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"Se dois corpos estão em equilíbrio térmico com um terceiro, então eles estão em

equilíbrio térmico entre si."

Por definição, dois corpos possuem a mesma temperatura se estiverem em equilíbrio


térmico entre si. A Lei Zero da termodinâmica, permite, também, definir uma escala de
temperatura, como por exemplo, as escalas de temperatura Celsius e Fahrenheit.

A escala de temperatura Celsius define a temperatura solidificação da água, formando


gelo, como sendo zero graus Celsius (0°C) e a de ebulição da água a partir do estado
líquido como sendo 100°C. Já a escala Fahrenheit, define a temperatura do gelo como
32°F e a do vapor como 212°F.

A primeira lei da termodinâmica é a lei de conservação da energia. Nela observamos


a equivalência entre trabalho e calor. Esta lei enuncia que a energia total transferida
para um sistema é igual à variação da sua energia interna. A expressão matemática
que traduz esta lei para um sistema não-isolado é:

Podemos dizer que existe uma função “U” (energia interna) cuja variação durante uma
transformação depende unicamente de dois estados, o inicial e o final. Num sistema
fechado a indicação desta variação é dada como:

Onde Q e W são, respectivamente, o calor e o trabalho trocados entre o sistema e a sua


vizinhança. As quantidades W e Q são expressas algebricamente, sendo positivas
quando expressam energia recebida pelo sistema. A quantidade R é nula pois, em
sistema fechado, não se verificam absorções nem emissões de radiação.

A energia interna é definida como a soma das energias cinéticas e de interacção de seus
constituintes. Este princípio enuncia, então, a conservação de energia.

segunda lei da termodinâmica ou segundo princípio da termodinâmica expressa, de


uma forma concisa, que "A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado
termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor
máximo". Mais sensivelmente, quando uma parte de um sistema fechado interage com
outra parte, a energia tende a dividir-se por igual, até que o sistema alcance um
equilíbrio térmico.

Enquanto a primeira lei da termodinâmica estabelece a conservação de energia em


qualquer transformação, a segunda lei estabelece condições para que as transformações
termodinâmicas possam ocorrer.

Descrição geral
Num sentido geral, a segunda lei da termodinâmica afirma que as diferenças entre
sistemas em contato tendem a igualar-se. As diferenças de pressão, densidade e,
particularmente, as diferenças de temperatura tendem a equalizar-se. Isto significa que
um sistema isolado chegará a alcançar uma temperatura uniforme. Uma máquina
térmica é aquela que provêm de trabalho eficaz graças a diferença de temperaturas de
dois corpos. Dado que qualquer máquina termodinâmica requer uma diferença de
temperatura, se deriva pois que nenhum trabalho útil pode extrair-se de um sistema
isolado em equilíbrio térmico, isto é, requerirá de alimentação de energia do exterior. A
segunda lei se usa normalmente como a razão por a qual não se pode criar uma máquina
de movimento perpétuo (moto contínuo).

A segunda lei da termodinâmica tem sido expressada de muitas maneiras diferentes.


Sucintamente, se pode expressar assim:

• É impossível construir um dispositivo que opere, segundo um ciclo, e que não


produza outros efeitos, além da transferência de calor de um corpo frio para um
corpo quente.[1]

Em outras palavras:

É impossível a construção de um dispositivo que, por si só, isto é, sem


intervenção do meio exterior, consiga transferir calor de um corpo para outro
de temperatura mais elevada
Enunciado de Clausius.

Deste enunciado, pode-se estabelecer a impossibidade do "refrigerador ideal". Assim,


todo aparato refrigerador, para retirar calor de um ambiente, produzirá mais calor
externamente.

• É impossivel construir um dispositivo que opere num ciclo termodinâmico e que


não produza outros efeitos além do levantamento de um peso e troca de calor
com um único reservatório térmico.

Em outras palavras:

É impossível a construção de um dispositivo que, por si só, isto é, sem


intervenção do meio exterior, consiga transformar integralmente em trabalho o
calor absorvido de uma fonte a uma dada temperatura uniforme.
Enunciado de Kelvin-Planck.

Deste enunciado, tem-se como consequência a impossibilidade do "motor ideal". Toda a


máquina produzirá energia a ser utilizada com desperdício de parte desta em calor a ser
perdido. Disto, já era citado por Carnot (Nicolas Léonard Sadi Carnot - físico francês
1796 - 1832): Para transformar calor em energia cinética, utiliza-se uma máquina
térmica, porém esta não é 100% eficiente na conversão.

Alguns autores chamam tal enunciado como "postulado" de Kelvin e assim o


descrevem: Nenhum processo é possível onde o único resultado é a absorção de calor
de um reservatório e sua conversão completa em trabalho.
Destas definições pode-se associar também o enunciado de Carnot: Para que uma
máquina térmica realize trabalho são necessárias duas fontes térmicas de diferentes
temperaturas.

Graficamente se pode expressar imaginando uma caldeira de um barco a vapor. Esta não
poderia produzir trabalho se não fosse porque o vapor se encontra a temperaturas e
pressão elevadas comparados com o meio que a rodeia.

Uma outra maneira de ver a segunda lei é pela observação da sua relevância. A primeira
lei é na verdade, um princípio de contabilidade de energia: as parcelas de energia devem
ser somadas. Ou seja, a primeira lei trata das quantidades de energia. A segunda lei,
entretanto, ao dizer que energia cinética (por exemplo) pode ser integralmente
transformada em energia térmica (calor) mas não ao contrário, indica uma qualidade
para a energia:

Exemplarmente, pode-se imaginar um automóvel a 50 km/h. Ele é subitamente freado.


Toda a sua energia cinética será eventualmente transformada em energia interna das
pastilhas de freio (e outras fontes de atrito) que se aquecerão. Finalmente, uma certa
quantidade de calor será transferida para o meio ambiente. Entretanto, se eu ceder esta
mesma quantidade de calor ao automóvel (ou ao freio), ele não sairá do lugar.

Tais questões de eficiência, tem profundas implicações no projeto de máquinas,


equipamentos e diversos processos industriais.[2]

Matematicamente, se expressa assim:

onde S é a entropia e o símbolo de igualdade só existe quando a entropia se encontra em


seu valor máximo (em equilíbrio).

Outra maneira de expressar de maneira simples a segunda lei é: A entropia de um


sistema isolado nunca decresce. Mas é uma má interpretação comum que a segunda lei
indica que a entropia de um sistema jamais decresce. Realmente, indica só uma
tendência, isto é, só indica que é extremamente improvável que a entropia de um
sistema fechado decresça em um instante dado.

Como a entropia está relacionada ao número de configurações de mesma energia que


um dado sistema pode possuir, podemos nos valer do conceito subjetivo de desordem
para facilitar a compreensão da segunda lei (embora entropia não seja essencialmente
desordem). Ou seja, a segunda lei afirma, à grosso modo, que a desordem de um sistema
isolado só pode crescer ou permanecer igual.

Podemos dizer que existe uma função “U” (energia interna) cuja variação durante uma
transformação depende unicamente de dois estados, o inicial, e o final. Num sistema
fechado a indicação desta variação é dada como : ΔU = Q - W onde Q é a quantidade de
calor recebido pelo sistema e W o trabalho realizado. As quantidades W e Q são
expressas algebricamente. A energia interna é definida como a soma das energias
cinéticas e de interação de seus constituintes. Este princípio enuncia, então, a
conservação de energia, conhecido no entanto como Primeira Lei da Termodinâmica.

O conceito de temperatura entra na termodinâmica como uma quantidade matemática


precisa que relaciona calor e entropia. A interação entre essas três quantidades é descrita
pela terceira lei da termodinâmica, segundo a qual é impossível reduzir qualquer
sistema à temperatura do zero absoluto mediante um número finito de operações. De
acordo com esse princípio, também conhecido como teorema de Nernst, a entropia de
todos os corpos tende a zero quando a temperatura tende ao zero absoluto.

Um corpo pode transferir energia para outro devido a diferenças de energia cinética
média das suas moléculas, ou seja, diferenças de temperaturas.
Essa transferência de energia sem trabalho físico visível é denominada calor.
Por esse conceito, é possível concluir que dois corpos na mesma temperatura estão em
equilíbrio térmico, isto é, não há transferência de calor entre eles.
E, se dois corpos distintos estão em equilíbrio térmico com um terceiro, eles estão em
equilíbrio térmico entre si.
Esse princípio é também conhecido como lei zero da Termodinâmica.
Como "calor" é energia, "nada se perde, tudo se transforma", então em uma dada
operação onde envolva temperatura, o resultado final nunca poderá ser maior ou menor
do que a soma das energias no inicio do processo.
Leve em consideração que os somatórios não devem levar em conta somente as
temperaturas envolvidas mas, todas as energias do processo

Um sistema está isolado quando contido por paredes adiabáticas, ou


seja, quando não pode trocar energia na forma de calor com a
vizinhança. É um fato experimental que um sistema isolado sempre
tende a um estado de equilíbrio térmico, isto é, um estado para o
qual as variáveis macroscópicas que o caracterizam não mudam com
o tempo. Quando dois sistemas estão separados por uma parede
diatérmica, dizemos que estão em contato térmico. Colocando em
contato térmico dois sistemas que, isoladamente, estavam em
equilíbrio térmico, observam-se mudanças em suas variáveis
macroscópicas até que alcancem novos valores que permanecem
constantes com o tempo. Dizemos, então, que os dois sistemas estão
em equilíbrio térmico um com o outro. O conceito de temperatura
está associado ao seguinte fato experimental, conhecido como lei
zero da Termodinâmica:

Dois sistemas em equilíbrio térmico com um terceiro, estão em


equilíbrio térmico ente si.
Assim, dois sistemas em equilíbrio térmico entre si estão à
mesma temperatura. Para saber se dois sistemas têm a mesma
temperatura não é necessário colocá-los em contato térmico entre si,
bastando verificar se ambos estão em equilíbrio térmico com um
terceiro corpo, chamado termômetro. Na prática, um termômetro
pode ser construído da seguinte maneira:

• Escolhe-se uma substância termométrica. Por


exemplo, o mercúrio.
• Escolhe-se, desta substância, uma propriedade que
dependa da percepção fisiológica de temperatura. Por
exemplo, o volume [figura (a)].
• Define-se a escala de temperatura. A escala Celsius,
por exemplo, é definida por dois pontos fixos e uma lei
linear [figura (b)].

As leis físicas são expressas por equações matemáticas mais


simples se a temperatura é dada na escala Kelvin: T [K] = 273 + t
[oC].
Os valores atribuídos à temperatura de um sistema qualquer
dependem do termômetro usado, mesmo que todos concordem nos
pontos fixos que definem a escala usada.
Existe, portanto, a necessidade de escolher um termômetro
padrão, pelo menos para uso científico. O termômetro escolhido como
padrão é o termômetro de gás a volume constante. Um gás enche um
bulbo e um capilar ligado a um manômetro de tubo aberto com
mercúrio. O bulbo é colocado em contato térmico com o sistema cuja
temperatura se quer determinar. Um tubo flexível permite levantar
ou abaixar um reservatório com mercúrio, fazendo com que o
mercúrio no ramo esquerdo do manômetro coincida sempre com o
zero da escala. Assim, o volume do gás pode ser mantido constante,
apesar do aumento ou diminuição da sua temperatura. Neste
termômetro, a propriedade termométrica é a pressão do gás.
Medindo-se h, o desnível do mercúrio no manômetro, e conhecendo-
se o valor da pressão atmosférica, PATM, o módulo da aceleração da
gravidade, g, e a densidade do mercúrio, r , a pressão do gás no
bulbo é determinada por :

P = PATM + rgh

A temperatura do gás e, portanto, do sistema em questão, é


definida em função de um ponto fixo, o ponto triplo da água, por:

T(P) = 273,16 [P/PPT]v K

onde PPT é a pressão do gás quando em contato com a água no ponto


triplo. O ponto triplo representa o estado em que coexistem, em
equilíbrio, as fases líquida, sólida e gasosa da água. Para esse estado,
P = 4,58 mm-Hg e T = 0,01 oC. Na prática, mede-se PPT e P para
quantidades cada vez menores de gás (ou seja, para PPT tendendo a
zero) e a temperatura é tomada como o resultado desse processo de
limite.
A escala de temperatura assim definida depende apenas das
propriedades gerais dos gases e não das propriedades de um gás
particular. Como os gases reais se comportam como ideais no limite
de baixas pressões, esta escala é chamada de escala termométrica de
gás ideal. Então, o termômetro usada como padrão é o termômetro
de gás a volume constante com a escala termométrica de gás ideal. A
escala escolhida desta maneira independe das propriedades de
qualquer gás em particular, mas depende das propriedades dos gases
ideais. A escala termométrica absoluta Kelvin independe das
propriedades de qualquer substância. A escala Kelvin e a escala de
gás ideal são idênticas no intervalo de temperatura em que o
termômetro de gás pode ser usado.

Qual a relação da lei zero da termodinamica e a troca


de calor entre dois corpos?
"Se dois corpos estão em equilíbrio térmico com um terceiro, então eles estão em
equilíbrio térmico entre si."

Por definição, dois corpos possuem a mesma temperatura se estiverem em equilíbrio


térmico entre si. A Lei Zero da termodinâmica, permite, também, definir uma escala de
temperatura, como por exemplo, as escalas de temperatura Celsius e Fahrenheit.

A escala de temperatura Celsius define a temperatura do gelo como sendo zero graus
Celsius (0°C) e a do vapor d'água como sendo 100°C. Já a escala Fahrenheit, define a
temperatura do gelo como 32°F e a do vapor como 212°F.

SEGUNDA-FEIRA, JUNHO 20, 2005

Trocas de calor e as Leis da Termodinâmica


Eu defendo a idéia de explicar desde sempre a troca de calor como calor Q1
sendo recebido e calor Q2 sendo cedido. Isso só vai simplificar. Veja:

Em um sistema fechado um corpo A cede calor a um corpo B de temperatura


mais baixa, a troca de calor prossegue até que ambos atinjam o equilíbrio
térmico.
Descrição correta, porém ficam algumas dúvidas: como é que A “sabia” que
devia ceder calor a B ? como foi que eles ficaram “sabendo” que as
temperaturas já haviam se igualado, e que deviam “parar” de trocar calor?
Uma descrição mais completa, portanto seria:
Em um sistema fechado, um corpo A irradia calor em função de sua
temperatura, esse calor irradiado é refletido pelas paredes do recipiente,
suposto perfeitamente adiabático, e parte dele incide novamente em A (e por
isso não entra na “conta”) e parte dele incide em B, de forma que se dizer que
A cede ou perde uma quantidade de calor Q(a), que é absorvida por B . O
corpo B também irradia calor, parte do calor irradiado por B incide sobre ele
mesmo, sendo reabsorvido (e por isso não entra na “conta”), e parte dele
atinge A, dessa forma dizemos que B cede uma quantidade de calor Q(b) que é
absorvido por A.
Dessa forma as trocas de calor entre A e B ocorrem da seguinte forma:
A cede uma quantidade de calor Q(a) e recebe Q(b); assim a quantidade de
calor efetivamente trocada por A é Q = Q(b) – Q(a)
Assim se A ceder mais do que recebe, a quantidade de calor trocada é
negativa e dizemos que A perdeu ou cedeu calor. Se A receber mais do que
cede então dizemos que a quantidade de calor trocada é positiva e que A
recebeu uma quantidade de calor Q.
O mesmo vale para o corpo B. Sendo para esse a troca efetiva de calor:
Q = Q(a) – Q(b)

Ou seja, em qualquer caso, a quantidade de calor trocada será:


Q = Q(recebido) – Q(cedido)

Assim podemos explicar como pode existir quantidade de calor negativa, sendo
que a energia nunca é negativa. Acontece que as quantidades Q(a) e Q(b) são
sempre quantidades positivas, a diferença entre elas é que pode ser positiva ou
negativa, ou seja, a troca de calor pode ser negativa ou positiva.
Ou seja:
Se Q(recebido) > Q(cedido) então Q > 0 e dizemos que o corpo está recebendo
calor ou absorvendo calor
Se Q(recebido) < Q(cedido) então Q <0 e dizemos que o corpo está perdendo
ou cedendo calor Explicado assim também fica fácil de explicar que ninguém
precisa avisar os corpos do sistema qual deles é mais quente e que deve ceder
calor. As trocas ocorrem naturalmente, cada um emitindo calor conforme sua
temperatura, e recebendo dos demais. Ninguém precisa avisar a hora de parar
de trocar calor, porque a troca não pára, ela prossegue mesmo após o
equilíbrio térmico. Ocorre apenas que nessa situação a quantidade de energia
emitida ou cedida é igual à quantidade de energia recebido, assim: Q =
Q(recebido) – Q(cedido) , sendo Q(recebido) = Q(cedido) , vem que: Q = 0

As Primeira e Segunda Leis da Termodinâmica ficam fáceis de explicar


também:

Um sistema termodinâmico recebe uma quantidade de calor Q1 e cede uma


quantidade de calor Q2. Nesse processo sofre uma variação da energia /\U
interna e realiza ou recebe uma trabalho W.
De acordo com a Primeira Lei a energia deve ser conservar, portanto:

Q1 = Q2 + /\U + W
Ou seja:

Q1 – Q2 = /\U + W

Sendo que Q1 – Q2 é a quantidade de calor trocada entre o sistema e a


vizinhança, portanto Q1 – Q2 = Q

Então: Q = /\U + W que leva na forma mais conhecida: /\U = Q – W

A Segunda Lei.

Uma máquina térmica trabalha em ciclos, e num ciclo completo o sistema


retorna ao estado inicial, portanto /\U = 0, e dessa forma W = Q. Isso pode
levar a uma conclusão absurda, a de que a máquina transforma todo calor
recebido em trabalho.
Mas lembrando que Q = Q(recebido) – Q(cedido) vem que :

Q1 – Q2 = W e que Q1 = W – Q2

Ou seja, nem todo calor recebido (Q1) se converte em trabalho, pois sempre
existe um calor cedido ou rejeitado (Q2)

E o rendimento: R = W/Q1 sempre < 1; e ninguém agora vai cometer a burrice


de fazer R = W/Q = 1 já que W=Q.

A lei zero da Termodinâmica diz respeito ao equilibrio térmico - basicamente


diz que se um corpo A está em equilíbrio térmico com um corpo B e ao mesmo
tempo está em equilíbrio térmico com outro corpo C, então os corpos B e C
também estão em equilíbrio térmico entre si. Isso está diretamente relacionado
ao conceito de medida. Ao usar um termômetro para medir a temperatura de
dois corpos, se você obtiver a mesma medida para ambos, quer dizer que eles
estão em equilíbrio térmico entre si.
O que isso tem a ver com trocas de calor? Tem o fato de que não há trocas de
calor entre corpos à mesma temperatura. Explicando melhor: digamos que A e
B são dois corpos à mesma temperatura, ou seja, em equilíbrio térmico entre
si. Se A e B são mantidos juntos em um ambiente isolado de outros corpos,
então A deve emitir uma quantidade de calor Qa que será absorvida por B, mas
B também transfere para A uma quantidade de calor Qb, no entanto Qa e Qb
são iguais de forma ambos cedem e recebem de volta a mesma quantidade de
energia... isso, obviamente, não altera em nada suas temperaturas e para todo
efeito é como se nenhuma troca estivesse acontecendo, então diz-se-que não
há trocas.