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Aplicações Informáticas e Sistemas de Exploração Modulo 5 – Utilização de um Sistema Operativo Cliente/Servidor ARQUITECTURA DO SISTEMA OPERATIVO Sistema Operativo – é o software principal de um computador; sem ele um computador não funciona. Cria uma interligação entre o hardware do computador e utilizador. Permite também que outro software funcione interagindo com o hardware instalado. Ex: executar funções, programar e abrir aplicações. NUCLEO DE SISTEMA OPERATIVO Núcleo de SO – Parte do sistema operativo que faz a interligação com o hardware. Um software aplicativo é desenvolvido para funcionar num só SO. Ex: um programa que funcione num Imac requer o sistema operativo Mac Os e não da para executar noutro SO mas há programas para Windows que podem ser executados em Apples ou Linux mas precisão de um programa de emulação de Windows. PROCESSOS Processo – Programa em execução; cada processo possui um espaço de endereçamento (programa executável, dados do programa e pilha) para leitura/escrita. Pilha ou Stack – memoria especial utilizada na execução de rotinas do núcleo do sistema operativo. Podem estar lá informações necessárias para a execução ou paragem de um programa. CHAMADAS AO SISTEMA Chamadas ao Sistema – são a porta de entrada para ter acesso ao núcleo do SO. Para cada serviço existe uma chamada ao sistema associado. Cada SO tem o seu próprio conjunto de chamadas com nomes, parâmetros e formas específicas de activação. O pedido é processado através dos parâmetros fornecidos pelas chamadas de sistema que depois retorna à aplicação. é semelhante ao processo de um programa modular. Funções:  Gestão de processos  Criação e eliminação de processos  Alteração das características do processo  Sincronização e comunicação entre processos  Gestão de Memoria  Alocação e libertação de memória  Gestão de Entrada e Saída  Operações de entrada e saída  Manipulação de arquivos e directórios. PROTECÇÃO E FIABILIDADE Modo de Acesso – o SO implementa mecanismo de protecção que controla o acesso concorrente (deadlock) aos diversos recursos do sistema. É implementado na maioria dos sistema multiprogramaveis. SO PARA MAINFRAMES       Desenvolvido para computadores de grande porte em grandes empresas. Processamento simultâneo de muitas tarefas, bastantes operações de entrada e saída. SO PARA SERVIDORES Podem ser máquinas com grandes capacidades, workstations ou mainframes. Servem múltiplos utilizadores através de rede e permitem a partilha de hardware e/ou de software. Podem fornecer serviços de impressão, de ficheiros e Web. SO PARA MULTIPROCESSADORES  Vários CPU num único sistema, depende da forma como estão ligados e do que é partilhado.  Podem ser paralelos, multiprocessadores ou multicomputadores.  SO especiais, variantes de SO para servidores com características especiais de conectividade e comunicação. – SO distribuído. SO PARA PC’S  Servir de interface com um único utilizador.  Tarefas comuns – processador de texto, acesso é internet, etc. SO DE TEMPO REAL (RTOS) É uma aplicação multitarefa na qual várias tarefas críticas devem ser processadas em simultâneo. O sistema deve assegurar que as tarefas críticas sejam tratadas em tempo útil. SO EMBEBIDOS  Telemóveis, PDA’s, telecomandos. – Palm OS e Windows CE  Executam um número reduzido de tarefas. SO PARA SMART CARD  Pequenos CPU.  Muitas restrições de processamento e pouca memória.  Executam apenas uma tarefa (pagamento electrónico) mas existem alguns que permitem a execução de outros tipos de tarefas, tais como o acesso a áreas reservadas. FUNÇÕES DE UM SISTEMA OPERATIVO A. GESTÃO DE PROGRAMAS – é o método como o SO gere a execução dos programas a. Monotarefa – executa uma tarefa de cada vez b. Multitarefa – executa 2 ou mais programas em simultâneo. O microprocessador não executa os vários programas de uma só vez mas reserva uma fracção de tempo para cada um deles. Multitarefa cooperativa - executa 2 ou mais programas em simultâneo. Mas o 1º programa toma controlo sobre o microprocessador e fica assim até se fechar o programa onde depois o microprocessador é libertado. Se um dos programas parar congela o computador. Ex: Windows 3.11 e versões anteriores do Mac Os 8. Multitarefa preemptiva – é melhor que o anterior pois consegue que o SO recupere o controlo se um programa parar. Ex: Linux, Windows Vista, XP,7. Multitarefa multithreading – Executa várias tarefas de um único programa. Para facilitar os programadores dividem em tarefas distintas (threadrs). Ex: um thread trata da impressão e outro trata da recuperação de ficheiros. B. CONTROLO DOS RECURSOS DE HARDWARE: a. Gestão do microprocessador – O SO vai atribuir uma fracção detempo a cada tarefa. Pseudoparalelismo – partilha de tempo do microprocessador. O tempode execução das 2 tarefas é o somatório das 2 a trabalharemisoladamente. Quando existem + de um microprocessador é possívelatribuir-se a cada um, uma tarefa diferente, assim o trabalho édistribuído. b. Gestão da memória – Um SO atribui a cada programa que se encontraem execução uma fatia de memória. Memória virtual – extensão da RAM, permite que se trabalhe com +memória do que da placa mãe mas as SWAP (operações depaginação) prejudicam o desempenho do computador. c. Gestão de periféricos de entrada e de saída – cada periférico gerainterrupções, que são sinais enviados para o microprocessador. Cadadispositivo precisa de uma Driver (controlador) – são programas quecontem informações específicas e que são responsáveis pelacomunicação e interligação com o SO. d. Gestão de ficheiros – é um conjunto de ficheiros, directórios eestruturas de dados auxiliares geridos por um módulo do SO (sistemade gestão de ficheiros), responsável pela organização e acesso aosficheiros. Permitem a gestão de armazenamento e recuperação dedados persistentes num ou mais dispositivos de memória secundária. Ficheiros – conjunto de dados persistentes, eidentificados com um nome. É composto por: relacionados Nome – identificador. Descritor – Estrutura de dados com informações sobre oficheiro: data de criação, dimensão, etc. Informação – dados guardados em memória secundária. C. INTERFACE DO COMPUTADOR COM O UTILIZADOR: a. Interface de linha de comandos – exige que o utilizador saiba oscomandos e as respectivas regras de sintaxe da linha de comandos. b. Interface baseada em menus – mostra todas as opções existentesnum determinado ponto e podem ser seleccionados com o auxílio dasteclas e de seguida com o Enter. c. Interface gráfica GUI- graphical user interface. Os recursos sãorepresentados por ícones. Pode-se iniciar varias acções com um cliquesobre o ícone, os programas são executados em janelasdimensionáveis. Hardware evoluído, mais caro, maior processamentodo que um interface pela linha de comandos. D. SEGURANÇA DOS SISTEMAS OPERATIVOS - medidas para combater as falhas desegurança. Requisitos: Secretismo – a tenhaautorização. informação só deve estar acessível a quem Integridade – os dados e o estado do sistema não podem ser alteradospor acidente ou por comportamento incorrecto. Disponibilidade – os recursos só devem ser utilizados por aqueles aquem se destinam.Devem ser adicionadas medidas técnicas de segurança, tais como firewall, antivírus,controlos de acesso, etc. A ORGANIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO – O SISTEMA DE FICHEIROS Sistema de ficheiros mais utilizados: FAT16 – Compatível com todas as versões do Windows e MS-DOS. Adopta16bits para o endereçamento de dados e permite clusters que não podem ser maiores que 32 KB. Só é possível criar partições ate 2 GB FAT32 – evolução do FAT16, adopta 32bits para o endereçamento, cadacluster tem apenas 4 kb mesmo em partições maiores que 2 GB. So é possívelcriar partições até 2 TB. Compatível com o Windows 95 OSR/2, 98, Me, NT,2000 e XP. NTFS – não usa clusters pois os sectores do disco são endereçadosdirectamente. É um sistema de ficheiros de 32bits utilizado no Windows NT,2000 e XP. Oferece vários tipos de recursos de gestão de disco e desegurança que não existiam no FAT16 e FAT32. HPFS – é utilizado pelo OS/2. Não é suportado por outros sistemas operativosexcepto nas 1ªs versões do Windows NT. EXT2 – utiliza-se no Linux, suportapartições até 4 TB. recursos avançados de segurança e EXT3 – evolução do EXT2, melhorias nos recursos de segurança e faz umregisto de todas as operações realizadas. Suporta ficheiros com tamanho ate16 TB, usando blocos de 4 KB.