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CARGAS COMBINADAS

301

2[lTlt dy)] - p(2r dy) = O

llT1

=

r

(8.1)

 

Para

obter

porção

esquerda

 
 

a Figura 8.1c,

 

nlD

mostra

 

t

a

a parede,

e

p

 

0

raio

 

terno

 
 
 

Nessas equações,

 

lT

t'

lT

2

a tensão longitudinallT ,

2

consideraremos

(Figura 8.1a).

da seção b do cilindro

lT 2

age uniformemente em

age na seção do gás ou fluido. Visto

raio in­

médio é aproximadamente igual ao

requer

do vaso, o equilíbrio na direção y

(8.2)

= tensão normal nas direções circunferencial

e longitudinal, respectivamente. Conside­

ramos que cada uma delas é constante em

toda a parede do cilindro e que cada uma

submete o material à tração

p = pressão manométrica interna desenvolvi­

da pelo gás ou fluido

r = raio interno do cilindro

t = espessura da parede (rlt 10)

Comparando as equações 8.1 e 8.2, devemos obser­

var que a tensão circunferencial ou de aro é duas vezes

maior do que a tensão longitudinal ou axial. Por con­

sequência, quando vasos de pressão cilíndricos são fa­

bricados com chapas laminadas, as juntas longitudinais

d evem ser projetadas para suportar duas vezes mais

tensão do que as juntas circunferenciais.

Vasos esféricos. Podemos analisar um vaso de

pressão esférico de maneira semelhante. Por exemplo,

considere que o vaso tem espessura de parede t e raio

interno

r

e que está sujeito a uma pressão manomé­

tríca interna p (Figura 8.2a). Se o vaso for secionado

pela metade usando a seção a, o diagrama de corpo

livre resultante é o mostrado na Figura 8.2b. Como

no

vaso

cilíndrico,

o

equilíbrio

na

direção

y requer

 

y

 

(a )

(b)

Figura 8.2

'S.F

y

= O

(8.3)

Por comparação, esse é o mesmo resultado obtido para

a tensão longitudinal no vaso de pressão cilíndrico. Além

do mais, pela análise, essa tensão será a mesma indepen­

dentemente da orientação do diagrama de corpo livre

hemisférico. Por consequência, um elemento do material

está sujeito ao estado de tensão mostrado na Figura 8.2a.

Essa análise indica que um elemento de material

tomado de um vaso de pressão cilíndrico ou esférico

está sujeito à tensão biaxial, isto é, tensão normal exis­

tente em duas direções apenas. Na verdade, o material

do vaso também está sujeito a uma tensão radial, lT 3 ,

que age ao longo de uma linha radial. Essa tensão tem

um valor máximo igual à pressão p na parede interna e

diminui até zero à medida que atravessa a parede e al­

cança a superfície externa do vaso, visto que a pressão

manométrica nesse lugar é nula. Entretanto, para vasos

de paredes finas, ignoraremos a componente da tensão

radial, uma vez que a premissa limitadora que adota­

mos, rlt = 10, resulta em lT 2 e lT 1 como sendo, respecti­

vamente, 5 e 10 vezes mais altas do que a tensão radial

máxima, (lT 3 ) máx = p. Por último, entenda que as fórmu­

las que acabamos de deduzir só devem ser usadas para

vasos sujeitos a uma pressão manométrica interna. Se

o vaso estiver sujeito a uma pressão externa, a tensão

de compressão desenvolvida no interior da parede fina

pode tornar o vaso instável e sujeito a falhas.

Um vaso de pressão cilíndrico tem diâmetro interno de 1,2 me espessura de 12 mm. Determine a pressão interna máxima que ele pode suportar de modo que nem a compo­ nente de tensão circunferencial nem a de tensão longitudi­ nal ultrapasse 140 MPa. Sob as mesmas condições, qual é a pressão interna máxima que um vaso esférico de tamanho semelhante pode sustentar?

SOLUÇÃO Vaso de pressão cilíndrico.

A tensão máxima ocorre na

direção circunferencial. Pela Equação 8.1, temos

140 N/mm z = p(600 12 mm mm)

p = 2,8 N/mm2

Resposta

Observe que, quando essa pressão é alcançada, a Equa­ ção 8.2 mostra que a tensão na direção longitudinal será u 2 = 1/2 (140 MPa) = 70 MPa. Além do mais, a tensão máxi­ ma na direção radial ocorre no material da parede interna do vaso e é (u3) m á x = p = 2,8 MPa. Esse valor é 50 vezes menor que a tensão circunferencial (140 MPa) e, como afirmamos antes, seus efeitos serão desprezados.

CARGAS COMBINADAS

303

Problema 8.9

  • 8 .10.

O barril está cheio de água, até em cima. Determine

a distância

s

entre o aro superior e o aro inferior de modo

que a

força de tração em cada aro seja a mesma. Determine

a força em cada aro. O barril tem diâmetro interno

também

de

1,2 m. Despreze a espessura da parede. Considere que

somente os

aros resistem à pressão da água.

Observação: A

água desenvolve pressão no barril de acordo com a lei de

Pascal,p = (900z) Pa, onde zé a profundidade da água em relação à superfície, medida em metros.

Problema 8.10

  • 8.11. Um tubo de madeira com diâmetro interno de 0,9 m é

atado com aros de aço cuja área de seção transversal é 125 mm 2 •

a tensão admissível para os aros for

= 84 MPa, deter­

mine o espaçamento máximos dos aros ;o m longo da seção do tubo de modo que este possa resistir a uma pressão mano­ métrica interna de 28 kPa. Considere que cada aro suporta a pressão do carregamento que age ao longo do comprimento sdo tubo.

Se

u d

Problema 8.11

*8.12.

Uma caldeira é feita de chapas de aço de 8 mm de espessura ligadas nas extremidades por uma junta de topo que consiste em duas chapas de cobertura de 8 mm e rebites com diâmetro de 10 mm e espaçados de 50 mm, como mostra a figura. Se a pressão do vapor no interior da caldeira for 1,35 MPa, determine: (a) a tensão circunferencial na chapa da caldeira separada da costura, (b) a tensão circunferencial na chapa de cobertura externa ao longo da linha de rebites e (c) a tensão de cisalhamento nos rebites.

a-a

a Problema 8.12 R. Problema 8.13 mostre que a força no segmento é FfJ = u
a
Problema 8.12
R.
Problema 8.13
mostre que a força no segmento é
FfJ = u wt,
0
u
= u
0
,
cos
O,
  • 8.13. O anel cujas dimensões são mostradas na figura é co­ locado sobre uma membrana flexível bombeada com uma pressão p. Determine a mudança no raio interno do anel após a aplicação dessa pressão. O módulo de elasticidade para o anel é

  • 8.14. Um

vaso de pressão com extremidades fechadas é fa­

bricado com filamentos de vidro trançados sobre um mandril de modo que, no final, a espessura da parede t do vaso é com­ posta inteiramente de filamento e adesivo epóxi, como mostra a figura. Considere um segmento do vaso de largura w trança­ do a um ângulo fJ. Se o vaso for submetido a uma pressão in­ terna

p,

onde

u

0

é a tensão nos filamentos. Além disso, mostre que as tensões

sen 2

fJ

e

nas direções circunferencial e longitudinal são

  • 2 respectivamente. A que ângulo fJ (ângulo de tran­ çamento ótimo) os filamentos teriam de ser trançados para ob­

u = u

1

0

terem-se tensões circunferencial e longitudinal equivalentes?

Pt·oblema 8.14