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Título: Caracterização dos Processos Naturais Geomorfológicos na Modelagem da Paisagem

entre a Serra do Mar e o Litoral Fluminense no Estado do Rio de Janeiro

1- Introdução

A crosta terrestre está em contínua transformação ao longo de milhões anos. Essas


modificações são resultados das intensas variações térmicas tanto do calor interno do planeta,
que controla os movimentos do manto e do núcleo, que são responsáveis por mover
continentes e soerguer montanhas, quanto no calor externo, proveniente do Sol, que aquece a
atmosfera e os oceanos, sendo responsáveis pelas variações da temperatura, precipitação,
nebulosidade e ventos.
A modelagem da paisagem está, diretamente, correlacionada com fatores naturais tais
como chuva, gelo, ventos e outros. Sendo que, os principais modeladores da paisagem são os
rios, pois cobrem a grande parte da superfície terrestre, que através das ações dos
intemperismos que são capazes de destruírem as rochas das montanhas e morros, produzem
substâncias dissolvidas, solos, argilas, sedimentos em geral, que através da erosão são
carregados pelos rios para os oceanos, levando os sedimentos para as partes mais baixas ou
depressões do relevo, os sítios de deposição ou sedimentação, ou nos depósitos de barras
fluviais e planície de inundação ao longo do caminho.
Os processos geomorfológicos comandam as transformações do relevo sob diversas
condições climáticas e geológicas. Com isso, é fundamental o reconhecimento, a localização e
a quantificação dos fluxos d’água nas encostas, pois as rotas preferenciais dos fluxos definem
a preponderância dos mecanismos erosivos e deposicionais, e são resultados dos fatores
abióticos (clima,rocha,solo e posição topográfica) e bióticos (fauna e flora), e, até mesmo, em
pequena escala de tempo, de fatores antrópicos (uso do solo), que por fim compõem o
ambiente de drenagem.(GUERRA,2007)
Os processos aluviais, associados aos rios, enquadram-se no conjunto que compreendem
a erosão, transporte e sedimentação. Os depósitos correspondentes, os depósitos aluviais,
apresentam grande importância econômica como hospedeiros tectônicos e sedimentares de
uma bacia, sendo este um dos mais importantes componentes do registro geológico que
fornecem informações de recursos minerais, energéticos e hídricos. Assim como, estes
permitem a caracterização dos processos hidrodinâmicos e a compreensão da evolução
sedimentar dos depósitos antigos, fundamentais na distribuição dos recursos e na
reconstituição da evolução da paisagem.
A bacia de drenagem é um excelente exemplo de um sistema geomorfológico. Pode-se
dizer, que as mudanças encontradas em uma paisagem são ajustamentos na geometria do
canal, no padrão do canal e nas características da bacia de drenagem, como resultado do
passar do tempo (GREGORY and WALLING,1973).
O tempo pode levar a mudanças no lugar ou, no caso, as características da bacia, como
resultado das modificações ou da transformação dos efeitos das entradas em uma bacia. Isso
pode ser resultado da movimentação da terra, das mudanças climáticas, da modificação da
cobertura vegetal, das flutuações do nível do mar e ação antrópica.(GUERRA, 2007)

2- Objetivo:

Este trabalho visa caracterizar os processos naturais geomorfológicos que ocorrem desde
a Serra do Mar até o litoral, em uma determinada região no Estado do Rio de Janeiro.
Estabelecer o dinamismo ocorrente ao longo de toda formação de um rio em equilíbrio. E, por
fim, desenvolver modelos adequados da evolução e progresso do relevo no litoral fluminense,
através do estudo sobre o passado geológico, para obter conhecimento das formas das bacias
desta região, dos processos das inter-relações das variáveis influentes na modelagem da
mesma e, conjuntamente, do estudo dos dados sobre os depósitos sedimentares, para auxiliar
na interpretação das mudanças da atual bacia sobre o tempo.
3- Metodologia:

Busca de informações bibliográficas para elaboração desta caracterização geomorfológica,


afim obter conhecimento mais profundo e amplo da área, visando trabalhos futuros da área em
questão. Dentre as bibliografias consultadas merecem um grande destaque àquelas que sendo
específicas da área foram consideradas indispensáveis na elaboração. Ressaltam-se, aqui, as
publicações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, do
Estado do Rio de Janeiro, Projeto PLANÁGUA/SEMADS/GTZ, a partir de 1998, e a publicação da
série Levantamentos dos Recursos Naturais, relativos as folhas SF 23/24 Rio de Janeiro/Vitória,
Projeto RADAMBRASIL, 1985.

Área de Estudo
Abrange localidades da linha costeira do Estado do Rio de Janeiro que possui 850 km de
extensão e área de 18.292 km2 e outra localidade que é a Serra dos Órgãos, conhecida como
Serra do Mar, que se estende como um paredão abrupto e contínuo, com altitudes que oscilam
entre 800 e 1800 metros chegando a ter picos que ultrapassam 2.200 metros. A distância entre
a Serra do Mar e o litoral é, em média, de 40 km sendo que o trecho mais afastado fica na
região nordeste. Esta barreira orográfica é, em grande parte, responsável pelas condições
climáticas verificadas nesta região. Estão compreendidas entre os paralelos 20° e 24°S e os
meridianos 40° e 48°WGr (RADAMBRASIL, 1983).

Na figura 1, mostra-se a região de estudo demarcada na imagem de satélite do Estado do


Rio de Janeiro, delimitada pela Serra do Mar, uma faixa de cor verde, prolongando-se pelas
baixadas de sedimentação, apresentando baías, lagos, restingas, colinas e maciços, até o
limiar do mar.

Figura 1- Imagem de Satélite do Estado do Rio de Janeiro


Características Geomorfológicas

● Domínio dos Depósitos Sedimentares


Caracterizado principalmente ao longo da faixa costeira dos Estados do Rio de Janeiro e do
Espírito do Santo, são conjuntos de depósitos de grande expressão areal e morfológica. Esses
conjuntos sedimentares e coluviais são representados por sedimentos continentais do Grupo
Barreiras e da Formação Macacu, atribuídos ao Terciário Superior e ao Quaternário, e por
sedimentos de origens marinha, fluvial, fluviomarinha, lacustre, eólica e coluvionar acumulados
durante o Quaternário. A partir do Pleistoceno, quando a compartimentação tectônica estava
consolidada, nota-se as influências climáticas e eustáticas sob relativa estabilidade da crosta,
que conduziram o caráter de acumulações, distinguindo as feições e a configuração das
unidades mais recentes situadas na faixa costeira. Destacam-se duas regiões neste domínio: as
Planícies Costeiras, situadas a frente da Serra do Mar ao longo do litoral, e os Tabuleiros
Costeiros, situados ao norte do Estado do Rio de Janeiro. Essas regiões encerram aspectos
fisiográficos que condicionam ambientes modelados de acumulação e de dissecação de
sedimentos. (RADAMBRASIL,1983)

Figura 2 - Níveis de rampas e terraços na baixada da Baía de Guanabara

● Unidade Planície Litorânea


As planícies Litorâneas, sub-regiões da planície costeira fluminense, apresentam uma
série de ambientes variados e complexos afetados pelas oscilações eustáticas e climáticas e
pelo controle de tectonismo regional. Estendem-se ao longo do litoral em direção às falésias
dos Tabuleiros Costeiros ou Colinas e Maciços Costeiros e escarpas da Serra do Mar,
interpenetrando-se nos estuários, angras, enseadas e lagoas. Algumas das enseadas foram
preenchidas durante o Pleistoceno por sedimentos coluviais e, no Holoceno, por sedimentos
marinhos. São compostas por sedimentos aluviais superpostos de origem fluvial, flúvio
marinho e flúvio lacustre, além de sedimentos coluviais depositados nos sopés das elevações
da Serra do Mar como resultado do material de alteração dessas encostas, em períodos mais
secos, quando era menos densa a distribuição da cobertura vegetal e ocorria atuação mais
efetiva de chuvas torrenciais. Esses sedimentos são constituídos de areia, cascalho, silte e
argila, quando de origem continental. Os sedimentos marinhos são compostos por sedimentos
arenosos de cor clara, granulação fina a grossa, e pouco ou mal selecionada. Estes depósitos
de origem marinha ficam, principalmente, nas partes mais baixas da topografia.

● Unidade Serra dos Órgãos


Esta unidade está posicionada entre as Colinas e Maciços Costeiros e o Vale do Paraíba do
Sul, se distribuindo continuamente desde o município de Itaguaí até Campos. A drenagem na
Serra dos Órgãos obedece o controle estrutural, apresentando algumas disposições. Tais como,
os rios oriundos da escarpa principal voltada para o Atlântico, as cabeceiras são íngremes e
apresentam vales paralelos entre si, seus fluxos abastecem os canais principais da baixada de
Sepetiba. Os rios do reverso da serra seguem a orientação geral SO-NE em direção ao litoral,
representado pelos afluentes da bacia dos rios São João, Macaé e São Pedro. E, por fim, os rios
que drenam para a baixada campista, abastecem a Lagoa Feia o baixo rio Paraíba do Sul.

● Escarpas Íngremes da Serra do Mar


A região das Escarpas íngremes da Serra do Mar apresenta uma morfologia relacionada
aos efeitos de um tectonismo regional e de sucessivas fases erosivas. É uma área de
dobramentos e de falhas tectônicas, cuja topografia reflete estes condicionamentos geológicos,
e ao longo da sua extensão existem vales alongados e relevos com grandes desníveis
altimétricos e escarpas íngremes. O clima influencia no relevo quanto ao nivelamento e
modelagem das formas e na alteração profunda nas rochas. Existem quatro unidades
geomorfológicas nessa região, das quais uma destas é a Serra dos Órgãos.

● Unidade Colinas e Maciços Costeiros


A posição geográfica da Unidade Colinas e Maciços Costeiros determinaram tipos de
modelados de dissecação compreendendo colinas e um conjunto integrado pelas serras e
maciços litorâneos. As colinas separadas por depressões alveolares colmatadas e planícies
aluviais são semelhantes em toda a sua continuidade espacial. Já os maciços costeiros
concentram-se na parte meridional da unidade, destacando-se os Maciços de Pedra Branca, da
Tijuca e de Niterói, serras isoladas como o Maciço de Mendanha-Gericinó-Madureira e outros.

4- Resultado e Discussão
O litoral da Região Sudeste, onde se insere o Estado do Rio de Janeiro, é variado e
contrastado, apresentando-se em certos trechos estreito, recortado e escarpado, pela
aproximação do mar das encostas modeladas em rochas do complexo cristalino.
As zonas costeiras, caracterizadas por extensas áreas de sedimentação quaternária,
formando planícies litorâneas arenosas, são relativamente freqüentes ao longo do litoral. Essas
formações litorâneo-arenosas podem ser correlacionadas com as desembocaduras dos
principais rios que deságuam no Oceano Atlântico. Então, as águas costeiras aquelas
encontradas junto à costa, enseadas e praias, sofrem influência direta do aporte de água doce
e sedimentos oriundos do continente. A partir de Cabo Frio, o litoral da Região Sudeste
direciona-se para o Sudeste, iniciando o chamado Complexo Lagunar, no qual os cordões
arenosos das restingas barram trechos de mar que formam lagunas. Esse litoral tem
continuidade até a grande restinga da Marambaia, sendo apenas interrompido pela brecha
existente entre os maciços litorâneos, onde se localiza a Baía de Guanabara.
Ao longo da faixa costeira observam-se inúmeros vales, tendo como partes componentes
a planície fluvial, a planície fluviomarinha e as encostas laterais das Colinas e Maciços
Costeiros. São constituídos de material acumulativo, do tipo aluvial e coluvial, com larguras e
extensões variáveis. A proximidade com o litoral é marcada pela influência marinha na
formação de mangues, que alcançam para o interior nas desembocaduras dos rios.
(RADAMBRASIL, 1985)
→ Principais características geomorfológicas do litoral da Região Sudeste:

Litoral dos tabuleiros, baixadas e restingas do rio Itabapoana a Cabo Frio


Litoral das restingas, lagunas e baixadas de Cabo Frio a Marambaia
Litoral escarpado e recortado da Serra do Mar de Marambaia a Angra dos Reis
Litoral de praias e baixadas Da Serra dos Órgãos ao litoral

Os depósitos aluviais estão associados a montanhas formadas pela colisão de


continentes, pois os produtos do intemperismo, rochas e solos, estão sujeitos a processos de
modelagem do terreno, tais como a erosão, transporte e sedimentação, os quais acabam
levando a deposição continental, com o conseqüente aplainamento do relevo.
Conforme os rios modificam a superfície da Terra estes criam vales, que na parte mais
baixa, encontra-se o canal que carrega toda água. No caso, de uma planície de inundação os
vales são abertos, mais amplos, com a área adjacente ao nível do topo do canal, em ambos os
lados do rio. Com o extravasamento do rio, esta planície é inundada, transportando sedimentos
para além das margens, que após a diminuição do fluxo da água ocorrerá deposição desses
sedimentos no terreno.
Os estudos das mudanças na vazão, na velocidade, nas dimensões do canal e no relevo ao
longo de todo comprimento de um rio, desde as cabeceiras até a sua foz, revelam um equilíbrio
de grande proporção e longo intervalo de tempo. Pois, a erosão é maior nas partes mais altas
do curso do rio do que nas partes mais baixas, isso porque as declividades são maiores e as
velocidades dos fluxos podem ser muito altas, o que exerce uma importante influência na
erosão do substrato rochoso. No curso inferior de um rio, este carrega sedimentos derivados da
erosão do curso superior, a sedimentação torna-se mais significativa.
Todos os rios seguem esta conformação com um perfil longitudinal côncavo para cima,
pois diversos tipos de combinações dos fatores, tais como o relevo e a sua declividade, clima,
fluxo da corrente e a resistência da rocha ao intemperismo, que controlam a erosão e a
sedimentação, resultam no equilíbrio dinâmico do rio entre a erosão de seu leito e a
sedimentação no canal e na planície de inundação em toda a sua extensão.
Por serem diferentes em tamanho e forma, os canais dos rios refletem antigos fatores
climáticos que acabaram sendo submetidos. Porém, existem dificuldades para a distinção da
antiga calha do canal em relação a atual, pois os canais profundos foram preenchidos por
sedimentos e rebaixados ao nível recente. Este tipo de situação, ocasionou-se como resposta
ao rebaixamento do nível do mar no período Quaternário, onde em muitos países foram
identificados canais enterrados profundamente, abaixo das planícies de inundação dos atuais
rios. ( GREGORY and WALLING, 1973)
Isto é devido o perfil longitudinal de um rio ser controlado, no seu segmento inferior, pelo
nível de base do rio, a elevação na qual o rio termina desembocando no oceano ou lago. O
rebaixamento do nível de base de um rio provoca o aprofundamento do leito de um rio, com a
conseqüente erosão de sedimentos anteriormente depositados.
Este fato acontece, geralmente, quando a descida do nível do mar é grande, a exemplo do
ultimo período glacial, alterando o nível de base regional e o perfil dos rios, que desembocam
no oceano, ficando rebaixados e seus vales são entalhados nos depósitos fluviais. Então, com
o nível de base regional subindo, devido pela elevação pós-glacial do nível do mar, o perfil
longitudinal mostra-se efeitos da sedimentação, à medida que o rio forma novos depósitos de
canal e planícies de inundação para alcançar essa nova elevação, mais alta que a do nível
anterior.
O tamanho das partículas e a composição química dos sedimentos trazidos à costa, pelos
rios, são, primariamente, determinados pela natureza das rochas que formavam as regiões
erodidas pelos rios. Além desse controle primário, os sedimentos são selecionados quanto ao
tamanho e composição, durante transporte fluvial. (BLOOM,1972)
Sabendo que, em sistemas aluviais, o transporte sedimentar processa fluxo de detritos em
suspensão ou rolando, deslizando ou em saltos no fundo de canais fluviais. Dependendo da
velocidade da corrente e do efeito de turbulência, partículas do leito podem entrar no meio
líquido e ficar em suspensão, permanecendo até depositar-se, ou se mover no leito também
sob a ação da corrente, mas está sujeita à resistência de atrito, o que resulta em menor
velocidade de movimento do que se tivesse em suspensão.

5- Conclusão e recomendação
Os impactos externos e naturais, que o relevo está submetido, promovem sinuosidade nas
rochas, estabelecendo conformações variadas para cada tipo de ambientes expostos a
diferentes combinações de fatores climáticos e tectônicos.
Existe um equilíbrio dinâmico entre a erosão do leito do rio e a sedimentação no canal e na
planície de inundação. Visto que, existe o estabelecimento de um dinamismo nos processos
para a modelagem da paisagem. Pois, todos os rios correm desde suas nascentes, partindo de
uma declividade alta, nas cabeceiras das montanhas, que em combinação com os fatores que
decompõe o substrato rochoso e carregam todo sedimento para a jusante, até a foz, cuja
declividade é mais baixa ou quase plana, a velocidade reduz, depositando os sedimentos nas
margens e na planície de inundação, resultando na elevação do leito do rio pela sedimentação.

Referências Bibliográficas

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