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Sobre a Autora

Maria Lucia Cardoso de Souza

Engenheira Química Bacharel em Direito Mestre em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (UnB) Especialista em Meio Ambiente pela Universidade de Kitakyushu (Japão) Especialista em Gestão Responsável para a Sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral (FDC) Dirigiu o Centro de Recursos Ambientais – CRA (gestão 2003 a 2006) Conselheira da Comissão de Meio Ambiente da FIEB Conselheira da Fundação Dois de Julho Membro Técnico da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados Conferencista na Área de Legislação Ambiental Consultora Ambiental

ENTENDENDO O LICENCIAMENTO AMBIENTAL PASSO A PASSO Normas e Procedimentos

Guia para Empreendedores, Consultores e Técnicos que Atuam na Área Ambiental

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Maria Lucia Cardoso de Souza

Ficha Catalográfica

S729

Souza, Maria Lucia Cardoso de. Entendendo o licenciamento ambiental passo a passo: normas e procedimentos / Maria Lucia Cardoso de Souza. - Salvador, 2009. 85 p. : il

ISBN:

1. Legislação Ambiental 2. Licenciamento Ambiental 3. Direito ambiental

CDU 349.6

SUMÁRIO

Introdução

06

Breve Retrospectiva do Modelo Institucional Legal da Gestão Ambiental na

07

 

Bahia

Licenciamento Ambiental

16

A

Quem Compete o Licenciamento Ambiental?

17

Competência Federal

17

Competência Estadual

18

Competência Municipal

19

Atividades Sujeitas ao Sistema de Licenciamento Ambiental

20

O

Sistema de Licenciamento Ambiental da Bahia

21

Do Automonitoramento

22

Do Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental

23

Autorização Ambiental

24

Autorização para Transporte de Resíduos Perigosos – ATRP

25

Anuência do Órgão Gestor de Unidade de Conservação

26

Manifestação Prévia

26

Prazos de Análise pelo IMA

26

Prazo de Validade das Licenças, Autorizações e Anuências Prévias

27

Prorrogação de Prazo de Validade

29

Revisão de Condicionantes

29

Alteração de Razão Social

29

Transferência de Licença

30

Classificação das Atividades Segundo o Porte

31

Da Remuneração pela Análise

61

Procedimento do Licenciamento Ambiental Passo a Passo

62

Etapa I - Requerimento da Licença

64

Documentação Básica

64

Da Publicidade do Pedido de Licença Ambiental

67

Roteiro de Caracterização do Empreendimento RCE

67

Estudos Ambientais / Responsabilidade Formalização do Processo Etapa II - Análise Técnica e Jurídica Etapa III - Deliberação pelo IMA ou pelo CEPRAM Etapa IV - Publicação da Licença Etapa V - Emissão da Licença Do Cancelamento das Licenças Avaliação de Impacto Ambiental Elaboração do Termo de Referência e Oficinas Preparatórias Conteúdo do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Conteúdo do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) Apresentação do EIA/RIMA Divulgação do EIA/RIMA Audiência Pública Remuneração pela Análise do EIA/RIMA Autocontrole Ambiental Comissão Técnica de Garantia Ambiental (CTGA) Auto-Avaliação Para o Licenciamento Ambiental (ALA) Política Ambiental

Balanço Ambiental Da Dispensa da CTGA, Política Ambiental e Balanço Ambiental

O Licenciamento Ambiental e as Penalidades Aplicáveis

A Lei de Crimes Ambientais

Referências

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INTRODUÇÃO

As questões ambientais globais, percebidas intensamente no início do século XXI reforçam a necessidade cada vez mais premente de se reunir esforços para conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a proteção dos recursos naturais, visando garantir a manutenção da qualidade de vida, a integridade ecológica e a eqüidade social, pressupostos interdependentes para a sustentabilidade.

Nesse sentido, a participação de toda coletividade desponta como sendo vital, para o fortalecimento no trato das questões ambientais, cujos efeitos afetam diretamente a qualidade de vida e dos recursos naturais existentes.

Esta publicação tem como propósito colaborar com os diversos segmentos da sociedade, apresentando de forma sistemática os procedimentos referentes ao licenciamento ambiental das atividades e empreendimentos com potencial de impacto no ambiente, considerando os novos preceitos legais vigentes no Estado da Bahia. Destina-se aos empreendedores, técnicos e consultores, especialmente àqueles que processam informações necessárias para o requerimento da

licença ambiental junto aos órgãos ambientais competentes.

O Anexo contém a transcrição da Política Estadual de Meio Ambiente, Florestas e Biodiversidade, sancionada em 20 de dezembro de 2006, sob o n° 10.431, e do seu Regulamento, aprovado pelo Decreto Estadual N° 11.235, de 10 de outubro de 2008.

Juntos somaremos esforços em busca da sustentabilidade para a construção de um mundo melhor!

A Autora.

BREVE RETROSPECTIVA DO MODELO INSTITUCIONAL LEGAL DA GESTÃO AMBIENTAL NA BAHIA

A Legislação Ambiental do Estado da Bahia teve início na década de 70 e se constituiu em um grande avanço

na área ambiental, quando através da Lei nº 3.163 criou em outubro de 1973, o Conselho Estadual de Proteção Ambiental (CEPRAM), pioneiro no Brasil, na estrutura da Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia (SEPLANTEC).

Analisando este dispositivo legal e sua regulamentação através do Decreto Estadual nº 24.350 (BAHIA, 1974), vê-se que esta lei instituiu não apenas o Conselho Estadual, mas formulou a política estadual de controle da poluição, designando o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CEPED), órgão estadual vinculado à Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia, como órgão executor central da política de controle da poluição, garantindo as autoridades fiscalizadoras o livre acesso a qualquer dia e hora às instalações capazes de poluir o meio ambiente, prevendo as penalidades aplicáveis aos infratores (advertência, multa e interdição) e criando um Fundo especial exclusivamente destinado a financiar estudos relativos à proteção do meio ambiente.

A criação do CEPRAM foi impulsionada pela implantação do Pólo Petroquímico, no município de Camaçari,

que teve as primeiras unidades industriais instaladas a partir de 1974. Há de se considerar que o Brasil e os demais países encontravam-se sobre os efeitos da I Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo no ano de 1972, o que seguramente repercutiu também no Estado da Bahia.

Desde 1973, portanto há quase quatro décadas o CEPRAM - órgão consultivo, normativo, deliberativo e recursal do Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais vem sendo um dos mais atuantes no Brasil com um desempenho, que lhe assegura um destaque especial entre seus pares.

Importante salientar que a referida Lei nº 3.163/73 sinalizou àquela época a participação dos municípios ao se referir que: em casos específicos e quando se fizer necessário, serão ouvidos, pelo Conselho, os representantes de entidades municipais, que atuem no setor de combate à poluição.

No período de 1973 a 1979, o CEPRAM com base nos Pareceres Técnicos do CEPED (órgão executor), emanados do Programa de Proteção Ambiental, deliberava sobre a avaliação ambiental dos primeiros projetos implantados no Pólo de Camaçari, que hoje somam mais de 50 empresas químicas e petroquímicas.

LEI ESTADUAL N° 3858/80

Posteriormente, já na década de 80, foi promulgada a Lei nº 3.858/80, instituindo o Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais (SEARA), criando mecanismos para a implementação da Política

a conservação, defesa e melhoria do

acolheu como órgão superior o então Conselho Estadual de

Ambiental do Estado. O SEARA, com a finalidade de promover "[

ambiente, em benefício da qualidade de vida [ Proteção Ambiental (CEPRAM).

]

]"

Como órgão executor do SEARA, por meio da Lei Delegada nº 31 foi criado em 1983 o Centro de Recursos Ambientais - CRA, tendo o seu primeiro Regimento aprovado pelo Decreto Estadual nº 29.685.

O SEARA, tendo como órgão superior (CEPRAM), órgão executor (CRA) e os órgãos setoriais (demais

órgãos do poder público estadual), assim como os instrumentos de controle criados para a gestão e proteção

do meio ambiente tiveram um importante papel no desenvolvimento e fortalecimento ambiental do Estado,

tendo sido, inclusive, pioneiro na implantação de alguns instrumentos de autocontrole ambiental, a exemplo

da Comissão Técnica de Garantia Ambiental (CTGA) e da Auto-avaliação para o Licenciamento Ambiental

(ALA).

Em 1989 a Constituição Estadual dispôs sobre a instituição de um sistema de administração de qualidade ambiental, proteção, controle e desenvolvimento do meio ambiente e uso adequado dos recursos naturais para organizar, coordenar e integrar as ações da administração pública e da iniciativa privada, assegurada a participação da coletividade.

Como órgão superior, a Constituição baiana acolheu o já existente CEPRAM passando a denominá-lo de Conselho Estadual de Meio Ambiente, (e não mais Conselho Estadual de Proteção Ambiental) e fixou a representação tripartite e paritária do poder público, das entidades ambientalistas e demais representações da sociedade civil. O novo CEPRAM composto de 15 (quinze) membros Conselheiros foi disciplinado por meio

da Lei nº 6.529/93 como um órgão colegiado, normativo e deliberativo.

A representação ampliada dos movimentos ambientalistas e de outros segmentos da sociedade civil foi,

certamente, um grande avanço no sentido de propiciar uma maior legitimidade às decisões e de ampliar o debate das questões ambientais do Estado, trazendo-as para um foro institucional com poder de decisão.

O SEARA contou também com um conjunto de órgãos setoriais, entendidos como os órgãos centralizados e

entidades descentralizadas da administração estadual, cujas atividades estejam, total ou parcialmente,

associadas às de conservação, defesa e melhoria do ambiente. Objetivando realizar a articulação com os órgãos superior e executor do SEARA, foram criados nos órgãos setoriais das diversas Secretarias de Estado, os Núcleos Ambientais, articulados permanentemente ao CRA com a finalidade de acompanhar a execução do programa ambiental na parte relativa à sua respectiva área de competência.

Estes núcleos ambientais foram consolidados através das Comissões Técnicas de Garantia Ambiental – CTGA, existentes nas diversas estruturas de governo, que tem por objetivo coordenar, executar, acompanhar, avaliar e pronunciar-se sobre os planos, programas e projetos desenvolvidos no âmbito de sua competência.

A Lei nº 3.858 tratou de disciplinar a política estadual de meio ambiente, representou um marco no panorama

nacional, uma vez que foi editada antes da política nacional de meio ambiente, que só surgiu um ano depois. A

referida lei inovou ao disciplinar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), entre outros mecanismos de controle, tendo vigorado por muitos anos.

LEI ESTADUAL N° 7.799/2001

Em 2001 a Lei n° 3.858/80 foi revogada, após 20 anos da sua edição, tendo sido revista e atualizada, buscando maior eficácia e agilidade, com uma abordagem mais próxima de conceitos modernos de gestão dos recursos ambientais. Resultou na promulgação da 2ª. lei ambiental do Estado, Lei nº 7.799 em 07 fevereiro de 2001, tendo sido regulamentada através do Decreto Estadual nº 7.967, em junho desse mesmo ano.

A Lei n° 7.799 disciplinou o Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais (SEARA), que foi

reorganizado com o propósito de redefinir claramente as competências dos vários órgãos que o compõem, incorporar os novos atores, a exemplo dos municípios e dos órgãos colaboradores (organizações não governamentais) e dar mais eficiência e articulação entre os órgãos setoriais e locais.

Sobre seu conteúdo deve ser dito, já de início, que essa lei trouxe disposições inovadoras, fruto da experiência

adquirida ao longo de 20 anos de atuação, decorridos desde a promulgação da Lei n° 3.858, que fora revogada,

e das mudanças, tanto da legislação ambiental federal, como das disposições constitucionais relativas à distribuição de competências entre a União, os Estados e os Municípios.

No Sistema Estadual, foi redefinido o papel dos diversos órgãos, objetivando sua melhor articulação na execução da Política Estadual de Administração de Recursos Ambientais, conferindo-lhes tratamento e atribuições diferenciados e definindo-os como:

Órgãos Executores Centrais: órgãos dotados de poder de polícia administrativas e responsáveis pela aplicação

e fiscalização da legislação ambiental do Estado. Enquadrava-se nessa categoria, o Centro de Recursos

Ambientais - CRA, a Diretoria de Desenvolvimento Florestal - DDF e a Superintendência de Recursos Hídricos - SRH. Dentre estes, o CRA teve um papel especial, exercendo ainda as atribuições previstas na Constituição do Estado, de Órgão Coordenador do Sistema e de Secretaria Executiva do CEPRAM.

Órgãos Executores Setoriais: referia-se aos órgãos centralizados e entidades descentralizadas da administração estadual, responsável pelo planejamento, aprovação, execução, coordenação ou implementação de políticas, planos, programas e projetos total ou parcialmente associados ao uso dos recursos naturais.

Nessa época foram expressamente incluídos no SEARA, os Órgãos Executores Locais, que são os órgãos do Poder Público Municipal responsáveis pelo controle e fiscalização das atividades efetiva ou potencialmente causadoras de impacto ambiental, dentro de seu âmbito de competência e jurisdição.

O papel das Prefeituras Municipais, no que se refere à defesa, conservação e melhoria do meio ambiente,

mudou sensivelmente, em decorrência das atribuições a elas conferidas na Constituição Federal/88 e na Constituição Estadual/89, sendo percebido que as municipalidades vêm, a cada dia, se estruturando para o exercício dessa atividade e ocupando um espaço antes preenchido quase que exclusivamente pelo Estado.

À esfera municipal, através dos órgãos da administração direta e indireta que constituem esse nível de poder,

quer seja de forma isolada ou em conjunto, cumpre importante papel junto ao SEARA, em especial em face

da competência suplementar dos municípios de legislar sobre o uso do solo, conservação de floresta, fauna e

flora, proteger o meio ambiente e combater a poluição, conferida pela Constituição Federal/88.

Reforçada no âmbito estadual através da Lei nº 7.799/01 e de seu Regulamento, aprovado pelo Decreto nº 7.967/01, a participação dos municípios na descentralização das ações de fiscalização e licenciamento ambiental para os empreendimentos e atividades causadores de impacto local, passou a configurar na lei ambiental do Estado, assegurada a participação desde que atendidas às seguintes condições básicas:

I – existência de política municipal de meio ambiente prevista em lei orgânica ou legislação específica, devidamente regulamentada;

II - Conselho Municipal de Meio Ambiente, devidamente empossado e regimentado;

III - órgão ou instância técnico-administrativa na estrutura do Poder Executivo Municipal, com atribuições

específicas na área de meio ambiente, dotado de corpo técnico multidisciplinar, com experiência na área ambiental.

Finalmente, foram incluídas no SEARA, na qualidade de Órgãos Colaboradores, as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSIP), definidas em legislação específica, bem como as demais organizações da sociedade civil que desenvolvam ou possam desenvolver ações na área ambiental.

O papel do CEPRAM, Órgão Superior do Sistema, também foi reorientado, centrando sua competência na formulação, acompanhamento e revisão da política ambiental do Estado e de seus instrumentos e no estabelecimento de diretrizes, normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade

do meio ambiente, com vistas ao uso racional dos recursos ambientais. Esta atribuição, bastante ampla,

confere ao colegiado competência para disciplinar o licenciamento ambiental e os estudos ambientais necessários a informar e instruir esse licenciamento, nestes incluído o Estudo de Impacto Ambiental. Também aí se inclui sua competência para estabelecer normas e padrões de qualidade ambiental, padrões de emissão e outras normas necessárias ao controle e à manutenção da qualidade ambiental. Cabe-lhe ainda disciplinar o autocontrole ambiental e os espaços territoriais especialmente protegidos.

Com esta nova orientação, reforça-se a atuação do CEPRAM, valorizada pelas novas atribuições relativas à

discussão de temas relevantes para o desenvolvimento sustentável do Estado, liberando-o da prática de atos técnico-administrativos rotineiros, que passaram para o Centro de Recursos Ambientais - CRA, como é o caso

das licenças de implantação, de operação e de alteração, anteriormente sob sua responsabilidade.

Ressalta-se ainda que compete ao CEPRAM expedir as licenças de localização, bem como expedir as licenças

de implantação ou de operação, quando se tratar da primeira licença solicitada por fonte degradante

irregularmente instalada ou não sujeita ao licenciamento ambiental pela legislação.

Pretendeu-se, com isto, além de livrar o CEPRAM dos atos rotineiros de licenciamento, dar mais agilidade e rapidez aos processos, mantendo, contudo, o controle do Conselho, no exercício de sua competência para avocar os respectivos processos, quando entender necessário. A lei facultou, também, ao CRA, encaminhar processos de sua competência para deliberação do CEPRAM, sempre que as características do caso assim o recomendarem.

Coube-lhe ainda impor as penalidades às infrações mais graves, como interdição e embargo definitivos, demolição e destruição ou inutilização de produtos, enquanto a interdição e o embargo temporários e

apreensão de equipamentos, penalidades que normalmente requerem urgência em sua imposição, bem como

as penalidades de multa, simples ou diária, são atribuídas ao CRA. Mantém, o CEPRAM, sua competência recursal no que se refere tanto ao licenciamento como às penalidades impostas pelo CRA.

Sem sombra de dúvida, a edição da Lei n° 7.799 e o seu regulamento, no início do novo século, foram responsáveis na Bahia pelo grande movimento e despertar dos municípios para a gestão ambiental local, tendo sido pauta de discussões, reuniões, seminários, entre tantos outros eventos produzidos pelos órgãos responsáveis.

CRIAÇÃO DA SEMARH (ATUAL SEMA)

Em 20 de dezembro de 2002, através Lei Estadual nº 8.538 foi criada a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH), tendo por finalidade formular e executar a política estadual de ordenamento ambiental, de desenvolvimento florestal e de recursos hídricos.

A SEMARH, que teve o seu regimento aprovado pelo Decreto Estadual n° 8.419/03, certamente se constitui

em um novo marco para a gestão ambiental no Estado da Bahia, reunindo na mesma Secretaria os órgãos executores do SEARA, responsáveis pela agenda marrom (CRA), agenda verde (Superintendência de Desenvolvimento Florestal e Unidades de Conservação) e a agenda azul (Superintendência de Recursos Hídricos), cujas agendas, anteriormente, estavam vinculadas a três diferentes Secretarias: Planejamento, Ciência e Tecnologia; Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária e Infra-estrutura.

LEI ESTADUAL N° 10.431/2006

Após três anos de criação da SEMARH e pleno exercício da competência a ela atribuída, foi realizado pela mesma, reconhecido esforço visando integrar em um único diploma legal, a política estadual de meio ambiente, a política florestal e de biodiversidade e a política de recursos hídricos, reguladas até então por meio de três diferentes diplomas legais, Lei n°7799/01, Lei n°6.569/94 e Lei n°6.855/95, respectivamente.

Fruto do exercício conjunto para a junção dessas agendas, sob a coordenação da SEMARH, foi elaborado a nova Política de Meio Ambiente, Florestas e Biodiversidade, sancionada em 20 de dezembro de 2006, sob o n° 10.431, reunindo em um só diploma legal a área florestal e ambiental.

A Política Estadual de Recursos Hídricos foi aprovada em separado pela Lei n° 10.432, na mesma data.

DECRETO ESTADUAL N° 11.235/2008

A Lei n° 10.431 foi regulamentada em outubro de 2008 pelo Decreto Estadual n° 11.235, o qual tratou

também em regulamentar a Lei nº 11.050, de 06 de junho de 2008, que alterou a denominação, a finalidade, a estrutura organizacional e de cargos em comissão da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) e das entidades da Administração Indireta a ela vinculadas.

A Lei nº 11.050, de 06 de junho de 2008 alterou a denominação dos órgãos ambientais estaduais, passando a

Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) a ser denominado de Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), o Centro de Recursos Ambientais (CRA) de Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Superintendência de Recursos Hídricos (SRH) de Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ).

O então Sistema Estadual de Administração dos Recursos Ambientais (SEARA) passou a denominar-se

Sistema Estadual do Meio Ambiente (SISEMA), no teor do Regulamento, aprovado pelo Decreto Estadual

n°11.235/08.

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (CEPRAM) manteve a sua denominação e teve ampliada a sua

composição, passando de quinze conselheiros membros para vinte e um, assim designados:

I - 7 (sete) representantes do Poder Público estadual

- Secretarias Estaduais (SEMA, SEPLAN, SEDUR, SICM, SEAGRI, SEINFRA, SETUR)

II - 7 (sete) representantes da Sociedade Civil

- Entidades Ambientalistas

- Categorias Profissionais e Conselhos de Classe

- Populações Tradicionais

III - 7 (sete) representantes do Setor Produtivo

- Entidades Empresariais de diferentes setores

- Entidades de Trabalhadores de diferentes setores

- Cooperativas de Pequenos ou Médios Produtores rurais e/ou urbanos

O CEPRAM possui quatro Câmaras Técnicas:

- Gestão Ambiental Compartilhada

- Espaços Especialmente Protegidos, Biodiversidade e Biossegurança

- Assuntos Jurídicos, Institucionais e Normativos

- Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável

Poderão participar das reuniões ordinárias (mensais) e extraordinárias do CEPRAM, com direito a voz, mas

sem direito a voto, representantes do Poder Público federal, estadual e municipal, de universidades e de outras

entidades.

O Quadro 01, a seguir apresentado, elenca de forma cronológica os dispositivos legais analisados neste

capítulo introdutório.

Quadro 01: Sistematização cronológica dos diplomas legais ambientais do Estado da Bahia

Data

Diploma Legal

Resumo

04/10/1973

Lei Estadual nº 3.163

Cria, na Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia, o Conselho Estadual de Proteção Ambiental - CEPRAM, e dá outras providências.

03/03/1983

Lei Delegada nº 31

Cria o Centro de Recursos Ambientais - CRA e dá outras providências.

07/02/2001

Lei Estadual nº 7.799

Dispõe sobre a Política Estadual de Meio Ambiente. Revoga a Lei n° 3.858/80.

05/06/2001

Decreto Estadual nº 7.967

Aprova o Regulamento da Lei nº 7.799, de 07 de fevereiro e

2001.

20/12/2002

Lei Estadual nº 8.538

Modifica a estrutura organizacional da Administração Pública do Poder Executivo Estadual e dá outras providências. Cria Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

14/01/2003

Decreto Estadual nº 8.419

Aprova o Regimento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH.

20/12/2006

Lei Estadual n° 10.431

Dispõe sobre a Política Estadual de Meio Ambiente e de Biodiversidade. Revoga a Lei n° 7.799.

10/10/2008

Decreto Estadual n° 11.235

Aprova o Regulamento da Lei nº 10.431, de 20 de dezembro de 2006, que institui a Política de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade do Estado da Bahia, e da Lei nº 11.050, de 06 de junho de 2008, que altera a denominação, a finalidade, a estrutura organizacional e de cargos em comissão da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH.

Fonte: Autoria própria

O Quadro 02 representa o atual Sistema Estadual do Meio Ambiente (SISEMA), com as alterações emanadas da Lei nº 11.050/08.

Quadro 02: Organograma do SISEMA

da Lei nº 11.050/08. Quadro 02: Organograma do SISEMA Fonte: Autoria própria ENTENDENDO O LICENCIAMENTO AMBIENTAL
da Lei nº 11.050/08. Quadro 02: Organograma do SISEMA Fonte: Autoria própria ENTENDENDO O LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Fonte: Autoria própria

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

LICENCIAMENTO AMBIENTAL é o procedimento administrativo pelo qual a administração pública, por intermédio do órgão ambiental competente, analisa a proposta apresentada para o empreendimento e o legitima, considerando as disposições legais e regulamentares aplicáveis e sua interdependência com o meio ambiente, emitindo a respectiva LICENÇA.

O Licenciamento Ambiental no Estado da Bahia, está sob a responsabilidade do INSTITUTO DO MEIO

AMBIENTE (IMA), autarquia vinculada à Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), que analisa e emite o Parecer Técnico referente ao Licenciamento e do CONSELHO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE - CEPRAM, pioneiro no Brasil, criado pela Lei Estadual nº 3.163 de 04/10/73, composto de representantes do Poder Público, da Sociedade Civil e do Setor Produtivo, que deliberam sobre a expedição da Licença Ambiental requerida.

A Licença Ambiental é o ato administrativo pelo qual o IMA e o CEPRAM estabelecem as condições,

restrições e as medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental.

Licenciar uma atividade significa avaliar os processos tecnológicos em conjunto com os parâmetros ambientais e socioeconômicos, fixando medidas de controle, levando-se em conta os objetivos, critérios e normas para conservação, defesa e melhoria do ambiente e, especialmente, as diretrizes de planejamento e ordenamento territorial do Estado.

LEI ESTADUAL Nº 10.431/06

A Lei Estadual nº 10.431, de 20/12/2006 está regulamentada através do Decreto nº 11.235, de 10/10/2008.

Esteja atento, a Lei nº 10.431/06 revogou a Lei nº 7.799/01.

O Sistema de Licenciamento Ambiental está disciplinado no Capítulo VII (Arts. 42 a 53 da Lei nº 10.431) e no

Capítulo II, Seção IV do Regulamento da Lei 10.431 (Arts. 116 a 137)

O Art.42. da Lei Estadual nº 10.431/06, estabelece que:

“A localização, implantação, operação e alteração de empreendimentos e atividades que utilizem recursos ambientais, bem como os capazes de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento ambiental, na forma do disposto nesta Lei e demais normas dela decorrentes.”

Definem-se como atividades e empreendimentos potencialmente degradantes do ambiente, de acordo com a legislação ambiental, aqueles que direta ou indiretamente:

a)

causem prejuízos à saúde, à segurança e ao bem estar da população;

b)

causem danos aos recursos ambientais e aos materiais;

c)

criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;

d)

afetem as condições estéticas, de imagem urbana, de paisagem, ou sanitárias do meio ambiente;

e)

infrinjam normas e padrões ambientais estabelecidos.

A QUEM COMPETE O LICENCIAMENTO AMBIENTAL?

O

Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA, através da Resolução CONAMA nº 237, de 19

de

dezembro de 1997, editou as normas gerais de licenciamento ambiental para todo o território nacional,

estabelecendo os níveis de competência federal, estadual e municipal, de acordo com a extensão do

impacto ambiental. Os empreendimentos e atividades devem ser licenciados em um único nível de competência, conforme estabelecido a seguir.

COMPETÊNCIA FEDERAL (Art. 4° da Resolução CONAMA 237/97)

Compete ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA, órgão executor do SISNAMA, o licenciamento ambiental, de empreendimentos e atividades com significativo impacto ambiental de âmbito nacional ou regional, a saber:

I-localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em país limítrofe, no mar territorial, na plataforma continental, na zona econômica exclusiva, em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União.

II- localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados.

III- cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do País ou de um ou mais Estados.

IV- destinados a pesquisar, lavrar, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da Comissão Nacional de Energia Nuclear -CNEN.

V-

bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação específica.

O

IBAMA fará o licenciamento após considerar o exame técnico procedido pelos órgãos ambientais dos

Estados e Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento, bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,

envolvidos no procedimento de licenciamento.

COMPETÊNCIA ESTADUAL (Art. 5° da Resolução CONAMA 237/97)

Compete ao órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal o licenciamento ambiental dos empreendimentos e atividades:

I - localizados ou desenvolvidos em mais de um Município ou em unidades de conservação de domínio estadual ou do Distrito Federal.

II - localizados ou desenvolvidos nas florestas e demais formas de vegetação natural de preservação

permanente relacionadas no Artigo 2º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, e em todas as que

assim forem consideradas por normas federais, estaduais ou municipais.

III- cujos impactos ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais de um ou mais Municípios.

IV- delegados pela União aos Estados ou ao Distrito Federal, por instrumento legal ou convênio.

O órgão ambiental estadual ou do Distrito Federal fará o licenciamento após considerar o exame técnico

procedido pelos órgãos ambientais dos Municípios em que se localizar a atividade ou empreendimento,

bem como, quando couber, o parecer dos demais órgãos competentes da União, dos Estados, do Distrito

Federal e dos Municípios, envolvidos no procedimento de licenciamento.

COMPETÊNCIA MUNICIPAL

(Art. 6° da Resolução CONAMA 237/97)

Compete ao órgão ambiental municipal, ouvidos os órgãos competentes da União, dos Estados e do

Distrito Federal, quando couber, o licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades de

impacto ambiental local e daquelas que lhe forem delegadas pelo Estado por instrumento legal ou

convênio.

Municipalizar a gestão ambiental significa internalizar na esfera local conceitos e mecanismos de controle

sustentáveis para fazer frente às pressões sobre o ambiente, resultantes das atividades impactantes. Para

desempenhar esse papel cabe às administrações municipais estruturarem-se para a implementação e

aperfeiçoamento de um sistema próprio de controle ambiental, que envolva os aspectos: legal, institucional,

técnico e operacional, de modo a atender às exigências de uma ação eficiente e eficaz no trato das questões

ambientais locais.

Nesse sentido, reforça os dispositivos da lei ambiental da Bahia, considerando que o município deve

organizar-se para exercer a competência a ele atribuída, devendo observar a existência dos seguintes requisitos:

I - política municipal de meio ambiente prevista em legislação específica;

II- conselho municipal de meio ambiente, devidamente empossado e regimentado;

III - órgão ou instância técnico-administrativa na estrutura do Poder Executivo Municipal, com atribuições específicas na área de meio ambiente, dotado de corpo técnico multidisciplinar, com experiência na área ambiental;

IV - sistema de licenciamento ambiental municipal implantado, que contemple:

a) análise técnica dos empreendimentos e atividades a serem licenciados pelo

município;

b) concessão das licenças ambientais pela instância colegiada prevista no inciso II

do parágrafo anterior; c) remuneração dos custos da análise ambiental.

V- sistema de fiscalização ambiental estabelecido que aplique as penalidades legalmente previstas.

No caminho do desenvolvimento sustentável em que a preocupação primacial é utilizar os recursos naturais sem esgotá-los, para garantir que estejam disponíveis às futuras gerações, a participação do poder público na avaliação, licenciamento e fiscalização das atividades e empreendimentos capazes de gerar impacto ambiental há que ser sistêmica, interagindo nos três níveis de poder: federal, estadual e municipal. Em cada um desses níveis, a participação da sociedade dar-se-á conforme a proximidade, e sendo assim é no município onde efetivamente a participação social tende a ser ampliada.

Assim, emerge no âmbito municipal a institucionalização do Sistema Municipal de Meio Ambiente (SISMUMA), que tem como órgão superior o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) com poder

deliberativo e participação de representantes do poder público e de setores da sociedade civil organizada, com

a incumbência de propor políticas públicas, normas e diretrizes, bem como acompanhar a execução da política

ambiental municipal exercida pelos órgãos da estrutura da Prefeitura. A paridade dentro do Conselho é de extrema importância para que haja igual distribuição das responsabilidades e igual representação dos interesses

do setor público e da sociedade civil nas decisões.

ATIVIDADES SUJEITAS AO SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL

De acordo com o Art. 116 do Regulamento da Lei nº 10.431/06, aprovado pelo Decreto nº 11.235/08:

“Art. 116 - A localização, implantação, operação e alteração de empreendimentos e atividades que utilizem recursos ambientais, bem como os capazes de causar degradação ambiental, dependerão de prévio licenciamento ambiental.

§ 1º - O licenciamento ambiental dar-se-á através de Licença Ambiental, Autorização Ambiental ou de Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental (TCRA).

São passíveis de Licença, Autorização Ambiental ou Termo de Compromisso e Responsabilidade Ambiental as obras, serviços e atividades, agrupadas nas 08 (oito) divisões, relacionadas e codificadas no Anexo III do Regulamento da Lei 10.431, como segue:

I - Divisão A: Agricultura, Florestas, Caça e Pesca II - Divisão B: Mineração III - Divisão C: Indústrias IV - Divisão D: Transporte

V - Divisão E: Serviços VI - Divisão F: Obras Civis VII - Divisão G: Empreendimentos Urbanísticos, Turísticos e de Lazer VIII - Divisão H: Biotecnologia

Consulte o Anexo III do Regulamento da Lei 10.431 e verifique onde se enquadra a atividade ou empreendimento objeto do licenciamento ambiental.

O SISTEMA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL DA BAHIA

O Sistema de Licenciamento Ambiental da Bahia é composto das Licenças descritas no Art. 45 da Lei n°10.431:

I - Licença de Localização (LL): concedida na fase preliminar do planejamento do

empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação;

II - Licença de Implantação (LI): concedida para a implantação do empreendimento ou atividade, de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionamentos;

III - Licença de Operação (LO): concedida para a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento das exigências constantes das licenças anteriores e estabelecimento das condições e procedimentos a serem observados para essa operação;

para

empreendimento, atividade ou processo regularmente existentes;

IV

-

Licença

de

Alteração

(LA):

concedida

a

ampliação

ou

modificação

de

V - Licença Simplificada (LS): concedida para empreendimentos classificados como de

micro ou pequeno porte, excetuando-se aqueles considerados de potencial risco à saúde humana.

Poderão ser instituídos procedimentos especiais para o licenciamento ambiental, de acordo com a localização, natureza, porte e características dos empreendimentos e atividades, dentre os quais:

I - procedimentos simplificados, que poderão resultar na expedição isolada ou sucessiva das licenças, conforme definido em regulamento;

II - expedição de licenças conjuntas para empreendimentos similares, vizinhos ou integrantes de pólos industriais, agrícolas, projetos urbanísticos ou planos de desenvolvimento já aprovados pelo órgão governamental competente, desde que definida a responsabilidade legal pelo conjunto de empreendimentos e atividades;

III - procedimentos simplificados para a concessão da Licença de Alteração - LA e da renovação da Licença de Operação – LO das atividades e empreendimentos que implementem planos e programas voluntários de gestão ambiental e práticas de produção mais limpa visando à melhoria contínua e ao aprimoramento do desempenho ambiental;

IV - licenciamento de caráter geral para atividades de natureza e impactos ambientais semelhantes, mediante cumprimento de norma emitida previamente pelo órgão ambiental competente, elaboradas a partir de estudos e levantamentos específicos, ficando essas atividades desobrigadas da obtenção de licença.

A Licença de Operação e a Licença Simplificada são renovadas periodicamente, de acordo com a sua

validade, através da Renovação da Licença de Operação (RLO) ou de nova Licença Simplificada (LS). A renovação é concedida para autorizar a continuidade da operação da atividade, mediante o cumprimento dos condicionamentos estabelecidos.

DO AUTOMONITORAMENTO (Art.31 do Regulamento da Lei 10.431/06)

A Automonitoragem é o instrumento de monitoramento das emissões líquidas, sólidas e gasosas, através

de medições contínuas, realizadas pela própria Empresa. Reflete o desempenho ambiental da atividade através de resultados mensuráveis de alguns dos seus aspectos ambientais.

Da Licença de Operação (LO) ou da Licença Simplificada (LS) constarão os parâmetros a serem monitorados e as freqüências de coleta e análise, que irá compor o Plano de Automonitoramento da Empresa. Os Relatórios Mensais de Automonitoramento devem ser encaminhados ao órgão ambiental, contendo os resultados, comentários e observações em caso de violações de padrão.

Os resultados são comparados aos padrões, fixados na legislação ambiental, mediante Resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente – CONAMA e do Conselho Estadual de Meio Ambiente – CEPRAM.

DO TERMO DE COMPROMISSO DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL (Arts.133 a 137 do Regulamento da Lei 10.431/06)

O Termo de Compromisso de Responsabilidade Ambiental (TCRA) é o documento por meio do qual o empreendedor se compromete a cumprir a legislação no que se refere aos impactos ambientais decorrentes da sua atividade, assumindo o compromisso de adotar boas práticas conservacionistas e quando o empreendimento ou atividade for considerado de médio, grande ou excepcional porte, de acordo com os parâmetros estabelecidos no Anexo III do Regulamento da Lei 10.431/06, manterá responsável técnico que se vinculará ao empreendimento mediante Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao seu conselho profissional ou equivalente.

OBS: A apresentação de informações inverídicas ou o descumprimento das práticas registradas no TCRA implicará na aplicação de penalidades previstas na legislação ambiental vigente, e na comunicação ao conselho profissional do responsável técnico.

O TCRA deverá:

a) ser registrado no IMA e uma vez registrado, produzirá os efeitos legais no que se refere à regularidade ambiental, para fins de apresentação junto aos agentes financeiros e fiscais ambientais.

b) permanecer à disposição da fiscalização ambiental, sujeitando o empreendedor, na hipótese de descumprimento dos compromissos assumidos, às sanções administrativas previstas na legislação.

c) ser atualizado junto ao IMA sempre que houver alteração da titularidade, do empreendimento, obra, atividade ou serviço desenvolvido.

Serão objeto de TCRA empreendimentos e atividades:

I - que pela sua natureza, não exijam avaliação prévia do órgão ambiental para fins de aprovação da sua localização sendo suficiente comprovação de que a mesma obedece aos critérios e diretrizes municipais;

II - que se constituem em fontes potencialmente poluidoras de caráter difuso ou que não gerem efluentes de processo sólidos, líquidos ou gasosos.

Os empreendimentos e atividades sujeitos ao TCRA constam no Anexo III do Regulamento da Lei 10.431/06, podendo ser definidos pelo CEPRAM outros casos em que cabe o referido Termo, com base em critérios técnicos e legais.

Exemplos de algumas atividades sujeitas ao TCRA, previstas no Anexo III do Regulamento da Lei 10.431/06:

- Cultivo de grãos em área menor ou igual a 1.000 ha;

- Produção de mudas;

- Produção de gelo;

- Fabricação de absorventes e fraldas descartáveis;

- Fabricação de artefatos de madeira;

- Postos de venda de gasolina e outros combustíveis;

- Entrepostos aduaneiros;

- Usinas de compostagem e triagem de materiais e resíduos urbanos;

- Estações rádio-base de telefonia celular.

Para saber mais consulte outras atividades no referido Anexo III.

AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL (Art. 131 do Regulamento da Lei 10.431/06)

A Autorização Ambiental será concedida pelo IMA para a realização ou operação de empreendimentos, atividades, pesquisas e serviços de caráter temporário ou para a execução de obras que possibilitem a melhoria ambiental, a exemplo de:

I - a realização ou operação de empreendimentos e atividades, pesquisas e serviços de caráter temporário;

II – a execução de obras que não resultem em instalações permanentes;

III – a requalificação de áreas urbanas subnormais, ainda que impliquem instalações permanentes;

IV – o encerramento total ou a desativação parcial de empreendimentos ou atividades de pessoa física ou

jurídica;

V – a execução de obras que possibilitem a melhoria ambiental.

Da Autorização Ambiental constarão os condicionamentos a serem atendidos pelo interessado dentro dos

prazos estabelecidos.

Quando a atividade, pesquisa ou serviços inicialmente de caráter temporário passarem a configurar-se como

de caráter permanente, deverá ser requerida de imediato a Licença ambiental pertinente em substituição a

Autorização expedida.

AUTORIZAÇÃO PARA TRANSPORTE DE RESÍDUOS PERIGOSOS – ATRP (Art. 132 do Regulamento da Lei 10.431/06)

A Autorização Ambiental para o transporte de resíduos perigosos é denominada Autorização de

Transporte de Resíduos Perigosos - ATRP, devendo ser solicitada pelo interessado, mediante Requerimento próprio fornecido pelo IMA, acompanhado dos seguintes documentos:

I - cópia da LO da empresa geradora, quando couber;

II - cópia da LO da empresa receptora;

III - cópia da LS, ou, se for o caso, da LO da transportadora;

IV - anuência da instalação receptora;

V - anuência do órgão ambiental do Estado de destino;

VI - comprovante do pagamento de remuneração fixada no Anexo IV do Regulamento;

VII - Rotograma;

VIII - Ficha de Emergência;

IX - outras informações complementares exigidas pelo IMA.

Durante o percurso do transporte, o responsável pela condução do veículo deverá dispor de cópia da respectiva ATRP.

A alteração ou acréscimo de resíduos perigosos, objeto da ATRP concedida, dependerá de novo requerimento,

bem como alteração relativa ao transportador.

ANUÊNCIA DO ÓRGÃO GESTOR DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO (Art. 119 do Regulamento da Lei 10.431/06)

Ficam sujeitas a Anuência do órgão gestor de unidades de conservação, os empreendimentos e atividades que pretendam se instalar em Unidades de Conservação (UC) ou em suas respectivas zonas de amortecimento. Compete à Superintendência de Políticas Florestais, Conservação e Biodiversidade da Secretaria do Meio Ambiente - SEMA:

I – criar, desenvolver e gerir as políticas de criação e gestão de unidades de conservação estaduais e conceder anuência para a implantação de empreendimentos e atividades localizados nessas unidades e em seu entorno; A Bahia possui 26 APAs estaduais que são administradas pela SEMA. Informe-se se o seu empreendimento está localizado em uma dessas áreas.

MANIFESTAÇÃO PRÉVIA (Art. 119 do Regulamento da Lei 10.431/06)

Refere-se ao opinativo técnico, de caráter eminentemente consultivo, emitido pelo órgão ambiental por demanda do interessado, com caráter de orientação sobre os aspectos relativos à localização, implantação, operação, alteração ou regularização de um determinado empreendimento ou atividade. Em caso de dúvida com relação à modalidade da Licença a ser requerida e o seu trâmite legal, o interessado poderá requerer ao IMA a Manifestação Prévia, através da qual o órgão ambiental se manifestará orientando os procedimentos a serem seguidos, de acordo com os impactos ambientais associados à atividade.

Todas as atividades potencialmente poluidoras são passíveis de Manifestação Prévia do IMA, mediante requerimento do interessado, acompanhado do comprovante do pagamento de remuneração para a análise constante no Anexo IV do Regulamento da Lei 10.431/01.

PRAZOS DE ANÁLISE PELO IMA (Arts. 178 a 180 do Regulamento da Lei 10.431/06)

Foram estabelecidos os prazos de análise pelo IMA de até 06 (seis) meses para cada modalidade de Licença requerida, a contar da data do protocolo do Requerimento até seu deferimento ou indeferimento pelo IMA ou pelo CEPRAM.

Nos casos em que houver solicitação de elaboração de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), o prazo mencionado de até 06 (seis) meses será contado a partir da data de disponibilização do RIMA para consulta pública.

A contagem do prazo será suspensa a partir da solicitação, pelo IMA, de estudos ambientais complementares

ou da prestação de esclarecimentos pelo empreendedor, voltando a contar normalmente após o efetivo cumprimento do solicitado.

Foram estabelecidos os prazos de análise de até 04 (quatro) meses para emissão de Autorização Ambiental e de 02 (dois) meses para Manifestação Prévia, a contar da data de protocolo do requerimento.

O empreendedor deverá atender à solicitação de esclarecimentos e complementações, formuladas pelo IMA,

dentro do prazo notificado. O empreendedor poderá solicitar, com base em justificativa técnica, ampliação do prazo notificado, antes de sua expiração. Serão indeferidos os Requerimentos para obtenção de licenças ou autorizações, apresentados pelos interessados, quando verificada a omissão de qualquer informação solicitada, dentro do prazo notificado.

-

arquivamento do processo.

O

não

cumprimento

dos

prazos

notificados, por

parte

do

empreendedor,

implicará

no

- O arquivamento do processo de autorização ou licenciamento não impedirá a apresentação de novo Requerimento ao IMA, devendo obedecer aos procedimentos estabelecidos, mediante novo pagamento de custo de análise.

PRAZO DE VALIDADE DAS LICENÇAS, AUTORIZAÇÕES E ANUÊNCIAS PRÉVIAS (Arts. 181 a 182 do Regulamento da Lei 10.431/06)

devendo ser requerido a sua

renovação com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração da respectiva validade. As

licenças devidamente requeridas neste prazo, quando vencidas, ficarão automaticamente prorrogadas até

a manifestação definitiva do IMA.

Todas as Licenças têm prazo de validade específicos, fixados na Licença,

Ficam estabelecidos os seguintes prazos de validade para cada tipo de Licença e Autorização Ambiental:

I - O prazo de validade de Licença de Localização (LL) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 05 (cinco) anos.

(LA)

deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do empreendimento ou atividade, não

podendo ser superior a 06 (seis) anos.

II - O prazo de validade da Licença de Implantação (LI) e da Licença de Alteração

III - O prazo de validade da Licença de Operação (LO), e respectiva renovação deverá considerar os planos de autocontrole ambiental da empresa, e será de, no mínimo, 02 (dois) anos e no máximo 08 (oito) anos.

IV - o prazo de validade da Licença Simplificada (LS) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma da atividade ou empreendimento, não podendo ser superior a 03 (três) anos, sendo que sua renovação, quando for o caso, poderá ser de até 08 (oito) anos.

V - O prazo de validade da Autorização Ambiental (AA) é de 01 (um) ano, podendo ser estabelecido prazo diverso, em razão do tipo da atividade, a critério do IMA.

Na renovação da Licença de Operação (LO) de uma atividade ou empreendimento, o IMA poderá, mediante decisão motivada, aumentar ou diminuir o seu prazo de validade, após avaliação do desempenho ambiental da atividade no período de vigência anterior.

ATENÇÃO: As Licenças ficarão automaticamente prorrogadas até a manifestação definitiva do IMA, desde que sejam requeridas com antecedência mínima de 120 (cento e vinte) dias da expiração de seu prazo de validade.

O IMA e o CEPRAM poderão estabelecer prazos de validade diferenciados para as Licenças de

empreendimentos ou atividades que, por sua natureza e peculiaridades, estejam sujeitos a encerramento ou modificação em prazos inferiores.

Os

prazos para o cumprimento dos condicionantes fixados nas autorizações e licenças ambientais, bem como

os

respectivos prazos de validade, serão contados a partir da data da publicação da Portaria IMA ou da

Resolução CEPRAM no Diário Oficial do Estado.

PRORROGAÇÃO DE PRAZO DE VALIDADE (Art. 182, Parágrafo único do Regulamento da Lei 10.431/06)

As Autorizações e as Licenças, excetuando-se as de Operação e Simplificada, poderão ter os seus prazo

de validade prorrogados, uma única vez, por igual ou menor prazo, através de Portaria do IMA, devendo o

Requerimento ser fundamentado pelo interessado, no prazo mínimo de 60 (sessenta) dias antes do vencimento, acompanhado de justificativa técnica e remunerado pelo interessado no valor equivalente a 30%

da remuneração básica da respectiva licença ou autorização ambiental, constante do Anexo IV do Regulamento da Lei 10.431/06.

REVISÃO DE CONDICIONANTES (Art. 186 do Regulamento da Lei 10.431/06)

O Requerimento ao IMA de revisão de condicionantes estabelecidos na Autorização ou na Licença em vigor,

deverá ser feito antes do respectivo vencimento, acompanhada de fundamentação técnica, quando couber e remunerado pelo interessado no valor equivalente a 30% da remuneração básica da respectiva Licença ou Autorização Ambiental, constante do Anexo IV do Regulamento da Lei 10.431/06.

O requerimento de prorrogação de prazo para o cumprimento dos condicionantes estabelecidos nas

licenças ou autorizações ambientais não será remunerado pelo interessado.

O IMA analisará o pedido e quando couber encaminhará o processo para apreciação e deliberação do CEPRAM, especialmente nos casos de Licença de Localização. A decisão do IMA ou do CEPRAM, quando favorável, será objeto de publicação no Diário Oficial do Estado.

ALTERAÇÃO DE RAZÃO SOCIAL (Art. 168 do Regulamento da Lei 10.431/06)

Para requerer alteração de razão social de empreendimentos com licença, autorização ou TCRA em vigor ou em tramitação, o interessado deverá apresentar requerimento ao IMA, acompanhado de documentação comprobatória da mudança de razão social devidamente registrada na Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB) e do comprovante de recolhimento da remuneração prevista no Anexo IV, equivalente ao valor de R$ 300,00 (trezentos reais). A alteração de razão social será analisada pela procuradoria jurídica do IMA e objeto de publicação no Diário Oficial do Estado, através de Portaria.

TRANSFERÊNCIA DE LICENÇA (Arts. 169 a 171 do Regulamento da Lei 10.431/06)

A licença, autorização ou TCRA, em vigor, poderá ser transferida para novo proprietário, respeitando-se o seu

prazo de validade, desde que não haja mudança da atividade original, e será objeto de Requerimento ao IMA,

acompanhado do comprovante de recolhimento, constantes do Anexo IV do Regulamento da Lei 10.431/06, equivalente ao valor de R$ 500,00 (quinhentos reais).

O requerente da transferência apresentará, dentre outros documentos exigidos pelo IMA:

I - documento comprobatório da transferência da responsabilidade legal pelo empreendimento ou atividade perante o IMA;

II - ata de constituição da CTGA, quando couber;

III

- a divulgação da Política Ambiental, sob a responsabilidade do novo titular, em jornal de grande circulação

na

região onde está instalado o empreendimento ou atividade, quando couber;

A

documentação referida no iitem I deverá remeter preferencialmente ao contrato de transferência de direitos e

obrigações que concedeu a responsabilidade legal do empreendimento ou atividade ao novo titular, perante o IMA.

O requerimento poderá ser subscrito pelo titular da licença, autorização ou TCRA ou pelo futuro titular do

empreendimento ou atividade licenciada.

I - Quando subscrito pelo titular da licença, autorização ou TCRA, além dos documentos previstos, o

requerimento de transferência deverá estar acompanhado de declaração do futuro titular da atividade licenciada,

contendo a sua anuência, bem como, no caso de pessoa jurídica, dos documentos que comprovem a condição

de

bastante procurador do signatário da declaração.

II-

Quando subscrito pelo futuro titular da atividade licenciada, além dos documentos previstos, o requerimento

de

transferência deverá estar acompanhado de declaração do titular da licença, autorização ou TCRA, contendo

a sua anuência, bem como, no caso de pessoa jurídica, dos documentos que comprovem a condição de bastante procurador do signatário da declaração.

CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES SEGUNDO O PORTE (Anexo III do Regulamento da Lei 10.431/06)

O enquadramento das atividades far-se-á, quanto ao porte, segundo cinco grupos distintos: Micro, Pequeno, Médio, Grande e Excepcional, conforme critérios estabelecidos no Anexo III do Regulamento Lei 10.431/06.

O enquadramento do porte, no caso de ser realizado pelo investimento, considerará o somatório do valor atualizado do investimento fixo e do capital de giro, expresso em reais.

ANEXO III - TIPOLOGIA E PORTE DOS EMPREENDIMENTOS E ATIVIDADES SUJEITOS A LICENÇA, AUTORIZAÇÃO OU TERMO DE COMPROMISSO DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

DIVISÃO A: AGRICULTURA, FLORESTAS, CAÇA E PESCA

 

Grupo A1 Produtos da agricultura

 

A1.1 Cereais, Grãos e Oleaginosas

 
       

Irrigação por aspersão convencional

A1.1.1

Cultivo de arroz

Micro > 20 < 50 Pequeno > 50< 200 Médio > 200 < 1.000 Grande > 1.000 < 2.000 Excepcional > 2.000

A1.1.2

Cultivo de trigo

Irrigação por micro aspersão ou gotejamento

Cultivo de milho

A1.1.3

 

Cultivo de soja

TCRA:

Micro > 50 < 100 Pequeno > 100 < 500 Médio > 500 < 1.000 Grande > 1.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A1.1.4

área < 1.000 ha

Cultivo de amendoim

Área cultivada

A1.1.5

Licença:

(ha)

 

área > 1.000 ha

Cultivo de girassol

 

A1.1.6

Cultivo de mamona

Sequeiro

A1.1.7

 

A1.1.8

Cultivo de lavouras temporárias não especificadas anteriormente

Micro > 200 < 500 Pequeno > 500 < 2.500 Médio > 2.500 < 5.000 Grande > 5.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

       

Irrigação

TCRA:

Micro > 5 < 7 Pequeno > 7 < 15 Médio > 15 < 30 Grande > 30 < 50 Excepcional > 50

A1.2

Cultivo de fumo

área < 1.000 ha

Área cultivada

Sequeiro

Licença:

(ha)

 

área > 1.000 ha

Micro > 10 < 20 Pequeno > 20 < 40 Médio > 40 < 80 Grande > 80 < 120 Excepcional > 120

       

Irrigação

TCRA:

Micro > 10 < 50 Pequeno > 50 < 200 Médio > 200 < 1.000 Grande > 1.000< 5.000 Excepcional > 5.000

área < 1.000 ha

A1.3

Cana-de-açúcar e/ou capim elefante

Área cultivada

Licença:

área > 1.000 ha

(ha)

 
 

Sequeiro

     

Micro > 50 < 100 Pequeno > 100 < 1.000 Médio > 1.000 < 7.500 Grande > 7.500< 15.000 Excepcional > 15.000

       

Irrigação

TCRA:

Micro > 50 < 100 Pequeno > 100 < 300 Médio > 300 < 1.000 Grande > 1.000 < 2.000 Excepcional > 2.000

área < 1.000 ha

Área cultivada

A1.4

Fruticultura

Licença:

(ha)

Sequeiro

área > 1.000 ha

Micro > 100 < 150 Pequeno > 150 <1.500 Médio > 1.500 < 5.000 Grande > 5.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

A1.5

Olericultura

TCRA:

Área cultivada

Hidroponia

área < 1.000 ha

(ha)

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

Licença:

Micro < 50 Pequeno > 50 < 100 Médio > 100 < 150 Grande > 150 < 300 Excepcional > 300

área > 1.000 ha

Sem Hidroponia

Micro > 20 < 50 Pequeno > 50 < 100 Médio > 100 < 150 Grande > 150 < 300 Excepcional > 300

       

Hidroponia

TCRA:

Micro < 50 Pequeno > 50 < 100 Médio > 100 < 150 Grande > 150 < 300 Excepcional > 300

área < 1.000 ha

Área cultivada

A1.6

Floricultura

Licença:

(ha)

Sem Hidroponia

área > 1.000 ha

Micro > 20 < 50 Pequeno > 50 < 100 Médio > 100 < 150 Grande > 150 < 300 Excepcional > 300

   

TCRA:

 

Micro > 500 < 1.000 Pequeno > 1.000< 2.000 Médio > 2.000 < 5.000 Grande > 5.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

área < 1.000 ha Licença:

Área cultivada

A1.7

Sistemas agroflorestais

(ha)

área > 1.000 ha

   

TCRA:

 

Micro > 200 < 750 Pequeno > 750< 3.000 Médio > 3.000 < 6.000 Grande > 6.000 < 12.500 Excepcional > 12.500

Sistemas agroflorestais consorciados com floresta plantada

área < 1.000 ha Licença:

Área cultivada

A1.8

(ha)

área > 1.000 ha

Grupo A2 Criação de animais

 

A2.1

Pecuária

   

TCRA:

 

Micro > 500 < 1.000 Pequeno > 1.000< 5.000 Médio > 5.000 < 10.000 Grande > 10.000 < 20.000 Excepcional > 20.000

Pecuária extensiva (pastagem + cultivo forrageiros)

área < 1.000 ha Licença:

Área utilizada

A2.1.1

(ha)

área > 1.000 há

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

A2.1.2

Criações confinadas

A2.1.2.1

Bovinos ou bubalinos

Licença

Cabeça (un)

Micro > 200 < 400 Pequeno > 400 < 600 Médio > 600 < 1.500 Grande > 1.500 < 3.000 Excepcional > 3.000

A2.1.2.2

Eqüinos ou assininos ou muares

Licença

Cabeça (un)

Micro > 300 < 600 Pequeno > 600 < 1.000 Médio > 1.000 < 3.000 Grande > 3.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A2.2

Suinos com manejo de dejetos líquidos

 

A2.2.1

Ciclo completo

Licença

Matrizes (um)

Micro < 50 Pequeno > 50 < 100 Médio > 100 < 200 Grande > 200 < 500 Excepcional > 500

A2.2.2

Unidade produtora de leitões até 21 dias

Licença

Matrizes (um)

Micro < 150 Pequeno > 150 < 300 Médio > 300 < 500 Grande > 500 < 1.000 Excepcional > 1.000

A2.2.3

Unidade produtora de leitões até 63 dias

Licença

Matrizes (um)

Micro < 100 Pequeno > 100 < 200 Médio > 200 < 400 Grande > 400 < 800 Excepcional > 800

A2.2.4

Terminação

Licença

Cabeça (un)

Micro < 500 Pequeno > 500 < 1.000 Médio > 1.000 < 2.000 Grande > 2.000 < 4.000 Excepcional > 4.000

A2.2.5

Creche

Licença

Cabeça (un)

Micro <1.000 Pequeno > 1.000 < 2.000 Médio > 2.000 < 3.000 Grande > 3.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A2.2.6

Central de inseminação

Licença

Cabeça (un)

Micro < 150 Pequeno > 150 < 300 Médio > 300 < 500 Grande > 500 < 800 Excepcional > 800

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

A2.3

Suinos com manejo sobre camas

 

A2.3.1

Ciclo completo

Licença

Matrizes (um)

Micro > 50 < 100 Pequeno > 100 < 200 Médio > 200 < 400 Grande > 400 < 600 Excepcional > 600

A2.3.2

Unidade produtora de leitões até 21 dias

Licença

Matrizes (um)

Micro > 100 < 200 Pequeno > 200 < 350 Médio > 350 < 500 Grande > 500 < 1.000 Excepcional > 1.000

A2.3.3

Unidade produtora de leitões até 63 dias

Licença

Matrizes (um)

Micro > 100 < 200 Pequeno > 200 < 400 Médio > 400 < 600 Grande > 600 < 800 Excepcional > 800

A2.3.4

Terminação

Licença

Cabeça (un)

Micro > 50 < 500 Pequeno > 500 < 1.000 Médio > 1.000 < 2.000 Grande > 2.000 < 4.000 Excepcional > 4.000

A2.3.5

Creche

Licença

Cabeça (un)

Micro > 50 <1.000 Pequeno > 1.000 < 2.000 Médio > 2.000 < 3.000 Grande > 3.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A2.3.6

Central de inseminação

Licença

Cabeça (un)

Micro < 150 Pequeno > 150 < 300 Médio > 300 < 500 Grande > 500 < 800 Excepcional > 800

A2.4

Caprinos e ovinos

TCRA

Cabeça (un)

Micro > 1.000 < 2.000 Pequeno > 2.000 < 4.000 Médio > 4.000 < 6.000 Grande > 6.000 < 8.000 Excepcional > 8.000

A2.5

Frangos, cordonas e perdizes, de corte

Licença

Cabeça (un)

Micro > 20.000 < 30.000 Pequeno > 30.000 < 50.000 Médio > 50.000 < 70.000 Grande > 70.000 < 100.000 Excepcional > 100.000

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

 

Galinha e codornas, poedeiras (Produção de ovos)

 

Produção

Micro > 20.000 < 30.000 Pequeno > 30.000 < 50.000 Médio > 50.000 < 80.000 Grande > 80.000 < 200.000 Excepcional > 200.000

A2.6

Licença

(un/mês)

     

Capacidade

Micro > 20.000 < 100.000 Pequeno > 100.000 < 300.000 Médio > 300.000 < 800.000 Grande > 800.000 < 1.200.000 Excepcional > 1.200.000

Produção de pintos de 1 dia

mensal de

A2.7

Licença

incubação

 

(un/mês)

A2.8

Coelhos

TCRA

Cabeça (un)

Micro > 1.000 < 2.000 Pequeno > 2.000 < 4.000 Médio > 4.000 < 7.000 Grande > 7.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

A2.9

Criação de animais não especificadas anteriormente

Licença

Cabeça (un)

Micro < 300 Pequeno > 300 < 1.000 Médio > 1.000 < 3.000 Grande > 3.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A2.10

Piscicultura

A2.10.1

Piscicultura, em viveiros escavados

Licença

Área (ha)

Micro < 2 Pequeno > 2 < 5 Médio > 5 < 50 Grande > 50 < 100 Excepcional > 100

A2.10.2

Piscicultura, em tanques- rede, raceway ou similar

Licença

Volume (m 3 )

Micro < 500 Pequeno > 500 < 1.000 Médio > 1.000 < 5.000 Grande > 5.000 < 12.000 Excepcional > 12.000

A2.11

Carcinicultura

A2.11.1

Carcinicultura de água doce, em viveiros escavados

Licença

Área (ha)

Micro < 2 Pequeno > 2 < 5 Médio > 5 < 50 Grande > 50 < 100 Excepcional > 100

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

A2.11.2

Carcinicultura de água doce, em tanques-rede

Licença

Volume (m 3 )

Micro < 500 Pequeno > 500 < 1.000 Médio > 1.000 < 5.000 Grande > 5.000 < 12.000 Excepcional > 12.000

A2.11.3

Carcinicultura marinha em viveiros escavados

Licença

Área (ha)

Micro < 10 Pequeno > 10 < 50 Médio > 50 < 200 Grande > 200 < 500 Excepcional > 500

A2.11.4

Carcinicultura marinha em tanques-rede

Licença

Volume (m 3 )

Micro < 500 Pequeno > 500 < 1.000 Médio > 1.000 < 6.000 Grande > 6.000 < 12.000 Excepcional > 12.000

A2.12

Ranicultura

TCRA

Área (m 2 )

Micro < 50 Pequeno > 50 < 400 Médio > 400 < 1.200 Grande > 1.200 < 5.000 Excepcional > 5.000

A2.13

Algicultura

Licença

Área (ha)

Micro < 2 Pequeno > 2 < 10 Médio > 10 < 40 Grande > 40 < 120 Excepcional > 120

A2.14

Ostreicultura Malacocultura (moluscos - ostras, mexilhões, etc)

Licença

Área (ha)

Micro < 2 Pequeno > 2 < 5 Médio > 5 < 30 Grande > 30 < 70 Excepcional > 70

Grupo A3 Silvicultura

 
     

mudas

Micro > 10.000 < 50.000 Pequeno > 50.000 < 500.000 Médio > 500.000 < 2.000.000 Grande > 2.000.000 < 10.000.000 Excepcional >10.000.000

A3.1

Produção de mudas

TCRA

(nº mudas/ano)

A3.2

Produção de carvão vegetal

 

Madeira de floresta plantada (nativa ou exótica)

 

Imóvel

Micro > 500 < 800 Pequeno > 800 < 1.100 Médio > 1.100 < 2.000 Grande > 2.000 < 5.000 Excepcional > 5.000

A3.2.1

Licença

(MDC/mês)

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

 

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

 

Madeira de floresta nativa (supressão ou manejo)

   

Imóvel

Micro > 250 < 350 Pequeno > 350 < 500 Médio > 500 < 1.000 Grande > 1.000 < 4.000 Excepcional > 4.000

A3.2.2

Licença

(MDC/mês)

A3.3

Florestamento/Reflorestamento

 
 

Florestamento/Refloresta mento (floresta de produção nativa ou exótica) sem vínculo com fomento florestal financiado pela indústria ou Plano de Suprimento Sustentável (PSS)

TCRA:

 

Micro > 100 < 500 Pequeno > 500 < 2.500 Médio > 2.500 < 5.000

A3.3.1

área < 1.000 ha

Empreendiment

Licença:

o

(ha)

Grande > 5.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

área > 1.000 ha

 

A3.3.2

Florestamento/Refloresta mento (floresta de produção nativa ou exótica) com vínculo com fomento florestal financiado pela indústria ou Plano de Suprimento Sustentável (PSS)

Licença

Empreendiment

Micro > 100 < 500 Pequeno > 500 < 2.500 Médio > 2.500 < 5.000

o

(ha)

Grande > 5.000 < 10.000 Excepcional > 10.000

Grupo A4

Pesca Comercial

Licença

Produção (t/dia)

Pequeno > 1 < 5 Médio > 5 < 50 Grande > 50 < 100 Excepcional > 100

   

TCRA:

   

Assentamento de

Nº de famílias < 82 e área < 2.000

Nº de famílias (un) e Área cultivada (ha)

Pequeno < 82 Médio > 82 < 162 Grande > 162 < 242 Excepcional > 242

Grupo A5

Reforma Agrária

Licença:

Nº de famílias > 82 ou área > 2.000

DIVISÃO B: MINERAÇÃO

 

Grupo B1 Minerais metálicos e não metálicos

 

B1.1

Minerais Metálicos

     

Produção bruta

Pequeno < 300.000 Médio > 300.000 < 1.500.000 Grande > 1.500.000 < 5.000.000 Excepcional > 5.000.000

B1.1.1

Ferro

Licença

de minério

(t/ano)

     

Produção bruta

Micro < 50.000 Pequeno > 50.000 < 100.000 Médio > 100.000 < 500.000 Grande > 500.000 < 1.000.000

B1.1.2

Manganês

Licença

de minério

(t/ano)

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

       

Excepcional > 1.000.000

 

Alumínio, Antimônio, Cádmio, Chumbo, Cobre, Cromo, Escândio, Estanho, Estrôncio, Frâncio, Gálio, Germânio, Háfnio, Índio, Irídio, Ítrio, Lítio, Molibdênio, Niobio, Níquel, Osmio, Ouro, Paládio, Platina, Prata, Rodio, Rubídio, Selênio, Tálio, Tântalo, Tecnécio, Telúrio, Titânio, Tungstênio, Vanádio, Xenotímio, Zinco e Zircônio

 

Produção bruta

Micro < 20.000 Pequeno > 20.000 < 50.000 Médio > 50.000 < 500.000 Grande > 500.000 < 1.000.000 Excepcional > 1.000.000

B1.1.3

Licença

de minério

(t/ano)

B1.2

Minerais Não Metálicos

 

Criolita, Enxofre, Fluorita, Selênio, Sílica, Silictos e Telúrio

 

Produção bruta

Micro < 10.000 Pequeno > 10.000 < 100.000 Médio > 100.000 < 1.000.000 Grande > 1.000.000 < 5.000.000 Excepcional > 5.000.000

B1.2.1

Licença

de minério

(t/ano)

Grupo B2 Gemas ou pedras preciosas e semi-preciosas

 
 

Ágata, Água Marinha, Alexandrita, Ametista, Ametrino, Benitoite, Berilio, Calcedônia, Cianita, Citrino, Crisoberilo, Cristal de Rocha, Diamante, Esmeralda, Granada, Heliotrópio, Jacinto, Jade, Lapis-Lazuli, Larvikita, Lazurita, Nefrita, Olho de Tigre, Opala, Rubi, Safira, Topázio, Turmalina e Turqueza

 

Produção bruta

Micro < 1.500 Pequeno > 1.500 < 3.500 Médio > 3.500 < 35.000 Grande > 35.000 < 80.000 Excepcional > 80.000

B2.1

Licença

de minério

(t/ano)

Grupo B3 Minerais utilizados na construção civil, ornamentos e outros

 
 

Areias, Arenoso, Basalto, Caulim, Cascalhos, Brita, Filitos, Gesso, Gnaisses, Metarenitos, Saibros e Xistos

 

Produção bruta

Micro < 20.000 Pequeno > 20.000 < 75.000 Médio > 75.000 < 250.000 Grande > 250.000 < 500.000 Excepcional > 500.000

B3.1

Licença

de minério

(t/ano)

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO

TIPOLOGIA

(Licença, Autorização, TCRA)

DE MEDIDA

PORTE

 

Granito, granulitos, mármore, quartzito, sienitos, ardósia, dentre outras

 

Produção bruta

Pequeno < 10.000 Médio > 10.000 < 30.000 Grande > 30.000 < 60.000 Excepcional > 60.000

B3.2

Licença

de minério

(t/ano)

Grupo B4 Minerais utilizados na indústria

 
 

Materiais cerâmicos (argilas, caulinita, diatomita, ilita e montmorilonita, dentre outros)

 

Produção bruta

Micro < 10.000 Pequeno > 10.000 < 30.000 Médio > 30.000 < 50.000 Grande > 50.000 < 100.000 Excepcional > 100.000

B4.1

Licença

de minério

(t/ano)

 

Manufatura de vidro/vitrificação, esmaltação e indústria óptica (cianita, feldspato, fluorita, gipso, leucita, moscovita, nefelina, quartzo e turmalina, dentre outros).

 

Produção bruta

Micro < 5.000 Pequeno > 5.000 < 12.000 Médio > 12.000 < 50.000 Grande > 50.000 < 100.000 Excepcional > 100.000

B4.2

Licença

de minério

(t/ano)

 

Fertilizantes e Defensivos Agrícolas (apatita, calcário, calcita, fosfatos, guano, minerais de borato, potássio, salgema, salitre, silvita e sódio, dentre outros)

 

Produção bruta

Micro < 20.000 Pequeno > 20.000 < 50.000 Médio > 50.000 < 500.000 Grande > 500.000 < 1.000.000 Excepcional > 1.000.000

B4.3

Licença

de minério

(t/ano)

 

Uso industrial não especificado anteriormente (amianto, anidrita, andalusita, anfibólios, barita, bauxita, bentonitas, calcário, calcita, caulinita, cianita, coríndon, dolomita, feldspato, gipsita, grafita, magnesita, moscovita, pegmatito, quartzo, serpentinito, silex, talco, vermiculita, wollastonita e zirconita, dentre outros)

 

Produção bruta

Micro < 20.000 Pequeno > 20.000 < 50.000 Médio > 50.000 < 500.000 Grande > 500.000 < 1.000.000 Excepcional > 1.000.000

B4.4

Licença

de minério

(t/ano)

Grupo B5: Minerais radioativos e/ou físseis

 

CÓDIGO

 

LICENCIAMENTO

UNIDADE

 

ESTADO