada tipo de ambiente. 4.3.8. disponíveis no website da Eletrobrás (ELETROBRAS.1. em quatro horários distintos (10h. os quais são classificados como “B”. Térreo: A tabela 23 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo. 24 e 25 e ilustrados nas figuras 46.

SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR Almoxarifado 624 500 Sala Treinamento 397 500 Hall PA 1 1088 100 Cozinha* 542 500 Refeitório* 733 300 PCS 276 500 Vigilância 408 500 Vestiário 368 200 Fonte: Autora.Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. .93 Tabela 23 . PCS e Vigilância encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). Verificou-se que dentre os setores existentes no pavimento térreo do Prédio Administrativo os setores: Sala de Treinamento.

Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo. Fonte: Autora.94 Figura 46 .Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413. de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma . .

SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 Arquivo 1 322 300 Sala Reunião 1 236 200 Copa 2018 200 WC Fem 1 770 200 WC Masc 1 758 200 CPD/CFTV 656 500 Hall PA 1 406 100 Comercial 523 500 WC Fem 2 672 200 WC Masc 2 671 200 Sala Reunião 2 399 300 Sala Reunião 3 390 200 Hall PA 2 421 100 Fonte: Autora. . Tabela 24 .95 1º piso: A tabela 24 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 1º piso do Prédio Administrativo. não sendo necessária a adequação da iluminação destes locais tomando como critério o conforto lumínico dos trabalhadores. Verificou-se que todos os setores do 1º piso do Prédio Administrativo estão com níveis de iluminação de acordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 47).Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.

Setores do 1º piso do Prédio Administrativo. Fonte: Autora.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 . .96 Figura 47 .

97 2º piso: A tabela 25 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 2º piso do Prédio Administrativo. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. Arquivo RH. Tabela 25 . Verificou-se que dentre os setores existentes no 2º piso do Prédio Administrativo os setores: PVA. Kit Festa. Meio Ambiente e Sala Gerência encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 PVA 393 500 Hall PA 1 445 100 WC Masc 1 784 200 Vestiário PVA 1787 200 WC Fem 1 785 200 Arquivo RH 255 300 Telefonia 355 200* Hall PA 2 427 100 Kit Festa 431 500 RH 582 500 Meio Ambiente 482 500 Estoque 561 500 Comercial 628 500 Sala Café 747 200 Sala Reunião 2 435 200 Sala Gerência 493 500 Circulação Gerência 561 500 WC Fem 2 959 200 WC Masc 2 968 200 Hall PA 331 100 Sala Reunião 1 411 200 Fonte: Autora.

.Setores no 2º piso do Prédio Administrativo.98 Figura 48 .Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413. Fonte: Autora. de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .

foram obtidos os IEE para cada ambiente analisado.IEEA A partir da verificação das características de cada ambiente do PA quanto ao tamanho das janelas. atendimento à NBR 5413. Tabela 26 . existência de persianas.Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE. para facilitar a apresentação dos dados. Pavimento Térreo 1º piso 2º piso Setor Almoxarifado Sala Treinamento Hall PA 1 Cozinha Refeitório PCS Vigilância Vestiário Arquivo Sala Reunião 1 Copa WC Fem 1 WC Masc 1 CPD/CFTV Hall PA 1 Comercial WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 2 Sala Reunião 3 Hall PA 2 PVA Hall PA 1 WC Masc 1 Vestiário PVA WC Fem 1 Arquivo RH Telefonia Hall PA 2 Kit Festa RH Meio Ambiente Estoque Comercial Sala Café Sala Reunião Sala Gerência Circulação Gerência WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 1 Sigla TA TB TC TD TE TF TG TH 1ª 1B 1C 1D 1E 1F 1G 1H 1I 1J 1K 1L 1M 2ª 2B 2C 2D 2E 2F 2G 2H 2I 2J 2K 2L 2M 2N 2O 2P 2Q 2R 2S 2T . A tabela 26 identifica os setores analisados por siglas. ventilação cruzada. orientação geográfica das janelas.99 Determinação do Índice de Eficiência Energética do Ambiente . conforme apresentado pela figura 49 e Apêndice V. e cor das janelas/piso/teto.

Os setores com melhores IEEAs apresentaram melhores condições de iluminação e ventilação.Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo. Os índices de eficiência energética obtidos possibilitam verificar que os setores com melhores condições para o aproveitamento de iluminação e ventilação natural são os setores Comercial (1H).100 Fonte: Autora. porém isto não significa que não seja importante discutir quais as possibilidades de melhoria que eles apresentam. Copa (1C) e Vestiário PVA (2D). verificou-se que: . com valores acima de 2. Fonte: Autora. com base nas características do ambiente de cada um. classificados com IEEA nível “A”.0. Figura 49 . Vestiário (TH). já que apresentaram os melhores índices de eficiência energética de ambiente. Nível “A” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores. Cozinha (TD).

WC Masc 2 (2S).Norte: Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D). Cozinha (TD). apenas o setor Meio Ambiente possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. Comercial (2M). PCS (TF) e PVA (2A). . Sala Reunião 1 (1B). Kit Festa (2I). WC Fem 2 (2R). . sendo que a Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D) não possuem ventilação cruzada em seu ambiente. WC Fem (2C).18 setores possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela: Arquivo 1 (1A). . Orientação geográfica das janelas: .Dos 4 setores classificados como nível A.Apenas 5 setores possuem janelas com tamanho entre 30% e 50%: Almoxarifado (TA). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “A” possuem paredes com cor clara. Sala Reunião 2 (2º). WC Fem 1 (1D).Leste e Oeste: Cozinha (TD).Os setores que possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela são: Vestiário (TH). Sala Gerência (2P). Cor do teto: apenas o setor Comercial (1H) possui teto pintado com cor média (cinza e branco). Estoque (2L). WC Masc 1 (1E). . WC Fem 1 (2E). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 4 setores possuem ventilação cruzada: Vestiário (TH) e Comercial (1H). Telefonia (2G). apenas o setor Copa (1C) possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. . Sala Café (2N). Vestiário (TH) e Comercial (1H).O setor que possui janelas com tamanho entre 30% e 50% é a Cozinha (TD). Cor do piso: 2 dos 4 setores classificados como “A” possuem piso com cor média: Vestiário (TH) e Comercial (1H). classificados com IEEA nível “B”. Atendimento à NBR 5413: todos os setores classificados como “A” atendem os valores mínimos de iluminância definidos pela NBR 5413. .Dos 24 setores classificados como nível C.101 Tamanho das janelas: . Sala Treinamento (TB). Arquivo RH (2F). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D). Nível “B” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores . verificou-se que: Tamanho das janelas: . Persianas nas janelas: dos setores classificados como “A” somente a cozinha não possui persianas nas janelas.

. RH (2J). PCS (TF). . Sala Reunião 2 (2O). PVA (2A). estando apenas o setor Vigilância com valores abaixo dos mínimos exigidos pela Norma.102 Orientação geográfica das janelas: . Sala Reunião 1 (1B). Arquivo RH (2F). Kit Festa (2I). . embora ela não seja utilizada no setor. Sala Reunião 1 (1B). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “B” possuem paredes com cor clara. Sala Treinamento (TB). Cor do teto: 11 dos 24 setores possuem teto com cor média: Almoxarifado (TA). WC Masc 1 (1E). Arquivo 1 (1A). Kit Festa (2I). PCS (TF). classificados com IEEA “C”. Nível “C” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores mais baixos. enquanto os setores Sala Reunião 1 (1B). WC Fem 2 (2R) e WC Masc 2 (2S). Arquivo RH (2F). verificou-se que: Existência de janelas/ventilação cruzada: 100% deles não possui janelas nem ventilação cruzada. WC Masc 1 (2C). Sala Gerência (2P). . Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). PCS (TF). Arquivo 1 (1A). Telefonia (2G). Telefonia (2G). Comercial (2M). Sala Reunião 1 (1B). Kit Festa (2I). Comercial (2M). Estoque (2L).Oeste: Sala Treinamento (TB). Comercial (2M). PVA (2A). Atendimento à NBR 5413: 7 dos 24 setores classificados como “B” não atendem aos níveis de iluminância mínimos definido pela NBR 5413: Sala Treinamento (TB). o que consequentemente os impede de aproveitar a iluminação e ventilação natural. Cor das paredes: 9 dos 12 setores classificados como “C” possuem paredes com cor clara. WC Fem 1 (2E). Refeitório (TE). Meio Ambiente (2K) e Sala Gerência (2P). Atendimento à NBR 5413: 11 dos 12 setores classificados como “C” atendem aos níveis de iluminância pela NBR 5413. Kit Festa (2I). Sala Café (2N). Sala Café (2N). WC Fem 2 (1I). Meio Ambiente (2K). Cor do piso: 14 dos 24 setores classificados como “B” possuem piso com cor média: Almoxarifado (TA). PCS (TF). WC Masc 2 (1J). Sala Reunião 2 (1L) e Circulação Gerência (2Q) possuem paredes pintadas com cores médias.Leste: Almoxarifado (TA). Arquivo RH. PVA (2A).Norte: apenas os banheiros WC Fem 1 (1D). Arquivo 1 (1A). Estoque (2L). Telefonia (2G). Meio Ambiente (2K). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 24 setores possuem ventilação cruzada. Estoque (2L). Arquivo RH (2F).

o que representa uma possibilidade de melhoria. Os resultados da pesquisa realizada encontram-se nas figuras 50 a 65.103 Cor do piso: apenas 2 setores possuem piso com cor clara. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) possuem cor média para o teto. foram entrevistados 195 funcionários de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo de acordo com questionário apresentado no Apêndice VI. Para melhor compreender e discutir sobre as características de cada ambiente. Sala Reunião 2 (1K). o que implica em uma menor refletância e consequentemente menor iluminância do ambiente. Idade Fonte: Autora. entre outros fatores. na qual os mesmos avaliam as características do ambiente em que trabalham. 4. porém os setores Sala Reunião 1 (1B). os dados do índice de eficiência energética foram confrontados com os dados obtidos com a aplicação do questionário com os funcionários. Hall PA 2 (1M). Hall PA 1 (2B).8. Hall PA 1 (1G). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) possuem piso com cores médias. enquanto os setores Hall PA 1 (TC).3.3 Diagnóstico da percepção dos funcionários Conforme já mencionado. Sala Reunião 3 (1L). Vigilância (TG). quanto à iluminação e ventilação. CPD/CFTV (1F). Perfil dos entrevistados Figura 50 .1. Cor do teto: 8 dos 12 setores possuem cor clara. foi possível priorizar melhorias nos ambientes avaliados. Sexo . Sala Reunião 2 (1L). A partir da realização de um comparativo com a opinião dos funcionários.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo.

Com relação ao tempo em que trabalham na empresa. a maior parte dos entrevistados possui entre 21 e 30 anos (52%). quanto ao perfil dos funcionários. Os dados obtidos com a aplicação do questionário permitiram verificar que.104 Figura 51 . o que confere que os funcionários possuem. um bom grau de instrução. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação artificial . em sua maioria. sendo que destes. 33% trabalha a menos de 1 ano e 29% trabalham entre 2 a 5 anos. é do sexo feminino (68%) e possui como escolaridade ao menos o ensino superior incompleto (55%). a maior parte dos entrevistados trabalha a menos de 5 anos na empresa (62%). Apenas uma pequena parcela dos entrevistados trabalha a mais de 10 anos no terminal portuário. sendo 4% com superior completo e 14% dos entrevistados com pós graduação. Escolaridade: Tempo em que trabalha na empresa: Fonte: Autora.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo.

de fato. A maior parte dos entrevistados considera a iluminação artificial de seu ambiente de trabalho satisfatória (87%). verifica- . Realizando um comparativo entre a percepção dos funcionários e os valores obtidos com a medição da iluminância dos ambientes do PA. Nestes ambientes.Da parcela dos entrevistados que consideraram a iluminação artificial como excessiva. conforme é possível verificar na tabela 23. observou-se que os valores de iluminância estão. O refeitório apresentou valores de iluminância bem maiores que o especificado pela norma. esta é: Fonte: Autora. . esta é: No que se refere à localização das lâmpadas. 70% trabalham na cozinha e refeitório. acima dos valores mínimos exigidos pela NBR 5413. Em comparação com os valores de iluminância obtidos com as medições. Na sua opinião quanto a iluminação artificial do setor. 60% são do setor PCS.Da parcela de entrevistados que consideraram a iluminação artificial como insatisfatória (5%).105 Figura 52 . 20% do setor Kit Festa e 20% do setor comercial (1º piso).Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. enquanto 8% consideram excessiva e 5% disseram que a iluminação artificial é insatisfatória. Isto pode explicar o fato dos funcionários considerarem a iluminação deste ambiente como excessiva. verifica-se que: .

Quanto questionados sobre o horário aproximado do ofuscamento. a iluminação natural do ambiente não produz ofuscamento. Meio Ambiente (2K) e Comercial (2M).3% trabalham no setor PCS. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? Fonte: Autora. Dentre os entrevistados que consideram a localização das lâmpadas como ruim. Sobre a localização das lâmpadas. 33. Estoque (2L). Kit Festa (2I). 72% considera como adequada. Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação natural Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. Apenas o setor comercial atende ao valor mínimo exigido pela norma. o que explica a opinião dos funcionários quanto a este questionamento. A iluminação natural produz ofuscamento aos olhos dos funcionários? Em caso afirmativo. na opinião da maior parte dos funcionários entrevistados (58%).106 se que os setores PCS e Kit Festa não atendem os limites mínimos exigidos pela NBR 5413. . verifica-se que os funcionários que responderam que sim são dos setores: comercial (1H). 33% no Comercial (1º piso) e 33% no setor de Meio Ambiente. percebe-se que 67% afirma ocorrer no período da manhã. 25% como regular e apenas 3% considera a localização ruim. PCS TF). Com base nos dados do questionário. É possível analisar que. enquanto 44% responderam que sim.

é possível relacionar os mesmos com a existência ou não de persianas. Os funcionários que consideraram o .Kit Festa (2I) e Comercial (1H). enquanto naqueles com orientação geográfica para leste ocorre ofuscamento no período da manhã . Verificou-se ainda que. o que os dá condições para controlar melhor a incidência da iluminação natural no ambiente. Quando questionados se consideram o tamanho das janelas adequado ao tamanho da sala em que trabalham. tais setores possuem película nas janelas. o que possibilita menor incidência de iluminação natural no ambiente.Meio Ambiente (2K). verifica-se que os setores na qual os funcionários apontaram ter ofuscamento pela iluminação possuem persianas. Na sua opinião as janelas possuem tamanho adequado à área da sala? Seu local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. além de persianas. 69% responderam que sim. enquanto 31% fizeram observações de que o tamanho das janelas poderia ser maior. O ofuscamento no período da tarde se dá nos setores com orientação geográfica das janelas para oeste . Comercial (1H) e Estoque (2L). A partir dos dados de característica do ambiente obtidos. Figura 54 . Para melhor compreender estes dados e identificar possibilidades de melhoria.107 enquanto 33% afirma ocorrer no período da manhã.

de acordo com Gozlan (2012) não é o ideal. e assim ter condições para o melhor aproveitamento da mesma. verifica-se que dentre os setores considerados pelos entrevistados como tendo tamanho de janelas inadequado á área da parede. a maior parte dos entrevistados 99% acreditam que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala. possui janelas com área menor ou igual a 30% com relação à área da parede que ocupam. Cozinha (TD). para evitar que os olhos se ajustem a diferentes intensidades luminosas e evitar reflexos na tela (GOZLAN. porém 23% dos entrevistados responderam que seu equipamento de trabalho não está posicionado perpendicular às janelas. o posicionamento dos equipamentos de trabalho deve estar perpendicular a uma janela ou lâmpada. o setor Vestiário. PCS (TF). Figura 55 .Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. que. Você considera que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala? Fonte: Autora De acordo com os resultados do questionário aplicado. . PVA (2A) e Comercial (1H).108 tamanho das janelas inadequado ao tamanho da sala são dos setores Almoxarifado (TA). Realizando um comparativo com as observações realizadas in loco. 2012). e os demais setores considerados pelos entrevistados possuem janelas com área maior que 30% e menor que 50% com relação à área da parede que ocupam. Vestiário (TH). Para evitar o ofuscamento pela iluminação natural.

Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente. Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? Em caso afirmativo. sendo que apenas 11% afirma já ter ocorrido. Os que afirmaram já ter ocorrido discussão sobre a disposição do mobiliário. Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação natural do ambiente . responderam que não (100%). foi devido à insuficiência de conforto visual? Fonte: Autora.109 Figura 56 . percebe-se que 89% dos entrevistados disse nunca ter ocorrido uma discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho. quando questionados se foi devido à insuficiência de conforto visual. A partir dos dados obtidos.

verifica-se a maior parte dos entrevistados a classificam como satisfatória (80%).Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente. Realizando um comparativo com a sensação de ventilação natural dentro da sala. enquanto apenas (31%) possuem.110 Figura 57 . Os resultados obtidos com o questionário referente à ventilação natural permitiram verificar que a maior parte dos ambientes do prédio administrativo (69%) não possui acesso para ambientes externos. é: Fonte: Autora. já que tais ambientes não proporcionam as melhores condições para tal aproveitamento. com as portas e janelas abertas. Verificou-se que dos funcionários que responderam que a ventilação natural dentro da sala é insatisfatória trabalham em setores que possuem janela com tamanho menor que 30% com relação à área da parede (Kit Festa e Estoque). . o que explica a insatisfação com a ventilação natural. em setores que não possuem janelas: como CPD/CFTV e RH. de acordo com a resposta dos entrevistados. O corredor que dá acesso às salas é aberto para ambientes externos? A ventilação natural dentro da sala. mesmo em ambientes que não possuem acesso para ambientes externos.

111 Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica do ambiente Figura 58 . .Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente. Figura 59 . A localização do ventilador ou ar condicionado é: Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente. No setor onde você trabalha há ventilação mecânica? A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: Fonte: Autora.

caracteriza-se por aparelhos de ar condicionado. Avaliação dos entrevistados quanto à setorização elétrica Figura 60 . ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: Fonte: Autora. se percebe que 96% dos setores existentes no Prédio Administrativo possuem ventilação mecânica. Dentre os entrevistados. Isto possibilita verificar que seria interessante que o terminal portuário revisse a localização destes equipamentos. 25% acredita que é insatisfatória e 5% considera como excessiva.112 De acordo com a avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica no ambiente em que trabalham. conforme resultados obtidos a partir do levantamento de equipamentos elétricos.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. 43% dos entrevistados afirmaram que é adequada. porém 37% acreditam ser regular e 20% considera como ruim. Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. . a fim de que todos os funcionários se beneficiem da ventilação artificial existente quando houver necessidade de utilização da mesma. que no caso. Quando questionados sobre a localização dos ventiladores ou ar condicionados. 43% acredita que a quantidade de equipamentos existentes para ventilação mecânica é adequada.

Uma parcela de 43% dos entrevistados acredita que a setorização é adequada. Você acredita que a instalação de sistemas de controles no ambiente em que trabalha pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. economizando energia elétrica? Fonte: Autora. já que a setorização elétrica adequada possibilita melhor controle sobre a utilização de equipamentos. Os resultados do questionário quanto à avaliação dos funcionários sobre a setorização elétrica do ambiente permitem verificar que 33% dos entrevistados responderam não existir interruptores para desligar e desligar equipamentos de forma setorizada no ambiente em que trabalham. de maneira que haja maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com as áreas ocupadas de cada ambiente. por exemplo. sendo que a maior parcela dos entrevistados não acredita que a setorização seja adequada. Avaliação dos entrevistados quanto à importância do gerenciamento de energia . enquanto 41% considera regular e 16% considera inadequada.113 Figura 61 . deve-se procurar sempre a melhor divisão dos circuitos elétricos.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. Segundo PRUEN (2013). bem como de acordo com a disponibilidade de luz natural. Isto possibilita identificar a necessidade de revisão da setorização elétrica nos setores do Prédio Administrativo. como lâmpadas.

Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa. além de demandar muito do meio ambiente. É importante destacar alguns comentários registrados pelos funcionários no questionário. A: “Ajuda no baixo consumo”. F: "Porque gerenciando a energia consequentemente há economia para a empresa". pois atualmente não há". G: "A energia é um recurso escasso e caro. o gerenciamento de energia é importante para a empresa? Por quê? Fonte: Autora. . por isso deve ser economizado para garantir a continuidade dos processos que utilizar energia". Evitar desperdício.114 Figura 62 . saem e deixam o ambiente com a energia ligada". Os resultados apresentados na figura 62 possibilitam verificar que o gerenciamento de energia é visto por 99% dos entrevistados como algo importante para a empresa. reduzir seu consumo é fundamental". hoje as pessoas não colocam em prática. aproveitar a luz solar". E: "Sim é muito importante termos esta conscientização. sobre o motivo pelo qual acreditam ser o gerenciamento de energia algo importante para a empresa (quadro 8): Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa. J: "Há necessidade de conscientização dos funcionários. B: "Vejo muitas lâmpadas acesas por falta de iluminação externa". Na sua opinião. C: "Por que a energia tem alto custo e é um recurso limitado. H: "Para evitar custos. I: “Pois permite uma redução considerável dos custos para com isso haver investimento em outras áreas". D: "Para redução de custos e a possibilidade de inclusão de novas formas de energia no dia-a-dia".

O: "Gostaríamos de receber palestra para entender melhor sobre este assunto". L: "Pela economia em termos financeiros. Fonte: Autora. contribui para a preservação dos recursos naturais e melhor aproveitamento destes". N: "Devido ao custo e benefício". Com relação à questão anterior. Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema "Energia/Consumo de Energia" na empresa? Fonte: Autora. Figura 64 . . Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia. preservação dos recursos naturais e pelo consumo consciente de cada indivíduo".Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia.115 K: "Economia e produtividade dos funcionários". M: "É importante pois além de reduzir custos para a empresa. você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? Fonte: Autora.

cursos ou seminários que abordem o tema. Aspectos comportamentais dos entrevistados Figura 65 . Figura 66 . Quando sai para o almoço. as lâmpadas são desligadas? Fonte: Autora.116 É possível verificar que a maior parte dos funcionários entrevistados (88%) nunca participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema Energia ou Consumo de Energia na empresa. . Foi verificado que aqueles que responderam já ter participado de alguma formação trabalham há mais de 5 anos na empresa. Quando a ventilação natural é satisfatória. o ventilador e o ar condicionado são desligados? Fonte: Autora. sendo possível identificar a necessidade de realização de novas palestras sobre o tema na empresa.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. Cerca de 87% dos entrevistados afirmam ter interesse em participar de alguma formação referente ao tema Energia. você desliga o computador? Quando a iluminação natural supre as necessidades visuais.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. o que confere uma oportunidade de melhoria para a empresa a realização de palestras.

4. realizou-se a observação in loco em diferentes horários. para verificar se o uso de ar condicionado ocorre sem a real necessidade. foram realizadas as observações in loco nos setores nos diferentes horários. Tabela 27 . Uso de computadores Os resultados das observações realizadas quanto ao uso de computadores seguem na tabela 27 a seguir. Apenas os dados do questionário referente a utilização de ar condicionado não serão confrontados com dados de observação in loco. . percebeu-se 69% dos computadores observados estavam ligados sem utilização enquanto almoçavam. 15h e 19:30h no Prédio Administrativo. já que implicam em análises mais complexas sobre o conforto térmico do ambiente. A partir das observações realizadas nos setores do prédio administrativo em diferentes horários.117 Para que se pudesse discutir os dados referente aos aspectos comportamentais dos funcionários. Comparando este resultado com os resultados do questionário elaborado com os funcionários. Horário da Observação Computadores Ligados Computadores em uso 10h 258 212 243 258 23 TOTAL 76 231 3 12:30h 15h 19:30h Desperdício Computadores % 46 167 27 87 260 18 69 10 54 Fonte: Autora.Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h. em que 59% dos entrevistados responderam que não desligam seu computador no horário de almoço. foi possível contabilizar um total de 260 computadores que.8. 12:30h.1.3.4 Observação dos aspectos comportamentais dos colaboradores Para verificar a veracidade das respostas dos funcionários quanto aos seus aspectos comportamentais relacionados ao uso de computadores e iluminação. durante determinado período do dia permaneceram ligados sem utilização. para verificação do uso da iluminação e de computadores.

este valor passa para 331. no horário das 19:30h. também foram considerados 22 dias de trabalho no mês. .118 Dos 167 computadores ligados sem utilização no horário de almoço. considerando uma jornada mensal de 22 dias de trabalho. Quadro 9 .00 Total 167 - 15. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados no horário de almoço em apenas um dia.024kW (ThinClient).05 331.76 ao dia e R$ 82. Equipamento Quantidade em uso Potência por equipamento (kW) Consumo diário (kWh) Consumo mensal (kWh) ThinClient 127 0.05 kWh. foi de 15. Para que se possa traduzir em valores de consumo de energia o que este dados representam.77 ao longo de um mês.3 12.05 67.00 264.25 por kWh. com 12 horas por dia. totalizando 12 horas do momento da observação ao horário de início do expediente no dia seguinte. Ao longo de um mês.10 Fonte: Autora. 20 possuem modelo com potência de 0. sem considerar a potência do monitor. tem-se um custo de R$0.024 3. considerou-se que os computadores permaneceram ligados das 19:30h às 7:30h. De acordo com os cálculos realizados. o que significa o desperdício de R$ 3. apenas com o monitor em stand by.10 kWh. considerando o tempo de almoço como 1 hora. e as considerações sobre o modelo e a potência dos equipamento estão apresentadas no quadro 10. também foram realizadas observações.3kW (Infoway/LG) e 147 possuem modelo com potência de 0.10 Desktop Infoway/LG 40 0. e posteriormente o consumo ao longo de um mês. É importante destacar que para cálculo do consumo. tomando como base o mesmo número de computadores em desuso. considerando que entre 12:30h e 13:30h a tarifa cobrada é referente ao horário fora de ponta.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço. o quadro 9 apresenta os dados de consumo pelo uso destes equipamentos em um dia. Para cálculo em escala mensal. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício. Para verificar o consumo dos computadores que permaneceram ligados mesmo após o término do expediente dos funcionários.

o valor que antes era custo pode ser convertido em investimento. tomando como base os mesmo número de computadores em desuso. indiretamente.28 Desktop Infoway 7 0. com melhorias na eficiência energética do setor. porém.26 kWh. o que significa um custo mensal desnecessário à empresa. o que significa um custo total de R$ 1. 0. .52 55. Com a redução do desperdício. Fonte: Autora.26 137. Em comparação com o consumo e o custo mensal do terminal portuário. este valor passa para 137. foi de 6.119 Quadro 10 . O investimento em eficiência energética no Prédio Administrativo pode então.82 kWh. Além do custo associado ao consumo. somandose o custo com computadores ligados sem utilização em horários de meio dia e pós expediente.74 82. ao longo de um mês. um total de 0.62 ao longo de um mês. e que poderia ser aplicado. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados entre o as 19:30h e o horário de início do próximo expediente (total de 12 horas) em apenas um dia. Consumo total Consumo total diário (kWh) – 12 mensal (kWh) horas Equipamento Quantidade em uso Potência unitária (kW) ThinClient 13 0. tem-se um total de R$ 120.39. há de se considerar que com a redução do desperdício observado nos horários de almoço e pós expediente.72 kWh. em projetos de eficiência energética. contribuir com uma redução ainda maior do consumo de energia elétrica.71 ao dia e R$ 37.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente. por exemplo.024 3. considerando que entre 19:30h às 07:30h a tarifa é cobrada das 19:30h às 6h como horário de ponta e das 6h às 7:30h como horário fora de ponta. De acordo com os cálculos realizados.05 toneladas de CO2e por mês e ao longo de um ano.5 horas. temse uma economia de 468.47 por kWh durante 10.72 Nota: O consumo em standby (modo de espera dos computadores) foi desconsiderado nos cálculos realizados. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício pós expediente. tem-se tarifa cobrada a R$1.03 2. já que a potência nestas condições é bastante reduzida. o que significa que a organização deixaria de emitir.66 toneladas de CO2e.5 horas e tarifa a R$0.44 Total 167 - 6.25 por kWh durante 1. estes valores podem parecer em um primeiro momento parecer insignificantes. Ao longo de um mês.

2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria Considerando todos os aspectos analisados na Revisão Energética. d) Melhoria quanto aos equipamentos existentes no prédio administrativo. Também foi verificado que os 16% de entrevistados que consideram a localização dos interruptores como ruim também são dos setores Estoque. ambos estão conectados à iluminação de outros setores que naquele momento utilizavam a iluminação.3. . e) Redução do consumo de energia não renovável visando reduzir as emissões de GEE. Kit Festa e Comercial. 29% são dos setores Estoque. verificou-se que em alguns ambientes ocorre o desperdício de energia por consequência dá má setorização de circuitos elétricos. b) Prédio Administrativo . Em comparação com os dados do questionário. c) Melhorias quanto à setorização de circuitos no Prédio Administrativo. A observação dos ambientes no horário de almoço permitiu verificar que locais como Estoque. ou seja. 4. verificou-se que dos entrevistados que consideram a setorização inadequada. Comercial e Sala de Café permaneceram com as lâmpadas acesas mesmo que funcionários não estivessem utilizando o ambiente.120 Uso da iluminação artificial Ao realizar a observação sobre o uso da iluminação artificial no Prédio Administrativo. considerando que a maioria dos equipamentos não são classificados pelo PBE nem possuem Selo Procel. pois seus circuitos não estão bem setorizados. visando melhor utilização da energia elétrica para iluminação artificial e redução de desperdícios.Melhoria nos acabamentos internos da edificação visando o melhor aproveitamento da iluminação natural. visando utilizar equipamentos com maior eficiência energética. foi possível identificar possibilidades de melhoria quanto ao uso e consumo de energia do terminal portuário nos seguintes itens: a) Sistema Smart 32 – Adequação do sistema para que se possa obter dados confiáveis de consumo de energia nas áreas do terminal portuário. 22% do setor Kit Festa e 14% do setor Comercial. A falta de setorização adequada possibilita que alguns ambientes permaneçam com as lâmpadas acesas mesmo em momentos em que elas poderiam estar apagadas. o que confere a percepção dos funcionários destes setores para o problema de setorização observado.

antes e depois da implantação de melhorias. Estes valores não serão comparados com outra organização. desenvolveram-se os indicadores de desempenho energético. haja vista que não se obtiveram dados de uma empresa com características similares às do terminal portuário. já que este é o período na qual a empresa possui dados sobre todas as fontes de energia consumidas em suas atividades. .4 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações da revisão energética. a partir da conscientização dos funcionários. foram considerados os dados do do ano de 2012 como linha de base energética. 4. obtevese a seguinte linha de base para todo o terminal portuário: . caso sejam executadas.Energia elétrica: 310.62 t/mês. Nível 1 – Abrangência global Os indicadores levaram em consideração a média de dados entre os meses de janeiro a dezembro de 2012: o Consumo de energia elétrica mensal por funcionário: Considerando que o consumo médio de energia elétrica no período da linha de base foi de 310.121 f) Redução de consumo de energia elétrica em horários de ponta no Prédio Administrativo.GLP: 1. 4.580 kWh/mês e . a fim de que a mesma possa comparar seu desempenho ao longo do tempo. . através do cálculo da média do consumo de energia no período considerado. Sendo assim.580 kWh/mês.73 m³/mês.5 INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Para que se possa compreender o desempenho energético do terminal portuário em estudo e para que a empresa realize futuramente a comparação de dados entre o período da linha de base e o período após a implantação de melhorias.Óleo diesel: 12. Os indicadores foram definidos de modo que possam ser atualizados pela organização ao longo de sua operação. que neste item apresentam os valores com base nos dados obtidos neste trabalho.

.1 o Índice de fator de potência: 0.98. foram identificados os valores de indicadores para posteriores comparações da organização.000m². obteve-se um indicador de 8.27 R$/kWh e Custo unitário do Consumo em Horário de Ponta: 1. o Quantidade de emissões totais de GEE4: 680. o Índice de fator de carga médio (fora de ponta): 0.122 que a média de funcionários em todo terminal portuário neste mesmo período foi de 411.04% Nível 2 – Abrangência por área Embora se tenha verificado que os dados registrados pelo software Smart 32 não contempla todos os consumos de energia do terminal portuário.67kWh/funcionário. o Custo de energia elétrica mensal por funcionário: 280.04 tCO2e o Índice de consumo de energia renovável: 67.27 o Índice de fator de carga médio (ponta): 0.35 R$/unidade.70 tCO2e o Emissões indiretas (aquisição de energia elétrica): 207. obteve-se como atual indicador 755. estando subestimados os dados de cada área.74 tCO2e o Emissões diretas totais: 473. TECON: o Consumo de energia elétrica médio (mensal) no período de abril a novembro/2012: 181.41 R$/kWh. o Custo unitário da energia elétrica adquirida da concessionária: .Custo unitário do Consumo Fora de Ponta: 0.23 R$/funcionário.267 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por contêiner refrigerado: 77 kWh/unidade o Custo de energia consumida média (mensal) por contêiner refrigerado: 21. Sendo assim. 4 Emissões de CO2e em 2012. É importante destacar que a razão entre o consumo anual médio registrado pela CELESC e o consumo anual médio registrado pelo Smart 32 é um indicador importante para a verificação da adequação dos medidores do referido software. o Consumo de energia mensal por área útil total: De acordo com a Licença Ambiental de Operação da empresa a área útil de todo o terminal portuário é de 36.63kWh/m².96% o Índice de consumo de energia não renovável: 32.

37 tCO2e/mês PRÉDIO ADMINISTRATIVO: o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 10.123 o Emissão média mensal de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 11.603.45 kW o Potência total em iluminação no PA: 40. o Custo de energia médio (mensal) de cada setor por funcionário trabalhando na respectiva área: 21. .84 tCO2e/mês ARMAZÉNS (I e II): o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 51.75 o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 3.68 R$/funcionário o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por área útil: 4. 29 e 30 a seguir apresentam os indicadores de desempenho energético para cada setor do Prédio Administrativo.34 kW o Potência total em condicionamento do ar no PA: 325.620 kWh o Custo de energia médio (mensal) na área no ano de 2012: R$ 20. que foram obtidos a partir do diagnóstico de equipamentos e diagnóstico das características do ambiente a partir do IEEA.23 kWh/funcionário.31 kW o Indicadores de Desempenho Energético por setor do PA: As tabelas 28.91 kW o Potência total de computadores no PA: 18.96 kWh/m² o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 0.250 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) de todo o PA por funcionário: 30.67 tCO2e/mês Nível 3 – Abrangência detalhada – Prédio Administrativo o Potência total instalada no PA: 466.

TÉRREO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Ambulatório 11.56 2.31 0.56 WC Masc 2 0.00 Cozinha 37. . Tabela 29 .11 Fonte: Autora.54 9.33 WC Fem 2 0.55 7.00 Comercial 135.67 - - Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Não foi atribuído (em reforma) 1.12 1.79 1.78 1.03 0.46 - - Fonte: Autora.64 - 2.10 Sala Treinamento 9.89 PCS 7.51 0.38 112.28 0.00 Hall PA 1 0.46 0.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio Administrativo.65 1.89 Vestiário 24.37 9.56 Vigilância 2.20 22.09 0.37 - - 1.18 - - 2.22 Refeitório 17.37 5.33 Copa 2.39 2.10 8.29 9.03 - - 1.37 0.72 2.56 0. 1º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Arquivo 1 0.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.67 1.79 0.75 1.28 - 1.37 0.37 - - Sala Reunião 2 5.18 5.86 1.28 - 0.28 - Hall PA 2 0.09 - - 1.37 5.28 0.09 0.28 - - 1.48 3.04 12.31 - 1.02 Hall PA 1 0.56 1.18 - - 0.65 0.65 0.85 1.124 Tabela 28 .00 Sala Reunião 3 5.78 0.76 1.28 0.28 0.11 WC Fem 1 0.09 - - 1.55 5.22 Sala Reunião 1 5.24 0.08 0.92 0.14 Almoxarifado 10.67 WC Masc 1 0.03 - - CPD/CFTV 30.78 2.73 2.

28 0.28 - - 1.20 0.58 0.94 70.16 0. Foram estabelecidos os objetivos apresentados no quadro 11.96 0.18 0. .38 Sala Café 1.44 RH 2.37 5.08 1.33 Telefonia 5.92 0.11 WC Fem 1 0. para que através de propostas de ação.50 1.04 0.37 0.33 2.18 0.28 - 1.01 1.09 5.28 1.00 WC Fem 2 0. puderam ser estabelecidos os objetivos quanto oportunidades de melhorias de desempenho energético definidas como prioridade para a organização. 4.78 Vestiário PVA 0.37 - - 1.56 1.125 Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio Administrativo.94 1.45 1.78 Arquivo RH 0.33 1.44 Hall PA 2 0.56 WC Masc 2 0.58 0.38 0.92 - 0.37 - - 1.28 - - 1.40 1.62 0.37 3. tomando-se como base os resultados obtidos na revisão energética.19 - - 1.28 - Sala Gerência 4.56 Hall PA 1 0.14 1.56 Sala Reunião 1 1.55 - Sala Reunião 2 5.6 OBJETIVOS ENERGÉTICOS A partir do modelo de política energética elaborado para a implementação de um SGE e com base nos dados obtidos a partir da Revisão Energética.00 WC Masc 1 0.74 - 0.00 1. 2º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) PVA 11. Ao lado de cada objetivo estão relacionados os indicadores que servirão para informar à organização o seu desempenho energético.28 0.09 - - 1.09 0.37 0.52 0.00 Kit Festa 77.56 Fonte: Autora.44 1.92 - - 1.66 Comercial 19.19 - - 2.34 2.66 17.34 1.46 - 1.64 0.44 Estoque 20.01 - 0.51 1.44 Circulação Gerência 1.10 9.37 0.89 Meio Ambiente 2.47 17.29 0.

126 Quadro 11 . Área/Equipamento IDE Unidade TECON/Armazéns/Prédio Administrativo/ Software Smart 32 Razão entre o consumo mensal de energia registrado pela CELESC e o consumo mensal total registrado pelo Smart 32 - Empilhadeiras Maclift e Reach Staker Quantidade de Óleo diesel comum consumido por hora trabalhada l/h Fogão industrial Quantidade de GLP consumido por mês t/mês Elétrica TECON/Armazéns/Prédio Administrativo .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário de ponta . tCO2e Terminal Portuário Elétrica Elétrica Quantidade de emissões de GEE kWh/mês .Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário fora de ponta Óleo Diesel Empilhadeiras Energia Elétrica Objetivos (1) Monitorar o consumo de energia com base em dados confiáveis dos medidores Óleo diesel GLP (2) Reduzir o consumo de energia GLP (3) Reduzir as emissões de GEE Elétrica Fogão industrial Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEAA) - Terminal Portuário - - Terminal Portuário Índice de fator de carga - (4) Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo Térreo/1º Piso/2º Piso Óleo diesel/GLP/Elétrica (5) Formar uma equipe responsável pelo SGE (6) Utilizar energia elétrica de forma racional Fonte: Autora.Quantidade de energia total consumida por hora trabalhada .Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.

as áreas consumidoras de energia elétrica (TECON. verificouse como possibilidades de melhoria para a redução de emissões de GEE a inclusão de biodiesel como combustível complementar para as empilhadeiras Maclift e Reach Staker. milho. Armazéns II e II e Prédio Administrativo) poderão ser monitoradas ao longo do tempo.1 Objetivo 1: Monitorar o consumo de energia das áreas TECON/Armazéns/Prédio Administrativo com base em dados confiáveis Para que se possa realizar o monitoramento do consumo de energia elétrica a partir verificação dos dados ao longo da operação do SGE. e para que se possa compreender os dados medidos. já que o biodiesel é produzido a partir de biomassa como bagaço de cana.127 4. Caso contrário. se propõe inicialmente a adequação das instalações do medidor Smart 32. já que parte da energia consumida não vem sendo contabilizada pelo software instalado. não se terá confiabilidade nos dados apresentados pelo software Smart 32 e não será possível saber como as medidas de melhoria implementadas pelo terminal contribuíram para a redução do consumo de energia elétrica.2 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de Óleo Diesel e emissões de GEE pelas empilhadeiras Visando reduzir a utilização de combustíveis fósseis no terminal portuário. a partir de uma verificação por parte de empresa especializada. reduzindo assim o consumo de óleo diesel comum. 4. de todos os circuitos elétricos do terminal. de origem fóssil e aumentando o índice de utilização de energias renováveis. para que se verifique se houve ou não redução do consumo de energia.7.7. é necessário inicialmente adequar o sistema de medição do consumo de energia por área. A partir da adequação do sistema medidor. Considerando a necessidade de monitoramento dos dados em um SGE baseado na ISO 50001:2011. com a utilização a partir da mistura com o óleo diesel comum atualmente utilizado para a operação das mesmas. 4. . entre outros.7 PLANOS DE AÇÃO A seguir estão propostas as ações que contribuirão para que a organização atinja os objetivos energéticos anteriormente descritos.

caso o terminal portuário venha optar por adquirir um novo fogão industrial. Tabela 31 . porém é necessário a realização de estudos mais detalhados para uma conclusão mais precisa acerca da proposta. com maior eficiência. Embora assim.873.12 toneladas de CO2e por ano.128 Porém não se pode dizer com total certeza sobre a viabilidade da utilização deste combustível para uso específico em empilhadeiras. sendo assim. não se pode dimensionar o consumo de GLP do mesmo por horas trabalhadas para comparar sua eficiência em kg/h com outros modelos etiquetados pelo CONPET.84 Biodiesel 152.44 380.72 Combustível Fonte: Autora.7. a alteração desta matriz energética para biodiesel reduziria os custos em aproximadamente R$1. é necessário verificar se esta utilização é capaz de provocar problemas em motores que não são adaptados para receber estes combustíveis. já que não se sabe ao certo o tempo de utilização do fogão industrial. De modo geral. de modo que com a substituição de óleo diesel por biodiesel deixariam de ser emitidos 33. verificou-se com base nos dados de consumo de óleo diesel em 2012 que.17 413. 4. Caso seja possível substituir o uso do diesel comum pelo biodiesel.343 318. .674. que apresentem os níveis de eficiência “A” e que tenham características conforme apresentadas na figura 67.343 316. Além de ter um menor custo. De acordo com Logweb (2011).3 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de GLP e emissões de GEE pelo fogão industrial Este é um indicador difícil de se avaliar. tomando como base os dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012.800.73 por ano. sugere-se que sejam adquiridos equipamentos certificados pelo CONPET. considerando os dados de consumo do ano de 2012 (linha de base). identificou-se essa oportunidade de melhoria. Consumo (litros) Custo (R$) Emissões de GEE (tCO2e) Óleo diesel comum 152. conforme pode-se observar na tabela 31. o biodiesel proporcionaria menor emissão de GEE (cerca de 8% menos tCO2e).Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel.

Considerando que o terminal portuário não venha a substituir seu fogão industrial pela falta de dados reais para um comparativo de eficiência. Observações realizadas in loco durante horários de almoço permitiram verificar que o desperdício de alimento é bastante comum entre os funcionários.Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”. 2013. Sabendo-se que quanto maior a demanda de refeições diárias. Fogão industrial Classe “A” Rendimento médio dos queimadores (%) ≥61 Índice de consumo de GLP ≤53 Fonte: Adaptado de INMETRO. sugere-se uma campanha para redução dos desperdícios de alimentos nas refeições diárias dos funcionários. propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos. e consequentemente o consumo deste combustível fóssil. Com a redução dos desperdícios de alimento se reduz a demanda de refeições a serem realizadas. maior a quantidade de GLP consumido para sua produção.129 Figura 67 . acredita-se então que uma maneira de se reduzir o consumo de GLP sem substituir o equipamento é a partir da conscientização dos funcionários quanto ao desperdício de alimentos. o que possibilita identificar .

130 que a realização de uma campanha contra o desperdício de alimentos é uma oportunidade de melhoria que pode levar ao atendimento dos objetivos de redução de consumo e de emissões de GEE pelo uso de GLP. evitando o desperdício de energia elétrica. assim como a distribuição das luminárias. Propõe para os setores do prédio administrativo a implementação de comandos por pequenos blocos de luminárias. já que interruptores das lâmpadas de um setor ficam muitas vezes localizados em outro setor.7.7. esteja corretamente dimensionada e a setorização esteja adequada. deve-se destacar que a proposta de campanha para redução do desperdício não permite estabelecer metas concretas de redução do consumo pelo fogão industrial. especialmente a do Prédio Administrativo.4. ocorre desperdício de energia. e com isso. o que se torna um empecilho para que os funcionários desliguem as lâmpadas nas quais precisam.1 Setorização de Circuitos para melhor integração entre a iluminação artificial e natural Para que se possa realizar um melhor controle sobre uso e consumo de energia. pois desta forma há possibilidade que o acionamento das fileiras pelos funcionários ocorra na medida do necessário. procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de acordo com a disponibilidade de luz natural.7.2 Instalação de dispositivos economizadores para iluminação . Contudo. O acionamento das lâmpadas deve então ocorrer à medida que a iluminação natural não for suficiente para atender os níveis mínimos de iluminação requeridos para cada tarefa (PRUEN. os funcionários terão a possibilidade de realizar o acionamento apenas da parcela de lâmpadas que for necessário naquele momento. Desta forma.4 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de energia elétrica e emissões de GEE no Prédio Administrativo 4.4. 4. já que não se sabe a quantidade de GLP utilizada para realização de cada tipo de refeição. Verificou-se que em muitos ambientes as lâmpadas não possuem setorização adequada. Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas devem ser instalados no mínimo interruptores de duas teclas. é necessário que a iluminação do terminal portuário. 4. 2013).

4.7. são energeticamente mais eficientes e que podem manter o mesmo nível de iluminação necessário para um determinado ambiente com um consumo muito reduzido de energia (PHILIPS. É importante dizer que as lâmpadas LED. por permanecerem ligados sem necessidade. 2013. A figura 68 a seguir apresenta uma imagem ilustrativa da lâmpada LED proposta para o terminal portuário. modelo escolhido para o cálculo é a lâmpada Master LEDtube fabricada pela Philips. com potência de 19W e que possui maior eficiência luminosa quando comparado ao modelo fluorescente tubular atualmente instalado nos setores do Prédio Administrativo.3 Aquisição de equipamentos mais eficientes Lâmpadas modelo LED Após a realização de pesquisas em catálogos de iluminação.131 Propõe-se a instalação de dispositivos economizadores nos corredores do prédio administrativo. conforme apresentado no quadro 12. Figura 68 . como os existentes no Hall PA 2 do1º piso bem como no Hall PA e Hall PA 2 do 2º piso. por interruptores.Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação. verificou-se que a lâmpada do modelo LED possui notáveis vantagens quando comparadas às lâmpadas atualmente existentes. e a utilização das mesmas pode contribuir para o aumento da eficiência energética em iluminação. sigla em inglês para Light Emitting Diode (Diodos Emissores de Luz). no Prédio Administrativo. já que foi identificado que tais ambientes possuem acionamento manual das lâmpadas. 2013). . 4. Fonte: DW Material Elétrico Industrial. O acionamento manual pode provocar em muitos momentos o desperdício de energia nestes ambientes.

que demonstram as características do modelo de lâmpada atualmente utilizado no Prédio Administrativo e as características de um modelo de lâmpada LED.000 Potência do reator (W) Etiqueta de Eficiência Energética 6 - A+ Fonte: Adaptado de PHILIPS. De acordo com os dados apresentados no quadro 13. ou seja.07kW 19W*132 Peças = 2508 W = 2.Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta. Potência (W) Temperatura de cor (K) Lâmpada atual Fluorescente tubular Philips Modelo TLTRS40W-ELD-25 40 5000 Lâmpada proposta LED Tubular Philips Modelo Master LEDtube 19 6500 Características ténicas Fluxo luminoso (lm) 2600 1650 Eficiência luminosa (lm/W) Índice de reprodução de cor (IRC) Vida mediana (h) 65 70 7. O quadro 13 a seguir apresenta um comparativo entre os modelos.132 Quadro 122 . .140. tomando como referência a utilização de 132 lâmpadas.Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta. a fim de verificar qual a potência instalada para cada modelo e qual o custo para aquisição das mesmas. Outra vantagem das lâmpadas LED é que as mesmas não necessitam de reator. é possível verificar que a eficiência luminosa do modelo LED é cerca de 34 vezes maior que o modelo fluorescente tubular. Lâmpadas propostas Potência instalada (kW) Lâmpada atual (40W) Lâmpada proposta Fluorescente tubular Philips (40W) + Reator (6W) LED Tubular Philips (19W) Modelo TLTRS40W-ELD-25 Modelo Master LEDtube (40W+6W)*132 Peças = 6072 W = 6.51 kW Custo (R$) - R$145*132 Peças = R$19.00 Fonte: Autora. . o modelo LED possui menor potência e consequentemente possibilita um menor consumo de energia para um mesmo fluxo luminoso.500 87 83 40. enquanto a fluorescente tubular atualmente instalada no Prédio Administrativo funciona a partir de um reator de 6W. 2013. que corresponde à quantidade de lâmpadas existentes nos setores que não atenderam aos níveis de iluminância determinados pela NBR 5413. Quadro 13 .

desenvolvido pelo INMETRO. 22 dias mensais.7. os equipamentos condicionadores de ar adquiridos devem passar a respeitar os índices de eficiência mínima dos equipamentos enquadrados na faixa "A" de classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).5. o tempo do retorno do investimento pela aquisição das 132 lâmpadas LED é de aproximadamente 5 anos e 11 meses. já que por possuírem maior eficiência consequentemente implicam em um menor consumo de energia elétrica. recomenda-se que as superfícies internas dos tetos e paredes sejam pintadas de cores claras. Segundo DW Material Elétrico Industrial (2013). .7 kW/h e consequentemente a não emissão de 0. a refletância do teto. Desta forma. 4.1 Melhoria nos acabamentos internos da edificação Visando melhor distribuição da luz e maior rendimento dos sistemas de iluminação interna. A utilização de lâmpadas LED também acaba por reduzir os custos com o descarte das lâmpadas.5 Objetivo 4: Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo 4.133 Ao substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED. considerando um tempo de uso de 10 horas diárias. Segundo Rodrigues (2002). considerando que não possuem metais pesados em sua composição e por tal motivo não necessitam de um descarte especial (PHILIPS. As lâmpadas LED possuem tempo de vida 40. já que as lâmpadas fluorescentes necessitam de descarte específico. 2013). Ar condicionados Para melhoria da eficiência energética do terminal portuário. Isso reduz o custo atual com a destinação destes resíduos. o que resulta em uma economia aproximada de 2. o custo do terminal portuário com manutenção das mesmas acaba reduzindo.7. parede e piso dos ambientes deve ser a mais alta possível.000 horas. tanto artificial quanto natural. não inferior a 50%.032 toneladas de CO2 para cada 1000 horas de consumo. o que significa a utilização das lâmpadas por aproximadamente 15 anos. o consumo de energia elétrica voltada à iluminação reduz cerca de 41%.

RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) C C Sala Reunião 1 (1B). Telefonia (2G). Sala Treinamento (TB). Estoque (2L). A . já que são cores que apresentam maior refletância. Hall PA 1 (2B). Sala Reunião 1 (1B). Meio Ambiente (2K). Hall PA 2 (2H) e RH (2J) B A C Pintura do piso Fonte: Autora. Almoxarifado (TA). PCS (TF). CPD/CFTV (1F). Telefonia (2G). Comercial (2M). Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo. Sala Reunião 2 (1L). Kit Festa (2I). Melhoria proposta Setor Nível do IEEA Pintura das paredes Sala Reunião 1 (1B).134 Sendo assim. para os ambientes apresentados na tabela 31 a seguir recomenda-se a pintura das paredes. Sala Café (2N). Kit Festa (2I). Arquivo RH (2F). Comercial (2M). Arquivo 1 (1A). Sala Reunião 2 (1L). Meio Ambiente (2K). Arquivo 1 (1A). Hall PA 2 (1M). teto ou piso na cor marfim ou branca. Comercial (1H) Hall PA 1 (TC). PVA (2A). Sala Reunião 3 (1L). Sala Reunião 2 (1K). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) Pintura do teto Almoxarifado (TA). PCS (TF). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Vigilância (TG). Estoque (2L). proporcionando assim uma maior iluminância do ambiente. B Vestiário (TH) e Comercial (1H). Sala Reunião 1 (1B). Arquivo RH (2F). Hall PA 1 (1G).

WC Fem (2C). Sala Café (2N).7. Comercial (2M). Arquivo RH (2F). WC Fem 2 (2R). Kit Festa (2I). sem comprometer o aproveitamento satisfatório da ventilação natural e da luz natural. . Considerando os dados obtidos para a elaboração do IEEA. chamadas de brises.5. WC Masc 2 (2S) Vestiário (TH). 4. WC Masc 1 (1E). De acordo com USP (2013). as quais devem ser adequadas à orientação da fachada. Nível do IEEA B A Fonte: Autora. Sala Reunião 1 (1B). sem bloquear a visibilidade para o exterior (figura 69). propõe uma maior integração da luz natural nos ambientes do Prédio Administrativo. o uso de películas nos vidros deverá ser evitado a partir do dimensionamento correto das proteções solares. Para tanto. Sala Gerência (2P). Estoque (2L).135 4. o que por consequência minimiza o uso do sistema de iluminação artificial. Telefonia (2G). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D) Cozinha (TD).7. verificou-se que os setores com IEE nível “B” possuem maior potencial para ampliação das janelas já que possuem janelas consideravelmente pequenas (≤30%) em comparação com a área da parede em que ocupam. WC Fem 1 (1D).3 Instalação de proteções solares (brises) Para melhor aproveitamento da iluminação natural. Melhoria proposta Setor Instalação de janelas mais amplas Arquivo 1 (1A).2 Instalação de janelas para maior ventilação/iluminação natural Para que se possa reduzir o consumo de energia elétrica a partir do uso da iluminação artificial.5. propõe-se que os ambientes situados nas áreas perimetrais da edificação apresentem condições para aproveitamento da luz natural por meio da inclusão de janelas maiores. propõe a instalação de proteções solares externas. WC Fem 1 (2E). Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural nos ambientes do Prédio Administrativo. Sala Reunião 2 (2º).

.00.136 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento. al. não sendo possível definir um preço fixo por m². método construtivo. instalação e tipo de material. ao contrário das persianas. Fonte: Adaptado de USP. com um dimensionamento detalhado. proporcionando uma redução do consumo de energia principalmente relacionado à refrigeração nos horários mais quentes do dia (Liu. al (2010) após a implantação de telhado verde foi encontrada uma variação de até 7ºC entre a temperatura interna e externa.00 a R$ 800. (2012) o custo do brise-soleil depende de vários fatores. 2010). A instalação dos brises nas janelas do Prédio Administrativo visa a redução do ofuscamento sem prejudicar a iluminação natural e visando também o aumento da eficiência térmica dos ambientes. em períodos de alta insolação. .4 Implantação de telhado verde Os telhados verdes possuem um potencial de melhoramento do desempenho térmico de edificações. 2013. 2002 apud Lamberts et. Segundo Gelbcke et al. uma vez que para cada modelo de brise é necessário a coleta de diferentes dados para seu dimensionamento 4.7. (GELBCKE et al.5. Segundo Lamberts et. já que de acordo com Verna (2013) apud Abril (2013) os brises possuem eficiência térmica. A implementação do brise no prédio administrativo necessita de um estudo aprofundado. pois são temporais e variam conforme o projeto do brise. Embora assim seus preços normalmente variam de R$200. 2012).

buscar soluções que . 4.  garantir que o planejamento das atividades de gestão de energia seja destinado a apoiar a política energética da organização. as oportunidades de ganhos.7. então. Propõe-se. de acordo com Savi (2012). Mink (2004) apud Savi (2012) afirma que a aplicação de telhados verdes em 10 a 20% das coberturas nos centros urbanos seria capaz de garantir um clima urbano saudável através da purificação do ar.  definir e comunicar responsabilidades e autoridades para facilitar a efetiva gestão de energia. de acordo com a NBR ISO 50001:  Relatar à alta direção o desempenho energético.137 Além disso. já que em geral são áreas com pouca vegetação e com microclima muito alterado. nas áreas. mantido e continuamente melhorado. a qual define em seu requisito 4.00. redução de pó e variação das temperaturas.6 Objetivo 5: Formar uma equipe responsável pelo SGE Visando um melhor gerenciamento da energia. que poderá então ser composta pelos representantes da direção.2. Sendo assim. Desta forma. os telhados verdes podem ser de grande auxílio para edificações localizadas em centros urbanos. a fim de atender às exigências da NBR ISO 50001:2011. Estes representantes deverão ter as seguintes responsabilidades.400. a criação da Comissão Interna de Energia.2 que a alta direção deve designar representantes da direção com habilidades e competências apropriadas para garantir que o SGE seja estabelecido. A Comissão Interna deverá.  determinar critérios e métodos necessários para garantir que tanto a operação e o controle do SGE sejam efetivos. considerando que área total do telhado do Prédio Administrativo é de 667m² a implantação custaria cerca de R$133.  relatar à alta direção o desempenho do SGE. implementado. planejar e atuar na matriz energética do terminal portuário. Considerando que de acordo com Savi (2012) a implantação do telhado verde custa em média R$ 200. propõe-se a criação de uma Comissão Interna de Energia no terminal portuário em questão. ainda: identificar.00. propõe-se a implantação de telhado verde no Prédio Administrativo do terminal portuário como forma de reduzir a temperatura do ambiente interno e consequentemente o consumo de energia para a ventilação artificial do ambiente.  promover a conscientização da política e objetivos energéticos em todos os níveis da organização.

bem como a divulgação de cartilhas informativas sobre a gestão de energia. o que confere a oportunidade ao terminal portuário de melhor orientar seus colaboradores visando a utilização racional de energia elétrica. manter os indicadores de energia atuais e propor novos indicadores. Propõe-se a realização de palestras voltadas ao tema. e elaborar relatórios para órgãos externos e internos.138 aumentem a eficiência dos processos e redução do consumo de energia. . utilizando as mais avançadas técnicas de conservação de energia e em consonância com o planejamento energético estratégico da empresa.7 Objetivo 6: Utilizar a energia elétrica de forma racional Com base nos resultados obtidos com a aplicação do questionário na etapa de Abordagem Energética Detalhada. já que por meio da conscientização dos funcionários torna-se possível a redução de desperdícios no consumo. Também se deve destacar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados disse já ter participado de alguma palestra voltada ao tema Energia na empresa (14%). conforme cartilha apresentada no Apêndice VII. através do menor custo. De modo geral. e consequentemente de emissões de GEE e custos para a organização. a equipe que formará a Comissão Interna de Energia deverá buscar sempre a melhoria contínua do SGE. 4. verificou-se que uma grande parte dos funcionários não utiliza racionalmente a energia elétrica no seu dia-a-dia. subsidiar a área comercial para negociação de contrato dos energéticos. embora 99% dos entrevistados considere a gestão de energia algo importante para a empresa. A realização de práticas de educação ambiental voltadas ao uso racional de energia pode ser considerada uma medida capaz de refletir diretamente na redução do consumo de energia no terminal portuário. para atender aos objetivos energéticos propostos. a serem realizadas pela Comissão Interna de Energia.7. E o que mais chama atenção é que 87% dos entrevistados diz ter interesse em participar de uma formação voltada ao tema.

A etapa de revisão energética nas três abordagens possibilitou identificar os usos e consumos significativos de energia em todo o terminal portuário. como por exemplo. foram identificadas as oportunidades de melhorias. a baixa eficiência energética de diversos ambientes do Prédio Administrativo. A contabilização de emissões permitiu identificar que as empilhadeiras movidas a diesel são as maiores responsáveis pelas emissões de CO2e no terminal portuário. Por outro lado. através da ferramenta disponibilizada pelo Programa GHG Protocol. Os baixos IEEA encontrados indicam que as características do ambiente podem estar ocasionando perdas de energia e gastos com consumo desnecessários. Além da identificação dos usos e consumos de energia. Com base nos dados obtidos. a redução de emissões de GEE. Sendo assim. o diagnóstico energético possibilitou a realização dos cálculos de emissões diretas e indiretas de GEE. o mau uso de energia pela falta de conscientização de funcionários associado ao uso de equipamentos de baixa eficiência energética acaba por contribuir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e com o esgotamento de recursos naturais. os quais são aqueles associados às fontes energéticas GLP. que considera suas características quanto à iluminação e ventilação. Ao longo do trabalho foi possível verificar a gestão de energia da organização em estudo apresenta diversas fraquezas.139 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da realização deste trabalho verificou-se que o planejamento de um sistema de gestão de energia com base na NBR ISO 50001:2011 requer que se tenham instrumentos adequados para o levantamento de dados sobre os usos e consumos de energia de suas instalações. já que esta fonte de energia foi identificada pelo diagnóstico energético global como a que possui o uso mais significativo no terminal portuário. sendo a energia elétrica a fonte de energia mais significativa para a organização. o que pode ser considerado uma grande fraqueza para o controle de melhorias no caso implantação de Sistema de Gestão de Energia ISO 50001:2011. já que seus dados não são confiáveis para futuras comparações. a qual foi verificada a partir dos Índices de Eficiência Energética de Ambiente. Óleo Diesel e Energia Elétrica. seguida pela energia elétrica e pelas empilhadeiras a GLP. . o software Smart 32. principalmente quanto ao uso de energia elétrica. Através do diagnóstico por área. a redução do desperdício de energia elétrica no Prédio Administrativo pode causar além da redução de custos. verificou-se que o equipamento utilizado pelo terminal portuário para o gerenciamento de energia. não está contabilizando todos os consumos de energia da organização.

considerando os dados de consumo de óleo diesel identificado na linha de base. implantando as melhorias que forem necessárias para atendimento aos objetivos propostos. caso venha a ser realizada futuramente. facilitando a comunicação sobre a gestão dos recursos energéticos e impulsionando a organização à realização de práticas de melhor gerenciamento de energia. esta possibilitaria reduzir cerca de 8% as emissões de CO2e. porém caso seja possível sua utilização.140 A implantação da NBR ISO 50001:2011 no terminal portuário em questão. A partir do diagnóstico energético para atendimento à NBR ISO 50001:2011 o terminal portuário possui uma base de dados que possibilitem implantar uma gestão energética abrangente baseada na melhoria contínua do uso e do consumo de energia. redução do desperdício a partir da conscientização de funcionários. . com a proposta de utilização de biodiesel. e até mesmo através do uso de energia alternativa como o biodiesel nas empilhadeiras. analisar a percepção dos funcionários da empresa. identificar as áreas de uso significativo de energia. já que através do diagnóstico energético realizado foi possível caracterizar a matriz energética do terminal portuário como 67. O uso de biodiesel nas empilhadeiras requer estudos mais detalhados. permitindo criar transparência para a tomada de decisões.04% não renovável. propor ações de melhoria para o desempenho energético da organização e também verificar as possibilidades de melhorias na matriz energética no sentido de reduzir as emissões de CO2. conclui-se que os objetivos propostos pra este trabalho foram atendidos. De modo geral. que tenham consequências positivas com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa e que também impliquem na redução de custos para a empresa. avaliar o consumo de energia. As propostas de melhorias realizadas neste trabalho podem contribuir para o atendimento aos objetivos propostos para o SGE do terminal portuário. já que estes deverão buscar sempre a melhoria contínua do SGE.96% renovável e 32. seja através da proposta de uso de equipamentos mais eficientes. vai implicar em mudanças no gerenciamento de energia da organização. exigindo o comprometimento da alta direção no que refere à adequação de controles e procedimentos operacionais associados ao uso de energia.

Além da utilização da ferramenta GHG Protocol.2 Realização de Abordagem Energética Detalhada nos Armazéns e TECON Assim como foi realizada a abordagem energética detalhada referente ao uso e consumo de energia elétrica no Prédio Administrativo. Considerando que o terminal portuário em questão não realiza o inventário de emissão de GEE. .1. pode ser também estudada a possibilidade de aplicação da NBR ISO 14064:2007 na organização. que por sua vez pode ainda propor uma Gestão integrada com a NBR ISO 50001:2011 utilizada no presente trabalho. bem como dos caminhões e navios de terceiros. quantificar também as emissões de GEE oriundas de demais atividades do terminal portuário. que movimentam as cargas quais são armazenadas no terminal portuário. realização de diagnóstico sobre as características do ambiente bem como de demais variáveis que afetem significativamente o consumo de energia de tais áreas. recomenda-se a avaliação detalhada das demais áreas de consumo de energia elétrica do terminal portuário em questão: Armazéns e TECON. além das atividades que tiveram suas emissões contabilizadas neste trabalho por estarem relacionadas com o uso e consumo de energia.1. e que consequentemente levarão a uma redução do consumo e de emissões de GEE.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Oportunidades de novas pesquisas foram verificadas neste trabalho. objeto de estudo. 5. quantificar todas suas emissões pode ser considerada como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de um trabalho futuro. Propõe-se o levantamento dos equipamentos elétricos do setor. 5.1 Quantificação de emissões de GEE de todo o terminal portuário Recomenda-se. que podem ser desenvolvidas no âmbito de gestão energética e que também visem à redução de emissões de GEE oriundas das atividades desenvolvidas no terminal portuário. também poderão ser propostas ações para a melhoria do desempenho energético de tais ambientes. A partir de uma abordagem mais detalhada do consumo de energia elétrica.141 5. como emissões provenientes da Estação de Tratamento de Efluentes.

142 5. .3 Realização de Estudo sobre a Viabilidade de utilização de Biodiesel em empilhadeiras Para que se possa atestar a viabilidade técnica da utilização de biodiesel como combustível alternativo para empilhadeiras.1. se propõe a elaboração de estudos que verifiquem a possibilidade de utilização do biodiesel em empilhadeiras. para verificar se seu uso pode ou não causar problemas ao motor destes equipamentos. visando reduzir o consumo de óleo diesel e consequentemente das emissões de GEE associadas ao seu uso.

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150 APÊNDICE I .CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DO TERMINAL PORTUÁRIO NOS ANOS DE 2005 A 2012. .

677 178.216 817.303 409.749 2007 867.266 790.016 2008 822.581 1.989 346.989.459.098.841 377.158 332.732 994.121 1.933 800.489 892.510 951.874 735.252 852.510 805.171 427.380 2011 486.366 11.010 256.547 Nota: *Início da operação com câmaras frias.235 986.247 501.537 4.768 854.035 224.574 4.593 539.098 829.897 483.365 389.791 679.CELESC (kWh) Ano Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total 802.934 853.439.965 TOTAL 58.514 986.689 721.587 318.784 172.000 699.025 559.303 454.460 2009 662.184 956.693 335.823 261.041 250.125.251 856.902 420.151 Consumo de Energia Elétrica .801.003 38.349.654 323.081 385.145 6.125 867.185 3.541 824.158 669.123 654.001 248.541 785.086 556.232 736.458 678.251 600.945 454.025 1.584 8.722 2010 221.195 638.511 373.136 839.251 998.235 387.284 389.584 700.456 726.339 928.023.967 297.193 660.161.100.237 488.008 246.558 413.296 303.158 856.770 919.422.341** 288.339 353.726.585 1.855 289.411 2012 475.312 10.507 226.128 968.040.846 400.658 9.554 899.722 800. **Desativação das câmaras frias.628.584 2006 1.206 385.260 232.253 1.358 938. .854* 589.844 2005 574.025.

152 APÊNDICE II – FATORES DE EMISSÃO DE GEE (ESCOPOS 1 E 2) .

0306 0.0817 0.0281 0.0238 0.0256 0.0346 0.0336 0.0453 0.0179 0.0246 2010 tCO2/MWh 0.0273 0.0642 0.065342 .0317 0.0532 0.0265 0.0774 0.0243 0.035 0.0668 0.0394 0.0301 0.0477 0.0783 0.0241 0.0181 0.046 0.6710 0.0341 0.0521 0.0438 0.9325 0.) Combustível Unidade Fonte CO2 CH4 N2O Óleo Diesel Litros BEN 2012 2.062 0.0584 0.0195 0.0435 0.0437 0.0294 0.0411 0.0322 0.0208 0.0522 0.0907 0.0351 0.0484 2009 tCO2/MWh 0.0199 0.0405 0.0349 0.0984 0.0355 0.036 0.0405 0.0324 0.051275 2011 tCO2/MWh 0.0211 0.0369 0.0161 0.027 0.0356 0.0162 0.00001 Fatores de Emissão (FE) do Sistema Interligado Nacional (SIN) – Escopo 2 / emissões indiretas Ano Unidades 2006 Mês Média Anual Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez tCO2/MWh 0.0029 0.028 0.0383 0.0194 0.153 Fatores de emissão por utilização de combustíveis fósseis em fontes móveis – Escopo 1 / emissões diretas Fatores de Emissão (kgGEE/un.1168 0.0425 0.0245 0.031 0.0229 0.0337 0.0377 0.0406 0.0197 0.0001 0.0262 0.0247 0.0341 0.0292 2012 tCO2/MWh 0.0459 0.0198 0.0334 0.0323 2007 tCO2/MWh 0.028 0.0195 0.0506 0.0293 2008 tCO2/MWh 0.0308 0.0869 0.0496 0.0275 0.1247 0.00014 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Kg BEN 2012 2.0237 0.0288 0.0322 0.0599 0.

154 APÊNDICE III – CONSUMO E CUSTO MENSAL DE ENERGIA OBTIDO PELO SMART 32 .

262.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Consumo Ponta (kWh) Consumo FPonta (kWh) Consumo Total (kWh) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2746 2467 2387 2098 2443 2250 1337 1621 TOTAL 13/03 a 12/11 17.233.363 43.33 41.237 315738 171013 166536 156012 174266 162742 103351 90455 1.250 1.098 2.693 1.095.96 46.613 25.340.529.349 11448 2219 690 1799 1750 2626 1162 1543 23.467 2.22 45.606 3.621 17.155 CONSUMO (kWh) .51 30.229.032.443 2.05 42.367.363.113 327186 173232 167226 157811 176016 165368 104513 91998 1.996.413 1.762 44.733 2.69 27.46 48.620 42.349 34.350 CUSTO (R$) .076 378.650 2.042 96.583 41.191 78.43 TOTAL 13/03 a 12/11 17.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Custo Ponta (R$) Custo FPonta (R$) Custo total (R$) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2.061 2.65 .746 2.337 1.387 2.468 38.957 343.625 28.318.610 3.

878.83 .905 366.677.27 21.045.05 TOTAL 13/03 a 12/11 69.58 20.717.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 8063 9326 9229 9283 9015 7929 8549 8470 12941 11719 11488 10595 10522 11418 12116 14207 21.537.981 CUSTO (R$) .79 22.008 164.55 19.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 5242 6063 6000 6111 6055 5638 6021 5965 Consumo FPonta (kWh) 51971 47065 46137 43088 41902 41641 43765 51317 Consumo Total (kWh) 57213 53128 52137 49199 47957 47279 49786 57282 TOTAL 13/03 a 12/11 47.19 19.866 95.886 413.86 19.665.347.54 20.156 CONSUMO (kWh) .004.873.

559.34 TOTAL 13/03 a 12/11 10.965 8.09 1.878.21 1.227.247.530.002 CUSTO (R$) .71 4.822 Consumo Total (kWh) 11965 8763 9733 8754 10595 9509 11015 11668 TOTAL 13/03 a 12/11 6.855.97 2.292.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 1.469.83 1.192.951 7.60 1.07 4.413.007 82.49 1.146.75 1.57 2.995 75.10 3.81 3.210.76 3.726.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 1.937 9.157 CONSUMO (kWh) .983.14 1.58 3.197.951.50 1.201.105 10.70 2.31 2.014 798 811 817 984 815 910 846 Consumo FPonta (kWh) 10.475 29.241.52 2.611 8.089.694 10.922 7.797.996.10 .27 2.383.381 19.221.465.06 1.286.62 3.18 4.

158

APÊNDICE IV – DADOS DE POTÊNCIA E VERIFICAÇÃO DE
ETIQUETAGEM DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DO PRÉDIO
ADMINISTRATIVO.

159

TÉRREO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das
lâmpadas +potência
dos reatores)

Potência
instalada em ar
condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro de
Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Ambulatório

11,12

1,29

9,08

0,14

Impressora, rádio.
bebedouro, bloco autônomo.

Não

-

-

Almoxarifado

10,65

1,10

8,79

0,10

Impressora, rádio, bloco
autônomo.

Não

-

-

Sala
Treinamento

9,24

0,55

7,03

0,09

0,09

-

Datashow, bebedouro,
amplificador, bloco autônomo.
-

Não

Hall PA 1

0,02
-

-

-

1 ar condicionado
2,64 kW

B

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Sim

4 chuveiros

D

Cozinha

Refeitório

37,73

17,48

2,39

3,04

2,64

Não

-

12,31
-

PCS

7,92

0,55

5,28

0,76

Vigilância

2,31

0,18

-

-

Vestiário

24,78

2,67

-

-

Balança de precisão,
refrigerador simples,
refrigerador industrial,
liquidificador, descascador de
batata, triturador, cafeteira,
fritadeira, forno elétrico.
Bebedouro, máquina de suco,
refrigerador industrial, painel
de satisfação, bloco autônomo.
Impressoras, carregador de
bateria de rádio.

Balança, chuveiro, bloco
autônomo.

Sim

Não

160

1º PISO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das lâmpadas
+potência dos reatores)

Potência instalada
em ar condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

-

-

-

1 telefone para
audioconferência

Arquivo

0,28

0,28

-

Sala Reunião 1

5,51

0,18

5,28

Copa

2,56

0,18

-

-

WC Fem 1

0,28

0,03

-

-

WC Masc 1

0,28

0,03

-

-

1 bebedouro, 1
microondas, 1 cafeteira,
1 bloco autônomo.
-

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro
de Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Não

-

-

Sim

1 ar condicionado
5,28kW

B

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

30,79

1,20

Hall PA 1

0,09

0,09

-

-

2 impressoras, 3
modems, 5 switchs, 8
media converter, 2
modem óptico,
1 servidor, 2 swich core,
1 branch repeter,
1
transponder.
-

Não

-

-

Comercial

135,37

9,38

112,54

9,72

11 impressoras

Não

-

-

-

Não

-

-

1,85
CPD/CFTV

22,86

WC Fem 2

0,37

0,37

-

-

WC Masc 2

0,37

0,37

-

-

-

Não

-

-

-

Sim

-

-

Sim

-

-

Não

1 ar condicionado
5,28 Kw
1 ar condicionado
5,28 kW
-

Sala Reunião 2

5,65

0,37

5,28

Sala Reunião 3

5,65

0,37

5,28

Hall PA 2

0,46

0,46

-

B
B
-

55 - Sala Reunião 2 5. 1 torradeira.28 - - - Não Equipamento 1 ar condicionado 3. 1 frigobar.29 0. 1 cafeteira - 0.16 0.38 1 impressora Não - - Não - - - 1 bebedouro.51 1.28 0. 1 bebedouro.14 1 impressora Sim Hall PA 1 0.92 0. 1 telefone para audioconferência Não - - Sala Reunião 1 1.01 - 0.09 - - - Não - - - Não - - Não - - Não - - Telefonia 5.28 0.47 17.96 0. 2 televisores.46 - 1.45 RH 2.50 1.40 1.37 - - Hall PA 2 0.09 0.34 2.52 Circulação Gerência 1.04 0.37 0.74 - .33 2.92 - 0.52 kW - Classificação - Não - - B - WC Masc 1 0.37 0.18 0. 2 impressoras Meio Ambiente 2.18 0.19 - - - Não - - WC Fem 1 0.28 - Não 1 ar condicionado 5.37 3.37 - - - Não - - Não - Sim Sim B B - WC Masc 2 0.58 0.34 1 frigobar Sala Café 1.28 - - - Não - - Arquivo RH 0.66 17.09 5.10 9.01 1 datashow.19 - - Vestiário PVA 0.94 70.38 kW 1 ar condicionado 3.28 Sala Gerência 4.28 - Kit Festa 77.52 kW - WC Fem 2 0.92 - - - Não - - 0.62 0.94 1.38 1 impressora. 1 frigobar.66 1 impressora Não - - Comercial 19.64 0.161 2º PISO Setor Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) (potência das lâmpadas +potência dos reatores) Potência instalada em ar condicionado (kW) Potência instalada em computadores (kW) Outros equipamentos Algum equipamento é etiquetado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem? Equipamento com Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE PVA 11.08 1 impressora Não - - Estoque 20.20 0.37 0.58 0.37 5.

162 APÊNDICE V – TABELA DE PONTUAÇÃO PARA O ÍNDICE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO AMBIENTE .

163 APÊNDICE VI – QUESTIONÁRIO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO .

sua contribuição é muito importante.164 Universidade do Vale do Itajaí CTTMar – Engenharia Ambiental Prezado(a) Colaborador. Estamos realizando uma pesquisa sobre o uso energético deste Terminal Portuário. A análise cuidadosa das características quantitativas e qualitativas pode melhor definir o perfil do ambiente que trabalhamos. Portanto. visando identificar os usos da energia e formas de melhorar o desempenho energético. PERFIL DO COLABORADOR A) Idade: ( ) Até 20 anos ( ) 21 a 30 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) Mais de 41 anos B) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino C) Escolaridade: ( ) Fundamental ( ) Médio Incompleto .

quanto a iluminação Artificial (lâmpadas) do setor: Esta é: ( ) excessiva ( ) regular ( ) insatisfatória No que se refere a localização de lâmpadas.165 ( ) Médio ( ) Superior Incompleto ( ) Superior ( ) Pós Graduação D) Tempo em que trabalha na empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) 1 a 2 anos ( ) 2 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) Mais de 10 anos E) Setor/Área em que trabalha: *Térreo ( ) Ambulatório ( ) Almoxarifado ( ) Cozinha/Refeitório ( ) PCS ( ) Vigilância ( ) Vestiário *1º piso ( ) CPD/CFTV ( ) Comercial ( ) *2º piso ( ) PVA ( ) Kit Festa ( ) Estoque ( ) Gerência ( ) RH ( ) Meio Ambiente ( ) Comercial AVALIAÇÃO DO USO E CONSUMO DE ENERGIA 1) Na sua opinião. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? ( ) 8 às 10h ( ) 10 às 13h ( ) 13 às 16h ( )16 às 18h . esta é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim 2) Quanto à iluminação natural do setor  A iluminação natural produz ofuscamento (raios solares atingem o ambiente interno refletindo nos olhos dos funcionários)? (  ) sim ( ) não Em caso afirmativo.

as janelas possuem tamanho adequado em relação a área da sala? (  ) não O local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? (  ) sim ( ) sim ( ) não Você considera que o seu equipamento de trabalho está localizado no local adequado da sala? (  ) não Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? (  ) sim ( ) sim ( ) não Caso positivo. com as portas e janelas abertas é: ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória 5) Quanto à ventilação mecânica do setor (ar condicionado.166 3) Quanto à integração luz natural e artificial no setor  Na sua opinião. este foi devido à insuficiência de conforto visual? ( ) sim ( ) não 4) Quanto à ventilação natural do setor  O corredor que dá acesso à sala é aberto para ambientes externos? (  ) sim ( ) não A ventilação natural dentro da sala. ventilador)  Há ventilação mecânica? (  ) não A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: (  ) sim ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória A localização de ventilador ou ar condicionado é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim .

ar condicionado)  Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: (  ) adequada ( ) regular ( ) ruim Você acredita que a instalação de sistemas de controles pode ajudar no uso racional e eficiente de energia.167 6) Quanto à setorização do setor (divisão e localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? (  ) sim ( ) não A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. economizando energia elétrica? ( ) sim ( ) não 7) Aspectos comportamentais dos colaboradores  Quando saem para o almoço. desliga o computador? (  ) não Você deixa a luz acesa quando sai de um ambiente? (  ) sim ( ) sim ( ) não Quando a ventilação natural é satisfatória. o ventilador e ar condicionado são desligados? ( ) sim ( ) não 8) Importância do gerenciamento de energia  Na sua opinião o gerenciamento da energia é algo importante para a empresa? ( ) sim ( ) não  Caso sua respondeu sim na questão anterior: Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________  Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema “Energia/Consumo de Energia” na empresa em que trabalha? .ventiladores.

você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? ( ) sim ( ) não APÊNDICE VII – CARTILHA DO SGE PARA CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS .168 ( ) sim ( ) não  Com relação à questão anterior.

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