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FUNDAMENTOS DA NEUROLOGIA E DA NEUROFISIOLOGIA:

DIFICULDADES E DISTÚRBIOS

NEUROLÓGICOS DA APRENDIZAGEM

O homem deve saber que de nenhum outro lugar, mas

apenas do encéfalo vem a alegria, o prazer, o riso e a

diversão, o pesar, o luto, o desalento e a lamentação. E por isso, de uma maneira especial, nós adquirimos sabedoria e conhecimento e enxergamos e ouvimos e sabemos o que é justo e injusto, o que é bom e o que é

ruim, o que é doce e o que é insípido

órgão nos tornamos loucos e delirantes, e medos e

temores nos assombram

que suportar do encéfalo quando não está sadio

E pelo mesmo

Todas essas coisas nós temos

Nesse

sentido, opino que é o encéfalo quem exerce o maior

poder sobre o homem.”

- Hipócrates, Sobre a Doença Sagrada (séc. IV a.C) -

NEUROCIÊNCIAS

A palavra data de 1970, mas o estudo é tão antigo quanto a própria ciência

Objetivo: compreender como o sistema nervoso

funciona

Nível de análise: tentar entender o cérebro, para

tanto ele foi desmembrado em pequenas partes

passíveis de uma análise experimental sistemática.

Neurociências

Níveis de Análise

Molecular

Celular

De Sistemas

Comportamentais estudam como os sistemas neurais trabalham produzindo comportamentos integrados.

juntos

Existem

diferentes

formas

de

memória

executadas

por

diferentes

sistemas?

Onde agem as drogas que alteram a mente?

 

Qual a contribuição desses sistemas para a regulação do humor e do comportamento?

De onde vêm os sonhos?

 

Qual

sistema

neural

é

responsável

pelos

comportamentos

de

cada

gênero?

Cognitivas - compreender os mecanismo neurais responsáveis pelas atividades mentais superiores do homem:a consciência, a imaginação e a linguagem

A pesquisa neste nível investiga como a atividade do encéfalo cria

A MENTE.

Bases Estruturais do SN

Neurônio

Sinapse

Transmissão do Impulso Nervoso

Mecanismos Celulares da Aprendizagem - processos

que controlam a comunicação sináptica são vitais na aprendizagem e memória

Neuroplasticidade

Organização do SN

EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO

EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO

EVOLUÇÃO DO CÉREBRO HUMANO

Ao longo de sua evolução, o cérebro humano adquiriu três componentes

que foram surgindo e se superpondo:

1. A parte inferior, a mais primitiva, correspondendo ao cérebro dos répteis, é onde se encontram algumas estruturas como as do tronco cerebral, responsáveis pela ações involuntárias e o controle de certas funções viscerais (cardíaca, pulmonar, intestinal, etc), indispensáveis à preservação

da vida.

2. A porção intermediária corresponde ao cérebro dos mamíferos antigos,

formada pelas estruturas que regem as nossas emoções, as estruturas do

sistema límbico.

3. A porção mais externa do cérebro, conhecida como cérebro superior ou racional, compreendendo a maior parte dos hemisférios cerebrais (formado por um tipo de córtex mais recente o neocórtex).

REGIÕES E FUNÇÕES CEREBRAIS

REGIÕES E FUNÇÕES CEREBRAIS

TELENCÉFALO OU CÉREBRO

TELENCÉFALO OU CÉREBRO

HEMISFÉRIOS CEREBRAIS - FUNÇÕES

Esquerdo

Verbal

Proposicional

Analítico

Lógico

Abstrato

Categórico

Direito

Literal

Holístico

Sintético

Analógico

Concreto

Perceptual

NEURÔNIOS

Células do Sistema Nervoso

 

O

SN

contém

cerca

de

100

bilhões

de

neurônios

 

O

número

de

sinapses

por

neurônio

é

de,

aproximadamente 1000

Boa parte das sinapses de um determinado

neurônio se faz dentro de uma área de 1-2 mm, ou seja, são predominantemente locais

VIAS NEURAIS

VIAS NEURAIS

VIAS NEURAIS

VIAS NEURAIS

SINAPSE

Como os fios do sistema elétrico de uma casa, as células nervosas

se comunicam entre si em circuitos chamados vias neurais.

Ao contrário dos fios de sua casa, as células nervosas não se tocam, mas ficam próximas em sinapses.

Na sinapse, as duas células nervosas estão separadas por um

pequeno espaço, ou fenda sináptica.

O neurônio transmissor se chama célula pré-sináptica, ao passo que o receptor se chama célula pós-sináptica.

As células nervosas enviam mensagens químicas com os neurotransmissores em uma única direção pela sinapse a partir da célula pré-sináptica para a pós-sináptica.

NEUROTRANSMISSORES

São mensageiros químicos que permitem a

comunicação no cérebro e no corpo. Estas moléculas

fluem de uma célula nervosa para outra.

A transmissão de informação através do neurônio é um processo elétrico.

A passagem do impulso nervoso começa numa

extremidade do neurônio, percorrendo toda a célula, até atingir a extremidade oposta, que se encontra

junto a uma segunda célula nervosa.

dopamina

norepinefrina

serotonina

Plasticidade

do sistema nervoso

Na tentativa de explicar a recuperação de funções após uma injúria cerebral, neurologistas levantam conceitos de reorganização funcional ou substituição funcional do sistema nervoso central (Ramirez, 1996; Sabel , 1997).

estudos têm descrito que neurônios

sobreviventes a um insulto no SNC passam por um

processo de brotamento de sistemas axonais, formando contatos funcionais com regiões deprivadas de suas aferências originais.

Vários

Dada a natureza universal dessa resposta de

brotamento, existe a possibilidade de que a formação

desses novos contatos seja o substrato neural responsável pela reorganização funcional.

PLASTICIDADE DO SITEMA NERVOSO CENTRAL

A plasticidade neural contribui para o aprendizado e

memória e participa do processo de restauração funcional que se segue a um insulto cerebral

Plasticidade pode ser definida como qualquer mudança duradoura nas propriedades morfológicas ou funcionais do córtex cerebral em resposta a

mudanças ambientais ou lesões

PLASTICIDADE DO SISTEMA NERVOSO

Admitia-se que era uma capacidade do cérebro

em desenvolvimento mas hoje sabemos que ocorre também no adulto

As

alterações

plásticas

ocorrem

ao

nível

das

sinapses

 

O

córtex

cerebral

com

sua extensa rede de

sinapses reúne as condições para a ocorrência

dos processos plásticos

APRENDIZAGEM

Definições

- Aprendizagem é a aquisição de conhecimento ou especialização;

faz-nos ignorar todo processo oculto existente no ato de aprender;

- Mudança permanente de comportamento, resultado de exposição

a condições do meio ambiente;

- Um processo evolutivo e constante, que implica uma seqüência de

modificações observáveis e reais no comportamento do indivíduo, de forma global (físico e biológico), e do meio que o rodeia, onde esse processo se traduz pelo aparecimento de formas realmente

novas compromissadas com o comportamento.

APRENDIZAGEM

Na visão neurológica e em diversas correntes psicológicas, a aprendizagem, apresenta pontos comuns e com significados

intrínsecos - convergem para o fato de que tudo aquilo que se

sabe, o homem deve aprendê-lo.

É na escola que há um vínculo integrativo da sociedade, cuja principal forma de ação é sobre o indivíduo em seu

desenvolvimento global, direta e abrangentemente, visando à

maior possibilidade de renovação e liberdade.

Prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir

são alguns dos componentes principais da aprendizagem. Se

isso não ocorrer, com o aprendiz, implica que há um Distúrbio de Aprendizagem.

DISTÚRBIO OU DIFICULDADE?

DISTÚRBIO perturbação, transtorno.

PERTURBAR

alterar,

modificar,

mudar,

desarranjar, atrapalhar, transtornar.

TRANSTORNO

desorganizar.

alterar

a

ordem,

Um

DISTÚRBIO

ou

um

TRANSTORNO

é

uma

alteração na

aquisição

e/ou

no

desenvolvimento das habilidades necessárias

para execução de atividades.

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

potencial

normal

de

aprendizagem,

caracterizado por discrepância entre as

capacidades e o nível de realização.

Verifica-se

integridade

global

sensorial,

motora, uma inteligência média (ou alta), mas

com desempenho, rendimento escolar abaixo

estágio de

desenvolvimento.

do esperado para o

DISTÚRBIO OU DIFICULDADE?

Conforme (Fonseca: 1995) distúrbio de

aprendizagem está relacionado a um grupo de dificuldades específicas e pontuais, caracterizadas pela presença de uma

disfunção neurológica. Já a dificuldade de

aprendizagem é um termo mais global e abrangente com causas relacionadas ao

sujeito que aprende, aos conteúdos

pedagógicos, ao professor, aos métodos de ensino, ao ambiente físico e social da escola.

DISTÚRBIO OU DIFICULDADE?

e Rossini: 2000) as autoras

defendem que a dificuldade de aprendizagem

é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da

criança relacionada aos fatores neurológicos.

(Ciasca

em

DISTÚRBIO OU DIFICULDADE?

Os fatores neurológicos citados significa que essas

dificuldades estão relacionadas na aquisição e no uso

da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas que se referem as disfunções no sistema nervoso central.

As dificuldades de aprendizagem podem ocorrer concomitantemente com outras situações desfavoráveis, como: alteração sensorial, retardo

mental, distúrbio emocional, ou social, ou mesmo

influências ambientais de qualquer natureza.

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

As causas mais freqüentes:

1- Escola - inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor aluno. 2- Fatores intelectuais ou cognitivos.

3- Déficits físicos e ou sensoriais.

4- Desenvolvimento da linguagem. 5- Fatores afetivos-emocionais. 6- Fatores ambientais (nutrição e saúde). 7- Diferenças culturais e ou sociais.

8- Dislexia.

9- Deficiência não verbais.

DISTÚRBIO

No Brasil, foi ( Lefèvre:1975) que introduziu o

termo distúrbio de aprendizagem como sendo:

síndrome que se refere à criança de inteligência

próxima à média, média ou superior à média, com problemas de aprendizagem e/ou certos

distúrbios do comportamento de grau leve a

severo, associados a discretos desvios de funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC), que podem ser caracterizados por várias

combinações de déficit na percepção,

conceituação, linguagem, memória, atenção e na função motora”.

MAS O QUE É…

Distúrbio de Aprendizagem?

Crianças que apresentam dificuldades de aquisição de matéria

teórica, embora apresentem inteligência normal, e não demonstrem desfavorecimento físico, emocional ou social.

Segundo essa definição, as crianças portadoras de distúrbio de

aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios

não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados.

Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com

deficiência mental.

DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM

Considera-se que uma criança tenha distúrbio de

aprendizagem quando:

a) Não apresenta um

com sua idade quando lhe são fornecidas experiências de aprendizagem apropriadas;

b) Apresenta discrepância entre seu desempenho

e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de

leitura e compreensão e cálculo e raciocínio

desempenho compatível

matemático.

CRITÉRIOS NO DIAGNÓSTICO DE

DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

Para que a criança possa ser incluída neste grupo, ela

deverá:

a) Apresentar problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas;

b) Apresentar uma discrepância significativa entre seu

potencial e seu desempenho real;

c) Apresentar um desempenho irregular, isto é, a criança tem desempenho satisfatório e insatisfatório alternadamente, no mesmo tipo de tarefa;

d) O problema de aprendizagem não é devido

a

deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais.

DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS DE

APRENDIZAGEM

O processo de diagnosticar é como levantar hipóteses.

Uma

grande

quantidade de dados observáveis que são originados

de

boa

hipótese

teoria

explica

ou

uma

diferentes

níveis

de

análise.

Para diagnosticar deve haver:

Sintomas apresentados

O histórico inicial do desenvolvimento

Histórico escolar

O comportamento durante os testes

Os resultados dos testes.

DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS

DE APRENDIZAGEM

Crianças com distúrbios de aprendizagem têm

freqüentemente um segundo diagnóstico psiquiátricos co-

morbido, que pode ou não estar separado dos distúrbios de aprendizagem.

Duas dimensões são observadas:

1. distúrbios de aprendizagem

2. distúrbios psiquiátricos.

A finalidade do diagnóstico é encontrar o ponto neste

espaço bidimensional que melhor se ajuste ao

funcionamento cognitivo e emocional presente do

paciente.

DIAGNÓSTICO DOS DISTÚRBIOS

DE APRENDIZAGEM

Não se supõe que os dois eixos tenham diferentes implicações , com os distúrbios de aprendizagem

sendo mais orgânico e os distúrbios emocionais mais

“ambientais”. Ao contrário, todos os diagnósticos em cada eixo são conceitualizados como resultado do funcionamento alterado do sistema nervoso central (SNC).

As alterações são causadas por certa mistura de

influências genéticas e ambientais, em que influências ambientais se referem a fatores de riscos

tanto neuro-evolutivos, como ferimento na cabeça,

quanto à história de aprendizagem social da criança.

CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE

APRENDIZAGEM e

ajustamento escolar

Físicas perturbações somáticas transitórias ou permanentes.

São provenientes de qualquer perturbação do estado físico geral da criança/ como por exemplo: febre, dor de cabeça, dor de ouvido, colicas intestinais, anemia, asma, verminoses e todos os males que atinjam o físico de uma pessoa, levando-a a um estado anormal de saúde.

Sensoriais atingem os órgãos dos sentidos responsáveis pela

percepção que o indivíduo tem do meio exterior. Problemas que afetam os órgãos responsáveis pela visão, audição, gustação, olfato,

tato, equilíbrio, reflexo postural, ou os respectivos sistemas de condução entre esses órgãos e o sistema nervoso, causarão

problemas no modo de captar as mensagens do mundo exterior e,

dificultando a compreensão do que se passa nele.

CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE

APRENDIZAGEM

Neurológicas são as perturbações do sistema nervoso, tanto do cérebro, como do cerebelo, da medula e dos nervos. O sistema nervoso, comanda

todas as ações físicas e mentais do ser humano. Qualquer distúrbio em

uma dessas partes se constituirá em um problema de maior ou menor grau, de acordo com a área lesada.

Emocionais são distúrbios psicológicos, ligados às emoções e aos

sentimentos dos indivíduos e à sua personalidade. Esses problemas

geralmente não aparecem sozinhos, eles estão associados a problemas de outras áreas, como por exemplo da área motora, sensorial etc.

Intelectuais ou Cognitivas são aquelas que dizem respeito à inteligência do indivíduo, isto é, à sua capacidade de conhecer e compreender o

mundo em que vive, de raciocinar sobre os seres animados ou inanimados

que o cercam e de estabelecer relações entre eles.

CAUSAS DOS DISTÚRBIOS DE

APRENDIZAGEM

Educacionais o tipo de educação que a pessoa recebe na

infância irá condicionar distúrbios de origem educacional,

que a prejudicarão na adolescência e na idade adulta, tanto no estudo quanto no trabalho. Portanto, as falhas de seu processo educativo terão repercussões futuras.

Sócio-econômicas não são distúrbios que se revelam no

aluno. São problemas que se originam no meio social e econômico do indivíduo. O meio físico e social exerce influência sobre o indivíduo, podendo ser favorável ou desfavorável à sua subsistência e também às suas

aprendizagens.

CLASSIFICAÇÃO DOS DISTÚRBIOS

(Lerner, 1989)

Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos das crianças com e sem hiperatividade e impulsividade;

Problemas receptivos e de processamento da informação diz respeito à competência lingüística, como as atividades de escrita, distinção de sons e de estímulos visuais, aquisição de léxico, compreensão e expressão verbal;

Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como

sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de

escrita e presença de erros ortográficos em gera.

Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços- temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para

aprender, manifestados na falta de organização e utilização de

funções metacognitivas, comprometendo o sucesso na aprendizagem.

DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM

E

DA FALA

Podemos dizer que há um problema de

linguagem em uma criança quando sua maneira de falar interfere na comunicação

(distraindo a atenção do ouvinte sobre o que

ela diz para enfocá-la no como ela diz) ou quando a própria criança se sente excessivamente tímida e/ou apreensiva com

seu modo de falar. Porém, é preciso muito

cuidado ao classificar a linguagem, pois a fala normal tolera muitas “anomalias”.

DISTÚRBIOS DA LINGUAGEM

E

DA

FALA

Afasia se caracteriza, mais especificamente, por

falhas na compreensão e na expressão verbal,

relacionadas à insuficiência de vocabulário, má retenção verbal, gramática deficiente e anormal, escolha equivocada de palavras. A afasia pode ser observada em criança que: ouve a palavra mas não a

interioriza com significado; demora para compreender

o que é dito; apresenta gestos deficientes e inadequados; confunde a palavra ou frase com outras similares; tem dificuldade de evocação, exteriorizada

por ausências de respostas ou tentativas incompletas

para achar a expressão ou emissões que a substituem.

DISTÚRBIO DA LINGUAGEM

E

DA

FALA

Mudez esta incapacidade de articular palavras,

geralmente é decorrente de transtornos do

sistema nervoso central. Em boa parte dos casos, é decorrência de problemas na audição.

Atraso na linguagem - as principais características da criança que tem atraso na linguagem, são:

deficiência no vocabulário; deficiência na capacidade de formular idéias e desenvolvimento

retardado da estruturação de sentenças.

DISTÚRBIO DA LINGUAGEM E DA

FALA

Problemas de articulação crianças com mais de 7 anos que não conseguem pronunciar corretamente todas as consoantes e suas

combinações

1. dislalia -

omissão, distorção, substituição ou acréscimo de sons na

palavra falada;

2. disartria

dificuldade para realizar alguns ou muitos dos movimentos

necessários à emissão verbal;

3. linguagem tatibite conserva voluntariamente a linguagem infantil;

4. rinolalia ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da

fala, que pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenóide, lábio leporino ou fissura palatina.

TRANSTORNOS ESPECÍFICOS DAS

HABILIDADES ESCOLARES

Os Transtornos de Aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que

apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu

nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual.

Um conjunto de sinais sintomatológicos que provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada. 1

Nunca foram obtidas evidências conclusivas de danos ou lesões cerebrais significativas

O que tem sido sugerido é que o cérebro de indivíduos afetados apresentam desvios dos padrões habituais de assimetria observados naquelas regiões cerebrais envolvidas com as funções da linguagem e funções correlatas

- Transtorno da Leitura DISLEXIA

(Características gerais DSM-IV TR 2002)

Contração do prefixo

dis = difícil, prejudicada

e lexis = palavra

Dislexia, antes de qualquer definição, é um jeito de ser e de aprender; reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes arguta e até genial, mas que aprende de maneira diferente

Dislexia é uma dificuldade específica de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, como na Linguagem Corporal e Social. Não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como

causa primária.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEAR, M.,CONNORS, B.,PARADISO, M. Neurociências desvendando o sistema nervoso. São Paulo: Artmed, 2008.

SCHARTZMAN, S. Neurologia da Infância e www.schartzman.com.br/ novo/jss.html

da adolescência.