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01∕10 - Manhã

:
Iniciado atividades através de vídeo transmissão com a presença da Dra
Marilda e da Dra Luciana Fabula Damázio que falaram sobre o conceito e
aplicabilidade da matriz Swot, ferramenta de apoio à tomada de decisão,
que auxilia no planejamento estratégico, ou seja, ela organiza a discussão
sobre o cenário em cima do qual será discutido o planejamento. O objetivo
da mesma é o de focalizar a combinação das forças ou fortalezas e
fraquezas (variáveis internas à organização) com as oportunidades e
ameaças externas (variáveis externas à organização). Além disso, a matriz
levanta estratégias para manter os pontos fortes, reduzir a intensidade dos
pontos fracos, aproveitando-se de oportunidades e protegendo-se de
ameaças, revelando fortalezas não plenamente utilizadas e fraquezas que
podem ser corrigidas. Ela aponta a adoção de estratégias que busquem o
desenvolvimento, o crescimento, a manutenção ou a sobrevivência da
organização. Para colocar essa ferramenta em prática devemos seguir as
seguintes etapas:
Etapa 1) Definição do grupo de trabalho – por ser uma ferramenta de
natureza colaborativa o grupo de trabalho deve apresentar as seguintes
características: confiança, capacidade e vontade de implementar mudanças,
diversidade e ser representativo da organização. Quanto maior o grupo
menor será o viés individual.
Etapa 2) Ambiente interno – identificação de pontos fortes e pontos fracos,
nesse

momento

devemos

realizar

brainstorming,

seguida

de

um

rastreamento nas áreas da organização na busca desses pontos ou
podemos, também utilizar o método BSC (ferramenta de gestão que
monitora por meio de indicadores o quanto estou conseguindo cumprir com
os objetivos e metas através de quatro áreas sendo a primeira o
aprendizado∕crescimento, analisando os recursos humanos, a segunda a
análise dos processos organizacionais, a terceira o mercado, avaliando
demanda

versus

oferta

e,

finalmente,

a

quarta

a

análise

do

financeiro∕sustentabilidade).
Etapa 3) Identificar oportunidades e ameaças do ambiente externo – nessa
fase deve-se avaliar o ambiente geral através da observação das variáveis
externas,

cabendo

aqui

os

aspectos

demográficos

(envelhecimento

populacional, por exemplo), econômicos (sistema de financiamento),
tecnológicos,

político-legal

(regulação

da

rede),

sociocultural

(comportamento da população) e ambiental. O ambiente da tarefa também
deve ser analisado, havendo aqui as variáveis que possuem maior
proximidade com as organizações e que justamente, por isso causam mais
impactos

(fornecedores,

concorrentes,

clientes,

intermediários

e

steakholders).
Etapa

4)

Classificar

importância∕relevância

pontos
do

fortes

item

para

e

pontos
a

fracos

organização


e

quanto
quanto

a
ao

desempenho da organização no item analisado. O desvio padrão deve ser
utilizado nesse momento com a finalidade de apontar as áreas em que não
há consenso e revendo esses indicadores. Já a média tem a finalidade de
priorizar melhor.
Etapa

5)

Classificar

importância∕relevância

oportunidades
do

item

para

e
a

ameaças
organização

quanto
e

quanto

à
à

intensidade∕probabilidade.
Etapa 6) Consolidar os resultados – calculando as médias ponderadas dos
pontos fortes e fracos e das oportunidades e ameaças em seguida
comparamos os quatro quadrantes e fazemos os confrontos, que são as
etapas seguintes.
Etapa 7) Analisar forças X oportunidades – através das maiores médias
ponderadas, nesse momento levantamos ações de alavancagem do meu
serviço e, assim, atingir os objetivos.
Etapa 8) Analisar fraquezas X oportunidades – levantam ações para a
superação de limites.
Etapa 9) Analisar forças X ameaças – determinam ações de redução da
vulnerabilidade ambiental.
Etapa 10) Analisar fraquezas X ameaças – determinam ações para
prevenção de problemas.
Em seguida as equipes diversidade se reuniram para aplicar essa matriz nos
hospitais do cenário simulado da Pólis (Hospital Delphos, que ficou com os

grupos de 1 a 4, e Hospital Universitário Estagira equipes diversidade de 5 a
8).
Individualmente, eu levantei os seguintes pontos fortes do hospital Estagira:
hospital de ensino com capacidade de prestar uma assistência de alta
complexidade,

avaliações

trimestrais,

planejamento

de

suas

ações,

implantação do núcleo de regulação, ouvidoria, núcleo de vigilância
epidemiológica,

ações

de

prevenção

para

com

seus

trabalhadores

(imunização) e reduzidas taxas de infecção hospitalar.
Como pontos fracos pontuei a ausência de regulação, a resistência dos
funcionários com relação aos processos de mudança, a baixa resolutividade
da ouvidoria, a desorganização dos processos de trabalho (alta taxa de
suspensão das cirurgias eletivas), o alto número de atendimentos de
pacientes com H1N1, o alto número de atendimentos no pronto socorro
(devido a vaga zero e a porta aberta do mesmo), hemocentro com baixa
captação de doadores e alta demanda de transfusões, elevados índices de
parto cesariana.
As oportunidades levantadas foram a reestruturação da rede da atenção
básica e o bom programa de imunização.
As ameaças foram a desorganização da rede e a ausência de ações de
promoção da saúde e prevenção de doenças.
Assim meu grupo diversidade estabeleceu como forças do Hospital Estagira:
ser um hospital de ensino e pesquisa, voltado para o atendimento de alta
complexidade e a implantação do núcleo de regulação. Como fraquezas
estabelecemos a ausência de uma regulação de leitos e a resistência dos
funcionários aos processos de mudanças.
A

oportunidade

foi

centrar

as

ações

nos

procedimentos

de

alta

complexidade e no ensino e pesquisa.
Como ameaça pontuamos a desorganização da rede.
Logo após essa atividade o grupo levantou como dificuldade quanto ao uso
da ferramenta a dificuldade na priorização das variáveis externas (tanto as
oportunidades quanto as ameaças).

Em minha opinião, como não temos a cultura de planejamento de nossas
ações no ambiente de trabalho em um primeiro contato com qualquer
ferramenta de planejamento estratégico nossa primeira reação é a de
encontrar várias barreiras e dificuldades para a implantação da mesma,
porém devemos perder esse preconceito e passar a encarar as mudanças
com coragem e profissionalismo com intuito principal de modificar a
assistência e o serviço de modo positivo e resolutivo. E em relação,
especificamente, a essa ferramenta acredito que ela é interessante já que
necessita de uma equipe grande para sua implantação, característica
presente em uma equipe de saúde.

01∕10 – Tarde:
Em um primeiro momento o grupo afinidade discutiu sobre os textos
levantados sobre as metodologias ativas que exercitam a autonomia, a
crítica e a reflexão dos alunos e que possibilitam a associação do serviço,
ensino e a necessidade do sistema, tendo como consequência uma maior
aproximação do ensino com a realidade social. Seu objetivo é a
“mobilização do potencial político, social e ético dos alunos que estudam
cientificamente para agir politicamente” (MITRE; et al., 2008).
Como estratégia de ensino-aprendizagem essas metodologias podem
utilizar tanto a problematização (que expõe e discuti os conflitos inerentes e
que sustentam o problema) quanto a aprendizagem baseada em problemas
que possui como principais aspectos a aprendizagem significativa, a
indissociabilidade entre a teoria e a prática, o respeito à autonomia do
estudante, o trabalho em pequenos grupos, a educação permanente e a
avaliação formativa. Apesar de parecerem semelhantes e dos problemas
serem pontos comuns às duas propostas há diferenças entre essas duas
metodologias (COLOMBO; BERBEL, 2007).
Na problematização os problemas tem origem na realidade social, através
da observação∕utilização do arco de Maguerez, cujas etapas são a
observação da realidade (problema), os pontos-chave (causas da existência
do problema), a teorização (etapa de estudo e investigação), a hipótese de
solução e a aplicação à realidade (em que estão mais presentes os
componentes social e político). Nesse caso o ponto de partida e chegada do

processo de ensino aprendizagem encontra-se na realidade social, a cadeia
dialética é a ação-reflexão-ação e prática-teoria-prática. Essa metodologia
pode ser utilizada para o ensino de determinados temas de uma disciplina,
ou seja, pode ser uma opção do professor (COLOMBO; BERBEL, 2007) .
Na aprendizagem baseada em problemas há um direcionamento de toda
organização curricular, ou seja, é uma opção de todo o corpo docente da
instituição

de

ensino,

os

problemas

são

construídos

por

uma

banca∕comissão. Nesse caso os objetivos cognitivos são todos previamente
estabelecidos e os construídos pelos estudantes deverão coincidir com os
dos especialistas do currículo. Como passos para essa metodologia temos a
leitura

do

problema,

identificação

e

esclarecimento

de

termos

desconhecidos; a identificação dos problemas propostos pelo enunciado; a
formulação de hipóteses explicativas para os problemas identificados;
resumo

das

hipóteses;

formulação

dos

objetivos

de

aprendizado

(identificação do que o aluno irá estudar para aprofundar os conhecimentos
incompletos formulados nas hipóteses explicativas); estudo individual dos
assuntos levantados nos objetivos de aprendizado; retorno ao grupo tutorial
para rediscussão do problema frente aos novos conhecimentos adquiridos
na fase de estudo anterior (COLOMBO; BERBEL, 2007).
Em seguida foi passado o filme Os intocáveis, que guarda estreita relação
com nosso sistema de saúde ao analisarmos a importância de uma escuta
qualificada para a resolução dos mais variados problemas de saúde em
nossas

comunidades,

ou

seja,

para

sermos

resolutivos

devemos

primeiramente estar abertos para acolher os problemas de nossos usuários.
Encontro 02∕10 – Manhã:
O encontro iniciou-se com a discussão sobre o filme “Os intocáveis”, a
relação do mesmo com a realidade do nosso sistema de saúde. Ao fazermos
essa reflexão percebemos como o cuidado baseado no vínculo, e na escuta
qualificada e humanizada se sobrepõe, na questão qualidade, ao saber
científico mecânico, sem sentimento e muitas vezes automatizado. Para que
possamos colocar em prática esse tipo de assistência (que possui grande
potencial para estimular modificações de hábitos de vida) o primeiro passo
é a mudança do modelo assistencial (hoje centralizado na doença) para um
modelo mais amplo (baseado na produção social da saúde), além da

mas sim da gestão. Após as discussões o grupo chegou a seguinte hipótese com relação ao texto: “Um modelo assistencial deficiente aliado a um ensino com visão reducionista e a falta de estrutura familiar e de corresponsabilidade levam a baixa resolutividade dos problemas de saúde. ou seja. os profissionais do nível terciário não conseguem colocar em prática o conceito da integralidade devido a uma visão reducionista do processo de saúde doença (seja pela sobrecarga de trabalho ou pela insuficiência da formação das instituições de ensino em formar profissionais mais comprometidos. humanos e éticos com as questões de cada paciente). 02∕10 – Tarde: As atividades iniciaram com a discussão dos macroproblemas identificados no encontro do dia 10∕09 no grupo diversidade. assim o grupo afinidade chegou à conclusão de que os macroproblemas levantados não contemplavam os problemas da clínica. foi passada a situação problema 02 intitulada “Onofre”. também foi levantada a questão da ausência da contrarreferência. como o apoio social. Por isso. optamos por escolher como macroproblemas: . do preconceito. Além disso. assim pude chegar à conclusão que o alicerce do problema guardava estreita relação com o modelo assistencial que foca apenas na doença e não consegue lidar com problemas que vão além.” Foram esclarecidas as dúvidas com relação ao TR do portifólio. psicológico. TCC e PA. após a leitura do texto o grupo realizou um discussão sobre o mesmo. da falta de apoio∕estrutura familiar e da consequente transferência de responsabilidade do cuidado da família para a equipe de saúde.alteração do modo de formação biomédica dos mais diversos profissionais de saúde. Em seguida.

em subgrupo e por fim no grupo afinidade. 7) Atenção farmacêutica no NASF. efetivação de protocolos clínicos. aproximação da gestão com a clínica. 4) Cuidado integral. planejar e conseguir realizar metas. integralidade das ações. em dupla. gestão do trabalho.1) Falta de acesso (nos diversos pontos da atenção). 2) Valorização dos profissionais. Após esse agrupamento de ideias o grupo chegou a conclusão que para conseguirmos alcançar a situação desejada com relação ao nosso sistema de saúde: “Os processos de trabalho organizados e com a valorização do profissional resultam em facilidade de acesso dos usuários e ações de saúde com resolutividade e qualidade”. cuidado construído através de protocolos. 2) Modelo clínico assistencial insuficiente frente às necessidades de saúde da população. usuário e trabalhador). aproximação do cuidado∕atenção medico paciente. acesso menos burocrático aos bens e serviços. A atividade que encerrou o dia foi a construção da matriz de consenso que após a categorização dos problemas∕fragilidades∕fraquezas identificadas individualmente. Dessa forma foram elencadas nove categorias: 1) Qualidade. facilidade de acesso em todos os níveis. que como seres humanos que somos possamos ser autores de nosso trabalho sem coação. planejamento e monitoramento. 3) Falta de integralidade em suas diferentes dimensões (serviço. 5) Maior resolutividade. Seguida da matriz decisória em que se davam notas para o valor e interesse . 3) Processos de trabalho organizados. 9) Cuidado compartilhado. 6) Suprir as necessidades dos usuários. agilidade no acesso à saúde. 8) Redução da área adscrita por equipe para que haja mais possibilidade de planejamento das ações das ESF. em seguida cada um expôs sua ideia e as que eram semelhantes foram agrupadas. Logo após foi realizada atividade individual com levantamento de três situações desejadas para o serviço.

da matriz de prioridades que ficou dessa maneira: 1) 2) 3) 4) 5) Desvalorização profissional. e. Falta de planejamento. ao falarmos sobre problemas de saúde os usuários . por fim. Encontro de 15∕10 – Manhã: O encontro foi conduzido pela Dra Laura Camargo Macruz Feuerwerker que iniciou discorrendo sobre a diferença entre problemas e necessidades de saúde que foram levantados no cenário simulado da Pólis na aula de 24∕10. Recursos humanos deficientes e descomprometidos. segundo ela. Sobrecarga de trabalho. Distanciamento e descompromisso com a gestão.a cada problema levantado.

Não devemos definir nossos usuários pelos seus problemas de saúde. enquanto que as necessidades de saúde estão relacionadas aos modos∕produções de vida. os procedimentos muitas vezes acabam por desconsiderar a existência do outro (usuário) e nesse momento deixamos de acessar as expectativas∕necessidades dos mesmos. o que termina em produzir uma baixa adesão aos tratamentos. enquanto profissionais. Segundo a doutora a abordagem dos grupos ficou restrita às tecnologias leves e duras. esse cenário demonstra a nossa baixa capacidade de negociação. nosso poder de negociação também deve ser ampliado para que haja maior adesão aos planos de tratamento. foi levantado pela doutora se a organização programática das equipes de saúde não dificultaria a produção de uma conexão mais efetiva entre profissionais e usuários. isso porque os adoecimentos pertencem a nossa produção de saúde. na continuidade do cuidado. nosso olhar deve ser mais amplo. a baixa resolutividade dos problemas apontados não estaria relacionada a própria dificuldade de se encontrar as necessidades dos usuários. Além disso. no entanto. na dificuldade em se produzir vínculo e escuta? Na verdade. já para o segundo grupo essas expectativas giram em torno das necessidades dos usuários em reorganizarem toda sua vida em função dos diagnósticos levantados. Ou seja. para os usuários o importante é poder viver bem apesar dos problemas de saúde e para os trabalhadores a prioridade encontra-se no controle da doença. no acesso aos serviços como um todo. ou seja. como a capacitação e alocação de pessoal. para os primeiros suas expectativas relacionam-se com a necessidade de não serem incomodados no seu dia a dia por seus problemas de saúde. nós.praticamente não foram citados bem como sua relação com trabalhadores (como acolhimento. ao falarmos sobre problemas do território nos referimos aos acidentes de trânsito aos problemas sanitários. vínculo e a escuta qualificada). deveríamos abrir o olhar e a escuta para as reais necessidades da população. uma vez que damos mais importância para os indicadores epidemiológicos do que para as necessidades dos usuários. Na realidade o que ocorre é um choque entre as perspectivas dos usuários e dos trabalhadores de saúde. .

Por isso. Ministério da Saúde. dessa forma. O problema é aquilo que existe. os usuários o vê como aquilo que atrapalha seu cotidiano. preocupados apenas com os saberes estruturados. Além disso. como estamos enxergando suas reias necessidades de saúde. melhorando. todos os grupos discutiram sobre as mesmas bem como a dificuldade em levantá-las e enviaram essas necessidades. as necessidades decorrem a partir desse problema. a dificuldade não se encontra no usuário. o modo como eles se produzem no território. foi enviada o seguinte questionamento: “Como priorizar as reais necessidades de saúde dos usuários em detrimento das inúmeras exigências documentais e técnicas impostas pelo SUS. fazendo uma leitura mais adequada para reconhecimento dessas necessidades do território que são dinâmicas (com envolvimento de toda equipe). via skype para o IEP. mas na maneira em como produzimos nossa relação com os mesmos. reconhecer o outro nos permite estabelecer uma plataforma de negociação. o manejo das situações de vida dos usuários para enfrentamento. menos impositiva e unilateral. ampliando nossa capacidade de conhecer o outro. Nesse contexto temos que aprender a lidar com a maneira rasa como fomos formados enquanto profissionais de saúde. ela iniciou sua fala sobre a construção na agenda da gestão de um espaço para a problematização das relações∕necessidades dos usuários com a finalidade de se reconhecer os modos de vida da população. nossa leitura das . enquanto o enxergamos com um olhar técnico. uma vez que a vida e a sua produção não são fixas. com isso. Estado e município. em última análise.Portanto. em seguida. Ao conseguirmos problematizar nosso cotidiano através da produção de um vínculo e de uma escuta de qualidade teremos a possibilidade de construção de uma agenda oficial muito melhor. para fazermos o diagnóstico dessas necessidades do território podemos fazer uso da estimativa rápida aliada ao uso da história de vida dos usuários com intuito de conhecer suas potências.” Em seguida a Dra Laura comentou as perguntas enviadas pelas regiões. Após essa exposição as equipes diversidade se reuniram para discutir as necessidades de saúde da Pólis sobre esse novo e esclarecedor olhar. conjunto (profissional e usuário). no processo de saúde e doença. Então.

Devemos buscar um encontro com os usuários que seja cuidador. uma vez que quando não construímos (negociamos) com o outro empobrecemos a capacidade dele em se beneficiar do nosso saber técnico. não podemos “roubar” a autonomia do outro. A agenda está muito dura. Como avaliação do encontro foi proposto que escrevêssemos em uma tarjeta nosso sentimento em relação ao mesmo. o saber científico não é o que preside nossa capacidade de tomar decisões.necessidades de saúde deve ser mais ampliada. no meu caos foi angústia. nossa melhor ação é a escuta. devemos aprender a construir uma responsabilidade compartilhada. pois fiquei com a sensação que a nossa dúvida não foi respondida. com isso. mas temos a capacidade sim de ajudar a manejá-los. Enfim. inventando modos de cuidar. . Deve-se incluir na agenda o modo de ampliar nossa capacidade de escuta e de construirmos um projeto terapêutico compartilhado isso envolve a dinâmica entre os trabalhadores e dos trabalhadores com os usuários. primeiro. não fabricamos atos de cuidado produtivos. segundo. devemos deixar de tratar o usuário como objeto de nossa intervenção. muitas vezes. impor nossa racionalidade técnica para dirigir suas vidas. não temos a capacidade de resolver os problemas de saúde das pessoas. Não conseguimos construir uma relação de sujeito-sujeito. para isso. o que não favorece o encontro. mas sim sujeitoobjeto da nossa intervenção e os usuários são mais complexos do que a caricatura que fazemos dos mesmos. e. Enquanto profissionais temos que aprender que. com resultados pobres.

como a magnitude (tamanho do problema. essa é uma das ferramentas utilizadas pelo planejamento Estratégico operacionalizada por Carlos Matus no método MAPP (Método Altadir de Planejamento Popular). Para isso.Encontro de 22∕10 – Manhã: A oficina de trabalho “Utilizando a ferramenta Árvore Explicativa para descrever e explicar problemas” teve quatro momentos. intermediários (vividos no cotidiano da organização e que causam interferência na qualidade final dos produtos ou serviços prestados) e finais (vividos diretamente pelos usuários da organização). no primeiro houve a apresentação da ferramenta pela Dra Marilda. devemos entender alguns critérios de priorização. Para a implantação da ferramenta o primeiro passo é a seleção e priorização dos problemas que os atores envolvidos com o planejamento desejam transformar∕mudar∕enfrentar. já que nossa finalidade última é superar as dificuldades dos usuários e não apenas da organização”. “Em nossa complexa realidade os problemas geralmente são mais complexos (quase estruturados) e o planejamento que se orienta por problemas deve preferencialmente trabalhar com problemas finais. são multicausais e nem sempre tem propostas consensuais para sua solução. . ela é orientada por problemas que podem ser considerados obstáculos que dificultam a mudança da situação existente para a situação desejada. estruturados (mais simples. pois tem causas conhecidas e soluções geralmente consensuais) e quase estruturados (mais complexos. Os problemas podem ser classificados segundo sua complexidade. E também podem ser classificados quanto a posição que ocupam na organização. por exemplo.

a urgência (prazo para enfrentar o problema). Além disso. procurando compreender suas relações causais. possibilitando a comparação de seus  valores entre dois períodos. pois isto  indicaria que ao menos um deles é causa do problema. que é complexa. além do custo. Cada descritor deve ser uma parte independente dos outros.número de pessoas acometidas por um agravo). ou seja é o valor social dado ao problema). essa descrição expressa os “sintomas”. se é muito importante ou se existem conhecimentos e recursos disponíveis para que a equipe possa enfrentá-lo. Cada  um delas deve agregar uma informação relevante. além de seu monitoramento possibilitar a avaliação das tendências de melhora ou piora da situação e principalmente por servir de referência para a avaliação do impacto do plano de intervenção sobre as causas. A árvore explicativa de problemas nada mais é do que um diagrama de causa-efeito. Nela são estabelecidas as ligações mais importantes. relevância. entre outros. Após essa etapa devemos descrever o problema priorizado. a factibilidade (disponibilidade de recursos materiais. já que um bom plano muda os descritores. físicos. humanos. É o que a . Cada descritor deve ser necessário para a explicação e o conjunto dos descritores deve ser suficiente para que o nome do problema não traga ambiguidades. porque possibilita uma análise do problema priorizado. A importância dessa descrição encontra-se no fato dos descritores constituírem uma referência para avaliar a evolução do problema. ele deve ser o fato ou afirmação necessária e suficiente para descrever o problema. cultural e técnica que é dada ao problema. como se ele é muito frequente. algumas perguntas podem auxiliar na priorização do problema. um bom descritor é aquele que qualifica e∕ou quantifica a dimensão da gravidade do problema. a transcendência (importância política. Não deve Havre relações causais entre os descritores. visando analisar a realidade. financeiros e políticos). de uma forma mais simplificada a fim de tornar possível uma ação. Assim temos como requisitos para problemas bem descritos:  São precisos e monitoráveis.

Em um segundo momento cada equipe diversidade se reuniu para selecionar um dos problemas selecionados durante a aula do dia 10∕09. A árvore deve ser construída a partir das respostas à seguinte pergunta: qual o motivo que origina o fato descrito em D1? O passo seguinte é encontrar a causa da causa e assim sucessivamente até que o grupo de trabalho se sinta satisfeito com a explicação. de fácil aplicabilidade (fortaleza). Para mim essa é uma ferramenta muito mais fácil de ser trabalhada que a matriz Swot. realizar o desenho claro.literatura denomina de “redução da complexidade”. portanto. Para a construção da árvore explicativa devemos inserir nome do problema e o ator que o declara. dessa forma a Árvore Explicativa da equipe diversidade 05 ficou dessa maneira: Como avaliação da oficina foi solicitado pelos facilitadores que cada especializando escrevesse em tarjetas uma fraqueza. Identifica causas. as relações entre si e as conecta com os descritores. sintético e preciso a partir da identificação das causas do problema e da forma como estão relacionadas entre si. no terceiro momento as equipes tiveram que descrever o problema e no quarto e último momento elas tiveram que explicar o problema. uma fortaleza e um sentimento relacionados à ferramenta. . creio ser ela. Assim fica um sentimento de esperança para aplicação no PA da nova ferramenta aprendida. no entanto achei um pouco extensa (fraqueza).

. Já em relação à ferramenta∕dispositivo da gestão da clínica mais potente na emergência e unidades de internação para garantia da integralidade da atenção deste paciente a alta responsável com articulação e integração do hospital com a Rede foi a assertiva mais relevante. isso quando nos referimos ao tempo de hospitalização deste usuário no HU. E. após esse tempo fizemos uma votação individual. Em um primeiro momento tivemos vinte minutos para leitura individual do contexto “O atendimento do Sr José na UPA Felicidade e PA do HU”. A articulação da equipe do HU com os demais pontos de atenção da Rede de Atenção às Urgências tem potencial para reduzir o tempo de internação é o pressuposto que melhor fundamenta a decisão clínica a ser tomada pela equipe cuidadora do paciente. para mim ao avaliar o acesso do Sr José da Silva à assistência tanto na UPA quanto PA do HU a assertiva mais relevante foi que a rede de Urgência perdeu a janela de oportunidade de fazer em tempo adequado o trombolítico para o paciente.Encontro de 29∕10 – Manhã: A TBL 2 “Como organizar a Atenção às Urgências utilizando as tecnologias de gestão da clínica” foi conduzida pela Dra Alzira de Oliveira Jorge.

apenas na questão sobre a ferramenta∕dispositivo da gestão da clínica mais potente na emergência e unidades de internação para garantia da integralidade da atenção deste paciente que optou pela gestão dos leitos com score e critérios de priorização dos pacientes para transferência interna. na qualificação do cuidado ao Sr. Assim. com relação a minha votação individual. entre outras. além de que uma maior qualificação do mesmo poderia. para minha equipe diversidade. além de se ter a oportunidade de utilizar o leito para um caso que realmente necessite do mesmo. portanto. Em seguida. uma vez que foi o que realmente não foi utilizado no caso. não utilizado.finalmente. a questão enviada por Skype para o IEP foi se essa relação de consequência é pertinente. bem como as perguntas enviadas pelas regiões. ao . Houve discordância. em relação a minha resposta. No terceiro momento as equipes diversidade votaram e discutiram quais alternativas seriam mais pertinentes para todo grupo. assim diferenciou-se das respostas do meu grupo diversidade apenas a questão dois. e último momento. ou seja. a alta com articulação e integração do hospital com a Rede é uma consequência de uma gestão dos leitos com score e critérios de priorização dos pacientes para transferência interna. justamente pela demora com relação ao tempo que a ambulância levou para fazer o transporte do mesmo da UPA para o HU. a Dra Alzira comentou os resultados da primeira e segunda votação. O atendimento prestado pelo SAMU não foi imediato. ficou diferente. pneumonia nosocomial. um arranjo dos serviços em rede integrado e garantindo a continuidade do cuidado é o dispositivo mais potente. apesar do protocolo de classificação feito na UPA ter sido realizado de forma correta. José da Silva. No quarto. Ao analisar os resultados da primeira questão a Dra Alzira afirmou que o paciente não foi bem atendido. também com relação ao dispositivo mais potente na qualificação do cuidado que para o grupo foi uma regulação de urgências mais efetiva e ágil. que para o grupo a alternativa “D” é consequência da alternativa “C”. tivemos quarenta minutos para a discussão em grupo e uma votação por equipe. isso porque menores tempos de internação reduzem o risco de complicações como infecções hospitalares.

o hospital até a atenção domiciliar (importante ferramenta para reabilitação e altas hospitalares em tempos oportunos). com atenção às cardiovasculares (IAM e AVC isquêmico e hemorrágico. Após discussão com relação a essa questão a Dra falou sobre o conceito da Rede de Atenção às Urgência e seu objetivo (integrar todos os equipamentos de saúde. Tanto o SAMU quanto a UPA devem estar integrados a essa rede. As principais patologias que levam a estruturação de uma rede de urgência são as crônicodegenerativas. a qualificação profissional. a alternativa que aponta que a Rede de Urgência perdeu a janela de oportunidade de fazer em tempo adequado o trombolítico para o paciente é a mais relevante quando nos referimos à assistência e resolutividade. A possibilidade de uma reclassificação. a UPA. Portanto. da realização das ações efetivas de promoção da saúde e prevenção de doenças. ter levado o paciente direto para o HU o que otimizaria o tempo máximo da janela terapêutica de quatro horas para o uso do trombolítico após descarte. uma vez que o tempo da janela terapêutica já havia se esgotado. assim. pico hipertensivo simples) através da adequação física das UBS. duas principais causas de óbito no Brasil) e os traumas (decorrentes dos acidentes de trânsito e violências) que necessitam de uma rede resolutiva para que a assistência possa ser prestada de forma ágil. e especificamente as UPAs têm um papel fundamental se articulada com a rede no sentido de desafogar os hospitais. de AVE hemorrágico. Essa rede é composta por vários componentes. . nesse caso de transferência no HU em nada mudaria o prognóstico final do paciente. pela TC. desafogar o atendimento dos hospitais. o SAMU. a informação e a regulação.suspeitar de um AVE. ampliando e qualificando o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência nos serviços de saúde de forma ágil e oportuna). apesar de necessária. Em toda essa rede é fundamental o acolhimento com a classificação de risco. A UPA deve ser repensada e ter um atendimento mais qualificado voltado não apenas para as pequenas urgências mas para as médias para que possa. desde a UBS até a unidade de saúde com sala de estabilização (no interior onde não há um hospital para um primeiro atendimento). A atenção básica é a base∕suporte de toda a rede assistencial com atendimento às pequenas urgências (cólica renal simples.

concentração de leitos públicos nas regiões norte e nordeste. encaminhando de forma responsável os pacientes para os demais níveis assistenciais. . onde a AB seja forte e efetivamente coordenadora do cuidado. por exemplo) e considerando uma gestão comprometida com o alcance dos resultados e combate à corrupção. começando pela modificação do modelo de atenção (que deve passar a ser usuário-centrado. 50% com até dez mil habitantes. considerando a regulação como facilitadora do acesso e garantidora de equidade (priorizar aqueles que mais precisam de determinada consulta especializada. financiamento insuficiente. incremento dos custos de produção. modelo integral e que garanta a continuidade do cuidado e que garanta o acesso e a qualidade dos serviços). Para que tudo isso ocorra a grande estratégia é o desenvolvimento das Redes de Atenção à Saúde. começando pelo grande número de municípios (mais de cinco mil) de pequeno e médio porte com infraestrutura física e política insuficientes. existência de acolhimento com classificação de risco inadequada. uso ineficiente dos recursos. mas ao mesmo tendo retorno e conseguindo acompanhar esses na rede. com a concentração dos serviços de alta complexidade e especialidades nas regiões sudeste e sul. ausência de estratégia para colocar a AB como ordenadora∕coordenadora do cuidado. com a oferta desigual e concentrada de equipamentos. e com a diversidade dos prestadores e unidades de saúde. há uma possibilidade de mudança dessa realidade. que considerem e articulem os diversos equipamentos (pontos de atenção) disponíveis e garantam a qualidade da assistência prestada. serviços de baixa qualidade técnica.Foram também pontuadas as desigualdades e diversidades no SUS. dificuldade de acesso. ausência de centrais de leito. modelo de atenção onde a AB não é priorizada. 50% da população residente em apenas 239 municípios acima de cem mil habitantes. com a diversidade da lógica de organização dos sistemas e serviços. UBS em espaços inadequados. falta de recursos humanos qualificados. envelhecimento populacional. Ao pensarmos em uma estruturação dessa rede devemos considerar todo um cenário composto por pronto socorros e UBS lotados. baixa satisfação dos usuários. a partir das necessidades de saúde da nossa população. pelo incremento no financiamento tripartite (que ainda é insuficiente). serviços fragmentados. tripla carga de doenças. Porém.

comunidade. que aponta as ferramentas∕dispositivos da gestão da clínica mais potente na emergência e unidades de internação para garantia da integralidade da atenção do paciente. No entanto. Prontuário único e eletrônico. a horizontalidade do cuidado também é uma ferramenta fundamental para a garantia dessa integralidade. Já as reuniões clínicas e corridas de leito multiprofissionais garantem o trabalho em equipe. por exemplo.Em relação aos resultados da segunda questão. no caso do seu José o tempo de internação foi extremamente longo justamente pela falta de gestão de leitos e pela ausência da articulação e integração do hospital com a Rede. UTI. como os casos     de violência doméstica). Horizontalidade do cuidado. temos que ter um profissional (nas emergência. Outras ferramentas da gestão da clínica apontadas pela Dra foram:   Acolhimento e classificação de risco. Protocolos clínico∕assistenciais e administrativos. A gestão de leitos com score e critérios de priorização dos pacientes para transferência interna complementa a alta responsável com articulação e integração do hospital com a Rede. nas UTIs. nas unidades de internação) que avalie a evolução do paciente. porém.  urgência. clínica médica. que verifique se ele precisa de uma consulta especializada. Trabalho interdisciplinar efetivo. . isso qualifica a atenção e garante uma alta mais responsável em tempo oportuno. Gestão dos casos mais complexos com Projetos Terapêuticos Singulares (com envolvimento de vários profissionais de saúde. segundo a mesma. Modelo linhas de cuidado (missão do hospital com definição de linhas de cuidado prioritárias como maternidade. Reuniões clínicas e corridas de leito multiprofissionais. ou mesmo de uma transferência para um outro nível assistencial. a alta responsável com articulação e integração do hospital com a Rede é a mais relevante no sentido de ser a mais ampla. o atendimento apenas durante os plantões não garante o acompanhamento do paciente de forma adequada. entre outros). Gestão colegiada (o envolvimento dos trabalhadores na discussão de   seus processos de trabalho garante melhores resultados). apoio de outros setores além da saúde. todas as alternativas foram consideradas corretas pela Dra.

a desospitalização precoce não implicaria em risco para a saúde do paciente. Assim a alternativa correta para a pergunta é a que faz referência à articulação da equipe do HU com os demais pontos da atenção da Rede de Atenção às Urgências como potencial para reduzir esse tempo de hospitalização. Altas responsáveis. Na questão de número três que faz referência ao tempo de hospitalização do usuário no HU. fez a avaliação. uma vez que uma boa gestão de leitos está relacionada com um arranjo mais efetivo dos serviços de rede. não utilizado. José da Silva a regulação de urgências mais efetiva e ágil é sim um dispositivo. E. recurso na disponível no serviço). o diagnóstico do AVC. . uma vez que a UPA fez tudo que era de sua capacidade∕responsabilidade técnica (classificou pelo Manchester. 2) Utilização de equipes de atenção domiciliar. em relação a quarta e última questão que se refere a dispositivo mais potente. Já a alternativa que se refere a maior resolutividade da UPA para enfrentamento de agravos semelhantes aos do paciente. na qualificação do cuidado ao Sr. sendo que essa última assertiva é a mais relevante. finalmente. assim como uma gestão de leitos ágil e efetiva garantindo retaguarda aos atendimentos de urgência e emergência e um arranjo dos serviços em rede integrando e garantindo a continuidade do cuidado. Sendo apontadas as seguintes dificuldades para a implantação das redes:  Atuação muito fragmentada dos serviços e pouca prática de atuação em Rede. para realizar a reabilitação domiciliar. Para isso a equipe poderia ter três possibilidades: 1) Utilização do serviço de hospital de menor porte com leitos de cuidados prolongados (caso a reabilitação tivesse a necessidade de se fazer em regime hospitalar). A aula foi encerrada com a pergunta da Dra sobre o motivo de não conseguirmos montar essa rede de atenção às urgências. por contemplar as quatro. uma vez que ele não necessitaria de fazer todo seu processo de reabilitação dentro do HU. só não fazendo mais porque o paciente necessitava de um TC de crânio. 3) Recrutamento dos profissionais dos centros de saúde que contemplam equipes do NASF. não está correta.

 Fragilidade da prática de planejamento (fazemos pouco diagnóstico  de saúde). enquanto trabalhadores da AB (coordenadora e ordenadora da rede) devemos continuar nosso trabalho buscando o alcance . durante a sua construção. Legitimidade social. Capacidade de governança (abertura ao diálogo e pactuação todos os   níveis assistenciais. Relação com prestadores sem compromissos e metas claramente  estabelecidas (contratualização incipiente). Pactos regionais que visam muito mais a captação do recurso e pouca  intervenção nas práticas assistenciais. por parte de nossos gestores/governantes. Para que a implantação das RAS se torne realidade e ocorra a articulação dos serviços em rede é preciso que haja:   Disposição política para implantação dessas redes. Modelo assistencial médico-hegemônico. Apesar disso. A atenção básica não atua como coordenadora e ordenadora do  cuidado (garantindo a integralidade e continuidade do cuidado). e centrado  procedimentos. Muita disputa entre gestores com dificuldades e demoras para a  pactuação (Governança). profissionais e usuários). Diferenças loco regionais e diferentes momentos de implementação do  SUS refletindo em distintas em capacidades de implantação∕ampliação∕consolidação das RAS nos territórios. ou seja. Processo de regulação ainda incipiente (presença de fluxos que impõe  mais dificuldade ao acesso). do governo. sem compromisso com as reais preferências e necessidades de saúde de sua população. como esta existem muitas outras. Dificuldades para mudar práticas e processos de trabalho – altamente  dependente do trabalho vivo – Gestão de pessoas. Ferramentas e dispositivos organizacionais facilitadores (técnica). Fazendo uma reflexão sobre essa aula lembrei-me do artigo postado pelo Ézio sobre “Estudo da Regionalização e Organização da Assistência em Saúde de Média e Alta Complexidade na Macrorregião Sudeste/MG” que trata justamente da conformação da rede de atenção dessa região. Financiamento ainda insuficiente para a dimensão das necessidades do sistema e inadequado (pagamento por tabela e procedimentos). com muita politicagem.

conveniado. e eficiência econômica” (SOUZA. Assim a mesma foi dividida em quatro momentos: 1) Caracterização do contexto da Atenção às Urgências na Polis: assim pudemos identificar os seguintes serviços prestadores de cuidado de urgência. Como fortalezas identificamos a presença de todos esses serviços. privado e filantrópico com 82000 atendimentos de PS. eficácia clínica e sanitária. responsável e humanizada. Há também a migração de pacientes não regulados para a Polis devido a deficiência assistencial dos municípios do entorno. com 57000 atendimentos de Pronto socorro. 7 UPAs. tempo de permanência elevada decorrente da retenção de leitos. CASTRO. Ao analisarmos o papel de cada serviço que compõe o sistema de saúde da Polis. 2007). de qualidade. 60 leitos de UTI e 120 de cuidados semi-intensivos). 4 hospitais (Abdera com 48 leitos de UTI e 30 de cuidados semi-intensivos. que pressupõe “a promoção da integração sistêmica. 1 SAMU. Encontro de 05∕11 – Manhã: O encontro foi baseado na oficina de trabalho 5 – “Organizando o trabalho para enfrentar os agravos agudos na Polis”. 1 serviço de transporte de pacientes da rede de urgências do Estado.do objetivo de se trabalhar em rede. desnecessariamente. Estagira com 180000 atendimentos de PS e referência para atendimento da macrorregião e Delfos. bem como o incremento do desempenho do sistema em termos de acesso. No hospital Abdera temos a falta de resolutividade do OS. Devido à insuficiência de leitos de UTI e serviços de alta densidade tecnológica os pacientes aguardam a regulação por dias nas unidades de pronto atendimento. 1 grupamento de salvamento e resgate com duas ambulâncias do tipo C e uma central de regulação de leitos. integral. Éfeso. equidade. pelos serviços das UPAS e dos PS. no cuidado às urgências percebemos que devido a inexistência de um acolhimento com classificação de risco para atendimento da livre demanda nas UBS os usuários acabam por procurar. FERREIRA. sob a supervisão dos facilitadores. já como fragilidades∕fraquezas identificamos a porta aberta dos serviços . de ações e serviços de saúde com provisão de atenção contínua.

3) Criação de equipes de apoio nas UBS.1) Aumento da área de cobertura das equipes de saúde da família. C. falta de uma regulação de leitos efetiva. Ações: A. C.2) Capacitação profissional. B. B. B) Estruturação da Atenção Básica.2) Capacitação dos profissionais para uso efetivo do protocolo.1) Elaboração de protocolo de atendimento. 4) Construção do produto da Região: que ficou desenhado da seguinte maneira: Objetivos: A) Organização da rede de urgência∕emergência. 2) Construção de uma proposta de reorganização e qualificação da Rede de Atenção às Urgências da Polis: 3) Diálogo entre os produtos das equipes. A. C) Otimizar uso dos serviços de urgência∕emergência. com intuito de atendimento à livre demanda.de urgência (hospitais e unidades de pronto atendimento). serviço de atendimento domiciliar ineficiente e ineficaz. alta taxa de tempo de permanência nos mais diversos leitos hospitalares. A. B.2) Fechamento das portas dos hospitais para atendimento de pacientes não regulados pela rede assisntencial. atenção básica que não exerce seu papel de coordenação∕ordenação da rede de assistencial. .1) Ampliação do número de UPAs.3) Estabelecimento de política de referência∕contrarreferência com municípios do entorno.

C. segundo Campos e colaboradores (2001).3) Aumento do número de leitos de UTIs. uma vez que muito mais necessárias são as ações de promoção de prevenção. Durante essa oficina não concordei apenas com a necessidade do aumento do número de leitos de UTIs. enquanto indutor desse processo formativo. desempenhadas por uma atenção básica resolutiva. Ainda de acordo com esses autores o objetivo a ser alcançado pelo SUS. aos das equipes de saúde da família. Dessa forma pontuei sobre a ineficiência do SUS em “ordenar” o processo de formação profissional na área de saúde isso ocorre. Indicadores: A) Redução do tempo de permanência nos leitos de urgência∕emergência. B) Redução do número de atendimentos de baixo risco nas UPAs e hospitais. Encontro de 05∕11 – Tarde: Foi fechada a discussão sobre textos encontrados relativos às hipóteses montadas no último encontro do grupo afinidade. Além disso. Também acrescentaria às ações de otimização dos serviços de urgência a capacitação de equipes de atendimento domiciliar multidisciplinar mais envolvidas com os profissionais da atenção terciária no momento da alta com a finalidade de reduzir o tempo de internação. porque há uma desarticulação entre as definições políticas dos Ministérios da Saúde e Educação o que termina por contribuir para o distanciamento entre a formação dos profissionais e as necessidades do SUS. especificamente. que assim passariam a ter mais oportunidades e tempo de desenvolver suas mais diversas funções para promoção da saúde e prevenção de doenças. é o de deslocar o eixo da . Para finalizar a atividade foi feita avaliação do desempenho na construção de produtos. C) Redução da média de permanência nos leitos de urgência e emergência. achei muito pertinente a criação de equipes de apoio para dar suporte aos profissionais da atenção básica.

trabalho em equipe. percebe-se a necessidade de construção de um novo modelo pedagógico que transforma o conhecimento num produto construído por meio de uma integração com o objeto de trabalho. Outro problema encontrado por esses autores é a inserção dos discentes em serviços baseados no modelo tecnoassistencial centrado no procedimento e não nos usuários. a Universidade deixa de lado sua missão de atuar na produção de serviços. mas também. consciência da qualidade e implicações éticas e maior humanização da atenção primária.formação centrada na assistência individual prestada em unidades hospitalares para um processo de formação mais contextualizado. interação com os usuários do serviço. instrumentalizando os profissionais para enfrentar os problemas do processo de saúde-doença da população. econômicas e culturais da população. que leve em conta as dimensões sociais. Assim. Por isso. distancia-se da prática. Com relação à organização dos processos de trabalho e a valorização profissional influenciarem tanto no acesso quanto na qualidade das ações de saúde como um todo Cotta e colaboradores (2006) afirmam que estratégias de valorização para qualificação profissional das ESF devem possibilitar a promoção da autonomia intelectual. mais comprometidas com as mudanças sociais que o conhecimento pode e deve trazer. Isso através do estímulo à atuação interdisciplinar. ou seja. criatividade. esses mesmos autores discorrem sobre a importância de um contrato ou plano de cargos e carreira que tragam mais . capacidade de planejamento. multiprofissional. mais uma vez. percebemos a necessidade de transformação não apenas nas cadeiras das universidades. nesse momento a teoria. gerenciamento de seu tempo e espaço de ação. Nesse sentido Albuquerque e colaboradores (2008) no estudo sobre “A Integração do Ensino-serviço no Contexto dos Processos de Mudança na Formação Superior dos Profissionais da Saúde” apontam que um dos entraves para a interação do ensino-serviço é justamente o uso da metodologia baseada na transmissão de conhecimentos. domínio técnico-científico. uma vez que o modelo de ensino tradicional não responde às necessidades de saúde da população. em nossa prática profissional que deve estar alicerçada em um modelo assistencial que considere como objetivo central as necessidades de saúde dos usuários. que respeite os princípios do controle social e do SUS e que atue sobre responsabilidade integral sobre a população. o que traz novamente a discussão sobre as metodologias ativas. Além disso.

pudemos ver experiências exitosas. já que contratos temporários resultam na inexistência de uma responsabilidade coletiva pelos resultados do trabalho. . Após essa discussão assistimos o filme Sicko – S. Saúde. Em contrapartida. Encontro de 06∕11: As atividades iniciaram com a discussão sobre as impressões sobre o filme assistido no dia anterior. na não construção de vínculos com a comunidade. acarretando na descontinuidade entre as ações específicas de cada profissional e ocasionando. França.S. com um modelo assistencial biomédico∕ hospitalocêntrico (para eles a saúde é realmente a ausência de doenças). Cuba e Inglaterra (onde um médico ganha um bônus em seu salário de acordo com número de pacientes que ele consegue fazer parar de fumar.estabilidade para o profissional. não há uma medicina preventiva que estimule práticas de promoção da saúde (podemos perceber isso a vermos estatísticas que declaram serem os Estados Unidos o país com maior incidência de obesidade). manter seus níveis pressóricos. lipídicos. em outros países como Canadá.O. pude perceber algumas características do sistema de saúde americano. Assim. excludente. no campo da saúde pública. entre outros. em última análise. em níveis adequados). Ou seja. “comandado” pelos planos de saúde e pela indústria farmacêutica.

paciência e muita dedicação para aparar algumas muitas arestas. do estímulo à promoção da saúde e prevenção de doenças. Altair Massaro. vontade política no combate à corrupção.nós brasileiros estamos no caminho certo. com atenção para os casos de desassistência. Em seguida. pelo Dr.” Por último ficou estabelecido que o tema a ser trabalhado em nosso PA será a desvalorização profissional (de acordo com a Matriz de Consenso feita no último encontro do GAF 4) e que o grupo se comprometeria a estudar a Matriz Swott para iniciar a construção do PA. do PBL feito pelas equipes diversidade a respeito do plano de ação para organização da rede de urgências da Polis. Após discussões o grupo levantou a seguinte hipótese: “A necessidade de melhorar a regulação e de redefinir os papéis como uma das vertentes para reestruturar a rede de atenção e diminuir a angústia profissional. assim deve-se considerar: A) Definição de papéis e fluxos assistenciais. . lemos a Situação Problema 3 “Liga lá” em que fica muito clara a importância da regulação eficiente em uma rede assistencial. acredito que o que nos falta é maturidade. Encontro 19∕11 – Manhã: O encontro foi sobre a discussão. para que os incentivos não se “percam” durante sua trajetória e um pouco mais de educação para que nossa população perceba que essas mudanças são também de sua responsabilidade. caminho do modelo assistencial da produção social da saúde. Segundo o mesmo ao falarmos sobre a estratégia de organização das redes de urgência temos que considerar três eixos: 1) Articulação em rede: através da formatação do eixo da rede. da construção das redes assistenciais para suprir nossas necessidades de saúde.

para isso faz-se necessário a qualificação da atenção e do processo de trabalho melhorando a resolutividade e a qualidade assistencial. por exemplo) para definição de aspectos prioritários. C) Atenção básica como porta de entrada. de avaliação dos indicadores (acesso. lembrando que a classificação de risco é uma ferramenta para a B) C) D) E) realização do acolhimento. E) Implementar sistemas de regulação (municipal e intermunicipal). com a finalidade de pactuação.B) Espaços de negociações técnico∕políticas (câmaras técnicas e comitês de urgência e emergência). potencializando não apenas para o local onde o paciente vai. D) Ampliação do acesso e acolhimento a todos os pontos da atenção. Implementação das linhas de cuidado. para isso há a necessidade de qualificação e condição técnica. Implementar ferramentas de gestão da clínica. . Implementar ferramentas de gestão da clínica nos espaços de internação. Capacitação dos profissionais. de construção de rede. esses indicadores devem ser seletivos e de alto impacto (para avaliar a qualidade da rede assistencial). principalmente no que se refere ao atendimento às pequenas urgências. 3) A) B) C) Estratégias de qualificação da assistência hospitalar: Gestão de leitos internos. 2) Estratégias de qualificação da porta de entrada: A) ACCR – protocolos únicos de acesso. incentivando a desospitalização. F) Rede de cuidados integrados e atenção domiciliar. mas também a forma como ele vai. Organização Assistencial por tempo e risco. E) Adoção de protocolos únicos. nos vários espaços assistenciais. G) Divulgação de informações (usuários e profissionais precisam estar informados e inseridos no processo). D) Pactuações internas com especialidades. período de internação. através do entendimento e qualificação do acesso. através da construção de um processo assistencial (rede de suporte) para transferência de cuidados com responsabilidade. Ambiência por critério de risco. principalmente em relação aos leitos de longa permanência.

mas também de financiamento. E. . o protocolo. finalmente. ou não. otimizar a ocupação dos leitos há a necessidade da criação dos projetos terapêuticos singulares desde o primeiro dia da internação. através das articulações com as equipes de matriciamento∕AD∕regulação. Além disso. que deve ter protocolos assistenciais estabelecidos baseados na prevalência das principais doenças de um determinado território. assim. duas perguntas a serem enviadas para que o especialista pudesse respondê-las. após discussão entre os grupos.Em seguida os grupos diversidade reuniram-se para formulação de duas perguntas sobre o tema. o instrumental e a capacidade operacional dos trabalhadores. uma vez que é o entendimento da linha de cuidado que solicita. Perguntas do meu grupo diversidade: 1) Para que se pudesse realizar atendimento às pequenas urgências na AB não seria necessário a criação de equipes de apoio com qualificação técnica? 2) Para que a regulação seja realmente resolutiva não seria ideal que houvesse um regulador e um gestor em cada hospital em contato com a central de regulação? Perguntas enviadas ao especialista: 1) Como estruturar a AB no atendimento às pequenas urgências? 2) Como se daria a construção e operacionalização das câmaras técnicas e qual seu poder decisório? Ao fazermos uma análise de tudo que foi exposto pelo especialista podemos concluir que para a organização da rede de urgências ainda temos muito trabalho pela frente. garantindo um cuidado integrado e resolutivo. para que a AB possa realizar atendimentos às pequenas urgências é preciso que se garanta o fluxo. e estes só podem ser resolvidos com a construção de redes solidárias. Todo sistema deve ser repensado pela ótica da AB. de processos de trabalho. para incentivar a desospitalização e com a finalidade de reduzir o tempo de internação e. visto que os problemas (que são coletivos) não são somente de ordem estrutural. sendo decidido.

considerei como prioritário. Everton Soeiro. conduzido pelo Dr. em um primeiro momento foi realizada uma leitura individual do caso seguida da leitura e respostas às questões propostas pelo curso. Assim. a discussão do mesmo em uma reunião de equipe definindo tarefas e .Encontro 26∕11 – Manhã: O encontro foi o TBL sobre Projeto Terapêutico Singular. em relação a adolescente do caso.

Everton comentou quais seriam as respostas mais adequadas: Questão1: A discussão do caso em uma reunião de equipe definindo tarefas e responsáveis pelo acompanhamento da adolescente é o prioritário no atendimento a mesma. quinzenal pela enfermeira e mensal pelo médico (alternativa A) e na inserção da mesma em um grupo de gestante para orientações com relação à gestação e cuidados como bebê (alternativa B) avançariam pouco com relação à paciente em questão. . Questão 2: O médico da equipe seria o profissional mais adequado para realizar o pré-natal. para uma abordagem mais efetiva do problema da gravidez na adolescência em Alagamar a equipe de saúde deve tentar envolver a comunidade e os adolescentes na discussão do problema. Além disso. ou seja. Após os grupos diversidade responderem as perguntas o Dr. Além disso. julguei que a organização do atendimento em equipe multidisciplinar na própria unidade é prioritária na organização dos serviços de saúde para atendimento de caso similares ao desta adolescente. introduzindo o conceito de cuidado e não tratamento. isso porque no acompanhamento semanal pelo ACS. isso considerando a complexidade do caso e o contexto do serviço de saúde. exceto. Dessa forma. finalmente. foi solicitado pelos facilitadores que cada grupo formulasse uma pergunta para ser enviada ao IEP para ser respondida pelo Dr. o pilar do PTS é o entendimento de todo o contexto que permeia a vida do paciente para além das questões técnicas. E. Everton. pela segunda questão em que o grupo achou mais adequado o encaminhamento da paciente à unidade regional de pré-natal de risco. Em um segundo momento as equipes diversidade se reuniram para discutir as respostas individuais e entrar em um consenso do grupo. Também supus como o mais adequado a realização do pré-natal com o médico ginecologistaobstetra do centro de saúde. assim as respostas do meu grupo ficaram iguais as minhas.responsáveis pelo acompanhamento da gestante. isso considerando a complexidade do caso e do contexto do serviço. as demais alternativas estão contidas na letra D. isso porque ele é que tem condições de conduzir o caso com mais abrangência.

O diagnóstico é ampliado. com famílias. a capacidade de diálogo e negociação. Possui como novos meios de trabalho o repertório de ações diversificado. mas sim de estimular a mudança de comportamento e para que isso ocorra há necessidade de envolvimento de toda a comunidade no processo. rede social) a dimensão do sentido da doença (importância dos sintomas e aceitação da doença) e a dimensão dos medos e desejos. a capacidade de lidar com problemas sociais e subjetivos. O cuidado tem um novo objetivo. ou seja. cultural e social. isso porque essa não é uma questão de ofertar conhecimento (já que isso tem sido realizado. reabilitar e prevenir apoia projetos de autonomia e dá suporte ao desenvolvimento de sujeitos. uma família ou grupo e possui características peculiares e únicas. é um conjunto de propostas terapêuticas (que devem ser negociadas. origem cultural. porém sem respostas efetivas ao caso da gravidez na adolescência). não é pré-definido. além de curar. a incorporação do subjetivo e do social e a consideração da doença. No PTS há um novo objeto de cuidado que supõe o trabalhar com pessoas e coletivos. grupos e comunidades. Questão 4: Tentar envolver a comunidade e os adolescentes na discussão do problema é a intervenção prioritária para a abordagem do problema da gravidez em Alagamar. que tem um modelo de cuidado centrado na pessoa. é pensada para um sujeito.Questão 3: A organização do atendimento de adolescente na linha de cuidado materno-infantil é o prioritário na organização dos serviços de saúde para o atendimento de casos similares ao desta adolescente. de compartilhamento de saberes e poderes. Para sua construção devemos . com uma concepção do PSD como evento biológico. Isso não exclui a necessidade da estruturação dos serviços de referência para gravidez na adolescência. Como pressupostos o PTS é singular. considera-se a dimensão cultural e de valores (história de vida. da organização do atendimento em equipe multidisciplinar na própria unidade e da estruturação da atenção a adolescente em uma unidade de atenção integral à saúde da mulher. isso porque devemos pensar na organização de todo o sistema para que haja um melhor aproveitamento dos recursos. diferente da prescrição). de vínculo e responsabilização o trabalho em equipe e redes. dinâmica familiar. Everton discorreu sobre o conceito de Projeto Terapêutico Singular. Em seguida o Dr. psicológico.

resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar. consequentemente. O projeto pode ser feito para grupos ou famílias e não só para indivíduos. para um sujeito individual ou coletivo. Geralmente é dedicado a situações mais complexas sendo uma variação da discussão de “caso clínico”. bem como dividir as tarefas e responsabilidades e reavaliar e redefinir as propostas. Portanto. de cada membro da equipe). .considerar os diversos pontos de vista e levantar e discutir as propostas (das pessoas sob cuidado. para definição de propostas de ações. no tratamento dos usuários. Foi bastante desenvolvido em espaços de atenção à saúde mental como forma de propiciar uma atuação integrada da equipe valorizando outros aspectos. é uma reunião de toda a equipe em que todas as opiniões são importantes para ajudar a entender o Sujeito com alguma demanda de cuidado em saúde e. além de frisar que o projeto busca a singularidade (a diferença) como elemento central de articulação (lembrando que os diagnósticos tendem a igualar os sujeitos e minimizar as diferenças). Assim podemos concluir que o PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas. além do diagnóstico psiquiátrico e da medicação.

após os quarenta minutos destinados à leitura do TBL.Encontro 03∕12 – Manhã O encontro foi o TBL sobre Linhas de Cuidado. Ao considerarmos as necessidades do Sr Antônio o morar sozinho e a ausência de apoio para cuidados são as condições prioritárias para o estabelecimento das linhas de cuidado. a única diferença com relação as minhas respostas foi com a terceira questão. que mais contribuem para o avanço do processo. em que o grupo considerou que a construção de concectividade de papéis e de tarefas dos diferentes pontos da atenção e profissionais é a principal contribuição da modelagem por linhas de cuidado na articulação dos recursos e práticas de produção do cuidado. Dessa forma. cada especializando votou nas questões que acreditavam ser mais pertinente. além de formular perguntas com relação ao tema trabalhado. E. da saúde do idoso. o melhor indicador para o monitoramento das linhas de cuidado de saúde do idoso construídas em Polis é o tempo entre a alta e a consulta na UBS para idosos. assim para mim a principal contribuição do fluxograma analisador para a reorganização do processo de trabalho na construção das linhas de cuidado é a análise do fluxo existente e os ruídos existentes nesses processos. a possibilidade da coordenação ao longo do contínuo assistencial através da pactuação e contratualização é a principal contribuição da modelagem por linhas de cuidado na articulação dos recursos e práticas de produção do cuidado. Já a organização do trabalho centrado na pessoa e a ampliação do conceito de saúde são os processos que envolvem maior enfrentamento na construção da integralidade e intersetorialidade das linhas de cuidado. Os riscos. finalmente. Além disso. as vulnerabilidades e os principais agravos das pessoas idosas são os elementos a serem identificados na construção das linhas de cuidado. conduzido pela Dra Marília. Após essa votação destinou-se mais um tempo para que cada equipe diversidade escolhesse a alternativa mais pertinente para o grupo em relação a cada questão. .

do mapeamento dos recursos disponíveis nos diversos segmentos e níveis assistenciais (para que se pense nas intervenções possíveis). acolhimento e continuidade (com um significado frágil de referência o cuidado em rede fica prejudicado e. da restrição do acesso. idoso com uma condição crônica que transcende as necessidades de saúde e. o modelo de atenção apresenta alguns desafios. acesso (dificuldade ao). comodidade. aponta-se soluções. evitando o distanciamento entre as equipes do melhor em casa. das necessidades). tratamento e continuidade). desafios. ruídos. das ações de vigilância à saúde e promoção. acompanhamento. e as ESFs. foi levantado os principais pontos sobre o caso do seu Antônio. reorganização dos processos de trabalho para a produção de cuidado. requer um olhar de saúde mais ampliado. itinerários (do idoso) pontos críticos e soluções. da queixa conduta (por meio da garantia do acolhimento. que ainda trabalham sob uma lógica hospitalar. como a superação do olhar reducionista (através da ampliação do olhar. biológico (para o cuidado mais humanizado) e da fragmentação e desintegração (para o integral). Nas linhas de cuidado não se vê apenas os problemas. discussão de caso (dentro das equipes da AB e entre os níveis da atenção. caso traçador (que instiga a criação de linhas de cuidado “vivas”. por exemplo). Em seguida. Assim. cuidado∕cuidador∕acompanhante. feitas no território que abrem inúmeros caminhos para a solução de problemas complexos. mobilidade e cognição. através da análise do caminhar do usuário na linha. da avaliação das tecnologias utilizadas. de uma forma mais ampla a integralidade não é garantida). desafiadores). do prescritivo (com o compartilhamento a autonomia). visto que nossa prática é muito fragmentada pelo nosso olhar reducionista da saúde). segurança. pontuou-se a análise de fluxos e acesso (podenrando se o desafio da integralidade está sendo garantido. do vínculo e da continuidade). do centrado no médico. encontros. por isso. da técnica e cura. rede de proteção social (articulação entre as equipes cuidadoras). serviço de saúde. primeiramente. do fluxo centrado nas necessidades do usuário (com maior acessibilidade. produção coletiva e compartilhada de um projeto terapêutico singular. hospital e especialista (para o usuário-centrado). .Em seguida a Dra Marília iniciou suas considerações com relação ao conceito de Linhas de Cuidado. assim. também foi pontuado questões relativas a dependência.

Franco e Magalhães “No modelo assistencial vigente. ou pelo processo de ampliação da gestão da clínica. o uso de tecnologias duras (as que são inscritas em máquinas e instrumentos). em detrimento de tecnologias leves-duras (definidas pelo conhecimento técnico) e leves (as tecnologias das relações) para o cuidado ao usuário. as linhas de cuidado nada mais são que um novo modo de organizar a atenção à saúde. Assim. quadrado.. portanto. como pontuado por Mehry. ou ainda pelo processo de apoio matricial para aproximação com os outros pontos da atenção. e nas demandas e∕ou grupos populacionais específicos. seja pela descentralização da regulação. Prevalece no atual modo de produção de saúde. na identificação das articulações do processo de trabalho e nos meios e instrumentos que esse processo utiliza para se concretizar. com todos . losango. O conceito do fluxograma analisador (representado graficamente como um diagrama composto de instrumentos padronizados para fluxograma. para isso algumas condições devem ser garantidas.. Mudar o modelo assistencial requer uma inversão das tecnologias de cuidado a serem utilizadas na produção da saúde. através da construção de fluxos e caminhos (itinerários necessários e possíveis). centrada no usuário. representando um conjunto de atos assistenciais pensados para resolver um problema de saúde. Um processo de trabalho centrado nas tecnologias leves e duras é a condição para que o serviço seja produtor do cuidado”. com modelos de atenção matriciais que integram ações de promoção. como uma ferramenta de intervenção. retângulo. o fluxo assistencial de uma UBS é voltado para a consulta médica. que permite caminhar para a linha de cuidado. encontra-se na autoanálise e autogestão do processo de trabalho.Enfim. cuidadora. Os projetos terapêuticos singulares são como um fio condutor da linha de cuidado integral. médico-hegemônico. integral. Na gestão das linhas de cuidado integral a atenção primária é a responsável pelo cuidado e pela gestão do projeto terapêutico na garantia de acesso a outros níveis assistenciais. funcionando. na cadeia de produção do modo como estão organizadas as tecnologias de saúde. com uma visão global das condições de vida. vigilância. elipse. setas). prevenção e assistência. voltadas para as especificidades de grupos ou necessidades individuais.

Em contrapartida. para que se tornem viáveis a macro-política deve garantir a organização. A pactuação dos critérios de classificação de risco e situações de vulnerabilidade. o gerenciamento e os indicadores por meio de diretrizes que induzam aos encontros entre os níveis da atenção. com fluxos capazes de garantir o acesso seguro às tecnologias necessárias à assistência. ampliado. pacto que deve ser realizado entre todos os atores que controlam os serviços e recursos assistenciais. a micro-política também deve assegurar que os processos de trabalho e a coordenação do cuidado tenham como foco a construção da autonomia dos sujeitos. a contratação. Questão 2: tanto na votação individual como na dos grupos a organização de apoio e interação das equipes envolvidas no processo de cuidado é o processo que envolve maior enfrentamento na construção da integralidade e intersetorialidade das linhas de cuidado. devemos considerar a contratualização e integração dos pontos de atenção para as várias necessidades (alinhadas com as linhas de cuidado. com foco no cidadão. com uma linha de produção do cuidado que parte da rede básica ou qualquer outro lugar de entrada no sistema para os diversos níveis assistenciais. para isso o foco existente entre a clínica e a gestão deve ser reduzido. baseadas nas . as linhas-guia. Como contraponto.os recursos disponíveis integrados por fluxos que são guiados pelo projeto terapêutico do usuário. as linhas de cuidado são um movimento contra-hegemônico que precisa ser construído. Questão 1: tanto na votação individual como na dos grupos a identificação dos pontos críticos e a discussão das possíveis soluções são a principal contribuição do fluxograma analisador para a reorganização do processo de trabalho na construção das linhas de cuidado. Resumindo. nada mais é que um desdobramento do processo. Antes da discussão acerca das respostas a Dra Marília pontuou que a gestão do cuidado deve garantir o cuidado integrado. que atue contra a fragmentação dos serviços e propicie resultados melhores com maior eficiência e maior impacto na vida das pessoas. No entanto. construindo linhas de cuidado de produção da saúde como um modo de caminhar pela vida por redes vivas.

sendo que as fragilidades da equipes no cuidado específico das pessoas idosas estão inclusas nesses nós críticos. . Questão 4: tanto na votação individual como na dos grupos na construção das linhas de cuidado da saúde do idoso os recursos existentes na unidade e no território e os nós críticos de restrição de acesso aos idosos são elementos que mais contribuem para o avanço do processo. Questão 5: tanto na votação individual como na dos grupos ao considerarmos as necessidades do Sr Antônio o morar sozinho e a ausência de apoio para cuidados são as condições prioritárias para o estabelecimento das linhas de cuidado. Lembrando que todas as linhas de cuidado devem ser monitoradas tanto sob o ponto de vista quantitativo (relacionado ao tempo) quanto qualitativo (relacionado a características como ser acolhedora. Questão 6: tanto na votação individual como na dos grupos o melhor indicador para o monitoramento das linhas de cuidado de saúde do idoso construídas em Polis é o tempo entre a alta e a consulta na UBS para idosos. essa modelagem também não se encontra circunscrita apenas nas regiões de saúde.necessidades de saúde). Questão 3: tanto na votação individual como na dos grupos a construção de concectividade de papéis e de tarefas dos diferentes pontos da atenção e profissionais é a principal contribuição da modelagem por linhas de cuidado na articulação dos recursos e práticas de produção do cuidado. Na sequência devemos considerar a organização do trabalho centrado na pessoa e a ampliação do conceito de saúde. Antônio o acesso deve funcionar como um indicador do processo. Nesse caso do Sr. as vulnerabilidades e principais agravos das pessoas idosas são um modo de conhecer e lidar com esse grupo populacional. Resumindo. porém. As diretrizes clínicas são fundamentais para essa modelagem. humanizada). Os riscos. por si só não se bastam. devemos olhar os tempos e os disparadores que motivaram a construção da linha de cuidado. mas em toda rede. Com relação à média de permanência de internações clínicas em idosos esse é um bom indicador ao mostrar que ponto da atenção passará a se responsabilizar pelo cuidado do mesmo.

Marilda discorreu sobre o conceito das linhas de cuidado. tipo de arranjo∕modelagem que pode ser aplicado tanto em nível das unidades básicas quanto do sistema de saúde como um todo. No primeiro momento da oficina a Dra. .Encontro 10∕12 – Manhã: A oficina de trabalho baseou-se na construção de uma linha de cuidados baseada em um problema levantado no ambiente da Polis. com a finalidade de organização dos serviços de saúde.

Expressa o acesso às tecnologias consumidas (leves. cura e reabilitação). Além disso. Determinação das suas necessidades de cuidado. gerida e monitorada. como a situação∕agravos∕condições de vulnerabilidade. construção do fluxo de cada uma das clientelas específicas nas suas várias formas de entrada nos serviços. Identificação da clientela. Uma ferramenta utilizada para a análise do itinerário do usuário no serviço∕sistema e para a proposição de novas formas de trabalhar é o fluxograma analisador. conhecimentos) e losangos (processo decisório).Para sua aplicação devemos levar em consideração alguns pressupostos. Qualiquantificação dos recursos envolvidos no cuidado. reuniões multiprofissionais. Integralidade do cuidado. os profissionais deixam de ser curadores e passam a ser cuidadores). humanos. Passos para a construção das linhas de cuidado: 1) 2) 3) 4) 5) 6) Definição da origem da clientela. . duras). leves-duras. prevenção. trabalho sobre a clínica ampliada. representado por elipses (forma de entrada e saída no sistema). arranjos matriciais. nos moldes do Taylorismo. para além da condição biológica (deslocamento do objeto da doença para a pessoa. materiais. voltada para o fluxo do cuidado ao usuário. Devemos também considerar a ideia de “linha de produção”. a linha de cuidados possui como diretrizes: 1) 2) 3) 4) Centrado na pessoa. Escolha do nome da linha. 5) Coordenação do cuidado (forma pactuada). Conceitos operacionais da continuidade do cuidado. 6) Olhar horizontal da rede. equipamentos. modelagem do serviço de saúde. Quantificação da clientela. a identificação de profissionais∕serviços com objeto pertinente∕aproximado. definição da clientela (pessoas às quais o trabalho se dirige). como apoio à integralidade (com ações voltadas para promoção. sua necessidade de ser avaliada. Ao montarmos a linha de cuidados alguns critérios devem ser considerados. retângulos (consumo de recursos.

Em um terceiro momento foi construída a linha de cuidado. no último momento houve apresentação dos produtos pelas equipes. pelo Ministério da Saúde. seguida de uma votação da melhor linha construída. parto e puerpério. Para isso foi criada. Em um segundo momento as equipes diversidade reuniram-se para a escolha da identificação do agravo a ser trabalhado. E. que no caso foi a destinada ao atendimento de pacientes com AVE isquêmico. evitando. Para fechar a oficina foi realizada avaliação do produto construído. como na Polis há uma deficiência dos serviços relacionados à assistência prestada no pré-natal. ou seja. com inclusão do sistema de informação (proporciona os indicadores para a avaliação). em síntese podemos concluir que quando nos referimos a um processo de trabalho baseado em redes assistenciais temos que ter em mente que o objetivo final do cuidado é a garantia do acesso e da integralidade. . 8) Discussão e escolha dos indicadores. Encontro de 10∕12 – Tarde: Iniciada discussão sobre a hipótese levanta da situação problema 3 “Liga lá”. assim a fragmentação do cuidado. finalmente. a Política Nacional de Regulação. para assegurar a garantia dessas redes assistenciais resolutivas. 9) Determinação das necessidades pré e pós hospitalares. minha equipe optou por trabalhar uma linha de cuidado que contemplasse as gestantes de risco habitual suscetíveis à toxoplasmose no primeiro trimestre de gravidez. No entanto.7) Articulação interna.

finalmente. mas. Ainda de acordo com esses autores a criação dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família era para utilizar. principalmente quando nos referimos à atenção secundária e terciária. através de protocolos assistenciais. Talvez o que esteja faltando para evitar essa fragmentação do cuidado seja uma responsabilização modificações nos clínica suficiente processos de e adequada trabalho). esses mesmos autores mostram que a integralidade não é garantida apenas com a organização dos recursos. pelo menos em teoria. principalmente. Segundo Baduy e colaboradores (2011) a racionalização dos recursos é possível através da qualificação dos processos e das relações. produzindo conhecimento mútuo e trocas. da gestão da clínica e de apoio à rede. reconhecendo os saberes produzidos no cotidiano e produzindo relações de cooperação. 2011). no entanto. Nesse sentido Escorel (2007) esclarece que para que os trabalhadores da AB coordenem e garantam a continuidade do cuidado devem existir mecanismos de comunicação com trocas de informação entre os profissionais dos diversos serviços de saúde. que enriqueceu os saberes técnicos através das tecnologias leves. os profissionais passaram a perceber mais resolutividade nas suas ações do dia-a-dia. (por uma meio de valorização social∕organizacional igualitária dos saberes profissionais (potencializando o trabalho interdisciplinar) e. com a prática dos trabalhadores e com fluxos que garantam o acesso dos usuários aos serviços que necessitam. uma regulação assistencial que considere os critérios territoriais. Através da construção dessa rede viva em Londrina-PR. problemas estruturais (como escassez de serviços especializados) induziram a utilização equivocada de forma substitutiva. que agrega e combina os diferentes saberes no enfrentamento à complexidade dos problemas de saúde.apesar de existir a cinco anos nossa regulação ainda fragmenta o cuidado e muitas vezes dificulta o acesso. empobrecendo o atendimento e dificultando a compreensão da sua função. o conceito do apoio matricial e das equipes de referência. os pareceres técnicos dos profissionais e equipes de referência (Cunha e Campos. Nesse complexo arranjo em rede a atenção básica possui como função a coordenação do cuidado e do fluxo. Um desses mecanismos de comunicação pode ser exemplificado pelos conceitos do matriciamento. bem como. .

na criação de vínculos e na horizontalidade do cuidado. Portanto.. que é a retaguarda assistencial e o suporte técnico-pedagógigo oferecidos por uma equipe de referência e∕ou de apoio matricial (arranjos organizacionais e metodologias para gestão do trabalho em saúde que objetivam ampliar as possibilidades de realização de uma clínica ampliada e a integração dialógica entre distintas especialidades e profissões). 2011). que por sua vez.Por outro lado. reflete na capacidade da equipe em ordenar o cuidado e a qualidade dos serviços prestados (Clares. após reflexões e discussões a equipe levantou a seguinte hipótese: “Como o apoio matricial pode contribuir para a busca de soluções na perspectiva terapêutico da singular corresponsabilização minimizando envolvidos?” Pactuado a discussão da hipótese no fórum. tornando-a mais resolutiva. após a leitura de todos esses textos sugeridos pelo grupo podemos afirmar que o trabalho de Cunha e Campos (2011) sobre Apoio Matricial e Atenção Primária em Saúde condensa justamente a lacuna que falta para potencializar nossa regulação. foi realizada a leitura da situação problema “O caso da Kátia”. et al. quando nos referimos à regulação do acesso ao cuidado na atenção primária. a dentro angústia de do projeto todos os . Em seguida. temos que ter em mente que a percepção do usuário sobre o serviço de saúde interfere na acessibilidade.

seguida de discussão para delimitação do tema valorização profissional. para o dia 25∕02. A equipe decidiu realizar um encontro no dia 17∕12 para acertar o início da construção do PA e posterior montagem para apresentação no próximo encontro com os demais grupos. baseada em um modelo produtor de cuidado e não de procedimentos. Em seguida. Após essas discussões o título do PA ficou: “Gestão Participativa na reorganização dos processos de trabalho e melhoria da qualidade da Atenção à Saúde”. a equipe assistiu ao filme “Patch Adams – o amor é contagioso”. sem identificação do especializando. mas que contenha áreas de competência relativas à gestão e educação. .Encontro de 11∕12 – Manhã: As atividades da manhã destinaram-se a construção do PA. logo após discuti-se sua relação com nossa realidade de cuidado. sobre algum itinerário terapêutico com ênfase na atenção. Durante o encontro também ficou acordado a entrega de 14 cópias de uma narrativa de uma situação vivenciada. Ações como as do filme são o caminho para tornar nossa assistência mais resolutiva. escolhido durante a Matriz de Consenso. Na verdade a nossa atenção em saúde deveria ser como no filme. mais humanizado. inicialmente foi realizada leitura individual do TR relacionado ao projeto aplicativo. voltada para as reais necessidades de saúde de cada usuário.

para buscar a valorização do profissional e a melhoria da qualidade da atenção. . Como justificativa foi pontuada a necessidade de se buscar uma gestão mais democrática e horizontalizada. como objetivo foi apresentado a criação de um Colegiado Gestor na SMS no município de Uberaba. Como proposta de intervenção o grupo pesquisará. O grupo aplicará questionários para avaliação dos motivos de procura dos serviços das UPAS. como objetivos específicos o grupo pretende sensibilizar a gestão. junto aos usuários. o objetivo geral do trabalho é melhorar a informação junto aos usuários das RAS através de campanhas informativas. projeto que vem de encontro com as diretrizes do SUS e que se refere ao acolhimento. como objetivo geral o grupo propõem ações que contribuam para a motivação dos profissionais de saúde da atenção básica para humanização de suas práticas. Isso porque há um grande número de usuários classificados como pouco urgentes e não urgentes nos atendimentos das UPAS. um dos objetivos do grupo é o de avaliar e melhorar a qualidade do primeiro contato com usuário de saúde.Manhã Nesse encontro ouve a socialização dos projetos dos projetos aplicativos desenvolvidos pelos quatro grupos afinidade. o grau de satisfação relativo ao primeiro contato com serviço de saúde. O GAF 1 intitulou seu PA “Recepciona SUS”. O tema do GAF 3 é “Conhecendo a Rede de Atenção à Saúde de Uberaba – MG”.Encontro de 04∕02 . A justificativa para o trabalho encontra-se na sensação que os trabalhadores de saúde tem com relação ao desprestígio e desvalorização de suas práticas tanto pelo governo quanto pelos próprios usuários. Já o título do trabalho do GAF 2 é “Humanização com os profissionais de saúde da atenção básica”. E. finalmente o tema do GAF 4 é “O trabalhador de saúde na gestão colegiada: valorização profissional e melhoria na qualidade da atenção”. buscando oferecer ao usuário mais autonomia e responsabilidade sobre sua saúde. motivar os profissionais e melhorar a qualidade da atenção. A melhora do fluxo do usuário na rede é a justificativa do trabalho.

Com relação à implantação de um sistema que organize o acesso ao PS do Hospital Municipal Abdera. E. do Hospital Municipal Abdera. o serviço da Classificação de Risco. A princípio foi disponibilizado um determinado tempo para a leitura do contexto “A Rede de Conversas e a Intervenção” e resposta individual ao teste relacionado ao mesmo. na busca de respostas para suas necessidades de saúde e considerando o arranjo em rede a ação estratégica mais potente aponta a necessidade de mudança no modelo de atenção à saúde de Polis. pelos usuários. trata-se de uma estratégia frágil por não se articular com os demais níveis da rede de atenção à saúde. conduzido pela enfermeira Shirlene. planeja quem executa. as equipes diversidade se reuniram para entrar em consenso com relação às respostas do teste. aplicabilidade.considerando a indissociabilidade existente entre gestão e atenção. Encontro 11∕02 – Manhã Nesse encontro foi realizado o TBL “A classificação de risco como tecnologia promotora de cuidado oportuno”. pois possibilita ao PS manter a característica de referência para casos de alta complexidade. finalmente. na busca de respostas para suas necessidades de saúde e considerando o arranjo em . ou seja. pelos usuários. conduzido pelo enfermeiro. priorizando aquele onde a necessidade é real. Após a votação individual. governabilidade o que poderia ser melhorado. do Hospital Municipal Abdera. As respostas foram divergentes apenas na questão referente à construção de um PA ao lado do PS e sob a gestão do Hospital Municipal Abdera. em que o grupo considerou ser uma estratégia potente. o que foi muito produtivo. para mim a RMU é um dispositivo de organização em nível regional dos fluxos dos diferentes pacientes solicitantes. Após as apresentações os grupos discutiram sobre todos os PA. com autonomia para decidir o tempo de espera para o atendimento médico trata-se da melhor estratégia dentro desta nova abordagem. E quanto às formas de utilização do PS. Assim. ao analisarmos as formas de utilização do PS. Quanto à construção de um PA ao lado do PS e sob a gestão do Hospital Municipal Abdera.

não é apenas transporte. é um fluxo como um todo na RAS. ou seja. o que vai na contramão da ideia de serviços em rede. além disso. Além disso. Com relação a RMU trata-se de uma ferramenta para a organização do fluxo do paciente na rede de atenção à saúde. a regulação dos leitos de urgência. passando pela atenção secundária até a atenção terciária. Ao pensar sobre a tecnologia da classificação de risco na minha prática profissional percebo como ela é importante. a regulação é a autoridade no serviço de urgência. a enfermeira Shirlene pontuou a necessidade de criação de um complexo regulador em que coexista em um mesmo espaço físico e sob uma mesma gestão. Para a solução do problema do PS do Hospital Municipal Abdera temos que realizar mudanças em todo o modelo de atenção à saúde de Polis. primeiro. Já a classificação de risco refere-se a uma ferramenta de priorização do atendimento. Síntese Reflexiva: “Tecnologia da Classificação de Risco na minha prática profissional”.rede a ação estratégica mais potente refere-se. articulados. oferecendo serviços mais resolutivos. A construção de um PA ao lado do PS e sob a gestão do Hospital Municipal Abdera demonstra serviços isolados tentando resolver o problema. para o grupo. a das ambulâncias e dos serviços militares (como os bombeiros) para que a atenção possa realmente funcionar como uma rede. direcionando o mesmo para atendimento às suas necessidade de saúde da forma mais resolutiva. buscando a integralidade da atenção. uma vez que na triagem . da atenção básica onde os profissionais devem procurar o atendimento adequado às necessidades de saúde dos usuários. de acolhimento que garante o acesso de todos os usuários através de uma boa anamnese e um bom raciocínio diagnóstico. onde se encontra os serviços do PS em questão. a importância da autonomia dos profissionais da Classificação de Risco para o agendamento dos pacientes no ambulatório de especialidades do Hospital Municipal de Abdera. Após a votação dos grupos a especialista comentou sobre cada questão do teste. para colocar em prática o conceito do acesso universal ao sistema.

Como citado. na teoria. Segundo.há inviabilização desse conceito e. por exemplo. segundo estabelecido pelo protocolo de Manchester. ou seja. Além disso. é por meio dessa tecnologia que organizamos o fluxo do usuário pelo sistema. é que através dessa ferramenta tenho a oportunidade de colocar em prática as diretrizes do acolhimento e da melhoria da qualidade da assistência. uma renovação de receita. pela enfermeira Shirlene. assim fui capacitada. da GRS. assumindo um compromisso ético com usuário. pelo canal Minas Saúde e na prática na SMS do meu município por um técnico. enfermeiro. aqui em Minas Gerais o governo comprou o Trius para que todos os pontos da atenção pudessem colocar em prática a classificação de risco. percebo que na atenção básica a enfermagem acaba dispensando alguns usuários para o atendimento do dia. uma entrega de resultados de exames de rotina. Isso demonstra o distanciamento existente entre a gestão e a atenção. a utilização do mesmo no meu dia a dia é inviável. No entanto. Acredito que caso a secretaria desenvolvesse um protocolo institucional de classificação de risco mais adequado às necessidades de saúde do município ele seria muito mais efetivo. no entanto. direcionando-o para o atendimento mais adequado para a satisfação de suas necessidades de saúde de maneira integral. . portanto. ou seja. caso os profissionais da ponta tivessem a oportunidade de mostrar à gestão a inviabilidade do protocolo de Manchester nas diferentes realidades da saúde mineira talvez aqueles aparelhos nunca teriam sido adquiridos pelo governo. um atestado para liberação de atividade física (esses usuários são agendados para o atendimento no decorrer da semana). somos “forçados” a pensar e agir como rede de atenção. do acesso às tecnologias de saúde. em último grau.

2) Falta de segurança. os problemas relacionados ao serviço e a organização do cuidado no contexto do mesmo. uma subjetiva e outra da organização dos serviços. na dimensão subjetiva. Falha de comunicação entre os profissionais e pacientes. esses problemas foram divididos em duas dimensões. por cada grupo diversidade. Inicialmente foi passado o filme “Um golpe do destino”. Sobrecarga de trabalho. Meu grupo identificou. Já com relação a dimensão organizacional levantamos os seguintes problemas: 1) Burocratização dos processos de trabalho. .Encontro 18∕02 – Manhã: Realizada oficina de trabalho sobre “Os serviços e a organização do cuidado”. assim a oficina consistia em identificar. os seguintes problemas: 1) 2) 3) 4) Falta de humanização na assistência ao paciente. Desrespeito à autonomia do paciente com relação ao seu tratamento.

. a frieza nas relações. de ser paciente. a ausência de uma escuta de qualidade e a indiferença dos profissionais com sofrimento de seus pacientes. o contato com a experiência de estar do outro lado. o interesse financeiro acima do paciente. a construção de uma síntese para recomendações ao serviço para solução dos problemas levantados. o distanciamento afetivo entre o pessoal e o profissional. pelos facilitadores. 4) Formação inadequada dos profissionais médicos (modelo curativista∕Flexeneriano voltado para doença e não para usuário). a dificuldade na conciliação do trabalho com a família. Com relação aos problemas na dimensão organizacional os grupos diversidade pontuaram o empoderamento médico. Em seguida. ou seja. Os demais grupos ainda identificaram como problemas da dimensão subjetiva a falta de vínculo nas relações entre profissionais e pacientes. a restrição de procedimentos de alto custo pelos planos de saúde. a proteção de classe. foi solicitado. a desorganização operacional. a burocracia do sistema. a falha da comunicação interna entre os setores do hospital. a ausência de privacidade∕sigilo∕ética profissional. o que impede o profissional de ter uma visão holística do paciente). Finalizada a oficina com a avaliação do desempenho na construção dos produtos.3) Alienação do processo de trabalho (baseado em tarefas. as estatísticas sobrepostas à humanização. má organização dos serviços (provocando troca de leitos e procedimentos). e que essa discussão seja postada no fórum. a prepotência da classe médica na decisão soberana sobre os tratamentos (projetos terapêuticos).