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Bonito, Terça, 23 de Março de 2010

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ARROZ CARRETEIRO
Serra Bodoquena

Originário dos primeiros Bandeirantes e tropeiros que vieram de São Paulo, hoje é
um dos pratos mais populares no Mato Grosso do Sul. Preparado com carne-seca,
Aventura
sua função era alimentar os viajantes durante as longas viagens. Ainda hoje,
Dicas de Viagem durante as comitivas no Pantanal, serve como alimento para os peões. É popular
Passeios também no sul do país, onde às vezes a receita sofre variações (acréscimo de
Tô no Portal batata, por exemplo).
Vídeos
Outros Destinos Ingredientes: 1 quilo de carne-seca / 2 cebolas médias / 2 tomates / 3 xícaras de
chá de arroz cru / 2 colheres de sopa de salsinha picada.

Agências Modo de preparo: Colocar a carne-seca de molho de véspera, para tirar o sal.
Campings Cortar a carne em cubos e fritar na própria gordura. Acrescentar as cebolas
picadas, os tomates picados, sem pele e sem sementes, e deixar frigir. Mexer e
Gastronomia
acrescentar o arroz já lavado e escorrido e cobrir bem com água fervendo. Deixar
Hotéis secar e acrescentar a salsinha picada.
Onde Comprar
Onde Curtir
SOPA PARAGUAIA
Operadoras Mergulho
Pousadas
Existem pelo menos três versões distintas para o fato de este prato receber o nome
Transportes
de “sopa”, quando se trata na verdade de uma torta de milho com queijo e cebola,
sendo mais um exemplo da grande influência que a cultura paraguaia tem na nossa
região.
Culinária
Estudos
Alguns dizem que originalmente era mesmo uma sopa normal, a qual os soldados
Festival de Inverno
paraguaios levavam para os campos de batalha durante a Guerra do Paraguai
Folclore (1865 – 1870). Como era difícil transportar algo tão líquido em uma situação como
Poesias aquela, aos poucos foram sendo incorporados ingredientes que a tornaram mais
Teatro sólida, adquirindo a consistência atual.
Tribos Indígenas
Outra teoria é de que o termo “sopa”, para os paraguaios da fronteira com o MS,
significa “torta”, e o que nós brasileiros chamamos de “sopa” eles denominam
Alex Furtado “ensopado”.
Alvanir "Jornada"
Ana Cristina Trevelin A terceira versão é de que a massa desta torta, antes de ser assada, é bastante
Angela Pellin líquida, muito mais do que as massas de tortas comuns, parecendo mesmo uma
sopa. Teorias à parte, o fato é que esta é realmente uma comida deliciosa e bem
Daniel De Granville
fácil de fazer, então vamos lá:
Embrapa Pantanal
Helcias de Pádua
Ingredientes: 01 prato (bem cheio) de farinha de milho tipo “biju” / 01 prato (bem
Ismael Escote cheio) de queijo tipo mineiro, ralado / 02 cebolas médias, picadas em pedaços
José Sabino pequenos / 01 copo (tipo de requeijão) de óleo de cozinha, quase cheio / 02 ovos /
Leo Persi leite e sal a gosto.
Maria Antonietta
Namour Filho Modo de preparo: Antes de tudo, misture em uma vasilha a farinha de milho com
Oscar Góis II leite, em quantidade suficiente para que todo o leite seja absorvido pela farinha
(mais ou menos 1 ½ copo). Deixe descansar enquanto prepara os outros
Paula Battassini ingredientes. Coloque todos (exceto o sal e o restante do leite) na vasilha com a
Paulo Boggiani farinha e leite. Misture bem com colher de pau e vá acrescentando leite, até a
massa adquirir uma consistência mais mole que massa de bolo (como uma sopa
William Sallun Filho grossa). Coloque sal a gosto. Despeje em uma assadeira retangular forrada com
folhas de bananeira, ou então untada com óleo e farinha de trigo. Leve ao forno
Bate-Papo médio para assar até ficar bem corada. Pronto, agora é só servir e bom apetite!
Cartões Postais
Classificados CHIPA
Informações
Fórum Essa tradicional receita tem origem na celebração da Sexta-feira Santa, quando,
Mobile devido ao resguardo religioso, as mulheres preparavam uma quantidade de chipa
na véspera para ser consumida no dia seguinte. Atualmente é servida sempre e em
Mural do Turista
qualquer local, sendo uma “prima” do pão-de-queijo-mineiro, porém com
Newsletter consistência e sabor próprios.
Previsão do Tempo
Promoções
Ingredientes: 2 medidas de polvilho de mandioca / 1 medida de queijo / 1 colher de Hotel Pirá Miúna
Reservas sal / 1 colher de fermento em pó / 4 colheres de manteiga / 3 a 4 ovos. Em Bonito hospede-
RSS se conosco Faça sua
reserva--(0xx67)
Modo de preparo: Coloque o polvilho numa vasilha, adicione manteiga, sal,
fermento, ovos e misture com as mãos. Quando a massa ficar macia, adicione o
3255-1058
Screensavers www.piramiunahotel.com.br
queijo e misture. Faça pequenas bolinhas com a massa e ponha numa forma.
Wallpapers Coloque para assar até ficarem dourados.
Pousada em Bonito
CHURRASCO - MS
Contato Pousada JUBAIA (67)
Créditos 3255-4883 Pousada
Imprensa Trazido pelos migrantes do sul do Brasil, é a mais Albergue Agência de
popular refeição do Mato Grosso do Sul. Toda festa é Tur.
Prêmios
motivo para churrasco, e todo churrasco é motivo www.pousadajubaia.com.br
Publicidade para festa... Mesmo durante o manejo do gado,
sempre tem algum peão preparando o churrasco
enquanto os outros cuidam dos bois, seja no rodeio
ou no mangueiro.

Uma variação encontrada em algumas fazendas é o


preparo da cabeça do boi, que enquanto vai assando
os participantes tiram nacos de carne para comer
entre uma conversa e outra.

Ingredientes: calcular entre 250 g e 300 g de carne


por pessoa (alcatra, costela, maminha, picanha,
contrafilé), salmoura feita com água e sal grosso
com pimenta-do-reino, 1 ramo grande de cheiro-
verde.

Modo de preparo: colocar a carne nos espetos, apoiá-lo sobre o braseiro, a uma
distância mínima de 50 cm, e esperar a carne começar a corar, com aquele cheiro
característico de carne tostada. Mergulhar então o ramo de cheiro-verde na
salmoura e ir molhando a carne, enquanto ela vai cozinhando lentamente, até
atingir o ponto desejado – ponto tradicional do churrasco é o mal-passado. Servir
com mandioca cozida e arroz.

LICOR E PALMITO DE BACURI

A palmeira bacuri (Scheelea phalerata), conhecida no Pantanal como acuri, é


utilizada de várias maneiras, entre elas, como alimento: a água do coco verde é
potável, também usada como colírio por ser estéril. A castanha do fruto maduro é
comestível e tem sabor semelhante ao coco-da-Bahia Também seu palmito é
conhecido por ser o mais saboroso entre as palmeiras da região. O licor do caule é
levemente alcoólico, usado como fortificante, era apreciado pelos índios Guató,
semelhante à chicha (bebida fermentada feita de milho), sendo preparada da
seguinte maneira:

“Prepara-se o acuri de tal maneira que as folhas maiores se dobram para baixo. Na
base do tronco, escava-se, por meio de uma concha ou pedacinho de ferro, um
orifício, onde se ajunta a seiva. A bebida leitosa e de bom sabor é sorvida no tronco
por meio de um canudo. Dizem que pela manhã ela ainda é mais embriagadora do
que à noite. Isto se explica pelo fato de, durante a noite, o líquido completar a
fermentação” (Schmidt, 1942, p. 122-123).

Após o preparo dessa bebida, cujo sabor pode agradar a índios e não-índios, a
palmeira morre, sendo necessário transplantar outras para o seu lugar e aguardar
anos para novas frutificações. Os Guatós também utilizam na alimentação o
palmito, a polpa e amêndoa dos frutos (esta última rica em óleo graxo) que,
acompanhados com alguma carne, geralmente são preparados sob forma de
ensopados gordurosos.

FRANGO COM PALMITO DE BACURI

Ingredientes: 1 quilo de palmito de bacuri, 1 quilo de carne de frango, ½ cebola


picada, 1 lata de massa de tomate, cheiro verde e cebolinha picados, orégano,
coentro e sal a gosto.
Modo de preparo: Cortar o palmito em pedaços e cozinhar em água e sal até ficar
mole. Fritar o frango com bastante óleo até ficar dourado. Em outra panela coloque
o frango, o palmito, a cebola, a massa de tomate e os outros ingredientes, misture
no fogo e sirva.

DOCE DE JARACATIÁ

O jaracatiá ou mamão-de-veado (Jacaratia spinosa), é uma árvore da família do


mamoeiro, ainda bastante abundante pois a madeira não tem utilidade comercial (é
oca e mole). Seu fruto é comestível, procurado por muitos animais, mas é
necessário tirar o leite de sua casca antes de comer, pois pode ser tóxico. O fruto
deixado secando ao sol, sem retirar o leite, é usado como um poderoso vermífugo.
Pode-se fazer um delicioso doce com seu fruto e com seu caule:

Doce do Fruto do Jaracatiá:

Serão necessários 15 a 20 frutos maduros. Dispensar casca e sementes. Lave bem


os frutos, corte em pedaços e lave novamente até eliminar o leite. Coloque para
cozinhar em água, açúcar (pode colocar cravo), mexer até dar o ponto. Servir frio.

Doce do Caule do Jaracatiá:

Corte um círculo na casca da árvore, retire essa “tampa”, e retire um pedaço do


caule. Em seguida, coloque novamente a casca na árvore e fixe com fita para
soldar novamente, protegendo a árvore, que irá se regenerar. Lavar bem o pedaço
retirado, ralar e deixar de molho por uma hora. Em seguida, lave novamente várias
vezes até eliminar o leite. Cozinhe em água e açúcar (pode colocar cravo),
mexendo até dar o ponto. Sirva frio.

LOCRO

E ssa é a denominação para um prato à base de canjica de milho e vértebras de


boi, denominadas como “puchero”. É um alimento bastante forte, sendo preparado
logo durante o carneamento do boi, com a finalidade de fortalecer os peões,
empreiteiros e outros trabalhadores das fazendas nas regiões de fronteira entre
Brasil e principalmente Paraguai.

Durante o carneamento, o puchero é separado e desidratado com sal grosso e fica


“descansando” enquanto se termina o serviço. Para seu preparo, o puchero é feito
em pedaços, separando todas as vértebras. Tempera-se com sal, alho e pimenta a
gosto e é refogado, dando uma leve fritada.

Em seguida, prepara-se a canjica, cozida com água e sal. Quando estiver pronta,
adicionar cheiro verde picado e o puchero, levar ao fogo até ficar cozido.

Como dizem os peões, é comer e dormir, pois é um alimento que dá “sustância”...

MANDIOCA

É um dos alimentos mais tradicionais em todo o Brasil, sendo preparada de várias


maneiras diferentes, como a farinha, a tapioca, o cauim, e até mesmo seu consumo
cozida ou frita. No Mato Grosso do Sul a farinha é bastante utilizada, mas
principalmente a mandioca cozida é preparada para acompanhar o tradicional
churrasco.
Muitas receitas originalmente feitas com farinha de trigo também acabaram
incorporando a mandioca, como massa para salgados (coxinha), nhoque, tortas.

MAIONESE DE MANDIOCA

Ingredientes: 1 quilo de mandioca cozida em água e sal até ficar desmanchando, 2


ovos, 1 cebola picada, ½ limão, salsinha, cebolinha, óleo e vinagre.

Modo de preparo: Amassar a mandioca com o garfo e temperar com óleo, vinagre e
sal. Bater no liquidificador os ovos, o limão e o óleo até dar o ponto. Misture esse
preparado com a mandioca até ficar homogêneo, mexendo bem.

MARMELADA

O marmelo (Alibertia sp), fruta que ocorre na região, pode ser consumida
diretamente da árvore, mas o doce preparado é um dos mais antigos e tradicionais
do Brasil, tanto que o nome “marmelada” é hoje utilizado para designar compotas
de sabores diferentes inclusive em outros países.

Para preparar a marmelada, são necessários marmelos grandes e maduros, limões


e açúcar. Descasque os marmelos com faca inoxidável (para não escurecer a
polpa), cortar em quatro partes retirando a parte dura e as sementes. Colocar em
vasilha de louça e cobrir com água e suco de limão, deixando descansar por uma
hora. Trocar a água e levar ao fogo. Quando os marmelos estiverem cozidos,
escorrer e passar por uma peneira. Pesar então a massa de marmelos, e utilizar
uma vez e meia essa medida de açúcar, para fazer uma calda de fio forte (pingar a
calda num pires e pegar um pouco entre os dedos polegar e indicador, afastando-os
– se formar um fio puxa-puxa, está no ponto). Acrescentar a massa de marmelos,
misturar bem e deixar cozinhar até aparecer o fundo da panela. Retirar e servir
quando esfriar.

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