Boletim de D.

António Barroso

Director: Amadeu Gomes de Araújo, Vice-Postulador
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III Série  .  Ano V  .  N.º 15  .  Outubro / Dezembro de 2015

«É hora de incentivarmos a causa da canonização
de D. António Barroso»
D. António Francisco, em Barcelos (07/11/2015)
A pretexto do 161.º aniversário
do nascimento de D. António Barroso, no dia 7 do corrente, no Auditório
da Biblioteca Municipal de Barcelos,
realizou-se uma sessão de homenagem àquele que foi insigne missionário e ilustre Bispo do Porto, desde
fevereiro de 1899 até agosto de 1918.
A sessão foi presidida por D.
António Francisco dos Santos, atual
Bispo do Porto, e teve como orador convidado o Professor Doutor
Manuel da Silva Costa, Catedrático
Jubilado de Sociologia da Universidade do Minho, que dissertou sobre o
tema «D. António Barroso e a Questão
Social na Diocese do Porto, entre 1900
e 1918».

É TEMPO DE ADVENTO!
NÃO É TEMPO PARA DORMIR,
LEMBROU O PAPA FRANCISCO
NO RECENTE CD “ WAKE UP!”.
O SENHOR ESTÁ À PORTA ! ...
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ABRIGO E SÃO RECEBIDOS COM
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Fundador: Pe. António F. Cardoso
Design: Filipa Craveiro | Alberto Craveiro
Impressão: Escola Tipográfica das Missões - Cucujães - tel. 256 899 340 | Depósito legal n.º 92978/95 | Tiragem 2.600 exs. | Registo ICS n.º 116.839

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Boletim de D. António Barroso

Como ponto prévio ao tema que
estava anunciado e no contexto de
mais uma homenagem a D. António
Barroso, o orador começou por evocar o nome de outros bispos oriundos
da Igreja do Porto, cujos ministérios
episcopais também marcaram indelevelmente a vida e a história da Igreja, na Diocese do Porto, ou noutras,
ao tempo, integradas nos territórios
ultramarinos. Assim foi lembrado o
nome de D. António Ferreira Gomes,
natural de Penafiel, que foi titular da
Sé do Porto e que, à semelhança de
D. António Barroso, sofreu as agruras
do desterro e do exílio, durante dez
anos, por ordem de Salazar; foi referido o nome de D. Sebastião Soares
de Resende, que nasceu em 1906, em
Milheirós de Poiares, e faleceu como
Bispo da Beira, em Moçambique, em
1968, e cuja memória continua a ser
venerada, «quarenta e muitos anos
depois da sua morte», conforme disse D. António Francisco,
que, em recente visita à
cidade da Beira, encontrou
«flores frescas, do dia», na
sua campa, a testemunhar a
grande dedicação da cidade
e dos moçambicanos a esta
figura do episcopado; foi
mencionado ainda o nome
de D. Manuel Vieira Pinto,
que foi Arcebispo de Nampula, donde foi expulso nas
vésperas da Revolução de
Abril, e a residir agora na
Casa Sacerdotal do PorP2

to; e, finalmente, o nome do Cardeal
D. Américo, que precedeu D. António
Barroso na Sé do Porto, entre 1871 e
1899, onde foi destacado protagonista da ação social preconizada pela Encíclica Rerum Novarum, de Leão XIII.
No uso da palavra, D. António
Francisco dos Santos, depois de agradecer a evocação feita aos bispos
seus predecessores na Sé do Porto,
declarou a sua presença uma «homenagem às terras do Minho e às gentes
de Braga, de Barcelos e de Remelhe»,
recordou o início do seu magistério
episcopal na Arquidiocese de Braga e
a primeira vez que, na qualidade de
Bispo Auxiliar, foi a Remelhe, estando,
longe de imaginar que os caminhos
de Deus o haveriam de conduzir à Sé
do Porto. Mas que ali esteve e ali rezou, junto da sepultura de D. António
Barroso, e também que ali se inspirou
para o seu ministério e ali aprendeu,
acabando por confessar que gostaria

de ter a ousadia missionária de que
D. António Barroso nos dá testemunho.
D. António Francisco centrou depois o seu discurso na Diocese do
Porto no contexto em que D. António Barroso foi Bispo, desde 1899 até
1918, e na canonização de D. António Barroso, que está em curso, em
Roma.
Começou por afirmar que, agora, no Porto, todos conhecem com
mais proximidade o trabalho incansável que D. António Barroso realizou: «um trabalho de presença, um
trabalho de missão e um trabalho de
proximidade e de bondade», disse. E
continuou: «D. António é conhecido
no Porto não apenas por ser o homem intrépido e corajoso, que soube
bater-se pela liberdade e pela dignidade do povo perante os desafios muitas vezes extremados da I República,
mas soube sobretudo ser um bispo
de grande proximidade e de grande
bondade. Refiro o conhecimento que agora tenho do
que foram as visitas pastorais de D. António Barroso,
a partir da leitura dos relatos duma inolvidável visita
à Murtosa, em 1905».
Reportando-se aos
motivos que o levaram ao
exílio, afirmou D. António Francisco dos Santos:
«Todos conhecemos a intrepidez de caráter e de
formação e de visão que
teve o Sr. D. António Bar-

Boletim de D. António Barroso
dade, da sua solicitude, do seu zelo, da
O que é preciso para tanto? Vasua dedicação, da sua entrega e da sua lidar todo o processo, intensificar a
coragem».
oração e divulgar a vida, o testemu«Quase 100 anos depois des- nho e a heroicidade das virtudes e o
tes momentos e na proximidade de exemplo de vida que foi D. António
celebrarmos o centenário da sua Barroso.
morte», o Bispo do
Porto deixou um
desafio: «é hora de
incentivarmos ainda
mais a causa da sua
canonização, valorizando as datas que
são uma referência,
como seja, o centenário da República,
que há pouco celebrámos, a vida e a
coragem de D. António Barroso, o seu
zelo pastoral e a sua
entrega ao serviço Na visita a Barcelos, o Bispo do Porto insistiu na necessidade de
a memória de D. António Barroso, a sua vida e a sua
dos mais pobres, celebrarmos
obra, «o seu zelo pastoral e a sua entrega ao serviço dos mais
como hoje o Papa pobres, como hoje o Papa Francisco nos lembra e nos pede insistentemente».
Francisco nos lembra e nos pede insistentemente».
Ele foi um bispo ao jeito do Papa
Segundo informou D. António Francisco, do modo como o Papa
Francisco dos Santos, o processo Francisco pede que sejam os bispos
relativo à beatificação de D. António neste tempo: próximos do povo, serBarroso é o terceiro mais adiantado vidores dos mais pobres, corajosos
dos seis que a diocese de Porto tem na afirmação e na defesa dos valores
em curso, em Roma; ainda segundo o cristãos e do valor da dignidade hubispo do Porto, a diocese fez um pedi- mana e construtores duma sociedade
do e formalizou melhor e de uma Igreja renovada.
um desejo: ter
A sessão de homenagem a D. Ana possibilidade tónio Barroso terminou com a Vereade, no centená- dora da Cultura da Câmara Municipal,
rio da morte de Elisa Braga, a usar da palavra para disD. António Bar- ponibilizar todo o apoio que o Muniroso, ver o pro- cípio possa prestar a favor da Causa
cesso adiantado de D. António Barroso. Seguiu-se a
e decidido quer tradicional deposição de uma coroa
na declaração de flores junto da estátua do homeda heróicidade nageado, na Praça do Município, pelo
das
virtudes, sobrinho-neto, António José Barroso,
quer mesmo na que recordou o bispo missionário.
declaração da
O Papa Francisco num encontro recente, em Roma, com o Bispo Anbeatificação.
Texto e Fotos de José Campinho
tónio Francisco.
roso, como muitos outros Bispos de
Portugal, naquela época, aquando da I
República. Sabemos que isso lhe valeu o exílio, aqui na sua terra», mas
sem «nunca deixar de ser Bispo do
Porto», «testemunho aprendido por
todos os Bispos do Porto e, mais tarde, também validado de uma forma
heróica pelo Sr. D. António Ferreira
Gomes, que exilado e longe da pátria,
(…) nunca abdicou nem nunca deixou de ser Bispo do Porto».
Segundo afirmou D. António Francisco. «Desse tempo difícil todos conhecemos também os pormenores,
vicissitudes e desafios, mas sabemos
com que encanto o clero e o povo da
Igreja do Porto o recebeu, no dia 3 de
abril de 1914, quando ele regressou à
diocese, já autorizado a poder viver e
trabalhar na sua diocese. Foi aí que o
clero do Porto (…) lhe ofereceu um
báculo que eu usei no dia da minha
entrada e que habitualmente se usa
na Sé Catedral do Porto».
Segundo afirmou ainda D. António Francisco, «no Porto, nos quatro
anos que ele viveu, até à sua morte,
em agosto de 1918, ele continuou a
exercer e a desenvolver um trabalho
incansável, nos tempos difíceis ainda
da I República. Mas deixou-nos este
testemunho e esta marca da sua bon-

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Boletim de D. António Barroso
A SOCIEDADE MISSIONÁRIA DA BOA NOVA, EM CUJA
GÉNESE SE EMPENHOU O BISPO MISSIONÁRIO ANTÓNIO
BARROSO, ESTENDEU O SEU PROJECTO AO JAPÃO
Sentido e motivo para
a missão no Japão

Por Pe. Marco Casquilho, SMBN
A chuva cai com intensidade e os
ventos sopram velozmente. É Julho,
estação das chuvas e tufões. A humidade é quase insuportável (89%). Hoje,
pela manhã, seis fiéis corajosos vieram
ao grupo de estudo bíblico na pequena Igreja de Sennan-shi. Lamentaram-se sobre a falta de padres. Tendo em
consideração que na diocese de Osaka
existe uma média de um padre para
340 cristãos não deixa de ser curioso o
lamento… Expliquei-lhes que na minha
diocese de origem, Santarém, existe um
sacerdote para 3837 fiéis. E disse-lhes
que esta situação quase se repete em
praticamente todas as dioceses portuguesas. E eis que me deparo com a
seguinte questão: fará sentido ser missionário num país onde existem padres,
e religiosos em número suficiente, mas
escasseiam os cristãos?
Quando se pergunta aos missionários a trabalhar na Diocese de Osaka
porque elegeram ou aceitaram o Japão
como o seu território de missão, muitos dirão certamente que tinham como
objectivo trabalhar na área do diálogo
inter-religioso ou promover a difusão
da fé entre os não-cristãos. Não foi

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certamente pelo salário, pois embora o estrangeiro pode ser uma forma singuJapão seja um país de abundantes re- lar e única de promover o diálogo culcursos, os padres ganham menos que tural e religioso, incentivar o conhecium operário fabril. Nem com a pers- mento mútuo e favorecer a paz.
pectiva de celebrar muitos batismos,
Este conhecimento e ignorância
pois, com excepção de S. Francisco Xa- em relação ao estrangeiro, não se revier e dos primeiros missionários jesu- duz apenas ao Japão. Também nós porítas que batizaram inúmeros japoneses, tugueses, temos muito que aprender.
agora teremos de nos contentar com Talvez a maior parte dos portugueses
um ou dois batismos anuais em cada quando se fala sobre o Japão pensará
paróquia.
em automóveis ou motorizadas Honda,
Para mim, o Japão, foi sempre um Suzuki… Lembrar-se-á do Monte Fuji
sonho de infância. Começou quando e das máquinas fotográficas Canon ou
recebi um pequeno livro intitulado: “Ja- dos produtos eletrónicos Sony. E, clapão, país dos samurais e robots”. Nesse ro, referirá de imediato o seu apetite
livro descrevia bem o Japão que conhe- por sushi e apreço por kimonos. Todaço hoje: um país onde tradição e inova- via, poucos saberão realmente como é
verdadeiramente o Japão ou o japonês.
ção coabitam lado a lado.
O Japão é um país extremamente Não raro os turistas japoneses quando
acolhedor para os estrangeiros, aberto visitam Portugal são confundidos com
ao que há de melhor em cada cultura chineses. Para alguns amigos japoneses
e nação. Numa grande cidade coabitam que falam português, disse-lhes que
restaurantes japoneses, portugueses, in- não tomem com seriedade esse insulto
dianos, chineses, americanos, tailandeses, e quando escutarem uma criança porcoreanos, mexicanos, brasileiros, espa- tuguesa a chamar-lhes “chinoca” que
nhóis, italianos… E existem
em abundância produtos importados. Porém, o Japão pode
ser também extremamente
discriminatório e fechado em
relação ao estrangeiro. Algo
perfeitamente compreensível,
visto que se trata de ilhas que
estiveram isoladas durante largos anos dos países continentais. A irritação de Cristiano
Ronaldo, que curiosamente
nasceu também numa ilha, com
a forma como o trataram num
dos típicos programas de entretenimento televisivo nipónico, deixa bem evidente essa
atitude. E são vários os turistas
estrangeiros que testemunham
ter-se sentado no comboio e
ver as pessoas a seu lado a muFesta de Natal na Igreja de Sennan, com um amigo das
dar de lugar.
Forças de Auto-defesa japonesa e o seu filho, e uma
A presença do missionário senhora filipina também com o seu filho.

Boletim de D. António Barroso

À esquerda, almoço num hotel, em Nara. À direita, num casamento, em Osaka.
Em baixo, a caminho da praia, com um amigo.

respondam: “eu não sou chinoca, mas
japonoca”. Isto demonstra igualmente
como também nós portugueses podemos ser preconceituosos em relação
ao estrangeiro. E o desconhecimento
não é exclusivo dos mais novos. Os
adultos conhecem pouco a geografia
asiática. Cada vez que se divulga a notícia de um sismo a 800 quilómetros de
distância da cidade onde vivo, recebo
uma dezena de mensagens de Portugal
a perguntar se estou bem.
Como missionários, o nosso desafio
é fazer a ponte entre culturas; favorecer a globalização e convivência entre
povos e nações. Por isso, o pe. Luís
Fróis escreveu há mais de 500 anos um
livro intitulado “Tratado das contradições e diferenças de costumes entre a
Europa e o Japão”. Hoje teríamos de
reeditar este livro com um apêndice
“Semelhanças entre o ser humano em
diferentes pontos do globo terrestre”.
A presença do missionário serve
para transmitir que temos culturas, religiões, histórias, tradições e línguas diferentes, mas que a humanidade nos une
e torna iguais. A fé pode ser um elo de
ligação forte, que nos torna membros
distintos de um mesmo corpo.
Tendo em consideração também
a nova visão evangelizadora do Papa
Francisco, são imensos os campos de
missão no Japão. Só em Osaka existem

mais de seiscentos sem-abrigo. Existem
imensas pessoas que vivem em apartamentos que são exíguos e só têm um
quarto, onde se dorme e cozinha, e uma
pequena casa de banho. A exploração
nos empregos é enorme: muitas horas
de trabalho, horas extraordinárias não
remuneradas, pressão das chefias, alcoolismo induzido por colegas de trabalho. Nas escolas são várias as vítimas de
bullying (ijime). São inúmeros os emigrantes sul-americanos e asiáticos que
esperam cuidado pastoral. As enfermidades mentais são quase ignoradas e
o número de suicídios é maior do que
noutro qualquer país do mundo. Enfim,

são muitos os campos nos quais pode
trabalhar um missionário, seguindo o
apelo do Santo Padre.
Em suma, a missão no Japão continua a fazer sentido hoje. Precisamente
porque cada vez existem menos vocações em Portugal, devemos investir e
enviar alguns missionários como testemunhas de fé e dádivas de um povo que
designa os seus nacionais como “heróis
do mar”, para cruzar os oceanos. Só
assim poderemos perpetuar uma longa
tradição portuguesa de rumar além-mar, em direcção ao incerto, de dar-se a conhecer e procurar conhecer o
desconhecido.

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Boletim de D. António Barroso
PEREGRINOS DA MEMÓRIA
— - —
CAMINHADA DE BARCELOS A REMELHE, EM 06-09-2015,
RECORDANDO A MORTE DE D. ANTÓNIO BARROSO
Realizou-se no passado dia 6 de setembro a romagem anual a D. António Barroso, entre Barcelos e Remelhe, com a participação de várias centenas de pessoas
do concelho.
Teve o seu começo no largo da estação ferroviária, com o acolhimento aos
representantes da Sociedade Missionária da Boa Nova: o P. Jerónimo Nunes, ex-Superior Geral e actual Reitor do Seminário de Valadares, e o Tiago, estudante de Teologia, oriundo de Moçambique, das terras que o padre Barroso missionou. Seguimos
depois rumo ao templo do Senhor da Cruz, onde o Prior de Barcelos, monsenhor
Abílio Cardoso, saudou os romeiros e lembrou que a santidade se exprime combatendo, e que o Bispo Barroso se destacou sempre como um grande combatente
por diversas causas.
No Largo do Município, junto ao monumento que Barcelos erigiu ao bispo missionário, foi a vez de o P. Jerónimo Nunes e o Dr. Amadeu Araújo evocarem a vida
e a obra de D. António Barroso. O P. Castro Afonso, missionário da Boa Nova, foi ali
recordado como promotor do processo de beatificação em curso. O seminarista
Tiago deslumbrou todos os presentes pela forma como recordou a passagem do
homenageado pelas terras do Congo.
Foram ainda lembrados os "Amigos de D. António Barroso" que partiram recentemente para a casa do Pai: os Senhores Cândido Lopes e Emílio Costa.
Rumámos então a Remelhe, para uma visita à capela-jazigo, e tributo a D. António, junto ao seu monumento, estando presentes os principais representantes
da Câmara Municipal, da junta de freguesia de Remelhe, da união de freguesias de
Barcelos, bem como da comissão económica da paróquia. À deposição de um ramo
de flores, pelo Sr. Presidente da Câmara, seguiu-se uma missa muito participada, com
uma apropriada homilia pelo Pe. Jerónimo Nunes.
Cumpre enaltecer a prestimosa colaboração da secção de Barcelos dos "Amigos de D. António Barroso", nomeadamente do seu Presidente, Sr. José Joaquim
Mendes, dos Bombeiros de Barcelos e Barcelinhos, da PSP, da GNR, da Moto-galos
e das Juntas de freguesia que esta romagem atravessou.
Texto de José Ribeiro Fernandes
Fotos de José Campinho

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Boletim de D. António Barroso

FLORES PARA OS AMIGOS DE
D. ANTÓNIO BARROSO

Por Amadeu Gomes de Araújo

NOVOS ASSINANTES
—.—
COLABORADORES ATENTOS

UNIVERSIDADE DO MINHO
—.—
PRIMEIRO MESTRADO SOBRE
D. ANTÓNIO BARROSO

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
DE BARCELOS.
BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS
DE BARCELINHOS

Universidade do Minho

Instituto de Ciências Sociais

D. António Barroso e as potencialidades
do turismo religioso em Remelhe

«Quis o acaso que, vasculhando entre
velharias, "tropeçasse" numa Pedra de Ara,
oferecida pelo bispo do Porto, D. António
Barroso, no ano de 1903, para o altar do
Sagrado Coração de Jesus d a igreja paroquial de Remelhe.» José Ribeiro Fernandes
É crescente o número dos Amigos de
D. António que colaboram com o Boletim, enviando informações diversas e úteis.
Nos últimos 3 meses, também recebemos
11 pedidos de novos assinantes. Assinam
e pagam. Infelizmente, a maioria não paga.

Mestrado em Património e Turismo
Cultural.
Foi a primeira vez que numa Universidade portuguesa se defendeu uma tese
sobre D. António Barroso e a sua terra
de origem, Remelhe. A dissertação foi requerida pela licenciada Maria Isabel Lobarinhas Trigueiros. Presidiu ao júri o Doutor Luís Manuel Cunha e foram arguentes
os Doutores Paula Remoaldo, Ana Maria
Bettencourt e Amadeu Gomes de Araújo.
A classificação, elevada e rara, foi atribuída por unanimidade: 19 valores.

Estas duas prestigiadas Corporações
de Bombeiros sempre prestaram à figura
de D. António Barroso especial deferência. A Associação dos Amigos de D. António acaba de se vincular a ambas, como
sócia.
Aproveitamos a circunstância para
saudar os Senhores Comandantes José
Luís Ribeiro da Quinta e José António
Beleza, felicitando-os pelo preito e homenagem que as suas Corporações sempre
renderam ao ilustre bispo missionário
barcelense.

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Boletim de D. António Barroso
Devotos, AMIGOS e admiradores visitam D. ANTÓNIO

Fotos de António Miguel São Bento (antosbento). Estas são algumas das lápides deixadas por grupos de Amigos de D. António
Barroso, que, ao longo dos anos se deslocaram à capela-jazigo. No interior, há um livro à disposição dos visitantes, onde estes, se entenderem,
agradecem ou solicitam graças e favores. No total são 8 livros, iniciados em 1928, com muitos milhares de registos, de que falaremos mais tarde.
Embora a maioria das pessoas, por razões diversas, opte por não registar a sua presença, nos últimos meses, entre 1 de julho e 30 de
novembro de 2015, constam do livro 211 visitantes. A título de amostra, a maioria é natural de Remelhe (78), mas outros vieram de Barcelos
(27), Arcozelo (14), Galegos Sta Maria (8), Carapeços (7), Esposende (5), Adães (1), Alvelos (1), Vilar de Figos (1), S. Miguel da Carreira (2), Midões (2), Rio Tinto (1), Castelo de Paiva (1), Abade de Neiva (2), Porto (1), Louro (2), Cristelo (1), S.Veríssimo (1), Pereira (2), Monte Farlães (2),
Mosteiró (1), Trofa (1), Creixomil (1), S. Bento da Várzea (1), Rio Covo Sta Eugénia (3), Rio Covo Sta Eulália (1), Braga (1), Silva (1), Ribeirão (2),
S. Mamede de Infesta (1), França (1), Madeira (1), Barcelinhos (1),Vila Boa (5), Gamil (2), Famalicão (8),Vila do Conde (1), S. João da Madeira (2),
São Paio Carvalhal (4), Manhente (2),Vila Nova de Tazém (2), Faria (3), Gilmonde (1), Fornelos (4), Prado (1), Póvoa de Varzim (1).
Com a colaboração de Goretti Loureiro.

CONTAS EM DIA
A última relação de contas correntes (até 30 de junho de 2015) está disponível no Boletim n.º 14, III Série. Desde aquela data, até 30 de
novembro de 2015, foram efectuadas as seguintes despesas: Escola Tipográfica das Missões. Execução e expedição do Boletim n.º 14, III Série:
691.85 €; Consumíveis, expediente, correio, comunicações: 65.00 €; Certidão de óbito: 20.00€; Quotas dos B. V. Barcelos e Barcelinhos: 40.00 €;
Flores. (Viúva do Sr. Emílio Costa): 25.00 €. TOTAL: 841.85 €.
No mesmo período, foram recebidos os seguintes donativos para apoio à Causa da Canonização e para as despesas deste Boletim: Assinantes de Remelhe: D.ª Ana Maria Silva Coutinho (Monte: 10.00 €); D.ª Laurinda Fonseca do Vale (Quintã: 25 €); Sr. Augusto Faria dos Penedos (Portela:
40.00 €); D.ª Maria Amélia Campos Seara (Igreja: 100.00 €); Sr. Augusto da Costa Martins (Paranho: 40.00 € ); D.ª Margarida Barroso Simões (Vilar:
126.00€); Sr. Mário da Costa Lopes (Bacêlo: 65.00€); D.ª Maria Magalhães Faria Senra (Santiago: 25.00€; Casal Novo: 40.00€;Torre de Moldes: 90.00€).
Outros assinantes: D.ª Maria de Fátima Barroso Simões: 25.00 €; D.ª Maria Faria Azevedo: 5.00 €; Sr. Jaime Costa Carmo: 10.00 €); D.ra Lúcia Gomes de Araújo Sousa: 50.00€; D.ª Ana Martins Figueiredo: 10.00€; D.ª Maria Teresa Arrais: 10.00€; Sr. Aníbal Ferreira de Carvalho: 20.00€; D.ª Maria
de Fátima Batista Duarte: 5.00 €; Maria de Lurdes Fernandes Ribeiro: 5.00 €; D.res Laurinda e José Baptista Ferreira: 100.00 €; D.ª Maria Ermelinda
de Melo Osório: 60.00 €; Dra. Maria Adelaide Azevedo Meireles: 50.00€; D.ª Maria Júlia Matos Costa e Almeida: 20.00 €; D.ª Laurinda Fonseca do
Vale e Sr. Manuel Ribeiro Fernandes: 100.00 €; Anónimo: 20.00 €; Anónimo: 10.00€; Sr. Júlio Pedro Matos Araújo: 20.00 €. TOTAL: 1081.00 €
Para transferências bancárias que tenham a bondade de fazer para apoio à Causa da Canonização de D. António
Barroso e para as despesas deste Boletim, informamos que a conta em nome do «Grupo de Amigos de D. António Barroso», na Caixa Geral de Depósitos, Oeiras, tem as seguintes referências:
NIB: 003505420001108153073. IBAN: PT50003505420001108153073. BIC: CGDIPTPL

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