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BE-ESOD

Mulheres da 1ª República (1910-1926)*

Adelaide Cabete (1867- 1935), médica ginecologista, professora e grande feminista. Fundou a
Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e
organizou o I Congresso Feminista e de Educação. Foi uma das pessoas que confeccionou a
bandeira hasteada a 5 de Outubro de 1910.

Ana de Castro Osório (1872-1935), escritora, em especial de literatura infantil, editora,


pedagoga, publicista, conferencista, defensora dos ideais republicanos, fundou a Liga
Republicana das Mulheres Portuguesas e esteve ligada a outros movimentos feministas.
Defendeu até à exaustão que a educação era o “passo definitivo para a libertação feminina”.
Escreveu romances, novelas e peças de teatro.

Lágrimas Ocultas Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911 médica (a primeira a operar no Hospital de S. José) e
primeira eleitora portuguesa, em 1911, pertenceu a várias organizações feministas, tendo
Se me ponho a cismar em outras eras dirigido a Associação de Propaganda Feminista.
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida ... Carolina Michaëlis de Vasconcelos (1851-1925), romancista, destacou-se no ensino, tendo sido a
primeira mulher admitida como professora universitária na Faculdade de Letras de Coimbra.

E a minha triste boca dolorida,


Que dantes tinha o rir das primaveras,
Emília de Sousa Costa (1877-1959), escritora e defensora da educação feminina,
Esbate as linhas graves e severas
contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres, leccionou na
E cai num abandono de esquecida!
Tutoria Central de Lisboa, instituição para crianças delinquentes ou abandonadas e
pertenceu ao Conselho Central da Federação Nacional dos Amigos das Crianças.
E fico, pensativa, olhando o vago ...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim ...
Maria Veleda (1871-1955), professora do ensino primário, escritora para crianças,
fez parte da Liga Republicana de Mulheres Portuguesas e do Grupo Português de Estudos
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Feministas, sendo defensora da emancipação e participação política das mulheres.
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Mulheres da República. [Em linha]. Disponível em
Florbela Espanca, Sonetos http://www.portugal2010.pt/fep10/wcmservlet/portugal2010/F-Emissoes_Filatelicas/2009_Emissao_Comemorativa/f.03.html,
[consultado em 07/03/10]. [adaptado]

*Não esquecendo a mulher operária/trabalhadora que, por altura da 1ª Guerra Mundial, inicia o
trabalho remunerado para sobrevivência, contribuindo igualmente para a emancipação gradual das
mulheres.