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1006 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A N.

o 48 — 26 de Fevereiro de 2004

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, Foram ouvidos os órgãos de governo próprio das


DESENVOLVIMENTO RURAL E PESCAS Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, bem
como as organizações representativas do sector.
Assim:
Decreto-Lei n.o 37/2004 Nos termos da alínea a) do n.o 1 do artigo 198.o da
Constituição, o Governo decreta o seguinte:
de 26 de Fevereiro

O presente diploma define condições a que a comer- Artigo 1.o


cialização do pescado congelado, ultracongelado e des- Objecto
congelado deve obedecer a partir do momento em que
os produtos se encontram no estado em que vão ser O presente diploma estabelece condições a que deve
fornecidos ao consumidor final, com respeito pelos indis- obedecer a comercialização dos produtos da pesca e
pensáveis padrões de qualidade. aquicultura congelados, ultracongelados e desconge-
lados.
A sua disciplina assegura a livre concorrência e a
transparência do mercado e garante a defesa dos legí- Artigo 2.o
timos interesses e direitos do consumidor, prevenindo Âmbito
e sancionando práticas comerciais condenáveis como a
fraude e a especulação. O presente diploma aplica-se a todos os produtos
Assim, o presente diploma consolida um conjunto de da pesca e aquicultura congelados, sejam ou não preem-
matérias contempladas no Decreto-Lei n.o 230/90, de balados, ultracongelados e descongelados destinados à
11 de Julho, que foram mantidas em vigor pelo Decre- alimentação humana, a partir do momento em que se
to-Lei n.o 288/98, de 17 de Setembro, e estabelece encontram no estado em que vão ser fornecidos ao con-
também princípios e regras de actuação inovadoras, sumidor final, bem como a restaurantes, hotéis, hos-
nomeadamente no âmbito da definição do método para pitais, cantinas e outras entidades similares.
a determinação do peso líquido escorrido dos produtos
da pesca congelados e ultracongelados, vidrados. Artigo 3.o
Refira-se que, a partir de 1998, deixou de existir legis-
Definições
lação que definisse um método para a determinação
da água de vidragem dos produtos da pesca, pelo que Para efeitos do disposto neste diploma, entende-se
se tornou impossível controlar a quantidade de água por:
de vidragem dos produtos, com prejuízo para o interesse a) «Produto da pesca» todos os animais ou partes
do consumidor e para a sã concorrência e transparência de animais marinhos ou de água doce, incluindo
do mercado. as suas ovas e leitugas, com exclusão dos mamí-
Assim, foi adoptado um método oficial de amostra- feros aquáticos, das rãs e dos outros animais
gem e de determinação do peso líquido escorrido, que aquáticos abrangidos por regulamentação comu-
resultou dos trabalhos desenvolvidos durante sete anos nitária específica;
pela Comissão Técnica 25 e que deu origem à NP 4355, b) «Produto de aquicultura» todos os produtos da
de 2002, «Determinação do peso líquido escorrido e pesca cujos nascimento e crescimento são con-
do teor de água de vidragem dos produtos congelados trolados pelo homem até à sua colocação no
e ultracongelados, vidrados». mercado como género alimentício, sendo os pei-
Contudo, pode ser utilizado qualquer outro método xes, moluscos bivalves ou crustáceos de água
mediante pedido do operador à entidade fiscalizadora, do mar ou de água doce capturados quando
desde que este comprove que se trata de um método juvenis ou no seu meio natural e mantidos em
oficial de um Estado membro da Comunidade Europeia. cativeiro até atingirem o tamanho comercial
Em consequência, as entidades fiscalizadoras passam pretendido para consumo humano considerados
a dispor das condições necessárias ao exercício da sua produtos da aquicultura; os produtos da pesca
actividade neste âmbito. capturados no seu meio natural e mantidos vivos
Torna-se também obrigatória, para além do cumpri- para serem vendidos posteriormente não são
mento do disposto na legislação que estabelece as regras considerados produtos de aquicultura se a sua
a que deve obedecer a rotulagem, a apresentação e a permanência nos viveiros tiver como único
objectivo mantê-los vivos e não fazê-los aumen-
publicidade dos géneros alimentícios, uma informação
tar de tamanho ou de peso;
sobre o peso líquido escorrido dos produtos e o res-
c) «Produto congelado» todo o produto da pesca
pectivo preço, o que permite ao consumidor saber a que sofreu uma congelação que permite obter
quantidade de água que está a ser vendida com o uma temperatura no seu centro térmico de pelo
produto. menos –18o C, após estabilização térmica;
São, ainda, incluídas regras relativas aos produtos des- d) «Produto ultracongelado» todo o produto da
congelados, nomeadamente no que diz respeito à tem- pesca que foi submetido a um processo ade-
peratura a que devem ser mantidos, às condições a quado de congelação, dito «ultracongelação»,
observar na respectiva descongelação e à obrigatorie- que permite ultrapassar tão rapidamente quanto
dade de constar da informação ao consumidor a menção necessário a zona de cristalização máxima,
de que se trata de um produto descongelado, e que fazendo que a temperatura do produto, em
não deve ser recongelado, dado não existir legislação todos os seus pontos e após estabilização tér-
sobre estas matérias e tratar-se de produtos com uma mica, se mantenha sem interrupção a níveis
forte expressão no mercado. iguais ou inferiores a –18o C e que é comer-
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cializado preembalado, com menção de que se 5 — Os produtos congelados e descongelados, preem-


trata de um ultracongelado; balados, e os ultracongelados podem ser comercializados
e) «Produto descongelado» todo o produto da sob qualquer forma de apresentação.
pesca inicialmente congelado ou ultracongelado
que foi submetido a um processo adequado de
elevação de temperatura acima do ponto de Artigo 5.o
congelação; Temperatura
f) «Embalagem» a operação destinada a realizar
a protecção do produto através da utilização 1 — Os produtos congelados e ultracongelados devem
de um invólucro, de um recipiente ou de qual- ser mantidos a uma temperatura estável de –18o C ou
quer outro material adequado; pode, também, inferior, em todos os seus pontos.
definir-se embalagem como o recipiente ou No transporte e venda, admitem-se as seguintes tole-
invólucro de um produto destinado a contê-lo, râncias máximas quanto à temperatura dos produtos
acondicioná-lo ou protegê-lo; congelados e ultracongelados:
g) «Produto preembalado» o conjunto da emba- a) No transporte: 3o C;
lagem e do produto nela acondicionado antes b) Nos expositores de venda: 6o C.
da sua exposição à venda ao consumidor final,
sendo a embalagem comercializada solidaria- 3 — Os produtos descongelados devem ser mantidos
mente com o produto e envolvendo-o comple- à temperatura do gelo fundente.
tamente, de tal modo que o seu conteúdo não
possa ser modificado sem que aquela seja
violada; Artigo 6.o
h) «Rotulagem» o conjunto de menções e indica- Rotulagem e venda
ções, inclusive imagens, símbolos e marcas de
fabrico ou de comércio, respeitantes ao género 1 — Para além do cumprimento do disposto na legis-
alimentício que figuram quer sobre a embala- lação que estabelece as regras a que devem obedecer
gem, em rótulo, etiqueta, cinta, gargantilha, a rotulagem, a apresentação e a publicidade dos géneros
quer em letreiro ou documento, acompanhando alimentícios, a rotulagem dos produtos abrangidos pelo
ou referindo-se ao respectivo produto; presente diploma deve ainda:
i) «Água de vidragem» a quantidade de água para
a) Nos produtos descongelados:
consumo humano, contendo ou não aditivos
autorizados, aplicada por imersão ou pulveri- i) Incluir na denominação de venda a men-
zação, de modo a formar uma camada de gelo ção «Descongelado»;
à superfície do produto congelado e ultracon- ii) Referir a menção «Não recongelar»;
gelado, desde que o líquido seja apenas aces-
sório em relação aos elementos essenciais do b) Nos produtos não vidrados, congelados, preem-
preparado e, por conseguinte, não seja decisivo balados, e ultracongelados contidos em emba-
para a compra; lagens não transparentes ou que não permitam
j) «Peso líquido» a quantidade de produto contido visualizar o seu conteúdo referir a menção «Sem
na embalagem; adição de água de vidragem».
l) «Peso líquido escorrido» a quantidade de pro-
duto contido na embalagem isento de água de 2 — Nos locais de venda dos produtos congelados não
vidragem; preembalados deve constar, junto dos mesmos, uma
m) «Lote» o conjunto de unidades de venda de um informação relativa aos seguintes elementos:
produto produzido, fabricado ou acondicionado
a) Peso líquido escorrido por quilo de peso líquido;
em circunstâncias praticamente idênticas.
b) Preço por quilo de peso líquido escorrido ou
preço por quilo de peso líquido, consoante a
Artigo 4.o venda ao público do produto seja feita pelo peso
líquido escorrido ou pelo peso líquido, respec-
Apresentação tivamente.
1 — Os produtos congelados, ultracongelados e des- Artigo 7.o
congelados podem apresentar-se crus, prontos a cozi- Controlo e determinação do peso líquido escorrido
nhar ou prontos a consumir.
2 — Os produtos congelados podem ser comerciali- 1 — Para determinação do peso líquido escorrido é
zados sob as seguintes formas de apresentação: adoptado, como oficial, o método descrito no anexo I
do presente diploma, que dele faz parte integrante.
a) Inteiro; 2 — Em alternativa à utilização do método referido
b) Produto eviscerado: inteiro sem vísceras; no número anterior, qualquer operador interveniente
c) Produto descabeçado eviscerado: inteiro sem no circuito comercial do produto pode solicitar às enti-
cabeça e sem vísceras. dades fiscalizadoras que seja utilizado um outro método
de determinação desde que comprove que se trata do
3 — Os produtos descongelados, não preembalados, método oficial de um Estado membro.
apenas podem ser comercializados sob as formas refe- 3 — A solicitação escrita a que se refere o número
ridas nas alíneas b) e c) do número anterior. anterior deve ser acompanhada de cópia da publicação
4 — As cabeças de peixe e as caras de bacalhau, con- oficial do método de determinação alternativo e da res-
geladas, podem ser comercializadas não preembaladas. pectiva tradução na língua portuguesa.
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Artigo 8.o d) Privação do direito de participar em feiras e


mercados;
Amostras para controlo e determinação analítica
e) Privação do direito de participar em arrema-
1 — Para a determinação do peso líquido escorrido tações ou concursos públicos que tenham por
referida no artigo anterior, o número mínimo de amos- objecto o fornecimento de bens e serviços, a
tras, por cada lote do produto, é de 10 embalagens ou concessão de serviços públicos e a atribuição
unidades com peso líquido igual ou superior a 100 g de licenças ou alvarás;
e inferior a 1000 g e de 5 embalagens ou unidades com f) Encerramento de estabelecimento cujo funcio-
peso líquido igual ou superior a 1000 g. namento esteja sujeito a autorização ou licença
2 — As amostras são colhidas em duplicado e seladas de autoridade administrativa;
pela entidade fiscalizadora, com elaboração do respec- g) Suspensão de autorizações, licenças e alvarás.
tivo auto de colheita e selagem, após o que são remetidas
a um laboratório acreditado para a realização da deter- 2 — As sanções referidas nas alíneas b) e seguintes
minação analítica numa das amostras. do número anterior têm a duração máxima de dois anos
3 — As reclamações são analisadas com base em nova contados a partir da decisão condenatória definitiva.
determinação no duplicado/testemunha da amostra
colhida.
Artigo 13.o
o
Artigo 9. Processos de contra-ordenação
Peso líquido escorrido 1 — A instrução dos processos de contra-ordenação
O peso líquido escorrido dos produtos congelados, compete à entidade que levanta o auto de notícia ou,
preembalados e não preembalados, e ultracongelados caso esta não tenha competência para fazer a instrução,
deve obedecer às regras fixadas no anexo II do presente à DGFCQA.
diploma, que dele faz parte integrante. 2 — Compete ao director-geral de Fiscalização e Con-
trolo da Qualidade Alimentar a aplicação das coimas
e sanções acessórias.
Artigo 10.o
Fiscalização
Artigo 14.o
A fiscalização do cumprimento das normas do presente Afectação do produto das coimas
diploma compete à Inspecção-Geral das Actividades Eco-
nómicas (IGAE) e à Direcção-Geral de Fiscalização e O produto das coimas cobradas é distribuído da
Controlo da Qualidade Alimentar (DGFCQA), sem pre- seguinte forma:
juízo das competências atribuídas por lei a outras
entidades. a) 10 % para a entidade que levantou o auto;
b) 10 % para a entidade que instruiu o processo;
Artigo 11.o c) 20 % para a entidade que aplicou a coima;
d) 60 % para o Estado.
Contra-ordenações

1 — Se sanção mais grave não for aplicável por força Artigo 15.o
de outra disposição legal, constitui contra-ordenação
punível com coima no montante mínimo de E 500 e Regiões Autónomas
máximo de E 3740 ou E 44 890, consoante o agente 1 — Nas Regiões Autónomas dos Açores e da
seja pessoa singular ou colectiva: Madeira as competências cometidas à IGAE e à
a) O transporte, armazenagem e comercialização DGFCQA pelo presente diploma são exercidas pelos
de produtos da pesca em desrespeito pelas nor- competentes serviços e organismos das respectivas admi-
mas constantes do artigo 5.o; nistrações regionais.
b) A comercialização de produtos da pesca que 2 — O produto das coimas aplicadas pelas Regiões
não cumpram o disposto nos artigos 4.o e 6.o Autónomas constitui receita própria.

2 — A tentativa e a negligência são puníveis.


Artigo 16.o
Norma revogatória
Artigo 12.o
É revogado o Decreto-Lei n.o 288/98, de 17 de Setem-
Sanções acessórias bro.
1 — Consoante a gravidade da contra-ordenação e
Artigo 17.o
a culpa do agente, podem ser aplicadas, cumulativa-
mente com a coima, as seguintes sanções acessórias: Produção de efeitos

a) Perda de objectos pertencentes ao agente; 1 — O presente diploma entra em vigor no dia


b) Interdição do exercício de profissões ou acti- seguinte ao da sua publicação, com excepção dos arti-
vidades cujo exercício dependa de título público gos 6.o, n.o 2, e 7.o a 9.o, que apenas produzem efeitos
ou de autorização ou homologação de autori- 90 dias após aquela data.
dade pública; 2 — As embalagens em que os elementos de infor-
c) Privação do direito a subsídio ou benefício mação ao consumidor constem de caracteres impressos
outorgado por entidades ou serviços públicos; nas próprias embalagens e que não cumpram o disposto
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na alínea b) do n.o 1 do artigo 6.o podem ser comer- ou o conteúdo de cada embalagem (M0). Colocar o pro-
cializadas até 18 meses após a data de entrada em vigor duto no cesto e introduzir este na tina, contendo um
do presente diploma. volume de água 10 vezes superior à massa da toma de
ensaio à temperatura de 20o C K 1o C, mantendo-o
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 7 de
constantemente imerso com o auxílio de uma espátula.
Janeiro de 2004. — José Manuel Durão Barroso — Maria
Retirar da água o cesto com o produto logo que toda
Manuela Dias Ferreira Leite — Maria Celeste Ferreira
a camada de gelo tenha desaparecido, sem que o produto
Lopes Cardona — José Luís Fazenda Arnaut Duarte —
descongele (normalmente um minuto). Secar com panos
Carlos Manuel Tavares da Silva — Armando José Cordeiro
turcos de algodão, sem pressionar, e pesar novamente
Sevinate Pinto — Luís Filipe Pereira.
(M1). Todas estas operações devem ser efectuadas com
a maior brevidade possível;
Promulgado em 6 de Fevereiro de 2004.
5.2.2 — Peixes eviscerados e descabeçados eviscera-
Publique-se. dos — proceder de modo idêntico ao indicado na sec-
ção 5.2.1, assegurando-se que toda a camada de gelo
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
tenha desaparecido da cavidade abdominal;
5.2.3 — Miolo de bivalves e de crustáceos — proceder
Referendado em 11 de Fevereiro de 2004.
de modo idêntico ao indicado na secção 5.2.1, sendo
O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso. o tempo de imersão de vinte e cinco a trinta segundos;
5.2.4 — Cefalópodes individualizados — proceder de
ANEXO I modo idêntico ao indicado na secção 5.2.1, sendo o
(a que se refere o n.o 1 do artigo 7.o)
tempo de imersão de quarenta a quarenta e cinco
segundos.
I — Descrição do método: 6 — Cálculo do peso líquido escorrido do produto
1 — Objectivo — o presente anexo fixa o processo congelado e ultracongelado, vidrado — o peso líquido
para a determinação do peso líquido escorrido dos pro- escorrido do produto congelado e ultracongelado,
dutos congelados e ultracongelados. vidrado, é a massa, apresentada como a média aritmé-
2 — Campo de aplicação — aplica-se aos produtos tica, arredondada às décimas, das determinações M1,
congelados e ultracongelados, quer estejam inteiros, efectuadas de acordo com a secção 5.2.1.
eviscerados ou não, descabeçados eviscerados, em file- Referência bibliográfica — IPQ (NP 4355), 2002,
tes, postas ou sob qualquer outra forma. «Determinação do peso líquido escorrido e do teor de
3 — Resumo do processo — pesagem do produto, água de vidragem dos produtos congelados ou ultra-
fusão da camada de gelo envolvente por imersão em congelados, vidrados», Caparica, Portugal, seis páginas.
água, eliminação do excesso de água e pesagem da amos- II — Desvios:
tra ainda congelada. São admissíveis os seguintes desvios, para menos, no
4 — Aparelhos e utensílios: valor do peso líquido escorrido determinado pelo pre-
4.1 — Balança com classe de precisão de 0,1 g e capa- sente método:
cidade adequada aos valores das pesagens a efectuar;
4.2 — Tina com capacidade para conter um volume a) Até 5 %, inclusive, nos cefalópodes;
de água pelo menos 10 vezes superior à massa da toma b) Até 4 %, inclusive, nos restantes produtos.
de ensaio;
4.3 — Cesto de rede com malha de 2 mm K1 mm; ANEXO II
4.4 — Termómetro ou sonda para leituras compreen- (a que se refere o artigo 9.o)
didas entre –20o C e +25o C;
4.5 — Panos turcos de algodão. 1 — Produtos congelados, preembalados, e ultracon-
5 — Técnica: gelados — a média aritmética do peso líquido escorrido
5.1 — Toma de amostra para ensaio — o ensaio deve determinado nas várias embalagens utilizadas no ensaio
ser efectuado em cada unidade ou na totalidade do pro- não deve ser inferior à média dos pesos líquidos escor-
duto de cada embalagem, devendo ser utilizadas uni- ridos indicados na rotulagem.
dades ou embalagens do mesmo lote. Assegurar que 2 — Produtos congelados, não preembalados — a
no início do ensaio o produto se encontra a temperatura média aritmética do peso líquido escorrido determinado
igual ou inferior a –18o C; nas várias unidades utilizadas no ensaio, expressa por
5.2 — Determinação do peso líquido escorrido: quilo de peso líquido, não deve ser inferior ao peso
5.2.1 — Produtos inteiros, tranches, troços, filetes, líquido escorrido indicado na informação a que se refere
postas e outras porções — pesar cada uma das unidades a alínea a) do n.o 2 do artigo 6.o