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O conceito de protagonismo e participação infantil está em contra mão ao modelo de educação vigente. foi buscado conceitos que embasasse as práticas pedagógicas dos professores da educação infantil. com os outros. como tal. o protagonismo. de encontro. não compatível com nenhuma forma de separação ou dispersão. Portanto as conclusões e conceitos aqui debatidos apenas acrescentou conhecimentos sobre o futuro ambiente de trabalho dos pedagogos e a importância de se manter informado sobre o mundo que existe fora dos muros da escola. Compreender e aprofundar mais sobre esse assunto apenas favorece a construção do pensamento sobre as práticas pedagógicas e o papel do pedagogo no processo de ensino-aprendizagem. Buscando respostas para a seguinte pergunta: Que ações o professor deve realizar para promover o protagonismo infantil? O tema aqui debatido fala sobre o Protagonismo e a Participação Infantil no âmbito da educação de crianças entre 3 a 5 anos de idade. contribuir e construir conjuntamente. Não é um eu protagonista. tem que ser fecundo no desenvolvimento do protagonismo dos outros. Com o intuito de concluir os trabalhos desenvolvido ao longo do 4º semestre do curso de Pedagogia que este artigo foi criado. Implica interação e inter-relação com o seu ambiente. mas disposição e dedicação dos profissionais da educação. Nesse aspecto conhecer e compreender as novas metodologias e os assuntos referentes a educação é um papel importante na vida de um professor que deseje criar uma pratica efetiva. pois apenas através da informação ele é capaz de ensinar e aprender. é um nós. portanto colocá-lo em pratica irá requerer não apenas financiamento do estado. principalmente no que tange a condução de metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar formador para nossos alunos. .3 1 INTRODUÇÃO O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que motivaram sua evolução em vários aspectos. Foi feito a conceituação da temática debatida e a importância da participação infantil nas atividades escolares. em tal sentido é considerado como ponto de união. Sendo que protagonismo significa assumir responsabilidades. Através de uma pesquisa bibliográfica teórico-conceitual.

não é só uma proposta conceitual. que me insere na busca. Paulo freire A curiosidade faz parte do desenvolvimento das crianças. definitivamente. que serão fonte de debate nesse texto. questionar. analisar. exige que os reconheçamos como pessoas com direitos. indivíduos com critérios. ético. O conceito de protagonismo infantil envolve uma concepção distinta da infância e de sua participação como atores sociais.4 2 DESENVOLVIMENTO "Sem a curiosidade que me move. Reconhecer as crianças como atores sociais. que. pois esta encontrava-se vazia. Desde o paradigma do protagonismo infantil. de seus papéis na sociedade local e no conceito dos povos. Reconhecemos que a educação do Brasil . professores e pessoas que pesavam a infância como uma fase em que a criança deveria ser “preenchida” com conhecimento. portanto. Contudo para que essa mudança aconteça de forma efetiva é preciso ressignificar o conceito de criança e infância. Por isso pode-se dizer que o protagonismo. social. que me inquieta. propor e agir em seu ambiente social. surge dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo professor dentro das salas de aula. A participação é um dos eixos fundamentais para promover o protagonismo da infância. Felizmente a nossa realidade se encontra em processo de transformação e os debates envolvendo a educação infantil estão cada vez mais em alta. Porém durante séculos a espontaneidade infantil foi cortada pelas escolas. Dentro dessa temática que surge os conceitos de protagonismo e participação infantil. capacidades e valores próprios. fala-se na participação que reconhece a infância em sua capacidade e possibilidade de perceber. cultural. espiritual. reclama uma pedagogia e convida a repropor o ‘status’ social da infância e do adulto. onde a criança passa a ser ouvida e respeitada como sujeito de direitos. senão que possui de modo inerente um caráter político. Nesse contexto de mudanças. tanto em suas próprias vidas como na escala social. dando mais valor as contribuições que esses seres tem para nos oferecer. o “porquê” das coisas são formas encontradas por elas para se expressarem e comunicarem sobre o universo que as cercam. comunitário e familiar. não aprendo nem ensino". participantes de seu próprio processo de crescimento e desenvolvimento pessoal e social. interpretar.

Contudo como pode ser aplicado esses conceitos na educação infantil? Em especial no trabalho com crianças de 3 a 5 anos de idade? Nesse sentido cabe aos professores primeiramente. pelo contrário. autônoma e cidadã dos discentes. Segundo Piaget. onde os questionamentos infantis estão mais presentes. do jogo simbólico. onde a relação professor x aluno sempre foi conturbada e hierárquica. conforme Piaget. que vai dos 2 aos 7 anos. Segundo Loris Malaguzzi (1920-1994) em sua Pedagogia da Escuta.5 vem de uma metodologia tradicional e autoritária. Período marcado pelo surgimento da linguagem. Esse estágio também é conhecido pela “idade dos porquês”. ele afirma que o professor deve saber ouvir e escutar nas entrelinhas os questionamentos dos alunos. fase caracterizada pelo surgimento da capacidade da criança de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação e esta substituição é possível. pois somente assim ele pode refletir e planejar a sua prática. Porém com as discussões sobre o protagonismo infantil e a participação das crianças nos espaços escolares. caberá ao professor romper com esses velhos paradigmas a fim de reconstruir uma educação efetiva e de qualidade. Portanto o professor precisa compreender e conhecer em qual fase se encontra seus alunos para que assim. graças à função simbólica. cumprindo um papel multiplicador e promovendo a participação do restante da sociedade. Portando quando falamos da colocação da criança como autor do seu próprio processo de ensino. Os centros de ensino de Reggio Emilia na Itália. da imitação. sendo que o professor ensinava e o aluno aprendia. não significa que o professor tornará um simples espectador do processo. do desenho. do faz de conta. a criança de 3 a 5 anos. ao planejar ele possa trazer para sala de aula experiências que . o papel do docente será o de reconhecer e respeitar a liderança das crianças e dos adolescentes. e propor estratégias para uma maior participação de todos e todas. Isso implica também em comprometer-se com a realidade. a desconstrução do conceito de que “criança não sabe de nada” e a expansão da importância das experiências vividas na infância para a construção da maturação cognitiva. ele deverá aprende a ouvir a criança. Para que o professor desenvolva bem a sua práxis. encontra-se no estágio de desenvolvimento pré-operatório. da dramatização. é um exemplo onde o protagonismo infantil e a pedagogia da escuta exercida pelos professores ocorre de forma continua e reflexiva e contribui para a formação crítica.

o jogo é um meio de explicação que apresenta como as crianças realizam seu desenvolvimento em uma busca incessante para compreender e explicar a sua realidade. . ter suas ideias acolhidas pelos adultos. Ter conhecimento sobre esses assuntos são passos importantes para o planejamento dos professores em relação a sua prática. (REDE NÃO BATA. a implantação desses conceitos dentro do âmbito escolar enfrenta grandes obstáculos. O professor que estiver interessado em promover a participação e o protagonismo infantil. ser ouvida e ouvir seus colegas e além disso. assim como a execução dos projetos e programas sociais que trabalham para e/ou com crianças. EDUQUE. Para Piaget e Vygotsky o jogo. Para Piaget (apud SUZUKI et al). É uma forma concreta de se reconhecer os direitos da criança. Garante o reconhecimento social das crianças e adolescentes e promove o desenvolvimento da sua consciência coletiva como grupo social. a partilha do poder. acreditam que ao dar voz as crianças estão abrindo margens para a indisciplina e desordem. a responsabilidade de construir de maneira conjunta. Através da assimilação e acomodação a criança cria ou modifica os esquemas. contribui para a formação crítica e autônoma de seus alunos. Contribui para o processo de socialização da criança. que favoreçam e promova o exercício do poder compartilhado. Facilita a convivência entre pais e filhos na família. que acostumados com o modelo tradicional. sua condição de sujeito social. condições e ferramentas. atitudes. processos. A participação infantil nas atividades escolares é importante porque: Pode contribuir para sua formação e para o desenvolvimento de valores. O professor que favorece um espaço onde a criança possa se expressar. é uma forma do professor trabalhar conceitos através de uma linguagem reconhecida pelas crianças. porém cabe ressaltar que o protagonismo não deve ser visto como a criança no “centro” e relegar ao professor o papel de “coadjuvante” no processo de ensino. aqui visto como brincadeiras mediadas pelo professor ou escolhidas pelos alunos. 2011) No entanto.6 contribuirão para o desenvolvimento cognitivo das crianças. deve entender que uma criança protagonista ou participativa não é aquela que faz “o que quer” e sim aquela que conhece seus direitos e sabe se colocar no lugar do outro. habilidades e capacidades para o exercício da cidadania e para a atuação social desde a infância. e sim. tanto da sociedade quanto dos professores. num processo de conhecer a si mesmo e o seu ambiente.

Não é um eu protagonista. sendo que tirar a responsabilidade das mãos do professor e coloca-las nas mãos das crianças seria o mesmo que inverter a situação entre oprimidos e opressores sem que houvesse qualquer ganho para a coletividade. de encontro. não compatível com nenhuma forma de separação ou dispersão. Portanto não se trata de uma pratica que isenta o professor de seu papel de mediador. com os outros. . onde as crianças muitas vezes é considerada um receptáculo vazio” no qual os professores deverão depositar o conhecimento. No entanto. principalmente. Sendo que protagonismo significa assumir responsabilidades. é um nós. como tal. Compreender e aprofundar mais sobre esse assunto apenas favorece a construção do pensamento sobre as práticas pedagógicas e o papel do pedagogo no processo de ensino-aprendizagem. em tal sentido é considerado como ponto de união. do compromisso que grupos de pessoas. Portanto as conclusões e conceitos aqui debatidos apenas acrescentou conhecimentos sobre o futuro ambiente de trabalho dos pedagogos e a importância de se manter informado sobre o mundo que existe fora dos muros da escola. Implica interação e inter-relação com o seu ambiente. contribuir e construir conjuntamente. o discurso se difere muito da realidade encontrada nas escolas do Brasil. portanto colocá-lo em pratica irá requerer não apenas financiamento do estado. mas disposição e dedicação dos profissionais da educação. competentes. Felizmente mudanças veem ocorrendo. crianças e adultos. das responsabilidades compartilhadas e. Promover a participação é experimentar um sistema complexo de interações que se configura em torno da iniciativa. tem que ser fecundo no desenvolvimento do protagonismo dos outros. ativos e com “voz”. O conceito de protagonismo e participação infantil está em contra mão ao modelo de educação vigente. podem assumir durante a condução do processo decisório da realização das ações de um determinado projeto. porém romper com paradigmas que tem anos de vigência pode ser uma luta árdua que deverá ser enfrentada por todos os docentes brasileiros para que a educação seja efetiva e de qualidade.7 3 CONCLUSÃO A Sociologia da Infância tem vindo a considerar a infância como uma construção social e compreender as crianças como atores sociais plenos. o protagonismo.

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