Você está na página 1de 91
© 2013 COAD CURSO PRÁTICO – IRPJ Todos os direitos reservados Produção Editorial: Cetex –
© 2013 COAD CURSO PRÁTICO – IRPJ Todos os direitos reservados Produção Editorial: Cetex –
© 2013 COAD CURSO PRÁTICO – IRPJ Todos os direitos reservados Produção Editorial: Cetex –

© 2013 COAD

CURSO PRÁTICO – IRPJ Todos os direitos reservados

Produção Editorial: Cetex – Estudos Técnicos de Excelência Direitos Autorais: COAD Autor: Equipe Técnica COAD Coordenação Editorial: Crystiane Cardoso de Souza

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Equipe Técnica COAD Coleção CURSO PRÁTICO – IRPJ – Volume I. Rio de Janeiro: COAD, 2013.

ISBN: 978-85-63302-74-8

2013

1ª edição – 1ª impressão Proibida a reprodução total ou parcial de qualquer matéria sem prévia autorização. Os infratores serão punidos na forma da lei.

Atualização Profissional COAD Ltda. Av. Armando Lombardi, 155 Barra da Tijuca – Rio de Janeiro CEP: 22640-020 – Tel: 2156-5900 www.coad.com.br

APRESENTAÇÃO

Com este livro, a COAD inicia a edição de 2013 do Curso Prático de IRPJ. Este Curso Prático, composto de 12 volumes, traz, de forma detalhada, os procedimentos para apuração do lucro real, do lucro presumido e do lucro arbitrado, bases de cálculo do Imposto de Renda da pessoa jurídica. Os trabalhos contidos no Curso Prático de IRPJ são ilustrados com farta exemplificação prática visando facilitar o entendimento de cada tema. Neste primeiro volume, constam os seguintes temas:

– Contribuintes e Responsáveis: onde relacionamos os contribuintes do Imposto de Renda, na condição de pessoas jurídicas e equiparadas, bem como as pessoas consideradas responsáveis pelo pagamento deste tributo;

– Lucro Real: apresentamos normas gerais relativas a esta forma de tributação, tais como, empresas obrigadas, períodos de apuração e prazos para pagamento;

– Regime de Estimativa: forma de recolhimento mensal obrigatório do Imposto de Renda para as empresas que optarem pela apuração anual do lucro real. Este tema envolve três trabalhos, Pagamento Mensal com base na Receita Bruta e Acréscimos, Suspensão ou Redução do Pagamento Mensal e Ajuste Anual.

Boa leitura

Equipe Técnica COAD

Índice

CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS

1. PESSOAS JURÍDICAS

1

2. EQUIPARAÇÃO À PESSOA JURÍDICA

1

2.1. EQUIPARAÇÃO POR PRÁTICA COMERCIAL

1

2.2. EQUIPARAÇÃO POR PRÁTICA IMOBILIÁRIA

2

 

2.2.1. Incorporação e Loteamento sem Registro

3

2.2.2. Incorporação de Prédio em Condomínio

3

2.2.3. Associação à Pessoa Jurídica

3

2.2.4. Desmembramento do Imóvel Rural

3

2.2.5. Início da Equiparação

4

2.2.6. Aplicação do Regime Fiscal

4

2.2.7. Determinação do Resultado

4

2.2.8. Integração dos Imóveis ao Ativo

5

2.2.9. Capital da Empresa Individual

5

2.2.10. Término da Equiparação

5

2.2.11. Desistência da Incorporação ou do Loteamento

6

3. SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

6

3.1. RESPONSABILIDADE PARA COM TERCEIROS

6

3.2. RESPONSABILIDADE PELOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES DEVIDOS

6

3.3. REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA

6

3.4. ESCRITURAÇÃO

7

3.5. RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES

7

3.6. DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS DA PESSOA JURÍDICA (DIPJ)

7

4. NÃO EQUIPARAÇÃO À PESSOA JURÍDICA

7

4.1.

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

8

4.1.1.

Recolhimentos Fixos Mensais

8

5. CONSÓRCIOS DE EMPRESAS

8

5.1.

PAGAMENTOS SUJEITOS À RETENÇÃO NA FONTE

8

5.1.1.

Consórcios que Realizam Contratação em Nome Próprio

8

5.2. RECEBIMENTOS COM RETENÇÃO NA FONTE

9

5.3. REGISTRO DAS OPERAÇÕES

9

6. SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO

9

6.1.

SPE CONSTITUÍDA POR EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL

9

6.1.2.

Tratamento Tributário

10

7. IMUNIDADE

10

7.1. TEMPLOS DE QUALQUER CULTO

10

7.2. PARTIDOS POLÍTICOS E ENTIDADES SINDICAIS DOS TRABALHADORES

10

7.3. INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

10

8.

ISENÇÃO

11

8.1. SOCIEDADES BENEFICENTES, FUNDAÇÕES, ASSOCIAÇÕES E SINDICATOS

12

8.2. COPAS FIFA 2013 E 2014

12

8.3. JOGOS OLÍMPICOS E PARAOLÍMPICOS DE 2016

12

9. SOCIEDADES COOPERATIVAS

13

9.1. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO

13

9.2. COOPERATIVAS DE CONSUMO

13

10. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA

13

10.1.

RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES

14

10.1.1.

Sucessão Empresarial

14

11. RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS

14

 

LUCRO REAL Normas Gerais

1. EMPRESAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL

16

1.1. VERIFICAÇÃO DO LIMITE DE RECEITA NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR

16

 

1.1.1.

Valores Integrantes da Receita Total

17

1.2. EMPRESAS OPTANTES PELO REFIS

17

1.3. SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

17

1.4. EMPRESAS IMOBILIÁRIAS

17

1.5. EMPRESAS EXPORTADORAS DE MERCADORIAS OU SERVIÇOS

17

1.6. OPÇÃO PELO LUCRO REAL

18

2. PERÍODO DE APURAÇÃO

18

2.1. APURAÇÃO TRIMESTRAL

18

 

2.1.1.

Trimestres-Calendário

18

2.2. APURAÇÃO ANUAL (REGIME DE ESTIMATIVA)

18

 

2.2.1. Enquadramento no Balanço Anual

18

2.2.2. Vantagens do Regime de Estimativa

19

3. ESCOLHA DA FORMA DE APURAÇÃO

19

4. CISÃO, FUSÃO, INCORPORAÇÃO OU EXTINÇÃO

20

5. PRAZOS DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO E DA CONTRIBUIÇÃO

20

5.1. LUCRO REAL TRIMESTRAL

20

 

5.1.1.

Códigos do Darf

21

5.2. LUCRO REAL ANUAL

21

 

5.2.1. Códigos do Darf

22

5.2.2. Ajuste Anual

22

5.2.3. Códigos do Darf

23

REGIME DE ESTIMATIVA Pagamento Mensal com Base na Receita Bruta e Acréscimos

1. CONCEITO DE LUCRO ESTIMADO

24

2. DETERMINAÇÃO DO LUCRO ESTIMADO

24

2.1.

PERCENTUAIS APLICÁVEIS SOBRE A RECEITA BRUTA MENSAL

24

2.1.1.

Atividades Diversificadas

25

2.1.3.

Serviços Hospitalares

27

 

2.1.4. Receitas Financeiras de Empresas Imobiliárias

28

2.1.5. Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia

28

2.1.6. Software (Soluções de Consultas 99 SRRF-7ª RF/2003, 111 SRRF-8 RF/2005, 6 SRRF-7ª RF/2006, 144 SRRF-7ª RF/2006, 252 SRRF-7 RF/2007)

29

2.1.7. Abastecimento de Água e Exploração de Rodovias (Ato Declaratório Normativo 16 Cosit/2000)

29

2.1.8. Sondagem do Solo (Decisão 651 SRRF-6ª RF/97)

29

2.1.9. Perfuração de Poços Artesianos (Decisão 45 SRRF-9ª RF/2000)

29

2.1.10. Industrialização

30

2.1.11. Receitas de Aluguéis

32

2.1.12. Receitas de Máquinas Caça-Níqueis

32

2.1.13. Representação Comercial

32

2.1.14. Sociedades Corretoras

32

2.1.15. Serviços de Guindastes, Guinchos e Assemelhados

32

2.1.16. Sociedades Cooperativas

32

2.2. CONCEITO DE RECEITA BRUTA

33

 

2.2.1. Valores Integrantes da Receita Bruta Mensal

33

2.2.2. Valores não Incluídos na Receita Bruta

33

2.2.3. Cômputo das Receitas

35

2.3. ACRÉSCIMOS À BASE DE CÁLCULO DO IRPJ

37

 

2.3.1. Determinação do Ganho de Capital

38

2.3.2. Variações Monetárias

39

2.4. VALORES NÃO ACRESCIDOS À BASE DE CÁLCULO

40

 

2.4.1.

Receitas de Aplicações Financeiras

40

3. CÁLCULO DO IMPOSTO MENSAL

40

3.1.

LUCRO INFLACIONÁRIO DAS CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS

40

4. DEDUÇÕES DE INCENTIVOS FISCAIS

40

4.1.

LIMITES DE DEDUÇÃO

41

5. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO PAGO OU RETIDO

41

5.1. IMPOSTO DE RENDA RETIDO POR ÓRGÃOS E ENTIDADES FEDERAIS

42

5.2. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FORMA DO ARTIGO 29 DA LEI 10.833/2003

42

6. IMPOSTO PAGO A MAIOR OU INDEVIDAMENTE

42

7. APLICAÇÃO EM INCENTIVOS FISCAIS REGIONAIS

42

7.1. OPÇÃO NO CURSO DO ANO-CALENDÁRIO

43

 

7.1.1. Códigos do Darf

43

7.1.2. Opção Irretratável

43

7.1.3. Sociedade em Conta de Participação

43

7.2. BASE DE CÁLCULO DOS INCENTIVOS

44

8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

44

8.1.

BASE DE CÁLCULO DA CSLL

44

8.2.

ACRÉSCIMOS À BASE DE CÁLCULO DA CSLL

45

8.3. ALÍQUOTA

46

8.4. BÔNUS DE ADIMPLÊNCIA FISCAL

46

8.5. CSLL RETIDA POR ÓRGÃOS E ENTIDADES FEDERAIS

46

8.6. CSLL RETIDA NA FORMA DO ARTIGO 30 DA LEI 10.833/2003

47

8.7. CSLL RETIDA NA FORMA DO ARTIGO 33 DA LEI 10.833/2003

47

8.8. CSLL PAGA A MAIOR OU INDEVIDAMENTE

48

8.9. DEDUÇÃO DE CRÉDITO POR INDÚSTRIAS ADQUIRENTES DE BENS NOVOS

48

 

8.9.1. Pessoa Jurídica Beneficiária

48

8.9.2. Cálculo do Crédito

48

8.9.3. Período de Gozo do Benefício

48

8.9.4. Momento da Utilização do Crédito

48

8.9.5. Limite da Utilização

48

8.9.6. Hipótese de Vedação do Benefício

48

8.9.7. Pagamento Posterior da Parcela Deduzida

48

8.9.8. Mudança de Forma de Tributação

49

8.9.9. Extinção da Pessoa Jurídica

49

8.9.10. Alienação dos Bens que Geraram o Benefício

49

8.9.11. Exemplo

49

9. PRAZO DE RECOLHIMENTO MENSAL DO IRPJ E DA CSLL

50

9.1.

CÓDIGOS DO DARF

50

10. APLICAÇÃO PRÁTICA

50

10.1. DETERMINAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO IMPOSTO

51

10.2. CÁLCULO DO IMPOSTO A PAGAR

51

10.3. DETERMINAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

52

10.4. CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL A PAGAR

52

 

REGIME DE ESTIMATIVA Suspensão ou Redução do Pagamento Mensal

1. BALANÇOS/BALANCETES DE SUSPENSÃO OU REDUÇÃO

55

1.1. DEFINIÇÃO DE PERÍODO EM CURSO

55

1.2. TRIBUTAÇÃO COM BASE NO LUCRO REAL

56

1.3. APURAÇÃO DO LUCRO REAL

56

 

1.3.1. Utilização do Lalur

56

1.3.2. Regime Tributário de Transição

60

1.4. TRANSCRIÇÃO DOS BALANÇOS NO DIÁRIO

63

 

1.4.1. Prazo para Escrituração

63

1.4.2. Adoção de ECD

63

1.5. DISPENSA DO REGISTRO DE INVENTÁRIO

63

1.6. CONCEITO DE IMPOSTO DEVIDO NO PERÍODO EM CURSO

64

 

1.6.1. Alíquota do Imposto

64

1.6.2. Adicional do Imposto

64

1.6.3. Incentivos Fiscais de Dedução do Imposto

64

1.7.

CONCEITO DE IMPOSTO DE RENDA PAGO

65

 

1.7.1. Imposto Pago no Exterior

65

1.7.2. Inexistência de Atualização Monetária

66

1.8. APLICAÇÃO EM INCENTIVOS FISCAIS

66

 

1.8.1.

Base de Cálculo dos Incentivos Fiscais

66

1.9. DEPÓSITOS PARA REINVESTIMENTO

67

 

1.9.1.

Prazo para Efetivação do Depósito

67

1.10. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

67

 

1.10.1. Base de Cálculo Efetiva da CSLL

68

1.10.2. Base de Cálculo Negativa da CSLL

68

1.10.3. Indedutibilidade da CSLL

68

1.10.4. Bônus de Adimplência Fiscal

68

1.10.5. Conceito de CSLL Devida no Período em Curso

68

1.10.6. Conceito de CSLL Paga

69

1.10.7. Inexistência de Atualização Monetária

69

1.10.8. Dedução de Crédito por Indústrias Adquirentes de Bens Novos

69

2. OBRIGATORIEDADE DO LUCRO REAL

70

3. FALTA OU INSUFICIÊNCIA DO PAGAMENTO MENSAL DO IMPOSTO

70

4. APLICAÇÃO PRÁTICA

71

4.1.

 

RETORNO AO CÁLCULO COM BASE NA RECEITA BRUTA E ACRÉSCIMOS

REGIME DE ESTIMATIVA Ajuste Anual

75

1. SALDO A COMPENSAR OU A RESTITUIR

78

1.1. DECLARAÇÃO DA COMPENSAÇÃO

78

1.2. APLICAÇÃO PRÁTICA

78

2. SALDO A PAGAR

 

82

2.1. PREENCHIMENTO DO DARF

82

 

2.1.1. Códigos de Recolhimento

82

2.1.2. Incentivos Fiscais Regionais

82

2.2. APLICAÇÃO PRÁTICA

83

COAD

ATC

CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS

Iniciando a série de trabalhos do Curso Prático de Imposto de Renda Pessoa Jurídica de 2013, relacionamos a seguir as pessoas jurídicas e equiparadas, consideradas, perante a legislação deste imposto, como contribuintes, e aquelas consideradas responsáveis soli- dárias.

1. PESSOAS JURÍDICAS

São contribuintes do Imposto de Renda na qualidade de pessoa jurídica:

a) as pessoas jurídicas de direito privado domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins, nacionalidades ou participantes no capital social;

b) as filiais, sucursais, agências ou representantes no País das pessoas jurídicas com sede no exterior;

c) os comitentes domiciliados no exterior, quanto aos resultados das operações reali- zadas por seus mandatários ou comissários no País;

d) as empresas públicas e as sociedades de economia mista, bem como as suas sub- sidiárias;

e) as entidades submetidas ao regime de liquidação extrajudicial ou de falência, pelo período em que perdurarem os procedimentos para a realização de seu ativo e o pagamento do passivo;

f) as sociedades civis de profissão legalmente regulamentada;

g) as sociedades cooperativas de consumo que tenham por objeto a compra e forneci- mento de bens aos consumidores;

h) os fundos de investimentos imobiliários que aplicarem recursos em empreendi- mento imobiliário que tenha como incorporador construtor ou sócio, quotista que possua, isoladamente ou em conjunto com pessoas a ele ligada, mais de 25% das quotas do fundo.

2. EQUIPARAÇÃO À PESSOA JURÍDICA

Perante a legislação do Imposto de Renda, são consideradas equiparadas à pessoa jurídica:

a) as pessoas físicas que, em nome individual, explorem, habitual e profissional- mente, qualquer atividade econômica de natureza civil ou comercial, com o fim especulativo de lucro, mediante venda a terceiros de bens ou serviços, quer se encontrem regularmente inscritas ou não junto ao órgão de Registro de Comércio ou Registro Civil;

b) as pessoas físicas que promoverem a incorporação de prédios em condomínio ou loteamento de terrenos;

c) as sociedades em conta de participação.

2.1. EQUIPARAÇÃO POR PRÁTICA COMERCIAL A equiparação à pessoa jurídica é uma prerrogativa da legislação do Imposto de Renda que visa tributar a pessoa física equiparada, não importando o fato de haver ou não inscrição no órgão de registro competente.

COAD

ATC

São equiparadas a pessoas jurídicas, para os efeitos fiscais, as pessoas físicas mencionadas na letra “a” do item 2, ainda que não estejam lega lmente consti - tuídas como tais:

a) o proprietário de terras que exerça atividades de extração de minérios para fornecimento a terceiros;

b) proprietário de veículo que exerça o transporte de cargas ou passageiros, quando contrata profissional para dirigi-lo, ou utilize mais de um veículo em suas atividades profissionais;

c) o empreiteiro de obras, pessoa física, quando execute obras por empreitada com venda de materiais ou concurso de profissionais qualificados, com o fim especulativo de lucro;

d) o revendedor de bilhetes de loteria credenciado pela Caixa Econômica Federal, com quota fixa para revenda;

e) a habitual e sistemática prestação de serviços por equipes de profissionais, sempre sob a responsabilidade de um só deles, em cujo nome os pagamen- tos sejam efetuados;

f) o agricultor, pessoa física, que transforme produtos de sua produção, para fabricação de óleos essenciais, aguardente e outras bebidas alcoólicas, inclusive vinho;

g) pessoa física que, habitual e profissionalmente, exerça atividade econômica de natureza comercial, através da venda de refeições e hospedagens a ter- ceiros, comumente denominada essa atividade como “pensão familiar”;

h) pessoa física que compra e vende automóveis ou caminhões, de maneira

habitual e profissionalmente;

i) o representante comercial que exerce atividades por conta própria que, con- sequentemente, adquire a condição de comerciante, independentemente de qualquer requisito formal;

j) garimpeiros que contratam outros garimpeiros matriculados para explora- ção de substâncias minerais. Para fins de equiparação da pessoa física, a caracterização da prestação de serviços como pessoa jurídica só ocorre quando:

– o profissional, além da prestação do serviço, VENDE OS MATERIAIS nele empregados; ou

– para a prestação do serviço haja concurso de outros PROFISSIONAIS QUALIFICADOS, ou seja, aqueles que por sua habilitação estariam aptos a desempenhar, por si, as mesmas atividades. Portanto, a equiparação à pessoa jurídica só se verifica quando o rendimento auferido não mais decorre do próprio trabalho, mas resulta da comercialização de bens ou da exploração do trabalho alheio, o que também caracteriza a finali- dade lucrativa. A equiparação da pessoa física, para fins da legislação do Imposto de Renda, não a transforma em pessoa jurídica perante o Direito Civil ou Comercial.

2.2. EQUIPARAÇÃO POR PRÁTICA IMOBILIÁRIA No caso de incorporações imobiliárias ou loteamentos com ou sem construção, cuja documentação seja arquivada no Registro Imobiliário, são equiparadas a pessoas jurídicas as pessoas físicas que, nos termos da legislação pertinente:

a) assumirem a iniciativa e a responsabilidade de incorporação e loteamento em terrenos urbanos ou rurais;

b) como titulares de terrenos ou glebas de terra, outorgarem mandato a cons- trutor ou corretor de imóveis com poderes para alienação de frações ideais ou lotes de terreno, quando os mandantes se beneficiarem do produto des- sas alienações.

COAD

ATC

Loteamento A legislação conceitua o loteamento de imóveis como sendo a subdivisão de área em lotes, destinados a edificação de qualquer natureza, com abertura de novas vias de circulação e de logradouros públicos, ou de ampliação, modifica- ção ou prolongamento dos existentes.

Incorporação Imobiliária Conceitua-se a incorporação imobiliária como sendo a ativi dade exercida com a finalidade de promover e realizar a construção, para al ienação total ou parcial de edifícios ou conjunto de edificações compostos d e unidades autô - nomas. Essa atividade se caracteriza através do comprometimento ou da efetivação da venda de frações ideais de terreno que tenham por fim a vinculação de tais fra- ções a unidades autônomas em edifícios a serem construídos, ou em constru- ção, sob o regime de condomínio, entendendo-se, como tal, a propriedade comum.

2.2.1. Incorporação e Loteamento sem Registro Também ficará equiparado à pessoa jurídica o proprietário o u titular de terrenos ou glebas de terras que, sem efetuar o registro do s docu - mentos de incorporação ou loteamento, neles promova a const rução de prédio com mais de duas unidades imobiliárias ou a execuçã o de loteamento, se iniciar a alienação das unidades antes de dec orridos os prazos a seguir, contados da data da averbação, no Registr o de Imóveis, da construção do prédio ou da aceitação das obras de lotea-

mento:

a) para os imóveis adquiridos até 30-6-77 – 36 meses;

b) para os imóveis adquiridos após 30-6-77 – 60 meses.

2.2.2. Incorporação de Prédio em Condomínio No caso de incorporação de prédio em condomínio promovida por diversas pessoas físicas, cada uma delas se equipara à pessoa jurí- dica, sendo responsável pelo tributo devido, na proporção de sua par - ticipação no empreendimento. Isso porque os condomínios na pro - priedade de imóveis não são considerados sociedades de fato.

2.2.3. Associação à Pessoa Jurídica

A pessoa física, proprietária de uma área de terra, também fi cará

equiparada à pessoa jurídica quando se associar com pessoa j urí -

dica constituída para a prática de operações imobiliárias, à qual assistirá executar e promover o empreendimento de loteamen to, sendo o produto da venda de unidades rateado entre as partes n a proporção estipulada.

2.2.4. Desmembramento do Imóvel Rural

A subdivisão ou desmembramento de imóvel rural, adquirido após

30-6-77, em mais de 10 lotes, ou a alienação de mais de 10 quinhões ou frações ideais desse imóvel, será equiparada a loteamento para os efeitos do subitem 2.2, exceto nos casos de partilha amigável ou judi- cial, em decorrência de herança, legado, doação como adiantamento da legítima, ou extinção de condomínio.

COAD

ATC

2.2.5. Início da Equiparação

A equiparação de pessoa física à pessoa jurídica, pelo desenvolvi-

mento de atividade de incorporação e loteamento, ocorrerá a partir:

a) da data de arquivamento da documentação do empreendimento, no caso de incorporação ou loteamento;

b) da data da primeira alienação, na situação examinada no subitem 2.2.1 anterior; e

c) da data em que ocorrer a subdivisão ou desmembramento de imó- vel rural em mais de 10 lotes, ou a alienação de mais de 10 qui- nhões ou frações ideais desse imóvel, no caso examinado no subitem 2.2.4.

A equiparação da pessoa física à pessoa jurídica será determinada de acordo com as normas legais e regulamentares em vigor na data do instrumento inicial de alienação do imóvel, ou do arquivamento dos documentos da incorporação, ou do loteamento.

A posterior alteração de tais normas não atingirá as operações imobi-

liárias já realizadas, nem os empreendimentos cuja documentação já tenha sido arquivada no Registro Imobiliário.

2.2.6. Aplicação do Regime Fiscal

A aplicação do regime fiscal das pessoas jurídicas a pessoas físicas a

elas equiparadas na forma do subitem 2.2 terá início na data em que

se completarem as condições determinantes da equiparação.

2.2.7. Determinação do Resultado

O lucro da empresa individual imobiliária será determinado, ao tér-

mino de cada período de apuração, segundo as regras aplicáveis a esta atividade, e compreenderá:

a) o resultado da operação que determinar a equiparação;

b) o resultado de incorporações ou loteamentos promovidos p elo titular da empresa individual a partir da data da equiparaçã o, abrangendo o resultado das alienações de todas as unidades imo- biliárias ou de todos os lotes de terreno integrantes do empr eendi - mento;

c) as atualizações monetárias do preço das alienações de unidades residenciais ou não residenciais, construídas ou em construção, e de terrenos ou lotes de terrenos, com ou sem construção, integran- tes do empreendimento, contratadas a partir da data da equipara- ção, abrangendo:

– as incidentes sobre série de prestações e parcelas intermediá- rias, vinculadas ou não à entrega das chaves, representadas ou não por notas promissórias;

– as incidentes sobre dívidas correspondentes a notas promissó- rias, cédulas hipotecárias ou outros títulos equivalentes, recebi- dos em pagamento do preço de alienação;

– as calculadas a partir do vencimento dos débitos a que se refe- rem os tópicos anteriores, no caso de atraso no respectivo pagamento, até sua efetiva liquidação;

d) os juros convencionados sobre a parte financiada do preço das alie- nações contratadas a partir da data da equiparação, bem como as multas e juros de mora recebidos por atrasos de pagamento.

COAD

ATC

Rendimentos Excluídos

Não serão computados para efeito de apuração do lucro da empresa

individual:

– os rendimentos de locação, sublocação ou arrendamento de quais- quer imóveis, percebidos pelo titular da empresa individual, bem como os decorrentes da exploração econômica de imóveis rurais, ainda que sejam imóveis cuja alienação acarrete a inclusão do cor- respondente resultado no lucro da empresa individual;

– outros rendimentos percebidos pelo titular da empresa individual.

2.2.8. Integração dos Imóveis ao Ativo Os imóveis objetos das operações serão considerados como inte- grantes do Ativo da empresa individual na data:

a) do arquivamento da documentação da incorporação ou do lotea- mento;

b) da primeira alienação, nos casos de incorporação e loteamento sem registro;

c) em que ocorrer a subdivisão ou desmembramento de imóvel rural em mais de 10 lotes;

d) da alienação que determinar a equiparação, nos casos de aliena- ção de mais de 10 quinhões ou frações ideais de imóveis rurais.

Valor de Incorporação de Imóveis Para efeito de determinação do valor de incorporação ao patrimônio da empresa individual, poderá ser atualizado monetariamente, até 31-12-95, o custo do terreno ou das glebas de terra em que sejam pro- movidos loteamentos ou incorporações, bem como das construções e benfeitorias executadas, incidindo a atualização, desde a época de cada pagamento até a data da equiparação, se ocorrida até aquela data, sobre a quantia efetivamente desembolsada pelo titular da empresa individual.

2.2.9. Capital da Empresa Individual

O capital, no caso de pessoa física equiparada à pessoa jurídica por

prática de operações imobiliárias, será determinado, em cada período de apuração, pelos recursos efetivamente investidos, em qualquer época, pela pessoa física titular da empresa individual, nos imóveis considerados como integrantes do seu Ativo, bem como sua correção monetária, deduzidos os custos relativos aos imóveis alienados na parte do preço cujo valor tenha sido recebido. Ou seja, o capital da empresa individual, no início de cada período de apuração (mensal, trimestral ou anual), será representado pela soma dos valores dos imóveis constantes do seu Ativo com os valores a receber relativos ao custo dos imóveis já vendidos em períodos de apuração anteriores.

2.2.10. Término da Equiparação

A pessoa física que, após a equiparação à pessoa jurídica, não pro-

mover nenhum dos empreendimentos nem efetuar nenhuma aliena- ção de unidade imobiliária ou de lote de terreno integrante do empre- endimento, durante o prazo de 36 meses consecutivos, deixará de ser considerada equiparada à pessoa jurídica, a partir do término deste

COAD

ATC

prazo, salvo quanto aos efeitos tributários das operações então em andamento.

Dessa forma, permanecerão no Ativo da empresa individual, para efei- to de tributação do lucro:

a) as unidades imobiliárias e os lotes de terrenos integrantes de incor- porações ou loteamentos, até sua alienação e, após esta, o saldo a receber, até o recebimento total do preço;

b) o saldo a receber do preço de imóveis já alienados, até seu recebi-

mento total. No entanto, a pessoa física poderá encerrar a empresa individual, desde que recolha o imposto que seria devido se os imóveis fossem alienados, com pagamento à vista, ao preço de mercado, ou se o saldo a receber, referido na letra “b”, fosse recebido integralmente.

2.2.11. Desistência da Incorporação ou do Loteamento Não subsistirá a equiparação, em relação às incorporações imobiliá- rias ou loteamentos com ou sem construção, cuja documentação seja arquivada no Cartório do Registro Imobiliário se, na forma da legisla- ção que rege tais empreendimentos, o interessado promover a aver- bação da desistência da incorporação ou o cancelamento da inscrição do loteamento.

3. SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

Compreende-se por sociedade em conta de participação aquela em que duas ou mais pessoas se reúnem, com o objetivo de lucro comum, a fim de realizar uma ou mais ope- rações. Embora a legislação civil não tenha conferido à SCP – Sociedade em Conta de Participação personalidade jurídica, a legislação do Imposto de Renda, para fins fis- cais, equipara essa sociedade às demais pessoas jurídicas. Portanto, na apuração dos resultados das SCP, assim como na tributação dos lucros apurados, serão obser- vadas as normas aplicáveis às pessoas jurídicas em geral.

3.1. RESPONSABILIDADE PARA COM TERCEIROS Na SCP, a obrigação para com terceiros é apenas do sócio ostensivo ou sócio-gerente, assim entendido a pessoa jurídica (sociedade empresária ou sociedade simples) ou pessoa física que exerce a atividade constitutiva do objeto social. Os outros sócios, denominados sócios ocultos ou sócios partici- pantes, podem ser pessoas físicas ou jurídicas, que se obrigam unicamente para com o sócio ostensivo, por todos os resultados das transações e obriga- ções sociais empreendidas nos exatos termos do contrato.

3.2. RESPONSABILIDADE PELOS TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES DEVIDOS Compete ao sócio ostensivo a responsabilidade pela apuração e o recolhi- mento dos tributos e contribuições devidos pela SCP. O IRPJ, a CSLL, o PIS/Pasep e a Cofins devidos pela sociedade em conta de participação devem ser apurados pelo sócio ostensivo em separado do imposto e das contribuições devidas pelo mesmo em função de suas atividades nor- mais.

3.3. REGIME DE TRIBUTAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA Até o ano-calendário de 2000, os lucros das sociedades em conta de participa- ção somente puderam ser tributados com base no lucro real ou arbitrado.

COAD

ATC

A partir do ano-calendário de 2001, de acordo com a Instrução Normativa 31

SRF/2001, observadas as hipóteses de obrigatoriedade de observância do regime de tributação com base no lucro real previstas na legislação vigente, as sociedades em conta de participação passaram a poder optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido.

A opção da SCP pelo regime do lucro presumido não implica a simultânea

opção do sócio ostensivo, nem a opção efetuada por este implica a opção

daquela.

3.4. ESCRITURAÇÃO A escrituração das operações das sociedades em conta de participação poderá, à opção do sócio ostensivo, ser efetuada nos livros deste ou em livros próprios da sociedade. Para efeito de escrituração das operações da sociedade em conta de participa- ção, deverá ser observado o que segue:

a) se utilizados os livros do sócio ostensivo, os registros deverão ser feitos de forma a evidenciar os lançamentos referentes à sociedade em conta de par- ticipação;

b) os resultados e o lucro real ou presumido correspondentes à sociedade em conta de participação deverão ser apurados e demonstrados destacada- mente dos resultados apurados e do lucro real ou presumido do sócio osten- sivo, ainda que a escrituração seja feita nos mesmos livros;

c) nos documentos relacionados com a atividade da sociedade em conta de participação, o sócio ostensivo deverá fazer constar indicação de modo a permitir identificar sua vinculação com a referida sociedade.

3.5. RECOLHIMENTO DE TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES

O recolhimento dos tributos e contribuições devidos pela SCP deve ser efetua-

do mediante utilização de Darf específico, em nome do sócio ostensivo.

3.6. DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS DA PESSOA JURÍDICA (DIPJ)

A pessoa jurídica que for sócio ostensivo da sociedade em conta de participa-

ção informará em sua DIPJ os valores referentes ao Imposto de Renda e contri- buições apurados pela SCP.

4. NÃO EQUIPARAÇÃO À PESSOA JURÍDICA

Não se equiparam às pessoas jurídicas e, portanto, não são contribuintes do Imposto de Renda como tal, observado o subitem 4.1:

a) os consórcios constituídos na forma dos artigos 278 e 279 da Lei 6.404/76;

b) a pessoa física que, individualmente, preste serviços profissionais, mesmo quando possua estabelecimento em que desenvolva suas atividades e empregue auxilia- res;

c) a pessoa física que explore, individualmente, contratos de empreitada unicamente de mão de obra, sem o concurso de profissionais qualificados ou especializados;

d) os receptores de apostas da Loteria Esportiva e da Loteria de Números (Loto e Sena), credenciados pela Caixa Econômica Federal, que não explorem, no mesmo local, outra atividade comercial, ainda que, para atender exigência do órgão cre- denciador, estejam registrados como pessoa jurídica;

e) os condomínios de edifícios;

f) os fundos em condomínio.

COAD

ATC

4.1. MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL Equipara-se à pessoa jurídica, para fins tributários, o Microempreendedor Indi- vidual (MEI), enquadrado nas condições da Lei Complementar 123/2006, com alteração da Lei Complementar 128/2008, optante pelo Simples Nacional. O MEI, considerado empresário individual, é aquele que exerce profissional- mente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços, excluindo-se deste conceito aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir ele- mento de empresa.

4.1.1. Recolhimentos Fixos Mensais Mediante opção pelo Simei – Sistema de Recolhimento em Valores Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional, o Mi- croempreendedor Individual recolherá, mensalmente, de forma sim- plificada e em valores fixos, a contribuição previdenciária, na condição de contribuinte individual, o ICMS e/ou o ISS, caso seja contribuinte desses impostos. Em relação à atividade enquadrada no Simei, o MEI não está sujeito à incidência do Imposto de Renda e da CSLL. No entanto, o MEI sujei- ta-se à incidência do Imposto de Renda sobre rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável e sobre a alienação de bens integrantes do Ativo Permanente (conforme classifi- cação da Lei 6.404/76, antes das alterações da Lei 11.941/2009). Para optar pelo Simei, o Microempreendedor Individual deverá verifi- car se sua atividade está relacionada na tabela de códigos CNAE que consta do Anexo XIII da Resolução 94 CGSN/2011.

5. CONSÓRCIOS DE EMPRESAS

Nos consórcios de empresas, constituídos na forma dos artigos 278 e 279 da Lei 6.404/76, cada pessoa jurídica consorciada deverá apropriar suas receitas, custos e despesas incorridos, proporcionalmente à sua participação no empreendimento, con- forme documento arquivado no órgão de registro. Cada pessoa jurídica consorciada deverá efetuar a escrituração segregada das operações relativas à sua participação no consórcio em seus próprios livros contábeis, fiscais e auxiliares. Às receitas, custos, despesas, direitos e obrigações decorrentes das operações relati- vas às atividades dos consórcios aplica-se o regime tributário a que estão sujeitas as pessoas jurídicas consorciadas.

5.1. PAGAMENTOS SUJEITOS À RETENÇÃO NA FONTE Nos pagamentos decorrentes das operações do consórcio sujeitos à retenção na fonte dos tributos administrados pela Secretaria da Receita Federal do Bra- sil, a retenção, o recolhimento e o cumprimento das respectivas obrigações acessórias deverão ser efetuados em nome de cada pessoa jurí dica consor - ciada, proporcionalmente à sua participação no empreendimento.

5.1.1. Consórcios que Realizam Contratação em Nome Próprio De acordo com a Lei 12.402/2011 e a Instrução Normativa 1.199 RFB/2011, no caso do consórcio realizar a contratação, em nome pró- prio, de pessoas jurídicas ou físicas, com ou sem vínculo empregatício,

COAD

ATC

a responsabilidade pela retenção dos tributos correspondentes e o cumprimento das respectivas obrigações acessórias, caberá:

a) às consorciadas, mediante a utilização do CNPJ próprio de cada pessoa jurídica, se o consórcio apenas efetuar as contratações, ficando a responsabilidade pelos pagamentos à conta das consor- ciadas beneficiárias das contratações; ou

b) ao consórcio, mediante a utilização do CNPJ próprio do consórcio, se este também efetuar os pagamentos relativos às contratações. Neste caso, as empresas consorciadas ficarão solidariamente res- ponsáveis.

5.2. RECEBIMENTOS COM RETENÇÃO NA FONTE

Nos recebimentos de receitas decorrentes das operações do consórcio sujeitas

à retenção do Imposto de Renda, da CSLL, do PIS e da Cofins, na forma da

legislação em vigor, a retenção deve ser efetuada em nome de cada pessoa jurídica consorciada, proporcionalmente à sua participação no empreendi- mento.

5.3. REGISTRO DAS OPERAÇÕES

A empresa líder do consórcio deverá manter registro contábil das operações do

consórcio por meio de escrituração segregada na sua contabilidade, em contas ou subcontas distintas, ou mediante a escrituração de livros contábeis próprios, devidamente registrados para este fim, que deverá corresponder ao somatório dos valores das receitas, custos e despesas das pessoas jurídicas consorcia- das, podendo tais valores serem individualizados proporcionalmente à partici- pação de cada consorciada no empreendimento.

Para maiores informações sobre o consórcio de empresas, ver Orientação divulgada no Fascículo 50/2011 do Colecionador de IR.

6. SOCIEDADE DE PROPÓSITO ESPECÍFICO

A SPE – Sociedade de Propósito Específico não se constitui em um novo tipo jurídico

de empresa como aqueles previstos no Código Civil. É uma forma de organização empresarial entre pessoas, físicas e/ou jurídicas, que deve se revestir como sociedade limitada ou sociedade anônima, com um objetivo específico.

A SPE pode ter como objetivo, entre outros, as parcerias público-privadas, a recupera-

ção judicial de empresas para a superação de situação de crise econômico-financeira

e a realização de negócios de compra e venda de bens por ME – Microempresas e

EPP – Empresas de Pequeno Porte. Portanto, as SPE são contribuintes do Imposto de Renda na qualidade pessoa jurídica.

6.1. SPE CONSTITUÍDA POR EMPRESAS DO SIMPLES NACIONAL Uma das inovações feitas pela Lei Complementar 128/2008 no texto da Lei Complementar 123/2006 foi permitir que as ME ou as EPP optantes pelo Sim- ples Nacional realizem negócios de compra e venda de bens, para os mercados nacional e internacional, por meio de SPE. Assim, essa SPE, que só pode ser constituída por empresas optantes do Sim- ples Nacional, terá por finalidade a realização de operações:

a) de compra para revenda às microempresas ou empresas de pequeno porte que sejam suas sócias;

COAD

ATC

b) de venda de bens adquiridos das microempresas e empresas de pequeno porte que sejam suas sócias para pessoas jurídicas que não sejam suas sócias;

c) de exportação, exclusivamente, de bens a ela destinados pelas microem-

presas e empresas de pequeno porte que dela façam parte. Admite-se, ainda, que a SPE exerça atividades de promoção dos bens referi- dos na letra “b” anterior.

6.1.2. Tratamento Tributário

A SPE constituída nos termos da LC/123/2006 apurará o Imposto de

Renda das pessoas jurídicas com base no lucro real, devendo manter

a escrituração dos livros Diário e Razão.

7. IMUNIDADE

Não são contribuintes do Imposto de Renda, uma vez que têm garantida a imunidade tributária constitucional, as seguintes instituições, desde que obedeçam às condições prescritas na legislação pertinente:

a) os templos de qualquer culto;

b) os partidos políticos, inclusive suas fundações;

c) as entidades sindicais de trabalhadores, sem fins lucrativos;

d) as instituições de educação e as de assistência social, sem fins lucrativos.

A entidade é tida sem fins lucrativos quando não apresentar superávit em suas contas

ou, caso apresente em determinado exercício, destine o referido resultado, integral- mente, à manutenção dos seus objetivos sociais.

A imunidade limita-se apenas aos resultados relacionados às finalidades essenciais

das entidades.

7.1. TEMPLOS DE QUALQUER CULTO Os templos de qualquer culto possuem imunidade constitucional independen- temente do atendimento a qualquer requisito legal.

7.2. PARTIDOS POLÍTICOS E ENTIDADES SINDICAIS DOS TRABALHADORES Os partidos políticos, inclusive suas fundações, e as entidades sindicais dos trabalhadores são imunes do Imposto de Renda, desde que não possuam fina- lidade de lucro e:

a) não distribuam qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;

b) apliquem seus recursos integralmente no País, na manutenção de seus objetivos institucionais;

c) mantenham escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidade capazes de assegurar sua exatidão.

A imunidade não exclui a atribuição legal dessas entidades da condição de res-

ponsáveis pelo imposto que lhes caiba reter na fonte e não dispensa o cumpri-

mento das obrigações acessórias por terceiros.

7.3. INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO E DE ASSISTÊNCIA SOCIAL As instituições de educação e de assistência social são imunes do Imposto de Renda desde que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas

e os coloquem à disposição da população em geral, em caráter complementar às atividades do Estado, sem finalidade de lucro. Para manter a imunidade, essas instituições estão obrigadas a:

COAD

ATC

a) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços presta- dos;

b) aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais;

c) manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revesti- dos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;

d) conservar em boa ordem, pelo prazo de 5 anos, contado da data da emis- são, os documentos que comprovarem a origem de suas receitas e a efetiva- ção de suas despesas, bem como a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar a sua situação patrimonial;

e) apresentar, anualmente, a DIPJ, na forma e prazos previstos pela legisla- ção;

f) recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou credita- dos e a contribuição para a seguridade social relativa aos empregados, bem como cumprir as obrigações acessórias daí decorrentes (vigência suspensa pelo STF – Supremo Tribunal Federal, através da Ação Direta de Inconstitu- cionalidade – ADIn. 1.802-3, de 27-8-98, até decisão final da ação);

g) assegurar a destinação de seu patrimônio a outra instituição que atenda às condições para gozo da imunidade, no caso de incorporação, fusão, cisão ou de encerramento de suas atividades, ou a órgão público. A destinação aplica-se, exclusivamente, à parcela do patrimônio adquirido a partir de 1º de janeiro de 1998.

h) outros requisitos estabelecidos em lei específica, relacionados com o funcio- namento das entidades.

Aplicações Financeiras

A Lei 9.532/97, em seu artigo 12, § 1º, dispõe que os rendimentos e ganhos de

capital auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou de renda variável

pelas instituições de educação ou de assistência social não estão abrangidos pela imunidade. Todavia, a vigência desse dispositivo foi suspensa pelo STF, através da ADIn 1.802-3/98, até decisão final da ação.

7.4. SUSPENSÃO DA IMUNIDADE

A imunidade pode ser suspensa, se a entidade ou instituição praticar ou contri-

buir para a prática de infração à legislação tributária, tais como:

a) prestar informações falsas, omitir ou simular o recebimento de doações em bens ou dinheiro ou de qualquer forma colaborar para que terceiro sonegue tributos ou pratique ilícitos fiscais;

b) pagar, em favor a seus associados ou dirigentes, ou ainda, em favor de sócios, acionistas ou dirigentes da pessoa jurídica a ela associada por qual- quer forma, despesas consideradas indedutíveis na determinação da base de cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro.

8. ISENÇÃO

Estão isentas do Imposto de Renda:

a) as instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico;

b) as associações civis que prestem os serviços para os quais houverem sido instituí- das e os coloquem à disposição do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, inclusive os sindicatos patronais;

COAD

ATC

c) as entidades de previdência complementar fechadas e as abertas sem fins lucrati- vos;

d) as empresas estrangeiras de transportes terrestres, de navegação marítima e aérea se, no país de sua nacionalidade, as companhias brasileiras de igual objetivo gozarem das mesmas prerrogativas;

e) as associações de poupança e empréstimos autorizadas a funcionar que propiciem ou facilitem a aquisição de casa própria aos associados, ou que captem, incentivem ou disseminem a poupança; e

f) as sociedades de investimento, de cujo capital social participem pessoas físicas ou jurídicas, residentes ou domiciliadas no exterior, que atenderem a normas e condi- ções que forem fixadas pelo Conselho Monetário Nacional para regular o ingresso de recursos externos no País, destinados à subscrição ou aquisição das ações de emissão das referidas sociedades.

8.1.

SOCIEDADES BENEFICENTES, FUNDAÇÕES, ASSOCIAÇÕES E SINDICATOS Para manter a isenção, essas entidades devem observar as seguintes condi-

 

ções:

 

a)

não podem apresentar superávit em suas contas ou, caso o apresente em determinado exercício, devem destiná-lo integralmente à manutenção e ao desenvolvimento de seus objetivos sociais;

b)

aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais;

c)

manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revesti- dos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão;

d)

conservar em boa ordem, pelo prazo de 5 anos, contado da data da emis- são, os documentos que comprovarem a origem de suas receitas e a efetiva- ção de suas despesas, bem como a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar a sua situação patrimonial;

f)

não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços presta- dos;

g)

apresentar, anualmente, a DIPJ, na forma e prazos previstos pela legislação.

A

isenção será suspensa quando as instituições deixarem de preencher as con-

dições previstas pela lei ou ocorrerem as situações mencionadas no subi- tem 7.4.

8.2.

COPAS FIFA 2013 E 2014

A

Lei 12.350/2010 instituiu medidas de desoneração tributária referentes à rea-

lização, no Brasil, dos eventos da Copa das Confederações Fifa 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014. A referida Lei concede, no que se refere aos fatos geradores que ocorrerem entre 1-1-2011 e 31-12-2015, isenção, entre outros tributos, do IRPJ à Subsidiária Fifa no Brasil, ao Copa do Mundo 2014 – Comitê Organizador Brasileiro Ltda (LOC) e aos Prestadores de Serviços da Fifa.

8.3.

JOGOS OLÍMPICOS E PARAOLÍMPICOS DE 2016 De acordo com a Lei 12.780/2012, as empresas vinculadas ao Co mitê Olím - pico Internacional (CIO), domiciliadas no País, e o Comitê O rganizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, em relação aos fatos geradores que ocorrerem entre 1-1-2013 e 31-12-2017, estão isentos do pagamento do I RPJ, entre outros tributos, decorrentes das atividades próprias dire tamente vinculadas à organização ou realização dos eventos ligados aos Jogos Olí mpicos e Parao - límpicos de 2016.

COAD

ATC

9. SOCIEDADES COOPERATIVAS

As sociedades cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação de regência não terão incidência do Imposto de Renda sobre suas atividades econômicas, de pro- veito comum, sem objetivo de lucro.

A legislação veda às cooperativas distribuírem qualquer espécie de benefício às quo-

tas-partes do capital ou estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuados os juros até o máximo

de 12% ao ano atribuídos ao capital integralizado. A inobservância dessa disposição importará tributação dos resultados, na forma prevista no Regulamento do Imposto de Renda para as demais pessoas jurídicas.

9.1. INCIDÊNCIA DO IMPOSTO As cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação específica pagarão o imposto calculado sobre os resultados positivos das operações e atividades estranhas à sua finalidade, tais como:

a) de comercialização ou industrialização, pelas cooperat ivas agropecuárias ou de pesca, de produtos adquiridos de não associados, agricultores, pecuaristas ou pescadores, para completar lotes destinado s ao cumpri - mento de contratos ou para suprir capacidade ociosa de suas i nstalações industriais;

b) de fornecimento de bens ou serviços a não associados, para atender aos objetivos sociais;

c) de participação em sociedades não cooperativas, para melhor atendimento dos próprios objetivos e de outros de caráter acessório ou complementar.

9.2. COOPERATIVAS DE CONSUMO As sociedades cooperativas de consumo que tenham por objeto a compra e for- necimento de bens aos consumidores sujeitam-se às mesmas normas de inci- dência dos impostos e contribuições de competência da União, aplicáveis às demais pessoas jurídicas.

10. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA

O Código Tributário Nacional relaciona como solidariamente obrigadas ao crédito tri-

butário:

a)

as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; e

b)

as pessoas expressamente designadas por lei.

O

Regulamento do Imposto de Renda estabelece que, na impossi bilidade de exigên -

cia do cumprimento da obrigação principal pelo contribuint e, respondem solidaria - mente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões d e que forem res -

ponsáveis:

a) os administradores de bens de terceiros, pelo imposto devido por estes;

b) o síndico e o comissário, pelo imposto devido pela massa fal ida ou pelo concorda - tário;

c) os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelo imposto devido sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

d) os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas.

COAD

ATC

10.1. RESPONSABILIDADE DOS SUCESSORES No caso de fusão, cisão, transformação, incorporação ou extinção da pessoa jurídica, a responsabilidade pelo pagamento do Imposto de Renda será transfe- rida para:

a) a pessoa jurídica resultante da transformação de outra;

b) a pessoa jurídica constituída pela fusão de outras, ou em decorrência de cisão de sociedade;

c) a pessoa jurídica que incorporar outra ou parcela do patrimônio da socie- dade cindida;

d) a pessoa física sócia da pessoa jurídica extinta mediante liquidação, ou seu espólio, que continuar a exploração da atividade social, sob a mesma ou outra razão social, ou sob firma individual;

e) os sócios, com poderes de administração, da pessoa jurídica que deixar de funcionar sem proceder à liquidação, ou sem apresentar a declaração de rendimentos no encerramento da liquidação.

Nesses casos, respondem solidariamente pelo imposto devido pela pessoa jurídica:

– as sociedades que receberem parcelas do patrimônio da pessoa jurídica extinta por cisão;

– a sociedade cindida e a sociedade que absorver parcela do seu patrimônio, no caso de cisão parcial;

– os sócios com poderes de administração da pessoa jurídica extinta.

10.1.1. Sucessão Empresarial A pessoa física ou jurídica que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profis- sional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelo corres- pondente imposto devido até a data do evento:

a) integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade;

b) subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na explora- ção ou iniciar dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão.

11. RESPONSABILIDADE DE TERCEIROS

São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributá- rias resultantes de atos praticados com excesso de poderes, ou infração de lei, con- trato social ou estatutos:

a) os administradores de bens de terceiros, pelo imposto devido por estes;

b) o síndico e o comissário, pelo imposto devido pela massa falida ou pelo concordatá- rio;

c) os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelo imposto devido sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício;

d) os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas;

e) os mandatários, prepostos e empregados;

f) os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.

COAD

ATC

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:

Lei Complementar 123, de 14-12-2006 (Fascículo 07/2009 e Portal COAD);

Lei Complementar 128, de 19-12-2008 (Fascículo 52/2008 e Portal COAD);

Lei 5.172, de 25-10-66 – Código Tributário Nacional – artigo 124 (Portal COAD);

Lei 9.532, de 10-12-97 – artigos 12 a 18 (Informativo 50/97);

Lei 10.406, de 10-1-2002 – Código Civil (Portal COAD);

Lei 11.079, de 30-12-2004 – artigo 9º (Portal COAD);

Lei 11.101, de 9-2-2005 – artigo 50 (Portal COAD);

Lei 12.350, de 20-12-2010 (Fascículo 51/2010);

Lei 12.402, de 2-5-2011 (Fascículo18/2011);

Lei 12.780, de 9-1-2013 (Fascículo 02/2013);

Medida Provisória 2.168-40, de 24-8-2001 (Informativo 35/2001 e Portal COAD);

Decreto 3.000, de 26-3-99 – Regulamento do Imposto de Renda – artigos 146 a 148, 150 a 153, 155, 156 a 166, 179, 182 a 184, 190 e 207 a 211 (Portal COAD);

Resolução 94 CGSN, de 29-11-2011 (Portal COAD);

Instrução Normativa 31 SRF, de 29-3-2001 (Informativo 14/2001);

Instrução Normativa 179 SRF, de 30-12-87 (Informativo 53/87);

Instrução Normativa 1.199 RFB, de 14-10-2011 (Fascículo 14/2011);

Instrução Normativa 1.315 RFB, de 3-1-2013 (Fascículo 01/2013);

Ato Declaratório Normativo 18 CST, de 18-9-78 (DO-U de 25-9-78);

Parecer Normativo 6 CST, de 19-2-86 (DO-U de 21-2-86);

Parecer Normativo 15 CST, de 23-7-84 (DO-U de 26-7-84);

Parecer Normativo 15 CST, de 6-5-86 (DO-U de 8-5-86);

Parecer Normativo 23 CST, de 27-9-84 (DO-U de 1-10-84);

Parecer Normativo 25 CST, de 31-3-76 (DO-U de 29-4-76);

Parecer Normativo 38 CST, de 24-3-75 (DO-U de 8-5-75);

Parecer Normativo 39 CST, de 2-6-77 (DO-U de 10-6-77);

Parecer Normativo 67 CST, de 13-9-76 (DO-U de 20-10-76);

Parecer Normativo 77 CST, de 25-2-72 (DO-U de 27-3-72);

Parecer Normativo 80 CST, de 8-10-76 (DO-U de 18-11-76);

Parecer Normativo 122 CST, de 8-7-74 (DO-U de 29-7-74);

Parecer Normativo 152 CST, de 3-12-75 (DO-U de 12-1-76);

Parecer Normativo 228 CST, de 10-3-71 (DO-U de 22-4-71);

Perguntas e Respostas – DIPJ/2012 – Capítulo III – RFB.

COAD

ATC

LUCRO REAL Normas Gerais

Lucro real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações previstas ou autorizadas na legislação e corresponde à base de cálculo do imposto devido pelas pessoas jurídicas.

1. EMPRESAS OBRIGADAS AO LUCRO REAL

Estão obrigadas à tributação com base no lucro real as pessoas jurídicas enquadradas em qualquer das seguintes situações:

a) cuja receita total, no ano-calendário anterior, tenha sido superior a R$ 48.000.000,00, ou R$ 4.000.000,00 multiplicados pelo número de meses do período, quando infe- rior a 12 meses;

b) cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, agências de fomento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corre- toras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e valores mo- biliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;

c) que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;

d) que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou redução do Imposto de Renda;

e) que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal do imposto com base em estimativa;

f) que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, adminis- tração de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços ( factoring );

g) que exerçam atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e constru- ção de imóveis, enquanto não concluídas as operações imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado;

h) sociedade de propósito específico (SPE) constituída, exclusivamente, por micro- empresas ou empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional, na forma do que dispõe o artigo 56 da Lei Complementar 123/2006, com redação da Lei Complementar 128/2008;

i) que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio.

1.1. VERIFICAÇÃO DO LIMITE DE RECEITA NO ANO-CALENDÁRIO ANTERIOR Para efeito de apuração do limite total ou proporcional mencionado na letra “a” do item 1, deve-se tomar por base o somatório das receitas totais mensais aufe- ridas no ano-calendário anterior. Caso, no ano-calendário anterior, tenha havido opção pelo lucro presumido, a receita bruta auferida naquele ano será considerada segundo o regime de com- petência ou de caixa, observado o critério adotado pela pessoa jurídica.

COAD

ATC

1.1.1. Valores Integrantes da Receita Total Para fins de determinação do limite, devem ser consideradas:

a) as receitas da prestação de serviços, da venda de produtos de fabricação própria, da revenda de mercadorias, do transporte de cargas, da industrialização de produtos em que a matéria-prima, o produto intermediário e o material de embalagem tenham sido for- necidos pelo encomendante da industrialização, da atividade rural, e de outras atividades compreendidas nos objetivos sociais da pessoa jurídica;

b) a parcela de receitas auferidas nas exportações sujeitas às normas de preços de transferência que exceder ao valor já apropriado na escrituração da empresa, nos termos da legislação vigente;

c) as receitas de quaisquer outras fontes não relacionadas direta- mente com os objetivos sociais da pessoa jurídica, bem como os ganhos de capital;

d) os ganhos líquidos obtidos em operações realizadas nos merca- dos de renda variável;

e) os rendimentos nominais auferidos em aplicações financeiras de renda fixa.

1.2. EMPRESAS OPTANTES PELO REFIS Não estão obrigadas ao lucro real as pessoas jurídicas mencionadas nas letras “a”, “c”, “d” e “e” do item 1, que optaram pelo Programa de Recuperação Fiscal (Refis), podendo adotar a tributação com base no lucro presumido, durante o período em que permanecerem enquadradas no Refis.

1.3. SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO Até o ano-calendário de 2000, independentemente do total de receita bruta auferida no ano-calendário anterior, as sociedades em conta de participação (SCP) estiveram impedidas de enquadrar-se no lucro presumido.

A partir de 1º de janeiro de 2001, de acordo com a Instrução Normativa 31

SRF/2001, observadas as hipóteses de obrigatoriedade do regime de tributa- ção com base no lucro real previstas na legislação vigente, as SCP ficaram autorizadas, ainda que não optantes pelo Refis, a adotar o lucro presumido como forma de tributação.

A opção da SCP pelo regime do lucro presumido não implica a simultânea

opção do sócio ostensivo, nem a opção efetuada por este implica a opção daquela.

1.4. EMPRESAS IMOBILIÁRIAS As empresas que exploram atividades de compra e venda, loteamento, incor- poração e construção de imóveis estão obrigadas ao lucro real, ainda que tenham ingressado no Refis, enquanto não concluídas as operações imobiliá- rias para as quais haja registro do custo orçado. A obrigatoriedade alcança, inclusive, as SCP constituídas para a exploração de atividades imobiliárias.

1.5. EMPRESAS EXPORTADORAS DE MERCADORIAS OU SERVIÇOS De acordo com o Ato Declaratório Interpretativo 5 SRF/2001, a hipótese de obrigatoriedade de tributação com base no lucro real, a que se refere a letra “c” do item 1, não se aplica às pessoas jurídicas que auferirem receitas da exporta- ção de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior.

COAD

ATC

Para esse efeito, NÃO se considera prestação direta de serviços aquela reali- zada no exterior por intermédio de filiais, sucursais, agências, representações, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas.

1.6. OPÇÃO PELO LUCRO REAL Qualquer pessoa jurídica, ainda que não enquadrada nas situações de obriga- toriedade do lucro real, poderá optar por esta forma de tributação.

2. PERÍODO DE APURAÇÃO

O período de apuração da pessoa jurídica obrigada ou optante pela tributação com base no lucro real poderá ser trimestral ou anual.

2.1. APURAÇÃO TRIMESTRAL Consiste no cálculo do IRPJ e da CSLL sobre bases determinadas a partir de resultado apurado em balanço levantado a cada trimestre do ano-calendário, para recolhimento no trimestre seguinte, na forma da legislação vigente. No regime de apuração trimestral os recolhimentos do IRPJ e da CSLL são con- siderados definitivos.

2.1.1. Trimestres-Calendário

A empresa que adotar a apuração trimestral do lucro real obriga-se a

levantar balanço ou balancete em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro.

2.2. APURAÇÃO ANUAL (REGIME DE ESTIMATIVA) As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real poderão optar pela apuração anual do lucro real, em 31 de dezembro do ano-calendário ou na data da extin- ção da empresa, sem prejuízo do recolhimento mensal do IRPJ e da CSLL com base em regime de estimativa. O IRPJ e a CSLL, pagos mensalmente, serão considerados como antecipação dos correspondentes valores apurados no balanço anual. O saldo, se houver, será pago, compensado ou restituído na forma da legislação vigente.

2.2.1. Enquadramento no Balanço Anual

A pessoa jurídica enquadrada na apuração anual do lucro real pagará,

durante o ano-calendário, o IRPJ e a CSLL, em cada mês, calculados com base na receita bruta e acréscimos, sendo facultado:

a) suspender o pagamento do imposto e/ou da contribuição, desde que demonstre que o valor do imposto e/ou contribuição devidos, calculados com base no lucro líquido ajustado do período em curso, é igual ou inferior à soma do imposto e/ou contribuição pagos, correspondentes aos meses do mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levan- tado;

b) reduzir o valor do imposto e/ou contribuição ao montante corres- pondente à diferença positiva entre o imposto e/ou contribuição devidos no período em curso, e a soma do imposto e/ou contribui- ção pagos, correspondentes aos meses do mesmo ano-calen- dário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou balancete levantado.

COAD

ATC

2.2.2. Vantagens do Regime de Estimativa Regra geral, o regime de estimativa é a melhor forma de pagamento do imposto, principalmente se a empresa puder levantar, periodicamente, balanços ou balancetes intermediários para suspender ou reduzir o pagamento mensal do imposto calculado com base na receita bruta e acréscimos. Nesse caso, a empresa pagará, durante o ano-calendário, somente os valores efetivamente devidos. No entanto, ainda que o con-

tribuinte pague o imposto durante todo o ano com base na receita bruta

e acréscimos, o regime de estimativa pode ser mais vantajoso do que o lucro real trimestral, conforme a seguir:

COMPENSAÇÃO DE PREJUÍZOS FISCAIS E/OU DA BASE DE CÁLCULO NEGATIVA DA CSLL Se a empresa adotar o lucro real trimestral, os recolhimentos do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

serão definitivos. Como a compensação de prejuízos fiscais está limi- tada a 30% do lucro real de períodos de apuração subsequentes, o contribuinte que adotar a apuração trimestral poderá ficar sujeito ao recolhimento do imposto em determinados trimestres, mesmo ha- vendo prejuízos fiscais a compensar de trimestres anteriores. O mes- mo se aplica à base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre

o Lucro Líquido.

No regime de estimativa, no balanço anual e nos balanços intermediá- rios de suspensão ou redução do pagamento mensal do imposto, os resultados negativos de um período são automaticamente absorvidos pelos resultados positivos de outros períodos do mesmo ano-calen- dário, sem qualquer limitação.

ADICIONAL DO IMPOSTO DE RENDA Outra vantagem do regime de estimativa é a que diz respeito ao paga- mento do adicional do IRPJ. As empresas que adotarem a apuração trimestral ficarão sujeitas ao adicional de 10% sobre a parcela do lucro real que ultrapassar o limite de R$ 60.000,00. O valor recolhido será considerado definitivo. Se o contribuinte optar pelo regime de estimativa, pode ocorrer que nos balanços de suspensão/redução e/ou no balanço anual não haja incidência do adicional, por ter apurado prejuízo fiscal ou lucro real igual ou inferior ao limite de R$ 20.000,00, multiplicado pelo número de meses do respectivo período de apuração.

3. ESCOLHA DA FORMA DE APURAÇÃO

A adoção do lucro real trimestral ou a opção pelo regime de estimativa será irretratável para todo o ano-calendário. A opção pelo regime de estimativa será manifestada:

a) com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de início da ati- vidade, calculado com base na receita bruta e acréscimos ou no lucro real apurado em balanço/balancete de redução;

b) com a transcrição, no Diário e no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur), do balanço/balancete e da demonstração do prejuízo fiscal, respectivamente, relativos ao mês de janeiro do ano-calendário.

COAD

ATC

4. CISÃO, FUSÃO, INCORPORAÇÃO OU EXTINÇÃO

Sem prejuízo do balanço que deverá ser levantado até 30 dias antes do evento, e da

responsabilidade por sucessão, o resultado do período que servirá de base para apu- ração do IRPJ e da CSLL, nos casos de extinção, incorporação, fusão ou cisão da pes- soa jurídica, compreenderá os fatos geradores ocorridos até a data do evento. Para esse efeito considera-se data do evento:

a) a data da deliberação que aprovar a cisão, fusão ou incorporação;

b) a data da extinção da pessoa jurídica, assim entendida a destinação total de seu acervo líquido.

5. PRAZOS DE RECOLHIMENTO DO IMPOSTO E DA CONTRIBUIÇÃO

As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real estão obrig adas a recolher o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido nos pra zos examinados a seguir.

5.1. LUCRO REAL TRIMESTRAL Se a empresa adotar a apuração trimestral deve recolher o IRPJ e a CSLL em quota única, até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do tri- mestre de apuração, sendo-lhe permitido optar pelo parcelamento em até três quotas mensais, iguais e sucessivas, vencíveis no último dia útil dos três meses subsequentes ao de encerramento do período de apuração a que correspon- der. Em caso de parcelamento, as quotas do IRPJ e da CSLL ficarão sujeitas a juros calculados à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Cus- tódia (Selic) para títulos federais, acumulada mensalmente, calculados a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao do encerramento do período de apuração até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento. Portanto, no ano-calendário de 2013, os prazos para recolhimento são os seguintes:

RECOLHIMENTO EM QUOTA ÚNICA

Períodos de Apuração/2013

Vencimento

1º trimestre

30-04-2013

2º trimestre

31-07-2013

3º trimestre

31-10-2013

4º trimestre

31-01-2014

 

RECOLHIMENTO PARCELADO

Período de Apuração/2013

Quota

Vencimento

 

1

30-04-2013

1º trimestre

2

31-05-2013

3

28-06-2013

 

1

31-07-2013

2º trimestre

2

30-08-2013

3

30-09-2013

COAD

ATC

 

RECOLHIMENTO PARCELADO

Período de Apuração/2013

Quota

Vencimento

 

1

31-10-2013

3º trimestre

2

29-11-2013

3

30-12-2013

 

1

31-01-2014

4º trimestre

2

28-02-2014

3

31-03-2014

Nenhuma quota poderá ter valor inferior a R$ 1.000,00 e o imposto ou contribui- ção inferior a R$ 2.000,00 deverá ser pago em quota única até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de apuração.

5.1.1. Códigos do Darf Para o recolhimento trimestral do IRPJ e da CSLL serão utilizados os seguintes códigos no Darf:

Denominação

Código do Darf

IRPJ

 

– Entidades Financeiras

1599

– Demais Empresas Obrigadas ao Lucro Real

0220

– Empresas NÃO Obrigadas ao Lucro Real

3373

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

 

– Entidades Financeiras

2030

– Demais Empresas

6012

5.2. LUCRO REAL ANUAL As pessoas jurídicas que optarem pelo lucro real anual devem recolher o IRPJ e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido devidos em cada mês até o último dia útil do mês subsequente ao de encerramento do período de apuração. Dessa forma, no ano-calendário de 2013, os prazos são os seguintes:

Período de Apuração/2013

Vencimento

Janeiro

28-02-2013

Fevereiro

28-03-2013

Março

30-04-2013

Abril

31-05-2013

Maio

28-06-2013

Junho

31-07-2013

Julho

30-08-2013

COAD

ATC

Período de Apuração/2013

Vencimento

Agosto

30-09-2013

Setembro

31-10-2013

Outubro

29-11-2013

Novembro

30-12-2013

Dezembro

31-01-2014

5.2.1. Códigos do Darf Serão utilizados os códigos a seguir para preenchimento do Darf no recolhimento mensal estimado do IRPJ e da CSLL:

Denominação

Código do Darf

IRPJ

 

– Entidades Financeiras

2319

– Demais Empresas Obrigadas ao Lucro Real

2362

– Empresas NÃO Obrigadas ao Lucro Real

5993

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

 

– Entidades Financeiras

2469

– Demais Empresas

2484

5.2.2. Ajuste Anual

O IRPJ e a CSLL recolhidos durante o ano-calendário sob a forma de

estimativa são compensáveis, sem o acréscimo de juros ou atualiza-

ção monetária, com o imposto e a contribuição apurados no balanço anual de 31 de dezembro do respectivo ano.

A diferença negativa apurada no balanço anual poderá ser compen-

sada com o IRPJ devido e/ou CSLL devida a partir do mês de janeiro

do ano-calendário subsequente ao do encerramento do período de apuração, assegurada a alternativa de requerer a restituição. Os valores a compensar ou a serem restituídos serão acrescidos de juros na forma da legislação vigente.

Se, porventura, a diferença for positiva, o saldo do imposto e/ou da contribuição deverá ser pago, em quota única, até o último dia útil do mês de março do ano subsequente, acrescido de juros calculados à taxa Selic, a partir de fevereiro até o último dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% no mês do pagamento. Esse prazo não se aplica aos valores do IRPJ e da CSLL relativos ao mês de dezembro, que deverão ser recolhidos até o último dia útil do mês de janeiro do ano subsequente.

O saldo positivo apurado no ano-calendário de 2012 deverá ser reco-

lhido em quota única até 28-3-2013. A empresa estará livre de juros se

quitar o saldo do IRPJ/CSLL no mês de janeiro/2013. Este assunto encontra-se examinado neste Volume, no trabalho inti- tulado Ajuste Anual.

COAD

ATC

5.2.3. Códigos do Darf As diferenças positivas do IRPJ e da CSLL serão recolhidas utilizan- do-se os códigos de Darf a seguir:

Denominação

Código do Darf

IRPJ

 

– Instituições Financeiras

2390

– Demais Empresas Obrigadas ao Lucro Real

2430

– Empresas NÃO Obrigadas ao Lucro Real

2456

CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

 

– Instituiçõe Financeiras

6758

– Demais Empresas

6773

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:

Lei Complementar 123, de 14-12-2006 (Informativo 50/2006 e Portal COAD);

Lei Complementar 128, de 19-12-2008 (Fascículo 52/2008 e Portal COAD);

Lei 8.981, de 20-1-95 (Informativo 04/95);

Lei 9.065, de 20-6-95 (Informativo 25/95);

Lei 9.249, de 26-12-95 (Informativo 52/95);

Lei 9.430, de 27-12-96 (Informativo 53/96);

Lei 9.532, de 10-12-97 (Informativo 50/97);

Lei 9.964, de 10-4-2000 (Informativo 15/2000);

Lei 10.637, de 30-12-2002 (Informativo 53/2002);

Lei 12.249, de 11-6-2010 – artigo 22 (Fascículo 24/2010);

Lei 12.715, de 17-9-2012 - artigo 70 (Fascículo 38/2012);

Decreto 3.000, de 26-3-99 – Regulamento do Imposto de Renda – artigos 220 a 222, 228, 232, 235, 237, 246, 247, 542, 856 e 858 (Portal COAD);

Instrução Normativa 11 SRF, de 21-2-96 (Informativo 08/96);

Instrução Normativa 25 SRF, de 25-2-99 (Informativo 09/99);

Instrução Normativa 31 SRF, de 29-3-2001 (Informativo 14/2001);

Instrução Normativa 93 SRF, de 24-12-97 (Informativo 53/97);

Instrução Normativa 1.264 RFB, de 30-3-2012 – Instruções de Preenchimento da DIPJ/2012 (Fascículo 14/2012);

Ato Declaratório 3 SRF, de 7-1-2000 (Informativo 02/2000);

Ato Declaratório Interpretativo 5 SRF, de 31-10-2001 (Informativo 44/2001).

COAD

ATC

REGIME DE ESTIMATIVA Pagamento Mensal com Base na Receita Bruta e Acréscimos

As pessoas jurídicas tributadas pelo lucro real que não puderem ou não quiserem apurar as bases de cálculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) a cada trimestre poderão optar pelo lucro real anual, devendo, para isso, efetuar os respectivos recolhimentos mensalmente, sob o regime de estimativa, nas formas previstas na legislação vigente. As pessoas jurídicas enquadradas no regime de estimativa, que optarem pelo recolhimento do imposto com base na receita bruta e acréscimos, determinarão os valores de IRPJ e CSLL a recolher da forma examinada neste trabalho.

1. CONCEITO DE LUCRO ESTIMADO

Compreende-se como lucro estimado, em cada mês, o montante determinado pela soma das seguintes parcelas:

a) valor resultante da aplicação dos percentuais de lucratividade fixados pela legisla- ção vigente sobre a receita bruta da atividade;

b) ganhos de capital, demais receitas e os resultados positivos correspondentes a receitas não abrangidas pela letra “a”.

2. DETERMINAÇÃO DO LUCRO ESTIMADO

No ano-calendário de 2013, para determinar a primeira parcela da base de cálculo do Imposto de Renda, a pessoa jurídica deve aplicar, sobre a receita bruta mensal da ati- vidade, o percentual fixado no artigo 15 da Lei 9.249/95.

2.1. PERCENTUAIS APLICÁVEIS SOBRE A RECEITA BRUTA MENSAL

ATIVIDADE

%

Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carbu - rante e gás natural

1,6

Prestação de serviços relativos ao exercício de profissões legalmente regulamen - tadas

32

Prestação de serviços em geral

 

Intermediação de negócios (inclusive representação comercial por conta de tercei - ros e corretagem de seguros, imóveis e outros)

Administração, locação ou cessão de bens móveis e imóveis (exceto a receita de aluguéis, quando a pessoa jurídica não exercer a atividade de locação de imóveis)

32 (*)

Administração de consórcios de bens duráveis

Cessão de direitos de qualquer natureza

 

Construção por administração ou por empreitada unicamente de mão de obra

Factoring

Serviços de transporte, exceto o de cargas

 

Instituições financeiras e empresas equiparadas

16

COAD

ATC

ATIVIDADE

%

Revenda de mercadorias

 

Venda de produtos de fabricação própria

Industrialização por encomenda (materiais fornecidos pelo encomendante)

Atividade rural

Representação comercial por conta própria

Loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda d e imóveis construídos ou adquiridos para revenda (ver subitem 2.1.4)

8

Execução de obras da construção civil, com emprego de material

Serviços hospitalares (ver subitem 2.1.3)

Serviços de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenologia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas (ver su - bitem 2.1.5)

Transporte de cargas

Outras atividades não caracterizadas como prestação de serviços

2.1.1. Atividades Diversificadas

A pessoa jurídica que exerça atividades diversificadas deverá segre-

gar as receitas oriundas de cada atividade e aplicar o percentual res-

pectivo, para efeito de determinação da base de cálculo mensal do Imposto de Renda.

2.1.2. Prestação de Serviços em Geral – Redução do Percentual As pessoas jurídicas cujas atividades sejam, exclusivamente, as assi- naladas (*) no subitem 2.1, podem utilizar, para determinação do lucro estimado, o percentual de 16%, desde que as respectivas receitas não ultrapassem, em cada ano, o limite de R$ 120.000,00.

INAPLICABILIDADE DA REDUÇÃO

A redução de 32 para 16% não se aplica aos serviços decorrentes de

profissões legalmente regulamentadas, mesmo com receita bruta

anual de até R$ 120.000,00.

Cursos de informática (Solução de Consulta 17 SRRF-2ª RF/2002) As empresas do ramo de atividade de cursos de informática não podem recolher o imposto com base no lucro estimado utilizando o percentual reduzido de 16% sobre a receita bruta por tratar-se de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada.

Assessoria de comunicação, produção e realização de eventos (Solução de Consulta 292 SRRF-7ª RF/2001) Se a pessoa jurídica que exerce qualquer dessas atividades neces- sita, para exercê-la, de assessores, cujas profissões exijam regula- mentação legal, não poderá utilizar o percentual de 16% para determi- nação do lucro estimado, ainda que a receita anual não ultrapasse R$ 120.000,00.

COAD

ATC

Desenvolvimento de software de engenharia, arquitetura e agrono- mia (Soluções de Consultas 234 SRRF-8ª RF/2001, 101 SRRF-6ª RF/2004, 530 SRRF-8ª RF/2006)

A pessoa jurídica que presta serviços de projeto e produção, instala-

ção e suporte de software aplicativos tecnológicos de engenharia, arquitetura e agronomia não pode utilizar o percentual de 16%, ainda

que a sua receita bruta anual não ultrapasse R$ 120.000,00.

POSSIBILIDADE DA REDUÇÃO De acordo com entendimentos manifestados por diversas Regiões Fiscais, a redução do percentual para 16% pode ser aplicada nas seguintes situações.

Cursos livres de idiomas (Solução de Divergência 14 Cosit/2003)

A pessoa jurídica cuja receita bruta anual não ultrapasse R$ 120.000,00

e que preste somente serviços relativos a cursos livres de idiomas, por

não se tratar de prestação de serviços de profissão regulamentada, pode utilizar o percentual reduzido de 16% para determinar o lucro estimado.

Cursos de informática (Soluções de Consultas 236 SRRF-6ª RF/2001, 102 SRRF-6ª RF/2002, 74 SRRF-8ª RF/2005, 113 SRRF-9ª

RF/2005)

As empresas do ramo de atividade de cursos de informática podem recolher o imposto com base no lucro estimado utilizando o percentual reduzido de 16% sobre a receita bruta por não tratar-se de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada.

Assessoria de comunicação, produção e realização de eventos (Solução de Consultas 292 SRRF-7ª RF/2001) Se a pessoa jurídica que exerce qualquer dessas atividades não necessita, para exercê-la, de assessores, cujas profissões exijam regulamentação legal, poderá utilizar o percentual de 16% para deter- minação do lucro estimado.

Desenvolvimento de software , exceto os de engenharia, arquite- tura e agronomia (Soluções de Consultas 234 SRRF-8ª RF/2001, 101 SRRF-6ª RF/2004, 530 SRRF-8ª RF/2006) Para efeito de determinação da base de cálculo do Imposto de Renda, apurado com base no lucro estimado, a pessoa jurídica, exclusiva- mente, prestadora de serviços em geral, que não explore serviços pri- vativos de profissões legalmente regulamentadas, e que preste servi- ços de desenvolvimento de informática, não incluídos, nestes, os ser- viços de projeto e produção, instalação e suporte de software , aplicati- vos tecnológicos de engenharia, arquitetura e agronomia, pode apli- car o percentual de 16%, desde que sua receita bruta anual não ultra- passe R$ 120.000,00.

Serviços de terraplenagem (Solução de Consulta 4 SRRF-2ª

RF/2003)

A atividade de terraplenagem se insere no ramo da construção civil e

configura mera prestação de serviços sem emprego de materiais. Assim sendo, o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta dela

COAD

ATC

decorrente para apuração da base de cálculo do lucro estimado é de 32%, podendo ser reduzido para 16% quando o valor da receita bruta anual não ultrapassar R$ 120.000,00.

EXCESSO DE RECEITA BRUTA DURANTE O ANO Se a receita bruta acumulada até determinado mês do ano-calendário exceder o limite anual de R$ 120.000,00, a pessoa jurídica deverá determinar novas bases de cálculo do Imposto de Renda com a apli- cação do percentual de 32%. A diferença de imposto apurada em rela- ção a cada mês transcorrido deverá ser paga em quota única, por meio de Darf separado, preenchido com o código 2362 (empresas obrigadas ao lucro real) ou 5993 (empresas optantes pelo lucro real), até o último dia útil do mês subsequente àquele em que ocorrer o excesso. Sobre a diferença recolhida no prazo previsto não incidirão acréscimos legais.

EXEMPLO Pessoa jurídica prestadora de serviços, que paga o Imposto de Renda mensal com base na receita bruta e acréscimos, apresenta os seguin- tes valores:

 

I

II

Mês/2013

Receita Bruta Mensal R$

Receita Bruta Acumulada R$

Janeiro

30.403,80

30.403,80

Fevereiro

30.389,00

60.792,80

Março

50.822,40

111.615,20

Abril

62.053,90

173.669,10

Maio

63.561,30

237.230,40

 

IRPJ Devido

IRPJ Recolhido

 
       

VII

Mês/2013

III

IV

V

VI

Diferença

a Recolher (IV – VI)

32% de I

15% de III

16% de I

15% de V

R$

R$

R$

R$

R$

Janeiro

9.729,22

1.459,38

4.864,61

729,69

729,69

Fevereiro

9.724,48

1.458,67

4.862,24

729,34

729,33

Março

16.263,17

2.439,48

8.131,58

1.219,74

1.219,74

Abril

19.857,25

2.978,59

9.928,62

1.489,29

1.489,30

Diferença de IRPJ a recolher em quota única até 31-5-2013

 

4.168,06

Caso continue a pagar o imposto com base na receita bruta e acrésci- mos, a empresa utilizará o percentual de 32%.

2.1.3. Serviços Hospitalares A legislação vigente estabelece que as pessoas jurídicas, cuja ativi- dade seja a prestação de serviços hospitalares, quando enquadradas no lucro presumido ou optantes pelo regime de estimativa (receita bruta e acréscimos), na determinação da base de cálculo do imposto, em cada trimestre ou mês, deverão aplicar sobre a receita bruta da ati- vidade o percentual de 8%.

COAD

ATC

Ato Declaratório Interpretativo 19 RFB/2007

De acordo com o Ato Declaratório Interpretativo 19 RFB, de 7-12-2007, para efeito de enquadramento no conceito de serviços hospitalares,

os estabelecimentos assistenciais de saúde devem dispor de estru-

tura material e de pessoal destinada a atender a internação de pacien- tes, garantir atendimento básico de diagnóstico e tratamento, com equipe clínica organizada e com prova de admissão e assistência per- manente prestada por médicos, possuir serviços de enfermagem e atendimento terapêutico direto ao paciente, durante 24 horas, com disponibilidade de serviços de laboratório e radiologia, serviços de

cirurgia e/ou parto, bem como registros médicos organizados para a rápida observação e acompanhamento dos casos. São também considerados serviços hospitalares, os seguintes servi- ços:

a) pré-hospitalares, na área de urgência, realizados por meio de UTI móvel, instaladas em ambulâncias de suporte avançado (Tipo “D”) ou em aeronave de suporte médico (Tipo “E”);

b) de emergências médicas, realizados por meio de UTI móvel, insta- ladas em ambulâncias classificadas nos Tipos “A”, “B”, “C” e “F”, que possuam médicos e equipamentos que possibilitem oferecer ao paciente suporte avançado de vida.

Ato Declaratório Interpretativo 18 SRF/2003

Conforme Ato Declaratório Interpretativo 18 SRF/2003, independen- temente da forma de constituição da pessoa jurídica, não serão consi- derados serviços hospitalares, ainda que com o concurso de auxilia- res ou colaboradores, quando forem:

– prestados exclusivamente pelos sócios da empresa; ou

– referentes unicamente ao exercício de atividade intelectual, de natureza científica, dos profissionais envolvidos. Consideram-se auxiliares e colaboradores, os profissionais sem a mesma habilitação técnica dos sócios da empresa e que a esses pres- tem serviços de apoio técnico ou administrativo.

2.1.4. Receitas Financeiras de Empresas Imobiliárias Desde 1-1-2006, no caso de pessoa jurídica que explore atividades

imobiliárias relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliá- ria, construção de prédios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para a revenda, o percentual de 8% também será aplicado sobre a receita financeira, quando decorrente

da comercialização de imóveis e for apurada por meio de índices ou

coeficientes previstos em contrato.

2.1.5. Serviços Auxiliares de Diagnóstico e Terapia

A aplicação do percentual de 8% sobre as receitas provenientes de

serviços de auxílio diagnóstico e terapia, patologia clínica, imagenolo-

gia, anatomia patológica e citopatologia, medicina nuclear e análises e patologias clínicas, conforme quadro do subitem 2.1, requer que a prestadora destes serviços seja organizada sob a forma de sociedade empresária e que atenda às normas da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

COAD

ATC

2.1.6. Software (Soluções de Consultas 99 SRRF-7ª RF/2003, 111 SRRF-8 RF/2005, 6 SRRF-7ª RF/2006, 144 SRRF-7ª RF/2006, 252 SRRF-7 RF/2007) São os seguintes os percentuais a aplicar sobre as respectivas recei- tas do trimestre:

a) revenda de software : 8%

b) venda de software (desenvolvimento e edição) pronto para uso (de prateleira, standard ): 8%

c) venda (desenvolvimento) de software por encomenda: 32%

d) atualização de software colocada à disposição de clientes, indistin- tamente: 8%

e) atualização de software específica para determinado cliente (sob encomenda): 32%

f) fornecimento de assistência técnica e manutenção permanente do software : 32%

g) locação de software : 32%

2.1.7. Abastecimento de Água e Exploração de Rodovias (Ato Declaratório Normativo 16 Cosit/2000) Para fins de se apurar a base de cálculo mensal estimada, é de 32% o percentual a aplicar sobre as receitas brutas provenientes das seguin- tes prestações de serviços:

a) suprimento de água tratada e consequente coleta e tratamento de esgotos, cobradas diretamente dos usuários dos serviços;

b) exploração de rodovia mediante cobrança de preço aos usuários, envolvendo execução de serviço de conservação, manutenção, melhoramentos para adequação de capacidade e segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuários e outros definidos em contratos, atos de concessão ou de permissão ou em normas oficiais, auferidas por concessionária ou subconcessioná- ria de serviço público.

2.1.8. Sondagem do Solo (Decisão 651 SRRF-6ª RF/97) De acordo com o entendimento manifestado pela 6ª Região Fiscal da Superintendência Regional da Receita Federal, é de 8% o percentual a ser aplicado sobre a receita bruta relativa a serviços de sondagem do solo, como tal compreendida apenas a perfuração e coleta de amostra, com emprego de materiais.

2.1.9. Perfuração de Poços Artesianos (Decisão 45 SRRF-9ª RF/2000) As empresas que atuam no ramo de perfuração de poços artesianos utilizarão os seguintes percentuais para determinar a base de cálculo mensal do imposto:

a) em relação ao conjunto de atividades de perfuração, tubulação e instalação de equipamentos para poços artesianos, desde que seja por empreitada, com utilização de materiais próprios: 8%

b) por não caracterizarem construção, as atividades de manutenção, reparos, reposição de partes, peças ou de natureza semelhante, ou mesmo aquelas exclusivamente de montagem ou instalação: 32%

COAD

ATC

2.1.10. Industrialização De acordo com o Ato Declaratório Interpretativo 26 RFB/2008, para fins de apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL, são consi- deradas industrialização as operações definidas no artigo 4º do Decreto 7.212/2010 – Regulamento do IPI, observadas as disposi- ções do artigo 5º c/c o artigo 7º do referido Decreto. Portanto, com base nos dispositivos citados, caracteriza-se industrialização qual- quer operação que modifique a natureza, o funcionamento, o acaba- mento, a apresentação ou a finalidade do produto, ou o aperfeiçoe para consumo, tal como:

a) a que, exercida sobre matérias-primas ou produtos intermediários, importe na obtenção de espécie nova (transformação);

b) a que importe em modificar, aperfeiçoar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilização, o acabamento ou a aparência do produto (beneficiamento);

c) a que consista na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autônoma, ainda que sob a mesma classificação fiscal (montagem);

d) a que importe em alterar a apresentação do produto, pela coloca- ção da embalagem, ainda que em substituição da original, salvo quando a embalagem colocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou

e) a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de

produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilização (renovação ou recondicionamento). São irrelevantes, para caracterizar a operação como industrialização, o processo utilizado para obtenção do produto e a localização e condi- ção das instalações ou equipamentos empregados.

OPERAÇÕES NÃO CARACTERIZADAS COMO INDUSTRIALIZA- ÇÃO

Não serão consideradas como industrialização, as operações a se- guir:

a) o preparo de produtos alimentares, não acondicionados em emba- lagem de apresentação:

– na residência do preparador ou em restaurantes, bares, sorve- terias, confeitarias, padarias, quitandas e semelhantes, desde que os produtos se destinem à venda direta a consumidor; ou

– em cozinhas industriais, quando destinados à venda direta a pessoas jurídicas e outras entidades, para consumo de seus funcionários, empregados ou dirigentes;

b) o preparo de refrigerantes, à base de extrato concentrado, por meio de máquinas, automáticas ou não, em restaurantes, bares e estabelecimentos similares, para venda direta a consumidor;

c) a confecção ou preparo de produto de artesanato, assim conside- rado aquele proveniente de trabalho manual realizado por pessoa natural quando o trabalho não conte com o auxílio ou participação de terceiros assalariados e o produto seja vendido a consumidor, diretamente ou por intermédio de entidade de que o artesão faça parte ou seja assistido;

COAD

ATC

d) a confecção de vestuário, por encomenda direta do consumidor ou usuário, em oficina ou na residência do confeccionador;

e) o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, na residência do preparador ou em oficina, desde que, em qualquer caso, seja preponderante o trabalho profissional. Para esse efeito, bem como para o disposto na letra “d” anterior, consi- dera-se:

– oficina, o estabelecimento que empregar, no máximo, 5 operá- rios e, caso utilize força motriz, não dispuser de potência supe- rior a 5 quilowatts ; e

– trabalho preponderante, o que contribuir no preparo do produto, para formação de seu valor, a título de mão de obra, no mínimo com 60%;

f) a manipulação em farmácia, para venda direta a consumidor, de medicamentos oficinais e magistrais, mediante receita médica;

g) a moagem de café torrado, realizada por comerciante varejista como atividade acessória;

h) a operação efetuada fora do estabelecimento industrial, consis- tente na reunião de produtos, peças ou partes e de que resulte:

– edificação (casas, edifícios, pontes, hangares, galpões e seme- lhantes, e suas coberturas);

– instalação de oleodutos, usinas hidrelétricas, torres de refrige- ração, estações e centrais telefônicas ou outros sistemas de telecomunicação e telefonia, estações, usinas e redes de distri- buição de energia elétrica e semelhantes; ou

– fixação de unidades ou complexos industriais ao solo;

i) a montagem de óculos, mediante receita médica;

j) o acondicionamento de produtos classificados nos Capítulos 16 a 22 da Tipi – Tabela de Incidência do IPI, adquiridos de terceiros, em embalagens confeccionadas sob a forma de cestas de natal e semelhantes;

k) o conserto, a restauração e o recondicionamento de produtos usa- dos, nos casos em que se destinem ao uso da própria empresa executora ou quando essas operações sejam executadas por encomenda de terceiros não estabelecidos com o comércio de tais produtos, bem assim o preparo, pelo consertador, restaurador ou recondicionador, de partes ou peças empregadas exclusiva e especificamente naquelas operações;

l) o reparo de produtos com defeito de fabricação, inclusive mediante substituição de partes e peças, quando a operação for executada gratuitamente, ainda que por concessionários ou representantes, em virtude de garantia dada pelo fabricante;

m) a restauração de sacos usados, executada por processo rudimen- tar, ainda que com emprego de máquinas de costura; e

n) a mistura de tintas entre si, ou com concentrados de pigmentos, sob encomenda do consumidor ou usuário, realizada em estabele- cimento varejista, efetuada por máquina automática ou manual, desde que fabricante e varejista não sejam empresas interdepen- dentes, controladora, controlada ou coligadas.

COAD

ATC

2.1.11. Receitas de Aluguéis No caso de administração e locação de imóveis próprios ou de tercei- ros, ou de administração de imóveis, a base de cálculo do imposto será determinada com o percentual de 32 ou 16%. Tratando-se de locação de imóveis próprios, a aplicação de percen- tual somente será utilizado se este for o objetivo social da pessoa jurí- dica. Do contrário, a receita total dos aluguéis deverá ser acrescida na determinação da base de cálculo sobre a qual incidirá a alíquota do imposto, deduzidos os encargos necessários à sua percepção.

2.1.12. Receitas de Máquinas Caça-Níqueis De acordo com a Solução de Consulta 10 SRRF – 9ª RF/2001, as empresas que exploram a atividade de jogos eletrônicos de azar mediante a utilização de máquinas caça-níqueis, quando tributadas pelo lucro presumido, devem calcular a base de cálculo do imposto aplicando o percentual de 32% sobre a receita bruta decorrente da ati- vidade (valor total das apostas recebidas). Embora a SC não disponha a respeito, entendemos que se a pessoa

jurídica com essa atividade for tributada pelo lucro real, deverá aplicar

o mesmo percentual para determinar o lucro estimado mensal.

2.1.13. Representação Comercial

A atividade de representação comercial por conta de terceiros é consi-

derada intermediação de negócios, sujeita, portanto, ao percentual de

32 ou 16% na determinação da base de cálculo do lucro. Se a repre- sentação comercial for por conta própria, a atividade será caracteri- zada como compra e venda de mercadorias, submetendo-se ao per- centual de 8%.

2.1.14. Sociedades Corretoras As corretoras, inclusive as de seguros e imóveis, calcularão a primeira parcela do lucro estimado de cada mês aplicando, sobre a receita bruta, o percentual de 32 ou 16%, por ser considerada esta atividade como intermediação de negócios.

2.1.15. Serviços de Guindastes, Guinchos e Assemelhados Deve ser aplicado sobre a receita bruta relativa à prestação de servi- ços de guindastes, guinchos e assemelhados, o percentual de:

a) 8%, quando as atividades executadas por esses equipamentos sejam obrigatoriamente parte integrante de um contrato de trans- porte, e a receita seja auferida exclusivamente em função do ser- viço de transporte contratado; e

b) 32%, quando decorra da prestação de serviços que não integrem um contrato de transporte ou da locação dos referidos equipamen- tos.

2.1.16. Sociedades Cooperativas Havendo atos com associados e não associados, a sociedade coope- rativa deve destacar, em sua escrituração, as receitas de operações da atividade própria daquelas decorrentes de atos NÃO cooperativos legalmente permitidos.

COAD

ATC

Na apuração do IRPJ devido a cada mês, a sociedade cooperativa deve proceder da seguinte forma:

a) aplicar, sobre a receita bruta das operações com não associados, o percentual correspondente à atividade;

b) acrescer, à parcela apurada na forma da letra “a”, os ganhos de

capital, demais receitas e os resultados positivos correspondentes

a receitas não abrangidas pela letra “a”, exceto os mencionados no subitem 2.4.

2.2. CONCEITO DE RECEITA BRUTA A receita bruta das vendas e dos serviços sobre a qual incidirá o percentual de determinação do lucro estimado compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preços dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia, assim entendidos os negócios realiza- dos pela empresa em nome de terceiros.

2.2.1. Valores Integrantes da Receita Bruta Mensal Integram a receita bruta mensal as receitas decorrentes de:

a) vendas de produtos de fabricação própria;

b) vendas de mercadorias adquiridas para revenda;

c) industrialização de produtos em que a matéria-prima, ou o produto intermediário ou o material de embalagem tenham sido fornecidos por quem encomendou a industrialização;

d) atividade rural;

e) serviços hospitalares;

f) transporte de cargas;

g) atividades de loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, inclu- sive a receita financeira, quando decorrente da comercialização de imóveis e apurada por meio de índices ou coeficientes previstos em contrato;

h) outras atividades compreendidas nos objetivos sociais da pessoa jurídica.

2.2.2. Valores não Incluídos na Receita Bruta Não são incluídos na receita bruta:

I – Impostos Não Cumulativos Não devem ser incluídos na receita bruta os impostos não cumula- tivos cobrados do comprador ou contratante, e do qual o vendedor dos bens ou prestador de serviços seja mero depositário, como é o caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já o ICMS incidente sobre as vendas NÃO deve ser excluído da receita bruta operacional, de vez que esse imposto integra o preço de venda.

O ICMS devido na condição de contribuinte substituto não integra a receita bruta operacional da pessoa jurídica. II – Vendas Canceladas e Descontos Incondicionais

O contribuinte que optar pelo regime de estimativa deve considerar

a receita bruta excluída das vendas canceladas, das devoluções

de mercadorias e dos descontos incondicionais. Desconto incondicional é a parcela redutora do preço de venda, constante da nota fiscal de venda dos bens ou da fatura de servi -

COAD

ATC

ços, que não depende, para ser concedido, da ocorrência de evento posterior à emissão dos referidos documentos. Também não são incluídas as saídas que não decorram de venda, a exemplo de transferências de mercadorias para outro estabeleci- mento da mesma empresa.

ATIVIDADES INCENTIVADAS As receitas provenientes de atividade incentivada não comporão a base de cálculo do imposto mensal, na proporção do benefício a que a pessoa jurídica, submetida à tributação com base no lucro real, fizer jus.

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E EQUIPARADAS As instituições financeiras e demais empresas a elas equiparadas determinarão a base de cálculo do imposto aplicando o percentual de 16% sobre a receita bruta mensal da atividade, deduzidas as despe- sas e perdas a seguir especificadas.

1. No caso das instituições financeiras, sociedades corretoras de títu-

los, valores mobiliários e câmbio e sociedades de distribuidoras de

títulos e valores mobiliários:

despesas incorridas na captação de recursos de terceiros;

despesas com obrigações por refinanciamentos, empréstimos e repasses de recursos de órgãos e instituições oficiais e do exterior;

despesas de cessão de créditos;

despesas de câmbio;

perdas com títulos e aplicações financeiras de renda fixa;

perdas nas operações de renda variável;

2.

No caso de empresas de seguros privados:

o cosseguro e o resseguro cedidos, os valores referentes a cance- lamentos e restituições de prêmios que houverem sido computa- dos em conta de receita, assim como a parcela dos prêmios destinada a constituição de provisões ou reservas técnicas;

3.

No caso de entidades de previdência privada abertas e de empre-

sas de capitalização, a parcela das contribuições e prêmios, respecti- vamente, destinada à constituição de provisões ou reservas técnicas;

4. No caso de operadoras de planos de assistência à saúde:

– as corresponsabilidades cedidas; e

– a parcela das contraprestações pecuniárias destinada à constitui- ção de provisões técnicas.

É vedada a dedução de qualquer despesa administrativa.

PROPAGANDA E PUBLICIDADE De acordo com as Soluções de Consultas 22 SRRF – 7ª RF/2004, 172 SRRF – 6ª RF/2005, 28 SRRF – 10ª RF/2006, 247 SRRF – 6ª RF/2006, 53 SRRF – 8ª RF/2009, 96 SRRF – 8ª RF/2009, na base de cálculo do IRPJ e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido devi- dos pelas agências de propaganda e publicidade optantes pelo lucro presumido, não é computado o preço dos serviços e suprimentos externos (tais como serviços fotográficos, scanner e tratamento de imagem, fotolito e serviços gráficos) e as importâncias repassadas às empresas de rádio, televisão, jornais, publicidade ao ar livre (outdoor ),

COAD

ATC

cinema e revistas, nem os descontos por antecipação de pagamento contratualmente reembolsado pelo cliente à agência. Ao nosso ver, o mesmo tratamento pode ser aplicado à empresa tribu- tada no regime de estimativa.

RESSARCIMENTO PELA PROPAGANDA ELEITORAL

Conforme a Lei 9.504, de 1997, artigo 99, com as alterações do artigo

3º da Lei 12.034, de 2009, e do artigo 58 da Lei 12.350, de 2010, as

emissoras de rádio e televisão obrigadas à divulgação gratuita da pro- paganda partidária ou eleitoral e à veiculação de propaganda de ple- biscitos e referendos terão direito à compensação fiscal pela cedência do horário.

A

compensação fiscal consiste na exclusão do lucro líquido, para efei-

to

de determinação do lucro real, do valor correspondente a 0,8 do

resultado da multiplicação de 100% ou de 25% do tempo, respectiva- mente, das inserções e das transmissões em bloco, pelo preço do espaço comercializável comprovadamente vigente, assim conside- rado aquele divulgado pelas emissoras de rádio e televisão por inter- médio de tabela pública de preços de veiculação de publicidade, aten- didas as disposições regulamentares.

A aplicação das tabelas públicas de preços de veiculação de p ubli-

cidade, para fins de compensação fiscal, deverá atender ao s e-

guinte:

a)

deverá ser apurada mensalmente a variação percentual entre a soma dos preços efetivamente praticados, assim considerados os valores devidos às emissoras de rádio e televisão pelas veicula- ções comerciais locais, e o correspondente a 0,8 da soma dos res- pectivos preços constantes da tabela pública de veiculação de publicidade;

b)

a variação percentual apurada na letra “a” deverá ser deduzida dos preços constantes da tabela pública mencionada anteriormente.

O

valor apurado na forma ora examinada poderá ser deduzido da

base de cálculo dos recolhimentos mensais determinada com base na receita bruta e acréscimos.

O Decreto 7.791/2012, divulgado no Fascículo 34/2012 do Coleciona-

dor de IR, define os critérios para a determinação da compensação fiscal, na apuração do IRPJ, pela cessão do horário na divulg ação gratuita da propaganda partidária e eleitoral, de plebiscitos e referen- dos, bem como de comunicados, instruções e de outras requisições da Justiça Eleitoral.

As empresas concessionárias de serviços públicos de telecomunica- ções, obrigadas ao tráfego gratuito de sinais de televisão e rádio tam- bém poderão fazer a exclusão da compensação fiscal da base de cál- culo do IRPJ na forma mencionada neste tópico.

2.2.3. Cômputo das Receitas Na determinação do lucro estimado deve ser obedecido, regra geral, o regime de competência das receitas.

COAD

ATC

EXCEÇÕES AO REGIME DE COMPETÊNCIA

De acordo com o artigo 30 da Lei 8.981/95, alterado pela Lei 9.065/95

e regulamentado pelo artigo 5º da Instrução Normativa 93 SRF/97, constituem exceções ao regime de competência das receitas:

Atividades Imobiliárias As pessoas jurídicas que explorem atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de pré- dios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, deverão considerar como receita bruta o montante efetivamente recebido, relativo às unidades imobiliárias vendidas.

Contratos a Longo Prazo I – Nos casos de contratos com prazo de execução superior a um ano, de construção por empreitada ou de fornecimento a preço predetermi- nado de bens ou serviços a serem produzidos, será computada na receita bruta parte do preço total da empreitada, ou dos bens ou servi- ços a serem fornecidos, determinada mediante a aplicação, sobre esse preço total, da percentagem do contrato ou da produção execu- tada em cada mês, nos termos da Instrução Normativa 21 SRF/79, observado o disposto no inciso III;

II – No caso de construções ou fornecimentos contratados com base

em preço unitário de quantidades de bens ou serviços produzidos em prazo inferior a um ano, a receita deverá ser incluída na base de cál- culo do IRPJ e da CSLL, no mês em que for completada cada unidade;

III – A receita decorrente de fornecimento de bens e serviços para pes-

soa jurídica de direito público ou empresas sob seu controle, empre- sas públicas, sociedades de economia mista ou sua subsidiária, nos casos de empreitada ou fornecimento contratado a longo prazo, nas condições do artigo 10 e § 2º do Decreto-Lei 1.598/77, será reconhe- cida no mês do recebimento. Essa regra aplica-se também aos crédi- tos quitados pelo Poder Público com títulos de sua emissão, inclusive com Certificados de Securitização emitidos especificamente para essa finalidade, caso em que a receita será reconhecida por ocasião do resgate dos títulos ou de sua alienação sob qualquer forma.

EMPRESAS DE FACTORING As receitas obtidas pelas empresas de factoring , representadas pela diferença entre a quantia expressa no título de crédito adquirido e o valor pago, deverão ser reconhecidas na data da operação.

SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÕES LEGALMENTE REGULA-

MENTADAS

Se em períodos anteriores a 1997, a pessoa jurídica submeteu-se ao regime do Decreto-Lei 2.397/87 e recebeu receitas daqueles anos em anos posteriores, estas serão computadas no mês de seu efetivo recebimento, juntamente com a receita da competência do respectivo mês.

COAD

ATC

ATIVIDADE DE COMPRA E VENDA DE VEÍCULOS AUTOMOTO-

RES

A Lei 9.716/98 determina, em seu artigo 5º, que as pessoas jurídicas

que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos,

a compra e venda de veículos automotores, PODERÃO equiparar,

para efeitos tributários, como operação de consignação, as opera- ções de venda de veículos usados, adquiridos para revenda, bem assim dos recebidos como parte do preço de veículos novos ou usa- dos. Os veículos usados a que se refere a citada lei serão objeto de nota fiscal de entrada e, quando da venda, de nota fiscal de saída, sujeitando-se ao respectivo regime fiscal aplicável às operações de consignação.

Embora, segundo a Lei 9.716/98, a equiparação para fins tributários seja FACULTATIVA, a Receita Federal, através da IN 152 RFB/98, estabeleceu que a partir de 30-10-98, para efeito de apuração das bases de cálculo do IRPJ e da CSLL (lucro estimado, presumido ou arbitrado), as revendas de veículos usados DEVEM ser equiparadas às operações de consignação.

Posteriormente, a Instrução Normativa 390 SRF/2004, que consoli- dou as normas de apuração e pagamento da CSLL, dispôs, em seu artigo 96, que para efeitos tributários, as revendas de veículos usados PODERÃO ser equiparadas a operações de consignação. Portanto, de acordo com a IN 390 SRF/2004, que começou a vigorar em 2-2-2004, a equiparação das revendas de veículos usados a ope- rações de consignação é FACULTATIVA e não obrigatória, em conso- nância com o disposto no artigo 5º da Lei 9.716/98. Havendo equiparação, será computada como receita bruta, para efei-

to de apuração da base de cálculo, a diferença entre o valor pelo qual o

veículo usado tiver sido alienado, constante da Nota Fiscal de Saída, e

o seu custo de aquisição, constante da Nota Fiscal de Entrada.

Pode-se concluir que se não houver a equiparação, o contribuinte deverá computar como receita bruta o valor total da Nota Fiscal de Venda. Sobre essa matéria, sugerimos a leitura da Orientação divulgada no Informativo 11/2004.

2.3. ACRÉSCIMOS À BASE DE CÁLCULO DO IRPJ Devem compor o lucro estimado, no mês em que forem auferidos, dentre outros:

a) os ganhos de capital auferidos nas alienações de bens e direitos do Ativo Permanente (conforme Lei 6.404/76, antes das alterações da Lei 11.941/

2009);

b) os ganhos auferidos nas alienações de participações societárias permanen- tes em sociedades coligadas e controladas, e de participações societárias que permanecerem no Ativo da pessoa jurídica até o término do ano-calen- dário seguinte ao de suas aquisições;

c) os ganhos de capital auferidos nas alienações de ouro não considerado ativo financeiro;

d) a receita de locação de imóvel, quando a pessoa jurídica não exercer a ativi- dade de locação de imóveis, deduzida dos encargos necessários à sua per- cepção;

COAD

ATC

e) os juros equivalentes à taxa referencial Selic, acumulada mensalmente, e de 1% no mês da compensação ou restituição, relativos a impostos e contribui- ções pagos a maior ou indevidamente;

f) os juros ativos, não decorrentes de aplicações financeiras;

g) as variações monetárias ativas;

h) as multas ou qualquer outra vantagem paga ou creditada por pessoa jurí- dica, ainda que a título de indenização, em virtude de rescisão de contrato;

i) a diferença entre o valor em dinheiro ou o valor dos bens e direitos recebidos de instituição isenta, a título de devolução de patrimônio, e o valor em dinhei- ro ou o valor dos bens e direitos que tenham sido entregues para a formação do referido patrimônio;

j) os ganhos de capital auferidos na devolução de capital em bens e direitos.

2.3.1. Determinação do Ganho de Capital

O ganho de capital mencionado nas letras “a” a “c” corresponderá à

diferença positiva entre o valor da alienação e o respectivo valor con- tábil do bem.

VALOR CONTÁBIL

Considera-se valor contábil, para efeito de apuração do ganho de

capital:

I – Investimentos Permanentes:

a) participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição, o custo de aquisição.

b) participações societárias avaliadas pelo valor de Patrimônio Líqui- do, a soma algébrica dos seguintes valores:

– valor de Patrimônio Líquido pelo qual o investimento estiver registrado;

– ágio ou deságio na aquisição do investimento;

– provisão para perdas, constituída até 31-12-95, quando dedutí- vel.

II – Ouro Não Considerado Ativo Financeiro:

Valor de aquisição.

III – Demais Bens e Direitos do Ativo Permanente (conforme Lei 6.404/76, antes das alterações da Lei 11.941/2009):

O custo de aquisição, diminuído dos encargos de depreciação, amor-

tização ou exaustão acumulada, inclusive o saldo registrado na Parte

“B” do Lalur referente à depreciação acelerada incentivada.

IV – Outros Bens e Direitos Não Classificados no Ativo Permanente

(conforme a Lei 6.404/76, antes das alterações da Lei 11.941/2009):

O custo de aquisição.

CUSTOS NÃO COMPROVADOS

A não comprovação dos custos pela pessoa jurídica implicará a adi-

ção integral da receita à base de cálculo do Imposto de Renda devido

mensalmente.

VENDAS A LONGO PRAZO DE BENS DO ATIVO PERMANENTE

O ganho de capital na venda de bem do Ativo Permanente (conforme

a Lei 6.404/76, antes das alterações da Lei 11.941/2009), deve ser

COAD

ATC

acrescido integralmente à base de cálculo do imposto no mês em que

a operação for realizada.

Tratando-se de bem vendido para recebimento, no todo ou em parte, após o término do ano-calendário seguinte ao da contratação, a pes- soa jurídica poderá, para efeito de determinar o lucro real, reconhecer

o lucro na proporção da parcela do preço recebida em cada período de apuração. Se o lucro for reconhecido na escrituração comercial no período de apuração em que ocorreu a venda, os ajustes e o controle do valor diferido serão efetuados no Lalur.

2.3.2. Variações Monetárias Desde 1º de janeiro de 2000, as variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câm- bio, serão consideradas, para efeito de determinação das bases de cálculo do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins, quando da liquidação da correspondente operação. À opção da pessoa jurídica, as varia- ções monetárias poderão ser consideradas na determinação da base de cálculo pelo regime de competência, sendo a opção aplicada a todo o ano-calendário.

ALTERAÇÕES A PARTIR DE 2011

De acordo com a alteração do artigo 30 da Medida Provisória 2.158-35/2001, promovida pelo artigo 137 da Lei 12.249/2010 e regu- lamentada pela Instrução Normativa 1.079 RFB/2010, a partir do ano-calendário de 2011, a opção do reconhecimento das variações cambiais pelo regime de competência deverá ser exercida no mês de janeiro ou no mês de início de atividades e poderá ser alterada, no decorrer do ano-calendário, caso ocorra elevada oscilação da taxa de câmbio. Considera-se, para este efeito, elevada oscilação da taxa de câmbio aquela superior a percentual determinado pelo Poder Executivo, con- forme comunicação editada através de Portaria do Ministério da Fa- zenda.

A opção pelo regime de competência deverá ser comunicada à Secre-

taria da Receita Federal do Brasil por intermédio da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) relativa ao mês de adoção do regime, não sendo admitida a sua retificação, para tal co- municação, fora do prazo de entrega. O retorno ao regime de caixa no decorrer do ano-calendário deverá ser informado à RFB por intermédio da DCTF relativa ao mês subse- quente ao da publicação da Portaria Ministerial que comunicar a osci- lação da taxa de câmbio. Sobre o assunto, recomendamos a leitura do Trabalho divulgado no Volume 6 do Curso Prático de IRPJ/2012.

ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS Nas atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e cons- trução de imóveis, as variações monetárias ativas serão reconhecidas segundo as normas constantes das Instruções Normativas SRF 84, de 1979, 23, de 1983, e 67, de 1988, examinadas no Módulo 9 do Curso Prático do IRPJ 2008.

COAD

ATC

2.4. VALORES NÃO ACRESCIDOS À BASE DE CÁLCULO De acordo com a legislação vigente, não integram a base de cálculo do imposto mensal:

a) os rendimentos e ganhos líquidos produzidos por aplicação financeira de renda fixa e de renda variável;

b) as recuperações de créditos que não representem ingressos de novas recei- tas;

c) a reversão de saldos de provisões anteriormente constituídas;

d) os lucros e dividendos decorrentes de participações societárias avaliadas pelo custo de aquisição;

e) a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial;

f) os juros sobre o capital próprio auferidos;

g) os valores recebidos dos Estados, Distrito Federal e Municípios, relativos ao ICMS e ao ISS, no âmbito de programas de concessão de crédito, de que trata o artigo 4º da Lei 11.945/2009;

h) os créditos presumidos de IPI, apurados pelas empresas habilitadas ao Ino- var-Auto, de que trata o artigo 41 da 12.715/2012.

2.4.1. Receitas de Aplicações Financeiras Os rendimentos e ganhos líquidos decorrentes de aplicações finan- ceiras de renda fixa e de renda variável somente serão considerados na determinação da base de cálculo estimada quando NÃO tiverem sido submetidos à incidência do IR/Fonte ou ao recolhimento mensal em separado.

3. CÁLCULO DO IMPOSTO MENSAL

As pessoas jurídicas em geral determinarão o Imposto de Renda a pagar aplicando, sobre a base de cálculo determinada da forma examinada no item 2, as seguintes alí- quotas:

Alíquota básica:

15% – aplicável sobre o total da base de cálculo apurada em cada mês;

Alíquota do adicional:

10% – aplicável sobre a parcela da base de cálculo que ultrapassar, em cada mês, o limite de R$ 20.000,00.

3.1. LUCRO INFLACIONÁRIO DAS CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS O lucro inflacionário acumulado, até 31 de dezembro de 1987, das concessio- nárias de serviços públicos de energia elétrica e de telecomunicações, das empresas de saneamento básico e das empresas que exploram a atividade de transporte coletivo, observadas as legislações pertinentes, será tributado à alí- quota de 6%.

4. DEDUÇÕES DE INCENTIVOS FISCAIS

Desde que observados os limites e prazos fixados na legislação vigente, a pessoa jurí- dica poderá deduzir, do IRPJ mensal calculado à alíquota de 15%, os incentivos fiscais referentes a:

– Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT);

– Atividades Culturais ou Artísticas;

– Produção de obras e projetos audiovisuais;

COAD

ATC

– Aquisição de quotas do Funcines;

– Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;

– Fundos Nacional, Estaduais e Municipais do Idoso;

– Atividades de Caráter Desportivo e Paradesportivo; e

– Prorrogação da Licença-Maternidade.

4.1. LIMITES DE DEDUÇÃO Os limites para deduções do Imposto de Renda devido são os seguintes:

Deduções

Específico

Global

%

%

Atividades Culturais ou Artísticas

4

 

Produção de obras e projetos audiovisuais ou Aquisição de quotas do Funcines

3

4

3

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

4

Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente

1

Fundos do Idoso

1

Atividades de Caráter Desportivo e Paradesportivo

1

Prorrogação da Licença-maternidade Conforme Decreto 7.052/2009, que regulamentou a Lei 11.770/2008, observa- das as normas complementares da Instrução Normativa 991 RFB/2010, a pes- soa jurídica tributada com base no lucro real poderá deduzir do imposto devido, em cada período de apuração, o total da remuneração da empregada pago no período de prorrogação de sua licença-maternidade, vedada a dedução como despesa operacional. A dedução fica limitada ao valor do imposto devido em cada período de apuração.

Sobre a dedução de incentivos fiscais, ver trabalho específico divulgado no Volume 12 do Curso Prático de 2012.

5. COMPENSAÇÃO DO IMPOSTO PAGO OU RETIDO

A empresa pode deduzir do imposto apurado em cada mês o Imposto de Renda pago ou retido na fonte sobre receitas que integraram a base de cálculo correspondente. Por- tanto, pode ser compensado o imposto que incidiu, dentre outros rendimentos, sobre:

a) receitas de prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional, segundo a norma específica;

b) comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela representação co- mercial ou pela mediação na realização de negócios civis ou mercantis;

c) comissões sobre as vendas de passagens, excursões ou viagens;

d) receitas de serviços de propaganda e publicidade, prestados por agências de pro- paganda;

e) receitas da prestação de serviços de limpeza e conservação de imóveis, de segu- rança, de vigilância e de locação de mão de obra;

f) receitas da prestação de serviços de administração de distribuição de refeições pelo sistema de refeição-convênio, e de administração de cartões de crédito;

g) receitas da prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber;

COAD

ATC

Se o valor do imposto pago ou retido for superior ao IRPJ mensal o excesso poderá ser compensado com o imposto mensal devido nos meses subsequentes.

5.1. IMPOSTO DE RENDA RETIDO POR ÓRGÃOS E ENTIDADES FEDERAIS

A Lei 9.430/96, através de seu artigo 64, introduziu na legislação tributária a sis-

temática de retenção na fonte dos tributos e contribuições devidos por pessoas jurídicas que forneçam bens ou prestem serviços em geral a órgãos, autarquias

e fundações da administração pública federal.

A obrigatoriedade dessa retenção, aplicável aos pagamentos efetuados a partir

de 1-1-97, alcança o IRPJ, a CSLL, o PIS/Pasep e a Cofins.

A partir de 1º de fevereiro de 2004, por força do artigo 34 da Lei 10.833/2003,

também ficaram obrigadas a efetuar essa retenção as seguintes entidades da administração pública federal:

a)

empresas públicas;

b)

sociedades de economia mista; e

c)

demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maio- ria do Capital Social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentá- ria e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).

O

valor a reter será determinado mediante a aplicação, sobre o montante a ser

pago, do percentual identificado no Anexo I da Instrução Normativa 1.234 RFB/2012, e alterações posteriores, correspondente à soma das alíquotas do Imposto de Renda, da CSLL, da Cofins e do PIS/Pasep. Portanto, a empresa pode deduzir, do IRPJ mensal apurado, o valor do imposto retido na fonte pelo órgão ou entidade que efetuou o pagamento.

5.2. IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FORMA DO ARTIGO 29 DA LEI 10.833/

2003

Por força do artigo 29 da Lei 10.833/2003, estão sujeitas ao desconto do Imposto

de Renda na fonte, à alíquota de 1,5%, as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a título de prestação de serviços a outras pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação de serviços de assessoria creditícia, merca- dológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e

a receber, inclusive quando prestados por empresas de factoring.

Os valores retidos serão considerados como antecipação dos que forem devi- dos pelo contribuinte que sofreu a retenção em relação ao Imposto de Renda. Portanto, a empresa prestadora do serviço pode deduzir, do IRPJ mensal apu- rado, o valor do imposto retido na fonte pela pessoa jurídica que efetuou o paga- mento.

6. IMPOSTO PAGO A MAIOR OU INDEVIDAMENTE

É permitido deduzir, do imposto apurado no mês o Imposto de Renda pago indevida-

mente ou a maior em períodos anteriores.

7. APLICAÇÃO EM INCENTIVOS FISCAIS REGIONAIS

A pessoa jurídica ou grupos de empresas coligadas de que trata o artigo 9º da Lei

8.167, de 1991, alterado pela Medida Provisória 2.199-14/2001, que, isolada ou con-

juntamente, detenham, pelo menos, 51% do capital votante de sociedade titular de projetos nas áreas de atuação da Sudam e da Sudene ou do Grupo Executivo para Recuperação Econômica do Estado do Espírito Santo (Geres), aprovados, no órgão competente, até o dia 2 de maio de 2001, enquadrado em setores da economia consi-

COAD

ATC

derados, pelo Poder Executivo, prioritários para o desenvolvimento regional, que sejam beneficiários das aplicações no Finor, Finam e Funres, podem manifestar a opção pela aplicação de parte do Imposto de Renda em investimentos regionais. As aplicações somente poderão ser efetuadas até o final do prazo previsto para a implantação dos respectivos projetos, desde que estejam em situação de regulari- dade, cumpridos todos os requisitos previstos e os cronogramas aprovados. A opção por aplicar parte do imposto nos Fundos de Investimentos Regionais fica extinta a partir de 1º de janeiro de 2014.

7.1. OPÇÃO NO CURSO DO ANO-CALENDÁRIO

A opção poderá ser manifestada na DIPJ ou no curso do ano-calendário nas

datas de pagamento do imposto com base no lucro estimado apurado mensal- mente ou no lucro real apurado trimestralmente.

A opção, no curso do ano-calendário, em relação ao período de janeiro de 2009

a dezembro de 2013, será manifestada mediante o recolhimento, por meio de

Darf específico, de parte do imposto de valor equivalente a até:

– 6% para o Finor e Finam;

– 9% para o Funres.

Sem prejuízo do limite específico para cada incentivo, o conjunto das aplica- ções em favor do Finor e do Finam não pode exceder, em cada período de apu- ração, a 10%, relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1-1-2009 até 31-12-2013, incluídas as deduções compulsórias, no montante de 12%, em favor do Programa de Integração Nacional (PIN) e do Programa de Redistribuição de Terras e de Estímulo à Agroindústria do Norte e do Nordeste (Proterra).

7.1.1. Códigos do Darf Os códigos do Darf para recolhimento das aplicações relativas ao Imposto de Renda devido sob a forma de estimativa são:

IRPJ – Finor – Estimativa – Opção art. 9º Lei 8.167/91

9017

IRPJ – Finam – Estimativa – Opção art. 9º Lei 8.167/91

9032

IRPJ – Funres – Estimativa – Opção art. 9º Lei 8.167/91

9058

7.1.2. Opção Irretratável

A opção manifestada na forma no curso do ano-calendário é irretratá-

vel, não podendo ser alterada. Se os valores destinados para os fundos excederem o total a que a pessoa jurídica tiver direito, apurado na DIPJ, a parcela excedente será considerada como recursos próprios aplicados no respectivo projeto. Na hipótese de pagamento a menor de imposto em virtude de excesso de valor destinado para os fundos, a diferença deverá ser paga com acréscimo de multa e juros, calculados de conformidade com a legis- lação do Imposto de Renda.

7.1.3. Sociedade em Conta de Participação

A opção para aplicar parcela do imposto em investimentos regionais,

correspondente à Sociedade em Conta de Participação (SCP), será efetuada pelo sócio ostensivo, em sua própria DIPJ.

COAD

ATC

7.2. BASE DE CÁLCULO DOS INCENTIVOS

A base de cálculo dos incentivos fiscais regionais será determinada do seguinte

modo:

(+) Imposto de Renda devido à alíquota de 15% (+) Imposto de Renda a pagar de SCP (–) Atividades Culturais e Artísticas (Lei 8.313/91, artigos 18, 25 e 26, com as alterações do artigo 1º da Lei nº 9.874, de 1999, e da MP 2.228-1/2001) (–) Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) (–) Produção de obras e projetos audiovisuais (–) Aquisição de quotas dos Funcines (–) Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente (–) Atividades de Caráter Desportivo e Paradesportivo (–) Prorrogação da Licença-Maternidade (–) Fundos Nacional, Estaduais e Municipais do Idoso

( = ) Base de Cálculo do Incentivo

8. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO

Os contribuintes que pagarem o Imposto de Renda mensal com base na receita bruta e acréscimos deverão recolher a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a cada mês, também sob a forma de estimativa. Mantidas a base de cálculo e a alíquota previstas na legislação específica, aplicam-se à CSLL os mesmos períodos de apuração e for- mas de pagamento estabelecidos para o Imposto de Renda das pessoas jurídicas.

8.1. BASE DE CÁLCULO DA CSLL

A base de cálculo estimada da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido deve

corresponder à soma dos seguintes valores:

a) o valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta da atividade, dos per-

centuais fixados pelo artigo 20 da Lei 9.249/95, e suas alterações;

b) os ganhos de capital, demais receitas e os resultados positivos correspon- dentes a receitas não abrangidas pela letra “a”.

8.1.1. Percentuais Aplicáveis sobre a Receita Bruta Mensal

ATIVIDADE

%

Revenda para consumo de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural

 

Revenda de mercadorias

Venda de produtos de fabricação própria

Instituições Financeiras e empresas equiparadas

Industrialização por encomenda (material fornecido pelo encomendante)

Atividade rural