Necessidade e Prazer

Nivelando. Escolhas
Gestores de RH (e quem não é), lidando com pessoas operativas, gestores de
nós mesmos, questionando intensivamente sobre quem somos, sobre o que
queremos, sobre o nosso destino, não podemos permitir que nos escapem as
reflexões conscientes ou intuitivas, de que o ser humano se mexe motivado por
acontecimentos internos (nem sempre íntimos) e por ambientes eficientes.
Estamos onde estamos por nossa iniciativa, por iniciativa do acaso, porque um
acontecimento leva a outros eventos, e por sugestões de entendidos e de
profissionais. De uma forma ou de outra, fundamentamos o que fazemos pra
qualidade de vida do ser humano que somos, com a ideia de que somos
obrigados a isso, por sobrevivência, por disposições da Natureza, por
ocasionalidade. Por obrigações do viver.
Somos livres ou dependentes? Escolhemos ou somos determinados?
Nos parece que ambas as coisas têm suas circunstâncias e trazem pontos de
atração e de distanciamento. Como seres em formação, com a indivualidade se
constituindo, e principalmente, obedientes a Leis que fundamentam esse
movimento progressivo, nascemos dependentes mas com a destinação de
conquistarmos com esforços (a Lei da Mordida da Maçã), através da aplicação
consciente dessas mesmas leis, a liberdade sempre ampliada de participação
nas elaborações da Natureza. Duas características (fatores) possibilitam essa
ascenção crescente: o exercício objetivo da sabedoria e a qualidade afetiva tendente ao amor - de nosso relacionamento com a vida. Amor e Sabedoria se
constituem o bojo onde nossas realizações gestam e por onde desfilam.
Pois, ao olharmos, recuperando a imagem do copo com algum volume de água,
através de um certo jeito a nossa vida e como a fazemos, podemos dizer que
quase não temos a liberdade de vivermos a própria vida. Que não a escolhemos.
Por outro lado, se observamos os acontecimentos através do prisma de
continuidade que marca os eventos de que participamos podemos dizer que
temos quase toda a liberdade de que precisamos. Que temos a vida que
escolhemos. Que ela depende de nossas expectativas, de nossa força de
vontade, modulá-la com nossas características. Deus nos deu limão (um cesto
repleto) temos liberdade de produzir limonada, na doçura de nossa sensibilidade.
Tudo nos indica que Sabedoria e Bondade (constituem a Sensibilidade relacional)
permeiam nossas descobertas. A vida é descortinada através dessa visão sempre
ampliada, podemos dosar nossas ações e por isto, nossas escolhas e decisões.
Quem se permite interferir no comportamento humano, em toda circunstância,
deve, pois, contribuir pra que nos tornemos Sábios e Bondosos. O ser humano
sábio e bondoso potencializa sensibilidade (que identifica nossa humanidade)
que podemos indicar como o sentido que completa nosso poder (liberrdade) de
entender, de compreender, e de nos convencer, a respeito dos eventos da vida.
O homem sábio e bondoso é livre e autoproponente dos compromissos com o
mundo. Um Homem assim é agente da qualidade existencial.

Necessidade
e Prazer

jose fernando vital
vital.pai.family@gmail.com
janeiro / 2016

Necessidade e Prazer
Conceitos
Podemos inventar termos novos buscando satisfazer conceitos não usuais.
Contudo, também podemos aperfeiçoar símbolos antigos e fazê-los
representar a descrição que desejamos figurar de nossa realidade hoje.
Nos referimos à Necessidade quando indicamos as atividades que satisfazem
os desequilíbrios (como se fossem homeostátivos) da mente, ou da alma.
Neste nível a curiosidade os afetos se tornam primordiais e submetem as
impressões orgânicas.
Por outro lado referimos como Prazer os desequilíbrios orgânicos apenas
satisfeitos com atividades que apaziguam os impulsos do corpo e que o agitam
(adrenalina) e que estimulam e ampliam suas respostas à estímulos
presentes. Neste caso eles abafam, brutalizam, ignoram os impulsos da alma.
Mas não os resolvem, como podem fazer com o corpo as atividades da alma.
Esta discussão não se apresenta apenas teórica (ausente de aplicabilidade)
nem superficial (de uso oportunista). Nos voltamos pra ela quando lidamos
com aspectos operativos do ser humano, no trabalho, na convivência familiar e
social. Quando discutimos o homem consigo mesmo. Ora, sermos viscerais ou
voltados para o pensamento puro não é algo simples, nem ocasional. Quando
somos pegos nesse desafio dificilmente a ele não retornamos quando algo
estratégico nos desperta pra importância de nossas decisões.
Gestores vivenciais do homem planejam ambientes pro trabalho
e pro lazer humanos. Todos sabemos que jamais devemos
esperar agradar (satisfazer necessidades x prazeres) a todos
igualmente na formulação de normas, de clima, de projetos de
vida. Sempre há enormes divergências, como se a diversidade
fosse o fator mais marcante do perfil do ser humano. Contudo,
quando observamos que a conduta de cada um está sempre se
deslocando entre o prazer e a necessidade, entre o corpo e o
Espírito, então começamos a perceber que somos todos iguais
em movimento contínuo na linha entre um e outro extremo. O
homem primitivo está mais próximo do princípio que tem no
físico a fonte maior de motivação pra vivermos.
Enquanto que, o homem mental, afetivo,
vai num continuum se aproximando da
extremidade superior (Terra em baixo e
Céu em cima).
Esta escolha de abordagem sobre o
desempenho humano se torna
obrigatória ao favorecer como lidar com
sucesso com nossas motivações e com
expectativas de continuidade de vida.

Necessidade e Prazer
À Deus e à Mamon
A citação bíblica é oportuna pra radicalizar o pensamento nos impedimdo de
relativizar afirmativas, tornando-as indecisas e imponderáveis. Deus, faz
referência à nossa parte mental e espiritual: às ocorrências afetivas e às
curiosidades cognitivas. Mamon, faz referência à riqueza transtória. Àquela
que passa porque se impregna da vida material, submetida, pois, às
transformações das atividades físicas. Em alongamento do conceito, faz
referência aos prazeres orgânicos, que atende às impressões recebidas dos
sentidos. Jesus (Novo Testamento) afirma categoricamente que para o homem
é impossível satisfazer ao corpo e ao Espírito da mesma forma. Atendendo um
alimenta a insatisfação no outro.
Como esses dois senhores se referem às nossas percepções de realidade e
dentro dela, à construção de nós mesmos, de nossa identidade espiritual (algo
acima do corpo e da mente), ao nos sentirmos satisfeitos com as fruições
físicas (apreensão egoísta) nos distanciamos das relações cognitivas e
afetivas incrustradas no Espírito com ampla repercussão (real) na mente.
Como não apenas motivos orgânicos, que dividimos com outras espécies
animais, nos constituem e nos motivam, ao nos estabelecermos nesse nível
ficamos à mercê das insatisfações e contrariedades persistentes nos
questionamentos do pensamento. Nossa alma se agita e injeta suas
insatisfações pensamento a dentro que transborda em desequilíbrios, os quais
somente com a reflexão, com a meditação podem dialogar.
Temos a noção popular enganosa (quanto à impressão física de que somos
seres orgânicos) de que não importa o que pensemos sobre o quê somos, é
importante agirmos como animais institntivos, responder aos impulsos do
universo físico. É importante pensar, conhecer, mas somente quando temos o
estômago satisfeito. É importante a relação afetiva, o amor romântico
(primazia das mulheres), mas não podemos agir assim sob o jugo das
inquietações sexuais físicas.
Como nosso ser, como seres humanos que somos, ultrapassa o universo dos
impulsos do instinto animalizado, e o pensamento penetra com consciência
toda nossa experiência de vida, temos a possibilidade assim de resolver as
inquietudes do coração (órgão que bombeia vida pro corpo). O inverso, a partir
do corpo, não é verdadeiro nem real.
Como não somos seres apenas orgânicos, a satisfação do prazer se torna
algo como delegação de poder de vida à vida instintiva, não racional, aos
comandos de vida totalmente impulsivos e irrefletidos que sente e que não se
conscientiza das consequências de cada escolha. Não domina o futuro, se
impede de cultivar intencionalidades e a construção da vida através da
previsão do futuro.
Escolher o que somos, significa também, escolher qual nível de vida deve nos
ocupar. Qual priorizamos em nosso relacionamento com os planos de vida.

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