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ASSOCIAÇÃO REGIONAL DAS CASAS FAMILIARES RURAIS ARCAFAR CASA FAMILIAR DE PÉROLA D'OESTE - PR. BOVINOCULTURA LEITEIRA

ASSOCIAÇÃO REGIONAL DAS CASAS FAMILIARES RURAIS ARCAFAR

CASA FAMILIAR DE PÉROLA D'OESTE - PR.

BOVINOCULTURA

LEITEIRA

Parte l

FICHA PEDAGÓGICA

ALUNO: ____________________________________________

TURMA:

_______

ANO: ______

ELABORADA POR: CELSO DIA - CASA FAMILIAR RURAL DE BARRACÃO PARANÁ

REVISADA REVISADA: Téc. Agr. EVANDRO GINDRI Eng. Agr. MARCOS FURLAN Adm. Rural NILCÉIA DE ANDRADE Monitores da CASA FAMILIAR RURAL DE PÉROLA D’OESTE – PR.

Apoio: Secretaria do Estado da Educação/Setor de Ensino Técnico Agrícola/DESG

Agosto - 2001

CAPÍTULO I

2

  • 1- INTRODUÇÃO A BOVINOCULTURA DE LEITE A industria leiteira mundial atravessa um período de intensas transformações em sua estrutura, e pode-se identificar como grandes tendências:

    • a) Diminuição dos preços pagos ao produtor,

    • b) Redução de subsídios,

    • c) Aumento da produção,

    • d) Aumento das exigências de qualidade do leite, este tende-se a ser o mais considerável,

dentro do contexto leite. Nesse cenário, os produtores precisam se adequar de forma a manter a atividade de produção de leite como operação rentável e eficaz.

1.1 APRESENTAÇÃO

A apresentação brasileira de leite vem registrando contínuos aumentos ao longo dos últimos anos. Contudo, a produtividade média é muito baixa quando comparada com os níveis mundiais. Essa questão torna-se mais preocupante quando falamos de MERCOSUL, dadas as vantagens relativas de outros países, principalmente da Argentina.

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A PRODUÇÃO DE LEITE NA SUA PROPRIEDADE:

_______________________________________________________________

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O QUE VOCÊ SABE SOBRE A PRODUÇÃO DE LEITE EM NOSSO MUNICÍPIO:

_______________________________________________________________

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_______________________________________________________________

O QUE NOS SABEMOS SOBRE A PRODUÇÃO DE LEITE EM NOSSO MUNICÍPIO:

_______________________________________________________________

_______________________________________________________________

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_______________________________________________________________

1.2 EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL

Uma análise da produção de leite no Brasil nos últimos anos, indica que vem ocorrendo um aumento contínuo. Entre 1985 e 1995 a produção brasileira passou de 12.078 milhões para 17.300 milhões de litros. Em 1998 passou a produzir 19.327 bilhões de litros, tendo em 1999 uma baixa de 1%, sendo então produzidos 19.133 bilhões de litros. (levantamento CNA) Apesar desses resultados, a produção de leite está muito aquém de seu potencial, em razão da baixa produtividade média de nosso gado leiteiro, a disponibilidade por habitante

3

pode ser considerada muito baixa quando comparada com a de outros países desenvolvidos e mesmo do MERCOSUL. Mesmo com o crescimento da produção nacional de leite, o país tem recorrido à importação para atender a demanda. Dadas as condições territoriais e o rebanho bovino existente, nossa produção pode ser considerada insignificante (apenas 3% do leite produzido no mundo vem do rebanho brasileiro). Países menores e rebanhos muito inferiores ao do Brasil, produzem quantidades superiores a nossa, tais como França, Inglaterra, Alemanha e Polônia.

Produção de Leite, Vacas Ordenhadas e Produtividade por Animal nos Estados Brasileiros, (1997).

 

Estados

Produção de leite(1)

Vacas Ordenhadas(1)

Produtividade(2)

(mil litros/ano)

(cabeças)

(litros/vaca/ano)

 

Amapá

2.832

5.259

539

 

Roraima

9.523

19.130

498

 

Acre

31.831

54.584

583

 

Amazonas

32.487

60.020

541

 

Tocantins

138.083

298.292

463

 

Pará

290.210

646.429

449

 

Rondônia

335.913

342.998

979

 

Região Norte

840.879

1.426.712

589

 

Piauí

75.504

187.165

403

 

Sergipe

 
  • 127.228 141.927

896

 

Maranhão

 
  • 138.961 289.074

481

 

Paraíba

 
  • 149.802 243.368

616

 

Rio Grande do Norte

 
  • 161.629 203.575

794

 

Alagoas

  • 301.614 208.026

 

1.450

 

Pernambuco

 
  • 357.853 360.317

993

 

Ceará

 
  • 387.990 473.776

819

 

Bahia

 
  • 688.475 1.485.134

464

 

Região Nordeste

2.389.056

3.592.362

665

 

Distrito Federal

30.749

30.552

1.006

 

Mato Grosso

380.517

359.061

1.060

 

Mato Grosso do Sul

414.947

425.950

974

 

Goiás

 
  • 1.868.976 1.781.689

1.049

 

Região Centro-Oeste

 
  • 2.695.189 2.597.252

1.038

   

339.339

297.504

1.141

 

Espírito Santo Rio de Janeiro

451.223

373.417

1.208

 

São Paulo

  • 2.003.165 2.057.751

 

973

 

Minas Gerais

 
  • 5.602.015 4.043.253

1.386

 

Região Sudeste

 
  • 8.395.742 6.771.925

1.240

 

Santa Catarina

852.169

518.604

1.643

 

Paraná

 
  • 1.579.837 1.040.147

1.519

 

Rio Grande do Sul

 
  • 1.913.124 1.101.230

1.737

 

Região Sul

  • 4.345.130 2.659.981

 

1.634

         
 

T O T A L

18.665.996

17.048.232

1.095

(1)

Inclui os rebanhos com finalidade de: leite, corte e misto.

 

(2)

Produtividade por animal = produção de leite * 1.000 / vacas ordenhadas.

 

Fonte: IBGE (Pesquisa da Pecuária Municipal) Elaboração: R.ZOCCAL Embrapa Gado de Leite

4

Para melhor entendermos estes dados acima, vamos interpretar de maneira correta estes números apresentados.

Produção de leite total no Brasil:

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

Número de vacas ordenhadas no Brasil:

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

Produtividade média anual das vacas brasileiras:

_________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________

Vamos descrever os cincos Estados com maior produção de leite, citando a produção de cada um. _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________

Vamos colocar o nome de cada Estado Brasileiro localizando no mapa. 2 3 1 4 7
Vamos colocar o nome de cada Estado Brasileiro localizando no mapa.
2
3
1
4
7
5
8
9
6
10
10
17
11
14
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12
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15
19
18
20
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25
23
22
24
26
27

5

Comente sobre a nossa região. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

BRASIL PRODUÇÃO DE LEITE E DISPONIBILIDADE

Anos

Produção (Em Milhões De

Disponibilidade

Litros)

(Litros/Habitantes)

1990

14.484

100,1

1991

15.078

102,7

1992

15.784

105,7

1993

16.100

106,2

1994

16.700

108,6

1995

17.300

111

1999

19.000

 

2000

18.800

 

2001

20.300

 

Fonte: IBGE

Qual é o nosso consumo diário de Leite? ____________________________________________________________________________ Com este consumo per capita a nível nacional o Brasil importa mais 2.000.000 de litros de leite por ano. O principal país exportador de leite para o Brasil é a Argentina responsável por 75% da exportação de produtos lácteos, o Uruguai, Europa e Nova Zelândia completam o restante.

Vamos analisar os países do MERCOSUL, observando a produtividade de cada um.

PRODUÇÃO DE LEITE EM ALGUNS PAÍSES DE AMÉRICA DO SUL, 1990-2000.

 

PAÍSES

PRODUÇÃO DE LEITE (T)

VARIAÇÃO %

 

1990

1995

2000 (1)

2000/95

2000/90

Brasil (2)

14.484.413

16.474.365

  • 19.828.000 20,3

 

36,9

Argentina

6.281.980

 
  • 8.770.715 69,2

    • 10.631.672 21,2

   

Colombia

4.037.290

 
  • 5.078.080 42,2

5.740.000

13

 

Chile

1.380.000

 
  • 1.890.000 14,3

2.160.000

 

56,5

Equador

1.538.780

 
  • 1.927.970 3,5

1.995.599

 

29,7

Venezuela

1.497.246

 
  • 1.370.932 -4,4

1.311.204

 

-12,4

Uruguai

965.944

1.254.421

1.421.749

13,3

47,2

Peru

776.900

 
  • 857.518 22,2

1.048.100

 

34,9

Paraguai

225.790

 
  • 357.873 46,1

    • 329.800 -7,8

   

Outros Países

150.140

 
  • 225.366 54,9

    • 232.573 3,2

   

TOTAL AMÉRICA DO SUL

31.787.500

38.717.975

47.365.697

22,3

49

(1) Valores estimados pela FAO

Fonte :FAO

(2) Valores estimados pelo IBGE: PPM para 1990 e1995 e valor estimado para 2000.

6

 

Classificação Mundial dos Principais Produtores de Leite, 1990 - 2000.

 

Países

Produção de Leite (t)

%

   

2000

(1)

TOTAL

ACUMULADO

Estados Unidos

76.294.000

15,8

15,8

Federação Russa

31.560.000

6,5

22,3

India

30.900.000

6,4

28,7

Alemanha

28.200.000

5,8

34,5

França

24.890.000

5,2

39,7

Brasil (2)

20.819.000

4,3

44

Reino Unido

14.721.000

3

47

Ucrânia

12.400.000

2,6

49,6

Nova Zelândia

12.014.000

2,5

52,1

10º

Polônia

11.845.000

2,5

54,6

11º

Itália

11.236.300

2,3

56,9

12º

Austrália

11.283.000

2,3

59,2

13º

Países Baixos

10.895.000

2,3

61,5

14º

Argentina

10.631.672

2,2

63,7

15º

México

9.474.480

2.0

65,7

 

Outros Países

165.907.443

34.3

100

 

T O T A L

483.070.895

100

 

(1)

Valores estimados pela FAO

(2) Valor estimado pela CNA/DECON

Fonte: FAO Elaboração: R. ZOCCAL -EMBRAPA GADO DE LEITE

Produção Mundial de Leite - 1990/2000.

 

Produção de Leite (mil t)

 

Variação (%)

 

% do total

 

Continente

1990

1995

2000

2000/90

 

2000

 

Europa

276.791

221.944

  • 207.216 -25,1

   

43

 

América

116.620

128.138

  • 145.338 24,6

   

30

 

Ásia

56.286

79.437

  • 90.095 60,1

   

18

 

Oceânia

14.034

17.821

  • 23.361 66,5

   

5

 

África

15.163

16.862

  • 18.736 23,6

   

4

 

T O T A L

478.893

464.202

484.747

1,2

 

100

 

Fonte:FAO Elaboração: R.ZOCCAL - Embrapa Gado de Leite

Exercicios:

7

Vamos descrever como se lê alguns números já citados:

18.665.996

___________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

17.048.232

___________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

1.095

_______________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

76.294.000

___________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Produção Mundial de Leite - 1990/2000.

 

Produção de Leite (mil t)

Variação (%)

% do total

 

Continente

1990

1995

2000

2000/90

2000

 

Europa

276.791

 
  • 221.944 -25,1

207.216

 

43

 

América

116.620

 
  • 128.138 24,6

145.338

 

30

 

Ásia

56.286

79.437

  • 90.095 60,1

 

18

 

Oceania

14.034

17.821

  • 23.361 66,5

 

5

 

África

15.163

16.862

  • 18.736 23,6

 

4

 

T O T A L

478.893

464.202

484.747

1,2

100

 

Fonte:FAO Elaboração: R.ZOCCAL - Embrapa Gado de Leite

1.3 PRODUTIVIDADE DE LEITE NO BRASIL

A produtividade média de leite no Brasil (quantidade de leite produzido por uma vaca durante o ano), apesar de ser muito, vem crescendo continuamente nos últimos anos. Em 1980 era de 676 litros por vaca ao ano, segundo dados do ano de 1997 este índice já está maior, passou para 1.095. Média de 3.0 litros/vaca/dia. O Paraná apresenta produtividade superior à brasileira tendo passado de 893,3 litros/vaca/ano em 1980, para 1.519 litros em 1997. Média de 4.1 litros/vaca/dia. Quando comparada com o resto do mundo, a produtividade de leite no Brasil é muito baixa. Países como:

Israel apresenta produtividade de 7.991 litros/vaca/ano. Média de 21.8 litros/vaca/dia. Estados Unidos apresentam produtividade 7.953 de litros/vaca/ano. Média de 21.7 litros/vaca/dia. A Inglaterra tem produtividade de 7.167 litros/vaca/ano. Média de 19.6 litros/vaca/ano. Canadá apresenta produtividade de 6.333 litros/vaca/ano. Média de 17,3 litros/vaca/dia. Argentina apresenta produtividade de 2.200 litros/vaca/ano. Média de 6,0 litros/vaca/dia.

8

A produtividade e os custos são os principais problemas da bovinocultura de leite brasileira. Para melhorar este quadro são necessárias transformações, desde o melhoramento genético e no sistema de produção. Esse aspecto atinge à maioria dos produtores da região Sul, pois grande parte destes, tiram menos de 50 litros de leite por dia, enquanto na Argentina e Uruguai, os produtores entreguem em média, 500 litros/dia. Apesar de todos estes ítens a pecuária de leite brasileira vem crescendo 4% ao ano um dos índices mais altos do mundo, além disso, a sazonalidade da produção vem diminuindo, o que indica uma evolução de tecnologias aumento a produtividade.

Quadro 1- Participação do número de produtores e da quantidade produzida de leite em diversos estratos de volumes comercializados diariamente

Anos

Até 25 L/dia

Até 50 L/dia

Mais de 200 L/dia

Mais de 500 L/dia

 

Númer

Prod.

Número

Prod.

Número

Prod.

Número

Prod.

o (%)

(%)

(%)

(%)

(%)

(%)

(%)

(%)

 
  • 1990 37,50

7,30

61,80

20,80

6,30

33,50

1,00

10,40

  • 1991 36,10

6,70

60,20

19,60

7,00

34,90

1,10

10,80

  • 1992 37,30

7,30

61,70

20,80

6,40

33,70

0,90

10,20

  • 1993 36,29

7,06

61,19

20,80

6,46

33,48

0,90

9,89

  • 1994 36,03

6,79

60,68

20,00

6,81

35,03

1,05

11,14

  • 1995 31,60

4,90

55,50

15,40

9,80

44,30

2,00

17,60

  • 1996 29,42

3,97

52,81

12,90

11,69

51,8

3,14

25,70

  • 1997 28,89

3,55

51,80

11,60

12,88

55,71

3,583

30,32

  • 1998 27,00

2,78

48,36

9,00

15,87

62,02

5,38

36,59

  • 1999 22,26

1,69

40,41

5,72

22,53

71,63

9,06

47,14

Fonte: Itambé

Faça uma análise desta tabela acima e tire sua conclusão sobre os produtores de leite no Brasil. ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

9

Principais Microrregiões Produtoras de Leite no Brasil 1991/2000.

 

Produção de Leite

Produtividade

 

UF

Microrregião (1)

(milhões litros)

(litros/vaca/ano)

 

1991

2000

1991

2000

  • 1 GO

Meia Ponte

206

324

639

1.270

  • 2 MG

Frutal

214

287

647

818

  • 3 MG

Araxá

163

258

881

1.905

  • 4 PR

Ponta Grossa

117

254

2.660

3.616

  • 5 PR

Toledo

169

254

1.598

2.547

  • 6 Sudoeste de Goiás

GO

124

250

444

1.286

  • 7 MG

Bom Despacho

127

244

1.181

2.160

  • 8 MG

Patos de Minas

119

215

809

1.677

  • 9 GO

Ceres

84

208

456

1.199

  • 10 MG

Patrocínio

120

207

806

1.883

  • 11 MG

Paracatu

102

203

627

1.397

  • 12 RO

Ji-Paraná

65

201

630

945

  • 13 RS

Passo Fundo

71

175

1.522

2.427

  • 14 São Miguel d’Oeste

SC

89

174

1.303

1.842

  • 15 SC

Chapecó

75

168

970

1.729

  • 16 MG

Uberlândia

166

162

683

599

  • 17 GO

Anápolis

66

161

560

1.071

  • 18 MG

Juiz de Fora

142

159

1.197

1.457

  • 19 MG

Passos

124

159

1.024

1.471

RS

  • 20 Lajeado - Estrela

118

153

1.643

2.385

  • 21 RS

Santa Rosa

66

153

1.520

2.208

GO

  • 22 Vale do Rio dos Bois

104

146

467

1.155

  • 23 Francisco Beltrão

PR

74

145

1.363

1.212

  • 24 MG

Divinópolis

89

142

1.075

1.777

RS

  • 25 Três Passos

67

141

1.461

1.917

  • 26 GO

Goiânia

66

140

628

1.255

  • 27 MG

Varginha

94

139

1.148

1.742

GO

  • 28 Entorno de Brasília

96

135

456

725

  • 29 MG

Piui

74

133

990

1.708

  • 30 RS

Ijuí

56

133

1.454

2.625

GO

  • 31 Porangatu

56

132

418

1.067

  • 32 Curvelo

MG

58

131

712

1.059

MÉDIA DE PRODUÇÃO DOS 32 MUNICÍPIOS: 1630 LITROS/VACA/ANO

 

(1) Foram listadas, pela ordem, as microrregiões que produziram,

em 1999, mais de 130 milhões de litros

Fonte: IBGE Pesquisa

da

MERCADO DO LEITE

10

Pecuária

Municipal

Vivemos um momento em que podemos afirmar. O leite é sem dúvida uma boa alternativa para a pequena propriedade. Quando tocamos em mercado do leite pensamos logo em preços, é claro que o preço conta muito para ter uma boa lucratividade, mas devemos lembrar que para ter bons preços precisamos rever alguns fatores que estão interligados. Qualquer laticínio hoje, devido à nova legislação do leite, terá que se adequar dentro das normas. Mas o que são esta normas? Dentre as principais está à questão da qualidade do leite e seus derivados. Dentro do contexto qualidade, envolve principalmente o produtor, que terá que investir pelo menos um pouco, ou então parar de produzir leite. O mercado garante bons preços, mas para quem se adequar dentro das normas de qualidade e quantidade de leite entregue. Estas normas nós vamos estudar no decorrer desta ficha pedagógica e assim termos condições de junto com nossa família melhorar e tirar um leite de melhor qualidade e quantidade.

  • 1 QUAIS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE VOCÊ TEM EM SUA PROPRIEDADE EM RELAÇÃO Á PRODUTIVIDADE?

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

  • 3 EM SUA PROPRIEDADE A PRODUÇÃO DE LEITE É A MESMA DURANTE O ANO TODO? POR QUÊ?

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

  • 4 QUAL A PRODUÇÃO MÉDIA DAS VACAS EM SUA PROPRIEDADE?

_________________________________________________________________

  • 5 QUAL A PRODUÇÃO MÉDIA DO REBANHO DOS JOVENS DA CASA FAMILIAR RURAL?

_________________________________________________________________

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PECUÁRIA LEITEIRA

Antes de se tomar a decisão se desejamos ser um produtor de leite, devemos analisar alguns requisitos, os quais se não tivermos conhecimentos serão impossíveis Ter êxito nesta produção, vejamos quais são:

Conhecimento técnico, Alimentação, Manejo, Organização, Raça.

CONHECIMENTO TÉCNICO

Sabemos que sem nenhum conhecimento não conseguiremos fazer nada que venha resultar em lucros ou êxito na produção. Ao aprofundarmos nossos conhecimentos sobre produção de leite vamos entender por que precisamos estar sempre por dentro de tudo que gira e envolve a produção leiteira.

11

Estes fatores estão diretamente ligados à qualidade e quantidade de leite.

II. O LEITE

1 INTRODUÇÃO

O

leite

é

um alimento

muito

rico

em princípios nutritivos e

de

fácil

digestão. É

indispensável para todos os mamíferos, principalmente para os filhotes. Porém nós seres humanos continuamos á consumi-lo depois de adultos, o que é muito bom para nossa saúde.

Composição do leite:

O leite é uma combinação de várias substâncias na água, contendo:

Proteína %

3.00

Gordura %

3.32

Lactose %

4.56

ESD %

8.26

EST

11.58

Cálcio*

108.7

Fósforo*

82.6

Magnésio*

10.0

Sódio*

46.0

Potássio*

166.7

ESD. Extrato seco desengordurado

EST. Extrato seco total Fonte: Ponce. 1996

*mg/ 100 ml

Produção de Leite, Gordura e Duração da Lactação em diferentes Raças Leiteiras no Brasil.

 

Produção (kg)

Duração

da

Raças

Leite

Gordura

Lactação

(dias)

Holandesa

7.571

248

316

Jersey

4.678

235

312

Girolanda

3.788

-

266

Gir

2.292

98

272

Guzerá

2.248

96

248

Gir Mocha

1.738

84

216

Os valores das raças Holandesa, Gir, Guzerá e Gir Mocha se referem ao ano de 1999; Girolanda de 2001 e Jersey a 1995.

  • - Fonte: Arquivo Zootécnico Nacional

  • - Elaboração: C.N.COSTA - Embrapa Gado de Leite

12

Importância do Leite na Alimentação

O é um alimento completo, pois possui todos os nutrientes que o nosso organismo necessita para se desenvolver e manter-se. Uma criança com 5 anos de idade, se consumir 570 ml por dia de leite satisfaz seu corpo em termos nutritivos. Mulheres que tomam em torno de 500 ml de leite por dia, estarão bem menos sujeitas a osteoporose, doenças esta, causada pela deficiência de cálcio principalmente.

  • 1 COMPLETE:

    • a) Leite fermentado= ___________________________________________________________

    • b) Leite coagulado= ____________________________________________________________

    • c) Gordura do leite= ____________________________________________________________

    • d) Leite fervido com açúcar _____________________________________________________

      • 2 - TODOS NA FAMÍLIA CONSOMEM LEITE? ____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

  • 3 EM SUA CASA COMO É CONSUMIDO O LEITE:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

  • 4 EM SUA CASA COMO É VENDIDO O LEITE:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

LEITE E SUA CONTAMINAÇÃO

É comum, ouvirmos falar do leite ácido, que é causado pela ação, multiplicação e destruição da lactose. O leite, assim como outros alimentos de origem animal, durante o seu processo de produção primária, processamento, transporte e comercialização pode se tornar contaminado por microorganismos patogênicos ou mesmo por outras substâncias tóxicas que impliquem em riscos à saúde do consumidor. Alimento altamente perecível, devido a sua constituição nutritiva, o leite torna-se alvo principalmente de bactérias. Estes microorganismos encontram-se facilmente em nosso meio, e, quando damos condições favoráveis a eles o problema torna-se ainda maior. Para Ter boa qualidade, o leite necessita de muita higienização. Principalmente:

  • - O ordenhador deve ser higiênico,

  • - Higiene nos equipamentos de ordenha,

  • - Higiene das instalações,

  • - Higiene com o úbere e tetos da vaca,

  • - As vacas devem estar com boa sanidade,

  • - O leite deve obedecer uma temperatura de resfriamento e permanecer até o momento de seu processamento,

  • - Ao ser transportado para à industria, deve chegar rapidamente,

  • - No processamento os equipamentos devem ser adequados e higiênicos,

13

  • - Após industrializado devem ser respeitados os critério de armazenamento, etc. O Leite produzido no Brasil, não é baseada pela qualidade (abaixo 150.000 col/ml), mas sim por Letras, ABC.

Vejamos a seguir os processos para se ter um leite com boa qualidade:

ORDENHADOR

Ë um componente importante para ter um produto com qualidade. O ordenhador em primeiro lugar deve gostar de seu trabalho, mantendo-se calmo com os animais, sem gritos, etc. Deve ter hábitos higiênicos, como: roupas limpas, mãos limpas e unhas curtas, não fumar durante a ordenha, não estar doente, etc.

  • 2 ORDENHA Ordenhar significa, uma técnica adequada de retirar o leite do úbere do animal, é no momento da ordenha que ocorrem as maiores contaminações com o leite, o leite é uma substância que se contamina com muita facilidade. Se após a ordenha o leite não for guardado com os devidos cuidados, sofrerá alterações (principalmente azedar).

Vamos anotar para não esquecer os dez passos da ordenha manual:

.__________________________________________________________________________ 1

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 2

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 3

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 4

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 5

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 6

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

14

.__________________________________________________________________________ 7

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 8

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

.__________________________________________________________________________ 9

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

._________________________________________________________________________ 10

__________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

_________________________________________________________________

Para quem seca os tetos com panos, estes devem ser mergulhados em água com Qboa, após cada vaca a ser secada seus tetos. Utilizar:

1 ml de Qboa, para cada litro de água.

2.1 HIGIENE DA ORDENHA Práticas higiênicas inadequadas prejudicam a qualidade do leite e predispõem à ocorrência de mastite, que acontece, na maioria das vezes, por penetração de microorganismos, através do canal da teta. As medidas higiênicas visam evitar esse acesso. A higiene, portanto é a palavra-chave no controle da mastite.

  • 2.1.1 QUANTO AO AMBIENTE

As instalações, como sala de ordenha, estábulo ou curral, ou seja, por onde circulam os animais antes, durante e após a ordenha, devem ser mantidas limpas e secas, para evitar a multiplicação de microorganismos. Na limpeza diária, devemos remover as fezes, para evitar a proliferação de moscas. O local da ordenha deve ser exclusivo para ordenha, não permitindo o acesso de outros animais, os quais deixam as vacas irritadas e escondendo o leite, urinam, defecam, etc.

  • 2.1.2 QUANTO AOS UTENSÍLIOS

Os utensílios da ordenha, tais como baldes e latões, devem ser limpos e desinfetados. A limpeza é feita logo após a ordenha, de preferência com água quente ou morna, utilizando-se detergente e desinfetante apropriado (1 ml de solução de hipoclorito de sódio, contendo 10% de cloro ativo para cada litro de água) é eficaz após cinco a dez minutos de contato. Após serem lavados e enxaguados, os utensílios devem ser mantidos destampados e de boca para baixo, colocados em grades de madeira a fim de que o ar circule rapidamente, até secarem por completo.

15

Onde se usa ordenhadeira mecânica, a limpeza adequada e a manutenção, de acordo com as recomendações do fabricante, são essenciais para prolongar a vida útil do equipamento e ajudar na prevenção de mastite.

  • 2.1.3 QUANTO AOS ANIMAIS

A saúde das vacas tem muita importância no que diz respeito à qualidade do leite, principalmente a mastite, esta doença implica muito na contaminação do leite e causa uma rápida e elevada acidez no leite. Para evitar a mastite, o produtor deve ficar atento e observar pontos de essencial importância, os quais, quando seguidos corretamente, proporcionam um controle da doença no rebanho. Os principais são:

*Antes da ordenha: as tetas devem ser limpas, retirando as sujeiras de preferência se usar água. Caso os tetos estarem com muito barro lavar com água potável corrente, removendo-se a sujeira. Usar toalha de papel descartável ou então pano limpo e imerso a uma solução após cada úbere limpado. É importante dispensar os três primeiros jatos de leite, utilizando a caneca de fundo escuro, pois, além de permitir a identificação dos casos de mastite

clínica em sua fase inicial, evita a contaminação do leite dispensando os 3 primeiros jatos que possuem mais bactérias. *Após a ordenha: as tetas devem ser imersas imediatamente em soluções próprias, de desinfecção. *Cuidados em relação à Higiene e desinfeção das mãos do ordenhador e dos utensílios que estão sendo utilizados, se for ordenha manual. * se for ordenhadeira mecânica, fazer uma higienização adequada, com produtos recomendados pelas revendas e principalmente utilizar estes produtos de forma correta, ou seja, segundo as instruções do fabricante. Não manter animais que apresentem problemas de mastites seguidos.

- TINTURA DE IODO COM LINHAÇA FUNÇÃO: prevenção da mastite.

INGREDIENTES: 100 gramas de Linhaça 2 litros de água 10% (de tintura de iodo na proporção de 1 ml de iodo para 10 ml de solução

pronta).

MODO DE PREPARAR; ferver a linhaça nos 2 litros de água por 15 minutos. Depois coar, ainda quente, e misturar o iodo de forma a obter uma solução bem homogênea e viscosa.

MODO DE USAR; após a ordenha, mergulhar cada um dos tetos nesta solução.

OBS; A solução pode ser guardada em garrafas limpas.

  • 2.1.5 QUALIDADE DO LEITE

2.1.5.1 - NOVA LEGISLAÇÃO PARA O LEITE:

A proposta de modernização do setor lácteo no Brasil, após vários debates no Congresso Nacional foi finalmente publicada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. O novo regulamento está sendo considerado pelos diversos segmentos envolvidos na cadeia produtiva do leite, como um grande avanço para o setor, colocando-o em condições de competir no futuro com países especializados na pecuária leiteira.

16

A nova legislação exige, além das analise de rotina já realizadas nas industrias, como por exemplo: acidez, densidade relativa, crioscopia, estabilidade ao alisarol. Serão acrescentados as analises qualitativas destinadas a: mensurar gordura, proteína, contagem bactériana ou Redutase, contagem de células somáticas, que serão analisadas em laboratórios Regionais de Análises de Leite. A nova legislação apresenta um período de adaptação para produtores e indústrias, entretanto em vigor os requisitos mínimos para qualidade do leite a partir de Julho de 2002 as regiões sul, sudeste e centro-oeste. A portaria determina parâmetros para produção, identidade e qualidade do leite tipo A, B e C, Cru, resfriado e pasteurizado de cabra, além da coleta e transporte do produto resfriado a granel.

Dessa forma, as industrias lácteas terão padronizado as normas mínimas para a qualidade do produto, possibilitando o pagamento do leite por qualidade. (Boletim Pós-Colheita N. º 88 2ª quinzena de Maio-00).

TRANSPORTE DO LEITE A GRANEL

O transporte a granel implica coletar o leite produzido em uma ou mais propriedades em um tanque com paredes duplas para efeito de isolamento de temperatura (isotérmico), subdividido internamente e instalado em um veículo dotado de uma bomba de sucção que transfere o leite do tanque de resfriamento (tanque de expansão) para o tanque de transporte, com dispositivo para descarga na plataforma de recepção. Este sistema exige refrigeração do leite na unidade de produção, ou onde estiver instalado um tanque comunitário. Neste caso, só para leite tipo "C" e no máximo de 2.500 litros. O local do resfriador deve ser coberto, com paredes, arejado, iluminado natural e artificialmente, pavimentado, de fácil acesso ao veículo coletor, provido de água de boa qualidade e mantido limpo e higienizado. Uma vantagem imediata que o produtor obtém, com o transporte a granel, é acompanhar na fazenda a avaliação da qualidade da matéria-prima, na certeza de que será mantida até a recepção na unidade de beneficiamento. No transporte em latões, a avaliação da qualidade do leite só ocorre na plataforma da indústria, fora do controle do produtor.

POR QUE O LEITE DEVE SER TRANSPORTADO FRIO?

A legislação brasileira proíbe o transporte de leite a granel sem o resfriamento (Portaria SIF/MG n.º 120 de 10/06/1998). O resfriamento (a 4 O C, conforme legislações) é a melhor alternativa para garantir a manutenção da qualidade do leite no intervalo entre a entrega na fazenda e a recepção na plataforma da indústria. Na Tabela 1, demonstra-se a eficiência do efeito do frio e da higiene sobre a quantidade de unidades formadoras de colônias de bactérias, logo após a ordenha e decorridas 24 e 48 horas. Portanto, a produção higiênica do leite contribuirá para obtenção de carga bacteriana baixa no leite, tornando-o menos susceptível às alterações. Estas recomendações devem ser fortemente enfatizadas quando o resfriamento for comunitário.

Tabela 1. Multiplicação de unidades formadoras de colônias em diferentes condições de manejo.

 

Temperatura de

Número de unidades formadoras de colônias por ml de leite

Higiene da ordenha

armazenamento

     
   

Ordenha

24 h após

48 h após

Vaca e utensílios limpos

4,4 o C

4.138

4.295

5.000

 

15,0 o C

4.138

1.587.333

33.011.111

Vaca e utensílios sujos

4,4 o C

4.138

281.646

538.775

17

 

15,0 o C

4.138

24.673.571

643.884.615

Fonte: KRUG et al. (1992).

Nesta tabela podemos dizer que o leite necessita de cuidados, que conclusão tiramos? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

RESFRIADORES

Antes de ser transportado, o leite deverá estar frio e armazenado em resfriador de imersão ou em tanque isotérmico fabricado em aço inoxidável ou outro material aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal. No fundo do tanque ocorre a expansão do gás para resfriamento, evitando-se o congelamento do leite nas laterais. Devem ser adquiridos de acordo com a estratégia de coleta, tomando-se o cuidado de comportar a capacidade de três ordenhas, quando o transporte for diário, ou de cinco ordenhas, para transporte a cada dois dias. É importante que a refrigeração do leite ocorra no máximo em duas horas após a ordenha.

TRANSPORTE

O motorista é a peça fundamental, devendo trabalhar uniformizado, estar apto a realizar as análises de rotina e possuir hábitos higiênicos. Suas principais funções são:

Analisar o leite pelo teste do alizarol, homogeneizar com agitador próprio, anotar a temperatura e o volume do leite, aceito ou não, em formulários apropriados e deixar o leite recusado na propriedade para providências do produtor. Coletar amostras de leite no mínimo uma vez por semana, por propriedade rural, para leite tipo "C" e a cada coleta para o leite tipo "B". Deve acondicioná-las em caixa isotérmica abaixo de 4 ºC, por meio de gelo reciclável ou de outro dispositivo apropriado. Essas amostras servirão para análises laboratoriais complementares. Lavar externamente, com água de boa qualidade, o engate da mangueira, saído do tanque de expansão ou da ponteira coletora antes de cada coleta, e internamente após o uso entre as coletas. Realizar a transferência do leite do tanque de expansão para o veículo coletor em circuito fechado. As réguas de medição, ponteiras de sucção e mangueiras utilizadas no transporte do leite do tanque de expansão ao veículo deverão ser acondicionadas, para proteção, em tubo de aço inoxidável com declive suficiente para escoamento do leite residual, devendo ser de material atóxico, de superfície interna lisa. No caso de coleta mista, leite "B" e

"C", os produtores de leite tipo "B" deverão ter mangueiras de uso exclusivo. OBSERVAÇÃO: A temperatura máxima de chegada do leite na recepção é de 10 ºC. A conexão que entrar em contato direto com o leite no latão deverá ser de aço inoxidável e transportado em recipiente também do mesmo material.

REGRAS PARA HIGIENE DOS EQUIPAMENTOS

Todo o equipamento utilizado deve ser rigorosamente limpo, com água de boa qualidade, preferencialmente morna. Para limpeza diária do tanque de resfriamento, usar escova apropriada e detergente alcalino. O enxágüe final deverá ser realizado com água em abundância. Após a higienização, o tanque deverá ser mantido aberto, até o momento de novo carregamento ou de acordo com as instruções do fabricante.

As instalações deverão ser limpas diariamente, com uso de detergente. As vassouras utilizadas na higienização do piso deverão ser exclusivas para este fim.

18

TESTES REALIZADOS PELOS LATICÍNIOS

Os critérios relacionados com qualidade e higiêne do leite são bastante diversos e

adotados em praticamente todos os países os quais tem produção de leite. Vamos entender melhor estes nomes:

Redutase ou cantagem bacteriana: - ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

(C.C.S) Contagem de células somáticas:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Proteína: _____________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Gordura: _____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Crioscopia: ___________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Acidez: ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

TESTES PARA DIAGNOSTICAR A MASTITE

(CMT) CALIFORNIA MASTITIS TEST Este teste consiste em coletar uma pequena quantidade de leite (2 ml) de cada teto ou quarto mamário. Para isso se usa uma placa apropriada com fundo branco, sendo que está dividida em quatro compartimentos arredondados onde coloca-se o leite individual de cada teto. Para o diagnóstico coloca-se 2 ml de um reagente próprio para este fim, de acordo com a coloração que ficar podemos interpretar se a vaca tem mastite ou não. Vamos observar os passos corretamente:

Colocar leite até a primeira
Colocar
leite
até
a
primeira

a solução até a segunda risca.

risca, após colocar

19

Resumindo: coloca-se 2 ml de leite em cada orifício e 2 ml de reagente.

19 Resumindo: coloca-se 2 ml de leite em cada orifício e 2 ml de reagente. Após

Após estar completa com leite + reagente, devemos colocar na horizontal e mexer a placa suavemente em circulo durante dois minutos.

Observando a foto:

Notamos grumos em um compartimento

TESTE DA CANECA COM FUNDO PRETO OU TELADO Consiste em um simples teste de retirar os três primeiros jatos de leite dentro de uma caneca com fundo escuro, antes de iniciar a ordenha. Neste caso se observarmos grumos ou pus, devemos fazer o teste do CMT para melhor identificação, se tem um ou mais quartos mamários afetados. Este teste é um aviso de que não podemos misturar o leite caso notamos modificações no mesmo. Devemos sim após diagnosticar com o CMT tratar o animal corretamente, somente depois de curado e respeitando a carência do Produto utilizado para o tratamento da mastite, podemos utilizar o leite para a comercialização e consumo.

19 Resumindo: coloca-se 2 ml de leite em cada orifício e 2 ml de reagente. Após

Podemos observar que na retirada dos jatos de leite apresentou grumos.

2.1.5 OUTROS FATORES IMPORTANTES PARA MANTER A QUALIDADE DO LEITE

20

  • A conduta do leite deve ser em coador apropriado, de aço inoxidável ou de náilon, não sendo recomendado o uso de panos.

  • Manter a estocagem do leite, na propriedade, sob refrigeração, até ser transportado para usina.

  • O leite ao esperar ser transportado, deve estar protegido do sol. O transporte deve ser no menor espaço de tempo possível após a ordenha, até as usinas de beneficiamento.

Comentários:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

III - ALIMENTAÇÃO DO GADO LEITEIRO

1 INTRODUÇÃO

Os bovinos são RUMINANTES, ou seja possuem o estômago dividido em 4 partes (rúmen, retículo, omaso e abomaso). Isto faz com que desmanchem as fibras dos alimentos mais facilmente. A vantagem disto é que sua alimentação é mais barata, quando comparamos com os outros animais conhecidos como MONOGÁSTRICOS, que não desmancham as fibras tão facilmente, como os suínos, aves e coelhos.

20  A conduta do leite deve ser em coador apropriado, de aço inoxidável ou de

21

Função dos compartimentos do estômago dos ruminantes

Rúmen: ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Retículo: _____________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Omaso: ______________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Abomaso:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

  • 1 O que você conhece sobre alimentação de vacas de leite? ____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

  • 2 ALIMENTOS

A alimentação é um dos pontos principais para se ter sucesso na exploração leiteira, mas que infelizmente é deixado de lado por muitos produtores. Muitos produtores comercializam leite no verão, porque nessa época há fartura de pastagens e aumento na produção de leite, e no inverno época em que falta pasto deixam de vender leite, pois a produção diminui.

O que é alimento:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Para que serve o alimento? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Tipos de alimentos:

22

____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Composição dos alimentos:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Composição da matéria seca:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Vamos entender melhor cada nutriente que a vaca necessita:

Proteína (Pt) ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Cite alimentos que são protéicos:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Energia (NDT):

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Cite alimentos que possuem NDT:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Minerais:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Vitaminas:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Alimentos que possuem minerais e Vitaminas:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Água:

23

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Quantidade:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

Qualidade:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

- EXEMPLOS DE CONCENTRADOS:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

- EXEMPLOS DE VOLUMOSOS:

____________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________

3- NECESSIDADE DA VACA LEITEIRA

Como vimos os alimentos (nutrientes) consumidos por uma vaca são utilizados principalmente para:

_ Manutenção do animal _ Produção de leite e carne _ Reprodução

Água: 23 ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Quantidade: ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ Qualidade: ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ - EXEMPLOS
   

MANUTENÇÃO DO ANIMAL Quando mais pesado o animal, mais nutrientes necessita para sua manutenção. E notório que um animal de 500 kg de peso vivo coma mais que outro de 300 kg de peso vivo.

PRODUÇÃO DE LEITE Quanto maior a produção de leite, maior a necessidade de nutrientes. Uma vaca para produzir 20 litros de leite por dia necessita do dobro de nutrientes do que para produzir 10 litros por dia.

24

REPRODUÇÃO Quando uma vaca é bem alimentada ela produzira mais, com isso também seu organismo lhe possibilitara que gere vida ou reproduza-se, por isso, uma vaca quando está com cria parte de seu alimento vai para a geração do feto. Infelizmente muitos esquecem disso.

PRODUÇÃO DE LEITE A PASTO

Após todos estes estudos visto acima podemos tirar alguma conclusão, a respeito de como alimentar os animais em nossa propriedade. A produção de leite a pasto tem demonstrado que é muito viável, principalmente para quem ainda não possui animais com alta genética. Pesquisas recentes demonstram que produzir leite a pasto tem sobrado uma melhor receita para o agricultor, sendo esta margem de 51,8 % de lucro. É claro, produção a pasto não é deixar os animais em um potreiro com gramas iguais a de um campo de futebol. Devemos estar certos, que alimentar os animais através de pastagens, requer um bom planejamento, como: preparo do solo e solo com boa fertilidade, escolher o pasto que dê bons resultados, manejá-lo corretamente, a fim de que possamos ter resultados satisfatórios. Para isso, vamos observar o consumo de volumoso dos animais de acordo com seu peso vivo.

3.1 CONSUMO DE VOLUMOSO

A vaca leiteira pode produzir o máximo de leite possível através dos volumosos para diminuir o custo de produção de leite.

CONSUMO MÉDIO DE CAPIM POR VACA

PESO DAS VACAS

CONSUMO DE CAPIM

  • 350 kg

  • 42 kg/dia

  • 400 kg

  • 48 kg/dia

  • 450 kg

  • 54 kg/dia

  • 500 kg

  • 60 kg/dia

  • 550 kg

  • 66 kg/dia

  • 600 kg

  • 72 kg/dia

  • 650 kg

  • 78 kg/dia

LEMBRETE: Mesmo usando no ponto certo, o consumo varia de capim outro. Ex:

Uma vaca de 450 kg pode consumir ao redor de 65 kg de aveia.

Se receber só cana-de-açúcar não conseguirá comer mais de 22 kg.

3.1.1 QUALIDADE DO VOLUMOSO Volumoso de boa qualidade é o usado no ponto certo, isto é, quando tem uma quantidade adequada de fibra, proteína e energia. A fibra é muito importante para os bovinos, pois ela é necessária para uma boa digestão dos alimentos. Os volumosos devem ser usados nem muito novos e nem muito velhos.

25

25 Será que uma vaca come tanto pasto assim? O que você acha? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Será que uma vaca come tanto pasto assim? O que você acha? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

Obs.: Faça uma experiência em sua propriedade pesando todo o alimento que ela consome durante um dia.

  • 4 PRÁTICAS E SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO DO GADO LEITEIRO

A alimentação das vacas leiteiras, é um dos fatores responsáveis pela rentabilidade de um sistema de produção de leite, sendo um dos principais componentes dos custos de produção. Em sistemas menos intensivos, onde a alimentação baseia-se principalmente a pasto como já vimos acima, a alimentação participa com 30 a 50 % dos gastos, enquanto que em sistemas mais intensivos, baseados em forragens conservadas e concentrados, correspondem a mais de 60 % dos custos. Portanto à alimentação das vacas leiteiras tem que dar atenção especial.

4.1 PASTAGENS O uso de pastagens (capim) é uma das formas mais econômicas de alimentar o rebanho.

  • 5 QUAIS ESPÉCIES DE PASTAGENS VOCÊ CONHECE? ____________________________________________________________________________

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  • 6 QUAIS ESPÉCIES DE PASTAGENS VOCÊ TEM EM SUA PROPRIEDADE? ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________

    • 7 TENTE CLASSIFICÁ-LAS EM:

GRAMÍNEAS LEGUMINOSAS
GRAMÍNEAS
LEGUMINOSAS

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PASTAGENS PERENES PASTAGENS ANUAIS
PASTAGENS PERENES
PASTAGENS ANUAIS

4.1.1 SISTEMAS DE PASTEJO É o sistema e o número de animais numa área definida. Existem várias formas de se usar os piquetes na propriedade.

Piquetes:

Não se trabalha com gado de leite a posto se não for com piquetes. Desde as bezerras até vacas secas devem estar em sistema de piquetes e de acordo com a idade e período produtivo. Num sistema de piquetes como o voisin os animais só voltam no mesmo local após 30 dias, isto permite um descanso e recuperação do pasto obtendo maior ganho de massa por área, conseguindo com isso maior número de animais em uma mesma área, o que também ajuda no controle de endo e ectoparasitas.

PASTEJO CONTINUO: é caracterizado quando numa pastagem há sempre animais para

pastejo. PASTEJO ROTACIONADO: é quando em uma pastagem tem-se período com animais e

outros momentos sem a presença de animais. PASTEJO MISTO: é o pastejo realizado por duas ou mais espécies de animais ao mesmo

tempo. PASTEJO ALTERNADO: é o pastejo realizados por duas espécies de animais, porém quando uma sai a outra entra.

  • 8 Comente sobre as formas de pastejo, suas vantagens e desvantagens:

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  • 9 Considerando que uma vaca de 300 Kg de peso vivo consome 30 Kg de pastagem por dia, quantos quilos ela comeria em 1 mês?

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LEMBRETE: Nas pastagens nativas os produtores usam queimar as pastagens

velhas e secas na saída do inverno para eliminar as macegas e o pasto seco, adiantar a rebrota e combater as pragas. Mas esta queima traz mais prejuízos que benefícios, como a queima da matéria orgânica, dos organismos benéficos ao solo e das sementes das boas plantas e facilita muita a erosão.