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UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP UNIP INTERATIVA Projeto Integrado Multidisciplinar IV – PIM IV

Projeto de cabeamento estruturado para ACME

São Paulo

2015

UNIVERSIDADE PAULISTA - UNIP UNIP INTERATIVA Projeto Integrado Multidisciplinar IV – PIM IV

Projeto de cabeamento estruturado para ACME

Fernando Henrique Radicchi Salgado RA: 1205601 Gestão da Tecnologia da Informação 5º Semestre

Polo Butantã

São Paulo

2015

Resumo

A ACME, escritório de advocacia, localizado em Brasília, Distrito Federal, que possui uma infraestrutura de rede implantada há mais de 10 anos e que não tem sido capaz de atender as necessidades do escritório, solicitou a XPTO o desenvolvimento de um estudo para instalação de cabeamentos estruturados em todo o edifício, de 3 (três) andares, que conta com: uma sala de reuniões para vinte pessoas, duas salas com um total de trinta estações de trabalho, salas da diretoria e vice-diretoria além das salas de equipamentos e arquivo.

Este projeto apresentará toda a estrutura física e lógica da rede a ser implantada. O projeto será baseado no modelo OSI, além de seguir todas as regras da norma ABNT NBR-14565, que dispõem sobre cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers. A nova estrutura de rede terá velocidade nominal de 1 (um) gigabit por segundo, cada área de trabalho terá dois pontos de acesso à rede, um para telefonia e um para dados. Cada andar abrigará um armário de telecomunicações e a sala de equipamentos, que receberá, também, as entradas dos serviços de telecomunicações, ficará no 1º andar. O cabeamento vertical será feito através de fibra ótica e além da rede com cabos (wired), teremos também sistemas de rede sem fio (wireless).

Todos os equipamentos utilizados serão detalhados no projeto juntamente ao motivo de sua escolha. Este projeto terá capacidade para suportar um crescimento de no mínimo 50% na quantidade de áreas de trabalho. Será apresentado também um breve estudo acerca dos serviços de internet oferecido pelas diversas operadoras brasileiras, além do serviço recomendado juntamente com um plano de redundância deste serviço.

Palavras chaves: Estruturado, cabeamento, cabeado, sem fio, WiFi, rede, projeto, ABNT NBR-14565.

Abstract

ACME, a law firm, located in Brasília, Distrito Federal, which still uses a network infrastructure implemented over 10 years and which is no longer capable of handling the business needs, requested XPTO to develop a study to implement structured wiring all over their 3 (three) floor building, which comprises: one meeting room for twenty people, two office spaces with a combined total of thirty work stations, president and vice-president offices as well as equipment and archiving rooms.

This project will describe the whole physical and logical structure to be implemented. It will be based in the OSI model and will also comply with the ABNT NBR-14565 standard, which covers structured wiring for data centers and commercial buildings. The new network structure will support up to 1 (one) gigabit per second, each workstation will have two network access points, one for data and one for phone. Each floor will host a telecommunications cabinet and the equipment room, which will also host the telecommunications entrances, will be located on the 1st floor. The vertical backbone will take advantage of the optical fiber cabling, this project covers the wired network as well as the wireless (Wi-Fi) network.

This study will describe all equipment used as well as the justification for its use. The project will be expandable to at least 50%, regarding the amount of workstations supported, we will also present a brief study on all the network plans offered by the various Brazilian telecommunications companies as well as a the recommended service and a redundancy strategy.

Keywords: Structured, wiring, wired, wireless, Wi-Fi, network, project, ABNT

NBR-14565

Sumário

  • 1. Introdução.................................................................................................2

  • 2. Modelo OSI e suas camadas....................................................................2

    • a. Física......................................................................................................2

    • b. Enlace....................................................................................................2

    • c. Rede.......................................................................................................2

    • d. Transporte..............................................................................................2

    • e. Sessão...................................................................................................2

    • f. Apresentação.........................................................................................2

    • g. Aplicação...............................................................................................2

  • 3. Norma NBR-14565 e seus subsistemas...................................................2

    • a. Distribuidor de edifício (BD)...................................................................2

    • b. Backbone ou cabeamento vertical........................................................2

    • c. Distribuidor de Piso (FD) e Cabeamento horizontal ..............................2

    • d. Ponto de consolidação (CP)..................................................................2

    • e. Tomadas de telecomunicações (TO ou MUTO)....................................2

  • 4. Endereçamento (IP) das estações de trabalho........................................2

  • 5. Link de acesso à internet..........................................................................2

  • 6. Software para gerenciamento da rede e dos servidores..........................2

  • 7. Conclusão.................................................................................................2

  • 8. Referências...............................................................................................2

  • 6

    1. Introdução

    A ACME, escritório de advogados, em virtude da ineficiência de sua estrutura de rede, que já foi implantada há mais de 10 (dez) anos, solicitou a XPTO empresa de tecnologia, a realização de um estudo para implementação de uma estrutura de rede de 1gb/s, no seu prédio de 3 (três) andares que tem a seguinte disposição:

    Térreo:

    Sala de reuniões para vinte pessoas;

    Sala do setor administrativo com dez estações de trabalho;

    Sala de arquivo;

    Sala de equipamentos

    Recepção.

    1º andar:

    Salão com vinte estações de trabalho.

    2º andar:

    Salas da diretoria e vice-diretoria.

    Cada estação de trabalho terá à disposição uma tomada de parede com dois conectores, um para a rede de dados e um para a rede de telefonia, que será baseada na tecnologia de voz sobre IP ou do termo em inglês “VoIP”. Nas salas de reunião existirão, vinte conectores para a rede de dados e quatro pontos de acesso a rede de telefonia. Com isto no primeiro andar serão trinta e quatro pontos de acesso a rede de dados e quinze pontos de acesso a rede de telefonia (na sala de arquivo será considerada a existência de apenas uma estação de trabalho, dois na recepção 1 um na sala de equipamentos). No segundo andar teremos vinte pontos de acesso a rede de dados e vinte pontos de acesso a rede telefônica e no 3º andar serão dois pontos de acesso a cada rede. Além disto, cada sala terá seu próprio roteador sem fio (Wi-Fi), de forma a garantir a qualidade do sinal em todo o edifício.

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    Em todo o prédio teremos cinquenta e três pontos de acesso a rede de dados que são designados de: estações de trabalho (work áreas – WA). Serão também um total de trinta e sete pontos de acesso a rede de telefonia, uma vez que o projeto deverá prever o crescimento de até 50%, trabalharemos com: oitenta (80) work areas (pontos de acesso a rede de dados) e cinquenta e seis (56) pontos de acesso a rede telefônica que será feita com a tecnologia voz sobre IP (VoIP – Voice over IP).

    Todo o projeto estará alinhado com a norma ABNT NBR-14565, que dispõem sobre as características de uma estrutura de rede em prédios comerciais e data centers. Esta norma define o cabeamento estruturado como sendo a união dos seis (6) subsistemas listados a seguir:

    1. Entrada

     

    do

    Edifício

    -

    EF

    (Entrance

     

    Facilities)

     

    Conexões

    de

    entrada

    das

    redes

    de

    dados

    e

    telefonia

    2.

    Sala

    de

    Equipamentos

     

    -

    ER

    (Equipment Room)

    Sala onde

    estão

    armazenados

     

    os

    equipamentos

    que

    fazem

    o

    roteamento entre as redes interna e externa, além do cabeamento

    vertical.

    3. Rede Primária ou Cabeamento Vertical - BC (Backbone Cabling) É a conexão principal, também conhecida como vertical, conecta as salas de telecomunicações de cada andar, com os sistemas de entrada e os servidores localizados na sala de equipamentos.

    4. Sala de Telecomunicações - TR (Telecommunications Room)

    Armazena

    os

    sistemas de

    cabeamento

    horizontal

    bem

    como

    a

    interligação

    deste

    com

    o

    cabeamento

    vertical.

    5. Rede Secundária ou Cabeamento Horizontal - HC (Horizontal Cabling)

    É o cabeamento de cada andar, onde é feita a conexão das tomadas utilizadas pelas estações de trabalho, ao “switch” que estará dentro

    armário

    de

    telecomunicações do respectivo andar.

    8

    Área

    • 6. de

    Trabalho

    -

    WA

    (Work

    Area)

    São

    as estações de trabalho que utilizarão

    a

    rede

    de

    dados /

    telefonia, a conexão das estações com as tomadas é feita através de

    um

    cordão da área

    de trabalho, como definido pela norma NBR-

    14565.

    Abaixo temos uma representação gráfica dos 6 subsistemas em um, prédio de dois andares, no projeto da ACME teremos um andar a mais, mas a disposição básica dos equipamentos será a mesma:

    8 Área 6. de Trabalho - WA (Work Area) São as estações de trabalho que utilizarão

    Figura 1 – Subsistemas do cabeamento estruturado (Fonte: Cisco.com)

    A comunicação entre os computadores será realizada através do Protocolo TCP/IP, que engloba sete camadas do modelo OSI em apenas quatro. O modelo de arquitetura OSI (Open Systems Interconnection), criado pela ISO (International Organization for Standardization), é composto das seguintes camadas:

    • 1. Física

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    • 2. Enlace

    • 3. Rede

    • 4. Transporte

    • 5. Sessão

    • 6. Apresentação

    • 7. Aplicação

    A seguir são mostradas as camadas do modelo OSI e seus equivalentes no protocolo TCP/IP:

    9 2. Enlace 3. Rede 4. Transporte 5. Sessão 6. Apresentação 7. Aplicação A seguir são

    Figura 2 – Modelo de camadas da arquitetura TCP/IP. (TANENBAUN, 2003).

    Uma vez que as estações de trabalho de cada andar ficarão interligadas através de um switch, em cada andar teremos uma rede na topologia estrela. Os cabos ligando as tomadas de parede ao switch serão passados pelo forro do prédio e para cada estação de trabalho serão disponibilizados dois cordões, que farão a conexão do computador / telefone a tomada de parede. Os switches de cada andar estarão interligados através de um roteador, que fará também o roteamento da rede interna (LAN) para a rede externa (WAN), entre os andares teremos a topologia barramento, utilizando cabos de fibra ótica.

    Cada uma das estações que estiverem conectadas a rede interna da ACME (normalmente chamada de intranet), receberão um endereço IP único, estes endereços são válidos apenas dentro da estrutura de redes da ACME e não podem acessar diretamente a internet, com isto são chamados de IPs falsos, pois não fazem parte da rede mundial de computadores, eles ainda serão capazes de acessar sites e outros conteúdos online, este acesso será feito através de um

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    roteador, que controla o fluxo entre o tráfego interno, que compreende apenas os equipamentos da ACME e o tráfego externo, que compreende o acesso as informações localizadas na rede mundial de computadores (internet).

    • 2. Modelo OSI e suas camadas

    Como vimos anteriormente todo o projeto será baseado no modelo OSI e o protocolo de comunicação também é baseado neste modelo, a seguir veremos em mais detalhes qual a função de cada uma das camadas deste modelo:

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    • a. Física

    Como o próprio nome

    diz, esta

    é

    a

    camada física, nesta

    camada são

    definidas as especificações elétricas da conexão de dados, é aqui que ocorre a

    conversão entre o dado, lógico, e sua transmissão, física.

    • b. Enlace

    Esta camada garante a transferência de ponto-a-ponto, que é uma conexão confiável entre dois nós diretamente conectados, esta camada é responsável por corrigir possíveis erros que possam ocorrer na camada física e é subdividida em duas subcamadas:

    MAC (Media access control – Controle de acesso à mídia):

    responsável por controlar como um dispositivo obtém acesso ao dado

    e a permissão para transmiti-lo; LLC (Logical Link Control – Controle lógico do link): Controla a

    checagem de erros e sincronização dos pacotes

    • c. Rede

    A camada de rede provê meios funcionais e procedimentos para transferência de sequências de dados com tamanhos variáveis(ou datagramas), de um nó a outro conectados na mesma rede. Esta camada traduz os endereços lógicos (IPs) em endereços físicos (MAC).

    O protocolo IP (Internet Protocol) atua nesta camada, traduzindo os endereços lógicos (IPs) que são sequências de 32bits (4 bytes), normalmente representadas em formato decimal com uma sequência de 12 (doze) números separados por 4 (quatro) pontos (Ex.: 255.255.255.255), em endereços físicos chamados de: MAC Address, que são os endereços atribuídos individualmente aos equipamentos físicos de comunicação como placas de rede.

    Desde o surgimento da rede mundial de computadores, a quantidade de endereços IPs subiu extraordinariamente, com isto a versão de número 4 (IPv4) está próxima de atingir o limite de endereços disponíveis, por este motivo foi desenvolvida a versão chamada de IPv6. No entanto, como iremos utilizar um roteador que fará a separação da rede interna da ACME da rede externa (internet), os dispositivos internos da ACME utilizarão o protocolo IP em sua versão 4. Mais

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    detalhes do endereçamento das estações serão apresentados em um capítulo a seguir.

    • d. Transporte

    A camada de transporte é responsável por garantir a transmissão de datagramas de uma máquina de origem a uma de destino, através de uma ou mais redes, esta camada controla a confiabilidade de um link através de um controle de fluxo com segmentação/de-segmentação de pacotes e controle de erros. Os pacotes são enviados assim que é recebida a confirmação de transmissão bem sucedida do pacote anterior. Aqui são “empacotadas” as mensagens recebidas da camada de aplicação, o processo de “empacotamento” consiste em dividir uma mensagem grandes em diversas mensagens menores.

    Nesta camada temos o protocolo TCP (Transport Control Protocol), que envia os dados segmentados e com controle de erros através de uma camada de rede com protocolo IP, daí o nome TCP/IP.

    • e. Sessão

    A camada de sessão controla a conexão entre os computadores, ela estabelece, gerencia e encerra a conexão entre a aplicação local e a remota. Esta camada prove conexões do tipo full-duplex (comunicação bidirecional onde ambos os nós podem enviar e receber dados simultaneamente), half-duplex (comunicação bidirecional onde apenas um nó pode enviar dados em um dado momento) ou simplex (comunicação unidirecional) e estabelece procedimentos de checkpoint, encerramento e reinicialização.

    • f. Apresentação

    A camada de apresentação é responsável por converter os dados vindos da

    camada de aplicação, em formatos comuns aos protocolos de transmissão.

    • g. Aplicação

    A camada de aplicação, é a mais próxima do usuário final, o que significa que é aqui que ocorre a interação dos usuários, através das aplicações que utiliza, com o protocolo de transmissão. As funções mais comuns desta camada incluem a identificação de parceiros de comunicação, determinação de recursos disponíveis e comunicação para sincronização entre remetente e destinatário.

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    • 3. Norma NBR-14565 e seus subsistemas

    A norma da ABNT, NBR-14565 - Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers, detalha todos os padrões para criação de uma estrutura de rede com cabeamento estruturado em edifícios comerciais e será utilizado como base neste projeto, permitindo que a estrutura seja certificada por uma instituição internacional como a ISO (International Organization for Standardization).

    14

    Esta norma define que os elementos funcionais do cabeamento, em um edifício comercial são:

    14 Esta norma define que os elementos funcionais do cabeamento, em um edifício comercial são: Figura

    Figura 3 – Elementos funcionais do cabeamento. (ABNT, 2013).

    Neste projeto como lidaremos com apenas um

    prédio

    não

    teremos o

    distribuidor de campus e o backbone de campus, com isto começamos pelo

    distribuidor de edifício e o backbone de edifício.

    • a. Distribuidor de edifício (BD)

    Este será o equipamento que fará a conexão entre o cabeamento vertical e os sinais de entrada do edifício, como dados e voz. No distribuidor do edifício serão utilizados um Switch Cisco, com trinta e duas (32) portas e entrada para “transceiver” de fibra ótica, além de um roteador e um firewall, estes equipamentos estão listados a seguir:

    Cisco RV325 Dual Gigabit WAN VPN Router

    Switch Cisco WS-C4500X-32SFP+ 4500X (32 portas)

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    O roteador Cisco, possui duas portas WAN (wide area network), que permitem a utilização de dois provedores distintos, garantindo assim maior desempenho no acesso à internet além de prover redundância, já que caso uma das conexões falhe a outra continuará operante, além disto em casos em que ocorra falha em ambas as conexões é possível conectar um modem 3G ou 4G através da porta USB do roteador que também possui sistemas de firewall e VPN (Virtual Partner Networl), o que permite que funcionários utilizem a rede interna através de uma conexão segura.

    A conexão do roteador com o switch que ficará conectado ao backbone de fibra ótica se dará através de um patch cord e como estes equipamentos ficarão no mesmo rack, o tamanho deste cabo será inferior a 1m, como exigido pela norma.

    • b. Backbone ou cabeamento vertical

    Como vimos anteriormente, o cabeamento principal, conhecido em inglês como backbone, são os cabos verticais que fazem a interligação dos andares do

    edifício, esta conexão será feita com cabos em fibra ótica para aumentar o desempenho da rede, abaixo temos uma representação gráfica de um backbone em um edifício de três andares:

    16

    16 Figura 4 – Backbone ou cabeamento vertical. O backbone se conecta aos distribuidores de piso

    Figura 4 – Backbone ou cabeamento vertical.

    O backbone se conecta aos distribuidores de piso através de um conversor de fibra ótica e de uma porta de entrada específica do switch de cada andar. Este sinal é então distribuído para as estações de trabalho através do cabeamento horizontal que será visto a seguir.

    No cabeamento vertical serão seguinte modelo:

    utilizados dois

    pares de

    Fibra

    ótica do

    Cisco Direct-Attach Active Optical Cables with SFP+ Connectors

    Cada andar receberá dois transceivers óticos que serão interligados ao switch de cada andar através da conexão SFP+ da Cisco, o modelo do transceiver é apresentado a seguir:

    Cisco GLC-T SFP+

    Em cada

    andar haverá, pelo menos, um

    switch com entrada SFP para

    permitir a conexão do transceiver ótico, caso o andar tenha necessidade de um segundo switch, este será descrito no cabeamento horizontal. Abaixo temos o modelo do switch principal de cada andar que receberá a conexão com a fibra ótica:

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    Switch Cisco WS-C4500X-32SFP+ 4500X (32 portas)

    A escolha destes equipamentos se deu por uma série de fatores, o primeiro:

    a indiscutível qualidade dos produtos de rede da marca Cisco, além da possibilidade de integrar a monitoração, e gerenciamento, de todos os equipamentos através de um único software desenvolvido com o apoio do fabricante, as especificações de cada um dos equipamentos de fibra ótica que não só atendem como superam as necessidades atuais além dos requisitos de distância entre outros, de forma a permitir a atualização dos equipamentos de rede sem necessitar atualização dos equipamentos de backbone.

    • c. Distribuidor de Piso (FD) e Cabeamento horizontal.

    Todas as estações de um determinado andar e também os roteadores sem fio (Wi-Fi), ficarão ligados no distribuidor de piso, que consistirá em um switch gerenciável de alto desempenho com portas de entrada para conexão do backbone de fibra ótica. Este será o switch principal de cada andar que já foi descrito no item anterior.

    Uma vez que o projeto preverá uma expansibilidade de até 50%, teremos a seguinte quantidade de estações em cada andar:

    No 1º andar temos trinta e dois (34) pontos de acesso a rede de dados (vinte (20) pontos na sala de reunião, dez (10) na sala do setor administrativo, dois (2) na recepção, um (1) na sala de arquivo e um (1) na sala de equipamentos), além de dezesseis (16) pontos de acesso a rede de telefonia (dez (10) no setor administrativo, quatro (4) na sala de reunião e dois (2) na recepção), totalizando quarenta (40) pontos de acesso à rede, considerando o aumento de 50%, o total é de sessenta (60) pontos de acesso à rede, ou áreas de trabalho (work areas).

    No 2º andar são vinte (20) estações de trabalho, como cada estação possui um ponto de acesso a rede de dados e um a rede de telefonia teríamos um total de quarenta (40) pontos, adicionando 50% totalizamos sessenta (60) “work areas”.

    No 3º andar como temos apenas a sala da diretoria e vice-diretoria, são apenas duas estações para cada rede, com o acréscimo dos 50% temos cinco (5) estações.

    18

    Com isto, para manter o ambiente padronizado e permitir a melhor utilização dos equipamentos, o 1º e o 2º andar receberão dois switches com trinta e duas (32) portas de entrada cada, para mantermos o padrão dos switches além de garantir maior desempenho a toda a rede, utilizaremos dois switches idênticos, com isto o segundo switch de cada andar será:

    Switch Cisco WS-C4500X-32SFP+ 4500X (32 portas)

    Escolhemos este switch por suportar a velocidade de 1gb/s, além de permitir o gerenciamento através do mesmo software dos outros switches e roteadores, além disto, uam vez que em cada andar serão utilizados no máximo sessenta (60) portas e duas (2) serão utilizadas para a conexão do backbone teremos portas suficientes para atender todas as work areas de cada andar.

    A figura a seguir representa como será a estrutura da rede no primeiro andar do prédio:

    18 Com isto, para manter o ambiente padronizado e permitir a melhor utilização dos equipamentos, o

    Figura 5 – Diagrama de redes (1º andar)

    19

    Com exceção do servidor, roteador e do

    firewall que não existirão nos

    demais andares a estrutura básica será a mesma, sendo que deverão ocorrer varrições na localização dos equipamentos e em sua quantidade.

    A

    conexão

    (chamada

    de

    enlace permanente) das tomadas de

    telecomunicação, localizadas nas áreas de trabalho, com o distribuidor de piso, localizado no armário de telefonia, se dará através de cabos de par trançado Categoria 6 (seis), que permitem o tráfego em velocidades de gigabit, além de contarem com blindagem que protege o sinal trafegado melhorando sua qualidade e prevenindo interferências.

    Os cabos que interligam o distribuidor de piso as tomadas de usuário, são chamados de enlace permanente e não podem exceder 90 metros de comprimento. Cada estação contará com duas tomadas, um para a rede de dados e um para a rede de telefonia, serão então utilizados cabos chamados de “cordões”, que farão a conexão da estação com o “keystone” (nome dado ao conector da tomada de telecomunicações). Para que a rede seja certificada como CAT 6 (seis) é preciso que todos os conectores e cabos suportem este padrão, portanto os cordões também utilizarão cabos categoria 6 (seis) com blindagem. O modelo específico dos cabos que serão utilizados é apresentado a seguir:

    Cabos GIGALAN CAT.6 F/UTP da Furukawa

    Desde os cabos até os servidores, passando por keystones, switches, roteadores, etc. Todos os equipamentos serão identificados com etiquetas, facilitando sua localização.

    • d. Ponto de consolidação (CP)

    A norma NBR-14565 determina que, os cabos que interligam as tomadas de telecomunicações aos distribuidores de piso (chamada de enlace permanente) não podem exceder 90m, incluindo o cabo que será utilizado da tomada até a o computador (chamado de cordão de área de trabalho), caso isto ocorra será preciso incluir um “ponto de consolidação”, que consistirá em um switch que ficará localizado em uma área estratégica do andar para permitir que diversas estações se conectem ao CP, que então será ligado ao distribuidor de piso, também com um

    20

    enlace permanente. Uma vez que este equipamento poderá não ser necessário, não iremos especificar um modelo nesta etapa.

    • e. Tomadas de telecomunicações (TO ou MUTO)

    Existem 2 tipos de tomadas de telecomunicação, as que podem atender a apenas uma “work area” (TO – Telecommunications Outlet) e as tomadas multiusuários (MUTO – Multi user Telecommunications Outlet). Nas estações de trabalho dos usuários, serão utilizadas TOs com dois pontos de conexão que utilizarão conectores chamados de keystone, um para rede de dados e um para rede de telefonia, na sala de reunião serão utilizadas tomadas multiusuário para a conexão à rede de dados e existirão também quatro pontos de acesso a rede de telefonia que utilizarão tomadas comuns. Abaixo são apresentados os modelos das tomadas multiusuários e das mono usuário (respectivamente):

    Multi-User Telecommunications Outlet Assembly (SIEMON)

    20 enlace permanente. Uma vez que este equipamento poderá não ser necessário, não iremos especificar um

    Figura 6 – Tomada de telecomunicações multiusuário – MUTO (SIEMON, 2015)

    A norma da ABNT, determina que as tomadas de multiusuário devem ser instaladas em locais abertos e não devem atender a mais de doze (12) áreas de trabalho, além de estar a pelo menos 15m do distribuidor de piso.

    Conector Fêmea GigaLan CAT.6 (keystone)

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    21 Figura 7 – Conector RJ45 Fêmea (keystone) (FURUKAWA, 2015) 4. Endereçamento (IP) das estações dewww.google.com Quando este endereço é digitado em um navegador, é feita uma solicitação a um servidor chamado de DNS ( Domain name server ), que possui um IP definido nos atributos de rede de cada estação, este servidor armazena uma lista com os endereços e seus respectivos IPs, a partir deste ponto o IP é utilizado para estabelecer uma rota entre os dois pontos e o nome digitado inicialmente não é mais utilizado nesta comunicação. Em uma rede interna é comum o uso de servidores de DNS , dada a facilidade que este recurso adere a uma rede de computadores, uma vez que os usuários tem maior facilidade em lembrarem nomes em comparação as longas sequências numéricas que formam o endereço IP, a administração de um servidor DNS é relativamente simples mas completamente dependente das configurações de endereços IPs, já que o endereço de DNS a ser utilizado por uma estação é atribuído juntamente com o endereço IP que tal estação utilizará. Abaixo são mostrados todos os atributos de uma conexão de rede como vistos através do MS- DOS da Microsoft: " id="pdf-obj-20-5" src="pdf-obj-20-5.jpg">

    Figura 7 – Conector RJ45 Fêmea (keystone) (FURUKAWA, 2015)

    • 4. Endereçamento (IP) das estações de trabalho

    Em uma rede interna, como a que está sendo desenvolvida para a ACME, é preciso que cada estação de trabalho, que pode ser um servidor, um notebook, um desktop, um aparelho de telefone, entre uma série de outros, precisa de um endereço lógico, chamado de IP, a partir destes endereços é que se torna possível a comunicação entre duas ou mais estações. Isto também ocorre na internet, porém os endereços IPs são mascarados através de endereços mais fácies como, por exemplo: www.google.com

    Quando este endereço é digitado em um navegador, é feita uma solicitação a um servidor chamado de DNS (Domain name server), que possui um IP definido nos atributos de rede de cada estação, este servidor armazena uma lista com os endereços e seus respectivos IPs, a partir deste ponto o IP é utilizado para estabelecer uma rota entre os dois pontos e o nome digitado inicialmente não é mais utilizado nesta comunicação.

    Em uma rede interna é comum o uso de servidores de DNS, dada a facilidade que este recurso adere a uma rede de computadores, uma vez que os usuários tem maior facilidade em lembrarem nomes em comparação as longas sequências numéricas que formam o endereço IP, a administração de um servidor DNS é relativamente simples mas completamente dependente das configurações de endereços IPs, já que o endereço de DNS a ser utilizado por uma estação é atribuído juntamente com o endereço IP que tal estação utilizará. Abaixo são mostrados todos os atributos de uma conexão de rede como vistos através do MS- DOS da Microsoft:

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    22 Figura 8 – Exemplo de configurações IP. Nesta figura é possível ver o endereço físico

    Figura 8 – Exemplo de configurações IP.

    Nesta figura é possível ver o endereço físico (Physical Address ou MAC Address) da placa de rede em uso, o endereço IP desta estação (IPv4 Address), o(s) servidor(es) de DNS (DNS Servers) e o gateway padrão (Default gateway), que no caso da ACME, será o endereço do roteador responsável por fazer a interface entre a rede externa e a rede interna.

    No exemplo acima, todos estes atributos, com exceção do endereço físico, foram atribuídos a esta estação por um servidor de DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol), ele permite que um servidor controle, automaticamente, a distribuição de endereços IPs para todos os equipamentos conectados fisicamente a determinada rede. Para facilitar a administração dos equipamentos, cada rede (dados e telefonia) será endereçada de forma a criar duas sub-redes, com endereços visualmente distintos, os endereços iniciais de cada uma destas redes é apresentado a seguir:

    Rede de Dados :

    Faixa de IPs: 10.251.100.1 a 10.251.100.254 Total de endereços disponíveis: 254

    Rede de Telefonia:

    Faixa de IPs: 10.251.200.1 a 10.251.200.254 Total de endereços disponíveis: 254

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    Os números destacados em “negrito” são representações de endereços IPs, neste tipo de rede os endereços com final 0 (10.251.100.0) e 255 (10.251.100.255) são reservados e não podem ser atribuídos a estações, com isto temos em cada rede uma gama de 254 (duzentos e cinquenta e quatro) endereços disponíveis. A separação, lógica, entre as duas redes é feita através da máscara de sub rede, que também é representada como um endereço IP, neste caso como queremos que a separação da rede seja feita pela terceira sequência de números (100 ou 200), utilizaremos a mesma máscara para ambas as redes: 255.255.255.0

    Com isto sempre que a variação no IP ocorrer apenas na última sequência de caracteres, o protocolo cria uma rota local para o endereço, do contrário este endereço é identificado como pertencente a uma outra sub-rede e o acesso só será possível caso seja adicionada uma rota específica nas estações, garantindo assim que não haverá “disputa” entre as redes de dados e de telefonia.

    Como vimos anteriormente, o servidor DHCP fará a distribuição dos endereços a todas as estações conectadas, para isto basta que a estação esteja configurada para receber um endereço automaticamente, do lado do servidor, serão necessários 2 servidores (aplicações) distintos para realizarem o endereçamento em cada uma das redes utilizadas pela ACME. Além do endereço de cada máquina, o DHCP é responsável também por indicar quais serão os roteadores padrões (gateways) e os servidores para resolução de nomes (DNS), estes valores são apresentados a seguir para cada uma das 2 estruturas de redes:

    Rede de Dados :

    “Gateway” padrão: 10.251.100.1 DNS 1: 10.251.100.2 DNS 2: 10.251.100.3

    Rede de Telefonia:

    “Gateway” padrão: 10.251.200.1 DNS 1: 10.251.200.2 DNS 2: 10.251.200.3

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    Para que exista sempre uma redundância na resolução de nomes a configuração padrão, incluem dois servidores de nomes (DNS) e uma rota padrão (Gateway), através da qual todo o tráfego para outras sub-redes será roteado. Desta forma, caso um computador da rede de dados tenha que acessar um equipamento da rede de telefonia, será preciso que exista uma rota, física e lógica, criada no gateway padrão, do contrário ocorrerá uma falha na comunicação. Todas estas rotas são gerenciadas e controladas por aplicativos de firewall.

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    • 5. Link de acesso à internet

    Devido ao avanço da tecnologia, passamos a trafegar cada vez mais informações através das redes de computadores, internamente a ACME possuirá uma rede com velocidade nominal de até 1gigabit por segundo, no entanto a partir do momento que este tráfego não esteja contido apenas no âmbito da ACME e passe a abranger a internet, a velocidade de acesso dependerá, quase que integralmente, da velocidade do link de internet contratado. A seguir serão apresentados os dois serviços de melhor qualidade no mercado, com isto além de maior velocidade de acesso em situações normais, caso ocorra problema em um dos links o outro continuará ativo.

    Atualmente as operadoras de serviços de internet passaram a oferecer acesso através de fibra ótica com velocidades de até 200mb/s, estas modalidades além de oferecerem melhor qualidade da transmissão não possuem limite de utilização e por isto são ideias para ambientes corporativos. Entre as principais opções temos Net Fibra de 120MB/s e a Vivo Fibra de 200MB/s, outras empresas como OI, GVT e TIM, também oferecem serviços de acesso através de fibra ótica, no entanto em testes realizados pela revista Info, as melhores velocidades obtidas foram nos planos de 120MB/s da Net e 200MB/s da Vivo, por este motivo, recomendamos a adoção de um link de cada uma destas empresas.

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    • 6. Software para gerenciamento da rede e dos servidores

    A Cisco oferece diversos tipos de sistemas para monitoramento e gerenciamento dos seus equipamentos e também dos servidores que compreendem o parque tecnológico, a ferramenta mais completa, que é desenvolvida em parceria com a ManageEngine, é chamada de OpManager, esta ferramenta é capaz de monitorar e gerenciar todos os equipamentos de rede que serão utilizados neste projeto, além de se estender também aos servidores físicos e/ou virtuais que existam no ambiente. Abaixo temos uma breve descrição do OpManager, de acordo com o seu fabricante:

    OpManager aproveita as tecnologias de gerenciamento Cisco padrão da indústria, tais como: NetFlow, IPSLA, NBAR etc., para monitorar e gerenciar todos os dispositivos de rede em toda a gama Cisco. OpManager vem com mais de 160 modelos exclusivos de um dispositivo para diversas variantes de dispositivos Cisco. O software de monitoramento de rede depende de SNMP, o protocolo de comunicação padrão, para se comunicar com os dispositivos da Cisco em uma rede. A descoberta e o monitoramento, automático, de novos modelos proporciona a flexibilidade de acomodar cada novo produto lançado pela Cisco para evoluir com as mudanças da indústria. (MANAGEENGINE, 2015)

    Entre as funcionalidades para monitorarmos a rede de dados e de telefonia da ACME, o OpManager oferece as seguintes possibilidades:

    Solucionar eventos de indisponibilidade rapidamente, através do

    SNMP Traps e Syslogs. Entender o desempenho da aplicação e como isto impacta a rede de

    dados. Analisar latência na rede WAN (Wide area network) através do Cisco

    IP SLA Analisar o tráfego na rede WAN através do Cisco Netflow

    Automatizar os processos de controle de alterações e configurações

    da rede Monitorar e resolver problemas na rede VoIP (Voice over IP).

    Visualizar a rede com mapas customizáveis

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    Com isto teremos a possibilidade de utilizar apenas um sistema para gerenciar todos os equipamentos de rede, além de permitir a monitoração proativa destes equipamentos, permitindo que a equipe de suporte identifique problemas antes que estes causem impacto nas aplicações. Este sistema permite inclusive controlar a rede de telefonia feita com voz sobre IP (VoIP).

    Outra importante característica deste sistema é a possibilidade de realizar controle de alterações e configurações nos equipamentos de rede, isto previne a ocorrência de problemas uma vez que toda e qualquer alteração realizada, será devidamente registrada e testada.

    O OpManager permite também a monitoração e controle de servidores físicos e virtuais que utilizem sistemas Operacionais Microsoft Windows ou qualquer variação do Linux. Entre as principais funcionalidades temos (Fonte:

    MANAGEENGINE, 2015):

    Monitoração da disponibilidade e saúde (health) dos servidores;

    Monitoração dos servidores VMWare ESX;

    Monitoração de serviços;

    Monitoração de processos;

    Monitoração de websites e URLS.

    Com a ferramenta NetworkMap do OpManager, é possível desenhar um diagrama de toda a rede, indicando quais equipamentos estão apresentando falha, isto permite identificar e resolver rapidamente qualquer problema além de permitir entender a estrutura de rede como um todo, com suas dependências além da intensidade de tráfego em determinados pontos da rede, graças a reprodução fiel do “layout” da rede. Abaixo temos um mapa de rede criado pelo Opmanager:

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    28 Figura 9 – Diagrama de rede com o OpManager (MANAGEENGINE, 2015). O OpManager, permite também

    Figura 9 – Diagrama de rede com o OpManager (MANAGEENGINE, 2015).

    O OpManager, permite também a confecção de mapas exclusivos, facilitando a monitoração e controle de equipamentos que atuem em conjunto mas estejam dispostos em diferentes sub-redes. O exemplo abaixo, obtido do site do OpManager, demonstra um diagrama simples, compreendendo apenas os servidores de aplicação e os servidores de banco de dados, com isto é fácil identificar problemas que possam impactar os usuários finais:

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    29 Figura 10 – Mapa de rede ajustável do OpManager (MANAGEENGINE, 2015) Outra funcionalidade de grande

    Figura 10 – Mapa de rede ajustável do OpManager (MANAGEENGINE, 2015)

    Outra funcionalidade de grande apoio as médias empresas, diz respeito ao “Capacity Planning”, através de uma série de relatórios de desempenho, é possível identificar equipamentos que não estejam atendendo as necessidades de negócio, ou que apresentem tempos de resposta elevados, indicando que a capacidade está próxima do seu limite, com isto é possível prever a necessidade de um novo servidor ou switch e realizar sua inclusão pró-ativamente, prevenindo impactos na operação.

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    7. Conclusão

    Para o correto funcionamento de uma rede de dados, com velocidade nominal de transmissão de 1 gigabit/segundo e também para permitir a certificação da estrutura por instituições nacionais, ou internacionais, este projeto seguiu à risca a norma brasileira que determina as regras para cabeamento estruturado em edifícios comerciais e data centers, esta norma, desenvolvida pela ABNT, é conhecida como NBR-14565.

    A norma determina o tipo e comprimento dos cabos, distribuição dos equipamentos nos andares do edifício, distribuição das tomadas de telecomunicações e outros componentes importantes de uma estrutura de redes. Além destes pontos, prevemos também um aumento mínimo de 50% na quantidade de work areas atuais, portanto, foram instalados 50% mais tomadas de telecomunicações do que a quantidade de usuários existentes atualmente e os equipamentos principais como switches e roteadores também terão portas disponíveis, permitindo expandir ainda mais a quantidade de work areas sem a necessidade de reestruturação da rede.

    Para o monitoramento e controle de todos os equipamentos de rede e, também, de todos os servidores, recomendamos o uso do ManageEngine OpManager, este sistema permite monitorar desde as portas dos switches até os serviços em execução nos servidores, garantindo assim a estabilidade da rede através de alertas reativos e proativos. Este software permite também a criação de diversos relatórios com o intuito de realizar um planejamento de capacidade, através da verificação dos limites de desempenho pré-definidos, antecipando assim a necessidade de novos equipamentos e serviços, como link de internet.

    Com isto definimos a nova estrutura de redes para a ACME, que além de suportar o tráfego de dados e voz sobre IP (VoIP), também permitirá a expansão e o monitoramento proativo de todos os itens que fazem parte da estrutura, além da possibilidade de obtenção de uma certificação que irá garantir os níveis mais altos de serviço para a ACME e seus clientes.

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    8. Referências

    ABNT, NBR-14565 - Cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers. 2013

    CISCO, Website da empresa. Disponível em: www.cisco.com. Acesso em:

    01/06/2015

    MANAGEENGINE, OpManager. Disponível em:

    management.html. Acesso em: 08/06/2015

    SIMEON, Equipamentos de rede. Disponível em: www.siemon.com. Acesso em:

    04/06/2015

    TANENBAUN, Andrew S., Redes de computadores, Elsevier Brasil, 2003.