UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Ac: Thayrine Andressa Pereira Leite

Orientador: Camila Burigo Marin, MSc.
Co-orientador: Marcus Polette, Dr.

Itajaí, novembro/2013

UNIVERSID ADE DO V ALE DO IT AJ AÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS
DA TERRA E DO MAR
Curso de Engenharia Ambiental

DIAGNÓSTICO ENERGÉTICO DE UM TERMINAL PORTUÁRIO
LOCALIZADO EM ITAJAÍ-SC COM BASE NA NBR ISO 50001:2011

Thayrine Andressa Pereira Leite

Monografia apresentada à banca
examinadora do Trabalho de
Conclusão de Curso de Engenharia
Ambiental como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do
grau de Engenheiro Ambiental.

Itajaí, novembro/2013

3

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai Osmar (in memorian) e à minha avó Maria Isabel (in
memorian) que não estiveram fisicamente presente ao meu lado durante esta caminhada,
mas que sempre foram minha força para a concretização deste sonho.
Ao meu avô Nilton Pereira (in memorian) que me acompanhou em grande parte desta
trajetória e que sonhou tanto com este momento, assim como eu, mas que partiu cedo
demais.

. meu namorado Marcos. tios e primos. pela oportunidade que me foi dada. incentivo e por despertar em mim o interesse pelas questões energéticas. Ao meu companheiro. por ter sido sempre este anjo de Deus em meu caminho. por terem dividido comigo momentos que jamais esquecerei. Aos amigos que fiz ao longo destes cinco anos. primeiramente pela vida. que é meu bem tão precioso neste mundo. por tudo o que sou. que sempre me encorajou nos momentos difíceis desta caminhada e esteve sempre ao meu lado quando precisei. pelo auxílio e amizade ao longo do estágio realizado. À professora e orientadora Camila Burigo Marin.4 AGRADECIMENTOS A Deus. que me acompanharam nesta trajetória. pelo amor e apoio incondicional que sempre me deram. A todos os meus familiares: avós. pelas palavras de conforto principalmente nos momentos mais difíceis e por sempre terem acreditado no meu potencial. A minha avó Edi. e que foram meu auxílio e companhia em tantos momentos de minha vida. Aos meus pais Valéria e Valdecir. A Engenheira Ambiental Michele Machado Yokoyama e aos funcionários do terminal em que realizei este trabalho. Ao professor e co-orientador Marcus Polette pelo apoio e pelos ensinamentos ao longo deste trabalho. por ser meu refúgio durante esta caminhada e por me dar a inteligência e a paciência necessárias para concluir com êxito este desafio. por ter sempre me colocado em suas orações e por tudo o que até hoje fez por mim. pelo grande ensinamento.

5 “Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades.” Charles Chaplin . lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.

6 RESUMO A energia é um dos principais constituintes da sociedade moderna. Na abordagem energética por área. . a utilização de recursos não renováveis vem gerando inúmeros impactos ambientais. o que demonstra a necessidade de adequação do sistema. se propôs a substituição de óleo diesel comum por biodiesel. o que reduziria 8% das emissões e custos. economia de energia. foi verificado que os valores de consumo registrados pelo software não são medidos em sua totalidade. Porém.9% das emissões.04% como não renovável. Já na abordagem energética detalhada. A busca por fontes renováveis e alternativas de energia e o gerenciamento do consumo energético tem sido estratégias eficazes para minimizar estes impactos e reduzir custos nas empresas. processos e pessoal trabalhando pela organização que significativamente afetem o uso e o consumo de energia desta área. foram obtidos os dados de consumo de energia registrados por medidores conectados a um software de gerenciamento de energia. verificou-se que as empilhadeiras movidas a óleo diesel são responsáveis por 59.96% da energia consumida é elétrica.58% de GLP. De acordo com os dados. O diagnóstico energético realizado permitiu identificar na abordagem global que 67. a sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões energéticas. verificou-se a necessidade de conscientização dos funcionários. a partir da avaliação do consumo de energia e caracterização da matriz energética em uma abordagem global. foram obtidos os dados de instalações.46% proveniente de óleo diesel e 4. O levantamento de dados detalhados possibilitou verificar oportunidades de melhoria nas instalações do Prédio Administrativo. Com relação às emissões de gases de efeito estufa. com base na metodologia de planejamento definida pela NBR ISO 50001:2011. por área e detalhada.96% de fonte renovável e 32. o que caracterizou a matriz energética do terminal como sendo 67. equipamentos. para que utilizem racionalmente a energia elétrica. Como medida de melhoria. em cada área do terminal. e ao longo da história as fontes energéticas têm sido à base do desenvolvimento da humanidade. Palavras-chaves: Gestão energética. de modo que nas últimas décadas levou o governo. tomando como linha de base os dados do ano de 2012. 27. já que foram identificados desperdícios de energia em contribuição da má utilização de equipamentos. Neste sentido. planejamento. como adequações nos acabamentos internos da edificação e aquisição de equipamentos mais eficientes para a redução do consumo de energia. sistemas. o presente trabalho realizou o diagnóstico energético de um terminal portuário localizado em Itajaí-SC. Além das adequações propostas.

The energy diagnosis has allowed to identify that 67. As a way of improving proposed the replacement of diesel oil for biodiesel. On energetic approach detailed informations were obtained from facilities. About the emissions of greenhouse gases. which demonstrates the needs to adequate the system. so that in recent decades has become a growing global concern with these. 27. In addition to the proposed adjustments. However. detailed and per area verification. this work constitutes the diagnostic performance of a port terminal located in Itajaí-SC. planning. In verification of energy area. . so that they use electricity rationally since been identified waste energy resulting from improper use of equipment. Keywords: Energy management. it was found that the diesel powered forklift trucks are responsible for 59. and throughout history the energy sources have been the basis for development of humanity.96% of the energy consumed is electric. society and especially companies to adopt a new stance on energy issues. there is a need for awareness of employees. The search for renewable and alternative energy and energy management has been effective strategies to minimize these impacts and reduce costs in business. leading the government. processes and personnel working for the organization that significantly affect the use and consumption of energy in this area. the use of non-renewable resources has generated numerous environmental impacts.7 ABSTRACT Energy is a major constituent of modern society. systems.96% of renewable and non-renewable as 32.9% of emissions. energy saving. like adjustments to the interior finishes of the building and the purchase of more efficient equipment. In this sense. which reduce emissions 8% and also reduce costs. According to the informations. based on the evaluation of energy consumption and characterization of the energy of the whole terminal in a global. equipment. which aim at improving the energy performance of the building and therefore allow reducing energy consumption. based planning methodology defined by ISO 50001:2011.58% from LPG which characterized the energy matrix of the terminal as 67. taking as baseline data for the year 2012.04%. it was found that consumption values recorded by the software are not measured at all. It was possible to verify improvement opportunities in the Administration Building.46% from diesel oil and 4. was obtained energy consumption registered by meter connected to a software power management in each area of the terminal.

..................................................................1 2 Objetivos ........................................6........................................................ 32 Gestão de energia nas organizações........................................................................... 21 2......4 Energia e emissões de GEE ........................ 21 2.. 34 Metodologia .............................................5......................... 18 1...........................................2 Específicos............................................................1.....................................3 Matriz energética brasileira ......2 Recursos Energéticos Renováveis ....... 21 2.........1.....................4........................................................................1......................................................... 42 3............. 33 2........................................................................... 27 2...................8 SUMÁRIO 1 Introdução............................... 20 Fundamentação Teórica ............................................................................................................1..................................... 19 1...........1 2...............................1 2............2 Matriz energética mundial ..................................................................... 25 2........................................................... 20 1.....1 Geral ........1.......... 44 3....................1 Uso e consumo de energia ........................................................ 44 ......... 24 2................. 32 2................................................6 Política Brasileira de Eficiência Energética.......................5 Políticas de eficiência energética .... 31 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 ........................1 Recursos Energéticos Não Renováveis ..1 3 GHG Protocol...........................1 Energia e recursos energéticos ..................................................................................... 30 2......................................1 Coleta de dados .........................................................................................................................

........................... 60 4...............................5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia ..............6 Objetivos energéticos ..8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo ..................................................3........................1.............................1.................................3............ 120 4.... 58 3.3..............2 Diagnóstico das características do ambiente .............2 Linha de base energética.....................3........3 Definição de indicadores de desempenho energético .....................4 Planos de ação ........................5 Indicadores de desempenho energético ........................................................ 68 4..................................................3.......... 81 4......3...............1.... 77 4..............8.1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados.7 Abordagem Energética por Área ................6 Quantificação de emissões de GEE ............................2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria ........2 Óleo diesel ................................................. 62 4.. 103 4.................................8..........................1..................................3.......1..........................................................3................................................. 59 4............................ 62 4........1 Energia Elétrica ............9 4 3....... 73 4............8..................................... 92 4...1......1.....................1 Requisitos gerais da NBR ISO 50001:2011 ....................2 Identificação de requisitos legais ..........1 Análise do Uso e Consumo de Energia .... 121 4............3.3.........................................4 Caracterização da Matriz Energética..1.................................4 Linha de base energética.............. 62 4................3.............. 91 4................1............................................1.............................. 70 4.3..... 91 4..................................1.................................. 121 4................................ 125 .............................................3 GLP............................................................... 59 4...................... 57 3.............. 58 Resultados e discussão ........................................................................................3 Diagnóstico da percepção dos funcionários ...................3............ 76 4.........................3 Revisão energética ...

....... 149 ........................................................................... 139 5.................7 5 Considerações finais ........................1 6 Planos de ação .................................. 143 Apêndices ................................................................................................................. 141 Referências ...............................................10 4................................................................................................. 127 Recomendações para trabalhos futuros ...................................................................................

...................................Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 ..35 Figura 7 ..........Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008.........66 Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC.........29 Figura 5 .........................................................Etapas do diagnóstico energético................................70 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha.......................................... Armazéns I e II e Prédio Administrativo....................................................... em reais................11 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ............Esquema da Gestão de Energia.......... .....................Empilhadeira de grande porte................................................ ....................39 Figura 10 .........Matriz Energética Mundial em 2008.................. utilizada para movimentação de containers.........................................65 Figura 19 .............64 Figura 17 .........................................................................................Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base.......................................................Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012......... .......................... 26 Figura 2 ........... .....................Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE...........................................Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial................. ...Diagrama conceitual do processo de planejamento.Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho. .........................................36 ....................................68 Figura 23 ............... movida a óleo diesel...................... utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II)..... ...Empilhadeira modelo Maclift............. ............................................. em MWh.........28 Figura 4 ........................Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011........................................................................................................................................................ registrado pela CELESC.........................71 .............47 Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32......................................................... movida a óleo diesel...................63 Figura 16 ....69 Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012......64 Figura 18 .......................Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON......... .................................................51 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário...............Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012..................................................... Figura 8 ..... Reach Staker.......... .......... .............. .............................................67 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC............................. .......Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011.............. ....49 Figura 13 ......................................................43 Figura 11 ..........60 Figura 15 .......... .....27 Figura 3 ...................Empilhadeira elétrica de pequeno porte............................Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo.............. ................................38 Figura 9 ............ ...........68 Figura 24 .................................... ............ ...................... utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers...... ...ano de desativação das câmaras frias............................................34 Figura 6 ..Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC............................................................. ..........................................66 Figura 20 ............................................................................................

71 Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias..81 Figura 35 ............................................... ...................................................................................... com base na quantidade consumida no ano de 2012....... no ano de 2012...12 Figura 27 ........................................... ...... ....................Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo........................ entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. ...................................................................... no ano de 2012.....85 Figura 39 .................................................... em tep..............................................80 Figura 34 ............ ........... .............................................. de acordo com o software Smart 32..... entre os meses de abril e novembro de 2012....................................................73 Figura 30 ...............Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas...........Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012........... ........ em MWh..........................................................89 Figura 46 ...........................75 Figura 32 ........83 Figura 37 ........94 ..........................76 Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global........................................ ........................................................................Custo total do terminal portuário com energia elétrica................. ...............................................Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.........Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON..................84 Figura 38 .......72 Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário.................................Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos............. entre os meses de abril e novembro de 2012............87 Figura 43 .Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON....... .......................................................Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO 2e) no terminal portuário................................ registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012...82 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012....86 Figura 40 ................................................................................................... .......86 Figura 41 ........... ................................................................................................................Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.................88 Figura 44 ........................................................................................................................Consumo de energia elétrica.............87 Figura 42 ..... .........................Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32......74 Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável...88 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32.................... .......................................................................................................................................... .......................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .. .........................................................................................................................................................................Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta...............................Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida....................................... óleo diesel e GLP no ano de 2012......................

.............................................................98 Figura 49 ..................................................................114 Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia............................................................ ..... .Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação.....................................111 Figura 59 ....................................................................................................................................................................Setores do 1º piso do Prédio Administrativo............... propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos.......................................... ........107 Figura 55 ......................... .......................................106 Figura 54 ...............111 Figura 60 .............115 Figura 65 .........................................................................Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham....................................................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo...113 Figura 62 .............................Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo.......................104 Figura 52 .......... ...................................129 Figura 68 ........Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente.........Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia.........................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham......Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo.................................Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente... ......Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham.............. .........................................................................................Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente.... ...115 Figura 64 .................................108 Figura 56 ..............................................Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”.............. ...131 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento...... ....105 Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. .100 Figura 50 .................... com base nas características do ambiente de cada um...... ...........................................96 Figura 48 ........................116 Figura 67 .......110 Figura 58 ... ............109 Figura 57 ...............................Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham............. ..........116 Figura 66 .....................................Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente.............................Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413 .......... ..............136 ................... .........Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham............................................................................................... ..............................................Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa..............................Setores no 2º piso do Prédio Administrativo....................... ................................................................................................Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .............. ..............................................................................................................................................................Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.....................................................13 Figura 47 ............................... ........Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia...............103 Figura 51 .................................................................................................................................112 Figura 61 ........................................

................................................................................................................................................................ 114 Quadro 9 .........................................Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta........... Quadro 5 – Critérios de determinação de significância........................................... – Parte 2.......Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço...................... 22 Quadro 2....52 Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa.... Erro! Indicador não definido...Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1.......... Quadro 4 ....................Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. 118 Quadro 10 ................................................ Erro! Indicador não definido.............................. Recursos Energéticos não renováveis..... Erro! Indicador não definido......... 132 ...............................................Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.............. Erro! Indicador não definido.......Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente..........Recursos energéticos não renováveis – Parte 1............................................ 119 Quadro 11 ......................................................................................................................................................................................................................... 126 Quadro 12 .....................14 LISTA DE QUADROS Quadro 1 ...................................................................................... Quadro 6 – Índice de significância............................Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta............ 46 Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo........... 132 Quadro 13 ..... Quadro 3 ............................................................

69 Tabela 14 . ................................... .............. ................Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC............................................................ ...................................................................................................Índices de reflexão média das cores (refletância)........... 54 Tabela 6 .................Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.............. no ano de 2012.......Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE....................................................................... 93 Tabela 24 ............................................... de 2006 a 2012............................................................Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 ............................................ ................................Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias..................15 LISTA DE TABELAS Tabela 1 ..... ........................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413...........Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas..... 45 Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 ...........................................Abordagem Detalhada. .......................................................... 80 Tabela 22 ........................... 79 Tabela 20 ...................Usos de energia no terminal portuário....................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes......Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente................................... ..............................Abordagem por Área.... ...................... ...... 56 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE.............................. ...............Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário................ ............ 90 Tabela 23 ................. 78 Tabela 19.................................................................................. 56 Tabela 10 .................................Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.....Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 ..................... 72 Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep).... .. 53 Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela............... 62 Tabela 13 ............ ......... ..Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.............................Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada... .. 54 Tabela 7 ..................................... 55 Tabela 8 ................................. tendo como base o GHG Protocol.... 55 Tabela 9 ......................................................................48 Tabela 3 . ...... .............. 50 Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas.......... 77 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol.......... 97 Tabela 26 ....................... ....... ................................................ 78 Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário.............. 74 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global........ 99 .. ....... ..................................... utilizadas no setor TECON............. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012............................................ conforme sua área (a) em relação à parede..................Abordagem Global................ 95 Tabela 25 ......... ..................................................................................................... do teto e do piso............ .........................................................................................................................Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário........... 61 Tabela 12 ..... 79 Tabela 21 .................................

16

Tabela 27 - Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h, 12:30h,
15h e 19:30h no Prédio Administrativo. ...................................................................................... 117
Tabela 28 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do
Prédio Administrativo. ................................................................................................................. 124
Tabela 29 - Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 124
Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio
Administrativo. ............................................................................................................................. 125
Tabela 31 - Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel, tomando como base os
dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012..................................................................... 128
Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo.
..................................................................................................................................................... 134
Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural
nos ambientes do Prédio Administrativo. .................................................................................... 135

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LISTA DE ABREVIATURAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
AEE – Ações de Eficiência Energética
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BEN – Balanço Energético Nacional
FIESC – Federação das Indústrias de Santa Catarina
GEE – Gases do Efeito Estufa
GHG – Greenhouse Gases
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
IDE – Indicador de Desempenho Energético
IEEA – Índice de Eficiência Energética
ISO – International Organization for Standardization
NBR – Norma Brasileira
OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
PA – Prédio Administrativo
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
PCS – Planejamento e Controle de Serviço
PVA – Posto de Vigilância Agropecuária
SGE – Sistema de Gestão de Energia
PIMVP – Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance
TECON – Terminal de Contêineres

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1 INTRODUÇÃO

As fontes energéticas tem sido ao longo da história, a base do desenvolvimento da
sociedade. Nos primórdios da civilização a energia tinha seu custo zero e era obtida a partir
de lenha, basicamente para o aquecimento humano e para as atividades domésticas, como
cozinhar, por exemplo (GOLDEMBERG, 2010). De acordo com Burattini (2008), à medida
que o homem evoluía, o modo com qual o se relacionava com a energia foi transformandose, sempre em direção a um maior conforto e eficiência, seja da pedra lascada à máquina a
vapor. A partir daí, embora as necessidades fossem as mesmas, as transformações
energéticas passaram a ser mais complexas e consequentemente as fontes de energia se
modificaram.
O desenvolvimento da humanidade implicou no crescimento da demanda por
geração de energia e consequentemente no aumento das emissões de gases poluentes
através de atividades industriais, meios de transportes e demais atividades (GUADAGNINI,
2006). Tais características decorrem do padrão de produção e consumo iniciado nos últimos
dois séculos, em que a prosperidade do mundo industrializado foi sustentada pelos
combustíveis fósseis, como o carvão, o petróleo e o gás (WALISIEWICZ, 2008).
O sistema de produção e consumo atual, fundamentado em fontes fósseis, acaba por
colocar em risco os recursos naturais do planeta. O crescente consumo energético
observado a partir da intensificação da atividade industrial e o impacto ambiental em
consequência da utilização de energias não renováveis no mundo levaram o governo, a
sociedade e especialmente as empresas a adotarem uma nova postura diante das questões
energéticas (TACHIZAWA, 2006). Donaire (1999) afirma que as empresas que eram vistas
apenas como instituições com responsabilidades econômicas, ou seja, se preocupavam
estritamente com o que produzir, como produzir e para quem produzir, têm assumido novos
papeis como resposta aos impactos que no ambiente operam.
No âmbito geral, sob o ponto de vista econômico, a gestão ambiental tem se tornado
cada vez mais um importante instrumento gerencial para a capacitação e criação de
competitividade para as organizações, qualquer que seja seu segmento. Estudos realizados
pelo SEBRAE, CNI e BNDE revelam que metade das empresas pesquisadas realizou
investimentos ambientais nos últimos anos, variando cerca de 90% nas grandes a 35% nas
microempresas (TACHIZAWA, 2006).
Dados de uma pesquisa realizada pela FIESC (2011) indicam que parte significativa
das indústrias está desenvolvendo ações internas visando a conservação e o uso racional
de energia, com metas definidas para otimizar a utilização dos insumos energéticos. Esta
realidade sinaliza a preocupação e o interesse das empresas em incorporar programas de

pode-se se estabelecer medidas de melhoria para um gerenciamento energético (SGS. A partir deste panorama. De acordo com a SGS (2013). 2013). Além disto. 1. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. 2007). o qual consiste na necessidade inicial de se planejar o gerenciamento energético de uma empresa a partir de uma metodologia que viabilize a diagnosticar métodos de redução de consumo de energia e elaboração de planos de ação com medidas de melhoria que visem. e a partir deste conhecimento. o que atualmente configura-se como tendência no mundo e especialmente no Brasil. tomando como base os preceitos da NBR ISO 50001:2011. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. A partir do planejamento de um Sistema de Gestão de Energia. Além disto. o presente trabalho visa tornar evidente a importância de se buscar a constante melhoria do nível de desempenho energético de uma organização. além da redução do consumo e de custos. 2007). A avaliação da matriz energética possibilitará então discutir a necessidade de introdução de recursos mais eficientes e o uso de fontes renováveis de energia. a maior parte da eficiência energética de grandes empresas é alcançado através de “mudanças na forma como a energia é gerenciada”. o que consequentemente estimula o meio acadêmico a desenvolver pesquisas mais detalhadas sobre a gestão de energia e consequentemente da avaliação das atuais matrizes energéticas adotadas pelas empresas. A partir da contextualização do tema é possível identificar o problema de pesquisa deste trabalho. e a NBR ISO 50001:2011 auxilia na identificação destas potenciais melhorias. a inserção de fontes de energia alternativas e renováveis na matriz energética organizacional. No âmbito geral. além de gerar reduções significativas nos custos do setor (EVO. forma-se a seguinte pergunta de pesquisa deste trabalho: porque e como planejar a gestão de energia em uma organização? Os benefícios de se planejar a gestão energética em uma organização estão intimamente ligados a melhorias gerais na qualidade e/ou na produtividade das suas operações.1 OBJETIVOS . a fim de contribuir para a disseminação do conhecimento sobre o tema de energia e a conscientização da importância de se trabalhar a favor da sustentabilidade. a gestão dos sistemas de energia nas organizações pode contribuir substancialmente no atendimento às expectativas de sua gestão ambiental. é possível compreender a forma com a qual a energia é utilizada em determinada organização.19 eficiência energética em suas atividades.

2  Específicos Caracterizar a matriz energética e avaliar o uso e consumo de energia do terminal portuário. 1.20 1.  Propor ações que possibilitem a melhoria do desempenho energético do terminal portuário. .  Identificar as áreas de uso significativo de energia do terminal portuário.  Verificar possibilidades de alterações ou melhorias na matriz energética da empresa no sentido de reduzir as emissões de CO2.1 Geral Realizar o diagnóstico energético em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC através da aplicação da NBR ISO 50001:2011.  Analisar a percepção dos funcionários da empresa quanto ao uso e consumo de energia.1.1.

energia nuclear. ou seja. e até mesmo uma árvore queimando é a transformação da energia química em térmica. 1997).1. todos os processos que observamos na natureza nos mostram que a energia está sempre em transformação: o crescimento de uma planta demonstra a energia de radiação do Sol sendo transformada em energia química por meio da formação de células vegetais. De acordo com Abreu. energia térmica. atividade) pode ser amplamente definido como “a capacidade de produzir transformações num sistema”.1 Recursos Energéticos Não Renováveis Segundo Galdino et. o vento é a transformação da energia térmica em cinética. como por exemplo: energia de radiação. Pode-se dizer que são consideradas fontes de energia renováveis aquelas na qual seu uso pela humanidade não causa uma variação significativa nos seus potenciais e se suas reposições a curto prazo são relativamente certas. tais como para o petróleo. energia magnética e energia elástica (GOLDEMBERG. Segundo Burattini (2008). as fontes de energia primárias são aquelas que provêm da natureza na sua forma direta. as fontes de energia podem ser classificadas como fontes primárias ou secundárias.21 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. De modo geral. químicas e biológicas. . 2010). al (2012). já que sua utilização implica em processos irreversíveis e produz resíduos prejudiciais ao meio ambiente. energia mecânica. Já as fontes de energias não renováveis são aquelas as quais suas reposições naturais levam muitos séculos ou milênios para ocorrer. 2. por exemplo) e as secundárias aquelas que passam por algum tipo de transformação até serem utilizadas na forma de energia final. 1997). Oliveira & Guerra (2010). quando recebidas pelo usuário final nos diferentes setores.1 ENERGIA E RECURSOS ENERGÉTICOS O conceito de Energia (do grego enérgeia. dentre todas os recursos energéticos. ou como fontes renováveis ou não renováveis (JANUZZI & SWICHER. energia química. Essa capacidade pode envolver transformações mecânicas. e sua reposição artificial é absolutamente inexequível (JANUZZI & SWICHER.físicas. podendo se manifestar de diversas formas. são consideradas como fontes não renováveis a energia nuclear e a dos combustíveis fósseis. energia elétrica. em processos naturais (como o petróleo bruto e o carvão.

o GLP. 2003). Esta modalidade energética teve sua expansão a partir da década de 1970 como uma resposta dos países mais desenvolvidos ao choque do petróleo (CASTRO. bem como suas vantagens e desvantagens. O aumento do teor de dióxido de carbono atmosférico tem levado muitos especialistas a acreditarem que o aumento da temperatura média terrestre esteja relacionado a este acréscimo de CO2 e de outros gases na atmosfera. graças ao seu reduzido fator de emissão de gases do efeito estufa. a base da economia produtiva mundial de OLIVEIRA. De acordo com Silva et. DANTAS & BRANDÃO. 2003). a energia proveniente de fontes não renováveis foi amplamente utilizada a partir da era industrial. (BRASIL. o do Efeito Estufa. enorme refino. 2013). como: petróleo e derivados.Recursos energéticos não renováveis – Parte 1. Nos quadros 1 e 2 será apresentada uma descrição resumida dos principais recursos energéticos não renováveis. partir da decomposição da matéria energético superior aos demais risco de acidentes durante sua orgânica ao longo do tempo. Fonte: Autora. MARQUES. a emissão de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. dá origem a exploração encontrado nos poros das camadas inúmeros produtos a partir de seu vazamentos. Estes gases foram denominados genericamente como “gases de efeito estufa” e passaram a ser conhecidos mundialmente pela sigla GHG ou “Greenhouse Gases” (SILVA et.. al. como: a gasolina. 2011). A energia nuclear por sua vez. além da preocupação permanente com seu esgotamento. como CO2 importância geopolítica. principalmente com o uso de combustíveis fósseis. Recurso energético não renovável Vantagens Desvantagens Petróleo e seus derivados: Formado a Possui um rendimento calorífico Esgotamento de suas reservas. já que constitui óleo diesel bem como vários tipos (SIQUEIRA. (2003). sendo combustíveis fósseis. a enorme dependência destas fontes no mundo tem ocasionado. 2003). emissão de Gases sedimentares. al.22 De modo geral. carvão e gás natural (HINRICHS & KLEINBACH. 2012). Quadro 1 . Possui uma plástico (SALVADOR & - associado BATISTA à & . surgiu como uma importante opção energética frente à utilização de combustíveis fósseis.

É usada em mais de 400 consumidores e não dependem resíduos. emissão de material (2008) apud ANEEL (2010). pela mineração. elétrica mais utilizada no mundo (41% da produção total). com Emissão de GEE como CO2. estado gasoso à temperatura ambiente e sob pressão atmosférica.. 2010. (SANTOS & efluentes MATAI. 2011). termicamente. que se decompõe. necessita de um sistema óleo combustível ou o carvão em de utilizações comerciais. alto potencial de orgânico denominado querogênio ou matriz energética. degradação 2010). Gás natural: É uma mistura de Combustão mais limpa.) para funcionamento. termelétricas (MMA. 2010). sua exploração contaminação betume. usa utilização de seus rejeitos como grandes quantidades de água finos de xisto. Xisto: Denominado como folhelho Configura-se como uma fonte não Impactos ambientais causados oleígeno. 2013). usina nuclear. 2013). Segundo o IEA sua queima.23 Quadro 2 . Recurso energético não renovável Vantagens Carvão mineral: Formado a partir da Custo relativamente baixo. Urânio: A fissão do átomo de urânio é a Ocupam principal técnica empregada para a pequenas. possui menor custo que a a subterrâneas. o outros. industriais refrigerante é geralmente a água. recurso cujo entre fluido natural (MMA. o carvão particulado mineral é fonte para geração de energia BURATTINI. 2010). resfriamento. 2013). vento. (ANEEL. ou na geração de eletricidade. risco de escassez a médio prazo (ELETROBRAS. alto custo associado centrais nucleares em todo o mundo de aos investimentos em segurança (ELETROBRAS.Recursos energéticos não renováveis – Parte 2. Fonte: Autora. xisto retortado e os para sua exploração. (chuva. 2008). podem ser instaladas operação geração de eletricidade em próximas centros incertezas no gerenciamento de nucleares. xisto). possui a viabilidade a ambientais de mineração. o não seu oferecem Risco de acidentes durante a da (CASTRO. produzindo óleo e gás. alto Sua decomposição poder calorífico (HINRICHS et al. mineração. pode substituir o diesel. altos custos para exploração de petróleo. usinas áreas relativamente aos fatores climáticos etc. o que implica no grande uso pode ser utilizado na geração de deste eletricidade 2013). DANTAS & BRANDÃO. o xisto possui um material convencional.. hidrocarbonetos leves que permanecem menor contribuição de emissões Óxidos no de CO2. em usinas de Nitrogênio. emissão de Gases do da matéria orgânica vegetal que se acumulou no fundo de pântanos durante o Desvantagens extração provoca a áreas de das carbonífero Efeito Estufa (GEE) a partir de (HINRICHS et al. diversificando técnica líquidos para (águas a de mitigação de dos águas impactos .

com fósseis pássaros estética. barragem. embora seu crescimento esteja ocorrendo aos poucos no âmbito mundial (WALISIEWICZ. 2013). al. energias renováveis despesas combustíveis (GOLDEMBERG.. De modo geral. os rios e correntes de água doce (energia hidráulica). remoção populações de locais (GOLDEMBERG (2007) nos apud & LUCON CASTRO. 2010).Recursos Energéticos Renováveis – Parte 1. barreiras à migração facilidade 1978). dos alteração peixes. al. 2010). Em longo prazo as fontes renováveis. poderão – teoricamente – suplantar as fontes convencionais de energia. energia elétrica (GOLDEMBERG. DANTAS & BRANDÃO. citando as principais vantagens e desvantagens associadas à utilização de cada um. com o maior crescimento na economia sobre a velocidade e o regime emprego de turbinas eólicas. aproveitamento Energia potencial dos recursos custo de Desvantagens geração de Alagamento para construção de disponibilidade de barragens. principalmente no Regimes dos rios a jusante. HINRICHS et. Fonte: Autora.1. . a matéria orgânica (biomassa). os quais são considerados fontes não renováveis de energia e causam maior impacto ambiental. as marés e oceanos (energia maremotriz e energia das ondas). 2010). poluição sonora e geração substitui poluição trabalhos de eletricidade. de assoreamento a montante da (MAGALHÃES. Vento (energia eólica): seu É um dos segmentos do mercado requer trabalhos sistemáticos aproveitamento ocorre por meio da de com de coleta e análise de dados conversão da energia do vento. mecânicos ou para como bombeamento d’água (ANEEL. 2003). Brasil é a principal fonte de geração de Brasil. de ventos. o vento (energia eólica). 2008). Recurso energético renovável Vantagens Água (energia hidráulica): Aproveitam Baixo a energia. morte de (GOLDEMBERG.2 Recursos Energéticos Renováveis Nos próximos anos. Os quadros 3 e 4 apresentam uma breve explicação sobre estes recursos. no recursos.24 2. 2010. Quadro 3 . 2011). os recursos energéticos renováveis irão complementar cada vez mais os combustíveis fósseis e a energia nuclear. hídricos para geração de Energia. segundo Walisiewicz (2008) pode-se citar alguns recursos naturais utilizados na obtenção de energia renovável: o Sol (energia solar). para a mundial (SILVA et.

Condições 2011). Fonte: Autora. (GOLDEMBERG. resíduos al. fonte direta Alto processos de confecção energia de solar. Desvantagens de 2008. 2010). (TRUJILLO devido a vasta área ocupada pelos oceanos (TRUJILLO 2011). Energia das ondas: a energia cinética Energia das ondas. 2008. Biomassa: pode ser utilizada como Baixo custo. correntes e marés podem grandes áreas litorâneas podem interferir. & THURMAN. 2008.25 Quadro 4 . e a geração fotovoltaica de energia elétrica (ANEEL. 2011). . relativamente limpa. gasto de energia dos fotovoltaicos na painéis (BURATTINI. Recurso energético renovável Vantagens Sol (energia solar): dentre os vários Energia inesgotável. energéticos de baixa eficiência tipo de energia vem ganhando destaque TRUJILLO & THURMAN. produção de energia elétrica) ou na controle produção (BURATTINI. 2010).Recursos Energéticos Renováveis – Parte 2. climáticas podem conversores & THURMAN. energia PEREIRA. este ser utilizadas (BURATTINI. Utilização de grandes áreas bioenergia (para aquecimento ou para redução para a plantação (HINRICHS et. 2008). 2013). ser utilizadas para mover turbinas. 2010). 2010).. de biocombustíveis nos níveis de de CO2. aproveitamento os mais da usados atualmente são o aquecimento de água obtenção (BURATTINI. GOLDEMBERG. melhor da terra.

solar e geotérmica (1%) (figura 2). a prioridade foi para o carvão mineral. também é possível verificar que dentre as fontes renováveis os combustíveis renováveis são os que têm maior representatividade (10%). em um comparativo entre os anos de 1980 e 2008.2 MATRIZ ENERGÉTICA MUNDIAL Desde a revolução industrial. Segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA. seguidos do carvão mineral e do gás natural. baseada nos combustíveis fósseis. 2011) ainda mostram que. 2010 apud PESSOA. 2010 apud PESSOA. Fonte: (IEA. embora venha crescendo nos últimos anos. mesmo que em passos lentos. De acordo com Filho (2009).26 2. Figura 1 . 2011). o mundo vem utilizando intensamente os combustíveis fósseis para suprir suas demandas de energia. de modo que a oferta de energia mundial continua. Dados da IEA (IEA. 2010 apud PESSOA. De modo geral.Matriz Energética Mundial nos anos de 1980 e 2008. majoritariamente. seguido das fontes de energia hidráulica (2%). eólica. não apresentou modificações estruturais significativas quanto à utilização das fontes energéticas. no século XIX. 2011) a matriz de energia mundial. em 2008 as fontes não renováveis de energia representaram 87% do cenário energético mundial contra apenas 13% das fontes renováveis. no século XX para o petróleo e derivados e no século atual ainda se utilizam como suprimento energético principal o petróleo e derivados. a participação das energias renováveis (figura 1). . por exemplo.

Este cenário leva ao crescimento da produção de bens e consequentemente. à medida que a economia cresce e o poder aquisitivo melhora. a European Wind Association prevê que a energia eólica possa produzir 10% da eletricidade mundial até 2020. Oliveira & Guerra (2010) há uma tendência de aumento no consumo total de energia nos países em desenvolvimento. aumenta a parcela da população com acesso à energia e a outros bens. segundo Goldemberg (1997) apud Abreu. De modo geral. pois.75%. (2003) a capacidade eólica mundial cresceu nos últimos anos. Quanto a perspectivas futuras. Segundo Silva et. Segundo Abreu. ocorra também o aumento da eficiência energética. as novas tecnologias lançadas no mercado mundial. Oliveira & Guerra (2010). al. sofreu modificações importantes quanto à utilização de diferentes fontes . 2. Fonte: IEA (2010) apud PESSOA (2011). aos poucos começam a ganhar boa representatividade. a tendência é que com o desenvolvimento de novas tecnologias. no que se diz respeito a fontes renováveis de energia. em um período de 30 anos (1980 a 2010). a um maior consumo de energia também.27 Figura 2 . a um ritmo anual de 27. Já nos países desenvolvidos.3 MATRIZ ENERGÉTICA BRASILEIRA A matriz de energia nacional. considerando que geradores eólicos já vêm apresentando custos competitivos com as formas tradicionais de geração de energia elétrica. ao contrário do cenário mundial. que antes não lhes eram acessíveis por falta de poder aquisitivo e infraestrutura.Matriz Energética Mundial em 2008.

conforme observado na figura 3 (MME. isto ocorreu em função das políticas estratégicas de incentivo à agroenergia e hidroeletricidade adotadas na década de 1970. Pode-se também identificar claramente. Neste período. um aumento da utilização do gás natural. passando de 8% para 18%. de acordo com as observações realizadas por Silva et al. mas que também possui elevada eficiência energética. Fonte: MME. Figura 3 . O aumento da produção de energia através de hidroelétricas também foi notável neste período. assim como de petróleo e derivados. e de petróleo e derivados de 48% para 38. É possível notar que os investimentos realizados pelo governo brasileiro em programas de incentivo à agroenergia apresentaram bons resultados. que nesta época representava cerca de 80% das necessidades nacionais.6%. as quais tiveram o objetivo de reduzir a dependência do país pelo petróleo importado. . considerando que em 2010 se atingiu uma participação de 14% desta matriz energética. um combustível bem menos poluente que o carvão e o petróleo.Caracterização da matriz energética brasileira nos anos de 1980 e 2011. De acordo com o Ministério de Minas e Energia. (2003). A produção de energia a partir da lenha e carvão vegetal passou de 27% para 9. o Brasil apresentou uma matriz energética distinta da correspondente mundial. Entre os anos de 1980 e 2011. o Brasil também apresentou uma redução significativa na oferta de energia proveniente da lenha e do carvão vegetal. já que a participação dos derivados da cana-de-açúcar cresceu significativamente entre 1980 e 2010. além de manter uma participação elevada das fontes renováveis.7%. já que contou com uma grande utilização de fontes energéticas renováveis.28 energéticas. 2011. 2011).

observou-se nos dados do BEN (2012) que o consumo do setor de transportes em 2011 foi o segundo maior dentre os setores observados (30.8% (figura 4). sendo 38. sendo em 2011 o responsável pelo consumo de 35. entre 2010 e 2011 a participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira chegou a até 88.8% não renovável. na matriz energética brasileira. Considerando que os terminais portuários – objeto de interesse no presente trabalho .Participação de renováveis na Matriz Elétrica Brasileira e Mundial. Quanto à Matriz Elétrica Brasileira. o setor que mais consome energia no Brasil atualmente é o setor industrial. em 2011.1%) e o setor de serviços representou 4.2% renovável e 55. Figura 4 .6% do petróleo e derivados. pode-se considerar que o país está relativamente mais avançado se analisarmos o comparativo com a Matriz Elétrica Mundial. 2012).4% da energia consumida no país. A atual participação dos combustíveis fósseis na matriz energética brasileira é de 54. A maior parte da energia elétrica produzida no país é proveniente de recursos renováveis. a oferta interna de energia foi caracterizada como 44.enquadram-se como setor de transportes e serviços. 10. Fonte: EPE (2012) apud BEN (2012).1% do gás natural e 5. Segundo o Balanço Energético Nacional 2012 (MME.9% da energia no país. 2012). .29 De modo geral.6% do carvão mineral. De acordo com o Balanço Energético Nacional (MME. percebe-se a grande vantagem do Brasil. que se posiciona com uma menor dependência destes energéticos não renováveis e emissores de gases de efeito estufa (MME. 2012). Quando comparado com o valor mundial de 82% de participação dos combustíveis fósseis no mesmo ano.3%.

as mais utilizadas no setor industrial a nível mundial são a GHG Protocol e a ISO 14.9% de redução de emissões.168 GtCO2eq e 1. De acordo com Celupi (2012). através da Lei Federal nº 12. Para o cumprimento das metas estabelecidas em Copenhague. As organizações não têm controle sobre os preços de energia ou sobre as políticas governamentais. cerca de 60-65% das emissões de gases de efeito estufa no mundo são associadas à produção.064-1. . combustíveis estes que contribuem significativamente com as emissões de GEE. respectivamente (CELUPI.259 GtCO2eq. dentre as diversas metodologias que visam padronizar o modo como as empresas devem contabilizar suas emissões. contribuindo consequentemente para a redução do esgotamento de recursos energéticos e emissão de GEE. e que posteriormente foi regulamentada pelo Decreto nº 7. 2013). a matriz energética brasileira é de até 55.1% e 38. De acordo com o autor.30 2.9% das emissões de CO2eq até 2020.8% não renovável. “é necessário o desenvolvimento e a implementação de tecnologias para as novas fontes energéticas e fontes de energia renováveis. O referido Decreto estimou a linha de base de emissões de gases de efeito estufa (1990) e estabeleceu como meta para 2020 uma redução entre 1. Segundo Hall & Lee (2008). com relação às suas emissões de 1990 (CELUPI. Diversas empresas vêm realizando seus inventários de emissões de GEE. sendo 36% pela utilização de combustíveis fósseis derivados do petróleo. Outro fator que leva ao maior consumo de energia elétrica e consequentemente ao aumento das emissões de GEE é o crescimento populacional e o aumento da atividade econômica em todo o mundo. principalmente pelo fato de que uma importante fração da população mundial ainda não tem acesso aos chamados serviços energéticos. o correspondente aos 36. porém elas podem melhorar o modo como gerenciam a energia que utilizam. o governo brasileiro. cenários tendenciais de curto e médio prazo indicam que esta parcela deve continuar significativa. foi instituída no Brasil a Política Nacional sobre Mudança no Clima (PNMC). a fim de que possam estabelecer medidas para a redução de emissões (GHG Protocol.4 ENERGIA E EMISSÕES DE GEE De acordo com WALTER (2007). conversão e consumo de energia. 2012).187 de 29 de dezembro de 2009. Visando melhorar este cenário.1% a 38. realizada em Copenhague no ano de 2009. apresentou metas voluntárias ambiciosas de redução de emissões de GEE: reduzir entre 36. já que a melhoria do desempenho energético pode fornecer benefícios imediatos como a redução de consumo e de custos. 2012).390/2010. durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. entretanto isto pode levar tempo”. De acordo com dados do BEN (2012).

Escopo 3 . estas são classificadas em diretas e indiretas.. o qual possui metodologias para cálculo de emissão para fontes comuns a vários setores. divididas em escopos (Brasil et. As etapas para a realização da quantificação das emissões de GEE são basicamente: (a) coleta dos dados de atividade segundo cada escopo e seleção dos fatores de emissão e (b) aplicação das metodologias de cálculo do Programa Brasileiro GHG Protocol para contabilização das emissões por fontes comuns a quaisquer setores (GHG PROTOCOL. neutralidade política e é baseado em um vasto processo de consulta pública (GHG PROTOCOL.4. juntamente com outras instituições interessadas como empresas. As organizações podem utilizar seus próprios métodos de cálculo de GEE. porém ocorrem em fontes que não pertencem ou são controladas pela empresa. 2013). tanto para emissões diretas quanto para emissões indiretas (GHG PROTOCOL. organizações não governamentais (ONGs). governo e outras conveniadas ao WRI e ao WBCSD. 2013). 2008). veículos da empresa ou por ela controlados. com caráter modular e flexível. através do Programa Brasileiro GHG Protocol. al. 2013).1 GHG Protocol O GHG Protocol foi lançado em 1998 e desenvolvido através de uma parceria entre o World Resources Institute (WRI) com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD). para identificar. Escopo 2 – Emissões Indiretas: contabiliza as emissões de GEE provenientes da aquisição de energia elétrica e térmica que é consumida pela empresa. . O GHG Protocol apresenta uma estrutura para contabilização de GEE. Está em conformidade com as normas da ISO (International Organization for Standardization) e com as metodologias de quantificação determinadas pelo IPCC (GHG PROTOCOL. as quais estão divididas em escopos. etc.Emissões Indiretas: calcula emissões conseqüentes das atividades da empresa. 2013). combustão de caldeiras. A aplicação de um modo adaptado ao contexto nacional do GHG Protocol no Brasil teve inicio em 2008. É a metodologia mais utilizada no mundo por empresas e governos hoje em dia.. os escopos para cálculo das emissões de GEE são divididos em: Escopo 1 – Emissões diretas de GEE: Emissões provenientes de fontes que são controladas ou pertencem à empresa. e que pelo menos que estejam em conformidade com as abordagens do GHG Protocol (BRASIL et al. 2008). De acordo com o Manual Corporativo do GHG Protocol (2013). desde que sejam mais precisos. por exemplo.31 2. quantificar e gerenciar suas emissões de GEE. Para que se possa facilitar a organização do inventário e compreender as fontes de emissão.

2013) eficiência energética pode ser definida pela relação entre a quantidade de energia utilizada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização. seja no aspecto de produção ou uso final da energia. a relação às emissões de gases de efeito estufa. organismos de normalização e organizações ambientais (APCER BRASIL. tais como governos. o tema conservação de energia e eficiência energética começou a ser discutido com maior seriedade na década de 1970. tanto dos desenvolvidos quanto dos que estão em vias de desenvolvimento. al. ou seja. 2011). Decretos. que incentiva a produção e utilização de etanol e .1 Política Brasileira de Eficiência Energética No Brasil. os quais regulamentam e orientam as organizações para uma gestão sustentável dos recursos energéticos.5 POLÍTICAS DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Segundo Ribeiro (2002). Programas. que estão ligados ao tema de eficiência energética e utilização de energias renováveis: Programa Nacional do Álcool (Próalcool). Podem-se citar alguns programas importantes criados no Brasil nos últimos anos.. a melhoria da eficiência energética tem sido incluída nas agendas políticas de vários países. 2011). 2. do transporte e do uso dos recursos energéticos. estudiosos.5. o conforto e o bem estar da sociedade. (ALSSSOP. Nos últimos anos. Leis. após a primeira crise do petróleo. como por exemplo. o conceito de uso eficiente de energia está associado à busca de estratégias ou políticas que minimizem o uso da energia sem conter a produção de bens e serviços. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA. No contexto da “melhoria do desenvolvimento econômico e da inovação”. produtores e fornecedores de energia. Desde então. decorrentes da utilização de recursos não renováveis. 2012). o que demonstra o reconhecimento da essencialidade do tema sob o ponto de vista mundial. 2011 apud FROZZA et. desde suas fontes primárias até seu aproveitamento. o desenvolvimento da tecnologia e da informação. Resoluções e incentivos de modo geral. como a criação de Órgãos. indústria. foram desenvolvidas algumas estratégias para eficiência energética no Brasil por parte do governo. a promoção da eficiência energética se dá a partir da otimização das transformações. Novos requisitos legais e soluções tecnológicas relacionados com energia e eficiência energética estão sendo introduzidos no mercado global por diferentes partes interessadas. prestadores de serviços. a melhoria da eficiência energética foi também um tema muito abordado em diversas reuniões do “G8” e “G20” (APCER BRASIL.32 2.

Através da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) afixada nos produtos. orientando até mesmo a realização de bancos de dados relativos à eficiência energética. lançado no ano de 2013 e que é aplicado de forma voluntária aos veículos leves movidos a gasolina. e de outro. O Plano propõe aos empreendedores de diversos setores da economia a realizarem a gestão energética empresarial nos moldes da NBR ISO 50001. por meio da gestão dos recursos energéticos. 2011). com o uso mais eficiente e o consumo racional da mesma. 2011). conduzido pela Petrobrás (MME.33 da biomassa na forma de bagaço da cana de açúcar. al (2003) mencionam que a minimização dos impactos ambientais decorrentes da utilização dos recursos não renováveis de energia pode ser obtida pela gestão da energia. De um lado. pelo gerenciamento da demanda de energia. Em 2011. de acordo com a eficiência quanto ao consumo de combustível de cada um. Programas de Eficiência Energética (PEE). com vistas ao acompanhamento de atividades e apoio à tomada de decisões.6 GESTÃO DE ENERGIA NAS ORGANIZAÇÕES Silva et. foi aprovado pela Portaria nº 594 o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf (MME. 2. é evidente que a gestão simultânea destas duas abordagens proporcionará resultados ainda melhores ao gerenciamento de energia como . que foi criado para contribuir para a comercialização e utilização de aparelhos com menor consumo de energia. conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e CONPET. Programa PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética) com linha de financiamento do BNDES e Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e Gás Natural. com um aumento percentual da participação das fontes renováveis de energia. é informado ao consumidor no momento da compra. etanol ou GNV. Os fabricantes que optam por participar do programa têm seus veículos classificados de "A" a "E". 2013). pela oferta. 2012). O CONPET (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados e Petróleo e do Gás Natural) instituiu também o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). estando os resultados da classificação disponíveis nas páginas eletrônicas do CONPET bem como nas etiquetas afixadas opcionalmente nos veículos (CONPET. que apresenta as premissas e diretrizes básicas do tema no contexto nacional. o PROCEL (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Contudo. sobre a eficiência energética de cada modelo em uma escala de “A” (mais eficiente) até “E” (menos eficiente) (CONPET. Outro programa de grande relevância no Brasil é o PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem).

como e onde se consome energia. bem como o quanto se consome dela). demonstrando a gestão simultânea das duas abordagens: gestão dos recursos energéticos e gestão do consumo de energia. também conhecida como diagnóstico energético.ISO a norma de Sistema de Gestão de Energia . que corresponde a uma análise energética geral da instalação consumidora. a gestão energética também deve ser vista como um meio de alcançar objetivos de produtividade e de competitividade nas empresas. Para a gestão de energia em uma empresa.6. Sob o ponto de vista organizacional. 1994. dispor de dados para tomar decisões e agir para otimizar e controlar o resultado das ações e investimentos realizados (FERREIRA. e independente do sistema de gestão de energia que venha a ser utilizado.34 um todo.SGE ISO 50001. De acordo com Ferreira (1994) a gestão de energia pode ser realizada em uma organização por diferentes métodos. é necessário conhecer seu consumo energético (por que. Fonte: Ferreira. contabilizar e seguir a evolução do consumo de energia.1 Sistema de Gestão da Energia: NBR ISO 50001 Visando tornar-se um referencial de normalização na eficiência energética.Esquema da Gestão de Energia. A figura 5 apresenta um esquema da gestão da energia. a qual possui como base o modelo de sistemas de gestão de melhoria contínua proposto por Deming (1990) e Juran (1992) - . Figura 5 . foi lançada em 2011 pela International Organization for Standardisation . 2. 1994). a partir da busca constante pela eficiência energética. tanto em aspectos locais como no âmbito global. a sua aplicação deverá sempre passar por uma fase prévia de planejamento.

. Act) também é utilizado em normas muito utilizadas na atualidade. Check. Este modelo. al. incluindo o uso. 2011. Verificar e Agir. planejamento energético. Fazer. Fonte: ABNT. a NBR ISO 50001 é basicamente estruturada em: política energética. 2011). a intensidade e a eficiência energética (ABNT. por exemplo. verificação e análise crítica pela direção. popularmente chamado de ciclo PDCA (Plan. Como se pode observar na figura 6. Figura 6 . Do.Modelo do Sistema de Gestão de Energia para a ABNT NBR ISO 50001:2011. o consumo. (2012). a metodologia proposta por este sistema de gestão norteia os agentes responsáveis nas empresas a administrarem a energia como um recurso controlável.35 Planejar. permitindo que a organizações tomem ações para melhorar seu desempenho energético. A Norma ISO 50001:2011 tem como principal objetivo permitir que as organizações definam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho de energia. De acordo com Frozza et. implementação e operação. como a ISO 9001 (Sistema de Gestão da Qualidade) e ISO 14001 (Sistema de Gestão Ambiental).

Para que se possa implantar a norma e realizar a adequada gestão de energia em uma empresa. 2011). Fonte: Adaptado de ABNT. . é necessário que se faça inicialmente uma análise crítica da situação energética existente a partir de um planejamento de energia (primeira etapa do ciclo PDCA).1. a estrutura da fase de planejamento de energia pode ser dividida em Entrada de Planejamento. estabelecendo objetivos. que de acordo com a NBR ISO 50001 (item 4. 2. Figura 7 . a definição de objetivos e metas. bem como de planos de ação (ABNT.Diagrama conceitual do processo de planejamento. a NBR ISO 50001 sistematiza e reforça as estratégias de gestão energética nas organizações.36 A partir do modelo de gestão proposto. 2011). sejam elas públicas ou privadas. 2011. metas e planos de ação que considerem os requisitos legais e as informações relativas ao uso significativo de energia (ABNT. Revisão Energética e Saídas de Planejamento.1 Planejamento Energético De modo geral.6.4) deve conter uma revisão energética. a elaboração de indicadores. conforme esquema observado na figura 7. de modo que especifica os requisitos para que uma organização possa desenvolver e implementar uma política de energia.

De acordo com Frozza et. o Identificar outras variáveis relevantes que afetem o uso e o consumo de energia. na revisão energética é que são obtidas as informações a respeito da utilização de energia e das instalações de maior consumo. o Determinar o desempenho atual de instalações. b) Com base na análise do uso de energia. processos e pessoal trabalhando pela organização ou em nome dela que afetem significativamente o uso e o consumo de energia. incluindo. de certa forma. o diagnóstico energético refere-se a um estudo mais superficial quando comparado . deve-se identificar as áreas de uso e consumo significativos de energia: o Identificar instalações. sistemas. sistemas e processos que estejam relacionados aos usos significativos de energia. o Analisar o uso e consumo de energia atual e passada. se aplicável. para que posteriormente possam ser identificadas oportunidades de melhoria. Assim. (2012).1 Revisão Energética Segundo a NBR ABNT ISO 50001. a organização deve (ABNT. De acordo com Ribeiro (2002).6. priorizar e registrar oportunidades de melhoria. De acordo com a referida norma. a revisão de energia ou revisão energética é definida como a “determinação do status do desempenho de energia da organização com base em dados e em outras informações que levam à identificação de oportunidades de aprimoramento”.1. Segundo Krause (2002) apud Frozza et. o diagnóstico energético refere-se a um estudo menos detalhado que uma auditoria energética. al. já que se baseia na análise de macro dados. c) Identificar. de uma forma bem sucinta. equipamentos. Para isso. potenciais fontes de energia. De modo geral. uso de renováveis ou fontes de energia alternativas. 2011): a) Analisar o uso de energia com base em medições em outros dados o Identificar as atuais fontes de energia.1. o nome dado pela norma a esta etapa é equivalente.37 2. (2012) diagnóstico energético pode ser definido como a avaliação de todos os sistemas consumidores de energia. al. equipamentos. a um diagnóstico energético. a revisão energética a ser realizada pela organização na etapa de planejamento deve conter uma análise crítica de dados de energia.

. al. Neste sentido. porém pode-se dizer que é apenas uma parte da solução para a problemática energética. Figura 8 . De acordo com Costa. já que esta se caracteriza por um estudo ainda mais rigoroso e minucioso do sistema.. mas é possível dizer ainda que a conscientização dos consumidores de energia também é parte importante no processo de gestão energética. sistemas de ar condicionado. bem como quantificar o que está sendo gasto (FROZZA et al. o uso de tecnologias energeticamente eficientes possui grande importância no gerenciamento de energia. . deve-se realizar a análise do uso e o consumo de energia de modo a qualificar os tipos de energia utilizados na organização. 2012).Etapas do diagnóstico energético. Alvarez (1998) apud Ribeiro (2002) elenca como elementos significativos para avaliação de consumo: sistemas de iluminação. microcomputadores e outros equipamentos. Fonte: FROZZA et. ou seja. Para atender aos requisitos da ISO 50001 é necessário assegurar na revisão energética que as etapas de análise do uso e consumo de energia. Paiva & Santos (2010). 2012. pode-se dizer que uma pessoa bem informada e consciente da importância do uso eficiente de energia tende a evitar ao máximo o desperdício. já que a outra parte desta solução constitui-se do uso eficiente de energia por parte dos consumidores conscientes.38 a uma auditoria energética. Considerando o diagnóstico energético sob o ponto de vista do consumo de energia elétrica. identificação de áreas com uso significativo de energia e identificação de oportunidades de melhoria sejam satisfeitos (figura 8).

já que fornece uma base de dados para um período de tempo especificado. al. (2012).1.6. 2007. De acordo com Frozza et. Fonte: EVO.. 2011) a linha de base energética pode ser vista como uma referência quantitativa para que se possa verificar o “antes” e o “depois” da implementação de melhorias de eficiência energética. A linha de base é utilizada como referência para comparação do antes e depois de melhorias realizadas.1. al.Exemplo de histórico de consumo de Energia em uma linha de base.39 De modo geral. 2012). a análise realizada na etapa de diagnóstico energético possibilitará a criação de uma linha de base para monitoração dos setores consumidores de energia. Figura 9 .2 Linha de Base Energética Com base na NBR ISO 50001 (ABNT. de modo que as alterações no desempenho energético da organização que vierem a ocorrer após a execução de planos de ação devam ser sempre comparadas à linha de base. a linha de base energética pode depender de cada processo e de cada instituição que adere à NBR ISO 50001. A linha de base configura-se como uma referência para que se possa verificar o antes e depois da implementação de ações de melhoria de desempenho energético (FROZZA et. . A figura 9 apresenta um exemplo de histórico de consumo de energia em uma linha de base. 2.

40

2.6.1.1.3 Indicadores de Desempenho Energético

O indicador de desempenho de energia é definido como “o valor ou a medida
quantitativa do desempenho de energia conforme definido pela organização” (ABNT, 2011).
Ainda de acordo com a norma, na fase de Planejamento da mesma, a organização deve
identificar os indicadores apropriados para monitoramento e medição de seu desempenho
energético.
A NBR ISO 50001 não estipula a metodologia para determinação dos IDE’s, porém
estabelece que os indicadores utilizados pela organização devam ser registrados, mantidos,
regularmente atualizados e comparados à linha de base energética estabelecida.
De acordo com Ferreira (1994) os indicadores energéticos podem ser divididos em
macroindicadores e microindicadores. Segundo o autor, os macroindicadores são utilizados
quando destinados a medir a eficiência energética de uma região ou país, enquanto os
microindicadores são utilizados para medir a eficiência de uma empresa, edifício ou
habitação, por exemplo.
Segundo Saidel, Favato e Morales (2005) apud Frozza et. al. (2012), os indicadores
energéticos são pouco explorados como ferramenta para gestão energética no Brasil. Por
este motivo, Frozza et. al. (2012) propuseram o estabelecimento de indicadores, como por
exemplo:

CMF (Índice de Consumo médio Mensal por Funcionário): permite

caracterizar o perfil de consumo por número de colaboradores.

De acordo com Gestal (2000) apud Ribeiro (2002), outro item que constitui um
indicador de desempenho energético é o fator de carga, que mede a eficácia e eficiência de
aproveitamento da energia elétrica em uma instalação. Segundo a CELESC (2012), o fator
de carga pode ser definido como um índice que demonstra se a energia consumida está
sendo utilizada de maneira racional e econômica, sendo um indicador que varia de zero a
um e que exprime a “relação entre a energia ativa consumida num determinado período de
tempo e a energia ativa total que poderia ser consumida, caso a demanda medida do
período (demanda máxima) fosse utilizada durante todo o tempo”.
Pode-se citar também o fator de potência como um indicador de desempenho
energético, já que, de acordo com a CELESC (2012) o fator de potência mostra como a
energia é utilizada pelos equipamentos, sendo um índice que demonstra que quanto mais

41

próximo de 1, melhor a energia está sendo aproveitada pelos equipamentos. Segundo
CELESC (2012) um baixo fator de potência pode oferecer riscos às instalações, como:
variações de tensão que, podem ocasionar a queima de equipamentos; perdas de energia
dentro de sua instalação; redução do aproveitamento da capacidade dos transformadores;
condutores aquecidos; e diminuição da vida útil da instalação.
De acordo com Ferreira (1994), no setor de transportes, também podem ser
utilizados indicadores de desempenho de energia que permitam avaliar o consumo de
combustível, como por exemplo, um indicador que avalie o consumo médio de gasolina por
veículo, a ser determinado pelo quociente entre o consumo total de gasolina e o número de
veículos movidos à gasolina.
Com relação aos indicadores de desempenho energético, o sistema de Medição e
Verificação do Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance (PIMVP)
desenvolvido pela Organização para Avaliação de Eficiência (EVO), internacionalmente
reconhecido por sua metodologia para monitoramento de um SGE, não realiza nenhuma
determinação sobre quais devem ser utilizados, deixando sob responsabilidade do
engenheiro que faz o gerenciamento energético da organização a determinação destes
indicadores, assim como a NBR ISO 50001:2011, que não define os indicadores a serem
utilizados (LEITE, 2010 apud FROZZA et al., 2012).
Para a elaboração de indicadores de desempenho energético, deve-se levar em
conta o conceito de eficiência energética aplicado às edificações, visto que, conforme
Lamberts (1997) apud Caldeira (2011) “um edifício é mais eficiente energeticamente que
outro quando proporciona as mesmas condições ambientais com menor consumo de
energia”. Segundo Caldeira (2011), tais condições ambientais são alcançadas através de
medidas de projeto que visam reduzir o consumo de energia voltado para os sistemas
consumidores de energia e a envoltória da edificação1.
Projetos que visem maior eficiência energética têm como consequência, melhorias
no desempenho energético, conforto térmico e lumínico da edificação (CALDEIRA, 2011).
Ainda de acordo com Pereira & Souza (2005), o uso de cores com altos índices de reflexão
em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de
iluminação, podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente
sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz.
Para Carvalho (2009), a melhoria do desempenho de edificações com a utilização de
técnicas passivas e com baixo consumo de energia, torna-se imprescindível. Com base
nesta afirmativa, entende-se que o estabelecimento de indicadores que demonstrem a
1

Envoltória da edificação: são planos externos da edificação, compostos por fachadas empenas,
cobertura, brises, marquises, aberturas, assim como quaisquer elementos que os compõem (BRASIL,
2009 apud Caldeira, 2011).

42

eficiência de uma edificação pode também ser a base a proposta de melhorias que
viabilizem a redução do consumo de energia.

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada em um terminal portuário localizado em Itajaí-SC, que não
teve seu nome divulgado neste trabalho para atender suas normas de privacidade e
preservar sua identidade perante o mercado. Dentro dos limites da organização, o
diagnóstico energético com base na NBR ISO 50001:2011 foi realizado considerando os
usos de energia nas seguintes áreas: Terminal de Contêineres (TECON), Armazéns e
Prédio Administrativo, este último no qual se desenvolveu um diagnóstico energético
detalhado, com a avaliação mais abrangente de suas instalações, conforme interesse
apresentado pela organização e visando obter subsídios para a proposta de ações de
melhoria.
A empresa possui certificação do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) ISO 14001,
que visa atender à Portaria nº 104/2009 da Secretaria Especial dos Portos, a qual instituiu a
obrigatoriedade da adoção de um SGA em portos e terminais. O SGA implantado no
terminal portuário desde 2009 visa o atendimento à legislação aplicável, o monitoramento e
o controle de suas operações, sempre buscando a melhoria contínua de suas atividades e a
minimização dos impactos ambientais a elas relacionados.
Deve-se destacar que dentre os aspectos ambientais significativos identificados pela
empresa em seu SGA, listou-se o consumo de energia. A partir destas considerações, a
empresa identificou em seus últimos Relatórios de Auditoria Interna da ISO 14001 a
necessidade de se gerenciar o uso de energia em seus processos e setores e propôs então
a elaboração do presente trabalho.
A execução deste trabalho contou com a utilização dos conceitos e das metodologias
definidas pela norma ABNT NBR ISO 50001:2011. É importante destacar que não foram
aplicados todos os requisitos da norma, já que se trata de um diagnóstico inicial do SGE de
uma organização, visando identificar possibilidades de melhorias no desempenho energético
que poderão contribuir com a redução de custos na empresa bem como com a redução das
emissões de GEE, já que este é um dos principais impactos do consumo de energia.
A

figura

10

a

seguir

apresenta

o

roteiro

metodológico

deste

trabalho.

43

Figura 10 - Sequência metodológica de desenvolvimento do trabalho.

Fonte: Autora.

Inicialmente se realizou a caracterização do terminal portuário, com a definição do
escopo e das fronteiras do sistema de gestão energética, para que assim se pudesse
realizar o planejamento energético através do diagnóstico energético de suas instalações. O
escopo e as fronteiras do SGE foram definidos juntamente com os responsáveis do terminal
devido à necessidade de fornecerem informações, considerando o interesse técnico
envolvido.
Após a definição do escopo, foi estabelecida uma política energética para a
organização com o apoio da alta direção, que declara o comprometimento da organização
para atingir a melhoria de seu desempenho energético e que direciona a organização à
futura implementação de um SGE.
Visando identificar o atual desempenho energético da organização foi definido um
processo de planejamento energético atendendo a NBR ISO 50001:2011. Dentro deste
processo, foram definidas as seguintes etapas: identificação de requisitos legais e outros,
desenvolvimento da revisão energética, estabelecimento da linha de base, identificação de

44

indicadores de desempenho energético e o estabelecimento de objetivos e planos de ação
para a gestão de energia.
Na etapa de revisão energética realizou-se a identificação e avaliação do uso e
consumo de energia do terminal portuário (atual e passado), com base na coleta de dados
técnicos das instalações, equipamentos, sistemas e processos. Foram objetos de estudo as
faturas de energia elétrica, manuais de equipamentos, observação das pessoas trabalhando
e condições físicas das instalações, equipamentos e máquinas. Parte destas informações foi
fornecida pelos responsáveis pelo setor de meio ambiente, manutenção e TECON da
organização em estudo, e parte foi coletada em visitas de campo e através de pesquisas na
literatura existente.

3.1 COLETA DE DADOS

3.1.1

Uso e consumo de energia

O diagnóstico do uso de energia no terminal portuário em estudo foi realizado a partir
da identificação das fontes de energia utilizadas em todos os setores da empresa,
verificando para quais fins são utilizadas. Para tal identificação, foi realizada uma visita a
todas as instalações da empresa, entrevista com os funcionários e registro fotográfico das
áreas de uso de energia. Com a identificação das atuais fontes energéticas, verificou-se se
estas provêm de recursos renováveis ou não renováveis de energia, através de pesquisa.
A partir da identificação das fontes de energia utilizadas na empresa e como estas
são utilizadas na organização, foram coletados os dados relacionados ao consumo das
mesmas. A avaliação do consumo de energia nas instalações do terminal portuário foi
realizada a partir dos três níveis de abordagem energética propostos por Ferreira (1994):

Nível 1 (Abordagem energética global): neste nível foram coletados e
avaliados dados relacionados ao consumo de energia total da organização
(macrodados);

Nível 2 (Abordagem energética por área ou setor produtivo): foram
coletados e avaliados os dados de consumo energético dos grandes setores
da empresa – TECON, Armazéns e Administrativo;

Nível 3 (Abordagem energética detalhada): em uma abordagem mais
aprofundada, foram coletados e avaliados os dados do setor que apresentou
maior potencial para execução de melhorias.

45

3.1.1.1 Abordagem Energética Global – Nível 1

Nesta etapa, os dados foram coletados e analisados de forma macro, ou seja dados
relacionados ao consumo total da organização, sendo realizada a partir de documentos e
registros internos do terminal portuário, para que posteriormente fossem elaborados os
indicadores de desempenho energético (IDE’s) em uma abordagem global.
A tabela 1 apresenta quais informações foram coletadas, o período a qual se
referem e através de quais fontes as mesmas foram obtidas.

Tabela 1 - Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 1 - Abordagem
Global.
Dados para Abordagem Energética Global – Nível 1

Período de dados

Fonte de dados

Consumo de energia elétrica (kWh)
total, em horário de ponta (p) e fora de
ponta (fp)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Demanda de energia elétrica (kW) em
horário de ponta e fora de ponta

Jan/2012 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

TERMINAL
PORTUÁRIO

Custo com energia elétrica (R$)

Jan/2005 a Dez/2012

Faturas de energia elétrica

Consumo (ton) e Custo (R$) de GLP

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de GLP

Consumo (m³) e Custo (R$) de Óleo
diesel

Jan/2012 a Dez/2012

Planilhas de controle de
abastecimento de Óleo Diesel

Número médio de funcionários

Jan/2012 a Dez/2012

Setor de RH

Área útil da empresa (m²)

-

Licença Ambiental de
Operação

Fonte: Autora.

3.1.1.1.1 Identificação das áreas de uso significativo de energia

Para atender à NBR ISO 50001:2011 que solicita a identificação das áreas de uso
significativo de energia, realizou-se a classificação das fontes energéticas utilizadas em todo
o terminal portuário a partir dos seguintes critérios: Econômico, Impacto na produção,
Requisitos Legais e Outros, de acordo com a metodologia proposta por Celupi (2012) que
utilizou critérios de determinação de significância (quadro 5).

2013).Critérios de determinação de significância. Médio: A qualidade da energia2 empregada pode causar efeitos na produção como perda de energia. 2 Qualidade de energia pode ser entendida como o grau no qual tanto a utilização quanto a distribuição de energia elétrica afetam o desempenho dos equipamentos elétricos (MARTINS. . Alto: O custo com energia representa mais de 10% do lucro bruto da organização. Baixo: A qualidade da energia empregada não pode causar impactos na produção. Índice Análise <5 Uso não significativo: a organização deve manter controles operacionais relacionados ao uso e consumo de energia. BONAN & FLORES. Médio: Existem outros requisitos relacionados ao uso ou consumo de energia. Médio: O custo com energia representa de 5% a 10% do lucro bruto da organização. Fonte: CELUPI. Fonte: CELUPI.46 Quadro 5 . Pontuação 1 Econômico 2 3 1 Impacto na produção 2 3 1 Requisitos Legais e Outros 2 3 Critério Baixo: O custo com energia representa menos de 5% do lucro bruto da organização. Baixo: Não existem requisitos legais ou outros relacionados ao uso ou consumo de energia. Alto: Existem requisitos legais relacionados ao uso ou consumo de energia. perda de tempo ou queima de equipamento sem ocorrer parada significativa da produção. 2012. 2012. ≥5 Uso significativo: a organização deve adotar ações de melhoria relacionadas ao uso e consumo de energia de forma a diminuir sua significância. Quadro 6 – Índice de significância. Estabeleceu-se que os índices maiores ou iguais a cinco representam as áreas de uso significativo e a organização deve proceder conforme apresentado no quadro 6. Alto: A qualidade da energia empregada pode causar parada significativa da produção.

2013). sobre as quantidades de energia elétrica e combustíveis consumidas pelo terminal portuário. dentro dos limites utilizados para o diagnóstico energético. sendo internacionalmente reconhecida e muito utilizada por empresas e governos de todo o mundo (GHG PROTOCOL.Ferramenta do Programa Brasileiro GHG Protocolo para cálculo de emissões de GEE. é apresentada a seguir uma imagem ilustrativa da ferramenta utilizada. de acordo com cada modalidade de emissão identificada: Escopo 1: emissões diretas móveis e estacionárias Escopo 2: emissões indiretas.2 Quantificação das Emissões de GEE associadas ao consumo de energia Com base nos dados obtidos na Abordagem Energética Global.1.1. Optou-se por esta ferramenta. . realizouse o cálculo das emissões de GEE decorrentes deste consumo através da aplicação da metodologia de quantificação do GHG Protocol. Figura 11 . A contabilização das emissões foi realizada pela própria ferramenta GHG Protocol a partir da inserção dos dados. nas quais foram consideradas as emissões decorrentes do consumo de energia elétrica.47 3.1. realizou-se a identificação das fontes de emissão de GEE relacionadas ao consumo de energia da organização. 2013. pois a mesma permite compreender e quantificar os GEE gerando resultados consistentes e precisos. Fonte: GHG Protocol. Para quantificar as emissões de GEE de acordo com o GHG Protocol. Para auxiliar no entendimento do desenvolvimento das estimativas de emissões.

2 Abordagem Energética por área – Nível 2 A caracterização do consumo de energia por área foi realizada a partir da coleta de dados que retratam o uso desta energia nas grandes áreas existentes no terminal portuário: TECON. Conforme apresentado na tabela 2. Dados para Abordagem Energética por Área – Nível 2 TECON Fonte de dados Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Abr/2012 a Dez/2012 Gerência TECON Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 Software SMART 32 Número médio de funcionários Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil do PA (m²) - Projeto Arquitetônico Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica 3 Número de containers reefer armazenados ARMAZÉNS I e II Período de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica PRÉDIO ADMINISTRATIVO Fonte: Autora. Foram então obtidos os seguintes dados (tabela 2): Tabela 2 – Dados quantitativos coletados para a Revisão Energética Nível 2 .Abordagem por Área. Os dados foram coletados para a posterior elaboração de indicadores que permitam analisar o consumo de energia em cada tipo de área.1. Armazém (I e II) e Administrativo. 3. 2013). .1. os mesmos foram comparados graficamente de acordo com cada fonte de emissão. os dados de consumo de energia elétrica foram obtidos a partir da consulta ao Software Smart 32. um software de supervisão e 3 Container reefer: equipamento refrigerado para o armazenamento de cargas perecíveis (DEPOTRANS.48 Com base nos dados de emissões calculados pela ferramenta GHG Protocol.

Com base nos dados registrados pelo Software Smart 32 entre abril e novembro de 2012. . Figura 12 – Exemplo de Relatório Diário de demanda/consumo de energia elétrica emitido pelo software Smart 32.49 gerenciamento de energia elétrica instalado nos painéis elétricos do terminal portuário e que desde abril de 2012 realiza o monitoramento constante do consumo de energia elétrica nas três grandes áreas do terminal.Abordagem por Área. É importante destacar que os dados de energia elétrica das três áreas avaliadas referentes a dezembro de 2012 não foram obtidos considerando que neste período ocorreram problemas técnicos no próprio sistema e que impossibilitaram a confiabilidade dos dados. foram estabelecidos os indicadores de desempenho energético (IDE’s) para a avaliação do consumo de energia elétrica no nível 2 . Os dados de demanda de energia por área (kW) para cálculo do fator de carga também não foram obtidos devido a problemas técnicos do software Smart 32. A figura 12 a seguir apresenta o modelo de relatório diário de demanda/consumo de energia emitido pelo software de gerenciamento de energia elétrica. Fonte: Gestal. 2012.

1º e 2º piso). Dados para Abordagem Energética Detalhada – Nível 3 PRÉDIO ADMINISTRATIVO Período de dados Fonte de dados Consumo (kWh) e Custo (R$) de energia elétrica Abr/2012 a Nov/2012 SMART 32 Potência total instalada (W) por setor - Equipamentos elétricos Iluminância média (lux) por setor - Medições/Luxímetro Número médio de funcionários por setor Abr/2012 a Nov/2012 Setor de RH Área útil (m²) - Projeto Arquitetônico Fonte: Autora. e como uma opção estratégica da empresa. o terminal portuário identificou a área de sua preferência dentre as áreas abordadas no Nível 2. por possuir maior potencial para execução de melhorias. O setor de interesse identificado pela alta direção foi o Prédio Administrativo. que foram repassados pelo setor de Meio Ambiente e TECON. A abordagem energética detalhada foi inicialmente realizada a partir da coleta de dados quantitativos. Quanto aos dados de potência . Os dados de consumo e custo de energia do Prédio Administrativo se referem aqueles apresentados na Abordagem Energética por Área.Abordagem Detalhada. conforme apresentado na tabela 3: Tabela 3 .3 Abordagem Energética detalhada – Nível 3 Para a realização da Abordagem Energética detalhada.Dados coletados para a Revisão Energética Nível 3 .1. que por sua vez recebeu então uma abordagem mais detalhada sobre as variáveis que afetam o uso e o consumo de energia. 3. os mesmos foram registrados em planilhas mediante o uso do Sofware Excel.1. e seu diagnóstico energético ocorreu considerando todos os ambientes existentes. Após a obtenção dos dados. O Prédio Administrativo possui três pavimentos (Térreo.50 Os dados relativos ao consumo de outras formas de energia nas áreas abordadas (Diesel e GLP) foram obtidos através de planilhas de controle de abastecimento mensal de equipamentos e máquinas.

através dos manuais dos equipamentos e pesquisa bibliográfica. a fim de verificar se os resultados obtidos para cada ambiente atendem aos níveis mínimos exigidos pela referida Norma. As medições de iluminância foram realizadas com o auxílio de um luxímetro digital da Marca Minipa calibrado (figura 13). . com base nas orientações da NBR ABNT 5413/92 (ABNT. Fonte: Autora.Luxímetro da marca Minipa modelo MLM-1011 utilizado para medição de iluminância nos setores do Prédio Administrativo. 1992). foram realizados diagnósticos mais detalhados que permitissem avaliar o desempenho energético dos setores existentes no Prédio Administrativo: (a) diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados. Figura 13 .51 total instalada por setor foram obtidos através de visita técnica e consulta para registro dos equipamentos elétricos existentes e posterior verificação dos dados de potência de cada um. em um plano horizontal a 75 cm do piso. foram realizadas medições de iluminância nos setores existentes. atendendo as orientações da NBR utilizada. (b) diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia e (c) diagnóstico das características do ambiente. Com base nos dados obtidos (tabela 3). Medições de Iluminância por setor: Para melhor analisar as condições de iluminação dos ambientes do Prédio Administrativo.

Cor do piso (Escura) (Média) (Clara) 3. a ENCE é a etiqueta criada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem para classificar de "A" a "E" os equipamentos elétricos. Área da janela com relação à parede Pontuação (Sul) (Oeste) 1 2 (a≤30%) (30>a≤50%) (Leste) (Norte) 3 4 (50%<a<70%) 1 2 3 (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 4.Orientação geográfica da janela 2. 1 2 (Não atende à NBR 5413) 0 (Não) 0 (Não) 0 3 (Atende à NBR 5413) 1 (Sim) 1 (Sim) 1 . ou seja. Quadro 7 – Critérios e pontuação atribuída aos setores analisados no Prédio Administrativo. e consequentemente são variáveis que afetam o consumo de energia. Ventilação cruzada 8. cor da parede e existência de janelas. para que posteriormente sejam identificadas possibilidades de melhoria. para obtenção do Índice de Eficiência Energética de cada ambiente do Prédio Administrativo (IEEA). por exemplo.52 Diagnóstico de equipamentos elétricos utilizados: A partir do levantamento dos equipamentos instalados no Prédio Administrativo. Diagnóstico das características do ambiente: Observações sobre as características de cada ambiente de trabalho do Prédio Administrativo foram realizadas. Cor do teto (Escura) (Média) (Clara) 1 2 3 5. para que posteriormente se pudesse definir um Índice de Eficiência Energética para cada ambiente (IEEA) quanto aos aspectos de iluminação e ventilação dos mesmos. Critério 1. O Índice de Eficiência Energética proposto visou classificar os ambientes conforme suas características construtivas. Existência de persianas Fonte: Autora. conforme apresentado no quadro 7 a seguir. De acordo com o INMETRO (2013). Tais aspectos interferem diretamente na iluminação ou na ventilação do ambiente. bem como dados de marca e modelo. com a identificação da potência de cada um. foi verificado se os mesmos possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou estão inclusos na lista de equipamentos certificados pelo PROCEL. como: cor do piso. conforme mencionado por Pereira & Souza (2005). Sendo assim. Cor das paredes 6. cor do teto. Já o Selo PROCEL é fornecido aos equipamentos mais eficientes de cada categoria. aqueles classificados com etiqueta “A”. Iluminância média medida 7. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente analisado.

(2005). Orientação geográfica das janelas Pontuação atribuída Norte 4 Leste 3 Oeste 2 Sul 1 Fonte: Autora. mesmo quando na ocorrência de céu encoberto. atribuiu-se uma pontuação para cada ambiente que leva em consideração a orientação geográfica das janelas (tabela 4). Foram obtidos os dados de área das janelas e estes foram comparados com a área da parede onde cada janela está localizada. embora em momentos diferentes do dia. Área da janela com relação à parede De acordo com Ghisi et al. as fachadas voltadas para o oeste recebem sol pela tarde. Tabela 4 – Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à orientação geográfica das janelas. Enquanto as fachadas voltadas para o leste recebem sol pela manhã (do nascente ao meio-dia). gerando assim as proporções de áreas . Mascaró (1986) afirma que as orientações leste e oeste têm características similares em termos e insolação. maior a incidência de luz natural e menor a necessidade de iluminação artificial para a execução das tarefas. “porque recebem sol no período do dia em que a inércia térmica proveniente da noite anterior (frescor noturno) já foi vencida”. A pontuação atribuída aos ambientes do PA quanto à área da janela (tabela 5) levaram em consideração a importância do aproveitamento da iluminação natural em um ambiente. “janelas amplas podem proporcionar níveis mais altos de iluminação natural e melhor vista para o exterior”. a orientação norte apresenta as melhores condições de iluminação para regiões do hemisfério sul. ambientes voltados para o oeste tendem a ser mais quentes do que os voltados para leste. Segundo Mascaró (1986). quando as janelas estão voltadas para as regiões do céu onde o sol faz sua trajetória. tende-se a reduzir a necessidade de iluminação artificial de um ambiente. De acordo com a mesma autora. sendo norte a orientação geográfica que apresenta as melhores condições. tendem a receber intensidades luminosas maiores e por períodos mais longos do dia. partindo do pressuposto que quanto maior o tamanho das janelas. oeste e sul.53 Orientação geográfica das janelas De acordo com Clau (2010). seguida de leste. e com maior índice de iluminação natural. apesar de receberem o mesmo número de horas de sol. Partindo deste princípio.

Classificação Clara Média Escura .54 menores ou igual a 30%. Cor Branco teórico Branco de cal Amarelo Amarelo limão Verde limão Amarelo ouro Rosa Laranja Azul claro Azul celeste Cinza neutro Verde oliva Vermelho Azul turquesa Púrpura Violeta Preto Preto teórico Refletância média [%] 100 80 70 65 60 60 60 50 50 30 30 25 20 15 10 05 03 00 Fonte: Adaptado de Rodrigues. Tabela 6 . Tabela 5 – Pontuação atribuída por janela. conforme sua área (a) em relação à parede. média ou escura. visando identificar possibilidades de melhoria (tabela 6). Cor das paredes/teto/piso De acordo com Pereira & Souza (2005). entre 30 e 50% e entre 50 e 70% em comparação com área da janela. o uso de cores com altos índices de reflexão em edificações é capaz de melhorar significativamente o rendimento de um sistema de iluminação. podendo-se até mesmo aumentar o nível de iluminamento geral do ambiente sem a necessidade de aumentar o fluxo luminoso das fontes de luz. Visando estabelecer uma pontuação adequada para cada ambiente do PA. 2002. foram observados os índices de reflexão média das cores para categorizá-las como clara. Área da janela (a) com relação à parede Pontuação atribuída para cada janela a≤30% 1 30>a≤50% 50%<a<70% 2 3 Fonte: Autora.Índices de reflexão média das cores (refletância).

do teto e do piso. conforme apresentado na tabela 8. a minimizar os efeitos do ofuscamento produzido pela iluminação natural. conforme as cores de paredes. Iluminância média em comparação com a NBR 5413 A partir da verificação da iluminância dos ambientes com base nas medições realizadas e comparação com os níveis mínimos estabelecidos pela NBR 5413. A pontuação atribuída para a existência de persianas consta na tabela 9. Existência de persianas Para compor o Índice de Eficiência Energético do Ambiente (IEEA) considerou-se também a existência ou não de persianas no ambiente. Tabela 7 . as persianas configuram-se como uma estratégia eficiente para a redução da iluminância excessiva proveniente da abóbada celeste e do Sol. . bem como do calor. Tabela 8 . de acordo com Garrocho (2005). Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Clara 3 Média 2 Escura 1 Fonte: Autora.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à cor das paredes. já que este utensílio auxilia. foram atribuídas as pontuações pertinentes.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto ao atendimento à NBR 5413. teto e piso dos ambientes analisados (tabela 7). Para Garrocho (2005). os mesmos foram avaliados foram pontuados em caso de atendimento à NBR.55 Tomando como referência os dados de refletância definidos por Rodrigues (2002). Cor das paredes/teto/piso Pontuação atribuída Não atende à NBR 5413 0 Atende à NBR 5413 1 Fonte: Autora.

são teoricamente aqueles com maior prioridade para melhorias. o aproveitamento da ventilação natural é também considerado por Jones (2001) como uma forma de se reduzir o consumo de energia. B (com pontuação maior que 1. Tabela 10 . Ventilação cruzada A ventilação natural possibilita a renovação do ar de um ambiente.0. . Ao mesmo tempo.0 e menor ou igual a 2. A pontuação atribuída de acordo com a existência ou não de ventilação cruzada está apresentada na tabela 10. Para melhor discutir os dados de IEE obtidos.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de ventilação cruzada. Sendo assim. Persianas Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. A partir do registro das características de cada ambiente do PA.56 Tabela 9 . com pontuação menor ou igual a 1.0). Os níveis C. os mesmos foram classificados em três Níveis: A (com pontuação maior que 2.Pontuação atribuída aos setores do prédio administrativo quanto à existência ou não de persianas nas janelas. já que se reduz diretamente o uso de sistemas de ventilação mecânica e ar condicionado. e a velocidade do ar sobre as pessoas é fundamental para o alcance do conforto térmico. conforme mencionado por Andreasi & Versage (2012). para uma prévia caracterização dos ambientes do PA quanto à ventilação natural considerou-se o critério de existência ou não de ventilação cruzada para elaboração dos indicadores de eficiência energética do ambiente (IEEA).0) e C. Ventilação cruzada Pontuação atribuída Sim 1 Não 0 Fonte: Autora. de modo que o Índice de Eficiência Energética de cada ambiente foi obtido pela razão entre somatório dos pontos obtidos e o número de parâmetros analisados. os dados foram tabulados em planilha Excel. por serem os setores com menores condições de aproveitamento de iluminação e ventilação natural.

ou seja. pois é o período no qual a organização possui . a partir de uma visita técnica que permitiu observar o uso de energia nos setores em diferentes horários.2 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações obtidas na etapa de revisão energética. 12:30h.57 Diagnóstico da percepção dos funcionários quanto ao uso e consumo de energia: Foi elaborado e aplicado um questionário aos funcionários do setor Administrativo (Apêndice VI).importância do gerenciamento de energia. escolaridade. em quatro horários distintos: 10h. O estabelecimento do anobase levou em consideração o ano de 2012. 3. Posteriormente foi realizado um comparativo das respostas obtidas nos questionários com o real comportamento dos funcionários. sexo. A visita técnica foi realizada para a contabilização dos seguintes dados: número de computadores ligados e número de computadores em uso e número de lâmpadas ligadas e em uso. sendo considerada como uma amostra significativa para um erro amostral menor que 5%. 15h e 19:30h. para a verificação da percepção dos mesmos quanto às características do ambiente em que trabalham (iluminação. 63% dos colaboradores foram entrevistados.aspectos comportamentais. através de uma verificação in loco dos seus hábitos de consumo de energia. Foram entrevistadas 195 pessoas de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo. e tempo em que trabalha na empresa. O questionário aplicado levou em consideração os seguintes itens: . consideraram-se os dados de 2012 para estabelecer a linha de base energética. . . . A observação ocorreu nos setores existentes no três pavimentos do Prédio Administrativo. quanto aos seus hábitos de consumo de energia no dia-a-dia bem como quanto à importância da gestão de energia dentro da organização.Iluminação do ambiente. ventilação e setorização de energia).Perfil do entrevistado: idade.ventilação do ambiente.Avaliação do entrevistado quanto à: . a fim de verificar se em horários de almoço os computadores e lâmpadas são desligados ou se permanecem ligados mesmo que ninguém os utilize. . .setorização elétrica do ambiente.

Nível 2 – Abrangência por área.3 DEFINIÇÃO DE INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Nesta etapa foram elaborados e avaliados os conjuntos de indicadores a partir das abordagens realizadas no Diagnóstico Energético.4 PLANOS DE AÇÃO Com base nos dados obtidos na Revisão Energética a partir das abordagens: global (Nível 1).58 informações históricas completas. Os indicadores foram definidos para avaliação dos três níveis da Revisão Energética: Nível 1 – Abrangência Global. para posterior análise crítica sobre a utilização de todas as fontes de energia do terminal portuário. 3. sobre todas as fontes de energia. por área (Nível 2) e detalhada (Nível 3). A partir das fontes de energia identificadas no Diagnóstico da Matriz Energética e dos dados de consumo de energia obtidos no Diagnóstico do Consumo de Energia foram elaborados os indicadores de desempenho energético. já que são parâmetros para comparação contínua do desempenho energético da empresa durante a fase de operação da NBR ISO 50001. Foram especificamente consideradas as oportunidades de melhorias no Prédio Administrativo. . Basicamente. 3. Os dados do referido ano serão o ponto de partida para a realização de melhorias no terminal portuário. estes indicadores foram constituídos pelos dados obtidos na etapa de Revisão Energética. foram então identificadas e descritas as oportunidades de melhorias nos aspectos energéticos considerados mais críticos no terminal portuário. bem como a avaliação dos indicadores de desempenho energético. caso a mesma seja implantada pelo terminal em questão. Os indicadores servem como base para a implantação de melhorias na própria empresa. e Nível 3 – Abrangência Detalhada. já que esta área foi considerada pela empresa como aquela que possui maior potencial para melhorias.

- Terminal de contêineres frigorificados e secos. com as seguintes atividades: - Movimentação de containers e de cargas soltas (“break bulk”): atividade de descarregamento de cargas gerais como: veículos. brinquedos. bem como dos setores administrativos envolvidos na importação e exportação destes produtos. - Serviços portuários na importação e/ou exportação. foi estabelecida em conjunto com a direção do terminal portuário a seguinte Politica Energética para seu SGE (figura 14): . aço. pneus.1 REQUISITOS GERAIS DA NBR ISO 50001:2011 O escopo do sistema de gestão de energia em estudo compreende as atividades de armazenagem e operação portuária de exportação e importação. As fronteiras compreendem os limites físicos e organizacionais do terminal portuário e se caracterizam pelo local de movimentação e armazenamento de cargas. madeira.59 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 4. - Armazéns para carga geral: local destinado ao armazenamento de produtos secos e a inspeções de produtos refrigerados ou congelados. Considerando que de acordo com a NBR 50001:2011 a organização deve definir uma política energética para o planejamento de um sistema de Gestão de Energia. entre outros.

60 Figura 14 – Política Energética do SGE proposta para o terminal portuário. 4.2 IDENTIFICAÇÃO DE REQUISITOS LEGAIS Foram identificados os requisitos legais no âmbito nacional que podem ser considerados como aplicáveis ao escopo do sistema de gestão de energia do terminal portuário: . Fonte: Autora.

embora o terminal portuário tenha Sistema de Gestão Ambiental ISO 14001 implantado em toda a organização.61 Tabela 11 – Requisitos legais aplicáveis ao terminal portuário para a implantação do SGE. Requisito Legal Descrição Decreto nº 87079/82 Programa de Mobilização Energética Portaria Interministerial nº 1877/85 PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Decreto nº 99. por exemplo. acordos com clientes ou princípios ou códigos de boas práticas voluntários relacionados à gestão de energia. .656/90 Administração Federal e CICE Decreto de 18/07/91 CONPET Decreto de 08/12/93 Prêmio Nacional da Conservação de Energia Lei nº 9427/96 ANEEL Lei nº 9478/97 Lei do Petróleo e ANP Lei nº 9991/00 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento e em eficiência energética Resolução nº 456/00 Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica Lei nº 9991/00 Fundo Setorial de Energia Decreto nº3867/01 Regulamenta a Lei nº 9991/00 Lei nº 10295/01 Lei da Eficiência Energética Decreto nº 4059/01 Regulamenta a Lei nº 10295/01 Decreto nº 4131/02 Medidas emergenciais de redução do consumo de energia elétrica Lei nº 10438/02 Proinfa e CDE Decreto nº 5267/04 MME Lei nº 10848/04 Comercialização de energia elétrica Resolução Normativa nº 300/08 Aplicação de recursos em programas de eficiência energética. 2012. Lei nº 12212/10 Tarifa Social de Energia Elétrica Instrução Normativa nº 01/10 Critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens. contratação de serviços ou obras Fonte: Adaptado de Celupi. É importante destacar que não foram identificados outros requisitos como.

ou seja.3. seu contrato com a CELESC define uma tarifa formada por duas componentes: tarifa de consumo (kW) e tarifa de demanda (kW).3.Usos de energia no terminal portuário. sendo o terminal um consumidor do grupo A4.1 Análise do Uso e Consumo de Energia Visando compreender onde e de que forma a energia é utilizada no terminal portuário. considerou-se como tecnologia da informação o conjunto de equipamentos que utilizam recursos de computação e que visam permitir a produção. acesso e o uso das informações.62 4.1. A partir da tabela 12 podem ser observados os tipos e os usos das energias na organização. transmissão. a tarifa de . Fonte: Autora. por exemplo. como computadores. De acordo com a CELESC (2012). 4. foram coletados os dados necessários ao diagnóstico de sua matriz energética. armazenamento. Tabela 12 .1 X Energia Elétrica A energia elétrica consumida pelo terminal portuário é adquirida junto à Companhia Elétrica de Santa Catarina – CELESC.3 REVISÃO ENERGÉTICA 4. **Mais bem detalhados no Apêndice IV. impressoras e modems. É importante dizer que para a execução deste trabalho. Área correspondente Uso de Energia TECON Armazéns PA* Iluminação Ventilação/Refrigeração Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras Preparação de Refeições Operação da ETE Operação da Casa de Bombas Outros equipamentos elétricos** Fonte de energia Combustível Elétrica Óleo diesel GLP X X X X X X X X X Nota: *Prédio Administrativo.

sendo definida pela ANEEL em R$/MW. operação da ETE. ventilação. quase seis vezes maior. Armazéns I e II e Prédio Administrativo. Os valores cobrados pelo consumo de energia elétrica são diferenciados de acordo com os horários de utilização. transporte de cargas soltas. De acordo com as faturas de energia elétrica do terminal. preparação de refeições. a energia elétrica é transmitida aos painéis elétricos existentes na organização (figura 15) e distribuída às seguintes áreas:  TECON. De modo geral. Conforme apresentado na tabela 1. Os equipamentos elétricos existentes no Prédio Administrativo serão melhor especificados na Abordagem detalhada . . TI. que emite relatórios horários. definida pela ANEEL em R$/MWh. Figura 15 .47.levantamento de equipamentos. a tarifa cobrada por kWh é de cerca de R$ 1.27 enquanto em horários de ponta (18h às 06h).63 consumo é o valor em reais cobrado pelo consumo de energia.  Armazéns (I e II). diários e mensais sobre a demanda e o consumo de energia nas áreas especificadas. Tais informações são repassadas ao Software Smart 32. o valor cobrado por kWh é de cerca de R$ 0.Painéis elétricos para distribuição de energia elétrica nos setores TECON. o terminal portuário utiliza energia elétrica para os seguintes fins: iluminação. em horários fora de ponta (06h às 18h).  Prédio Administrativo. Fonte: Autora. operação da casa de bombas e para uso em demais equipamentos elétricos. Já a tarifa de demanda é o valor em reais cobrado pela potência disponibilizada (kW). Cada painel elétrico possui instalado um medidor que transmite em tempo real as informações sobre o consumo de energia em cada área (figura 15).

registrado pela CELESC. no período de 2005 a 2012. foram tabelados os valores dos consumos de energia elétrica mensais de toda organização. Fonte: Autora. conforme dados disponibilizados no Apêndice I. Para que se possa realizar uma análise temporal do consumo de energia na organização. utilizada para movimentação de carga soltas nos Armazéns (I e II). Figura 17 . a figura 17 apresenta os dados de consumo anuais. Fonte: Autora.Consumo de energia elétrica do terminal portuário nos anos de 2005 a 2012. em MWh. com base nas faturas mensais.64 Figura 16 . Com base nas faturas de energia elétrica da CELESC disponibilizadas pela responsável do setor de meio ambiente do terminal portuário em questão. .Empilhadeira elétrica de pequeno porte.

as câmaras frias foram desativadas em junho de 2009. cerca de 44% a menos. A fim de analisar o consumo de energia elétrica do ano que será considerado como linha de base para o Sistema de Gestão de Energia no terminal portuário e que consequentemente servirá de referência para as propostas de melhorias. a figura 19 apresenta os dados de consumo ao longo de 2012 nos horários de ponta e fora de ponta. Este resultado pode ser explicado pelo fato de que o terminal portuário utilizava seus Armazéns I e II para acondicionamento de cargas congeladas. Figura 18 .070 MWh. Fonte: Autora. De acordo com as informações repassadas pelo setor de manutenção do terminal portuário. o que implicava em um consumo muito maior de energia elétrica.75 MWh/mês nos horários de ponta.65 Com base no gráfico de consumo apresentado (figura 17). é possível perceber que entre os anos de 2005 a 2009 o consumo de energia elétrica no terminal portuário foi maior que os anos de 2010 a 2012. A figura 18 demonstra a considerável redução no consumo de energia a partir do mês de desativação das câmaras frias.ano de desativação das câmaras frias. . A média de consumo entre 2005 e 2009 foi de 9.83 MWh/mês nos horários fora de ponta e de 13.Consumo de energia elétrica no terminal portuário (MWh) junto à CELESC no ano de 2009 . O consumo médio em 2012 foi de 296.298 MWh enquanto a média entre 2010 e 2012 foi de 4. devido à operação dos mesmos como câmaras frias.

Consumo de energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012 (MWh) registrado pela CELESC.Custo com energia elétrica no terminal portuário registrado pela CELESC no ano de 2012. Fonte: Autora. serão posteriormente discutidos os dados registrados pelo software Smart 32. . Para tentar compreender estas informações.66 Figura 19 . Figura 20 . abordagem por área. Fonte: Autora. A figura 20 apresenta os dados de custo com energia elétrica no terminal portuário no ano de 2012. É possível verificar que o mês de outubro apresentou uma grande redução no consumo de energia elétrica. em reais. cerca de 90% em comparação com o mês de setembro.

tanto em horários de ponta quanto em horários fora de ponta (figura 22). verificou que o custo médio com energia elétrica no ano de 2012 foi de 92. Fator de Carga A partir das faturas de energia elétrica disponibilizadas. Fator de Potência Foram obtidos os fatores de potência registrados para o terminal portuário nos meses de janeiro a dezembro de 2012 (figura 21).27. sendo possível notar que o mês que apresentou o valor mais próximo de 1.001. com 0.96 R$/mês. Figura 21 – Valores de fator de potência registrados no ano de 2012 pela CELESC. Fonte: Autora. no ano de 2012. no terminal portuário. O fator de carga médio no horários fora de ponta foi de 0.67 Com base nos dados de custo com energia elétrica no terminal portuário obtidos através da fatura da CELESC (figura 20). .131.00 foi o mês de julho. A média do índice de fator de potência no ano de 2012 foi de 0.99. enquanto nos horários de ponta foi de 0. foram registrados os fatores de carga obtidos nos meses de janeiro a dezembro de 2012.98.

4. Figura 23 . utilizadas para movimentação de contêineres no setor TECON (Terminal de Contêineres) bem como de uma empilhadeira do modelo Maclift (figura 24). também localizada no município de Itajaí. utilizada para movimentação de containers. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos contêineres. O óleo diesel utilizado por elas é adquirido semanalmente junto à empresa Dumaszak. Fonte: Autora.2 Óleo diesel O óleo diesel é utilizado no terminal portuário como combustível para a operação de duas empilhadeiras de grande porte do modelo Reach Staker (figura 23). . Fonte: Autora.68 Figura 22 – Valores de fator de carga registrados no ano de 2012 pela CELESC.1.Empilhadeira de grande porte. movida a óleo diesel. Reach Staker. distribuidora de derivados de petróleo.3.

75 8. bem como para a operação de máquinas na casa de bombas.24 11. Tabela 13 .70 11. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. porém para a operação da casa de bombas é adquirido eventualmente. utilizada para movimentação de cargas soltas dentro e fora dos containers. movida a óleo diesel.69 Figura 24 . que se referem à quantidade consumida pelas empilhadeiras de grande porte.38 13.19 - - - 0.06 0.16 - TOTAL Fonte: Autora. Foram disponibilizados pelo terminal portuário os dados sobre o total de óleo diesel consumido na organização no ano de 2012.75 m³ de óleo diesel para a operação destas atividades.19 12.41 152.Consumo total de Óleo diesel no ano de 2012 no terminal portuário.85 12. o terminal portuário consumiu ao longo de 2012 um total de 152.90 11.31 16. em m³.Empilhadeira modelo Maclift. De acordo com os dados obtidos.78 10.98 10.75 . para transporte de cargas soltas pela MacLift e transporte de Contêineres pela Reach Staker. Fonte: Autora. CONSUMO DE ÓLEO DIESEL (M³) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL Empilhadeiras 16. O óleo diesel é adquirido mensalmente para o uso em empilhadeiras. - - 0.97 152.59 15. já que o consumo para este tipo de uso é consideravelmente menor.34 Casa de Bombas - - 0. A tabela 13 apresenta os dados mensais de consumo.

considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas. . este é realizado em duas Centrais de Gás.bem como os setores nos quais estes equipamentos são utilizados. Figura 25 – Porcentagem de óleo diesel consumido no terminal portuário no ano de 2012. Verificou-se que os setores que utilizam GLP são a Cozinha (Prédio Administrativo) e o TECON. uma próxima ao TECON e outra próximo ao Prédio Administrativo.70 É possível verificar que as empilhadeiras são responsáveis por maior parte do consumo do óleo diesel no terminal portuário.3 GLP Foram identificados os equipamentos movidos a GLP . O GLP consumido pelo terminal portuário é adquirido junto à empresa Liquigás. Quanto ao armazenamento deste combustível.3. de modo que mensalmente é realizado o abastecimento dos cilindros utilizados pela empresa (figura 26).1. de modo que a cozinha utiliza para produção das refeições diárias e o TECON utiliza o GLP como combustível para as empilhadeiras de pequeno porte. 4.1% (figura 25). O consumo de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte representou 99% do consumo total no ano de 2012. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0. Fonte: Autora.

Empilhadeiras utilizadas do terminal portuário para a movimentação de cargas soltas. Fonte: Autora. Este padrão de utilização em áreas externas é adotado considerando que de acordo com as exigências da Norma Regulamentadora nº 11 . Uso do GLP em empilhadeiras: O GLP é utilizado no terminal portuário como combustível de 4 empilhadeiras de modelo CLX-30. em locais fechados e sem ventilação. 2004). armazenagem e manuseio de materiais. é proibido a utilização de máquinas transportadoras. que dispõe sobre o transporte.NR 11 (BRASIL. movidas a motores de combustão interna. com capacidade de carga de 3000kg. movimentação. Fonte: Autora. salvo se providas de dispositivos neutralizadores adequados. Figura 27 . para fins de movimentação de cargas soltas “break bulk” exclusivamente em áreas externas (figura 27).71 Figura 26 – Centrais de GLP do TECON e da cozinha. .

61 0.75 1.54 0.Consumo total de GLP no ano de 2012 no terminal portuário.12 1.44 0.14 0.74 0. O total de óleo diesel consumido.834 0. ou seja.52 0. em toneladas. as quais são realizadas por uma empresa terceirizada.08 1.43 toneladas.106 1.28 0.26 0.29 19. verificou-se que o modelo de fogão industrial utilizado pela empresa não possui Selo CONPET de Eficiência Energética. Fonte: Autora.95 0. CONSUMO DE GLP (TON) – 2012 USO JAN FEV MAR ABR MAIO JUN Empilhadeiras 0. no ano de 2012. Através da consulta à Tabela de Eficiência Energética de Fogões disponibilizada por CONPET (2012). JUL 6. foram disponibilizados os dados de GLP consumidos para a operação de empilhadeiras no TECON e para a realização de refeições no fogão industrial.51 TOTAL Fonte: Autora.15 1.47 0. Figura 28 – Fogão industrial a GLP utilizado na cozinha para produção de refeições diárias.75 1. Tabela 14 .93 1. Os fogões que utilizam GLP são do modelo industrial da marca Tedesco (figura 28).29 0. foi de 19. sendo as empilhadeiras as responsáveis pela maior quantidade consumida. A tabela 14 apresenta os dados mensais de consumo.66 AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL 1.43 .75 0.18 Fogão Industrial 0.28 0. a partir dos dados repassados pela pessoa responsável pelo setor de meio ambiente. não é classificado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem. Assim como para o óleo diesel.23 13.72 Uso do GLP na cozinha: O GLP utilizado na cozinha do prédio administrativo é empregado nos fogões para a produção de refeições diárias. considerando estes dois usos.

calculou-se um consumo de 35. com base na quantidade consumida no ano de 2012.33 m³ de óleo diesel. para toneladas equivalentes de petróleo (tep) converteu-se primeiramente para m³.73 Com base nos dados apresentados. Para converter a quantidade de GLP consumida. conforme apresentado na figura 29 a seguir.1. a partir de bibliografia existente. enquanto o consumo para a operação de máquinas na casa de bombas foi de apenas 0.43 toneladas de GLP para realização de suas atividades. O consumo de GLP pelas empilhadeiras (modelo CLX-30) representou 67% do consumo total no ano de 2012. em toneladas. Sabendo-se que no ano de 2012 o terminal portuário consumiu 19. Fonte: Autora.1%. pode-se observar que as empilhadeiras também são as responsáveis por maior parte do consumo de GLP no terminal portuário. realizou-se a conversão de unidades de energia dos combustíveis. considerando que utilizam diariamente este combustível para a movimentação de cargas soltas. Figura 29 – Perfil do consumo de GLP no terminal portuário. considerando que a densidade do referido combustível é de 550 kg/m³ a uma temperatura de 20ºC.3. transformando os dados .4 Caracterização da Matriz Energética Para caracterizar a matriz energética do terminal portuário com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados na Abordagem Global. realizou-se a conversão de unidades de energia. em toneladas equivalentes de petróleo (tep). Com base nos coeficientes de equivalência médios apresentados pelo MME (2012). para que assim se pudessem padronizar as unidades e realizar um comparativo entre as mesmas. 4.

no ano de 2012. Tabela 15 – Dados para conversão do consumo de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep).74 de óleo diesel e GLP de m³ para toneladas equivalentes de petróleo (tep).43 35. Consumo de Energia Fonte de Energia toneladas m³ kWh tep Óleo diesel - 152. em tep.52 Total 471. realizou-se a conversão de kWh para tep.965 320.53 Gás Liquefeito de Petróleo 19.33 - 21.64 Fonte: Autora.59 Energia Elétrica - - 3.726. também de acordo com os fatores de conversão determinados pelo Ministério de Minas e Energia (tabela 15). Fonte: Autora.75 - 129.Distribuição da matriz energética do terminal portuário com base na energia consumida. Com base nos dados de consumo de energia apresentados na tabela 15 realizou-se a caracterização da matriz energética do terminal portuário (figura 30). Para os dados de energia elétrica. . Figura 30 .

Estes dados permitem classificar a matriz energética como 32. já que representa 67.58%.75 Verifica-se que a energia mais consumida no terminal portuário é a elétrica.605.48% do consumo de energia. considerando como base o ano de 2012. um combustível fóssil.96% renovável.77 com energia elétrica. Foram gastos ao longo do ano de 2012 um total de R$1.067. de acordo com a Celesc (2012) a mesma é proveniente de Pequenas Centrais Hidrelétricas do estado de Santa Catarina. O óleo diesel utilizado nas empilhadeiras e na casa de bombas equivalem a um total de 27. tomando como base os dados de consumo 2012. enquanto o consumo de GLP representa apenas 4. conforme apresentado na figura 32.96% da energia total utilizada. já que.74 com GLP. . se verifica que a energia elétrica é a que demanda mais recursos financeiros da empresa.375.04% não renovável e 67. Com relação aos custos associados ao consumo de energia. considerando que o óleo diesel e o GLP são provenientes do petróleo. Figura 31 – Distribuição da matriz energética do terminal portuário como renovável e não renovável. e a energia elétrica adquirida é de fonte renovável. Fonte: Autora.540.81 com óleo diesel e R$50. R$319.

foram estabelecidos os índices de significância para cada fonte de energia utilizada no terminal portuário.Custo total do terminal portuário com energia elétrica.1.3.76 Figura 32 . Fonte: Autora. . impacto na produção e requisitos legais e outros.5 Identificação dos usos e consumos significativos de energia Com base nos dados de uso e consumo de energia apresentados anteriormente. A tabela 16 a seguir apresenta a classificação das fontes de energia. 4. Os índices de significância para cada uso de energia foram obtidos somando-se a pontuação de cada critério de classificação: economia da organização. óleo diesel e GLP no ano de 2012.

6 Quantificação de emissões de GEE Inicialmente identificou-se que o terminal portuário em estudo possui os seguintes tipos de emissões de acordo com o GHG Protocol: .73 m³/mês 26. 4.217.3. sendo a energia elétrica a fonte energética com maior significância (9).588.62 ton/mês 4.98 R$/mês 12. quando comparada com as demais fontes utilizadas. principalmente sob o ponto de vista econômico.77 Tabela 16 – Identificação dos usos e consumos de energia significativos – Abordagem Global. Por tal motivo.18 R$/mês 1.14 R$/mês Econômico 3 1 1 Impacto na Produção 3 3 3 Requisitos Legais e Outros 3 3 3 Índice de Significância 9 7 7 **Consumo médio no ano de 2012.580 kWh/mês 114. por ser esta a fonte de energia com o uso mais significativo. Energia Uso de Energia Combustível Elétrica Iluminação X Ventilação X Óleo diesel GLP X X Tecnologia da Informação (TI) Transporte de cargas por empilhadeiras X Preparação de Refeições X Operação da ETE X Operação da Casa de Bombas X X Utilização de outros equipamentos do PA* X Consumo de Energia** 310. Fonte: Autora. para fins de realização deste trabalho.556. Considerando que pela metodologia proposta por Celupi (2012) os índices de significância acima de 5 caracterizam como uso significativo. verificou-se que os usos relacionados às três fontes de energia identificadas são significativos para a organização.1. realizou-se a abordagem por área considerando apenas os dados de energia elétrica.

1 Escopo 1 – Quantificação de emissões diretas Combustão móvel Neste item foram contempladas as emissões resultantes da utilização das empilhadeiras do terminal portuário (tabela 18). Tabela 18 – Relação das empilhadeiras do terminal portuário. Escopo GHG Protocol Categoria de emissão Fontes de emissão Combustão móvel Empilhadeiras a GLP e Óleo diesel Combustão estacionária Fogão industrial e Casa de bombas 1 . foram obtidos os seguintes dados de emissões diretas por combustão móvel (tabela 19): . Armazéns e PA) Fonte: Autora.Emissões indiretas Consumo de eletricidade adquirida pelo terminal portuário junto à CELESC (TECON. Com base nos valores de consumo de combustível das empilhadeiras no ano de 2012 descritos na Abordagem Energética Global e através da aplicação da ferramenta GHG Protocol.Emissões diretas Combustão estacionária 2.3. utilizadas no setor TECON. Empilhadeira Combustível utilizado CLX-30 GLP Maclift Óleo diesel comum Reach Staker Óleo diesel comum Fonte: Autora. 4.78 Tabela 17 – Fontes de emissão de GEE segundo as categorias de emissão definidas pelo Programa Brasileiro GHG Protocol.6.1.

Combustão estacionária A partir do software do website GHG Protocol. porém para fins de comparação e para utilização na linha de base utilizaramse apenas os dados do ano de 2012 (janeiro a dezembro).908. no ano de 2012.Emissões de GEE pelo uso de fontes estacionárias. o que impede a realização dos cálculos pela ferramenta.6.343 406. Foram contabilizadas as emissões de 2006 a 2012 (tabela 21).670 40.82 18. junto à CELESC. para uso na casa de bombas (tabela 20). Fonte de emissões Emissões de GEE Combustível Unidade de consumo Consumo Casa de bombas Óleo diesel Litros Fogão industrial GLP Kg Total CO2 (kg) CO2e (ton) 410 1.28 39. Fonte de emissões Empilhadeiras Emissões de GEE CH4 (kg) N2O (kg) Combustível Unidade de consumo Consumo CO2 (kg) Óleo diesel Litros 152.96 CO2e (ton) 454. considerando a disponibilidade destes dados. tendo como base o GHG Protocol.1.6 17.823. .64 0.2 Escopo 2 – emissões indiretas As emissões de GEE contabilizadas no escopo 2 referem-se aquelas relacionadas ao consumo de eletricidade adquirida no terminal portuário.087. Tabela 20 .14 40.80 Total Fonte: Autora. 4.23 21. combustível utilizado para uso no fogão industrial e do óleo diesel.3.79 Tabela 19. É importante destacar que não foram contabilizadas as emissões do ano de 2005 já que para este ano o GHG Protocol não apresenta dados referente aos fatores de emissão.079.90 Fonte: Autora. a partir dos dados de consumo GLP em kg. também foram calculadas as emissões de GEE para combustão estacionária.33 413.078 17.08 6.15 15.9 1. Emissões de GEE pelo uso de empilhadeiras no ano de 2012.84 GLP Kg 13. em litros.

350.620 381.965 207. identificou-se que as principais emissões de GEE das atividades desenvolvidas provêm das fontes de combustão móvel. Emissões de GEE Ano Consumo de Eletricidade adquirida (kWh) CO2 (kg) CO2e (ton) 2006 11.3. Figura 33 – Estimativa de CO2e emitido no terminal portuário a partir dos dados de consumo de energia identificados na Abordagem Energética Global.3 Comparando as emissões contabilizadas Através da contabilização das emissões de GEE provenientes das fontes de emissão identificadas no diagnóstico energético – ano base 2012.016 280. principalmente da utilização de óleo diesel pelas empilhadeiras de grande porte.90 2012 3.380 229.30 2008 10.411 126.1.722 164.628.290 280.6.040 207.14 2011 4.749 381.82 2010 4.900 126.801. 4.80 Tabela 21 .439.62 2007 9.349.820 164. .140 229.54 2009 6.04 1.161.726. A figura 33 a seguir apresenta graficamente os resultados obtidos a partir da utilização da ferramenta do Programa GHG Protocol. de 2006 a 2012.905.460 515.Emissões indiretas de CO2 pelo consumo de eletricidade adquirida.422. Fonte: Autora.540 515.00 Total Fonte: Autora.

Figura 34 . pode-se dizer que o terminal portuário. no ano de 2012.7.81 As empilhadeiras a Óleo Diesel e a Energia elétrica adquirida são as fontes de emissão com maior significância. 4. conforme apresentado na figura 35.1.1. emitiu um total de 680. . no ano de 2012.3.7 Abordagem Energética por Área Neste item foi abordado detalhadamente o consumo de energia elétrica do terminal portuário.1 Área 1 – TECON O consumo de energia elétrica do Terminal de Contêiner está estritamente ligado à quantidade de containers refrigerados (reefer) que permanecem no pátio. Por fim. em decorrência do uso e consumo de energia. uma vez que suas emissões juntas contabilizaram cerca de toneladas de CO2e emitidos no ano de 2012.74 toneladas de CO2e. Os containers que necessitam de refrigeração em decorrência da natureza de sua carga ficam conectados às tomadas reefer dos painéis elétricos existentes no pátio. 4.Percentual de emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) no terminal portuário. Fonte: Autora.3. a partir dos registros de consumo de energia fornecidos pelo software Smart 32.

de modo geral.Bloco de tomadas para conexão dos containers reefer e painel de conexão elétrica dos mesmos. consequentemente o consumo de energia pode variar em função disso. Para melhor compreender a relação entre o consumo de energia elétrica no terminal de contêineres e a quantidade de contêineres reefer ligados às tomadas. No entanto. já que cada um possui características de fabricação diferentes.82 Figura 35 . . Fonte: Autora. o consumo médio de energia elétrica por container reefer é de cerca de 5kW/h. bem como o número de containeres reefer que estiveram armazenados e conectados à eletricidade no mesmo período. Considerando que os containers reefer armazenados pelo terminal portuário não seguem um padrão de eficiência energética. a figura 36 a seguir apresenta os dados de consumo de energia elétrica no TECON obtidos pelo software Smart 32 de abril a novembro de 2012. segundo Reefertec (2013).

O fato é explicado pelos horários no qual os contêineres permaneceram ligados à eletricidade: em abril. os . conectados à energia elétrica. Quando estes dados de consumo são comparados com o número de containers reefer que permaneceram no pátio. É possível verificar que no mês de abril de 2012 (início das medições pelo Smart 32) foi registrado o maior consumo de energia elétrica no setor TECON: cerca de 3.7 vezes mais contêineres que novembro. já que abril teve somente 1. é possível verificar que este comparativo não é proporcional.5 vezes maior que o consumo registrado no mês de novembro. Fonte: Autora.83 Figura 36 – Consumo (MWh) e Custo (R$) total de energia elétrica no TECON entre os meses de abril e novembro de 2012.

Consumo de energia elétrica (MWh) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. Fonte: Software SMART 32. .84 contêineres permaneciam ligados sem interrupção. com valores em kWh. No mês de abril de 2012 foi então registrado o maior consumo de energia elétrica em horários de ponta (das 18h às 6h). já que o mesmo deve ser mantido em condições de refrigeração constante. conforme já observado na figura 36. porém torna-se necessário avaliar por profissional competente se esta prática prejudica a qualidade do produto armazenado. passavam todas as noites consumindo energia (horário de ponta). entre abril e novembro de 2012. O procedimento de desligamento dos containers influenciou significativamente no consumo. ou seja.88 vezes mais). que neste horário é muito maior (5. Para melhor compreensão dos motivos desta prática. entre os meses de abril e novembro de 2012. É importante destacar que tais dados estão mais bem detalhados no Apêndice III. Figura 37 . 2012. enquanto que a partir de maio foi adotada a prática de se desligar os contêineres nos horários de ponta com vistas à redução do custo com energia. as figuras 37 e 38 apresentam os dados de consumo e custo em horários de ponta e fora de ponta no TECON.

. este último conforme apresentado na figura 39. se verificou que nos Armazéns I e II existem um total de 54 funcionários trabalhando. operação da Estação de Tratamento de Efluentes bem como para o carregamento de baterias das empilhadeiras elétricas. O consumo de energia elétrica registrado pelo software Smart 32 na área dos Armazéns está estritamente ligado à iluminação utilizada neste ambiente. entre os meses de abril e novembro de 2012.85 Figura 38 .1.3. Fonte: Autora.Custo com energia elétrica (R$) em horários de ponta e fora de ponta no TECON. 4. os quais utilizam a energia elétrica da referida área.7.2 Área 2 – Armazéns I e II Através de dados obtidos com o setor de Recursos Humanos.

de acordo com o software Smart 32. Fonte: Autora. As figuras 41 e 42 a seguir demonstram os dados de consumo e custo de energia elétrica em horários de ponta e fora de ponta nos Armazéns.86 Figura 39 .Local para carregamento de baterias utilizadas nas empilhadeiras elétricas. o custo se aproxima bastante do custo de fora de ponta.85 MWh. de modo que mesmo com um consumo bem mais baixo do que aquele registrado nos horários fora de ponta. Fonte: Autora. Comparando os gráficos de Consumo e Custo. É possível perceber que o consumo nos horários de ponta manteve uma média de 5. verifica-se claramente o quanto o custo nos horários de ponta é elevado. variando pouco entre os meses contabilizados. Figura 40 . Isto possibilita concluir que pequenas ações para .Consumo de energia elétrica em (MWh) nos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012.

Consumo de energia elétrica (MWh) dos Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. Fonte: Autora. Figura 42 . Fonte: Autora. .87 redução do consumo em horário de ponta podem reduzir significativamente o custo por sua utilização. Figura 41 .Custo (R$) com energia elétrica com os Armazéns I e II entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta.

Os dados de consumo estão também apresentados no Apêndice III. Figura 43 .3 Área 3 – Prédio Administrativo Neste item serão apresentados os dados de consumo de energia elétrica registrados no Prédio Administrativo pelo software Smart 32. em MWh.1. Figura 44 . Fonte: Autora.88 4. .7. registrado pelo software Smart 32 entre abril e novembro de 2012. em kWh.Consumo de energia elétrica. entre os meses de abril a novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. em MWh.Consumo de energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32. Fonte: Autora.3.

7. é possível realizar um comparativo do total contabilizado pelo software com o valor registrado pelas faturas da CELESC. no Prédio Administrativo.1. Verifica-se através da figura 45 que o consumo de energia elétrica registrado no horário de ponta foi bem menor que o registrado em horário fora de ponta.3.4 Comparando o consumo entre as áreas analisadas Com base nos dados de consumo de energia registrados pelo software Smart 32 para as áreas de consumo de energia elétrica no terminal portuário. 4. entre os meses de abril e novembro de 2012 em horários de ponta e fora de ponta. já que este foi instalado para o monitoramento do consumo.2. e qualquer minimização de desperdícios pelo uso de equipamentos elétricos nesta área pode significar uma boa redução de custo para a organização.3. visando a realização de comparações futuras após a realização de melhorias de desempenho energético. O item 4. é importante dizer que a quantidade de energia utilizada na ponta representa um custo alto para a empresa. Este comparativo é extremamente válido para discutir a eficácia do equipamento. o equipamento é uma base de dados para a comparação da linha de base com o período pós retrofit.4 deste trabalho abordará com maior detalhamento as observações realizadas quanto à má utilização de energia pelos funcionários.89 Figura 45 – Custo com energia elétrica do prédio administrativo registrado pelo software Smart 32. Porém.6. Ou seja. . considerando que os funcionários trabalham das 7:45h às 17:45h. Fonte: Autora.

14 9.75 215.Software Smart 32 Consumo total (MWh) .01 10.45 178.37 47. O software instalado não contabilizou boa parte da energia consumida no terminal portuário.00 11.520 kWh pela CELESC.02 164.19 57.88 jun/12 167.Consumo registrado pelo software Smart 32 em comparação com o consumo registrado pela CELESC.10 248.CELESC Energia não contabilizada (MWh) abr/12 327. sabe-se que o número de containers reefer foi muito menor que os demais meses. porém nos meses de outubro e novembro de 2012 o software registrou um consumo maior que aquele contabilizado pela CELESC.30 30.76 226.60 234.51 48. teoricamente deveria ter sido contabilizado somente no TECON.51 222.12 303.85 out/12 104.36 427.21 11.78 92. pode-se destacar que os dados do período analisado não conferem confiabilidade como linha de base para posteriores análises em um SGE. Para tentar entender estes dados. De modo geral.23 53.51 19. Considerando um consumo médio de 5kW por contêiner reefer de acordo com dados da Reefertec (2013). . pode-se comparar o consumo com o número de contêineres reefer armazenados. um consumo de pelo menos 101.28 9.67 282.79 11. em um total de 12 horas por dia em 22 dias do mês de novembro (segunda a sexta). Embora assim.81 49. Verificando estes dados (figura 36).84 22.67 Fonte: Autora.20 8.73 229.27 set/12 165.76 235. conforme já discutido no item Abordagem Global.02 47. já que apresentam erros de medida e devem ser avaliados com maior detalhamento pela empresa.13 8.00 67.16 377. Mês Consumo TECON (MWh) Consumo Armazéns I e II (MWh) Consumo PA (MWh) Consumo total (MWh) . O consumo de energia contabilizado pela CELESC no mês de outubro foi muito menor do que o consumo dos demais meses do ano (cerca de 90% a menos).68 -125.57 256.78 -103.96 10.90 Conforme apresentado na tabela 22.25 ago/12 176.93 mai/12 173. para identificar falhas no sistema elétrico conectado aos medidores do Smart 32. já que são eles os maiores consumidores de energia no terminal portuário.41 jul/12 157. não se pode concluir o motivo pelo qual a energia não foi contabilizada.31 38. porém não explica o baixo consumo do mês. já que se faz necessário uma investigação detalhada por profissionais da área.00 154.64 nov/12 178.97 396. o total contabilizado entre abril e novembro de 2012 pelo software Smart 32 nas áreas que utilizam a energia não equivale ao total contabilizado pela CELESC no mesmo período.23 52. Tabela 22 .

38kW). (c) potência total instalada de ar condicionado (kW). o setor que possui maior potência instalada é também o setor comercial do 2º piso (9.04kW). permitiram verificar que os setores que possuem maior potência instalada de equipamentos elétricos é o Setor Comercial do 1º piso. Tais dados . que considera a potência total das lâmpadas existentes bem como a potência do reator destas lâmpadas. enquanto o setor Kit Festa possui 77.3. possui potência instalada de ar condicionado de 70.8. Os resultados. e (d) potência total instalada de computadores (kW).3. é necessário conhecer as potências atualmente existentes e assim pesquisar lâmpadas que apresentem maior eficiência luminosa. Foram contabilizados os seguintes dados de potência instalada: (a) potência total instalada (kW). Equipamentos classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Nesta etapa do trabalho também foram verificados se os equipamentos elétricos existentes em cada ambiente são equipamentos classificados pelo pelo PBE com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) ou se possuem o Selo PROCEL. por sua vez.45kW. (b) potência instalada em iluminação (kW). O setor comercial possui uma potência instalada de ar condicionado de 112. seguido pelo Kit Festa. ou seja. O setor Kit Festa. Embora com grande potência em iluminação. O setor comercial possui uma potência total instalada de 135. considerando que são todas do modelo fluorescente tubular. De fato.33 kW. melhor detalhados no Apêndice IV.1. A partir do levantamento de equipamentos e de seus dados de potência. Com relação à potência em iluminação. ar condicionados e com maior número de funcionários. o mesmo nível de iluminação com um menor consumo de energia.91 4.72kW.1 Diagnóstico dos equipamentos elétricos utilizados Dados de Potência instalada Foram listados todos os equipamentos existentes no Prédio Administrativo que contribuem diretamente com o consumo de energia elétrica de seus setores. foram verificados quais setores possuem maior potência instalada no prédio administrativo. para propor melhorias. e.34kW e potência total de computadores de 2. são os setores com maior número de computadores. seguido pelo Refeitório (3. é preciso verificar se os níveis de iluminância estão adequados ao ambiente.54 kW (83% de toda sua potência instalada) e potência total instalada de computadores de 9.1. do 2º piso.8 Abordagem Energética Detalhada do Prédio Administrativo 4.37 kW.

Dentre todos os equipamentos existentes. os quais são classificados como “B”. Medições de iluminância De acordo os procedimentos descritos pela NBR 5413 foram realizadas as medições nas áreas existentes do Prédio Administrativo.92 foram verificados a partir da listagem de equipamentos dos referidos Programas. 15h e 19:30h).8. foram então realizadas medições de iluminância e observações in loco dos ambientes. apenas 6 ar condicionados do total de 32. ventilação e setorização elétrica dos setores do Prédio Administrativo. estando por ela identificados como classe “D”. disponíveis no website da Eletrobrás (ELETROBRAS. de modo que o valor médio das medições realizadas foram comparados com os valores mínimos determinados pela referida NBR. 24 e 25 e ilustrados nas figuras 46. Os resultados das medições realizadas estão descritos nas tabelas 23. 12:30h. 4. em quatro horários distintos (10h.1. Térreo: A tabela 23 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.3. 2012). para cada tipo de ambiente. 2012) e do CONPET (CONPET. possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia. 47 e 48. .2 Diagnóstico das características do ambiente Para melhor compreender a situação quanto aos aspectos de iluminação. Também se verificou que os chuveiros existentes no setor Vestiário (Térreo) possuem a ENCE.

sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. PCS e Vigilância encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48).Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente. Verificou-se que dentre os setores existentes no pavimento térreo do Prédio Administrativo os setores: Sala de Treinamento. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR Almoxarifado 624 500 Sala Treinamento 397 500 Hall PA 1 1088 100 Cozinha* 542 500 Refeitório* 733 300 PCS 276 500 Vigilância 408 500 Vestiário 368 200 Fonte: Autora. .93 Tabela 23 .

de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma . Fonte: Autora.Setores no pavimento térreo do Prédio Administrativo.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413. .94 Figura 46 .

não sendo necessária a adequação da iluminação destes locais tomando como critério o conforto lumínico dos trabalhadores. Verificou-se que todos os setores do 1º piso do Prédio Administrativo estão com níveis de iluminação de acordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 47). Tabela 24 .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.95 1º piso: A tabela 24 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 1º piso do Prédio Administrativo. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 Arquivo 1 322 300 Sala Reunião 1 236 200 Copa 2018 200 WC Fem 1 770 200 WC Masc 1 758 200 CPD/CFTV 656 500 Hall PA 1 406 100 Comercial 523 500 WC Fem 2 672 200 WC Masc 2 671 200 Sala Reunião 2 399 300 Sala Reunião 3 390 200 Hall PA 2 421 100 Fonte: Autora. .

. Fonte: Autora.Distribuição da iluminância média medida em comparação com a NBR 5413 .Setores do 1º piso do Prédio Administrativo.96 Figura 47 .

Tabela 25 . Meio Ambiente e Sala Gerência encontram-se em desacordo com os valores mínimos exigidos pela NBR 5413 para iluminação do ambiente (figura 48). Kit Festa. sendo necessária a adequação da iluminação destes locais para que se possa assegurar o conforto lumínico aos trabalhadores do local. SETOR Iluminância média medida Iluminância NBR 5413 PVA 393 500 Hall PA 1 445 100 WC Masc 1 784 200 Vestiário PVA 1787 200 WC Fem 1 785 200 Arquivo RH 255 300 Telefonia 355 200* Hall PA 2 427 100 Kit Festa 431 500 RH 582 500 Meio Ambiente 482 500 Estoque 561 500 Comercial 628 500 Sala Café 747 200 Sala Reunião 2 435 200 Sala Gerência 493 500 Circulação Gerência 561 500 WC Fem 2 959 200 WC Masc 2 968 200 Hall PA 331 100 Sala Reunião 1 411 200 Fonte: Autora. Verificou-se que dentre os setores existentes no 2º piso do Prédio Administrativo os setores: PVA. Arquivo RH. .Valores de iluminância médios obtidos e valores de iluminância definidos pela NBR 5413 para cada tipo de ambiente.97 2º piso: A tabela 25 apresenta os valores médios de iluminância obtidos com base nas medições realizadas nos setores do 2º piso do Prédio Administrativo.

98 Figura 48 .Distribuição da iluminância medida em comparação com a NBR 5413. de modo que em vermelho são aqueles em desacordo com a norma e em verde os que estão de acordo com a mesma .Setores no 2º piso do Prédio Administrativo. . Fonte: Autora.

ventilação cruzada. para facilitar a apresentação dos dados.Sigla fornecida aos setores do PA para melhor verificação do IEE. Tabela 26 . Pavimento Térreo 1º piso 2º piso Setor Almoxarifado Sala Treinamento Hall PA 1 Cozinha Refeitório PCS Vigilância Vestiário Arquivo Sala Reunião 1 Copa WC Fem 1 WC Masc 1 CPD/CFTV Hall PA 1 Comercial WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 2 Sala Reunião 3 Hall PA 2 PVA Hall PA 1 WC Masc 1 Vestiário PVA WC Fem 1 Arquivo RH Telefonia Hall PA 2 Kit Festa RH Meio Ambiente Estoque Comercial Sala Café Sala Reunião Sala Gerência Circulação Gerência WC Fem 2 WC Masc 2 Sala Reunião 1 Sigla TA TB TC TD TE TF TG TH 1ª 1B 1C 1D 1E 1F 1G 1H 1I 1J 1K 1L 1M 2ª 2B 2C 2D 2E 2F 2G 2H 2I 2J 2K 2L 2M 2N 2O 2P 2Q 2R 2S 2T .IEEA A partir da verificação das características de cada ambiente do PA quanto ao tamanho das janelas. existência de persianas. e cor das janelas/piso/teto. atendimento à NBR 5413.99 Determinação do Índice de Eficiência Energética do Ambiente . orientação geográfica das janelas. foram obtidos os IEE para cada ambiente analisado. conforme apresentado pela figura 49 e Apêndice V. A tabela 26 identifica os setores analisados por siglas.

Os setores com melhores IEEAs apresentaram melhores condições de iluminação e ventilação.Índice de eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo. Os índices de eficiência energética obtidos possibilitam verificar que os setores com melhores condições para o aproveitamento de iluminação e ventilação natural são os setores Comercial (1H). verificou-se que: .100 Fonte: Autora. Cozinha (TD). Vestiário (TH). porém isto não significa que não seja importante discutir quais as possibilidades de melhoria que eles apresentam. Copa (1C) e Vestiário PVA (2D).0. Figura 49 . Fonte: Autora. já que apresentaram os melhores índices de eficiência energética de ambiente. Nível “A” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores. com base nas características do ambiente de cada um. classificados com IEEA nível “A”. com valores acima de 2.

Arquivo RH (2F).O setor que possui janelas com tamanho entre 30% e 50% é a Cozinha (TD). Cor do piso: 2 dos 4 setores classificados como “A” possuem piso com cor média: Vestiário (TH) e Comercial (1H). . Atendimento à NBR 5413: todos os setores classificados como “A” atendem os valores mínimos de iluminância definidos pela NBR 5413. Persianas nas janelas: dos setores classificados como “A” somente a cozinha não possui persianas nas janelas.Norte: Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D).Os setores que possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela são: Vestiário (TH). verificou-se que: Tamanho das janelas: . Comercial (2M). Sala Reunião 2 (2º).Dos 4 setores classificados como nível A. sendo que a Copa (1C) e o Vestiário PVA (2D) não possuem ventilação cruzada em seu ambiente. Sala Café (2N). WC Masc 1 (1E). Sala Gerência (2P). Telefonia (2G). Cor do teto: apenas o setor Comercial (1H) possui teto pintado com cor média (cinza e branco). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 4 setores possuem ventilação cruzada: Vestiário (TH) e Comercial (1H). PCS (TF) e PVA (2A). WC Fem (2C). Nível “B” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores . Cozinha (TD). Vestiário (TH) e Comercial (1H). apenas o setor Meio Ambiente possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. . Sala Reunião 1 (1B). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D). WC Fem 2 (2R).101 Tamanho das janelas: . WC Fem 1 (1D).Apenas 5 setores possuem janelas com tamanho entre 30% e 50%: Almoxarifado (TA). Sala Treinamento (TB). apenas o setor Copa (1C) possui janela com área igual ou maior que 70% da área da parede. Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “A” possuem paredes com cor clara.Leste e Oeste: Cozinha (TD).18 setores possuem janelas com tamanho de área igual ou menor que 30% da área da janela: Arquivo 1 (1A). . Estoque (2L). Orientação geográfica das janelas: . . Kit Festa (2I). WC Fem 1 (2E).Dos 24 setores classificados como nível C. WC Masc 2 (2S). classificados com IEEA nível “B”. . .

embora ela não seja utilizada no setor. Estoque (2L). Cor do piso: 14 dos 24 setores classificados como “B” possuem piso com cor média: Almoxarifado (TA). Telefonia (2G). WC Fem 2 (2R) e WC Masc 2 (2S). Arquivo 1 (1A). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). Sala Reunião 1 (1B). Sala Gerência (2P). Sala Reunião 2 (2O). Meio Ambiente (2K) e Sala Gerência (2P). Cor das paredes: 9 dos 12 setores classificados como “C” possuem paredes com cor clara. . WC Masc 2 (1J). Estoque (2L). PVA (2A). PCS (TF).102 Orientação geográfica das janelas: . WC Fem 2 (1I). Arquivo 1 (1A). Telefonia (2G). Comercial (2M). . WC Masc 1 (2C). PCS (TF). Sala Reunião 1 (1B). enquanto os setores Sala Reunião 1 (1B). PVA (2A). Sala Café (2N). Cor das paredes: 100% dos setores classificados como “B” possuem paredes com cor clara.Norte: apenas os banheiros WC Fem 1 (1D). Estoque (2L). . Arquivo RH (2F). classificados com IEEA “C”. Sala Café (2N). Comercial (2M). Atendimento à NBR 5413: 11 dos 12 setores classificados como “C” atendem aos níveis de iluminância pela NBR 5413. Arquivo RH (2F). WC Masc 1 (1E). Sala Reunião 1 (1B). Kit Festa (2I). PCS (TF). Ventilação cruzada: Apenas 2 dos 24 setores possuem ventilação cruzada. Cor do teto: 11 dos 24 setores possuem teto com cor média: Almoxarifado (TA). Arquivo RH. PCS (TF). Kit Festa (2I). Arquivo 1 (1A). verificou-se que: Existência de janelas/ventilação cruzada: 100% deles não possui janelas nem ventilação cruzada. o que consequentemente os impede de aproveitar a iluminação e ventilação natural. Telefonia (2G). WC Fem 1 (2E). Refeitório (TE). Sala Reunião 2 (1L) e Circulação Gerência (2Q) possuem paredes pintadas com cores médias. estando apenas o setor Vigilância com valores abaixo dos mínimos exigidos pela Norma. PVA (2A).Leste: Almoxarifado (TA). RH (2J). Arquivo RH (2F). Atendimento à NBR 5413: 7 dos 24 setores classificados como “B” não atendem aos níveis de iluminância mínimos definido pela NBR 5413: Sala Treinamento (TB). Nível “C” Referente aos setores que apresentaram IEEA com valores mais baixos. Kit Festa (2I).Oeste: Sala Treinamento (TB). Sala Treinamento (TB). Meio Ambiente (2K). Comercial (2M). Kit Festa (2I). . Meio Ambiente (2K).

Hall PA 1 (2B). Para melhor compreender e discutir sobre as características de cada ambiente. Idade Fonte: Autora. quanto à iluminação e ventilação. porém os setores Sala Reunião 1 (1B). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) possuem cor média para o teto. Vigilância (TG). Sexo .3 Diagnóstico da percepção dos funcionários Conforme já mencionado. Hall PA 1 (1G). enquanto os setores Hall PA 1 (TC).8. Cor do teto: 8 dos 12 setores possuem cor clara. na qual os mesmos avaliam as características do ambiente em que trabalham. Os resultados da pesquisa realizada encontram-se nas figuras 50 a 65. A partir da realização de um comparativo com a opinião dos funcionários. o que implica em uma menor refletância e consequentemente menor iluminância do ambiente. o que representa uma possibilidade de melhoria. Sala Reunião 2 (1K). entre outros fatores.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. CPD/CFTV (1F).3. 4.1. Hall PA 2 (2H) e RH (2J) possuem piso com cores médias. Sala Reunião 3 (1L). Sala Reunião 2 (1L). os dados do índice de eficiência energética foram confrontados com os dados obtidos com a aplicação do questionário com os funcionários. foi possível priorizar melhorias nos ambientes avaliados.103 Cor do piso: apenas 2 setores possuem piso com cor clara. Perfil dos entrevistados Figura 50 . foram entrevistados 195 funcionários de um total de 306 que trabalham no Prédio Administrativo de acordo com questionário apresentado no Apêndice VI. Hall PA 2 (1M).

Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação artificial . a maior parte dos entrevistados trabalha a menos de 5 anos na empresa (62%). 33% trabalha a menos de 1 ano e 29% trabalham entre 2 a 5 anos.104 Figura 51 . o que confere que os funcionários possuem. Os dados obtidos com a aplicação do questionário permitiram verificar que. em sua maioria. Escolaridade: Tempo em que trabalha na empresa: Fonte: Autora. sendo que destes. é do sexo feminino (68%) e possui como escolaridade ao menos o ensino superior incompleto (55%). a maior parte dos entrevistados possui entre 21 e 30 anos (52%). quanto ao perfil dos funcionários. um bom grau de instrução.Perfil dos funcionários entrevistados do prédio administrativo. sendo 4% com superior completo e 14% dos entrevistados com pós graduação. Apenas uma pequena parcela dos entrevistados trabalha a mais de 10 anos no terminal portuário. Com relação ao tempo em que trabalham na empresa.

O refeitório apresentou valores de iluminância bem maiores que o especificado pela norma.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham.105 Figura 52 . acima dos valores mínimos exigidos pela NBR 5413. . Isto pode explicar o fato dos funcionários considerarem a iluminação deste ambiente como excessiva. Na sua opinião quanto a iluminação artificial do setor. conforme é possível verificar na tabela 23. de fato. esta é: No que se refere à localização das lâmpadas. observou-se que os valores de iluminância estão. 60% são do setor PCS. 70% trabalham na cozinha e refeitório. verifica-se que: . esta é: Fonte: Autora. A maior parte dos entrevistados considera a iluminação artificial de seu ambiente de trabalho satisfatória (87%). 20% do setor Kit Festa e 20% do setor comercial (1º piso).Da parcela dos entrevistados que consideraram a iluminação artificial como excessiva. Nestes ambientes. Realizando um comparativo entre a percepção dos funcionários e os valores obtidos com a medição da iluminância dos ambientes do PA. verifica- .Da parcela de entrevistados que consideraram a iluminação artificial como insatisfatória (5%). enquanto 8% consideram excessiva e 5% disseram que a iluminação artificial é insatisfatória. Em comparação com os valores de iluminância obtidos com as medições.

72% considera como adequada. o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? Fonte: Autora. Apenas o setor comercial atende ao valor mínimo exigido pela norma. A iluminação natural produz ofuscamento aos olhos dos funcionários? Em caso afirmativo.106 se que os setores PCS e Kit Festa não atendem os limites mínimos exigidos pela NBR 5413. Meio Ambiente (2K) e Comercial (2M). percebe-se que 67% afirma ocorrer no período da manhã. a iluminação natural do ambiente não produz ofuscamento. Com base nos dados do questionário. Kit Festa (2I). o que explica a opinião dos funcionários quanto a este questionamento. . enquanto 44% responderam que sim. 25% como regular e apenas 3% considera a localização ruim. É possível analisar que. Dentre os entrevistados que consideram a localização das lâmpadas como ruim. Quanto questionados sobre o horário aproximado do ofuscamento. 33. 33% no Comercial (1º piso) e 33% no setor de Meio Ambiente. Estoque (2L). na opinião da maior parte dos funcionários entrevistados (58%).3% trabalham no setor PCS. Sobre a localização das lâmpadas. verifica-se que os funcionários que responderam que sim são dos setores: comercial (1H). PCS TF). Avaliação dos entrevistados quanto à iluminação natural Figura 53 – Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham.

69% responderam que sim. tais setores possuem película nas janelas. Na sua opinião as janelas possuem tamanho adequado à área da sala? Seu local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? Fonte: Autora. o que possibilita menor incidência de iluminação natural no ambiente. enquanto naqueles com orientação geográfica para leste ocorre ofuscamento no período da manhã . Os funcionários que consideraram o . é possível relacionar os mesmos com a existência ou não de persianas. Verificou-se ainda que. Para melhor compreender estes dados e identificar possibilidades de melhoria. enquanto 31% fizeram observações de que o tamanho das janelas poderia ser maior. verifica-se que os setores na qual os funcionários apontaram ter ofuscamento pela iluminação possuem persianas. A partir dos dados de característica do ambiente obtidos. O ofuscamento no período da tarde se dá nos setores com orientação geográfica das janelas para oeste .Kit Festa (2I) e Comercial (1H).Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. Comercial (1H) e Estoque (2L).Meio Ambiente (2K). além de persianas. o que os dá condições para controlar melhor a incidência da iluminação natural no ambiente. Quando questionados se consideram o tamanho das janelas adequado ao tamanho da sala em que trabalham.107 enquanto 33% afirma ocorrer no período da manhã. Figura 54 .

e assim ter condições para o melhor aproveitamento da mesma. Realizando um comparativo com as observações realizadas in loco. Você considera que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala? Fonte: Autora De acordo com os resultados do questionário aplicado. o posicionamento dos equipamentos de trabalho deve estar perpendicular a uma janela ou lâmpada. a maior parte dos entrevistados 99% acreditam que seu equipamento de trabalho está localizado em local adequado da sala. Cozinha (TD). e os demais setores considerados pelos entrevistados possuem janelas com área maior que 30% e menor que 50% com relação à área da parede que ocupam. PCS (TF). de acordo com Gozlan (2012) não é o ideal. o setor Vestiário.108 tamanho das janelas inadequado ao tamanho da sala são dos setores Almoxarifado (TA). 2012). que.Opinião dos entrevistados quanto à iluminação no ambiente em que trabalham. Figura 55 . Vestiário (TH). PVA (2A) e Comercial (1H). verifica-se que dentre os setores considerados pelos entrevistados como tendo tamanho de janelas inadequado á área da parede. para evitar que os olhos se ajustem a diferentes intensidades luminosas e evitar reflexos na tela (GOZLAN. . Para evitar o ofuscamento pela iluminação natural. porém 23% dos entrevistados responderam que seu equipamento de trabalho não está posicionado perpendicular às janelas. possui janelas com área menor ou igual a 30% com relação à área da parede que ocupam.

Os que afirmaram já ter ocorrido discussão sobre a disposição do mobiliário. responderam que não (100%). A partir dos dados obtidos.109 Figura 56 . foi devido à insuficiência de conforto visual? Fonte: Autora. quando questionados se foi devido à insuficiência de conforto visual. Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? Em caso afirmativo.Opinião dos entrevistados quanto ao conforto visual no ambiente. percebe-se que 89% dos entrevistados disse nunca ter ocorrido uma discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho. Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação natural do ambiente . sendo que apenas 11% afirma já ter ocorrido.

já que tais ambientes não proporcionam as melhores condições para tal aproveitamento.110 Figura 57 . mesmo em ambientes que não possuem acesso para ambientes externos. de acordo com a resposta dos entrevistados. com as portas e janelas abertas. Verificou-se que dos funcionários que responderam que a ventilação natural dentro da sala é insatisfatória trabalham em setores que possuem janela com tamanho menor que 30% com relação à área da parede (Kit Festa e Estoque). Realizando um comparativo com a sensação de ventilação natural dentro da sala. enquanto apenas (31%) possuem. . em setores que não possuem janelas: como CPD/CFTV e RH. o que explica a insatisfação com a ventilação natural. O corredor que dá acesso às salas é aberto para ambientes externos? A ventilação natural dentro da sala. é: Fonte: Autora. Os resultados obtidos com o questionário referente à ventilação natural permitiram verificar que a maior parte dos ambientes do prédio administrativo (69%) não possui acesso para ambientes externos. verifica-se a maior parte dos entrevistados a classificam como satisfatória (80%).Opinião dos entrevistados quanto às condições de ventilação no ambiente.

A localização do ventilador ou ar condicionado é: Fonte: Autora.111 Avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica do ambiente Figura 58 . Figura 59 . No setor onde você trabalha há ventilação mecânica? A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: Fonte: Autora.Opinião dos entrevistados sobre condições de ventilação mecânica no ambiente. .Opinião dos entrevistados sobre as condições de ventilação mecânica no ambiente.

Avaliação dos entrevistados quanto à setorização elétrica Figura 60 . ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: Fonte: Autora. Isto possibilita verificar que seria interessante que o terminal portuário revisse a localização destes equipamentos.112 De acordo com a avaliação dos entrevistados quanto à ventilação mecânica no ambiente em que trabalham. se percebe que 96% dos setores existentes no Prédio Administrativo possuem ventilação mecânica. Dentre os entrevistados. que no caso. Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. 25% acredita que é insatisfatória e 5% considera como excessiva. a fim de que todos os funcionários se beneficiem da ventilação artificial existente quando houver necessidade de utilização da mesma. porém 37% acreditam ser regular e 20% considera como ruim. 43% acredita que a quantidade de equipamentos existentes para ventilação mecânica é adequada. caracteriza-se por aparelhos de ar condicionado.Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. conforme resultados obtidos a partir do levantamento de equipamentos elétricos. 43% dos entrevistados afirmaram que é adequada. Quando questionados sobre a localização dos ventiladores ou ar condicionados. .

Opinião dos entrevistados quanto à setorização elétrica no ambiente em que trabalham. como lâmpadas. Avaliação dos entrevistados quanto à importância do gerenciamento de energia . sendo que a maior parcela dos entrevistados não acredita que a setorização seja adequada. enquanto 41% considera regular e 16% considera inadequada. Uma parcela de 43% dos entrevistados acredita que a setorização é adequada.113 Figura 61 . por exemplo. bem como de acordo com a disponibilidade de luz natural. Isto possibilita identificar a necessidade de revisão da setorização elétrica nos setores do Prédio Administrativo. deve-se procurar sempre a melhor divisão dos circuitos elétricos. economizando energia elétrica? Fonte: Autora. Segundo PRUEN (2013). Você acredita que a instalação de sistemas de controles no ambiente em que trabalha pode ajudar no uso racional e eficiente de energia. Os resultados do questionário quanto à avaliação dos funcionários sobre a setorização elétrica do ambiente permitem verificar que 33% dos entrevistados responderam não existir interruptores para desligar e desligar equipamentos de forma setorizada no ambiente em que trabalham. já que a setorização elétrica adequada possibilita melhor controle sobre a utilização de equipamentos. de maneira que haja maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com as áreas ocupadas de cada ambiente.

I: “Pois permite uma redução considerável dos custos para com isso haver investimento em outras áreas". hoje as pessoas não colocam em prática. É importante destacar alguns comentários registrados pelos funcionários no questionário. H: "Para evitar custos. B: "Vejo muitas lâmpadas acesas por falta de iluminação externa". F: "Porque gerenciando a energia consequentemente há economia para a empresa".Opinião dos entrevistados sobre a importância do gerenciamento de energia na empresa. D: "Para redução de custos e a possibilidade de inclusão de novas formas de energia no dia-a-dia". saem e deixam o ambiente com a energia ligada". G: "A energia é um recurso escasso e caro. C: "Por que a energia tem alto custo e é um recurso limitado. aproveitar a luz solar". pois atualmente não há". A: “Ajuda no baixo consumo”. J: "Há necessidade de conscientização dos funcionários. além de demandar muito do meio ambiente. por isso deve ser economizado para garantir a continuidade dos processos que utilizar energia". reduzir seu consumo é fundamental". o gerenciamento de energia é importante para a empresa? Por quê? Fonte: Autora. Os resultados apresentados na figura 62 possibilitam verificar que o gerenciamento de energia é visto por 99% dos entrevistados como algo importante para a empresa. Na sua opinião. . Evitar desperdício. sobre o motivo pelo qual acreditam ser o gerenciamento de energia algo importante para a empresa (quadro 8): Quadro 8 – Resposta de alguns funcionários sobre o motivo pelo qual acreditam que o gerenciamento de energia é algo importante para a empresa.114 Figura 62 . E: "Sim é muito importante termos esta conscientização.

contribui para a preservação dos recursos naturais e melhor aproveitamento destes". Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema "Energia/Consumo de Energia" na empresa? Fonte: Autora. O: "Gostaríamos de receber palestra para entender melhor sobre este assunto". Figura 63 – Opinião dos entrevistados quanto à realização formação referente ao tema Energia. preservação dos recursos naturais e pelo consumo consciente de cada indivíduo".Interesse dos entrevistados em participar de formação referente ao tema Energia. . N: "Devido ao custo e benefício". Com relação à questão anterior. você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? Fonte: Autora.115 K: "Economia e produtividade dos funcionários". L: "Pela economia em termos financeiros. M: "É importante pois além de reduzir custos para a empresa. Figura 64 . Fonte: Autora.

Quando a ventilação natural é satisfatória. você desliga o computador? Quando a iluminação natural supre as necessidades visuais.Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia. cursos ou seminários que abordem o tema. Cerca de 87% dos entrevistados afirmam ter interesse em participar de alguma formação referente ao tema Energia. o ventilador e o ar condicionado são desligados? Fonte: Autora. Quando sai para o almoço. sendo possível identificar a necessidade de realização de novas palestras sobre o tema na empresa. as lâmpadas são desligadas? Fonte: Autora. Foi verificado que aqueles que responderam já ter participado de alguma formação trabalham há mais de 5 anos na empresa. Aspectos comportamentais dos entrevistados Figura 65 .116 É possível verificar que a maior parte dos funcionários entrevistados (88%) nunca participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema Energia ou Consumo de Energia na empresa. o que confere uma oportunidade de melhoria para a empresa a realização de palestras. Figura 66 . .Avaliação dos entrevistados sobre seus aspectos comportamentais relacionados ao consumo de energia.

15h e 19:30h no Prédio Administrativo. em que 59% dos entrevistados responderam que não desligam seu computador no horário de almoço. para verificar se o uso de ar condicionado ocorre sem a real necessidade. foram realizadas as observações in loco nos setores nos diferentes horários. já que implicam em análises mais complexas sobre o conforto térmico do ambiente. durante determinado período do dia permaneceram ligados sem utilização. Horário da Observação Computadores Ligados Computadores em uso 10h 258 212 243 258 23 TOTAL 76 231 3 12:30h 15h 19:30h Desperdício Computadores % 46 167 27 87 260 18 69 10 54 Fonte: Autora. 12:30h. para verificação do uso da iluminação e de computadores.Número de computadores ligados e em uso contabilizados nos horários das 10h. foi possível contabilizar um total de 260 computadores que. Apenas os dados do questionário referente a utilização de ar condicionado não serão confrontados com dados de observação in loco. realizou-se a observação in loco em diferentes horários. A partir das observações realizadas nos setores do prédio administrativo em diferentes horários. Uso de computadores Os resultados das observações realizadas quanto ao uso de computadores seguem na tabela 27 a seguir.3.8. Tabela 27 .117 Para que se pudesse discutir os dados referente aos aspectos comportamentais dos funcionários. percebeu-se 69% dos computadores observados estavam ligados sem utilização enquanto almoçavam. Comparando este resultado com os resultados do questionário elaborado com os funcionários. 4.4 Observação dos aspectos comportamentais dos colaboradores Para verificar a veracidade das respostas dos funcionários quanto aos seus aspectos comportamentais relacionados ao uso de computadores e iluminação. .1.

05 67. com 12 horas por dia. Para verificar o consumo dos computadores que permaneceram ligados mesmo após o término do expediente dos funcionários. Ao longo de um mês.10 Desktop Infoway/LG 40 0. É importante destacar que para cálculo do consumo. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados no horário de almoço em apenas um dia.25 por kWh.00 264. foi de 15.10 Fonte: Autora. e posteriormente o consumo ao longo de um mês. também foram realizadas observações. este valor passa para 331.024 3. considerando que entre 12:30h e 13:30h a tarifa cobrada é referente ao horário fora de ponta.05 kWh.76 ao dia e R$ 82. . considerando o tempo de almoço como 1 hora. Para cálculo em escala mensal.10 kWh.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário de almoço. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício. tomando como base o mesmo número de computadores em desuso. De acordo com os cálculos realizados. no horário das 19:30h. apenas com o monitor em stand by. o que significa o desperdício de R$ 3. tem-se um custo de R$0. Quadro 9 . também foram considerados 22 dias de trabalho no mês.05 331. considerando uma jornada mensal de 22 dias de trabalho. Equipamento Quantidade em uso Potência por equipamento (kW) Consumo diário (kWh) Consumo mensal (kWh) ThinClient 127 0. sem considerar a potência do monitor. 20 possuem modelo com potência de 0.118 Dos 167 computadores ligados sem utilização no horário de almoço.77 ao longo de um mês.024kW (ThinClient). totalizando 12 horas do momento da observação ao horário de início do expediente no dia seguinte.3kW (Infoway/LG) e 147 possuem modelo com potência de 0. considerou-se que os computadores permaneceram ligados das 19:30h às 7:30h. o quadro 9 apresenta os dados de consumo pelo uso destes equipamentos em um dia.00 Total 167 - 15.3 12. e as considerações sobre o modelo e a potência dos equipamento estão apresentadas no quadro 10. Para que se possa traduzir em valores de consumo de energia o que este dados representam.

62 ao longo de um mês. tomando como base os mesmo número de computadores em desuso. já que a potência nestas condições é bastante reduzida.05 toneladas de CO2e por mês e ao longo de um ano. tem-se um total de R$ 120.52 55. estes valores podem parecer em um primeiro momento parecer insignificantes. porém.5 horas e tarifa a R$0. e que poderia ser aplicado.72 Nota: O consumo em standby (modo de espera dos computadores) foi desconsiderado nos cálculos realizados.82 kWh.26 kWh.03 2. o que significa um custo mensal desnecessário à empresa. este valor passa para 137.71 ao dia e R$ 37. . O investimento em eficiência energética no Prédio Administrativo pode então.74 82. Consumo total Consumo total diário (kWh) – 12 mensal (kWh) horas Equipamento Quantidade em uso Potência unitária (kW) ThinClient 13 0.024 3. Com a redução do desperdício. tem-se tarifa cobrada a R$1. ao longo de um mês. Além do custo associado ao consumo. há de se considerar que com a redução do desperdício observado nos horários de almoço e pós expediente.5 horas. Ao longo de um mês.119 Quadro 10 .28 Desktop Infoway 7 0. em projetos de eficiência energética.44 Total 167 - 6.72 kWh. um total de 0.66 toneladas de CO2e. com melhorias na eficiência energética do setor. indiretamente.26 137. temse uma economia de 468. o valor que antes era custo pode ser convertido em investimento.47 por kWh durante 10. Em comparação com o consumo e o custo mensal do terminal portuário. considerando que entre 19:30h às 07:30h a tarifa é cobrada das 19:30h às 6h como horário de ponta e das 6h às 7:30h como horário fora de ponta. foi de 6. o que significa um custo total de R$ 1.Consumo diário e mensal calculados a partir do número de computadores ligados sem utilização no horário pós expediente. o consumo de energia referente ao tempo em que os computadores permaneceram ligados entre o as 19:30h e o horário de início do próximo expediente (total de 12 horas) em apenas um dia.39. somandose o custo com computadores ligados sem utilização em horários de meio dia e pós expediente. por exemplo.25 por kWh durante 1. o que significa que a organização deixaria de emitir. De acordo com os cálculos realizados. 0. Calculando o custo que o terminal portuário possui com este desperdício pós expediente. contribuir com uma redução ainda maior do consumo de energia elétrica. Fonte: Autora.

verificou-se que dos entrevistados que consideram a setorização inadequada. b) Prédio Administrativo . ou seja. foi possível identificar possibilidades de melhoria quanto ao uso e consumo de energia do terminal portuário nos seguintes itens: a) Sistema Smart 32 – Adequação do sistema para que se possa obter dados confiáveis de consumo de energia nas áreas do terminal portuário.2 Identificação e priorização de oportunidades de melhoria Considerando todos os aspectos analisados na Revisão Energética. Kit Festa e Comercial. .120 Uso da iluminação artificial Ao realizar a observação sobre o uso da iluminação artificial no Prédio Administrativo. visando melhor utilização da energia elétrica para iluminação artificial e redução de desperdícios.3. 29% são dos setores Estoque. 22% do setor Kit Festa e 14% do setor Comercial. A observação dos ambientes no horário de almoço permitiu verificar que locais como Estoque. considerando que a maioria dos equipamentos não são classificados pelo PBE nem possuem Selo Procel. Comercial e Sala de Café permaneceram com as lâmpadas acesas mesmo que funcionários não estivessem utilizando o ambiente. ambos estão conectados à iluminação de outros setores que naquele momento utilizavam a iluminação. c) Melhorias quanto à setorização de circuitos no Prédio Administrativo. d) Melhoria quanto aos equipamentos existentes no prédio administrativo. visando utilizar equipamentos com maior eficiência energética. Em comparação com os dados do questionário. e) Redução do consumo de energia não renovável visando reduzir as emissões de GEE.Melhoria nos acabamentos internos da edificação visando o melhor aproveitamento da iluminação natural. verificou-se que em alguns ambientes ocorre o desperdício de energia por consequência dá má setorização de circuitos elétricos. o que confere a percepção dos funcionários destes setores para o problema de setorização observado. 4. A falta de setorização adequada possibilita que alguns ambientes permaneçam com as lâmpadas acesas mesmo em momentos em que elas poderiam estar apagadas. Também foi verificado que os 16% de entrevistados que consideram a localização dos interruptores como ruim também são dos setores Estoque. pois seus circuitos não estão bem setorizados.

4. caso sejam executadas.GLP: 1.Energia elétrica: 310. foram considerados os dados do do ano de 2012 como linha de base energética.580 kWh/mês. já que este é o período na qual a empresa possui dados sobre todas as fontes de energia consumidas em suas atividades.121 f) Redução de consumo de energia elétrica em horários de ponta no Prédio Administrativo. através do cálculo da média do consumo de energia no período considerado.62 t/mês. Sendo assim.5 INDICADORES DE DESEMPENHO ENERGÉTICO Para que se possa compreender o desempenho energético do terminal portuário em estudo e para que a empresa realize futuramente a comparação de dados entre o período da linha de base e o período após a implantação de melhorias. .73 m³/mês. antes e depois da implantação de melhorias. haja vista que não se obtiveram dados de uma empresa com características similares às do terminal portuário. Nível 1 – Abrangência global Os indicadores levaram em consideração a média de dados entre os meses de janeiro a dezembro de 2012: o Consumo de energia elétrica mensal por funcionário: Considerando que o consumo médio de energia elétrica no período da linha de base foi de 310.580 kWh/mês e . Estes valores não serão comparados com outra organização. a fim de que a mesma possa comparar seu desempenho ao longo do tempo.Óleo diesel: 12. obtevese a seguinte linha de base para todo o terminal portuário: . desenvolveram-se os indicadores de desempenho energético. a partir da conscientização dos funcionários. Os indicadores foram definidos de modo que possam ser atualizados pela organização ao longo de sua operação. que neste item apresentam os valores com base nos dados obtidos neste trabalho.4 LINHA DE BASE ENERGÉTICA Com base nas informações da revisão energética. . 4.

04 tCO2e o Índice de consumo de energia renovável: 67.74 tCO2e o Emissões diretas totais: 473. TECON: o Consumo de energia elétrica médio (mensal) no período de abril a novembro/2012: 181. obteve-se como atual indicador 755.27 R$/kWh e Custo unitário do Consumo em Horário de Ponta: 1.04% Nível 2 – Abrangência por área Embora se tenha verificado que os dados registrados pelo software Smart 32 não contempla todos os consumos de energia do terminal portuário. .1 o Índice de fator de potência: 0.27 o Índice de fator de carga médio (ponta): 0. estando subestimados os dados de cada área. o Custo de energia elétrica mensal por funcionário: 280. o Índice de fator de carga médio (fora de ponta): 0. Sendo assim.96% o Índice de consumo de energia não renovável: 32.122 que a média de funcionários em todo terminal portuário neste mesmo período foi de 411.23 R$/funcionário. foram identificados os valores de indicadores para posteriores comparações da organização. o Quantidade de emissões totais de GEE4: 680.Custo unitário do Consumo Fora de Ponta: 0.63kWh/m². o Custo unitário da energia elétrica adquirida da concessionária: .98.41 R$/kWh. 4 Emissões de CO2e em 2012.267 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por contêiner refrigerado: 77 kWh/unidade o Custo de energia consumida média (mensal) por contêiner refrigerado: 21. o Consumo de energia mensal por área útil total: De acordo com a Licença Ambiental de Operação da empresa a área útil de todo o terminal portuário é de 36.70 tCO2e o Emissões indiretas (aquisição de energia elétrica): 207.000m². obteve-se um indicador de 8. É importante destacar que a razão entre o consumo anual médio registrado pela CELESC e o consumo anual médio registrado pelo Smart 32 é um indicador importante para a verificação da adequação dos medidores do referido software.35 R$/unidade.67kWh/funcionário.

o Custo de energia médio (mensal) de cada setor por funcionário trabalhando na respectiva área: 21.620 kWh o Custo de energia médio (mensal) na área no ano de 2012: R$ 20. .603.23 kWh/funcionário.34 kW o Potência total em condicionamento do ar no PA: 325.250 kWh o Consumo de energia elétrica médio (mensal) de todo o PA por funcionário: 30.68 R$/funcionário o Consumo de energia elétrica médio (mensal) por área útil: 4.96 kWh/m² o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 0.37 tCO2e/mês PRÉDIO ADMINISTRATIVO: o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 10. 29 e 30 a seguir apresentam os indicadores de desempenho energético para cada setor do Prédio Administrativo.123 o Emissão média mensal de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 11.84 tCO2e/mês ARMAZÉNS (I e II): o Consumo de energia médio (mensal) na área entre abril e novembro de 2012: 51.45 kW o Potência total em iluminação no PA: 40.91 kW o Potência total de computadores no PA: 18.67 tCO2e/mês Nível 3 – Abrangência detalhada – Prédio Administrativo o Potência total instalada no PA: 466.31 kW o Indicadores de Desempenho Energético por setor do PA: As tabelas 28.75 o Emissão média de CO2e pelo consumo de energia elétrica registrado pelo Smart 32: 3. que foram obtidos a partir do diagnóstico de equipamentos e diagnóstico das características do ambiente a partir do IEEA.

37 0.56 0. TÉRREO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Ambulatório 11.76 1.02 Hall PA 1 0.00 Comercial 135.12 1.79 0.11 Fonte: Autora.09 - - 1.28 - Hall PA 2 0.11 WC Fem 1 0.56 Vigilância 2.18 - - 0.37 5.09 - - 1.10 Sala Treinamento 9.85 1.65 0.37 0.89 Vestiário 24.00 Cozinha 37.03 - - CPD/CFTV 30.39 2.09 0.64 - 2.33 Copa 2.55 7.78 1.28 0.79 1.54 9.67 1.03 - - 1.00 Sala Reunião 3 5.86 1.28 - - 1.37 - - Sala Reunião 2 5.03 0.37 - - 1. 1º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Arquivo 1 0. Tabela 29 .10 8.72 2.28 - 0.31 0.28 - 1.73 2.22 Refeitório 17.38 112.28 0.56 2.124 Tabela 28 .18 - - 2.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do pavimento térreo do Prédio Administrativo.18 5.31 - 1.65 1.65 0.20 22.46 0.37 5.56 1.78 2.51 0.09 0.24 0.37 9.Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 1º piso do Prédio Administrativo.92 0.22 Sala Reunião 1 5.78 0.67 WC Masc 1 0.14 Almoxarifado 10.46 - - Fonte: Autora.28 0.33 WC Fem 2 0.08 0.00 Hall PA 1 0.28 0.04 12.89 PCS 7.75 1.29 9. .56 WC Masc 2 0.55 5.67 - - Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) Não foi atribuído (em reforma) 1.48 3.

29 0.89 Meio Ambiente 2.46 - 1.37 - - 1.00 1.56 Fonte: Autora.14 1.56 Sala Reunião 1 1.66 Comercial 19.56 Hall PA 1 0.38 0.47 17.37 3.28 - Sala Gerência 4.10 9.28 - - 1. tomando-se como base os resultados obtidos na revisão energética. para que através de propostas de ação.28 - - 1.66 17. puderam ser estabelecidos os objetivos quanto oportunidades de melhorias de desempenho energético definidas como prioridade para a organização.00 WC Fem 2 0.56 WC Masc 2 0.09 5.125 Tabela 30 – Indicadores de desempenho energético aplicado aos setores do 2º piso do Prédio Administrativo.33 Telefonia 5.38 Sala Café 1.6 OBJETIVOS ENERGÉTICOS A partir do modelo de política energética elaborado para a implementação de um SGE e com base nos dados obtidos a partir da Revisão Energética.74 - 0.44 Hall PA 2 0.33 1.00 WC Masc 1 0.55 - Sala Reunião 2 5.34 1.44 Estoque 20.40 1.18 0.19 - - 1.01 - 0. Ao lado de cada objetivo estão relacionados os indicadores que servirão para informar à organização o seu desempenho energético.01 1.52 0.28 - 1.28 0. 2º PISO SETOR Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) Potência instalada de ar condicionado (kW) Potência instalada de computadores (kW) Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEEA) PVA 11.78 Arquivo RH 0.00 Kit Festa 77.92 - - 1.33 2.28 0.37 0.11 WC Fem 1 0.28 1.37 - - 1.44 Circulação Gerência 1.37 0.62 0.58 0. .92 - 0. Foram estabelecidos os objetivos apresentados no quadro 11. 4.18 0.37 5.37 0.50 1.64 0.44 RH 2.94 1.56 1.34 2.08 1.94 70.58 0.44 1.78 Vestiário PVA 0.16 0.04 0.96 0.20 0.09 0.51 1.19 - - 2.09 - - 1.45 1.92 0.

Quantidade de energia total consumida por hora trabalhada .Objetivos propostos para a melhoria do desempenho energético do terminal portuário em questão.Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário fora de ponta Óleo Diesel Empilhadeiras Energia Elétrica Objetivos (1) Monitorar o consumo de energia com base em dados confiáveis dos medidores Óleo diesel GLP (2) Reduzir o consumo de energia GLP (3) Reduzir as emissões de GEE Elétrica Fogão industrial Índice de Eficiência Energética do Ambiente (IEAA) - Terminal Portuário - - Terminal Portuário Índice de fator de carga - (4) Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo Térreo/1º Piso/2º Piso Óleo diesel/GLP/Elétrica (5) Formar uma equipe responsável pelo SGE (6) Utilizar energia elétrica de forma racional Fonte: Autora.Quantidade de energia consumida por hora trabalhada em horário de ponta . Área/Equipamento IDE Unidade TECON/Armazéns/Prédio Administrativo/ Software Smart 32 Razão entre o consumo mensal de energia registrado pela CELESC e o consumo mensal total registrado pelo Smart 32 - Empilhadeiras Maclift e Reach Staker Quantidade de Óleo diesel comum consumido por hora trabalhada l/h Fogão industrial Quantidade de GLP consumido por mês t/mês Elétrica TECON/Armazéns/Prédio Administrativo .126 Quadro 11 . tCO2e Terminal Portuário Elétrica Elétrica Quantidade de emissões de GEE kWh/mês .

e para que se possa compreender os dados medidos. para que se verifique se houve ou não redução do consumo de energia.2 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de Óleo Diesel e emissões de GEE pelas empilhadeiras Visando reduzir a utilização de combustíveis fósseis no terminal portuário. 4. Caso contrário. é necessário inicialmente adequar o sistema de medição do consumo de energia por área. com a utilização a partir da mistura com o óleo diesel comum atualmente utilizado para a operação das mesmas. a partir de uma verificação por parte de empresa especializada. . Armazéns II e II e Prédio Administrativo) poderão ser monitoradas ao longo do tempo.7. se propõe inicialmente a adequação das instalações do medidor Smart 32.1 Objetivo 1: Monitorar o consumo de energia das áreas TECON/Armazéns/Prédio Administrativo com base em dados confiáveis Para que se possa realizar o monitoramento do consumo de energia elétrica a partir verificação dos dados ao longo da operação do SGE.7. entre outros. verificouse como possibilidades de melhoria para a redução de emissões de GEE a inclusão de biodiesel como combustível complementar para as empilhadeiras Maclift e Reach Staker. milho. as áreas consumidoras de energia elétrica (TECON. não se terá confiabilidade nos dados apresentados pelo software Smart 32 e não será possível saber como as medidas de melhoria implementadas pelo terminal contribuíram para a redução do consumo de energia elétrica. já que o biodiesel é produzido a partir de biomassa como bagaço de cana. reduzindo assim o consumo de óleo diesel comum. Considerando a necessidade de monitoramento dos dados em um SGE baseado na ISO 50001:2011.127 4. 4. de origem fóssil e aumentando o índice de utilização de energias renováveis. A partir da adequação do sistema medidor.7 PLANOS DE AÇÃO A seguir estão propostas as ações que contribuirão para que a organização atinja os objetivos energéticos anteriormente descritos. já que parte da energia consumida não vem sendo contabilizada pelo software instalado. de todos os circuitos elétricos do terminal.

De acordo com Logweb (2011).84 Biodiesel 152.7.Comparação de custos para óleo diesel comum e biodiesel.17 413.73 por ano. sendo assim.343 318. Embora assim.343 316. Tabela 31 . sugere-se que sejam adquiridos equipamentos certificados pelo CONPET.12 toneladas de CO2e por ano. com maior eficiência.800. o biodiesel proporcionaria menor emissão de GEE (cerca de 8% menos tCO2e). é necessário verificar se esta utilização é capaz de provocar problemas em motores que não são adaptados para receber estes combustíveis.674. a alteração desta matriz energética para biodiesel reduziria os custos em aproximadamente R$1.3 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de GLP e emissões de GEE pelo fogão industrial Este é um indicador difícil de se avaliar. . caso o terminal portuário venha optar por adquirir um novo fogão industrial. não se pode dimensionar o consumo de GLP do mesmo por horas trabalhadas para comparar sua eficiência em kg/h com outros modelos etiquetados pelo CONPET. verificou-se com base nos dados de consumo de óleo diesel em 2012 que.44 380. de modo que com a substituição de óleo diesel por biodiesel deixariam de ser emitidos 33. De modo geral. considerando os dados de consumo do ano de 2012 (linha de base). conforme pode-se observar na tabela 31. tomando como base os dados de consumo de óleo diesel no ano de 2012. Caso seja possível substituir o uso do diesel comum pelo biodiesel. porém é necessário a realização de estudos mais detalhados para uma conclusão mais precisa acerca da proposta. que apresentem os níveis de eficiência “A” e que tenham características conforme apresentadas na figura 67. identificou-se essa oportunidade de melhoria. 4.72 Combustível Fonte: Autora. Além de ter um menor custo.873. Consumo (litros) Custo (R$) Emissões de GEE (tCO2e) Óleo diesel comum 152. já que não se sabe ao certo o tempo de utilização do fogão industrial.128 Porém não se pode dizer com total certeza sobre a viabilidade da utilização deste combustível para uso específico em empilhadeiras.

Com a redução dos desperdícios de alimento se reduz a demanda de refeições a serem realizadas. Observações realizadas in loco durante horários de almoço permitiram verificar que o desperdício de alimento é bastante comum entre os funcionários. Fogão industrial Classe “A” Rendimento médio dos queimadores (%) ≥61 Índice de consumo de GLP ≤53 Fonte: Adaptado de INMETRO. sugere-se uma campanha para redução dos desperdícios de alimentos nas refeições diárias dos funcionários.129 Figura 67 . propostas para o terminal portuário em caso de aquisição de novos equipamentos. 2013. e consequentemente o consumo deste combustível fóssil. acredita-se então que uma maneira de se reduzir o consumo de GLP sem substituir o equipamento é a partir da conscientização dos funcionários quanto ao desperdício de alimentos. maior a quantidade de GLP consumido para sua produção. o que possibilita identificar . Considerando que o terminal portuário não venha a substituir seu fogão industrial pela falta de dados reais para um comparativo de eficiência.Características de fogões classificados pelo CONPET como “A”. Sabendo-se que quanto maior a demanda de refeições diárias.

4. 2013).2 Instalação de dispositivos economizadores para iluminação . procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de acordo com a disponibilidade de luz natural. já que interruptores das lâmpadas de um setor ficam muitas vezes localizados em outro setor. Contudo. os funcionários terão a possibilidade de realizar o acionamento apenas da parcela de lâmpadas que for necessário naquele momento.7.1 Setorização de Circuitos para melhor integração entre a iluminação artificial e natural Para que se possa realizar um melhor controle sobre uso e consumo de energia. 4. esteja corretamente dimensionada e a setorização esteja adequada. 4. e com isso.7. Desta forma. especialmente a do Prédio Administrativo. evitando o desperdício de energia elétrica. já que não se sabe a quantidade de GLP utilizada para realização de cada tipo de refeição. assim como a distribuição das luminárias. ocorre desperdício de energia. Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas devem ser instalados no mínimo interruptores de duas teclas. é necessário que a iluminação do terminal portuário.130 que a realização de uma campanha contra o desperdício de alimentos é uma oportunidade de melhoria que pode levar ao atendimento dos objetivos de redução de consumo e de emissões de GEE pelo uso de GLP. o que se torna um empecilho para que os funcionários desliguem as lâmpadas nas quais precisam.4.7. pois desta forma há possibilidade que o acionamento das fileiras pelos funcionários ocorra na medida do necessário. deve-se destacar que a proposta de campanha para redução do desperdício não permite estabelecer metas concretas de redução do consumo pelo fogão industrial. Verificou-se que em muitos ambientes as lâmpadas não possuem setorização adequada. O acionamento das lâmpadas deve então ocorrer à medida que a iluminação natural não for suficiente para atender os níveis mínimos de iluminação requeridos para cada tarefa (PRUEN.4 Objetivos 2 e 3: Reduzir o consumo de energia elétrica e emissões de GEE no Prédio Administrativo 4. Propõe para os setores do prédio administrativo a implementação de comandos por pequenos blocos de luminárias.

Fonte: DW Material Elétrico Industrial. são energeticamente mais eficientes e que podem manter o mesmo nível de iluminação necessário para um determinado ambiente com um consumo muito reduzido de energia (PHILIPS. sigla em inglês para Light Emitting Diode (Diodos Emissores de Luz). já que foi identificado que tais ambientes possuem acionamento manual das lâmpadas. 4. É importante dizer que as lâmpadas LED. e a utilização das mesmas pode contribuir para o aumento da eficiência energética em iluminação. por permanecerem ligados sem necessidade. verificou-se que a lâmpada do modelo LED possui notáveis vantagens quando comparadas às lâmpadas atualmente existentes. modelo escolhido para o cálculo é a lâmpada Master LEDtube fabricada pela Philips. conforme apresentado no quadro 12. A figura 68 a seguir apresenta uma imagem ilustrativa da lâmpada LED proposta para o terminal portuário.131 Propõe-se a instalação de dispositivos economizadores nos corredores do prédio administrativo. no Prédio Administrativo.3 Aquisição de equipamentos mais eficientes Lâmpadas modelo LED Após a realização de pesquisas em catálogos de iluminação.4. com potência de 19W e que possui maior eficiência luminosa quando comparado ao modelo fluorescente tubular atualmente instalado nos setores do Prédio Administrativo. 2013.Modelo de lâmpada Philips do tipo LED – MASTER LEDtube proposto para instalação. 2013). . Figura 68 . por interruptores. como os existentes no Hall PA 2 do1º piso bem como no Hall PA e Hall PA 2 do 2º piso. O acionamento manual pode provocar em muitos momentos o desperdício de energia nestes ambientes.7.

140. tomando como referência a utilização de 132 lâmpadas. ou seja. . é possível verificar que a eficiência luminosa do modelo LED é cerca de 34 vezes maior que o modelo fluorescente tubular. que corresponde à quantidade de lâmpadas existentes nos setores que não atenderam aos níveis de iluminância determinados pela NBR 5413.07kW 19W*132 Peças = 2508 W = 2.Valores de potência instalada em iluminação atuais e proposta.132 Quadro 122 .Características técnicas da lâmpada fluorescente tubular atualmente existente no terminal portuário e lâmpada LED tubular proposta. enquanto a fluorescente tubular atualmente instalada no Prédio Administrativo funciona a partir de um reator de 6W. . Lâmpadas propostas Potência instalada (kW) Lâmpada atual (40W) Lâmpada proposta Fluorescente tubular Philips (40W) + Reator (6W) LED Tubular Philips (19W) Modelo TLTRS40W-ELD-25 Modelo Master LEDtube (40W+6W)*132 Peças = 6072 W = 6.000 Potência do reator (W) Etiqueta de Eficiência Energética 6 - A+ Fonte: Adaptado de PHILIPS. o modelo LED possui menor potência e consequentemente possibilita um menor consumo de energia para um mesmo fluxo luminoso.500 87 83 40. 2013.00 Fonte: Autora. Outra vantagem das lâmpadas LED é que as mesmas não necessitam de reator. Potência (W) Temperatura de cor (K) Lâmpada atual Fluorescente tubular Philips Modelo TLTRS40W-ELD-25 40 5000 Lâmpada proposta LED Tubular Philips Modelo Master LEDtube 19 6500 Características ténicas Fluxo luminoso (lm) 2600 1650 Eficiência luminosa (lm/W) Índice de reprodução de cor (IRC) Vida mediana (h) 65 70 7. a fim de verificar qual a potência instalada para cada modelo e qual o custo para aquisição das mesmas.51 kW Custo (R$) - R$145*132 Peças = R$19. De acordo com os dados apresentados no quadro 13. que demonstram as características do modelo de lâmpada atualmente utilizado no Prédio Administrativo e as características de um modelo de lâmpada LED. Quadro 13 . O quadro 13 a seguir apresenta um comparativo entre os modelos.

Segundo DW Material Elétrico Industrial (2013).7. o que significa a utilização das lâmpadas por aproximadamente 15 anos. considerando um tempo de uso de 10 horas diárias. 22 dias mensais. o tempo do retorno do investimento pela aquisição das 132 lâmpadas LED é de aproximadamente 5 anos e 11 meses.5. Desta forma. não inferior a 50%. o que resulta em uma economia aproximada de 2.5 Objetivo 4: Aumentar a eficiência energética dos ambientes do Prédio Administrativo 4.133 Ao substituir as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED. Ar condicionados Para melhoria da eficiência energética do terminal portuário.000 horas. já que as lâmpadas fluorescentes necessitam de descarte específico. As lâmpadas LED possuem tempo de vida 40. já que por possuírem maior eficiência consequentemente implicam em um menor consumo de energia elétrica. considerando que não possuem metais pesados em sua composição e por tal motivo não necessitam de um descarte especial (PHILIPS. . parede e piso dos ambientes deve ser a mais alta possível.7 kW/h e consequentemente a não emissão de 0. Segundo Rodrigues (2002). 4. A utilização de lâmpadas LED também acaba por reduzir os custos com o descarte das lâmpadas. recomenda-se que as superfícies internas dos tetos e paredes sejam pintadas de cores claras. a refletância do teto. desenvolvido pelo INMETRO.1 Melhoria nos acabamentos internos da edificação Visando melhor distribuição da luz e maior rendimento dos sistemas de iluminação interna. 2013). o consumo de energia elétrica voltada à iluminação reduz cerca de 41%.032 toneladas de CO2 para cada 1000 horas de consumo.7. os equipamentos condicionadores de ar adquiridos devem passar a respeitar os índices de eficiência mínima dos equipamentos enquadrados na faixa "A" de classificação do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). tanto artificial quanto natural. o custo do terminal portuário com manutenção das mesmas acaba reduzindo. Isso reduz o custo atual com a destinação destes resíduos.

Arquivo 1 (1A). Telefonia (2G). já que são cores que apresentam maior refletância. Sala Reunião 3 (1L). Tabela 32 – Proposta de melhorias nos acabamentos internos da edificação – Prédio Administrativo. Sala Treinamento (TB). Sala Reunião 1 (1B). PVA (2A). RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) C C Sala Reunião 1 (1B). Kit Festa (2I). Comercial (2M). Arquivo RH (2F). Meio Ambiente (2K). Hall PA 1 (2B). Hall PA 2 (1M). Sala Café (2N). teto ou piso na cor marfim ou branca. Hall PA 1 (1G). Sala Reunião 2 (1L). Sala Café (2N) e Sala Reunião 2 (2O). A . Hall PA 2 (2H) e RH (2J) B A C Pintura do piso Fonte: Autora. Vigilância (TG). Almoxarifado (TA). Estoque (2L). proporcionando assim uma maior iluminância do ambiente. CPD/CFTV (1F). PCS (TF). Sala Reunião 1 (1B). Meio Ambiente (2K). PCS (TF). Comercial (1H) Hall PA 1 (TC). Estoque (2L). Sala Reunião 2 (1L).134 Sendo assim. Comercial (2M). Kit Festa (2I). Telefonia (2G). Arquivo RH (2F). para os ambientes apresentados na tabela 31 a seguir recomenda-se a pintura das paredes. RH (2J) e Sala Reunião 1 (2T) Pintura do teto Almoxarifado (TA). Sala Reunião 2 (1K). Melhoria proposta Setor Nível do IEEA Pintura das paredes Sala Reunião 1 (1B). B Vestiário (TH) e Comercial (1H). Arquivo 1 (1A).

De acordo com USP (2013). .135 4. WC Masc 1 (1E). Nível do IEEA B A Fonte: Autora.5.7. Estoque (2L). WC Fem 2 (2R). WC Fem 1 (1D). Tabela 33 – Melhorias propostas para o melhor aproveitamento da iluminação e ventilação natural nos ambientes do Prédio Administrativo. o uso de películas nos vidros deverá ser evitado a partir do dimensionamento correto das proteções solares. as quais devem ser adequadas à orientação da fachada. o que por consequência minimiza o uso do sistema de iluminação artificial. Comercial (2M). propõe-se que os ambientes situados nas áreas perimetrais da edificação apresentem condições para aproveitamento da luz natural por meio da inclusão de janelas maiores. Telefonia (2G). 4. Considerando os dados obtidos para a elaboração do IEEA. propõe uma maior integração da luz natural nos ambientes do Prédio Administrativo. Melhoria proposta Setor Instalação de janelas mais amplas Arquivo 1 (1A). WC Fem (2C). sem bloquear a visibilidade para o exterior (figura 69). Sala Gerência (2P). Sala Café (2N). Sala Reunião 1 (1B).7. Kit Festa (2I). Comercial (1H) e Vestiário PVA (2D) Cozinha (TD). propõe a instalação de proteções solares externas.3 Instalação de proteções solares (brises) Para melhor aproveitamento da iluminação natural. chamadas de brises. sem comprometer o aproveitamento satisfatório da ventilação natural e da luz natural. WC Fem 1 (2E). Arquivo RH (2F).2 Instalação de janelas para maior ventilação/iluminação natural Para que se possa reduzir o consumo de energia elétrica a partir do uso da iluminação artificial. Para tanto. Sala Reunião 2 (2º). verificou-se que os setores com IEE nível “B” possuem maior potencial para ampliação das janelas já que possuem janelas consideravelmente pequenas (≤30%) em comparação com a área da parede em que ocupam. WC Masc 2 (2S) Vestiário (TH).5.

al. em períodos de alta insolação. já que de acordo com Verna (2013) apud Abril (2013) os brises possuem eficiência térmica. uma vez que para cada modelo de brise é necessário a coleta de diferentes dados para seu dimensionamento 4.136 Figura 69 – Brises nos telhados para melhor aproveitamento da iluminação natural com redução de ofuscamento.5. proporcionando uma redução do consumo de energia principalmente relacionado à refrigeração nos horários mais quentes do dia (Liu. (GELBCKE et al. A instalação dos brises nas janelas do Prédio Administrativo visa a redução do ofuscamento sem prejudicar a iluminação natural e visando também o aumento da eficiência térmica dos ambientes. não sendo possível definir um preço fixo por m².. ao contrário das persianas. A implementação do brise no prédio administrativo necessita de um estudo aprofundado.4 Implantação de telhado verde Os telhados verdes possuem um potencial de melhoramento do desempenho térmico de edificações. al (2010) após a implantação de telhado verde foi encontrada uma variação de até 7ºC entre a temperatura interna e externa.00. Segundo Gelbcke et al. pois são temporais e variam conforme o projeto do brise. (2012) o custo do brise-soleil depende de vários fatores. Segundo Lamberts et. com um dimensionamento detalhado. Fonte: Adaptado de USP. instalação e tipo de material. 2010). 2013.00 a R$ 800.7. . método construtivo. 2012). 2002 apud Lamberts et. Embora assim seus preços normalmente variam de R$200.

então. Desta forma.  garantir que o planejamento das atividades de gestão de energia seja destinado a apoiar a política energética da organização. os telhados verdes podem ser de grande auxílio para edificações localizadas em centros urbanos. Propõe-se.00.2.6 Objetivo 5: Formar uma equipe responsável pelo SGE Visando um melhor gerenciamento da energia.  promover a conscientização da política e objetivos energéticos em todos os níveis da organização. de acordo com a NBR ISO 50001:  Relatar à alta direção o desempenho energético. considerando que área total do telhado do Prédio Administrativo é de 667m² a implantação custaria cerca de R$133. Considerando que de acordo com Savi (2012) a implantação do telhado verde custa em média R$ 200. planejar e atuar na matriz energética do terminal portuário. Mink (2004) apud Savi (2012) afirma que a aplicação de telhados verdes em 10 a 20% das coberturas nos centros urbanos seria capaz de garantir um clima urbano saudável através da purificação do ar. as oportunidades de ganhos. ainda: identificar. a criação da Comissão Interna de Energia. 4. nas áreas. buscar soluções que . de acordo com Savi (2012). propõe-se a implantação de telhado verde no Prédio Administrativo do terminal portuário como forma de reduzir a temperatura do ambiente interno e consequentemente o consumo de energia para a ventilação artificial do ambiente.2 que a alta direção deve designar representantes da direção com habilidades e competências apropriadas para garantir que o SGE seja estabelecido.7. redução de pó e variação das temperaturas.  definir e comunicar responsabilidades e autoridades para facilitar a efetiva gestão de energia.  relatar à alta direção o desempenho do SGE. Estes representantes deverão ter as seguintes responsabilidades.  determinar critérios e métodos necessários para garantir que tanto a operação e o controle do SGE sejam efetivos. já que em geral são áreas com pouca vegetação e com microclima muito alterado. mantido e continuamente melhorado. a qual define em seu requisito 4. implementado. a fim de atender às exigências da NBR ISO 50001:2011.400. propõe-se a criação de uma Comissão Interna de Energia no terminal portuário em questão. A Comissão Interna deverá. Sendo assim.137 Além disso.00. que poderá então ser composta pelos representantes da direção.

7. e consequentemente de emissões de GEE e custos para a organização. conforme cartilha apresentada no Apêndice VII. para atender aos objetivos energéticos propostos. A realização de práticas de educação ambiental voltadas ao uso racional de energia pode ser considerada uma medida capaz de refletir diretamente na redução do consumo de energia no terminal portuário.7 Objetivo 6: Utilizar a energia elétrica de forma racional Com base nos resultados obtidos com a aplicação do questionário na etapa de Abordagem Energética Detalhada. De modo geral. através do menor custo.138 aumentem a eficiência dos processos e redução do consumo de energia. manter os indicadores de energia atuais e propor novos indicadores. . subsidiar a área comercial para negociação de contrato dos energéticos. a equipe que formará a Comissão Interna de Energia deverá buscar sempre a melhoria contínua do SGE. verificou-se que uma grande parte dos funcionários não utiliza racionalmente a energia elétrica no seu dia-a-dia. e elaborar relatórios para órgãos externos e internos. E o que mais chama atenção é que 87% dos entrevistados diz ter interesse em participar de uma formação voltada ao tema. o que confere a oportunidade ao terminal portuário de melhor orientar seus colaboradores visando a utilização racional de energia elétrica. utilizando as mais avançadas técnicas de conservação de energia e em consonância com o planejamento energético estratégico da empresa. já que por meio da conscientização dos funcionários torna-se possível a redução de desperdícios no consumo. bem como a divulgação de cartilhas informativas sobre a gestão de energia. a serem realizadas pela Comissão Interna de Energia. 4. embora 99% dos entrevistados considere a gestão de energia algo importante para a empresa. Também se deve destacar que apenas uma pequena parcela dos entrevistados disse já ter participado de alguma palestra voltada ao tema Energia na empresa (14%). Propõe-se a realização de palestras voltadas ao tema.

foram identificadas as oportunidades de melhorias. os quais são aqueles associados às fontes energéticas GLP. verificou-se que o equipamento utilizado pelo terminal portuário para o gerenciamento de energia. a qual foi verificada a partir dos Índices de Eficiência Energética de Ambiente. a redução do desperdício de energia elétrica no Prédio Administrativo pode causar além da redução de custos. já que esta fonte de energia foi identificada pelo diagnóstico energético global como a que possui o uso mais significativo no terminal portuário. sendo a energia elétrica a fonte de energia mais significativa para a organização. A contabilização de emissões permitiu identificar que as empilhadeiras movidas a diesel são as maiores responsáveis pelas emissões de CO2e no terminal portuário. Com base nos dados obtidos. Ao longo do trabalho foi possível verificar a gestão de energia da organização em estudo apresenta diversas fraquezas. a redução de emissões de GEE. Através do diagnóstico por área. não está contabilizando todos os consumos de energia da organização. A etapa de revisão energética nas três abordagens possibilitou identificar os usos e consumos significativos de energia em todo o terminal portuário. Sendo assim. Além da identificação dos usos e consumos de energia. o mau uso de energia pela falta de conscientização de funcionários associado ao uso de equipamentos de baixa eficiência energética acaba por contribuir ainda mais as emissões de gases de efeito estufa e com o esgotamento de recursos naturais. a baixa eficiência energética de diversos ambientes do Prédio Administrativo. Por outro lado. através da ferramenta disponibilizada pelo Programa GHG Protocol. Os baixos IEEA encontrados indicam que as características do ambiente podem estar ocasionando perdas de energia e gastos com consumo desnecessários. já que seus dados não são confiáveis para futuras comparações.139 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da realização deste trabalho verificou-se que o planejamento de um sistema de gestão de energia com base na NBR ISO 50001:2011 requer que se tenham instrumentos adequados para o levantamento de dados sobre os usos e consumos de energia de suas instalações. seguida pela energia elétrica e pelas empilhadeiras a GLP. o software Smart 32. como por exemplo. . que considera suas características quanto à iluminação e ventilação. o diagnóstico energético possibilitou a realização dos cálculos de emissões diretas e indiretas de GEE. o que pode ser considerado uma grande fraqueza para o controle de melhorias no caso implantação de Sistema de Gestão de Energia ISO 50001:2011. principalmente quanto ao uso de energia elétrica. Óleo Diesel e Energia Elétrica.

conclui-se que os objetivos propostos pra este trabalho foram atendidos. já que através do diagnóstico energético realizado foi possível caracterizar a matriz energética do terminal portuário como 67. considerando os dados de consumo de óleo diesel identificado na linha de base. porém caso seja possível sua utilização.04% não renovável. As propostas de melhorias realizadas neste trabalho podem contribuir para o atendimento aos objetivos propostos para o SGE do terminal portuário. esta possibilitaria reduzir cerca de 8% as emissões de CO2e. caso venha a ser realizada futuramente.96% renovável e 32. identificar as áreas de uso significativo de energia. facilitando a comunicação sobre a gestão dos recursos energéticos e impulsionando a organização à realização de práticas de melhor gerenciamento de energia. propor ações de melhoria para o desempenho energético da organização e também verificar as possibilidades de melhorias na matriz energética no sentido de reduzir as emissões de CO2. De modo geral. implantando as melhorias que forem necessárias para atendimento aos objetivos propostos. redução do desperdício a partir da conscientização de funcionários. analisar a percepção dos funcionários da empresa. permitindo criar transparência para a tomada de decisões. que tenham consequências positivas com relação à redução das emissões dos gases de efeito estufa e que também impliquem na redução de custos para a empresa. . seja através da proposta de uso de equipamentos mais eficientes. A partir do diagnóstico energético para atendimento à NBR ISO 50001:2011 o terminal portuário possui uma base de dados que possibilitem implantar uma gestão energética abrangente baseada na melhoria contínua do uso e do consumo de energia. com a proposta de utilização de biodiesel. vai implicar em mudanças no gerenciamento de energia da organização.140 A implantação da NBR ISO 50001:2011 no terminal portuário em questão. já que estes deverão buscar sempre a melhoria contínua do SGE. exigindo o comprometimento da alta direção no que refere à adequação de controles e procedimentos operacionais associados ao uso de energia. O uso de biodiesel nas empilhadeiras requer estudos mais detalhados. avaliar o consumo de energia. e até mesmo através do uso de energia alternativa como o biodiesel nas empilhadeiras.

como emissões provenientes da Estação de Tratamento de Efluentes. que movimentam as cargas quais são armazenadas no terminal portuário. pode ser também estudada a possibilidade de aplicação da NBR ISO 14064:2007 na organização. 5. Além da utilização da ferramenta GHG Protocol. que por sua vez pode ainda propor uma Gestão integrada com a NBR ISO 50001:2011 utilizada no presente trabalho. também poderão ser propostas ações para a melhoria do desempenho energético de tais ambientes. bem como dos caminhões e navios de terceiros. . Propõe-se o levantamento dos equipamentos elétricos do setor.2 Realização de Abordagem Energética Detalhada nos Armazéns e TECON Assim como foi realizada a abordagem energética detalhada referente ao uso e consumo de energia elétrica no Prédio Administrativo.1 Quantificação de emissões de GEE de todo o terminal portuário Recomenda-se. 5. realização de diagnóstico sobre as características do ambiente bem como de demais variáveis que afetem significativamente o consumo de energia de tais áreas. quantificar todas suas emissões pode ser considerada como uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de um trabalho futuro.1 RECOMENDAÇÕES PARA TRABALHOS FUTUROS Oportunidades de novas pesquisas foram verificadas neste trabalho. e que consequentemente levarão a uma redução do consumo e de emissões de GEE. que podem ser desenvolvidas no âmbito de gestão energética e que também visem à redução de emissões de GEE oriundas das atividades desenvolvidas no terminal portuário. quantificar também as emissões de GEE oriundas de demais atividades do terminal portuário. Considerando que o terminal portuário em questão não realiza o inventário de emissão de GEE.141 5. recomenda-se a avaliação detalhada das demais áreas de consumo de energia elétrica do terminal portuário em questão: Armazéns e TECON. A partir de uma abordagem mais detalhada do consumo de energia elétrica. objeto de estudo.1.1. além das atividades que tiveram suas emissões contabilizadas neste trabalho por estarem relacionadas com o uso e consumo de energia.

se propõe a elaboração de estudos que verifiquem a possibilidade de utilização do biodiesel em empilhadeiras.142 5.3 Realização de Estudo sobre a Viabilidade de utilização de Biodiesel em empilhadeiras Para que se possa atestar a viabilidade técnica da utilização de biodiesel como combustível alternativo para empilhadeiras.1. para verificar se seu uso pode ou não causar problemas ao motor destes equipamentos. . visando reduzir o consumo de óleo diesel e consequentemente das emissões de GEE associadas ao seu uso.

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150 APÊNDICE I .CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA DO TERMINAL PORTUÁRIO NOS ANOS DE 2005 A 2012. .

732 994.349.422.933 800.489 892.658 9.587 318.339 928.232 736.358 938.136 839.235 387.023.193 660.460 2009 662.284 389.507 226.145 6.151 Consumo de Energia Elétrica .726.874 735.158 332.411 2012 475.086 556.902 420.025 1.456 726.558 413.584 2006 1.003 38.749 2007 867.439.784 172.001 248.537 4.511 373.081 385.237 488.934 853.458 678.025.303 409. .171 427.770 919.693 335.380 2011 486.161.677 178.574 4.100.121 1.547 Nota: *Início da operação com câmaras frias.098 829.459.008 246.235 986.791 679.195 638.510 805.841 377.000 699.341** 288.216 817.125.722 800.016 2008 822.CELESC (kWh) Ano Jan Fev Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total 802.247 501.266 790.041 250.158 856.989 346.185 3.554 899.581 1.260 232.184 956.768 854.296 303.252 852.967 297.125 867.801.823 261.897 483. **Desativação das câmaras frias.040.251 600.206 385.989.965 TOTAL 58.366 11.593 539.722 2010 221.846 400.844 2005 574.035 224.251 856.510 951.654 323.585 1.158 669.303 454.025 559.584 8.689 721.514 986.628.312 10.945 454.855 289.128 968.010 256.253 1.584 700.123 654.251 998.098.339 353.541 824.541 785.365 389.854* 589.

152 APÊNDICE II – FATORES DE EMISSÃO DE GEE (ESCOPOS 1 E 2) .

0199 0.0532 0.0774 0.0405 0.00001 Fatores de Emissão (FE) do Sistema Interligado Nacional (SIN) – Escopo 2 / emissões indiretas Ano Unidades 2006 Mês Média Anual Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez tCO2/MWh 0.028 0.0484 2009 tCO2/MWh 0.) Combustível Unidade Fonte CO2 CH4 N2O Óleo Diesel Litros BEN 2012 2.0273 0.0306 0.0247 0.0349 0.0425 0.1168 0.0179 0.0411 0.0394 0.036 0.0642 0.0355 0.6710 0.0208 0.0238 0.0496 0.0383 0.0322 0.0584 0.0256 0.0907 0.9325 0.027 0.0522 0.0195 0.0346 0.0437 0.0438 0.0477 0.0356 0.0334 0.0246 2010 tCO2/MWh 0.0459 0.0292 2012 tCO2/MWh 0.035 0.031 0.0435 0.0351 0.0453 0.051275 2011 tCO2/MWh 0.0369 0.0322 0.0783 0.0668 0.0001 0.0817 0.0229 0.0599 0.1247 0.0506 0.0336 0.0324 0.0194 0.028 0.0237 0.0405 0.0029 0.0341 0.0275 0.0288 0.0521 0.0406 0.062 0.0984 0.065342 .0293 2008 tCO2/MWh 0.0265 0.0162 0.0308 0.0301 0.0181 0.0198 0.0195 0.0161 0.0211 0.0337 0.0262 0.0377 0.00014 Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Kg BEN 2012 2.0341 0.0294 0.0323 2007 tCO2/MWh 0.046 0.0243 0.0241 0.153 Fatores de emissão por utilização de combustíveis fósseis em fontes móveis – Escopo 1 / emissões diretas Fatores de Emissão (kgGEE/un.0281 0.0197 0.0317 0.0869 0.0245 0.

154 APÊNDICE III – CONSUMO E CUSTO MENSAL DE ENERGIA OBTIDO PELO SMART 32 .

996.733 2.650 2.693 1.43 TOTAL 13/03 a 12/11 17.443 2.620 42.413 1.33 41.22 45.350 CUSTO (R$) .237 315738 171013 166536 156012 174266 162742 103351 90455 1.613 25.250 1.529.467 2.69 27.762 44.340.957 343.746 2.625 28.113 327186 173232 167226 157811 176016 165368 104513 91998 1.468 38.65 .233.229.061 2.349 34.076 378.095.05 42.363.387 2.363 43.318.51 30.337 1.621 17.610 3.367.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Consumo Ponta (kWh) Consumo FPonta (kWh) Consumo Total (kWh) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2746 2467 2387 2098 2443 2250 1337 1621 TOTAL 13/03 a 12/11 17.606 3.96 46.583 41.042 96.032.155 CONSUMO (kWh) .098 2.349 11448 2219 690 1799 1750 2626 1162 1543 23.191 78.46 48.ENERGIA ELÉTRICA TECON 2012 Mês Período de leitura Contêineres Reefer Custo Ponta (R$) Custo FPonta (R$) Custo total (R$) abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 2.262.

05 TOTAL 13/03 a 12/11 69.045.156 CONSUMO (kWh) .981 CUSTO (R$) .ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 8063 9326 9229 9283 9015 7929 8549 8470 12941 11719 11488 10595 10522 11418 12116 14207 21.717.866 95.665.347.55 19.905 366.83 .873.58 20.878.ENERGIA ELÉTRICA ARMAZÉNS 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 5242 6063 6000 6111 6055 5638 6021 5965 Consumo FPonta (kWh) 51971 47065 46137 43088 41902 41641 43765 51317 Consumo Total (kWh) 57213 53128 52137 49199 47957 47279 49786 57282 TOTAL 13/03 a 12/11 47.886 413.27 21.54 20.008 164.79 22.004.677.86 19.19 19.537.

157 CONSUMO (kWh) .70 2.221.922 7.995 75.014 798 811 817 984 815 910 846 Consumo FPonta (kWh) 10.694 10.10 3.83 1.75 1.855.10 .469.559.18 4.21 1.192.530.475 29.878.14 1.002 CUSTO (R$) .76 3.146.951 7.465.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês Período de leitura Consumo Ponta (R$) Consumo FPonta (R$) Consumo Total (R$) abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 1.937 9.62 3.210.58 3.ENERGIA ELÉTRICA PRÉDIO ADMINISTRATIVO 2012 Mês abr/12 maio/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 Período de leitura 13/03 a 11/04 12/04 a 14/05 15/05 a 12/06 13/06 a 12/07 13/07 a 13/08 14/08 a 11/09 12/09 a 11/10 12/10 a 12/11 Consumo Ponta (kWh) 1.27 2.09 1.611 8.797.383.413.247.97 2.227.089.49 1.31 2.241.105 10.197.822 Consumo Total (kWh) 11965 8763 9733 8754 10595 9509 11015 11668 TOTAL 13/03 a 12/11 6.06 1.951.50 1.57 2.71 4.983.726.81 3.292.60 1.34 TOTAL 13/03 a 12/11 10.965 8.381 19.07 4.201.996.007 82.286.52 2.

158

APÊNDICE IV – DADOS DE POTÊNCIA E VERIFICAÇÃO DE
ETIQUETAGEM DOS EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS DO PRÉDIO
ADMINISTRATIVO.

159

TÉRREO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das
lâmpadas +potência
dos reatores)

Potência
instalada em ar
condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro de
Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Ambulatório

11,12

1,29

9,08

0,14

Impressora, rádio.
bebedouro, bloco autônomo.

Não

-

-

Almoxarifado

10,65

1,10

8,79

0,10

Impressora, rádio, bloco
autônomo.

Não

-

-

Sala
Treinamento

9,24

0,55

7,03

0,09

0,09

-

Datashow, bebedouro,
amplificador, bloco autônomo.
-

Não

Hall PA 1

0,02
-

-

-

1 ar condicionado
2,64 kW

B

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Sim

4 chuveiros

D

Cozinha

Refeitório

37,73

17,48

2,39

3,04

2,64

Não

-

12,31
-

PCS

7,92

0,55

5,28

0,76

Vigilância

2,31

0,18

-

-

Vestiário

24,78

2,67

-

-

Balança de precisão,
refrigerador simples,
refrigerador industrial,
liquidificador, descascador de
batata, triturador, cafeteira,
fritadeira, forno elétrico.
Bebedouro, máquina de suco,
refrigerador industrial, painel
de satisfação, bloco autônomo.
Impressoras, carregador de
bateria de rádio.

Balança, chuveiro, bloco
autônomo.

Sim

Não

160

1º PISO

Setor

Potência total
instalada (kW)

Potência instalada em
iluminação (kW)
(potência das lâmpadas
+potência dos reatores)

Potência instalada
em ar condicionado
(kW)

Potência instalada
em computadores
(kW)

Outros equipamentos

-

-

-

1 telefone para
audioconferência

Arquivo

0,28

0,28

-

Sala Reunião 1

5,51

0,18

5,28

Copa

2,56

0,18

-

-

WC Fem 1

0,28

0,03

-

-

WC Masc 1

0,28

0,03

-

-

1 bebedouro, 1
microondas, 1 cafeteira,
1 bloco autônomo.
-

Algum equipamento é
etiquetado pelo
Programa Brasileiro
de Etiquetagem?

Equipamento com Etiqueta Nacional
de Conservação de Energia – ENCE
Equipamento

Classificação

Não

-

-

Sim

1 ar condicionado
5,28kW

B

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

Não

-

-

30,79

1,20

Hall PA 1

0,09

0,09

-

-

2 impressoras, 3
modems, 5 switchs, 8
media converter, 2
modem óptico,
1 servidor, 2 swich core,
1 branch repeter,
1
transponder.
-

Não

-

-

Comercial

135,37

9,38

112,54

9,72

11 impressoras

Não

-

-

-

Não

-

-

1,85
CPD/CFTV

22,86

WC Fem 2

0,37

0,37

-

-

WC Masc 2

0,37

0,37

-

-

-

Não

-

-

-

Sim

-

-

Sim

-

-

Não

1 ar condicionado
5,28 Kw
1 ar condicionado
5,28 kW
-

Sala Reunião 2

5,65

0,37

5,28

Sala Reunião 3

5,65

0,37

5,28

Hall PA 2

0,46

0,46

-

B
B
-

28 0.92 0.45 RH 2.37 3. 2 impressoras Meio Ambiente 2.14 1 impressora Sim Hall PA 1 0.46 - 1. 1 frigobar.52 Circulação Gerência 1.08 1 impressora Não - - Estoque 20.66 1 impressora Não - - Comercial 19. 1 telefone para audioconferência Não - - Sala Reunião 1 1.28 - Kit Festa 77.55 - Sala Reunião 2 5.09 - - - Não - - - Não - - Não - - Não - - Telefonia 5.161 2º PISO Setor Potência total instalada (kW) Potência instalada em iluminação (kW) (potência das lâmpadas +potência dos reatores) Potência instalada em ar condicionado (kW) Potência instalada em computadores (kW) Outros equipamentos Algum equipamento é etiquetado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem? Equipamento com Etiqueta Nacional de Conservação de Energia – ENCE PVA 11.64 0.92 - - - Não - - 0.52 kW - Classificação - Não - - B - WC Masc 1 0.19 - - Vestiário PVA 0. 1 torradeira. 1 cafeteira - 0.96 0.10 9.37 - - - Não - - Não - Sim Sim B B - WC Masc 2 0.34 1 frigobar Sala Café 1. 2 televisores. 1 bebedouro.28 - - - Não Equipamento 1 ar condicionado 3.29 0.33 2.37 0.28 - Não 1 ar condicionado 5.16 0.94 1.38 1 impressora.62 0.40 1.37 0.74 - .58 0.28 - - - Não - - Arquivo RH 0.09 5.52 kW - WC Fem 2 0.47 17.18 0.19 - - - Não - - WC Fem 1 0.51 1. 1 frigobar.92 - 0.04 0.94 70.38 kW 1 ar condicionado 3.01 1 datashow.66 17.38 1 impressora Não - - Não - - - 1 bebedouro.37 5.28 0.18 0.09 0.20 0.37 0.58 0.50 1.34 2.28 Sala Gerência 4.01 - 0.37 - - Hall PA 2 0.

162 APÊNDICE V – TABELA DE PONTUAÇÃO PARA O ÍNDICE DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DO AMBIENTE .

163 APÊNDICE VI – QUESTIONÁRIO SOBRE A PERCEPÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO PRÉDIO ADMINISTRATIVO .

164 Universidade do Vale do Itajaí CTTMar – Engenharia Ambiental Prezado(a) Colaborador. Estamos realizando uma pesquisa sobre o uso energético deste Terminal Portuário. PERFIL DO COLABORADOR A) Idade: ( ) Até 20 anos ( ) 21 a 30 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) Mais de 41 anos B) Sexo: ( ) Masculino ( ) Feminino C) Escolaridade: ( ) Fundamental ( ) Médio Incompleto . A análise cuidadosa das características quantitativas e qualitativas pode melhor definir o perfil do ambiente que trabalhamos. sua contribuição é muito importante. visando identificar os usos da energia e formas de melhorar o desempenho energético. Portanto.

o ofuscamento ocorre aproximadamente em qual horário? ( ) 8 às 10h ( ) 10 às 13h ( ) 13 às 16h ( )16 às 18h .165 ( ) Médio ( ) Superior Incompleto ( ) Superior ( ) Pós Graduação D) Tempo em que trabalha na empresa: ( ) Menos de 1 ano ( ) 1 a 2 anos ( ) 2 a 5 anos ( ) 5 a 10 anos ( ) Mais de 10 anos E) Setor/Área em que trabalha: *Térreo ( ) Ambulatório ( ) Almoxarifado ( ) Cozinha/Refeitório ( ) PCS ( ) Vigilância ( ) Vestiário *1º piso ( ) CPD/CFTV ( ) Comercial ( ) *2º piso ( ) PVA ( ) Kit Festa ( ) Estoque ( ) Gerência ( ) RH ( ) Meio Ambiente ( ) Comercial AVALIAÇÃO DO USO E CONSUMO DE ENERGIA 1) Na sua opinião. esta é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim 2) Quanto à iluminação natural do setor  A iluminação natural produz ofuscamento (raios solares atingem o ambiente interno refletindo nos olhos dos funcionários)? (  ) sim ( ) não Em caso afirmativo. quanto a iluminação Artificial (lâmpadas) do setor: Esta é: ( ) excessiva ( ) regular ( ) insatisfatória No que se refere a localização de lâmpadas.

as janelas possuem tamanho adequado em relação a área da sala? (  ) não O local de trabalho (mesas e computadores) está posicionado perpendicular às janelas? (  ) sim ( ) sim ( ) não Você considera que o seu equipamento de trabalho está localizado no local adequado da sala? (  ) não Alguma vez houve a discussão sobre a disposição do mobiliário no local de trabalho? (  ) sim ( ) sim ( ) não Caso positivo. com as portas e janelas abertas é: ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória 5) Quanto à ventilação mecânica do setor (ar condicionado. ventilador)  Há ventilação mecânica? (  ) não A quantidade de ventiladores ou ar condicionados é: (  ) sim ( ) excessiva ( ) satisfatória ( ) insatisfatória A localização de ventilador ou ar condicionado é: ( ) adequada ( ) regular ( ) ruim . este foi devido à insuficiência de conforto visual? ( ) sim ( ) não 4) Quanto à ventilação natural do setor  O corredor que dá acesso à sala é aberto para ambientes externos? (  ) sim ( ) não A ventilação natural dentro da sala.166 3) Quanto à integração luz natural e artificial no setor  Na sua opinião.

ventiladores. desliga o computador? (  ) não Você deixa a luz acesa quando sai de um ambiente? (  ) sim ( ) sim ( ) não Quando a ventilação natural é satisfatória. economizando energia elétrica? ( ) sim ( ) não 7) Aspectos comportamentais dos colaboradores  Quando saem para o almoço. o ventilador e ar condicionado são desligados? ( ) sim ( ) não 8) Importância do gerenciamento de energia  Na sua opinião o gerenciamento da energia é algo importante para a empresa? ( ) sim ( ) não  Caso sua respondeu sim na questão anterior: Por quê? __________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________ _____________________________________________________  Você já participou de alguma formação (curso/palestra/seminário) voltada ao tema “Energia/Consumo de Energia” na empresa em que trabalha? . ventiladores e aparelhos de ar condicionado de forma setorizada no ambiente? (  ) sim ( ) não A localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ventiladores e aparelhos de ar condicionado é: (  ) adequada ( ) regular ( ) ruim Você acredita que a instalação de sistemas de controles pode ajudar no uso racional e eficiente de energia.167 6) Quanto à setorização do setor (divisão e localização de interruptores para ligar-desligar lâmpadas. ar condicionado)  Existem interruptores para ligar-desligar lâmpadas.

168 ( ) sim ( ) não  Com relação à questão anterior. você gostaria de participar de alguma formação referente ao tema Energia? ( ) sim ( ) não APÊNDICE VII – CARTILHA DO SGE PARA CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS .

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