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28/10/2015

“Se o bicho avançar, vamos encarar de pé”, diz Ailton Krenak — CartaCapital

“Se o bicho avançar, vamos encarar de pé”, diz
Ailton Krenak
Principal líder do movimento indígena nos anos 1980 fala sobre o desafio
atual para evitar o retrocesso dos direitos e o avanço dos interesses
antiindígenas
por Felipe Milanez — publicado 10/04/2015 02h05

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Sergio Rossino, Revista do Cinema Brasileiro

Ailton durante a gravação do programa Índios
em Movimento, que estréia no segundo
semestre pela SescTV

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data:text/html;charset=utf­8,%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200.5em%3B%20paddi…

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Sendo um dos fundadores da União das Nações Indígenas e a Aliança dos Povos da Floresta. Estive com Ailton. em um programa dirigido por Marco Altberg que se chama Índios em Movimento. e organizadas pelo editor Sérgio Cohn. entre 1984 e 2013. que integra o belo filme Índio Cidadão. organizado pelo antropólogo do Museu Nacional. e diversas iniciativas de luta pan-indígenas. e a filosofa da PUC/Rio. numa roda de conversas junto do indigenista Vincent Carelli e da antropóloga Betty Mindlin. convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib) Ailton vai lançar um livro da coleçãoEncontros. e inclui o belo discurso no Congresso em 1987 (Ailton Krenak / organização Sérgio Cohn. Deborah Danowski. foi um momento especial de aprendizado junto a pessoas que admiro muito. que reúne diversas entrevistas concedidas ao longo de sua vida. Encontros.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. de Rodrigo Siqueira. Azougue data:text/html;charset=utf­8. da Azougue Editorial. diz Ailton Krenak — CartaCapital Ailton Krenak é um dos mais destacados intelectuais do Brasil. também no Rio. Ano Passado. principalmente no que se refere ao sentido pós-colonial das formas de pensar o mundo. com apresentação de Viveiros de Castro. o Programa de Índio. Ailton foi um dos palestrantes do prestigioso seminário internacional Os Mil Nomes de Gaia. em janeiro. Nessa próxima semana em que acontece a Mobilização Nacional Indígena (de 13 a 16 de abril.5em%3B%20paddi… 2/9 . vamos encarar de pé”. Para mim.28/10/2015 “Se o bicho avançar. Foi a liderança central na luta indígena dos anos 1980 que culminou com a garantia de direitos fundamentais estabelecidos na Constituição Federal de 1988 – momento em que pronunciou um discurso histórico na tribuna do Congresso. no Rio. Eduardo Viveiros de Castro. além do Núcleo de Cultura Indígena. e que deve estrear no segundo semestre no SescTV.

principalmente com relação à questão fundiária.. Mesmo quando a gente lembra dele. desde os negros tempos da ditadura civil-militar até os tristes anos da presidência Dilma Rousseff” Nesse depoimento abaixo. não havia essa demanda da terra há 40 anos atrás. das trajetórias de lutas das grandes lideranças. concedido numa conversa por telefone. E o Marçal já imaginava data:text/html;charset=utf­8. Eles partem não deixam muita coisa de referência para a gente conhecer o pensamento deles. São como as árvores no outono. escreve Viveiros de Castro: “Ailton empreende um análise fulminante dos esquemas de invasão da Amazônia. pessoas com a visão magica do mundo e que alimentam nossa esperança. seres que são mágicos. Essas pessoas estão transitando para a escrita. é o que os guarani estão vivendo hoje. que considero imperdível e uma das grandes publicações do ano. Por outro lado. R$ 36. e do bem comum e do bem vivercomo formas de luta e de esperança. colocavam essa questão de terra dessa maneira. Nem os guarani. 30 anos.5em%3B%20paddi… 3/9 . assassinado em 1983 na porta da sua casa. Payaré Gavião. disponível na loja da editora no facebook). as folhas vão caindo e a gente fica frustrado com as perdas. Parecia que o Marçal era uma pessoa fora do tempo dele. dos bichos mágicos e assustadores que são os ruralistas e as grandes mineradoras. mas sujeitos coletivos Incomoda a gente sentir que vamos perdendo pessoas cuja memória depende da tradição de oralidade. Sobre a obra. até se configurar nessa situação trágica do xeque mate dos ruralistas no Mato Grosso do Sul. Mro’ô e Kañon Kayapó. estão começando a publicar. a gente tem poucas coisas que ficaram registradas de seu pensamento. Geraldino Rikbatsa. Mas ainda não tenho uma ideia do que vai sobrar daqueles que estamos perdendo. naquela época. tivemos o querido Marçal de Souza Tupa’i. O que ele anteviu na sua luta. vamos encarar de pé”. hoje há a nova geração. diz Ailton Krenak — CartaCapital Editorial.00.28/10/2015 “Se o bicho avançar. isso foi se construindo mais recente. Ailton fala da importância dos xamãs. Me pergunto o que é que vamos herdar desses seres que cantam. mais longe. nos últimos 20. esses são alguns que perdemos mais recentemente. Aniceto Tsudzawere Xavante. No entanto.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. 264 p. Depoimento 1: A memória dos antigos que estão morrendo: são indivíduos. a escrever.

5em%3B%20paddi… 4/9 . para ele a questão da tutela já estava superada. passaram o século XX se reconstituindo. Se eu me sentisse capaz de me dedicar a um trabalho desses. quanto o Juruna. Mas para o Juruna isso não era mais um problema. mais focado família. não estivesse antevendo esses perigos todos para seu povo. mas também de seu grupo e do contexto que eles viveram e tiveram que se reorganizar para viver a vida. no início dos anos 1980. a gente não conseguiu em nada se aproximar daquele momento. e estão agora.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. iria chegar uma hora em que eles iriam estar encurralados da maneira como estão hoje. o Juruna. Se alguma novidade foi produzida. A narrativa é ela contando histórias para os filhos. contando histórias da vovó Laurita. Através da trajetória dessas pessoas a gente conta a história de vida desses sujeitos. Eles foram.28/10/2015 “Se o bicho avançar. e puxaram uma fila de grandes lideranças que foram sem que tivesse ficado registrado uma parte importante de seus pensamentos. Outra pessoa que me vem na memória é o Mario Dzururã. Mostra um pouco como os Krenak de hoje são os sobreviventes da guerra do século XIX. E. O lugar que os índios puderam ocupar no debate politico ficou parecendo um apêndice da realidade politica. vamos encarar de pé”. a atração que sentiu para ter essa experiência no Congresso Nacional. outro na cidadania. O choque de encontrar com os colonos. foram dois grandes exemplos de pensadores que não deixaram muitas anotação sobre suas ideias. Uma via paralela. Nesse caminho deu até para voltar lá naquele decreto de guerra do extermínio aos botocudos do D João VI. nesse tempo que estamos vivendo. Vai sair por uma editora de Belo Horizonte um pequeno trabalho que me dediquei a fazer. um na questão da terra. desde então. É ela quem puxa a nossa visão de mundo. Vai se chamar O Livro  da Vovó Laurita. foi no sentido de ter o desejo de se descolar da tutela. os municípios. A visão dele de sair daquela vida que tinha na aldeia para se meter nessa confusão que é a politica brasileira. do jeito que a coisa estava. a história da trajetória dos Krenak até agora. de data:text/html;charset=utf­8. a mineração. Ele não iria arriscar a vida dele se não estivesse já. Não houve uma evolução daquele quadro com relação à presença indígena na cena política. o choque de perder língua. Tanto o Marçal. faria isso. no início dos 1800. partiram. Eu acho que há uma necessidade de se fazer biografia dessas pessoas. as vilas. diz Ailton Krenak — CartaCapital que. na sexta ou na oitava geração de pessoas interagindo com os colonos. E a cada década a gente tem perdido essas possibilidades.

uma parte desses humanos está cantando e dançando para suspender o céu. São temas muito fortes. aquela geração linda de meninas e meninos crescendo na floresta. Saber que é data:text/html;charset=utf­8. fim do mundo ou fim da historia. Para mim. O risco de extinção que enfrentam. Lá. Essa coisa que acaçapa o pensamento de muita gente. dançar e suspender o céu. seus povos. quando falamos do Payaré. a sua mãe e alguns primos. também penso que a política não teve criatividade de sair dessa roda. Eu não aceito o xeque-mate. O caso dos grupos que ficam apenas com algumas dezenas de pessoas para abrir caminho para o mundo. As biografias são fundamentais para a gente continuar tendo a presença desses indivíduos coletivos. Nesse sentido. Lá no terreiro. diz Ailton Krenak — CartaCapital perder espaço inteiros da sua visão de mundo. estamos falando dos Gavião da Montanha. Os Mil Nomes de Gaia. Esse momento difícil para mim é quando eu mais evoco esse pensamento: cantar. mas de coletivos. Eu não quero ficar travado nessa engrenagem que estão passando por aí. o Yawá e o Tatá. os colegas estavam olhando para a perspectiva do fim de mundo. mas para suas famílias. 2: Sobre o atual momento de luta: cantar.28/10/2015 “Se o bicho avançar. Não quero com isso negar a nossa solidariedade e corresponsabilidade com o que esta acontecendo com o mundo real. compartilhar a visão de mundo com outras culturas. vamos encarar de pé”. quando ficaram só ele. e ao lado. É como se a gente pudesse habitar outros mundos. Estive semana passada junto dos Yawanawá. na economia. a pressão fica demais para nossa cabeça e ficamos sem saída. Quando o céu esta fazendo uma pressão muito grande sobre o mundo. Digo coletivos porque eles não viveram para eles sozinhos. Mas ter uma visão equidistante.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. la no Acre. com os dois velhos pajés. está subordinada ao mercado.5em%3B%20paddi… 5/9 . as escolhas para sobreviver. Não são histórias e memórias de indivíduos. vendo isso a gente consegue despachar esse fantasma da assombração econômica para longe. Se não fizerem isso. Mas a gente não precisa ser prisioneiro dessa visão fechada a ponto de não ter mobilidade. ainda existem visões de mundo que cantam e dançam para suspender o céu. dançar e suspender o céu. esse aspecto macro. e todos os conflitos decorrentes disso. Eu prefiro olhar para a janela que me inspirou no encontro que o Eduardo Viveiros de Castro e a Deborah Danowski fizeram no rio. de que estamos no fim da picada. Se a gente sabe que essa pressão tem conexão com tudo que esta acontecendo no mundo. como se descolou dos outros grupos.

3: A ideia do bem viver O conceito do bem viver chegou para gente principalmente pela experiência do Evo Morales. não é data:text/html;charset=utf­8. colocaram nas constituições deles. não criar tantas dependências. isso tem que ser o bem viver. parece uma coisa que só pode acontecer em pequenos coletivos. fazer exercício de autonomia. da horta. e dos parentes Quechua. Senão. faça sol ou faça chuva. As relações não podem virar dependência. A ideia que me atrai na mensagem do bem viver é a de se tirar do lugar onde está. ou quando tá sol. Para mi. No meu caso. Uma chamada dessas do filhotinho é a coisa mais importante para mim. trabalhar hoje para pagar o que comeu ontem. no Equador. Deve estar apoiado num fundamento próprio de uma visão de mundo que se herda de algum coletivo. às logicas do mundo financeiro. Nem ficar preso nessa besteira de que precisamos de tanta coisa para sobreviver que o século XX enfiou na cabeça.28/10/2015 “Se o bicho avançar. levanta que o dia esta lindo lá fora. ter saúde. No nosso caso. Essa sintonia é para mim saúde. Essa utopia é o que me anima. isso me incomoda. Se relacionar por autonomias. tem um menino aqui em casa. o que é necessário para viver. As relações serem suficientemente caras para não ficar doente de tanto conflito. Ta um sol lindo. A lógica de vender a terra hoje para pagar a divida de ontem. Mas eu não vou deixar esse ataque insidioso tirar a beleza de cada dia que amanhece. digo uma coisa e vivo outra. Independente de onde estiver. uma visão de mundo que não esta subordinada ao mercado. é a comunidade. a água poluída.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. Se a demanda é pelo território que está sendo predado. comer. família. E as demandas da comunidade. conflitos internos e com as pessoas com quem convive. Essa ideia pode parecer uma coisa muito difícil de experimentar e de compartilhar com um número muito grande de pessoas. ou tá uma chuva linda lá fora. que começaram a difundir em diferentes meios. de ficar vendendo a terra para pagar divida de ontem. Significa a frase que muita gente tem falado: o bem viver. que me diz todo dia: pai. meu filho. Tem que haver uma harmonia entre o que eu vivo no cotidiano. povo.5em%3B%20paddi… 6/9 . vamos encarar de pé”. Ele fala isso mesmo quando chove. a gente parece que está enfiado num tubo. Não posso viver de uma maneira de que eu falo uma coisa e vivo outra realidade. seja do sítio. e o que eu falo faço com as outras pessoas. Bem viver não depende de um monte de bugiganga que se adquire no mercado. Mas não é a ideia de ecovila. diz Ailton Krenak — CartaCapital possível avistar outras terras. na Bolivia. da gleba.

Se o bicho vier avançar nos nossos territórios. a lógica do mercado. são simplesmente mortos. A expressão objetiva desse mercado nervoso são as petroleiras. que chamam de agriculturáveis. e espalharam gerência mundo afora para garantir que o suprimento está sempre no fluxo certo. Tem gente que se preocupa quando lê. vamos encarar de pé. Acontece que do outro lado ainda tem gente que acha que a terra é a nossa mãe. que tem sentimento. vamos encarar de pé”. Os extrativismos predatórios: o monstro A prática que vem construindo desde da segunda-guerra mundial para cá. ou de rastelos rastelando todas as áreas possíveis. constrói uma visão tão abrangente que é como se não tivesse saída no mundo para além das corporações e engenharias. diz Ailton Krenak — CartaCapital a ideia de ficar numa ilha separada no mundo. Essa é uma lógica que é constantemente atualizadas para sugar o planeta. Mas tem gente que tem infarto quando escuta alguém dizendo que o mercado esta nervoso. É diferente: pode interagir com o mundo. Eu não quero isso. E a gente tem que ser capaz de enfrentar e brigar com esse bicho. as corporações invadindo tudo. Mas na verdade é isso mesmo. Milhares que se expressam de diversas maneiras para dizer que não querem.5em%3B%20paddi… 7/9 . 4. Os que estão mais expostos. que respira. E conheço milhares que não querem. que são essa gente espalhada mundo afora. Essa violência e essa agressão incide sobre um corpo vivo. foda-se o mercado. esquadrinharam o planeta inteiro onde o extrativismo pode sacar alguma coisa. Mas tem que gente que não quer isso. dessa mineração. Essa imagem do monstro. de que o mundo foi concebido de que está tudo dominado e tem que entrar nesse esquema. que o mercado esta nervoso. Ora. Muitos pagam com a própria vida. do bicho que é o extrativismo predatório. não querem ver sua mãe esquartejada.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. que ama. nos lugares onde a violência que não tem nenhum controle. Esses. mas não precisa ficar subordinado a essa lógica que domina tudo. É um bicho que se expressa nessas formas todas. pode ser uma coisa cheia de significado mágico. 5: O ataque aos direitos dos povos indígenas data:text/html;charset=utf­8. na forma de grandes buracos na terra. E seus filhos. desse agronegócio. mineradoras.28/10/2015 “Se o bicho avançar. quando acorda.

A agronegócio não pode sair comendo todo mundo. Como se esse pessoal da direita tivessem cochilados e acordaram agora. Desse jeito vai chegar uma hora em que eles vão sair comendo eles mesmo. diferentes propostas de emendas à Constituição que desembocam na PEC-215. seria outra história. eles queriam ter evitado isso 30 anos atrás. mas a gente não fez isso. Querem mesmo é rasgar a CF.28/10/2015 “Se o bicho avançar. temos que nos defender. Até que se estabelecem. A mineração não pode sair comendo todo mundo. Se estamos sendo atacados. Uma virada seria limitar as áreas aonde o agronegócio pode atuar. Agora é disputar o avanço. Mas até para continuar tendo com quem brigar. embarcações. Mas eles também não podem acabar com a gente. pelo menos na formalidade. Parece que a direita no mundo inteiro é assim. Se temos uma boa legislação ambiental e direitos sociais. vamos encarar de pé”. florescem. mas nesses 500 anos a gente não conseguiu fazer com que aquelas canoas voltassem. diz Ailton Krenak — CartaCapital Percebi que esse ataque massivo que está acontecendo é porque perderam o instrumental que estava na mão deles. eles precisam respeitar algumas autonomias. tudo mudo no mar. data:text/html;charset=utf­8. Esta conspiração contra os direitos sociais é o único motivo de a direita ter formado maioria no Congresso. todas visando retirar direitos da Constituição Federal que foi chamada de cidadã por Ulisses Guimarães. disputando água. Parece recorrente a ideia. Parece que não vai ter folga. acabar com o agronegócio. A gente também tem que ter capacidade de avaliar o momento que estamos vivendo para fazer o contraponto. Se a gente tivesse jogado aquelas canoas. Não conseguiram. juntando os interesses mais escusos numa mesma frente golpista. e dominam tudo. As futuras gerações vão ter que estar cada vez mais capacitadas para garantir um lugar para viver. Quando sentem que há uma conjuntura favorável. como estão querendo. E nós conseguimos avançar. E avançar para cima dos territórios que eles acham que estão dominando. praticar o desenvolvimento deles. Certamente. Perderam o que acharam que estava seguro. Nós não queremos acabar com eles.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200. Tem que ter um limite: limitar uma área para eles aonde possam fazer o seu desenvolvimento. acordaram nervosos e querem morder todo mundo que está na frente. e esperaram. eles saem arrasando a terra. é porque avançamos em 1988. isso não faz sentido.5em%3B%20paddi… 8/9 . Hoje temos uma lista de PECs. na garantia desses direitos. que vai implicar em mais gente disputando terra. a crescimento dessa população.

 diz Ailton Krenak — CartaCapital As Unidades de Conservação. mas eles são os vândalos: os mineradores e ruralistas.28/10/2015 “Se o bicho avançar. Acontece que eles estão tratorando tudo. Estão queimando material importante para qualquer futuro comum. E no campo jurídico também. São uns vândalos. Eles apontam o dedo para os outros. Isso é uma burrice. vamos encarar de pé”.5em%3B%20paddi… 9/9 . estão quebrando tudo. as terras indígenas. são lugares que a gente acha que precisam ser preservados como um bem comum. Acham que podem arrasar com tudo. data:text/html;charset=utf­8. os quilombos.%3Ch1%20class%3D%22documentFirstHeading%22%20style%3D%22margin%3A%200px%200px%200.

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