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O Romper dos vasos.

Até que ...

O vento cala
e a morte irrompe,
tónica,
belo jardim
terrestre
vazio
regresso
frio,
as lentas proposições,
notas de colisões.

Basta!
Basta uma vez assim.
Como
grave
desvio do padrão,
liquefacção,
regresso,
frio,
uma impressão que não deixa,
como fundo que põe-se,
cais posto,
preâmbulo
do que é ficar o silêncio,
perto,
junto,
suspende-se,
antecipa,
revela,
o pôr que precipita e abalroa,
inflige,
infri(n)ge,
revela de intenção
o engano
belo
fugidio lamento.

Isto.
(obviamente)
é desintegração do objecto,
momento
após,
o pôr do paradoxo,
e isso,
(que há que olhar de frente),
é,
cintilação aos olhos
que estranham-se,
suspendem-se,
ritos do segredo que cinde,
fende,
põe espelho,
o funcionar do paradoxo,
(quase),
como grito do paradoxal uso de intenção do paradoxo,
e introduz,
por criação do campo oculto na linguagem,
o contexto,
um contexto,
e este grito,
que q’importa não tomar aqui,
contra põe,
(porque tem-se múltiplo),
e preenche o campo
como esclarecer
da significação
que
(é)
não ter campo.

(Nada de dialécticas neste momento.)

Antes,
o campo,
a fenda que abre o campo

– “speculum” –

à explosão múltipla
cidade
que o põe,
o campo,
múltiplo.

E isto é a dissolução do campo, do “pathos”.

E isto é,
actualização do modo categórico,
(possibilidade de até que ...),
mais,
uma,
vez,
antes,
preâmbulo de até que ...
sua “significação à partida,
o seu pôr de “condição”,
talvez,
algo,
como praevisão de até que ...

(diferente porque prévia),

como adivinhar
e não ser tomado
em até que ...
e o talvez lá ficar,
lá ficado,
até que ...

Nuno Rocha08