Você está na página 1de 6

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA - UEFS

DEPARTAMENTO DE LETRAS
COLEGIADO DE ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: DESENHO URBANO

RESENHA CRÍTICA DOS CAPÍTULOS 3 E 4 DO LIVRO A IMAGEM DA
CIDADE

MARIVALDO LIMA DA SILVA JUNIOR

FEIRA DE SANTANA – BA
2014

LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. Lisboa/ Portugal. Edição 70, LDA, 193 p.
1 – Credenciais dos autores
Kevin Lynch é um dos grandes autores do Urbanismo, responsável por
uma das obras mais famosas e mais influentes: A Imagem da Cidade. Kevin
Andrew Lynch é urbanista e autor. Lynch Estudou na Yale University, Taliesin,
no Instituto Politécnico Rensselaer, e recebeu Bacharel em planejamento de
cidades no Instituto de Tecnologia de Massachusetts em 1947.

sendo reduzida a um pequeno elemento marcante referente a imagem da cidade. em Washington. o seu fluxo e os obstáculos do tráfego são outros pontos relevantes a serem observados. As ruas de Jersey city foram as escolhidas por ter um grau de continuidade satisfatório e consequentemente mais seguras. pois enquanto estrutura física torna se um empecilho. Podem ser ruas. que é um circulo gigante no qual aumenta a importância das Ruas Charles e Cambridge e o jardim público reforça a rua Beacon. A exemplo.2 – Resumo do capítulo sobre vias As vias são os canais ao longo dos quais o observador se move usual. É importante que desse modo às ruas sejam claramente pontuadas e que possuam continuidade. ocasional ou potencialmente. pois permite uma melhor orientação de espaço. e do seu conhecimento da cidade as vias podem ser insignificante ou limitar-se a sua estrutura física. Outros aspectos que também reforçam a imagem de determinadas vias são: rua ao extremo quer muito larga ou estreita. linhas de trânsito. mas em grande quantidade torna se um traço importante. para o observador que transita representa uma imagem significativa ao local. Em Boston esse apoio é verificado rotineiramente. canais. em Boston é constantemente associada ao comércio e ao teatro. Para uma população a quebra de continuidade das ruas. no qual tornam se ruas principais e as que estão ao redor são caracterizadas como secundárias. como no caso da Avenida Common-Wealth. pode se citar o Beacon Hill. A depender do individuo que aborde o dimensionamento sobre as vias. Vias específicas podem ser importantes em vários sentidos. suas . passeios. Vale salientar que a imagem de uma cidade pode ser deturpada ou prejudicada se as ruas são de difícil identificação ou de facilmente ser confundível. a rua estreita é uma exceção e funciona como contraste sendo reforçado por edifícios altos e grandes multidões. a procura e a confiança por ruas principais tornam-se automático. pois permite o deslocamento das pessoas aos seus diferentes locais que deseja chegar. Assim. caminhos de ferro. A quantidade de vegetação em menor escala pode não ser significativa. A rua Washington. As pessoas observam a cidade à medida que nela se deslocam pelas vias.

vegetações nas avenidas. crescimento progressivo de uma direção. desde que as suas relações se repitam de um modo suficientemente regular e imaginável. seu conceito e as características significativas a serem consideradas é fundamental para a organização de uma cidade e orientação das pessoas que transitam por suas ruas. 3 – Conclusão do capítulo sobre vias Analisar e conhecer o sistema de vias. Um grande número de vias pode ser visto como uma rede no seu todo. uma estrutura física adequada permite a uma cidade peculiaridades que são . as ruas de sentido único tornavam se graves complicações na imagem do sistema de vias. ao redor da paisagem e que provoque uma mudança brusca de percurso pelo condutor gera uma tensão e falto de preparo para lidar com o ocorrido. vale também observar a característica de ser “graduada” (calcular a posição de uma pessoa em relação ao comprimento total da rua) e de estar alinhada (se a sua direção pode ser referencial a um sistema mais vasto). Desse modo. curva prolongada.espessuras e as alterações destas durante um mesmo trajeto dificulta em grande escala o seu deslocamento. Estudos mostraram que os indicadores de direção nas autoestradas quando não são nítidos e se verifica dissociações no cenário. Exemplos de características que conferem continuidade a uma via são: fachadas dos edifícios. entre outros. A rede de Los Angeles é um bom exemplo. As ruas que não apresentam continuidade nítida. Outra forma que é mais aceita e permite clareza as pessoas nos seus trajetos é o conhecimento da origem e do final de cada rua permitindo assim uma visão ampla da cidade e dar a sensação ao observador de orientação por onde passa e conhecer o local final aonde chegará. Mudanças direcionais mais abruptas podem realçar a clareza óptica limitando o corredor espacial e criando locais proeminentes com vista a conseguir estruturas distintas. Para os habituados a deslocações de automóveis. mas que possuem qualidades direcionais permite orientação das pessoas devido a desníveis. mudança regular. Estabelecido uma qualidade direcional. tipos diferenciados de construções e ruas principais que direcionam ao centro da cidade.

a característica-chave destes é a originalidade. desnivelamentos. por vezes irritante. Esta é uma nítida ilusão que advém da sua localização num ângulo. Funciona como indicações absolutamente seguras dos caminhos a seguir – a especialização e originalidade passam. agora. nesse caso o observador não entra neles: são externos. Muitas vezes foi descrito como tendo a forma de uma trota. este contraste de localização. por vezes agradável. Seu uso implica a escolha de um elemento a partir de um conjunto de possibilidades. Os elementos marcantes. isso se verifica. Uma vez que o uso de elementos marcantes implica o isolamento de algo de uma série de possibilidades. embora seja perfeitamente retangular. . Podem ou não estar dentro da cidade. para o primeiro plano. loja ou montanha. são simples elementos físicos variáveis em tamanho. mas. idade e escala faz dele uma imagem relativamente bem identificável. O antigo Hall of Records. espessura de suas vias. transmite aos seus habilitantes uma leitura da imagem que esta passa e o conhecimento de origem e fim dessas vias para melhor deslocamento. quando contrastam com o cenário de fundo ou se localizam espacialmente num local predominante. acima do ponto mais alto de elementos menores e usados como referências radiais. O contraste com as formas do cenário parece ser o mais importante. colocada num ângulo com vista a servir de orientação a todos os outros edifícios cívicos e com um trabalho de janelas e detalhes em escala muito diferente dos outros. são objetos físicos definido de maneira muito simples: edifício. Quando possuem forma. é uma estrutura estreita. um aspecto que é memorável ou único num contexto. os elementos marcantes tornam-se. e que por fim. Em geral. 4 – Resumo do capítulo sobre elementos marcos Os marcos são outros tipos de referência. sinal. tipicamente vistos de muitos ângulos e distâncias. entre outros. igualmente. Apesar de ter uma importância funcional ou simbólica pouco relevante. vegetações. no Centro Civico de Los Angeles. mais fáceis de identificar. Alguns marcos são distantes.destacadas com arquiteturas. ou seja. em lugar das continuidades anteriormente usadas e explicadas em capítulos anteriores. pontos de referência considerados exteriores aos observadores.

mas apenas aqueles que não conheciam bem Boston pareciam servir-se deles em grande escala para organizar a cidade e selecionar rotas para passeios. Só o inexperiente se guia por referências ao Edifício John Hancock ou Custom House. por poder ser vista intermitentemente de muitos locais nesta área. visível de perto e de longe. Os sons e os cheiros reforçavam. elementos marcantes visuais. inconfundível. seu valor como elemento marcante aumenta. por vezes. Para um senhor. Um elemento marcante pode ser reforçado através da sua localização num cruzamento. eram frequentemente muito conhecidos. ligada a um companário de tal forma que a direção pode ser sabida a qualquer distância.O domínio espacial pode causar elementos marcantes de duas formas: tornando um elemento visível de muitos outros pontos. e entre outros. ligada intimamente às tradições da cidade. O número de elementos locais que se tornam objetos marcantes depende da familiaridade do observador com os seus arredores e com os próprios elementos. Elementos marcantes distantes. um sinal ou um significado se liga a um objeto. ela dava ritmo ao bairro financeiro. Para outro. . A partir do momento em que sua historia. dominante pelo seu tamanho e contornos. visíveis de muitas posições. de dia ou de noite. As pessoas que servem se de elementos marcantes distantes. E difícil pensar na cidade sem que este edifício nos venha a imaginação. Todos os elementos operam em conjuntos e analisados em pares propiciam um caráter diferenciado: elemento marcante-região. as imagens podem ser diferenciadas de acordo com a sua qualidade estrutural. ou criando um contraste local com os elementos circundantes. a Custom House dava uma unidade à Avenida Atlantic por poder ser avistada de quase todos os locais nessa avenida. onde as pessoas possam ser obrigadas a tomar decisões acerca de qual o percurso. A Catedral de Florença é um ótimo exemplo de um elemento marcante distante. isto é. apenas o faziam em casos de uma orientação muito generalizada ou de modo simbólico. o modo como suas partes foram organizadas e relacionadas. sendo uma variante em altura ou constituição. embora por si só não constituam qualquer elemento marcante. nó-via. pontos importantes. Além disso. centro religioso e de trânsito.

Assim. os elementos marcantes são pontos chaves para conhecer e compreender melhor a imagem da cidade. Desse modo. Alguns marcos são distantes. as que usam todos os tipos de características da forma sem concentrações limitadas. rígidas e vivas. acima do ponto mais alto de elementos menores e usados como referências radiais. tipicamente vistos de muitos ângulos e distâncias. as imagens com mais valor são aquelas que mais se aproximam de um campo total forte: densas.5 – Conclusão do capítulo sobre vias A imagem da cidade perpassa por olhar diferenciado a medida do ponto de vista que é empregado pelo observador. Podem ou não estar dentro da cidade. .