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CONTRATOS EM ESPÉCIE

I DO CONTRATO DE COMPRA E VENDA (arts 481 a 532 CC)

1. Definição

Contrato pelo qual uma pessoa se obriga a transferir a propriedade de um certo objeto ontrato pelo qual uma pessoa se obriga a transferir a propriedade de um certo objeto a outra, mediante recebimento de soma em dinheiro, denominada preço.

2. Partes

Vendedor e comprador endedor e comprador

3. Efeitos

Transmissão da propriedade do objeto do comprador para o vendedorpreço. 2. Partes V endedor e comprador 3. Efeitos Quando ocorre a transmissão da propriedade? Varia

Quando ocorre a transmissão da propriedade?da propriedade do objeto do comprador para o vendedor Varia de acordo com o sistema jurídico

Varia de acordo com o sistema jurídicopara o vendedor Quando ocorre a transmissão da propriedade? Direito romano mancipatio – figurativamente se pesava

Direito romano mancipatio – figurativamente se pesava numa balança com pesos em bronze a quantia a ser mancipatio figurativamente se pesava numa balança com pesos em bronze a quantia a ser paga perante testemunhas ou cessio in iure modo de transferência pelo abandono do objeto pelo proprietário ao adquirente diante do magistrado

E ainda traditio manus ( tradição manual) traditio manus (tradição manual)

Direito Francês aboliu este sistema a transferência se da no ato da celebração do contratodo magistrado E ainda traditio manus ( tradição manual) Sistema germânico mantém tradição romana. A compra

Sistema germânico mantém tradição romana. A compra e venda não é meio de transmissão de propriedade, esta se da realmente com a tradiçãoa transferência se da no ato da celebração do contrato Direito brasileiro mantém tradição romana com

Direito brasileiro mantém tradição romana com alterações germânicasde propriedade, esta se da realmente com a tradição A transmissão de propriedade se dá com

A transmissão de propriedade se dá com a tradição manual quando se tratar de móveis e pela transcrição no registro imobiliário quando for imóveis

A tradição deve ocorrer no lugar em que a coisa se achava a época da venda, salvo estipulação em contrarioDuas fases distintas: celebração e execução ainda que simultâneas 4. Caracteres jurídicos TIPICO ARTS 481

Duas fases distintas: celebração e execução ainda que simultâneasachava a época da venda, salvo estipulação em contrario 4. Caracteres jurídicos TIPICO ARTS 481 A

4. Caracteres jurídicos

TIPICO ARTS 481 A 532e execução ainda que simultâneas 4. Caracteres jurídicos PURO – NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMA

PURO – NÃO É COMBINAÇAO NÃO É COMBINAÇAO

CONSENSUAL OU FORMATIPICO ARTS 481 A 532 PURO – NÃO É COMBINAÇAO ONEROSOS BILATERAIS PRE ESTIMADO OU ALEATORIO

ONEROSOS481 A 532 PURO – NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMA BILATERAIS PRE ESTIMADO OU ALEATORIO

BILATERAISPURO – NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMA ONEROSOS PRE ESTIMADO OU ALEATORIO EXECUÇAO IMEDIATA OU

PRE ESTIMADO OU ALEATORIONÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMA ONEROSOS BILATERAIS EXECUÇAO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL NEGOCIAVEL OU DE

EXECUÇAO IMEDIATA OU FUTURAOU FORMA ONEROSOS BILATERAIS PRE ESTIMADO OU ALEATORIO INDIVIDUAL NEGOCIAVEL OU DE ADESAO IMPESSOAL 5. Elementos

INDIVIDUALPRE ESTIMADO OU ALEATORIO EXECUÇAO IMEDIATA OU FUTURA NEGOCIAVEL OU DE ADESAO IMPESSOAL 5. Elementos Objeto,

NEGOCIAVEL OU DE ADESAOOU ALEATORIO EXECUÇAO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL IMPESSOAL 5. Elementos Objeto, preço e consentimento –

IMPESSOALIMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL NEGOCIAVEL OU DE ADESAO 5. Elementos Objeto, preço e consentimento – res,

5. Elementos

Objeto, preço e consentimento – res, pretium, consensus res, pretium, consensus

Objeto bem suscetível de alienação no comércio, passível de ser vendido e adquiridoObjeto, preço e consentimento – res, pretium, consensus Preço – caracteriza a compra e venda diferenciando-a

Preço – caracteriza a compra e venda diferenciando-a da troca, em principio em dinheiro, mas admissível caracteriza a compra e venda diferenciando-a da troca, em principio em dinheiro, mas admissível dação em pagamento substituição por outra coisa.

Preço – deve ser sério. Ex: se vendido por 1 real será doação e não venda- deve ser sério. Ex: se vendido por 1 real será doação e não venda- simulação art. 167-nulidade

Consentimento - livrecoisa. Preço – deve ser sério. Ex: se vendido por 1 real será doação e não

6.

Requisitos subjetivos

Sujeitos capazes6. Requisitos subjetivos Capacidade negocial – Ascendente não pode vende a descendente sem que os outros

Capacidade negocial –

Ascendente não pode vende a descendente sem que os outros descendentes e cônjuge expressamente o consintam- vicio leve dois anos – art. 496 CC art. 496 CC

Pessoa casada com vênia conjugal exceto separação e participação final dos aquestos se assim prever o pacto antenupcial art. 1656 CC-defeito leveo consintam- vicio leve dois anos – art. 496 CC Tutores, curadores, testamenteiro, administradores em geral

Tutores, curadores, testamenteiro, administradores em geral – defeito grave defeito grave

Mandatários não podem comprar bens de cuja administração guarda ou alienação tenham sido encarregados-defeito gravetestamenteiro, administradores em geral – defeito grave Condômino não pode vender sua parte de coisa indivisível

Condômino não pode vender sua parte de coisa indivisível se outro condômino a quiser pelo mesmo preço-leveguarda ou alienação tenham sido encarregados-defeito grave Se forem vários terá preferência aquele com benfeitorias

Se forem vários terá preferência aquele com benfeitorias de maior valor ou o dono do maior quinhão, se todos iguais o que primeiro depositou o preço, deve agir em 180 dias s e ano lhe foi dada preferência art. 504 CC

7. Requisitos objetivos

Art. 104 CCdada preferência – art. 504 CC 7. Requisitos objetivos Art. 482 CC A compra e venda,

Art. 482 CC A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que as partes acordarem no objeto e no preço.

Art. 483 CC A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato aleatório

8.Vendas especiais

Venda por amostrasera de concluir contrato aleatório 8.Vendas especiais Art. 484 Se a venda se realizar à vista

Art. 484 Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á que o vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem.

Parágrafo único. Prevalece a amostra, o protótipo ou o modelo, se houver contradição ou diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato.

A compra e venda de imóveis poderá se dar ad mensuram e ad corpus

A

compra e venda de imóveis poderá se dar ad mensuram e ad corpus

Ad corpus – como corpo individualizado sendo a metragem secundaria – ex vendo Fazenda Santa

Ad corpus como corpo individualizado sendo a metragem secundaria ex vendo Fazenda Santa Maria-menção enunciativa a metragem

Ad mensuram – quando as dimensões do imóvel forem essenciais- se não conferirem exatamente pode

Ad mensuram quando as dimensões do imóvel forem essenciais- se não conferirem exatamente pode pedir complementação por ação ex empto ou ex vendito ou abatimento do preço ou resolução

O juiz dada as circunstâncias ira decidir de que tipo se trata

O

juiz dada as circunstâncias ira decidir de que tipo se trata

Segundo Fiúza, nada dizendo o contrato se presume ad corpus se a diferença

Segundo Fiúza, nada dizendo o contrato se presume ad corpus se

a diferença

entre o estipulado em contrato e as medidas reais for de no máximo 1/20 art.

 

500 CC

 

9.Requisitos formais

 
Consensual, exceto se imóvel de valor superior a mais 30 salários mínimos

Consensual, exceto se imóvel de valor superior a mais 30 salários mínimos

Artigo 108-Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

10. Obrigações do vendedor

Cuidar da coisa como sua ate a tradição correndo por sua conta10. Obrigações do vendedor Garantir os vícios da evicção e redibitórios Art 502 CC- débitos relativos

Garantir os vícios da evicção e redibitóriosda coisa como sua ate a tradição correndo por sua conta Art 502 CC- débitos relativos

Art 502 CC- débitos relativos a coisa móvel ou imóvel ate a tradição correm por conta do vendedorsua conta Garantir os vícios da evicção e redibitórios E demais assumidas no contrato 11. Obrigações

E demais assumidas no contratoou imóvel ate a tradição correm por conta do vendedor 11. Obrigações do comprador Pagar o

11. Obrigações do comprador

Pagar o preçodemais assumidas no contrato 11. Obrigações do comprador Receber a coisa no tempo e local determinados

Receber a coisa no tempo e local determinadosno contrato 11. Obrigações do comprador Pagar o preço 12. Cláusulas especiais Não são comuns, mas

12. Cláusulas especiais

Não são comuns, mas podem ocorrer de forma extraordinária, devendo sempre ser pactuada por expressocoisa no tempo e local determinados 12. Cláusulas especiais A- Retrovenda C láusula pela qual o

A- Retrovenda

C láusula pela qual o vendedor se reserva o direito de readquirir a coisa do

Cláusula pela qual o vendedor se reserva o direito de readquirir a coisa do comprador restituindo-lhe o preço mais despesas

Só é válida, segundo o Código Civil se o objeto do contrato for imóvel

é válida, segundo o Código Civil se o objeto do contrato for imóvel

Prazo de validade de 3 anos, sob pena de se considerar não escrito o tempo

Prazo de validade de 3 anos, sob pena de se considerar não escrito o tempo que ultrapassá-lo

Se o comprador se recusar a revender o vendedor poderá depositar a quantia judicialmente

Se o comprador se recusar a revender o vendedor poderá depositar a quantia judicialmente

O vendedor poderá ceder seu direito de retrato a terceiros e transmiti-lo via

O

vendedor poderá ceder seu direito de retrato a terceiros e transmiti-lo via

hereditária a herdeiros e legatários

Se o comprador dispuser da coisa alienando-a ou transmitindo-a a terceiros poderá o vendedor agir contra esses desde que a cláusula esteja averbada junto a matrícula do imóvelB-Venda a contento Contrato subordinado à condição de ficar desfeito se a coisa objeto do

B-Venda a contento

Contrato subordinado à condição de ficar desfeito se a coisa objeto do contrato não for

Contrato subordinado à condição de ficar desfeito se a coisa objeto do contrato não for do agrado do comprador

Deve ser sempre expressa para ter validade

Deve ser sempre expressa para ter validade

A venda só se reputa celebrado se o comprador aprovar a coisa, isto não impede

A

venda só se reputa celebrado se o comprador aprovar a coisa, isto não impede

que a coisa seja entregue de imediato

O comprador que recebe a coisa será considerado comodatário – empréstimo

O

comprador que recebe a coisa será considerado comodatário empréstimo

gratuito de coisas infungíveis- ate que se manifeste aceitando-a ou não

Prazo para que se manifeste deve ser fixado no contrato, em sua falta poderá intimar

Prazo para que se manifeste deve ser fixado no contrato, em sua falta poderá intimar o comprador judicialmente ou não para que exerça seu direito em prazo determinado pelo vendedor

Vencido o prazo o comprador será constituído em mora, respondendo pelos danos que sofrer a

Vencido o prazo o comprador será constituído em mora, respondendo pelos danos que sofrer a coisa.

CDC – em todo contrato celebrado fora do estabelecimento comercial o comprador terá o prazo

CDC em todo contrato celebrado fora do estabelecimento comercial o comprador terá o prazo de 7 dias contados do recebimento para se arrepender e restituir o produto recebendo seu dinheiro de volta.

C Venda sujeita a prova

Modalidade da venda sujeita a contento

Modalidade da venda sujeita a contento

Contrato se reputa celebrado depois que o comprador comprovar que a coisa tem

Contrato se reputa celebrado depois que o comprador comprovar que a coisa tem

as

qualidades asseguradas pelo vendedor e seja adequada para a finalidade a que

 

destina

É mais restrita que a venda a contento a rejeição só será possível se a

É

mais restrita que a venda a contento a rejeição só será possível se a coisa não

possuir as qualidades asseguradas pelo vendedor ou não for finalidade para que

se destina

Na venda a contento basta que o produto não seja de seu agradoAplica-se as mesmas disposições da venda a contento. D- Preempção ou preferência Cláusula pelo qual

Aplica-se as mesmas disposições da venda a contento.venda a contento basta que o produto não seja de seu agrado D- Preempção ou preferência

D- Preempção ou preferência

Cláusula pelo qual o comprador se compromete a oferecer a coisa ao vendedor se algum dia resolver vendê-lada venda a contento. D- Preempção ou preferência Deve ser pactuada por expresso e o vendedor

Deve ser pactuada por expresso e o vendedor só terá direito se pagar o preço exigido pelo compradoroferecer a coisa ao vendedor se algum dia resolver vendê-la Prazo imóvel – 60 dias Móvel

Prazo imóvel – 60 dias 60 dias

Móvel - 3 diaso preço exigido pelo comprador Prazo imóvel – 60 dias Findo o prazo estará livre o

Findo o prazo estará livre o vendedorpelo comprador Prazo imóvel – 60 dias Móvel - 3 dias Partes podem fixar prazo maior

Partes podem fixar prazo maior não superior a 180 dias para móvel e 2 anos para imóveldias Móvel - 3 dias Findo o prazo estará livre o vendedor E – Reserva de

E Reserva de domínio

Cláusula que garante ao vendedor a propriedade da coisa móvel já entregue ao comprador até o pagamento total do preçomóvel e 2 anos para imóvel E – Reserva de domínio Apesar de já entregue a

Apesar de já entregue a coisa o vendedor continua seu dono, comum nas vendas a prazojá entregue ao comprador até o pagamento total do preço Só para móveis Para que possa

Só para móveiscoisa o vendedor continua seu dono, comum nas vendas a prazo Para que possa agir contra

Para que possa agir contra terceiros adquirentes deve ser o contrato registrado no domicílio do comprador – no cartório de títulos e documentos no cartório de títulos e documentos

Ex: Bruno comprou TV de Paulo com cláusula de reserva de domínio: o objeto deverá ser individualizado a fim de que não se confunda com outros congêneres se houver dúvida e o bem for vendido a dúvida beneficiará o novo compradordo comprador – no cartório de títulos e documentos Entregue a coisa responde o comprador por

Entregue a coisa responde o comprador por todos os danos que sofrer exceção ao res perit domino res perit domino

Não paga a dívida poderá o vendedor executar a cls exigindo a restituição da coisa e restituindo o comprador as parcelas já pagas descontados os prejuízos advindos do inadimplemento alem da deterioração da coisaPode ser que não haja nada a substituir e mais que tenha que ser paga

Pode ser que não haja nada a substituir e mais que tenha que ser paga indenizaçãoadvindos do inadimplemento alem da deterioração da coisa Para tal precisará o vendedor constituir o comprador

Para tal precisará o vendedor constituir o comprador em mora interpelando-o judicialmente ou protestando o títuloa substituir e mais que tenha que ser paga indenização O vendedor poderá em vez de

O vendedor poderá em vez de resolver o contrato executar o contrato para exigir as prestações não pagasmora interpelando-o judicialmente ou protestando o título F- Venda sobre documentos O contrato é executado mediante

F- Venda sobre documentos

O contrato é executado mediante a entrega de documentos que representam a coisa, ou seja, tradição simbólica da coisaexigir as prestações não pagas F- Venda sobre documentos II - DA DOAÇÃO ( Arts. 538

II - DA DOAÇÃO (Arts. 538 a 564 CC)

1.Conceito

Contrato pelo qual uma pessoa por liberalidade de seu patrimônio bens ou vantagens a outra que os aceita.da coisa II - DA DOAÇÃO ( Arts. 538 a 564 CC) 1.Conceito 2. Partes: doador

2. Partes: doador e donatário

3.Caracteres jurídicos

TIPICO Arts. 538 a 5642. Partes: doador e donatário 3.Caracteres jurídicos PURO – NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL OU FORMAL GRATUITO

PURO – NÃO É COMBINAÇAO NÃO É COMBINAÇAO

CONSENSUAL OU FORMAL2. Partes: doador e donatário 3.Caracteres jurídicos TIPICO Arts. 538 a 564 PURO – NÃO É

GRATUITOdoador e donatário 3.Caracteres jurídicos TIPICO Arts. 538 a 564 PURO – NÃO É COMBINAÇAO CONSENSUAL

UNILATERAL OU BILATERAL ( se for doação com encargo)PRÉ-ESTIMADO OU ALEATÓRIO EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL PERSONALÍSSIMO 4. Elementos : a-Consentimento b-

PRÉ-ESTIMADO OU ALEATÓRIOUNILATERAL OU BILATERAL ( se for doação com encargo) EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL PERSONALÍSSIMO 4.

EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA( se for doação com encargo) PRÉ-ESTIMADO OU ALEATÓRIO INDIVIDUAL PERSONALÍSSIMO 4. Elementos : a-Consentimento b-

INDIVIDUALPRÉ-ESTIMADO OU ALEATÓRIO EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA PERSONALÍSSIMO 4. Elementos : a-Consentimento b- Animus

PERSONALÍSSIMOOU ALEATÓRIO EXECUÇÃO IMEDIATA OU FUTURA INDIVIDUAL 4. Elementos : a-Consentimento b- Animus donandi –

4. Elementos:

a-Consentimento

b- Animus donandi liberalidade

5. Espécies de doação

a-pura e simples ou típica

é aquela na qual não há restrição ou encargo imposto pelo doador, nem subordina sua eficácia a nenhuma condição. É a liberalidade plena.5. Espécies de doação a-pura e simples ou típica b- onerosa, modal, com encargo impõe incumbência

b- onerosa, modal, com encargo

impõe incumbência ou dever ao donatárioÉ a liberalidade plena. b- onerosa, modal, com encargo o encargo não suspende a aquisição nem

o encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito ao contrario da condiçãocom encargo impõe incumbência ou dever ao donatário pode ser imposto em benefício do doador, de

pode ser imposto em benefício do doador, de terceiro ou de interesse geralnem o exercício do direito ao contrario da condição seu cumprimento em caso de mora pode

seu cumprimento em caso de mora pode ser exigido judicialmenteem benefício do doador, de terceiro ou de interesse geral Doação com reserva de usufruto é

Doação com reserva de usufruto é pura e simplescumprimento em caso de mora pode ser exigido judicialmente tem legitimidade para exigir o cumprimento o

tem legitimidade para exigir o cumprimento o doador e o terceiro, ou o Ministério Público se for de interesse geral e o doador faleceu – art. 553 CC art. 553 CC

c- remuneratória -

em retribuição de serviços prestados, cujo pagamento não pode ser exigido pelo donatárioc- remuneratória - 6. Tipos de doação a-Doação conjuntiva: Feita a mais de uma pessoa- entende-se

6. Tipos de doação

a-Doação conjuntiva:

Feita a mais de uma pessoa- entende-se distribuída aos beneficiários por igual 551- pode determinar direito de acrescer ao que venha a sobreviverpelo donatário 6. Tipos de doação a-Doação conjuntiva: Se os donatários forem marido e mulher a

Se os donatários forem marido e mulher a regra é o direito de acrescer – 551 parágrafo único 551 parágrafo único

b-Doação inoficiosa:

É a que excede o limite que no momento da liberalidade poderia dispor em testamento- ação declaratória de nulidade da parte inoficiosa- ação de reduçãoacrescer – 551 parágrafo único b-Doação inoficiosa: c-Doação com cláusula de retorno ou reversão: art. -

c-Doação com cláusula de retorno ou reversão:

art.- 547 -547

Permite o retorno dos bens ao doador se este sobreviver ao donatário – não é possível a reversão em favor de terceiro não é possível a reversão em favor de terceiro

d- Doação feita em contemplação de casamento futuro propter nupcias

Artigo 546

A doação feita em contemplação de casamento futuro com certa e determinada pessoa,

quer pelos nubentes entre si, quer por terceiro a um deles, a ambos, ou aos filhos que, de futuro, houverem um do outro, não pode ser impugnada por falta de aceitação, e só ficará sem efeito se o casamento não se realizar.

e Doação ao concubino

Artigo 550

A doação do cônjuge adúltero ao seu cúmplice pode ser anulada pelo outro cônjuge, ou

por seus herdeiros necessários, até dois anos depois de dissolvida a sociedade conjugal.

f- Doação a entidade futura

Artigo 554

A doação a entidade futura caducará se, em dois anos, esta não estiver constituída

regularmente.

g- Doação universal

Artigo 548

É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a

subsistência do doador.

h-Doação feita por doador já insolvente ou por ela reduzido a insolvência

Configura-se fraude contra credores- ação paulianapor doador já insolvente ou por ela reduzido a insolvência Não é necessário provar consilium fraudis

Não é necessário provar consilium fraudis consilium fraudis

Art. 158 CCação pauliana Não é necessário provar consilium fraudis Regra de proteção a credores 7.Revogaçao da doação

Regra de proteção a credoresfraude contra credores- ação pauliana Não é necessário provar consilium fraudis Art. 158 CC 7.Revogaçao da

7.Revogaçao da doação

Art. 555 CCa-por descumprimento do encargo Desde que feita a prova em juízo pelo doador Seria melhor

a-por descumprimento do encargo

Desde que feita a prova em juízo pelo doadorArt. 555 CC a-por descumprimento do encargo Seria melhor falar em resolução/rescisão É necessário que o

Seria melhor falar em resolução/rescisãodo encargo Desde que feita a prova em juízo pelo doador É necessário que o donatário

É necessário que o donatário tenha incorrido em mora (art. 562 CC) o que poderá ocorrer pelo seu vencimentopelo doador Seria melhor falar em resolução/rescisão Não havendo termo começa da interpelação judicial ou

Não havendo termo começa da interpelação judicial ou extrajudicial (art.397, parágrafo único, CC)mora (art. 562 CC) o que poderá ocorrer pelo seu vencimento Ação revocatória de doação Força

Ação revocatória de doaçãojudicial ou extrajudicial (art.397, parágrafo único, CC) Força maior afasta a mora B- por ingratidão do

Força maior afasta a moraparágrafo único, CC) Ação revocatória de doação B- por ingratidão do donatário Somente se for pura

B- por ingratidão do donatário

Somente se for puraForça maior afasta a mora B- por ingratidão do donatário Obrigação moral ser grato ao benfeitor

Obrigação moral ser grato ao benfeitora mora B- por ingratidão do donatário Somente se for pura Rol dos arts. 557 e

Rol dos arts. 557 e 558 CC é taxativoSomente se for pura Obrigação moral ser grato ao benfeitor É de ordem pública – irrenunciável

É de ordem pública – irrenunciável antecipadamente irrenunciável antecipadamente

III- DA TROCA, ESCAMBO, CÂMBIO OU PERMUTA (ART. 533)

Contrato pelo qual uma das partes se obriga a transferir a outra a propriedade de um bem mediante o recebimento de outro bem que não seja dinheiroIII- DA TROCA, ESCAMBO, CÂMBIO OU PERMUTA (ART. 533) Aplicam-se as disposições da compra e venda

Aplicam-se as disposições da compra e vendade um bem mediante o recebimento de outro bem que não seja dinheiro Aplicam-se no que

Aplicam-se no que couber as cláusulas especiaisde um bem mediante o recebimento de outro bem que não seja dinheiro Aplicam-se as disposições

Salvo disposição em contrário cada um dos contratantes pegará metade das despesasConterá defeito leve a troca entre ascendentes e descendentes sem o consentimento expresso dos outros

Conterá defeito leve a troca entre ascendentes e descendentes sem o consentimento expresso dos outros e do cônjugecada um dos contratantes pegará metade das despesas IV - DO CONTRATO ESTIMATÓRIO OU VENDA POR

IV - DO CONTRATO ESTIMATÓRIO OU VENDA POR CONSIGNAÇÃO (ARTS. 534 a 537)

1.Conceito

Contrato pelo qual uma pessoa entrega a outra coisa móvel para vender ficandoOU VENDA POR CONSIGNAÇÃO (ARTS. 534 a 537) 1.Conceito ou restituir a coisa dentro do prazo

ou restituir a coisa dentro do prazo

esta com a opção de pagar o preço combinado

2.Partes

Consignante o que entrega

Consignatário - o que recebe

3.Caracteres jurídicos

Típico – 534 a 537 534 a 537

Misto - depósito e compra e vendao que recebe 3.Caracteres jurídicos Típico – 534 a 537 Oneroso – mas poderá ser gratuito

Oneroso – mas poderá ser gratuito se o comodotário apenas por benevolência aceitar a coisa sem mas poderá ser gratuito se o comodotário apenas por benevolência aceitar a coisa sem se comprometer a fazer algo

Bilateralaceitar a coisa sem se comprometer a fazer algo Alelatório – não se sabe se ocorrera

Alelatório – não se sabe se ocorrera a venda não se sabe se ocorrera a venda

Individualaceitar a coisa sem se comprometer a fazer algo Bilateral Alelatório – não se sabe se

Negociávelaceitar a coisa sem se comprometer a fazer algo Bilateral Alelatório – não se sabe se

Impessoal3.Requisitos subjetivos Capacidade geral, além de ser dono da coisa 4.Prazo temporário em geral, se

3.Requisitos subjetivos

Capacidade geral, além de ser dono da coisaImpessoal 3.Requisitos subjetivos 4.Prazo temporário em geral, se indeterminado poderá haver resilição unilateral

4.Prazo

temporário em geral, se indeterminado poderá haver resilição unilateralCapacidade geral, além de ser dono da coisa 4.Prazo 5.Obrigações do consignatário Conservar a coisa como

5.Obrigações do consignatário

Conservar a coisa como se fosse suaresilição unilateral 5.Obrigações do consignatário Indenizar o consignante sempre que a restituição tiver se

Indenizar o consignante sempre que a restituição tiver se tornado impossível, ainda que por fato não lhe imputável – responsabilidade objetiva responsabilidade objetiva

Consignatário não tem direito a reembolso de despesas com conservação da coisapor fato não lhe imputável – responsabilidade objetiva No caso de gastos extraordinários só terá reembolso

No caso de gastos extraordinários só terá reembolso e retenção pelas benfeitorias úteis e necessárias, pelas voluptuárias só se autorizadas poderá ter reembolso sem direito de retençãodireito a reembolso de despesas com conservação da coisa 5.Obrigações do consignante Entregar a coisa e

5.Obrigações do consignante

Entregar a coisa e esperar prazo para que seja vendidasem direito de retenção 5.Obrigações do consignante Não poderá dela dispor antes da restituição VI. DO

Não poderá dela dispor antes da restituiçãode retenção 5.Obrigações do consignante Entregar a coisa e esperar prazo para que seja vendida VI.

VI. DO EMPRÉSTIMO:

Comporta duas espécies: comodato e mútuo

A- Comodato (arts. 579 a 585)

1.

Conceito

comodato e mútuo A- Comodato (arts. 579 a 585) 1. Conceito é o empréstimo gratuito de

é o empréstimo gratuito de bens infungíveis. É o empréstimo de uso. O comodatário utiliza o bem do comodante e depois o restitui.

Bens fungíveis- aqueles que podem ser substituídos por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex: alimentoscomodatário utiliza o bem do comodante e depois o restitui. Bens infungíveis – são bens que

Bens infungíveis – são bens que não podem ser substituídos por outro da mesma espécie, qualidade e são bens que não podem ser substituídos por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade. Ex; touro reprodutor, antiguidade de família etc.

Os bens infungíveis o são por sua própria natureza como os exemplos anteriores ou ainda por convenção das partes. Ou seja, são naturalmente fungíveis mas as partes o consideram infungíveis. Ex: dvds alugados, deve restituir aquele exemplar, não bastante a substituição por outro. Pode-se convencionar assim a princípio sobre quaisquer bens, embora seja bastante incomum e improvável para determinados bens.Ex; touro reprodutor, antiguidade de família etc. 2.Partes comodante- que empresta a coisa comodatário- que

2.Partes

comodante- que empresta a coisaincomum e improvável para determinados bens. 2.Partes comodatário- que toma emprestado

comodatário- que toma emprestadodeterminados bens. 2.Partes comodante- que empresta a coisa 3.Características/Caracteres jurídicos: Típico: arts.579

3.Características/Caracteres jurídicos:

Típico: arts.579 a 585bens. 2.Partes comodante- que empresta a coisa comodatário- que toma emprestado 3.Características/Caracteres jurídicos:

Puro:Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei. antes da entrega

Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei. antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns insistem traditio rei.antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns insistem em considera-lo consensual) de comodato, mas sim promessa de comodato.Como contrato gratuito, a promessa de comodato não é exigível, como a doação. Para ser exigível deve ser com encargo e o comodatário deve tê-lo cumprido.

Gratuito: à prestação do comodante não se contrapõe uma prestação do comodatário. Se houvesse contraprestação seria locação. O contrato pode gerar, porém, algumas pequenas obrigações em relação ao comodatário, como cuidar da coisa, alimentar animais, encher o tanque, cuidar do jardim (encargo), mas não tornam o contrato oneroso.deve ser com encargo e o comodatário deve tê-lo cumprido. Unilateral: gera obrigações apenas para o

Unilateral: gera obrigações apenas para o comodatáriodo jardim (encargo), mas não tornam o contrato oneroso. Pré-estimado: o contrato não está subordinado à

Pré-estimado: o contrato não está subordinado à sorte futura, todos os direitos e obrigações são previamente conhecidos.Unilateral: gera obrigações apenas para o comodatário De execução futura ou imediata: é celebrado em um

De execução futura ou imediata: é celebrado em um momento e executado sucessivamente ou nãoos direitos e obrigações são previamente conhecidos. Individual: só obriga as partes contratantes Negociável:

Individual: só obriga as partes contratantescelebrado em um momento e executado sucessivamente ou não Negociável: pelo menos em tese são possíveis

Negociável: pelo menos em tese são possíveis concessões recíprocas.ou não Individual: só obriga as partes contratantes Intuitu personae : alguns dizem que é impessoal,

Intuitu personae: alguns dizem que é impessoal, outros que é intermediário (Caio Mario). É, contudo, baseado : alguns dizem que é impessoal, outros que é intermediário (Caio Mario). É, contudo, baseado na confiança, relação pessoal. No direito francês é personalíssimo.

4. Requisitos subjetivos: Capacidade genérica com duas observações:

1. tutores, curadores e administradores de bens alheios não podem dá-los em comodato sem autorização do dono ou do juiz no caso de incapacidade.

2. Não é necessário que o comodante seja proprietário da coisa, podendo ser mero possuidor. É empréstimo de uso, não opera a transferência da propriedade. Deve, porém, pedir autorização ao proprietário, no silêncio do contrato.

5. Requisito objetivo: A coisa comodada deve ser infungível, pode ser móvel ou imóvel. A coisa infungível pode ser naturalmente ou por convenção, devendo, neste caso, ser restituída a mesma coisa in integrum, ainda que tal coisa seja naturalmente fungível ( no caso por exemplo de mercadorias são infungíveis por convenção).

O comodatário recebe as coisas no estado em que se encontram, não tendo o comodante a obrigação de repará-las ou pô-las em estado de servir. Não é como o locador que tem o dever de entrega, manutenção e garantia.

6.Requisitos formais: é contrato real, exige a traditio rei

Prazo: É temporário por essência, se fosse perpétuo seria doação. Pode ser por prazo determinado ou indeterminado.

Se for determinado o prazo, deverá ser respeitado, salvo se o comodante demonstrar em juízo a necessidade determinado o prazo, deverá ser respeitado, salvo se o comodante demonstrar em juízo a necessidade urgente e imprevista de reaver a coisa. Neste caso deve pagar multa contratual se for o caso, caso contrário, indeniza prejuízos.

se for o caso, caso contrário, indeniza prejuízos. Se especificamente, denúncia vazia. Ou seja, o comodante

Se

especificamente, denúncia vazia. Ou seja, o comodante pode retomar a coisa quando quiser, respeitando um prazo razoável para utilização da coisa.

ou

for

por

prazo

indeterminado

comporta

resilição

unilateral,

8.Obrigações do comodante:

Em princípio não tem, dado o caráter gratuito e unilateral do comodato. Podem, porém, surgir obrigações em duas hipóteses:

1. Reembolsar as benfeitorias necessárias e úteis, podendo o comodatário exercer o direito de retenção.

2. Indenizar o comodatário de prejuízos decorrentes de vício oculto da coisa que tenha dolosamente escondido. Ex: carro. Não é redibição!!!

9.Obrigações do comodatário:

1. O comodatário deve conservar a coisa como se fosse sua, não se escusando pelo desleixo como as próprias coisas. Se em situação de emergência o comodatário der preferência às suas coisas a coisa comodatada responde objetivamente pelos danos causados.

2. Indenizar o comodante pelos danos, se houver concorrido com culpa.

3. O comodatário não tem direito a reembolso de despesas com a conservação normal da coisa. No caso de gastos extraordinários, aplica-se a regra geral das benfeitorias nas obrigações de restituir coisa certa.

4. Restituir a coisa comodada no prazo ajustado, ou não havendo prazo, quando lhe for requisitada, respeitado o prazo razoável para que dela se utilize. Uma vez constituído em mora o comodatário estará sujeito ao pagamento de aluguéis, ainda que exorbitantes, pois sua natureza jurídica é de pena não de contraprestação. (Orlando Gomes quase que isoladamente opinião diversa)

5. Se for mais de um comodatário, serão solidariamente responsáveis.

B-MÚTUO ( arts.586 a 592)

Mutuo é o empréstimo gratuito ou oneroso de bens fungíveis. É o contrato pelo qual uma das partes empresta a outra fungível ficando esta obrigada a restituir- lhe coisa da mesma espécie qualidade e quantidade.Art. 586 Há transferência do domínio da coisa emprestada ao mutuário, que se torna proprietário

Art. 586lhe coisa da mesma espécie qualidade e quantidade. Há transferência do domínio da coisa emprestada ao

Há transferência do domínio da coisa emprestada ao mutuário, que se torna proprietário e consequentemente responde pelos riscos da coisa desde a tradiçãolhe coisa da mesma espécie qualidade e quantidade. Art. 586 Art. 587 De fato, há impossibilidade

Art. 587responde pelos riscos da coisa desde a tradição De fato, há impossibilidade da restituição na sua

De fato, há impossibilidade da restituição na sua individualidade, é contrato translativo, segundo Orlando Gomes.responde pelos riscos da coisa desde a tradição Art. 587 É empréstimo para consumo, pois o

É empréstimo para consumo, pois o mutuário devolverá outra da mesma espécie, em geral as coisa fungíveis se consumem pelo uso ( art. 85)é contrato translativo, segundo Orlando Gomes. 2.Quadro distintivo : mútuo e comodato Mutuo Comodato

2.Quadro distintivo: mútuo e comodato

Mutuo

Comodato

Coisas fungíveis

Coisas infungíveis

Gratuito ou oneroso

Gratuito

Translatício de domínio

Translatício de posse direta

Empréstimo de consumo

Empréstimo de uso

Permite a alienação da coisa emprestada

Não permite a alienação

3.Partes:

mutuante- o que empresta a coisauso Permite a alienação da coisa emprestada Não permite a alienação 3.Partes: mutuário- o que toma

mutuário- o que toma emprestadouso Permite a alienação da coisa emprestada Não permite a alienação 3.Partes: mutuante- o que empresta

4.Características/Caracteres juridicos:

Típico: arts.586 a 5924.Características/Caracteres juridicos: Puro: Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei .

Puro:juridicos: Típico: arts.586 a 592 Real: só se considera celebrado após a entrega do bem

Real: só se considera celebrado após a entrega do bem traditio rei . Antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns traditio rei. Antes da entrega efetiva da coisa o contrato não existe contrato (alguns insistem em considerá-lo consensual sendo inútil essa distinção, para eles a tradição seria apenas o primeiro ato executório do mútuo).

Gratuito em essência, podendo ser oneroso: em regra à prestação do mutuante não se contrapõe uma prestação do mutuário, além de restituir coisa da mesma espécie, qualidade e quantidade.seria apenas o primeiro ato executório do mútuo). Ex: em caso de dinheiro, se houver juros

Ex: em caso de dinheiro, se houver juros é oneroso – limite legal – taxa que estiver em vigor para mora do pagamento dos impostos limite legal taxa que estiver em vigor para mora do pagamento dos impostos devidos à Fazenda Nacional- ar. 406. taxa Selic

Para que seja oneroso é necessária cláusula expressa. Ex: acréscimo de juros Obs. Correção monetária não o torno oneroso, é apenas recomposição do valor devido.devidos à Fazenda Nacional- ar. 406. – taxa Selic Unilateral, a princípio só gera obrigações apenas

Unilateral, a princípio só gera obrigações apenas para o mutuário, segundo Orlando Gomes a estipulação de juros o torna oneroso e não bilateral, responde ou faz parte da contraprestação.o torno oneroso, é apenas recomposição do valor devido. Pré-estimado: o contrato não está subordinado à

Pré-estimado: o contrato não está subordinado à sorte futura, todos os direitos e obrigações são previamente conhecidos, eventualmente poderá ser aleatório, se a prestação do mutuário se alterar de acordo com a variação de algum índicenão bilateral, responde ou faz parte da contraprestação. Individual: só obriga as partes contratantes Negociável ou

Individual: só obriga as partes contratantesse a prestação do mutuário se alterar de acordo com a variação de algum índice Negociável

Negociável ou de adesão (ex SFH)do mutuário se alterar de acordo com a variação de algum índice Individual: só obriga as

Impessoal5.Requisito subjetivo : Capacidade genérica o mutuante deve ser dono da coisa ou ter autorização

5.Requisito subjetivo: Capacidade genérica

o mutuante deve ser dono da coisa ou ter autorização do dono, isso porque é

o

mutuante deve ser dono da coisa ou ter autorização do dono, isso porque é

translatício de domínio, opera a transferência da coisa mutuada. Ex. saco de

arroz

se o contrato for realizado por quem não é dono o verdadeiro dono poderá reivindicar

se o contrato for realizado por quem não é dono o verdadeiro dono poderá reivindicar a coisa, e se esta não existir poderá exigir perdas e danos.

doutrina não entende que o mútuo é contrato de alienação, como a compra e venda

doutrina não entende que o mútuo é contrato de alienação, como a compra e venda pois este não é o seu fim, sua ocorrência é acidental

a

mútuo feito a menor não lhe é exigível e nem a seu representante se este

mútuo feito a menor não lhe é exigível e nem a seu representante se este não o autorizou.

o

Art. 588, art. 166, I, 171, I, algumas exceções a esta regra:

Art. 588, art. 166, I, 171, I, algumas exceções a esta regra:

Art. 589

Art. 589

a-

quando realizada ratificação pelo próprio menor quando torna-se capaz ou pelo seu representante legal

b-

quando o menor tiver patrimônio próprio, responderá dentro das forças do patrimônio intra vires patrimonii

c-

quando dolosamente esconde a sua idade art. 180 (ver artigo 1691 CC)

6.Requisito objetivo:

A coisa mutuada deve ser fungível e de propriedade do mutuante ou com seuc- quando dolosamente esconde a sua idade – art. 180 (ver artigo 1691 CC) 6. Requisito

consentimento

7.Requisito formal:

é contrato real, exige a traditio rei traditio rei

8.Prazo:

É temporário por essência, se fosse perpétuo e gratuito seria doação, se perpétuo e oneroso, seria compra e venda.formal : é contrato real, exige a traditio rei 8.Prazo: Pode ser por prazo determinado ou

Pode ser por prazo determinado ou indeterminado.doação, se perpétuo e oneroso, seria compra e venda. Se for determinado o prazo, deverá ser

Se for determinado o prazo, deverá ser respeitado, salvo no caso de moratória legal, isto é, quando a própria lei determinare venda. Pode ser por prazo determinado ou indeterminado. O mutuante, em princípio, não pode exigir

O mutuante, em princípio, não pode exigir de volta a coisa antes do prazo assinaladomoratória legal, isto é, quando a própria lei determinar Se exemplificadamente não for estipulado Art. 592

não pode exigir de volta a coisa antes do prazo assinalado Se exemplificadamente não for estipulado

Se

exemplificadamente

não

for

estipulado

Art. 592prazo assinalado Se exemplificadamente não for estipulado pode ser presumido em algumas hipóteses, a- Se é

pode

ser

presumido

em

algumas

hipóteses,

a-

Se é empréstimo de dinheiro para a plantio de colheita, ate a próxima colheita

b-

De 30 dias se for pecuniário

9.Obrigações do mutuante:

De 30 dias se for pecuniário 9.Obrigações do mutuante: Em princípio não tem, a tradição é

Em princípio não tem, a tradição é o próprio ato de celebração do contrato.

10.Obrigações do comodatário:

O mutuário devera restituir coisa na mesma quantidade, espécie e qualidade

O

mutuário devera restituir coisa na mesma quantidade, espécie e qualidade

Se impossível a restituição por causa não lhe imputável caberá a restituição em

Se

impossível a restituição por causa não lhe imputável caberá a restituição em

 

dinheiro

Se impossível a restituição por conduta culposa, além da substituição por dinheiro devera arcar com

Se impossível a restituição por conduta culposa, além da substituição por dinheiro devera arcar com perdas e danos.

O mutuante não pode ser compelido a receber parceladamente, se assim não for

O

mutuante não pode ser compelido a receber parceladamente, se assim não for

 

pactuado

O mutuante poderá exigir garantia da restituição ( real – hipoteca- penhor ou

O

mutuante poderá exigir garantia da restituição ( real hipoteca- penhor ou

fidejussória- fiança)- art. 590 e 477

CDC tem regra fixando que nos financiamentos para consumo o consumidor- mutuário terá direito a

CDC tem regra fixando que nos financiamentos para consumo o consumidor- mutuário terá direito a abatimento de juros e demais acréscimos se efetuar o adiantamento de parcelas

O mútuo em dinheiro só pode ser exigido em moeda nacional, exceto nos

O

mútuo em dinheiro só pode ser exigido em moeda nacional, exceto nos

contratos internacionais do comércio. Decreto lei 857/69 recepcionado pelo plano real

Segundo o CDC as instituições financeiras se sujeitam a suas normas – Súmula 297 STJ,

Segundo o CDC as instituições financeiras se sujeitam a suas normas Súmula 297 STJ, STF ADI 2591

6. O comodatário deve conservar a coisa como se fosse sua, não se escusando pelo desleixo como as próprias coisas. Se em situação de emergência o comodatário der preferência às suas coisas à coisa emprestada responde objetivamente pelos danos causados.

7. Indenizar o comodante pelos danos, se houver concorrido com culpa.

8.

O comodatário não tem direito a reembolso de despesas com a conservação normal da coisa. No caso de gastos extraordinários, aplica-se a regra geral das benfeitorias nas obrigações de restituir coisa certa.

9. Restituir a coisa comodada no prazo ajustado, ou não havendo prazo, quando lhe for requisitada, respeitado o prazo razoável para que dela se utilize. Uma vez constituído em mora o comodatário estará sujeito ao pagamento de aluguéis, ainda que exorbitantes, pois sua natureza jurídica é de pena não de contraprestação.

10. Se for mais de um comodatário, serão solidariamente responsáveis.

VII DO DEPÓSITO (arts. 627 a 652)

1. Conceito:

Depósito é o contrato pelo qual uma pessoa recebe objeto móvel para guardar até que o depositante o reclameVII – DO DEPÓSITO ( arts. 627 a 652) 1. Conceito: Art. 627 2. Partes: pessoa

Art. 627objeto móvel para guardar até que o depositante o reclame 2. Partes: pessoa que entrega a

2. Partes:

pessoa que entrega a coisa é denominada depositante.guardar até que o depositante o reclame Art. 627 2. Partes: A pessoa que guarda é

A

pessoa que guarda é denominada depositário.pessoa que entrega a coisa é denominada depositante. A A 3. Características/Caracteres jurídicos: Típico:

A

3. Características/Caracteres jurídicos:

Típico: tipificado no código civil, arts. 627 a 652.é denominada depositante. A pessoa que guarda é denominada depositário. A 3. Características/Caracteres jurídicos:

puroReal: a grande maioria da doutrina o considera um contrato real. Contrato real é aquele

Real: a grande maioria da doutrina o considera um contrato real.puro Contrato real é aquele que só se perfaz com a entrega da coisa. Para se

Contrato real é aquele que só se perfaz com a entrega da coisa.a grande maioria da doutrina o considera um contrato real. Para se realizar efetivamente é necessário

Para se realizar efetivamente é necessário que haja a traditio. traditio.

Este entendimento se dá em razão do art. 627realizar efetivamente é necessário que haja a traditio. Uma parte da doutrina o considera consensual. Antes

Uma parte da doutrina o considera consensual.a traditio. Este entendimento se dá em razão do art. 627 Antes da entrega efetiva da

Antes da entrega efetiva da coisa se realizaria um contrato promissório, uma promessa de depósito.do art. 627 Uma parte da doutrina o considera consensual. Neste caso a entrega efetiva da

Neste caso a entrega efetiva da coisa seria apenas o primeiro ato de execução contratual.um contrato promissório, uma promessa de depósito. Relembrando: Contrato real é aquele que só se considera

Relembrando:

Contrato real é aquele que só se considera celebrado após a traditio rei, entrega da coisa. Antes da entrega da coisa ele não é considerado celebrado.

Contrato consensual é aquele que é considerado celebrado a partir do momento em que ocorre o acordo de vontade entre as partes, solo consensu. A regra é a adoção do princípio do consensualismo.

Gratuito: o contrato de depósito é, por natureza, gratuito, mas pode ser oneroso por disposição : o contrato de depósito é, por natureza, gratuito, mas pode ser oneroso por disposição expressa.

Então é gratuito por presunção, mas se for da profissão do depositário ou caso seja depósito necessário, presumir-se-á oneroso.gratuito, mas pode ser oneroso por disposição expressa. Relembrando: Contrato gratuito: uma das partes não adquire

Relembrando:

Contrato gratuito: uma das partes não adquire nenhum ônus com a celebração do contrato. Não há contraprestação, apenas prestação. Uma das partes só tem vantagem.

Contrato oneroso: ambas as partes suportam um ônus correspondente à vantagem que obtém.

Em Roma, o contrato de depósito era essencialmente gratuito. Se houvesse qualquer forma de pagamento pelo depósito, configurar-se-ia a locação e não depósito.suportam um ônus correspondente à vantagem que obtém. No direito moderno, porém, mesmo que haja uma

No direito moderno, porém, mesmo que haja uma retribuição pelo depósito, ele conserva as suas características.depósito, configurar-se-ia a locação e não depósito. Desta forma, se não houver disposição expressa no

Desta forma, se não houver disposição expressa no contrato, não há ônus para o depositante.pelo depósito, ele conserva as suas características. Pré-estimado Temporário: não pode haver depósito eterno,

Pré-estimadoexpressa no contrato, não há ônus para o depositante. Temporário: não pode haver depósito eterno, o

Temporário: não pode haver depósito eterno, o que seria doação. O depositário tem a obrigação de devolver a coisa no momento em que for pedida.contrato, não há ônus para o depositante. Pré-estimado Intuitu personae ou impessoal? ( em sua origem

Intuitu personae ou impessoal? ( em sua origem foi concebido baseado na confiança, portanto, personalíssimo, hoje, é ou impessoal? ( em sua origem foi concebido baseado na confiança, portanto, personalíssimo, hoje, é impessoal)

Em Roma o contrato de depósito era intuitu personae porque era celebrado com base na confiança do depositante na pessoa do depositário. intuitu personae porque era celebrado com base na confiança do depositante na pessoa do depositário. Até hoje, parte mais tradicional da doutrina o considera intuitu personae.

Na sociedade moderna, porém, esta característica não está mais presente. A maioria dos contratos de depósito celebrado tem por parte empresa organizada comercialmente para explorar o depósito como atividade lucrativa. Na atualidade é um contrato impessoal porque pouco importa a pessoa do depositante, o que interessa é que zele pelo objeto.mais tradicional da doutrina o considera intuitu personae . de adesão ou negociável? Na atual sociedade,

de adesão ou negociável? Na atual sociedade, outra característica que tem predominado nos contratos de depósito é o fato Na atual sociedade, outra característica que tem predominado nos contratos de depósito é o fato de ele ser, geralmente, um contrato de adesão. Não há possibilidade de se discutir as cláusulas contratuais. São elaboradas pelo depositário.

É importante lembrar que não é uma caraterística do contrato de depósito, que é naturalmente

É importante lembrar que não é uma caraterística do contrato de depósito, que é

naturalmente livremente negociado. Esta é apenas uma tendência

contemporânea.

4.

Requisito subjetivo:

Capacidade genérica;

Capacidade genérica;

Os menores relativamente capazes podem efetuar depósito (por exemplo movimentar contas bancárias) desde que autorizados

Os menores relativamente capazes podem efetuar depósito (por exemplo movimentar contas bancárias) desde que autorizados por seu assistente;

contrato de depósito não exige que o depositante seja proprietário da coisa depositada, basta que

contrato de depósito não exige que o depositante seja proprietário da coisa depositada, basta que ele tenha capacidade para administrá-la;

Ex: motorista com carro de empresa

Ex: motorista com carro de empresa

O depositário tem que ter a capacidade genérica para se obrigar. Se na

O

depositário tem que ter a capacidade genérica para se obrigar. Se na

 

pendência do contrato ele se tornar incapaz, como ocorrerá?

 
  Declarando-se a incapacidade o Juiz nomeia uma pessoa para administrar seus bens. Este curador deverá

Declarando-se a incapacidade o Juiz nomeia uma pessoa para administrar seus bens. Este curador deverá restituir o bem depositado para o depositante.

 

Se

o depositante não quiser, ou não puder recebê-lo, o administrador deverá

recolhê-lo ao depósito público ou promover a nomeação de novo depositário.

5.

Requisitos objetivos:

O objeto do contrato de depósito, em regra é um bem móvel.

O

objeto do contrato de depósito, em regra é um bem móvel.

Não importa se seja fungível ou infungível.

Não importa se seja fungível ou infungível.

Discute-se se os bens imateriais podem ser depositados. A melhor doutrina diz que sim. Caio

Discute-se se os bens imateriais podem ser depositados. A melhor doutrina diz que sim. Caio Mário diz que quanto aos bens imateriais que se corporificam não resta dúvida. Carnelutti vai mais além dizendo que todos os bens imateriais se corporificam, necessitam de um quid exterior, com o qual se materializam. Ex:

ações de uma bolsa, software.

Em suma, pode ser corpóreo ou incorpóreo

Em suma, pode ser corpóreo ou incorpóreo

Quanto aos bens imóveis, só podem ser objeto de depósito judicial, art. 666, II do CPC. É uma exceção à regra imposta pelo CC.6. Requisito formal : é contrato real, exige a traditio rei Para o depósito voluntário,

6.

Requisito formal:

é contrato real, exige a traditio rei traditio rei

Para o depósito voluntário, porém, a lei exige a forma escrita. Como a exigência é apenas de forma escrita, pode ser por instrumento particular, não havendo necessidade de escritura pública.Requisito formal : é contrato real, exige a traditio rei 7. Prazo: É temporário por essência,

7.

Prazo:

É temporário por essência, se fosse perpetuo e gratuito seria doação, senão havendo necessidade de escritura pública. 7. Prazo: perpétuo e oneroso, seria compra e venda. Pode

perpétuo e oneroso, seria compra e venda.

Pode ser por prazo determinado ou indeterminadose fosse perpetuo e gratuito seria doação, se perpétuo e oneroso, seria compra e venda. 8.

8.

Espécies de depósito:

a.Voluntário:

O depósito voluntário é também chamado de depósito convencional.

O

depósito voluntário é também chamado de depósito convencional.

Se origina de livre convenção das partes.

Se origina de livre convenção das partes.

O depositante escolhe livremente o depositário, sem sofrer quaisquer pressões

O

depositante escolhe livremente o depositário, sem sofrer quaisquer pressões

externas. Ex: depósito bancário, estacionamentos

b.Depósito necessário:

É aquele que independe exclusivamente da vontade das partes.

É

aquele que independe exclusivamente da vontade das partes.

Ele resulta de fatos imprevistos e irremovíveis.

Ele resulta de fatos imprevistos e irremovíveis.

O depósito necessário se subdivide em quatro, depósito legal, depósito miserável, depósito essencial (inexo) e depósito judicial.b.1.- Depósito legal: É o depósito instituído por lei, é feito em decorrência da obrigação

b.1.-Depósito legal:

É o depósito instituído por lei, é feito em decorrência da obrigação legal.

É

o depósito instituído por lei, é feito em decorrência da obrigação legal.

Ex: depósito sobre combustíveis, veículos em geral para cobrir dificuldade orçamentária do poder público

Ex: depósito sobre combustíveis, veículos em geral para cobrir dificuldade orçamentária do poder público

b.2.Depósito miserável:

Depósito miserável é aquele decorrente de alguma calamidade pública, como incêndio, inundação, naufrágio, saque. Nestes casos a pessoa é obrigada a depositar seus pertences em lugar seguro.orçamentária do poder público b.2. Depósito miserável: b.3. Depósito essencial ou inexo: É o depósito essencial

b.3.Depósito essencial ou inexo:

em lugar seguro. b.3. Depósito essencial ou inexo: É o depósito essencial a certos atos. Ex.:

É o depósito essencial a certos atos. Ex.: hotel, bagagem de passageiros, etc

Ex: ninguém viaja sem uma bagagem, assim, o depósito da bagagem de um hóspede em um hotel é inerente ao contrato de hospedagem, é acessório ao contrato de hospedagem, o mesmo se dá com uma companhia aérea.

O CC o denomina de hoteleiro, mas este é apenas uma de suas hipóteses.de hospedagem, o mesmo se dá com uma companhia aérea. O depósito é considerado um contrato

O depósito é considerado um contrato acessório ao contrato principal, bastando, para ser celebrado, que os pertences tenham sido introduzidos dentro do estabelecimento, é considerada tradição ficta, ou presumida (contrato real).

Para receber a indenização o hóspede lesado só precisará comprovar o contrato de hospedagem e dano dele derivado.

Causas excludentes da responsabilidade:

1) celebrar convenção com o hóspede; assim, não basta simples declarações unilaterais ou regulamentos internos fixados na hospedaria;

2) provar que tal prejuízo não poderia ter sido evitado, caso fortuito ou força maior, não invalida o furto simples, este pode ser evitado.

3)

se comprovar que houver culpa do hóspede

b.4.Depósito judicial:

É aquele determinado por ordem judicial. O juiz, por mandado, entrega a

É

aquele determinado por ordem judicial. O juiz, por mandado, entrega a

terceiro coisa litigiosa (móvel ou imóvel), com o intuito de preservar a sua incolumidade, até que se decida a causa principal, para que não haja prejuízo aos

direitos dos interessados.

ATENÇÃO:

Tanto o depósito voluntário, como o involuntário, podem ser classificados como regular ou irregular.

Tanto o depósito voluntário, como o involuntário, podem ser classificados como regular ou irregular.

Depósito regular, ou ordinário é aquele cujo objeto é bem infungível.

Depósito regular, ou ordinário é aquele cujo objeto é bem infungível.

É característica do depósito regular que a coisa seja restituída in natura, em espécie. O

É característica do depósito regular que a coisa seja restituída in natura, em espécie. O depositário tem a obrigação de devolver a própria coisa que for depositada.

Depósito irregular é aquele cujo objeto é bem fungível. Neste caso, o depositário poderá restituir

Depósito irregular é aquele cujo objeto é bem fungível. Neste caso, o depositário poderá restituir bem do mesmo gênero, qualidade e quantidade da coisa depositada.

O depósito irregular é regulado subsidiariamente pela legislação relativa ao

O

depósito irregular é regulado subsidiariamente pela legislação relativa ao

 

mútuo.

O depósito irregular não se caracterizaria como mútuo porque não há o

O

depósito irregular não se caracterizaria como mútuo porque não há o

acréscimo patrimonial característico do mútuo. No depósito irregular, o depositante tem a faculdade de exigir a devolução da coisa a qualquer momento, assim, a coisa deve estar disponível, não fazendo parte do patrimônio do depositário. Do seu ativo patrimonial será sempre excluído o valor representativo do quantum depositado.

Ex: conta bancária, eu posso depositar 200 agora e retirar em 5 minutos.

Importante ainda, salientar que o depósito de bem fungível presume-se regular, para que seja irregular é necessário disposição expressa. Além disso, as partes podem acordar a infungibilidade do bem.Desta forma, o depósito é sempre presumido regular, com a restituição em espécie da coisa

Desta forma, o depósito é sempre presumido regular, com a restituição em espécie da coisa individuada. O Depósito irregular é uma faculdade dos contraentes, permitida para bens fungíveis, mas deve ser expressa.disso, as partes podem acordar a infungibilidade do bem. Exemplo comum de depósito irregular: Warrants: Os

Exemplo comum de depósito irregular:

Warrants:

Os armazéns gerais são agentes auxiliares do comércio. Eles são os consignatários dos produtos em circulação.

O depósito efetuado nos armazéns gerais é um depósito irregular, ou seja, o armazém deve devolver não a coisa depositada individualmente, mas sim, um produto da mesma espécie, qualidade e quantidade, assim que isso lhe for exigido.

No caso específico dos armazéns gerais ocorrem duas peculiaridades. Quando o depósito é efetuado, são emitidos simultaneamente dois documentos, o conhecimento de depósito e o warrant.

Ambos são títulos de crédito causais, podem ser transmitidos por endosso e o depositário é obrigado a entregar a mercadoria a quem os detiver.

Título de crédito causal é o que não se desvincula de sua causa, abstrato é o que se desvincula, tendo existência autônoma.

O conhecimento de depósito é o comprovante da consignação da mercadoria.

O warrant pode servir de garantia de dívida a terceiro. O titular do warrant tem direito

de penhorar as mercadorias no armazém. O armazém só pode entregar a mercadoria no

caso do depositante apresentar os dois documentos.

A ausência do warrant limita o direito de disponibilidade do depositante.

Ex: A deposita 1000 sacas de café. Recebe o conhecimento e o warrant. Faz uma dívida de R$ 50.000,00 com B e lhe entrega o warrant como garantia. A só pode retirar as 1000 sacas depois de pagar a dívida, recebendo de volta o warrant. Se a não pagar a dívida, B pode penhorar as 1000 sacas para pagamento da dívida.

Consequências jurídicas do contrato de depósito:

1. obrigações do depositante:

a) pagar o preço convencionado. É importante ressaltar que no direito civil brasileiro, o contrato de depósito presume-se gratuito. Assim, para que surja esta obrigação é necessário que haja estipulação expressa.

Jurisprudencialmente, porém, devido à difusão das organizações comerciais especializadas em depósito que estabelecem tarifa de retribuição, presume-se a sua aceitação pelo só fato de a coisa ser entregue ao depositário. Isto apenas no caso de depósito profissional. Nestes estabelecimentos, é comum ocorrer a fixação de tabelas de preços. Quando o depositante entrega o bem presume-se que aderiu ao contrato.

b) reembolsar o depositário das despesas realizadas com a coisa. Se as despesas forem úteis ou necessárias a obrigação é ex lege, isto é, não é necessário cláusula contratual acerca. Neste caso o depositário poderá reter a coisa em seu poder. Se forem voluptuárias, a obrigação será ex contractu, ou seja, o depositante só tem a obrigação de reembolsar as despesas voluptuárias que tiver autorizado. O depositário não tem o direito de retenção. Pode, porém, efetuar o levantamento da benfeitoria, desde que não danifique a coisa.

Benfeitoria necessária: tem a finalidade de conservar a coisa.

Benfeitoria útil: tem a finalidade de facilitar a utilização da coisa

Benfeitoria voluptuária: tem a finalidade de embelezar a coisa ou torná-la mais agradável.

Neste ponto, é importante ressaltar a divergência doutrinária. Caio Mário e Maria Helena Diniz incluem a benfeitoria útil junto com as voluptuárias. Cézar Fiuza inclui junto com as necessárias, a meu ver é a melhor hermenêutica.

c) indenizar o depositário dos prejuízos que lhe advierem do depósito. É o caso da coisa que contém vício ou defeito que possa causar dano a outras coisas depositadas ou ao próprio local. Não deverá indenizar se o defeito for ostensivo ou perceptível ao primeiro exame visual, ou se ele tiver sido prevenido no momento da tradição, caso em que se deverá entender que assumiu os riscos.

No caso de ocorrerem os prejuízos, o depositário poderá tomar 03 alternativas:

1:

exercer o direito de retenção da coisa

2:

exigir caução idônea

3:

efetuar a remoção da coisa para um depósito público até que se liquidem as despesas.

aula

2.

obrigações do depositário

a) Obrigação de custodiar a coisa: o depositário deve guardar a coisa e conservá-la com o cuidado e a diligência que costuma ter com o que lhe pertence.

O depositário não se escusa da responsabilidade alegando ser desleixado com as suas

próprias coisas.

A obrigação de custodiar é o dever principal do depositário. É tão característica deste

contrato que é considerada a obrigação típica do contrato de depósito. É a obrigação de

custodiar que diferencia o contrato de depósito de outros como o comodato e a locação. Nestes últimos, a entrega da coisa é justificada por outra finalidade.

É um dever intransferível,

coisa não pode ser transferida a terceiro, será sempre do depositário.

ou seja, a responsabilidade pela perda ou deterioração da

Não é, porém, intuitu personae, ou personalíssima, sendo permitido ao depositário contratar auxiliares ou prepostos para ajudá-lo, mas sempre sob sua responsabilidade.

O depositário, porém, em momento algum pode transferir a coisa a outro depositário,

salvo se for autorizado.

Em qualquer das hipóteses, responde pelos riscos, sendo obrigado a ressarcir perdas e danos, salvo se provar que o dano ocorreria mesmo que a coisa estivesse consigo.

Ao receber a coisa no contrato de depósito o depositário assume sua guarda,

respondendo por ela como seu guardião, aplicando-se-lhe os princípios que importam

na responsabilidade civil do dever de guarda.

b) manutenção do estado em que o depósito se acha, se foi entregue fechado, colado, selado ou lacrado, sob pena de se presumir a culpa do depositário.

c) não utilização da coisa depositada: o depositário não pode servir-se da coisa depositada, salvo se o depositante autorizá-lo expressamente. O depósito é a guarda da coisa, não o seu uso. A utilização da coisa, porém, dependendo das circunstâncias, poderá desconfigurar o contrato de depósito para locação ou comodato. Aquele que se servir da coisa depositada, sem a anuência da outra parte, infringe não só o contrato, mas também à lei, respondendo pela sua deterioração ou perda ainda que devido ao fortuito.

d) Entregar ao depositante a coisa que tiver recebido em substituição ao depósito, se o houver perdido e ceder-lhe as ações contra o terceiro responsável.

e) Restituir o depósito com todos os frutos e acrescidos, quando o exigir o depositário. Vale ressaltar a manutenção do estado. Este dever de restituição propõe o desmembramento em quatro elementos: quem deve restituir, a quem restituir, onde restituir e quando restituir.

E1) quem deve restituir:

É óbvio que o sujeito passivo da obrigação é o depositário.

Se o depositário se tornar incapaz caberá àquele que assumir a administração de seus bens.

Se o depositário morrer tem de cumpri-la os seus herdeiros, pro rata, quando for divisível a coisa e integralmente na indivisível. Se os herdeiros tiverem alienado a coisa são obrigados a assistir o depositante na ação reivindicatória contra o terceiro adquirente e restituir o comprador o preço recebido.

E2) é óbvio também que o sujeito ativo é o depositante ou seus herdeiros.

Pode, porém, ocorrer a devolução a seu representante legal ou convencional.

Pode também, ocorrer convenção beneficiando terceiro, caso em que este deverá reclamá-lo.

Se o depósito foi realizado no interesse exclusivo do terceiro (depósito em garantia) o depositário não se libera restituindo ao depositante sem a anuência do terceiro (warrant). Pode ocorrer, ainda, depósito ao portador (conhecimento de depósito + warrant), neste caso, restituir-se-á a quem apresentar o documento.

E3) a coisa deve ser devolvida no local estipulado. Na ausência do contrato, no lugar do depósito

E4) O depositário deve efetuar a restituição da coisa a qualquer momento em que lhe seja reclamada, mesmo que o contrato fixe prazo, pois que este é convencionado a benefício do depositante.

O depositário não pode se escusar de restituir a coisa a pretexto de suspeitar de sua

procedência. O que lhe cabe neste caso é promover o seu recolhimento a depósito público, requerendo-o em exposição fundamentada.

Há, porém, algumas exceções em que o depositário pode recusar a restituição

1. Embargos judiciais

Se existir embargo judicial sobre o objeto depositado devidamente comunicado ao

depositário

2.

Execução Judicial

Se

o depositário for notificado da existência de execução judicial

3.

Compensação

Quando o depósito tiver sido efetuado em garantia de outro negócio, vínculo.

4. Direito de Retenção pagamento e outros encargos.

5. Falta de apresentação de documento: quando o depositante não apresentar o título emitido para comprovar o depósito.

Quando o depositário descumpre a obrigação de restituir ad nutum o objeto depositado, sem justificativa para tal é denominado depositário infiel.

A prisão civil do depositário infiel foi contestada com base em acordos internacionais

que a proibiriam. O art. 11 do Pacto internacional dos direitos civis e políticos,

aprovado pelo Decreto lei 226/91 assim prevê:

Ninguém poderá ser preso apenas por não poder cumprir com uma obrigação contratual.

f) deve o depositário guardar sigilo do depósito. É uma característica do contrato.

Se ocorrer a perda ou deterioração do bem sem culpa do depositário o risco é assumido pelo depositante (fortuito ou força maior) res perit domino, ele ainda é o depositário.

Se ocorrer a perda ou deterioração do bem com culpa do depositário, o risco é do depositário

Em qualquer das hipóteses o ônus da prova é do depositário.

Se o depositário estiver em mora (possuidor de má-fé) responde mesmo que não tenha culpa

7. Extinção do Contrato

a) vencimento do prazo, ressalvando-se que o depositante pode exigir a coisa a qualquer tempo.

b) Implemento da condição

c) Recolhimento ao depósito público, nos casos previstos

d) Perecimento do objeto por fortuito

e) Incapacidade superveniente do depositário

f) Morte do depositário se o contrato for intuitu personae

g) Abandono do objeto pelo depositante, neste caso o depositário deve esperar um mês a partir da data de entrega, e, não aparecendo o depositante deverá entregar a coisa à autoridade policial ou judiciária.

VIII CONTRATO DE FIANÇA (art. 818 a 839 CC)

1.Conceito

É contrato por meio do qual uma pessoa se obriga para com o credor de outra a satisfazer a obrigação, caso o devedor não a pague.– CONTRATO DE FIANÇA ( art. 818 a 839 CC) 1.Conceito A fiança pode ser convencional,

A fiança pode ser convencional, legal ou judicial. Pode ser um pacto acessório a outro contrato, como é o caso do contrato de locação e mútuo bancário.por meio do qual uma pessoa se obriga para com o credor de outra a satisfazer

Importante é destacar que a relação contratual será entre fiador e credor, mesmo que o devedor o apresente ou pague pela fiança.2.Características: Típico Puro Formal, só se considera celebrado com a assinatura de instrumento escrito. Art

2.Características:

Típicoo apresente ou pague pela fiança. 2.Características: Puro Formal, só se considera celebrado com a assinatura

Puroapresente ou pague pela fiança. 2.Características: Típico Formal, só se considera celebrado com a assinatura de

Formal, só se considera celebrado com a assinatura de instrumento escrito. Art. .

819

Gratuito: à prestação do fiador não corresponde qualquer contraprestação por parte do credor.celebrado com a assinatura de instrumento escrito. Art . 819 Unilateral: gera obrigações apenas para o

Unilateral: gera obrigações apenas para o fiadorcorresponde qualquer contraprestação por parte do credor. Aleatório: a princípio não se sabe se o fiador

Aleatório: a princípio não se sabe se o fiador terá que pagar ou se o pagamento deverá ser total ou parcial.credor. Unilateral: gera obrigações apenas para o fiador De Execução Futura: Individual Negociável Intuitu

De Execução Futura:que pagar ou se o pagamento deverá ser total ou parcial. Individual Negociável Intuitu personae: a

Individualdeverá ser total ou parcial. De Execução Futura: Negociável Intuitu personae: a princípio, o fiador não

Negociávelser total ou parcial. De Execução Futura: Individual Intuitu personae: a princípio, o fiador não aceita

Intuitu personae: a princípio, o fiador não aceita prestar fiança a qualquer um. Pode ser impessoal, seguro a princípio, o fiador não aceita prestar fiança a qualquer um. Pode ser impessoal, seguro fiança.

Acessório: só existe em função de outro contrato, ao qual serve de garantia.Intuitu personae: a princípio, o fiador não aceita prestar fiança a qualquer um. Pode ser impessoal,

3.Requisitos subjetivos:

Capacidade geral e contratual. Assim, se o fiador não tiver a outorga conjugal o seu patrimônio só responde até a meação.3.Requisitos subjetivos: São autarquias. proibidos de prestar fiança: agentes fiscais, tesoureiros, leiloeiros e Os

conjugal o seu patrimônio só responde até a meação. São autarquias. proibidos de prestar fiança: agentes

São

autarquias.

proibidos

de

prestar

fiança:

agentes

fiscais,

tesoureiros,

leiloeiros

e

Os tutores e curadores não podem afiançar em nome de seus pupilos ou curatelados.prestar fiança: agentes fiscais, tesoureiros, leiloeiros e Os Governadores não podem prestar fiança sem autorização

Os Governadores não podem prestar fiança sem autorização legislativa.não podem afiançar em nome de seus pupilos ou curatelados. As unidades militares não podem afiançar

As unidades militares não podem afiançar oficiais e praças.não podem prestar fiança sem autorização legislativa. Acessório segue o principal: se o contrato principal for

Acessório segue o principal: se o contrato principal for nulo, nula será a fiança.unidades militares não podem afiançar oficiais e praças. 4.Requisitos objetivos: O objeto do contrato de fiança

4.Requisitos objetivos:

O objeto do contrato de fiança é a obrigação do contrato principal, pode ser de

O

objeto do contrato de fiança é a obrigação do contrato principal, pode ser de

dar, fazer ou não fazer.

A dívida pode ser atual ou futura.

A dívida pode ser atual ou futura.

A fiança pode ser total ou parcial, mas nunca pode ser superior à obrigação

A fiança pode ser total ou parcial, mas nunca pode ser superior à obrigação

principal, caso em que será reduzida.

Se a fiança for total abrange os acessórios da dívida, aluguel + condomínio + IPTU.

Se a fiança for total abrange os acessórios da dívida, aluguel + condomínio + IPTU.

5. Requisitos formais:

É contrato formal, devendo ser escrito.Se a fiança for total abrange os acessórios da dívida, aluguel + condomínio + IPTU. 5.

Pode ser estipulada em cláusula do contrato principal,um contrato entre credor e fiador caso em que ainda será pode ser contratado até

um contrato entre credor e fiador

caso em que ainda será

pode ser contratado até contra a vontade do devedor. – art. 820 art. 820

6. Regras especiais:

O credor pode recusar o fiador apresentado pelo devedor se for pessoa inidônea,

O

credor pode recusar o fiador apresentado pelo devedor se for pessoa inidônea,

moralmente ou financeiramente, ou residente em outro município. 825

 
O fiador pode apresentar abonador de sua solvência. O abonador será

O

fiador

pode

apresentar

abonador

de

sua

solvência.

O

abonador

será

responsável pela dívida se o fiador e o devedor forem insolventes.

 
A fiança não pode ser interpretada extensivamente. 819  

A

fiança não pode ser interpretada extensivamente. 819

 
De coisa a coisa: se ela for só do principal ou de parte não pode

De

coisa a coisa: se ela for só do principal ou de parte não pode ser estendida aos

acessórios ou ao valor integral

 
De pessoa a pessoa: se mudar o credor cessa a fiança, pois ela não pode

De

pessoa a pessoa: se mudar o credor cessa a fiança,

pois ela não pode ser

estendida a outra pessoa.

 
De tempo a tempo: se concedida por prazo certo, vencido este, cessa a fiança,

De

tempo a tempo: se concedida por prazo certo, vencido este, cessa a fiança,

mesmo que o contrato principal se renove. Na fiança locatícia a presunção é de

que ela só cessará com a entrega das chaves, art. 39 da Lei 8245/90.

7.Efeitos:

Fiador/Credor:

1. Benefício de ordem: o fiador responde subsidiariamente pela dívida. Só será acionado se o devedor não possuir bens suficientes para o pagamento. Mas para que o fiador possa exercer o benefício deve nomear bens do devedor, situados no mesmo município, livres e suficientes para o adimplemento do débito. 827

livres e suficientes para o adimplemento do débito. 827 O benefício de ordem será recusado quando:

O benefício de ordem será recusado quando: 828

a- precluso o direito do fiador de alegá-lo ( deve alegar na defesa)

b-

se o fiador assumir a posição de principal pagador, por disposição expressa de vontade, quando será solidariamente responsável com o devedor.

c-

Se for decretada a falência ou insolvência do devedor.

Fiador/devedor: O fiador que paga a dívida se sub-roga nos direitos do credor. Pode exigir o principal, acrescido de juros e correção monetária. 831Se for decretada a falência ou insolvência do devedor. Não terá, contudo, direito de regresso se:

Não terá, contudo, direito de regresso se:o principal, acrescido de juros e correção monetária. 831 1. se por sua omissão o devedor

1.

se por sua omissão o devedor pagar a dívida novamente

2.

se a fiança houver sido prestada com ânimo de doação

3.

se a prestação não for devida, ou for superior à obrigação total

4.

se tiver pago sem ser demandado, na ignorância do devedor, que teria causa extintiva a opor ao pagamento (prescrição)

O fiador tem o direito de promover o andamento da execução do credor contra o

O

fiador tem o direito de promover o andamento da execução do credor contra o

 

devedor, se estiver parada.

 
  Na fiança com prazo certo tem o direito de exigir que o devedor satisfaça a

Na fiança com prazo certo tem o direito de exigir que o devedor satisfaça a obrigação ou o exonere da fiança, passado o termo acertado.

A morte do fiador transmite suas obrigações aos herdeiros até aquela data e

A

morte do fiador transmite suas obrigações aos herdeiros até aquela data e

 

dentro dos limites da herança. Se o fiador de um contrato de locação de 02 anos

morre no primeiro mês, os herdeiros só poderão responder pelo primeiro mês de aluguel, se houver saldo suficiente no inventário.

8.

Extinção da fiança:

Extingue-se como os contratos em geral e especialmente:

Quando a fiança for por prazo indeterminad o o fiador poderá se exonerar do pagamento, respondendo pelas prestações vencidas até o indeterminado o fiador poderá se exonerar do pagamento, respondendo pelas prestações vencidas até o momento da liberação.

Extingue-se a fiança se o credor conceder, expressamente, moratória para o devedor, adiamento do prazo para pagar.o o fiador poderá se exonerar do pagamento, respondendo pelas prestações vencidas até o momento da

Extingue-se se o credor impossibilitar o direito de regresso do fiador contra o devedor, permitindo

Extingue-se se o credor impossibilitar o direito de regresso do fiador contra o devedor, permitindo que o devedor doe seus bens, ou abrindo mão das garantias.

Se o credor receber dação em pagamento. Neste caso, se a coisa dada se perder

Se

o credor receber dação em pagamento. Neste caso, se a coisa dada se perder

por evicção a obrigação principal se restabelece, mas a fiança não.

9. Diferenças entre fiança e aval:

Ambos são garantias pessoais, o devedor apresenta uma pessoa que garantirá o débito.

1. A fiança garante contratos em geral, o aval garante apenas títulos de crédito.

2. A fiança pressupõe outorga conjugal, o aval não. Na fiança responde apenas a meação.

3. A fiança só se perfaz mediante instrumento escrito, o aval se perfaz com a simples assinatura do avalista no verso do título.

4. Na fiança civil, a princípio a obrigação do fiador é subsidiária, no aval será sempre solidária.

5. A fiança é um instituto civil, o aval é um instituto comercial.

IX DA LOCAÇÃO DE PRÉDIOS URBANOS

Disciplina jurídica – Lei 8.245/91 Lei 8.245/91

1. Disposições gerais:

Solidariedade presumida em caso de mais de um locatário ou mais de um locador –

Solidariedade presumida em caso de mais de um locatário ou mais de um locador art.2

Pode ser estipulado por qualquer prazo, dependendo de vênia conjugal se o prazo for superior

Pode ser estipulado por qualquer prazo, dependendo de vênia conjugal se o prazo for superior a 10 anos art. 3 caso exceda esse prazo sem a vênia, será desconsiderado o prazo que ultrapassar os 10 anos

O locador não poderá reaver o imóvel durante o prazo

O locador não poderá reaver o imóvel durante o prazo

O locatário poderá devolvê-lo pagando a multa pactuada ou em sua falta a

O

locatário poderá devolvê-lo pagando a multa pactuada ou em sua falta a

Será dispensado da multa se a devolução resultar de transferência de localidade e se avisar o locador com 30 dias de antecedência- localidade é bairro ou cidade? Paragrafo único art. 4O locatário poderá denunciar a locação por prazo indeterminado mediante aviso por escrito ao locador

O locatário poderá denunciar a locação por prazo indeterminado mediante aviso por escrito ao locador com antecedência de 30 dias- art. 5 –

Em caso de ausência de aviso o locador pode exigir o mês de aluguelescrito ao locador com antecedência de 30 dias- art. 5 – .Se o imóvel for alienado

.Se o imóvel for alienado durante a locação o adquirente pode denunciar o contrato com prazo de 90 dias (exercido do registro ou compromisso) para desocupação, salvo se a locação for por prazo determinado e o contrato tiver clausula de vigência em caso de alienação e estiver averbado junto a matrícula do imóvel (Esse direito é garantido ao promissário comprador que tiver imissão na posse e contrato registrado) – art. 8 art. 8

A locação pode ainda ser desfeita:tiver imissão na posse e contrato registrado) – art. 8 Por mútuo acordo Por infração legal

Por mútuo acordo– art. 8 A locação pode ainda ser desfeita: Por infração legal ou contratual Por falta

Por infração legal ou contratual8 A locação pode ainda ser desfeita: Por mútuo acordo Por falta de pagamento de aluguel

Por falta de pagamento de aluguel e encargosPor mútuo acordo Por infração legal ou contratual Para reparações urgente determinadas pelo poder publico

Para reparações urgente determinadas pelo poder publico que exijam desocupação - art. 9ou contratual Por falta de pagamento de aluguel e encargos Morrendo o locador a locação transmite-se

Morrendo o locador a locação transmite-se aos herdeiros – art. 11 art. 11

Morrendo o locatário haverá sub-rogação:locador a locação transmite-se aos herdeiros – art. 11 Em caso de residencial ao cônjuge ou

Em caso de residencial ao cônjuge ou companheiro supérstite e herdeiros necessários bem como pessoas que dependiam do locatário se viviam no imóvel– art. 11 Morrendo o locatário haverá sub-rogação: Em caso de comercial ao espólio ar. 11

Em caso de comercial ao espólio ar. 11pessoas que dependiam do locatário se viviam no imóvel Em caso de separação de fato, separação

Em caso de separação de fato, separação judicial, divórcio ou dissolução da união estável a locação residencial prosseguirá automaticamente com o cônjuge ou companheiro que permanecer no imóvel. Art. 12 – deverá haver comunicação ao locador deverá haver comunicação ao locador

Nesse caso, o fiador poderá exonerar-se comunicando ao locador em 30 dias, mas ficará ainda responsável pelos efeitos da fiança e durante 120 dias após sua notificação ao locadorArt. 12 – deverá haver comunicação ao locador a cessão, sublocação e empréstimo dependem de

a cessão, sublocação e empréstimo dependem de consentimento prévio e escrito do locador que tem o prazo de 30 dias para manifestar formalmente sua oposição – art. 13 art. 13

2.

Das sublocações:

Responde subsidiariamente o sublocatário ao locador pela importância devida ao locador quando for demandado pelos aluguéis2. Das sublocações: Resolvida a locação, resolve-se a sublocação assegurada a indenização do sublocatário –

Resolvida a locação, resolve-se a sublocação assegurada a indenização do sublocatário – art. 15 art. 15

3. Do aluguel

É livre sua estipulação, vedada sua vinculação a moeda estrangeira e sua vinculação a variação cambial e ao salário mínimo – art. 17 art. 17

As partes podem fixar novo valor do aluguel, inserir ou modificar cláusula de reajuste – art. 18 art. 18

Se não houver acordo, após 3 anos do contrato ou acordo anterior,inserir ou modificar cláusula de reajuste – art. 18 poderão locador ou locatário pedir a revisão

poderão locador ou locatário pedir a revisão judicial do aluguel - a RT.

19

4. Dos deveres do locador e locatário

Ver arts. 22 e 23.do aluguel - a RT. 19 4. Dos deveres do locador e locatário X – DA

X DA GESTÃO DE NEGÓCIOS:

1. Definição:

É a administração oficiosa de interesses alheios. Dá-se quando uma pessoa realiza atos no interesse de outra, como se fosse seu representante ou prestador de serviços, embora não investido dos poderes respectivos. Representa ou presta serviços à outra sem que esta o saiba.

2. Partes:

Gestor: quem realiza a gestão e Gerido, dono do negócio.

3.

Natureza jurídica:

A natureza jurídica da gestão vem ao longo dos séculos embaraçando os juristas, que até o presente não encontraram solução satisfatória.3. Natureza jurídica: Certo é que, apesar de estar arrolada junto aos contratos no CC, a

Certo é que, apesar de estar arrolada junto aos contratos no CC, a gestão de negócios, definitivamente não é contrato.até o presente não encontraram solução satisfatória. Para que haja contrato deve haver o consenso, o

Para que haja contrato deve haver o consenso, o acordo de vontades, o que não existe na gestão de negócios. O gestor se ocupa de interesses do gerido sem que este o saiba. Não há qualquer tipo de combinação prévia entre eles.a gestão de negócios, definitivamente não é contrato. Se houvesse qualquer combinação prévia seria mandato ou

Se houvesse qualquer combinação prévia seria mandato ou prestação de serviços. (caso haja ou não representação)Não há qualquer tipo de combinação prévia entre eles. Exemplo: pagamento de conta do vizinho que

Exemplo: pagamento de conta do vizinho que viaja. Gestão x Mandatode serviços. (caso haja ou não representação) Recolhimento da correspondência. Gestão x Prestação de

Recolhimento da correspondência. Gestão x Prestação de serviçopagamento de conta do vizinho que viaja. Gestão x Mandato Se na gestão não há consenso,

Se na gestão não há consenso, não sendo contrato, porque o legislador dela tratou como se o fosse?da correspondência. Gestão x Prestação de serviço Resposta possível: a partir do momento em que o

Resposta possível: a partir do momento em que o gerido se inteire da gestão, ela produz os mesmos efeitos do contrato. O gerido responde perante o gestor como se tivesse o contrato, devendo reembolsar as despesas.contrato, porque o legislador dela tratou como se o fosse? Natureza Jurídica - Teoria proposta César/

Natureza Jurídica - Teoria proposta César/ Poli: a gestão de negócios nada mais é que o pagamento de uma obrigação por terceiro não interessado em nome próprio. O terceiro não interessado temmesmos efeitos do contrato. O gerido responde perante o gestor como se tivesse o contrato, devendo

legitimidade para efetuar o pagamento de obrigação alheia. A obrigatoriedade do reembolso vem daí, se pago dívida de outrem e não sou reembolsado, o outro se enriquecerá sem causa, o que é coibido pelo ordenamento jurídico.

4.

Elementos:

Para que haja gestão de negócios devem estar presentes os seguintes elementos:

1. espontaneidade, ou seja, falta de acordo prévio entre gestor e dono do negócio

2. o negócio deve ser alheio

3. o gestor deve proceder no interesse do dono do negócio segundo sua vontade real ou presumida

4. boa-fé, o gestor deve agir proveitosamente para o gerido, não para si.

5. A ação do gestor deve se limitar à esfera patrimonial.

5.Obrigações do gestor:

Cuidar do negócio como se fosse seu, segundo a vontade real ou presumida do dono. Art. 861se limitar à esfera patrimonial. 5.Obrigações do gestor: Art. 866. O gestor envidará toda sua diligência

Art. 866. O gestor envidará toda sua diligência habitual na administração do negócio, ressarcindo ao dono o prejuízo resultante de qualquer culpa na gestão.seu, segundo a vontade real ou presumida do dono. Art. 861 Não se pode fazer substituir

Não se pode fazer substituir por outro ou promover ações arriscadas, sob pena de responder pelos danos.ao dono o prejuízo resultante de qualquer culpa na gestão. Se preterir os interesses do dono

Se preterir os interesses do dono a seus próprios ou agir contra a vontade do interessado responderá até pelo fortuito.ações arriscadas, sob pena de responder pelos danos. Art. 868. O gestor responde pelo caso fortuito

Art. 868. O gestor responde pelo caso fortuito quando fizer operações arriscadas, ainda que o dono costumasse fazê-las, ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus

Art. 861. Aquele que, sem autorização do interessado, intervém na gestão de negócio alheio, dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono, ficando responsável a este e às pessoas com que tratar.

Art. 862. Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do interessado, responderá o gestor até pelos casos fortuitos, não provando que teriam sobrevindo, ainda quando se houvesse abatido.

Art. 863. No caso do artigo antecedente, se os prejuízos da gestão excederem o seu proveito, poderá o dono do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao estado anterior, ou o indenize da diferença.

Responde perante as pessoas com quem tratar e perante o dono, a quem deve comunicar, quando possível, a gestão e aguardar resposta, se da espera não resultar perigo.as coisas ao estado anterior, ou o indenize da diferença. Art. 864. Tanto que se possa,

Art. 864. Tanto que se possa, comunicará o gestor ao dono do negócio a gestão que assumiu, aguardando-lhe a resposta, se da espera não resultar perigo.

Velar pelo negócio mesmo falecendo o dono sem dar resposta, caso em que o gestor deve esperar por providências dos herdeirosa resposta, se da espera não resultar perigo. Art. 865. Enquanto o dono não providenciar, velará

Art. 865. Enquanto o dono não providenciar, velará o gestor pelo negócio, até o levar a cabo, esperando, se aquele falecer durante a gestão, as instruções dos herdeiros, sem se descuidar, entretanto, das medidas que o caso reclame.

se descuidar, entretanto, das medidas que o caso reclame. Se forem mais de um os gestores

Se forem mais de um os gestores responderão solidariamente.

Art. 867. Se o gestor se fizer substituir por outrem, responderá pelas faltas do substituto, ainda que seja pessoa idônea, sem prejuízo da ação que a ele, ou ao dono do negócio, contra ela possa caber.

Parágrafo

responsabilidade.

único.

6.Obrigações do gerido:

Havendo

mais

de

um

gestor,

solidária

será

a

sua

Ratificando a gestão, deve indenizar o gestor pelas despesas e prejuízos.caber. Parágrafo responsabilidade. único. 6.Obrigações do gerido: Havendo mais de um gestor, solidária será a sua

Se a gestão for necessária ou útil, o dono deve indenizar de qualquer jeito, correndo juros a favor do gestor desde o desembolso.Verifica-se a utilidade ou necessidade pelas circunstâncias, sejam elas objetivas ou subjetivas, sendo as últimas

Verifica-se a utilidade ou necessidade pelas circunstâncias, sejam elas objetivas ou subjetivas, sendo as últimas a vontade real ou presumida do dono. A gestão voluptuária não obriga o dono.jeito, correndo juros a favor do gestor desde o desembolso. Ex: necessária: consertar telhado Útil: recolher

Ex: necessária: consertar telhado

Útil: recolher a correspondência

Voluptuária: embelezar os jardins

7.Aprovação da gestão

Se o gerido aprova o negócio, a gestão transforma-se em mandato ou prestação de serviços, retroagindo até a data de seu início. Se ele não aprovar encerra-se a gestão.

Art. 873. A ratificação pura e simples do dono do negócio retroage ao dia do começo da gestão, e produz todos os efeitos do mandato.

8.Casos especiais:

Prestação de alimentos: quem paga alimentos para terceiros pode recobrá-los

Despesas com o enterro: desde que proporcionais aos costumes locais e às condições do falecido.

Os dois exemplos acima não são gestão de negócios porque não serem essencialmente patrimoniais.

Art. 871. Quando alguém, na ausência do indivíduo obrigado a alimentos, por ele os prestar a quem se devem, poder-lhes-á reaver do devedor a importância, ainda que este não ratifique o ato.

Art. 872. Nas despesas do enterro, proporcionadas aos usos locais e à condição do falecido, feitas por terceiro, podem ser cobradas da pessoa que teria a obrigação de alimentar a que veio a falecer, ainda mesmo que esta não tenha deixado bens.

Parágrafo único. Cessa o disposto neste artigo e no antecedente, em se provando que o gestor fez essas despesas com o simples intento de bem-fazer.

Gestão imprópria: é a administração de negócio alheio supondo que seja próprio. O gestor deve ressarcir o proveito que teve à custa do dono se não seria enriquecimento sem causa. A gestão imprópria não é regulada pelo nosso Código Civil, mas pode ser invocada.

Gestão contra a vontade: o CC fala neste tipo de gestão que é considerada como ato ilícito pela doutrina. O interessante é que o CC prevê a responsabilidade mesmo no caso de caso fortuito. A doutrina critica a menção, mas ela não diz que não seja um ato ilícito, é um plus, mais rigorosa.

XI DO CONTRATO DE COMISSÃO

1.Disciplina legal:

XI – DO CONTRATO DE COMISSÃO 1.Disciplina legal: arts. 693 a 709 CC 2. Conceito: A

arts. 693 a 709 CC

2. Conceito:

1.Disciplina legal: arts. 693 a 709 CC 2. Conceito: A Comissão é o contrato pelo qual

A Comissão é o contrato pelo qual uma pessoa (comissário) adquire ou vende

bens, em seu próprio nome e responsabilidade, mas por ordem e por conta de outrem (comitente), em troca de certa remuneração, obrigando-se para com terceiros com quem contrata (CC, art. 693).

3.Partes:

com terceiros com quem contrata (CC, art. 693). 3.Partes: Comissário ou comissionado é a pessoa que,

Comissário ou comissionado é a pessoa que, em um negócio, age por ordem de

outrem e recebe comissão em decorrência da prática do ato. Quanto a estas determinações e ordens a serem cumpridas, salvo disposição em contrário, pode

o comitente, a qualquer tempo, alterar as instruções dadas ao comissário, entendendo-se por elas regidos também os negócios pendentes.

Comitente é a pessoa que encarrega outra (comissário) de fazer qualquer ato, e é a pessoa que encarrega outra (comissário) de fazer qualquer ato,

mediante

o

pagamento

4. Caracteres jurídicos:

Bilateralqualquer ato, mediante o pagamento 4. Caracteres jurídicos: Consensual Oneroso Não solene 5. Observações importantes:

Consensualmediante o pagamento 4. Caracteres jurídicos: Bilateral Oneroso Não solene 5. Observações importantes: de uma

Onerosoo pagamento 4. Caracteres jurídicos: Bilateral Consensual Não solene 5. Observações importantes: de uma comissão.

Não solene4. Caracteres jurídicos: Bilateral Consensual Oneroso 5. Observações importantes: de uma comissão. O

5. Observações importantes:

de

uma

comissão.

O comissário obriga-se perante terceiros em seu próprio nome, figurando no

O

comissário obriga-se perante terceiros em seu próprio nome, figurando no

contrato como parte.

Assim, segundo o artigo 694 do CC o comissário fica diretamente obrigado para com as

Assim, segundo o artigo 694 do CC o comissário fica diretamente obrigado para com as pessoas com quem contratar, sem que estas tenham ação contra o comitente, nem este contra elas, salvo se o comissário ceder seus direitos a

qualquer

das

partes.

Em geral, no contrato não consta o nome do comitente, porque o comissário age em

Em geral, no contrato não consta o nome do comitente, porque o comissário age em nome próprio.

Entretanto, pode haver interesse mercadológico na divulgação do comitente, como fator de dinamização das vendas

Entretanto, pode haver interesse mercadológico na divulgação do comitente, como fator de dinamização das vendas ou negócios em geral.

Parte da doutrina entende que a comissão é um mandato sem representação, considerando que o

Parte da doutrina entende que a comissão é um mandato sem representação, considerando que o comissário negocia em seu próprio nome, embora à conta do comitente. (entendimento minoritário).

Embora o comissário desempenhe sua atividade em seu próprio nome, não tem liberdade absoluta.

Embora o comissário desempenhe sua atividade em seu próprio nome, não tem liberdade absoluta.

Está ele obrigado a agir de conformidade com as ordens e instruções do comitente.

Está ele obrigado a agir de conformidade com as ordens e instruções do comitente.

Na hipótese de não dispor das orientações e determinações do comitente, ainda

Na hipótese de não dispor das orientações e determinações do comitente, ainda

assim, não poderá agir arbitrariamente, devendo nestes casos, proceder segundo

os usos em casos semelhantes.

nestes casos, proceder segundo os usos em casos semelhantes. Ainda quanto à conduta do comissário, além

Ainda quanto à conduta do comissário, além da obrigação evidente de não praticar atos ilícitos no exercício de sua atividade, deverá, no desempenho das suas

incumbências, agir com cuidado e diligência, não só para evitar qualquer prejuízo ao comitente, mas ainda para lhe proporcionar o lucro que razoavelmente se podia esperar do negócio.

Assim, responderá o comissário, salvo motivo de força maior, por qualquer prejuízo que, por ação ou omissão, ocasionar ao comitente.o lucro que razoavelmente se podia esperar do negócio. O comissário não responde pela insolvência das

O comissário não responde pela insolvência das pessoas com quem tratar, exceto em caso de culpa e no do artigo 698 (Cláusula del credere).que, por ação ou omissão, ocasionar ao comitente. São aplicáveis à comissão, no que couber, a

São aplicáveis à comissão, no que couber, a regra sobre mandato (CC, artigos 798 eem caso de culpa e no do artigo 698 (Cláusula del credere). 709). 6. Remuneração do

709).

6. Remuneração do comissário

Não estipulada a remuneração devida ao comissário, será ela arbitrada segundo(CC, artigos 798 e 709). 6. Remuneração do comissário art.701). os usos correntes no lugar (CC,

art.701).

os

usos

correntes

no

lugar

(CC,

A remuneração poderá ser parcial obedecendo a critérios proporcionais.arbitrada segundo art.701). os usos correntes no lugar (CC, No caso de morte do comissário, ou,

No caso de morte do comissário, ou, quando, por motivo de força maior, não puder concluir o negócio, será devida pelo comitente uma remuneração proporcional aos trabalhos realizados (CC, art.702).poderá ser parcial obedecendo a critérios proporcionais. Havendo rescisão do contrato, ainda que tenha dado motivo

Havendo rescisão do contrato, ainda que tenha dado motivo à dispensa, terá o comissário direito a ser remunerado pelos serviços úteis prestados ao comitente, ressalvado a este o direito de exigir do comissário eventuais prejuízos provocados por ele.proporcional aos trabalhos realizados (CC, art.702). Se houver a rescisão do contrato (dispensa do comissário)

Se houver a rescisão do contrato (dispensa do comissário) sem justa causa, terá direito a ser remunerado pelos trabalhos prestados, bem como a ser ressarcido pelas perdas e danos resultantes de sua dispensa.do comissário eventuais prejuízos provocados por ele. No que se refere à movimentação financeira entre os

No que se refere à movimentação financeira entre os dois quanto à exigência de juros, assemelha-se ao contrato de mútuo com finalidade econômica. Assim, de acordo com o artigo 706, o comitente e o comissário são obrigados a pagar juros um ao outro; o primeiro pelo que o comissário houver adiantado para cumprimento de suas ordens; e o segundo pela mora na entrega dos fundos que pertencerem ao comitente. Destaque-se ainda que, para reembolso das despesas feitas, bem como para recebimento das comissões devidas, tem o comissário direito de retenção sobre os bens e valores em seu poder em virtude da comissão.ressarcido pelas perdas e danos resultantes de sua dispensa. 7.Cláusula del credere exceção no que tange

7.Cláusula del credere

seu poder em virtude da comissão. 7.Cláusula del credere exceção no que tange à responsabilidade do

exceção no que tange à responsabilidade do comissário, pelas determinações

do artigo 698 do Código Civil se do contrato de comissão constar a cláusula del

do artigo 698 do Código Civil

se do contrato de comissão constar a cláusula del credere (Diz-se da cláusula que designa a comissão, ou prêmio, que é paga ou prometida por um comerciante a se representante, ou comissário, em virtude de sua obrigação de responder pela solvabilidade da pessoa com quem operou a mando ou não do comitente, sobre transações de interesse deste.), responderá o comissário solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente, caso em que, salvo estipulação em contrário, o comissário tem direito a remuneração mais elevada, para compensar o ônus assumido.

Questão comentada

(CESPE - 2009 - DPE-AL - Defensor Público) Marcelo tomou por empréstimo R$ 5 mil em uma instituição financeira para pagar em vinte e quatro meses. A partir do décimo segundo mês, Marcelo interrompeu o pagamento das prestações ante as dificuldades financeiras por que estava passando. Comparecendo ao banco, foi informado de que no contrato havia cláusula permitindo a cobrança de comissão de permanência. A respeito essa situação hipotética, julgue os itens a seguir:

Hoje prevalece o entendimento jurisprudencial de que a cláusula contratual que prevê a comissão de permanência, calculada pela taxa média de mercado, não é potestativa.

Certo

Errado

Comentários:

Resposta: certo

Súmula 294 - STJ. Não é potestativa a cláusula contratual que prevê a comissão de permanência, calculada pela taxa média de mercado apurada pelo Banco Central do Brasil, limitada à taxa de contrato

A convenção da taxa de comissão de permanência não pode ser impostapelo Banco Central do Brasil, limitada à taxa de contrato simplesmente por um dos contratantes,

simplesmente

por

um

dos

contratantes,

transformando

o

outro

em

mero

expectador.

As condições potestativas são as que deixam as condições ao puro arbítrio da outra parte. Pelo art. 122 do CC, apenas as puramente potestativas (sem a influência de fato externo) são tidas como ilícitas, sendo as simplesmente potestativas aceitas.transformando o outro em mero expectador. Comissão de permanência é um valor cobrado após o

Comissão de permanência é um valor cobrado após o vencimento da obrigação, podendo ter sua incidência concomitante aos juros moratórios.potestativas (sem a influência de fato externo) são tidas como ilícitas, sendo as simplesmente potestativas aceitas.

A Resolução n.º 1.129 do Banco Central do Brasil, determinou: "O BANCO CENTRAL DO BRASIL,

A Resolução n.º 1.129 do Banco Central do Brasil, determinou:

"O BANCO CENTRAL DO BRASIL, (…)

I Facultar aos bancos comerciais, bancos de desenvolvimento, bancos de

investimento, caixas econômicas, cooperativas de crédito, sociedade de crédito, financiamento e investimento e sociedades de arrendamento mercantil cobrar de seus devedores por dia de atraso no pagamento ou na liquidação de seus débitos, além de juros de mora na forma da legislação em vigor, "comissão de permanência", que será

calculada às mesmas taxas pactuadas no contrato original ou à taxa de mercado do dia

do

pagamento.

II

Além dos encargos previstos no item anterior, não será permitida a cobrança de

quaisquer outras quantias compensatória pelo atraso no pagamento dos débitos vencidos".

No caso, a condição não é potestativa, porque depende da aceitação da outra parte (mediante a celebração do contrato). .

XII DO MANDATO (arts 653 e ss)

Mandato judicial -692, 38 CPC

Origem- manu datum porque as partes se davam as mãos

1.Quadro distintivo:

Mandato

Prestação de serviços

 

Ideia de representação

Não há

Objeto: realização ato jrd

Realização

de

fato

ou

determinado

trabalho

Faculdade de deliberar e querer

Executar segundo suas aptidões

 
Mandato é espécie de representação.

Mandato é espécie de representação.

Haverá representação todas as vezes que uma pessoa for incumbida de realizar declaração de vontade

Haverá representação todas as vezes que uma pessoa for incumbida de realizar declaração de vontade em seu lugar.

Há três espécies de representação: legal, convencional e judicial.

Há três espécies de representação: legal, convencional e judicial.

A representação legal é decorrente de lei. A lei impõe aos pais a representação

A

representação legal é decorrente de lei. A lei impõe aos pais a representação

de seus filhos incapazes, ao tutor do pupilo e ao curador do curatelado.

A representação c ontratual ou convencional decorre de contrato de mandato. A

A

representação contratual ou convencional decorre de contrato de mandato. A

noção de representação tem que estar presente no contrato. Se no consentimento não estiver a representação se configura locação de serviços e não representação. No mandato, o mandatário age em nome do mandante. Na locação de serviços o contratado age em nome próprio.

Representação engloba a pratica de atos e a administração de interesses.

Representação engloba a pratica de atos e a administração de interesses.

2.Conceito e Características Gerais:

Mandato é o contrato pelo qual alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome,

Mandato é o contrato pelo qual alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses.

O mandato é uma representação convencional. O representante pratica atos que

O

mandato é uma representação convencional. O representante pratica atos que

dão origem a direitos e obrigações que repercutem na esfera jurídica do

representado.

O mandatário age em nome e por conta do mandante. O mandante contrai as

O

mandatário age em nome e por conta do mandante. O mandante contrai as

obrigações e adquire os direitos decorrentes do ato do mandatário como se os tivesse contraído e adquirido pessoalmente.

O mandato possibilita que uma pessoa que não possa ou não saiba realizar

O

mandato possibilita que uma pessoa que não possa ou não saiba realizar

determinado ato negocial que o realize por meio de outra pessoa.

Consenso: é imprescindível a idéia de representatividade. A representatividade estabelece um liame obrigacional entre o

Consenso: é imprescindível a idéia de representatividade. A representatividade estabelece um liame obrigacional entre o representado e terceira pessoa por meio do representante. O mandatário é representante por vontade do representado (representação convencional).

Por ser representação, os atos do representante que contrariem as instruções recebidas só vincularão o

Por ser representação, os atos do representante que contrariem as instruções recebidas só vincularão o representado se praticados em seu nome dentro dos limites do instrumento, isto é, conforme os poderes constantes da procuração.

Se o mandatário efetuar atos negociais fora dos poderes conferidos pelo mandato, tais atos só serão responsabilizados pelos mandante se ele os ratificar.Da mesma forma os atos praticados após a extinção do mandato. O mandatário que exceder

Da mesma forma os atos praticados após a extinção do mandato. O mandatário que exceder os poderes do mandato responde perante os terceiros.serão responsabilizados pelos mandante se ele os ratificar. 3.Caracteres jurídicos a. Típico: está tipificado no

3.Caracteres jurídicos

a. Típico: está tipificado no Código civil- arts. 653 e ss.

b. Consensual: é considerado celebrado pelo mero consenso entre as partes.

c. Presume-se Gratuito, mas pode ser oneroso:

Será oneroso se houver estipulação expressa ou seu objeto for profissão do mandatário. Ver 658as partes. c. Presume-se Gratuito, mas pode ser oneroso: Será gratuito nos demais casos. Assim, se

ou seu objeto for profissão do mandatário. Ver 658 Será gratuito nos demais casos. Assim, se

Será gratuito nos demais casos. Assim, se o objeto do mandato não for profissão do mandatário será

presumidamente gratuito.

d. Bilateral: gera obrigações e deveres tanto para o mandante como para o mandatário.

Mesmo que o mandato seja gratuito, o mandante terá sempre duas obrigações:e deveres tanto para o mandante como para o mandatário. responder pelas obrigações licitamente assumidas pelo

responder pelas obrigações licitamente assumidas pelo mandatário e facilitar a execução do mandato.

e. De Execução Futura: é celebrado em um momento e executado em outro.

f. Intuitu personae: é celebrado com base na mútua confiança dos contratantes

4.Requisitos subjetivos:

Por ser um contrato reclama consenso das partes. SE há necessidade de consenso, ambas devem ser capazes.em outro. f. Intuitu personae: é celebrado com base na mútua confiança dos contratantes 4.Requisitos subjetivos:

Mandante:

Mandante:

o mandante deverá ser habilitado para os atos da vida civil. Se for absolutamente incapaz

o mandante deverá ser habilitado para os atos da vida civil. Se for absolutamente incapaz não poderá celebrar mandato, uma vez que a lei já prevê a representação legal.

Os relativamente incapazes poderão outorgar mandato desde que devidamente assistidos pelo representante legal, mesmo

Os relativamente incapazes poderão outorgar mandato desde que devidamente assistidos pelo representante legal, mesmo assistidos, a procuração deverá ser feita por instrumento público.

O analfabeto também terá que se valer da procuração por instrumento público

O

analfabeto também terá que se valer da procuração por instrumento público

por não possuir firma, já que não pode assinar.

O art. 654 do CC prevê que todas as pessoas maiores ou emancipadas, no gozo

O

art. 654 do CC prevê que todas as pessoas maiores ou emancipadas, no gozo

dos direitos civis são aptas a dar procuração por instrumento particular, que

valerá desde que tenha a assinatura do outorgante.

Mandatário:

Maior de 16 e menor de 18 pode ser mandatário, 666

Maior de 16 e menor de 18 pode ser mandatário, 666

O fundamento para que o relativamente incapaz pode ser mandatário reside no

O

fundamento para que o relativamente incapaz pode ser mandatário reside no

fato de que a capacidade do mandatário pouco importa para a execução do

mandato, uma vez que quem sairá perdendo será o próprio mandante e não o incapaz. Porém, o mandante não terá ação contra o mandatário relativamente incapaz, se este lhe causar prejuízo. O mandante assume as consequências do ato

de

nomear mandatário relativamente incapaz.

Quanto aos cônjuges, nenhuma restrição há em que sejam procuradores um do outro.

Quanto aos cônjuges, nenhuma restrição há em que sejam procuradores um do outro.

5.Requisitos objetivos:

O objeto do mandato deve possuir os mesmos requisitos do objeto de um

O

objeto do mandato deve possuir os mesmos requisitos do objeto de um

negócio jurídico, isto é, deverá ser lícito, física e juridicamente possível.

O mandato é um contrato que tem por finalidade a prática de atos ou a

O

mandato é um contrato que tem por finalidade a prática de atos ou a

administração de interesses.

É importante saber quais atos poderão ser praticados pelo mandatário.

É

importante saber quais atos poderão ser praticados pelo mandatário.

Em regra, poderão ser objeto do mandato todos os atos, patrimoniais ou não. Atos extrapatrimoniais

Em regra, poderão ser objeto do mandato todos os atos, patrimoniais ou não. Atos extrapatrimoniais praticados por procuração: reconhecimento de filho ilegítimo, casamento, adoção.

Porém, os atos personalíssimos exigem a intervenção pessoa do mandante, não podendo ser praticados por

Porém, os atos personalíssimos exigem a intervenção pessoa do mandante, não podendo ser praticados por procuração: ex: exercício de voto, depoimento pessoal, prestação de serviço militar.

Determinados atos dispensam a apresentação de mandato para tratar de negócios alheios, pedido de certidão

Determinados atos dispensam a apresentação de mandato para tratar de negócios alheios, pedido de certidão negativa, registro e averbação imobiliários.

6. Requisitos formais:

Por ser um contrato consensual, é considerado celebrado pelo mero consenso, não exige forma especial

Por ser um contrato consensual, é considerado celebrado pelo mero consenso, não exige forma especial para sua validade ou prova. Pode ser celebrado de forma tácita ou expressa.

O mandato tácito refere-se geralmente a assuntos de menor importância. Ex:

O

mandato tácito refere-se geralmente a assuntos de menor importância. Ex:

Cônjuges entre si para assuntos domésticos, do empregador para o empregado

para pequenas compras.

O mandato expresso pode ser mímico, verbal ou escrito.

O

mandato expresso pode ser mímico, verbal ou escrito.

O

mandato mímico também é utilizado para negócios de pequeno valor.

Verbal, o mandante delega poderes ao mandatário por meio de palavras. Também para pequenos negócios.

Verbal, o mandante delega poderes ao mandatário por meio de palavras. Também para pequenos negócios.

O mandato escrito será a regra para os negócios de expressivo valor financeiro

O

mandato escrito será a regra para os negócios de expressivo valor financeiro

ou

moral.

Às vezes, a lei exige a forma escrita, como no caso do mandato judicial, que

Às vezes, a lei exige a forma escrita, como no caso do mandato judicial, que o advogado recebe de seu cliente.

O mandato escrito materializa-se no instrumento de procuração, que pode ser

O

mandato escrito materializa-se no instrumento de procuração, que pode ser

por instrumento público ou particular.

Será público excepcionalmente, como no caso do mandante ser relativamente incapaz, cego, analfabeto.

Será público excepcionalmente, como no caso do mandante ser relativamente incapaz, cego, analfabeto.

Na maioria dos casos será por instrumento particular, podendo ser manuscrito, datilografado ou impresso.

Na maioria dos casos será por instrumento particular, podendo ser manuscrito, datilografado ou impresso.

Em qualquer dos casos deve ser firmado pelo mandante.

Em qualquer dos casos deve ser firmado pelo mandante.

Para que tenha validade quanto a terceiros é necessário o reconhecimento de firma do mandante.

Para que tenha validade quanto a terceiros é necessário o reconhecimento de firma do mandante.

Além disso, deve conter a data, o local, o nome do mandante e o nome

Além disso, deve conter a data, o local, o nome do mandante e o nome e a qualificação do outorgado, objeto do contrato e a natureza e a extensão dos poderes conferidos.

Qualificação é a nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência

Qualificação é a nacionalidade, estado civil, profissão, domicílio e residência

Instrumento é o documento que viabiliza a representação.

Instrumento é o documento que viabiliza a representação.

7.

Aceitação:

O mandato é um contrato consensual. Assim, para que seja reputado celebrado

O

mandato é um contrato consensual. Assim, para que seja reputado celebrado

deve haver o acordo de vontades. Assim, ele só se considerará celebrado se o

mandatário aceitá-lo.

A aceitação pode ser expressa, tácita ou presumida.

A aceitação pode ser expressa, tácita ou presumida.

A aceitação expressa pode ser verbal ou escrita. Na prática, na maioria das vezes

A aceitação expressa pode ser verbal ou escrita. Na prática, na maioria das vezes

é verbal. São raras as ocasiões em que há aceitação escrita.

A aceitação tácita ocorre quando o mandatário iniciar a execução do mandato. É

A

aceitação tácita ocorre quando o mandatário iniciar a execução do mandato. É

a prática de atos que indicam que ele aceitou.

A aceitação presumida ocorre entre ausentes quando o objeto do mandato for

A

aceitação presumida ocorre entre ausentes quando o objeto do mandato for

profissão do mandatário. O silêncio presume a aceitação. Ex: procuração

enviada a corretor e a engenheiro.

8.

Classificação:

Mandato oneroso se a atividade do mandatário for remunerada, Mandato gratuitoenviada a corretor e a engenheiro. 8. Classificação: se não for. Procuração ad negotia x ad

se não for.

Procuração ad negotia x ad judiciado mandatário for remunerada, Mandato gratuito se não for. Mandato singular, se for constituído um único

Mandato singular, se for constituído um único mandatáriogratuito se não for. Procuração ad negotia x ad judicia Mandato plural se forem vários os

Mandato plural se forem vários os procuradores.Mandato singular, se for constituído um único mandatário Mandato plural, os poderes podem ser conferidos em

mandatário Mandato plural se forem vários os procuradores. Mandato plural, os poderes podem ser conferidos em

Mandato plural, os poderes podem ser conferidos em conjunto:

solidário, fracionário (poderes especiais para cada um) ou sucessivo (pela ordem). Presume-se que o mandato é simultâneo, na ausência de estipulação expressa. 672

cláusula in solidum quando os procuradores são declarados solidários

Mandato expresso ou tácito, quanto à forma.– quando os procuradores são declarados solidários Mandato verbal ou escrito, quanto à forma. Mandato civil,

Mandato verbal ou escrito, quanto à forma.solidários Mandato expresso ou tácito, quanto à forma. Mandato civil, aquele que não tem por objeto

Mandato civil, aquele que não tem por objeto atos de comércio.quanto à forma. Mandato verbal ou escrito, quanto à forma. Mandato comercial, aquele que tem por

Mandato comercial, aquele que tem por objeto a prática de atos de comércio.civil, aquele que não tem por objeto atos de comércio. Mandato geral, abrange todos os negócios

Mandato geral, abrange todos os negócios do mandante, porém, os poderes outorgados implicam apenas na administração dos negócios. Não posso praticarque não tem por objeto atos de comércio. Mandato comercial, aquele que tem por objeto a

atos de diminuição patrimonial. O termo geral não significa que eu tenho poderes ilimitados, pelo contrário, é uma restrição de poderes. 660-661

Termo Geral x poderes especiaispelo contrário, é uma restrição de poderes. 660-661 Mandato especial é o que confere poderes para

Mandato especial é o que confere poderes para atos determinados, como os atos de alienação. A lei exige poderes específicos devido à importância dos atos.de poderes. 660-661 Termo Geral x poderes especiais Pode ser conferido no mesmo mandato poderes gerais

Pode ser conferido no mesmo mandato poderes gerais e especiais. Ex:exige poderes específicos devido à importância dos atos. Procuração ad judicia. Mandato judicial ou extrajudicial,

Procuração ad judicia.

Mandato judicial ou extrajudicial, dentro ou fora do âmbito judicial.poderes gerais e especiais. Ex: Procuração ad judicia. 9.Deveres do mandatário: 1. dar execução ao mandato

9.Deveres do mandatário:

1. dar execução ao mandato empregando a diligência habitual, ou seja, deve prestar a mesma diligência que empregaria se o negócio lhe pertencesse.

2. Executar o mandato em nome do mandante e nos limites dos poderes conferidos

3. Manter o mandante informado de tudo o que se passa com os negócios (responsabilidades assumidas e vantagens percebidas) sempre que solicitado.

4. Indenizar o mandante de qualquer prejuízo causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer.

Substabelecimento é a substituição do mandatário por outrem na execução do mandato. O instrumento de mandato pode permitir o substabelecimento, proibir ou ser silente a este respeito.causado por culpa sua ou daquele a quem substabelecer. Se o mandato for silente, nem permite

Se o mandato for silente, nem permite nem proíbe, e o mandatário substabelecer, responderá pessoalmente pelos prejuízos se houver culpa do substituto.o substabelecimento, proibir ou ser silente a este respeito. Se o mandato proibir o substabelecimento e

Se o mandato proibir o substabelecimento e o mandatário assim mesmo o realizar, responderá por todo e qualquer prejuízo causado pelo substituto, ainda que fortuito. Terá direito de regresso contra o substituto se houver culpa.pessoalmente pelos prejuízos se houver culpa do substituto. Se o mandato permitir o substabelecimento o mandatário

Se o mandato permitir o substabelecimento o mandatário só será responsável pela culpa in eligendo, isto é, se escolheu mal.prejuízo causado pelo substituto, ainda que fortuito. Terá direito de regresso contra o substituto se houver

5.

Apresentar o instrumento de mandato às pessoas com quem tratar em nome do mandante, sob pena de responder a elas qualquer ato exorbitante dos poderes conferidos.

6. enviar ao mandante as somas recebidas em função do mandato. Se o mandatário empregar as somas recebidas em proveito próprio, deverá ressarcir juros.

7. Não compensar os prejuízos que der causa com os proveitos que tiver auferido ao mandante.

8. Concluir o negócio já iniciado no caso de morte do mandante se a demora implicar prejuízo.

9. Representar o mandante nos 15 dias seguintes à notificação de sua renúncia ao mandato judicial, para evitar-lhe prejuízo

10. Entregar ao novo mandatário, em caso de renúncia, os bens do mandante que estavam em seu poder.

11. Obrigações do mandante:

1. Remunerar os serviços do mandatário quando assim ficar convencionado ou quando o objeto do mandato for a profissão do mandatário.

2. fornecer os meios para a execução do mandato. Despesas. As partes podem convencionar livremente se as despesas serão adiantadas ou reembolsadas. No silêncio, se o mandatário quiser o adiantamento terá que requerer ao mandante. Se ele não adiantar os valores o mandatário não é obrigado a praticar o ato e pode inclusive renunciar ao mandato. Se o mandatário cobrir as despesas terá direito ao reembolso do valor acrescido de juros a partir do momento do reembolso independente de notificação.

3. Se o mandatário fizer despesas excessivas só será ressarcido do valor médio, necessário. O mandatário poderá exercer o direito de retenção do objeto do mandato até o reembolso desde que a despesa efetuada fosse necessária à execução do mandatário.

4.

Indenizar o mandatário dos prejuízos sofridos, desde que não haja culpa dele.

11.Obrigações para com terceiros:

1. Responder com seu patrimônio pelos compromissos assumidos pelo mandatário salvo as exceções previstas e já estudadas.

2. Responder pelos atos praticados pelo mandatário aparente. Mandatário aparente é aquele que todos reputam ser mandatário, mas não é.

Aplica-se ao caso a Teoria da Aparência (ex: Credor putativo), segundo a qual terceiros de boa-fé não podem ser prejudicados quando se enganarem pela aparência de uma situação; 686, 689é aquele que todos reputam ser mandatário, mas não é. O engano ou erro deve ser

O engano ou erro deve ser escusável, que é aquele que qualquer pessoa normal cometeria, inescusável, aquele que nenhuma pessoa normal cometeria. Se for inescusável o terceiro só terá direitos em relação ao suposto mandatário.se enganarem pela aparência de uma situação; 686, 689 Mandato aparente ocorre quando terceiro de boa-fé

Mandato aparente ocorre quando terceiro de boa-fé é levado a acreditar ser aquela pessoa representante real do mandante. Pode ser o caso do mandato que é revogado sem que se dê ciência ao público ou a terceiros interessadossó terá direitos em relação ao suposto mandatário. Ex: representante comercial O suposto mandante tem direito

Ex: representante comercial

O suposto mandante tem direito de regresso contra o suposto mandatário.

12. Extinção do mandato:

Os mandatos se extinguem por vontade das partes ou por fato jurídico.

1. Vontade das partes:

O mandato pode ser extinto por vontade do mandante (revogação) ou por vontade do mandatário (renúncia).12. Extinção do mandato: Os mandatos se extinguem por vontade das partes ou por fato jurídico.

Renúncia é a desistência do mandatário, deve ser sempre expressa e em tempo hábil a

Renúncia é a desistência do mandatário, deve ser sempre expressa e em tempo hábil a não causar prejuízos ao mandante, sob pena de condenação em perdas e danos.

Revogação é ato do mandante que põe fim ao mandato. Pode se dar a qualquer

Revogação é ato do mandante que põe fim ao mandato. Pode se dar a qualquer tempo sem que seja necessário ao mandante explicar os seus motivos, Por isso diz-se que é praticado ad nutum, ou seja, pela simples vontade, é esta o único requisito para a revogação.

É lógico que o mandante deve avisar o mandatário e os terceiros interessados

É

lógico que o mandante deve avisar o mandatário e os terceiros interessados

porque caso contrário será responsabilizado pelos atos praticados pelo

mandatário.

É prudente o envio de notificação extrajudicial, ou judicial e até mesmo de

É

prudente o envio de notificação extrajudicial, ou judicial e até mesmo de

publicação em diversos jornais de grande circulação.

A revogação pode ser expressa ou tácita. Será tácita quando o mandante assumir

A

revogação pode ser expressa ou tácita. Será tácita quando o mandante assumir

os negócios que estavam a cargo do mandatário ou nomear novo mandatário.

As partes, contudo, podem convencionar que o mandato será irrevogável, neste caso, se o mandante

As partes, contudo, podem convencionar que o mandato será irrevogável, neste caso, se o mandante o revogar responderá por perdas e danos.

A lei prevê alguns casos em que o mandato é irrevogável:

A. Procuração em Causa Própria: no mandato em causa própria além da representação ocorre a cessão de um crédito. A cede o crédito para B e lhe outorga poderes para efetuar a cobrança em seu nome. Neste caso é irrevogável porque o mandato está vinculado à cessão de crédito.

B. Mandato condição de Contrato Bilateral: Imagine o contrato de depósito oneroso em que o depositário só aceite a custódia dos bens se o depositante lhe outorgar mandato conferindo-lhe poderes para administrar o bem. O mandato é condição do contrato de depósito, sua revogação implicaria a extinção do contrato de depósito.

C. Mandato como meio de cumprimento de outro contrato: Ex: endosso mandato, o endosso é feito apenas para que o endossatário efetue a cobrança e repasse o valor ao endossante. Compra e venda de imóvel. Procurador para assinar a escritura.

D. Sócio administrador ou liquidante investido pelo contrato social para administração:

para ele ser destituído deve haver disposição em lei especial ou no contrato social ou por má administração. A doutrina moderna diz que pode ocorrer a sua destituição ad nutum desde que por decisão dos sócios que detenham a maioria do capital social.

XII DO CONTRATO DE EDIÇÃO

1. Conceito

XII – DO CONTRATO DE EDIÇÃO 1. Conceito É o contrato pelo qual o editor se

É o contrato pelo qual o editor se obriga a reproduzir mecanicamente e a

divulgar obra literária artística ou científica que lhe foi confiada pelo autor,

adquirindo o direito exclusivo de publicá-la e explorá-la economicamente

2. Espécies:

Contrato de edição propriamente dita ou simplesmente contrato de edição: no momento de celebração do contrato a obra já está acabada.de publicá-la e explorá-la economicamente 2. Espécies: Contrato de edição por encomenda: no momento da

Contrato de edição por encomenda: no momento da celebração do contrato o autor se obriga à feitura de obra por encomenda de editor. Art. 54de celebração do contrato a obra já está acabada. 3. Regulamentação legal: Este contrato está regulado

3. Regulamentação legal:

Este contrato está regulado na Lei n. 9610/98 (LDA) 53 a 67.

4. Partes:

Editor é quem contrata a edição.

Editor é quem contrata a edição.

O contratado é denominado autor, não e não editado. O que é editado é a

O

contratado é denominado autor, não e não editado. O que é editado é a obra.

5. Caracteres jurídicos:

Consensual: se considera celebrado com o simples acordo de vontades entre as partes, não lhe exigindo a lei forma especial.O contratado é denominado autor, não e não editado. O que é editado é a obra.

Oneroso: ambas as partes suportam ônus. À prestação do autor corresponde contraprestação do editor.Bilateral: ambos possuem direitos e deveres. Aleatório ou pré-estimado: depende de como seja fixada a

Bilateral: ambos possuem direitos e deveres.do autor corresponde contraprestação do editor. Aleatório ou pré-estimado: depende de como seja fixada a

Aleatório ou pré-estimado: depende de como seja fixada a remuneração do autor. Se for fixada em razão da vendagem será aleatório, se for fixado um preço fixo será pré-estimado.do editor. Bilateral: ambos possuem direitos e deveres. Execução diferida ou sucessiva: Será diferida se for

Execução diferida ou sucessiva: Será diferida se for convencionada remuneração fixa para o autor, ele entregará a obra num momento e receberá em outro. Será de execução sucessiva se for aleatório, pois, neste caso, o autor receberá a sua retribuição à medida que a obra for sendo vendida.se for fixado um preço fixo será pré-estimado. Individual: obriga apenas as partes diretamente envolvidas

Individual: obriga apenas as partes diretamente envolvidasa sua retribuição à medida que a obra for sendo vendida. Negociável: permite a negociação das

Negociável: permite a negociação das cláusulasIndividual: obriga apenas as partes diretamente envolvidas Intuitu personae: o autor é contratado com base na

Intuitu personae: o autor é contratado com base na confiança nele depositada.Negociável: permite a negociação das cláusulas 6. Interpretação do contrato: o art. 4º da LDA prevê

6. Interpretação do contrato:

o art. 4º da LDA prevê que os negócios jurídicos sobre direitos autorais interpretam-se restritivamente. Assim, o contrato de edição deve ser interpretado restritivamente.confiança nele depositada. 6. Interpretação do contrato: 7. Requisitos: Subjetivos: ambas as partes devem possuir a

7.

Requisitos:

Subjetivos: ambas as partes devem possuir a capacidade geral para contratar.interpretam-se restritivamente. Assim, o contrato de edição deve ser interpretado restritivamente. 7. Requisitos:

Objetivos: O objeto do contrato é a edição da obra entregue ao editor. Logicamente deverá ser lícito. Além da licitude normal, há que se atentar para a violação de direitos autorais de terceiro. Por exemplo, não poderá ser plágio.Formais: a lei não exige nenhuma forma especial. 8. Obrigações do autor Se o contrato

Formais: a lei não exige nenhuma forma especial.autorais de terceiro. Por exemplo, não poderá ser plágio. 8. Obrigações do autor Se o contrato

8. Obrigações do autor

Se o contrato for de edição por encomenda de obra e não houver prazo estipulado

Se o contrato for de edição por encomenda de obra e não houver prazo estipulado para a entrega, o autor poderá efetuá-la quando bem entender.

O editor pode, no entanto, fixar prazo extracontratual para que o autor lhe

O

editor pode, no entanto, fixar prazo extracontratual para que o

autor lhe

entregue a obra sobre pena de resolução do contrato.

O autor deve entregar os originais conforme o que foi ajustado. Mas se o editor

O

autor deve entregar os originais conforme o que foi ajustado. Mas se o editor

não os recusar em trinta dias, têm-se por aceitas as alterações introduzidas pelo

autor. Art. 58

 
O editor tem exclusividade sobre a obra até se esgotarem as edições combinadas, por força

O editor tem exclusividade sobre a obra até se esgotarem as edições combinadas, por força da obrigação de não fazer do autor.

Terá o editor, outrossim, o direito de retirar de circulação a edição da mesma

Terá o editor, outrossim, o direito de retirar de circulação a edição da mesma

obra feita por outrem além de cobrar as perdas e danos pelo descumprimento da obrigação de não fazer. Art. 63, enquanto não se esgotarem as edições o autor não pode dispor de sua obra. Cabe ao editor o ônus da prova de que a edição não

se

esgotou.

O autor deve atualizar a obra sempre que necessário para uma nova edição. Em

O

autor deve atualizar a obra sempre que necessário para uma nova edição. Em

caso de recusa, o editor pode pedir a outrem que o faça, mencionando o fato na edição. Art. 67

O editor deve reproduzir mecanicamente a obra e divulgá-la.

O

editor deve reproduzir mecanicamente a obra e divulgá-la.

Mencionar em cada exemplar da obra o título da obra e seu autor, o ano

Mencionar em cada exemplar da obra o título da obra e seu autor, o ano de publicação, o seu nome ou marca que o identifique e, no caso de tradução, o título original e o nome do tradutor. Art.53

O editor deve remunerar o autor de acordo com o contrato ou, no seu silêncio,

O

editor deve remunerar o autor de acordo com o contrato ou, no seu silêncio,

por arbitramento do conselho nacional de direito autoral. Tal arbitramento terá por base os usos e costumes. Art. 57

O editor deve fixar preço razoável para a venda da obra editada. Não será nem

O

editor deve fixar preço razoável para a venda da obra editada. Não será nem

muito caro nem muito barato, dependendo do bom senso, das circunstâncias e do objeto da obra. Há obras, por exemplo, que, se forem apreçadas por baixo, simplesmente não são vendidas. O público não as valoriza, nem pode elevá-lo a ponto de embaraçar as vendas. Art.60

Numerar todos os exemplares de cada edição, a menos que tenha adquirido do autor os

Numerar todos os exemplares de cada edição, a menos que tenha adquirido do autor os direitos autorais. Será considerado contrafração o não cumprimento desta obrigação.

Contrafração é a reprodução não autorizada da obra. Esta obrigação estava expressamente prevista na lei

Contrafração é a reprodução não autorizada da obra. Esta obrigação estava expressamente prevista na lei anterior. A atual se silencia. Prevê em seu art.113 que as obras devem conter selos identificadores. A doutrina acredita que a obrigação persiste e que os selos devem ser numerados. A numeração é um freio aos abusos dos editores.

Prestar contas mensalmente, se a retribuição do autor depender do êxito das vendas. A lei

Prestar contas mensalmente, se a retribuição do autor depender do êxito das vendas. A lei antiga falava em semestre. Art.61. Deve também dar acesso ao autor à escrituração da parte que lhe couber, quaisquer que sejam as condições do contrato.

Manter a obra estritamente nos parâmetros dos originais, se o autor não consentir em modificações.

Manter a obra estritamente nos parâmetros dos originais, se o autor não consentir em modificações.

Versando o contrato sobre várias edições, uma vez que se esgote uma, o editor estará

Versando o contrato sobre várias edições, uma vez que se esgote uma, o editor estará obrigado a proceder a outra, sob pena de resolução em perdas e danos e de perder o direito à nova edição. Além disso, no silêncio do contrato o prazo da edição é de dois anos. Se não houver a edição neste prazo, o contrato se resolve em perdas e danos. Art.62

considera-se esgotada uma edição quando restarem em estoque com o editor número inferior a 10%

considera-se esgotada uma edição quando restarem em estoque com o editor número inferior a 10% do total de exemplares

Presume-se que o contrato versa apenas sobre uma edição se não houver cláusula expressa em

Presume-se que o contrato versa apenas sobre uma edição se não houver cláusula expressa em contrário. No silêncio do contrato, considera-se que cada edição será de 3.000 exemplares. Art.56

O editor deve permitir ao autor emendar ou alterar sua obra nas sucessivas

O

editor deve permitir ao autor emendar ou alterar sua obra nas sucessivas

edições, a não ser que tais modificações impliquem prejuízo a seus interesses, ofendam-lhe a reputação ou aumentem-lhe a responsabilidade. Se as alterações

ou modificações implicarem em gastos extras o autor deverá indenizar o editor. art. 66

10. Sanções à edição sem autorização.

Art. 103 quem editar obra literária, artística ou científica sem autorização do titular perderá para este os exemplares que se apreenderem e pagar-lhe-á o preço que as tiver vendido.editor. art. 66 10. Sanções à edição sem autorização. Parag. Único: não se conhecendo o número

Parag. Único: não se conhecendo o número de exemplares que se constitui a edição fraudulenta, pagará o transgressor o valor de 3000 exemplares além dos apreendidos.

11. Extinção:

1. esgotamento das edições ou edição

2. morte do autor se não houver acordo com os herdeiros

autor proporcionalmente, porém, ele não poderá fazer a publicação parcial se o autor

manifestou a vontade de só publicá-la por inteiro ou se os herdeiros decidirem, Art.

55

4. Destruição da obra por fortuito, depois de ter sido ela entregue.

5. Apreensão da obra pela censura.

6. Falência do editor, não concordando o síndico com sua continuação.

XIII-DO CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL, AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO

1. Disciplina legal: art. 710 a 721 CC

2. Conceito de distribuição

A palavra “distribuição” é daquelas que o direito utiliza com vários sentidos. sentidos.

Há uma ideia genérica de distribuição como processo de colocação dos produtos no mercado.é daquelas que o direito utiliza com vários sentidos. Nesse sentido, pensa-se em contratos de distribuição

Nesse sentido, pensa-se em contratos de distribuição como um gênero a que pertencem os mais variados negócios jurídicos, todos voltados para o objetivo final de alcançar e ampliar a clientela (comissão mercantil, mandato mercantil, representação comercial, fornecimento, revenda ou concessão comercial, franquia comercial etc.).como processo de colocação dos produtos no mercado. Há, porém, um sentido mais restrito, que é

Há, porém, um sentido mais restrito, que é aquele com que a lei qualifica o contrato de agência. No teor do art. 710 do Código Civil, a distribuição não é a revenda feita pelo agente. Esse nunca compra a mercadoria do preponente. É ele sempre um prestador de serviços, cuja função econômica e jurídica ocorre pela da captação de clientela.revenda ou concessão comercial, franquia comercial etc.). 3.Partes: Agente, distribuidor ou representante comercial

3.Partes:

Agente, distribuidor ou representante comercialjurídica ocorre pela da captação de clientela. 3.Partes: Representado, proponente ou preponente 4.Características

Representado, proponente ou preponente3.Partes: Agente, distribuidor ou representante comercial 4.Características jurídicas: Típico: art. 710 721 do

4.Características jurídicas:

Típico: art. 710 721 do Código CivilAgente, distribuidor ou representante comercial Representado, proponente ou preponente 4.Características jurídicas:

Misto: resulta de uma fusão entre o mandato a comissão e a corretagem.

Misto: resulta de uma fusão entre o mandato a comissão e a corretagem.

Consensual: porque se considera celebrado pelo simples acordo de vontades

Consensual: porque se considera celebrado pelo simples acordo de vontades

Oneroso por essência: é sempre devida remuneração

Oneroso por essência: é sempre devida remuneração

Bilateral:  

Bilateral:

 
Aleatório:

Aleatório:

De execução futura:

De

execução futura:

Individual  

Individual

 
Intuitu personae, se fundamenta na confiança que o proponente deposita no agente

Intuitu personae, se fundamenta na confiança que o proponente deposita no agente

Negociável  

Negociável

 

5.Contrato de agencia x contrato de distribuição: Distinção?

O Código Civil no seguinte forma: artigo 710, define o contrato de agência e distribuição

O Código Civil no seguinte forma:

artigo 710, define o contrato de agência e distribuição da

“Art. 710. Pelo contrato de agência, uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem vínculos de dependência, a obrigação de promover, à conta de outra, mediante retribuição, a realização de certos negócios, em zona determinada, caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada”.

Pelo tratamento conferido pelo legislador, a primeira dúvida que poderia surgir:agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada”. o contrato de agência e o

o contrato de agência e o contrato de distribuição seriam figuras idênticas? Ou seja, o Código Civil teria utilizado, como sinônimas, as expressões “agência” e “distribuição”, representando uma só espécie contratual?

Para o Humberto Theodoro Jr., não há qualquer distinção entre o contrato derepresentando uma só espécie contratual? agência e o distribuição, mas apenas um acréscimo de

agência e o distribuição, mas apenas um acréscimo de função, considerando que

o legislador abandonou o nomem iuris de “representante comercial”,

substituindo-o por “agente”. Sua função, porém, continua sendo exatamente a mesma do representante comercial autônomo. Segundo esse autor, não são dois contratos distintos, mas o mesmo contrato de agência no qual se pode atribuir maior ou menor soma de funções ao preposto.

César Fiúza destaca que justamente a disposição dos bens a serem negociados é que seria a nota distintiva do contrato de agência do contrato de distribuição, caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada.Na verdade rigorosamente essa distinção existe, mas é de tão pouca relevância que o código

Na verdade rigorosamente essa distinção existe, mas é de tão pouca relevância que o código civil não reserva tratamento diferenciado aos dois contratos.o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada. Observe-se que se formos rigorosos

Observe-se que se formos rigorosos na classificação podemos concluir que o contrato de agência é consensual, ou seja, bastaria o consentimento das partes para o seu aperfeiçoamento. Lado outro, se o contrato de distribuição se diferencia pela posse da coisa comercializada, este, por óbvio, é um contrato real, sendo a tradição da coisa de sua essência, mas a jurisprudência não se posiciona dessa forma. Assim, também, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais definiu o contrato de distribuição:não reserva tratamento diferenciado aos dois contratos. “APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS

“APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. DANOS MATERIAIS E MORAIS. CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO. CONTRATO VERBAL. EXCLUSIVIDADE. No contrato de distribuição o distribuidor se obriga a adquirir do distribuído mercadorias geralmente de consumo para posterior colocação no mercado, por conta e risco próprio, estipulando-se como contraprestação um valor ou margem de revenda. O contrato verbal de distribuição, conquanto possível, não permite a presunção de eventual exclusividade, incumbindo àquele que a alega a sua comprovação”. (Processo: 1.0145.04.158740-6/001, Rel. Des. José Flávio de Almeida. DJ 31/05/2008).

XIII DO TRANSPORTE (arts. 730 a 756)

1.Conceito

É o contrato pelo qual uma parte recebe coisas ou pessoas para transportá-las de um local a outro.XIII DO TRANSPORTE (arts. 730 a 756) 1.Conceito 2. Partes Se o contrato versar sobre pessoas,

2.

Partes

Se o contrato versar sobre pessoas, as partes serão: transportador e passageiro.pessoas para transportá-las de um local a outro. 2. Partes Se o contrato versar sobre coisas

Se o contrato versar sobre coisas as partes serão: transportador e expedidor. Dentro de coisas engloba-se os seres vivos.de um local a outro. 2. Partes Se o contrato versar sobre pessoas, as partes serão:

3.Características

Típico3.Características Puro Consensual Oneroso ou gratuito: é presumidamente oneroso. Para ser gratuito deve haver cláusula

Puro3.Características Típico Consensual Oneroso ou gratuito: é presumidamente oneroso. Para ser gratuito deve haver

Consensual3.Características Típico Puro Oneroso ou gratuito: é presumidamente oneroso. Para ser gratuito deve haver cláusula

Oneroso ou gratuito: é presumidamente oneroso. Para ser gratuito deve haver cláusula expressa.3.Características Típico Puro Consensual Bilateral ou unilateral: se for oneroso ou gratuito. Pré-estimado De

Bilateral ou unilateral: se for oneroso ou gratuito.oneroso. Para ser gratuito deve haver cláusula expressa. Pré-estimado De execução futura Individual Negociável,

Pré-estimadoBilateral ou unilateral: se for oneroso ou gratuito. De execução futura Individual Negociável, em tese

De execução futuraou unilateral: se for oneroso ou gratuito. Pré-estimado Individual Negociável, em tese Impessoal 4.Requisitos de

Individualfor oneroso ou gratuito. Pré-estimado De execução futura Negociável, em tese Impessoal 4.Requisitos de validade: a-

Negociável, em teseou gratuito. Pré-estimado De execução futura Individual Impessoal 4.Requisitos de validade: a- Requisitos subjetivos

ImpessoalDe execução futura Individual Negociável, em tese 4.Requisitos de validade: a- Requisitos subjetivos

4.Requisitos de validade:

a- Requisitos subjetivos

Capacidade genérica para os atos da vida civil.Impessoal 4.Requisitos de validade: a- Requisitos subjetivos Dependendo da modalidade de transporte o transportador

Dependendo da modalidade de transporte o transportador deverá ser concessionário de serviços públicos. Nestes casos, terá permissão ou concessão para conduzir pessoas ou coisas, é o caso dos ônibus, táxis, aviões. A concessão estará diretamente ligada à extensão territorial coberta pelo concessionário.subjetivos Capacidade genérica para os atos da vida civil. b- Requisitos objetivos Se o transporte for

b- Requisitos objetivos

Se o transporte for de coisas estas deverão ser possíveis materialmente e juridicamente. Não pode ocorrer transporte de mercadoria furtada ou contrabandeada. O transportador responde se souber da ilicitude ou se não tiver tomado as precauções devidas. Se ele tomar as precauções devidas e de nada sabia terá direito à remuneração.A concessão estará diretamente ligada à extensão territorial coberta pelo concessionário. b- Requisitos objetivos

Se o transporte for de pessoas, a Lei 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente, limita o transporte de menores.Art. 83: Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais

Art. 83: Nenhuma criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, desacompanhada dos pais ou responsável sem expressa autorização judicial.

A autorização judicial poderá ser concedida por dois anos a pedido dos pais ou responsáveis.

A autorização judicial poderá ser concedida por dois anos a pedido dos pais ou responsáveis.

A autorização judicial não é exigida, dentro do território brasileiro, quando:

A

autorização judicial não é exigida, dentro do território brasileiro, quando:

1. tratar-se de comarca contígua à da residência da criança, se na mesma unidade da federação ou incluída na mesma região metropolitana

2. Se a criança estiver acompanhada:

- de ascendente colateral maior, até o terceiro grau, comprovado documentalmente o

parentesco;

- de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou responsável

A autorização judicial não é exigida para viagem ao exterior:

- se a criança estiver acompanhada de ambos os pais ou responsável

- se estiver acompanhada de um dos pais, autorizado expressamente pelo outro através de documento com firma reconhecida.

c-Requisitos formais

A forma é livre, é um contrato consensual.

A

forma é livre, é um contrato consensual.

Em se tratando de passageiros, pode ocorrer a emissão de um bilhete de passagem, que

Em se tratando de passageiros, pode ocorrer a emissão de um bilhete de passagem, que pode ser transferível ou intransferível, nominal ou ao portador. Os ônibus e táxis municipais não emitem tal bilhete.

Em se tratando de coisas, pode ocorrer a emissão de um conhecimento de transporte. É um título de crédito que confere a seu portador o direito de retirar as mercadorias com o transportador. O transportador entrega a mercadoria a quem lhe apresentar o conhecimento (portador).Mesmo no caso do conhecimento nominativo, ele é transferível por endosso. 5.Obrigações do transportador: O

Mesmo no caso do conhecimento nominativo, ele é transferível por endosso.mercadoria a quem lhe apresentar o conhecimento (portador). 5.Obrigações do transportador: O transportador se obriga a

5.Obrigações do transportador:

O transportador se obriga a conduzir pessoas ou coisas de um lugar para outro conforme o combinado, com todo zelo e segurança.transferível por endosso. 5.Obrigações do transportador: Responde por todos os danos causados aos passageiros ou

Responde por todos os danos causados aos passageiros ou mercadorias. Ocorre a presunção de culpa. Ele deve provar a sua inocência para se livrar da responsabilidade.para outro conforme o combinado, com todo zelo e segurança. No caso de acidentes com trens,

No caso de acidentes com trens, bondes e aeronaves, a responsabilidade é objetiva, nestes casos, o transportador responde mesmo sem culpa. Só se exime se provar que houve culpa exclusiva da vítima.provar a sua inocência para se livrar da responsabilidade. Não é válida a cláusula que isentar

Não é válida a cláusula que isentar o transportador de suas responsabilidades (cláusula de incolumidade).Só se exime se provar que houve culpa exclusiva da vítima. 6.Obrigações do passageiro ou expedidor

6.Obrigações do passageiro ou expedidor

Remunerar o transportador conforme o combinado.de incolumidade). 6.Obrigações do passageiro ou expedidor Deve portar-se com decência e educação, devendo

Deve portar-se com decência e educação, devendo contribuir no que puder para que o transportador desempenhe bem sua função. (indicação da rota).(cláusula de incolumidade). 6.Obrigações do passageiro ou expedidor Remunerar o transportador conforme o combinado.

No caso de coisas, a embalagem segura das mercadorias pode ser obrigação do expedidor ou do transportador.7. Obrigações do destinatário O destinatário é o credor das mercadorias. Pode ser o próprio

7. Obrigações do destinatário

O destinatário é o credor das mercadorias.ou do transportador. 7. Obrigações do destinatário Pode ser o próprio expedidor ou terceiro beneficiário

Pode ser o próprio expedidor ou terceiro beneficiário (estipulação em favor de terceiros).destinatário O destinatário é o credor das mercadorias. Pode, por outro lado, ter a obrigação de

Pode, por outro lado, ter a obrigação de pagar a remuneração pelo transporte.beneficiário (estipulação em favor de terceiros). Tem a obrigação de receber a mercadoria no tempo e

Tem a obrigação de receber a mercadoria no tempo e local combinados, sob pena de arcar com os ônus da armazenagem.(estipulação em favor de terceiros). Pode, por outro lado, ter a obrigação de pagar a remuneração