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UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ

Apostila de física Geral 1º semestre PROF. Thomaz Barone
Apostila de física
Geral
1º semestre
PROF. Thomaz Barone
2015
2015
Unitau - Universidade de Taubaté – Instituto Básico de Ciências Exatas Apostila de Física Geral

Unitau - Universidade de Taubaté Instituto Básico de Ciências Exatas

Apostila de Física Geral I professor Thomaz Barone

Orientações Pedagógicas para disciplina Física Geral Prof. Thomaz Barone

I.

A disciplina de Física Geral é apostilada cabendo ao aluno possuir sua própria apostila;

II.

Ao termino de cada aula ministrada, a apostila apresenta uma série de exercícios relacionados ao conteúdo da aula que devem ser realizados periodicamente evitando acumulo dos mesmos e possibilitando esclarecimento de duvidas ao longo do semestre;

III.

Os exercícios propostos da apostila não serão resolvidos em sala, sendo as duvidas tratadas anteriormente ao inicio de cada uma das aulas ou posteriormente ao termino das mesmas;

IV.

Cabe ao aluno a responsabilidade de resolver os exercícios propostos ao termino de cada aula esclarecendo as dúvidas nas aulas seguintes;

V.

A avaliação será continua compreendendo três instrumentos:

a.

Atividades deixadas de uma aula para outra, que podem ser pequenas pesquisas ou exercícios somando 2,0 pontos;

b.

Uma avaliação intermediária com consulta a material manuscrito de aula, onde não será permitido xerox ou

impressão de qualquer espécie somando 2,0 pontos;

c.

Avaliação semestral, sem consulta somando 6,0 pontos.

VI.

As avaliações dos itens A e B não admitem segunda chamada, no caso do item A não ser entregue na data prevista classificará 0,0 como nota e no item B só será permitida execução em outro dia num prazo máximo de 7 dias após a data a ser tratado com o professor em horário alternativo à aula e mediante apresentação de justificativa, a qual o professor terá direito de recusa; Justificativas aceitáveis: doença ou acidente do aluno ou parente de 1º grau comprovadas, convocação oficial de órgão público ou militar.

VII.

As vistas de prova ocorrerão no mesmo dia no caso dos exercícios dos itens A e B, e no prazo de exata uma semana do ítem C, o não comparecimento da vista será entendido como ausência de interesse do aluno na mesma;

VIII.

Em todas as avaliações, é proibido o uso de qualquer aparelho eletrônico que não seja uma calculadora científica simples;

IX.

É expressamente proibido o empréstimo de qualquer material durante a execução de qualquer atividade avaliativa;

X.

A confirmação de presença é diária sendo realizada em qualquer momento da aula através de chamada nominal;

XI.

O tempo de duração da aula é definido pela instituição cabendo ao aluno a responsabilidade por sua entrada posterior ao inicio da aula ou saída anterior ao fim da aula;

XII.

Os exercícios das avaliações contemplarão o conteúdo e o nível de dificuldade dos exercícios da apostila, porém não necessariamente serão idênticos aos mesmos;

XIII.

Qualquer pré-requisito ou conteúdo ministrado em disciplina paralela no curso poderá ser utilizado em exercícios de sala ou avaliações desde que o conteúdo contemple séries do ensino básico ou semestres anteriores ou igualitários ao que o aluno cursa.

Um ótimo semestre a todos! Prof. Thomaz Barone thomaz.barone@unitau.com.br

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Unitau - Universidade de Taubaté – Instituto Básico de Ciências Exatas Apostila de Física Geral

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Apostila de Física Geral I professor Thomaz Barone

I. introdução ao estudo da física

I.1. Histórico e campo de estudo

A física como ciência é o resultado de séculos de descobertas e da produção intelectual de vários homens. Antigamente englobada na chamada filosofia natural foi no século VII a.C. que começou a se desvencilhar da filosofia e da mitologia dando início ao processo de busca racional de explicações para o universo que rodeava o homem, tal busca, iniciada na região chamada Jônia, hoje Turquia, na colônia grega de Mileto, cidade próspera e comercial. O primeiro pensador dessa época chamava-se Tales, e buscando uma explicação racional para a existência da Terra concluiu que tudo havia vindo da água.

existência da Terra concluiu que tudo havia vindo da água. Muitos séculos nos separam dos gregos

Muitos séculos nos separam dos gregos antigos e nossos modelos hoje são baseados em novas concepções de mundo, porém devemos a eles as perguntas como: de onde viemos, de que é feito o universo ou mesmo o que é a vida e a matéria. A ciência tal qual é concebida atualmente iniciou-se no século XVI quando o pensamento renascentista rasgou a idade média, conhecida como idade das trevas. Através dos estudos da mecânica e astronomia o entendimento do universo e o movimento dos astros na esfera celeste, objetivo principal dessa ciência que nascia como também através da busca experimental e baseada em considerações matemáticas deu-se o início da revolução intelectual do homem. Os grandes nomes dessa época, além de pioneiros nos estudos também podem ser lembrados como desbravadores que iniciaram uma revolução que faria não apenas tremer os alicerces do pensamento como iniciar um novo modo de vida que veio a desembocar no século XX com a revolução tecnológica característica desse novo mundo.

Hoje a ciência baseia-se no chamado método experimental, ou seja, uma teoria só pode ser considerada correta se estiver de acordo com resultados experimentais exaustivamente repetidos e determinados dentro de um rigor previamente estabelecido. Tal conceito nasceu na verdade durante a Idade Média com Roger Bacon, mas, devido ao fato de ir contra alguns princípios aristotélicos, que ditavam a ciência de sua época, acabou sendo desprezado vindo a ser retomado apenas no século XVI quando Galileu estruturou o método como o concebemos hoje. Baseado nisso pode-se determinar Galileu Galilei como sendo o precursor de nossa

) a

ciência tem de criar sua própria linguagem, seus próprios conceitos, para o seu próprio uso. Os conceitos científicos frequentemente começam com os da linguagem usual para os assuntos da vida cotidiana, mas

Tal linguagem será o modelo. “Um modelo é um

substituto para o problema real que permite a você resolver o problema de uma maneira relativamente

simples.” (SERWAY, Raymond A., JEWETT, John W.; Cengage Learning 2012, pag.25) Para a construção desse modelo é necessário seguir a um método, tal método a ser seguido pelos cientistas modernos teve seu inicio efetivamente com Galileu, quando propôs que “a construção de toda teoria científica parte de um conjunto de hipóteses sugeridas pelas observações dos fenômenos naturais.” (WATARI, Kazunori; Livraria da Física, 2004, pag. 13).

(WATARI, Kazunori; Livraria da Física, 2004, pag. 13). Galileu Galilei, pai do método científico. ciência.

Galileu Galilei, pai do método científico.

ciência. Todavia, como disse Einstein e Infeld em seu livro “A evolução da Física”, na página 21: “(

se desenvolvem de maneira bem diferente (

).”.

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O Gênio de Galileu só pode ser comparável à sua coragem em enfrentar os modelos de mundo e de ciência vigentes em sua época, lançando luz à produção científica séria. Antes de Galileu a experiência, bem como a observação do mundo a nosso redor não eram levadas em conta na produção filosófica de nossos modelos, baseados exclusivamente na razão filosófica idealizada, todavia “a experiência idealizada jamais pode ser realmente levada a efeito, embora conduza a uma profunda compreensão das experiências reais” (EINSTEIN & INFELD, 2008). O gênio inigualável de Galileu lançou as bases e os alicerces necessários a uma nova concepção de ciência, baseada na experimentação e não mais na idealização, o mundo deixou de ser uma cópia imperfeita da realidade para ser ele próprio o repouso dessa realidade, que ao se confrontar com o intelecto e não mais com a filosofia humano pode ser entendido e descrito. “O pensamento humano cria um quadro sempre mutável do Universo. A contribuição de Galileu consistiu em destruir o ponto de vista intuitivo, substituindo-o por outro novo.” (EINSTEIN & INFELD, 2008). Com esse olhar diferenciado Galileu abre o caminho a ser trilhado uma geração depois com Isaac Newton, em sua obra, “Princípios Matemáticos de Filosofia Natural”. A transição da linha de pensamento de Aristóteles para a de Galileu formou a mais importante pedra angular do fundamento da ciência (EINSTEIN & INFELD, 2008).

do fundamento da ciência (EINSTEIN & INFELD, 2008). frontispício do principia Fundamental na formação de

frontispício do principia

Fundamental na formação de nosso pensamento científico, nesta obra, Newton não só lança as bases da ciência moderna como enuncia as três leis do movimento, base da ciência mecânica, e a lei da gravitação universal, que definirá o estudo da astronomia pelos próximos quatro séculos, sendo reformulada apenas no século XX por Albert Einstein.

Dos postulados fundamentais de Newton destacam-se:

Regra 1: Não devemos atribuir mais causas naturais que as que são verdadeiras e suficientes para explicar suas aparências;

Regra 2: Portanto aos mesmos efeitos naturais devemos atribuir as mesmas causas, tanto quanto possível;

A regra 1, na verdade, foi proposta pela primeira vez por um monge medieval chamado Ockham, cujo princípio chamado “Navalha de Ockham” é descrito no trecho abaixo:

“Não há cientista moderno que não saiba citar a „Navalha de Ockham‟, que, nas palavras de seu criador, diz que: „é vão fazer com mais o que pode ser feito com menos‟. De acordo com esse princípio, qualquer premissa supérflua para se explicar um fenômeno deve ser descartada. O frade acreditava que a natureza optava sempre pelo caminho mais simples, e defendeu que não era necessária uma causa para que os movimentos ocorressem.”

Por que as coisas caem? Uma história da gravidade”, Alexandre Cherman e Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar, pag. 62

É importante salientar também que a ciência na verdade busca uma descrição da natureza, modelos que representem e não expliquem, nossa ciência é descritiva e não explicativa, tal como Einstein coloca em seu livro: “Os conceitos físicos são criações livres da mente humana, não sendo, por mais que possa parecer, singularmente determinados pelo mundo exterior” (A evolução da física, Einstein e Infeld, Ed Zahar, 2008, pág. 36) Claramente para Einstein, como para todos os físicos atuais, a física é uma ciência inicialmente experimentativa, suas teorias só apresentam legitimidade se conferidas com a experiência, e devido a isso ela se torna descritiva, isso é apenas descreve, matematicamente os fenômenos que ocorrem ao nosso redor. Uma teoria física, mais que uma idéia é uma explicação de fenômenos naturais pautada em observação e princípios fundamentais aceitos. Como disse Einstein em dada circunstância: “mil experimentos não comprovam uma teoria, mas apenas um é necessário para repudiá-la”, claro, Einstein estava sendo extremista, porém realmente, uma teoria necessita, antes de ser aceita, de um conjunto de experimentos que a confirmem e ela deve ser capaz de fazer previsões possíveis de serem testados; no caso de algum fenômeno escapar a essa previsão ou descrição a teoria é revista, ampliada ou no caso de impossibilidade refutada por outra mais completa que consiga expressar uma gama maior de fenômenos, é nesse

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momento que entra em ação a determinação matemática: “A matemática é necessária como instrumento de raciocínio se queremos tirar conclusões que podem ser comparadas com a experiência.” (A evolução da física, Einstein e Infeld, Ed Zahar, 2008, pág. 33).

A descrição, ou criação do conceito, como Einstein coloca, deve ser regulamentada pelo método científico e passar pela matemática, mais especificamente, no caso da física pelo Cálculo, a principal ferramenta matemática para a ciência física. Também coube a Newton o desenvolvimento do Cálculo. Foi através do calculo diferencial que Newton e mais tarde outros grandes matemáticos e cientistas desenvolveram o conhecimento científico atual.

Historicamente a física pode ser dividida em dois grandes momentos:

Fisica Clássica (ou Newtoniana): inicia-se com a publicação do “principia” no século XVII e vai até 1900;

Fisica moderna: iniciada em 1900 com um artigo de Max Planck sobre a radiação de corpo negro até nossos dias.

Independentes do momento histórico podem dividir a ciência física em grandes áreas:

Mecânica: estudo do movimento, suas causas, leis e conseqüências;

Ondulatória: estudo da propagação da energia na forma de ondas;

Termodinâmica: estudo do calor, sua propagação, utilização e natureza;

Óptica: estudo da luz;

Eletromagnetismo: estudo das interações elétricas e magnéticas.

Hoje se sabe que o eletromagnetismo abrange não apenas a eletricidade e o magnetismo como também a óptica e a termodinâmica, tal descrição, considerada de primeira unificação, ocorreu no fim do século XIX através dos trabalhos de James Clerk Maxwell que, com apenas quatro equações conseguiu descrever os fenômenos eletromagnéticos.

I.2. O processo científico

Como visto a física é uma ciência descritiva, ou seja, descreve o universo ao nosso redor, utilizando-se para tanto da matemática, “os conceitos na ciência exata devem ser desenvolvidos de forma que dêem significados numéricos precisos”(Watari, Kazunori, 2004, pág.13), ela mensura, quantifica situações a partir de propriedades mensuráveis e comparadas a valores pré-definidos. Tais propriedades são denominadas grandezas físicas.

Uma grandeza física é uma propriedade do corpo estudado que pode ser mensurada segundo critérios pré estabelecidos.

Assim, o perfeito entendimento da descrição física só é possível desde que acompanhado de um conhecimento teórico do que seria a grandeza física em questão, o que dá ao seu valor um significado maior que efetivamente um número, sendo uma expressão

da

realidade que permite tanto uma descrição quanto a previsão de situações passadas ou futuras. Tal determinismo está no âmago

da

física clássica: conhecidos os valores de algumas grandezas físicas é possível prever o comportamento anterior e posterior

do corpo estudado. Parte-se daqui a definições interessantes:

Corpo: todo elemento material que seja móvel de estudo, ao qual são definidas algumas propriedades;

Sistema físico: conjunto de todos os corpos que estejam sendo estudados segundo suas propriedades.

O estudo, portanto pode se relacionar com um único corpo ou mesmo partícula ou com vários que, em conjunto, se comportam como se fossem um único.

O ato de quantificar em si está intimamente ligado a comparar a grandeza com algo previamente determinado, ou convencionado.

O valor de uma grandeza física representa quantas vezes essa grandeza é maior ou menor que uma medida padrão convencionada

para tal grandeza, valor este denominado unidade de medida.

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A unidade de medida de uma grandeza física é o valor convencionado para essa grandeza a partir do qual comparamos as medidas subseqüentes indicando quantas vezes tais medidas são maiores ou menores que essa medida padrão, ou seja, a unidade é meu padrão de referência.

O conjunto de unidades é chamado sistema de unidades, ou sistema métrico e a ciência que se ocupa desta área é a metrologia.

Atualmente no mundo vigoram principalmente dois sistemas de unidades: o CGS, muito utilizado nos países de língua inglesa, que se baseia no centímetro, no grama e no segundo e o MKS, baseado no metro, quilograma e segundo.

I.3. O sistema internacional de unidades

Um sistema de unidades apresenta-se basicamente dividido em duas classes de unidades: as unidades fundamentais, aquelas que podem ser definidas apenas pela convenção, e as unidades derivadas, ou aquelas que são formadas a partir de combinações lineares (multiplicação ou divisão) das fundamentais.

Dado o caráter “universal” do conhecimento científico em determinado momento histórico sentiu-se a necessidade de que as medidas em trabalhos científicos apresentassem-se no mesmo conjunto de unidades, independente da época, língua ou nacionalidade em que sejam produzidas, então em 1971, na 14ª Conferencia Geral de Pesos e Medidas, foi criado o Sistema Internacional de Unidades (S.I.), partindo-se do antigo sistema métrico decimal Frances que fora pensado durante a Revolução Francesa do século XIX. Segundo esse sistema de unidades existem sete unidades denominadas fundamentais e inúmeras derivadas. As fundamentais são:

Grandeza

Unidade

Símbolo

comprimento

Metro

m

tempo

Segundo

s

massa

Quilograma

kg

temperatura

Kelvin

K

Corrente

Ampere

A

elétrica

Intensidade

Candela

cd

luminosa

Quantidade de

Mol

mol

matéria

Curiosidades:

A unidade oficial de tempo não é a hora, mas sim o segundo;

A unidade oficial de massa não é o grama, mas o quilograma;

A unidade oficial de temperatura não é o grau Celsius, mas o kelvin, que não leva grau;

Massa e quantidade de matéria são grandezas diferentes, como será visto adiante.

De todas as grandezas, a única que apresenta um sistema de unidades não decimal é o tempo, que apresenta um sistema sexagesimal, ou seja, baseado no numero 60. Assim:

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1h = 60min = 3600s 1 min = 60s

Todas as outras unidades apresentam-se de forma decimal, o que permite a utilização de múltiplos e submúltiplos, ou seja, representações para os expoentes das potências de dez a partir da unidade base, tais representações são representadas pelos prefixos, letras colocadas antes das unidades de medida que representarão o expoente da potência, devido a isso geralmente os valores são escritos em notação científica, para facilitar uma representação em ternos dos múltiplos.

Segue-se a tabela de múltiplos e submúltiplos utilizados no sistema internacional de unidades

Fator

Prefixo

Símbolo

10

24

Iota

Y

10

21

Zeta

Z

10

18

Exa

E

10

15

Peta

P

10

12

Tera

T

10

9

Giga

G

10

6

Mega

M

10

3

Quilo

k

10

2

Hecto

h

10

Deca

da

10

-1

Deci

d

10

-2

Centi

c

10

-3

Mili

m

10

-6

Micro

µ

10

-9

Nano

n

10

-12

Pico

p

10

-15

Femto

f

10

-18

Atto

a

10

-21

Zepto

z

10

-24

Iocto

y

Segundo a potência de dez aferida quando se escreve o resultado em notação científica utiliza-se este ou aquele prefixo no lugar da potência, por exemplo:

6

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a) 2.437.568m ≈ 2,4.10 6 m = 2,4 Mm

b) 0,00005 g = 5.10 -5 g = 50.10 -6 g = 50µg

Observe que o prefixo substitui a potencia de dez, facilitando a escrita, bem como atente para o fato de que os prefixo que representam múltiplos com potências maiores que 3 apresentam-se em letras maiúsculas e os que representam submúltiplos com potências menores que -3 apresentam-se com letras minúsculas. O expoente da potência de dez na notação científica é também chamado de ordem de grandeza da grandeza medida.

Outras três considerações interessantes a se fazer dizem respeito à métrica e à gramática do sistema:

As unidades oficiais são masculinas, isto é, são acompanhadas de pronomes masculinos;

O plural de uma unidade oficial é feito acrescentando-se apenas um s ao seu nome;

Apenas as unidades derivadas de nomes de personalidades são representadas por letras maiúsculas, as demais todas são

representadas por letras minúsculas.

Por razões históricas os países de língua inglesa não adotaram o SI, embasando-se ainda no sistema CGS e em unidades usuais como a polegada, a jarda, o pé, etc

As unidades derivadas são aquelas formadas a partir das unidades fundamentais utilizando-se das formulações físicas. Por exemplo, sabemos que velocidade média é a razão (divisão) entre o deslocamento de um móvel e o tempo gasto durante esse deslocamento, assim a unidade de medida da velocidade será a razão entre as unidades de medida das grandezas mencionadas:

deslocamento e tempo.

Então, sua unidade de medida será:

Velocidade =

Velocidade =

Ou seja: a velocidade é dada em metros por segundo (m/s).

Algumas vezes a combinação entre unidades fundamentais recebe um nome especial, por exemplo, sabemos pela segunda lei de Newton que a força resultante sofrida por um corpo é igual ao produto da massa desse corpo pela aceleração por ele sofrida.

F = m . a

Utilizando as unidades correspondentes:

F = kg .

A força deveria ser dada em quilogramas vezes metro por segundo ao quadrado, mas essa unidade de medida recebe o nome especial de Newton, ou seja:

1N = 1 kg.

Uma das considerações feitas sobre a veracidade de uma equação é justamente sua coerência com relação às unidades de medida nela expressas. Ao buscar uma equação para medir energia de algum sistema, por exemplo, a combinação das unidades de medida das grandezas relacionadas obrigatoriamente tem que resultar em uma unidade de medida de energia, usando uma linguagem mais técnica: a equação deve ter dimensão de energia. A esse estudo dá-se o nome de Analise Dimensional de uma Equação. Se uma equação não for dimensionalmente coerente ou consistente então já se parte da premissa que esta equação não é válida.

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Exercício resolvido 1:

Os engenheiros hidráulicos nos EUA usam frequentemente, como uma unidade de volume de água, o acre-pé, definido como o volume de água que cobriria 1 acre de terra até uma profundidade de 1 pé. Uma forte tempestade despejou uma faixa de 2 polegadas de chuva em 30 min sobre uma cidade de área 26km². Que volume de água, em acre-pé, caiu sobre a cidade? R.:5,5.10 2 acre-pé

Exercício resolvido 2:

Em 1cm³ de uma nuvem cúmulo típica existem de 50 a 500 gotas d‟água, sendo 10 µm o raio típico de uma gota. Para esta distribuição, determine o valor mínimo e máximo, respectivamente, para o seguinte:

a) Quantos metros cúbicos de água existem em uma nuvem cúmulo cilíndrica de 3km de altura e 1 km de raio? R.: 1973,49m³ a 19734,9m³

b) Quantas garrafas de 1L poderiam ser enchidas com essa quantidade de água? R.: 1,97.10 6 garrafas a 1,94.10 7 garrafas

c) A água tem uma densidade de 1000 kg/m³. qual a massa de água dessa nuvem? R.: 1,97.10 6 kg a 1,97.10 7 kg

Exercício resolvido 3:

A densidade do chumbo é 11,3 g/cm³. Qual é este valor em kg/m³?

R.: 11,3.10³ kg/m³

Exercício resolvido 4:

No outono de 2002, um grupo de cientistas do Los Alamos National Laboratory determinou que a massa crítica do Neptúnio-237 é de aproximadamente 60kg. A massa crítica de um material passível de desintegração nuclear é a quantidade mínima que deve ser acumulada para se iniciar uma reação em cadeia. Esse elemento possui densidade de 19,5 g/cm³. Qual seria o raio da esfera desse material que possui massa crítica? R.: 0,09m

Exercício resolvido 5:

Quando Feidípides correu de Maratona para Atenas em 490 a.C. para levar a noticia da vitória grega sobre os persas, ele provavelmente correu a uma velocidade de cerca de 23 rides por hora. O ride é uma antiga unidade grega para comprimento como são o stadium e o plethron: 1 ride foi definido como 4 stadia, 1 stadium foi definido como 6 plethra, e em termos de unidades modernas, 1 plethron é 30,8m. A que velocidade Feidípides correu em quilômetros por segundo? R.: 4,72.10 -3 km/s

Pesquisa 1: Encontre as definições oficiais atuais para quilograma, metro e segundo.
Pesquisa 1: Encontre as definições oficiais atuais para quilograma, metro e segundo.

TECNICA PARA AUXILIAR EXERCÍCIOS

Observe as unidades semelhantes

Construa os fatores de transformação

Utilize-se, quando necessário, de regra de três.

1ª Lista exercícios propostos:

1) Em um certo prado inglês, os cavalos devem correr por uma distancia de 4 furlongs. Qual a distância da corrida em varas e cadeias? Dados: 1 furlong = 201,168m 1 vara = 5,0292m

1 cadeia = 20,117m

R.: 160 varas e 40 cadeias

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2) Um gry é uma antiga medida inglesa para comprimento definida como 1/10 de uma linha onde linha é uma outra medida inglesa para comprimento, definida como 1/12 da polegada. Uma medida comum no ramo de publicação é um ponto definido como 1/72 da polegada. Qual é a área de 0,5 gry² em ponto²? R.: 0,18 ponto²

Qual é a área de 0,5 gry² em ponto²? R.: 0,18 ponto² 3) O maior diamante

3) O maior diamante do mundo é o First Star of Africa (primeira estrela da África) montado no cetro real inglês e guardado na Torre de Londres. Seu volume é igual a 1,84pol³. Qual seu volume em cm³ e em m³? Dado: 1polegada = 2,54cm R.: 30,16cm³ e 3,016.10 -5

4) A milha é uma unidade de comprimento muito usada nos EUA e na Europa. Sabendo que 1mi = 1,61km calcule o numero de metros quadrados existentes em uma milha quadrada e o numero de decímetros cúbicos existentes em uma milha cúbica. R.: 2,59.10 6 m 2 e 4,17.10 12 dm 3

5) O ferro possui propriedade tal que um volume de 1m³ possui massa de 7,86.10 3 kg. Você deseja fabricar cubos e esferas de

ferro. Determine:

a)

O comprimento da face de um cubo sólido de ferro que possui massa de 200g.

R.: 0,03m

b)

O raio de uma esfera sólida de ferro com massa de 200g.

R.: 0,02m

6)

Estima-se que o planeta Terra tenha se formado há cerca de 4,5 bilhões de anos. Qual é a ordem de grandeza da idade da Terra

em horas?

R.10 13 h

Um estudante de Física aceita o desafio de determinar a ordem de grandeza do número de feijões em 5 kg de feijão, sem utilizar qualquer instrumento de medição. Ele simplesmente despeja os feijões em um recipiente com um formato de paralelepípedo e conta quantos feijões há na aresta de menor comprimento c, como mostrado na figura. Ele verifica que a aresta c comporta 10 feijões. Calcule a potência da ordem de grandeza do número de feijões no recipiente, sabendo-se que a relação entre os comprimentos das

8)

sabendo-se que a relação entre os comprimentos das 8) arestas é: a  b  c

arestas é:

a

b

c

.

R. 4

4

3

1

TEXTO PARA A QUESTÃO 9:

 

Espaço percorrido

Tempo De

(m)

Prova

Atletismo

   

Corrida

100

9,69 s

Nado livre

50

21,30 s

Atletismo

   

Corrida

1500

4

min 01,63 s

Nado livre

1500

14 min 41,54 s

Volta de Classificação de um carro de Fórmula-1

 

1

min 9,619s

9)

De acordo com os dados da tabela e os conhecimentos sobre unidades e escalas de tempo, responda.

a)

A diferença de tempo entre as provas de 1500 m do nado livre e de 1500 m do atletismo em min. R.10,66min

b)

A diferença de tempo entre as provas de 100 m do atletismo e a de 50 metros do nado livre em min. R.0,19min

e)

A volta de classificação da Fórmula-1 em min

R.:1,16min

10) O Solenoide de Muon Compacto (do inglês CMS Compact Muon Solenoid) e um dos detectores de partículas construídos no Grande Colisor de Hadrons, que irá colidir feixes de prótons no CERN, na Suíça. O CMS é um detector de uso geral, capaz de

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estudar múltiplos aspectos das colisões de prótons a 14 TeV, a energia media do LHC. Contem sistemas para medir a energia e a quantidade de movimento de fótons, elétrons, múons e outras partículas resultantes das colisões. A camada detectora interior é um semicondutor de silicio. Ao seu redor, um calorímetro eletromagnético de cristais centelhadores e rodeado por um calorímetro de amosragem de hadrons. O rastreador e o calorímetro são suficientemente compactados para que possam ficar entre o ímã solenoidal do CMS, que gera um campo magnético de 4 teslas. No exterior do ímã situam-se os detectores de muons. Considerando que o campo magnético terrestre sobre a maior parte da America do Sul e da ordem de 30 micro - teslas (0,3 gauss).Determine quantas vezes aproximadamente o campo magnético gerado pelo CMS é maior que o dessa região da terra R.1,33.10 5 vezes

11) Sobre grandezas físicas, unidades de medida e suas conversões, considere as igualdades abaixo representadas:

1. 6 m 2 = 60.000 cm 2 .

2. 216 km/h = 60 m/s.

3. 3000 m 3 = 30 litros.

4. 7200 s = 2 h.

5. 2,5 x 10 5 g = 250 kg.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as igualdades representadas em 1, 2 e 4 são verdadeiras.

b) Somente as igualdades representadas em 1, 2, 4 e 5 são verdadeiras.

c) Somente as igualdades representadas em 1, 2, 3 e 5 são verdadeiras.

d) Somente as igualdades representadas em 4 e 5 são verdadeiras.

e) Somente as igualdades representadas em 3 e 4 são verdadeiras.

R.b

12) A constante universal dos gases, R, cujo valor depende das unidades de pressão, volume e temperatura, não pode ser medida, em unidades oficiais, por qual unidade? R.:J/mol.K

13)O Sistema Internacional de unidades (SI) adota sete unidades fundamentais para grandezas físicas. Por exemplo, a unidade da intensidade de corrente elétrica é o ampère, cujo símbolo é A. Para o estudo da Mecânica usam-se três unidades fundamentais associadas às grandezas físicas: comprimento, massa e tempo. Nesse sistema, a unidade determine a unidade de potência mecânica. R.: W = kg.m²/s³

14)Um fumante compulsivo, aquele que consome em média cerca de 20 cigarros por dia, terá sérios problemas cardiovasculares.

Qual a ordem de grandeza do número de cigarros consumidos por este fumante durante 20 anos?

R.10 5

15)Um projetista de máquinas de lavar roupas estava interessado em determinar o volume de água utilizado por uma dada lavadora de roupas durante o seu funcionamento, de modo a otimizar a economia de água por parte do aparelho. Ele percebeu que o volume V de água necessário para uma lavagem depende da massa m das roupas a serem lavadas, do intervalo de tempo ∆t que esta máquina leva para encher de água e da pressão P da água na tubulação que alimenta esta máquina de lavar. Assim, ele expressou o volume de água através da função V = k m a (∆t) b P n , onde k é uma constante adimensional e a, b e n são coeficientes a serem determinados. Calcule os valores de a, b e n para que a equação seja dimensionalmente correta. R.: a = 3; b = -6; n = -3

16) Uma caixa mede 1,5 cm x 40,00 m x 22 mm. Determine seu volume em litros.

R.: 13,2L

17) No painel de um carro, está indicado no velocímetro que ele já "rodou" 120000 km. Determine a ordem de grandeza do número de voltas efetuadas pela roda desse carro, sabendo que o diâmetro da mesma vale 50 cm. Adote π = 3. Despreze possíveis derrapagens e frenagens. R.: 5

18)Uma determinada marca de automóvel possui um tanque de gasolina com volume igual a 54 litros. O manual de apresentação do veículo informa que ele pode percorrer 12 km com 1 litro. Supondo-se que as informações do fabricante sejam verdadeiras, determine a ordem de grandeza da distância, medida em metros, que o automóvel pode percorrer, após ter o tanque completamente cheio, sem precisar reabastecer. R.: 5

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I.4.O estudo da mecânica

De todos os conhecimentos humanos com certeza a mecânica é o mais anterior e primitivo por tratar do movimento, desde o movimento de um pequeno grão de areia até o movimento dos astros celestes. Foi também um dos primeiros conhecimentos a serem esquematizados.

Mecânica é o estudo de como as coisas se movem: como os planetas se movem ao redor do Sol, como um esquiador se move encosta abaixo, ou como um elétron se move em torno do núcleo de um átomo. Pelo que sabemos, os gregos foram os primeiros a pensar seriamente sobre a mecânica, há mais de dois mil anos, e a mecânica grega representa um tremendo passo na evolução da ciência moderna.

TAYLOR, John R., 2013

Tudo no universo está em constante movimento, assim a mecânica tem uma aplicação praticamente universal. Seus postulados, axiomas e conceitos são aplicados e utilizados praticamente em todos os ramos da física. Em termos históricos a mecânica pode ser dividida em duas: Clássica e Moderna, com campos de atuação bem especificados e importantes.

Relativistica:

velocidades iguais a 1/3 da velocidade da luzde atuação bem especificados e importantes. Relativistica: corpos menores que um átomo Quântica : moderna clássica

corpos menores que um átomovelocidades iguais a 1/3 da velocidade da luz Quântica : moderna clássica mecânica corpos macroscopicos

Quântica:

velocidade da luz corpos menores que um átomo Quântica : moderna clássica mecânica corpos macroscopicos com

moderna velocidade da luz corpos menores que um átomo Quântica : clássica mecânica corpos macroscopicos com velocidades

clássicada luz corpos menores que um átomo Quântica : moderna mecânica corpos macroscopicos com velocidades menores

mecânica

corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz
corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz
corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz
corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz

corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz

corpos macroscopicos com velocidades menores que 1/3 da velocidade da luz

Em termos de dia-a-dia utilizamos as chamadas leis clássicas, ou seja, a mecânica clássica, que determina fenômenos comuns de movimento cotidiano.

Uma das teorias científicas mais antigas e conhecidas, nos moldes das chamadas ciências exatas, é a mecânica clássica, as leis da alavanca e dos fluidos em equilíbrio estático já eram conhecidos pelos cientistas da antiga Grécia. Depois das descobertas das leis da mecânica por Galileu e por Newton a Física teve um desenvolvimento enorme nos últimos três a quatro séculos. Após o surgimento da chamada Física Moderna no início do século XX, muitas das leis da mecânica sofreram modificações. Entretanto, a Mecânica Clássica continua sendo uma ótima teoria na maioria das aplicações que surgem no cotidiano terrestre. Ela leva a previsões corretas das grandezas que descrevem os fenômenos físicos, desde que não envolvam velocidades próximas À da luz, massas enormes distâncias cosmológicas e dimensões atômicas.

WATARI, Kazunori, 2004, pág. 14

Dentro da mecânica por uma questão didática ainda podem ser definidos três campos, dependendo dos conceitos fundamentais utilizados no estudo da ciência mecânica. São eles: referencial, posição, tempo, massa e força.

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mecânica

 

cinemática:

dinâmica:

estática:

estudo dos movimentos relacionando apenas a posição e o tempo

estudo da relação entre massa e força que causa o movimento

estudo dos corpos sob a ausência de forças em referenciais ditos inerciais

I.5. Referencial e Vetores

Uma vez determinada a grandeza física através de sua unidade de medida, podemos observar que, quando se trata de movimentos não é suficiente quantificar a grandeza, mas também localizá-la, a própria noção de repouso e de movimento irá depender desta localização, um exemplo é a posição de um corpo. L. Landau bem coloca isso: “quando falamos da posição de um corpo no espaço, nos referimos sempre, implicitamente, `sua posição em relação a outros corpos.” (Landau & Rumer, 2004) precisamos também de um direcionamento o que nos coloca em frente a dois desafios, primeiramente como proceder a localização e subseqüentemente como representar matematicamente o direcionamento. Tais problemas foram resolvidos com a adoção de um sistema de referencias.

No dia a dia pode-se utilizar de qualquer elemento visível como sistema de referencia, uma placa, um arbusto, um marco, todavia no desenvolvimento da teoria mecânica houve a necessidade de se estipular um referencial matemático que representasse facilmente o universo real. Tal conquista foi obtida aderindo o sistema de coordenadas cartesianas tridimensional, ou seja, composto por três eixos coordenados e ortogonais entre si, assim, cada eixo representa uma direção no espaço e o “lado” em relação à origem o sentido. Um ponto qualquer no espaço pode ser definido por três valores que serão chamados dimensões, e que representarão a relação entre o valor, a direção e o sentido da grandeza.

As dimensões serão os valores coordenados desse ponto no espaço. Dependendo do numero de dimensões teremos a dimensionalidade do problema em questão.

desse ponto no espaço. Dependendo do numero de dimensões teremos a dimensionalidade do problema em questão.

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“(

“( Unitau - Universidade de Taubaté – Instituto Básico de Ciências Exatas Apostila de Física Geral

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)

na prática uma „dimensão‟ pode ser entendida como uma „coordenada‟: um valor numérico que nos ajuda a localizar algo.” “Por que as coisas caem? Uma história da gravidade”, Alexandre Cherman e Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar, pag 154

Com isso pode-se diferenciar as grandezas físicas como aquelas que podem ser representadas em um sistema coordenado ou não. “As quantidades que são invariáveis sob uma transformação de coordenadas que obedecem a uma equação desse tipo são denominadas grandezas escalares(THONTON, Stephen T., MARION, Jerry B., Cengage Learning, 2011).

Grandezas vetoriais: são aquelas que podem ser representadas no sistema de referencias, geralmente relacionadas a

movimento, como por exemplo o deslocamento de um móvel;

Grandezas escalares: são aquelas que não podem ser representadas em um sistema de coordenadas como, por exemplo, o

valor da massa de um objeto.

Uma grandeza vetorial é representada no sistema coordenado através de um segmento de reta orientado denominado vetor.

Vetor é um agente matemático composto por um módulo (valor), uma direção e um sentido.

Cada direção (eixo coordenado) num sistema retangular cartesiano é determinada por um vetor unitário denominado versor. O

̂e o z pelo

versor é representado pela letra com um circunflexo, assim, por definição: o eixo x é representado pelo

̂

̂, o eixo y pelo

.

o eixo x é representado pelo ̂ ̂ , o eixo y pelo . Assim, um

Assim, um vetor pode ser determinado de forma analítica através das coordenadas do seu ponto extremo multiplicadas pelos versores.

do seu ponto extremo multiplicadas pelos versores. O vetor acima seria escrito como sendo: ⃗ ̂

O vetor acima seria escrito como sendo:

̂

̂

̂

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Os valores A, B e C (cujos valores são exatamente os valores das coordenadas, ou dimensões) são denominados componentes do vetor , observe que os componentes não são vetores, mas sim números que representam justamente as coordenadas do extremo do vetor, mas apenas se este partir da origem do sistema, caso contrário ele pode ser trasladado para a origem desde que conserve todas as suas propriedades.

Seu módulo (valor total) será:

) |⃗ |

É interessante observar que por definição o módulo de um vetor é um escalar positivo (Young & Freedman, pag.12, 2008) , uma vez que independe da direção e resulta de uma soma de quadrados.

Já a direção de um vetor pode ser dada a partir dos ângulos que esse vetor faz com os eixos coordenados. È necessário nesse caso um ângulo a menos que o numero de componentes do vetor, ou seja, para um vetor com três componentes dois ângulos e para um vetor com duas componentes apenas um. Tais ângulos são medidos em sentido horário a partir do eixo x ou do plano xy assim pode-se definir:

a partir do eixo x ou do plano xy assim pode-se definir: Θ = ângulo a

Θ = ângulo a partir da abcissa (eixo x)

Φ = ângulo a partir da cota (eixo z)

Geometricamente fica fácil definir os valores dos ângulos como sendo:

e

) ( )
)
(
)
) ( √ )
)
( √
)

Lembrando que A, B e C são os componentes de nos eixos coordenados.

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I.6. Vetor posição

A mecânica, como já foi visto, é o estudo do movimento. Mas, antes de discutir as propriedades de um movimento há a

necessidade de conceituá-lo, para tanto, inicialmente devemos ser capazes de determinar a posição de um corpo material, seja ele extenso ou pontual, dentro de um referencial tridimensional.

Já foi visto que, num sistema coordenado cartesiano utilizado como referencial e, portanto, com sua origem situada exatamente

no ponto tomado como referência, um ponto qualquer no espaço será definido através de três coordenadas ordenadas P = P(x,y,z). Pode-se definir nesse referencial a posição de um corpo como sendo a distância a que esse corpo se encontra da origem do sistema coordenado. O que leva à sua orientação P, isso é, uma posição no espaço pode ser representada matematicamente como um ponto sobre um sistema cartesiano tridimensional onde as coordenadas desse ponto indicam a posição da partícula. Assim sendo, posso traçar um vetor, iniciado na origem e terminando no ponto em questão ao qual se denomina vetor posição. Ou seja:

O vetor posição de uma partícula em dado instante é um vetor que vai da origem do sistema coordenado utilizado como referencial até o ponto P.

coordenado utilizado como referencial até o ponto P. Observando atentamente, fica claro que, as componentes do

Observando atentamente, fica claro que, as componentes do vetor posição em termos dos versores nada mais são que as

teremos, para o ponto P =

coordenadas do vetor. P(x,y,z):

Isso significa que, tratando-se o vetor posição de uma partícula por vetor

)

̂

̂

̂

Assim, em um determinado instante de tempo o vetor caracteriza a posição de um corpo dentro de um referencial. Se, em um dado instante posterior, o vetor posição dessa partícula mudar, afirmamos que houve movimento da partícula, em outras palavras, quando dizemos que o corpo se deslocou no espaço, devemos simplesmente entender que se alterou sua posição em relação a outros corpos.(Landau & Rumer, pag.26, 2004) Ou seja:

Caracteriza-se movimento à mudança de um vetor posição com o passar do tempo dentro de um referencial.

Dessa definição fica clara a dependência do conceito de movimento com o de referencial, o que leva à conclusão que só faz sentido falar em movimento se antes definir-se o referencial adotado,

“é assim que o mundo se comporta e é o que a matemática das leis de Newton reflete ( quando se relaciona com outros objetos.” (Hawkins, S., Mlodnow, L.; pag. 32, 2005)

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)

o conceito de movimento só faz sentido

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não existe movimento sem referencial, a dependência é ainda mais profunda: a alteração de referencial pode causar alteração de movimento ou até mesmo anulá-lo. Ou seja, não existe movimento absoluto no universo. O grande problema quando se trata do vetor posição, entretanto é o fato de que: ao se alterar o referencial, altera-se o valor desse vetor, isto é, posição é uma grandeza relativa. Mas o que seria uma grandeza relativa? Em síntese seria aquela cujo valor dependa do referencial adotado. É necessário então antes de determinar o vetor posição determinar o que seria um referencial. Já foi visto que, matematicamente o referencial pode ser representado como sendo o sistema de referências cartesianas no qual identificamos o vetor posição, mas, na prática, o referencial pode ser qualquer objeto ou posição que queiramos considerar, é interessante acima de tudo observar que, embora o valor de algumas grandezas se altere num referencial a realidade física é sempre a mesma. Isso leva ao fato de que, independente da descrição o resultado tem que levar às mesmas conclusões, à mesma realidade física. Segundo Einstein:

“É essencial, para uma descrição de acontecimentos, saber como passar de um sistema de coordenadas para outro, porquanto ambos são equivalentes e igualmente apropriados para a descrição dos acontecimentos da natureza.”

A evolução da física, Einstein e Infeld, Ed Zahar, 2008, pág. 136 Dessa forma, localizo o referencial, o ponto de vista a partir do qual pretendo descrever o fenômeno, identifico a ele um sistema de coordenadas e enfim, traço o vetor posição para uma análise do repouso ou movimento. O problema é que, ao mudarmos o referencial, embora a realidade física seja a mesma, o valor modifica:

embora a realidade física seja a mesma, o valor modifica: Observe a posição no espaço, determinada

Observe a posição no espaço, determinada em cada referencial, por no referencial XOY e por , no referencial X‟OY‟. Partindo dessa premissa busca-se uma grandeza física que se mantenha constante independente do referencial, para tanto se define a variação da posição, já que, uma vez que a realidade é a mesma, a variação deve ser a mesma, ou seja, se um corpo está em movimento, isto é, se seu vetor posição está mudando no tempo, então posso definir uma variação no vetor posição:

então posso definir uma variação no vetor posição: Essa variação ocorre em um determinado tempo. Posso

Essa variação ocorre em um determinado tempo. Posso então definir essa variação como sendo a diferença entre os vetores posição:

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Todavia, a diferença entre dois vetores é,

Todavia, a diferença entre dois vetores é, também um vetor, isso é, não necessariamente representa o movimento real, uma vez que, necessariamente a variação deve ser retilínea. Nesse caso então torna-se necessário diferenciar algumas características do movimento:

Trajetória: o desenho que o movimento realiza no referencial;

Espaço percorrido: o tamanho real da trajetória;

Deslocamento: o vetor resultante da variação do vetor posição.

Com isso, pode-se então definir: se ⃗⃗⃗⃗ e ⃗⃗⃗⃗ são os vetores posição de uma partícula respectivamente nos instantes t 1 e t 2 , define- se o deslocamento como sendo:

)

⃗⃗⃗⃗

⃗⃗⃗⃗

Onde:

Δr = deslocamento => [Δr] = m r 2 = vetor posição final => [r 2 ] = m r 1 = vetor posição inicial => [r 1 ] = m

Observe que, uma vez sendo resultado de uma subtração vetorial o deslocamento tem que obrigatoriamente ser vetorial, isto é, obrigatoriamente deve ser uma reta e apresentar direção e sentido. Todavia embora cada vetore posição seja dependente do referencial assumido, o deslocamento não é. Outra característica interessante a respeito do deslocamento é que ele só se iguala ao espaço percorrido no caso de o movimento ocorrer em trajetória retilínea.

TECNICA PARA AUXILIAR EXERCÍCIO

Desenhe o referencial e localize os vetores

Escreva os vetores na forma analítica

Opere versores iguais e então determine modulo e ângulo diretor

Exercício resolvido 6:

Uma esquiadora percorre 1 km do sul para o norte e depois 2km de oeste para leste em um campo horizontal coberto de neve. A que

distância ela estará do ponto de partida e em que direção?

R.: 2,24km e 26,56º

Exercício resolvido 7:

Por duas décadas, equipes especializadas de exploradores de cavernas nos EUA procuraram uma conexão entre o sistema de cavernas Flint Ridge e a Caverna do Mamute, ambos no estado americano de Kentucky. Quando a conexão foi finalmente descoberta, o sistema combinado foi declarado como o mais longo do mundo (mais de 200km de extensão). A equipe que encontrou a conexão teve que rastejar, escalar e se contorcer em inúmeras passagens, em um deslocamento liquido de 2,6km para oeste, 3,9km para o sul e 25m para cima. Qual foi o seu deslocamento desde o inicio até o fim? R.: 4,69km ,326,31º e 89,69º

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Exercício resolvido 8:

Dois pontos no plano xy têm coordenadas cartesianas (2;-4)m e (-3;3)m. Determine o vetor que dá as características da distância entre esses pontos, indo do primeiro para o segundo. R.: 8,6m ; 125,54º

Exercício resolvido 9:

Determine a forma analítica de um vetor de 5m que faz 30º ao norte do leste R.: (4,33i + 2,5j)m

2ª lista de exercícios propostos

1)

O componente x de um vetor é -25m e o componente y é 40m. Determine o módulo e o ângulo diretor deste vetor.

R.: 47,17m e 122º

2) Escreva os vetores abaixo na forma analítica: B A 53º 70º 75º C A
2)
Escreva os vetores abaixo na forma analítica:
B
A
53º
70º
75º
C
A = 10m
B = 12m
C = 15m
R.: ⃗
̂
̂
⃗⃗
̂
̂
̂
̂

3) A componente x de um vetor é -25m e a componente y é 40m. Determine o módulo, a direção e o sentido do vetor. R.:47,17m ; 122º

4) Um navio parte para um ponto a 120km para o norte. Uma tempestade inesperada empurra o navio diretamente para um ponto 100km a leste do ponto de partida. Qual o módulo e o sentido do deslocamento que o navio deve ter para atingir o seu destino original? R.: 156,2m ; 50,19º

5) Uma máquina foi erguida com o auxílio de uma rampa inclinada de um ângulo de 20º, onde a máquina deslizou ao longo de uma distância de 12,5m.

a) De quanto a maquina foi erguida verticalmente?

b) De quanto a maquina foi deslocada horizontalmente?

R.: 4,27m

R.: 11,75m

6) Uma sala tem dimensões 3m de altura, por 3,7m de largura e 4,3m de comprimento. Partindo de um vértice inferior, uma mosca voa, aleatoriamente, pousando no vértice diagonalmente oposto. Determine o módulo do seu deslocamento. R.:6,42m ; 40,71º ; 62,12º

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7) Um carro é dirigido para o leste por uma distancia de 50km, depois para o norte por 30km, e em seguida em um sentido que está 30º ao leste do norte por 25km. Esboce o diagrama vetorial e determine o módulo e o sentido do deslocamento do carro ao longo de todo o movimento. R.:81,08km; 39,57º

8) Uma andarilha começa uma viagem de dois dias caminhando inicialmente 25km na direção sudeste a partir de seu carro. Ela para e monta sua barraca para a noite. No segundo dia ela caminha 40km em uma direção 60º ao norte do leste, ponto em que ela

descobre uma torre do guarda florestal. Determine o deslocamento da andarilha na forma analítica.

R.: (37,68i + 16,96j)km

9) Uma formiga, enlouquecida pelo Sol em um dia quente, dispara sobre o plano xy. As componentes de quatro corridas consecutivas são as seguintes, todas em centímetros: (30;40), (b x ; -70), (-20;c y ), (-80;-70). O deslocamento resultante das quatro corridas tem componentes (-140;-20). Quais são os valores de b x e c y e o modulo, direção e sentido do vetor resultante. R.: b x = -70 ; c y = -20

10)O oásis B está 25km ao leste do oásis A. Partindo do oásis A um camelo percorre 24km no sentido 15º ao sul do leste e a seguir mais 8km para o norte. Qual é então a distância entre o camelo e o oásis A? R.:2,55km ; 315,48º

11)Dois besouros correm sobre a areia plana, partindo do mesmo ponto. O besouro 1 corre 0,5m para o leste, e depois 0,8m 30º ao norte do leste. O besouro 2 também faz duas corridas; a primeira de 1,6m 40º ao leste do norte. Quais devem ser o modulo, a direção e o sentido de sua segunda corrida se ele terminar na mesma posição final do besouro 1. R.:0,84m ; 280,91º

12)Uma pesquisadora estudando uma caverna percorre 180m em linha reta de leste para oeste, depois caminha 210m em uma direção formando 45º com a direção anterior e em sentido do sul para leste; a seguir percorre 280m a 30º no sentido de norte para oeste. Depois de um quarto deslocamento não medido ela retorna ao ponto de partida. Determine o módulo, direção e sentido do quarto deslocamento. R.: 195,57m ; 331,27º

I.7 Conceito de Tempo

Sir Isaac Newton nasceu em Woolsthorp, um pequeno povoado ao norte de Londres na noite de natal de 1642, ano da morte de Galileu. Seu trabalho mais importante em física, o Principia Matematica Philosophiae Naturalis, publicado no ano de 1687, resumiu suas idéias sobre a ciência mecânica, utilizando a matemática para resolver problemas anteriormente discutidos pela filosofia. Seu formalismo tornou-se a base para a física nos séculos seguintes, sendo, ainda hoje, extremamente importante na introdução do conhecimento em física. O universo newtoniano, profundamente influenciado pelas suas concepções religiosas, era infinito tendo como a grande variável mecânica o tempo, que flui igualmente desde o instante da criação e é invariável a qualquer transformação de referenciais. Uma discussão interessante sobre o tempo é dada por Stephen Hawkins em seu “Uma breve história do tempo”. No capítulo 9, página 199 ele escreve:

“Até o começo deste século (XX) acreditava-se num tempo absoluto. Ou seja, todo evento poderia ser rotulado por um número chamado “tempo”, de uma forma única, e todos os bons relógios concordariam com o intervalo de tempo entre

dois eventos. (

as direções para frente e para trás do tempo real na vida comum. Imagine-se uma xícara de água caindo de uma mesa e se quebrando em muitos pedaços no chão. Se filmarmos esse evento pode-se facilmente dizer se o filme está sendo projetado para frente ou para trás. Se projetamos para trás ver-se-ão os cacos subitamente se reunindo sobre o chão e pulando para cima a fim de formar uma xícara inteira sobre a mesa. Pode-se dizer que o filme está sendo projetado para trás porque

De fato, existe uma grande diferença entre

)

As leis científicas não distinguem entre passado e futuro (

).

a explicação que se dá é que isto contradiz a

segunda lei da termodinâmica, que afirma que, em qualquer sistema fechado, a desordem, ou entropia, sempre aumenta

com o tempo. (

tempo, algo que distingue o passado do futuro, dando a direção do tempo. Primeiro há a seta do tempo termodinâmica, a

direção do tempo em que a desordem ou entropia aumenta. Depois há a seta psicológica do tempo; esta é a direção em que sentimos o tempo passar, a direção em que nos lembramos do passado mas não do futuro. Finalmente existe a seta cosmológica do tempo, que é a direção do tempo em que o universo se expandem mais que se contrai.”

O aumento da desordem, ou entropia, através do tempo é um exemplo do que se denomina seta do

esse tipo de comportamento nunca é observado na vida cotidiana. (

)

)

Ou seja, o tempo é uma grandeza física tão elementar que sua própria definição se torna difícil.

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“O tempo é um dos conceitos mais primitivos adotados para construir a teoria da Ciência Física (Mecânica Clássica, em particular). Como tal, não é possível definir precisamente o que é o tempo, mas supõe-se que todos já o conhecem muito bem. Como se pode notar, existe uma total falta de precisão para definir o tempo. Esta situação persiste mesmo que se adote as definições qualitativas dadas nos dicionários. Entretanto, o que realmente importa aqui não é definir o que é tempo com precisão, mas como medi-lo, isto é, defini-lo operacionalmente.”

Watari, Kazunori, 2004, pag. 17

Para Newton e sua descrição mecânica utiliza-se o tempo entrópico segundo o qual as leis se embasam. Assim a grande variável newtoniana será o tempo, em relação ao qual variações das grandezas mecânicas são descritas. Assim, definindo movimento como a variação do vetor posição, relacionamos essa variação com o tempo e define-se velocidade média. O conceito mais importante nesse caso refere-se ao fato de que a velocidade média se define a partir de um intervalo sensível de tempo. Mas o que ocorre ponto a ponto? Para tanto é necessário definir a diferença entre intervalo de tempo e instante. O instante é um momento definido, uma leitura pontual de um relógio, enquanto um intervalo de tempo é a diferença entre dois instantes. Assim quando se define uma posição, determina-se um instante, um valor relacionado a ela que pode ser denominado tempo, a passagem das várias posições, ou seja, o deslocamento vem acompanhado de um intervalo de tempo. Usando isso Newton institui o conceito de função variação da grandeza considerada e o tempo.

I.7 Velocidade

Independente do desenho da trajetória, uma vez que o vetor posição está mudando, significa que passa certo tempo para que essa mudança ocorra, com isso podemos calcular a razão com que a variação ocorre no tempo. Dá-se o nome de Velocidade a essa razão:

Velocidade é a taxa de variação do vetor posição em relação ao tempo necessário para que essa variação ocorra.

O estudo da velocidade remonta às origens da física, para Aristóteles a velocidade se manteria enquanto o agente causador do movimento se mantivesse em contato com o corpo, ou seja, enquanto houvesse força agindo sobre o corpo ele se moveria, já para Philoponus, um filósofo medieval, o corpo, ao ser arremessado receberia uma força, que ele chamou de ímpeto e que iria se dissipando ao longo do movimento. Enquanto houvesse ímpeto haveria movimento e, portanto velocidade, uma vez cessado esse ímpeto o movimento, e, portanto, a velocidade, cessaria:

“Um filosofo alexandrino chamado Iohannes Philoponus (490d.C – 570d.C), também conhecido como João, o Gramático, se opôs às ideias aristotélicas sobre esse assunto e alguns outros. De acordo com ele ao ser arremessado, um corpo recebe uma espécie de força motriz, que seria transferida do lançador para o projétil, permanecendo nele mesmo após o fim do contato. Com o passar do tempo, tal „força‟ se dissiparia espontaneamente, fazendo com que o movimento se encerrasse. Mais tarde essa ideia ganhou o nome de teoria do ímpeto (impetus, em latim). Essa noção pode ser considerada o conceito primordial de inércia.” Porque as coisas caem, Alexandre Cherman & Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar 2010, pag.60

Coube a Galileu entender que todos os corpos tendem a manter sua velocidade, ou seja, ela não depende da força para ocorrer nem para se manter. Galileu observou que, ao contrário da idéia aristotélica ou mesmo a do ímpeto, os corpos não precisam de nada para manter sua velocidade, ao contrário, a necessidade é justamente para alterá-la. A velocidade de um corpo é uma das grandezas que definem seu estado mecânico.

Estado físico é o conjunto de valores que definem a realidade de um corpo segundo as características estudadas.

Em outras palavras o corpo tende a manter sua velocidade, ainda que ela seja nula, mas sempre mantê-la, isso devido a uma propriedade geral que a matéria apresenta a Inércia.

Assim, o estado mecânico de um corpo, ou seja, seu estado de movimento é definido principalmente por sua velocidade.

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Se a velocidade é constante no tempo o movimento é dito uniforme e se a velocidade for variável no tempo o movimento será dito variado.

É lógico que na prática nenhum movimento ocorre com velocidade constante, ao contrário, de forma quase geral os movimentos apresentam variações de velocidade. Exemplos naturais de movimento uniforme seriam a luz viajando no vácuo absoluto, onde não houvesse sequer um campo gravitacional que alterasse essa velocidade, ou mesmo o ar em um meio completamente homogêneo, sem sequer variação de temperatura. Nesse caso o importante não seria a velocidade média, mas sim a velocidade ponto a ponto, o valor real, uma vez que esse vai se diferenciando ao longo do movimento, essa velocidade é chamada instantânea.

Velocidade instantânea é a velocidade que o móvel adquire ponto a ponto, isto é, instante a instante.

Isso reforça ainda mais a ideia de que o tempo é algo de extrema importância na mecânica newtoniana, isso porque para Newton

e os cientistas que o sucederem pelos próximos quatro séculos antes de Einstein, o tempo é uma sequência constante, cujo fluxo

seria idêntico para qualquer observador, em qualquer referencial. Dois observadores em dois referenciais diferentes com certeza

mediriam os mesmo intervalos de tempo segundo Newton, o que para nós ainda faz sentido, mas infelizmente a natureza não busca fazer sentido para nosso senso comum. Einstein provou que o tempo pode correr diferente para observadores diferentes em diferentes pontos ou diferentes velocidades, todavia para os objetivos de nosso curso, baixas velocidades e grandes dimensões, podemos tratar a variação de tempo como uma constante de transformação, isto é, ao se mudar de um referencial para outro, o intervalo de tempo, como o de posição, não se modifica.

Uma constante de movimento é a grandeza que não se modifica quando alteramos o referencial assumido

II. Estudo matemático do movimento: Cinemática

II.1 Velocidade Média

Em um movimento, se considera o deslocamento uma variação do vetor posição. Sendo uma variação vetorial, o deslocamento será então um vetor, ou seja, deve ser considerado em linha reta. Como geralmente o espaço percorrido, e, portanto a trajetória, em intervalos longos de tempo não necessariamente será retilínea,

é possível diferenciar drasticamente o espaço percorrido do deslocamento do corpo,

drasticamente o espaço percorrido do deslocamento do corpo, Podemos definir, nesse caso, uma velocidade aproximada, ou

Podemos definir, nesse caso, uma velocidade aproximada, ou média, para o movimento. Assim, tem-se que:

⃗ ) ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
) ⃗⃗⃗⃗⃗⃗

V m = velocidade média => [V m ] = m/s

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Δr = deslocamento => [Δr] = m Δt = intervalo de tempo => [Δt] = s

É interessante notar que:

Como a velocidade média é a divisão de um vetor por um escalar, obrigatoriamente é um vetor;

Velocidade média não é a média das velocidades, mas sim uma velocidade aproximada;

Para o cálculo da velocidade média interessa apenas o vetor deslocamento e o tempo necessário para esse deslocamento

ocorrer, o que ocorre durante o movimento não importa para o cálculo;

Em uma única dimensão, ou seja, num movimento retilíneo, a velocidade média será medida utilizando-se o espaço

percorrido;

No caso do movimento retilíneo com velocidade constante a velocidade média é igual à velocidade em qualquer ponto da

trajetória.

Observe uma questão extremamente conceitual, referente à palavra média. Média, na linguagem física, pode ser tomada como aproximada, ou seja, referente a um intervalo de tempo mensurável. Com isso é importante salientar que, para um deslocamento no qual a trajetória muito destoa do deslocamento não é correto considerar-se a velocidade média como sendo a média das velocidades e sim uma relação entre o deslocamento e o tempo total necessário para que tal deslocamento ocorra, não importando o processo ao longo do movimento. Então:

∑ ⃗ ⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ∑
⃗⃗⃗⃗⃗⃗

Outro fator importante a se considerar é o fato de a unidade usual de velocidade ser o km/h, assim é essencial o conhecimento da transformação:

) 1m/s = 3,6 km/h

II.2 O conceito de movimento retilíneo uniforme (MRU)

Segundo a inércia o momento linear de um sistema físico só será então alterado quando o corpo sofrer a ação de um agente externo a ele, caso contrário conservará seu movimento, ou seja, sua velocidade, tanto em módulo quanto em direção e sentido. Isso significa que na ausência total de qualquer interação com qualquer outro corpo a velocidade do sistema, ou do corpo, se manterá constante, como por definição velocidade é tangente à trajetória, a direção e o sentido desse corpo também serão constantes, fazendo com que o movimento ocorra numa linha reta. Movimentos dessa forma são denominados Movimentos Retilíneos Uniformes (MRU). Será chamado movimento já que a posição do móvel muda com o tempo será retilíneo porque sua direção não pode ser alterada, pela falta de interação com outro corpo e é chamado uniforme porque o módulo de sua velocidade é constante. Uma propriedade importante desse tipo de movimento é que a velocidade média é igual à velocidade instantânea do corpo, ou seja, uma vez que sua velocidade não é alterada em ponto nenhum do movimento ela obrigatoriamente coincide com a velocidade média. Partindo disso pode-se desenvolver a sua função horária da posição como sendo:

) r = r 0 + vt

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na qual, as unidades oficiais são:

r = posição inicial => [r] = m

r 0 = posição inicial do móvel => [r 0 ] = m

v

= velocidade do móvel => [v] = m/s

t

= instante considerado => [t] = s

Movimentos desse tipo nunca ocorrem perfeitamente na natureza já que para isso seria necessária uma ausência total de toda e qualquer interação, ainda que essa interação fosse eletromagnética ou gravitacional, no entanto com boa aproximação podemos dizer que ondas eletromagnéticas em deslocamentos pequenos ou o som em regiões onde a temperatura e a densidade do meio forem constantes. Considerando as devidas aproximações temos que, a luz e o som viajam no espaço em movimento retilíneo uniforme com velocidades respectivamente:

) V som = 340m/s V luz = c = 3.10 8 m/s

Segundo a relatividade restrita de Einstein, a velocidade da luz no vácuo é uma constante da natureza, independendo do movimento tanto do observador quanto da fonte.

É importante salientar que, esse tipo de movimento sempre apresentará uma função horária dessa forma e a recíproca é

verdadeira, toda função horária que se apresentar dessa forma representará um movimento retilíneo uniforme, ou seja, determinado

por uma função linear (do primeiro grau). Conclusivamente sua representação gráfica então será sempre uma reta, orientada conforme sua velocidade.

) MRU função horária do 1º grau
) MRU
função horária do 1º grau

Já que a velocidade nada mais é que a taxa de variação da posição, ou em outras palavras a derivada da posição em relação ao tempo, e que a derivada por sua vez determina a inclinação (tangente) à função no ponto, uma vez que sua velocidade seja positiva o gráfico será uma reta crescente e quando negativa uma reta decrescente.

uma reta crescente e quando negativa uma reta decrescente. Nesses desenhos a posição r é chamada

Nesses desenhos a posição r é chamada de S.

E ainda é fácil observar que a derivada dessa função determina uma constante, o que prova novamente que a velocidade é uma

constante no tempo.

a derivada dessa função determina uma constante, o que prova novamente que a velocidade é uma

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Classifica-se o movimento em progressivo, quando sua velocidade for positiva, e retrógrado quando sua velocidade for negativa. Outra propriedade importante que vem da definição de velocidade é o fato de que já que a velocidade é a derivada da função posição, e, portanto dá a inclinação do gráfico desta no instante considerado, a posição por sua vez será a integral da velocidade e, portanto a área sobre a curva no gráfico da velocidade, assim:

Utilizando a linguagem de cálculo:

da velocidade, assim: Utilizando a linguagem de cálculo: ) ⃗ ∫ ⃗ Da mesma forma como,

)

Da mesma forma como, por definição a velocidade é a derivada da posição.

Exercício resolvido 10:

Um ônibus faz um trajeto entre duas cidades em duas etapas. Na primeira, percorre uma distância de 150km em 90min. Na Segunda

percorre 220Km em 150min. Qual a velocidade média do ônibus durante toda viagem?

R.: 92,5km/h

Exercício resolvido 11:

Um carro percorre 1 km com velocidade constante de 40 km/h e o quilômetro seguinte com velocidade também constante de 60 km/h. Qual a sua velocidade média no percurso descrito? R.: 48km/h

Exercício resolvido 12:

Uma carreta de 30m de comprimento atravessa uma ponte de 70m de comprimento com velocidade constante de 72 km/h. determine:

a) O intervalo de tempo que a carreta demora para atravessar a ponte. R.: 5s

b) Qual seria esse intervalo de tempo se a ponte tivesse 2 km de comprimento? R. 101,5s

Exercício resolvido 13:

Dois móveis A e B percorrem a mesma trajetória e suas posições são dadas a partir de uma origem comum. Suas funções horárias, em unidades do SI, são:

X a = 10+2t e X b = 40-4t

Determine:

a)

O instante do encontro R.: 5s

b)

A posição do encontro

R.: 20m

Exercício resolvido 14:

Duas estações A e B estão separadas por 200km, medidos ao longo da trajetória. Pela estação A passa um trem P, no sentido de A para B, e simultaneamente passa por B um trem Q, no sentido de B para A. Os trens P e Q têm movimentos retilíneos e uniformes

com velocidades de módulo 70km/h e 30km/h respectivamente. Determine o instante e a posição do encontro.

Exercício resolvido 15:

O gráfico a seguir representa o movimento de uma partícula.

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R.: 2h e 140km

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone a) Que tipo de movimento está representado?

a) Que tipo de movimento está representado? R. MRU

b) Qual a posição inicial da partícula?

c) O que indica a inclinação deste gráfico? O movimento em questão é progressivo ou retrógrado?

R.: 0m

R.: Que a velocidade é positiva, movimento progressivo

d) De acordo com o gráfico qual a posição da partícula no instante t = 10s?

e) Qual a velocidade da partícula no instante t = 20s?

R.: 3m/s

R.: 30m

Exercício Resolvido 16:

O gráfico a seguir ilustra a posição s, em função do tempo t, de uma pessoa caminhando em linha reta durante 400 segundos. Assinale a alternativa correta.

reta durante 400 segundos. Assinale a alternativa correta. Determine: a) O que acontece com o móvel

Determine:

a) O que acontece com o móvel no intervalo de tempo de 100s a 300s

b) Qual o deslocamento do móvel?

c) A velocidade no instante 80s? Classifique o movimento.

d) Qual a velocidade no instante 350s? Classifique o movimento.

e) Determine a média das velocidades e a velocidade média do movimento.

R.: o móvel está em repouso

R.: 80m

R.:1m/s progressivo

R.: -0,2m/s retrógrado

R.: 0,27m/s e 0,2m/s

TECNICA PARA AUXILIAR EXERCÍCIO

Determine os dados numéricos e identifique as grandezas utilizando as unidades de medida;

Observe a coerência das unidades de medida;

Represente o exercício por um desenho quando necessário;

Monte a função de movimento quando necessário.

3ª lista de exercícios propostos:

1)

Um móvel A percorre 20m com velocidade média de 4m/s. Qual deve ser a velocidade média de um móvel B que percorre os

mesmos 20m, gastando um tempo duas vezes maior que o móvel A?

R.: 2m/s

2)

Um avião vai de São Paulo a Recife em 1h40min. A distância entre essas duas cidades é aproximadamente 3000km. Determine

a velocidade do avião?

R.: 500m/s

3)

Um ônibus parte às 10h de uma cidade localizada no km120 de uma rodovia. Após uma parada de 30 minutos no km300, o ônibus chega ao ponto final de sua viagem no km470 às 14h do mesmo dia. Determine a velocidade média do ônibus. R.: 87,5km/h

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4)

Um ônibus sai da capital às 7h da manhã, com destino a uma cidade no interior, distante 340km, aonde chega por volta do meio-dia. Qual seria a velocidade média do ônibus? R.:68km/h

5)

Um atleta ganha uma competição correndo 2000m em 3 min e 20s. Qual seria a sua velocidade?

R.: 10m/s

6)

Imagine que um carro faça uma viagem de 310 km da seguinte maneira: nos primeiros 120km, ele desenvolve uma velocidade média de 80km/h; nos 100km intermediários, devido às más condições da estrada ele desenvolve uma velocidade média de 50km/h; nos últimos 90km ele desenvolve uma velocidade de 60km/h. Qual é a velocidade média desenvolvida pelo carro? R.: 62km/h

7) A distância entre duas cidades é de 48km. Um carro percorre a primeira metade do percurso com velocidade média de 60km/h, e a Segunda metade do percurso com velocidade média de 80km/h. Qual a velocidade média ao longo de todo o percurso? R.: 68,57 km/h

8) O “tira-teima” da rede Globo calculou a velocidade da bola que bateu na trave do gol como sendo de 1,1.10 2 km/h. Se o tempo necessário para a bola atingir a trave, desde quando foi chutada, é de 0,5s, e sendo a velocidade constante nesse tempo, qual a distância que a bola estava do gol no momento do chute? R. 15,275m

9) Diante de uma agência de empregos, há uma fila de, aproximadamente, 100m de comprimento, ao longo da qual se distribuem, de maneira uniforme, duzentas pessoas. As pessoas entram, durante 30s, com uma velocidade média de 1m/s. Determine:

a) O número de pessoas que entraram na agência

R.: 60pessoas

b) O comprimento da fila que restou do lado de fora

R.: 70m

10)Em uma corrida de 1km, o corredor 1, na raia 1 (com tempo de 2min e 27,95s) parece ser mais rápido que o corredor 2, na raia 2 (com tempo de 2 min e 28,15s). Entretanto o comprimento L 2 da raia 2 pode ser ligeiramente maior que o comprimento L 1 da raia 1. Qual o maior valor que L 2 L 1 pode ter para ainda concluirmos que o corredor 1 é mais rápido? R.: 1,3m

11)Dois trens, cada um com velocidade de 30km/h, trafegam em sentidos opostos sobre uma mesma linha férrea retilínea. Um pássaro que consegue voar a 60km/h voa a partir da frente de um dos trens, quando eles estão separados por 60km, diretamente em direção ao outro trem. Alcançando o outro trem, o pássaro imediatamente voa de volta ao primeiro trem e assim por diante. (Não temos a menor ideia por que o pássaro se comporta dessa maneira.) Qual é a distância total que o pássaro percorre até os trens colidirem? R.:60km

12)Numa corrida de motos o piloto A completa 45 das 80 voltas previstas enquanto o piloto B completa 44 voltas. Qual deverá ser, no restante da corrida, a razão entre a velocidade média v b do piloto B e a velocidade média v a do piloto A para que cheguem juntos ao final da corrida? R.:

13) Uma carreta de

20m de comprimento demora 10s para atravessar uma ponte de 180m de extensão. Determine a velocidade

escalar média da carreta durante o percurso.

R.: 72km/h

14)Um trem de carga de 240m de comprimento, que tem velocidade constante de 72km/h, gasta 0,5min para atravessar

completamente um túnel. Determine o comprimento desse túnel.

R.: 360m

15)Uma escola de samba, ao se movimentar num sambódromo reto e muito extenso mantém um comprimento constante de 2km. Se ela gasta 90min para passar completamente por uma arquibancada de 1 km de comprimento determine sua velocidade média. R.: 2km/h

16)Filas de trânsito são comuns nas grandes cidades, e duas de suas consequências são: o aumento no tempo da viagem e a irritação dos motoristas. Imagine que você está em uma pista dupla e enfrenta uma fila. Pensa em mudar para a fila da pista ao lado, pois percebe que, em determinado trecho, a velocidade da fila ao lado é 3 carros/min. enquanto que a velocidade da sua fila é 2 carros /min. Considere o comprimento de cada automóvel igual a 3 m.

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Determine o tempo, em min, necessário para

Determine o tempo, em min, necessário para que um automóvel da fila ao lado que está a 15m atrás do seu possa alcançá-lo e para que possa ultrapassá-lo. R.: 5min e 6min

17)Dois automóveis A e B encontram-se estacionados paralelamente ao marco zero de uma estrada. Em um dado instante, o automóvel A parte, movimentando-se com velocidade escalar constante VA = 80 km/h. Depois de certo intervalo de tempo, Δt ,

o automóvel B parte no encalço de A com velocidade escalar constante VB = 100 km/h. Após 2 h de viagem, determine quanto tempo o motorista de A, que verifica que B se encontra 10 km atrás, conclui o intervalo Δt , no qual o motorista B ainda permaneceu estacionado, em horas. R.: 0,5h

18)Dois caminhões deslocam-se com velocidade uniforme, em sentidos contrários, numa rodovia de mão dupla. A velocidade do primeiro caminhão e a do segundo, em relação à rodovia, são iguais a 40 km/h e 50 km/h, respectivamente. Um caroneiro, no primeiro caminhão, verificou que o segundo caminhão levou apenas 1,0 s para passar por ele. Determine o comprimento do segundo caminhão. R.: 25m

19)Dois automóveis, M e N, inicialmente a 50 km de distância um do outro, deslocam-se com velocidades constantes na mesma

direção e em sentidos opostos. O valor da velocidade de M, em relação a um ponto fixo da estrada, é igual a 60 km/h. Após 30 minutos, os automóveis cruzam uma mesma linha da estrada. Em relação a um ponto fixo da estrada, determine a velocidade de

N, em quilômetros por hora.

R.:40km/h

20) Um foguete persegue um avião, ambos com velocidades constantes e mesma direção. Enquanto o foguete percorre 4,0 km, o avião percorre apenas 1,0 km. Admita que, em um instante t 1 , a distância entre eles é de 4,0 km e que, no instante t 2 , o foguete alcança o avião. Determine no intervalo de tempo t 2 t 1 , qual a distância percorrida pelo foguete, em quilômetros. R.: 5,33km

21) Marta e Pedro combinaram encontrar-se em certo ponto de uma autoestrada plana, para seguirem viagem juntos. Marta, ao passar pelo marco zero da estrada, constatou que, mantendo uma velocidade média de 80 km/h, chegaria na hora certa ao ponto de encontro combinado. No entanto, quando ela já estava no marco do quilômetro 10, ficou sabendo que Pedro tinha se atrasado e, só então, estava passando pelo marco zero, pretendendo continuar sua viagem a uma velocidade média de 100 km/h. Mantendo essas velocidades, seria previsível que os dois amigos se encontrassem próximos a um marco da estrada com qual indicação? R. :50km

22)Duas esferas A e B movem-se ao longo de uma linha reta, com velocidades constantes e iguais a 4 cm/s e 2 cm/s. A figura mostra suas posições num dado instante.

e 2 cm/s. A figura mostra suas posições num dado instante. Determine a posição, em cm,

Determine a posição, em cm, em que A alcança B.

R.: 11cm

23)Um automóvel e um ônibus trafegam em uma estrada plana, mantendo velocidades constantes em torno de 100km/h e 75km/h, respectivamente. Os dois veículos passam lado a lado em um posto de pedágio. Quarenta minutos (2/3 de hora) depois, nessa mesma estrada, o motorista do ônibus vê o automóvel ultrapassá-lo. Calcule o tempo que ele supõe que o automóvel deva ter ficado parado. R.: 10,2min

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24)Um móvel se desloca sobre uma reta conforme o diagrama a seguir. Determine o instante em que a posição do móvel é de + 20

m.

R.:10s

o instante em que a posição do móvel é de + 20 m. R.:10s 25)Dois trens

25)Dois trens partem, em horários diferentes, de duas cidades situadas nas extremidades de uma ferrovia, deslocando-se em sentidos contrários. O trem Azul parte da cidade A com destino à cidade B, e o trem Prata da cidade B com destino à cidade A. O gráfico representa as posições dos dois trens em função do horário, tendo como origem a cidade A.

trens em função do horário, tendo como origem a cidade A. Considerando a situação descrita e

Considerando a situação descrita e as informações do gráfico, determine o instante e a posição de encontro dos dois trens. R.:11h e 420km

26)Um caminhão C de 25 m de comprimento e um automóvel A de 5,0 m de comprimento estão em movimento em uma estrada. As posições dos móveis, marcadas pelo para-choque dianteiro dos veículos, estão indicadas no gráfico para um trecho do movimento. Em determinado intervalo de tempo o automóvel ultrapassa o caminhão.

intervalo de tempo o automóvel ultrapassa o caminhão. Durante a ultrapassagem completa do caminhão, determine a

Durante a ultrapassagem completa do caminhão, determine a distância percorrida pelo automóvel em metros.

R.: 60m

27)Um terremoto normalmente dá origem a dois tipos de ondas, s e p, que se propagam pelo solo com velocidades distintas. No gráfico a seguir está representada a variação no tempo da distância percorrida por cada uma das ondas a partir do epicentro do terremoto. Com quantos minutos de diferença essas ondas atingirão uma cidade situada a 1500 km de distância do ponto 0? R.:2 min

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone 28)Duas partículas A e B movem-se numa

28)Duas partículas A e B movem-se numa mesma trajetória, e o gráfico a seguir indica suas posições (s) em função do tempo (t). Determine, pelo gráfico, as funções horárias.

R.: X a = 5 +3t

X b = 40 4t

horárias. R.: X a = 5 +3t X b = 40 – 4t 29)O gráfico da

29)O gráfico da função horária S = v.t, do movimento uniforme de um móvel, é dado ao a seguir. Determine a velocidade do móvel

em m/s.

R.: 0,25m/s

seguir. Determine a velocidade do móvel em m/s. R.: 0,25m/s 30)O gráfico abaixo indica a posição

30)O gráfico abaixo indica a posição (S) em função do tempo (t) para um automóvel em movimento num trecho horizontal e retilíneo de uma rodovia.

movimento num trecho horizontal e retilíneo de uma rodovia. Da análise do gráfico, determine: a) os

Da análise do gráfico, determine:

a) os instantes em que o móvel está em repouso.

b) os instantes em que o móvel passa pela origem.

c) o deslocamento entre 0min e 3min

em que o móvel passa pela origem. c) o deslocamento entre 0min e 3min R.: de

R.: de 3min a 8min R.: 1min e 10 min R.: 6km

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d) a função horaria de cada trecho

e) a velocidade média

R.: X = -2 + 2t ; X = 4 ; X = 4 2t R.: 12km/h

31)

Os gráficos 1 e 2 representam a posição S de dois corpos em função do tempo t.

a posição S de dois corpos em função do tempo t. No gráfico 1, a função

No gráfico 1, a função horária é definida pela equação S =

2

1

2

t

. Determine a equação que define o gráfico 2

R.: 2 + (4/3)t

32)O gráfico a seguir representa a posição em função do tempo de uma partícula em movimento retilíneo uniforme sobre o eixo x.

partícula em movimento retilíneo uniforme sobre o eixo x. Defina a função horária do movimento R.:

Defina a função horária do movimento

R.: 4 + 0,5t

33)Um trem de passageiros executa viagens entre algumas estações. Durante uma dessas viagens, um passageiro anotou a posição do trem e o instante de tempo correspondente e colocou os dados obtidos no gráfico a seguir:

e colocou os dados obtidos no gráfico a seguir: Com base no gráfico, considere as seguintes

Com base no gráfico, considere as seguintes afirmativas:

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I. Nessa viagem, o trem para em quatro estações diferentes.

II. O trem retorna à primeira estação após oito horas de viagem.

III. O trem executa movimento uniforme entre as estações.

IV. O módulo da velocidade do trem, durante a primeira hora de viagem, é menor do que em qualquer outro trecho.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.

b) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras.

c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras.

d) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.

e) Somente as afirmativas III e IV são verdadeiras.

R.: b

34) Ana (A), Beatriz (B) e Carla (C) combinam um encontro em uma praça próxima às suas casas. O gráfico, a seguir, representa a posição (x) em função do tempo (t), para cada uma, no intervalo de 0 a 200 s. Considere que a contagem do tempo se inicia no momento em que elas saem de casa.

do tempo se inicia no momento em que elas saem de casa. Referindo-se às informações, é

Referindo-se às informações, é correto afirmar que, durante o percurso qual delas percorreu maior distância e quais as funções horárias? R.: X a =2,5t , X b =400+0,5t , X c =450+0,25t

35)O gráfico mostra a variação da posição de uma partícula em função do tempo.

da posição de uma partícula em função do tempo. Analisando o gráfico: a) Calcule o deslocamento

Analisando o gráfico:

a) Calcule o deslocamento da partícula de 0 a 15s;

b) A velocidade da partícula entre 0 e 10s R.:20m/s

c) A velocidade da partícula no instante 10 s R.:20m/s

R.: 300m

36)Um objeto se desloca em uma trajetória retilínea. O gráfico a seguir descreve as posições do objeto em função do tempo.

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Analise as seguintes afirmações a respeito desse

Analise as seguintes afirmações a respeito desse movimento:

I. Entre t = 0 e t = 4s o objeto executou um movimento retilíneo uniformemente acelerado. II. Entre t = 4s e t = 6s o objeto se deslocou 50m. III. Entre t = 4s e t = 9s o objeto se deslocou com uma velocidade média de 2m/s.

Deve-se afirmar que apenas

a) I é correta.

b) II é correta.

c) III é correta.

d) I e II são corretas.

e) II e III são corretas.

R.:c

37)A função que descreve a dependência temporal da posição S de um ponto material é representada pelo gráfico a seguir.

de um ponto material é representada pelo gráfico a seguir. Sabendo que a equação geral do

Sabendo que a equação geral do movimento é do tipo S = A + B.t + C.t 2 , determine os valores numéricos das constantes A, B e

C. R.: A=12 ; B= -4 ; C=0

38) O gráfico a seguir mostra as posições, em função do tempo, de dois ônibus que partiram simultaneamente. O ônibus A partiu do Recife para Caruaru e o ônibus B partiu de Caruaru para o Recife. As distâncias são medidas a partir do Recife. A que distância do Recife, em km, ocorre o encontro entre os dois ônibus? R.: 70km/h

medidas a partir do Recife. A que distância do Recife, em km, ocorre o encontro entre

32

39)

39) Unitau - Universidade de Taubaté – Instituto Básico de Ciências Exatas Apostila de Física Geral

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone No gráfico, representam-se as posições ocupadas por

No gráfico, representam-se as posições ocupadas por um corpo que se desloca numa trajetória retilínea, em função do tempo. Determine o valor da velocidade do corpo em cada intervalo de tempo. R.: 5m/s ; 0m/s ; -2,5m/s

40)O gráfico a seguir representa a posição de uma partícula em função do tempo. Qual a velocidade média da partícula, em m/s,

entre os instantes t=2,0min e t=6,0min?

R.: 2,5m/s

em m/s, entre os instantes t=2,0min e t=6,0min? R.: 2,5m/s 41)Um observador registra, a partir do

41)Um observador registra, a partir do instante zero, as posições (x) assumidas por uma partícula em função do tempo (t). A trajetória descrita é retilínea e o gráfico obtido está ilustrado a seguir. Qual a posição assumida pela partícula no instante 19s?

Qual a posição assumida pela partícula no instante 19s? R.: -27,5m 42)A posição de um corpo

R.: -27,5m

42)A posição de um corpo varia em função do tempo, de acordo com o gráfico a seguir.

em função do tempo, de acordo com o gráfico a seguir. Determine, DESCREVENDO passo a passo,

Determine, DESCREVENDO passo a passo, os raciocínios adotados na solução das questões adiante:

a) a posição do corpo no instante 5 segundos;

R.: 30m

b) a velocidade no instante 15 segundos;

R.:-3m/s

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c) a posição no instante 25 segundos.

R.: 7,5m

43)O gráfico a seguir representa o movimento de uma partícula.

gráfico a seguir representa o movimento de uma partícula. Qual o tipo de movimento aqui representado?

Qual o tipo de movimento aqui representado?

R.; MRU

b) Qual a posição inicial da partícula?

R.: 90m

c) O que representa o instante t = 30 s?

R.: móvel passa pela origem

d) O movimento em questão é progressivo ou retrógrado?

R.: retrógrado

e) Qual a velocidade média da partícula entre t = 0 e t = 30 s?

R.:. -3m/s

II.3 Velocidade instantânea

É claro que, partindo das definições, a construção de uma função horária de movimento sugere que, o importante na análise mecânica é o instante e não o intervalo de tempo. Com isso, para que possamos definir corretamente a função horária e, a partir dela, a história de uma partícula não podemos trabalhar com intervalos de tempo, mas sim com os valores instantâneos das grandezas, definidos a cada instante. Dessa forma pode-se definir um valor médio como sendo aquele que ocorre em um intervalo mensurável de tempo e um valor instantâneo como sendo o que ocorre num intervalo de tempo tão pequeno que se aproxime de zero. Assim enquanto a variação média representa uma aproximação do evento a instantânea representará o evento num determinado ponto da trajetória, ou seja, conhecida a evolução temporal de uma grandeza instantânea define-se com total precisão a História da partícula, a isso denomina-se Determinismo Clássico, ou seja, na mecânica clássica é sempre possível definir a posição e a velocidade de uma partícula e, a partir delas, a História exata dessa partícula. Considere-se o deslocamento e a velocidade média:

Considere-se o deslocamento e a velocidade média: Observe que: ⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ⃗ O que dará a linha

Observe que:

⃗⃗⃗⃗⃗⃗

O que dará a linha cheia que atravessa a imagem das posições, ou seja, a variação de posição num intervalo de tempo mensurável, agora, faça:

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Nesse caso a reta suporte que determina a direção velocidade se aproximará cada vez mais da tangente à curva até que, no limite tenderá a uma tangente, assim, pelas regras do cálculo pode-se dizer que:

) ⃗ ⃗ ⃗
)

Ou seja:

A velocidade instantânea é a derivada da posição em função do tempo.

Como consequência disso teremos que:

A velocidade é tangente à trajetória da partícula;

Num gráfico da posição pelo tempo a derivada, ou seja, a tangente, determina a velocidade;

Derivando-se a função horária da posição a função encontrada é a função horária da velocidade.

II.4.: Conceito de aceleração

A velocidade de um corpo pode se alterar durante o movimento ponto a ponto, ou numa linguagem newtoniana, instante a

instante, o que de fato é infinitamente mais comum que a situação teórica e ideal do MRU. Nesse caso é possível ligar-se ao movimento uma variação de velocidade assim como se ligou uma variação de posição. A essa variação de velocidade dá-se o nome

de aceleração. A aceleração seria uma relação entre a variação da velocidade e o tempo, então:

Aceleração é a taxa de variação temporal da velocidade de um corpo durante um movimento

Que, em linguagem matemática, ficaria:

Onde:

) ⃗ ⃗
)

Δv = variação da velocidade => [Δv] = (m/s) Δt = intervalo de tempo => [Δt] = (s) a m = aceleração média => [a m ] = (m/s²)

É importante observar que a aceleração, sendo a divisão de um vetor por um escalar apresenta-se de natureza vetorial, ou seja,

apresenta além de seu valor, uma direção e um sentido. Sendo esse sentido definido pelo sinal. Assim é importante observar que o fato de a aceleração ser positiva não necessariamente levará a um aumento na velocidade. Para que a velocidade aumente é necessário que o vetor aceleração e o vetor velocidade apresentem a mesma direção e sentido. Assim, para o caso de ambas terem a mesma direção:

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Velocidade

Aceleração

Modulo da

Movimento

velocidade

Positiva

Positiva

Aumenta

Progressivo

acelerado

Negativa

Positiva

Diminui

Retrogrado

retardado

Positiva

Negativa

Diminui

Progressivo

retardado

Negativa

Negativa

Aumenta

Retrogrado

acelerado

II.5. Aceleração instantânea

No caso instantâneo a aceleração toma a forma:

) ⃗ ⃗
)

Pelas propriedades do calculo diferencial a definição de aceleração nos leva a:

)

E como já visto, a própria definição de velocidade leva a:

)

O que salienta, todavia que a aceleração é resultado da variação no vetor velocidade assim como a velocidade é resultado da variação do vetor posição e como tal é uma grandeza de caráter vetorial.

Considerando o significado geométrico dos operadores derivada de uma função e integral de uma função, temos que:

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) Derivada Integral tangente à curva área sob a curva
) Derivada
Integral
tangente à curva
área sob a curva

Podemos com isso determinar algumas propriedades dos gráficos de movimento, por enquanto tomadas de forma empírica, mas que serão mais bem entendidas com o estudo do cálculo diferencial.

Assim num gráfico em função do tempo:

tangente

tangente area
tangente
area
) Posição ) velocidade ) aceleração
) Posição
) velocidade
) aceleração
area
area

II.6 Movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV)

Um caso interessante de movimento ocorre se a força atuando sobre um corpo for constante, tangencial à trajetória e a massa se conserva, então podemos inferir imediatamente que a aceleração do corpo também será constante e tangencial, alterando apenas o valor da velocidade, o que leva a um movimento que tem, por característica essencial o fato de a velocidade se alterar de forma igual em intervalos de tempo iguais. Todavia os deslocamentos são diferentes.

de tempo iguais . Todavia os deslocamentos são diferentes. Esse movimento será regido pela equação de

Esse movimento será regido pela equação de movimento:

) ⃗ ⃗ ⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗
)
⃗⃗⃗⃗
⃗⃗⃗⃗

r = posição => [r] = m

r 0 = posição inicial => m v 0 = velocidade inicial => [v 0 ] = m/s

a

= aceleração => [a] = m/s²

t

= instante => [t] = s

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Mas nesse caso a velocidade também varia no tempo, o que leva a uma função horária da velocidade:

⃗⃗⃗⃗

V

= velocidade => [v] = m/s

V

0 = velocidade inicial => [v 0 ] = m/s

a

= aceleração => [a] = m/s²

A combinação das duas equações resulta na chamada Equação de Torricelli:

 

)

V

= velocidade => [v] = m/s

V

0 = velocidade inicial => [v 0 ] = m/s

a

= aceleração => [a] = m/s²

Δr = deslocamento => [Δr] = m

O interessante sobre esse movimento é que nesse caso a velocidade média entre dois pontos é a média das velocidades que o corpo apresenta nos dois pontos:

) ⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗⃗⃗⃗
) ⃗⃗⃗⃗
⃗⃗⃗⃗
⃗⃗⃗⃗⃗⃗

Conforme a citação abaixo:

“Já William Heytesbury (1310 – 1372) (

)

um corpo em “movimento uniforme”, isto é, c om velocidade constante,

percorre a mesma distância em um mesmo intervalo de tempo que outro em „movimento disforme‟, ou seja, constantemente acelerado, se a velocidade do primeiro for igual à média do segundo” Porque as coisas caem, Alexandre Cherman & Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar 2010

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Exercício resolvido 17:

Um rapaz dirige uma motocicleta a uma velocidade constante de 72km/h, quando aciona os freios e pára em 1/12 min. Determine o

módulo da aceleração impressa na motocicleta pelos freios.

R.; 4 m/s²

Exercício resolvido 18:

Uma bola de tênis choca-se contra uma raquete. No instante em que toca a raquete, sua velocidade é de 20m/s, horizontal para a direita. Quando abandona a raquete, sua velocidade é de 30m/s, horizontal para a esquerda. Sabe-se que o choque dura um milésimo de segundo. Determine o módulo da aceleração média da bola durante o choque. R.: 5.10 4 m/s²

Exercício resolvido 19:

Um veículo parte do repouso em movimento retilíneo e acelera a 2 m/s 2 . Determine sua velocidade e a distância percorrida, após 3s. R.: 6m/s e 9m

Exercício resolvido 20:

Um ponto material parte do repouso e percorre em linha reta 120m em 60s, com aceleração constante. Determine sua velocidade no

instante 60s.

R.: 0,07m/s² e 4,1m/s

Exercício resolvido 21:

Um trem de 120m de comprimento se desloca com velocidade escalar de 20m/s. Esse trem ao iniciar a travessia de uma ponte, freia

uniformemente, saindo completamente dela, após 10s, com velocidade escalar de 10 m/s. Qual comprimento da ponte?

R.: 30m

Exercício resolvido 22:

Um objeto tem a sua posição (x) em função do tempo (t) descrito pela parábola conforme o gráfico.

do tempo ( t ) descrito pela parábola conforme o gráfico. Analisando-se esse movimento, determine o

Analisando-se esse movimento, determine o módulo de sua velocidade inicial, em m/s, e de sua aceleração, em m/s 2 . R.: -10m/s² e 20m/s

Exercício resolvido 23:

Toda manhã, um ciclista com sua bicicleta pedala na orla de Boa Viagem durante 2 horas. Curioso para saber sua velocidade média,

ele esboçou o gráfico velocidade escalar em função do tempo, conforme a figura abaixo. Qual a velocidade média, em km/h, entre o

intervalo de tempo de 0 a 2 h.

R.:8km/h

do tempo, conforme a figura abaixo. Qual a velocidade média, em km/h, entre o intervalo de

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TECNICA PARA AUXILIAR EXERCÍCIO

Determine quais os dados presentes e qual a grandeza buscada no exercício;

Defina a função mais apropriada ao exercício

Determine seu referencial

4ª lista de exercícios propostos

1) Um automóvel de competição é acelerado de forma tal que sua velocidade em função do tempo é:

T (s)

5

10

15

V( m/s)

20

50

60

Determine, a aceleração média desse movimento.

R.: 4m/s²

2) Um corredor olímpico de 100 metros rasos acelera desde a largada, com aceleração constante, até atingir a linha de chegada, por onde ele passará com velocidade instantânea de 12 m/s no instante final. Qual a sua aceleração constante? R.:0,72m/s²

3) Em um certo instante de tempo, uma partícula tinha uma velocidade de 18m/s no sentido positivo de x, e 2,4s depois sua

velocidade era 30m/s no sentido oposto. Qual foi a aceleração média dessa partícula?

R.:-20m/s²

4) Um atleta de corridas de curto alcance, partindo do repouso consegue imprimir a si próprio uma aceleração constante de 5m/s² durante 2s e, depois, percorre o resto do percurso com a mesma velocidade adquirida no final do período de aceleração.

a) Qual a velocidade do atleta no final de 5s?

R.: 10m/s

b) Esboce o gráfico da velocidade do atleta em função do tempo numa corrida de 5s

c) Qual o deslocamento no fim dos 5s?

R.: 40m

5) Um múon (partícula elementar) entra em uma região com uma velocidade de 5.10 6 m/s e passa a ser „desacelerado‟ a uma taxa de 1,25.10 14 m/s².

a) Qual a distância percorrida pelo múon até parar? R.:0,1m

b) Trace os gráficos de x versus t e v versus t para o múon.

6) O tempo de reação (intervalo de tempo entre o instante em que uma pessoa recebe a informação e o instante em que reage) de certo motorista é 0,7s, e os freios podem reduzir a velocidade de seu veículo à razão máxima de 5m/s². Supondo que o motorista esteja dirigindo à velocidade constante de 10m/s determine:

a) O tempo decorrido entre o instante em que avista algo inesperado, que o leva a acionar os freios, até o instante em que o

veículo para.

R.: 2,7s

b) A distância percorrida nesse intervalo de tempo. R.: 17m

7) Um veículo parte do repouso e acelera em linha reta a uma taxa constante de 2m/s² até atingir a velocidade de 20m/s. Depois o veículo „desacelera‟ a uma taxa constante de 1m/s² até parar.

a) Quanto tempo transcorre entre a partida e a parada?

R.: 30s

b) Qual a distância percorrida pelo veículo desde a partida até a parada?

R.: 300m

8) Um ciclista A inicia uma corrida a partir do repouso, acelerando a uma taxa constante de 0,5m/s². Nesse instante passa por ele um outro ciclista B, com velocidade constante de 5m/s e no mesmo sentido que o ciclista A.

a) Depois de quanto tempo após a largada o ciclista A alcançará o ciclista B?

R.: 20s

b) Qual será a velocidade do ciclista A quando alcançar o ciclista B?

R.: 10m/s

9) Um trem de 160m de comprimento está parado, com a frente da locomotiva posicionada exatamente no inicio de uma ponte de 200m de comprimento, num trecho retilíneo de estrada. Num determinado instante, o trem começa a atravessar a ponte com aceleração de 0,8m/s², que se mantém constante até que ele atravesse inteiramente a ponte.

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a) Qual é o tempo gasto pelo trem para atravessar completamente a ponte?

b) Qual a velocidade do trem no instante em que ele abandona completamente a ponte?

R.:30s

R.: 24m/s

10)Uma norma de segurança sugerida pela concessionária que administra uma rodovia recomenda que os motoristas que nela trafegam mantenham seus veículos separados por uma “distância” de 2s.

a) Qual é essa distância, expressa adequadamente em metros, para veículos que percorrem a estrada com a velocidade constante

de 90km/h?

R.: 50m

b) Suponha que nessas condições, um motorista freie bruscamente seu veículo até parar, com aceleração constante de módulo

5m/s², e o motorista de trás só reaja, freando seu veículo, depois de 0,5s. Qual deve ser a aceleração mínima do veículo de trás

para não colidir com o da frente?

R.: 2,78m/s²

11)Você está discutindo ao telefone celular enquanto dirige, sem perceber atrás de um carro de polícia, a 25m; tanto seu carro quanto o de polícia estão a 110km/h. A discussão tira sua atenção do carro de polícia por 2s. No início desses 2s o policial começou a frear subitamente com uma aceleração de 5m/s².

a)

Qual a separação entre os dois carros quando a atenção é novamente retomada? R.:15m

b)

Suponha que você leve 0,4s para perceber o perigo e começar a frear, se você também freia a 5m/s², qual é a sua velocidade quando bate no carro da polícia? R.: 20,35m/s

12) Em uma prova de atletismo, um corredor, que participa da prova de 100 m rasos, parte do repouso, corre com aceleração constante nos primeiros 50 m e depois mantém a velocidade constante até o final da prova. Sabendo que a prova foi completada em 10 s, calcule o valor da aceleração, da velocidade atingida pelo atleta no final da primeira metade da prova e dos intervalos

de tempo de cada percurso. Apresente os cálculos.

R.: 2,25m/s² ; 15,015m/s; 6,67s

13)As equações horárias dos movimentos de dois pontos materiais sobre uma mesma trajetória são X a = 17+4t e X b = 11 + 5t + t 2 (SI). Sabe-se que para a formulação das duas equações foram adotadas as mesmas origens de contagem do tempo e dos espaços.

Determine o instante em que eles se encontram.

R.:9,62s

14)Um veículo automotivo, munido de freios que reduzem a velocidade de 5,0m/s, em cada segundo, realiza movimento retilíneo uniforme com velocidade de módulo igual a 10,0m/s. Em determinado instante, o motorista avista um obstáculo e os freios são acionados. Considerando-se que o tempo de reação do motorista é de 0,5s, a distância que o veículo percorre, até parar, é igual, em m. R.:15m

15)Um avião vai decolar em uma pista retilínea. Ele inicia seu movimento na cabeceira da pista com velocidade nula e corre por ela com aceleração média de 2,0 m/s 2 até o instante em que levanta voo, com uma velocidade de 80 m/s, antes de terminar a pista.

a) Calcule quanto tempo o avião permanece na pista desde o início do movimento até o instante em que levanta voo.

b) Determine o menor comprimento possível dessa pista.

R.:1600m

R.:40s

16)Um automóvel percorre uma estrada reta de um ponto A para um ponto B. Um radar detecta que o automóvel passou pelo ponto A a 72 km/h. Se esta velocidade fosse mantida constante, o automóvel chegaria ao ponto B em 10 min. Entretanto, devido a uma eventualidade ocorrida na metade do caminho entre A e B, o motorista foi obrigado a reduzir uniformemente a velocidade até 36 km/h, levando para isso, 20 s. Restando 1 min. para alcançar o tempo total inicialmente previsto para o percurso, o veículo é acelerado uniformemente até 108 km/h, levando para isso, 22 s, permanecendo nesta velocidade até chegar ao ponto B. Qual o tempo de atraso, em segundos, em relação à previsão inicial? R.:64s

17)Os vencedores da prova de 100 m rasos são chamados de homem/mulher mais rápidos do mundo. Em geral, após o disparo e acelerando de maneira constante, um bom corredor atinge a velocidade máxima de 12,0 m/s a 36,0 m do ponto de partida. Esta velocidade é mantida por 3,0 s. A partir deste ponto, o corredor desacelera, também de maneira constante, com a = − 0,5 m/s 2 , completando a prova em, aproximadamente, 10 s. Determine a aceleração nos primeiros 36,0 m, a distância percorrida nos 3,0 s seguintes e a velocidade final do corredor ao cruzar a linha de chegada. R.: 2m/s² ; 36m ; 10,77m/s

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18) Observe o gráfico a seguir:

professor Thomaz Barone 18) Observe o gráfico a seguir: (Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica8/)

(Fonte: http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica8/) Procure associar os pontos 1, 2 e 3 do gráfico com as figuras A, B e C. A correspondência verdadeira é:

a) 1A - 2B - 3C

b) 1B - 2C - 3A

c) 1A - 2C - 3B

d) 1C - 2B - 3A

e) 1B - 2A - 3C

R.:e

19)Um móvel se desloca numa trajetória retilínea e seus diagramas de velocidade e espaço em relação ao tempo são mostrados a seguir:

e espaço em relação ao tempo são mostrados a seguir: Determine a posição na qual o
e espaço em relação ao tempo são mostrados a seguir: Determine a posição na qual o

Determine a posição na qual o móvel muda o sentido de seu movimento.

R.: 30m

na qual o móvel muda o sentido de seu movimento. R.: 30m 20)O gráfico representa a

20)O gráfico representa a posição (X) de uma partícula, em função do tempo (t).

a posição (X) de uma partícula, em função do tempo (t). Sobre essa partícula, é INCORRETO

Sobre essa partícula, é INCORRETO afirmar que sua

a)

velocidade é máxima em t=1s.

b)

posição é nula no instante t=3,5s.

c)

aceleração é constante no intervalo de 0 a 1s.

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d) velocidade muda de sentido na posição x=4m. R.:a 21)Em uma pista de competição, quatro carrinhos elétricos, numerados de I a IV, são movimentados de acordo com o gráfico vt a seguir.

movimentados de acordo com o gráfico v  t a seguir. Qual o carrinho que percorreu

Qual o carrinho que percorreu a maior distância em 4 segundos? R.: 2

22)Um motorista dirigia por uma estrada plana e retilínea quando, por causa de obras, foi obrigado a desacelerar seu veículo, reduzindo sua velocidade de 90 km/h (25 m/s) para 54 km/h (15 m/s). Depois de passado o trecho em obras, retornou à velocidade inicial de 90 km/h. O gráfico representa como variou a velocidade escalar do veículo em função do tempo, enquanto ele passou por esse trecho da rodovia.

do tempo, enquanto ele passou por esse trecho da rodovia. Caso não tivesse reduzido a velocidade

Caso não tivesse reduzido a velocidade devido às obras, mas mantido sua velocidade constante de 90 km/h durante os 80 s representados no gráfico, determine a distância adicional que teria percorrido nessa estrada seria, em metros. R.:350m

23)Seja o gráfico da velocidade em função do tempo de um corpo em movimento retilíneo uniformemente variado representado abaixo.

retilíneo uniformemente variado representado abaixo. Considerando a posição inicial desse movimento igual a 46
retilíneo uniformemente variado representado abaixo. Considerando a posição inicial desse movimento igual a 46

Considerando a posição inicial desse movimento igual a 46 m, qual a posição do corpo no instante t = 8 s?

R.:62m

24)O gráfico abaixo representa a variação da velocidade de um móvel em função do tempo.

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Se o deslocamento efetuado pelo móvel nos
Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Se o deslocamento efetuado pelo móvel nos

Se o deslocamento efetuado pelo móvel nos 10 s do movimento e igual a 40 m, determine a velocidade inicial v0 .

25)Um corpo tem seu movimento representado pelo gráfico abaixo.

corpo tem seu movimento representado pelo gráfico abaixo. Ao final de duas horas de movimento, determine
corpo tem seu movimento representado pelo gráfico abaixo. Ao final de duas horas de movimento, determine

Ao final de duas horas de movimento, determine seu deslocamento, em km.

R.: 0m

R.: 5m/s

26)Um bloco se movimenta retilineamente, do ponto A até o ponto C, conforme figura abaixo.

do ponto A até o ponto C, conforme figura abaixo. Sua velocidade v em função do
do ponto A até o ponto C, conforme figura abaixo. Sua velocidade v em função do

Sua velocidade v em função do tempo t, ao longo da trajetória, é descrita pelo diagrama v x t mostrado abaixo.

é descrita pelo diagrama v x t mostrado abaixo. Considerando que o bloco passa pelos pontos

Considerando que o bloco passa pelos pontos A e B nos instantes 0 e t,1

respectivamente, e para no ponto C no instante t,2

razão entre as distâncias percorridas pelo bloco nos trechos BC e AB, vale

R.:c

a) t

2

t

1

t

1

b)

t

2

t

1

2

t

2

2

c)

t

2

t

1

2

t

1

d)

t

2

t

1

2

t

2

a

27)O gráfico abaixo representa a velocidade em função do tempo de um objeto em movimento retilíneo. Calcule a velocidade média

entre os instantes t = 0 e t = 5h.

R.: 23,4km/h

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone 28)A velocidade de um corpo que se

28)A velocidade de um corpo que se desloca ao longo de uma reta, em função do tempo, é representada pelo seguinte gráfico:

função do tempo, é representada pelo seguinte gráfico: Calcule a velocidade média desse corpo no intervalo

Calcule a velocidade média desse corpo no intervalo entre 0 e 30 segundos.

R.:10m/s

29)Ao preparar um corredor para uma prova rápida, o treinador observa que o desempenho dele pode ser descrito, de forma aproximada, pelo seguinte gráfico:

ser descrito, de forma aproximada, pelo seguinte gráfico: Determine a velocidade média desse corredor, em m/s.

Determine a velocidade média desse corredor, em m/s.

R.:5m/s

30) O gráfico mostra a velocidade como função do tempo de dois objetos em movimento retilíneo, que partem da mesma posição.

mostra a velocidade como função do tempo de dois objetos em movimento retilíneo, que partem da

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Qual o instante em que os móveis A e B novamente se encontram?

R.: 10s

31)O gráfico a seguir representa a variação da velocidade v em relação ao tempo t de dois móveis A e B, que partem da mesma origem.

tempo t de dois móveis A e B, que partem da mesma origem. Determine a distância,

Determine a distância, em metros, entre os móveis, no instante em que eles alcançam a mesma velocidade, e quem esta na frente. R.: 15m ; o móvel a

II.7. Movimentos Verticais sob ação da gravidade

Um dos movimentos mais comuns no dia a dia é a queda dos corpos. Todos os corpos materiais sofrem a ação gravitacional da Terra sendo por isso atraído para o centro da mesma, não porque ela seja a única a exercer ação gravitacional sobre os corpos, mas pelo fato de a Terra ser o maior corpo próximo a nós, por isso o exemplo mais familiar de um movimento com aceleração (aproximadamente) constante é a queda livre de um corpo atraído pela força gravitacional da Terra (YOUNG & FREEDMAN, 2008, pag,51). Devido a isso todo movimento perpendicular à sua superfície ocorre de tal forma que esta tende a atrair os corpos de volta para sua superfície ocasionando um movimento retilíneo uniformemente variado com uma aceleração característica e idêntica sobre todos os corpos que estejam nas mesmas regiões da superfície terrestre independente de suas massas, é importante enfatizar que qualquer corpo em queda livre tem aceleração apontando para baixo (Princípios de Física, Serway, Raymond, 2012, pag.62). Tal princípio, originalmente descoberto por Galileu Galilei prevê que a aceleração que atua sobre os corpos na superfície da Terra independe da massa desses corpos, ou seja, um martelo ou uma pena sofrem a mesma aceleração. Inicialmente tal fato contradiz o senso comum, no qual visivelmente o martelo cairia mais rápido que a pena, ou seja, sofreria uma aceleração maior, coube a Galileu entender que isso apenas ocorre por situações dinâmicas, ainda não discutíveis em nosso estudo. Assim numa situação de vácuo, ou seja, de ausência de ar e, portanto, de resistência desse, todos os corpos sofrem a mesma aceleração, um martelo e uma pena cairiam juntos. Observe que estamos (1) desprezando a resistência do ar e (2) supondo que a aceleração de queda livre seja constante (SERWAY, 2012, pág.63). Tal experimento foi realizado em 02 de agosto de 1971 por David Scott, um astronauta americano que realizou essa experiência na Lua, soltando um martelo geológico e uma pena de falcão. A total ausência de atmosfera permitiu a comprovação da teoria originalmente proposta por Galileu.

comprovação da teoria originalmente proposta por Galileu. “Aqui podemos adicionar outra história bem mais famosa,

“Aqui podemos adicionar outra história bem mais famosa, aquela envolvendo Galileu e a Torre de Pisa. Segundo Viviani, pupilo e primeiro biógrafo de Galileu, o evento realmente aconteceu, em frente a uma incrédula audiência de professores aristotélicos e seus alunos. Mas, como não existem registros oficiais, os historiadores ainda não chegaram a uma conclusão final sobre sua veracidade. Verdadeira ou não, a lenda nos conta Galileu jogou objetos de pesos diferentes do alto da torre mostrando que eles atingiam o chão praticamente ao mesmo tempo. As diferenças no tempo de chegada deviam-se principalmente ao atrito com o ar, que varia de acordo com a forma do objeto;” A dança do universo, dos mitos de criação ao Big Bang Gleiser, Marcelo; Companhia das letras, 1997, pag. 139

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Esse experimento, independente de sua veracidade, denota uma quebra com o pensamento medieval aristotélico segundo o qual a queda de um corpo seria influenciada pelo seu peso. Galileu mostrava experimentalmente que, a aceleração sofrida por ambos os corpos era a mesma. Experiências demonstram que, quando os efeitos do ar podem ser desprezados, Galileu está correto; todos os corpos em um dado local caem com a mesma aceleração, independente das suas formas e dos seus respectivos pesos (YOUNG & FREEDMAN, 2008, pág.51). A astronomia tomou suas observações pelos anos seguintes, entretanto, e Galileu só retornou ao problema da queda dos corpos já em prisão domiciliar após seu homérico conflito com a Santa Inquisição.

“Assim como o Diálogo, os Discursos também foram divididos em quatro jornadas (duas outras jornadas incompletas foram inseridas e reedições póstumas). As que nos interessam são a terceira e quarta, nas quais Galileu expõe seus teoremas e proposições que ainda não haviam sido demonstrados sobre os movimentos locais. É ali que ele divulga suas leis do movimento, dando ênfase à queda livre a ao movimento de projéteis.” “Por que as coisas caem? Uma história da gravidade”, Alexandre Cherman e Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar, pag107

Foi nessa publicação que Galileu lançou as bases do movimento de queda livre bem como suas propriedades.

“Galileu começa estudando o movimento uniforme, para, em seguida, partir para o „movimento naturalmente acelerado‟, no qual a gravidade tem papel de destaque. Todavia ele não considera oportuno investigar a causa da aceleração do movimento natural [a própria gravidade], dado que várias opiniões foram emitidas por diversos filósofos, citando, inclusive, que alguns a viam como sendo uma atração pelo centro.” “Por que as coisas caem? Uma história da gravidade”, Alexandre Cherman e Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar, pag. 107

É preponderante observar então que já na idade média e início da idade moderna o movimento de queda livre era conhecido como sendo apontado para o centro da Terra. Embora só houvesse uma verdadeira explicação, pelo menos descrição matemática, com a teoria da gravitação clássica de Newton.

“Em uma primeira etapa, Galileu introduz como teorema a já apresentada regra da velocidade média aplicada aos graves cadentes, que, de acordo com ele, executariam um movimento continuamente acelerado. Por esse nome, entende-se que em intervalos de tempo iguais, os corpos sofreriam aumentos iguais em suas velocidades. Para chegar a tal conclusão, Galileu analisou em queda livre diversos corpos, compostos de materiais diferentes, como o ferro, madeira ou chumbo. E variou ainda os meios em que este movimento descendente ocorria, variando suas densidades, fazendo testes em meios como o ar, água doce e salgada, vinho. Enfim, tudo para chegar a uma lei que explicasse o comportamento dos objetos em queda livre. Seus resultados não foram bons o suficiente, devido à dificuldade de se medir a velocidade de queda dos graves, mas mesmo assim foi possível concluir definitivamente que, diferentemente do que defendia Aristóteles, os corpos, independentes de seu peso caem da mesma forma.”

“Por que as coisas caem? Uma história da gravidade”, Alexandre Cherman e Bruno Rainho Mendonça, Ed Zahar, pag 107

Coube à posteridade definir o valor da aceleração dessa queda. Assim se você arremessasse um objeto para cima ou para baixo e pudesse de alguma forma eliminar o efeito do ar sobre o movimento, observaria que o objeto sofre uma aceleração constante para baixo, conhecida como aceleração de queda livre, cujo módulo é representado pela letra g (HALLIDAY & RESNICK, 2008, pág.27). Hoje se sabe que tal valor é:

) ⃗
)

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) ⃗
)
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Valor tomado ao nível do mar, a uma latitude de 45º. Observa-se que tal valor depende da latitude e da altitude na qual o objeto encontra-se, todavia sua variação é mínima, sendo de apenas 0,049 para 11000m, altura média de voo de um avião de caça. Para resolução de exercícios adota-se com boa aproximação 9,81m/s², em unidades do SI. Agora, podemos começar a ver a necessidade da modelagem de fato, estamos modelando um corpo real em queda com um modelo de analise. (SERWAY, 2012,

pág.63).

Ou seja, o movimento vertical, seja ele ascendente ou descendente, equivale a um MRUV vertical, no qual a velocidade se altera com o tempo, porém a aceleração mantém- se. Dessa forma o deslocamento durante a queda também tende a mudar.

forma o deslocamento durante a queda também tende a mudar. Partindo da premissa do movimento sem

Partindo da premissa do movimento sem ação gravitacional e utilizando as equações do MRUV com a aceleração igual a g, tem-se que é necessário não esquecer que independente do fato do movimento ser ascendente ou descendente o vetor será sempre direcionado para baixo, o que explica, segundo a mecânica newtoniana o fato de a velocidade diminuir à medida que o corpo adquire altura e aumentar conforme o corpo se aproxime do solo. Utilizando tal fato podemos ainda definir que, um corpo atirado para o alto com uma velocidade inicial v 0 atingirá a altura máxima definida por:

)
)

Onde:

H M = altura máxima alcançada => [H M ] = m V 0 = velocidade inicial do corpo => [v 0 ] = m/s

Exercício resolvido 24:

Uma pedra é arremessada verticalmente para cima no ponto A de um terraço com uma velocidade inicial de 20m/s. O prédio tem 50m de altura e o terraço é a superfície superior desse prédio. Determine:

a) O tempo no qual a pedra atinge sua altura máxima

R.: 2,04s

b) A altura máxima acima do terraço

R.:70,39m

c) O tempo para a pedra retornar ao nível do arremessador

R.:4,08s

d) A velocidade da pedra ao passar novamente pelo nível do arremessador

e) A velocidade e posição da pedra em t = 5s

f) A posição da pedra em t = 6s

R.: -20,02m/s R.: 27,375m e -29,05m/s R.: atingiu o solo

Exercício resolvido 25:

Um jovem, desejando estimar a altura do terraço onde se encontrava, deixou cair várias esferas de aço e, munido de um cronômetro, anotou o tempo de queda de todas. Após alguns cálculos, elaborou o gráfico abaixo com o tempo médio "t" gasto pelas esferas na queda.

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Apostila de Física Geral I – professor Thomaz Barone Determine o valor encontrado para o tempo

Determine o valor encontrado para o tempo médio (t) e a altura do terraço. R.: 2,04s e 20,4m

Exercício resolvido 26:

Na Terra a aceleração da gravidade é aproximadamente igual a 9,8 m/s 2 e na Lua, 1,6 m/s 2 . Se um objeto for abandonado de uma mesma altura em queda livre nos dois corpos celestes, então qual a razão entre os tempos de queda na Lua e na Terra? R.:2,48

TECNICA PARA AUXILIAR EXERCÍCIO

Observe o referencial, preferencialmente defina-o apontando para cima

Lembre-se de que o sinal da aceleração da gravidade depende do referencial assumido

Para referenciais considerados para cima considere o solo como sendo o ponto zero

5ª Lista de exercícios propostos

1) Uma ave marinha costuma mergulhar de uma altura de 20 m para buscar alimento no mar. Suponha que um desses mergulhos tenha sido feito em sentido vertical, a partir do repouso e exclusivamente sob ação da força da gravidade. Desprezando-se as forças de atrito e de resistência do ar, determine a velocidade com que a ave chegará à superfície do mar. R.:2,02s 2) Em certo planeta, um corpo é atirado verticalmente para cima, no vácuo, de um ponto acima do solo horizontal. A altura, em

2 Bt C, em que t está em segundos. Decorridos 4 segundos do

lançamento, o corpo atinge a altura máxima de 9 metros e, 10 segundos após o lançamento, o corpo toca o solo. Qual a altura do

metros, atingida pelo corpo é dada pela função

h(t) At

ponto de lançamento, em metros?

R.:5m

3) Quando estava no alto de sua escada, Arlindo deixou cair seu capacete, a partir do repouso. Considere que, em seu movimento

de queda, o capacete tenha demorado 2 segundos para tocar o solo horizontal. Supondo desprezível a resistência do ar, determine

a altura h de onde o capacete caiu e a velocidade com que ele chegou ao solo.

R.: 19,62m/s e 19,62m

4) Um objeto é abandonado do alto de um prédio de altura 80 m em t = 0. Um segundo objeto é largado de 20 m em t = t 1 .

Despreze a resistência do ar. Sabendo que os dois objetos colidem simultaneamente com o solo, determine t 1 .

R.:2,02s

5) Uma esfera de dimensões desprezíveis é largada, a partir do repouso, de uma altura igual a 80 m do solo considerado horizontal e plano. Desprezando-se a resistência do ar determine a distância percorrida pela esfera, no último segundo de queda.

R.:34,67m

6) Uma pedra, partindo do repouso, cai verticalmente do alto de um prédio cuja altura é “h”. Se ela gasta um segundo (1s) para percorrer a última metade do percurso qual é o valor em metros (m) que melhor representa a altura “h” do prédio? Desconsidere

o atrito com o ar.

R.:62,51m

7) Uma bola cai em queda livre a partir do repouso. Quando a distância percorrida for h, a velocidade será

percorrida for 16h a velocidade será

v2

. Calcule a razão

v

2

v

1

. Considere desprezível a resistência do ar.

v1

. Quando a distância

R.:4

8) Um objeto é lançado verticalmente para cima, a partir do solo terrestre. O efeito do ar é desprezível. O objeto atinge 20% de sua

altura máxima com uma velocidade de módulo igual a 40 m/s. Determine a altura máxima atingida pelo objeto.

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R.:101,91m

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9) Um objeto que não pode ser considerado uma partícula é solto de uma dada altura sobre um lago. O gráfico abaixo apresenta a velocidade desse objeto em função do tempo. No tempo t = 1, 0s, o objeto toca a superfície da água. Despreze somente a resistência no ar.

superfície da água. Despreze somente a resistência no ar. Determine de qual altura o objeto é

Determine de qual altura o objeto é solto acima da superfície da água.

R.:5m

10)Um objeto é lançado da superfície da Terra verticalmente para cima e atinge a altura de 7,2 m. (despreze a resistência do ar.) Qual é o módulo da velocidade com que o objeto foi lançado? R.:11,88m/s

11)Determine a altura máxima, atingida por uma pedra lançada verticalmente para cima com uma velocidade inicial v 0 , em um local

onde g é a aceleração da gravidade.

R.:v 0 ²/2g

12)Ao parar em um cruzamento entre duas avenidas, devido ao semáforo ter mudado para vermelho, o motorista de um automóvel vê um menino malabarista jogando 3 bolas verticalmente para cima, com uma das mãos. As bolas são lançadas uma de cada vez, de uma mesma altura em relação ao solo, com a mesma velocidade inicial e, imediatamente após lançar a 3ª bola, o menino pega de volta a 1ª bola. O tempo entre os lançamentos das bolas é sempre igual a 0,6 s. Qual a altura máxima atingida pelas bolas? R.: 1,77m

13)Um corpo é abandonado a partir do repouso e cai percorrendo uma distância H em um tempo t. Pra um tempo de queda de 2t,

determine a distância percorrida.

R.:4H

14)Cecília e Rita querem descobrir a altura de um mirante em relação ao nível do mar. Para isso, lembram-se de suas aulas de física básica e resolvem soltar uma moeda do alto do mirante e cronometrar o tempo de queda até a água do mar. Cecília solta a moeda e Rita lá embaixo cronometra 6 s. Determine a altura desse mirante. R.:176,58m Um corpo é abandonado do repouso de certa altura e cai, em queda livre por 4s. Após esses 4s, o corpo adquire velocidade

constante e chega ao solo em 3s. Determine a altura da qual esse corpo foi abandonado.

R.:196,2m

15)Um objeto é lançado verticalmente para cima de uma base com velocidade v = 30 m/s. Desprezando-se a resistência do ar,

determine o tempo que o objeto leva para voltar à base da qual foi lançado.

R.:6,12s

16)Um objeto é lançado verticalmente para cima, de uma base, com velocidade v = 30 m/s. Indique a distância total percorrida pelo objeto desde sua saída da base até seu retorno, considerando a aceleração da gravidade g = 10 m/s 2 e desprezando a resistência

do ar.

R.:91,74m

17)Uma bola é lançada verticalmente para cima, a partir do solo, e atinge uma altura máxima de 20 m. Determine a velocidade

inicial de lançamento e o tempo de subida da bola.

R.:19,81m/s e 2,02s

18)Um astronauta, na Lua, lança um objeto verticalmente para cima com uma velocidade inicial de 4,0 m/s e depois de 5,0 s ele

retorna a sua mão. Qual foi a altura máxima atingida pelo objeto? Dado que g = 1,6 m/s 2

R.:5m

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:

Em um jogo de voleibol, denomina-se tempo de voo o intervalo de tempo durante o qual um atleta que salta para cortar uma bola

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está com ambos os pés fora do chão. Considere um atleta que consegue elevar o seu centro de gravidade a 0,45 m do chão.

19)Determine o tempo de voo desse atleta, em segundos.

20)Determine a velocidade inicial do centro de gravidade desse atleta ao saltar, em metros por segundo.

R.: 0,6s

R.:2,97m/s

21)Um objeto é solto do repouso de uma altura de H no instante t = 0. Um segundo objeto é arremessado para baixo, do mesmo

ponto, com uma velocidade vertical de 80 m/s depois de um intervalo de tempo de 4,0 s, após o primeiro objeto. Sabendo que os

dois atingem o solo ao mesmo tempo, calcule H.

R.: 171,68m

22)Uma pedra inicialmente em repouso é abandonada do alto de um edifício, situado a 20 m do solo. Desprezando as influências do

ar, determine a velocidade com que a pedra chega ao solo.

R.:19,81m/s

23)À borda de um precipício de um certo planeta, no qual se pode desprezar a resistência do ar, um astronauta mede o tempo t 1 que uma pedra leva para atingir o solo, após deixada cair de uma de altura H. A seguir, ele mede o tempo t 2 que uma pedra também leva para atingir o solo, após ser lançada para cima até uma altura h, como mostra a figura. Determine uma expressão que dá a altura

mostra a figura. Determine uma expressão que dá a altura H . ( ) 24)Frequentemente, quando

H.

(

)

24)Frequentemente, quando estamos por passar sob um viaduto, observamos uma placa orientando o motorista para que comunique à polícia qualquer atitude suspeita em cima do viaduto. O alerta serve para deixar o motorista atento a um tipo de assalto que tem se tornado comum e que segue um procedimento bastante elaborado. Contando que o motorista passe em determinado trecho da estrada com velocidade constante, um assaltante, sobre o viaduto, aguarda a passagem do para-brisas do carro por uma referência previamente marcada na estrada. Nesse momento, abandona em queda livre uma pedra que cai enquanto o carro se move para debaixo do viaduto. A pedra atinge o vidro do carro quebrando-o e forçando o motorista a parar no acostamento mais à frente, onde outro assaltante aguarda para realizar o furto. Suponha que, em um desses assaltos, a pedra caia por 7,2 m antes de atingir o para-brisa de um carro. Nessas condições, desprezando-se a resistência do ar, Determine a distância d da marca de referência, relativamente à trajetória vertical que a pedra realizará em sua queda, para um trecho de estrada onde os carros se movem com velocidade constante de 120 km/h. R.: no mínimo 40,33m

com velocidade constante de 120 km/h. R.: no mínimo 40,33m 25)Para deslocar tijolos, é comum vermos

25)Para deslocar tijolos, é comum vermos em obras de construção civil um operário no solo, lançando tijolos para outro que se encontra postado no piso superior. Considerando o lançamento vertical, a resistência do ar nula e a distância entre a mão do lançador e a do receptor 3,2m, determine a mínima velocidade com que cada tijolo deve ser lançado para que chegue às mãos do receptor. R.: 7,92m/s

26)Um objeto é lançado verticalmente, do solo para cima, com uma velocidade de 10 m/s. Calcule a altura máxima que o objeto

atinge em relação ao solo, em metros.

R.: 5,1m

27)Um helicóptero está descendo verticalmente e, quando está a 100 m de altura, um pequeno objeto se solta dele e cai em direção ao solo, levando 4s para atingi-lo. Calcule a velocidade de descida do helicóptero, no momento em que o objeto se soltou, em km/h. R.: -19,37km/h

28)Uma pedra é lançada para cima, a partir do topo de um edifício de 60 m com velocidade inicial de 20 m/s. Desprezando a

resistência do ar, calcule a velocidade da pedra ao atingir o solo, em m/s.

R.: -39,71m/s

29)No arremesso de um disco a altura máxima atingida, em relação ao ponto de lançamento, foi de 20 m. Qual a componente

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vertical da velocidade do disco no instante do arremesso, em m/s?

R.:19,81m/s

30)Um balão se desloca horizontalmente, a 80,0 m do solo, com velocidade constante de 6,0 m/s. Quando passa exatamente sobre um jovem parado no solo, um saquinho de areia é abandonado do balão. Desprezando qualquer atrito do saquinho com o ar, calcule:

a) o tempo gasto pelo saquinho para atingir o solo, considerado plano.

R.:4,04s

b) a distância entre o jovem e o ponto onde o saquinho atinge o solo.

R.:24,24m

31)O gráfico da figura representa o movimento de uma pedra lançada verticalmente para cima, de uma altura inicial igual a zero

verticalmente para cima, de uma altura inicial igual a zero Determine o tempo, em segundos, gasto

Determine o tempo, em segundos, gasto pela pedra, para atingir a altura máxima. R.: 2,04s

32)Uma pedra, deixada cair de um edifício, leva 4s para atingir o solo. Desprezando a resistência do ar determine a altura do

edifício em metros.

R.;78,48m

33)Um motorista, parado no sinal, observa um menino arremessando várias bolas de tênis para o ar. Suponha que a altura alcançada por uma dessas bolas, a partir do ponto em que é lançada, seja de 50 cm. Estime a velocidade, em m/s, com que o menino arremessa essa bola. R.:3,13m/s

34)O Beach Park, localizado em Fortaleza-CE, é o maior parque aquático da América Latina situado na beira do mar. Uma de suas principais atrações é um toboágua chamado "Insano". Descendo esse toboágua, uma pessoa atinge sua parte mais baixa com velocidade de 28 m/s. Desprezando os atritos, determine a altura do toboágua, em metros. R.:39,96m 35)De um ponto localizado a uma altura h do solo, lança-se uma