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Uma experiência 'filmica' na escola

(Diogo Campos dos Santos*)

Conheci alguns filmes do cineasta senegalês Sembène Ousmane durante um curso de
História e Cinema, ministrado pela professora Marina Annie Martine Berthet Ribeiro, na graduação
em História no período 01/2015, na Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro.
Escolhi então um filme deste cineasta para fazer um trabalho de discussão com alunos numa
turma de nono ano na Escola Municipal Rachide Salim da Glória Saker, em Niterói-RJ, onde
desenvolvi atividades pelo PIBID – História na mesma universidade, supervisionado pelo professor
de História Hugo Rosa e coordenado pela professora Juniele Rabêlo, utilizando o cinema para
provocar debates reflexivos sobre temas curriculares, no caso relações coloniais, entre os europeus
e os mundos africanos e ameríndios. No caso trabalhamos com um filme 'africano' mas em outras
ocasiões também fizemos movimentos parecidos a partir de filmes indígenas produzidos no Brasil.
O filme foi dirigido por Sembéne Ousmane, autodidata convicto em todas as suas atividades,
desde a estiva à poesia, passando pela escrita de livros e longa lista de produções audiovisuais.
Situado como um dos pioneiros na África em produções cinematográficas, realizou entre 1962 e
2004 quase vinte filmes.

Uma narrativa

No filme 'a negra de' (1966), Doiuana conta a nós, expectadores, sua própria história. Era
uma mulher jovem que vivia em Dakar – Senegal, na década de 1960, e saiu de sua comunidade
para procurar trabalho com “os brancos”. Ao encontrar trabalho e passar algum tempo cuidando dos
três filhos de um casal francês, Doiuana aceita o convite para ir trabalhar com eles na França e se
encanta com as possibilidades de ter um salário melhor, conhecer pessoas, lugares, comprar coisas e
mandar algum apoio financeiro para sua família em Dakar.

Rapidamente percebe-se fazendo todas as tarefas da casa, um apartamento pequeno, sem ter
um minuto do dia para fazer suas coisas. O tempo passa e Doiuana não recebe salário, não sai de
casa e conhece Paris apenas entre o quarto de empregada, a sala, a cozinha e o banheiro.

Recebe tratamentos abusivos, inclusive por amigos do casal, tratando-a como costumamos
*Estudante vinculado ao Departamento de História da Universidade Federal Fluminense - UFF, bolsista no Programa de Bolsas de
Iniciação à Docência (PIBID/História), atua como antropólogo junto à 'povos da floresta', indígenas, Caiçaras, Quilombolas.

e também de filmes. condensasse o que pensaram ao assistir o filme. vai à Dakar levar de volta alguns pertences de Doiuana e algum dinheiro e encontra recusa por parte da mãe de Doiuana em recebê-lo.tratar a um animal. o patrão. e sobre como criamos imagens do mundo a partir. Entendendo o discurso como um lugar privilegiado onde encontramos elementos surpreendentes sobre como e o quê pensamos sobre “nós” e sobre os “outros”. negando-lhe inclusive a condição de pessoa. E a diferença entre certos valores ocidentais e outros não-ocidentais. e dissessem. se elas poderiam lembrar de alguma passagem da história de Doiuana ligada às palavras que representam o que elas imaginaram. com certo ar de exotismo. recorri a essas falas para pensar que efeitos. legível a todas. que muitas vezes chamamos de tradicionais. esse filme pôde provocar-lhes e em que pontos elas são afetadas pelos sentidos cinematográficos mobilizados na construção de imagens e sons sobre alguns tipos de 'relações coloniais'. coibindo atos os mais simples de Doiuana. pessoas e coisas. uma a uma. como por exemplo arrumar-se impecavelmente. de certa forma. Pedi-lhes que pensassem. Fui escrevendo uma lista de nomes e palavras num documento de texto projetado na mesma sala. A situação piora com o passar do tempo pois a patroa começa a se revelar mais agressiva e violenta a cada dia. nítidos em seus enunciados. alguma palavra ou expressão que. Ela o fazia na esperança de se posicionar como uma pessoa “igual”. Vamos tentar falar? Após assistir o filme com as crianças começamos a conversar e fizemos uma lista com os nomes das que estavam ali. Logo em seguida voltamos ao início da lista e perguntei. Ao fim Doiuana atenta contra a própria vida cortando os pulsos na banheira do casal recorrendo ao suicídio como resposta à profunda crise vivida. fica clara e evidente quando o marido da patroa. que esperava sair. ou pensaram no primeiro momento após assistir o filme. se divertir e conhecer lugares. Um dos primeiros nomes da lista: .

parece passar por outros caminhos ou pelos mesmos caminhos mas com diferenças de grau.Lucas diz: “Senti tristeza porque ela morre e deixa a família. na essência. Morte e parentesco são aqui evidenciados por Lucas como antagônicos. Relações essas tão veementemente negadas por mitos 'modernos'. pode nos permitir falar quotidianamente em colonialismo[s] e escravidõe[s]. eu acho que estava envolvido nisso. A fala de Jayane nos fez pensar em como certa maneira de pensar a vida. como o mito de que 'abolimos a escravidão' – como se fosse concebível apenas um tipo de escravidão e uma assinatura num papel a fizesse não-existir . tão enfadonhas quanto velhas. que atingem o tempo todo pessoas inclusive parentes.” Curioso pensar que conceitos de relações tão estreitas como “colonialismo” e “escravidão” estejam tão presentes em nossos discursos “curriculares” por assim dizer.” Muitas relações comumente articuladas por nós. aquilo que nossos filhos aprendem na escola sob o nome de História Universal é. entre certos humanos e outros humanos mas também entre humanos e não-humanos. a história do que chama-se 'humanidade' é plena de assassinatos de muitos humanos. Além do mais. morrer é deixar seus parentes. professores e estudantes de história. que geralmente objetivamos e valoramos: se fixou na morte de Doiuana e em como isso representava deixar a sua família. de construir o mundo a partir do conceito. praticamente ultrapassadas. sem reconhecer que esses 'conceitos sociais'. modus operandi do que Lévi-Strauss chama de “o homem de ciência” ou “engenheiro” em oposição ao “pensador selvagem” que pensa e constrói o mundo segundo sua “instrumentalidade”. sua experiência com a história de Doiuana. atuais e também extensíveis a outras relações. Seguindo adiante ouvimos o que nos diz Jayane: “Quando a patroa começa a mandar nela. sejam reais. ao lidar curricularmente com temas como colonialismos na África costumam ser pensadas em termos da relação dos Estados-nação. uma longa série de matanças de povos narradas sob uma estética pseudo-salvadora sob várias formas literárias. e muitos mais 'não-humanos'. No registro de Lucas. Ela ser negra. mas que em nossas vidas podem assumir formas as mais variadas. e da disputa e domínio políticos que os movimentos coloniais impõe às sociedades não-ocidentais em geral. não como uma empregada mas como se ela fosse escrava dela. E ainda hoje.

ela aprende que o mundo é assim. Beatriz fala sobre as pessoas serem divididas em classes. O que Beatriz chama aqui de “condições” me parece ser diretamente relacionado a certas condições materiais. mais precisamente ao contrário. bens. a patroa acabou diminuindo ela de alguma forma. onde segundo sua ideia. Quer dizer. acontecerem numa situação inversa: a patroa poderia muito bem. Beatriz nos indica uma necessidade fabricada e muitas vezes imposta: ter um emprego. Num mundo de necessidades fabricadas no qual fazemos e do qual fomos feitos. Apesar de utilizar conceitos como 'classe menor' em oposição à 'classe maior'.mais. Então revolta e falta de respeito. de que ela (a patroa) estava fazendo pouco caso mas poderia ser ao contrário. Beatriz comenta: “Por ela ser de uma classe menor. Sobre as expressões “revolta” e “falta de respeito”. não relativa. ao colocar a possibilidade das coisas poderem ser. ou propriedade de riquezas. Beatriz não reproduz tão bem – pelo menos não tanto quanto esperado por . Logo em seguida. pois “assinala uma ruptura na passagem regular do tempo e assinala um combate no qual há vencedores e vencidos” (Latour. por ela não ter condição. Em questão social e econômica também. Logo em seguida ela classifica como “outra questão” o que ela chama de “social e econômica” relacionando a ausência de dinheiro à necessidade daquele emprego obtido por Doiuana. existem “classes menores” e/ou “classes maiores” e argumentando que o critério dessa divisão seria a posse ou não de “condições”. dividido. ela não tem dinheiro e está precisando daquele emprego. mas passível de ser pensada de outro modo. Eu achei isso revoltante. Uma falta de respeito por a pessoa ser pobre. olhando mais profundamente. o que inicialmente parecem certas afirmações sólidas e com posições rígidas sobre o lugar das pessoas no mundo transforma-se em uma posição. enfim recursos financeiros em geral. como uma humana que é. Ou.” Vemos aqui como instrumentalizamos a utilização quase 'mágica' de certos conceitos teóricos rumo à 'universalização'. 1994). Latour. encontrar-se em uma posição de sofrer o mesmo que estava a cometer com outra pessoa. 2002. Sigamos em frente. 1994). mas sua resposta reconhece a não-totalidade de certos dualismos. cindido. a grande separação entre natureza e cultura (Viveiros de Castro. assim como nos é posto pela 'Constituição Moderna' onde 'moderno' é duplamente assimétrico. ditas pela mesma. ou das diferenciações clássicas entre colonizadores e colonizados.

'mestres' – o fixismo de categorias polarizadas que tanto nos é apresentado sob formas 'naturais' ou 'da natureza' por grande parte das ciências ditas humanas. diriam alguns 'genuínamente' brasileira e como tal vestida com a 'roupa' da cultura. 2015 ). que as categorias “classe menor” e “classe maior” não são lugares rígidos onde Doiuana e sua 'patroa' estariam enclausuradas.” Nessa fala. vivemos num mundo onde quem tem bens e recursos “produtivos” explora quem não os possui. Goldman. imaginam o mundo da mesma maneira que 'nós'? Perguntas demais para os modernos cheios de certeza que garantimos nos transformar através da 'purificação' (Latour. Muito embora Evelin seja uma menina. 'negra'. Beatriz supõe que o inverso também seria 'imaginável'. que humanos? Será 'nós' ocidentais? E os não-ocidentais.alguns de seus professores. mesmo que a partir do mundo ocidental. é claro que ela vai contratar alguém de baixa classe social. ela vai tratar como ela tratou a mulher negra. algo próximo ao conceito de 'povo' enquanto 'um povo'. a história e etc. não sem grandes esforços institucionais (digo escola. Passemos à próxima colocação quando Evelin diz: “Se essa mulher do filme já nasceu rica. Essa fala coloca algumas observações pertinentes. justamente negando a homogeneização. ao contrário. Logo em seguida ela fala partindo de pressuposições e analogias construídas. Latour. Ou seja. 'mestiça'. dando testemunho do fracasso intrínseco de 'nossa' educação colonial pretensamente totalizante. o Estado 'tal como o conhecemos'. então o que ela expressa não vem de uma enunciação individual mas de um 'agenciamento coletivo de enunciação' (Rolnik. 'pobre'. segundo certas ideologias dicotômicas detentoras de certas 'verdades' científicas . afinal de contas são sempre várias. 2012). o mundo 'tal como o conhecemos'. Evelin coloca certos valores bem naturalizados. sobrepondo-se todas na direção de uma mesma e um tanto vaga ideia de 'unidade'. 1994. amplamente discutida por boa parte de uma antropologia contemporânea ou 'antropologia simétrica' (ver trabalhos de Viveiros de Castro. não me parece que ela assim [co]responde. a sociologia. . igreja e etc. Que será que quer dizer 'realmente' a expressão 'tal como o conhecemos'? Será que ela envolve certa naturalização de algo? E quem é esse 'nós'? 'Nós' europeus? Mas quem é europeu aqui? Será 'nós' humanos? Mas.lembremos sempre: a partir da separação entre natureza e cultura. 1994). Assim ela 'imagina'. que deve atender aos apelos quase-irresistíveis de certa[s] identidade[s]. 2002 e 2015.). operada pelo discurso científico. negando-se a imaginar as coisas 'tal como conhecemos'. Pode ter a ver também com sofrer no passado e querer fazer alguém sofrer no futuro. no mundo ocidental.

ou alguém que foi morto. ” De muitas formas os sentidos aqui são apreendidos por cada pessoa. inclusive a interpretação e remontagem que operamos ao tentar entender a lógica do filme e sua relação com o tempo. Que no começo trata de um jeito e depois vai mudando. recebendo outras aldeias e acontece uma morte. ela tinha apenas esquecido. E ainda ela sofreu preconceito dos patrões ainda pela mãe dela quando escreveu aquela carta falando que ela tinha uma vida muito boa em Paris. nos permite ponderar sobre o grande problema com o mundo moderno: a homogeneização da vida através da universalização monolítica de seus valores e preceitos. mas eu não esqueço!” É a típica 'economia do perdão' no mundo cristão. enfim. a pessoa lembra e volta tudo que ela sentia. Assim. eu achei preconceito o modo como a patroa trata ela. particularmente sinistro em 'nossa cultura' que diz: “eu perdoo você. Como Nietzsche havia observado. os modernos tem a doença da historia” (Latour. isso passa por outros caminhos: justamente por serem 'humanos' eles esquecem das coisas que lhe foram feitas. ou seja. Após essa parte Doiuana assume a narração do começo da história e 'voltamos' no tempo para ver e ouvir como toda aquela situação começou. eu não perdoo coisa nenhuma. Apenas pensemos a partir de 'outros' referenciais a 'nossa' posição. O filme começa já na França na situação de vilipêndio vivida por Doiuana.Essa ideia de 'alguém que sofre no passado e quer que outro alguém sofra no futuro' evocada por Evelin me lembrou que existe um ditado. e também é gente feliz pois esquece as coisas. por exemplo. das terras baixas da América do sul. e portanto não pode perdoar. Aconteceu alguma coisa que alguém lembrou do mal que uma certa pessoa fez à seus parentes. é gente humana. . afinal de contas a temporalidade moderna é “imposta a um regime temporal que corre de forma totalmente diversa. Vivian diz: “Eu falei preconceito. os sintomas de um desentendimento se multiplicam. 1994). porquê ela não tinha perdoado. sucede-se que uma aldeia está muito bem em festa. No universo indígena amazônico. ou da vingança que lhes é devida. porquê se tivesse perdoado teria esquecido. Esse exemplo. uma ideia de que você não pode esquecer que temos uma 'culpa' a priori e que é sempre resgatada pela memória: eu te perdoo mas não esqueço! Isto é.

é revelador de outra patroa.. volta à França e ao modo de vida 'moderno'. desdobra-se em “dicotomias tipológicas” que “destacam aspectos variados de um contraste em última análise redutível a ‘Nós’ versus os ‘Outros’. E segue Vivian: “porque a mãe dela imaginava que ela tava vivendo uma vida boa e esqueceu da família. também afetada de maneira a sentir e refletir as angústias que a vida moderna pode nos provocar. incorporada pela sociedades industriais.Em várias falas as crianças se referem a um momento que diz respeito ao tempo ainda em Senegal. na relação entre as duas. dizendo por exemplo: Vivian continua: “. e também pode ser o 'início da história' que está exatamente deslocado para um momento posterior no decorrer do filme. mas apenas observando que se houve uma 'transformação' (Viveiros de Castro. com um detalhe: para Vivian houve uma certa “ascensão” da patroa ao mudarem-se de volta para a França.tinha um cara lá que escreve as cartas e aparece no início. ou a primeira parte. segundo Vivian.. 2015) em alguém nessa história ela aconteceu em ambos os sentidos. do início das relações de trabalho estabelecidas em Dakar entre Doiuana e a patroa francesa ficou marcada uma mudança não apenas nas expectativas frustradas de Doiuana mas também na relação entre elas. que move noções de “início” que não necessariamente dizem respeito ao princípio do filme. uma mulher permanentemente estressada. Assim podemos pensar que o escritor de cartas da comunidade de onde vem Doiuana. Não estamos negando a existência de 'opressões' nas relações contadas por essa história. parece que o momento inicial da história deslocado para a segunda parte do filme. instituída pelo diretor.” Aqui. aparece num momento inicial da narrativa o que não necessariamente é o mesmo lugar do início do filme. Há uma quebra na contagem linear do tempo.” O “início” citado aqui pode ser o 'início do filme'. O que é caracterizado aqui como ascensão. Conclusão A tri-divisão iluminista entre povos 'selvagens'. 'bárbaros' e 'civilizados'. constituindo o núcleo das . como aconteceu com a rica: o dinheiro subiu a cabeça dela e ela mudou totalmente o modo.

Por seu turno. o 'social' do 'natural' e a partir dessa impomos outras distinções fundamentais para o mundo moderno em que 'quase-vivemos'. em processo de 'sociologização' pelas regras sociais. pronome perigoso por excelência? Por quê fazemos. exprimem os 'Grandes Divisores' entre 'Nós'. O mundo delas (crianças/incompletas?). dos mares da China até a Terra do Fogo. . ainda que o mesmo que o nosso (adultos/completos?). Gostaria de defender aqui. e dizem. sem nunca o ser efetivamente. 2009). que fazem parte da 'Constituição Moderna'. dos Nuer aos 'favelados'. que pensemos mais no que as pessoas dizem e não no que elas são capazes de repetir. Assim sendo. não cabe nos polos dicotômicos 'constitutivos'. o que essas crianças dizem não são meros erros interpretativos. 'nós' “estamos sempre quase-sendo aquilo que gostaríamos de ser” (Viveiros de Castro. O que as questões colocadas por essas crianças pode nos fazer pensar sobre 'nós'. todos os outros. e 'Eles'. irão alcançar no fim de uma linha evolucionista. que estejamos mais atentos às 'diferenças' do que às 'repetições'. justamente. os ocidentais. é composto por variações e posições inconstantes situadas a partir de si próprias e não situadas por outra pessoa apenas. como 'modernos' que somos. O que elas pensam. pobrezinhas.‘teorias do grande divisor’ que singularizam o Ocidente moderno frente às demais sociedades humanas” (Viveiros de Castro. enfim. isto é. conceitos fechados como se o mundo e todas as possibilidades de pensamento coubessem em sua estreiteza. quando tratamos de grandes temas como 'Colonialismo na África' costumamos fazê-lo a partir de categorias fechadas. algumas distinções 'básicas' para a constituição de certas realidades universalizadas? Que instituímos um 'socius' que separa. 2002). observando-se que diversas vezes com significados 'outros' que não as caixinhas fixas em um dos polos 'indivíduo/sociedade' ou 'natureza/cultura'. como se houvesse uma verdade 'científico-social-humana' que elas. Todas essas dicotomias fazem referência aos pares “primitivo/civilizado” ou “tradicional/moderno” e são encontradas em abundância nas falas selecionadas. nossas relações com as crianças refletem.

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