.

pois apenas através da informação ele é capaz de ensinar e aprender. Foi feito a conceituação da temática debatida e a importância da participação infantil nas atividades escolares. O conceito de protagonismo e participação infantil está em contra mão ao modelo de educação vigente. . Não é um eu protagonista. Portanto as conclusões e conceitos aqui debatidos apenas acrescentou conhecimentos sobre o futuro ambiente de trabalho dos pedagogos e a importância de se manter informado sobre o mundo que existe fora dos muros da escola. Buscando respostas para a seguinte pergunta: Que ações o professor deve realizar para promover o protagonismo infantil? O tema aqui debatido fala sobre o Protagonismo e a Participação Infantil no âmbito da educação de crianças entre 3 a 5 anos de idade. Implica interação e inter-relação com o seu ambiente. Compreender e aprofundar mais sobre esse assunto apenas favorece a construção do pensamento sobre as práticas pedagógicas e o papel do pedagogo no processo de ensino-aprendizagem.3 1 INTRODUÇÃO O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que motivaram sua evolução em vários aspectos. contribuir e construir conjuntamente. Nesse aspecto conhecer e compreender as novas metodologias e os assuntos referentes a educação é um papel importante na vida de um professor que deseje criar uma pratica efetiva. Com o intuito de concluir os trabalhos desenvolvido ao longo do 4º semestre do curso de Pedagogia que este artigo foi criado. Através de uma pesquisa bibliográfica teórico-conceitual. tem que ser fecundo no desenvolvimento do protagonismo dos outros. em tal sentido é considerado como ponto de união. de encontro. principalmente no que tange a condução de metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar formador para nossos alunos. foi buscado conceitos que embasasse as práticas pedagógicas dos professores da educação infantil. com os outros. como tal. o protagonismo. Sendo que protagonismo significa assumir responsabilidades. não compatível com nenhuma forma de separação ou dispersão. é um nós. portanto colocá-lo em pratica irá requerer não apenas financiamento do estado. mas disposição e dedicação dos profissionais da educação.

pois esta encontrava-se vazia. Dentro dessa temática que surge os conceitos de protagonismo e participação infantil. social. que me insere na busca. que. portanto. fala-se na participação que reconhece a infância em sua capacidade e possibilidade de perceber. A participação é um dos eixos fundamentais para promover o protagonismo da infância. que me inquieta. cultural. Felizmente a nossa realidade se encontra em processo de transformação e os debates envolvendo a educação infantil estão cada vez mais em alta. não é só uma proposta conceitual. capacidades e valores próprios. Contudo para que essa mudança aconteça de forma efetiva é preciso ressignificar o conceito de criança e infância. não aprendo nem ensino". o “porquê” das coisas são formas encontradas por elas para se expressarem e comunicarem sobre o universo que as cercam. tanto em suas próprias vidas como na escala social. comunitário e familiar. indivíduos com critérios. onde a criança passa a ser ouvida e respeitada como sujeito de direitos. questionar. ético. Paulo freire A curiosidade faz parte do desenvolvimento das crianças. espiritual. analisar. exige que os reconheçamos como pessoas com direitos.4 2 DESENVOLVIMENTO "Sem a curiosidade que me move. Por isso pode-se dizer que o protagonismo. O conceito de protagonismo infantil envolve uma concepção distinta da infância e de sua participação como atores sociais. reclama uma pedagogia e convida a repropor o ‘status’ social da infância e do adulto. Reconhecer as crianças como atores sociais. surge dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo professor dentro das salas de aula. Nesse contexto de mudanças. Reconhecemos que a educação do Brasil . Porém durante séculos a espontaneidade infantil foi cortada pelas escolas. Desde o paradigma do protagonismo infantil. definitivamente. interpretar. de seus papéis na sociedade local e no conceito dos povos. professores e pessoas que pesavam a infância como uma fase em que a criança deveria ser “preenchida” com conhecimento. que serão fonte de debate nesse texto. propor e agir em seu ambiente social. participantes de seu próprio processo de crescimento e desenvolvimento pessoal e social. senão que possui de modo inerente um caráter político. dando mais valor as contribuições que esses seres tem para nos oferecer.

caberá ao professor romper com esses velhos paradigmas a fim de reconstruir uma educação efetiva e de qualidade. ao planejar ele possa trazer para sala de aula experiências que . onde os questionamentos infantis estão mais presentes. Contudo como pode ser aplicado esses conceitos na educação infantil? Em especial no trabalho com crianças de 3 a 5 anos de idade? Nesse sentido cabe aos professores primeiramente. sendo que o professor ensinava e o aluno aprendia. encontra-se no estágio de desenvolvimento pré-operatório. Segundo Loris Malaguzzi (1920-1994) em sua Pedagogia da Escuta. Portando quando falamos da colocação da criança como autor do seu próprio processo de ensino. ele deverá aprende a ouvir a criança. pelo contrário. cumprindo um papel multiplicador e promovendo a participação do restante da sociedade. graças à função simbólica.5 vem de uma metodologia tradicional e autoritária. e propor estratégias para uma maior participação de todos e todas. conforme Piaget. a criança de 3 a 5 anos. que vai dos 2 aos 7 anos. Período marcado pelo surgimento da linguagem. Isso implica também em comprometer-se com a realidade. Para que o professor desenvolva bem a sua práxis. Segundo Piaget. do faz de conta. Esse estágio também é conhecido pela “idade dos porquês”. da imitação. do desenho. pois somente assim ele pode refletir e planejar a sua prática. ele afirma que o professor deve saber ouvir e escutar nas entrelinhas os questionamentos dos alunos. a desconstrução do conceito de que “criança não sabe de nada” e a expansão da importância das experiências vividas na infância para a construção da maturação cognitiva. é um exemplo onde o protagonismo infantil e a pedagogia da escuta exercida pelos professores ocorre de forma continua e reflexiva e contribui para a formação crítica. Os centros de ensino de Reggio Emilia na Itália. o papel do docente será o de reconhecer e respeitar a liderança das crianças e dos adolescentes. não significa que o professor tornará um simples espectador do processo. onde a relação professor x aluno sempre foi conturbada e hierárquica. da dramatização. fase caracterizada pelo surgimento da capacidade da criança de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação e esta substituição é possível. Porém com as discussões sobre o protagonismo infantil e a participação das crianças nos espaços escolares. autônoma e cidadã dos discentes. Portanto o professor precisa compreender e conhecer em qual fase se encontra seus alunos para que assim. do jogo simbólico.

que favoreçam e promova o exercício do poder compartilhado. Através da assimilação e acomodação a criança cria ou modifica os esquemas. Garante o reconhecimento social das crianças e adolescentes e promove o desenvolvimento da sua consciência coletiva como grupo social. o jogo é um meio de explicação que apresenta como as crianças realizam seu desenvolvimento em uma busca incessante para compreender e explicar a sua realidade. sua condição de sujeito social. O professor que favorece um espaço onde a criança possa se expressar. EDUQUE. num processo de conhecer a si mesmo e o seu ambiente. a responsabilidade de construir de maneira conjunta. 2011) No entanto. acreditam que ao dar voz as crianças estão abrindo margens para a indisciplina e desordem. Para Piaget (apud SUZUKI et al). deve entender que uma criança protagonista ou participativa não é aquela que faz “o que quer” e sim aquela que conhece seus direitos e sabe se colocar no lugar do outro. Ter conhecimento sobre esses assuntos são passos importantes para o planejamento dos professores em relação a sua prática. condições e ferramentas. atitudes. O professor que estiver interessado em promover a participação e o protagonismo infantil. É uma forma concreta de se reconhecer os direitos da criança. assim como a execução dos projetos e programas sociais que trabalham para e/ou com crianças. ser ouvida e ouvir seus colegas e além disso.6 contribuirão para o desenvolvimento cognitivo das crianças. habilidades e capacidades para o exercício da cidadania e para a atuação social desde a infância. A participação infantil nas atividades escolares é importante porque: Pode contribuir para sua formação e para o desenvolvimento de valores. que acostumados com o modelo tradicional. Contribui para o processo de socialização da criança. (REDE NÃO BATA. porém cabe ressaltar que o protagonismo não deve ser visto como a criança no “centro” e relegar ao professor o papel de “coadjuvante” no processo de ensino. Para Piaget e Vygotsky o jogo. a partilha do poder. contribui para a formação crítica e autônoma de seus alunos. Facilita a convivência entre pais e filhos na família. e sim. aqui visto como brincadeiras mediadas pelo professor ou escolhidas pelos alunos. tanto da sociedade quanto dos professores. a implantação desses conceitos dentro do âmbito escolar enfrenta grandes obstáculos. processos. ter suas ideias acolhidas pelos adultos. é uma forma do professor trabalhar conceitos através de uma linguagem reconhecida pelas crianças. .

com os outros. Não é um eu protagonista. de encontro. principalmente. é um nós. o protagonismo. ativos e com “voz”. Portanto as conclusões e conceitos aqui debatidos apenas acrescentou conhecimentos sobre o futuro ambiente de trabalho dos pedagogos e a importância de se manter informado sobre o mundo que existe fora dos muros da escola. em tal sentido é considerado como ponto de união. Portanto não se trata de uma pratica que isenta o professor de seu papel de mediador. sendo que tirar a responsabilidade das mãos do professor e coloca-las nas mãos das crianças seria o mesmo que inverter a situação entre oprimidos e opressores sem que houvesse qualquer ganho para a coletividade. onde as crianças muitas vezes é considerada um receptáculo vazio” no qual os professores deverão depositar o conhecimento. das responsabilidades compartilhadas e. como tal. Promover a participação é experimentar um sistema complexo de interações que se configura em torno da iniciativa. No entanto. Implica interação e inter-relação com o seu ambiente.7 3 CONCLUSÃO A Sociologia da Infância tem vindo a considerar a infância como uma construção social e compreender as crianças como atores sociais plenos. tem que ser fecundo no desenvolvimento do protagonismo dos outros. Felizmente mudanças veem ocorrendo. . Sendo que protagonismo significa assumir responsabilidades. não compatível com nenhuma forma de separação ou dispersão. O conceito de protagonismo e participação infantil está em contra mão ao modelo de educação vigente. podem assumir durante a condução do processo decisório da realização das ações de um determinado projeto. mas disposição e dedicação dos profissionais da educação. crianças e adultos. Compreender e aprofundar mais sobre esse assunto apenas favorece a construção do pensamento sobre as práticas pedagógicas e o papel do pedagogo no processo de ensino-aprendizagem. o discurso se difere muito da realidade encontrada nas escolas do Brasil. competentes. portanto colocá-lo em pratica irá requerer não apenas financiamento do estado. porém romper com paradigmas que tem anos de vigência pode ser uma luta árdua que deverá ser enfrentada por todos os docentes brasileiros para que a educação seja efetiva e de qualidade. contribuir e construir conjuntamente. do compromisso que grupos de pessoas.

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