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HISTÓRIA CLÁSSICA E MEDIEVAL

O SIGNIFICADO ESCONDIDO DA ARQUITETURA CLÁSSICA

ARQUITETURA SAGRADA

Tem de existir um ritual religioso, ou seja, um sacrifício como momento culminante para a criação do templo

O templo é o produto do sacrifício e não apenas o lugar deste

SACRIFÍCIO (fundamento sacro das sociedades antigas)

Caráter ritual

Caráter codificado na escolha da vítima

Repetição cíclica

Processo de vitimização:

1. Identificação de um objeto para sacrificar como elemento de coesão social

2. Necessidade de acalmar uma violência

3. Execução de um “ato purificador” sobre a vítima escolhida

de um “ ato purificador ” sobre a vítima escolhida Ato sacro que necessita de um

Ato sacro que necessita de um lugar (templo)

A vítima escolhida para o sacrifício é culpada e responsável pela própria morte, mas também é divinizada (Mitologia herói / religião Deus/Santo)

Após o crime, a comunidade torna-se “pura”

ASSIM

A ordem e a harmonia são a necessidade de dar forma física a um acordo e não apenas a uma simples dimensão construtiva

ORIGEM DO TEMPLO

Epicentro sacrificial da vítima em que são reproduzidas as suas formas através da arquitetura (base da coluna pé; capitel cabeça; molduras pescoço, parte de um osso)

Se os restos mortais estiverem escondidos nas fundamentas do templo, a própria composição arquitetónica faz lembrar a fundação violenta

A construção não é uma consequência de um ato violento, pelo contrário, cria- se um ato violento para se poder construir

ASSIM

O sacrifício da construção requer uma violência sacrificial fundadora e fundamental que se repete regularmente para gerir estabilidade

que se repete regularmente para gerir estabilidade FORMA DO SAGRADO  Túmulo – instrumento de memória

FORMA DO SAGRADO

Túmulo instrumento de memória coletiva

Templo forma construída para unificar e pacificar

Construção forma de acordo social

ORIGEM DO TROFÉU

Reconstrução do corpo inimigo troféu

Nas batalhas, na arena, voltava a reconstruir-se o corpo do inimigo através dos restos mortais

A morte do inimigo é o momento onde a batalha vira de direção e é onde surge a vitória

Cortar a cabeça maior troféu

Arcos de Triunfo apoteose do troféu

Encontravam-se em cada entrada da cidade

Os soldados, após a guerra, só deveriam entrar por estas entradas para se “purificarem”

AS ORIGENS DA ARQUITETURA GREGA

AS ORIGENS DA ARQUITETURA GREGA  CIVILIZAÇÃO MINÓICA – Ilha de Creta  Civilização teocêntrica e

CIVILIZAÇÃO MINÓICA Ilha de Creta

Civilização teocêntrica e ginecocêntrica

Podemos falar de civilização minóica em 2000 a.C. devido à:

Construção de cidades e de centros religiosos (Knossos, Festo)

Construções de obras monumentais

ARQUITETURA Palácios (linguagem arquitetónica)

 ARQUITETURA – Palácios (linguagem arquitetónica) Átrio central – elemento de organização funcional e
 ARQUITETURA – Palácios (linguagem arquitetónica) Átrio central – elemento de organização funcional e

Átrio central elemento de organização funcional e não geométrico

– elemento de organização funcional e não geométrico Vocação ritual   Composição da planta

Vocação ritual

Composição da planta aberta

Utilização de policromia

Decoração contínua

Ocidente do palácio

 Ocidente do palácio  Cripta – espaço escuro  Labrys – machado duplo – significa
 Ocidente do palácio  Cripta – espaço escuro  Labrys – machado duplo – significa

Cripta espaço escuro

Labrys machado duplo significa a diferença entre dois extremos como morte/vida

Oriente do palácio

entre dois extremos como morte/vida  Oriente do palácio  Espaços luminosos, pintados com cores vivas
entre dois extremos como morte/vida  Oriente do palácio  Espaços luminosos, pintados com cores vivas

Espaços luminosos, pintados com cores vivas

A QUEDA DA CIVILIZAÇÃO

Erupção vulcânica na ilha Thera

CIVILIZAÇÃO MICÉNICA Micenas 1600 a.C.

Foram o elemento cultural de transição

Origens indo-europeias

Acreditavam nas divindades antigas e glorificavam a guerra

O Panteão era composto de deuses masculinos

Tinham uma estrutura social hierarquizada (os guerreiros tinham poder)

Influências minóicas mantiveram algumas deusas

ARQUITETURA Cidades fortificadas

algumas deusas  ARQUITETURA – Cidades fortificadas  Poucas entradas e bem sinalizadas  A cidade
algumas deusas  ARQUITETURA – Cidades fortificadas  Poucas entradas e bem sinalizadas  A cidade

Poucas entradas e bem sinalizadas

A cidade era delimitada por muros

Mégaron Micénico

Cidade de Tirinto

por muros  Mégaron Micénico Cidade de Tirinto  Elemento mais característico dos palácios micénicos

Elemento mais característico dos palácios micénicos e, mais tarde, grande influência para o traçado do templo clássico grego

1 Pórtico de entrada com duas colunas in antis

2 Vestíbulo (pronau)

3 Sala principal com 4 colunas à volta de uma lareira central (nau)

ÉPOCA ARCAICA

Período entre 700-500 a.C.

Desenvolvimento de centros de culto

Desenvolvimento de comunidades agrícolas

Redescoberta da escritura

ORGANIZAÇÃO SOCIAL

 Redescoberta da escritura  ORGANIZAÇÃO SOCIAL Magistrados (eleitos anualmente)  Líder micénico 

Magistrados (eleitos anualmente)

Líder micénico

Famílias aristocráticas (geriam a politeia direito à cidadania e à participação pública)

Demos parte produtiva da população

pública)  Demos – parte produtiva da população Formação da pólis  PÓLIS  Ideologia: território

Formação da pólis

PÓLIS

Ideologia: território e população são considerados uma única coisa

Acro-polis (fortaleza onde existe o templo)

Cidade baixa

Campos cultivados

Distribuição da pólis

Suburbana

o

Encontrava-se a proteção e a indicação simbólica dos campos e dos seus limites nas fronteiras da cidade

o

Sítios dedicados aos ritos de passagem e iniciação

o

Sítios distantes para o controlo dos territórios

Centro urbano

o

Sede do fogo sagrado

o

Ágora lugar de reunião e mercado

o

Sede do conselho

o

Sede da assembleia

Emigrações -> criação de novas pólis

Devido à carência de terras e pressão demográfica

Objetivo: criação de uma comunidade semelhante à da mãe pátria (com actividade agrícola e comércio)

ORDENS ARQUITETÓNICAS

Solução que nasce da vontade de dar uma forma esteticamente definida a um problema estrutural, através de um sistema racional de proporções entre todas as partes

Não são uma manifestação de uma área geográfica mas o resultado de influências – Egito, Assíria…

Dórico

Surgiu no Peloponeso e Itália meridional

Aspeto maciço e pesado caráter sóbrio, ligado ao espírito dos guerreiros Dórios

Envasamento composto pelo estilóbato

Colunas sem base e robustas; têm um fuste com caneluras em aresta viva

Capitéis lisos, formado por ábaco e coxim simples

e

geométrico

O entablamento compreende a arquitrave, o friso divididos em triglifos e métopas e a cornija

O

frontão triangular por cima do edifício

 O frontão triangular por cima do edifício  Jónico  Surgiu na Jónia e desenvolveu-se

Jónico

Surgiu na Jónia e desenvolveu-se na Ásia Menor e nas ilhas do Mar Egeu

Difere da ordem dórica nas proporções de todos os elementos e na decoração mais abundante da coluna e do entablamento

Aspeto mais esbelto caráter feminino

Envasamento composto por estereóbato constituído por três degraus

Colunas com base; fuste longo, delgado e com caneluras sem arestas vivas

Capitéis com volutas

O entablamento é composto pela arquitrave tripartida longitudinalmente, o friso é contínuo e com esculturas esculpidas, e é rematado pela cornija

Frontão triangular por cima do edifício

friso é contínuo e com esculturas esculpidas, e é rematado pela cornija  Frontão triangular por

CORREÇÕES ÓTICAS

1. Sobre a curvatura das superfícies

Problema do afundamento curvatura no estilobato

Problema do afinamento colunas mais largas em baixo

2. Sobre variações dimensionais

Alargamento da coluna angular contrastar o fenómeno ótico que se manifesta por causa da luminosidade em ausência do fundo de tela

3. Sobre inclinação dos planos horizontais e verticais

As colunas não estão posicionadas ortogonalmente ao plano de assento, mas sim inclinadas

CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS

assento, mas sim inclinadas  CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS Templo Hekatompedon Sem perintasis Duas naves Pilares
assento, mas sim inclinadas  CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS Templo Hekatompedon Sem perintasis Duas naves Pilares
assento, mas sim inclinadas  CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS Templo Hekatompedon Sem perintasis Duas naves Pilares
assento, mas sim inclinadas  CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS Templo Hekatompedon Sem perintasis Duas naves Pilares

Templo Hekatompedon Sem perintasis Duas naves Pilares centrais Colunas de madeira

perintasis Duas naves Pilares centrais Colunas de madeira Templo de Hera Éstilobato com 2 degraus Díptero

Templo de Hera Éstilobato com 2 degraus Díptero Com pronau e nau Planimetria jónica rigoroso alinhamento axial

ATENAS E A ARQUITETURA CLÁSSICA

A civilização grega teve o seu apogeu e a sua máxima expansão económica, política e cultural durante a segunda metade do século V até IV a.C., período em que a cidade de Atenas teve uma importância decisiva no florescimento de todas as artes e na afirmação do Classicismo como ideal de beleza.

É nesta altura que todos os diferentes cidadãos de Esparta, Atenas, etc., são designados de gregos, para uma cultura e identidade única.

449 a.C. Início governo de Péricles - Paz dos Trinta Anos com Esparta

323 a.C. Morte de Alexandre o Grande

Cidades gregas

Corinto

Esparta

Atenas

Principais Províncias

Ática (Atenas)

Peloponeso (Esparta)

ACRÓPOLE DE ATENAS

Cidades colonizadas

Naucratis

Creta

Eritreia

Cirene

Mileto

    Naucratis  Creta Eritreia Cirene Mileto  Cidade mais importante e o

Cidade mais importante e o culminar de todas as culturas (supremacia cultural)

Predominância do Dórico e do Jónico representam territorialmente duas culturas

Objetivo aliança entre os povos e as representações culturais dos mesmos

PARTÉNON (448-447 a.C.)

 PARTÉNON (448-447 a.C.)  Arquitetos: Ictinos, Calícrates e Fidias  Características materiais: 

Arquitetos: Ictinos, Calícrates e Fidias

Características materiais:

Construído em mármore pentélico

Rico em quartzo

Tem uma luminosidade dourada

 Rico em quartzo  Tem uma luminosidade dourada Simbologia de Athena – a luz distanciava

Simbologia de Athena a luz distanciava os olhares e aqueles que não eram dignos de ver

Características formais:

Octostilo períptero

Dividido em pronau, nau e epistódomo

Colunas interior Friso jónico Esculpido com panateneias

Colunas exterior Friso dórico

o

Fachada oriental: lutas entre deuses e gigantes

o

Fachada sul: lutas entre Centauros e Lápitas

o

Fachada ocidental: lutas entre os gregos e Amazonas

o

Fachada sul: a tomada de Tróia

Frontão ocidental: disputa de Atenas

Frontão oriental: nascimento de Athena

de Atenas  Frontão oriental: nascimento de Athena  Correções óticas Planta do Parténon 

Correções óticas

Planta do Parténon

Absolutização da visão do templo

Negação de um ponto de vista individual

Redenção de qualquer forma da relatividade

 Simbologia da tripartia  O Parténon é o ideal de beleza numa composição arquitetónica
Simbologia da tripartia
 O Parténon é o ideal de beleza numa composição arquitetónica que
combina a ordem formal tripartida com um sistema de proporção
racional
 Esta estrutura encontra-se associada ao simbolismo da comunicação
entre os três mundos:
o
O inferior – estilobato – representação da terra
o
O terreno – envasamento e coluna – representação do
homem
o
O superior – entablamento – representação dos deuses
Objeto universal  todos podem observar este espaço (povos, entidades
coletivas, entidades sociais)
Conceito de espaço  espaço sem limites / ausência total do espaço =
vazio / nada
A realidade das coisas é sair do vazio / nada, entrar no “transeunte”
e voltar de novo ao vazio / nada
Programa ideológico de Péricles – tirar o espaço da casualidade e projetá-lo
numa dimensão absoluta  devido à linguagem do absoluto espacial, o
Parténon é imutável, eterno, sempre fixo
Momento sagrado
Luta / coexistência entre a vida e a morte
ASSIM…
O Parténon é a harmonia entre “o nada” e a experiência/perigo
O Parténon é a concentração do espaço inteiro num único ponto da
Acrópole
Inicio da construção do Parténon

I parte

490 a.C. vitória dos atenienses contra os Persas

o

Projeto dum templo dedicado à Athena

o

Construção do estilobato em pedra

480 a.C. os Persas conquistam a Acrópole de Atenas Rei Serse

o Construção dos tambores das colunas

II

parte

468 - 465 a.C.

 

o

Foi projectado um novo templo, no mesmo sítio e com a mesma planta interior

o

O construtor era Calicrates

o

Templo construido até quase a metade

450 a.C.

 

o

Obras interrompidas por Péricles que tomou poder depois da morte de Cimone

III

parte

Projeto de um 3º templo com planta mais alargada

 

o

Calicrates foi substituído por Ictinos

o

Desenho de um templo onde todo o material possível era utilizado

438 a.C. estruturas concluídas

432 a.C. frontões concluídos

438 437 a.C. Parténon quase terminado

o

o

o

Fidias continuou a obra faltavam as esculturas

o o o Fidias continuou a obra  faltavam as esculturas Mesmos instrumentos, mesmos materiais Regras

Mesmos instrumentos, mesmos materiais

Regras proporcionais de Policleto Cabeça de Doríforo era 1/8 da altura, 3/8 do busto e 4/8 das pernas

Razão da mudança dos planos construtivos

Cimone derrotou os Persas e obteve uma grande quantidade de dinheiro deu origem a Liga de Delos, tesouro de Atenas

Após a morte de Cimone, Péricles subiu ao trono e, devido ao seu

patriotismo e grande vontade de tornar Atenas esplêndida, utilizava

a riqueza pública para construir edifícios grandiosos construção do Parténon (e também do Propileus)

utilizava a riqueza pública para construir edifícios grandiosos  construção do Parténon (e também do Propileus)
utilizava a riqueza pública para construir edifícios grandiosos  construção do Parténon (e também do Propileus)

Atena Nike (427-425 a.C.)

Arquiteto: Ictino

Dedicado à Athena Nike, para celebrar a paz com a Pérsia

Características formais

Estilo jónico

Tetrastilo anfiprostilo

Frisos representam as batalhas entre os gregos e os persas

Sem pronau

Nau quadrada

Colunas/pilares quadrados para evitar o conflito com as colunas in antis

os persas  Sem pronau  Nau quadrada  Colunas/pilares quadrados para evitar o conflito com

HELENISMO A ARTE DA ENCENAÇÃO

Século IV/III a.C. Helenismo

A expansão da cultura grega tinha começado com as campanhas de Alexandre Magno,

que foi o rei da Macedónia e construiu o maior império da história, entre 336-324 a.C.

CARACTERÍSTICAS HISTÓRICAS

O centro importante mudou-se para o Oriente

Entrou em crise o sistema das polis gregas

Atenas tornou-se menos importante

Novos sistemas dinásticos

Tolomei Egípto

Selêucidas Ásia Menor

Pérgamo Attalids

Selêucidas – Ásia Menor  Pérgamo – Attalids A cultura grega foi importante para as monarquias

A cultura grega foi importante para as monarquias helenísticas, pois foi usada como

objecto de culto e assumiu uma função de prestígio social. Com isto, os monarcas helenísticos criaram edifícios para prestigiarem as suas cidades, criaram bibliotecas,

teatros, ginásios e outros equipamentos, que iriam também desenvolver as suas cidades.

A ARTE

Pensamento filosófico e sabedoria técnica

Gosto artístico

Menos interessados em seguir o canon

Os impulsos afetivos e gestos repentinos têm mais importância

Gosto arquitetónico

Novas tendências e valores decorativos

Repertório linguístico mais livre

Segue gostos refinados dos monarcas e das classes altas para evidenciar o seu prestígio monumentos gigantes

para evidenciar o seu prestígio  monumentos gigantes  LINGUAGEM ARQUITETÓNICA  Arquitetura templar e

LINGUAGEM ARQUITETÓNICA

Arquitetura templar e comemorativa: são privilegiados os valores visuais dos conjuntos

Mudam sensivelmente as proporções geométricas

Mudam os pormenores formais e construtivos dos edifícios

Prevalece a ordem jónica e a coríntia

Constrói-se mais arquitectura civil e menos religiosa

Começa-se a utilizar o ARCO e a ABÓBADA (questão controversa)

a utilizar o ARCO e a ABÓBADA (questão controversa) TEORIA DA MEMBRANA Época de transição que

TEORIA DA MEMBRANA Época de transição que se vai adaptando

INOVAÇÕES FORMAIS

Utilização de semi-colunas para fingir uma perintasis

Entablamento com duas faixas

Capitel composto por vários elementos decorativos o processo decorativo era todo pintado

Nau com espaço retangular e com colunas

Utilização das ordens ao mesmo tempo / juntas num mesmo elemento / sobrepostas no mesmo edifício

TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

As inovações linguísticas encontram factores de resistência onde a tradição é mais enraizada

Uso do arco e da abóbada diferente organização do processo construtivo

Mudança dos Deuses de referência agora mais próximos aos temas da vida quotidiana pessoal

ARQUITETURA DOS TEMPLOS

Novidades no método de construção geométrica das plantas

Grelha geométrica com base na forma quadrada

Mudança da proporção clássica do número das colunas

Mudança do desenhar do fio da parede do naus (agora não alinhado com o eixo da coluna mas com o fio exterior)

TEATRO

Momento central das actividades sociais gregas

Época clássica

o

Grande quantidade de peças teatrais, poucas notícias sobre os edifícios

o

Peça dividida em tragédia e sátira (no final, para aliviar a tensão)

Século IV e III a.C.

o

Grande quantidade de edifícios teatrais, poucas notícias sobre as peças

o

Comédia nova cenas da vida quotidiana perca da importância do coro

Os atores só podiam ser homens (herói) indivíduo

Todas as peças eram acompanhadas por um coro que cantava/dançava à volta dos atores comunidade

que cantava/dançava à volta dos atores  comunidade O herói e o coro tinham espaços de

O herói e o coro tinham espaços de representação separados

Genealogia do teatro

Origens religiosas e função social representação em honra do deus Dionísio (festas de 7 dias em primavera) representações de histórias mitológicas

Função política organização das representações pelo Estado

Função educativa

Função competitiva

o

Concursos com um júri de 10 pessoas que escolhiam 3 autores

o

Os autores escolhidos apresentavam 4 tragédias (dor) e um drama satírico (alívio da tensão)

Corodidascalos (realizadores)

Eschilo

Sofacle

Composição arquitetónica do teatro era construído em vastos recintos abertos para a paisagem harmonia com a natureza

abertos para a paisagem  harmonia com a natureza  O lugar onde os atores se

O lugar onde os atores se encontravam era feito, inicialmente, de madeira e era temporário

As necessidades dos atores começaram a aumentar e, por isso, começaram a construir-se os bastidores (templo atrás da skene) em pedra e com dois andares

a aumentar e, por isso, começaram a construir-se os bastidores (templo atrás da skene ) em

O ESPAÇO ARQUITETÓNICO ROMANO

A EXPROPRIAÇÃO SIMBÓLICA

A cidade de Roma, beneficiada pela localização geográfica, fazia de passagem das rotas comerciais do Mediterrâneo. Assim, desenvolveu-se e ganhou poder, levando a cabo uma imensa expansão territorial. Quando alcançaram todos os territórios à volta do mar Mediterrâneo, designaram-no mare nostrum. Foi assim um dos maiores impérios da história da humanidade.

assim um dos maiores impérios da história da humanidade.  ARQUITETURA  I parte – séculos

ARQUITETURA

I parte séculos IV e III a.C.

Território Romano

Grécia teoria estética que dá origem a espaços arquitetónicos

Roma não existe uma teoria estética mas existe uma arquitetura totalmente

conseguida

Pragmática e funcional, a arquitetura romana preocupa-se essencialmente com a resolução dos aspetos práticos e técnicos da arte de construir, respondendo com soluções criativas e inovadoras.

Enorme quantidade de peças arquitetónicas

Extrema originalidade na representação das formas variada e diferente

Ausência de uma conceção estética

e diferente  Ausência de uma conceção estética Cultura prática e funcional, onde a ideia de

Cultura prática e funcional, onde a ideia de arquitetura é temporal e tinha a ver com o quotidiano

A atividade artística não era digna do povo que tem como vocação a política, a guerra, a prática e o funcional (Cantone)

As cidades do Império nasceram a partir de um traçado regular

Malha ortogonal (10 divisões)

Duas vias principais

o

Cardo direção norte-sul)

o

Decumano direção este-oeste

norte-sul) o Decumano – direção este-oeste Inventam o espaço em função do tempo  devido ao
norte-sul) o Decumano – direção este-oeste Inventam o espaço em função do tempo  devido ao

Inventam o espaço em função do tempo devido ao sol

Cruzavam-se ombelico, centro da vida urbana

ao sol Cruzavam-se ┴ ombelico, centro da vida urbana  Cidades construídas pelo arquiteto que era

Cidades construídas pelo arquiteto que era um funcionário estatal, anónimo e urbanista tradição etrusca (magia) sítio da construção escolhido através da interpretação de sinais divinos (tempestades, nascimento de uma arvore, relâmpagos, animais…)

Pontes

A sua construção é um momento “mágico”

o

Pontifex quem faz as pontes

o

Pontifex maximum quem faz a manutenção da ponte

CONCEÇÃO RELIGIOSA

A atitude religiosa romana é uma ação e não uma estética ou uma contemplação não necessitava de estátuas sagradas ou templos, como na Grécia tinham noção do engenho dos gregos e dos etruscos, mas não queriam que aquela atitude “inundasse” a sua cultura (Tertuliano)

Grécia Deus absoluto, fora da história, fora da passagem do tempo, fora da realidade Parténon

Roma acolhe todos os Deuses de todos os povos conquistados

Pantheon desmistificação das formas e da estética grega

TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

os povos conquistados  Pantheon  desmistificação das formas e da estética grega  TÉCNICAS CONSTRUTIVAS
os povos conquistados  Pantheon  desmistificação das formas e da estética grega  TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

ARQUITETURA

II parte século II a.C. técnica arquitetónica extremamente desenvolvida mas sem uma teorização da estética

Roma alcança uma hegemonia total e chega ao culminar da sua época. Contudo, há um impacto com aquilo que falta na cultura e na arquitetura o significado representativo das mesmas, algo que os gregos conseguiram alcançar.

Há um avança quantitativo que dá origem a uma mudança qualitativa (mudança da mentalidade romana) é preciso parar o tempo para a contínua manutenção dos territórios e das riquezas e uma nova simbologia para as coisas um novo código

Os romanos, conhecendo o engenho dos gregos na criação da sua arte, e sendo um povo prático e funcional, limitaram-se a imitar as obras gregas, desde a arquitetura à escultura, e acrescentaram algo que as caracteriza-se como suas

FORUM DE TRAJANO

algo que as caracteriza-se como suas  FORUM DE TRAJANO  O Fórum de Trajano foi
algo que as caracteriza-se como suas  FORUM DE TRAJANO  O Fórum de Trajano foi

O Fórum de Trajano foi o último a ser construído, mas o mais monumental

Foram construídas duas bibliotecas uma latina e uma grega que simbolizavam a junção e a aceitação de todas as culturas

Em frente ao templo, encontra-se a Coluna de Trajano

Monumento com função funerária e comemorativa vitória dos romanos sobre os Dácios

Na coluna, as esculturas esculpidas com grande pormenor e realismo foram construídas de modo a serem vistas em espiral, através da subida/descida pelas escadas das duas bibliotecas

PANTHEON

Antes do Pantheon

Edifício que tinha sido construído fora da área sagrada da cidade, em cima de uma lagoa que inundava facilmente com as chuvas passava porquê? devido aos sinais divinos Rômulo, fundador de Roma, tinha sido morto naquele lugar e o seu corpo foi elevado até ao céu pela água da lagoa e com a ajuda de uma águia

Este edifício tinha o seu altar, dedico ao deus da guerra, deus Marte, virado para sul, onde se encontravam os campos para exercícios militar

sul, onde se encontravam os campos para exercícios militar  Construção do Pantheon  Templo de

Construção do Pantheon

Templo de todos os deuses o imperador pretendeu incluir no culto imperial os deuses de todos os povos conquistados

Espaço mais amplo de toda a arquitetura clássica, com a maior cúpula de toda a História

O seu traçado geométrico está dotado de propriedades numéricas e simbólicas que remetem para a imagem do universo e do movimento celeste

está dotado de propriedades numéricas e simbólicas que remetem para a imagem do universo e do

Pronau

o

Influência grega

o

Templo octostilo periptero

o

Tem um frontão triangular que remata o edifício

o

É decorativo

Conexão entre o pronau, avancorpo e rotunda

o

Não havia uma ligação detalhada e bem-feita, uma vez que os arquitetos não conseguiram chegar a uma solução

o

Há diferentes materiais utilizados, não havendo uma transição gradual mas sim um impacto visual entre o mármore e o opus cementicium

sim um impacto visual entre o mármore e o opus cementicium  Avancorpo o Utilização dos

Avancorpo

o Utilização dos arcos e das abóbadas para uma sustentação do edifício e para uma divisão da força exercida sobre as paredes

Cúpula

o

Forma uma meia esfera perfeita e tem uma única abertura, de 9m de diâmetro, por onde entra a luz

o

Esta foi construída através da subtração do material para ficar uma estrutura mais leve

o

A luz é um chamamento e acolhimento de todas as pessoas (ao contrário da luz do Parténon grego)

o

Uma única vez por ano, dia 25 de Dezembro, a luz entra de forma única e envolvente dia que marca o nascimento de Adriano/Cristo (ligação simbólica)

Com este edifício, o povo romano atingiu o seu objetivo: construir um edifício onde “coubesse”

Com este edifício, o povo romano atingiu o seu objetivo: construir um edifício onde “coubesse” todo o mundo Roma, cidade eterna

MARCO VITRÚVIO

Conseguiu fazer o “diálogo” entre a arquitetura grega e a arquitetura romana através dos 10 LIVROS DA ARQUITETURA

40-32 a.C. recolha de informação

31-27 a.C. elaboração dos 6 primeiros livros

27-16 a.C. elaboração dos 4 últimos livros

16-15 a.C. revisão dos textos

1º Livro

Ideia de arquitetura como ciência e não como prática + teoria

A arquitetura consiste em 7 momentos

o

Ordem

o

Euritmia

o

Simetria

o

Decoração

o

Disposição

o

Distribuição

Criação do código necessário para a

construção de coisas com significado