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Escola Superior de Educação de Santarém

Disciplina de Ética e Deontologia da Comunicação


Curso de Educação e Comunicação Multimédia 2ºano
Milene Mendes nº101

A Obesidade e a Televisão

A obesidade é cada vez mais um grave problema da sociedade


contemporânea, onde cada vez mais pessoas sofrem deste tipo de
doenças que pode trazer consequências gravíssimas quer a nível
psicológico, social e mesmo a nível físico podendo até levar o
indivíduo á morte prematura.
Esta doença que pode surgir devido a causas genéticas, tipo de dieta,
sedentarismo, factores psicológicos , em que se recorre á comida
para aliviar os problemas e devido a factores sociais.
Este problema começa logo nas, e pelas crianças, pois cada vez mais
estas passam horas seguidas em frente dos televisores, e muitas
vezes estas mesmas horas são passadas em conjunto com alimentos
como batatas fritas, chocolates, bolos, a chamada comida de plástico
que nada de benéfico traz para a saúde. Deste modo as crianças
começam, desde cedo a ter uma vida demasiado passiva, e baseado
no sedentarismo que juntamente com uma alimentação
desiquilibrada traz a obesidade.
Estudos disponíveis no site www.obesidade.online.pt provam que em
Portugal cerca de 31,5% de crianças dos 7-9 anos têm excesso de
peso das quais 11,3% são obesas (Padez et al., 2004), na cidade de
Coimbra, 31,9% das crianças apresentam sobre peso e 10,5% sofrem
de obesidade (Rito A, 2001). Tornando esta epidemia algo global os
números são assustadores, no mundo cerca de 150 milhões de
crianças em idade escolar tem excesso de peso, das quais 45 milhões
são obesas (IOTF), no entanto não surpreende uma vez que só na
europa a IOTF estima que 1 em 5 crianças tem excesso de peso. E
por ano, 400 mil crianças juntam-se aos já 14 milhões de crianças
com sobre peso das quais 3 milhões são obesas.
( http://www.obesidade.online.pt/index.php?option=com_content&ta
sk=view&id=54&Itemid=97&Itemid=39).
O que fazer para travar esta epidemia? Uma grande ajuda será deixar
que as “nossas” crianças sejam crianças mais livres crianças que
brinquem na rua, que corram que saltem que andem de bicicleta e
não crianças que saem das escolas ,ondepassaram quase todo o dia
enclausurados numa sala, restringidos a quatro paredes, e cheguem
a casa e passem o resto do seu tempo livre ,até irem dormir
novamente fechados.
Este aspecto é um grande impulsionador do sedentarismo em frente a
um televisor, pois as crianças mesmo tendo os seus brinquedos
acabam por prestar mais atenção ao televisor, no entanto surge aqui
um outro problema da nossa sociedade.
Numa sociedade em que não existe tempo para nada e em que é
necessário trabalhar arduamente para se conseguir manter um nível
de vida considerado estável, os pais não têm tempo para os seus
filhos, preferindo muitas vezes que estes se entretenham com a
televisão e que comam as ditas “porcarias”, em vez de terem de
passar algum tempo de qualidade com os seus filhos, fazendo uma
boa refeição, passeando com ele, visto estarem demasiado cansados
para isso.
A maioria das crianças nos nossos dias , dispõe de um televisor no
seu quarto, colocado muitas vezes por desejo dos pais na intenção de
melhorar a vida dos seus filhos, e na intenção de que não lhe falte
nada, não percebendo muitas vezes que provavelmente não será das
coisas mais acertadas a fazer.
Foi provado através de um estudo da Kaiser Family Foundation, uma
organização sem fins lucrativos, que desenvolve pesquisas e estudos
na área da saúde juntamente com alguns média,que um terço dos
jovens entre oito e dezoito anos, o equivalente a 68% teêm televisão
no quarto, estes passam 1:27h a mais a ver televisão do que aqueles
que não possuem televisor no quarto, é mais uma hora e meia que
estas crianças ficam expostas a publicidades enriquecidas com
“porcarias alimentícias”, desde anúncios á chupa-chupas, como os da
chupa-chupas, e os Push pop, carregados de açucares e químicos
prejudiciais á saúde, das típicas batatas fritas de pacote onde
colocam brinquedos para estimularem ainda mais as crianças, sem
poder deixar de mencionar o Mc’donalds que muitas vezes colocam
nos anúncios os brinquedos que as crianças conseguiram se forem ao
Mc`donalds.
No entanto mesmo sem possuírem televisão no quarto, para a
maioria dos jovens a televisão é uma companhia constante, em 63%
dos casos a televisão costuma estar ligada mesmo enquanto comem(
www.kff.org/entmedia/entmedia030905nr.cfm).
Ora se desde criança se “cultivam” estes hábitos pouco saudáveis , é
natural que as crianças desenvolvam doenças graves e que estas
prevaleçam e agravem em adultos.
A lista de doenças provocadas pela obesidade é interminável, desde
Diabetes tipo 2, a Síndrome Metabólica, Tensão Arterial elevada,
Asma e variados problemas respiratórios, Alterações no sono,
Perturbações na puberdade, Doenças do comportamento alimentar e
diversas infecções.
È portanto importante salientar os números de prevalência da
obesidade nos adultos que na maioria das vezes surge logo na
infância.
Segundo a International Obesity Task Force (IOTF) e a Organização
Mundial da Saúde (OMS),existem em todo o mundo mais de um bilião
de pessoas que têm excesso de peso. Desses, 300 milhões de
pessoas são obesas (IOTF) e esta situação está a ficar cada vez mais
incontrolável, uma vez que se estima que daqui a 10 anos 50 % da
população mundial estará afectada por este excesso de peso. Os
estados unidos lideram a “tabela” com 60 milhões de pessoas com
obesidade, o que equivale a cerca de 30 % da sua população.
Na Europa a situação apresenta-se similar, a prevalência de
obesidade nos adultos varia de 10% em Itália a 26% no Chipre.
Um em cinco indivíduos na Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Hungria e
República Checa são obesos (IMC>30, isto é o indicie de massa
corporal).
A IOTF estima que nos 25 países da União Europeia, mais de 200
milhões de adultos têm sobre peso ou são obesos.
Nos países de leste e nos do sul da Europa 10-25% da população são
obesos.
Em Portugal a situação é igualmente perturbante e preocupante,
segundo os dados da Sociedade Portuguesa para o Estudo da
Obesidade 37% da nossa população tem excesso de peso o que
equivale a 3,831 milhões de pessoas e 14,5% é obesa o que equivale
a 1,5 milhões de pessoas.(Carmo et al., 2006)
(www.obesidade.online.pt).
Para alem do efeito “sedentarismo” e “porcarias alimentícias” a
televisão tem também outras influências negativas na nossa
sociedade que não posso deixar de referir, nomeadamente os
conteúdos violentos muitas vezes a horas em que inúmeras crianças
ainda estão acordas e chegam mesmo a transmitir filmes com esse
tipo de conteúdos em tardes de fim-de-semana.
Dando um exemplo a que assisti á pouco tempo, num domingo á
tarde a Tvi transmitiu um daqueles filmes em que o protagonista é o
Jean Claude Van Dame, e onde só se via murros, pontapés, sangue e
facadas, no entanto o filme não tinha qualquer indicação de que
possuía aquele tipo de cenas e foi transmitido ás 5 horas da tarde.
O mais provável é que, hoje em dia com a constante promoção da
violência na televisão e até nos próprios programas infantis, e numa
sociedade em que a televisão faz de babysiter a criança possua
comportamentos violentos para com os que o rodeiam, e o que pode
levar a que se torne num adulto violento, e se por um lado se podem
tornar agressivos por outro existe a questão do medo e ansiedade
relativamente a situações do quotidiano que se possam assemelhar a
casos vistos através da televisão.
È importante e necessário que os pais tomem uma atitude
relativamente aos seus filhos, barrando os acessos a certos tipos de
conteúdos televisivos de carácter violento, e que passem mais tempo
com eles, passeando, conversando e brincando com, de maneira a
transmitindo-lhes os melhores valores e virtudes que temos, isto é
educando-os e preparando-os para uma vida social activa e de
qualidade.
Não deixando que passem o seu pouco tempo livre sentados em
frente da televisão, a “encherem-se” de comida de plástico,
prejudicando a sua saúde, impedido que venham a adultos feliz e
saudáveis, gozados pela sua obesidade, e com problemas do foro
psicológico devido a toda a pressão social que muitas vezes é posta
sobre pessoas com este tipo de doença.

Webgrafia

http://www.eses.pt/usr/ramiro/index.htm
www.obesidade.online.pt
www.kff.org/entmedia/entmedia030905nr.cfm