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MMaannooeell PPaaiivvaa

MMAATTEEMMÁÁTTIICCAA CCoonncceeiittooss,, lliinngguuaaggeemm ee aapplliiccaaççõõeess VVoolluummee 11

OOrriieennttaaççããoo mmeettooddoollóóggiiccaa ee rreessoolluuççããoo ddee EExxeerrccíícciiooss CCoommpplleemmeennttaarreess

UUnniiddaaddee IIII

GGeeoommeettrriiaa ppllaannaa::

âânngguullooss ee ppoollííggoonnooss

m m e e t t r r i i a a p p l l

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

CCaappííttuulloo66

Volume 1

RReettaasseeâânngguullooss

Orientações metodológicas

IInnffoorrmmaaççõõeess ttééccnniiccaass

Algumas atividades exigem o transferidor.

OObbjjeettiivvooss

Ao final deste capítulo, o aluno deve estar preparado para:

classificar duas retas coplanares como paralelas ou concorrentes;

classificar um ângulo geométrico como agudo, reto ou obtuso;

classificar um ângulo não-geométrico como côncavo, raso, nulo ou de uma volta;

medir ângulos com o auxílio do transferidor;

construir ângulos congruentes com o auxílio do transferidor;

traçar a bissetriz de um ângulo com o auxílio do transferidor;

resolver problemas que envolvam ângulos opostos pelo vértice;

resolver problemas que envolvam ângulos complementares ou suplementares;

resolver problemas que envolvam ângulos formados por duas retas paralelas e uma transversal.

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ou suplementares; • resolver problemas que envolvam ângulos forma dos por duas retas paralelas e uma

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

SSuuggeessttõõeess ppaarraa oo ddeesseennvvoollvviimmeennttoo ddoo ccaappííttuulloo

1. Se o professor preferir iniciar o capítulo a partir dos conceitos de ponto, reta e plano, uma

sugestão é usar como modelo uma caixa de sapatos (paralelepípedo) para representar

concretamente estes elementos:

para representar concretamente estes elementos: A superfície de cada face é uma superfície plana. O plano

A

superfície de cada face é uma superfície plana. O plano é infinito, continua além dos limites

da caixa.

O plano é infinito, continua além dos limites da caixa. O plano α do fundo da

O

plano α do fundo da caixa deve ser imaginado além dos limites da caixa, infinitamente.

Toda reta r contida em um plano divide-o em duas regiões. A reunião da reta r com qualquer

uma dessas regiões é chamada de semiplano de origem r.

em duas regiões. A reunião da reta r com qualquer uma dessas regiões é chamada de

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em duas regiões. A reunião da reta r com qualquer uma dessas regiões é chamada de

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

2. Apresentar as posições relativas de duas retas coplanares, enfatizando que duas retas

coincidentes também são paralelas.

3. Apresentar as noções de ângulo geométrico e de ângulo não-geométrico, convencionando que

quando for usada simplesmente a palavra ângulo, sem especificação (geométrico ou não-

geométrico), ficará subentendido ângulo geométrico. (O conceito de ângulo pode ser definido,

também, como a reunião de duas semi-retas de mesma origem. A definição de ângulo como

uma superfície plana torna, a nosso ver, o conceito mais concreto, além de evitar interpretações

dúbias.)

4. As atividades de A.1 a A.4 visam a exercitar o uso do transferidor. A atividade A.2 exige o

conceito de divisão de um número em partes diretamente proporcionais a números dados; essa

atividade merece uma atenção especial.

5. A geometria plana pode se tornar um obstáculo para a visão espacial. Para minimizar essa

possibilidade, é necessário, vez ou outra, propor situações que envolvam o espaço, com o

objetivo de estimular a visão espacial, que não é inata, mas pode ser desenvolvida. Por

exemplo, o exercício a seguir pode ser proposto após a apresentação dos conceitos de ângulo

reto, ângulo agudo e ângulo obtuso:

Um menino construiu um ângulo agudo com duas varetas de madeira e, no momento em que

os raios de Sol eram verticais, observou a sombra desse ângulo projetada no piso horizontal,

quando uma das varetas era paralela a esse piso. A sombra era um ângulo de medida maior,

menor ou igual à do ângulo formado pelas duas varetas?

Resposta: Igual, se o outro lado do ângulo também era paralelo ao piso, ou menor, se o outro

lado não era paralelo ao piso.

Repita essa experiência formando com as varetas um ângulo obtuso e um ângulo reto.

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lado não era paralelo ao piso. Repita essa experiência formando com as varetas um ângulo obtuso

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

Resposta: Se as varetas formarem um ângulo obtuso AÔB com um dos lados paralelo ao piso,

então a sombra será um ângulo de medida igual à medida de AÔB, se o outro lado também for

paralelo ao piso, ou maior que a medida de AÔB, se o outro lado não for paralelo ao piso. Se as

varetas formarem um ângulo reto, com um dos lados paralelo ao piso, a sombra será também

um ângulo reto, desde que o outro lado não seja vertical.

Uma pesquisa interessante sobre a visão espacial foi realizada por Antônio de Pádua Vilella

Cavalca, sob o título Espaço e Representação Gráfica — Visualização e Interpretação, Editora

da PUC-SP, 1998.

6. Apresentar os conceitos de ângulos complementares, suplementares, opostos pelo vértice e de

ângulos adjacentes. Para um primeiro contato com o raciocínio dedutivo na geometria, o

professor pode propor o exercício: Provar que dois ângulos opostos pelo vértice têm a mesma

medida.

Esquema para a demonstração

vértice têm a mesma medida. Esquema para a demonstração 180º – α + β = 180º

180º – α + β = 180º α = β

7. No estudo dos ângulos formados por duas retas paralelas e uma transversal, não é necessário

dar ênfase aos nomes dos pares de ângulos; o mais importante é que o aluno entenda que se a

transversal determina com as paralelas:

dois ângulos agudos, então eles são congruentes;

dois ângulos obtusos, então eles são congruentes;

um ângulo agudo e outro obtuso, então eles são suplementares.

Refazer o exercício resolvido.

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são congruentes; • um ângulo agudo e outro obtuso, então eles são suplementares. Refazer o exercício

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Volume 1

EExxeerrccíícciiooss bbáássiiccooss

Dentre os exercícios complementares, alguns são considerados básicos, isto é, servem de ponte

para aqueles que exigem maior desembaraço e criatividade. Neste capítulo, são básicos os exercícios

de números C.1, C.2, C.5, C.6, C.7, C.9, C.10, C.13, C.15 e C.16.

Exercícios Complementares

C.1

C.2

C.3

Sendo x o comprimento do arco, em centímetros temos:

a)

b)

c)

centímetros

graus

72

x

360

45

x = 9

De maneira análoga à resolução do exercício 1, obtemos:

m( AB ) = 6 cm e m( CD ) = 9 cm

A medida, em graus, de um arco de circunferência é, por definição, igual à medida do

ângulo central que o determina; logo, m( AB ) = m( CD ) = m(AÔB) = 60º.

Sim, porque grau não é unidade de comprimento, mas do ângulo central determinado

pelo arco.

minutos

60

36

graus

1

y

y = 0,6

Sendo x o comprimento do arco, em quilômetros, temos:

68

determinado pelo arco. minutos 60 36 graus 1 y ⇒ y = 0,6 Sendo x o

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

C.4

graus

1

14,6

II Geometria plana: ângulos e polígonos C.4 graus 1 14,6 a) 2 x = 90º ⇒

a) 2x = 90º x = 45º

quilômetros

C.4 graus 1 14,6 a) 2 x = 90º ⇒ x = 45º quilômetros 111,3 x

111,3

x

x = 1.624,98 km

b) 0º < 2x < 90º 0º < x < 45º; assim, uma resposta possível é 40º.

c) 0º < 2x < 90º 0º < x < 45º

d) 90º < 2x < 180º 45º < x < 90º; assim, uma resposta possível é 50º.

e) 90º < 2x < 180º 45º < x < 90º

Nota: A intenção é que o aluno resolva por tentativa os itens b e d.

C.5

C.6

90º + 5x + 4x = 360º x = 30º; logo, m (AÔB) = 5x = 150º

a

Sendo x a medida do ângulo procurado, temos que seu complemento mede 90º – x. Assim:

C.7

C.8

x = 90º

x x = 30 o .

2

O suplemento de x é 180º – x. Assim, temos, x = 180º – x + 80º x = 130º.

c

Sendo α e β as medidas dos ângulos AÔB e

ˆ

CED , respectivamente, temos que α + β = 180º.

69

= 130º. c Sendo α e β as medidas dos ângulos AÔB e ˆ CED ,

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Volume 1

– Conceitos, linguagem e aplicações Volume 1 m( AÔP ) + m( CEG ) = α

m(AÔP) + m(

CEG ) = α

2

ˆ

β

+

2

= α + β = 180º

2

2

C.9 a) 2x – 18º = 50º ⇒ x = 34º 2 x b) +
C.9
a)
2x – 18º = 50º ⇒ x = 34º
2 x
b)
+ 54 o = 90 o ⇒ x = 54 o
3
C.10
s
C.11

 

ˆ

=

90 o

AOP e

r

e

A

s

ˆ = 90 o ⇒ AOP e r e A ∈ s 54º + 36º +

54º + 36º + 54º = 144º

ˆ

CEG são complementares.

Logo, um ângulo obtuso determinado por t e s mede 144º.

70

s 54º + 36º + 54º = 144º ˆ CEG são complementares. Logo, um ângulo obtuso

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Geometria plana: ângulos e polígonos

C.12

 
 

x

+ 18º 24’ = 90º x = 90º – 18º 24’

Logo, a medida procurada é 71 o 36’.

C.13

Sendo x a medida do ângulo agudo que a ponte forma em uma das margens, temos:

ângulo agudo que a ponte forma em uma das margens, temos: x + 3 x =

x

+ 3x = 180º x = 45º

Logo, o ângulo agudo mede 45º e o ângulo obtuso mede 135º.

C.14

Inicialmente, traçamos por A uma reta qualquer s concorrente com r; a seguir, traçamos por A a reta t de modo que a transversal s determine ângulos correspondentes congruentes com r e t. Por exemplo, vamos desenhar a reta s formando um ângulo de 40º com a reta r:

congruentes com r e t . Por exemplo, vamos desenhar a reta s formando um ângulo

71

congruentes com r e t . Por exemplo, vamos desenhar a reta s formando um ângulo

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Volume 1

C.15

C.16

C.17

C.18

b

y

x

+

=

20

y

o

=

120

o

y = 100 o e x = 100 o ; logo, 2x + 3y = 500 o .

o e x = 100 o ; logo, 2 x + 3 y = 500 o

a

o e x = 100 o ; logo, 2 x + 3 y = 500 o

Logo, a + b + c = 360º.

2 x + 3 y = 500 o . a Logo, a + b + c

3x = 90º + x x = 45º

x = 50º

r

//

AB // CD

Logo, o ângulo obtuso mede 135º.

72

+ b + c = 360º. 3 x = 90º + x ⇒ x = 45º

Unidade II

CCaappííttuulloo77

Geometria plana: ângulos e polígonos

PPoollííggoonnooss

Orientações metodológicas

IInnffoorrmmaaççõõeess ttééccnniiccaass

Algumas atividades exigem transferidor, esquadro ou compasso.

OObbjjeettiivvooss

Ao final deste capítulo, o aluno deve estar preparado para:

nomear um polígono de acordo com o seu número de lados;

classificar um polígono como convexo ou não-convexo;

classificar um polígono convexo como regular ou não-regular;

calcular o número de diagonais de um polígono em função do seu número de lados;

classificar um triângulo quanto aos ângulos;

traçar alturas, bissetrizes internas, medianas e mediatrizes de um triângulo, com auxílio de

esquadro, a escala da régua, transferidor ou compasso;

resolver problemas que envolvam a soma das medidas dos ângulos internos de um triângulo;

resolver problemas que envolvam a medida de ângulo externo de um triângulo;

resolver problemas que envolvam triângulo isósceles;

calcular a medida de cada ângulo interno de um polígono regular a partir da soma de seus

ângulos externos ou de seus ângulos internos.

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cada ângulo interno de um polígono regular a partir da soma de seus ângulos externos ou

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Volume 1

SSuuggeessttõõeess ppaarraa oo ddeesseennvvoollvviimmeennttoo ddoo ccaappííttuulloo

1. Ao definir polígono e seus elementos, enfatizar que o número de vértices é igual ao número de

lados. (Atenção especial à definição de ângulo externo de um polígono convexo. É comum o

aluno se confundir, entendendo que o ângulo externo relativo a um vértice A é o ângulo

côncavo de vértice A, cujos lados contêm os lados do polígono que “partem” de A.)

2. Um problema que pode ajudar a explicar o número de diagonais de um polígono é o seguinte:

Oito pessoas se cumprimentaram, cada uma apertando a mão de cada uma das demais.

Quantos apertos de mão ocorreram?

Resolução: Cada uma das 8 pessoas apertou a mão de 7 pessoas. O produto 8 · 7 representa o

dobro do número de apertos de mão que ocorreram, pois, nesse produto, o cumprimento entre

pessoas A e B é contado duas vezes: de A para B e de B para A. Logo, o número de apertos de mão é 8 7 , ou seja, 28. (Ao relacionar esse problema com o número de diagonais do

2

polígono, enfatizar que cada vértice “não cumprimenta” seus vértices consecutivos.)

3. Ao definir a altura de um triângulo, dar ênfase ao triângulo obtusângulo.

Nota: Ressaltar que a palavra altura (de um triângulo) é usada em geometria com dois

significados: a) Altura de um triângulo é o segmento de reta que liga um vértice ao lado

oposto, perpendicularmente. b) Altura de um triângulo é a medida do segmento de reta que liga

um vértice ao lado oposto, perpendicularmente.

4. Antes de demonstrar que a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º, é conveniente

realizar a seguinte experiência:

O professor pede para que um aluno recorte um triângulo qualquer em uma folha de papel

(para um maior impacto, o professor desenha, nesse triângulo, arcos de mesmo raio centrados

nos vértices, conforme figura). A seguir, o professor recorta os “bicos” do triângulo e coloca-os

lado a lado, mostrando que os três arcos formam meia circunferência e, portanto, 180 o .

74

triângulo e coloca-os lado a lado, mostrando que os três arcos formam meia circunferência e, portanto,

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

Unidade II Geometria plana: ângulos e polígonos Refazer o exercício resolvido 1. 5. Uma experiência análoga

Refazer o exercício resolvido 1.

5. Uma experiência análoga à anterior pode ser feita antes da demonstração do teorema do ângulo

externo, como mostra a figura a seguir:

teorema do ângulo externo, como mostra a figura a seguir: Refazer o exercício resolvido 2. 6.

Refazer o exercício resolvido 2.

6. Antes de demonstrar o cálculo da soma dos ângulos internos de um polígono convexo

qualquer, convém propor alguns problemas particulares:

a) Traçando todas as diagonais que partem do vértice A do pentágono abaixo, em quantos

triângulos fica dividido esse polígono?

abaixo, em quantos triângulos fica dividido esse polígono? Resposta: Três triângulos Lembrando que a soma dos

Resposta: Três triângulos

Lembrando que a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º, qual é a soma dos ângulos

internos do pentágono?

Resposta: 3 · 180º = 540º

b) Traçando todas as diagonais que partem de um mesmo vértice de um hexágono convexo,

em quantos triângulos fica dividido esse polígono?

Resposta: Quatro triângulos

75

vértice de um hexágono convexo, em quantos triângulos fica dividido esse polígono? Resposta: Quatro triângulos 75

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Volume 1

Qual é a soma dos ângulos internos do hexágono?

Resposta: 4 · 180º = 720º

c) Traçando todas as diagonais que partem de um mesmo vértice de um polígono convexo de

30 vértices, em quantos triângulos fica dividido esse polígono?

Resposta: 28 triângulos

Qual é a soma dos ângulos internos desse polígono?

Resposta: 28 · 180º = 5.040º

7. Apresentar a soma dos ângulos externos de um polígono convexo através da seguinte

experiência:

O professor pede para que um aluno desenhe um polígono convexo qualquer em uma folha de

papel (para um maior impacto, o professor desenha arcos de mesmo raio centrados nos vértices

e compreendidos pelos ângulos externos desse polígono, conforme figura). A seguir, o

professor recorta os ângulos externos e coloca-os lado a lado, mostrando que os arcos formam

uma circunferência e, portanto, 360 o .

os arcos formam uma circunferência e, portanto, 360 o . Refazer o exercício resolvido 3. 8.

Refazer o exercício resolvido 3.

8. Após a apresentação do cálculo das medidas de um ângulo interno e de um ângulo externo de

um polígono regular, o professor pode explorar a seguinte questão:

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de um ângulo interno e de um ângulo externo de um polígono regular, o professor pode

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

Um pedreiro deve forrar o piso de uma sala usando lajotas iguais e com forma de polígono

regular, colocando-as lado a lado. Essas lajotas podem ter a forma de que polígono regular?

Resposta: Triângulo eqüilátero, quadrado ou hexágono regular

EExxeerrccíícciiooss bbáássiiccooss

Dentre os exercícios complementares, alguns são considerados básicos, isto é, servem de ponte

para aqueles que exigem maior desembaraço e criatividade. Neste capítulo, são básicos os exercícios

de números C.1, C.2, C.8, C.9, C.11, C.12, C.15, C.16, C.19, C.21, C.22 e C.27.

Só para o professor

O teorema da soma dos ângulos externos de um polígono convexo pode ser demonstrado da

seguinte maneira:

Em um polígono convexo, a soma de um ângulo externo e n com o ângulo interno adjacente i n é

180º. Se o polígono possui n vértices, temos:

e 1 + i 1 = 180 o

e 2 + i 2 = 180 o

e 3 + i 3 = 180 o

e n + i n = 180 o

Adicionando, membro a membro, essas igualdades, obtém-se:

(e 1 + e 2 + e 3 + … + e n ) + (i 1 + i 2 + i 3 + … + i n ) = n 180 o ,

77

+ e 2 + e 3 + … + e n ) + ( i 1

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Volume 1

ou seja, (e 1 + e 2 + e 3 + … + e n ) + 180 o (n – 2) = n 180 o ,

ou ainda, (e 1 + e 2 + e 3 + … + e n ) + n 180 o – 360 o = n 180 o ,

e, portanto, e 1 + e 2 + e 3 + … + e n = 360 o .

Exercícios Complementares

C.1

C.2

d = 20(20

3)

2

= 170

Logo, o icoságono possui 170 diagonais.

14 =

n

(

n

3)

2

n 2 – 3n – 28 = 0; logo, n = 7 ou n = – 4 (não convém)

Concluímos, então, que o polígono que possui 14 diagonais é o heptágono.

C.3

C.4

3n =

n

(

n

3)

2

Como n 0, podemos dividir ambos os membros por n: 3 = (

n 3)

2

Logo, o polígono procurado é o eneágono.

n = 9.

dividir ambos os membros por n : 3 = ( n − 3 ) 2 Logo,

78

dividir ambos os membros por n : 3 = ( n − 3 ) 2 Logo,

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

O ponto O em cada figura é o ortocentro do triângulo.

C.5

 
 

O

ponto I em cada figura é o incentro do triângulo.

C.6

 
 

O

ponto G em cada figura é o baricentro do triângulo.

C.7

 
 

O

ponto C em cada figura é o circuncentro do triângulo.

C.8

C em cada figura é o circuncentro do triângulo. C.8 α + 2 α + 90

α + 2α + 90 o = 180 o ⇒ α = 30 o

a) A medida do ângulo agudo que a escala forma com o piso é 60º.

b) A medida do ângulo agudo que a escala forma com a parede é 30º.

79

agudo que a escala forma com o piso é 60º. b) A medida do ângulo agudo

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Volume 1

C.9

 
 

α

= 23 o + 147 o

α

=

170 o

C.10

 
 

155 o = α + 90 o ⇒ α = 65 o

C.11

 
 

44 o = 32 o + α ⇒ α = 12 o

C.12

a)

S i = 2 · 180º = 360º

b)

S i = 3 · 180º = 540º

c)

S i = 6 · 180º = 1.080º

C.13

S i = 2 · 180º = 360º b) S i = 3 · 180º =

80

S i = 2 · 180º = 360º b) S i = 3 · 180º =

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

No triângulo ABH, temos:

40 o + 90 o + 45 o + α = 180 o ⇒ α = 5 o

C.14

 
   
 

No triângulo ABH, temos: m ( ABH ) + α + 90 o = 180º, ou seja, m ( ABH ) + α = 90º e, portanto:

ˆ

ˆ

m

(

ˆ

ABC) = 90 o .

C.15

 
   
 

2α + 3α = 100 o ⇒ α = 20 o ; logo, a medida do ângulo externo relativo ao vértice B é

180 o – 2 20 o , ou seja, 140 o .

 

C.16

– 2 ⋅ 20 o , ou seja, 140 o .   C.16   ˆ ˆ
 

ˆ

ˆ

O

ângulo DEC

é externo do triângulo ABE; logo, m (DEC) = a + b (I).

ˆ

ˆ

O

ângulo BDC é externo do triângulo DEC; logo x = m (DEC) + c (II).

81

= a + b (I). ˆ ˆ O ângulo BDC é externo do triângulo DEC ;

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

Substituindo (I) em (II), concluímos: x = a + b + c.

C.17

 
   
 

ˆ

ABJ é ângulo externo do BEI x = 100 o .

 

AJB é ângulo externo do CGJ m( AJB ) = 50 o .

ˆ

ˆ

 

ˆ

x + y + m( AJB ) = 180 o ; logo, 100 o + y + 50 o = 180 o e portanto, y = 30 o

C.18

 
   
 

β = α + 50 o (I)

 

2β = 2α + x (II)

Substituindo (I) em (II), temos: 2(α + 50 o ) = 2α + x x = 100 o

 
 

C.19

Medindo os ângulos internos A , B

e C do quadrilátero ABCD, o topógrafo pode deduzir a

 

 

medida do quarto ângulo interno B , sem atravessar o rio, aplicando a propriedade m( A ) +

m( B ) + m( C ) + m( D ) = 360º.

 
 

ˆ

C.20

Sendo m (EFA) = α, temos:

 

82

m( B ) + m( C ) + m( D ) = 360º.     ˆ

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

α + 160 o + 4α + 120 o + 90 o + 150 o = 720 o ⇒ α = 40 o

e, portanto:

o + 150 o = 720 o ⇒ α = 40 o e, portanto: β +

β + 80 o + 160 o + 20 o = 360 o ⇒ β = 100 o

C.21

+ 160 o + 20 o = 360 o ⇒ β = 100 o C.21 4

4α = 120 o ⇒ α = 30 o

Cada ângulo interno de um hexágono regular mede 120º; logo, 4α = 120 o 30º

C.22

regular mede 120º; logo, 4 α = 120 o ⇒ 30º C.22 4 α + α

4α + α = 180 o ⇒ α = 36 o

Como cada ângulo externo desse polígono regular mede 36 o , o número n de lados é dado por:

C.23

n = 360º

36º

= 10,

e, portanto, o número d de diagonais é: d = 10(10

2

3)

d

=

n

(

n

3)

2

d = 20

20 =

n

(

n

3)

2

= 35.

e, portanto, n = 8 ou n = –5 (não convém).

83

  d = n ( n − 3) 2 d = 20 ⇒ 20 =

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Volume 1

C.24

Logo, o polígono em questão é o octógono regular.

A medida a i de cada ângulo interno desse polígono é dada por: a i = 180º(8

8

2)

é dada por: a i = 1 8 0 º ( 8 8 − 2 )

a i + 90º + 90º + 30º = 180º a i = 150º

= 135 o

Como cada ângulo interno do polígono regular mede 150º, temos que a medida a e de cada

C.25

ângulo externo é dada por: a e = 180º – 150º = 30º e, portanto, o número n de lados desse

polígono é n = 360º

30º

=

12.

n de lados desse polígono é n = 3 6 0 º 30º = 12. ˆ

ˆ

ˆ

QCD é ângulo externo do polígono; logo, m (QCD) = 180º – 2α.

ˆ

ˆ

CQD e

ABC são ângulos colaterais formados pelas paralelas AB

e

QD

e pela transversal

BQ

;

ˆ

logo, m( CQD ) = 180 o –2α.

C.26

ˆ

CDP é ângulo externo de triângulo CQD e, portanto, α = 180 o – 2α + 180 o – 2α ⇒ α = 72 o .

Assim, cada ângulo externo do polígono mede 180º – 2 · 72º, ou seja, 36º e, portanto, o número

n de lados é dado por n = 360º

36º

= 10.

84

mede 180º – 2 · 72º, ou seja, 36º e, portanto, o número n de lados

Unidade II

C.27

Unidade II C.27 170 o + α + α = 180 o ⇒ α = 5

170 o + α + α = 180 o ⇒ α = 5 o

Geometria plana: ângulos e polígonos

Assim, temos que cada ângulo externo do polígono mede 10 o e, portanto, o número n de

lados é dado por n =

360

o

10

o

= 36.

o número n de lados é dado por n = 360 o 10 o = 36.

α + 2α + 3α + 4α = 360º ⇒ α = 36º;

logo, a medida do maior ângulo interno desse quadrilátero é 180º – 36º, ou seja, 144º.

85

= 360º ⇒ α = 36º; logo, a medida do maior ângulo interno desse quadrilátero é

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

CCaappííttuulloo88

Volume 1

CCoonnggrruuêênncciiaaddeettrriiâânngguulloosseeaapplliiccaaççõõeess

Orientações metodológicas

IInnffoorrmmaaççõõeess ttééccnniiccaass

Algumas atividades exigem construções com régua e compasso.

OObbjjeettiivvooss

Ao final deste capítulo, o aluno deve estar preparado para:

reconhecer triângulos congruentes através dos casos LAL, ALA, LLL, LAA ou RHC;

construir triângulos congruentes com régua e compasso;

construir ângulos congruentes com régua e compasso;

classificar um quadrilátero como trapézio, paralelogramo, retângulo, losango ou quadrado;

resolver problemas por meio das propriedades dos quadriláteros notáveis;

construir a mediatriz de um segmento com régua e compasso;

resolver problemas por meio das propriedades do triângulo isósceles;

construir um ângulo de 60º com régua e compasso;

deduzir as propriedades da mediatriz de um segmento e da bissetriz de um ângulo, a partir da

congruência de triângulos;

deduzir as propriedades do circuncentro e do incentro de um triângulo;

86

a partir da congruência de triângulos; • deduzir as propriedades do circuncentro e do incentro de

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

traçar por um ponto uma reta perpendicular ou uma reta paralela a uma reta dada, usando régua

e compasso;

construir com régua e compasso a bissetriz de um ângulo.

SSuuggeessttõõeess ppaarraa oo ddeesseennvvoollvviimmeennttoo ddoo ccaappííttuulloo

1. Conceituar congruência de triângulos a partir de dois triângulos de cartolina e perguntar sob

que condições é possível colocar um sobre o outro, de modo que cada ponto de qualquer um

deles coincida com algum ponto do outro. Concluir, então, as seis condições de congruência.

2. Apresentar os casos de congruência a partir da seguinte experiência:

O professor constrói um triângulo com três varetas e pede para que um aluno tente movimentar

os

lados

desse

triângulo, alterando

as

medidas

de

seus

ângulos

internos. Diante

da

impossibilidade do movimento, o professor conclui que as medidas dos três lados determinam

as medidas dos três ângulos internos do triângulo, comentando que a rigidez da estrutura

triangular é muito usada na engenharia civil, na construção de pontes, na armação do

madeiramento de telhados e em outras armações de sustentação. De acordo com essa

experiência, conclui-se que se dois triângulos têm os três lados respectivamente congruentes,

então os triângulos são congruentes. Notamos, portanto, que as três condições LLL têm como

conseqüência três outras condições de congruência de triângulos (congruência entre os

ângulos). Qualquer conjunto formado por uma quantidade mínima de condições capazes de

garantir a congruência de dois triângulos é chamado de caso de congruência.

3. Ao definir os quadriláteros notáveis, enfatizar a relação entre os conjuntos L, Q, R, P e T

apresentados no exercício A.6 das atividades. O entendimento dessa relação é importante para

que o aluno saiba quando um determinado quadrilátero possui uma certa propriedade.

87

dessa relação é importante para que o aluno saiba quando um determinado quadrilátero possui uma certa

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

4. Os exercícios de A.7 a A.11 das atividades apresentam as propriedades dos quadriláteros

notáveis. A intenção é que o aluno conclua sozinho essas propriedades. O professor

institucionaliza a conclusão, enunciando a propriedade após a resolução de cada exercício.

5. As propriedades dos quadriláteros notáveis serão aplicadas em construções com régua e

compasso no exercício A.12 das atividades e nos exercícios complementares de C.10 a C.12.

Esses exercícios merecem uma atenção especial, pois é a oportunidade de concretizar as

propriedades estudadas.

6. Estimular a participação dos alunos nas deduções das propriedades do triângulo isósceles.

7. Depois da resolução do exercício A.17 das atividades, propor as construções, com régua e

compasso, de ângulos com medidas 30º e 15º.

8. Estimular a participação dos alunos na dedução da propriedade da mediana relativa à

hipotenusa de um triângulo retângulo. Enfatize que essa mediana divide o triângulo retângulo

em dois triângulos isósceles.

EExxeerrccíícciiooss bbáássiiccooss

Dentre os exercícios complementares, alguns são considerados básicos, isto é, servem de ponte

para aqueles que exigem maior desembaraço e criatividade. Neste capítulo, são básicos os exercícios

de números C.1, C.2, C.7, C.8, C.9, C.13, C.14, C.15, C.17, C.19 e C.21.

88

Neste capítulo, são básicos os exercícios de números C.1, C.2, C.7, C.8, C.9, C.13, C.14, C.15,

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

Exercícios Complementares

C.1

 
 

ADC BCE (caso ALA ou LAA o ) CA = BE = 400 m e CB = AD = 600 m

C.2

 
 

a) I. AD AC (hipótese)

II. EÂD BÂC (opostos pelo vértice)

ˆ

ˆ

III. AED

ABC (hipótese)

As condições I, II e III caracterizam o caso LAA o ; logo, AED ≅ ∆ABC.

b) A congruência entre os triângulos AED e ABC garante que DE BC , ou seja:

29 4 x = 5 6 x + 4 x = 3, e, portanto, BC = 6,5 dm.

C.3

M é o ponto médio de AB , portanto M eqüidista de A e B.

89

x = 3, e, portanto, BC = 6,5 dm. C.3 M é o ponto médio de

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

C.4

C.5

C.6

C.7

Como AMP BMP (caso LAL), para qualquer ponto P (P M) da mediatriz r, temos

para qualquer ponto P (P ≡ M ) da mediatriz r , temos PA ≅ PB

PA

PB .

O ponto O pertence à mediatriz de AC e à mediatriz de BC ; logo, O eqüidista de A e C, e também de B e C. Então O eqüidista dos três vértices do ABC.

O ponto O eqüidista dos lados OA

e OB

, pois pertence a ambos. Sendo P (P O) um ponto

da bissetriz OC , temos OPQ OPS (caso LAA o ); logo, PQ PS . Dessa forma,

qualquer ponto da bissetriz OC

eqüidista dos lados de

AOB .

O ponto I pertence à bissetriz de ABC

e de BAC ; logo, I eqüidista de BA e BC , e também de

BA e CA . Então I eqüidista dos três lados do triângulo.

Como CA CB BA , temos que o ABC é eqüilátero; logo, cada um dos ângulos internos

A ,

B

e

C

mede 60º. Como ADE CFD BEF (caso LAL), temos DE FD EF ;

C.8

logo, DEF é eqüilátero.

a)

Verdadeira, pelo exercício A.10 das atividades.

b) Falsa, pois podemos ter:

exercício A.10 das atividades. b) Falsa, pois podemos ter: c) Verdadeira, pois to do quadrado é

c) Verdadeira, pois todo quadrado é losango.

d) Verdadeira, pois o quadrado é um retângulo que tem os quatro lados congruentes entre

si.

e) Verdadeira, pelos exercícios A.9 e A.11 das atividades.

f) Falsa, pelo exercício A.8 das atividades.

¨

90

entre si. e) Verdadeira, pelos exercícios A.9 e A.11 das atividades. f) Falsa, pelo exercício A.8

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

g) Falsa, pois podemos ter:

plana: ângulos e polígonos g) Falsa, pois podemos ter: h) Verdadeira, pelo exercício A.11 das atividades.

h) Verdadeira, pelo exercício A.11 das atividades.

i) Falsa, pois podemos ter:

exercício A.11 das atividades. i) Falsa, pois podemos ter: AC = BD = 3 cm j)

AC = BD = 3 cm

j) Verdadeira, pelo exercício A.8 das atividades.

C. 9

A estátua deve ser colocada no ponto M onde se cruzam as diagonais do retângulo, pois as

diagonais são congruentes entre si e M é ponto médio de cada uma delas.

 

C.10

Foi usada a mesma abertura do compasso para traçar todos os arcos; logo, o quadrilátero APBC

 

 

é

um losango. Como as diagonais do losango são perpendiculares entre si, temos PC r .

C.11

Como

foi

usada

a

mesma

abertura

do

compasso

para

traçar

os

três

arcos,

temos

OA ≅≅≅AP PB BO ; logo, o quadrilátero OAPB é um losango e, portanto, suas diagonais

 

 

estão contidas nas bissetrizes dos ângulos internos. Concluímos, então, que OP

é bissetriz do

ângulo

AOB .

 

C.12

Como foi usada a mesma abertura do compasso para a construção dos arcos, temos

AB = AC = CD = BD; logo, o quadrilátero ABCD é um losango e, portanto,

. CD // AB

91

dos arcos, temos AB = AC = CD = BD ; logo, o quadrilátero ABCD é

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

C.13

 
   
 

2x + 10º + x + 5º = 180º x = 55º

Assim, temos que os ângulos da base BC medem 60º cada um e, portanto, m(BÂC) = 60º.

C.14

b

 
 

Cada ângulo interno de hexágono regular mede 120º. O triângulo ABF é isósceles de base BF

 

ˆ

ˆ

 

e, portanto, m

( AFB) = m ( ABF ) = α.

Logo, α + α + 120º = 180º ⇒ α = 30º.

C.15

 
   
 

α + α + 90º = 180º ⇒ α = 45º

C.16

a

α + α + 90º = 180º ⇒ α = 45º C.16 a EDC é ângulo

EDC é ângulo externo do triângulo ACD y = x + 2x y = 3x

92

= 180º ⇒ α = 45º C.16 a EDC é ângulo externo do triângulo ACD ⇒

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

C.17

 
   
 
 

ˆ

ˆ

 

DCE é isósceles de base DE m

(CDE) = m (CED) = α;

logo, α + α + 150 o = 180 o ⇒ α = 15 o .

 

C.18.

 
   
 

x + 50 o + 50 o = 180 o

x = 80 o

C.19

50 o + 50 o = 180 o ⇒ x = 80 o C.19 A mediana

A mediana AM coincide com a bissetriz interna relativa ao vértice A e coincide com a altura

relativa a esse vértice; logo, m(BÂM) = 35 o e m

ˆ

(AMB) = 90 o

Assim, temos que: x + 90º + 35º = 180º x = 55º

93

logo, m( BÂM ) = 35 o e m ˆ ( AMB ) = 9 0

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

C.20

C.21

– Conceitos, linguagem e aplicações Volume 1 C.20 C.21 △ DAB é isósceles de base AB

DAB é isósceles de base AB DA = DB (I)

Cada um dos ângulos

ˆ

DBC e

ˆ

DCB mede 90 o α, logo, o BDC é isósceles de base BC e,

portanto, DB = DC (II)

Por (I) e (II) conclui-se que DA = DB = DC

DA

DA

=

+

DB

DC

DC

=

= 10

cm

DB = 5 cm

 DA  DA  = + DB DC DC = = 10 cm ⇒ DB

BMA é isósceles de base BA ; logo m (MBA) = m (MÂB) = 20 o .

ˆ

No triângulo ABH, temos: 90 o + 20 o + 20 o + x = 180 o x = 50 o .

C.22

+ 20 o + 20 o + x = 180 o ⇒ x = 50 o

α + 80 o + 60 o = 180 o ∴ α = 40 o

94

+ 20 o + 20 o + x = 180 o ⇒ x = 50 o

Unidade II

CCaappííttuulloo99

Geometria plana: ângulos e polígonos

AApprrooppoorrççããooeeaaggeeoommeettrriiaa

Orientações metodológicas

IInnffoorrmmaaççõõeess ttééccnniiccaass

Algumas atividades exigem o transferidor ou construções com régua e compasso.

OObbjjeettiivvooss

Ao final deste capítulo, o aluno deve estar preparado para:

resolver problemas através do teorema de Tales;

dividir um segmento de reta em partes diretamente proporcionais a números dados;

reconhecer triângulos semelhantes através dos casos AA, LAL e LLL;

construir triângulos semelhantes com régua e compasso;

resolver problemas por meio da semelhança de triângulos;

calcular a razão da semelhança entre triângulos, usando dois segmentos correspondentes

quaisquer (lados, alturas, medianas etc.);

resolver problemas que envolvam a base média de um triângulo ou de um trapézio;

deduzir as propriedades do baricentro de um triângulo.

95

a base média de um triângulo ou de um trapézio; • deduzir as propriedades do baricentro

MATEMÁTICA – Conceitos, linguagem e aplicações

Volume 1

SSuuggeessttõõeess ppaarraa oo ddeesseennvvoollvviimmeennttoo ddoo ccaappííttuulloo

1. Desenhando duas retas paralelas a e b que determinam um segmento de medida 3 em uma

transversal t e um segmento de medida 5 em uma transversal t’, o professor pergunta:

a) Se traçarmos uma terceira reta c paralela a a e b, tal que b e c determinam um segmento de

medida 3 na reta t, qual será a medida do segmento determinado por b e c na reta t’?

Resposta: 5

Justificativa

Pelos pontos de intersecção de t’ com a e b, traçam-se, respectivamente, as retas r e s paralelas

a t. Os quadriláteros determinados pelas retas a, b, t

e

r

e pelas

retas

b,

c,

t

e

s

são

paralelogramos e, portanto, seus lados opostos são congruentes. O triângulo determinado por

t’, r e b, e o triângulo determinado por t’, s e c são congruentes (caso ALA); logo, x = 5.

, s e c são congruentes (caso ALA ); logo, x = 5. b) Se traçarmos

b) Se traçarmos uma quarta reta d paralela a a, b e c, de modo que as retas c e d determinem

sobre t um segmento de medida 6, qual será a medida do segmento determinado por c e d na

reta t’ ?

Resposta: 10

96

t um segmento de medida 6, qual será a medida do segmento determinado por c e

Unidade II

Geometria plana: ângulos e polígonos

c) Se traçarmos uma quinta reta e paralela a a, b, c e d de modo que as retas d e e determinem

sobre t um segmento de medida 7, qual será a medida do segmento determinado por d e e na

reta t’ ?

Resposta: 35

3

Após essa introdução, o professor institucionaliza as conclusões, enunciando o teorema de

Tales.

2. Após o exercício A.3 das atividades, o professor pode propor o problema a seguir:

Dividir o segmento

AB

números 1, 3 e 4.

Resolução:

abaixo em três partes de medidas diretamente proporcionais aos

em três partes de medidas diretamente proporcionais aos Traça-se por A uma semi-reta oblíqua a AB

Traça-se por A uma semi-reta oblíqua a AB e marcam-se sobre ela os pontos M, N e C tal que

AM = 1 u (u é uma unidade qualquer, por exemplo, o centímetro), MN = 3 u e NC = 4 u.

Traça-se a reta CB . A seguir traçam-se por M e N as retas paralelas a CB , que interceptam

AB nos pontos P e Q, respectivamente. Desse modo, tem-se que as medidas AP,