Você está na página 1de 11

CURSO DE TRANSFORMAÇÃO DO KARMA - AULA 1: O QUE É O KARMA?

Benvindos, hoje nós estamos iniciando o curso de Transformação do Carma, hoje com a
primeira aula: “O que é o Carma”... Quando nós vivemos aqui neste mundo, infelizmente
não nascemos na maior parte das vezes com o manual de instruções, a gente vai aprendendo
com acertos e erros. Alguns que já nasceram muitas e muitas e muitas vezes foram
adquirindo, através de suas experiências, um nível de consciência que herda de encarnação
pra encarnação. Esse nível de consciência seria um “manual de instruções”, e nesse manual,
contido na consciência, várias pessoas raras aqui nesse mundo podem já prever o que
acontece quando se faz determinadas coisas.
Ao analisarmos o Carma, veremos que Carma poderia ser sinônimo de “ação”. De forma
simples, analisando o Carma, toda ação, em teoria, geraria um Carma, mas na prática nós
precisamos ver o quê direciona a ação. A ação mais comum aqui nesse mundo em que nós
vivemos, ela é cármica. Quase mil por cento é cármico, só coisa assim de menos de um
milésimo não é cármico, é dármico, mas quase mil por cento é cármico. Então se a gente
pegar aí não dá nem pra ser centésimos, é milésimos, quase milhonésimo.
A ação cármica, ela é toda a ação motivada por um interesse egoísta, onde a pessoa faz
visando algo em troca. Começa criancinha: “meu”... “meu”... tudo que realiza: “meu”... a
gente começa a se apropriar das coisas... desde criancinha a gente começa a se apropriar. O
primeiro que a gente se apropria é da mãe da gente, depois de tudo que os olhos conseguem
vislumbrar a gente quer, a gente deseja. Essa motivação de interação comum com o mundo,
de possuir, ela é a raiz do Carma, é a semente do Carma, o desejo de possuir. Dentro do
desejo de possuir existe o desejo de usufruir o que se possui, ou: possuir para usufruir. A
gente começa a desejar comida gostosa pra ter o prazer, possuir o prazer da comida gostosa,
o calor pra ter o prazer do calor, a coisa agradável aos olhos pra ter o prazer de ver, o
conforto pra ter o prazer das sensações de tato agradáveis, o conforto pro aroma, pro cheiro
ser agradável, o som... e nós começamos, sem perceber, a sermos motivados apenas por
uma idéia: “o quê irei ganhar com isto”. Desde criancinha.
Se nós formos ver as criancinhas, elas já pensam “o quê eu vou ganhar com isso?” Toda a
ação é guiada por um desejo de ganhar, isso é Carma, o que não é positivo, o que não é
positivo pra nossa vida. Porquê não é positivo? Porque o empregado, quando ele trabalha
pensando apenas no salário que ele vai receber, e pensando “com esse salário eu vou
comprar isso, aquilo, vou pagar isso, vou pagar determinada coisa... Você imagina qual a
nossa sensação ao entrarmos em um restaurante e o dono do restaurante fica ao lado do
caixa olhando cada um que entra... quando o sujeito entra ele pensa: “esse, hum... doze
reais... aquele outro, ah, esse é meio gordinho... quinze reais, no mínimo.”, e já fica feliz... e
entra um magrinho, e ele “ah... esse é cinco reais, não vai nem valer sentar na cadeira, mas
tudo bem, a gente tem que contrabalançar o negócio, então...” Ele não seres humanos sendo
beneficiados como o alimento sagrado que ele está fazendo ali pra sustentar a vida das
pessoas, ele pensa no dinheiro. Agora, se ele muda sua visão pra transformar esta condição,
ele não vai ser prejudicado pela ação dele.
Quando a gente vê médico, por exemplo, que é uma profissão muito importante... Tem
médico que mesmo que ele esteja tendo que trabalhar em dois, três empregos e tudo, mas
que ele só vê no paciente dígitos, ele não vê... e quando é plano de saúde é pouco dígito,
porque ele recebe muito pouquinho e demorado, então ele já fica “ah, minha Nossa
Senhora, mais uma mixaria está entrando ali pela porta.” Um paciente doente, e quando ele
entra, ele não é um paciente doente, é uma mixaria que está entrando, mais um ali, que está
pingando! Mas, né... de grão em grão a galinha enche o papo. Isso aí não é todos. Estou
dizendo: quando há ação, qualquer profissão que nós imaginarmos, o papel que nós
imaginarmos, vamos verificar “ação cármica”.
Namoro... seja o namorado ou a namorada... começa a namorar com a pessoa... se essa
pessoa não retribui o de bom que ela está fazendo, rapidamente se vê insatisfeito, se torna
agressivo, começa a cobrar: “ah, você não me abraça, você não me beija, você não me liga,
você é isso, você é aquilo...” e aquilo que era pra ser uma coisa agradável passa a ser uma
coisa escravizante porque é levado ali na coleira... o Carma faz isso.
O Carma, primeira coisa, é fruto do nosso apego, isso é o que gera Carma: “apego”, a raiz
está aí. Se você não é apegado, automaticamente você não terá Carma na sua vida. Agora,
se é apegado, em qualquer setor da vida que seja apegado você vai gerar Carma, qualquer
setor. E outra coisa: o Carma faz a gente violar a nossa natureza, é uma das principais
coisas ruins no Carma: nós nos escravizamos, nós nos submetemos porque nós não
conseguimos viver com a idéia de perder aquilo que é a razão da nossa vida, mas que é
transitório. Ou de perder uma namorada, um namorado, de perder o salário, o emprego, de
perder um conforto, uma comodidade, alguma mordomia, algo que a gente não tem nem o
direito, não é nem digno daquilo, mas a gente se acostuma muito rapidamente com as
facilidades nesse mundo, e isso enfraquece o nosso espírito, e o torna cada vez mais
escravo do desejo de possuir, ou o medo de perder. Muitas vezes a gente acredita ter
alguma coisa, e a gente morre de medo de perder, e isso tira o nosso sossego.
Se nós analisarmos as mentes das pessoas atualmente, veremos que elas estão parecendo
um bando de macacos assustado, pulando numa árvore. Porque o macaco fica preocupado
com o salário que não aumenta há tantos anos e com as despesas que só aumentam... isso
significa austeridade, significa cortar certos luxos a que estava habituado. O macaco se
preocupa com a possibilidade de uma enfermidade grave que apresenta sinais ainda
indefinidos, mas com a possibilidade de uma doença dolorosa, e o macaco fica lá
desesperado. O medo, o pânico, tudo está ali sendo sustentado pelo Carma da pessoa.
Quantas pessoas nessa vida ficam assim: “ah, eu não quero mais nascer na Terra não, não
quero não, quero desencarnar logo pra sair desse inferno.” Tem gente que acha esse mundo
aqui um inferno “ah, não, não quero mais viver aqui não... aqui é muito ruim, Nossa
Senhora, é ruim demais, tudo difícil, as coisas estragam, envelhecem e morrem, adoecem, a
gente perde, enferruja, desgasta, são instáveis demais! Não é?, é aquela história “pare o
mundo que eu quero descer” Mas será que a nossa vida depende de fato do mundo? Será
que a nossa estabilidade depende da firmeza do chão, do clima, do tempo, da vida de outras
pessoas?
A gente vê, por exemplo, fila de supermercado. O supermercado cheio, num sábado à tarde,
muita gente fazendo a compra da semana ou do mês ou da quinzena, aquele tanto de gente
contrariada por ter que gastar... cheio... ainda mais tem que ficar num lugar com um monte
de gente que não gostaria de estar com as pessoas que estão ali. De vez em quando alguém,
né, dá com os casco no outro... agride outro. Mas o que as pessoas não percebem é que elas
mesmas é que geraram essas necessidades pra elas, elas mesmas, elas vão fabricando
necessidades. Antigamente as pessoas comiam coisas mais simples... hoje em dia a pessoa
só se contenta com esses produtos super refinados, processados, e elas não percebem que
quanto mais elas vão enriquecendo o consumismo delas, mais elas vão se escravizando ao
Carma, elas esqueceram a simplicidade do necessário e estão indo pra complexidade do
desnecessário.
Uma pessoa, muitas vezes ela se escraviza ao Carma sem perceber. Eu sempre acho
engraçado quando alguém bate no peito de forma orgulhosa e fala “comprei um carro novo,
carro de última linha” ou “mudei pra uma casa maior, uma casa localizada não sei aonde”...
muitas vezes aquela em que estava morando estava ótimo pra ela, muitas vezes o carro que
tinha estava ótimo pra ele, mas pra ser mais aceito, pra se sentir no estatus, pra se sentir em
alta conta das pessoas também escravas do Carma, elas vendem sua felicidade em troca de
felicidades momentâneas, pequenas felicidades, mas que é uma massagem arrebatadora no
ego. Eu não sei se o cavalo fica feliz porque a carroça se tornou maior... vai carregar mais
carga. Ele fica feliz, mas é quando leva a chicotada... “ái minha Nossa Senhora, ái minha
Nossa Senhora, porque eu estou tão infeliz, porque minha vida está assim, o quê que eu fiz
de errado?”. Isso tudo é desejo de ação, mas uma ação inconsequente, incoerente,
escravizante.
Não... vamos ver o Carma afetivo... o rapaz conheceu uma moça virtuosa, com seus
defeitos mas mais virtudes do que defeitos... o namoro foi extremamente agradável, o
sentimento aumentou de maneira tal que eles não davam conta de ficar longe um do outro,
se sentiam parte um do outro e se casaram pra ter um convívio mais intenso, pra se
apoiarem mutuamente... mas o rapaz não se contentou não, acostumou com a vida boa que
tinha com a moça, e queria mais, não se contentou não... começou a ficar olhando as outras
moças, desejar as outras moças, visualizar coisas, e quando menos viu já estava namorando
com outras moças. As consequências dessa ação, não precisa nem falar que será muita dor
pra este rapaz, principalmente. Ele está fazendo com ele mesmo isso... traindo a confiança,
traindo o afeto, o sentimento da outra pessoa, a entrega da outra pessoa... porque a gente
entregar a nossa vida, parte da nossa vida a outro ser humano, esse outro ser humano que
recebe essa parte da vida da outra pessoa, tem uma responsabilidade enorme, enorme, um
compromisso muito grande. É um compromisso não apenas físico, mas mental, astral,
energético, etérico, físico, emocional, material... Em tão nós poderemos dizer: “apego”.
Mas o apego é sustentado pela inconsciência, porque quando uma pessoa, muitas vezes
tomada por necessidades ilusórias, faz uma coisa como trabalhar mais pra ganhar mais
dinheiro, e prejudica outros aspectos da vida, como trabalhar pra ganhar fama, pra ganhar
poder, ele não tem noção de como isto repercutirá em sua vida, o quanto de ruim vai
produzir reações em cadeia em sua vida, e na vida de outras pessoas.
Isso é o Carma: ação incoerente, inconsequente, sem ser amorosa, ação sem amor, ação sem
sabedoria, ação sem discernimento, sem compreensão... isso é Carma. Toda ação, se ela não
teve consciência, não teve amor, não teve respeito, não teve consequência, é uma ação
cármica. Nós dissemos anteriormente, no início, que Carma seria quase como dizer “ação”,
mas não exatamente ação, porque se a ação for coerente, amorosa, sábia, justa, não é ação
cármica, é ação de Darma. Quem aprende a usar o seu Carma de forma adequada, se liberta
dos resultados da ação, mas são raras as pessoas porque o apego não deixa, o apego não
deixa a pessoa se libertar dos resultados da ação, a ação acaba escravizando-o. Começa do
pobre ao rico, do ignorante ao culto, do novo ao idoso. As pessoas buscam ação guiadas
pelos desejos de resultados, e aí o Carma pega, pega!
Isso me lembra a história de um rapaz que... namorador que ele só, arrasava corações. Um
dia ele conheceu uma moça muito bonita, e enlouqueceu: “ela é minha, só minha, não
vou...” a possibilidade de perdê-la... casou com ela rapidinho. Passaram-se poucos meses e
viviam como cão e gato... brigavam, discutiam, se desrespeitavam, se agrediam... acabou
em separação, dolorosa pra ela, dolorosa pra ele... principalmente pra ele porque essa moça
aprontou com o sujeito! Ele pagou o que fez com todas as moças anteriores que ele usou. O
quê que a gente chama usar? Quando o forte abusa da força do fraco, isso é usar. Quando o
inteligente se aproveita dos tolos, isso é usar... se aproveita pra tirar vantagem, pra receber
algo de forma indigna... isso é usar.
Só uma observação sobre Carma: muitos pensam: “não, mas eu avisei pra ela que eu não a
amava e tudo, que não tinha nada a ver com a... eu estava... era só um passatempo pra mim,
ela quis então o problema é dela” Não, não é só problema dela não, é problema seu
também. Toda vez que nós temos consciência de que o que nós estamos fazendo poderá
provocar sofrimento real em outra pessoa, nós somos responsáveis, mesmo que a outra
pessoa aceite, mesmo que a outra pessoa aceite, porque muitas pessoas são ainda muito
crianças espiritualmente. Quer dizer que a gente chega numa criança que não sabe o valor
de uma coisa e toma aquela coisa enganando ela, ou porque ela está deslumbrada com um
determinado objeto ou coisa também... a responsabilidade é de quem tem mais noção do
que aquele que não tem.
Porisso, nós sempre somos responsáveis por aquilo que fazemos com os outros, e a
repercussão que isso terá na vida dos outros. O Carma é isso: você fez alguma coisa, você
deu uma sugestão pra alguém, a pessoa te pediu um conselho... se você dá um conselho
certo, que vai ser positivo pra vida da pessoa, isso gera Darma. Se você dá um conselho
errado, você vai ter que ajudar depois a pessoa a corrigir o estrago que foi feito a partir
desse conselho que você deu, você vai ter que ajudar ela a consertar isso na vida dela e na
vida de outras pessoas que tenha repercutido a ação dela. Depois desta palestra creio que a
vida de alguns não será mais a mesma, porque nós vamos conscientizar que nós somos
completamente, absolutamente responsáveis por tudo que pensamos, sentimos, falamos,
fazemos... é, nós somos, não só pelo que nós fazemos, mas pelo que nós falamos, pelo que
nós sentimos, pelo que nós pensamos.
Você pensou uma coisa boa, automaticamente você vai influenciar outras pessoas com o
seu pensamento bom. As pessoas vão ter pensamentos influenciados pelo seu pensamento.
Analisem sempre, tem horas que nós temos pensamentos e tem horas que nós pensamos.
Quando nós estamos tendo pensamentos nós estamos na margem de um rio de pensamentos
de outras pessoas, vez ou outra a gente colhe um pensamento e a gente tem aquele
pensamento. N a verdade ao invés de “ter pensamento” nós poderíamos dizer “receber os
pensamentos”, receber os pensamentos de outras pessoas. Pensar, os pensamentos são
nossos, ter pensamentos são pensamentos do ambiente, do meio, das pessoas que estão ali
que têm mais afinidade com a gente. Porisso, nós precisamos ter cautela, porque se nossos
pensamentos seguirem o princípio cármico, geraremos Carma com o simples pensar.
Quando o seu pensamento é forte você gera mais Carma ainda.
Muitas vezes a gente quer os poderes, os poderes psíquicos, os poderes da mente... hum... o
estrago é maior... se os poderes da mente não estiverem direcionados com muita lucidez,
com muita consciência, com muito sentimento, com muita justiça, a pessoa acaba fazendo
um estrago maior na vida de outras pessoas, perturbando a vida dessas pessoas. Porisso
enquanto não tiver a sabedoria, é melhor não tem poder nenhum pra, pelo menos, quando
cair não levar mais gente contigo. O sujeito poderoso é a mesma coisa que ter uns trezentos
quilos... quando cai, se cai encima de alguém mata. Se a pessoa não tem muito poder,
quando cai, é uma pessoa levezinha, no máximo arranha ou dá um pequeno dolorido em
alguém, mas não mata. Muito poder sem consciência gera um Carma que a pessoa vai ter
que nascer umas cinco, seis, dez vidas pra resgatar.
Aliás é nessa história que muito extraterrestre se dá mal eles vêm aqui, acham esse negócio
até interessante, vê oaqui nesta Terra... Quando veste esse corpo...sofrimento das
pessoas e diz: “não, eu vou ajudar!” aí está lá criancinha, começou a chorar... a mãe num
dia estava sem leite, foi e deu Cocacola, né, pra criança, aí ela ficou tocadona, chegou a
ficar bêbada, aí ela sempre anda com umaabobada, aí a mãe: “nossa, cocacola acalma”
a criança começou a chorar: cocacola no bichinho...mamadeira com cocacola... eu vi
isso num posto de saúde aqui na Asa Norte aqui em Brasília. Eu estava lá, levei meu filho
pra uma vacinação lá, de repente está a mãe, o menino estava chorando e ela enfiou, pegou
o refrigerante na mamadeira, deu pro neném e o neném calou na hora. Já começa a ser
viciado nessas coisas que bloqueia toda a percepção da pessoa, toda a percepção
espiritual... enche o moleque de toxina... ele perde todas as conexões lá com o nível
evolutivo dele, aí, depois, enfia carne no menino, enfia condimento no menino... queijo
que, no passado, já foi feito de leite, hoje em dia só dez por cento é de leite e noventa por
cento é hormônio e antibiótico. É... eu creio que muitas pessoas que tomam leite não sabem
disso, né, que aquela coisa da vaquinha que comia capim lá no pasto, uma coisa bem
artesanal, está virando raridade. Esses leites pra ser competitivos, eles enfiam os hormônios
lá, agá não sei o quê, mais não sei onde, com numeração... a vaca produz dez vezes mais
leite, aí o bichinho fica que quase nem dá pra ficar em pé... e aí fazem queijo, e aí leite,
iogurte e tudo, e enfia na molecada. “Quero iogurte!”... e enfia no menino... extraterrestre
reencarnado, que veio dizendo que ia ajudar a humanidade, cheio de desejo de ... intoxica,
ele perde a conexão com a espiritualidadeajudar a humanidade... e fica aqui parecendo
um avião sem torre de controle, tendo o maior cuidado pra não bater nos aviões, tomando o
maior cuidado pra não bater nos outros aviões, e muitas vezes acaba num desastre. Aí vê os
coleguinhas bebendo, começa a beber... e daí mais um extraterrestre desviado no caminho
da inconsciência e do Carma. Aí acaba fazendo um tanto de arte, não faz nada pela
humanidade, e tem que reencarnar novamente, e não agora pra ajudar mas agora pra tentar
consertar o estrago que fez. E assim tem gente que está a dezenas de encarnações aqui na
Terra. Quando chega lá no outro lado, que se desintoxica da maior parte das coisas que
densificavam eles aqui, eles viram santos: “não, mas eu vou amar, eu vou fazer pelo
próximo, não vou pensar em mim mesmo...”... chega aqui, vai trabalhar pensando no
dinheiro, vai namorar pensando no prazer que vai receber da outra pessoa, cria filho com o
intuito de dominar e possuir, não cria filho para a vida... isso tudo é pra se tornar superior
aos demais, e não pra se tornar um instrumento útil para sociedade. Desenvolve o intelecto
pra dominar mais ainda... aí aprende uma tal de política e aí se sente um semideus, uma
divindade encarnada, mas uma divindade sem evolução nenhuma. Ou um religioso que vê
uma forma de ter mais estímulo nos prazeres corporais usando o nome de Deus. Ou então
tem uma vida apagada, que não acrescenta nem estraga muito o chão que pisa.
A gente tem o poder de mudar a nossa existência pra melhor, nós temos o poder. Se nós
sutilizarmos o nosso corpo, melhorarmos as nossas energias, controlarmos mais as nossas
emoções, nós teremos poder para interferir positivamente no nosso Carma, mas antes é
preciso aprender o que é o Carma, o que é o Carma. O Carma é uma coisa que
instintivamente a maior parte das pessoas deste mundo em que vivemos não querem sequer
tomar conhecimento do que é. É como uma pessoa não querer saber e ainda ter raiva de
quem sabe... isso é comum, porque se ela souber, ela vai se sentir mais responsável... senão
ela diz “eu não sabia que isso era errado...” Ela acha que se ela não souber, as
consequências serão menores ou não serão... mas serão! Tanto faz sabendo ou não sabendo,
será! “Ah, mas ninguém me disse...”
Quando nós passamos para o reino humano, nós temos o dever como seres humanos de
sabermos como a vida funciona. “Ah, mas ninguém nos ensinou...” Tem uma coisa, um
conhecimento espiritual: quando nós passamos do reino animal pro reino humano, é
colocado na consciência humana todas as Leis da Vida, todas, isso é o manual de instrução
que é colocado, mas o desejo de vivenciar prazeres corporais faz a pessoa amarrar a
consciência, dopar a consciência, amordaçá-la e adormecê-la. Aí a pessoa tem a
consciência mas a consciência está lá em estado de animação suspensa, por milênios,
porque ela não quis o que a consciência transmitia pra ela, porque ia contra o que ela estava
fazendo pra obter prazeres corporais.
Porisso, quando uma pessoa diz “eu não sou responsável porque eu não sabia”, dentro dela
está todo o conhecimento, mas ela negou por milhões, bilhões de vezes esse conhecimento,
até adormecê-lo em si. O trabalho de autoconhecimento e autotransformação espiritual é
um trabalho para despertar a consciência adormecida em nós, e reconquistar a condição de
seres divinos que nós somos. Nós não somos seres animais, nós somos seres divinos dentro
de corpos mixtos. O nosso corpo, ele é animal e é divino. Se o ser for primitivo, será um
corpo animal, se o ser for consciênte da sua condição divina, o corpo se torna uma
divindade... é... Tem pessoas que estão livres de toda restrição carmática: tem pessoas que
não se cortam, tem pessoas que não se queimam, tem pessoas que não se afogam, tem
pessoas que não envvelhecem, tem pessoas que não morrem, tem pessoas que não dormem,
tem pessoas que não são limitadas, não rastejam como nós. Elas pensam, desaparecem aqui
e reaparecem em outro lugar. Tem pessoas que são manifestação de Deus consciente, são
divindades, não são mais animais.
Eu sempre me lembro de uma história sobre dovindade e animal. Certa vez eu vi um
documentário que contava a história de uma expedição que fez contato com uma tribo
indígena que nunca tinha tido contato anterior com a civilização, com o homem branco.
Chegando nessa tibo primitiva, foram tratados como deuses, até o dia em que um
indiozinho pegou o homem branco agachado atrás da moita... Quando pegou aquele
homem branco agachado atrás da moita, gemendo lá pra colocar o almoço pra fora, ele
falou: “não é Deus, não é Deus porque é igual à gente!” Aí já passaram a tratar a expedição
como gente normal, não trataram mais cheios de reverência, dando presentes, todos
obedientes com eles não... “ah, é mais uma aí...”
Quando nós nos libertamos do Carma, é um dos passos pra nós alcançarmos nossa condição
divina de não termos as limitações corporais, aí nós não temos mais essas limitações. Aí
você não vai mais ficar preocupado de ser ferido, de envelhecer, de morrer... você só morre
quando você falar “não, esse mundo aqui já ficou muito chato, muito limitado, eu vou pra
outro mundo mais transcendental, já não vou fazer nada por mais ninguém aqui não, vou
em bora.” E vai embora. Mas você não morreu, você simplesmente desmaterializou o seu
corpo aqui e materializou outro tipo de corpo em outro mundo. Isso parece coisa de filme
de ficção, mas isso existe nesse mundo. Aí fala: “mas porque não aparece gente que
prova?”... Porque as pessoas pra quem é útil mostrar isso são pessoas que não precisam
provar, as que precisam provar é porque não estão preparadas pra compreender o que isso
significa, estão querendo circo, e quem evolúi não é palhaço pra ficar dando show pros
outros. Porisso, quando nós crescemos nós nos libertamos do Carma... crescemos
espiritualmente. Mas o segredo é: o que é Carma e o que não é Carma?
Toda manifestação, se não for oferecida para Deus, é Carma. Todo pensamento que não for
um sacrifício a Deus, sacrifício é uma oferenda... não tem aí algumas religiões que fazem
oferenda? Tem uns que fazem oferenda pros antepassados, tem uns que fazem oferendas
pros espíritos fazerem alguma coisa pra eles, tem outros que fazem oferenda pra
divindades... não tem aquela história “São Longuinho, São Longuinho, se eu achar não sei
o que, dou três pulinhos”? Não é? É uma oferenda, esses três pulinhos é uma oferenda.
Tudo, pra não ser Carma precisa ser uma oferenda a Deus. Mas quem é que vai querer fazer
oferenda? Só quem está desapegado. Mas pra ser desapegado tem um segredo, . É porque
hoje ainda é “o que émas esse segredo eu vou contar na próxima aula o Carma”, não é
“transformando o Carma”... na próxima é “transformando o Carma”, aí eu vou ensinar
como mudar isso... hoje é “o que é isso”.
Você imagina o quê que é o Carma... Um belo dia eu estava lá em casa, estava um dia
chuvoso, frio, daqueles dias que a gente não quer nem sair de casa, e naquele dia eu não
precisava sair nem pra trabalho, eu podia ficar em casa. Aí quando deu assim ... um
pudimumas três horas da tarde, me deu uma vontade de comer um pudim... que tinha
numa loja que estava no extremo, eu tinha que andar coisa assim de uns cinco, seis
quilômetros... pra ir e pra voltar daria uns doze quilômetros... só pra comer o pudim... E eu
fiquei lá... “mas eu tenho que ir... ah, eu vou, eu vou, eu adoro esse pudim, eu vou lá sim!”
Peguei o carro e lá fui... poderia ter acontecido algum acidente, poderia ter sido multado,
poderia ter acontecido coisas bem desagradáveis por causa de um pedaço de pudim! Pra
agradar a minha gula! Pra sentir aquela coisinha gostosa na minha boca... gostosa pra mim,
porque tem gente que detesta, mas (eu não estava nem aí...) e... A gente faz isso. Muitas
vezes pra suprir pequenos prazeres ou gandes prazeres que seja, a gente faz um sacrifício
enorme pra uma coisa completamente transitória, uma coisa passageira. Eu disse: “eu vou
aprender esse negócio!” Nunca mais eu fui atrás do pudim, nunca mais!
Ser escravo das coisas é terrível, é terrível. A gente ser escravo daquilo que é transitório pra
nós, que você não precisa realmente daquilo, aquilo é uma necessidade fabricada. Tinha
comida lá em casa, ou porquê que eu não deixei para outro dia quando estivesse passando
por ali, que fosse menor o esforço... Não, mas eu fui forçado. Cada um tem o seu pudim...
pra alguns o pudim é uma festa, que vai e que não vai ter nada de positivo... é uma viagem
que vai ser só um gasto de tempo, de dinheiro, esforço e vida... Porisso, nós precisamos ver
muito bem o que motiva a nossa ação. Então, essa história do pudim foi uma ação
completamente cármica, completamente cármica, não teve nada de Darma aí, nada,
completamente cármico! Essa ação, ela é a mesma coisa de não se fazer nada. Tem gente
que vive a vida inteira atrás dos seus pudins imaginários, e morre de velh ou de doente,
geralmente doente, não é de velho, apesar de que velhice também é uma doença, mas uma
doença mais evidente... e o quê acontece? Não fez nada durante a vida. Porquê? Ia trabalhar
atrás do dinheiro... queria o dinheiro pra pagar a casa porque queria viver, pra poder comer,
pra poder possuir, pra poder usufruir daquela televisão... muitas vezes a pessoa fala “não,
de catorze polegadas não está bom, tem que ser de vinte!”, depois “não, tem que ser de
vinte e sete!”... “não, tem que ter um telão que pega a janela inteira!”... “mas pensando
bem, esa casa está pequena, eu tenho que ir pra uma casa maior!”... aí vem a casa maior,
vem outras coisas, aí a pessoa “tenho que trabalhar mais!”... aí tem que trabalhar “não,
trabalhar oito horas por dia não dá, eu tenho que trabalhar catorze, dezesseis horas por dia!”
Trabalhar é bom, mas a gente não vive pra trabalhar, a gente trabalha pra viver. Quando
uma pessoa vive pra uma coisa transitória, ela vive pro Carma dela.
Não adianta muito falar sobre o Carma não, mas pelo menos dá consciência porque quando
a pessoa está cheia de pecados na cabeça, vontade de fazer alguma coisa errada, não tem
quem tire a vontade: ela vai e faz, enquanto Depois a vontade volta, a vontade volta...ela
não faz ela não se contenta. quando ela vê que aquilo não leva a nada e que as
consequências são muito ruins, aí é que ela se dá conta que precisa parar. Mas quando pega
o ritmo, é igual a cachorro que sai correndo atrás do próprio rabo. Pra quem já viu essa
brincadeira, o cachorro quando ele começa a correr, chega um ponto que ele pega um
embalo tão grande que até pra ele parar algumas vezes ele cai quando tenta parar... aí ele
vai no embalo. A gente, quando começa a gerar Carma, a gente vicia tanto em gerar Carma
que até pra parar, quebrar esse círculo vicioso, é dificílimo... é, não é fácil não! Mas tendo
consciência de que correr atrás do próprio rabo não é uma boa filosofia de vida, que é
melhor faze algo que dê mais resultado, e resultado é: chegou no final da sua encarnação...
você pensa: “o quê da minha vida eu levarei comigo pro outro mundo?” Se você parar,
sentir e pensar, e concluir que você não leva nada, essa vida não adiantou absolutamente
nada! Perdeu uma encarnação.
Isso é tão comum... A gente que faz trabalho lá com recém-desencarnados, tem muita gente
desencarnada que quando chega, ele chega chorando. Além dele não ter conseguido evoluir
em absolutamente nada na vida que ele teve, ele saiu cheio de débitos que ele não tinha
antes de entrar na encarnação... é triste demais! Mas, ao mesmo tempo, se a gente tem
consciência de que o espírito é imortal, sabe que se a gente tem a eternidade, pra quê
pressa, né? Só pra ser feliz logo, a única coisa de ter pressa é pra ser isso, ser feliz logo, ao
invés de ficar penando aí de vida pra vida... muitas vezes está lá, na boa, aí nasce aqui na
Terra, eleva a consciência, ela tem contato com o seu Darma e aí vive em paz... então o
sujeito ali “ah, fui assaltado, não sei o quê...” muitas vezes a pessoa não quer nem tomar
conhecimento disso não. Aí alguns falam “a gente não pode ficar alienado, tem que ficar
sabendo de tudo de ruim que acontece.” Até parece que isso afasta a coisa ruim da gente,
né? Então você sabe: “se eu devo eu pago, se eu não devo, isso não vai acontecer comigo,
pra quê que eu vou ficar sabendo disso?” Se eu devo, mesmo que eu fique sabendo de tudo,
vai acontecer. Se eu não devo, não vai acontecer mesmo que um ladrão esteja passando ali
perto, mas acha “não, esse sejeito não deve ter dinheiro não!”, ou então: “ah, eu estou
cansado agora, já roubei demais hoje, eu vou pra casa, esse eu deixo pra lá.”... é igual ao
tubarão, já comeu demais, tá cheio, né... ele é assassino, o tubarão, mas se o peixinho passar
na hora que ele está cheio, ele não vai matar o peixino... aí o peixinho se livrou
Porisso, uma das regras do Carma é que você não consegue fugir dele, não consegue! Então
a gente vê o político aí que depois de entregar o cargo, ele muda pro exterior... quando você
vê um político, eu não quero nem entrar nessa polêmica aí, terminou o cargo dele, passou
uma anozinho aqui pra não chamar muito a atenção, depois ele muda pra fora... pode saber,
viu, que vai usufruir o que roubou. Muitas vezes ele passa lá um tempo vivendo
modestamente pra não dar muito na cara, mas depois afunda o pé naquilo que guardou dos
outros... isso é tão comum... Ou aquele empresário desonesto que ele se apropria da sua
missão e tenta usufruir daquilo que não é de direito dele... ao invés de assumir o seu papel
divino de possibilitar... não isso eu vou falar na outra aula, que é sobre como transformar a
coisa.
Mas, pra sua vida... Acordou... porquê que acordou? Consciência do Carma, vamos adquirir
consciência do Carma. Você levantou da cama: porquê você levantou da cama? Você
precisa se responder isso. “Ah, levantei da cama pra viver.” Viver pra quê nesse mundo?
“Ah, viver pra aprender, pra ensinar...” A maioria não tem esse pensamento, a maioria tem
“ah, pra fazer coisas boas, coisas agradáveis, curtir a vida...” Numa fase a gente curte a
vida, na outra a vida nos curte! É como o jovem que come qualquer coisa que aparece na
frente na frente nos bares da vida... “não come isso que faz mal...”, “é, não faz mal não, eu
como!” Chega de madrugada ele come aquela comida pesada e vai dormir: “não, não faz
mal não!”... aí quando chega depois nos vinte e poucos, trinta anos... até vento faz mal...
arrebentou o corpo... aí o Carma pega.
Porisso, a gente precisa saber curtir a vida, e se curtir a vida é fazer uma inconsequência, é
descer numa ladeira com um caminhão cheio de bombas na carroceria, sem freio nem
direção, e com um abismo lá embaixo... isso é curtir a vida atualmente. Então, tem gente
que sai do conforto de sua casa de madrugada pra ir pra uma boate onde o pessoal está
bebendo, fumando, usando droga, aonde tem gente violenta, tem gente que desrespeita o
próximo, porque diz que quer dançar... eu não sei se ela está enganando a ela mesma ou se
ela está falando isso pra quem, se ela quer dançar ela entra numa aula de dança, entra num
salão de dança que ela pode ir de manhã, à tarde ou à noite, mas um lugar apropriado pra
dançar... Não se engane: se você é uma lagartixa, aceita que é uma lagartixa: “não, eu sou
uma lagartixa.” Agora, tem uma lagartixa dizendo né? “não, eu sou uma garça!”... vai ficar
muito tempo“não, eu sou uma garça!” agindo de forma inconsequente porque a própria
pessoa não aceita o que é. É muito importante a gente aceitar como nós estamos, pra gente
poder mudar o carma da gente.
Então, a pessoa, ela tem um vício, ela fala “não, socialmente, socialmente...” Vício
mesmo... tem que aceitar: “eu sou viciado nisso, faz mal, as consequências vão ser essas e
essas.” Porque só pela consciência a gente consegue transformar o Carma, e transformar o
Carma vai ser o tema da nossa próxima aula. Por hoje nós ficamos por aqui, já deu pra
passar a noção do que é o Carma. Na próxima aula, Quarta-feira que vem, nós vamos
passar as técnicas pra transformar os carmas que se têm, em vários setores da vida. Mas as
consequências cármicas... do aborto: as piores possíveis. O aborto compete com o suicídio,
é a única coisa que fica competindo com o suicídio é o aborto... o suicídio é pior, mas
depois do suicídio, se você falar qual é a pior coisa que o indivíduo pode fazer, é aborto.
Porquê? Porque é um assassinato de uma pessoa completamente vulnerável, idefesa, que
vai gerar o Carma de ter que lidar com uma pessoa problemática depois e possível aborto
em vida futura, ser abortado pra sentir no couro, nos ossos, na musculatura, o quanto dói.
Dói na alma, dói no corpo. Você acha que o neném não sente dor? Um neném, ele sente
tudo amplificado várias vezes, muito, ele sente tudo muito mais do que um adulto.
Pra ter uma noção disso, criança, por exemplo, criança tem uma natureza muito social, de
gostar de ter contato com pessoas, porque a criança, ela não tem ainda muita noção de ego,
o ego dela não incorporou muito no corpo dela ainda. Então, quando ela tem contato com
outro ser, ela tem uma empatia muito grande, ela sente tudo o que o outro ser sente, a outra
pessoa, no caso. O neném sente muito mais... o neném é telepata, ele sente tudo que as
pessoas estão sentindo, pensando... Aborto é um Carma terrível! Quem cometeu aborto
voluntário... o aborto involuntário não gera Carma porque muitas vezes não foi a pessoa, foi
circunstancial, o corpo dela muitas vezes não estava preparado pra sustentar aquele corpo e
o corpo rejeitou, isso pode acontecer, é natural. Nesse caso, do aborto natural, a pessoa não
gera o Carma do aborto provocado. No aborto provocado é que o Carma é gerado. Se o
aborto foi provocado inconscientemente, gera Carma... a pessoa não pode ter tido
participação no aborto. Então, de repente a pessoa cái de propósito pra abortar e aborta, foi
aborto. Quando a pessoa voluntariamente aborta, ela vai ter dois carmas: o Carma de ter
que cuidar de criança que geralmente vai vir problemática, o Carma de danificar o corpo...
dois não, vai ter muitos carmas... o Carma de vir com um corpo funcinando mal, depois,
numa encarnação futura vai vir estéril, isso é o que mais acontece. A pessoa tenta, tenta,
tenta, tem loucura pra ter um filho e não consegue, porque não soube aproveitar essa
suprema dádiva que é ser mãe. O homem que participa do aborto, incentivando ou
obrigando... ninguém obriga ninguém, então incentivando... ele vai gerar o Carma
equivalente ao da mulher, que é um Carma terrível. Se não pode cuidar, dê pra alguém
cuidar, mas não aborta não... é a pior coisa que se pode fazer com o próprio corpo, depois
do suicídio. Dê pra outra pessoa, o Carma vai ser muito menor, só vai ter o Carma de ser
abandonado na vida, não de ser morto numa vida futura, e não vai provocar tanto
sofrimento, porque muitas vezes você vai dar pra alguém que vai cuidar muito melhor do
que você cuidaria.
O curioso é que a maior parte dos abortos vêm por medo... a pessoa tem medo de como a
sociedade irá aceitar aquela gravidêz, os amigos, a família e, por medo, faz um negócio
desses e se complica completamente.

P1) Podemos atenuar os Carmas criados por nós? De que forma?


R1) A forma é na próxima aula...

P2) Depois de muitas traições, não consigo criar laços afetivos. Isso contribui para o
Carma?
R2) Não... se você foi traído, você aquelapagou, se for traído. Agora, se você traiu,
prepare a cabeça. É, eu sempre aviso: vocêmusiquinha: “lá vai ele com a cabeça
enfeitada...” quer trair alguém? Tudo bem, mas saiba de uma coisa: quem traiu será traído.
Depois, tem outra coisa: as repercussões todas você vai arcar também, não só algumas mas
a maior parte delas, todas que você vai ter a sua porcentagem ali, e não é só dez por cento
não, às vezes é trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta... Porisso, se quer pecar, peque
consciente, porque pelo menos quando o chicote do Carma vier, você não vai pensar “eu
sou tão inocente, ó vida, pó Pelo menos não vaiazar...”, você vai falar “não, pode fazer
que eu mereço!” ficar dando uma de santo “O minha Nossa Senhora, o quê que eu fiz pra
arrumar esse marido, cachaceiro, mulherengo” Foi uma marido cachaceiro e mulherengo
também, tem ve o que fez! Antigamente o Carma, o avô fazia, o neto pagava, depois o pai
fazia e o neto pagava, agora, a gente faz de manhã e paga à tarde! É... tá ficando ruim...

P3) Você poderia recomendar um livro sobre Carma?


R3) Sim. Baghavad Gita, a parte do Karma Yoga, mas se você não gosta de coisa hindu,
“Ação e Reação”, espírita, é um livro espírita: “Ação e Reação”, do André Luiz, eu
recomendo. Se você ficar deprimido e já pensou em se matar algum dia, recomendo
“Memórias de um Suicida”, hehehe... pois é... mas se você quer transcender o Carma, não
apenas saber em que você está metido, mas uma fórmula de transcender, libertar-se,
Baghavad Gita, parte Karma Yoga, lá ensina você a transcender o Carma. “Ah, mas não é
da minha religião.” Se você está restrito a uma religião específica, haja Carma, porque haja
paciência pra você lidar com seu Carma, né, porque vai demorar, então haja calma, pra
esperar. O ideal é você pegar coisas boas de várias religiões e desenvolver sua própria
religião, isso é que é o ideal. Se o crente tem fé, pegue a fé do crente, se o hare krishna tem
transcendência, desapego, pegue o desapego, se o espírita tem conhecimento do astral, da
evolução das encarnações, pegue do espírita, se o teosófico tem conhecimento do eu, do
ego, pegue o conhecimento da teosofia, se o rosacruz sabe das iniciações secretas, pegue o
conhecimento do rosacruz. E se nenhum desses conhecimentos adianta, pegue a sua
vivência e pratique o que é bom e pronto! Não adianta nada saber de todo o conhecimento
do mundo se você não praticar, você vai se tornar um tolo, vaidoso do que não sabe e que
pensa que sabe.

P4) Todo animal tem Carma?


R5) O Carma do animal é um Carma evolutivo do reino, do espírito do grupo. O Carma...
ah... o quê que é isso, né? Eu não vou entrar em Carma animal não, vamos entrar em Carma
humano porque a gente não é mais animal faz tempo... Então, o Carma humano, ele foi
adquirido pro reino humano, a gente não herda Carma do reino animal, o ser humano tem o
Carma humano e não o Carma animal. A gente deixa o nosso Carma animal no reino
animal. O ser humano, quando ele começa a fazer as coisas erradas, é aí que ele começa a
gerar o Carma dele. Nem todo ser humano tem Carma, tem gente que já pagou a dívida
toda, não contrai mais dívida, só faz Darma, a chamada Karma Yoga, que nós vamos falar
na próxima aula... então não têm Carma.

P6) A pessoa pode fazer mal a mim e não adquirir Carma porque eu controlei as emoções?
R6) Compreenda uma coisa: quando uma pessoa comete um erro com você,
automaticamente ela gerou Carma, automaticamente. Se você reagiu mal com a ação
desequilibrada da pessoa, o problema é seu. Se você reagiu bem, o problema é seu! O
Carma, ela já adquiriu mesmo... uma pessoa apronta uma coisa com outra... depois de
algum tempo se arrepende, foi errado, vai lá e pede mil desculpas “eu não queria fazer isso,
me perdoa”... “eu não te perdoo”... esse perdoo aliviou o Carma dela? Nadinha! Ela
continua com o mesmo Carma... Agora, quando alguém guarda mágoa, o Carma dela será
maior ainda porque além dela ter que passar por aquilo, ainda vai ter uma pessoa emitindo
pensamentos ruins pra ela. Mas o Carma é tão justo que mesmo que a pessoa fale “não,
deixa pra lá...”, e se desliga de quem fez o mal pra ela, mas aí o Carma vai pro impessoal,
outra pessoa que não tem nada a ver com ela, que está na mesma sintonia cármica, vai
cobrar o erro que fez com a outra pessoa, é o Carma impessoal. Eu vou explicar mais sobre
isso na próxima aula.

P7) O Carma tem alguma ligação com as emoções sentidas pelo alvo da ação?
R6) Quando a gente faz uma ação, a ligação, ela pode ser pessoal ou impessoal. Quer dizer:
você teve um filho, esse filho pode ser agradável simplesmente porque você já tinha
afinidade evolutiva... você não tinha conhecido ele em outra vida... se você tem um filho
que ele é desagradável, pode ser um espírito que se ligou a você por afinidade, ou pode ser
alguém que veio pra cobrar de você as coisas erradas que você fez com ele em vidas
passadas. Então, o alvo da ação pode ser impessoal ou pessoal.

Por hoje nós ficamos por aqui, até a próxima aula se Deus quiser.

Retirado de:
http://comandoashtar.ning.com/group/aldomon/forum/topics/curso-de-transformacao-do

Você também pode gostar