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POR CRISTO VOU ATÉ OS CONFINS DA TERRA

Mateus 28.19; Marcos 16.15; Atos 1.8

Não é menos que o mundo que Jesus espera que seja evangelizado.
Não é menos que os confins da Terra que devemos alcançar com a força e o poder do
evangelho.
Jesus não nos manda fazer o que Ele mesmo não tenha feito. Deixar um lugar para ir a
outro foi o que Jesus disse de si mesmo: “Glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a
glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17.5).
Para estar no mundo, Jesus mesmo fez aculturação: “tomou a forma de homem” (Fp
2.7).
Por que devo ir até os confins da Terra? Porque foi assim que Jesus disse que deve ser.
Estou a ir até os confins da Terra por Cristo? Como posso cumprir esse Ide de Jesus em
minha vida? Pelo menos de três maneiras:

I – INDO ATÉ OS CONFINS DA TERRA, INDO MESMO.


1. Indo, de modo literal. Deixando tudo para falar de Cristo em um lugar que ainda
não conhecia.
2. Deixar tudo para trás porque fui chamado para isso. Deixar trabalho, amigos,

parentes, profissão, namoro, noivado, ou qualquer outra coisa que lembre


presente e futuro.
3. Muitos foram, e muitos têm ido para outras nações, para os confins da Terra. Em

Atos 7 temos o martírio de Estevão, marcando a presença de Saulo. Em Atos 9


temos a conversão de Saulo. Em Atos 13 temos Saulo sendo enviado para o
campo missionário.

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4. Temos também exemplos de outras pessoas que deixaram as suas pátrias para

serem missionários entre outras nações; indo por Cristo até os confins da Terra.
Willian Carey, americano, missionário batista, que dedicou 41 anos de sua vida
na Índia. James Hudson Taylor, inglês, de família metodista. Quando Hudson
tinha apenas cinco anos, ele disse ao seu pai: “Quando eu crescer serei um
missionário na China”. Em junho de 1849, aos dezessete anos, ao ler um folheto
escrito pelo seu pai acerca da obra de Cristo, Hudson compreendeu o plano da
salvação, e como resultado, entregou sua vida a Jesus. Neste mesmo ano, sentiu a
chamada do Senhor para trabalhar como missionário na China. No dia 19 de
setembro de 1853, com 21 anos, e associado à Sociedade de Evangelização
Chinesa, Hudson Taylor partiu para a China.
5. O casal de missionários batistas norte-americanos, Willian Buck Bagby e Anne

Luther Bagby chegaram ao Brasil no dia 31 de agosto de 1882; Zacharias Clay


Taylor e Kate Stevens Crawford Taylor (já residentes), no dia 15 de outubro,
organizaram a PIB do Brasil com 5 membros; os dois casais de missionárias e o
ex-padre Antônio Teixeira.
6. Estes são alguns exemplos de pessoas que deixaram tudo em função da chamada

e a compreensão de ir até os confins da Terra, indo.

II – INDO ATÉ OS CONFINS DA TERRA, ATRAVÉS DA ORAÇÃO.


1. Muitos gostariam de ir mesmo; talvez isso seja para alguns o sonho não
realizado.
2. Na Grande Comissão Jesus mandou que os discípulos fossem. Ou melhor, ele

disse: “Indo, façam discípulos de todas as nações”. Temos que pensar a


expressão indo da seguinte maneira: do seu ponto inicial, evangelize; entre a
saída e a chegada, evangelize; chegando, evangelize.

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3. Muitos são evangelistas apenas no ponto inicial, isto é, no local onde estão

inseridos. Mas, já que não podem ir, ultrapassando os limites do ponto inicial,
assumem o ministério de missionários de intercessão.
4. Paulo, como missionário que teve o privilégio de ir, não prescindiu dos

missionários intercessores, aqueles que ficaram, pois não puderam ir. Paulo disse
aos efésios: “Orem também por mim, para que quando eu falar, seja-me dada a
mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do
evangelho” (Ef 6.19).
5. A oração é ferramenta de fazer missões. Quando oramos, fazemos parte de um

grande contingente de missionários que intercedem em favor dos que estão nos
campos (de batalhas).
6. Muitos podem dizer: não posso ir (Por que não podem mesmo). Mas, muitos

também podem dizer: posso orar.


7. Muitos que ouviram Jesus falando na grande comissão, não ultrapassaram os

limites de Jerusalém; alguns deram uma ‘esticadinha’ até Samaria; outros, não
saíram dos limites da Judéia; e, ainda outros, puderam deixar tudo para ir até os
confins da Terra. O que os fez iguais, é que todos cumpriram a grande comissão.

III – INDO ATÉ OS CONFINS DA TERRA, ATRAVÉS DA CONTRIBUIÇÃO.


1. No tópico anterior eu disse que muitos não puderam ir, mas puderam orar.

Embora é bom que se diga que de uma forma ou de outra todos vão.
2. Quem não vai, literalmente, por Cristo até os confins da Terra, vai pela oração e
pela contribuição.
3. A palavra contribuir causa arrepios em alguns; ‘nunca na história deste país’ se

falou tanto em contribuição; basta-nos ligar o rádio ou a TV que já temos para


quem contribuir.

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4. Na igreja não se escapa de ouvir sobre contribuição; são os dízimos, ofertas

voluntárias, ofertas especiais, ofertas de construção, etc. Temos hoje, como


entrega especial a minha contribuição para Missões Mundiais.
5. Contribuir com missões não é uma invenção da nossa JMM. De alguma forma a

igreja do primeiro século sustentava os seus missionários. Jesus mesmo disse aos
discípulos que foram enviados, que não levassem nada “pois o trabalhador é
digno do seu sustento” (Mt. 10.10).
6. Nós todos ficamos emocionados quando conhecemos um jovem, ou alguém que

vai cumprir o seu chamado; ele vai para o campo na certeza que o ajudaremos.
7. Os que estão nos campos precisam da nossa contribuição; uma contribuição

movida pelo amor por missões e pelas almas perdidas.

CONCLUSÃO

Que possamos fazer parte do projeto chamado Grande Comissão.


Alguns vão mesmo;
Outros não vão, mas são missionários intercessores (e contribuem);
Ainda outros, como parceiros, oram e contribuem para bênção dos que foram.
Assim, todos nos cumprimos o tema da JMM: Por Cristo vou até os confins da Terra.
Amém.

Pr. Eli da Rocha Silva


Igreja Batista em Jardim Helena - Itaquera – São Paulo – SP 28/03/2010