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Relatório Turbidez

Francisco Almeida Gomes Júnior – 201011087
Introdução: A turbidez de uma amostra de água é o grau de atenuação de intensidade que um feixe de luz sofre
ao atravessá-la (CETESB, 2009).
Segundo VON SPERLING (2005), a turbidez não representa um problema no aspecto sanitário da água,
porém é esteticamente desagradável na água potável e os sólidos em suspensão podem servir de abrigo para
organismos patogênicos.
De acordo com os padrões de classificação de água doce, estabelecidos na Resolução CONAMA nº 357
(BRASIL, 2005), os valores de turbidez para às águas classes 1, 2 e 3 não devem exceder 40, 100 e 100 UNT
respectivamente. Conforme estabelece na Portaria 2.914 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2011), para o
abastecimento público, o valor máximo permitido para a turbidez é de 0,5 UNT para água filtrada por filtração
rápida (tratamento completo ou filtração direta), assim como o valor máximo permitido de 1,0 UNT para água
por filtração lenta.
Objetivo: Está prática teve como objetivo mensurar a turbidez da água coletada em determinados pontos do
Rio Catolé, da Lagoa do Parque Poliesportivo da Lago e da água da torneira do laboratório.
Materiais e Métodos: Para realização desta prática foram utilizados amostras coletadas em dois pontos
distintos do Rio Catolé, sendo que o primeiro ponto foi antes da interferência da cidade, próximo ao aeroporto
municipal de Itapetinga - BA e o segundo ponto foi após a interferência da cidade nas proximidades do
frigorífico situado à BA-263 km 93. Também foi utilizada amostra coletada na lagoa do Parque Poliesportivo da
Lagoa e da torneira do Laboratório de Solos da UESB. Após a coleta das amostras, as mesmas foram
encaminhadas para o Laboratório de Solos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, para que
fossem realizadas as análises e turbidez, de modo eletrônico utilizando o Turbidímetro Digimed, modelo DMTU.
Resultados e Discussão: De acordo com os dados apresentados na Tabela 1, os valores de turbidez encontrado
para as amostras utilizadas, estão em níveis aceitáveis conforme a CONAMA 357/05 que estipula valores de
turbidez para água doce classe II em até 100 UNT. Os valores obtidos para as amostras coletadas no Rio Catolé,
apresentaram maiores variações, sendo o maior valor obtido na amostra coletada a jusante da cidade. Tal
variação pode ser explicada devido a maior velocidade de escoamento e/ou lançamentos de efluentes
domésticos e industriais do perímetro urbano, aumentando o número de partículas em suspensão. A turbidez
encontrada para água da lagoa foi baixa, tal característica pode ser explicada por lagoas constituírem ambientes
lênticos, onde a velocidade de escoamento é praticamente nula. A água da torneira apresentou valor de turbidez
em níveis aceitáveis segundo a Portaria 2.914/11 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2011).
Tabela 1: Valores da turbidez no Rio Catolé, na Lagoa e na água da torneira do laboratório.
Local da Coleta
Turbidez (UNT)
Rio Catolé (montante à cidade)
3,29
Rio Catolé (jusante à cidade)
20,4
Lagoa
4,38
Torneira do Laboratório de Solos da UESB
0,09
Conclusão: Com base nos dados obtidos, verificou-se que os valores de turbidez no Rio Catolé e na Lagoa,
estão abaixo dos valores estipulados pela CONAMA 357/05 para águas doces classe I, II e III. Comparando-se
os valores de turbidez para o Rio Catolé a montante da cidade com a turbidez encontrada para a água da lagoa,
3,29 UNT e 4,38 UNT respectivamente, verifica-se que a lagoa mesmo sendo um ambiente lêntico, apresentou
maior valor de turbidez, podendo ser explicado pelas atividades antrópicas no seu entorno, e possíveis
lançamentos de efluentes na mesma. Para a água da torneira, verificou-se que está em níveis aceitáveis para
turbidez determinada pela Portaria 2.914 do Ministério da Saúde (BRASIL, 2011).
Referências Bibliográficas:
BRASIL 2005. Resolução CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente). Resolução n.º 357, de 17 de
Março de 2005. Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu

p. V.Significado ambiental e sanitário das variáveis de qualidade das águas e dos sedimentos e metodologias analíticas e de amostragem. 2009. 107. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. e dá outras providências. COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. M. Brasília: SVS.º 2.Apêndice A . Diário Oficial da República Federativa do Brasil. 3 ed. Relatório de Qualidade das Águas Interiores do Estado de São Paulo . . Departamento de engenharia sanitária e ambiental. 2011. de 12 de Dezembro de 2011.enquadramento. BRASIL 2011.914. 43 p. Ministério da Saúde. VON SPERLING. CETESB. Introdução a qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. Brasília. Portaria n. universidade federal de Minas Gerais – BH. 2005. (Série Relatórios). Dispõe sobre normas de potabilidade de água para o consumo humano. 2005.