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UNIVERSIDADE TECNOLÓ GICA FEDERAL DO Disciplina de PARAN Á Qu í mica e Biologia (Qu
UNIVERSIDADE
TECNOLÓ
GICA
FEDERAL
DO
Disciplina de
PARAN
Á
Qu í mica
e
Biologia
(Qu í mica
I)
Intera
çõ es
Atô micas
e
Moleculares
Profa.
Profa.
Ana
Ana
Paula
Paula Franco
Franco
(Qu í mica I) Intera çõ es Atô micas e Moleculares Profa. Profa. Ana Ana Paula
­ Na natureza, os átomos atrav és de se associam, em busca de estabilidade, ligaçõ
­
Na natureza,
os átomos
atrav és de
se
associam, em
busca
de
estabilidade,
ligaçõ es
qu
í
micas.
­
Os únicos
átomos
que
podem
ser
encontrados
no
estado
isolado
(mol
é
culas
monoat ô micas)
e
est á veis
s
ão
os
gases
nobres.
­
Os
demais
átomos
se ligariam
entre
si
tentando
alcan ç ar
a
configura
çã o
eletr
ônica do
gás
nobre
mais
pr
ó
ximo
deles na
tabela
periódica.
alcan ç ar a configura çã o eletr ônica do gás nobre mais pr ó ximo
­ Todos os gases nobres, com exce ção do He, possuem 8 elétrons. ­ Teoria
­
Todos os
gases nobres,
com exce
ção do
He,
possuem 8
elétrons.
­
Teoria
do
octeto
,
e
foi
proposta
por
Kossel
e
Lewis
no
iní
cio
do
s
é
culo
XX,
baseada na
id é
ia,
de
que
a
val ência de
um
átomo
passou
a
ser
vista
como
a
quantidade
de
el étrons
que
um
átomo
deveria
receber
,
perder
ou
compartilhar
para
tornar
sua
ú
ltima
camada
(camada
de
do
gás
nobre
de
n
ú mero
at
ômico
mais
pró
val ência)
ximo.
igual
a
sua ú ltima camada (camada de do gás nobre de n ú mero at ômico mais
As liga çõ es qu í micas podem ser classificadas em trê s categorias: ­
As
liga çõ es qu í micas podem
ser classificadas
em
trê s
categorias:
­
I
ô
nica
­
Covalente
normal
e
dativa
­
Met á lica
podem ser classificadas em trê s categorias: ­ I ô nica ­ Covalente normal e dativa
Liga çã o I ô nica: ­ Ocorre com a formação de í ons .
Liga çã o I
ô
nica:
­
Ocorre
com
a
formação de
í
ons
.
­
A
atração
entre os
átomos que formam
o
composto é
de
origem
eletrost á
tica.
­
Sempre
um
dos
átomos
perde
el
étrons,
enquanto o
outro
recebe.
­
O
átomo
mais eletronegativo
eletronegatividade.
arranca
os
el é trons
do
de
menor
­
Ocorre entre metais
hidrogênio.
e n ão metais
e
entre
metais e
Na ligação iô nica: A ligaçã o iônica ocorre entre metais e n ão metais
Na
ligação iô
nica:
A ligaçã
o
iônica
ocorre
entre
metais
e
n
ão
metais e
entre
metais
e
hidrogênio.
Num
composto
i
ônico,
a
quantidade
de
cargas
negativas
e
positivas
é
igual.
metal
:
á
tomo
com
facilidade
para
liberar
os
el
étrons da
ú
ltima
camada;
n
ão
metal
:
átomo
com
facilidade
de
adicionar
el
étrons
à
sua
última camada.
da ú ltima camada; n ão metal : átomo com facilidade de adicionar el étrons à
Exemplo: A ligaçã o entre o sódio ( 11 Na) e o cloro ( 17
Exemplo:
A
ligaçã o entre
o
sódio
( 11 Na) e o
cloro ( 17 Cl)
é
um
exemplo
caracter í stico
de
liga çã o
i
ô
nica.
Observe
a
distribui
ção
dos
el étrons
em
camadas para
os
dois
elementos:
Na
2
­ 8
­
1
Cl
2
­
8
­
7
a distribui ção dos el étrons em camadas para os dois elementos: Na 2 ­ 8
­ O s ódio: com 11 pr ó tons e 11 el é trons, apó
­ O s ódio:
com 11 pr ó
tons
e 11 el é
trons,
apó
s
a liga
çã o,
a
quantidade
de
pr ótons
não
se
altera e
a
de
el étrons
passa a
ser
10.
­O
cloro:
com
17
pr ótons
e
17 el
étrons,
tem
sua
quantidade
de
elé
trons
aumentada
de
uma
unidade
ap ó
s
a
ligação.
­
Com
isso
o
s
ódio
se
torna um
í
on
de
carga
1+
e
o
cloro
1­.
uma unidade ap ó s a ligação. ­ Com isso o s ódio se torna um
­ O s ódio: com 11 pr ó tons e 11 el é trons, apó
­ O s ódio:
com 11 pr ó
tons
e 11 el é
trons,
apó
s
a liga
çã o,
a
quantidade
de
pr ótons
não
se
altera e
a
de
el
é
trons
passa a
ser
10.
­O
cloro:
com
17
pr ótons
e
17 el
étrons,
tem
sua
quantidade
de
elé
trons
aumentada
de
uma
unidade
ap ó
s
a
ligação.
­
Com
isso
o
s
ódio
se
torna um
í
on
de
carga
1+
e
o
cloro
1­.
­
A
for
ç
a
que
mant ém
os
dois
átomos
unidos
é
de
atração
elé
trica,
ou
seja,
uma
liga ção
muito
forte.
­Como foram
utilizados
um
átomo
de
cada tipo,
a f órmula
do
composto ser á
NaCl.
Caracterí sticas dos compostos iô nicos: Apresentam forma definida, s ã o só lidos nas
Caracterí sticas dos
compostos iô
nicos:
Apresentam
forma
definida,
s
ã
o
lidos
nas
condi
ções
ambientes;
Possuem
altos
ponto
de
fusã
o
e
ponto
de
ebuli
çã
o;
Conduzem
corrente
elé trica
quando
dissolvidos
em
á
gua
ou
fundidos.
fusã o e ponto de ebuli çã o; Conduzem corrente elé trica quando dissolvidos em á
Ligação covalente simples: É o tipo de ligação que ocorre quando os dois átomos precisam
Ligação covalente simples:
É o
tipo
de
ligação que ocorre
quando
os
dois átomos
precisam adicionar elé trons em
suas
últimas camadas.
­
ocorre
o
compartilhamento
da
quantidade
de
el étrons
necess ária
em
suas últimas
camadas
para
que
eles
atinjam
a
estabilidade.
­
Cada
um
dos
átomos
envolvidos
entra
com
um
el étron
para
a
forma ção
de
um
par
compartilhado,
que
a
partir
da
formação
passar á
a
pertencer
a
ambos
os
átomos.
­
Ocorre
entre
n
ão
metais e
n
ão
metais,
não
metais
e
hidrogênio
e
entre
hidrog ê nio e hidrog ê
nio.
Ocorre entre n ão metais e n ão metais, não metais e hidrogênio e entre hidrog
Exemplo: Exemplo: H H 2 O O hidrogê hidrogê nio nio possui possui um um
Exemplo: Exemplo:
H
H
2
O
O
hidrogê hidrogê
nio nio
possui possui
um um ú ú nico nico
elé tron
elé
tron na
na
camada
camada
K,
K,
compartilhando 1
compartilhando 1
el
elé tron,
é tron, atinge
atinge
a a
quantidade quantidade
necess á
necess á ria para,
ria
para,
que
que é é
de
de
dois elé trons
dois
el
é
trons
((HeHe ). ).
Os
Os
elé trons
elé
trons
compartilhados compartilhados
passam passam
a ser
a
ser
contados
contados
para
para
as
as
eletrosferas
eletrosferas
dos
dos
dois dois
á
á tomos tomos
participantes participantes
da da
liga çã o.
liga
çã o.
eletrosferas dos dos dois dois á á tomos tomos participantes participantes da da liga çã o.
Na Na molécula mol écula de de N N ocorrem ocorrem tr tr ês ês
Na
Na
molécula
mol
écula
de de
N
N
ocorrem ocorrem
tr tr ês ês
ligações
ligações covalentes
covalentes
entre
entre
2
os
os
dois dois
átomos. átomos.
77
N
N
2 2
– 5 5
Estas
Estas
tr tr ês ês
ligaçõ
ligações
es
(
( tripla tripla
ligação o ) )
liga
çã
garantem
garantem
que os dois
que
os
dois
á átomos tomos
de de
nitrogênio nitrogênio
atinjam atinjam
a a
quantidade de
quantidade
de
oito oito
el el étrons étrons
nas
nas
suas suas
ú ú
ltimas ltimas
camadas. camadas.
A
A
liga
ligação covalente
ção covalente
entre
entre
dois
dois
átomos
átomos
iguais
iguais
é dita
é dita apolarapolar
, ,
pois
pois
nela
nela
os
os
elétrons
elétrons
s ão
s
ão
compartilhados de
compartilhados de maneira
maneira
igual,
igual,
nenhum
nenhum dos átomos
dos átomos
tem
tem
mais
mais for ç a
for ç a que
que
o o
outro
outro
para atrair o el étron
para atrair o el étron para
para
si. si
­ 6 ­ ( ­ C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga

­

6

­

(

­

C

A

2

­

4

a

nas

ú

4

liga ção

­ 6 ­ ( ­ C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã
­ 6 ­ ( ­ C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã
­ 6 ­ ( ­ C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã

O

si

8

el

é

C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el
C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el
C A 2 ­ 4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el

é

a

4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el é é a 6
4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el é é a 6
4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el é é a 6
4 a nas ú 4 liga çã o O si 8 el é é a 6

6

e

dois átomos de oxig ê nio e de ligações covalentes. á tomo de O 2
dois átomos
de
oxig ê nio e
de
ligações
covalentes.
á
tomo
de
O
2
el
é
trons
que
ambos
atinjam
os oito
e
com
diferentes
dita
polar
pois
o
átomo
de
os
el étrons

molécula de CO 2

formada por

um de carbono unidos atrav és

2 –

C

compartilha

étrons

cada

dupla liga ção), garantindo assim

ltimas

elétrons

camadas.

Como

entre

á tomos diferentes

eletronegatividades,

Como entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para

ligaçã o é

oxigênio atrai

entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais

para

mais

entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais

fortemente

entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais

compartilhados.

entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
entre á tomos diferentes eletronegatividades , liga çã o é oxig ê nio atrai para mais
Liga çã o covalente dativa ou coordenada: ­ Neste tipo de liga çã o, um
Liga çã o covalente dativa
ou
coordenada:
­
Neste
tipo
de
liga çã o,
um dos átomos
que
já estiver com
última
camada
completa entra
com
os
dois
el
étrons do
par
compartilhado.
­
Este
par
de
elé
trons apresenta
as
mesmas
caracter í sticas
do
da
liga ção
covalente
simples,
a
única
diferen ça
é
a
origem dos
elétrons,
que
é
somente
um
dos
átomos
participantes
da
ligação.
a única diferen ça é a origem dos elétrons, que é somente um dos átomos participantes
­ Os elé trons do par passam a pertencer a ambos os átomos participantes. ­
­ Os
elé trons
do par
passam
a
pertencer a ambos
os
átomos
participantes.
­
A
liga ção
covalente coordenada é
representada
por
uma
seta
que
se
origina
no
átomo
doador
e
termina
no
átomo
receptor.
coordenada é representada por uma seta que se origina no átomo doador e termina no átomo
Exemplo: Exemplo: SO SO 33 Dadas Dadas as as distribui distribui çõ çõ es es
Exemplo: Exemplo:
SO SO
33
Dadas Dadas
as as
distribui distribui çõ çõ es es
eletrô
eletrô nicas
nicas
em camadas
em camadas
para os
para os
á
á
tomos
tomos
de
de
16S
16S
e e
8O.
8O.
S
S
2 2
­ ­
8 8
­ ­
6 6
O
O
2 2
6 6
Compartilhando dois
Compartilhando dois
el
elé
é
trons
trons
atrav é
atrav é s
s
de
de
liga ções
liga ções
covalentes simples, ambos os
covalentes simples, ambos os á tomos
á
tomos
atingem
atingem
os
os oito
oito
os á tomos á tomos atingem atingem os os oito oito el é trons el é

el é trons

el é trons na

na ú ltima

ú

ltima

camada.

camada.

á tomos atingem atingem os os oito oito el é trons el é trons na na
Caracter ísticas dos compostos moleculares: Podem ser encontrados nos trê s estados fí sicos; Apresentam
Caracter ísticas
dos compostos
moleculares:
Podem
ser
encontrados nos
trê s
estados
fí sicos;
Apresentam
ponto
de
fus
ã
o
e
ponto
de
ebuliçã o
menores
que
os
compostos
i
ô
nicos;
Quando
puros,
n
ã
o
conduzem
eletricidade;
Quando
no
estado
s
ó
lido
podem
apresentar
dois
tipos
de
ret
ículos
cristalinos
(R.
C.
Moleculares,
R.
C.
Covalente).
s ó lido podem apresentar dois tipos de ret ículos cristalinos (R. C. Moleculares, R. C.
­ Ligação metálica: É o tipo de ligação que ocorre entre os átomos de metais
­
Ligação metálica: É
o tipo
de ligação
que
ocorre
entre
os
átomos de
metais
(1A,
2 A, grupos B).
­
Os átomos
tendê ncia
dos
elementos met á licos
apresentam
forte
a
doarem
seus
el
étrons
de
última
camada.
­
Quando
muitos
destes
átomos
est
ã
o
juntos
num
cristal
met
á
lico,
estes
perdem
seus el étrons da
última
camada.
Forma­se
ent
ã
o
uma
rede
ordenada
de
í
ons
positivos
mergulhada
aleat ório.
num
mar de el étrons em
movimento
ent ã o uma rede ordenada de í ons positivos mergulhada aleat ório. num mar de
­ Se aplicarmos um campo el étrico a um metal, orientamos o movimento dos elé
­
Se
aplicarmos
um campo el étrico
a
um metal,
orientamos
o
movimento
dos
elé trons
numa
dire çã o preferencial,
ou
seja,
geramos
uma
corrente
el é trica.
Teoria
da
nuvem
eletr
ô
nica:
­
Segundo
essa
teoria,
alguns
átomos
do
metal
"perdem"
ou
"soltam"
el étrons
de
suas
ú
ltimas
camadas;
esses
el
étrons
ficam
"passeando"
entre
os
átomos
dos
metais
e
funcionam
como
uma
"cola"
que
os
mantém
unidos.
­
Existe uma
for ça
de
atra çã o
entre
os
elé trons
livres
que
movimentam­se
pelo
metal
e
os
c
á tions
fixos,
e
fornece

as caracter ísticas dos metais.

trons livres que movimentam­se pelo metal e os c á tions fixos, e fornece as caracter
Propriedade dos metais: ­ Brilho met álico caracter í stico; ­ Resist ê ncia à
Propriedade
dos
metais:
­
Brilho met álico
caracter í stico;
­
Resist
ê
ncia
à
tração;
­
Condutibilidade
el étrica
e
t
é rmica
elevadas;
­
Alta
densidade;
­
Maleabilidade(se
deixarem
reduzir
à
chapas
e
l
â
minas finas);
­
Ductilidade(se
deixarem
transformar
em
fios);
­
Ponto de
fus ão e
ebuliçã o
elevados
â minas finas); ­ Ductilidade(se deixarem transformar em fios); ­ Ponto de fus ão e ebuliçã
­ AlotropiaAlotropia (do (do grego allosallos, , outro, grego outro, e e tropostropos, , maneira)
­
AlotropiaAlotropia (do (do
grego allosallos, , outro,
grego
outro,
e
e
tropostropos, , maneira)
maneira)
foi
foi
um nome
um
nome
criado criado
por por J J öns öns
Jacob Jacob
Berzelius
Berzelius
e que hoje
e que hoje
designa
designa
o o
fen ômeno em
fen ômeno
em que um
que um
mesmo
mesmo
elemento
elemento
qu qu
í
í
mico mico
pode pode
originar originar subst subst âncias âncias
simples
simples
diferentes.
diferentes.
­
As As
subst â
subst âncias
ncias
simples simples
distintas distintas
s
s
ão ão
conhecidas
conhecidas
como
como
al al ó ó
tropos tropos
­ ­ Ocorre no
Ocorre no C, O,
C,
O,
S
S e
e
P.
P.
conhecidas como como al al ó ó tropos tropos ­ ­ Ocorre no Ocorre no C,
­­ 66 C forma C forma as subst âncias as subst âncias grafite grafite e
­­
66
C forma
C
forma as subst âncias
as subst âncias
grafite grafite
e e
diamante
diamante
de
de
forma natural
forma
natural
e e
os os
fulerenos fulerenos
de de
forma forma artificial. artificial.
­
O O grafite grafite
é é
um um
s
s
ó ó
lido lido escuro escuro
e e
pouco
pouco
duro,
duro,
apresenta
apresenta
massa massa
especí especí fica fica
de
de 2,22g/cm ³. ³ .
2,22g/cm
­
É É
um um
s
s
ó ó
lido lido
constitu constitu
í
í
do
do
pela pela
uni uni
ão ã o
de
de
enorme
enorme
quantidade
quantidade
de de
á
á tomos tomos
de
de carbono,
carbono,
e e
cada
cada um
um
deles
deles
apresenta
apresenta
geometria geometria
molecular
molecular trigonal
trigonal
plana. plana.
­
J
J
á
á
o o
diamante
diamante
é
é um
um
s ó lido transparente e e
s
ó lido transparente
muito
muito
duro,
duro,
apresenta
apresenta
massa espec
massa
espec
í
í
fica
fica
de
de
3,51g/cm ³.
3,51g/cm ³.
Sua
Sua
dureza
dureza
é é
atribuí da ao
atribuí da
ao modo como os v
modo como os
v
ários
ários
tetraedros
tetraedros
de
de
carbono
carbono
apresentam­se
apresentam­se
ligados
ligados
(cortar vidro e fazer brocas).
(cortar vidro e fazer brocas).
Geometria Geometria molecular: molecular: é o é o estudo de como estudo de como os
Geometria Geometria
molecular:
molecular: é o
é o
estudo de como
estudo de
como
os
os
á
á
tomos
tomos
est ã o
est ã o
distribuidos distribuidos espacialmente espacialmente em em
uma mol
uma mol
é
é
cula.
cula.
Esta pode
Esta pode
assumir vá
assumir vá rias formas geom é tricas, dependendo dos
rias formas geom é tricas, dependendo
dos
á
á
tomos
tomos
que que
a a
comp õ
comp õ em.
em.
As As
principais
principais
classifica çõ es
classifica çõ es
s sã o
ã
o
linear,
linear,
angular,
angular,
trigonal plana,
trigonal plana,
piramidal piramidal
e e
tetra é é drica.
tetra
drica.
Para Para
se se
determinar determinar
a a
geometria geometria
de de
uma uma
mol mol
é é cula, cula,
é é preciso preciso
conhecer conhecer a a
teoria
teoria da repuls
da
repuls ã o
ã
o
dos
dos
pares
pares
eletró nicos
eletró nicos
da camada
da
camada
de
de
valê
valê ncia
ncia.
ã o ã o dos dos pares pares eletró nicos eletró nicos da camada da camada
Teoria da repuls ã Teoria da repuls ã o o dos dos pares eletr ônicos:
Teoria da repuls ã
Teoria da
repuls ã
o o
dos dos
pares eletr ônicos:
pares eletr ônicos:
Baseia­se
Baseia­se
na na
idéia de que
id
é
ia de
que
pares pares
eletr ônicos
eletr ônicos
da
da
camada de
camada de
valência valência
de de
um um
á átomo tomo
central, central,
estejam
estejam
fazendo
fazendo Liga ção
Liga ção
quí quí
mica mica
ou ou
n n
ão, ã o,
se se
comportam comportam
como
como
nuvens
nuvens
eletr ô
eletr ô
nicas
nicas
que
que
se
se
repelem,
repelem,
ficando
ficando
com
com
a a
maior
maior
dist â
dist â
ncia
ncia
angular poss í vel
angular
poss í vel
uns uns
dos dos
outros. outros.
n n ão ã o
ligante­não ligante­não
ligante ligante
> >
ligante­n
ligante­não
ã
o
ligante
ligante
> >
ligante­ligante
ligante­ligante
ligante > > ligante­n ligante­não ã o ligante ligante > > ligante­ligante ligante­ligante
Disposição geom étrica linear. posicionam em linha. Os átomos se Disposição geom é trica triangular
Disposição geom étrica linear.
posicionam em linha.
Os
átomos
se
Disposição geom
é
trica triangular plana.
Os
átomos
formam
um
triângulo
eq
üil átero.
Disposi
ção
geométrica tetraédrica.
Formato
de
tetraedro (pirâmide triangular).
Para se determinar a disposi ção geom étrica de uma molécula, basta seguir duas regras
Para se
determinar a
disposi
ção
geom
étrica
de
uma
molécula,
basta
seguir
duas regras
simples:
1)
Escrever
a
f
ó
rmula
estrutural;
2)
Identificar
o
n
ú
mero
de
liga ções
at ô
micas,
que
é o
mesmo
mero
de
zonas
de
repuls
ão;
­
Se
a
mol
é
cula
tiver
at
é
duas
zonas
de
repuls ã
o,
a
geometria
ser á
linear.
­
Se
tiver
tr ê
s,
ser á
triangular
plana
e
se
tiver
quatro
ser á
tetraé
drica.
ser á linear. ­ Se tiver tr ê s, ser á triangular plana e se tiver
Vejamos alguns exemplos: 1) Molécula de Dió xido de Carbono (CO 2 ) F ó
Vejamos alguns exemplos:
1)
Molécula de
Dió xido de
Carbono (CO 2 )
F
ó rmula
estrutural
(ligaçõ
es):
Note
que
o
á
tomo
de
carbono
estabelece
duas
duplas liga çõ es,
uma
dupla
liga çã o
com
cada átomo de
oxig ê
nio.
á tomo de carbono estabelece duas duplas liga çõ es, uma dupla liga çã o com
A molécula de CO 2 tamb ém pode ser representada conforme abaixo (disposi çã o
A
molécula
de
CO 2
tamb ém
pode
ser
representada
conforme abaixo
(disposi çã
o
geom é
trica
linear dos
el
étrons,
f
ó rmula
eletr ô
nica):
Representa
ção
esquem ática
da
mol
écula
de
di
óxido de
carbono,
que
apresenta
geometria
linear.
nica): Representa ção esquem ática da mol écula de di óxido de carbono, que apresenta geometria
2) Mol écula de Trifluoreto de Boro (BF 3 ) Fórmula estrutural: ­ O átomo
2) Mol écula de
Trifluoreto
de Boro (BF 3 )
Fórmula estrutural:
­ O
átomo
de
boro
forma
tr ês
liga çõ
es
simples,
uma
com
cada
á
tomo
de
fl
ú
or,
com
tr ê
s
zonas
de
geometria
triangular
plana,
repuls ão
conforme
e a
molecular
é
a
figura:
3) Molé cula de Metano (CH 4 ) Fórmula estrutural: ­ C estabelece quatro liga
3)
Molé cula
de
Metano (CH 4
)
Fórmula
estrutural:
­
C
estabelece
quatro
liga çõ
es
simples
com
os
átomos
de
H,
com
quatro
zonas
de
repuls ão
e a
geometria
molecular é
tetraédrica,
conforme figura
ao
lado:
As forças de interação entre as mol éculas: s ão dependentes da polaridade das ligaçõ
As forças
de
interação entre
as
mol éculas:
s
ão
dependentes
da
polaridade das
ligaçõ
es entre os átomos que
formam as
molé culas.
Polaridade
molecular: á tomos com
grande
diferenç a
eletronegatividade
(maior
atra çã
o
do
par
eletr
ônico,
de
distor çã o
da
nuvem
eletrônica).
Apolaridade
molecular:
pequena
ou
ausê
ncia
da
diferen
ç a de
eletronegatividade
(sem
distorçõ es
na
nuvem
eletrô nica.
pequena ou ausê ncia da diferen ç a de eletronegatividade (sem distorçõ es na nuvem eletrô
Força intermolecular: Quando duas mol éculas se aproximam há uma interação de seus campos magnéticos
Força
intermolecular: Quando
duas
mol éculas se
aproximam
uma
interação
de
seus campos
magnéticos
o que faz surgir
uma
for ç
a
entre elas.
Essas
for ç
as
variam
de
intensidade,
dependendo do
tipo
da
mol
é
cula
(polar
ou
apolar)
e,
no
caso
das
polares,
de
quão
polares
elas
s
ã
o.
Íon
x
mol
é
cula
polar:
É
a
força
mais
forte
e
sua
magnitude
pode
ser
compat
ível
a
de
uma
liga
ção
covalente
(
NaCl e
H
O).
2
força mais forte e sua magnitude pode ser compat ível a de uma liga ção covalente
Mol écula polar x mol écula da mesma polar: Ocorre entre moléculas polares subst ância
Mol écula
polar x
mol écula
da mesma
polar:
Ocorre
entre
moléculas polares
subst ância
ou
de
subst
âncias
diferentes, ambas
polares.
Esta
for ç a
é muito
conhecida
como
dipolo x
dipolo ou
dipolo­permanente
(
HCl).
Ligaçõ es
de
hidrog ê
nio
:
Quando
o
H
est á
ligado
a
um
átomo
de
forte
eletronegatividade
(F,
O
ou
N),
forma
liga
çõ
es
polares
muito
fortes.
Seus
p
ólos
fortemente
com
outras
mol
éculas
polares,
interagir ã o
formando
uma
forte
rede
de
liga
çõ
es
intermoleculares.
com outras mol éculas polares, interagir ã o formando uma forte rede de liga çõ es
Mol écula interação polar x mol écula apolar : Conhecida como dipolo x dipolo induzido,
Mol écula
interação
polar x
mol écula
apolar
: Conhecida como
dipolo x
dipolo induzido,
ocorrem
porque
mol
é
culas
polares
(dipolos
permanentes)
conseguem
distorcer
a
distribui çã
o
de carga
em
outras
molé culas
vizinhas,
atrav
é
s
de
polariza
çã o
induzida.
Uma
interação
desse
tipo
é
uma
interação
fraca.
Essas
interações
s
ão
respons áveis,
por
exemplo,
pela
solubilidade
de
gases
como
o
O
(apolar)
em
á
gua.
2
interações s ão respons áveis, por exemplo, pela solubilidade de gases como o O (apolar) em
Mol écula elétrons apolar x mol écula apolar: O movimento dos permite que, em determinado
Mol écula
elétrons
apolar x mol écula
apolar: O
movimento
dos
permite que,
em
determinado
momento,
mol
é
culas
apolares
consigam
induzir
um
dipolo
em
sua
mol
é
cula
vizinha
e
esta,
uma
vez
polarizada,
d
ê
seqüê
ncia
ao
efeito
(
gasolina).
Essas
for ç as
foram
percebidas
pelo
f
í sico
polonês
Fritz
London,
que
sugeriu
que
mol éculas apolares
poderiam
se
tornar
dipolos
tempor á
rios.
Essas
for
ç
as
ficaram
conhecidas como for ç as
de
dispersão
ou
for
ç
as
de
London
ou
de van der
Waals.
for ç as ficaram conhecidas como for ç as de dispersão ou for ç as de
Veja qual for ç a intermolecular é mais intensa atrav és da figura abaixo: A
Veja
qual for ç a intermolecular
é
mais
intensa atrav és
da
figura
abaixo:
A
seta
indica
a
ordem
crescente
da
intensidade
de
interação.
é mais intensa atrav és da figura abaixo: A seta indica a ordem crescente da intensidade
Exerc Exerc í cios fundamentais: í cios fundamentais: referentes referentes aos aos assuntos assuntos
Exerc Exerc
í cios fundamentais:
í
cios
fundamentais:
referentes
referentes
aos
aos
assuntos
assuntos
abordados:abordados:
­
Liga
Liga ções
ções
qu qu
í
í
micas;
micas;
­
Geometria Geometria
molecular; molecular;
­
Polaridade Polaridade
de de
ligaçã ligaçã
o; o;
e e
­
For
For ças
ças
intermoleculares. intermoleculares.
Polaridade Polaridade de de ligaçã ligaçã o; o; e e ­ For For ças ças intermoleculares.