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Direito Constitucional do Trabalho Semana 01

Direito Constitucional do Trabalho Semana 01 • Compreender o Direito do Trabalho enquanto direito fundamental social

• Compreender o Direito do Trabalho enquanto direito fundamental social garantido pelo texto constitucional de 1988.

social garantido pelo texto constitucional de 1988. • Direitos fundamentais sociais; • Direito do Trabalho

• Direitos fundamentais sociais;

• Direito do Trabalho na Constituição de 1988.

sociais; • Direito do Trabalho na Constituição de 1988. Caro (a) Estudante! Bem-vindo (a) à disciplina

Caro (a) Estudante!

Bem-vindo (a) à disciplina Direito Constitucional do Trabalho!

O Direito do Trabalho é um ramo especializado do direito, porém mantém relação com os demais campos da referida área e, especialmente com o Direito Constitucional, mantém uma estreita relação, em razão da pertinência da temática.

Ademais, a Constituição é uma fonte normativa dotada de prevalência na ordem jurídica, conferindo validade às demais normas jurídicas do

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ordenamento. Da mesma forma, a Constituição tem eficácia jurídica, o que significa que a mesma possui aptidão formal para incidir sobre a vida material, regendo as relações concretas (DELGADO, 2014).

A constitucionalização do direito, a partir da promulgação da Constituição do México, em 1917 e da Constituição de Weimar, na Alemanha, em 1919, conferiu um novo status ao Direito do Trabalho. Apesar da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943 já estabelecer uma série de direitos e garantias aos trabalhadores, foi a Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, que, além de firmar a estrutura normativa do Estado Democrático de Direito, tem em seu âmago a proteção à dignidade da pessoa humana. Com isso, ampliou-se a proteção assegurada aos trabalhadores.

De acordo com Delgado (2014), o Direito Constitucional é decisivo no processo de inserção juslaborativa no universo do Direito, não só pela inserção de direitos laborativos, mas dos princípios jurídicos associados à mesma perspectiva de construção do Direito do Trabalho. Dentre esses princípios, estão a dignidade humana, a valorização sociojurídica do trabalho, da subordinação da propriedade privada à sua função social, da justiça social como facho orientador das ações estatais e da sociedade civil, dentre outros.

A inserção dos direitos sociais nos textos constitucionais data do início do século passado. No entanto, no cenário nacional, foi somente com a Constituição Federal de 1988 que os mesmos assumem posição central no ordenamento jurídico. No que concerne ao direito do trabalho, os avanços são muitos. A consagração do trabalho como um direito fundamental é de suma importância para as relações laborais.

Os direitos fundamentais possuem dimensões que, segundo Sarlet (2007), não se confundem com gerações. O emprego da expressão “geração” pode ensejar a falsa impressão alternância, onde uma geração substitui gradativamente a outra. A expressão “dimensão”, por sua vez, não nega que o reconhecimento progressivo de novos direitos fundamentais tem o caráter de um processo cumulativo e de complementariedade em relação aos anteriores.

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Da mesma forma, Sarmento (2004) refere que a expressão “geração” pode induzir a ideia errônea de que existiriam alguns direitos fundamentais mais importantes do que outros, ou que o advento de novos direitos implicaria na superação dos anteriores. Para o autor, o termo “geração” indica, de forma aproximada, o momento histórico em que ocorreu o reconhecimento jurídico do direito em questão.

Portanto, o emprego do termo “dimensões” é mais apropriado e expressa a ideia de complementariedade desses direitos. A titularidade, eficácia e efetivação dos direitos fundamentais foram, ao longo da história, sofrendo alterações.

Sarlet (2007), defende a existência de três dimensões de direitos fundamentais. Os direitos fundamentais de primeira dimensão possuem um caráter marcadamente individualista e representam o produto do

pensamento liberal-burguês do século XVIII. São direitos de defesa frente ao Estado e exigem a não intervenção estatal e o respeito à esfera da autonomia individual. Além disso, integram o rol de direitos fundamentais de primeira dimensão o direito à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante

a lei. Com o passar do tempo, amplia-se o leque e o direito à liberdade de

expressão, de imprensa, de reunião, o direito de participação política, entre outros, passam a integrar o rol de direitos.

Os direitos fundamentais de segunda dimensão, por sua vez, trazem em seu bojo a exigência de um comportamento ativo por parte do Estado, especialmente no que tange a realização da justiça social. Esses direitos se distinguem por sua dimensão positiva, outorgando ao indivíduo o direito às prestações sociais estatais, configurando como direitos de cunho prestacional. Englobam ainda as liberdades sociais, que estão relacionadas à liberdade de sindicalização, do direito de greve e os direitos do trabalhador.

Os direitos fundamentais de terceira dimensão distinguem-se das anteriores por abrigar direitos que, em regra, não se referem à pessoa

individual, mas destinam-se à proteção de grupos, como a família, o povo ou

a nação, e nos quais a titularidade é coletiva e/ou difusa (SARLET, 2007). Eles representam o resultado das reflexões sobre temas que dizem respeito ao desenvolvimento, à paz, à autodeterminação dos povos, ao meio-ambiente

e qualidade de vida, à comunicação e ao patrimônio comum da humanidade.

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Para Sarlet (2007), os direitos de terceira dimensão correspondem a novas roupagens do princípio da dignidade da pessoa humana, adaptados às exigências do homem contemporâneo, mas que já se encontram inseridos nos direitos de primeira dimensão, com exceção, por lógico, daqueles direitos de titularidade notadamente difusa ou coletiva.

PRIMEIRA DIMENSÃO (direitos individuais)

SEGUNDA DIMENSÃO (direitos sociais)

TERCEIRA DIMENSÃO (direitos coletivos)

- direito à vida;

- assistência social;

- direito à paz;

- direito à liberdade;

- saúde;

- direito à autodetermina-

- direito à propriedade;

- educação;

ção dos povos;

direito à igualdade peran- te a lei;

-

- trabalho;

-

direito ao meio-ambiente

- liberdade de sindicaliza-

e qualidade de vida;

- liberdade de expressão;

ção;

- direito à comunicação;

- liberdade de imprensa;

- direito de greve;

- direito ao patrimônio co-

- liberdade de reunião;

- direitos do trabalhador;

mum da humanidade;

direito de participação política

-

Interessa-nos, na presente disciplina, a compreensão dos direitos de segunda dimensão, também denominados direitos sociais, incluindo-se, dentre eles, o trabalho. Cumpre ressaltar que a utilização da terminologia “direitos sociais” não quer dizer que esses direitos perderam seu caráter individual, característica dos direitos de primeira dimensão. Por outro lado, é preciso ressaltar que os mesmos não se confundem com os direitos de terceira dimensão, que são os direitos coletivos.

Nesse sentido, Sarlet refere que “os direitos de segunda dimensão podem ser considerados uma densificação do princípio da justiça social, além de corresponderem a reivindicações de classes menos favorecidas”(SARLET, 2007, p. 57-58).

Os direitos sociais objetivam assegurar ao cidadão as condições materiais imprescindíveis para o pleno exercício dos seus direitos. Para tanto, a intervenção estatal na ordem social, no sentido de assegurar os critérios da justiça distributiva, é uma exigência para a consecução desses direitos.

O direito do trabalho encontra abrigo nesse rol de direitos. E é nessa perspectiva que Delgado (2007, p. 13) destaca que a partir do “advento da

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inovadora incorporação, em sua matriz, dos vastos segmentos econômicos destituídos de riqueza que, pela primeira vez na História, passaram a ser sujeitos de importantes prerrogativas e vantagens jurídicas no plano da vida em sociedade”.

O trabalho, enquanto instrumento que possibilita aos trabalhadores

a oportunidade de participação na esfera pública e na participação na

repartição da riqueza, é também um elemento importante para a socialização

e garantia de efetividade dos demais direitos fundamentais. Por isso, tamanha proteção constitucional assegurada ao mesmo.

A leitura isolada dos dispositivos legais que disciplinam as relações de

trabalho e de emprego não é suficiente para assegurar a efetivação dos direitos fundamentais sociais. Nessa perspectiva, o direito constitucional confere importantes subsídios para a interpretação e para a aplicação das normas trabalhistas.

O direito ao trabalho, elencado no rol dos direitos fundamentais sociais,

tem, ainda, no art. 7º do texto constitucional, inúmeros dispositivos que lhe conferem maior efetividade. Grande parte dos mesmos encontra disciplina também no texto da Consolidação das Leis do Trabalho. Com isso, as relações de emprego encontram-se protegidas, pelo menos no âmbito formal:

CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem

à melhoria de sua condição social:

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa,

nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre

outros direitos;

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim; V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem

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remuneração variável;

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da

aposentadoria;

IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;

XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e,

excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;

XII

- salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda

nos

termos da lei;

XIII

- duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e

quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de

revezamento, salvo negociação coletiva;

XV

- repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

XVI

- remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta

por

cento à do normal;

XVII

- gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do

que

o salário normal;

XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração

de cento e vinte dias;

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX

- proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos,

nos

termos da lei;

XXI

- aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta

dias,

nos termos da lei;

XXII

- redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde,

higiene e segurança;

XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou

perigosas, na forma da lei;

XXIV

- aposentadoria;

XXV

- assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5

(cinco) anos de idade em creches e pré-escolas;

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir

a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo

prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de

dois

anos após a extinção do contrato de trabalho;

XXX

- proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de

admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de

admissão do trabalhador portador de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre

os profissionais respectivos;

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XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de

dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício

permanente e o trabalhador avulso.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os

direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI,

XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social.

Destacamos que em relação aos trabalhadores domésticos, apenas em 02 de abril de 2013, a Emenda Constitucional nº. 72 alterou a redação do parágrafo único do art. 7º da Constituição Federal para estabelecer a igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. Antes disso, os trabalhadores domésticos não tinham garantia de receber salário mínimo, nem as garantias constitucionais que asseguram a irredutibilidade e a proteção do salário. Também não faziam jus ao décimo terceiro salário, ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, não tinham controle de jornada e, consequentemente, ao pagamento das horas extraordinárias, que devem ser pagas com o adicional mínimo de 50%, nem faziam jus ao recebimento do descanso semanal remunerado.

Os trabalhadores domésticos, apesar dos avanços assegurados pela Constituição Federal de 1988, até a edição da Emenda Constitucional não tinham direito ao gozo de férias anuais remuneradas, nem à licença gestante ou paternidade. Também não lhes era assegurado o recebimento do aviso prévio, indenização em caso de demissão sem justa causa, salário-família, auxílio-creche e seguro-desemprego. Em relação aos riscos decorrentes do trabalho, não havia nenhuma proteção, como o seguro contra acidente de trabalho.

Entretanto, mesmo após a edição da Emenda Constitucional nº. 72, ainda restam sete direitos sem regulamentação: indenização em demissões sem justa causa, conta no FGTS, salário-família, adicional noturno, auxílio-creche, seguro-desemprego e seguro contra acidente de trabalho. Atualmente,

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o FGTS é opcional. Os demais direitos aguardam regulamentação para alcançarem efetividade.

Portanto, ao se falar em direitos fundamentais sociais, é preciso ter em conta que apenas a garantia formal de direitos não é suficiente para que, no plano material, esses direitos ganhem concretude. A utilização da situação dos trabalhadores domésticos é apenas um exemplo dentre tantos que demonstram que a distância entre a garantia formal e a efetividade no âmbito material e das relações laborais ainda é grande.

Assegurar a efetivação dos direitos fundamentais sociais e, em particular, do direito ao trabalho, é assegurar acesso ao emprego e à renda; é garantir a formação profissional e a inserção qualificada no mercado de trabalho.

Referências bibliográficas utilizadas para elaboração do texto: DELGADO, Mauricio Godinho. Direitos fundamentais na
Referências bibliográficas utilizadas para elaboração do
texto:
DELGADO, Mauricio Godinho. Direitos fundamentais
na relação de trabalho. In: Revista de Direitos e Garantias
Fundamentais. Vitória: Faculdade de Direito de Vitória – FDV, n. 02, jan/dez 2007,
p. 11-40.
SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos Direitos Fundamentais. 8 ed. Porto
Alegre: Livraria do Advogado Ed., 2007.
SARMENTO, Daniel. Direitos fundamentais e relações privadas. Rio de
Janeiro: Editora Lumen Juris, 2004.

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Direito Constitucional do Trabalho Semana 01 Fórum de Discussão Participe do Fórum de Discussão refletindo sobre

Fórum de Discussão

Participe do Fórum de Discussão refletindo sobre as seguintes questões:

• A aprovação do Projeto de Lei sobre a Terceirização representa uma afronta aos direitos trabalhistas assegurados no ordenamento jurídico brasileiro? Por quê? • O Direito fundamental ao trabalho, conforme assegurado no ordenamento jurídico brasileiro, garante aos trabalhadores a sua plena efetividade? Por quê?

garante aos trabalhadores a sua plena efetividade? Por quê? Assista à videoaula, onde são abordados os

Assista à videoaula, onde são abordados os principais aspectos relacionados ao conteúdo que será desenvolvido na disciplina durante a primeira semana.

Realize a leitura do texto apresentado na Dinâmica da Semana.

DELGADO, Mauricio Godinho. Os direitos sociotrabalhistas como dimensão dos direitos humanos. Rev. TST, Brasília, vol. 79, no 2, abr/ jun 2013. Disponível em http://aplicacao.tst.jus.br/dspace/bitstream/

handle/1939/39825/008_delgado_ribeiro.pdf?sequence=1.

GIORDANI, Francisco Alberto de Motta. A eficácia dos direitos fundamentais nas relações de emprego. Revista do Tribunal Superior do Trabalho: Vol. 79, n. 2, abr/jun. 2013. Disponível em http://aplicacao.tst.jus.

br/dspace/handle/1939/39824.

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Direito Constitucional do Trabalho Semana 01 CARTA ABERTA DOS MINISTROS DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO AO

CARTA ABERTA DOS MINISTROS DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO AO CONSELHO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DO CONGRESSO NACIONAL. Disponível em http://s.conjur.com.br/dl/oficio-tst-terceirizacao. pdf

LEDUR, José Felipe. A Constituição de 1988 e seu sistema especial de direitos fundamentais do trabalho. Rev. TST, Brasília, vol. 77, no 3, jul/set 2011. Disponível em http://aplicacao.tst.jus.br/dspace/handle/1939/26996.

Vídeo: “OIT e os princípios e direitos fundamentais no trabalho”. Parte I. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=cSSdv5IuvEY

Vídeo: “OIT e os princípios e direitos fundamentais no trabalho”. Parte II. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=yPI9talzohQ