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ESP 409 – Tecnologia da Construção IV

Iluminação

1. Conceitos Básicos de Luminotécnica

A luz é a energia eletromagnética em forma de onda, de determinado comprimento de


onda e freqüência (3.7 x 1014 até 8.3 x 1014 Hz). Na luminotécnica distinguem-se as seguintes
grandezas:

Intensidade Luminosa
Simbolo: I
Unidade: candela (cd)

É a quantidade de luz que uma fonte emite por unidade de ângulo sólido
(lúmen/esferorradiano) projetado em uma determinada direção.
Este valor está diretamente ligado à direção desta fonte de luz.

Fluxo Luminoso
Simbolo: ϕ
Unidade: lúmen (lm)

É a potência luminosa irradiada por uma fonte luminosa em todas as direções, ou ainda, é
a quantidade total de luz emitida por uma fonte, em sua tensão nominal de funcionamento.
Um lúmen é a energia luminosa irradiada por uma candela sobre uma superfície esférica
de 1 m2 e cujo raio é de 1 m. Assim o fluxo luminoso originado por uma candela é igual à
superfície de uma esfera unitária de raio (r = 1 m).

ϕ = r = 12.57 1m

Iluminância (Iluminamento)
Simbolo: E
Unidade: lux (lx)

É o fluxo luminoso que incide sobre uma superfície situada a uma certa distância da
fonte, ou seja, é a quantidade de luz que está chegando em um ponto. Esta relação é dada
entre a intensidade luminosa e o quadrado da distância, ou ainda, entre o fluxo luminoso e a
área da superfície.
ϕ
E=
A
A iluminância pode ser medida por um luxímetro, porém, não pode ser vista. O que é
visível são as diferenças na reflexão da luz. A iluminância também é conhecida como nível de
iluminação.

Luminância
Simbolo: L
Unidade: cd/m2

Prof. Geomar M. Martins / DESP / CT / UFSM 2. Semestre 2004


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É a intensidade luminosa de uma fonte de luz produzida ou refletida por uma superfície
iluminada.
A luminância depende tanto do nível de iluminação ou iluminância quanto das
características de reflexão das superficies
A luminância de uma fonte luminosa ou de uma superfície luminosa estabelece a reação
visual da vista. Quando a luz de uma fonte ou de uma superfície que reflete a luz, atinge a
vista com elevada luminância, então ocorre o ofuscamento, sempre que a luminância é
superior a 1 sb.

Eficiência Luminosa ou Energética


Simbolo: ηw (ou K, conforme IES)
Unidade: lm/W

a relação entre o fluxo luminoso emitido e a energia elétrica consumida (potência).


É útil para averiguarmos se um determinado tipo de lâmpada é mais ou menos eficiente
do que outro.

Vida Útil de uma Lâmpada

É definida pela média aritmética do tempo de duração de cada lâmpada ensaiada e é dado em
horas.

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Temperatura de Cor
Simbolo: K
Unidade: Kelvin

É a grandeza que indica a aparência de cor de luz.


A luz “quente”, de aparência amarelada, tem baixa temperatura de cor (inferior a
3000K), enquanto a luz “fria”, de aparência azul violeta, possui temperatura de cor maior (em
torno de 6000K). Já, a luz branca emitida pelo sol em céu aberto ao meio dia, possui
temperatura de cor em torno de 5800K.

Fatores de Desempenho

Rendimento ou Eficiência da Luminária (ηL)

É o fluxo luminoso da luminária em serviço dividido pelo fluxo luminoso da(s)


lâmpada(s). Este é um importante critério na economia de energia e fundamental para os
cálculos luminotécnicos, sob condições específicas: posição de funcionamento da luminária e

temperatura ambiente padrão.

Fator de Utilização (Fu)

Indica a eficiência luminosa do conjunto lâmpada, luminária e ambiente, ou seja, o


fluxo luminoso útil que incidirá sobre o plano de trabalho.
Este fator é obtido multiplicando-se o rendimento da luminária pelo valor da
eficiência do ambiente. Em alguns casos, os fabricantes informam esse dado em catálogos.

Índice do Ambiente ou Recinto (Kd)

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É a relação entre as dimensões do local, tanto para iluminação direta como indireta.

Curva de Distribuição Luminosa (CDL)

A CDL mostra a distribuição espacial da intensidade luminosa de uma lâmpada


refletora ou de uma luminária. Tais curvas indicam se a lâmpada ou luminária têm uma
distribuição de luz concentrada, difusa, simétrica, assimétrica, etc.

Índice de Reprodução de Cores (IRC)

É a medida de correspondência entre a cor real de um objeto ou superfície e sua


aparência diante de uma fonte de luz. A luz artificial deve permitir ao olho humano perceber
as cores corretamente, ou o mais próximo possível da luz natural do dia.
Quanto mais alto o índice melhor a reprodução das cores. Lâmpadas com IRC
próximo a 100% apresentam as cores com total fidelidade e precisão.

Fator ou índice de Reflexão

É a relação entre o fluxo luminoso refletido e o incidente, ou ainda, é a porcentagem


de luz refletida por uma superfície em relação a luz incidente. Devem ser considerados os
índices de reflexão do teto, paredes e chão.

Fator de Depreciação (d)

Com o tempo, paredes e tetos ficarão sujos. Os equipamentos de iluminação


acumularão poeira. As lâmpadas fornecerão menor quantidade de luz. Alguns desses fatores
poderão ser eliminados por meio de manutenção. Na prática, para amenizar-se o efeito desses
fatores e admitindo-se uma boa manutenção periódica, pode-se adotar os valores de
depreciação constantes na tabela abaixo.

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AMBIENTE Período de Manutenção


2.500 h 5.000 h 7.500 h
Limpo 0,95 0,91 0,88
Normal 0,91 0,85 0,80
Sujo 0,80 0,66 0,57

2. Projeto de Iluminação

Ao se iniciar o planejamento de uma obra e antes de se começar o projeto de iluminação


do prédio deve-se buscar uma estreita colaboração entre arquiteto, engenheiro e o cliente no
sentido de se encaminhar a melhor solução para esta parte tópico.
Deve-se ter em mãos os desenhos de cada ambiente, juntamente com os detalhes
construtivos dos tetos e das paredes. Estes detalhes permitirão o conhecimento preliminar das
respectivas refletâncias, necessárias para a determinação do número e do tipo de
equipamentos a serem utilizados na instalação. Da mesma forma, os cálculos referentes as
proporções de luminância dointerior necessitam de detalhes da decoração interna e dos
móveis.
No caso de aplicação de um sistema de ar condicionado, por exemplo, o caminho dos
dutos e a distribuição das luminárias deverão ser considerados juntamente.

Requisitos da Iluminação
Os requisitos da instalação de iluminação dependem principalmente do tipo de trabalho
a ser executado no recinto em questão. Assim, o ponto de partida de cada projeto de
iluminação será sempre o próprio espaço, seus detalhes de construção, sua finalidade, e a
tarefa visual envolvida.
Desconsiderando-se requisitos especiais (como os de ambientes esportivos, hospitalares,
etc.), pode-se fazer um agrupamento geral de ambientes como o que segue.
a) Interiores de trabalho
O objetivo mais importante, projetando-se uma instalação de iluminação para um
ambiente de trabalho é o provisionamento de boas condições visuais no plano de
trabalho. Um objetivo adicional deverá ser a criação de um ambiente visual completo,
proporcionando uma influência positiva no bem estar dos usuários.

b) Lojas, magazines e Salas de Exibições


Em ambientes usados para a demonstração de artigos ou exposição, a finalidade
principal da iluminação é obter uma apresentação atrativa e de impacto. Em vitrinas, o
valor estético e de propaganda da iluminação deverá predominar. Isto poderá ser
assegurado usando-se luminárias elevadas. Alternativamente, poderão ser usados
“spots”, iluminação colorida, iluminação cinética, programada e outros dispositivos
poderão ser empregados para se obter o mesmo resultado.
Em museus e galerias de arte, a iluminação usada deverá proporcionar corretamente a
reprodução de cores de quadros, texteis, documentos, etc. Ao mesmo tempo, deverão ser
tomadas precauções contra possível descoloração ou desbotamento, que poderá ser o
resultado da exposição desses objetos a uma iluminação forte demais, ou de um tempo
de uso prolongado.
Portanto, a iluminação resultante da luz natural e artificial deverá ser consideravelmente
reduzida ou totalmente eliminada, no intervalo de tempo que a exposição estiver fechada

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ao público.

c) Interiores Residenciais
Em salas de uso diário normal, a estética e o conforto visual da iluminação são fatores
predominantes, para os quais somente uma orientação geral pode ser dada. Quando,
porém, tarefas visuais severas devem ser executadas nesses ambientes, os requisitos de
iluminação para ambientes de trabalho deve ser levado em conta.

d) Áreas de circulação
Em vestíbulos, corredores, passagens e escadas, a iluminação é principalmente voltada
para a orientação e segurança.

e) Áreas de trabalho externas


Para áreas de trabalho externo, conjugadas a uma área interna iluminada (o pátio de um
posto de gasolina, por exemplo), o iluminamento externo deverá ser similar ao do
interior, dependendo da extensão das circunstâncias.

Requisitos Básicos a serem considerados nos Projetos de Iluminação

a) Nível de Iluminação
A definição dos níveis de iluminamento é a primeira etapa do projeto luminotécnico.
Nesta etapa é definida a iluminância necessária para o ambiente em função da tarefa
visual que será desenvolvida no local. Estes níveis devem obedecer aos valores médios
de iluminação recomendados pela NBR 5413 (Iluminância de Interiores) para cada tipo
de atividade e em função da idade média dos usuários, precisão e velocidade exigidas
pela tarefa e refletância do fundo da tarefa.
Para um cálculo aproximado, pode-se seguir a tabela abaixo, onde os valores do lado
direito são indicados como mínimos e os do lado esquerdo como desejáveis ou bons.

Nível de iluminação Lux


Tarefas visuais simples e variadas (trabalho bruto) 500 - 250
Observações contínuas de detalhes médios e finos (trabalho normal) 1.000 - 500
Tarefas visuais contínuas e precisas (trabalho fino, p. ex.: desenho) 2.000 – 1.000
Trabalho muito fino (iluminação local, ex.:conserto de relógio) Acima de 2.000

b) Ofuscamento

Condição de visão em que existe desconforto ou uma redução na capacidade de ver


objetos (ou ambiente), significantes, graças a uma distribuição ou um valor inadequado de
iluminância, ou por constrastes extremos em espaço ou tempo.

c) Uniformidade

O critério de uniformidade, do ponto de vista da confiabilidade de percepção, é evitar a


impressão desagradável de estar “manchada”.

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d) Reprodução de Cores

Os vários tipos de fontes de luz atualmente em uso para iluminação diferem


consideravelmente uns dos outros, com respeito a composição espectral da luz emitida. Isso
resulta em uma aparência de cor e reprodução de cor diferentes. É de interesse considerar até
que ponto a composição espectral da luz afeta a percepção e o conforto visual.

e) Economia

Um compromisso deve ser feito entre as iluminâncias desejadas e as possíveis, dadas as


condições econômicas prevalecentes. Em consequência, pode ser necessário aceitar um
menor padrão de iluminância do que aquele que seria adequado sob o ponto de vista de
desempenho e/ou conforto.

f) Estética

Os equipamentos escolhidos para iluminação devem criar uma harmonia com a


arquitetura do local.

Requisitos das Luminárias

Os requisitos básicos de uma luminária são:


- Proporcionar suporte e conexão elétrica para a lâmpada.
- Controlar e distribuir o fluxo luminoso proveniente da lâmpda.
- Manter a temperatura de operação da lâmpada dentro dos limites estabelecidos.
- Facilitar a instalação e a conservação.
- Ter uma aparência agradável.
- Ser economicamente viável.

Luminárias Comerciais

A luminária para lâmpadas fluorescentes tubulares é o tipo mais usado em iluminação


comercial, como por exemplo em lojas, depósitos, escritórios, etc. A mais simples é do tipo
calha, que contém o equipamento auxiliar para partida das lâmpadas.
Existe também a luminária completa com refletor, louvre metálico ou difusor
prismático. O que difere um tipo do outro é o tipo de controle de luz (intensidade luminosa e
distribuição de luminância).
A finalidade principal de uma luminária é controlar a luz na direção desejada, reduzindo
os fachos nas direções que poderão causar ofuscamento desconfortável.
A função de um refletor é dirigir a luz num ângulo sólido desejado e provocar um
caráter direcional. O efeito de sombra é mais acentuado quando o refletor é do tipo
espelhado. Em alguns casos, o refletor é desenhado para proporcionar um certo grau de
proteção visual, porém quando um controle maior é desejado, um tipo apropriado deve ser
empregado.
O louvre limita a visão direta das lâmpadas e serve também para reduzir a luminância da
luminária em direções que poderão causar ofuscamento.
Um difusor prismático ou refrator serve para dar à luz um caráter ligeiramente
direcional, reduzindo a luminância da luminária nas direções desejadas. Estes difusores

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geralmente são disponíveis numa variedade de padrões.


As luminárias comerciais poderão ser embutidas, fixadas contra o teto ou suspensas. A
fixação dos diversos tipos depende de sua construção e das condições locais.

Rendimento da Luminária

O rendimento de uma luminária é definido como a razão do fluxo da luminária e a soma


dos fluxos das lâmpadas individuais.
Não existe nesta definição uma indicação sobre a distribuição da luz, e engloba o fluxo
para o hemisfério inferior e superior. A luz emitida para o hemisfério superior participa na
iluminância somente indiretamente, via a reflexão do teto. Portanto, é necessário para uma
utilização ótima de energia, que o fluxo para baixo seja o maior possível.
Luminárias com refletores sem proteção visual das lâmpadas tem o maior rendimento.
Onde a possibilidade de ofuscamento é de menor importância, estas luminárias são a primeira
escolha.

Tabela 2.1 - Alguns níveis de ilurninamento recomendados pela NBR 5413

Local Lux mínimo


Sala de Estar 150
Locais de leitura 500
Cozinhas 150
Quartos 150
Hall, escadas, garagens 100
Banheiros 150
Sala de Aula 300
Escritórios 1000
Bancos 500
Quadras Esportivas 200
Fábricas em geral 500
Mercados 1000
Restaurantes 150

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Cálculo de Iluminação Interna pelo Método dos Lúmens

Dados e aspectos de projeto

Para a realização do cálculo luminotécnico deverá ser realizado o levantamento das


condições e dados do ambiente listados abaixo;
a) dimensões do ambiente (comprimento, largura e pé-direito);
b) altura do plano de trabalho (75cm para mesas de escritórios, por exemplo);
c) altura de suspensão das luminárias (se fixadas ao teto, esse valor é nulo);
d) altura de montagem ou altura útil (subtraindo-se a altura do plano de trabalho e a altura
de suspensão da luminária do pé-direito);
e) acabamentos internos (refletâncias das superfícies); teto, paredes e piso.

Integração com a luz natural

O projeto dos sistemas de iluminação interna deverão apresentar o esquema de ligação


das luminárias, procurando-se a melhor divisão dos circuitos de maneira que possibilite maior
flexibilidade de acionamento do sistema de acordo com a área ocupada de cada ambiente e de
acordo com a disponibilidade de luz natural.

Em salas com duas ou mais fileiras de luminárias paralelas a janelas, deverão ser
instalados no mínimo interruptores de duas teclas, permitindo-se o acionamento das fileiras
na medida do necessário, desde que a iluminação natural não seja suficiente para atender os
níveis mínimos de iluminação requeridos para a tarefa.

Exemplo de Cálculo de Iluminação

Descreve-se abaixo um roteiro de cálculo, considerando que se deseja instalar em um


escritório com 18 metros de comprimento por 9 metros de largura e 3 metros de pé direito,
luminárias Philips TCS 029 ou similar com 02 lâmpadas fluorescentes de 32W, tipo Branca
Comfort, da Philips ou similar.

1.) Escolher o nível de iluminamento E:


Isto é feito considerando o tipo de atividade visual que será exercido no local. Baseando-
se nas orientações da tabela “nível de iluminação”, escolheu-se o valor de E = 500 Lux.

2.) Determinar o Fator do Local (K):


Este fator depende das dimensões do recinto. Para as luminárias Philips pode-se
empregar a fórmula abaixo:
CxL
K=
(C + L) xA
Onde:
C – comprimento do local (18 m)
L – largura do local (9 m)
A – altura da luminária ao plano de trabalho (2,2 m, pressupondo mesas de 0,80 m).

Portanto

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18 x9
K= ≅ 2,7
(18 + 9) x 2,2

3.) Obter o Fator de Utilização (Fu):


Para determinar o fator de utilização da luminária tipo TCS 029 (duas lâmpadas),
conforme tabela abaixo, admite-se para um K um valor mais próximo do calculado
anteriormente (logo, K = 2,5) e avalia-se as reflexões médias do teto, paredes e piso, as
quais estão representadas pelos 3 algarismos que estão no início de cada coluna das
tabelas de fator de utilização abaixo.
Considera-se que o primeiro algarismo representa a reflexão do teto, o segundo a
reflexão da parede e o terceiro, do piso.
Os índices 1,3,5,7 correspondem a 10, 30, 50 e 70% de reflexão nas superfícies escuras,
médias, claras e brancas, respectivamente.
Neste exemplo define-se o local como apresentando teto claro e parede e piso escuros,
chegando-se ao índice 551. Com o valores de K = 2,5 e 551 chega-se a Fu = 0,53, na
tabela de Fatores de Utilização para a luminária TCS 029.

4.) Encontrar o fluxo total, ϕ:


Este é obtido pelo uso da fórmula:

SxE
ϕ=
Fuxd

Onde:
S = 18 x 9 = 162 m2
E = 500 Lux (nível de iluminação desejado)
d = 0,85 (Fator de depreciação, considerando um período de manutenção de 5.000 h e
ambiente normal.

Portanto:
18 x9 x500
ϕ= ≅ 179.800lumens
0,53 x0,85

5.) Calcular o número de luminárias:


Sabendo que cada lâmpada fluorescente de 32W, cor Branca Comfort (TLDRS 32/64)
fornece2.500 lúmens e que a luminária TCS 029 com duas lâmpadas emite 5.000
lúmens, pode calcular número de luminárias.

179.800lumens
≅ 36 luminárias
5.000lumens

6.) Distribuir as Luminárias:


O espaçamento entre as luminárias depende de sua altura em relação ao plano de
trabalho (altura útil) e da sua distribuição de luz. Esse valor situa-se, geralmente, entre 1
a 1,5 vezes a altura útil, em ambas as direções. O espaçamento até as paredes deverá
corresponder à metade desse valor.

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No exemplo dado, pode-se distribuir as 36 luminárias do seguinte modo:

A = 18/9 = 2,00 m
B = 9/4 = 2,25 m

Esta solução conduz a valores inferiores ao da altura útil x 1,5 (neste caso 3,3 m), que
também são aceitáveis.

Memorial de Cálculos

O memorial de cálculos de um projeto deverá apresentar o método de cálculo utilizado,


incluindo o nome e fabricante do software empregado, quando for o caso. Deverá ser
apresentada uma planilha de cálculo contendo o nome da edificação referente ao projeto e
para cada ambiente deverão ser fornecidas as seguintes informações:
a) identificação do ambiente;
b) área, em m2 ;
c) tipo de iluminação empregada;
d) iluminância de projeto, em lux;
e) número de luminárias adotado;
f) potência instalada por unidade de área, em W/ m2 ;
g) iluminância estimada para o final do período de manutenção.

Referências Bibliográficas

1. Philips Iluminação – Noções Básicas de Iluminação, Informação de produto – Informação


de Aplicação.
2. Osram, Manual Luminotécnico Prático.
3. Lumicenter Engenharia de Iluminação – Informações Técnicas, extraídas do sítio internet
www.lumicenter.com.br

Anexos

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