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14/12/2015

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Desigualdade social faz Brasil perder um quarto do IDH em novo índice do Pnud

Do UOL, em São Paulo

14/12/2015

06h00

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Eduardo Knapp/Folhapress

J Imprimir F Comunicar erro Eduardo Knapp/Folhapress Favela do Paraisópolis com edificios luxuosos ao fundo no

Favela do Paraisópolis com edificios luxuosos ao fundo no Morumbi, em São Paulo

O Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud (Programa das Nações Unidas

para o Desenvolvimento) divulgado nesta segunda-feira (14) mostra o Brasil na 75º colocação no ranking do IDH, entre 188 países, com índice de 0,755, acima da média da América Latina (0,748) e considerado alto. É o 13º melhor índice entre os latino-americanos.

Mas, se a desigualdade social for levada em conta, o país perde cerca de um quarto do seu IDH e acaba tendo desempenho pior que seus vizinhos na América Latina.

Isso porque, segundo o Pnud, o IDH é apenas uma média e não ilustra claramente

a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano. O fato motivou a

elaboração de outro índice, o IDH-D (IDH Ajustado à Desigualdade). Ele leva em conta a desigualdade humana em três dimensões (renda, educação e expectativa

de vida).

No IDH-D, o Brasil fica com 0,557, perdendo 26,3% de seu IDH, com um coeficiente de desigualdade humana de 25,6%. O país se posiciona abaixo da média da América Latina nestes quesitos -- a região tem média de 0,570 no IDH-D, coeficiente de desigualdade de 23,2% e 23,7% de perda total do IDH.

Peru (84º no ranking mundial do IDH), Equador (88º) e Jamaica (99º), por exemplo, aparecem abaixo do Brasil na lista base, mas sofrem perdas menores e superariam

o país no IDH-D com índices de 0,563%, 0,570% e 0,593%, respectivamente. Não

existe um ranking mundial levando em conta o IDH-D porque, de acordo com o Pnud, parte dos países não têm dados suficientes para elaborar esse índice.

Entre os países considerados com alto nível de IDH (grupo no qual está o Brasil), a média do IDH-D fica em 0,600, relativamente acima do índice brasileiro, com perda média de 19,4%.

A Noruega, líder do ranking do IDH com índice de 0,944, também possui o melhor

IDH-D do mundo (0,893), perdendo apenas 5,4% de seu índice original.

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Renda desigual derruba IDH-D do Brasil

Nos três quesitos levados em conta no IDH-D, a renda desigual entre a população, com 38% de perda, é o item que mais derruba o índice brasileiro - a desigualdade na educação e expectativa de vida têm perdas de 23,2% e 14,5%, respectivamente.

Os 10 melhores IDHs do mundo

1. Noruega (0,944)

2. Austrália (0,935)

3. Suíça (0,930)

4. Dinamarca (0,923)

5. Holanda (0,922)

6. Alemanha (0,916)

7. Irlanda (0,916)

8. EUA (0,915)

9. Canadá (0,913)

10. Nova Zelândia (0,913)

Os 15 melhores IDHs da América Latina

1. Argentina (40º no ranking mundial, 0,836)

2. Chile (42º, 0,832)

3. Uruguai (52º, 0,793)

4. Bahamas (55º, 0,790)

5. Barbados (57º, 0,785)

6. Antígua e Barbuda (58º, 783)

7. Panamá (60º, 0,780)

8. Trinidad e Tobago (64º, 0,772)

9. Cuba (67º, 0,769)

10. Costa Rica (69º, 0,766)

11. Venezuela (71º, 0,762)

12. México (74º, 0,756)

13. Brasil (75º, 0,755)

14. Peru (84º, 0,734)

15. Equador (88º, 0,732)

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