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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE CAMPUS CAMPINA GRANDE

AMPLIFICADORES DE AUDIO E EFICIÊNCIA

Yago Luiz Monteiro Silva

CAMPINA GRANDE

2015

APRESENTAÇÃO

Esse trabalho tem por finalidade descrever as classes de amplificadores de áudio e suas características de entrada e saída. Além disso, pretende-se propor uma solução para melhoramento do rendimento desses amplificadores.

INTRODUÇÃO

Amplificadores são dispositivos capazes de, dada uma forma de controle na entrada, é possível controlar uma fonte de energia maior na saída.

As características desejadas de um amplificador são a linearidade, que diz respeito a fidelidade do sinal de saída em relação ao sinal de entrada e o ganho (V out /V in ).

O dispositivo que é parte vital no projeto de amplificadores é o transistor, que dada uma polarização e um sinal de entrada é capaz de controlar uma saída com potência maior do que a potência de entrada.

Amplificadores de áudio são amplificadores que devem ser projetados para ter uma resposta em frequência dentro do espectro audível do ser humano (20 a 20Khz) para que a potência gasta seja mais bem empregada e se obtenha um melhor rendimento.

De acordo com a construção do circuito, pode-se classificar os amplificadores de áudio nas seguintes classes: A, B, AB, C e D. Aqui, serão trabalhados apenas os classe A, B e AB.

AMPLIFICADORES CLASSE A

A definição de amplificadores classe A reside em como a tensão

de saída flutua com relação ao terra do circuito. Nesse caso, toda

variação de amplitude da entrada é replicada na saída somada a um

nível DC definido no momento do projeto do amplificador. Esse nível

DC corresponde ao ponto médio de corte e saturação(TBJ).

Dessa forma, a primeira fase do projeto de um amplificador classe A é definir que a tensão de saída V out quando não há entrada de sinal deve ser igual V cc /2 para que as variações de I c flutuem entre as retas de corte e de saturação.

de I c flutuem entre as retas de corte e de saturação. Figura 1 - Vout

Figura 1 - Vout x t em um amplificador classe A

de corte e de saturação. Figura 1 - Vout x t em um amplificador classe A

Figura 2 - Amplificador Classe A com MOSFETs

Figura 3 - Amplificador Classe A com TBJ Dada a característica fixada de que V

Figura 3 - Amplificador Classe A com TBJ

Dada a característica fixada de que V out deve ser igual a V cc /2, a potência usada para manter esse nível é metade da potência fornecida pela fonte. Dessa forma, a potência máxima a ser entregue a carga é metade da potência fornecida. Além disso, para que haja máxima transferência de potência, o resistor de carga deve ser igual a impedância de saída do amplificador, de modo que o máximo de potência entregue é metade da metade da potência fornecida pela fonte. Logo, o rendimento desse tipo de amplificador é de apenas 25%.

Uma técnica para melhorar a eficiência do amplificador é trocar o resistor de coletor por um transformador de acoplamento ligado a carga de modo que seja realizado o casamento das impedâncias. Dessa forma, é possível chegar a até 40% de rendimento.

AMPLIFICADORES CLASSE B Devido ao problema de eficiência dos amplificadores classe A, surgiu a configuração

AMPLIFICADORES CLASSE B

Devido ao problema de eficiência dos amplificadores classe A, surgiu a configuração chamada classe B. Nessa topologia, o transistor conduz em apenas metade do ciclo, dessa forma, é possível diminuir o nível DC de polarização configurando o nível DC de saída para 0V. Assim, dada uma onda senoidal, o transistor só conduz no semiciclo positivo (dependendo da polarização).

Combinando dois transistores nessa configuração (com polarizações opostas) é possível fazer com que a saída oscile de V cc a +V cc . Como A tensão V out decorrente da polarização é nula, a potência

c c . Como A tensão V o u t decorrente da polarização é nula, a

Figura 4 - Amplificador classe B

Com um pouco de álgebra é fácil ver que o gasto de potência para polarização é de 25%, logo, 75% da potência fornecida é entregue a carga. A integração de vários estágios reduz consideravelmente a perda de potência por efeito joule. Assim, é possível melhorar ainda mais a eficiência do Classe B.

Os amplificadores classe B possuem ganho maior, e consumem menos potência, mas são suscetíveis as distorções de crossover. Essas distorções são causadas pela não linearidade do transistor na região que vai de 0v a V BE =± 0.7v. Nessa região, mesmo que a entrada varie, a saída do amplificador não muda. Isso pode ser observado na imagem abaixo:

a saída do amplificador não muda. Isso pode ser observado na imagem abaixo: Figura 5 -

Figura 5 - "Crossover distortion"

AMPLIFICADORES CLASSE AB

Essa topologia de amplificadores se propõe a combinar as características das classes A e B. Na verdade, essa topologia serve para melhorar o amplificador classe B deslocando o nível DC da saída levemente para cima de modo a evitar a zona morta que gera a distorção de crossover.

a evitar a zona morta que gera a distorção de crossover. Figura 6 - Amplificador classe

Figura 6 - Amplificador classe AB. Os diodos de polarização fazem com que o transistor comece a conduzir mesmo quando a entrada é nula, ou seja, o nível DC da saída foi incrementado.

Como o classe AB é uma combinação do classe A e do classe B,

é possível inferir que a eficiência dessa topologia é mais próxima do

classe B do que do classe A. Como a potência usada na polarização é

menor devido a substituição pelos diodos, nesse caso a eficiência chega

a 78.5%.