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Laicidade estatal e liberdade religiosa.

Paola Frassinetti Alves de Miranda
O direito à liberdade se assenta, na Modernidade fundado na consideração de que o
Estado existe senão para assegurar aos cidadãos seu bem-estar e o respeito à sua
condição de homem. Ainda não podemos olvidar que este mesmo Estado, além de
respeitar ideologias contrárias a si mesmo, deve atender as necessidades dos membros
da sociedade que lhe dá vida, constituindo-se, pois, em instrumento para o alcance de um
desiderato maior, a saber, a proteção da vida e da dignidade humanas.
Enquanto característica que distingue o homem de todos os outros seres, a liberdade se
apresenta, a priori, como condição sine qua non para a proteção de outros valores
supremos na ordem sócio-jurídica, representando um importante vetor do processo político
democrático e é indispensável para a plena afirmação da dignidade humana e, com base
nela, para a construção e consolidação de uma sociedade onde os direitos fundamentais
emergentes da natureza humana sejam garantidos a todos os cidadãos sem exceção.

O direito à liberdade religiosa nasceu com o advento do constitucionalismo liberal que, por
sua vez, desenvolveu-se de mãos dadas com a Modernidade. A dicotomia histórica e
secular, na Idade Moderna, entre a liberdade do indivíduo e o absolutismo do monarca, fez
nascer a primeira noção de Estado de Direito, que evolui e se completa com a filosofia
liberal, a qual encara a liberdade como requisito essencial para se alcançar a "igualdade
proporcional", isto é, para materializar o princípio de nivelamento das oportunidades e da
igual satisfação das necessidades fundamentais.
Muitas pessoas consideram a religião como freio para os impulsos criminosos de grande
parte da humanidade ou para os desvios de conduta, especialmente no campo da
sexualidade, que continua sendo pensada em termos morais e não na perspectiva da
liberdade individual. Ao criar balizas para o comportamento e a moral dos indivíduos, as
grandes religiões monoteístas concebem, muito facilmente, dogmas solidificados na
intolerância.
Reconhecida na Declaração Universal de Direitos Humanos, em seu art.18, bem como em
tantas outras Constituições nacionais], a liberdade individual para o livre exercício de uma
religião não pode sobrepor-se ao interesse coletivo e a direitos de categoria mais
essencial, tais como devem ser considerados os direitos à vida e à dignidade da pessoa
humana.
O desafio de compreensão das relações entre religião e diversidade sexual vem sendo
enfrentado no campo dos estudos antropológicos há algumas décadas. Muitas religiões
incorporam diferentes aspectos dos valores modernos, tornando menos nítidas as
fronteiras entre a lógica de uma liberdade laica e a lógica de uma religiosidade repressiva.

Destarte. as prerrogativas que a religião . seguindo a linha de raciocínio que Ronald Dworkin traçou em 1977. A religião termina por capturar opções políticas. como uma reação ao chamado "modernismo" na teologia e é caracterizado pela sua influência "holística" sobre as atitudes dos crentes (religiosos). basicamente. mas elevados a condição de verdades absolutas. não é aceitável ("fanáticos religiosos nos Estados Unidos da América afirmam que a culpa pela pandemia do AH1N1 é a legalização do casamento gay em alguns estados norte. universais. mas que.americanos e.Desse modo. inquestionáveis. erodindo. qual seja: a) os preconceitos não são razões válidas. em especial as questões da não tipificação criminal do aborto. A separação Estado–Igreja e a moderna secularização do Estado propiciaram a efetivação de profundas mudanças no campo religioso. contaminando as posições em relação a quase todos os temas da vida. amplia sua dominação jurídica e política sobre a esfera religiosa. p. Laicidade estatal no mundo moderno. da homossexualidade. 240258). a separação desmantelou o monopólio religioso. pela tolerância às comunidades gays"). o Estado. O que as diversas formas da visão fundamentalista têm em comum é o caráter autoritário e conservador de suas definições. d) o julgamento moral baseado nas crenças alheias ("todos sabem que a homossexualidade é um mal") também não é justificável. que surge. b) o sentimento pessoal de nojo ou repulsa não é razão suficiente para um julgamento moral. à medida que todos os aspectos da vida passam a ser sensíveis à opção religiosa. o laicismo não foi introduzido abruptamente. da sexualidade e da família. em geral. 1977. Ao traçarmos os limites entre o exercício da liberdade religiosa e do fundamentalismo religioso. encontra respaldo. pretendemos nos focar nos aspectos homofóbicos que caracterizam alguns dos atos e pensamentos fundamentalistas. da eutanásia.(DOWRKIN. ao longo de um processo iniciado com a Revolução Francesa de 1789. Instaurada pelos Estados liberais – cujo ideário político preconiza a neutralidade religiosa do Estado e a restrição da religião à vida privada ou à particularidade das consciências individuais –. Todas elas são reduções doutrinário-dogmáticas conservadoras da vida humana a convenções e conceitos produzidos social e historicamente. que são falsas ou implausíveis. ao menos parcialmente. se deve traçar um liame bem definido entre o direito a liberdade religiosa e o fundamentalismo. A secularização (racionalização) do aparato jurídico-político constitui em um processo histórico decisivo na formação das sociedades modernas ocidentais. etc. da investigação bio-humana. A emancipação da sociedade em relação ao domínio religioso foi sendo feita progressivamente. c) o julgamento moral baseado em razões de facto. Com a separação. além de adquirir autonomia em relação ao grupo religioso ao qual se aliava. ainda nos dias atuais.

mas o tratamento igualitário das diversas culturas em cada país. e resultou na garantia legal de liberdade religiosa. Com base nisso. não é suficiente uma decisão judicial ou um texto de lei para garantir que essa cultura seja assegurada. etc e dar-lhes um lugar igual dentro da sociedade. pois é necessário compreender as relações de poder que . tem-se a idéia de que a "essência" da religião estaria expressa na sistematização teológica (conhecimento acadêmico institucional). A disputa entre perspectivas de valores e de interesses é o grande motor da história. judeus. Fundamentalismo religioso: subversão do direito à liberdade religiosa. O real problema não é a laicidade estatal. Entretanto. budistas. "o espaço escolar deve permanecer para elas (as alunas) um lugar de liberdade e de emancipação". na defesa da tolerância religiosa e na proteção do pluralismo religioso. portanto. Com efeito. Na nossa sociedade ocidental. Citemos a França como exemplo. Entre julho e dezembro de 2003. islâmicos. Contudo. as evidências de que debates envolvendo temáticas religiosas tornaram-se praticamente incontornáveis na atualidade. mas também em debates que colocam em questão as relações entre Estado. Afirma o relatório. a batalha por uma cultura laica. Essa recomendação foi prontamente acolhida pela Presidência da República. Porém. No contexto da luta por uma cultura laica e democrática que respeite as liberdades individuais e valorize a diversidade. de 15 de março de 2004). a comissão propôs que fosse elaborada uma lei que proíba nas escolas públicas "os trajes e signos manifestando um pertencimento religioso ou político". o coletivo deve ser valorizado. o qual transformou-se em Lei em março de 2004 (Lei n° 2004-228. o conflito é importante. Deve-se. foi criada. avançar na luta por uma mudança cultural para que se tornem hegemônicos esses valores. plural e progressista só será eficaz se for além da esfera do Estado. A democracia moderna deve admitir que possa haver católicos. À comissão foi solicitado um conjunto de medidas que servissem para orientar o Poder Executivo. pela Presidência da República. constatamos que religião não é somente Teologia. não estão apenas nos noticiários. A "Comissão sobre a Laicidade" fez diversas e específicas recomendações a propósito das instituições educacionais. O relatório foi oficialmente entregue em dezembro de 2003. por meio de uma assimilação forçada (não se pode permitir que o debate quede em questões meramente políticas e que envolvem ideologias particulares de cada cidadão. uma "Comissão sobre a Laicidade" do Estado. que algumas semanas depois enviou um projeto de lei à Assembléia com base no relatório da Comissão sobre a Laicidade. não há futuro para a humanidade com a imposição de doutrinas fundamentalistas. se pensarmos em religião como um sistema de crenças e práticas.oficial usufruía de sua aliança política com o Estado. a dignidade da pessoa humana deve ser valorizada) que virá da mestiçagem e de políticas sociais voluntárias. protestantes. religião e sociedade.

de identidades marginais ou suprimidas. Desde os anos 20. A idéia de liberdade religiosa somente pode prosperar num contexto em que se busca o respeito à igualdade de direitos entre todos os cidadãos. quem nutre a convicção de que o texto escriturístico está livre de erros humanos e só a interpretação literal tem cabimento e validade. na bíblia. com o reconhecimento. temendo que o darwinismo levasse os jovens a perderem sua fé em Deus. (CARELLA. só um em cada dois americanos acredita que o homem possa ser produto de milhões de anos de evolução. com o debate sobre a proibição dos professores de biologia de ensinarem. Tudo que está na bíblia foi inspirado por Deus e. Igualdade esta que deve ser interpretada como equilíbrio do poder. abrigam metade dos cientistas premiados com o Nobel e detêm o registro de mais patentes do que todos os seus concorrentes diretos em conjunto. até mesmo a celebração pública. A divulgação pública do fundamentalismo se deu. se posicionam contrários à teologia liberal e entre 1909 e 1915 seus seguidores publicaram uma série de volumes com o título The Fundamentals: A Testimony to the Truth (Os Fundamentos: Um Testemunho à Verdade).VEJA. Ainda assim. as teorias evolucionistas. a única maneira de abraçar um ideal de passado coletivo mais puro. ou na doutrina "fundamental" do cristianismo. pois estão na bíblia e ela não contém erros. ao menos a partir de uma perspectiva sócio-democrática. Os Estados Unidos dispõem de várias das melhores universidades do mundo. muitos originários do puritanismo inglês. sempre presente nas identidades hegemônicas. o valor que historicamente se sobressai como fundamental ao reconhecimento do direito à liberdade religiosa é o princípio da igualdade. os fundamentalistas. pois é para o bem e felicidade do ser humano. vem criando mecanismos legais. Os fundamentalistas religiosos justificam seus atos afirmando serem eles. Esses pontos expressam verdades que devem ser aceitas e não debatidas. nas escolas. proibindo o ensino da Teoria da Evolução. geralmente disfarçado como universal.definem o que é correto e o que é errado dentro de uma tradição institucionalizada. portanto. Tudo quanto o homem fez ou fará em concreto na história reflete sua opção – ou ele age conforme os preceitos religiosos e isso se reflete no equilíbrio social. ou ele age contra esses preceitos e gera o caos social.2009) . aqueles que se apegam à letra da palavra revelada como sendo a única verdade. É o título desta coleção que irá qualificar esse movimento de fundamentalista. Quando observamos que as circunstâncias que envolveram a afirmação histórica da liberdade religiosa conectam-se ao pluralismo religioso advindo da quebra da unidade teológico-política da cristandade e à eclosão do constitucionalismo moderno. sobretudo. teólogos protestantes conservadores. pois ele quer fixar os fundamentosda fé cristã. deve ser acatado. Nos Estados Unidos.

as artes são conduzidas pelas rédeas de uma moral definida em termos religiosos e a economia e a administração política são organizadas sob a dominação de critérios religiosos tradicionalistas. a partir da década de 80. uma doutrina naturalista segundo a qual a heterossexualidade é a forma da sexualidade humana produzida pela natureza – e. em especial. atos de violência moral. a única aceita por Deus. ainda. A visão criacionista entende o sexo como motivo do companheirismo e da reprodução. o nascimento do movimento fundamentalista – inimigo da ciência e da razão . uma "suspensão" do desenvolvimento sexual considerado normal. A modernidade exigiu a separação entre Estado e igrejas. em face de sua razão estabelecida e imutável. acrescentam os religiosos. Recorrendo à razão ou à luz natural. ou quando já obteve a aceitação do seu ponto de vista. O fundamentalismo apresenta-se como reação à modernidade ocidental. Desde então. Considerações Finais. idosos. governo civil e religião. Desde o final dos anos 60 mas. que nenhum outro modelo de vivência sexual pode ser natural ou moralmente aceitável. psicológica e/ou física irrompam como a essencialidade e fundamentalidade do direito à dignidade da pessoa humana das minorias sociais. desenha o seu lugar próprio da teologia. os movimentos das chamadas minorias têm crescido e adquirido um progressivo reconhecimento nos países ocidentais. A diversidade está no centro das principais discussões sociais e políticas. travestis e transexuais. quando dela carece para impor o que interpreta e expulsando a razão quando esta lhe mostra a falsidade da interpretação.Fundamentalismo religioso homofóbico. instituindo a "liberdade religiosa" e proclamando a isonomia de todos os coletivos de culto. A interpretação atualizada da letra da doutrina é um risco para uma mente fundamentalista. quais sejam. índios. de acordo com seus conceitos. Esta compreensão gera intolerância e desprezo do outro e das outras maneiras de compreender a verdade. não podemos permitir que sob o manto do exercício do direito humano à liberdade religiosa. No sentido de que. a atitude fundamentalista. Todavia. É caracterizado pela inimizade à ciência e à razão. A concepção predominante é sempre a de que a homossexualidade é um "desvio". pois pode vir a perder sua verdade original. Javé. Sobressai-se. Outrossim. Sustentam. e aqueles que possuem orientação sexual diversa da heterossexual.se . existindo só em virtude de certa complementaridade entre o homem e a mulher. A necessidade de impormos limite à tolerância torna-se cada vez mais evidente. com processos e resultados diversos. negros. o mundo vem assistindo a muitas lutas por reconhecimento de identidades. liberal e tecnocrática. bissexuais. primitiva. que seriam os homossexuais. neste sentido. Allah (os termos variam conforme as crenças).

Alemanha. Em decorrência da migração dos ecos remotos ou das intervenções diretas de grupos e incidentes religiosos (especialmente fundamentalistas) em países como Estados Unidos. O multiculturalismo e a globalização: principais dificuldades Luana Borba ISERHARD . a religião "volta" a fazer parte do cotidiano cultural e político. um permitir do outro. senão. Nas últimas décadas. não tendo sabido lidar com ele. religião e sociedade. não se abrindo para o diálogo e nem para novas construções de identidade. em contrapartida. como movimento crítico às inovações científicas. pois introduz uma lógica particularista onde só deveria prevalecer o interesse de toda a sociedade. porque esta. Acesso em 26/10/2012. que se abster completamente de qualquer participação e ação no domínio religioso e.br/revista/texto/17463/laicidade-estatal-e-liberdade-religiosa/3. Austrália.com. Nesta perspectiva. qual seja. bem como tal agredindo um pilar do republicanismo. completamente avessa a orientações sexuais diferentes do heterossexualismo. tem o direito e o dever de exigir das Igrejas que não queiram dominá-lo ou querer modelá-lo à sua vontade. Quer impor sua maneira de compreender "a verdade" aos seus interlocutores. é rumar em direção a prática da ausência. Reino Unido. em todo o mundo. uma repetição do recalcado pela cultura. Reacendendo-se a desconfiança de que a presença religiosa na esfera pública a enfraquece. não fez mais do que preparar sua repetição. O fundamentalismo religioso opera como uma espécie de retorno do reprimido. a laicidade do Estado. Exemplos são os grandes embates de partidos políticos religiosos. a partir de uma narrativa sagrada e de um monopólio de interpretação balizado pela religião. com base em premissas construídas em comunidade. França. As evidências de que a religião se tornou incontornável na atualidade. e não descobertas transcendentalmente).insere no centro dessa modernidade. pode ser compreendida como fundamentalista a pessoa que se fecha em sua própria concepção da verdade. (modificado). um estar aberto. com a exclusão moral. que constitui uma aceitação. intervindo na aprovação de medidas legislativas que legalizem a união civil entre casais do mesmo sexo. o movimento fundamentalista tem articulado religião e política como uma forma de fazer valer os valores cristãos a partir de sua concepção teológica. O único caminho para acabar com o preconceito. O Estado não tem. Disponível em: http://jus. mas também em debates que colocam em questão as relações entre Estado. não estão apenas nos noticiários. e com a hierarquia metafísica dos valores (em oposição a uma hierarquia meramente normativa.

Os direitos sexuais mediante o diálogo com os direitos humanos: desafios e perspectivas. V. ao vulnerável. atualmente. correspondente ao reconhecimento de diferentes identidades e distribuição de recursos (PIOVESAN. Assim. por isso. visto que transformam a concepção da sociedade ocidental. Esta situação decorre da globalização. 2004. que só consegue enxergar essas „diferenças‟. 2004. atenta-se à minoria. Disponível em: http://www6. intolerância. 2010. em pertencente ao mundo inteiro. ao excluído. esquecendo-se completamente de „nossas‟” (EBERHARD. uma vez que “está tão profundamente enraizada em „nossas diferenças‟. Porto Alegre. ISERHARD. um dos grandes desafios dos direitos humanos. e respeito à diversidade v. 1.br/ressevera/wp-content/uploads/2010/08/v02-n01-artigo07-direito. uma vez que a política. fundamentalismos religiosos: É dilema de compreensão essencial. laicidade estatal v. 164). certamente estão: universalismo v. A laicidade. Nesse sentido. Nesse sentido “a concepção universalista leva a um „localismo ocidental globalizado‟” (EBERHARD. como no plano internacional. Dentre as dicotomias mais relevantes. A Igreja Católica também tem posição contrária à liberdade de orientação sexual. p. quando se fala na dificuldade de construção de um direito da sexualidade em nível global. 2007). 2. Acesso em 26/10/2012. Laicidade estatal v.A lacuna existente entre a teoria e a prática é. a posição relativista torna as diferenças absolutas. muitas vezes. Revista Científica dos Estudantes de Direito da UFRGS. que se olham sem se tocarem. 1) Por que o fundamentalismo religioso tem se tornado um entrave na revisão de certos papéis sociais e ampliação dos direitos humanos de algumas minorias? .ufrgs.pdf. visto que fundamentalismos religiosos reagem a questões LGBT. O multiculturalismo e a globalização: principais dificuldades. o direito à igualdade não pode ser visto em seu aspecto meramente formal. relativismo: A crítica dos relativistas aos universalistas é que estes são etnocêntricos. intolerância: O respeito à diversidade implica o reconhecimento desta como característica fundamental à teoria dos direitos humanos. por parte de países islâmicos. relativismo. p. N. Universalismo v. Ao atentar-se à diferença. o entendimento e a busca de saídas para certos desafios centrais se fazem essenciais para que os direitos humanos não se tornem um discurso vazio. sendo. Respeito à diversidade v. MAI. um dos princípios mais caros. o qual não permite o enriquecimento intercultural. a qual. E não se pode esquecer que os direitos humanos são justamente os direitos de minorias contra maiorias. Luana Borba. ao invés de atuar como um processo que permite o pluralismo. No contexto internacional. é um dos principais fundamentos dos direitos fundamentais no contexto atual. 164). fundamentalismos religiosos. acaba por evidenciar os particularismos culturais. Atividade referente aos textos. a religião e a ciência devem permanecer como dimensões paralelas. no entanto. mas material.

2) Qual é o grande desafio posto quanto às questões: liberdade religiosa e laicidade estatal? 3) Por que mesmo com a consolidação do Estado Moderno (teoricamente laico) as questões religiosas ainda costumam influenciar as decisões políticas? 4) Quais são as contradições (dicotomias) mais relevantes e lacunas que dificultam o entendimento e a busca de saídas para que os direitos humanos não se tornem um discurso vazio? .