EDITORIAL

“Deixai vir a mim as crianças”
(Mc 10.14; Lc 18.16)
De uma forma poética escreveu a agente mirim semapinho Polyana: “Fazer Missão é ir à guerra falar de paz!”.
E é literalmente isto que os cristãos no Iraque estão a
fazer quando abrigam e dão conforto material, emocional
e espiritual aos refugiados sírios, na sua maioria crianças.

IDENTIDADE • Visão Missionária é uma publicação trimestral
produzida desde 1999 pelo SEMAP – Serviço de Missões aos Povos, órgão oficial das Assembleias de Deus Missão aos Povos, em
Uberlândia – MG. A motivação é a expansão do Reino de Deus
entre as Nações, trazendo informação, orientação e mobilizando
a Igreja de língua portuguesa para o cumprimento da sublime
tarefa de fazer Cristo conhecido “até o último da terra” (At 1.8).

Nesta edição
Editorial

Palavra do Pastor
Cartas e e-mail

Crônicas Missionárias
Ronaldo Lidório

03
04
06
08

Opinião Missionária
Russel Shedd

10

Congressos
1º Encontro de Missões SEMADESV

14

Matéria da Capa
Síria, uma oportunidade entre a guerra

16

Coluna Missionária
Jubileu de Prata do Trabalho Missionário

30

Perfil Missionário
Pr. Álvaro Álen Sanches

34

Semapinho
Primeira Manhã Infanto Juvenil SEMAP

36

Enquanto no Brasil Deus me deu a honra de participar da elaboração, publicação e divulgação do III Manifesto pela Educação, o qual objetiva, entre outras mudanças, extinguir do ambiente
escolar a competição e intensificar a solidariedade cultivada em um
ambiente de paz e harmonia, de modo que estudantes e professores possam
desenvolver vínculos afetivos, na distante Síria milhares de crianças são assassinadas e violentadas em seus direitos à vida e de ter uma família.
Segundo relatos oficiais, os estudos comprovam que 44% das crianças sírias
presenciaram ao menos cinco de onze eventos adversos associados a guerras
e desastres, como vivenciar a morte de parentes, observar pessoas morrendo,
ser ferida, ouvir gritos de socorro, ser ameaçado de morte, sofrer fome e sede,
e outras mazelas ocasionadas por uma competição sem fim.
Diz a educadora italiana, Drª Maria Montessori, que “a competição é a
pequena guerra que legitima a grande”. Trago assim neste editorial uma
reflexão ao leitor, seja você professor, missionário, líder, sobre como a competição é cultivada no dia a dia das pessoas, por exemplo, quando se estimula gincanas bíblicas entre meninas e meninos, colocamo-nos em uma
disputa competitiva para qual finalidade? Definir quem é mais inteligente,
se este ou aquele? Quem é mais poderoso? Quem é melhor? Não é necessário estimular a pequena guerra, comparemos cada um consigo mesmo
como Jesus o fez.
Nós cristãos cremos que é Ele quem cessa todas as guerras de uma maneira sobrenatural (Sl 46), e rogamos a Jesus, nosso pacificador, que permita
que cada vez mais a semente da esperança seja plantada pelos obreiros do
Iraque nos corações das crianças refugiadas, e seja regada pela Água da
Vida, cuja corrente alegra a nossa vida, e assim se multiplique os moradores
do Reino.
Louvemos a Deus que nos permitiu comemorar jubileu de prata no trabalho
missionário levando, através de nossos missionários, a Paz do Mestre às
crianças refugiadas da Síria.
Boa leitura!
Elypaschoalick
manifestopelaeducacao@gmail.com

EXPEDIENTE
Presidente:
Pr. Álvaro Alén Sanches
Direção:
Ev. Saulo Gregório de Lima
Editora:
Ely Paschoalick
Cronista:
Rev. Ronaldo Lidório
Colunista:
Dr. Russel Shedd
Jornalista Responsável:
Ivan Marcos Gonzaga
RPMG 048733JP

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Publicidade:
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3

palavra do pastor

é o mesmo,

Jesus Cristo

ontem, e hoje, e
eternamente.
(Hb 13.8)

Pr. Álvaro Alén
Sanches

Promessa feita no passado
com garantia eterna
4

Nosso Brasil recebeu médicos para prestar serviços nas regiões carentes, e houve comentário
comprobatório de que muitos foram reprovados
por falta de autenticidade na origem dos documentos apresentados. Isto deu munição aos
opositores do projeto Mais Médicos. Esta situação me fez também pensar que o enviado a uma
missão tem a sua garantia firmada em quem o
enviou e nos documentos que ele apresenta.
Analise comigo, jamais Deus enviaria alguém em
missão para ser reprovado, ou sem documentação que provasse a sua origem - II Cor 5.20: “de
sorte que sois embaixadores a serviço dos céus”.
A) OS PRIMEIROS DOS PRIMEIROS
A SEREM ENVIADOS (LC 10.1-12)
Eles receberam de Jesus instruções que servem
para nós até hoje. Porém, não receberam as promessas (Mc 16.15-20).
Na passagem de Lc 10.1-12, Jesus deixa bem
claro a realidade da evangelização, de que serão
odiados e que terão que aprender a confiar em
Deus, e não na bolsa. Ainda menciona sobre relacionamento e como se sair diante de uma estranha recepção, e também deixa claríssimo que
digno é o obreiro do seu sustento.
B) PORÉM OS ENVIADOS DEFINITIVOS
RECEBEM PROMESSAS AUTENTICADAS
As promessas que Jesus deixou aos apóstolos
tem validade eterna, pois tem a assinatura dele
(Jo 15.8,16).
1º) Promessa de Paz (Jo 20.21)
Ninguém mais do que um enviado em missão
precisa de paz, especialmente um servo do Senhor (Lc 10.4).
Pedro é um grande exemplo quando no tronco
dormia entre inimigos, ele tinha paz (At 12.5,6).
Pode alguém cantar em prisões? Paulo e Silas
desfrutavam desta paz (At 16.23-26).
Neste exato momento temos muitos ao redor da
terra com sua vida e dos seus em risco de morte,
mas que estão em paz. Esta paz que Jesus dá

é a semente das Boas Novas de Salvação a ser
semeada por um enviado (Is 9.6; Ef 2.14).
2º) Promessa em Nome de Cristo (Mc 16.17)
Grau de promessa do nome:
Nome dado por Deus antes de nascer (Luc 1.31;
2.21) e até hoje este nome tem validade (Hb 13.8).
Neste nome milagres acontecem: aleijados são
curados (At 3.6; 9.34), demônios são expulsos
(Mc 16.17). Neste nome há salvação (At 4.12).
Diante deste nome todos os joelhos se curvarão
(Fl 2.10). Trata-se de uma procuração com poder
ilimitado, e assinada por Jesus, aquele que foi
morto e ressuscitou. Uma garantia de vitória (Ap
1.17,18).
3º) Promessa da Presença do Senhor (Mt 28.30)
Somente o nome já é algo de valor incomensurável, pois representa a pessoa, e nesse caso aqui
é a pessoa de Jesus, Rei dos reis, Senhor dos senhores (Ap 19.11-16). A presença de Jesus, do Espírito Santo, é vital para um enviado (Lc 24.28,33),
e é uma certeza (Jo 14.16).
O objetivo é convencer o pecador (Jo 16.8), guiar
pela verdade (Jo 16.13) e orientar na tarefa missionária (At. 16.9).
A promessa da presença de Cristo é algo extraordinário, e faz a diferença para um missionário
no campo diante de ameaças e responsabilidades (Ex 33.12-16).
Moises afirma no v.15 - “Se tu mesmo não fores
conosco, não nos faças subir daqui”. Com Jesus
tudo é diferente. Ele se faz presente através da
onipresença em todos os lugares onde está o
seu povo que clama (Mt 28.20).
Somos enviados com segurança absoluta, temos
paz, temos um nome poderoso e a presença do
Senhor. Além disto, temos também a última das
promessas - o revestimento do Espírito Santo (At
1.8), da qual falaremos em outra oportunidade.
Deus vos abençoe. Amém!
Pastor Presidente • Álvaro Alén Sanches

5

cartas e emails

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo

para todo propósito debaixo do céu.

(Ec 3.1)

Balanço Geral
A graça e a Paz do Senhor !
Passou-se o penúltimo mês do ano de 2013, e nesse período muitas coisas me aconteceram confirmando que a “estação” mudou em minha vida, e
de que não retornarei ao campo com propósito de
servir a longo prazo. Moro no Brasil e estou a atuar
na retaguarda quanto ao trabalho missionário.
Nesse segundo semestre atuei também como professora no instituto teológico da nossa igreja e foi
uma experiência muito boa poder falar de Missões
para os alunos, obreiros, do IMP (Instituto Missão
aos Povos).
Para minha surpresa e alegria fui convidada para
estar no norte do Iraque numa viagem de curto prazo, para auxiliar um casal (amigos), que estão servindo ali, na estruturação do curso de capacitação
Missionária. Que privilégio poder fazer parte desse
mover do Senhor aqui no Curdistão, no primeiro
curso para futuros missionários do país.
Missionária SEMAP com larga experiência
em campos onde o evangelho é restrito

Foi muito gratificante ver quinze obreiros, que participaram do treinamento teórico do curso de missões que coordeno (CAAM), terem a sua primeira
experiência atuando na área de pioneirismo no
Brasil nas regiões: Piauí, Ceará, Maranhão e Vale
do Jequitinhonha. Glória ao Senhor! O CAAM desse
ano foi uma bênção, quase setenta alunos passaram pelo treinamento.

6

A atuação prática dos alunos tem sido entre refugiados sírios. A igreja árabe, a qual estou a apoiar
no departamento de missões, tem dado cobertura
nesse projeto, e mais de 2.200 crianças puderam
desfrutar de momentos especiais com descontração, jogos com princípios bíblicos, teatro, apresentação com fantoches, distribuição de materiais
escolares e preparo de lanches. Vários irmãos de
outras regiões, vindo da capital e de outra cidade
aqui perto, também irmãos do Egito, tem se juntado
à igreja local diante dessa grande obra.

Só Deus para atuar tão excepcionalmente. Temos
visto MILAGRES, porque entre os irmãos só havia
desejo de ajudar, mas não existia um plano de ação
para a intervenção devido à falta de recursos, projeto especifico, nem dinheiro, e em um mês TUDO
aconteceu. Obreiros estrangeiros se juntaram com
nacionais bem preparados (que se uniram a equipe), o dinheiro foi surgindo, e o Senhor operou maravilhas. A Ele toda a gloria.

Quero contar com sua intercessão sobre:
• Que o Senhor venha agir de forma
sobrenatural sobre a vida dos alunos;
• Que o Senhor continue me guardando
dos dardos do maligno;
• Pela saúde da minha mãe no Brasil.

Obrigada amigos e irmãos por contribuírem de alguma forma para que o Reino seja anunciado.

No amor do Mestre,
Irinéa Matos

“Louvem-te ó Deus os povos; louvem-te os povos
todos.” (Sl 67.3)

Obreiros Nativos da Índia
Este é Sanjeev! Coloque-o nas
suas orações. Sanjeev é mais um
dos obreiros nativos que nos auxilia na administração do Projeto
Raise the Banner.

Nos o chamamos de “pau para toda a obra”, pois
o mesmo atua como músico, Office boy, obreiro,
propagandista do evangelho e tudo mais que lhe for
solicitado.
Sanjeev reside em dois cômodos juntamente com
sua esposa e a filha de 12 anos, mas possui o sonho
de ter sua casa própria.
Oremos para que esta família cresça na fé e continue levando mais almas para o Reino. E que a doce
Paz do Senhor seja perceptível aos olhos de todos
da Índia.
Abraços
Márcia e Vivek • Missionários na Índia.

Visitou o SEMAP
A secretária do SEMAP Elisoá envia e-mail com
esta foto contando que o cantor Samuel Moyses,
músico que faz parte do grupo Voz da Verdade e
tem sua própria banda Brothers Music, conheceu o
SEMAP e gostou muito da revista Visão Missionária.

7

crônicas missionárias

O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz
em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.
(MT 13:33)

O Fermento e a Missão
8

As parábolas ensinadas por Jesus traziam profundos
ensinos de vida e fé. A mais curta parábola se encontra em Mateus 13.33 quando Jesus compara o Reino
de Deus, bem como a nossa missão, ao fermento.
Matthew Henry e outros expositores nos falam a respeito de algumas particularidades deste elemento na
parábola de Cristo.
O fermento sozinho é inútil. Ele, em si, é um pó fino
e pode permanecer guardado por meses sem causar nenhum efeito. Ele foi criado para se misturar,
para se expor. Quando toca a massa esta passa a ser
mudada, pouco a pouco, até crescer em grandes proporções.
O verdadeiro Cristianismo é formado por pessoas
que não se isolam, não tem medo de se expor e que
procuram os lugares onde podem exercer influência.
Jesus sempre estava nas ruas, entre o povo, conversando sobre a realidade da vida, seus problemas e
angústias. Procurava a massa para nela se misturar.
M. Bounds nos diz que: “Constantemente nos esforçamos por criar novos métodos, novos planos, para
garantir eficiência na Igreja. Esquecemos-nos que o
homem é o método de Deus. A Igreja procura métodos melhores. Deus procura homens melhores.”
O fermento trabalha em silêncio. A massa de pão
cresce silenciosa e vagarosamente. O fermento não
chama atenção para si, seu valor, mas para aquilo
que pode fazer. Por meio do fermento pessoas vão
mudando.

pertam a curiosidade dos que estão ao seu redor, que
influenciam pessoas com suas vidas.
O fermento funciona melhor sob pressão, em altas
temperaturas. A massa do pão, quando misturada
ao fermento, deve ser enrolada e guardada em lugar
fechado, quente e abafado. Ali é onde o fermento funciona melhor.
Os que são do Reino não devem pedir a Deus um lugar com sombra e água fresca, mas sim para serem
colocados onde poderão brilhar. É sob pressão e em
altas temperaturas que iremos frutificar mais.
Fomos chamados por Deus para influenciar onde há
injustiça, pobreza e miséria. Onde há órfãos, encarcerados e enfermos. Onde pessoas passam por privações, humilhações e tristeza. O chamado do crente
é para ser fermento onde ele é necessário.
O fermento gera grandes transformações. Três medidas de farinha são aproximadamente vinte quilos.
Com o fermento, seria pão para multidões! O texto
nos diz que “tudo ficou levedado”, tudo cresceu. Houve grandes resultados!

Um dos problemas de hoje é que somos grandes demais e barulhentos demais. E, assim, influenciamos
pouco demais. Por isto Ghandi afirmou que “cria no
nosso Cristo, mas não no nosso Cristianismo”.

Há diversos ambientes que necessitam urgentemente de transformação. Há ainda 2.222 povos que
não conhecem o Evangelho na face da terra. Mais de
3.000 línguas sem nenhum versículo da Palavra de
Deus. Somente no Brasil há ainda 121 etnias indígenas não evangelizadas e mais de meio milhão de
ciganos sem o testemunho de Cristo. Há milhares de
comunidades ribeirinhas sem uma igreja de Cristo e,
nas cidades, os menos alcançados são os mais ricos
entre os ricos e os mais pobres entre os pobres. O
mundo carece de grandes transformações.

Crentes gostam de fazer barulho, usar volumes altíssimos, palanques e a mídia, mas a transformação do
mundo se dá silenciosamente por meio de testemunhas que vivem o verdadeiro Cristianismo, que des-

Precisamos ser fermento, portanto, que se mistura
com a massa, que age silenciosamente onde está,
que está disposto a trabalhar sob pressão e que gere
grandes transformações para a glória de Deus.

Pr. Ronaldo Lidório é missionário e tradutor bíblico. Casado com Rossana e pai
de dois filhos, atuou como missionário na África durante 10 anos entre as tribos
Konkomba e Chakali. Atualmente lidera uma equipe que trabalha para alcançar
grupos indígenas na Amazônia Brasileira. É tradutor do Novo Testamento para a
língua Limonkpeln, de Gana e consultor cultural para projetos pioneiros entre
povos animistas em diversos campos. Doutor em Antropologia Cultural escreveu
diversos livros, dentre eles “Missões, o desafio continua” e “Konkombas”. É ligado à Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) e à Missão AMEM

9

opinião missionária

Visão
Missionária
na Igreja
Local
Russel Shedd

Porque
a ardente
expectação da
criatura espera
a manifestação
dos filhos de
Deus.
(Mt 9.37)

10

A carência generalizada de interesse em missões transculturais no
Brasil é evidente quando examinamos as estatísticas. Se há 30 milhões de crentes evangélicos que enviam 3.500 missionários transculturais para além das fronteiras, há um missionário para cerca de
9.000 crentes. Não precisa ser bom matemático para concluir que
o interesse em missões transculturais é realmente mínimo. Graças a Deus há algumas raras igrejas que têm se despertado para a
necessidade de cooperar nesta tarefa que Jesus passou para seus
discípulos a mais de dezenove séculos passados. Visão missionária
muda as prioridades da igreja. Desejamos apresentar aqui alguns
dos fatores que criam uma visão missionária na igreja.
I. Elementos que suscitam uma visão missionária
Quando lemos o livro de Atos devemos notar que o interesse na
evangelização das nações começou na perseguição de Estevão.
Até a data em que os discípulos de Jerusalém saíram da cidade,
o envolvimento na Grande Comissão foi inexistente. Uma vez que
muitos se dispersaram pelas regiões de Judéia e Samaria, lhes parecia natural pregar a Palavra por onde quer que fossem (At 8.1,4).
O mesmo acontece hoje com brasileiros que, enfrentando dificuldades em encontrar trabalho, saiem do país para o primeiro mundo. Emigra para os Estados Unidos, Europa e, notavelmente, para
o Japão. Somente no Japão existem 300 igrejas e grupos evangélicos que surgiram para ministrar para os imigrantes brasileiros que
ali trabalham. Despertam-se também pela grande necessidade de
esforço para ganhar japoneses natos e fundar igrejas na terra dos
seus antepassados.
II. Ouvindo a voz do Espírito
Outro fator que intensifica o interesse missionário são os líderes que
oram e jejuam juntos como os cinco pastores da igreja de Antioquia.
O texto não menciona as preocupações desses homens dedicados ao
ministério dessa igreja, porém, foi nessa ocasião que o Espírito Santo
falou: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2). Acho razoável pensar que a liderança que ora pouco
e somente para necessidades locais, dificilmente escutará a voz de
Deus chamando dois deles para formar uma equipe missionária.

11

opinião missionária

Muitos pastores locais têm dificuldade em ouvir o clamor dos povos ainda não alcançados.
Eles pensam apenas sobre as muitas necessidades nas redondezas. Evangelizar, discipular
e plantar congregações em volta da igreja mãe
parece ser uma tarefa muito mais razoável do
que enviar alguns dos seus melhores obreiros
para o exterior, onde o custo de vida é muito
mais alto, onde a cultura é diferente e onde
será necessário aprender uma língua nova.
Todas essas considerações, de fato, pesam,
mas se todos pensassem assim, como chegaria o Evangelho aos povos que não tem nenhuma igreja sequer?
III. A suposta falta de recursos
Uma terceira razão que os pastores brasileiros acham é que o peso de evangelizar
os não-alcançados de outras terras seria
a responsabilidade do primeiro mundo, e
também devido à escassez de recursos.
Passagens aéreas são caras. Aluguéis e alimentos em muitas terras distantes também
são. Sustentar missionários transculturais
requer muita disciplina e compromisso a
longo prazo. Porém, é somente pensar os
muitos templos caros, construídos com sacrifício e muita dedicação, para concluir que
prédios valem mais que pessoas desconhecidas que moram em terras distantes. Uma
visão missionária precisa da mente de Deus,

que amou tanto ao mundo que deu seu Filho unigênito para que os habitantes desse
mundo pudessem receber a eterna salvação,
a qual foi paga por Jesus na cruz.
O caminho para conseguir
uma visão missionária
A preocupação com a evangelização dos povos, que não tem acesso ao Evangelho, começa com uma visão do tamanho da colheita
que aguarda a ceifa. Jesus observou que essa
seara era grande em sua geração; imagina
quantas vezes maior é hoje. A visão missionária necessita mapas, fotos, estatísticas que
mostram a necessidade do mundo.
Em segundo lugar, seria necessário sentir
profundamente a falta de obreiros disponíveis
para ceifar. A maioria esmagadora tem outros
afazeres e preocupações. Estão se dedicando
a outras carreiras. Oração de fé muda atitudes
egoístas.
Em terceiro lugar, Jesus recomenda a oração
ao Senhor da colheita para ele enviar trabalhadores (Mt 9.35; Lc 10.2). O poder que convence pessoas desinteressadas tem de vir do
Mestre. Se ele despertar e chamar candidatos
como William Carey, aquele pioneiro missionário para Índia em 1792, eles se tornarão servos
preparados para um compromisso missionário radical. .

Russel Shedd formou-se em 1949 bacharel no Wheaton College. Ainda em
Wheaton completou o mestrado em estudos do Novo Testamento, e em 1953
o mestrado em teologia no Faith Seminary, em Filadélfia. Aos 25 anos formou-se doutor (PhD) na Universidade de Edimburgo. Casou-se com Patrícia
em 1957. Possuem cinco filhos. São missionários no Brasil desde 1962. Além
de ser autor de inúmeros livros, é também o autor das notas explicativas da
Bíblia Vida Nova.

12

&

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13

c o n g r e s s o s

1º Encontro de Missões SEMADESV

Aconteceu de 16 a 18 de agosto no Templo Central da
Assembleia de Deus Missão em Santa Vitoria o 1° Encontro de Missões realizado pela SEMADESV - Secretaria
de Missões da Assembleia de Deus em Santa Vitoria-MG.
Com grande entusiasmo e alegria, a SEMADESV apresentou uma linda abertura dos 10 principais países do
ranking de perseguição em 2013, tendo a participação do
grupo de apresentações e da mocidade local.
Com regozijo, o Pr. Jesus Donizeth Ferreira (Presidente
AD Santa Vitoria) realizou a abertura com oração, e recebeu todos os presentes com uma calorosa saudação de
boas vinda a esta bela festividade. Estiveram presentes
também, nos dias do evento, pastores e autoridades de
toda região e sudoeste goiano.

14

Para a ministração da palavra foram convidados o
Missionário Ev. Dagnaldo Pinheiro (Uberlândia-MG),
que esteve no Egito por nove anos fazendo missões,
também Pr. Jeremias (Presidente da AD em Sta. Helena – GO) e Pr. Ivan Barretos (Presidente da AD em
Capinópolis-MG). No louvor, participaram a dupla
Edilson e Adriana (Quirinopolis-GO), além de conjuntos, corais, grupo teatral e cantores locais.
A diretoria da SEMADESV, na pessoa do pastor e
diretor Nelimar Carvalho, agradece a Deus pelas bênçãos derramadas, pela salvação de almas
e a todos que contribuíram para realização do
1° Encontro de Missões, e ainda convida a todos
para que abracem a obra missionária que está no
coração de Deus.

matéria de capa

É Ele que
cessa todas as
guerras, quebra
o arco, corta a
lança, queima
os carros no
fogo.
(Sl 46.9)

Síria,

uma oportunidade
entre a Guerra
16

Os Arameus e
a Mesopotâmia
A história dos arameus está ecleticamente fundida com a da Síria, que começa no berço da
civilização que é a Mesopotâmia, e esta palavra
tem origem grega com significado “terra entre
rios”, uma referência aos rios Tigre e Eufrates
no Oriente Médio, onde essa região localiza-se
e que, atualmente, os grandes historiadores dizem ser o atual Iraque e Líbano.
Os arameus são descendentes de tribos nômades da antiguidade que povoaram a Mesopotâmia, e compunham um conjunto de tribos
que entre os séculos XI e VIII a C. instalou-se
em Aram.
Os arameus são citados muita vezes no Antigo Testamento desde o Gênesis, como descendentes de “Aram” (Arameus - Gn. 10 e 22;
2 Sam.10.7,11). Esta civilização é considerada
uma das mais antigas da história, por ter sido a
habitação dos povos que fazem parte da gênesis
da civilização que são os babilônicos, assírios
sumérios, caldeus, amoritas, acádios e outros.
No âmbito global, eram povos completamente politeístas com raras exceções, pois
acreditavam em vários deuses ligados às suas crenças pagãs.
Dentro da ótica que se refere
à política, tinham uma forma
de organização baseada na
centralização de poder, em
que apenas uma pessoa
como imperador ou rei comandava tudo. A economia
destes povos era baseada
na agricultura e no comércio
nômade de caravanas.

17

matéria de capa

A Síria e o Antigo Testamento
Fundamentadas nesta linha da história, aparecem no Antigo Testamento as genealogias
das nações ancoradas numa tradição (Gen 11.
28). Dentro da História relacionada com Jacó
e Labão em Gen 31. 17, podemos mostrar os
sírios intimamente relacionados aos hebreus,
desde o tempo dos patriarcas, isto é, a partir
do século XVI a.C, tendo residido em todo o
norte da Síria, na região de Aram.

18

Esta região se tornou palco de
constantes batalhas na disputa pelo seu controle. Envolvidos
nestas lutas estavam os povos
que sucessivamente guerreavam: canaanitas, fenícios, arameus, hebreus, egípcios, sumérios, assírios, babilônios, hititas,
persas, gregos e bizantinos.

A Posse das Terras Próximas aos Rios
Neste quadro aparece a Síria numa história
marcada fortemente pela influência e rivalidade no controle das regiões férteis, próximas
aos rios, para desenvolverem suas habilidades
buscando a garantia da sobrevivência.
No panorama desta perspectiva, a região da
Mesopotâmia era uma excelente opção, pois
garantia aos moradores água para consumo,
rios para pescar e meio de transporte pelos

rios para o desenvolvimento do comércio. Outra forma de se beneficiarem dos rios caudalosos que banhavam aquelas localidades eram
as cheias que fertilizavam as margens, garantindo um ótimo local para o desenvolvimento
de uma melhor agricultura com a garantia de
grandes colheitas. Sendo assim, toda região da
Mesopotâmia foi lugar de grandes homens e de
grandes acontecimentos na primitiva história
da humanidade.

19

matéria de capa

A Síria e Israel nos Tempos Bíblicos
Dentro de uma ótica analítica dos tempos bíblicos,
os reis sírios armavam exércitos contra Israel,
seus antecedentes delineados nos conflitos políticos de desentendimento mais remoto e na mais
truculenta relação.
As histórias relatam que os sírios invadiram Israel
várias vezes, sob a liderança dos reis: Cusã-Risataim, Ben-Hadade I, Ben-Hadade II, Hazael, Ben
-Hadade III e Rezim. A palavra Síria aparece em toda
bíblia cerca de 70 vezes. Logo após a morte do rei
Salomão, as diplomacias da paz acabaram-se e o rei
de Damasco firmou pacto com outros Estados arameus, resultando em desentendimento e conflitos
entre Israel e Damasco por vários anos.
Os anos se passaram e as tensões não deixaram de
existir entre a Síria e várias outras nações, e entre a
Síria e o seu próprio povo.
De acordo com uma passagem registrada no livro
do profeta Isaías, pode-se fazer uma leitura profética
sobre a destruição de Damasco que nunca aconteceu, mas não podemos nos esquecer de que a cidade de Damasco nunca foi atacada, mas a história
nos conta que, por várias vezes, foi conquistada, isto
é, como diz as escrituras, nunca foi trazida às ruínas.
É possível que essas profecias se cumpram num
tempo similar a este que a Síria está passando,

20

porque a cidade é palco de uma guerra civil com
milhares de mortos pelas armas, pela fome, e por
agentes químicos, o que sinaliza uma possível intervenção externa pela ONU.
Não sei o que você, leitor da VMS, pensa sobre
este assunto. Mas para mim, Deus zela sobre a
sua palavra para cumprir as profecias, e as que
ainda não se cumpriram, dentro do tempo do Elchadai, há de se cumprir.
Oremos pela Síria e por todos os missionários que
estão lá, e também pelos demais países àrabes
para que tenham graça e possam ficar firmes nas
promessas de Deus. Os missionários são os arautos do Ide de Jesus ás nações. Suas chamadas são
regidas por um ideal mais alto do que a própria vida.
Amados, paz e Graça
Joaz Galdino
Pr Joaz Galdino é Pós-graduado no Antigo
Testamento, Bacharel em Teologia , Plenificação em Filosofia, Plenificação em História, Plenificação em Ciência da religião,
Graduado em Pedagogia, Pós-graduado
em Ciência da Religião, Pós-graduado em
Gestão Escolar, Pós-graduado Docência
do Ensino Superior, Pós-graduado Psicopedagogia, Mestre em Ciência da Religião
e Doutor em Teologia.

A Síria Atual: Política, Economia e Religião
A Síria, que tem o seu nome de origem hebraica, é
um país ao norte de Israel. A República Árabe da Síria tem como capital a cidade de Damasco, considerada a capital mais antiga do mundo, porém, existem outras cidades que disputam este título.
Damasco desde os tempos mais remotos foi um importante centro de cultura e comércio, assim também era na época em que viveram Jesus e Paulo e
continua sendo até hoje.
A Síria ocupa uma área de 185.180 km² no Oriente
Médio, nas coordenadas 35N, 38E, fazendo fronteiras com o Mar Mediterrâneo, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano e Turquia.

A Síria tem sua economia baseada em 50% dos
setores petrolífero e agrícola. Embora seja exportadora de óleo, petróleo bruto, minerais, derivados do petróleo, frutas e verduras, trigo, fibra de
algodão, têxteis, vestuário, carnes e animais vivos.
Os desafios econômicos que a nação enfrenta a
longo prazo incluem desemprego, diminuição da
produção de petróleo, inflação, poluição da água,
expansão industrial e alto crescimento populacio-

nal, contando na atualidade com cerca de 20 milhões de habitantes.
Principais religiões: muçulmana sunita (74%), outras muçulmanas incluindo alawita e druza (16%),
cristã (10%), judaica (pequenas comunidades em
Damasco, Al Qamishli e Aleppo).
Idiomas: árabe, curdo, armênio, aramaico, circassiano amplamente entendido, francês, e inglês pouco entendido.
Desde 1946, ano em que a Síria independeu-se da
França, o país sofre instabilidade política e tentativas
de golpe. De 1958 a 1961 uniu-se ao Egito como República Árabe Unida, estabelecendo-se novamente
como República Árabe da Síria.
Por sua posição geográfica, com fronteiras com
Israel, Iraque e Líbano, a Síria tem grande influência na mediação da paz entre aquelas nações
fronteiriças. A contemporânea Síria política é a
mesma da antiguidade, com a exceção que na
guerra dos seis dias em 1967, a Síria perdeu os
montes Golan para Israel.

21

matéria de capa

Entenda a Crise na Síria
Por Cleiton e Irinéa
A Guerra Civil Síria (às vezes referida como Revolta Síria, ou ainda Revolução Síria) é um conflito interno em andamento na Síria, que começou
com uma série de grandes protestos populares
em 26 de janeiro de 2011, e progrediu para uma
violenta revolta armada em 15 de março deste
mesmo ano, influenciados por outros protestos
simultâneos no mundo árabe.
As manifestações populares por mudanças no
governo foram descritas como “sem precedentes”. Enquanto a oposição alega estar lutando
para destituir o presidente Bashar al-Assad do
poder, para posteriormente instalar uma nova
liderança mais democrática no país, o governo
sírio diz estar apenas combatendo “terroristas
armados que visam desestabilizar o país”.

22

Foi iniciada como uma mobilização social e midiática, exigindo maior liberdade de imprensa, direitos humanos e uma nova legislação. A Síria vive
em estado de emergência desde 1962, que efetivamente, suspende as proteções constitucionais
para a maioria dos cidadãos.

Surge o Chamado
Exército Livre Sírio
O resultado da repressão e dos enfrentamentos com os protestantes acabou em centenas
de mortes, a grande maioria de civis. Muitos
militares se recusaram a obedecer às ordens
de suprimir as revoltas e manifestações, e
alguns sofreram represálias do governo por
isso. No fim de 2011, soldados desertores e
civis armados da oposição formaram o chamado Exército Livre Sírio para iniciar uma luta
convencional contra o Estado.
Em 23 de agosto de 2011, a oposição finalmente se uniu em uma única organização representativa formando o chamado Conselho
Nacional Sírio.
Hafez al-Assad esteve no poder por trinta anos, e
seu filho, Bashar al-Assad, tem mantido o poder
com mão firme nos últimos dez anos. As manifestações públicas começaram em frente ao parlamento sírio e a embaixadas estrangeiras em
Damasco. Em resposta aos protestos, o governo
sírio enviou suas tropas para as cidades revoltosas com o objetivo de encerrar a rebelião.

A luta armada então se intensificou, assim
como as incursões das tropas do governo em
áreas controladas por opositores.

Oficializa-se o “Conflito Armado Não-Internacional”
Em 15 de julho de 2012, com grandes combates irrompendo por todo o país, a Cruz Vermelha internacional decidiu classificar o conflito como guerra civil
(o termo preciso foi “conflito armado não-internacional”) abrindo caminho à aplicação do Direito Humanitário Internacional ao abrigo das convenções de
Genebra e a investigação de crimes de guerra. Segundo a ONU, e outras organizações internacionais,
crimes de guerra e contra a humanidade vem sendo
perpetrados pelo país por ambos os lados de forma
desenfreada.

Desde o início da guerra, as forças leais ao governo foram os principais alvos das denúncias,
sendo condenadas internacionalmente por incontáveis massacres de civis. Milícias leais ao
presidente Assad e integrantes do exército sírio
foram acusadas de vários assassinatos e de cometerem inúmeros abusos contra a população.
Contudo, durante o decorrer das hostilidades, as
forças opositoras também passaram a ser acusadas, por organizações de direitos humanos, de
crimes de guerra.

23

matéria de capa

Mortes e Desolações no Século XXI
O conflito na Síria continua causando sofrimento humano e destruições imensuráveis. Dados compilados pelo
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos
Humanos (ACNUDH) indicam que 100 mil pessoas foram mortas desde março de 2011, quando começou o
levante contra o presidente Bashar al-Assad.

24

A estimativa é que 6,8 milhões de pessoas necessitem
de assistência humanitária urgente, incluindo 3,1 milhões de crianças. Desse total, 4,25 milhões são deslocados – internos. Até 9 de setembro, já havia mais de 2
milhões de refugiados sírios nos países vizinhos e Norte
da África.

Cerca de 1,2 milhão de famílias tiveram suas casas atingidas de acordo com a
Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental (ESCWA). Cerca de 400 mil
delas foram completamente destruídas, 300 mil parcialmente destruídas e 500
mil sofreram danos de infraestrutura.
Cerca de 57% dos hospitais públicos foram danificados ou destruídos e 37% estão fechados, segundo a OMS. Muitos profissionais de saúde estão fugindo do
país, e os que permanecem têm muita dificuldade para chegar aos postos de
trabalho por causa da insegurança.

3/4 das Crianças
Traumatizadas pela Guerra
Uma pesquisa conduzida pela
Turquia, Estados Unidos e Noruega mostra que 3/4 das cerca de 8,4 mil crianças sírias, a
maioria entre 10 e 13 anos refugiadas no campo de Gaziantep Islahiye na Turquia, perderam ao menos um parente no
conflito.
O estudo revela que a maioria
delas apresenta sinais de estresse e trauma, e 44% presenciaram ao menos cinco de onze
eventos adversos associados
a guerra e desastres. Metade
das crianças sofre depressão e
muitas estão preocupadas com
familiares que permanecem no
país.

25

matéria de capa

Como a Igreja Tem Respondido às Oportunidades
A Igreja no norte do Iraque responde às necessidades dos refugiados da região.
Curdistão
Para melhor compreensão, é importante que o leitor saiba que
aqui no Curdistão, ou Norte do
Iraque, onde residem os missionários SEMAP, vários povos vivem juntos.
Os curdos são um povo que possui sua própria cultura, língua, e
eles vivem distribuídos em vários
países, e são de maioria muçulmana. A maior população de povo
curdo está localizada na Turquia,
e embora eles estejam distribuídos em varias nações do mundo,
no Oriente Médio há uma grande
quantidade deles assim distribuídos pelo Irã, Síria e Iraque.
No Iraque eles possuem seu próprio território, sua bandeira e sua
própria língua, que diverge das
línguas faladas dentro do próprio
país e também de outras nações.
Os curdos têm lutado por muito
tempo pela independência política e reconhecimento diante

da comunidade internacional. A
região curda tem servido de refugio para muitos povos da Ásia,
mas principalmente para árabes
residentes vindos da capital Bagdá e de outras regiões que não
possuem mais segurança de vida
aos ataques e sequestros naquelas regiões.
Esta região, ao contrário do que
muitos imaginam, é um local
seguro. A fiscalização quanto à
entrada de estrangeiros, e principalmente árabes, é bem acirrada. Embora o governo curdo atue
diligentemente, sua intervenção
não amedronta os moradores. Há
estabilidade econômica e o país
passa por rápido crescimento,
buscando acompanhar a realidade de países desenvolvidos.
Os refugiados da Síria que estão
aqui são curdos, e o governo local junto com ONGs internacionais tem dado o suporte básico
necessário. Milhares de tendas
permeiam essa região, totalizando quase 200.000, e a Igreja teve
oportunidade de estar junto a um
campo com aproximadamente
12.000 moradores.

Refugiados
26

De acordo com a ONU 2.124.521 buscaram refugios nos
países vizinhos. Líbano 812.321; Turquia 513.090; Jordania
544.374; Iraque 199.985; Egito 125.983.

A Guerra Aproxima
Culturas Diferentes

A Igreja e os
Refugiados

A Igreja Evangélica AD é bem jovem, com pouco mais de 10 anos
de existência, conta hoje com mais de 150 membros. Somente há 6
anos, em 2007, foi recebida a permissão oficial do governo local para
existir como Igreja. Em julho passado (2013) foi inaugurado o prédio
próprio com capacidade para cerca de 300 pessoas. É uma Igreja avivada e muito comprometida, mas até então desenvolvia o ministério
basicamente entre a comunidade cristã nominal.

A Igreja Assembléia de Deus

As barreiras pelas quais a Igreja não se envolvia com curdos locais
eram várias, a começar por se tratar de outro povo, com perfil diferente, problemas de relacionamento entre árabes e curdos, rejeição de
ambos os lados, e também por ser um povo muçulmano em que a estrutura de evangelização é bem mais desafiadora. Com a chegada dos
curdos refugiados da Síria, Deus tem despertado a Igreja e está movendo-a em amor junto aos muçulmanos refugiados residentes na nação.

O acontecimento bíblico ocor-

árabe está localizada na região
curda do país, ou seja, no norte
do Iraque, onde os refugiados
curdos provenientes da Síria estão estabelecidos.

rido aqui no Iraque quanto ao
surgimento de várias línguas,
dando origem aos povos em
Babel, se percebe até os dias
de hoje. A igreja árabe se constitui de membros assírios que
utilizam a língua materna em

Milagres
A partir do desejo que o Senhor colocou no coração de alguns irmãos,
estes foram conversar com autoridades do local para conhecer as
possibilidades da Igreja apoiar as crianças refugiadas, e para nossa surpresa e satisfação as portas foram totalmente abertas para a
gloria do Senhor. Essa foi a resposta recebida: A Igreja poderia fazer
“festas” para as crianças. Maiores desafios foram surgindo. Quem
ajudaria? Quantas crianças poderiam desfrutar de um tempo de descontração e aplicação de princípios bíblicos? Com que dinheiro se faria o trabalho?

casa, entre família, mas como
não usam a Bíblia em assírio,
eles cultuam ao Senhor em árabe, por ser a língua que oram e
lêem a bíblia.
A língua árabe é a língua que os
cristãos nascidos nesse território
iraquiano são alfabetizados. Na
escola os alunos também estudam a língua curda por viverem
no território curdo.

A palavra dada pelo pastor da Igreja diante dos desafios foi: “Caminhem e a provisão virá.” Em um mês surgiu a oportunidade e a Igreja
entrou no campo de refugiados sírios, sem um plano de ação bem
elaborado, sem enxergar ao certo qual recurso a utilizar, e sem ter
dinheiro em caixa, porém fomos movidos pelo direcionar do Senhor.

27

matéria de capa

Aquietai-vos e Sabei Que Eu Sou Deus
no Brasil, ou seja, estavam prontos diante da oportunidade, estes não hesitaram em apoiar a equipe.
Outro grupo de 30 irmãos de uma cidade vizinha veio
apoiar. Estrangeiros servindo na nação também se
juntaram para o trabalho, e a Igreja do Senhor então pôde servir e atender ao chamado da terra, com
guarida aos necessitados, demonstrando o amor do
Senhor e a ensinar princípios bíblicos entre crianças muçulmanas. Ainda contamos com cerca de
50 voluntários do próprio campo de refugiados, que
apesar de serem muçulmanos, serviram com muita alegria ao lado da Igreja.

Ao saber da noticia, um grupo de Bagdá veio apoiar
o trabalho. Um irmão da Igreja já estava montando há seis meses seu material evangelístico para
crianças, e treinando para atuar como palhaço.
Outros dois irmãos já haviam feito o curso da Apec

Nossa oração é para que eles sejam tocados pelo
Amor de Jesus, enquanto caminham com os irmãos
a consolarem e alegrarem as crianças! E quanto ao
dinheiro, como fariam? O Senhor moveu corações e
foi chegando ofertas para o exercício do ministério
entres os sírios. O Senhor é fiel em todo o tempo!

A Multiplicação dos Recursos
Histórias contadas com fantoches, teatro, jogos
com bola, lanches e doação de materiais escolares foram oferecidos para cerca de 2500 crianças,
um milagre! Recordemo-nos da multiplicação dos
pães e peixes como “operado por Jesus”, seria a
preparação para auxiliar tantas crianças? Quanto
de recurso seria necessário para supri-las? O nosso Deus é um Deus de milagres.

28

Prof. Irinéa Matos
colaborou nesta
reportagem e
na ministração
de aulas
preparatórias
para a formação
dos primeiros
obreiros
iraquianos.

coluna missionária

Até aqui nos ajudou o Senhor.

(1Sm 7.12)

Jubileu de Prata do Trabalho Missionário
Assembleia de Deus Uberlândia
Neste ano de 2013, o SEMAP – Serviço de Missões aos Povos - da Igreja AD Uberlândia comemora
e agradece a Deus pelos 25 anos de envio e sustento de missionários a diferentes campos.

Momento da entrega de placas comemorativas dos 25 anos Semap ao Pr. José Welington Bezerra da Costa - Presidente da Convenção Brasileira
CGADB; Pr. Álvaro Sanches –Presidente AD Udi e campo; Pr. Lazaro Humberto – um dos missionários pioneiros SEMAP; e Ev. Saulo Gregório.

Para comemorar a data, o pastor presidente da AD
Uberlândia - Pr. Álvaro Além Sanches, ampliou os serviços missionários prestados criando o Treinamento
Missão aos Povos, que coloca o SEMAP também, como
agência formadora e enviadora de missionários.
Aconteceu em Uberlândia (MG) de 04 a 08 de setembro
o 25º Encontro de Missões SEMAP, e na oportunidade
foram lidas as atas históricas da criação deste trabalho
na seara do Mestre.

Histórico
Tudo começou no dia 04 julho de 1988, quando se reuniram, em Uberlândia, alguns membros da diretoria dos
Gideões Missionários da Última Hora de Camboriú: Pr.

30

Nildair dos Santos (Vice-presidente) e Nilton da Silva
(tesoureiro), juntamente com o saudoso Pr. José Braga da Silva, então presidente da Assembleia de Deus

Pr. Álvaro
Sanches e Ev.
Saulo Gregório
recebem
missionários
pioneiros
da SEMAP
- Pr. Lázaro
Humberto, Pr.
Celso Gregório
e Pr. José
Geraldo

Uberlândia, e mais alguns membros da mesma para
deliberarem sobre a seguinte ordem do dia: Fundação
da Extensão dos Gideões Missionários da Última Hora e
sua respectiva diretoria.
Em ato contínuo foi formada a diretoria que ficou assim
constituída: Presidente - Pr. José Braga da Silva, Vicepresidente - Pb. José Corsino, 10 tesoureiro - Saulo
Gregório, 20 tesoureiro - Paulo Braga, 1a secretaria Eridan Alves, e 2ª secretaria - Edna Ferreira Pinho.
Dez anos de intenso envolvimento da igreja no trabalho missionário, e aos trinta e um dia do mês de julho
de um mil novecentos e noventa e oito, se reuniram na
igreja Assembleia de Deus o pastor presidente da igreja Álvaro Alén Sanches, o ministério local, a diretoria
do GMUH extensão Uberlândia, Pr. Cesino Bernardino,
presidente nacional dos GMUH, e Pr. Nildair dos Santos, ambos de Camboriú. Na oportunidade Pr. Cesino
pronunciou-se a respeito do reconhecimento de que o
trabalho de Uberlândia já possuía estrutura para andar sozinho e foi decidido que, aos poucos, se daria a
inauguração de uma secretaria independente na Igreja
Assembleia de Deus, que recebeu o nome de SEMAP
– Secretaria de Missão Ação Pentecostal, hoje, Serviço
de Missões aos Povos.

25 anos conquistando nações
até os confins da Terra

Hoje, após 25 anos de trabalho missionário, o SEMAP
mantém missionários no nordeste brasileiro: Piauí,
Maranhão, Ceará; no Norte de Minas, no Oriente Médio
onde se apresenta restrições ao Evangelho, no Iraque,
em Marrocos, Portugal, Alemanha, Itália, México, Índia,
Burkina Fasso e Senegal. Louvamos a Deus por todas
as bênçãos recebidas e reconhecemos a mão de Deus

nas parcerias que se comprometem de forma responsável e contínua com nosso trabalho. Destacamos entre elas a CPAD.
O Ev. Saulo Gregório também faz parte da história viva
do SEMAP, uma vez que acompanhou seus trabalhos,
como diretor executivo, desde o nascimento desta até
os dias de hoje, perfazendo 25 anos de dedicação. Na
oportunidade a presidência da Igreja lhe outorgou uma
placa com os dizeres:
“Homenagem SEMAP ao Evangelista Saulo Gregório
de Lima, por estar no exercício do cargo de diretor
executivo há 25 anos, servindo a Igreja Evangélica
Assembleia de Deus de Uberlândia e campo com sabedoria, humildade e dependência de Deus”.

Comemorações
Nesta data tão importante, a abertura de nosso 250
Encontro de missões SEMAP contou com as ilustres
presenças do Pr. José Welinton Bezerra da Costa - Presidente da CGADB, Pr. Álvaro Alen Sanches – Pastor
Presidente da Igreja de Uberlandia e Semap, Ev. Saulo
Gregório – Diretor Executivo SEMAP, que há 25 anos vem
atuando junto a mesma, também dos três missionários
pioneiros - Pr. Celso Gregório, Pr. Lazaro Humberto e Pr.
José Geraldo, com a presença das famílias de missionários
que atuam no Oriente médio, Portugal, Marrocos, e dos

missionários que atuam na base, somando mais de 60 missionários atuantes que vivem em quatro continentes.
Neste congresso tivemos a participação, como preletores, do Pr. Isaias Pereira – MT, Pr. Lázaro Humberto- AC, Pr. José Geraldo- Ro, Pr. Celso Gregorio – AC,
Pr.Anisio do Nascimento- RJ.

Presidência
da Igreja,
diretoria
SEMAP e
parceiros

31

coluna missionária

Família do
Pr. Nilton
César (RJ),
pregadores
da 1a Manhã
Missionária
Infanto Juvenil
(Leia
SEMAPINHO,
página 36)

Belíssimo
jogral foi
preparado
pela irmã
Lurdinha
(EBDU) e os
adolescentes
da sede

Formatura do CAAM
A 11ª edição do Curso de Formação de Agentes Missionários comemorou sua formatura em meio às
comemorações do Jubileu de Prata SEMAP. A coordenação do curso este ano ficou na responsabilidade
da Missionária Irinéa Matos e da irmã Mirian Motta que,
juntamente com a equipe de logística, orquestraram
uma linda e emocionante cerimônia que contou com a
presença de alunos, familiares e convidados.
Nesta edição, onde se formaram quase 70 alunos de
diferentes denominações, o CAAM enfatizou disciplinas fundamentais de missiologia, estratégias missionárias, atuação em vida cristã e prática de evangelismo com foco no trabalho em equipe. Em seu corpo
docente contou com ilustres e experientes obreiros
como: Pr Álvaro Sanches, Rev. Marcos Agripino
(APMT), Miss. Tonica (CEM), Prof. Marcelo Espíndola (RJ), Miss. Rodrigo Vitorino (Sepal), Prof. Romero,
Miss. Márcia e Vivek, Miss. Márcia Linfonso e Dioní-

Pr. Celso
Gregório primeiro
missionário
SEMAP e
Pr. Anísio do
Nascimento,
secretário
executivo de
missões
(SENAMI)

sio, Miss. Antonio e Grazziela, Miss. Irinéa, Pr. Antonio
Ribeiro, Pr. Daniel Neves, Pr. Claudio Cardoso, Prof.ª
Milena, Miss. Iliete, Miss Dagnaldo, Pr. Guilherme,
Prof.ª Ely Paschoalick, Miss. Leandro e Mirian, Miss.
Sandro e Josiane.
Aguardem matrícula para a próxima edição no mês
de março de 2014.
Formandos da
11ª edição do
CAAM – Curso
que objetiva
instrumentalizar
pessoas para
estimular a obra
missionária
em suas
congregações

32

Tenda da Oração

Irmã Marieta Fagundes,
organizadora da Tenda de Orações

Há cinco anos as festas de Missões SEMAP são
abençoadas pelas orações que acontecem na Tenda
de Orações organizada pela irmã Marieta Fagundes
e seu genro Nilson Dantas. Neste 250 Encontro de
Missões em que comemoramos o jubileu de prata da
obra missionária não foi diferente.

Jovens e adolescentes tomaram posse da tenda e por muitas horas
rogaram ao Senhor pela salvação de almas

O ambiente onde Deus operou milagres e gerou
muitos testemunhos foi palco de uma invasão de
adolescentes, cheios do poder de Deus, desejosos
de orar, que lá permaneceram clamando pela salvação de almas nas diferentes nações representadas na tenda.

33

perfil missionário

Pr. Álvaro Álen Sanches
Nascido em 17 de março de 1949 em Amandaba (SP), Álvaro Alén Sanches se converteu
ao evangelho aos 08 anos de idade, foi batizado aos 13 anos na Igreja Batista pelo Pr.
João Gomes em Mirandópolis (SP), e com 20
anos casou-se na Igreja Assembleia de Deus
de Mirandópolis (SP), ministério Ipiranga,
pela mão do Pr. Salvador Antunes.
Álvaro e Tomiko Kanamaru Sanches formaram uma abençoada família, ao lado da filha
Débora Sanches casada com Márcio Nobre,
que lhes deram os netos Laura Isabely e Arthur Henrique; e dos filhos Deizo V. Sanches
e David Dayveson Sanches, este casado com
Mary Meneses Sanches, que lhes presentearam com o neto Augusto, e neste ano de
2013 com os gêmeos Eduardo e Guilherme.
O casal também foi abençoado com o sobrinho neto Gustavo, de seus queridos sobrinhos Gerson Marcos e Elizângela.
Pr. Álvaro iniciou a carreira ministerial em
1975 em Valparaiso (SP), quando foi separado ao diaconato pelo Pr. Alfredo Reikdal. Em
1978 foi indicado ao presbitério pelo Pr. João
Pereira Dias em Centralina (MG).
Em 1979, aos 29 anos de idade, foi ordenado
ao ministério da palavra pelo Pr. José Braga
da Silva. Aos 31 anos mudou-se para Uberlândia, a fim de auxiliar o ministério local
como vice-presidente por quase 09 anos.

34

Álvaro Álen
Sanches e
sua esposa
Tomiko
Kanamaru
Sanches

Em 1984 foi transferido para AD – Tupaciguara (MG), onde ficou a frente do trabalho por 04
anos. Em abril de 1987, Deus o enviou a Santa
Helena de Goiás, onde lançou um empreendimento desafiador para a AD da cidade: construir um novo templo em um tempo marcado
pela fé de um líder corajoso e destemido.
Quase 05 anos depois, aos 41 anos de idade,
Pr. Álvaro deixa Santa Helena de Goiás e segue
para Itumbiara para pastorear a AD dessa cidade até janeiro de 1994.

Seu chamado para Uberlândia
Após atuar quase 20 anos na região de Uberlândia (MG), em 26 de dezembro de 1993, Pr.
Álvaro recebe a presidência da AD e campo das
mãos do então vice-presidente, Pr. José Honório Tostes, que com o afastamento do presidente Pr. José Braga, declina o direito de assumir
a presidência a favor do Pr. Álvaro.
Ao lado do ministério local, Pr. Álvaro Alén Sanches mantém uma liderança bem-sucedida, unida e aprovada por Deus acima de tudo. Pr. Eurípedes Ângelo de Meneses, por aproximados 19
anos, acompanha-o como vice-presidente.

Desde 1998 Pr. Álvaro preside também a Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus
no Triângulo Mineiro (Comadetrim).
Em seu ministério, este homem de Deus, tem
se empenhado em honrar ao Senhor e em conduzir o rebanho do Mestre com integridade e
valor.
Expandindo a obra missionária
Desde sua posse como presidente do campo
de Uberlândia, Pr. Álvaro tem buscado fortalecer a obra missionária possibilitando que o
SEMAP - Serviço de Missões aos Povos - se
expandisse com trabalho evangelístico e social
às nações, inclusive naquelas que sofrem restrições religiosas.
Fazendo parcerias e criando estratégias, ele
somou esforços para adquirir uma base missionária na Alemanha, assim como espraiar
obreiros da AD Uberlândia pelo Oriente Médio,
Iraque, Marrocos, Portugal, Alemanha, Itália,
México, Índia, Burkina Fasso e Senegal. Também no Nordeste brasileiro: Piauí, Maranhão,
Ceará; e no Norte de Minas.
Oremos por esse servo do Senhor!

35

s e m a p i n h o

Primeira Manhã
Infanto Juvenil SEMAP

Conscientizar a Igreja da necessidade de empoderar os adolescentes, oferecendo-lhes ações positivas em
missões e olhares de compreensão, foi o tema apresentado pelo jogral de adolescentes da sede AD

36

Nossas
apresentadoras
brilharam
ensinando os
presentes a
louvarem em
árabe, inglês
e canções
portuguesas

Em comemoração ao 25º aniversário da obra missionária,
quem ganhou o presente foram as crianças e os adolescentes que organizaram uma
noite e uma manhã missionária infanto juvenil.
Irmã Lurdinha Sanches (Superintendente da EBDU), irmã Cleonice (Círculo de Oração e Livraria
Bereana), irmã Márcia e irmã Ely
Paschoalick (dirigentes Semapinho) tiveram a maravilhosa ajuda
dos filhos de missionários que se
encontravam em visita na cidade,
das muitas professoras da EBDU
e das dirigentes Semapinho dos
bairros para então organizarem
uma noite e uma manhã missionária com a alegria e a energia
da juventude, que emanava de
todos os quase 100 adolescentes que participaram ativamente
deste momento em louvor ao Senhor dos senhores.

Filhos de
missionários
abrilhantaram a
festa e ensinaram os
presentes a cantarem
em espanhol

Semapinho
dos bairros
presente nas
festividades
dos 25º
Encontro de
Missões

Placas
anunciavam
os diferentes
programas e
estudos que os
agentes mirins
praticam
durante o ano

37

s e m a p i n h o

38

Lindas apresentações despertavam a
consciência missionaria dos presentes

DESPERTA IGREJA DO SENHOR!
(Agentes Mirins do Nova Uberlândia)

Pr. Edson (tesoureiro SEMAP) deu o maior apoio
juntamente com todo o ministério da igreja

Marcia e Ely, coordenadoras do Semapinho, estavam muito felizes com a 1ª
Manhã Missionária Infanto Juvenil SEMAP

Orando por todas as nações!

Lindas histórias foram contadas com os fantoches e
materiais didáticos da Família Newton César do RJ

Ministério dirigido por jesus
Através da vida de Jesus, Ajith Fernando identifica
os elementos fundamentais que permitem que o líder
seja eficaz em seu ministério. Cheio de passagens
bíblicas e das experiências pessoais do autor, este
livro vai ajudar homens
e mulheres a seguirem
a Cristo, mas serem
também um espelho de
suas ações, decisões
e atitudes para que
seu ministério dê
muitos frutos.

256 páginas

Cód.: 217303/ 14x21cm

Ajith Fernando

w w w . c p a d . c o m . b r / r e d e ss o c i a i s

NAS LIVRARIAS OU PELO:
0 8 0 0 0 2 1 7 3 7 3
www.cpad.com.br

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