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Módulo II

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SUMÁRIO Introdução 1 Unidade 3 - As Fontes de Energias Disponíveis 2 3.1. As Energias

SUMÁRIO

Introdução 1 Unidade 3 - As Fontes de Energias Disponíveis 2 3.1. As Energias Não-Renováveis
Introdução
1
Unidade 3 - As Fontes de Energias Disponíveis
2
3.1. As Energias Não-Renováveis
4
3.2. Os combustíveis Fósseis
4
3.2.1. O Carvão
5
3.2.2. O Petróleo
6
3.2.3. O Gás-Natural
7
3.2.4. Energia Nuclear
7
3.2.5. Como são formados e a Importância Econômica
8
3.3.
Os Desafios Brasileiros na Matriz Energética
10
3.3.1.
As Energias Renováveis e o Brasil
11
Unidade 4 – As Fontes de Energias Renováveis
12
4.1.
A Energia Solar Fotovoltaica
12
4.1.1. Por que Utilizar Energia Solar?
12
4.1.2. Sistemas Fotovoltaicos Ligados com a Rede Pública
13
4.2.
A Energia Solar no Mundo
13
4.2.1.
Como Funciona o Aquecedor Solar
13

4.3.

A Energia Eólica

16

4.3.1. Principais Tipos de Turbinas Eólicas

17

4.3.2. Armazenamento de Energia Eólica

20

4.3.3. O Futuro da Energia Eólica

21

4.4.1. Impactos Ambientais da Biomassa

24

4.5.

A Energia das Ondas e das Marés

25

4.5.1. A Energia das Ondas

26

4.5.2. A Energia das Marés

26

4.5.3. A Energia térmica dos Oceanos

27

4.6. A Energia Hidrelétrica

27

4.7. O Gerador de Energia Elétrica

30

4.8. A Energia do Hidrogênio

30

4.8.1. Como o Combustível Hidrogênio é Gerado 32 4.9. A Energia Geotérmica 35 4.9.1. Rocha

4.8.1.

Como o Combustível Hidrogênio é Gerado

32

4.9. A Energia Geotérmica

35

4.9.1. Rocha Quente e Seca

36

4.9.2. Rocha Úmida Quente

36

4.9.3. Vapor Seco

36

4.9.4. Vantagens e Desvantagens da Energia Geotérmica

36

4.10. Os Biocombustíveis

37

4.10.1. Bioetanol

38

4.10.2. Biodiesel

40

4.10.3. Processo de Produção do Biodiesel

41

4.10.4. Vantagens e Desvantagens do Biodiesel

43

Conclusão do Curso 45 Bibliografia 46
Conclusão do Curso
45
Bibliografia
46
Introdução Desde o início do século XX, o mundo tem sofrido com a exploração de

Introdução

Desde o início do século XX, o mundo tem sofrido com a exploração de seus recursos naturais, com a poluição da atmosfera e com a degradação do solo. O petróleo, por exemplo, considerado uma fonte tradicional de energia, foi tão continuamente extraído que seus poços já começam a se esgotar, pouco menos de 100 anos após o início de sua utilização efetiva. O carvão, um recurso ainda mais antigo, também é considerado esgotável. A energia nuclear, da mesma forma, nos alerta para o perigo dos resíduos radioativos. O uso das fontes tradicionais traça sua trajetória ao declínio, não só pela sua característica efêmera,

mas porque é uma ameaça ao meio ambiente.
mas porque é uma ameaça ao meio ambiente.

Na esteira da questão ecológica, as chamadas ―fontes alternativas de energia‖ ganham um espaço cada vez maior. Essas fontes alternativas, além de não prejudicarem

a natureza, são renováveis, e por isso perenes. Exemplos de fontes renováveis incluem a

energia solar (painel solar, célula fotovoltaica), a energia eólica (turbina eólica, cata- vento), a energia hídrica (roda d’água, turbina aquática), a biomassa (matéria de

origem vegetal), entre outras.

O Brasil já demonstrou, em foros internacionais, a sua intenção de aprimorar o uso de energias renováveis e diversificar as fontes de geração de energia. O

compromisso reduz o risco de um novo déficit hidrológico, que geralmente leva à crise

e ao racionamento, prejudicando o desenvolvimento do país.

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um novo déficit hidrológico, que geralmente leva à crise e ao racionamento, prejudicando o desenvolvimento do
Unidade 3 - As Fontes de Energias Disponíveis As energias renováveis são provenientes de ciclos

Unidade 3 - As Fontes de Energias Disponíveis

As energias renováveis são provenientes de ciclos naturais de conversão da radiação solar, que é a fonte primária de quase toda energia disponível na terra. Por isso, são praticamente inesgotáveis e não alteram o balanço térmico do planeta. As formas ou manifestações mais conhecidas são: a energia solar, a energia eólica, a biomassa e a hidroenergia, mas há outras menos conhecidas também, como geotérmica, energia das marés, entre outras. As principais características por tipo são:

Energia Solar energia da radiação solar direta, que pode ser aproveitada de várias formas por meio de diversos tipos de conversão, permitindo seu uso em aplicações térmicas em geral, obtenção de força motriz diversa, obtenção de eletricidade e de energia química.

diversa, obtenção de eletricidade e de energia química. Energia Eólica - energia cinética das massas de
Energia Eólica - energia cinética das massas de ar provocadas pelo aquecimento desigual na superfície
Energia Eólica - energia cinética das massas de ar
provocadas pelo aquecimento desigual na superfície do planeta.
Além da radiação solar também têm participação na sua
formação fenômenos geofísicos como: rotação da terra, marés
atmosféricas e outros.

Os cata-ventos e embarcações a vela são formas bastantes antigas de seu aproveitamento. Os aerogeradores modernos de tecnologia recente têm se firmado como uma forte alternativa na composição da matriz energética de diversos países.

Biomassa - a energia química, produzida pelas plantas na forma de hidratos de carbono por meio da fotossíntese - processo que utiliza a radiação solar como fonte energética - é distribuída e armazenada nos corpos dos seres vivos em função da grande cadeia alimentar, onde a base primária são os vegetais. Plantas, animais e seus derivados são biomassa. Sua utilização como combustível pode ser feita das suas formas primárias ou derivados: madeira bruta, resíduos florestais, excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animal ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás etc.

excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animal ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás etc. 2

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excrementos animais, carvão vegetal, álcool, óleos animal ou vegetal, gaseificação de madeira, biogás etc. 2
A Energia das Ondas e Marés - As ondas do mar possuem energia cinética devido

A Energia das Ondas e Marés - As ondas do mar possuem energia cinética devido ao movimento da água e energia potencial devido a sua altura. A energia elétrica pode ser obtida se for utilizado o movimento oscilatório das ondas.

O aproveitamento é feito nos dois sentidos: na maré alta a água

enche o reservatório, passando pela turbina e produzindo energia elétrica, na maré baixa a água esvazia o reservatório, passando novamente pela turbina, agora em sentido contrário ao do enchimento, e produzindo energia elétrica.

Hidrelétrica - energia cinética das massas de água dos rios, que fluem de altitudes elevadas para os mares e oceanos devido à força gravitacional. Este fluxo é alimentado em ciclo reverso graças à evaporação da água, a elevação e o transporte do vapor em forma de nuvens, naturalmente realizados pela radiação solar e pelos ventos. A fase se completa com a precipitação das chuvas nos locais de maior altitude. Sua utilização é bastante antiga e uma das formas mais primitiva é o monjolo e a roda dágua. A hidroenergia também pode ser vista como forma de energia

A hidroenergia também pode ser vista como forma de energia potencial; volume de água armazenada nas
A hidroenergia também pode ser vista como forma de energia potencial; volume de água armazenada nas
potencial; volume de água armazenada nas barragens rio acima. As grandes hidrelétricas se valem das
potencial; volume de água armazenada nas barragens rio acima. As grandes hidrelétricas
se valem das barragens para compensar as variações sazonais do fluxo dos rios e, por
meio do controle por comportas, permitir modulação da potência instantânea gerada
nas turbinas.
Energia do Hidrogênio - A energia do hidrogênio é a
energia que se obtém da combinação do hidrogênio com o oxigênio
produzindo vapor de água e libertando energia que é convertida em
eletricidade. Existem alguns veículos que são movidos a hidrogênio.

Geotérmica - A energia geotérmica é a energia do interior da Terra. A geotermia consiste no aproveitamento de águas quentes e vapores para a produção de eletricidade e calor. Parte do calor interno da Terra (5.000 °C) chega

à crosta terrestre. Em algumas áreas do planeta, próximas à

superfície, as águas subterrâneas podem atingir temperaturas de ebulição, e dessa forma, servir para impulsionar turbinas para eletricidade ou aquecimento. A energia geotérmica é aquela que pode ser obtida pelo homem utilizando o calor de dentro da terra.

ou aquecimento. A energia geotérmica é aquela que pode ser obtida pelo homem utilizando o calor

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ou aquecimento. A energia geotérmica é aquela que pode ser obtida pelo homem utilizando o calor
Biocombustíveis - Biocombustível é qualquer combustível de origem biológica, desde que não seja de origem

Biocombustíveis - Biocombustível é qualquer combustível de origem biológica, desde que não seja de origem fóssil. É originado de mistura de uma ou mais plantas como: cana-de-açúcar, mamona, soja, cânhamo, canola, babaçu, lixo orgânico, dentre outros tipos.

3.1. As Energias Não-Renováveis

dentre outros tipos. 3.1. As Energias Não-Renováveis os renováveis, pois a capacidade de renovação é muito

os renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas serão esgotadas.

não

Tanto

combustíveis

fósseis

como

os

nucleares

são

considerados

Atualmente as fontes de energias não renováveis são as mais utilizadas. Os combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) são fortemente poluidores:

libertando dióxido de carbono quando queimados, um gás que contribui para o aumento da temperatura
libertando dióxido de carbono quando queimados, um gás que contribui para o aumento
da temperatura da atmosfera; causando chuvas ácidas; poluindo solos e água.
3.2. Os combustíveis Fósseis
O Combustível fóssil ou combustível mineral é uma substância formada de

compostos de carbono, usados como ou para alimentar a combustão.

Reconhecidamente, são usados como combustível,

o carvão mineral, o petróleo e o gás natural.

A origem dos combustíveis fósseis, segundo a

teoria biogênica, que ainda é a mais aceitável, sugere que

outros tipos de substâncias oleaginosas extraídas da crosta terrestre como o petróleo, teriam origem comum ao carvão mineral já que o mesmo também é abundantemente encontrado soterrado em minas terrestres. Dessa associação explica-se que as outras substâncias usadas como combustível porem encontradas

a níveis mais baixos (negativo), foram gerados em função

desse efeito de fossilização de animais e plantas, provocado por sua vez pela ação de

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foram gerados em função desse efeito de fossilização de animais e plantas, provocado por sua vez
foram gerados em função desse efeito de fossilização de animais e plantas, provocado por sua vez
pressão e temperatura muito altas geradas há milhões de anos no processo de soterramento de

pressão e temperatura muito altas geradas há milhões de anos no processo de soterramento de outros tipos de material orgânico que por algum motivo não entraram na cadeia alimentar antes ou quando foram enterrados.

Esta teoria explica a existência de óleo sob a crosta da Terra, a biogênica afirma que o líquido natural constituído de hidrocarbonetos que se encontra preenchendo os poros de rochas sedimentares, aglutinados em depósitos muito extensos sob o manto terrestre, tem origem na função do processo de fossilização de animais e plantas, que há milhões de anos teriam sido soterrados e submetidos à ação de pressão e temperaturas muito altas geradas de material orgânico em decomposição sobre a superfície do planeta e que, com o tempo teriam se separado dos respectivos fósseis. Nesse caso a teoria ainda postula que os combustíveis fosseis (assim chamados) seriam inesgotáveis, já que contam com um grau de reposição variável e compatível com a matéria orgânica constante na superfície.

3.2.1. O Carvão O carvão é uma rocha orgânica com propriedades combustíveis, constituída por carbono.
3.2.1. O Carvão
O carvão é uma rocha orgânica com propriedades combustíveis, constituída por
carbono. A exploração de jazidas de carvão é feita em mais de 50 países, o que
demonstra a sua abundância. Esta situação contribui, em grande parte, para que este
combustível seja também o mais barato. Inicialmente, o carvão era utilizado em todos
os processos industriais e, ao nível doméstico, em fornos, fogões, etc. Foi, inclusive o

primeiro combustível fóssil a ser utilizado para a produção de energia elétrica nas

centrais térmicas.

Em 1950, o carvão cobria 60% das necessidades energéticas mundiais, mas

atualmente esta percentagem sofreu uma redução significativa. Nos dias de hoje, devido

ao petróleo e seus derivados, o carvão deixou de ser utilizado na indústria, com exceção

da metalúrgica, e do setor doméstico. Estima-se que, com o atual ritmo de consumo, as

reservas disponíveis durem para os próximos 120 anos.

O principal problema da utilização do carvão prende-se com os poluentes

resultantes da sua combustão. De fato, a sua queima, conduz à formação de cinzas,

dióxido de carbono, dióxidos de enxofre e óxidos de azoto, em maiores quantidades do

que os produzidos na combustão dos restantes combustíveis fósseis.

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e óxidos de azoto, em maiores quantidades do que os produzidos na combustão dos restantes combustíveis
3.2.2. O Petróleo O petróleo é um óleo mineral, de cor escura e cheiro forte,

3.2.2. O Petróleo

O petróleo é um óleo mineral, de cor escura e cheiro forte, constituído basicamente por hidrocarbonetos. A refinação do petróleo bruto que consiste na sua separação em diversos componentes e permite obter os mais variados combustíveis e matérias-primas.

As primeiras frações da refinação, ou seja, os primeiros produtos obtidos são os gases butano e o propano, que são separados e comercializados individualmente. No entanto, podem também ser misturados com o etano constituindo, assim, os gases de petróleo liquefeitos (GPL).

Um dos principais objetivos das refinarias é obter a maior quantidade possível de gasolina. Esta
Um dos principais objetivos das refinarias é obter a maior quantidade possível
de gasolina. Esta é a fração mais utilizada do petróleo e também, a mais rentável, tanto
para a indústria de refinação como para o Estado. Todos os transportes, a nível mundial,
dependem da gasolina, do jet fuel (usado pelos aviões) e do gasóleo. Por esta razão, as
refinarias têm vindo a desenvolver, cada vez mais, os processos de transformação das
frações mais pesadas do petróleo bruto em gasolina e gasóleo.
Estima-se que, com o atual ritmo de consumo, as reservas planetárias de petróleo
se esgotem nos próximos 30 ou 40 anos.

Trata-se de um combustível muito nocivo para o ambiente em todas as fases do consumo:

Durante a extração, devido à possibilidade de derrame no local da prospecção;

Durante o transporte, o perigo advém da falta de viabilidade dos meios envolvidos, bem como, da utilização de infra-estruturas obsoletas;

Na refinação, o perigo de contaminação por meio dos resíduos das refinarias é uma realidade e no momento da combustão, devido à emissão para a atmosfera de gases, com efeito, de estufa.

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é uma realidade e no momento da combustão, devido à emissão para a atmosfera de gases,
3.2.3. O Gás-Natural O gás natural é um combustível fóssil com origem muito semelhante à

3.2.3. O Gás-Natural

O gás natural é um combustível fóssil com origem muito semelhante à do petróleo bruto, ou seja, formou-se durante milhões de anos a partir dos sedimentos de animais e plantas. Tal como o petróleo, encontra-se em jazidas subterrâneas, de onde é extraído. A principal diferença prende-se com a possibilidade de ser usado tal como é extraído na origem, sem necessidade de refinação.

Atualmente, Portugal recebe o gás natural proveniente da Argélia por meio do gasoduto, junto às zonas de consumo, urbano e/ou industrial, o gás natural passa dos gasodutos para as redes de distribuição, que são instaladas, por baixo dos passeios ou das beiras das estradas, e assim chega até a casa dos consumidores.

Este gás é constituído por pequenas moléculas apenas com carbono e hidrogênio, o gás natural
Este gás é constituído por pequenas moléculas apenas com carbono e
hidrogênio, o gás natural apresenta uma combustão mais limpa do que qualquer outro
derivado do petróleo. Acresce também, que no que respeita à emissão de gases com
efeito de estufa (dióxido de carbono, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio), a
combustão do gás natural apenas origina dióxido de carbono e uma quantidade de
óxidos de nitrogênio muito inferior à que resulta da combustão da gasolina ou do
fuelóleo.

3.2.4. Energia Nuclear

A energia nuclear é produzida por meio de reações de fissão ou fusão dos átomos, durante as quais são libertadas grandes quantidades de energia que podem ser utilizadas para produzir energia elétrica. A fissão nuclear utiliza o urânio, um mineral presente na Terra em quantidades finitas, como combustível e consiste na partição de um núcleo pesado em dois núcleos de massa aproximadamente igual. Ainda que a quantidade de energia produzida por meio da fissão nuclear seja significativa, este processo apresenta problemas de difícil resolução:

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produzida por meio da fissão nuclear seja significativa, este processo apresenta problemas de difícil resolução: 7
 Perigo de explosão nuclear e de fugas radioativas;  Produção de resíduos radioativos; 

Perigo de explosão nuclear e de fugas radioativas;

Produção de resíduos radioativos;

Contaminação radioativa e Poluição térmica.

Em alternativa, a energia nuclear pode também ser produzida utilizando um

processo de fusão nuclear, que consiste na união de dois núcleos leves para formar outro

mais pesado e com menor conteúdo energético, assim, se libertam também grandes

quantidades de energia. Este processo envolve átomos leves, como os de deutério e

hidrogênio que são substâncias muito abundantes na natureza.

O impacto ambiental resultante do processo de fusão é muito menor, quando

comparado ao da energia nuclear produzida por fissão. Atualmente, esta fonte de

energia encontra-se ainda numa fase experimental, já que a tecnologia ainda não conseguiu criar reatores
energia encontra-se ainda numa fase experimental, já que a tecnologia ainda não
conseguiu criar reatores de fusão devido às altas temperaturas necessárias para levar o
processo.
Enquanto não se conseguir encontrar uma forma segura de utilizar a energia nuclear
e de proceder ao tratamento eficiente e durável dos resíduos resultantes desta atividade,
esta continuará a ser encarada como um rico desaconselhável.

3.2.5. Como são formados e a Importância Econômica

Os combustíveis fósseis são formados pela decomposição de matéria orgânica por meio de um processo que leva milhares de anos, desta forma não são renováveis ao longo da escala de tempo humana, ainda que ao longo de uma escala de tempo geológica esses combustíveis continuem a ser formados pela natureza. O carvão mineral, os derivados do petróleo (tais como a gasolina, óleo diesel, óleo combustível, o GLP - ou gás de cozinha -, entre outros) e ainda, o gás natural, são os combustíveis fósseis mais utilizados e mais conhecidos.

O carvão mineral pôs em movimento, durante décadas, veículos como as locomotivas chamadas no Brasil de Marias-fumaça e navios a vapor. Atualmente, o carvão mineral garante o funcionamento de usinas termoelétricas.

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de Marias-fumaça e navios a vapor. Atualmente, o carvão mineral garante o funcionamento de usinas termoelétricas
Um grande problema desses combustíveis é o fato de serem finitos, o que faz com

Um grande problema desses combustíveis é o fato de serem finitos, o que faz com que a dependência energética a partir deles seja um problema quando esses recursos acabarem, embora de acordo com as teorias abiogênicas os combustíveis minerais são muito abundantes, por isso o interesse em energias renováveis é crescente. Outro problema é que a queima de combustíveis minerais gera gases que produzem o efeito estufa como o gás carbônico e metais pesados, como por exemplo, o mercúrio.

O preço dos combustíveis fósseis sobe em proporcionalidade inversa à sua

quantidade disponível para venda, ou seja, quanto mais escasseiam, mais elevado é o seu preço.

A economia mundial está tão dependente deles que o simples aumento do preço

do barril de petróleo (que é o mais explorado para fins energéticos) influencia fortemente as bolsas de valores.

O aumento do controle e do uso, por parte do homem da energia contida nesses

combustíveis fósseis foi determinante para as transformações econômicas, sociais, tecnológicas - e infelizmente
combustíveis fósseis foi determinante para as transformações econômicas, sociais,
tecnológicas - e infelizmente ambientais - que vêm ocorrendo desde a Revolução
Industrial.
Pelo aumento do preço dos combustíveis fósseis e da poluição ambiental, a
Europa está a procurar soluções energéticas alternativas (como os biocombustíveis, a
eletricidade e o hidrogênio). Até 2020 a União Europeia prevê aumentar para 10% a
percentagem de energias renováveis utilizadas nos transportes rodoviários.
Dentre as consequências ambientais do processo de industrialização e do

inerente e progressivo consumo de combustíveis fósseis - leia-se energia -, destaca-se o aumento da contaminação do ar por gases e material particulado, provenientes justamente da queima destes combustíveis, gerando uma série de impactos locais sobre

a saúde humana. Outros gases causam impactos em regiões diferentes dos pontos a partir dos quais são emitidos, como é o caso da chuva ácida.

A mudança global do clima é um outro problema ambiental, porém bastante

complexo que traz consequências possivelmente catastróficas. Este problema vem sendo causado pela intensificação do efeito estufa que, por sua vez, está relacionada ao aumento da concentração, na atmosfera da Terra, de gases que possuem características específicas. Estes gases permitem a entrada da luz solar, mas impedem que parte do calor no qual a luz se transforma volte para o espaço. Este processo de aprisionamento do calor é análogo ao que ocorre em uma estufa - daí o nome atribuído a esse fenômeno

e também aos gases que possuem essa propriedade de aprisionamento parcial de calor,

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o nome atribuído a esse fenômeno e também aos gases que possuem essa propriedade de aprisionamento
chamados de gases do efeito estufa (GEE), dentre os quais se destaca o dióxido de

chamados de gases do efeito estufa (GEE), dentre os quais se destaca o dióxido de carbono (CO2).

É importante notar que o dióxido de carbono, bem como os outros GEE em geral

(vapor d' água, por exemplo), não causam, em absoluto, nenhum dano à saúde e não "sujam" o meio ambiente. Seria incorreto classificar estes gases como poluentes -, já que os mesmos não possuem as duas características básicas de um poluente segundo a definição tradicional do termo (idéia de dano à saúde e/ou sujeira). Todavia, novas definições de poluição, mais técnicas e abrangentes, fizeram-se necessárias e surgiram ao longo da última década, fazendo com que os gases de efeito estufa fossem classificados como poluentes.

3.3. Os Desafios Brasileiros na Matriz Energética

A matriz energética brasileira é privilegiada em relação a outros países, mas ainda é preciso
A matriz energética brasileira é privilegiada em
relação a outros países, mas ainda é preciso desenvolver
tecnologia e educar os consumidores, entre eles as
empresas e o governo, para um consumo mais
consciente de energia. Essas foram as conclusões do
painel ―Gestão Sustentável da Produção e do Consumo
de Energia‖, na Conferência Internacional Ethos 2008.

Segundo David Zylbersztajn, diretor da DZ Negócios com Energia, em qualquer situação, a energia, seja limpa ou renovável, representa degradação para o meio ambiente. Na verdade, de acordo com Zylbersztajn, ―não existe uma energia 100% limpa‖. A vantagem do Brasil é a possibilidade de utilizar alternativas renováveis, como biomassa, sol e vento, para produzir energia de qualidade, ressalta o diretor da DZ.

Um dos problemas que o país enfrenta é a centralização da produção de energia elétrica, principalmente levando em conta a extensão territorial e a distribuição da população, concentrada nas regiões sudestes e litorânea. ―Não tem tanto sentido a energia ser produzida lá (na região Norte) para ser consumida aqui (na região Sudeste)‖, afirma Zylbersztajn.

O ideal é que a produção ocorra de forma descentralizada, mas para que isso

ocorra, é preciso resolver os obstáculos burocráticos, para, por exemplo, instalarmos chuveiros aquecidos pela energia solar. Naturalmente alguns perderão com a descentralização, já que as hidrelétricas ou termelétricas terão uma demanda menor caso

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alguns perderão com a descentralização, já que as hidrelétricas ou termelétricas terão uma demanda menor caso
isso ocorra. Outro obstáculo à expansão de uma produção descentralizada, como o uso de aquecedores

isso ocorra. Outro obstáculo à expansão de uma produção descentralizada, como o uso de aquecedores solares de água, é a atual legislação brasileira. Será necessária uma lei que regulamente o uso e a ocupação do solo, porque se eu instalar na minha residência o aquecedor solar e um prédio for construído ao lado, obstruindo a luz do sol, terei problemas.

O americano Titus Brenninkmeijer, fundador da Solgenix Solar Power to the People, também acredita que descentralizar é a melhor saída. Ele observa que especialmente no caso de zonas rurais, é muito mais barato a longo prazo instalar a energia solar do que a elétrica.

Fazer a transição para fontes renováveis requer uma mudança institucional e gerencial, tanto para os governos como para as empresas. Isso implica também avaliar como é usada essa energia. É preciso investir e ampliar as pesquisas na área de tecnologia para aumentar a produção de energia elétrica sem causar mais impactos ao meio ambiente.

3.3.1. As Energias Renováveis e o Brasil
3.3.1. As Energias Renováveis e o Brasil

As fontes de energias renováveis despertam cada vez mais o interesse de investidores internacionais. A Espanha, que por meio da Repsol, possui importantes investimentos no setor, pode encontrar grandes oportunidades no Brasil. Do ponto de vista de fontes primárias, o Brasil consome quase 49% de energias renováveis, enquanto o mundo consome apenas 12%. A produção de álcool etílico no Brasil cresceu aproximadamente 15% de 2008 para 2009. O biodiesel cresceu no último ano cerca de 180% por meio do plano de indução.

Há ainda quatro fatores que fazem do Brasil um destino seguro para os investimentos estrangeiros: A estabilidade política desde a redemocratização do País, em 1985, com eleições seguras, agências reguladoras eficientes e transparentes; a economia forte e estável; os recursos naturais, com população grande e dotada de muito potencial e a quinta extensão territorial do mundo; e o setor do petróleo em franca expansão. A este respeito, a ANP está conduzindo processo para a 10ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios - o que tem ocorrido uma vez por ano, com vistas à ampliação da base de exploração de petróleo no Brasil.

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- o que tem ocorrido uma vez por ano, com vistas à ampliação da base de
Unidade 4 – As Fontes de Energias Renováveis 4.1. A Energia Solar Fotovoltaica A Energia

Unidade 4 As Fontes de Energias Renováveis

4.1. A Energia Solar Fotovoltaica

A Energia Solar Fotovoltaica é uma fonte de energia renovável obtida pela conversão de energia luminosa em energia elétrica. Não se pode confundi-la com o aquecimento solar, que possui o princípio de funcionamento completamente diferente.

Essa fonte de energia utiliza o controlador de carga que é um dispositivo de fundamental
Essa fonte de energia utiliza o
controlador de carga que é um dispositivo de
fundamental importância para preservar as
baterias, aumentando sua vida útil. As baterias
são os elementos que armazenam energia. Com
o auxílio delas, os consumidores podem usar à
noite ou em períodos de mau tempo a energia
irradiada em dias de sol.

A energia solar fotovoltaica já é viável em diversas aplicações, mas, como sistema autônomo para uso doméstico, não consegue competir com o preço da energia elétrica das concessionárias via rede pública de distribuição, devido, principalmente ao alto investimento inicial requerido e custo de manutenção do sistema de armazenamento.

4.1.1. Por que Utilizar Energia Solar?

Porque é uma energia limpa, não poluente, confiável, racional, que não requer manutenção e não consome nenhum combustível. Por essas razões, pode ser utilizada em inúmeras aplicações. No Brasil, onde somos privilegiados pelo Sol, existem milhares de instalações para eletrificação rural, cercas elétricas, bombeamento de água e telecomunicações que usam Energia Solar Fotovoltaica.

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rural, cercas elétricas, bombeamento de água e telecomunicações que usam Energia Solar Fotovoltaica. 12
4.1.2. Sistemas Fotovoltaicos Ligados com a Rede Pública Uma aplicação da energia fotovoltaica para áreas

4.1.2. Sistemas Fotovoltaicos Ligados com a Rede Pública

Uma aplicação da energia fotovoltaica para áreas urbanas, que vem se delineando em diversos países, é o sistema fotovoltaico interligado à rede pública. Esta configuração dispensa armazenamento local e não necessita atender toda a demanda do consumidor, pois em situação de déficit, a oferta é complementada pela rede. Além disto, o aproveitamento da energia gerada é quase total, pois quando houver excesso da produção em relação ao consumo, este é repassado a concessionária, gerando crédito para o proprietário. A projeção de queda de preço dos painéis fotovoltaicos mostra que estes sistemas devem se tornar um investimento bastante atraente em pouco tempo.

4.2. A Energia Solar no Mundo
4.2. A Energia Solar no Mundo

Em 2008 a capacidade instalada mundial de energia solar era de 2,6 GW, cerca de 28% da capacidade instalada de Itaipu. Os principais países produtores, curiosamente, estão situados em latitudes médias e altas. O maior produtor mundial era o Japão (com 1,13 GW instalados), seguido da Alemanha (com 794 MWp) e Estados Unidos (365 MW).

Muito mais ambicioso é o projeto australiano de uma central de 154 MW, capaz de satisfazer o consumo de 45 000 casas.

4.2.1. Como Funciona o Aquecedor Solar

O aquecedor solar possui um sistema de funcionamento diferente da Energia Solar Fotovoltaica. Veja abaixo como ele funciona:

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solar possui um sistema de funcionamento diferente da Energia Solar Fotovoltaica. Veja abaixo como ele funciona:
A = Altura máxima permitida: 3m para coletores fechados (entre base das placas e nível
A = Altura máxima permitida: 3m para coletores fechados (entre base das placas e nível
A
=
Altura
máxima
permitida:
3m
para
coletores
fechados
(entre base das placas e nível de água na caixa d' água);
B
=
Altura
recomendada: 30 cm (entre
o topo
das placas e
a
base do
reservatório);
C = Comprimento máximo recomendado: 6m (entre placas e reservatório
térmico);
1
- Reservatório térmico

2

- Placas coletoras

6

Respiro

7

- Caixa de água fria

8

- Tubulação de saída de água fria da caixa d'água

9

- Tubulação de entrada de água quente dos coletores (não ultrapassar 6 metros)

10

- Tubulação de saída de água fria para os coletores

11

- Tubulação de consumo de água quente

13

- Tubulação de alimentação de água da rua ou de outro reservatório.

14

de consumo de água quente 13 - Tubulação de alimentação de água da rua ou de
Através da combinação da gravidade e pressão, a água fria que está no Reservatório Térmico

Através da combinação da gravidade e pressão, a água fria que está no Reservatório Térmico RT ou Boiler é conduzida às placas coletoras ou coletores solares e lá aquecida. Como a água aquecida fica menos densa que a água fria, esta água aquecida retorna naturalmente ao RT. Este ciclo é contínuo durante todo o dia e é conhecido como TermoSifão, de modo que a maior parte da água fria, que inicialmente estava no RT, acaba ficando aquecida a temperaturas que podem chegar a 75ºC. É esta água então, que temperada com água fria, irá ser utilizada para banho, cozinha, lavatórios, máquinas de lavar roupa etc., em substituição à energia elétrica que seria utilizada para esse fim.

1 Coletores Solares ou Placas Coletoras

Tradicionalmente utilizam-se coletores solares fixos no telhado, voltados para o norte, com ângulo de inclinação que varia por região. Os coletores constituem-se, basicamente, de: a) cobertura de vidro cuja função é permitir a entrada da irradiação e reduzir a saída do calor produzindo o “efeito estufa”; b) caixa do coletor (estrutura); c) aletas coletoras, normalmente de cobre, cuja função é transmitir o calor para a água que está na serpentina; e) serpentina por onde circula água e; f) isolamento térmico para reduzir perdas de energia.

2 – Sistema de Registro e Controle de Temperatura (Controle Diferencial de Temperatura – CDT)
2 – Sistema de Registro e Controle de Temperatura (Controle Diferencial de
Temperatura – CDT)

Este sistema é utilizado somente nos casos em que não é possível instalar o Aquecedor Solar utilizando o conceito de TermoSifão. É aplicado em conjunto com uma pequena moto-bomba, cujo objetivo único é empurrar a água quente que está nos coletores para o Boiler ou RT. É o CDT quem estabelece o momento em que a bomba liga ou desliga. O consumo de energia elétrica é praticamente imperceptível dado que a bomba é de baixa potência.

3 Reservatório Térmico (RT) ou Boiler

É o equipamento onde fica armazenada toda a água aquecida pelos coletores solares. Os RT’s são dimensionados com base na demanda de água quente da casa ou do empreendimento (hotel, clube, pousada, academia etc). O tamanho dos coletores solares e/ou nº de coletores solares a serem utilizados estão na relação direta da capacidade do RT projetado.

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solares e/ou nº de coletores solares a serem utilizados estão na relação direta da capacidade do
4.3. A Energia Eólica A energia eólica é a energia cinética do deslocamento de massas

4.3. A Energia Eólica

A energia eólica é a energia cinética do deslocamento de massas de ar, gerado pelas diferenças de temperatura na superfície do planeta. Resultado da associação da radiação solar incidente no planeta com o movimento de rotação da terra, fenômenos naturais que se repetem. Por isso é considerada energia renovável.

Tudo indica que as primeiras utilizações de energia eólica deram-se com as embarcações, algumas publicações mencionam vestígios de sua existência já por volta de 4.000 a.C., recentemente testemunhado por um barco encontrado num túmulo sumeriano da época, no qual havia também remos auxiliares.

Por volta de 1.000 a.C. os fenícios, pioneiros na navegação comercial, se utilizavam de barcos
Por volta de 1.000 a.C. os fenícios,
pioneiros na navegação comercial, se utilizavam de barcos movidos exclusivamente a
força dos ventos. Ao longo dos anos vários tipos de embarcações a vela foram
desenvolvidos, com grande destaque para as Caravelas - surgidas na Europa no século
XIII e que tiveram papel destacado nas Grandes Descobertas Marítimas.

As embarcações a vela dominaram os mares durante séculos, até que o surgimento do navio a vapor, em 1807 veio dividir este domínio, mas pelo fato de exigir menores despesas em contrapartida a menor regularidade oferecida no tempo dos trajetos, o veleiro conseguiu manter o páreo por um bom tempo, só vindo a perder a concorrência no início do século XX, quando foi praticamente abandonado em favor do vapor. Atualmente os maiores usos das embarcações a vela são no esporte e lazer.

Os ventos são gerados pela diferença de temperatura da terra e das águas, das planícies e das montanhas, das regiões equatoriais e dos pólos do planeta Terra.

A quantidade de energia disponível no vento varia de acordo com as estações do ano e as horas do dia. A topografia e a rugosidade do solo também tem grande influência na distribuição de frequência de ocorrência dos ventos e de sua velocidade em um local. Além disso, a quantidade de energia eólica extraível numa região depende das características de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados.

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de desempenho, altura de operação e espaçamento horizontal dos sistemas de conversão de energia eólica instalados.
A avaliação precisa do potencial de vento em uma região é o primeiro e fundamental

A avaliação precisa do potencial de vento em uma região é o primeiro e fundamental passo para o aproveitamento do recurso eólico como fonte de energia.

Para a avaliação do potencial eólico de uma região é necessária a coleta de dados de vento com precisão e qualidade, capaz de fornecer um mapeamento eólico da região.

As hélices de uma turbina de vento são diferentes das lâminas dos antigos moinhos porque são mais aerodinâmicas e eficientes. As hélices têm o formato de asas de aviões e usam a mesma aerodinâmica, quando em movimento ativam um eixo que está ligado à caixa de mudança. Utilizando uma série de engrenagens a velocidade do eixo de rotação aumenta, este eixo está conectado ao gerador de eletricidade que com a rotação em alta velocidade gera energia.

Um aerogerador consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, que por sua vez é
Um aerogerador consiste num gerador elétrico movido por uma hélice,
que por sua vez é movida pela força do vento. A hélice pode ser vista como um
motor a vento, cuja quantidade de eletricidade que pode ser gerada pelo vento
depende de quatro fatores:
 A quantidade de vento que passa pela hélice;
 O diâmetro da hélice;
 A dimensão do gerador;

O rendimento de todo o sistema.

4.3.1. Principais Tipos de Turbinas Eólicas

Os aerogeradores e aeromotores costumam ser classificados pela posição do eixo do seu rotor que pode ser vertical ou horizontal, a seguir mencionaremos os principais modelos relativos aos tipos de classificação mencionados.

17

ou horizontal, a seguir mencionaremos os principais modelos relativos aos tipos de classificação mencionados. 17
EIXO HORIZONTAL Está disposição necessita de um mecanismo que permita o posicionamento do eixo do

EIXO HORIZONTAL

Está disposição necessita de um mecanismo que permita o posicionamento do eixo do rotor em relação à direção do vento, para um melhor aproveitamento global, principalmente onde se tenha muita mudança na direção dos ventos. Encontram-se ainda moinhos de vento seculares com direcionamento do eixo das pás fixo, mas situam-se onde os ventos predominantes são bastante representativos, e foram instalados em épocas em que os citados mecanismos de direcionamento ainda não haviam sido concebidos.

Os principais modelos diferem quanto às características que definem o uso mais indicado, sendo eles:



Rotor multipás - atualmente representa a maioria das instalações eólicas, tendo sua maior aplicação no bombeamento d´agua. Suas características tornam seu uso mais próprio para aeromotores, pois dispõe de uma boa relação torque de partida / área de varredura do rotor, mesmo para ventos fracos, em contrapartida seu melhor rendimento encontra-se nas baixas velocidades, limitando a potência máxima extraída por área do rotor, que não é das melhores, tornando este tipo pouco indicado para geração de energia elétrica. O fato de alguns autores de livros, escritos em outras décadas, contrariamente a percepção atual, apontarem-no como sendo a melhor opção devido a sua característica de menor variação de velocidade do rotor em função da velocidade do vento, devia- se às limitações de controle da curva de tensão de saída dos sistemas de geração de energia disponíveis naquelas épocas, o que restringia o aproveitamento da energia gerada, a uma faixa estreita de velocidade do rotor. Com o desenvolvimento da eletrônica este panorama mudou, pois os sistemas atuais podem ser facilmente projetados para uma faixa de velocidade bastante ampla e com um rendimento bastante satisfatório, passando o fator determinante a ser a potência obtida pelo rotor em relação à área de varredura, onde os modelos de duas e três pás se destacam com um rendimento muito superior.

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em relação à área de varredura, onde os modelos de duas e três pás se destacam
 Rotor de três ou duas pás - é praticamente o padrão de rotores utilizados

Rotor de três ou duas pás - é praticamente o padrão de rotores utilizados nos aerogeradores modernos, isto se deve ao fato da grande relação de potência extraída por área de varredura do rotor, muito superior ao rotor multipás (embora isto só ocorra em velocidades de vento superiores), pois além do seu rendimento máximo ser o melhor entre todos os tipos, situa-se em

velocidades mais altas. Entretanto, apresenta baixos valores de torque de partida,

e de rendimento para velocidades baixas, características que apesar de aceitáveis em sistemas de geração de eletricidade, incompatibilizam seu uso em sistemas que requeiram altos momentos de força e ou carga variável.

EIXO VERTICAL

A principal vantagem das turbinas de eixo vertical é não necessitar de mecanismo de direcionamento,
A
principal
vantagem
das
turbinas
de
eixo
vertical
é
não
necessitar
de
mecanismo de direcionamento, sendo bastante evidenciada nos aeromotores por
simplificar bastante os mecanismos de transmissão de potência.
Como desvantagens, apresentam o fato de suas pás, devido ao movimento de
rotação, terem constantemente alterados os ângulos de ataque e de deslocamento em
relação à direção dos ventos, gerando forças resultantes alternadas, o que além de
limitar o seu rendimento, causa vibrações acentuadas em toda sua estrutura.

Rotor Savonius - Apresenta sua curva de rendimento em relação

à velocidade próxima a do rotor de multipás de eixo horizontal, mas numa faixa mais estreita de menor amplitude, seu uso é mais indicado para aeromotores, principalmente para pequenos sistemas de bombeamento d´agua, onde o custo final devido a simplicidade do sistema de transmissão e construção do rotor propriamente dito, podem compensar seu menor rendimento.

19

do sistema de transmissão e construção do rotor propriamente dito, podem compensar seu menor rendimento. 19
 Rotor Darrieus - Por ter curva de rendimento característica próxima a dos rotores de

Rotor Darrieus - Por ter curva de rendimento característica próxima a dos rotores de três pás de eixo vertical, são mais compatíveis com o uso em aerogeradores, mas como nestes os sistemas de transmissão já são bastante simples, seja qual for o tipo de disposição do eixo do rotor, o Darrieus perde uma das vantagens comparativas. Além disto, a necessidade de sistema de direcionamento para o outro tipo de rotor, é compensada pela facilidade de implementação de sistemas aerodinâmicos de limitação e controle de potência, que amplia a faixa de utilização em relação à velocidade dos ventos e deixa-o muito menos susceptível a danos provocados por ventos muito fortes. Desta forma o Darrieus parece ficar em plena desvantagem em relação ao rotor de eixo horizontal, sendo seu uso pouco notado.

4.3.2. Armazenamento de Energia Eólica

Apesar de ser uma fonte relativamente barata, a energia eólica apresenta algumas características que dificultam
Apesar de ser uma fonte relativamente barata, a energia eólica apresenta
algumas características que dificultam seu uso como fonte regular de energia, além de
sua ocorrência ser irregular para pequenos períodos, a quantidade de energia diária
disponível, pode variar em muitas vezes de uma estação do ano para outra, em um
mesmo local.
O fato de a potência disponível variar com a velocidade do vento dificulta muito
a questão do dimensionamento e a escolha do local para
instalação, limitando seu uso apenas em regiões de ventos
fortes e relativamente constantes.
Atualmente os sistemas mais comuns de fornecimento
de energia utilizando sistemas eólicos são:

Sistemas eólicos de grande porte interligados com a rede pública de distribuição - por dispensarem sistemas de armazenamento são viáveis representando atualmente a maior evolução em sistemas eólicos, já apresenta custos paritários aos das hidrelétricas. Nesta configuração os sistemas eólicos podem ter uma participação na ordem de 15% do fornecimento total de energia, envolvendo a definição deste percentual, estudos específicos de vários fatores que garantam fornecimento regular e a qualidade de energia do sistema interligado como um todo.

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de vários fatores que garantam fornecimento regular e a qualidade de energia do sistema interligado como
 Sistemas híbridos diesel-eólico de médio porte - nestes os geradores eólicos podem representar fator

Sistemas híbridos diesel-eólico de médio porte - nestes os geradores eólicos podem representar fator de economia de combustível com custos bem atraentes para locais onde não dispõe da rede de distribuição interligada e dependam de geradores a diesel para fornecimento de energia elétrica, como o motor diesel garante a regularidade e estabilidade no fornecimento de energia, dispensando sistemas de armazenamento, e o transporte do diesel representa um custo adicional, a implementação de aerogeradores é neste caso bastante compensador e recomendado.

Sistemas eólicos autônomos / armazenamento - sistemas de energia eólica autônomos para fornecimento regular de eletricidade, tornam-se bastantes dispendiosos devido às complicações dos sistemas de armazenamento, que devem compensar não só as variações instantâneas e diárias, mas também compensar a variação da disponibilidade nos períodos do ano, Sendo sua aplicação limitada a pequenos sistemas para recarga de baterias, em regiões remotas, principalmente para fornecimento de eletricidade para equipamentos de comunicação e eletrodomésticos, onde o benefício e conforto compensam o alto custo por watt obtido.

e conforto compensam o alto custo por watt obtido.  Outros usos diversos a geração de

Outros usos diversos a geração de eletricidade, como aeromotores para bombeamento d´agua são mais compatíveis com o uso singular da energia eólica. Talvez o desenvolvimento de tecnologias de obtenção, aplicação e estocagem do hidrogênio venham a representar uma nova opção para um sistema de armazenamento compatível com a energia eólica, possibilitando sistemas eólicos ou eólico-solares autônomos economicamente viáveis.

4.3.3. O Futuro da Energia Eólica

Na crise energética atual, as perspectivas da utilização da energia eólica são cada vez maiores no panorama energético geral, pois apresentam um custo reduzido em relação a outras opções de energia.

Embora o mercado de usinas eólicas esteja em crescimento no Brasil, ele já movimenta 2 bilhões de dólares no mundo. Existem 30 mil turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem de 13.500 MW.

21

30 mil turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, com capacidade instalada da ordem
A energia eólica pode garantir 10% das necessidades mundiais de eletricidade até 2020, pode criar

A energia eólica pode garantir 10% das necessidades mundiais de eletricidade até 2020, pode criar 1,7 milhão de novos empregos e reduzir a emissão global de dióxido de carbono na atmosfera em mais de 10 bilhões de toneladas.

Os campeões de uso dos ventos são a Alemanha, a Dinamarca e os Estados Unidos, seguidos pela Índia e a Espanha.

No âmbito nacional, o estado do Ceará destaca-se por ter sido um dos primeiros locais a realizar um programa de levantamento do potencial eólico, que já é consumido por cerca de 160 mil pessoas. Outras medições foram feitas também no Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, litoral do Rio de Janeiro e de Pernambuco e na ilha de Marajó. A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de médio e grande porte conectadas à rede elétrica.

Vários estados brasileiros seguiram os passos do Ceará, iniciando programas de levantamento de dados de vento. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados espalhados pelo território nacional. Um mapa preliminar de ventos do Brasil, gerado a partir de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura abaixo.

Considerando o grande potencial eólico do Brasil, confirmado através de estudos recentes, é possível produzir
Considerando o grande potencial eólico do Brasil, confirmado através de
estudos recentes, é possível produzir eletricidade a custos competitivos com
centrais termoelétricas, nucleares e hidroelétricas, com custo reduzido.

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eletricidade a custos competitivos com centrais termoelétricas, nucleares e hidroelétricas, com custo reduzido. 22
4.4. A Biomassa Utilizando a fotossíntese , as plantas capturam energia do sol e transformam

4.4. A Biomassa

Utilizando a fotossíntese, as plantas capturam energia do sol e transformam em energia química. Esta energia pode ser convertida em eletricidade, combustível ou calor. As fontes orgânicas que são usadas para produzir energias usando este processo são chamadas de biomassa.

Os combustíveis mais comuns da biomassa são os resíduos agrícolas, madeira e plantas como a cana-de- açúcar, que são colhidos com o objetivo de produzir energia. O lixo municipal pode ser convertido em combustível para o transporte, indústrias e mesmo residências.

Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de energia no mundo, sendo
Os recursos renováveis representam cerca de 20% do suprimento total de
energia no mundo, sendo 14% proveniente de biomassa e 6% de fonte hídrica. No
Brasil, a proporção da energia total consumida é cerca de 35% de origem hídrica
e 25% de origem em biomassa, significando que os recursos renováveis suprem
algo em torno de 2/3 dos requisitos energéticos do País.

Em condições favoráveis, a biomassa pode contribuir de maneira significante para com a produção de energia elétrica. Um pesquisador conhecido como Hall, por meio de seus trabalhos, estima que com a recuperação de um terço dos resíduos disponíveis seria possível o atendimento de 10% do consumo elétrico mundial e que com um programa de plantio de 100 milhões de hectares de culturas especialmente para esta atividade seria possível atender 30% do consumo.

A produção de energia elétrica a partir da biomassa, atualmente, é muito defendida como uma alternativa importante para países em desenvolvimento e também outros países. Programas nacionais começaram a ser desenvolvidos visando o incremento da eficiência de sistemas para a combustão, gaseificação e pirólise da biomassa. Segundo pesquisadores, entre os programas nacionais bem sucedidos no mundo citam-se:

e pirólise da biomassa. Segundo pesquisadores, entre os programas nacionais bem sucedidos no mundo citam-se: 23

23

e pirólise da biomassa. Segundo pesquisadores, entre os programas nacionais bem sucedidos no mundo citam-se: 23
 O PROÁLCOOl, Brasil;  Aproveitamento de biogás na China;  Aproveitamento de resíduos agrícolas

O PROÁLCOOl, Brasil;

Aproveitamento de biogás na China;

Aproveitamento de resíduos agrícolas na Grã Bretanha;

Aproveitamento do bagaço de cana nas Ilhas Maurício;

Coque vegetal no Brasil;

No Brasil cerca de 30% das necessidades energéticas são supridas pela biomassa sob a forma de:

Lenha para queima direta nas padarias e cerâmicas;

Carvão vegetal para redução de ferro gusa em fornos siderúrgicos e combustível alternativo nas fábricas de cimento do norte e do nordeste;

 No sul do país queimam carvão mineral, álcool etílico ou álcool metílico para fins
 No sul do país queimam carvão mineral, álcool etílico ou álcool
metílico para fins carburantes e para indústria química;
 O bagaço de cana e outros resíduos combustíveis são utilizados
para geração de vapor para produzir eletricidade, como nas usinas de açúcar e
álcool, que não necessitam de outro combustível, pelo contrário ainda sobra
bagaço para indústria de celulose.

4.4.1. Impactos Ambientais da Biomassa

No Brasil, a produção de biodiesel ainda ocorre em pequena escala, embora seja uma das grandes apostas na corrida pela autossuficiência energética. O país conta com grandes áreas agricultáveis e uma combinação entre o cultivo de oleaginosas, como a soja, e a produção de álcool etanol, ambos usados na reação que permite produzir o biodiesel. Atualmente o Brasil conta com mais de 40 indústrias que produzem biodiesel e vários projetos de novas usinas em andamento. A expectativa é que o país seja capaz de produzir 1,12 bilhão de litros de biodiesel por ano.

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usinas em andamento. A expectativa é que o país seja capaz de produzir 1,12 bilhão de
Apesar de tantas vantagens, a utilização da biomassa em larga escala requer cuidados para que

Apesar de tantas vantagens, a utilização da biomassa em larga escala requer cuidados para que seu uso descontrolado e sem planejamento não traga impactos ambientais preocupantes, como a destruição de fauna e flora com extinção de espécies; contaminação do solo e mananciais de água por uso de adubos e defensivos com manejo inadequado; formação de desertos pelo corte não planejado ou descontrolado de árvores; destruição do solo pela erosão; poluição da própria queima da biomassa, como a emissão de gases tóxicos e desprendimento de consideráveis quantidades de calor, entre outros. Por isso, deve-se sempre levar em conta que o respeito à diversidade e a preocupação ambiental devem reger todo e qualquer projeto de utilização de biomassa.

A Biomassa talvez não seja ainda capaz de substituir totalmente as fontes mais tradicionalmente utilizadas, mas representa uma saída econômica significativa, que certamente poderá contribuir para evitar o esgotamento das fontes de energia não- renováveis.

4.5. A Energia das Ondas e das Marés Os oceanos podem ser uma fonte de
4.5. A Energia das Ondas e das Marés
Os oceanos podem ser uma fonte de energia para iluminar as nossas casas e
empresas. Neste momento, o aproveitamento
da energia dos mares é apenas experimental e
raro.
Mas como é que se obtém energia a
partir dos mares?
Existem três maneiras de produzir
energia usando o mar: as ondas, as marés ou
deslocamento das águas e as diferenças de
temperatura dos oceanos.

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energia usando o mar: as ondas, as marés ou deslocamento das águas e as diferenças de
4.5.1. A Energia das Ondas A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para

4.5.1. A Energia das Ondas

A energia cinética do movimento ondular pode ser usada para pôr uma turbina a funcionar.

No exemplo da figura, a elevação da onda numa câmara de ar provoca a saída
No exemplo da figura, a elevação da onda
numa câmara de ar provoca a saída do ar lá contido; o
movimento do ar pode fazer girar uma turbina. A
energia mecânica da turbina é transformada em
energia elétrica utilizando o gerador.
Quando a onda se desfaz e a água recua o ar
desloca-se em sentido contrário passando novamente
pela turbina entrando na câmara por comportas
especiais normalmente fechadas.
Esta é apenas uma das maneiras de retirar a
energia das ondas. Atualmente, utiliza-se o
movimento de subida/descida da onda para dar
potência a um êmbolo que se move para cima e para baixo num cilindro. O êmbolo
pode por um gerador a funcionar.
Os sistemas para retirar energia das ondas são muito pequenos e apenas
suficientes para iluminar uma casa ou algumas bóias de aviso por vezes colocadas no
mar.

4.5.2. A Energia das Marés

A energia da deslocação das águas do mar é outra fonte de energia. Para a transformação são construídos diques que envolvem uma praia. Quando a maré enche a água entra e fica armazenada no dique; ao baixar a maré, a água sai pelo dique como em qualquer outra barragem.

Para que este sistema funcione bem são necessárias marés e correntes fortes. Tem que haver um aumento do nível da água de pelo menos 5,5 metros da maré baixa para a maré alta. Existem poucos sítios no mundo onde se verifique tamanha mudança nas marés.

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metros da maré baixa para a maré alta. Existem poucos sítios no mundo onde se verifique
4.5.3. A Energia térmica dos Oceanos O último tipo de energia oceânica usa as diferenças

4.5.3. A Energia térmica dos Oceanos

O último tipo de energia oceânica usa as diferenças de temperatura do mar. Se alguma vez você mergulhar no oceano, notará que a água se torna mais fria quanto mais profundo for o mergulho. A água do mar é mais quente na superfície porque está exposta aos raios solares; é por isso que os mergulhadores vestem roupas apropriadas para mergulhar em zonas profundas. As roupas colam-se ao corpo, mantendo-o quente.

Pode-se usar as diferenças de temperatura para produzir energia, no entanto, são necessárias diferenças de 38º Fahrenheit entre a superfície e o fundo do oceano. Esta fonte de energia é utilizada no Japão e no Hawaii, mas apenas como demonstração e experiência.

e no Hawaii, mas apenas como demonstração e experiência. 4.6. A Energia Hidrelétrica No Brasil, devido
4.6. A Energia Hidrelétrica
4.6. A Energia Hidrelétrica

No Brasil, devido sua enorme quantidade de rios, a maior parte da energia elétrica disponível é proveniente de grandes usinas hidrelétricas. A energia primária de uma hidrelétrica é a energia potencial gravitacional da água contida numa represa elevada. Antes de se tornar energia elétrica, a energia primária deve ser convertida em energia cinética de rotação. O dispositivo que realiza essa transformação é a turbina. Ela consiste basicamente em uma roda dotada de pás, que é posta em rápida rotação ao receber a massa de água. O último elemento dessa cadeia de transformações é o gerador, que converte o movimento rotatório da turbina em energia elétrica.

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dessa cadeia de transformações é o gerador, que converte o movimento rotatório da turbina em energia
Um rio não é percorrido pela mesma quantidade de água durante o ano inteiro. Em
Um rio não é percorrido pela mesma quantidade de água durante o ano inteiro. Em
Um rio não é percorrido pela mesma quantidade de água durante o ano inteiro. Em
Um rio não é percorrido pela mesma quantidade de água durante o ano inteiro.
Em uma estação chuvosa, é claro, a quantidade de água aumenta. Para aproveitar ao
máximo as possibilidades de fornecimento de energia de um rio, deve-se regularizar-se
a sua vazão, a fim de que a usina possa funcionar continuamente com toda a potência
instalada.

A vazão de água é regularizada pela construção de lagos artificiais. Uma represa, construída de material muito resistente - pedra, terra, frequentemente cimento armado - , fecha o vale pelo qual corre o rio. As águas param e formam o lago artificial. Dele pode-se tirar água quando o rio está baixo ou mesmo seco, obtendo-se assim uma vazão constante.

A construção de represas quase sempre constitui uma grande empreitada da engenharia civil. Os paredões, de tamanho gigante, devem resistir às extraordinárias forças exercidas pelas águas que ela deve conter. Às vezes, têm que suportar ainda a pressão das paredes rochosas da montanha em que se apoiam.

Para diminuir o efeito das dilatações e contrações devidas às mudanças de temperatura, a construção é feita em diversos blocos, separados por juntas de dilatação. Quando a represa está concluída, em sua massa são colocados termômetros capazes de transmitir a medida da temperatura a distância; eles registram as diferenças de temperatura que se possam verificar entre um ponto e outro do paredão e indicam se há perigo de ocorrerem tensões que provoquem fendas.

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possam verificar entre um ponto e outro do paredão e indicam se há perigo de ocorrerem
A energia que pode ser fornecida por unidade de tempo chama-se potência, e é medida
A energia que pode ser fornecida por unidade de tempo chama-se potência, e é medida
A energia que pode ser fornecida por unidade de tempo chama-se potência, e é
medida em watt (W). Como as potências fornecidas pelas usinas hidrelétricas são muito
grandes, sempre expressas em milhares de watts, utiliza-se para sua medida um múltiplo
dessa unidade, o quilowatt (kW), que equivale a 1.000 W.
A potência de uma fonte de energia elétrica pode ser calculada multiplicando-se
a

tensão em volts que ela é capaz de fornecer pela corrente em ampéres que distribui. Dessa maneira, uma fonte capaz de distribuir 1.000 A com uma tensão de 10.000 V possui uma potência de 10 milhões de watts, ou 10.000 kW.

Uma linha de transmissão, portanto, é capaz de transportar a mesma potência de duas maneiras: com voltagem elevada e corrente de baixa intensidade, ou com voltagem baixa e alta corrente.

Quando a energia elétrica atravessa um condutor, transforma-se parcialmente em

calor. Essa perda é maior quanto mais elevada for a intensidade da corrente transportada

e maior for a resistência do fio condutor. Assim, seria conveniente efetuar a transmissão da energia elétrica por meio de fios muito grossos, que apresentam menos resistência. Porém, não se pode aumentar excessivamente o diâmetro do condutor, pois isso traria graves problemas de construção e transporte, além de encarecer muito a instalação. Assim, prefere-se usar altos valores de tensão, que vão de 150.000 até 400.000 V.

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de encarecer muito a instalação. Assim, prefere-se usar altos valores de tensão, que vão de 150.000
A energia elétrica produzida nas centrais não é dotada de tensão tão alta. Nos geradores,

A energia elétrica produzida nas centrais não é dotada de tensão tão alta. Nos

geradores, originalmente, essa energia tem uma tensão de cerca de 10.000 V. Valores

mais altos são inadequados, porque os geradores deveriam ser construídos com dimensões enormes. Além disso, os geradores possuem partes em movimento e não é possível aumentar arbitrariamente suas dimensões.

A energia elétrica é produzida a uma tensão relativamente baixa, que em seguida

é elevada para fins de transporte. Ao chegar às vizinhanças dos locais de utilização, a tensão é rebaixada. Essas elevações e abaixamentos são feitos por meio de

transformadores.

4.7. O Gerador de Energia Elétrica O gerador é um dispositivo que funciona com base
4.7. O Gerador de Energia Elétrica
O gerador é um dispositivo que funciona com base nas leis
da indução eletromagnética. Em sua forma mais simples, consiste
numa espiral em forma de retângulo. Ela fica imersa num campo
magnético e gira em torno de um eixo perpendicular às linhas
desse campo.

Quando fazemos a espiral girar com movimento regular, o fluxo magnético que atravessa sua superfície varia continuamente. Surge assim, na espiral, uma corrente induzida periódica. A cada meia volta da espiral o sentido da corrente se inverte, por isso ela recebe o nome de corrente alternada.

4.8. A Energia do Hidrogênio

O hidrogênio é o mais simples e mais comum elemento do Universo. Está

presente em quase tudo, inclusive em você! Ele compõe 75% da massa do Universo e 90% de suas moléculas, como a água (H 2 O) e as proteínas nos seres vivos. No planeta Terra, compõe aproximadamente 70% da superfície terrestre.

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(H 2 O) e as proteínas nos seres vivos. No planeta Terra, compõe aproximadamente 70% da
No seu estado natural e sob condições ambientes de temperatura e pressão, o hidrogênio é

No seu estado natural e sob condições ambientes de temperatura e pressão, o hidrogênio é um gás incolor, inodoro, insípido e muito mais leve que o ar. Ele também pode estar no estado líquido, ocupando um espaço 700 vezes menor do que se estivesse em forma de gás! Mas ele tem que estar armazenado numa temperatura de 253 °C, em sistemas de armazenamento conhecidos como ―sistemas criogênicos‖. Acima desta temperatura, o hidrogênio não pode ser liquefeito, mas pode ser armazenado em forma de gás comprimido em cilindros de alta pressão.

Um exemplo do potencial energético do Hidrogênio está na fonte de energia do Sol - compõe 30% da massa solar. É com a energia do hidrogênio que o Sol aquece a Terra, favorecendo a vida em nosso planeta.

o Sol aquece a Terra , favorecendo a vida em nosso planeta. Como é quimicamente muito
Como é quimicamente muito ativo, está sempre procurando outro elemento para se combinar. Raramente permanece
Como é quimicamente muito ativo, está sempre procurando outro elemento para
se combinar. Raramente permanece sozinho como um único elemento (H 2 ), em
suspensão ou à parte, estando associado ao petróleo, carvão, água, gás natural,
proteínas, entre outros elementos.

As misturas dos gases hidrogênio e oxigênio são inflamáveis, até mesmo explosivos, dependendo da concentração. Quando queimado com oxigênio puro, os únicos subprodutos são o calor e a água. Quando queimado com ar, constituído por cerca de 68% de nitrogênio e 21% de oxigênio, alguns óxidos de nitrogênio (NOX) são formados. Ainda assim, a queima de hidrogênio com ar produz menos poluentes atmosféricos que os combustíveis fósseis (petróleo, carvão).

A agência espacial dos EUA, a NASA, percebeu estas qualidades do hidrogênio e o utiliza nos seus projetos espaciais para a propulsão dos foguetes, pois estes requerem características não obtidas com outros combustíveis, tais como: o baixo peso, a compactação e a capacidade de grande armazenamento de energia. Quando utilizado em células a combustível, a água que resulta do processo é consumida pelos astronautas.

Atualmente, a maior parte do hidrogênio produzido no mundo é utilizado como matéria-prima na fabricação de produtos como os fertilizantes, na conversão de óleo líquido em margarina, no processo de fabricação de plásticos e no resfriamento de geradores e motores. Agora, as pesquisas sobre hidrogênio estão concentradas na geração de energia elétrica, térmica e de água pura por meio das células a combustível. A Energia do Hidrogênio.

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de energia elétrica, térmica e de água pura por meio das células a combustível. A Energia
4.8.1. Como o Combustível Hidrogênio é Gerado O oxigênio é essencial para a vida. Mas,

4.8.1. Como o Combustível Hidrogênio é Gerado

O oxigênio é essencial para a vida. Mas, quando se trata de produzir hidrogênio,

que pode ser utilizado como uma fonte de energia abundante, barata e sem qualquer tipo de poluição, o oxigênio é uma verdadeira pedra no sapato. O "problema" é que o oxigênio e o hidrogênio se dão muito bem e reagem entre si - formando água - e paralisando o processo de geração do tão sonhado combustível barato e ambientalmente correto.

Para utilização do hidrogênio como fonte de energia é necessário o seu uso junto a uma célula de combustível.

A célula a combustível é uma tecnologia que utiliza a combinação química entre

os gases oxigênio (O 2 ) e hidrogênio (H 2 ) para gerar energia elétrica, energia térmica (calor) e água!

Ela existe há mais de 150 anos, a primeira célula a combustível foi desenvolvida em
Ela existe há mais de 150 anos, a primeira célula a combustível foi desenvolvida
em 1839 por um físico inglês chamado William Grove. Ele sabia que passando
eletricidade através da água podiam-se obter os gases hidrogênio e oxigênio,
constituintes desta.

Como todo bom e curioso cientista, ele tentou fazer o processo reverso, combinando hidrogênio e oxigênio para produzir eletricidade e água. E conseguiu, mas a sua invenção, chamada por ele de ―bateria a gás‖, não tinha muita aplicação prática naquela época. Anos depois, em 1889, o nome ―célula a combustível‖ foi criado por dois cientistas, Ludwig Mond e Charles Langer. Eles queriam tornar a célula a combustível uma invenção prática, mas não tiveram muito êxito.

A célula a combustível só começou a ganhar vida no final dos anos 30, quando o

inglês Francis Thomas Bacon desenvolveu células a combustível de eletrólito alcalino. Em 1959, ele demonstrou um sistema de célula a combustível de 5kW para fazer

funcionar uma máquina de solda. No entanto, somente com a Agência Espacial dos EUA, a NASA, a célula a combustível começou a decolar. E ela foi para o espaço nos projetos Gemini e Apollo. Tudo o que a NASA precisava era de um equipamento que gerasse energia com eficiência, e que utilizasse um combustível leve e com grande densidade de energia o hidrogênio.

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energia com eficiência, e que utilizasse um combustível leve e com grande densidade de energia –
Existem pelos menos seis tecnologias de células a combustível para combinarem hidrogênio e oxigênio, mas

Existem pelos menos seis tecnologias de células a combustível para combinarem hidrogênio e oxigênio, mas elas têm basicamente o mesmo princípio de funcionamento. Resumidamente, de um lado da célula entra o hidrogênio e do outro entra o oxigênio. No meio, entre os eletrodos, existem o eletrólito e o catalisador, que são a lógica de todo o funcionamento da célula a combustível.

Os tipos mais importantes de células a combustível são:

PEMFC Membrana de Troca de Prótons, “Proton Exchange Membrane Fuel Cell- Essa tecnologia tem se mostrado muito interessante para o uso em automóveis, aparelhos portáteis e residências. Seu funcionamento se encontra na faixa 60 ºC a 140 ºC de temperatura sendo assim considerada como de funcionamento em baixa temperatura. Isto permite que a célula ligue mais rápido que as outras concorrentes. A eficiência em gerar eletricidade utilizando esta tecnologia varia entre 35% a 55%.

DMFC – Célula a Combustível de Metanol Direto, “Direct Methanol Fuel Cell” - Esta tecnologia
DMFC – Célula a Combustível de Metanol Direto, “Direct Methanol Fuel
Cell” - Esta tecnologia é bastante similar a PEMFC tendo como principal diferença o
uso direto de metanol (álcool extraído a partir da madeira ou do milho). O metanol é
diluído em água e armazenado em cartuchos. A eficiência em gerar energia elétrica fica
entre 40% e 50%.

PAFC Célula a Combustível e Ácido Fosfórico, “Phosphoric Acid Fuel Cell" - Esta é a tecnologia mais avançada comercialmente. Está presente no Brasil, nas cidades de Curitiba e Rio de Janeiro. Esta tecnologia funciona a baixa temperatura, por isso pode tolerar combustíveis com impurezas como metanol e biogás. Entretanto para isso ela precisa de um filtro para limpar o combustível e um aparelho interno para extrair o hidrogênio desses combustíveis. A eficiência desta tecnologia, esta entre 35% e

47%.

SOFC Célula a Combustível de Óxido Sólido, “Solid Oxide Fuel Cell” - Essa tecnologia permite a geração de grande quantidade de energia. Por isso tem se mostrado atraente para o uso em residências, indústrias e outros locais com grande necessidade de energia. A tecnologia SOFC é uma tecnologia de alta temperatura, pois opera entre 600°C e 1000°C. Isso traz como vantagem o uso peças mais baratas no interior da célula permite o uso de outros combustíveis diretamente na célula. A eficiência para produção de energia elétrica varia entre 50% e 60%. Se o calor for aproveitado, a eficiência total de energia (energia elétrica mais energia térmica) pode ser de até 75% a 85%.

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for aproveitado, a eficiência total de energia (energia elétrica mais energia térmica) pode ser de até
MCFC – Células a Combustível de Carbonato Fundido, “Molten Carbonate Fuel Cell” - Essa tecnologia

MCFC – Células a Combustível de Carbonato Fundido, “Molten Carbonate Fuel Cell” - Essa tecnologia é promissora no que diz respeito à geração de energia em grandes quantidades. Funciona em altas temperaturas permitindo assim o uso de componentes mais baratos, aceita outros combustíveis diretamente na célula como biogás e etanol. A eficiência desta tecnologia para produzir energia elétrica fica entre 50 e 60%. Quando o calor é aproveitado, seja para aquecimento ou para a produção de mais energia elétrica por meio de uma turbina a vapor, pode-se aumentar a eficiência total para 85%.

AFC lula a Combustível Alcalina, “Alkaline Fuel Cell” - Esta é a tecnologia que vem sendo utilizada por muitos anos para aplicações espaciais da NASA. Ela foi desenvolvida pelo britânico Francis Bacon em 1930 (experiência de William Grove, precursor das células a combustível). Esta célula trabalha em alta temperatura de operação que fica entre 50°C e 250°C o que traz como vantagem o uso de componentes mais baratos. Elas apresentam uma excelente eficiência elétrica, entre 45% e 60%.

DEFC – Célula a Combustível de Etanol Direto, “Direct Ethanol Fuel Cell” - Esse tipo
DEFC – Célula a Combustível de Etanol Direto, “Direct Ethanol Fuel Cell”
- Esse tipo de célula funciona a base de etanol (álcool da cana de açúcar). Esta ainda em
fase de desenvolvimento, não sendo até agora viável. Entretanto, o Brasil apresenta um
grande potencial para manter essa tecnologia já que por aqui a grande maioria dos
postos de combustível vende etanol.

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potencial para manter essa tecnologia já que por aqui a grande maioria dos postos de combustível
4.9. A Energia Geotérmica A Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a

4.9. A Energia Geotérmica

A Energia geotérmica ou energia geotermal é a energia obtida a partir do calor proveniente da Terra, mais precisamente do seu interior. Devido à necessidade de se obter energia elétrica de uma maneira mais limpa e em quantidades cada vez maiores, foi desenvolvido um modo de aproveitar esse calor para a geração de eletricidade.

Para que possamos entender como é aproveitada a energia do calor da Terra devemos primeiramente entender como nosso planeta é constituído. A Terra é formada por grandes placas, que nos mantém isolados do seu interior, no qual encontramos o magma, que consiste basicamente em rochas derretidas. Com o aumento da profundidade, a temperatura dessas rochas aumenta cada vez mais,

a temperatura dessas rochas aumenta cada vez mais, no entanto, há zonas de intrusões magmáticas, onde
no entanto, há zonas de intrusões magmáticas, onde a temperatura é muito maior. Essas são
no entanto, há zonas de intrusões magmáticas, onde a temperatura é muito maior. Essas
são as zonas onde há elevado potencial geotérmico.

A primeira tentativa de gerar eletricidade de fontes geotérmicas se deu em 1904 em Larderello na região da Toscana, na Itália. Contudo, esforços para produzir uma máquina para aproveitar tais fontes foram mal sucedidos, pois as máquinas utilizadas sofreram destruição devido à presença de substâncias químicas contidas no vapor. Já em 1913, uma estação de 250 kW foi produzida com sucesso e por volta da Segunda Guerra Mundial 100 MW estavam sendo produzidos, mas a usina foi destruída na Guerra.

Por volta de 1970, um campo de gêiseres na Califórnia estava produzindo 500 MW de eletricidade. A exploração desse campo foi dramática, pois em 1960 somente 12 MW eram produzidos e em 1963 somente 25 MW. México, Japão, Filipinas, Quênia e Islândia também têm expandido a produção de eletricidade por meio geotérmico.

Na Nova Zelândia o campo de gases de Wairakei, na Ilha do Norte, foi desenvolvido por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam sendo produzidos, mas hoje em dia este campo está acabando.

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desenvolvido por volta de 1950. Em 1964, 192 MW estavam sendo produzidos, mas hoje em dia
4.9.1. Rocha Quente e Seca Quando não existem gêiseres, e as condições são favoráveis, é

4.9.1. Rocha Quente e Seca

Quando não existem gêiseres, e as condições são favoráveis, é possível "estimular" o aquecimento d' água usando o calor do interior da Terra. Um experimento realizado em Los Alamos - Califórnia provou a possibilidade de execução deste tipo de usina. Em terreno propício, foram perfurados dois poços vizinhos, distantes 35 metros lateralmente e 360 metros verticalmente, de modo que eles alcancem uma camada de rocha quente. Em um dos poços é injetada água, ela se aquece na rocha e é expelida pelo outro poço, onde há uma usina geotérmica instalada. O experimento de Los Alamos é apenas um projeto piloto e não gera energia para uso comercial. A previsão de duração desse campo geotérmico é de dez anos.

4.9.2. Rocha Úmida Quente Também é possível perfurar um poço para que ele alcance uma
4.9.2. Rocha Úmida Quente
Também é possível perfurar um poço para que ele alcance uma "caldeira"
naturalmente formada — um depósito de água aquecido pelo calor terrestre. A partir
daí, energia elétrica é gerada como em todos os outros casos.
4.9.3. Vapor Seco

Em casos raríssimos pode ser encontrado o que os cientistas chamam de fonte de "vapor seco", em que a pressão é alta o suficiente para movimentar as turbinas da usina com excepcional força, sendo assim uma fonte eficiente na geração de eletricidade. São encontradas fontes de vapor seco em Larderello, na Itália e em Cerro Prieto, no México.

4.9.4. Vantagens e Desvantagens da Energia Geotérmica

Aproximadamente todos os fluxos de água geotérmicos contém gases dissolvidos, sendo que estes gases são enviados à usina de geração de energia junto com o vapor de água. De um jeito ou de outro estes gases acabam indo para a atmosfera. A descarga de ambos, vapor de água e CO2 não são de séria significância na escala apropriada das usinas geotérmicas.

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de ambos, vapor de água e CO2 não são de séria significância na escala apropriada das
Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades nocivas do ácido

Por outro lado, o odor desagradável, a natureza corrosiva, e as propriedades nocivas do ácido sulfídrico (H2S) são causas que preocupam. Nos casos onde a concentração de ácido sulfídrico (H2S) é relativamente baixa, o cheiro do gás causa náuseas. Em concentrações mais altas pode causar sérios problemas de saúde e até a morte por asfixia.

É igualmente importante que haja tratamento adequado a água vinda do interior da Terra, que invariavelmente contém minérios prejudiciais à saúde. Não deve ocorrer simplesmente seu despejo em rios locais, para que isso não prejudique a fauna local.

Quando uma grande quantidade de fluido aquoso é retirada da Terra, sempre há a chance de ocorrer subsidência na superfície. O mais drástico exemplo de um problema desse tipo numa usina geotérmica em Wairakei - Nova Zelândia. O nível de superfície afundou 14 metros entre 1950 e 1997 e está deformando a uma taxa de 0,22 metro por ano, após alcançar uma taxa de 0,48 metros por ano em meados dos anos 70. Acredita- se que o problema pode ser atenuado com re-injeção de água no local.

Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população vizinha ao local
Há ainda o inconveniente da poluição sonora que afligiria toda a população
vizinha ao local de instalação da usina, pois, para a perfuração do poço é necessário o
uso de maquinário semelhante ao usado na perfuração de poços de petróleo.
4.10. Os Biocombustíveis
Os Biocombustíveis são combustíveis de
origem biológica. São fabricados a partir de
vegetais, tais como, milho, soja, cana-de-açúcar,
mamona, canola, babaçu, cânhamo, entre outros.
O lixo orgânico também pode ser usado para a
fabricação de biocombustível.

Os biocombustíveis podem ser usados em veículos (carros, caminhões, tratores) integralmente ou misturados com combustíveis fósseis. Aqui no Brasil, por exemplo, o diesel é misturado com biodiesel. Na gasolina também é adicionado o etanol.

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fósseis. Aqui no Brasil, por exemplo, o diesel é misturado com biodiesel. Na gasolina também é
A vantagem do uso dos biocombustíveis é a redução significativa da emissão de gases poluentes.

A vantagem do uso dos biocombustíveis é a redução significativa da emissão de gases poluentes. Também é vantajoso, pois é uma fonte de energia renovável ao contrário dos combustíveis fósseis (óleo diesel, gasolina querosene, carvão mineral).

Por outro lado, a produção de biocombustíveis tem diminuído a produção de alimentos no mundo. Buscando lucros maiores, muitos agricultores preferem produzir milho, soja, canola e cana-de-açúcar para transformar em biocombustível.

Os principais biocombustíveis são: etanol (produzido a partir da cana-de-açúcar

e milho), biogás (produzido a partir da biomassa), bioetanol, bioéter, biodiesel, entre

outros.

4.10.1. Bioetanol

O Bioetanol é o gênero que compreende todos os processos de obtenção de etanol cuja
O Bioetanol é o gênero que compreende todos os
processos de obtenção de etanol cuja matéria-prima
empregada seja a biomassa, como por exemplo, a cana-
de-açúcar, o milho e a celulose. É um tipo de
biocombustível.
No Brasil ele é produzido em grande escala
utilizando como matéria-prima a cana-de-açúcar. Há também a produção em outros

países como os EUA e a França, que utilizam o milho e a beterraba, respectivamente. Entretanto o processo brasileiro é o mais avançado, pois, para cada unidade de energia utilizada no processo, são geradas cerca de 8 unidades de energia na forma de etanol enquanto no processo americano essa relação é de cerca de 1 para 1,3 atualmente. O processo francês alcança a marca de 1 para 1,5 . Além disso, no processo brasileiro começa a tornar-se cada vez mais comum a utilização do bagaço da cana, sobra do processo, para a geração de eletricidade.

que

consideram desperdício de alimentos que poderiam alimentar seres vivos.

O bioetanol

ainda

é

muito

criticado

por

alguns

grupos

de

pessoas

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de alimentos que poderiam alimentar seres vivos. O bioetanol ainda é muito criticado por alguns grupos
O processo de fabricação de etanol a partir de resíduos vegetais é dividido em quatro

O processo de fabricação de etanol a partir de resíduos vegetais é dividido em quatro etapas:

Pré-tratamento ácido do bagaço de cana

Na primeira etapa, há o pré-tratamento do bagaço de cana, onde no reator o resíduo é submetido à quebra da estrutura cristalina da fibra do bagaço de cana e a recuperação de açúcares mais fáceis de hidrolisar.

Deslignificação

Em seguida, vem a etapa de deslignificação. É retirada a lignina, complexo que dá resistência
Em seguida, vem a etapa de deslignificação. É retirada a lignina, complexo que
dá resistência à fibra e protege a celulose da ação de microorganismos, porém apresenta
grande inibição ao processo fermentativo.
Fermentação

Na terceira fase, o líquido proveniente do pré-tratamento ácido, rico em açúcares, é fermentado pela levedura Pichia stipitis adaptada para ser utilizado nesta fermentação.

O sólido proveniente da etapa de deslignificação rico em celulose, também é tratado: ele passa por um processo de sacarificação (transformação em açúcares) por meio de enzimas e é fermentado pela levedura Sacharomyces cerevisiae, o mesmo fungo utilizado na fabricação de pães. As empresas ainda estudam as enzimas mais eficazes para este processo de fabricação, testando enzimas disponíveis no mercado e pesquisando novos preparados enzimáticos.

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este processo de fabricação, testando enzimas disponíveis no mercado e pesquisando novos preparados enzimáticos. 39
Destilação Na etapa final, ambos os líquidos provenientes das diferentes fermentações são destilados. O produto

Destilação Na etapa final, ambos os líquidos provenientes das diferentes fermentações são destilados. O produto desta destilação é o etanol, que possui as mesmas características daquele fabricado a partir da cana em processo industrial.

daquele fabricado a partir da cana em processo industrial. .10.2. Biodiesel O biodiesel é um éster

.10.2. Biodiesel

O biodiesel é um éster de ácido graxo, renovável e biodegradável, obtido comumente a partir da reação química de óleos ou gorduras, de origem animal ou vegetal, com um álcool na presença de um catalisador (reação conhecida como transesterificação). Pode ser obtido também pelos processos de craqueamento e esterificação.

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conhecida como transesterificação). Pode ser obtido também pelos processos de craqueamento e esterificação. 40
conhecida como transesterificação). Pode ser obtido também pelos processos de craqueamento e esterificação. 40
O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores

ciclo diesel automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas proporções.

O nome biodiesel muitas vezes é confundido com a mistura diesel+biodiesel,

disponível em alguns postos de combustível. A designação correta para a mistura vendida nestes postos deve ser precedida pela letra B (do inglês Blend). Neste caso, a mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim

sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.

4.10.3. Processo de Produção do Biodiesel

A molécula de óleo vegetal é formada por três moléculas de ácidos graxos ligadas a
A molécula de óleo vegetal é formada por três moléculas de ácidos graxos
ligadas a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio.
O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se
TRANSESTERIFICAÇÃO.
Transesterificação nada mais é do que a separação da glicerina do óleo vegetal.
Cerca de 20% de uma molécula de óleo vegetal é formada por glicerina. A glicerina
torna o óleo mais denso e viscoso. Durante o processo de transesterificação, a glicerina
é removida do óleo vegetal, deixando o óleo mais fino e reduzindo a viscosidade.

Parece que, no futuro, a solução para o problema da energia terá que passar não só pela exploração de um método perfeito, mas também pela procura de um equilíbrio entre os diferentes métodos aplicados a diferentes realidades.

Mais importante que procurar novas formas de obter energia, de aproveitar ou armazenar, é sem dúvida conseguir reduzir os seus gastos.

Assim, é inquestionável que as energias renováveis contribuirão para um futuro melhor. Porque os minutos de hoje constroem os de amanhã.

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que as energias renováveis contribuirão para um futuro melhor. Porque os minutos de hoje constroem os
Decorrentes da produção do biodiesel pela rota alcoólica surgem resíduos que necessitam de estudos para
Decorrentes da produção do biodiesel pela rota alcoólica surgem resíduos que necessitam de estudos para

Decorrentes da produção do biodiesel pela rota alcoólica surgem resíduos que necessitam de estudos para aproveitamentos e recuperação e/ou transformação em outros produtos. Como resíduos dessa produção encontram-se: a glicerina, como subproduto do processo químico; as tortas que podem se transformar farelos após tratamentos específicos; a soda que pode ser parcialmente recuperada; a água usada na lavagem e separação do biodiesel, entre outros resíduos que surgem em proporções menores.

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a água usada na lavagem e separação do biodiesel, entre outros resíduos que surgem em proporções
4.10.4. Vantagens e Desvantagens do Biodiesel As vantagens do biodiesel * É uma energia renovável.

4.10.4. Vantagens e Desvantagens do Biodiesel

As vantagens do biodiesel

* É uma energia renovável. As terras cultiváveis podem produzir uma enorme variedade de oleaginosas como fonte de matéria-prima para o biodiesel.

* É constituído por carbono neutro, ou seja, o combustível tem origem

renovável ao invés da fóssil. Desta forma, sua obtenção e queima não contribuem para o aumento das emissões de CO2 na atmosfera, zerando assim o balanço de massa entre

emissão de gases dos veículos e absorção dos mesmos pelas plantas.

* Possui um alto ponto de fulgor, conferindo ao biodiesel manuseio e armazenamento mais seguros.

* Apresenta excelente lubricidade, fato que vem ganhando importância com o advento do petrodiesel de
* Apresenta excelente lubricidade, fato que vem ganhando importância com o
advento do petrodiesel de baixo teor de enxofre, cuja lubricidade é parcialmente perdida
durante o processo de produção.
* Contribui para a geração de empregos no setor primário. Com isso, evita o
êxodo do trabalhador no campo, reduzindo o inchaço das grandes cidades e favorecendo
o ciclo da economia autossustentável essencial para a autonomia do país.
* Com a incidência de petróleo em poços cada vez mais profundos, muito

dinheiro esta sendo gasto na sua prospecção, o que torna cada vez mais onerosa a exploração e refino das riquezas naturais do subsolo, havendo então a necessidade de se explorar os recursos da superfície, abrindo assim um novo nicho de mercado, e uma nova oportunidade de uma aposta estratégica no sector primário.

* Nenhuma modificação nos atuais motores do tipo ciclo diesel faz-se

necessária para misturas de biodiesel com diesel de até 20%, sendo que percentuais acima de 20% requerem avaliações mais elaboradas do desempenho do motor.

Desvantagens na utilização do biodiesel

* Não se sabe ao certo como o mercado irá assimilar a grande quantidade de glicerina obtida como subproduto da produção do biodiesel (entre 5 e 10% do produto bruto). A queima parcial da glicerina gera acroleína, produto suspeito de ser cancerígeno.

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(entre 5 e 10% do produto bruto). A queima parcial da glicerina gera acroleína, produto suspeito
* No Brasil e na Ásia, lavouras de soja e dendê, cujos óleos são fontes

* No Brasil e na Ásia, lavouras de soja e dendê, cujos óleos são fontes potencialmente importantes de biodiesel, estão invadindo florestas tropicais que são importantes bolsões de biodiversidade. Muitas espécies poderão deixar de existir em consequência do avanço das áreas agrícolas, entre as espécies, podemos citar o orangotango ou o rinoceronte de Sumatra. Embora no Brasil, muitas lavouras não serem ainda utilizadas para a produção de biodiesel, essa preocupação deve ser considerada.

* A produção intensiva da matéria-prima de origem vegetal leva a um

esgotamento das capacidades do solo, o que pode ocasionar a destruição da fauna e flora, aumentando, portanto o risco de erradicação de espécies e o possível aparecimento de novos parasitas como o parasita causador da Malária.

* O balanço de CO2 do biodiesel não é neutro se for levado em conta à

energia necessária a sua produção, mesmo que as plantas busquem o carbono à atmosfera: é preciso ter em conta a energia necessária para a produção de adubos, para a locomoção das máquinas agrícolas, para a irrigação, para o armazenamento e transporte dos produtos.

* Cogita-se a que poderá haver uma subida nos preços dos alimentos, ocasionada pelo aumento
* Cogita-se a que poderá haver uma subida nos preços dos alimentos,
ocasionada pelo aumento da demanda de matéria-prima para a produção de biodiesel.
Como exemplo, pode-se citar alguns fatos ocorridos em Portugal, no início de Julho de
2007, quando o milho era vendido a 200 euros por tonelada (152 em Julho de 2006), a
cevada a 187 (contra 127), o trigo a 202 (137 em Julho de 2006) e o bagaço de soja a
234 (contra 178). O uso de algas como fonte de matéria-prima para a produção do

biodiesel poderia poupar as terras férteis e a água doce destinadas à produção de alimentos.

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para a produção do biodiesel poderia poupar as terras férteis e a água doce destinadas à
Conclusão do Curso Olá. Chegamos ao fim do nosso curso! Espero que tenha compreendido a

Conclusão do Curso

Olá.

Chegamos ao fim do nosso curso!

Espero que tenha compreendido a importância de Reduzir o Lixo, Reaproveitar o que for possível e então Reciclar. Um sistema eficiente de Coleta Seletiva e

Reciclagem, combinado com o uso inteligente das Energias Renováveis podem salvar as próximas gerações.

Lembramos que este curso não capacita completamente seus alunos ao exercício da profissão, constituindo apenas
Lembramos que este curso não capacita completamente seus alunos ao exercício
da profissão, constituindo apenas um apanhado geral sobre os principais aspectos que
envolvem a profissão.
Para concluir o curso, quando se sentir preparado faça a avaliação referente ao
Módulo II localizada no menu do seu curso.
Sucesso e boa sorte!
se sentir preparado faça a avaliação referente ao Módulo II localizada no menu do seu curso.

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se sentir preparado faça a avaliação referente ao Módulo II localizada no menu do seu curso.
Rural news: Bibliografia http://www.ruralnews.com.br/visualiza.php?id=1082 Biodiesel: http://www.biodiesel.gov.br/

Rural news:

Bibliografia

Biodiesel:

Reciclagem:

m/pages/reciclagem.aspx Ambiente Brasil reciclagem:
m/pages/reciclagem.aspx
Ambiente Brasil reciclagem:
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/reciclagem.
html
A importância da reciclagem:
http://ambientes.ambientebrasil.com.br/residuos/reciclagem/reciclagem.
html

Bioetanol:

Fontes de energias renováveis:

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Fontes de energias renováveis: http://www.infoescola.com/desenvolvimento-sustentavel/fontes- renovaveis-de-energia/ 46