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Dilma Vana Rousseff Presidenta da República Guido Mantega Ministro da Fazenda Jorge Fontana Hereda Presidente da Caixa Econômica Federal .

modernizar. mas engloba também o desenvolvimento cultural do nosso povo e a valorização de suas tradições. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL 7 . O objetivo desse projeto é compartilhar o conhecimento de grandes nomes da caligrafia nacional com pessoas interessadas pelo tema. que traz para as unidades da CAIXA Cultural de São Paulo. Brasília e Fortaleza. cujas propostas têm em comum o exercício de liberdade e criatividade. A CAIXA participa ativamente no fomento artístico e cultural do país promovendo projetos em diversos segmentos como: música. A instituição acredita que o desenvolvimento sustentável do país não se dá apenas nas esferas econômica. agente de políticas públicas e parceira estratégica do Estado Brasileiro. social e ambiental. como instituição financeira. e ainda fomentar nos jovens talentos o prazer de trabalhar sua escrita. seja iniciante ou experiente. além de apoiar museus e a preservação de acervos públicos brasileiros. com o objetivo de restaurar. através do gesto da escrita. Salvador. artes plásticas. é um dos principais objetivos definidos na missão da CAIXA. digitalizar e propiciar um maior acesso da população aos bens culturais do país. reformar. dança. quatro dias de oficinas. teatro. De acordo com essas diretrizes.Atuar na promoção da cidadania e do desenvolvimento sustentável do país. a CAIXA patrocina o Ciclo Mandacaru de Oficinas de Caligrafia.

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Bebel Abreu. Salvador. Quase esquecida no vasto universo de sua própria herança — o design gráfico — a caligrafia parece fazer parte de um tempo sem volta. quadrinhos e tipografia. e com ele apresentar quatro grandes mestres do traço vindos de várias partes do país: AndréaBranco e Tony de Marco são de São Paulo. sedimenta e protege a linguagem. individuais. A Mandacaru segue firme no propósito de promover e difundir algumas atividades manuais que andam meio esquecidas nestes tempos exageradamente digitais — assim como já fez com as oficinas de colheres de bambu. uma ação tão pessoal que deixa marcas autorais. Temos a alegria de realizar este projeto em mais uma parceria com a CAIXA Cultural. do Recife. Cláudio Gil vem do Rio de Janeiro e Matheus Barbosa.Caligrafia na Caixa Cultural Como disse uma vez o calígrafo convidado Cláudio Gil: “A caligrafia é a memória do gesto que constrói a escrita. poucos desenham suas letras à mão livre”. Brasília e a recém-inaugurada em Fortaleza. inimitáveis. ilustração. buscamos realizar um intercâmbio cultural nesta nação continental que é o nosso Brasil. já que nos dias de hoje. dá solidez à palavra. A ideia de dedicar o terceiro CICLO MANDACARU DE OFICINAS ao tema CALIGRAFIA veio da vontade de resgatar essa tal ‘memória do gesto’ — o gesto da escrita. curadora 9 . Levando as oficinas — sempre gratuitas e abertas ao público — às unidades de São Paulo.

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um dos usos atuais mais comuns dessa elegante tradição. sobretudo nos monastérios. A expressiva. ela era restrita e dominada por poucos: a Igreja Católica. É possível encontrar diversos meios de aplicação da caligrafia. Em 1454. a caligrafia moderna pode ser dividida em tradicional e expressiva. Na Idade Média. de estilo impecável. A palavra caligrafia vem do grego e significa a arte da bela escrita: “beleza” (kallos) e “escrever” (graphein). Mas a invenção da imprensa não diminuiu a importância da caligrafia. mas nem sempre foi assim. para muita gente. Mas quem não tem na memória a época da alfabetização. E desde então esta cultura vem se propagando em distintos mercados. É o caso das delicadas letras dos convites de casamento. 11 . muitas vezes usando cadernos de caligrafia? Esse simples ato de comunicar uma mensagem com letras desenhadas guarda quase três mil anos de história da escrita. Não há uma escolha correta nesse mundo dual da caligrafia. A potencialidade dos dois caminhos é diferente. foi introduzido o ensino da caligrafia em escolas de arte. ordem e ritmo. gerando uma caligrafia que tecnicamente não é perfeita. combinado com a ferramenta. aplicava este ofício em seus documentos. a caligrafia também deve respeitar harmonia. Escrita e caligrafia andam juntas – a segunda está inserida na primeira – mas vai além: ela é uma espécie de poesia formal onde o modo de construção. Além da beleza. A tradicional é clássica. por sua vez.Caligrafia: a beleza formal da escrita Em tempos de e-mail e SMS. Para sua primeira publicação – a Bíblia – adotou o estilo gótico. dando ainda mais força ao conteúdo da escrita. torna mágico o modo de escrever. Hoje. No início do século XIX. quando aprendíamos a “desenhar” as letras. O importante é cultivar o ofício da caligrafia praticando a valorização da poesia visual que as letras têm a oferecer. mas é carregada de expressão e humanidade. o alemão Johannes Gutenberg criou a prensa de tipos móveis. o hábito de escrever a mão está restrito a fazer lista de compras e anotar um recado ou outro. utiliza a estrutura formal como base e ao mesmo tempo rompe com ela. é transgressora.

Apolo Longhi .

C. A tinta que abastece as penas é fundamental na caligrafia.. que propiciam liberdade com suas variadas formas. A tinta foi inventada pelos chineses por volta de 2. além do papel. Hoje. ou as chatas automatic pens nos experimentos mais aventureiros. Cada época tem os instrumentos de sua preferência. e o guache e a aquarela aparecem em aplicações mais elaboradas. – hoje. Para poder usar o papel. os suportes para caligrafia incluem tecidos.C. Há ainda a opção de usar pincéis.C. mas vale recordar que a história da escrita começou com ferramentas bem mais rústicas. por volta do ano 700. papéis e tintas ajudam o calígrafo a potencializar o gesto da escrita e se expressar em uma infinidade de maneiras. As pedras com pontas afiadas foram os primeiros instrumentos usados pelo homem para deixar sua marca nas cavernas. patos e gansos. mas só se tornou popular por volta de 1. Daí até a invenção da escrita passaram-se alguns séculos. Dentro dele. tamanho e dureza. pena e tinta e materiais de suporte são comuns na rotina dos calígrafos. A gama de penas. suportes e tintas Papel. Os chatos imitam o uso da pena quadrada e os finos são utilizados em escritas delicadas. mas duravam pouco – não mais que uma semana. no Egito. as penas eram retiradas de cisnes. Enquanto isso. metal ou marfim para fazer marcas em tábuas de cera e deixar seu recado. que davam fluidez à escrita. as penas variam em forma. Podem ser utilizados os bicos de penas para a escrita inglesa. 13 . Os gregos testaram osso. são as queridinhas do momento. surgia o papel – um dos papiros mais antigos conhecido é de 2.Ferramentas. tamanhos e tipos de cerda. As canetas foram evoluindo até chegar. produzidas em materiais como bronze e aço.200 a. Uma antiga ferramenta de desenho chamada tiralinhas e sua variante artesanal.000 a. os romanos criaram uma espécie de caneta feita de um tubo oco de bambu com uma ponta afiada. vidros e muros. Em geral.600 a. eram injetadas tintas ou algum tipo de fluido. na pré-história. O formato das penas metálicas atuais foi inspirado nas penas animais. a colapen. O nanquim é mais usado para estudos e esboços. às penas de aves que vemos em filmes de época.

Calígrafos convidados Roberta Figueiredo Andréa Branco nasceu em São Paulo. designer e calígrafo. tendo formado centenas de pessoas.flickr.com/photos/49471096@N00/ Marco Moreira 14 . Participou de diversas exposições. Em 2009 fez a revisão técnica do livro A Arte da Caligrafia. Com a individual Kaligrápho & non kalligrapho expôs no CCJF Rio de Janeiro e inaugurou o Centro Cultural Correios Recife em 2009. Seus cursos pelo Brasil já receberam mais de mil alunos desde 2004. Desenvolve a caligrafia como arte e dá oficinas para os mais variados públicos. Brasil 2010. Em seu atelier. www. criou o Curso de Caligrafia Artística para o público em geral e o Curso de Caligrafia para Designers.flickr. estúdios e editoras.As páginas desconhecidas do processo criativo. primeiro e excelente título traduzido para o português. Possui trabalhos publicados em diversos livros e revistas no Brasil e no exterior como os livros 1000 Artist Journal Pages nos EUA e Sketchbooks .com/andreabranco Cláudio Gil é artista plástico. como a três Mostras Internacionais de Caligrafia ocorridas na Rússia entre 2008 e 2010. tem criado caligrafias sob medida para agências. Calígrafa profissional há 23 anos. em São Paulo e outras capitais do país. em 1966. www. de David Harris.

designer tipográfico digital e pioneiro na street-art tecnológica. Desde 2001 atua na intervenção urbana através de experiências com stickers. www. pixação.br Lucídio Leão TONY DE MARCO é ilustrador. foi produzida pela dupla Cláudio Rocha e Tony de Marco.flickr. premiada no International Type Design Contest da Linotype. Ática e FTD são seus clientes na área de fontes caligráficas e dingbats. Desenhou a fonte da última reforma gráfica do jornal Notícias Populares. como a Samba.com/photos/tonydemarco Jorge Brivilati 15 . Paulo. além de ser o criador de mais de 50 alfabetos premiados mundialmente.matheusbarbosa. LEDs e materiais alternativos. Desenvolve design tipográfico digital desde 1989. Esteve em Buenos Aires cursando pós-graduação em Diseño de Tipografía na Universidade de Buenos Aires. em 2003. Foi ilustrador do jornal A Folha de S. As editoras Moderna. Saraiva. Participou da mostra Tipos Latinos 2008 com a fonte Armoribats e teve projetos selecionados para o Salão Pernambuco Design 2008 e a 9ª Bienal de Design Gráfico.matheus Barbosa é designer gráfico formado pela UFPE. Dirigiu o clip “Chapa o Coco” ganhador do VMB 2002 da MTV na categoria Rap. editor de arte das revistas Macmania e Magnet. A revista Tupigrafia. publicada pela Editora Bookmakers.com. www.

relações da caligrafia com a tipografia. surgimento das minúsculas. instrumentos. a caligrafia e as formas do alfabeto ocidental romano – manejo da pena quadrada.CALIGRAFIA PARA DESIGNERS A oficina oferece uma introdução à caligrafia. Através de exercícios práticos e observação de alguns trabalhos nacionais e internacionais. o participante conhece as origens do nosso alfabeto e obtém uma introdução dos fundamentos da história da tipografia. 16 . suportes e tintas. Faremos um breve apanhado da história da escrita e da caligrafia ocidental. tanto em seu contexto histórico quanto prático. grandes designers calígrafos e publicações. demonstração da pena de bico no alfabeto cursivo inglês. estudo prático da pena quadrada no alfabeto romano sem serifas. bibliografia e sites selecionados.

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20 . Os alunos desenharão. terão noções básicas para a composição de textos e também construirão seu instrumento de trabalho.CALIGRAFIA EXPERIMENTAL Com um material audiovisual selecionado e o desenho de caligrafias em aula. estudarão um alfabeto fundamental. O objetivo é proporcionar aos alunos uma visão da evolução do alfabeto latino através do tempo e das diferentes culturas em que ele se estabeleceu. o instrutor traçará diversos alfabetos que vão desde a Roma antiga até os dias atuais.

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LIVRETO CALIGRÁFICO A oficina parte da análise. frases e textos serão a base para o desenvolvimento dos livretos caligráficos. frases. ordem e ritmo. a sua escrita manuscrita. finalmente. texto e. criação e modificação da escrita do dia-a-dia. composição de texturas. Com o suporte de uma coleção de imagens para ampliar o repertório. Durante a oficina: análisisaremos escritas. do livreto. modificação da escrita. 24 . os participantes utilizarão ferramentas caligráficas recicláveis (penas feitas de lata de refrigerante e cartão magnético) onde a construção de texturas. construção de ferramenta.

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28 . desenhar e remixar o que foi registrado em novas criações. para então. num exercício de observação e alteração criativa das imagens.SAFÁRI FOTOTIPOGRÁFICO O grupo sai às ruas para “caçar” letras com celulares ou minicâmeras. e é recomendado uso de laptop com software de tratamento/manipulação de imagens e cabo para descarregar as fotos. Pré-requisito: levar qualquer máquina fotográfica (pode ser celular com câmera). na sala de aula.

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Tony de Marco As imagens deste catálogo pertencem aos arquivos pessoais dos artistas convidados: Andréa Branco: 15. 6. Cláudio Gil Matheus Barbosa. 28. 8. 19. 9 e 11) Marina Motomura Site Daniel Cabral (design) Leandro Castro (programação) Produtor local Santiago Mourão (Brasília) Wendel Alves (Fortaleza) Letícia Marques (São Paulo e Salvador) Calígrafos convidados Andréa Branco. 9 e 11) Matheus Barbosa Edição (textos págs. 24 e 25 Tony de Marco: 27. 16 e 17 Cláudio Gil: capa. 29 e 30 32 . 20 e 21 Matheus Barbosa: 23.CRÉDITOS Curadoria e Produção Executiva Bebel Abreu Assistente de Produção Letícia Marques Direção de Arte Manaira Abreu Designers Apolo Longhi e Brena Ferrari Criação da marca e grafismos Criação de textos (págs.

quarta-feira Matheus Barbosa: 4/10. quinta-feira Andréa Branco: 6/10. quarta-feira Matheus Barbosa: 20/9.26/8 Brasília 3 .23/9 Fortaleza 7 . com intervalo para almoço. quinta-feira Andréa Branco: 24/8. domingo Cláudio Gil: 7/11. Pessoa Anta 287. sábado Tony de Marco: 11/11. 57 . domingo Das 10h às 18h. domingo Cláudio Gil: 3/10. sábado Tony de Marco: 7/10. lotes 3/4 Brasília DF Info: (61) 3206 9450 Salvador 19 . quarta-feira Matheus Barbosa: 8/11. quinta-feira Andréa Branco: 10/11.com.mandacarudesign.Centro Info: (71) 3421 4200 CAIXA Cultural Fortaleza Av.7/10 CAIXA Cultural São Paulo Praça da Sé. 111 .Inscreva-se através do site e concorra a uma vaga! www. domingo Cláudio Gil: 19/9.facebook.com/MandacaruDesign 33 . Entrada: franca Acesso para pessoas com necessidades especiais Twitter: @MandacaruDesign #CicloCaligrafia Facebook: http://www.Centro Info: (11) 3321 4400 CAIXA Cultural Brasília SBS Quadra 4. Praia de Iracema Info: (85) 3453 2750 Cláudio Gil: 22/8. sexta-feira Tony de Marco: 26/8. quarta-feira Matheus Barbosa: 23/8. sexta-feira Tony de Marco: 23/9.11/11 CAIXA Cultural Salvador Rua Carlos Gomes.br/oficinas-de-caligrafia São Paulo 22 . quinta-feira Andréa Branco: 21/9.

sedimenta e protege a linguagem. dá solidez à palavra.” 34 .“A caligrafia é a memória do gesto que constrói a escrita.