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GABARITO AVALIAÇÃO DISCURSIVA – 3º COLEGIAL – 1º TRIMESTRE –

2015
QUESTÃO 01 (2,0)
Segundo a ética puritana, uma vida ascética seria aquela caracterizada
por um estilo de vida frugal que renuncia aos prazeres
carnais/mundanos, exercita uma vida rígida, disciplinada (austera)
voltada para o trabalho e para ganhos materiais como forma de alcançar a
elevação espiritual e obter uma provável confirmação da predestinação
divina.
QUESTÃO 02 (2,0)
Weber ao analisar as éticas religiosas católica e calvinista no contexto da
reforma protestante compreende que o catolicismo era defensor de uma
vida ascética extramundana. Este estilo de vida não teria contribuído
para o desenvolvimento do capitalismo ocidental uma vez que estimulava a
renúncia à vida prática, induzia ao ingresso na vida monástica
negando o trabalho e todo tipo de ganho material advindo dele em prol
de uma forma santa de viver, de oração e contemplação a Deus. O
calvinismo, ao contrário, defendia um ascetismo mundano
fundamentado na glorificação a Deus por meio do trabalho, do lucro e
da poupança somada a uma vida frugal, assim, o servo de Deus não
precisaria abandonar as relações mundanas para seguir sua vocação o
que levou Weber a concluir que essa ética religiosa carregava o “ethos” , a
essência do capitalismo.
QUESTÃO 03 (2,0)
Na obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, Weber
compreende um nexo causal entre os sentidos que motivavam os fiéis
puritanos à prática da acumulação de capital e o desenvolvimento do
capitalismo nas regiões em que se verificavam essas ações, assim a
religião protestante, como uma manifestação ideológica, moral e
subjetiva, teria sido uma das razões para as mudanças econômicas que
desenvolveram o capitalismo. Nessa mesma obra, Weber contraria a
visão materialista de Marx, assim se distanciando dela, de que o
protestantismo teria sido uma manifestação decorrente das mudanças
econômicas em curso, ou seja, as relações materiais (econômicas) teriam
sido incialmente o impulso para uma nova religião (protestantismo) mais
adequada àquele contexto histórico.
QUESTÃO 04 (2,0)
No mundo greco-romano antigo o ócio estava associado a uma forma
nobre de se viver ligada à práxis, à virtude – prática esta exclusiva à elite
da época, assim dedicar-se ao trabalho manual e artesanal (negócio) seria
algo degradante. Essa concepção se distancia daquela presente na
sociedade moderna visto que, em decorrência de uma mudança

crenças. pescar.5) B) Não podemos afirmar que exista um “mundo do trabalho” específico nas sociedades tribais porque suas atividades econômicas produtivas (caçar. dos todos os aspectos culturais que caracterizam o modo como vivem. QUESTÃO 06 (2. logo.5) . (1. por exemplo) não estão dissociadas das demais esferas sociais. como atividade exclusivamente humana. os homens. de seus rituais. o meio social e a eles próprios uma vez que os resultados desse processo produtivo são objetos de cultura e incorporados existência social. ou seja. transformam a natureza.ideológica provocada por diversos setores social. Na produção material. QUESTÃO 05 (2. através das relações sociais de produção estabelecidas entre eles (DST). conclui-se que o trabalho.0) Do ponto de vista sociológico.0) A) Antropólogos como Marshall Sahlins denominam as sociedades tribais como “sociedades do lazer” ou “sociedades da abundância” por dedicarem poucas horas diárias às atividades produtivas e. é o fundamento/base para a vida social. relações de parentesco. o trabalho é a protoforma social porque é o meio pelo qual os indivíduos produzem coisas socialmente úteis materiais e imateriais para suprirem suas necessidades físicas e metafísicas. o trabalho em todas as suas formas passou a encarado como uma atividade virtuosa e enobrecedora. terem suas necessidades plenamente satisfeitas. a negação do trabalho (ócio) passou a ser interpretado como algo sem valor e símbolo de conformismo e preguiça. assim. (0. ainda sim.