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JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO Á CONVERSA COM … José Martins Saraiva é natural
JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO Á CONVERSA COM … José Martins Saraiva é natural

Á CONVERSA COM …

José Martins Saraiva é natural de Pínzio onde reside atualmente. Filho de José Saraiva e Purificação de Jesus Lourenço. Nascido em 1935 e completará em dezembro 80 anos. Casado com Aida Saraiva há quase 60 anos, e com três

filhos Vivi sempre em Pínzio. Fiz a 4ª classe na escola primária de Pínzio com o professor Marques e a sua esposa a professora D. Prazeres. O meu pai era carteiro e eu desde muito cedo, nas férias, que o acompanhava de burro no trajeto até à estação da Guarda onde ia buscar e levar o correio.”

à estação da Guarda onde ia buscar e levar o correio.” Jornal Nº9 – Dezembro 2015

Jornal Nº9 Dezembro 2015

AS VINDIMAS … UMA TRADIÇÃO AINDA ATUAL

As vindimas são um trabalho agrícola ainda atual. Embora Pínzio não seja região de muito vinho, sempre se fizeram as vindimas e esta tradição ainda perdura. Esta tarefa agrícola não é muito difícil e qualquer um pode fazê-la. (…)

UM LUGAR COM HISTÓRIA

ainda perdura. Esta tarefa agrícola não é muito difícil e qualquer um pode fazê-la. (…) UM

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

Agradecemos desde já todos os colaboradores permanentes e às pessoas que já quiseram dar o seu contributo. É certo, que o jornal DIA20, só será uma realidade, se houver pessoas que quiserem partilhar connosco as suas vivências, crónicas, fotos ou mesmo pequenas histórias reais ou não. Por isso ficamos agradecidos a todos que quiserem participar. Basta, para isso, enviarem os vossos textos para o seguinte e-mail:

madalenajcabral@sapo.pt

ASSEMBLEIA GERAL Madalena Cabral Sócia nº111 – Presidente Joaquim Gonçalves Sócio nº1 – Vice-Presidente Jorge Monteiro Sócio nº10 – Secretário Joaquim Santos Sócio nº24 – Suplente José Almeida Sócio nº23 – Suplente Victor Pina Sócio nº41 - Suplente

CONSELHO FISCAL Luís Gonçalves Sócio nº15 – Presidente Lurdes Monteiro Sócia nº35 – Relator Luís Cabral Sócio nº33 – Secretário Anabela Fortunato Sócia nº22 – Suplente Manuel Pires Sócio nº10 – Suplente Abel Lopes Sócio nº69 - Suplente

 

DIREÇÃO Jorge Pires Sócio nº4 – Presidente Lisete Cardoso Sócia nº36 – Vice-Presidente Celestino Vilar Sócio nº11 – Tesoureiro Márcia Parada Sócia nº56 – Secretária Luís Marques Sócio nº67 – Vogal Ricardo Martins Sócio nº168 – Suplente Dina Lopes Sócia nº157 - Suplente Elisabete Teixeira Sócia nº57 – Suplente Carlos Monteiro Sócio nº2 - Suplente Ernesto Gonçalves Sócio nº62 – Suplente

CONTACTOS ÚTEIS Número Nacional Socorro……………….…… ….112

Junta Freguesia de Pínzio…………… Posto Público de Pínzio……….……

271

947111

…271

947131

GNR Pínzio ……………………………

…….271

947183

Farmácia Modena Pínzio…………… …271947257

Táxis de Pínzio………………… ……… …271947182

Pároco de Pínzio …………………….…… 964636480 Correios de Pínzio …………….…….….…271 947111 Centro Saúde Pínzio………….…………. 271 947220

Credito Agrícola……………….………

….271

947850

Centro P. M Fátima (Lar)………….……271 940010 Centro de Saúde de Pinhel ……………271 413413

Câmara Municipal de Pinhel ……

….271

410000

Repartição de Finanças Pinhel…….…271 412281

Bombeiros de Pinhel …

……………….271

412211

EDP Guarda ………………………………….271 004400

ULS – Hospital Sousa Martins ……….271 200200

C.R. Seg. Social…………………….………

271

232600

PT Telecom ………………

………………

271

208300

MENSAGEM DO PRESIDENTE

……………… 271 208300 MENSAGEM DO PRESIDENTE Só pelo frio que está, quase se adivinha a vinda

Só pelo frio que está, quase se adivinha a vinda do Natal! E Natal, também é sinónimo de mais uma edição do Jornal

DIA20.

Esta é a edição nº 9, ou seja, já lá vão 3 anos completos em que, na minha opinião, temos vindo a melhorar a cada edição. Sim porque ninguém que anda por estas bandas é escritor de profissão, nem sequer ganhou nenhum prémio literário! Que se saiba! Fazemos como sabemos e mostramos o que somos. É um jornal das pessoas para

as pessoas. Um erro ortográfico ou outro, é desculpável. Uma gralha ou outra, também! Escrevemos de acordo com o novo o velho acordo ortográfico? Eu escrevo com o velho! Apesar de estar constantemente a ser repreendido pela Madalena Cabral (Obrigado Madalena).

O que importa ao fim e ao cabo, é que vamos dando a conhecer a nossa terra, as

nossas gentes e ainda mais importante, a fazer história documentada para as futuras gerações.

Nunca é demais relembrar que as quotas de 2015 se encontram a pagamento. Não esperem que as pessoas da Direcção vos batam à porta. Façam por as encontrar.

Nesta edição, inauguramos uma nova rúbrica. Lugares com História. Esta será, espero, a primeira de muitas histórias. Convido desde já todos os que tenham conhecimento de lugares com histórias a partilhá-las connosco aqui no jornal.

Um pouco mais triste, foi o desaparecimento de dois amigos de Pínzio! Um deles,

o Sr. Padre Messias, e o outro, Engº Joaquim Clemente, que nos apanhou a todos de surpresa.

Ainda estamos a planear as actividades para 2016, mas certamente haverá caminhada, excursão, sardinhada, entre outras. E claro, contamos com a participação massiva com que sempre nos brindaram.

E para terminar uma novidade!

A Associação dos Amigos de Pínzio, vai integrar um projecto inovador de âmbito

nacional.

Por

agora

não

me

posso

alongar

mais.

Em

Janeiro

haverá

mais

novidades.

Resta desejar a todos um excelente Natal e bom ano novo, e tal como em Agosto, façam uma pausa na dieta!

Vemo-nos novamente na nona edição deste Jornal DIA20 em Abril.

FICHA TÉCNICA

JORNAL DIA20 Diretor: Jorge Pires Coordenadora: Madalena Cabral Editores: Jorge Pires, Lisete Pina, Madalena Cabral e Daniela Tomé Sede: Associação dos Amigos de Pínzio, Rua da Pontinha, nº 26, 6400-069 Pínzio E-mail: adap.pinzio@gmail.com Facebook : www.facebook.com/pages/Associação-dos-Amigos-de-Pínzio Periodicidade: Quadrimestral Design e Paginação: Gabinete de Comunicação e Design CMP Impressão: Município de Pinhel. Tiragem: 300 Exemplares Distribuição: Gratuita

de Comunicação e Design CMP Impressão: Município de Pinhel. Tiragem: 300 Exemplares Distribuição: Gratuita

Jornal Nº9 – Dezembro 2015

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AS VINDIMAS TRADIÇÃO AINDA ATUAL

As vindimas são um trabalho agrícola ainda atual. Embora Pínzio não

seja região de muito vinho, sempre se fizeram as vindimas e esta tradição ainda perdura.

Esta tarefa agrícola não é muito difícil e qualquer um pode fazê-la. Antigamente, as uvas cortadas com facas ou tesouras, eram transportadas em tinas nos carros de vacas, para o lagar - um tanque retangular baixo, de tamanho variável e quase sempre em pedra (granito).

Há uns anos atrás, as uvas eram pisadas no lagar por homens, o que tornava o trabalho de pisar mais moroso e cansativo, visto não haver esmagadores e as uvas não serem previamente esmagadas como acontece hoje. Estes esmagadores manuais apareceram e atualmente, foram substituídos por esmagadores elétricos.

O sumo da uva chama-se mosto e daqui vai surgir a jeropiga… o

mosto é retirado do lagar e metido no tradicional pipo de madeira ou

de

inox e misturado com uma determinada porção de aguardente.

O

restante mosto fica no lagar, o tempo suficiente para fermentar e

perder o doce. Depois de pisado e retirado o vinho, fica o engaço (pele e restos dos cachos de uvas). Atualmente os lagares que existem, já não são de fuso mas é através de uma prensa que o engaço é apertado e espremido para lhe retirar todo o vinho. O vinho escorre para o tanque e é levado para a adega, antigamente em baldes ou cântaros, e atualmente através de bombas. Aí é guardado em tonéis, pipas ou em cubas, primeiramente em cimento e as mais recentes em inox.

Uma parte desse vinho era para consumo próprio durante o ano e outra era vendida, pois tinha saída no mercado.

Antigamente, o engaço depois de vários meses guardado servia para fazer a aguardente. Geralmente durante o inverno eram colocadas as alquitarras ou alambiques, nos cabanais. Era necessário manter sempre o lume aceso, para que saísse, em fio, a refinada aguardente. Atualmente é feita através de destiladoras.

Em Pínzio já há poucos agricultores que utilizam o processo de fazer o vinho em lagares. Este trabalho agrícola é uma prática antiga e os lagares tradicionais que ainda existem, já são poucos e podemos considerá-los antiguidades. Hoje em dia, a maior parte das uvas colhidas na freguesia, são transportadas para a cooperativa de Pinhel. Madalena Cabral

transportadas para a cooperativa de Pinhel. Madalena Cabral QUADRAS SOLTAS I Se para cada vivente Houvesse
transportadas para a cooperativa de Pinhel. Madalena Cabral QUADRAS SOLTAS I Se para cada vivente Houvesse
transportadas para a cooperativa de Pinhel. Madalena Cabral QUADRAS SOLTAS I Se para cada vivente Houvesse

QUADRAS SOLTAS

I

Se para cada vivente Houvesse num mundo inteirinho Mesmo assim havia gente Aspirar o do vizinho

II

Bem-feito rico avarento Tanto dinheiro juntaste Que agora já não tens tempo De gastar o que roubas-te

Jornal Nº9 Dezembro 2015

III

Na tua vida infeliz Habita tanta desgraça Que nem mesmo a morte quis Olhar-te quando ela passa

IV

Mesmo que a dor desmedida

Dê vontade de perde-la Por podre que seja a vida Vale mais a pena vivê-la

V

À campa do Zé Ramado Mais de mil flores lhe puseram Enquanto vivo coitado Nem um cravinho, lhe deram

VI

Coração, ficaste em nada Ao fazeres a despedida Nem a mais bela chegada Compensa a dor da partida Joaquim Russo

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NÓS … OS MAIS PEQUENOS

É tempo de outono

O outono é o tempo a envelhecer.

Caem as folhas amarelas, vermelhas e castanhas das árvores.

É o tempo de ir pela primeira vez à escola.

Só no outono os passarinhos fazem muito barulho à tardinha, nas

árvores que ficam sem folhas.

É

o tempo das vindimas na nossa aldeia.

E

das castanhas a cair dos ouriços.

É

o tempo morno, dos magustos de S. Martinho.

É a época da caça, dos caçadores com pontaria certeira, para levarem para casa, lebres, perdizes, galinholas, veados, javalis, coelhos, pombos e faisões, e

tudo o mais que lhes aparece na mira.

O outono é o tempo

dos míscaros e dos pinhais se encherem de gente que os vai apanhar, depois da chuva. Estamos na época das romãs, dos marmelos, das maçãs, pêras, das abóboras, das castanhas, das nozes, das amêndoas e dos nabos. É o tempo “morno” em que o frio aparece à tardinha e regressamos a casa, mais cedo que o costume.

Texto coletivo Ilustração Alunos EB 1 de Pínzio

Texto coletivo Ilustração – Alunos EB 1 de Pínzio Se as pedras do Jardim de Infância

Se as pedras do Jardim de Infância de Pínzio falassem… Elas diriam que o Jardim de Infância de Pínzio é sem dúvida um lugar mágico onde as crianças crescem e se tornam verdadeiros

gigantes

Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas de Pinhel, este ano letivo

abraçou o tema “Vamos Crescer, Amigos fazer e o Meio Conhecer” que se articula com o tema da Feira das Tradições “Granito Cinza Pinhel”. Dar-nos-iam também a conhecer que durante estes meses fizemos a adaptação entre todos os intervenientes no processo educativo e muitos trabalhos sobre a amizade, o conhecimento do meio e o outono (rasgagem, colagem, desenhos, pintura, recorte, jogos didáticos de mesa, de chão e de computador…) Contariam que comemorámos o dia Mundial da Alimentação com

Transmitiriam ainda que o Departamento de Educação

a EB1 e C.A.F., fazendo salada de frutos e talassas, lembrando os malefícios dos doces e que terminámos confecionando frutos com massa de pão e a respetiva pintura depois de irem ao forno.

As pedras poderiam dizer que a Pínzio veio uma equipa com um

nutricionista para nos transmitir de uma forma lúdica quais são os

alimentos mais saudáveis e que para complementarizar esta atividade também veio ao nosso jardim-de-infância uma

higienista oral a ensinar quais os alimentos que põem os dentes doentes e como e quando se devem escovar. As pedras falariam

da satisfação que registámos numa visita de estudo com todos os

jardim-de-infância do Agrupamento de Escolas de Pinhel a uma

ponte muito antiga no Lamegal e à movimentação de trabalhos numa pedreira no Freixinho.

Um cheirinho pairava no ar na hora de almoço e houve convidados que se juntaram a nós (o Sr. Diretor do Agrupamento, o Sr. Presidente do Município e os representantes do Pelouro da Educação). De tarde contatámos bem de perto com a natureza, no magusto tradicional que se realizou num pinhal.

natureza, no magusto tradicional que se realizou num pinhal. As vozes das pedras entoariam para dar

As vozes das pedras entoariam para dar a conhecer a preparação da nossa festa de Natal com a EB1, para toda a comunidade educativa, que começou com a elaboração de trabalhos para ornamentação da nossa sala e da C.A.F., selecionando (com a ajuda dos docentes das atividades de enriquecimento curricular) canções, teatros, quadras e danças. Elaborámos um presépio com granito, onde colocámos as figuras e um pinheirinho que enfeitámos.

onde colocámos as figuras e um pinheirinho que enfeitámos. Confecionámos também uma prenda para oferecermos aos

Confecionámos também uma prenda para oferecermos aos nossos pais. Diriam ainda que a magia do Natal nos levou a ver e a ouvir lindas histórias e contos sobre esta época festiva, em que devemos lembrar valores por muitos esquecidos: a amizade, a paz, a partilha, a tolerância, a solidariedade… Lembrariam ainda que a junta de freguesia participará com a cedência de uma verba para os presentinhos das crianças trazidos pelo Pai Natal. Adiantariam que no final irá haver um lanche partilhado com a comunidade escolar e convidados e que teremos momentos de encantamento presentes nos olhitos das nossas crianças, proporcionando-lhes instantes de lazer, bem- estar e confraternização, tornando-se um dia inesquecível. E se as pedras falassem… Educadora Ivone Jardim de Infância de Pínzio

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À CONVERSA COM…

DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO À CONVERSA COM… José Martins Saraiva. É natural de Pínzio

José Martins Saraiva. É natural de Pínzio onde reside atualmente. Filho de José Saraiva e Purificação de Jesus Lourenço. Nascido em 1935 e completará em dezembro 80 anos. Casado com Aida Saraiva há quase 60 anos, e têm três filhos.

DIA20 - Conte-nos como foi a sua infância. Vivi sempre em Pínzio. Fiz a 4ª classe na escola primária de Pínzio com o professor Marques e a sua esposa a professora D. Prazeres. O

meu pai era carteiro e eu desde muito cedo, nas férias, que o acompanhava de burro no trajeto até à estação da Guarda onde

ía buscar e levar o correio.

DIA20 - Qual foi o seu primeiro emprego? Não posso falar de emprego. Quando completei a 4ª classe logo fui sozinho com uma bicicleta fazer o trabalho do meu pai. Ia todos os dias,

sábados e domingos, 365 dias no ano. Era cada episódio … Nas subidas lá tinha eu de puxar pela bicicleta e leva-la às costas, porque não tinha força para puxar a bicicleta, e ao chegar ao cimo das subidas tinha que fazer montinhos com pedras, para chegar ao selim da bicicleta … até foi preciso o meu primo e agora tio Manuel Clemente adaptar o quadro, colocando um selim de madeira na bicicleta. Também lhe colocou dois suportes, um para as cartas e outro para as encomendas. Muitas vezes e, porque os invernos eram rigorosos com gelo e neve, tinha de deixar a bicicleta na Almeidinha porque a neve era muita, metia-se nos aros das rodas e não andava nada. Então ia

a pé, e voltava. Como disse não podia falar de emprego porque

eu trabalhava mas não recebia ordenado. Eu estava a fazer o trabalho do meu pai. Eu trazia-lhe o dinheiro, mas o meu pai, nunca me deu nem um tostão. O que me valia é que eu levava e trazia muitas encomendas e telegramas e as pessoas davam-me gorjetas. Tinha algumas de 15 escudos o que nessa altura era muito dinheiro. Também trazia a pensão a várias pessoas, por exemplo ao Dr. Adão e outros que, também eles me davam sempre gorjeta. Saía às 8 horas e só regressava pela tarde. A vida não era fácil… nada fácil! E foi assim até aos 21 anos.

DIA20 - Foi para Africa mais precisamente para Moçambique. Conte-nos como foi e quem lhe deitou a mão, para ir para terras tão distantes? Quem me chamou para Moçambique foi o meu tio e padrinho António Martins (Viela). Também tinha lá a tia Amélia já falecida a esposa do Manuel Clemente. Foi uma viagem de barco que durou mais de 20 dias. Fui viver para Manga subúrbios da Beira. Para poder ir, o meu pai precisou de pedir dinheiro para a viagem, para todo o enxoval e para as roupas …dinheiro que eu tive que lhe devolver, cêntimo por cêntimo. Fui sozinho mas deixei cá a namorada. Entretanto casei por procuração e quem levou a minha mulher ao altar foi o meu pai que me pôs uma condição… exigiu-me que lhe pagasse o que me tinha emprestado, porque contas são contas! Assim foi, pedi dinheiro emprestado em Moçambique porque eu ainda não tinha dinheiro que chegasse.

DIA 20 Que dificuldades, se deparou quando chegou a terras de Africa? E o início da atividade profissional? Quando cheguei não tinha emprego e fiquei em casa do meu tio a dormir e ia

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comer a casa da tia Amélia. Entretanto, concorri para os caminhos-de-ferro e comecei a trabalhar como serralheiro de vagões, onde estive cerca de 3 anos. Passado cerca de um ano mandei ir a minha mulher que já levava a filha de 5 meses. O meu pai foi sempre amigo dela, enquanto ela cá esteve e ajudou- a sempre muito. Ela chegou e passamos a viver numa casa emprestada. Depois concorri para ajudante de revisor de material. Andei a fazer substituições. Só depois passei a ser revisor de material de 1ª classe e tivemos que nos mudar para o Dondo, onde estive cerca de 4 anos. Só nessa altura é q voltamos de férias a Portugal… passados 13 anos. Já tinham morrido os meus pais e o meu sogro. Quando regressei ficámos na Beira e voltei novamente para o Dondo onde construí uma moradia. Quando os meus filhos passaram a frequentar o liceu e a escola técnica eu pedi transferência para Beira. Fui morar para um apartamento, que comprei, perto das escolas para acompanhar os meus filhos nos estudos…foram 20 anos de labuta!

DIA20 Foram 20 anos de trabalho mas recompensados! Mas entretanto surge o 25 de abril de 1974…e condições para continuar, havia? Foram 20 anos passados e entretanto apareceu o 25 de abril de 1974 e ai começam as dificuldades e problemas para os funcionários. Tínhamos duas hipóteses: ou vir logo, ou assinar contrato e rescindir a metade do período…Foi o que aconteceu pois não havia condições para continuar…. Logo após o 25 de abril e a minha filha com 20 anos, lá tornava-se perigoso, devido à falta de segurança. Foi ela a primeira a regressar….Foi viver para Aveiro, para casa de uns amigos que regressaram tambémApanharam-nos desprevenidos, sem recursos para enfrentar esta tão difícil situação. Vim com a família passado um ano, porque tive que interromper o contrato. Tive de vender o carro, trabalhar fora de horários para arranjar dinheiro, pois, todo o dinheiro que tinha estava “empatado” em casas e outros bens… deixámos tudo o que tínhamos construído ao longo de 20 anos!

DIA 20 Fala com tristeza de ter abandonado tudo o que construiu… e quando chegou, que rumo deu à vida? Chegamos a Lisboa e resolvemos vir viver para Pínzio. Tudo era diferente, a localidade as casas as pessoas! Mas também tive uma coisa a meu favor…É que a empresa de caminhos-de-ferro era portuguesa e por isso entrei no quadro geral próprio dos retornados. Paguei alguns anos, para um dia ter a reforma. Ficámos numa casa gentilmente cedida pelo meu cunhado Zé Pereira Dias. Incentivaram-nos para ficarmos em Aveiro, mas não consegui emprego e nem conseguimos arranjar casa com renda compatível com as nossas posses. Ficou a filha que já tinha concluído a curso de professora e tinha sido colocada na Torreira, e os filhos pois estavam a terminar os seus cursos. Um em engenharia eletrotécnica e outro eletromecânico. Eu e a minha mulher regressámos à Terra e ficámos a viver numa casa pequena e sem casa de banho, o que me levou a construir a casa própria. Os recursos eram poucos e fomos construindo pouco a pouco, conforme havia possibilidades! Passado uns anos, convidaram-me e eu aceitei a reforma. As dificuldades iam sendo ultrapassadas pouco a pouco.

DIA 20 Já reformado, pessoa dinâmica como sempre foi, não cruzou os braços… Nunca parei…Fui para trabalhar para a fábrica de Blocos, no Alto de Valdeiras durante cerca de quatro anos.

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À CONVERSA COM…

Estive num armazém de ferro alguns anos. Os filhos estavam empregados e a vida não era fácil para eles! Então resolvi sair porque estava na altura de ajudar os meus filhos … eu dizia-lhe “chega de andar de um lado para o outro, sem terem vida própria” então dei-lhes máquinas que eu tinha e incentivei-os a arranjarem uma empresa num armazém velho para iniciarem. Fiquei funcionário da firma deles como vendedor. Percorria o nordeste transmontano, centro, Beira Baixa. Sempre os incentivei mas também lhes dava conselhos! Como os meus filhos não tinham tempo, tive que meter mãos à obra, procurar e comprar um terreno para os primeiros armazéns da empresa…cerca de seis anos depois o espaço já era demasiado pequeno e então procurei e comprei uns lotes e aí sim, surgiram uns grandes armazéns, onde desenvolvem hoje as suas atividades profissionais. Acompanhei sempre os meus filhos em todos os negócios, sempre os aconselhei mas com a condição de serem apenas eles, os sócios! Cheguei a fazer 2000 kms por semana levar e trazer material. Ainda hoje com quase 80 anos faço, se for necessário, 500 kms por dia entre Pínzio, Aveiro e Fundão…basta os filhos telefonarem e eu meto-me a caminho!

DIA 20- Agora que os seus filhos estão bem …e já não precisa de se preocupar, como é o seu dia-a-dia? Mas já agora, nem tudo é fácil, e às vezes a vida prega-nos umas partidas…. Foi há dezasseis anos que me foi diagnosticado um problema oncológico na próstata. Começaram então as caminhadas para Coimbra onde fazia consultas e tratamentos três dias durante seis semanas. Os dias de tratamentos, eu ficava em Aveiro, pois era mais fácil a viagem a Coimbra.

Viajava sempre sozinho. Nem isso me fazia parar… nesses dias, aproveitava sempre a viagem para levar e trazer material para a empresa dos filhos. Mais tarde, embora os valores da próstata normalizassem, com os tratamentos agravou-se a parte intestinal e fui operado ao intestino. Graças a Deus correu tudo bem e agora para melhor, consegui que as consultas que fazia em Coimbra, passassem para a Guarda. Facilitou e muito! Como acabei de dizer, eu não gosto de estar parado e então arranjei uma ocupação para me entreter. Foi há dois anos, que me meti em aventuras… limpei um terreno, meu e outro da minha irmã, a bem dizer desbravei uma serra, e construi paredes, muros em pedra, até uma presa lá arranjei. Também fiz plantações de árvores. Mais tarde comprei outro terreno ao Luís Nogueira, que era de paredes meias. Atualmente, tenho uma quinta, com cerca de 90 árvores, entre elas, amendoeiras, castanheiros, nogueiras…Corto lenha e guardo-a, faço um pouco de tudo!

DIA20 Com os problemas de saúde que teve e com tanto trabalho, o que pensam os seus filhos? Eles dizem-me que se me sinto bem, então devo continuar. Todos os dias lá vou…sempre sozinho…tenho sempre lá que fazer …por vezes até me esqueço de comer! E enquanto lá ando, fica bem a minha cabeça, apesar de chegar a casa cansado e com dor de costas!… Mas gosto e tenho prazer no que faço… é lá que me sinto bem… Por isso à que continuar!

O jornal DIA20 agradece o tempo que disponibilizou e deseja que continue com essa força toda, e poder fazer o que lhe dá prazer.

Lisete Pina

MORDOMIA DE SANTO ANDRÉ 2015

Ora mais um ano está para acabar, mais um Natal a chegar e isso significa mais uma festa de Sto. André passada.

A festa este ano esteve a cargo da Beatriz Pina, da Cristiana Cardoso, da Alexandra Monteiro e do Hugo Monteiro. Correu tudo pelo melhor, graças a ajuda de todos. Aproveitamos também este momento para agradecer a quem, de uma maneira ou de outra, fez com que tudo fosse possível. Portanto por todas as esmolas, todos os pares de mãos que aparecerem para trabalhar e todos aqueles que participaram nos dias festivos o nosso muito obrigado.

Àqueles que não puderam fazer nada disto para o ano têm nova oportunidade, pois a festa mantêm-se e estará a cargo da Rita Lopes, da Nádia Monteiro, do Paulo Videira, do Ricardo Martins e da Telma Martins.

Rita Lopes, da Nádia Monteiro, do Paulo Videira, do Ricardo Martins e da Telma Martins. Jornal

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ASSOCIAÇÃO SOCIAL CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PÍNZIO

SOCIAL CULTURAL RECREATIVA E DESPORTIVA DE PÍNZIO A Associação Social Cultural Recreativa e Desportiva de

A Associação Social Cultural Recreativa e Desportiva de Pínzio continua a promover e a desenvolver atividades culturais, desportivas e essencialmente musicais. Pela primeira vez realizou-se um peddy paper na aldeia, tendo levado os participantes a descobrir um pouco mais sobre tradições, gentes e costumes da nossa freguesia. No passado dia 8 de novembro a coletividade levou a cabo um Passeio Todo-Terreno que contou com mais de 70 participantes, entre jipes, motos e moto 4. Foi um dia de atividade desportiva, convívio e descoberta de novos trilhos pela aldeia e freguesias circundantes culminando com um excelente almoço/convívio. Queremos deixar um agradecimento a todos os que se deslocaram à nossa aldeia para participar neste evento, assim como, e de forma especial àqueles que de uma maneira ou de outra colaboraram na organização e realização do mesmo. O nosso Bem Hajam! No que diz respeito à atividade musical, a Banda Filarmónica continua a preparar a nova temporada. No entanto, desde o passado mês de setembro tem participado em atividades de diversos âmbitos. No dia 2 de outubro, a convite da paróquia de Pinhel, participou na procissão de velas da Virgem Peregrina, aquando da sua passagem pelo concelho. No dia 18 de outubro deslocou-se até à vila de Paião, Figueira da Foz, a convite da Sociedade Filarmónica de Paião, para participarmos nas atividades comemorativas do seu 157º aniversário. Neste encontro esteve também presente a Banda de Monte Redondo Leiria. Foi um dia de partilha de saberes, partilha de música, de alegria pela música, de união associativa e de amizade, onde a nossa coletividade, uma vez mais levou o nome da freguesia e concelho a outras regiões do país.

Durante a manhã tivemos a oportunidade de participar em atividades pedagógicas e culturais, designadamente a intitulada “Na Rota do Sal” onde visitamos as salinas e o Núcleo Museológico do Sal. No período da tarde, as atividades musicais iniciaram-se com os desfiles das bandas participantes e prosseguiram com os concertos na sede da Banda aniversariante. No dia 15 de novembro estivemos nas Freixedas, na festa em honra de São Martinho. Por último, e desta vez em casa, abrilhantamos a festa de Santo André, que decorreu no dia 29 de novembro. E como o final do ano se aproxima, iremos comemorar a época natalícia, presenteando os sócios, simpatizantes e todos aqueles que gostam de música, com dois concertos de Natal:

Dia 26/12, pelas 21 horas na Igreja Matriz de Pínzio

Dia 27/12, pelas 15 horas na Igreja Matriz da Castanheira. Contamos com a vossa presença!

Matriz da Castanheira. Contamos com a vossa presença! Vítor Ferreira – Presidente ASSOCIAÇÃO DOS CAÇADORES

Vítor Ferreira Presidente

ASSOCIAÇÃO DOS CAÇADORES DA FREGUESIA DE PÍNZIO

ASSOCIAÇÃO DOS CAÇADORES DA FREGUESIA DE PÍNZIO Um dia na caça … é desporto! Ainda não

Um dia na caça …é desporto!

Ainda não eram nove da manhã mas o sol já amarelava montes e vales num outono a tipicamente quente. Alguns caçadores revolteavam já os fundos das mochilas em busca de uma qualquer bebida que lhes pudesse amaciar a sede. Nada de mais, com um calor deste tamanho! Os cães trabalhavam indiferentes à temperatura, abriam caminhos, explorando o terreno pedregoso que se lhes estendia à frente. Pelo menos estes dois coelheiros não eram novatos nisto de andar à caça. Os meses de descanso haviam-lhes trazido uns quilitos a mais, mas nunca perderam o instinto. O cheiro do campo reacendia-lhes a gana desafiando-os a farejar por entre gestas e pinheiros. Se algum coelho por lá estivesse, de certo se levantaria com a proximidade dos seus competentes focinhos e tentaria escapar-lhes. Ora, este é o momento que o caçador aguarda, olhar atento, arma pronta, ansioso por testar a pontaria. Num repente, sem que ninguém soubesse de onde, um coelho surgiu a escassos metros. O tiro não se fez esperar, mas, neste caso, o animal foi rapidíssimo e numa corrida acelerada de medo desapareceu sem deixar rasto. Encolhendo os ombros, alguém resmungou:

- Este escapou. Não se pode acertar sempre E, sorrindo para disfarçar a tristeza finalizou:

- Tudo isto é desporto!

Manuel da Silva Presidente

disfarçar a tristeza finalizou: - Tudo isto é desporto! Manuel da Silva – Presidente Jornal Nº9

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LUGARES COM HISTÓRIA CAFÉ A PISCINA NA CATRAIA DA GRANJA

Para os menos atentos, o limite da Freguesia de Pínzio atravessa a Granja, nossos vizinhos e amigos. Aos olhos de muitos, uma divisão que hoje já não fará sentido mas que, quer queiramos quer não, ela existe. O limite será, mais coisa menos coisa, entre o caminho do “Bardino” e pelo caminho da Ribeira Alta, junto às antigas Minas.

Na Granja, e dentro do limite da Freguesia de Pínzio, existe um lugar com história! O café “A Piscina”.

Em conversa com a actual locatária e com quem ia entrando no café, fomos sabendo um pouco mais da história deste lugar. Todos recordando este espaço com saudade!

A casa, toda em pedra, foi construída por volta de 1953/1956 por Manuel dos Santos Saraiva, natural dos Gagos que entretanto casou na Abadia. Manuel Saraiva tinha uma “Tasca” na Catraia da

Granja. Aliás…. era mais que uma Tasca. Naquele tempo, tudo se lá

Seria ao que hoje chamamos uma

Drogaria. Manuel Saraiva e sua esposa, residiam na Abadia e curioso era o facto de o Sr. Manuel se deslocar diariamente da Abadia para a Catraia da Granja, montado na sua égua! Outros tempos, que hoje parecem impossíveis de acontecer e imaginar! Ao que se conta, o Sr. Manuel Saraiva, construiu a casa para o seu filho, António dos Santos Videira, mais conhecido por “Toninho da Abadia”, unicamente com o intuito de ser uma casa de habitação.

vendia. Pregos, mercearias…

ser uma casa de habitação. vendia. Pregos, mercearias… Entretanto, o “Toninho” decidiu abrir um café e
ser uma casa de habitação. vendia. Pregos, mercearias… Entretanto, o “Toninho” decidiu abrir um café e

Entretanto, o “Toninho” decidiu abrir um café e restaurante no rés de chão da habitação. O forte do restaurante eram os frangos assados. Todos os carros lá paravam para comer os famosos frangos assados. Era uma casa muito famosa na região (seria qualquer coisa como hoje o frango da Guia), não só pela qualidade do frango, mas também pelo preço generoso que se pagava. Dizem que uma refeição completa de frango assado custaria cerca de 25 tostões (quanto será em euros?). Na altura, por 10 notas (1000 escudos), comprava-se uma vaca leiteira.

Por volta de 1965, o “Toninho” construiu uma piscina junto ao café, facto que viria a dar nome ao estabelecimento, até aos dias de hoje. Na altura, era um luxo e não havia nas redondezas nada de semelhante. Ao Domingo, a piscina enchia; Vinham de mota, de bicicleta, a pé e vinham de todo o lado. Toda a gente lá podia entrar e sem pagar! Claro que a piscina, veio compor ainda mais o negócio do frango assado. Esqueci-me de referir: A electricidade era fornecida por um gerador (vejam bem as dificuldades de antigamente).

Na fotografia de antigamente, dizem tirada por um Espanhol, junto à piscina, podemos ver as famosas cadeiras Portuguesas e os guarda-sóis, já na altura todos coloridos. Estacionados, estavam o mini do “Tó Rabaça” de Almeidinha, o cooper do “Toninho” e o carro do Sr. Antero Cabral Marques. De camisa branca, o Sr. João Vicente Amaral, o “Toninho” e o Sr. Antero Cabral Marques. À janela, a Dona Teresa, esposa do “Toninho”.

Com o crescimento do negócio, o Toninho foi alugando o espaço a outras pessoas. Por lá passaram o Sr. Manuel Augusto da Catraia da Granja, o Sr. Armando do Cabo da Cheiras (irmão do Sr. Alcides), o Sr. João da Catraia da Alegria, o Sr. José do Colmeal da Torre e o Sr. Rui de Leomil (cunhado do Sr. Agapito). Todos por lá passaram pouco tempo! Pouco mais de um ano.

Todos por lá passaram pouco tempo! Pouco mais de um ano. Desde 18 de Março de

Desde 18 de Março de 1980, o café é explorado ininterruptamente pela Alzira dos Santos Lucas, natural da Abadia. Veio para cá “por destino da vida” juntamente com o seu marido. Em 1982, o infortúnio bateu-lhe à porta! Ficou viúva, com o negócio nas mãos e com o filho Pedro de apenas 2 anos. Mesmo assim, não virou as costas à vida e seguiu em frente, certamente com muitas dificuldades. Nesta altura, o frango no churrasco tinha deixado de ser Rei, apesar de ter continuado a servir refeições. As especialidades passaram a ser o frango na púcara, o bacalhau à braz e o famoso molotof. O Sr. Raul Matias, depois da caça, vinha especialmente comer um molotof inteiro só para ele e os seus amigos. Adivinhem quem era a mestre da culinária! Pois claro, a Alzira! Entretanto, deixou o negócio do restaurante (muito por causa da falta de funcionários) e passou a dedicar-se unicamente ao café e aos petiscos. Na zona da piscina, que continuava a ser de entrada livre, não havia serviço de bar. Quem queria, vinha ao café!

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

LUGARES COM HISTÓRIA CAFÉ A PISCINA NA CATRAIA DA GRANJA

Quando entramos no café, quase que nos julgamos num núcleo do Sporting, tal é a decoração alusiva ao seu clube do coração (há quem sugira até algum fanatismo). Mas aqui todos são bem vindos. Aliás, a grande maioria dos emblemas e símbolos alusivos ao Sporting que enchem as paredes, foram-lhe oferecidos por amigos Benfiquistas!

Convidamos todos a pararem neste fantástico espaço cheio de história, e porque não, refrescarem-se com uma cerveja com groselha da boa!

O nosso muito obrigado à Alzira por ter partilhado connosco o seu conhecimento, tornando-o assim, imortal.

Nota: Os factos relatados foram fruto de memórias de pessoas, pelo que, alguma informação poderá carecer de mais especificidade e pormenorização.

Jorge Pires

de mais especificidade e pormenorização. Jorge Pires ENVELHECER – SEMPRE JOVEM! NATAL! Ao longo destes anos

ENVELHECER SEMPRE JOVEM!

pormenorização. Jorge Pires ENVELHECER – SEMPRE JOVEM! NATAL! Ao longo destes anos fui perguntando aos mais

NATAL!

Ao longo destes anos fui perguntando aos mais velhos que foram cruzando comigo como era a vida deles quando tinham a minha idade. Não percebo muito bem porquê, mas na verdade sempre tive uma enorme curiosidade sobre o modo de vida das pessoas. Dei muitas vezes por mim a ver documentários sobre a vida de outros povos e a imaginar o que sentiriam e se seriam felizes. Atraía-me o facto de verificar que no seio das comunidades, dos povos, das tribos havia um padrão na forma de estar e de vivenciar o dia-a-dia. São estas particularidades, estes contextos sociais que definem e determinam uma cultura; Cultura esta que é própria de cada momento, uma vez que a sociedade se transforma conforme se constrói a História. E é interessante vermos as diferenças na forma como vivenciamos experiências hoje e no passado. Mas, se no passado era necessária uma diferenciação dos indivíduos para se identificarem enquanto indivíduos pertencentes a um determinado contexto social, nunca como hoje, na chamada era da globalização e informação houve um fenómeno que faz o percurso inverso.

Há uma multiculturalidade que convive num clima de reciprocidade, onde se trocam vivências, experiências, formas de estar e de agir. Um clima onde convivem as diferentes ideologias, culturas e conceitos. É verdade, que nem sempre de forma pacífica, mas acredito que estamos hoje mais preparados e dispostos a respeitar e aceitar o outro. Devemos aceitar e respeitar que todos somos diferentes e que é nessa diferença que se gera o nosso desenvolvimento e amadurecimento. Contam os mais velhos que no seu tempo não havia pai natal, mas sim Menino Jesus, que os presentes, quando existiam, eram muito singelos, que neste dia se vestiam as melhores roupas, que o cheiro das filhós e das rabanadas percorria as ruas das aldeias. O bacalhau não podia faltar e, após um longo período de jejum que se cumpria á risca, o peru era muito apreciado. Vivia- se o verdadeiro espírito de Natal, a festa da família. No dia 24 a ausência de pessoas nas ruas provava isso mesmo, e apenas se sentiam as movimentações para a missa do galo. Hoje, vivemo-lo de forma bem diferente e fomos alterando, perdendo e adotando tradições e formas de sentir o Natal. Mas, no seio de todo o consumismo que tanto caracteriza esta época o essencial é que consigamos viver o Natal na simplicidade do presépio.

Celina Terras Diretora Técnica do Lar Mensagem de Fátima de Pínzio

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ!

A nossa vida é feita de voltas e reviravoltas! Por vezes essas voltas levam-nos para longe das pessoas que amamos, para longe dos nossos verdadeiros amigos! Na realidade o que nos separa são os quilómetros e a distância geográfica, pois moramos no coração delas. Eis que, a cada regresso, essas pessoas estão lá, prontas a receber-nos, aquelas a quem realmente conseguimos marcar, aquelas que apesar dos anos terem passado, nos sentamos à mesma mesa, passamos horas a falar, esquecendo o tempo e o mundo à nossa volta! Estas são as pessoas de verdade… para todas as outras, somos uma tênue re-

de verdade… para to das as outras, somos uma tênue re- Jornal Nº9 – Dezembro 2015

Jornal Nº9 Dezembro 2015

-cordação que se dissipa com o passar dos anos… O meu porto seguro está lá, junto a essas pessoas, o meu lugar no

ancoradouro está lá cativo… e eu sei que poderei regressar a

Isso depende da vida!

“Coragem significa arriscar o conhecido em nome do desconhecido, o familiar pelo não familiar, o que é confortável

pela peregrinação desconfortável e árdua rumo a outro destino”. Não e possível saber se cada um de nós conseguirá fazer a travessia ou não! É uma aposta, mas apenas os que apostam sabem o que é a vida!

cada naufrágio ou a cada cruzeiro

Ascensão Moita

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

O NOSSO ESPAÇO

UNIVERSIDADE SÉNIOR Em novembro iniciou-se formalmente mais um ano letivo do nosso Polo da Universidade Sénior e, com ele vieram associadas algumas disciplinas já existentes e outras, novidade.

A Associação dos Amigos de Pínzio agradece a participação a todos os

envolvidos neste projeto! Temos neste momento a decorrer quatro disciplinas:

o Inglês, lecionado pela Professora Ana Fonseca, as Artes lecionadas pelas Professoras/Alunas Arlete Pereira e Lourdes Fonseca, a Informática pelo Professor Jorge Pires e Cultura Geral pelo Frei José Luís.

Além das disciplinas, reunimo-nos também algumas vezes com os colegas da Universidade Sénior de Pinhel; No ano passado recebemo-los nós em Pínzio e este ano foram eles que nos receberam em Pinhel, para, todos juntos, festejarmos o S. Martinho!

Nas aulas das Artes, os alunos estão a trabalhar em torno do tema “Natal”, obtendo trabalhos elaborados com rolhas de cortiça e materiais encontrados na natureza. Alguns exemplos, como é o caso de arranjos com velas, de diversas formas, e outros enfeites! Fizeram-se ainda anjos e velas com jornais e revistas velhas.

Este ano, à semelhança do ano passado, iremos enfeitar uma árvore de natal e coloca-la no largo da Igreja, com a particularidade de este ano, a árvore de natal também ter um presépio.

EXCURSÃO AO REDONDO AGOSTO DE 2015 No passado dia 2 de Agosto, fomos em excursão visitar as ruas floridas do Redondo. Realmente muito bonito! Quem nunca foi, vale a pena lá ir e passar por lá um dia inteiro. Foi um dia fantástico, apesar do calor alentejano abrasador que se fez sentir nesse dia. Mais de 40ºC! Antes do Redondo, também visitámos o Museu de Tapeçaria de Portalegre e o

Palácio de Vila Viçosa. Ambas as visitas foram efectuadas com guias, o que nos

dá outra percepção e conhecimento dos locais que visitamos.

Como sempre, a ADAP tratou de tudo! Ninguém teve de se preocupar com nada! Comida, bebida fresca e tudo o que foi necessário…. Enfim, quase que levamos a casa às costas. Mas vale a pena!

Nem sequer faltou o presunto, gentilmente oferecido pelo Luis Cabral!

Dizer ainda que, muito cedo se esgotaram os lugares para esta viagem, o que denota, primeiro a vontade em participar e garantir o lugar, mas também a qualidade do serviço que a ADAP proporciona nas excursões que organiza.

NOVO PROJECTO PARA PINZIO E PARA O CONCELHO DE PINHEL E agora uma novidade! A ADAP conseguiu um novo projecto para a nossa Freguesia e para o Concelho de Pinhel. Uma parceria de âmbito nacional com entidades de reconhecido mérito e que colocará Pínzio e Pinhel, na vanguarda do desenvolvimento sustentável. Por agora não podemos adiantar muito mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel.

mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel. Jornal Nº9
mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel. Jornal Nº9
mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel. Jornal Nº9
mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel. Jornal Nº9
mais, mas em Janeiro saberão mais e principalmente, na Feira das Tradições de Pinhel. Jornal Nº9

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

O NOSSO ESPAÇO

FORMAÇÃO DE INFORMÁTICA Novembro foi, não só o reinício do Polo da Universidade Sénior, mas também de uma formação pós-laboral de Informática. Esta formação decorre todas as sextas- feiras, das 20h30 às 23h30, no edifício da Escola Primária e é exclusiva para sócios da ADAP e seus familiares diretos. A formação é dividida em três fases:

INFORMÁTICA-INICIAÇÃO, com 9horas.

INFORMÁTICA-FUNDAMENTAL, com 24horas.

INFORMÁTICA - REDES SOCIAIS, com 24horas.

Neste momento a formação conta com um total de 13 formandos.

SARDINHADA DE SANTO ANTÓNIO 2016 Tal como prometido em Junho deste ano, em 2016 voltará a haver Sardinhada de Santo António, organizada pelas três Associações da nossa aldeia. Deixamos novamente neste espaço, a mensagem que o nosso Presidente escreveu na edição do JornalDIA20 do passado mês de Agosto:

“Falar em apoio e incentivo, também me faz lembrar as palavras entreajuda e cooperação! No passado dia 14 de Junho, as três Associações da nossa aldeia juntaram-se e ofereceram uma Sardinhada à população. Este é um evento que as Associações de Pínzio desejam consolidar e realizar anualmente. Para o ano, para além das Associações, também a comunidade religiosa será envolvida, neste que será doravante, o convívio das gentes de Pínzio em honra do nosso padroeiro Santo António.”

de Pínzio em honra do nosso padroeiro Santo António.” Claro que ainda é muito cedo para
de Pínzio em honra do nosso padroeiro Santo António.” Claro que ainda é muito cedo para

Claro que ainda é muito cedo para datas, mas certamente será num fim de semana perto do dia 13 de Junho. Aqui fica mais uma vez a informação.

HIDROGINÁSTICA As aulas de hidroginástica continuam às quintas-feiras à noite no Hotel Lusitânia Parque, na Guarda. O grupo que já conta com 15 pessoas, super animado, delicia- se com as aulas, mas também com as viagens! No passado dia 11 de Dezembro, o Natura Club, organizou um jantar de natal para todos os que frequentam o ginásio, e pois claro, o grupo de Pínzio não podia lá faltar. A animação foi constante, e não fosse dia de trabalho no dia seguinte, e o jantar teria terminado pela hora do pequeno-almoço. Obrigado a todos os que participam nesta actividade e nos fazem sentir, que realmente vale a pena.

actividade e nos fazem sentir, que realmente vale a pena. PARA RECORDAR … ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES

PARA RECORDAR … ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES EM 2007

sentir, que realmente vale a pena. PARA RECORDAR … ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES EM 2007 Jornal Nº9
sentir, que realmente vale a pena. PARA RECORDAR … ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES EM 2007 Jornal Nº9
sentir, que realmente vale a pena. PARA RECORDAR … ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES EM 2007 Jornal Nº9

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JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

A VERDADEIRA PRENDA É JESUS

Escrevo esta pequena mensagem alguns dias antes da solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria. Em pleno tempo

de Advento, Nossa Senhora intromete-se no nosso caminho, como

a melhor guia, para nos ensinar a celebrar, em verdade, o

nascimento de Jesus.

Fala-nos dos cuidados que teve para dar um digno nascimento ao seu Filho, batendo às portas de quem a podia atender e socorrer numa hora que é de alto risco e, simultaneamente, de gozo e de

alegria maternal. A recusa ao seu pedido perpetuou-se pela história em poucas palavras: “ não tinham lugar na estalagem.Como ainda hoje não têm lugar: os refugiados, os marginalizados,

os

incultos, os desempregados, os famintos, os doentes, os presos,

os

drogados, a quem os senhores da política, da religião, do poder,

da

corrupção, da imoralidade alastrada, chamam, hipocritamente,

“ a vergonha da sociedade.” Quando a sociedade dos “senhores”

devia ter vergonha dos filhos que gera para os dormitórios da rua, para as grutas desumanas, para a morte pela fome, que é de todas

as mortes a mais dramática e a mais injusta. O presépio denuncia, com autoridade moral, tão indigno comportamento.

Maria de Nazaré fala-nos da melhor prenda que nos podia dar. O seu Menino Jesus. E diz-nos que a melhor prenda que lhe queiramos retribuir é a gruta do coração cheia de amor, de ternura, de amizade, de paz e alegria no seio das nossas famílias. Os meninos precisam deste ambiente para crescer, para ser gente. Neste tempo, de tão badalada crise económica que trouxe ao de

cima as desigualdades sociais existentes, a crise da família que se arrasta há tanto tempo, não só veio para ficar, como para se agravar. A causa é simples: quem não tem valores não pode defender este e outros valores. Maria de Nazaré, a mãe de

Jesus, fala aos sacerdotes no Ano do Jubileu da Misericórdia, dizendo que têm de se comprometer mais em ser fiéis à sua vocação e tornar-se intermediários credíveis, com a palavra e testemunho de vida, da infinita misericórdia de Deus. Que não se deve desbaratar a mão-de-obra na grande messe do Reino de

Deus. Que a fidelidade e coerência são valores muito apreciados por Jesus. E por último, nesta época do ano em que há tantas trocas de prendas, Maria de Nazaré, mãe de Jesus, regozija-se com os bonitos gestos de solidariedade que a quadra natalícia proporciona, mas particularmente, aqueles que se repetem ao longo do ano e da vida: As prendas à Caritas, ao Instituto de Oncologia (tratamento de doenças cancerosas), ao socorrista Banco Alimentar, aos Vicentinos, aos pobres, aos refugiados, aos privados dos bens de sobrevivência.

Em nome da Fraternidade dos Capuchinhos que, Jesus, Maria e José dê a todas as Comunidades cristãs, de Pínzio, Safurdão, Atalaia, Carvalhal, Miragaia, Abadia, Trocheiros e Cheiras a alegria dum Santo e Feliz Natal.

O Pároco, Pe. José António Fonseca dos Santos

PÍNZIO … AMIGOS DESAPARECIDOS!

Fonseca dos Santos PÍNZIO … AMIGOS DESAPARECIDOS! No passado dia 28 de agosto, a nossa freguesia

No passado dia 28 de agosto, a nossa freguesia de Pínzio ficou mais pobre!

Perdemos uma pessoa querida na nossa Terra o Padre Dr. Messias Dias Coelho. Nasceu em Pínzio em 1927 e fui ordenado sacerdote. Formou-se em Filosofia e Teologia. Iniciou funções na paróquia de Penamacor, foi professor do Seminário do Fundão, do Colégio de S. José, e do seminário da Guarda. Teve também a cargo algumas paróquias. Foi organizador de

muitas viagens e sempre a Virgem Maria, nos seus destinos. Foi o principal incentivador para a beatificação do D. João de Oliveira Matos.

E por ser muito devoto à Virgem Maria, um dos pontos altos da sua

vida foi o curso de especialização em Mariologia na Faculdade em Roma, como nos revelou na entrevista da 4ª edição do Jornal DIA20. Enquanto estudante foi o fundador do Orfeão Santa Cecília

e impulsionador dos Dramas em Pínzio. Pessoa de um saber

invulgar …. Homem repleto de sabedoria. A ele, devemos outro grande projeto para Pínzio - o Lar Mensagem de Fátima, que iniciou funções em 1994 e pouco e pouco foi crescendo na nossa terra, e

que dirigiu até ao final dos seus dias. Sempre ligado às novas tecnologias escrevia, diretamente de Pínzio, no Jornal Mensagem

de Fátima.

diretamente de Pínzio, no Jornal Mensagem de Fátima. No enterrar Quim Clemente. passado o dia nosso

No

enterrar

Quim Clemente.

passado

o

dia

nosso

28

de

setembro

e

a

amigo

foi

conterrâneo

Joaquim Marques Clemente nasceu a 23 de junho de 1956, na cidade da Beira em Moçambique. Veio para Portugal em 1975. Ingressou no Instituto Superior Técnico de Lisboa no 2º ano, e terminou a sua licenciatura de engenharia em 1978. Lisboa foi a sua residência, onde iniciou também a sua vida profissional. Não deixou, no entanto, de construir uma casa em Pínzio, aldeia que ele adorava!

Fazia questão de visitar frequentemente e estar presente em muitos (quase todos) eventos e festas… Considerava Pínzio a sua Terra Natal.

Pessoa muito querida na nossa Terra

frequentes para Moçambique onde tinha os seus negócios profissionais … dividia-se entre lá …e cá! Mas a vida é ingrata e prega umas partidas… É com consternação que partilhamos aqui a dor sentida por todos os familiares e amigos. O seu desaparecimento inesperado, deixou a povoação de Pínzio em choque, ao receber a triste notícia! Deixa saudades e nunca será esquecido… Sempre na nossa memória!

Atualmente fazia viagens

A sua memória permanecerá para sempre, na gente da nossa terra, pessoa tão especial da nossa terra! Padre Messias deixou este mundo, irá descansar em paz. Deus o guarda em sua glória.

“Quim Clemente…que Deus te guarde na Sua Glória …e, descansa em paz!” Um adeus e até sempre!

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

BAÚ DE RECORDAÇÕES

…. Como é bom recordar!…. Uma fotografia de 1956, cedida pela srª Olívia Marta

Uma fotografia de 1956, cedida pela srª Olívia Marta À frente - Eduarda Pina, Jorge Cabral,

À frente - Eduarda Pina, Jorge Cabral, Vitor Pina, Alice Lucas, Maria Aurora, Atrás - Purificação Pina e Aurora (avó da Alice Lucas e Maria Aurora)

Pina e Aurora (avó da Alice Lucas e Maria Aurora) Esta fotografia gentilmente cedida, saiu do

Esta fotografia gentilmente cedida, saiu do baú, de Estela Lucas Uma familia já desaparecida: mãe Alice Lucas, filho ex- padre Luis Lucas e avó Augusta

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JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO INVERNO … Mime a sua pele! A pele é

INVERNO … Mime a sua pele!

A pele é o órgão do corpo humano mais exposto aos elementos do meio ambiente e, por isso, é necessário mantê-la saudável. No Inverno, hidratar é a palavra de ordem. A pele é o revestimento externo do corpo sendo o maior órgão do corpo humano e também o mais pesado. É um órgão bastante complexo, com distintas e importantes funções. A principal é a proteção do organismo de ameaças físicas externas, como por exemplo a invasão por parasitas ou as lesões mecânicas. No entanto, a pele também

exerce outras funções, sendo o principal órgão responsável pela regulação da temperatura corporal, protegendo-nos também contra a desidratação.

É no Inverno que a pele tende a sofrer as maiores agressões.

Com a descida das temperaturas, fica mais seca, pode apresentar sinais de vermelhidão, irritação ou descamação, chegando mesmo a gretar. Se tiver uma pele desidratada, tanto à superfície como em profundidade, com aspeto baço, (devido à falta de água), tensa, descamativa e desconfortável, então, está com a pele seca. Mas há forma de recuperar o conforto e a flexibilidade da pele:

deve aplicar diariamente um creme hidratante protegendo a pele da desidratação; pode ser aplicado as vezes que forem necessárias para manter a pele confortável. Se tiver “comichão” intensa, com aparecimento de zonas vermelhas que demoram a desaparecer e se, além disso, tem asma e/ou rinite, isso pode significar que tem dermatite atópica. Existem no mercado, nomeadamente na farmácia ou centros de estética, produtos que hidratam e restauram a pele seca, cremes

que a nutrem, restabelecem o seu brilho natural e proporcionam uma maior flexibilidade, elasticidade e suavidade. O mais importante é evitar os fatores que desencadeiam os sintomas de pele seca:

• Tome banho diariamente com água morna e use produtos de

higiene adequados a este tipo de pele, “sem sabão” e com um

efeito hidratante e calmante;

• Seque a pele sem esfregar;

• Aplique produtos hidratantes adequados com ação emoliente, hidratante e reparadora;

• Limpe e hidrate a pele imediatamente depois de tomar banho de piscina;

• Não esfregue ou coce a pele seca pois pode provocar uma

infeção com posterior desenvolvimento de cicatrizes;

• Use um fator de proteção solar elevado (igual ou superior a 30);

• Evite os tecidos de lã e sintéticos. É preferível usar peças de roupa em algodão ou linho;

• Use roupas folgadas e confortáveis para evitar que rocem na

pele;

• Prefira roupa de cama em fibra natural;

• Ao lavar a roupa, tenha o cuidado de a enxaguar muito bem para

garantir a remoção de todos os resíduos de detergente que possam sensibilizar a pele;

• Evite utilizar perfumes, águas-de-colónia e produtos com álcool para não irritar a pele;

• Evite a utilização de substâncias humectantes, como a glicerina, isoladas sobre a pele, pois podem retirar a água tanto da atmosfera como da própria epiderme;

• Evite ambientes demasiado quentes e as mudanças bruscas de

temperatura. Ficam aqui algumas dicas, para qualquer outra dúvida aconselhe-

se com a sua esteticista ou com o seu dermatologista, que lhe indicará qual o creme mais adequado para o seu tipo de pele.

qual o creme mais adequado para o seu tipo de pele. Sabrina Pina - Esteticista PONTO

Sabrina Pina - Esteticista

PONTO DE ENCONTRO

Quando os meios de comunicação nos trazem a casa, todos os dias, cenas de violência, quando nas famílias, nas cidades e aldeias, nos diversos países do mundo se cometem os crimes

mais hediondos e se exerce todo o tipo de violência sobre as pessoas, o Papa Francisco proclama um ano de misericórdia.

O que é a misericórdia? O Papa Francisco diz que a misericórdia

"é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado." esta quadra de Natal importa estar atento a um acontecimento fundamental da vida cristã: o nascimento de Jesus que todos os anos celebramos.

Com efeito, o Papa Francisco diz que Jesus Cristo "é o rosto da misericórdia porque é ele quem dá a conhecer como é Deus seu Pai." Jesus, "com a sua palavra, os seus gestos e toda a sua pessoa, revela a misericórdia de Deus." No dia oito de Dezembro, festa da Imaculada Conceição, o Papa Francisco abre a Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma, sinal da abertura deste ano do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A seguir, no dia treze, em todas as catedrais do mundo, o Bispo da diocese abre também a Porta Santa por onde os fiéis são convidados a passar e entrar. Como Jesus disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim estará salvo” (Jo 10, 9),significa que, neste ano, somos convidados a passar e entrar por Jesus Cristo e com Ele na vida.

Pe. Domingos Pereira

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

ASSOCIAÇÃO TERRAS DE SANTA BÁRBARA

DOS AMIGOS DE PÍNZIO ASSOCIAÇÃO TERRAS DE SANTA BÁRBARA PÍNZIO …E A SUA FEIRA CENTENÁRIA A

PÍNZIO …E A SUA FEIRA CENTENÁRIA A freguesia de Pínzio, uma das maiores do concelho de Pinhel, constituída, para além da sede, por mais quatro localidades: Cheiras, Abadia, Trocheiros e Miragaia. Tem uma área aproximada de vinte e oito mil metros quadrados e tem, presentemente, cerca de quatrocentos e sessenta habitantes. Possui uma densidade populacional que ronda os 16,6 hab/Km2. Já foi, no entanto, muito mais populosa. Em 1911 teria mil e setenta residentes, reduzidos para mil e quarenta e nove em 1940 e para seiscentos e setenta em 1970. Constata-se, portanto, uma crescente diminuição da população que decorre de vários fatores de entre os quais se destacam a influência da estrada nacional e a desertificação. Uma das razões da antiga proeminência de Pínzio resultou da sua localização como local de passagem. É uma freguesia atravessada pela estrada nacional nº 16 que já foi, na segunda metade do século XX, uma das principais ligações de Portugal à Europa. Pínzio situa-se sensivelmente a meio caminho entre Guarda e Vilar Formoso. Atualmente a autoestrada A25, tem um nó viário que dá acesso

à freguesia servindo, também, a cidade de Pinhel da qual dista

25 Km. Talvez a estrada nacional a tenha feito crescer mais que a

autoestrada visto que esta última fez minguar o tráfego na

nacional e, consequentemente, provocou um esvaziamento de Pínzio que se tem vindo a acentuar e se afigura imparável. Agora

a freguesia vê o progresso passar-lhe ao lado e a alta velocidade.

Pínzio enferma, como qualquer localidade do interior, da perigosa doença que se desenvolve na nossa Beira e que dá pelo nome de «interioridade». Entre a margem direita da Ribeira da Pega e a margem esquerda da Ribeira das Cheiras alinham-se as quatro anexas todas elas muito antigas. No século dezoito tanto as Cheiras como os Trocheiros foram sede de diferentes freguesias tendo, no final do século XIX, ambas sido absorvidas pela freguesia de Pínzio. Criado o concelho do Jarmelo, a freguesia de Pínzio ficou dentro da sua área até à extinção deste em 1853. Passou, nessa altura, a fazer parte do concelho da Guarda até 1895, data em que, por decreto governamental, voltou a

Integrar o concelho de Pinhel onde se mantém ainda hoje. Consequência da sua localização e, também, razão de prosperidade foi, certamente, a criação, no início do século XX da feira denominada «Dia Vinte» A edição de dez de julho de 1915 do jornal A Guarda noticiou: «A câmara de Pinhel autorizou um mercado na povoação de Pínzio, no dia 20 de cada mês, o qual tem sido muito concorrido. Pede-se a todas as pessoas que tenham conhecimento deste mercado que não deixem de vir tratar dos seus negócios, onde encontrarão um mercado abundantíssimo e em bom local». Daqui se poderá inferir que a primeira feira em Pínzio terá tido lugar no dia 20 de Julho de 1915. Logo a seguir, na sua edição de 4 de setembro o mesmo Jornal A Guarda informava: «Pínzio Tem continuado com as maiores esperanças de vida a fazer-se mensalmente o mercado nesta aldeia. O último, sobretudo, foi duma concorrência relativamente grande. Animem-se senhores feirantes!». Continua o Jornal A Guarda na sua edição de vinte e três de Outubro de 1915: «Estão já construídas as alpendradas no local do mercado, ao qual vem afluindo de mês para mês uma concorrência cada vez mais numerosa. Felicitamos por isso os empreendedores deste mercado que representa um notável melhoramento público não só para esta aldeia mas para as limítrofes, pois que finalmente podem acorrer a fazer as suas transações, em virtude das duas estradas que ligam Pínzio com as cidades do distrito.» Daqui se concluirá a importância da feira desde o seu início. Em vinte de junho de mil novecentos e oitenta e sete o mercado que muitos insistem em chamar «DIA 20», deixaria de se realizar no dia vinte de cada mês para passar a ter lugar no terceiro sábado de cada mês tentando, assim, adaptar-se a condicionalismos de vida mais modernos. A feira de Pínzio continua hoje de boa saúde e a ser uma referência numa zona que extravasa o concelho sendo caso para citar, de novo, o jornal A Guarda na sua edição de 4 de setembro de 1915: «animem-se senhores feirantes!».

Nota: Texto publicado no blog Capeia Arraiana em 4 de Novembro de 2015 Fernando Capelo, Presidente da Associação Terras de Santa Bárbara

de 2015 Fernando Capelo, Presidente da Associação Terras de Santa Bárbara SEMPRE BELA! Jornal Nº9 –

SEMPRE BELA!

SEMPRE BELA!

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

SEM PACHORRA PARA COISA NENHUMA!

DOS AMIGOS DE PÍNZIO SEM PACHORRA PARA COISA NENHUMA! E cá estamos nós mais uma vez!

E cá estamos nós mais uma vez!

Final de ano, tempo de balanços sobre a vida.

Dou conta de estar mais velho, o que não deixa de ser preocupante. As dobradiças já chiam e quanto bom não seria voltar, pelo menos a dizer, vou fazer 30. Não tardariam a confirmarem que sim, mas 30 por cada perna! É a vida… Mas não sei porque cargas de água os meus amigos também estão todos mais velhos. Porque será?

Nunca se falou tanto de política no pós-eleitoral como nos dias que correm. As eleições foram o que foram, a direita teve menos votos que a esquerda e porque se vota para eleger deputados e não

governos… o resultado é uma “salgalhada”!. Está instalada a confusão e será para durar. Sim, porque Cavaco prepara-se para “antes partir que vergar”, isto é, não aceita imposições de esquerda

e muito menos apoiadas pelo PC. Estará o País preparado

economicamente para aguentar? Logo se verá. Não porque seja difícil de adivinhar o que irá acontecer, mas porque à hora de escrever ainda existem duas hipóteses sobre a mesa. A situação económico-politica do Pais e do Mundo não é a mesma de quando ele aprendeu a ser ministro. Nessa altura ainda nem havia telemóveis quanto mais internet. Era tudo mais pacato. Hoje não se pode comparar. A política não pode andar muito longe do dinheiro, mas os contrariados podem fazer do País um caus. Uns, contentes, outros menos e outros desconfiados, uma coisa é certa, quem paga são sempre os mesmos. Dizia-me há dias um amigo que não compreendia como é que:“ os bombeiros trabalham de graça para nos salvar e os políticos ganham tanto para nos desgraçar”. No final tudo acabará bem. Os contentes porque a esquerda vai para o governo e os descontentes porque acreditam que a maioria de esquerda só durará meio ano, até o professor Marcelo ter tempo de marcar novas eleições. Seja qual for a situação poderemos aqui aplicar o ditado, bem antigo:- “O vinho não é para quem o faz, mas sim para quem o bebe”. E “siga o baile que o tocador é de confiança”.

Falando das festas de S. Sebastião, constatámos que, há uma dezena

de anos Pínzio, no verão, era uma terra mais, igual a tantas outras,

quiçá até menos que outras de menor dimensão. Em todos os lugarejos o verão servia para receber os emigrantes que aproveitavam os festejos para matar saudades da família, conviver

com amigos e vizinhos, nem só com aqueles que cá foram ficando, mas também com os que, tal como eles, estavam noutros lugares. Matar e criar saudades para no ano seguinte, regressarem novamente. Em Pínzio nada acontecia. Mas este ano, e espero que nos próximos também, a situação mudou. Acompanharam-se essas tendências… um grupo de gente dinâmica tomou a iniciativa. Com algumas cautelas, é certo, nomeadamente financeiras,

procurando não correr grandes riscos, a comissão lá se foi pondo em campo e organizando os festejos em louvor a S. Sebastião. A população foi sendo envolvida durante o ano com diversas atividades, surtindo o efeito desejado. A população andava animada

na expetativa que chegasse o dia, pese embora o santo padroeiro

seja Santo António. Vá-se lá saber o porquê destas preferências! Um dia destes, ainda vamos ter festejos em louvor dos dois, ou mesmo três. O que passaria a quatro. “Giro” haver festa a Santo

António, a S. João, a S. Sebastião e Santo André, protetor das uvas belas e pingas perfeitas. E se viver é um prazer, então porque

não?

Tudo terminado e na hora de balanço, fica apenas uma nota:

Quem deu, deu…quem não deu, não deu. Acredito que muita gente deu, quase sem poder e outros podendo, não tinham lá trocado. Certo, certo é que a festa foi um êxito e quanto a despesas não as refiro, mas sim o resultado final com um lucro divulgado publicamente que será orientado para as necessidades mais objetivas. Não só a comissão está de parabéns mas também toda a população que colaborou.

Quanto à festa de Santo André, a última antes da festa do Natal, desejo o melhor e tudo corra muito bem. Toda a gente sabe, mas não será demais relembrar, a boa convivência entre um elevado número de cidadãos (cerca de 40) que, uma vez por ano, oferece o lanche aos parceiros de sueca e amigos, comemorando assim o seu próprio aniversário. Uma festa bonita, bem comida e bem regada, sem exageros como é óbvio, a “tasquinha da Joaquina” faz

o favor de servir. Parabéns a todos os que, de alguma forma, fazem parte desse grupo.

Falta falar na razão da alegria de muitos portugueses, nomeadamente aqueles que no seu dia-a-dia se preocupam e gostam de falar. Aqueles, que não compreendem, como é que Portugal, na Europa, anda a duas velocidades. Uma às terças e quartas, outra às quintas-feiras. Obviamente, falamos de futebol… Andou para ai um “papagaio” a falar das arbitragens cujo objetivo mais não foi que intimidá-lo ao ponto de só nesta época, são quase mais os jogos onde são beneficiados, do que aqueles que venceram de cabeça erguida. Imaginem que o “bruninho” era levado a sério lá fora! Por cá, o que seria deles sem esse colinho que tanto falam, agora que já falta o dinheiro pois aquele que “ enchia a boca” com a seguinte frase:-“Cando tu tás nas Champions, tu tens que, blá.blá.blá.blá!!”, não lhes deu rendimento e já assume que só lhe interessa a “caseirada”

Atenção que o mais importante é a chegada e não a partida. Já vi muitos campeões ao meio ficarem para trás. Mas quem paga a um alfaiate destes, em pepitas de ouro deve arrepender-se de encher tanto os sacos. Confidenciava-me, há dias um amigo, que por estes resultados caseiros já estará o presidente brunho apostado em destronar o leão e colocar no seu lugar um golfinho. Faz sentido sim senhor. O Sporting é bem parecido com um golfinho. “Anda sempre no fundo e vem ao de cima, de vez em quando”. Quanto ao meu Benfica, está, de facto, engripado…mas com o tempo passa!

E pronto. Por hoje está na hora de ver dumas castanhitas e uma jeropiga. E lembrem-se que: NÂO SOMOS PERFEITOS, MAS SOMOS BEIRÔES QUE É QUASE A MESMA COISA!

Feliz Natal a todos, na companhia daqueles com quem se sintam

bem!

Ernesto Gonçalves

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

LICENCIATURA TERMINADA… FUTURO INCERTO!

AMIGOS DE PÍNZIO LICENCIATURA TERMINADA… FUTURO INCERTO! É o que se espera no nosso país… São

É o que se espera no nosso país…

São deitadas por terra todas as expetativas que temos quando iniciamos um curso. Conclui a minha licenciatura em Criminologia em Julho de 2014 no Porto, e desde então ainda não consegui qualquer emprego na minha área. Quando iniciei, como todos os jovens, esperançada no futuro… mas quando terminei fiquei ciente que não iria ser fácil conseguir enveredar no mundo de trabalho na minha área, mas no entanto, lá no fundo, sempre existia uma esperançazinha. Em Portugal, este é um curso relativamente recente, daí o facto de poucos conhecerem, e apresentar variadas potencialidades.

A Criminologia consiste no estudo pluridisciplinar do

fenómeno criminal, constituindo-se na interseção dos saberes sobre o crime, a desviância e os sistemas de controlo social. Trata-se, pois, de articular os conhecimentos de diferentes áreas científicas, como a biologia, a sociologia, o direito, a criminalística, a psicologia, entre outros, bem como os seus métodos, para conhecer o crime, o delinquente, a vítima, a criminalidade e a reação social ao crime. À semelhança de outros países, em Portugal o Criminólogo, tem aptidão para desenvolver a sua atividade profissional no âmbito dos serviços das diferentes forças policiais, dos serviços prisionais e

de reinserção social, nos centros educativos, para menores delinquentes, de proteção de crianças e jovens, de acolhimento e de assistência a vítimas, em projetos de prevenção e tratamento da toxicodependência e de investigação científica.

Estão também aptos a desenvolver atividades relacionadas com a análise criminológica, a elaboração e planeamento de políticas criminais, conceção e execução de programas de prevenção ou conceção de políticas sociais e penais. Neste momento, dado o facto de ainda não ter conseguido arranjar trabalho, encontro-me a tirar o mestrado na área de intervenção com crianças e jovens, área esta que sempre me despertou grande interesse e que se torna muito importante, pois infelizmente, cada vez mais a criminalidade aumenta, sendo por isso necessário intervir precocemente para assim se tentar impedir a entrada das nossas crianças e jovens no mundo criminal.

Pois, como “Os jovens de hoje serão os adultos de amanhã”, torna- se fulcral intervir para prevenir. Espero assim com a conclusão deste mestrado que novas portas se abram e que assim seja possível fazer aquilo que realmente gosto de preferência no nosso país. Porque é triste, o nosso país formar pessoas, que depois têm de abandonar o País, que lhe proporcionou saberes e emigrar procurando emprego noutras paragens onde tudo é desconhecido, para se sentirem realizados profissionalmente! Mas como a esperança é a última a morrer… resta-nos esperar para que um dia, quem sabe, apareça uma luz ao fundo do túnel! Marisa Romeiro Gonçalves

SER ESTUDANTE!

fundo do túnel! Marisa Romeiro Gonçalves SER ESTUDANTE! Desafiaram-me a escrever o que penso sobre a

Desafiaram-me a escrever o que penso sobre a vida de estudante que eu conheço, a melhor… dizem alguns!

Coimbra, a minha linda Coimbra, terra dos estudantes, foi sem dúvida a minha melhor escolha. Passaram dois anos e tenho muito orgulho na cidade que me acolheu e que me proporcionou aqueles, que têm sido os melhores anos da minha vida. Primeiramente mostrou-me as suas tradições, a praxe, que ao contrário do que muitos pensam é das melhores experiências que uma pessoa pode ter! É de lá que surgem amizades que serão, com toda a certeza, para a vida, pois o que “Coimbra une, nada separa”. Permitiu que conhecesse a

sua vida académica e todos os bons momentos que dela

advêm, desde o primeiro cortejo da latada até ao último cortejo da queima das fitas (ainda não sei o que se sente neste último mas envolve, certamente, muita emoção) passando por todos os jantares de curso, os convívios, as saídas e as noitadas!

Depois, como a vida não é só festa, Coimbra permitiu que estudasse aquilo que sempre quis, curso de biologia. O orgulho é igualmente enorme quando falo no curso que, tão bem me mostrou o que era a cidade dos estudantes e o seu enorme valor e que me permitirá fazer o que desde cedo imaginei.

Claro que ser estudante não é sempre fácil, aliás há alturas que

são mesmo bem difíceis, e o trabalho é sem dúvida imenso,

Jornal Nº9 Dezembro 2015

mas tudo vale a pena quando se faz o que se gosta! Não, não adoro todas as “cadeiras”, gosto mais de umas do que de outras como é normal em qualquer estudante, aliás, aqui só entre nós, que ninguém nos ouve…algumas são até bem aborrecidas!

Se me perguntassem se gosto da vida de estudante a minha resposta era claramente sim, pois os maus momentos são compensados pelos bons, que são sem dúvida, muitos mais. Não sei como será a minha vida no futuro mas, com toda a certeza, a vida de estudante vai deixar muitas saudades. Só espero que a vida de estudante e o curso que estou a concluir me abram futuros horizontes numa sociedade profissionalmente falando, no meu país!

Tenho pena que o futuro não se mostre nada risonho, para nós jovens licenciados e com pouca luz ao fundo do túnel. Mas como a esperança é a última a morrer … Vamos ter esperança!

“Capa negra de saudade No momento da partida Segredos desta cidade Levo comigo p'rá vida.”

Beatriz Pina

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

IMAGENS, VALEM MAIS QUE MIL PALAVRAS …

O TERROR VIVIDO EM PARIS! Emoção intensa! Arranca-nos as tripas. Não há vendedores do

templo… Cada um vem receber um pouco da tristeza coletiva. O silêncio torna-se pesado mas

o diálogo permanece aberto. Anjinhos com

cartazes convidam as pessoas ao enlace. Tudo isto te convida a uma abertura de espirito e te revela o verdadeiro sentido dos vocábulos:

Fraternidade, Igualdade e Liberdade. Estejamos prontos a oferecer um pouco de nós, para que viva a pomba da liberdade, de modo a que todos estes passarinhos não morressem em vão. António Cardoso, Paris- França

não morressem em vão. António Cardoso, Paris- França HISTÓRIAS INGLÓRIAS Dique, cão entroncado e de peito
não morressem em vão. António Cardoso, Paris- França HISTÓRIAS INGLÓRIAS Dique, cão entroncado e de peito

HISTÓRIAS INGLÓRIAS

António Cardoso, Paris- França HISTÓRIAS INGLÓRIAS Dique, cão entroncado e de peito forte! Na maioria do

Dique, cão entroncado e de peito forte!

Na maioria do seu corpo branco desenhavam- se-lhe, em contraste, algumas manchas pretas. As orelhas eram grandes e descaídas assim como lhe descaía a cauda. Andava num andar calmo e ladrava um ladrar rouco mas convincente. Era cegamente obediente ao dono mas, achava-se, ainda assim, o responsável máximo pela segurança do Largo do Cruzeiro. Na prática, ninguém poderia entrar ou sair do Largo sem ser devidamente cheirado por ele. Á mínima suspeita, rosnava, ameaçador mas, nos intervalos da apertada vigilância, sobejava-lhe, algum tempo para correrias com a garotada por caminhos, campos e rodeiras. À noite o assunto era mais sério. A escuridão exigia um redobrar de

esforços. Toda a atenção era pouca. Às vezes, em noites de luar, até

as sombras se tornavam suspeitas. O Dique subia então muros e

paredes para dilatar o campo de visão, para ladrar mais alto, enfim,

para um vigiar mais completo. Certa noite subiu uma parede tão alta que quase topou a janela do Silva. Às duas da manhã os habitantes da aldeia dormiam que nem penedos. Enquanto isso o Dique, empoleirado na parede, cumpria, rigorosamente, a sua missão de vigia. Num repente, e sem que se pudesse perceber porquê, começou a ladrar tão intempestivamente que toda a gente acordou e ninguém mais conseguiu pregar olho. A noite tornou-se um pesadelo para o Silva. a quem sobrava a

impressão de que o cão lhe mordia as orelhas. Incomodado, encorajou-se e prometeu a si próprio que a madrugada não iria continuar a encher-se desta série infinita de latidos. Sonolento, foi-se levantando. Às apalpadelas, foi procurando as grossas botas de pneu. Meteu-lhe os pés dentro, atacou-as com as grossas atacam de cabedal e saiu sorrateiramente. Já na rua, pegou numa pedra, frisou o dorso do animal, calculou bem, afinou a pontaria e, depois, fez zunir o calhau velozmente. O Dique acusou o contacto uivando estridentemente e, por instinto de defesa, saltou do muro abaixo. Entre o susto e a dor, o cão, quase sucumbiu de tristeza. Ciente do cumprimento do seu dever sentiu-se atraiçoado por um amigo a quem era proibido morder! Mas isto não ficaria assim… Nada de meter o rabo entre as pernas. Tal atitude não se coaduna com a dignidade de um cão que muito preza o estatuto de sentinela. Buscou, então, no chão, a pedra agressora que cheirou para lhe confirmar a verdadeira origem. Depois segurou-a na boca, nervosamente, como se a quisesse remeter à procedência. Por fim, subiu novamente a parede, ladrou várias vezes de forma rápida e sucessiva tão altivamente como se quisesse dizer: - Não queres que te guarde? Então vou-me embora. Mas não penses que vou com medo! Direi eu que a razão, ainda que mal explicada, não deixa de ser razão e, algumas vezes, por bem fazer… mal haver! Fernando Capelo

RECEITA DA SOFIA

PERU PARA A CEIA DE NATAL Ingredientes:

Água

Sal

Rodelas de 2 limões

Folhas de louro

Dentes de alho

Cebola

Cravinho

Pimenta

Salsa.

Preparação:

Limpa-se o peru muito bem, dentro de um alguidar grande

e coloca-se de marinada durante 24 horas.

Antes de meter o peru no forno, barra-se com banha de

porco e colorau e vai-se regando com o molho. Caso o

queira rechear, picam-se os miúdos do peru com chouriço e

presunto, colocam-se dentro do peru e coze-se com um fio.

Pode acompanhar com batatas e arroz!

Bom apetite!

Sofia Vilar

peru e coze-se com um fio. Pode acompanhar com batatas e arroz! Bom apetite! Sofia Vilar

Jornal Nº9 Dezembro 2015

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

O CANTINHO DO GENINHO …

ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO O CANTINHO DO GENINHO … Segurança … Sempre! Tratores agrícolas e

Segurança … Sempre! Tratores agrícolas e os acidentes!

O uso de tratores e máquinas agrícolas é habitual em zonas rurais como a nossa, sendo o seu uso adequado essencial para que não ocorram sinistros. Os 91 acidentes com tratores agrícolas registados no primeiro semestre deste ano provocaram 27 mortos e 27 feridos

graves, segundo dados da GNR. Para evitar estes números já foi iniciada uma campanha de sensibilização junto destes condutores. Segundo este dados, a Guarda Nacional Republicana os 91 acidentes envolvendo tratores agrícolas, tendo o maior número ocorrido nos distritos de: Viseu 15, Leiria registou 11 e Castelo Branco 9. Os dados da corporação indicam também que, ao longo do ano de 2014, registaram-se 210 acidentes com tratores agrícolas, que provocaram 80 mortos e 79 feridos graves. De acordo com a GNR, os distritos com mais acidentes em 2014 foram Bragança com 26, Castelo Branco com 22, Leiria com 21 e Viseu registou 20 acidentes. Aquela força de segurança refere que

o capotamento é a principal causa de morte dos condutores de

tratores. A GNR realiza assim, um conjunto de ações de sensibilização dirigidas a condutores de tratores agrícolas com o objetivo de os alertar para o cumprimento das regras de segurança, numa operação denominada "Santo António". Os

militares vão transmitir conselhos de segurança através de contactos pessoais e ações em sala, a realizar em todo o país, com

o objetivo "de reduzir a sinistralidade resultante da utilização de tratores agrícolas".

Para combater os acidentes com tratores agrícolas, a GNR aconselha os condutores fazerem:

Manutenção do veículo,

Utilizar os acessórios de iluminação e sinalização,

Frequentarem ações de formação teóricas e práticas,

Não conduzir sob efeito de álcool, fadiga ou excesso de velocidade. A GNR lembra ainda os condutores dos tratores agrícolas que as estruturas de proteção, como o arco de Santo António, podem evitar a morte ou reduzir a gravidade dos ferimentos. Lembra também para não sobrecarregarem o veículo, nem transportar passageiros à pendura. Se cumprirem estes conselhos poderão evitar muitos acidentes!

cumprirem estes conselhos poderão evitar muitos acidentes! Bruno Martins Peraizal PELA SUA SAÚDE! … O SONO

Bruno Martins Peraizal

PELA SUA SAÚDE! …

acidentes! Bruno Martins Peraizal PELA SUA SAÚDE! … O SONO Afinal quantas hora s, devemos dormir

O SONO

Afinal quantas horas, devemos dormir por noite? É uma questão de saúde pública. Ou seja, dormir o número adequado de horas é determinante na saúde e no bem-estar da sociedade. Dormir pouco ou em excesso, tem implicações na saúde individual e consequentemente no modo como nos relacionamos uns com os outros. Todos temos uma noite mal dormida de vez em quando.

É um processo do qual se recupera com mais ou menos facilidade e que não traz grandes danos à saúde. Já os distúrbios habituais do sono alteram a saúde e estão diretamente relacionados com problemas como a obesidade, o défice de atenção ou alterações do foro psíquico, tais como a estabilidade da memória e do raciocínio. No entanto, a necessidade fisiológica do sono também está diretamente relacionada com a idade. À medida que envelhecemos, vamos tolerando menos horas de sono. Os especialistas indicam que sete horas de sono são fundamentais, embora algumas pessoas precisam de dormir mais horas que outras. Esta necessidade varia não só com a idade mas também com fatores, tais como a condição física e o estado de saúde.

Jornal Nº9 Dezembro 2015

Poderemos contribuir para um boa noite de sono, evitando o consumo de álcool, de cafeína, assim como o uso de aparelhos eletrónicos, designadamente, computadores, telemóveis, tablets e televisões nas horas que antecedem o início do sono.

Não se esqueça: quando retirar algumas horas ao sono, tente compensar com uma sesta.

Não se esqueça: quando retirar algumas horas ao sono, tente compensar com uma sesta. Sofia Jorge

Sofia Jorge Farmacêutica

JORNAL DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DE PÍNZIO

OS NOSSOS PATROCINADORES OFICIAIS

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AM FORTUNATO

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A AM Fortunato, mais conhecida por nós por “O Ti Amadeu” é uma empresa de comércio de materiais de construção, louças sanitárias, pavimentos e revestimentos, tintas e vernizes, eletrodomésticos, ferramentas elétricas e artigos de pesca. Na loja e armazém, poderá encontrar um leque infindável de produtos em stock, que tanto jeito, nos dão no nosso dia-a-dia.

Na loja do “TI Amadeu” encontramos sempre soluções para as nossas necessidades, muitas vezes fora de horas e quando estamos “enrascados”, para além de sermos atendidos por pessoas simpáticas e profissionais.

O “Ti Amadeu” é mais que uma loja. É um parceiro que está sempre disponível para nos ajudar a encontrar soluções para as nossas dificuldades.

Comprando no “Ti Amadeu”, também estamos a promover o desenvolvimento da nossa Freguesia e a contribuir para o emprego e economia local.

FOR2NATO

e a contribuir para o emprego e economia local. FOR2NATO A empresa for2nato é do nosso

A empresa for2nato é do nosso bem conhecido

e conterrâneo Alberto Fortunato. Devido à evolução das necessidades dos

clientes e de mercado, a empresa foi expandido

a sua área de negócio bem como os produtos

comercializados. Comercializa uma vasta gama de produtos, produtos esses, necessários desde a projeção ao acabamento final de todo o tipo de edifícios públicos e privados. Neste momento, existe na For2nato, cerca de 30.000 produtos no seu circuito comercial, indicando de entre eles, uma forte aposta nas energias renováveis, tendo para isso investido fortemente em formação e desenvolvimento de conhecimento aos seus colaboradores, bem como na sensibilização constante de um melhor meio ambiente.

O objetivo da For2nato é desenvolver com os seus clientes uma parceria capaz de enfrentar com sucesso os desafios decorrentes da Politica dos mercados e contribuir desta forma para o desenvolvimento das empresas da região e indiretamente contribuir para o desenvolvimento da economia regional, com repercussões a nível nacional e internacional. Não hesitem em contactar sempre que necessitem de uma solução profissional.

For2nato

Rua da Veiga nº 48

6300-876 Guarda

Telefone: 271 212 216

Email: comercial.for2nato@gmail.com

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