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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS C C u u r r s

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

CCuurrssoo PPrróó--TTééccnniiccoo

Disciplina:

Matemática

TTeexxttoo EExxppeerriimmeennttaall 11 aa EEddiiççããoo

Antonio José Bento Bottion e Paulo Henrique Cruz Pereira

Varginha – Minas Gerais Dezembro de 2006

Álgebra

Álgebra Fonte: http://community.learnnc.org/dpi/math/archives/AlgArt.gif Geometria Fonte:

Fonte: http://community.learnnc.org/dpi/math/archives/AlgArt.gif

Geometria

Geometria Fonte:

Fonte: http://ww2.wdg.uri.edu:81/testsite/fileadmin/advance_client/mathematics.gif

MATEMÁTICA I Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha

MATEMÁTICA I

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha

Prof. Antônio José Bento Bottion

ÍNDICE

1. TEORIA DOS CONJUNTOS

6

1.1. SIMBOLOGIA

6

1.2. CONCEITOS PRIMITIVOS

6

1.3. REPRESENTAÇÕES DE UM CONJUNTO

7

1.4. MAIS DOIS POSTULADOS

8

1.5. DEFINIÇÃO DE SUBCONJUNTO

8

1.6. TEOREMAS

9

1.7. COMPLEMENTAR

10

1.8. CONJUNTO UNIVERSO

10

1.9. UNIÃO

11

1.10. INTERSECÇÃO

12

1.11. DIFERENÇA

13

1.12. PAR ORDENADO

15

1.13. PRODUTO CARTESIANO

15

2. CONJUNTOS NUMÉRICOS

17

2.1. NÚMEROS NATURAIS E NÚMEROS INTEIROS

17

2.2. NÚMEROS RACIONAIS

17

2.3. NÚMEROS IRRACIONAIS

19

2.4. NÚMEROS REAIS

19

2.5. TEOREMAS

19

2.6. OUTRAS NOTAÇÕES

21

2.7. INTERVALOS

21

3. ARITMÉTICA DOS INTEIROS

23

3.1. MÚLTIPLO E DIVISOR

23

3.2. NÚMERO PAR

23

3.3. TEOREMA

25

3.4. NÚMERO PRIMO

26

3.5. NÚMERO COMPOSTO

26

3.6. TEOREMA

26

3.7. FORMA FATORADA

28

3.8. DIVISÃO EUCLIDIANA

30

3.9. MÁXIMO DIVISOR COMUM

31

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha 3.10. N

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha

3.10. NÚMEROS PRIMOS ENTRE SI

32

3.11. MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM

32

 

3.12. TEOREMA

33

4. TÉCNICAS DE FATORAÇÃO

34

4.1. EXPRESSÃO ALGÉBRICA

34

4.2. VALOR NUMÉRICO

34

4.3. FATORAR – DESENVOLVER

35

4.4. CASOS DE FATORAÇÃO

36

5. POTENCIAÇÃO

46

5.1. DEFINIÇÃO

46

5.2. DEFINIÇÕES

47

5.3. SIMPLIFICAÇÃO DE EXPRESSÕES

49

5.4. PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS

50

5.5. EQUAÇÕES EXPONENCIAIS

53

5.6. NOTAÇÃO CIENTÍFICA

55

5.7. RESUMO

56

6. RADICIAÇÃO

58

6.1. INTRODUÇÃO

58

6.2. GENERALIZAÇÃO

58

6.3. DEFINIÇÃO

59

6.4. PROPRIEDADES DOS RADICAIS

61

6.5. REDUÇÃO DE RADICAIS AO MESMO ÍNDICE

64

6.6. RACIONALIZAÇÃO DE DENOMINADORES

65

6.7. POTÊNCIA DE EXPOENTE RACIONAL

66

6.8. RADICANDO NEGATIVO

67

6.9. PROPRIEDADE

68

7. EQUAÇÃO DO 2º GRAU

69

7.1. DEFINIÇÃO

69

7.2. RAIZ DA EQUAÇÃO

69

7.3. CONJUNTO SOLUÇÃO

70

7.4. FÓRMULA RESOLUTIVA

70

7.5. OBSERVAÇÕES

70

7.6. EQUAÇÕES INCOMPLETAS

72

7.7. A FORMA FATORADA

72

7.8. SOMA E PRODUTO DAS RAÍZES

73

7.9. EQUAÇÕES BIQUADRADAS

75

8. TEORIA DAS FUNÇÕES

77

8.1.

FUNÇÃO DE A EM B

77

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha   8.2.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Campus VIII - Varginha

 

8.2. UMA OUTRA NOTAÇÃO

78

8.3. DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO REAL DE VARIÁVEL REAL

80

8.4. CONJUNTO IMAGEM

81

8.5. GRÁFICO

83

8.6. CRESCIMENTO DE UMA FUNÇÃO

85

8.7. CONJUNTO SIMÉTRICO

87

8.8. PARIDADE DE UMA FUNÇÃO

87

9.

A FUNÇÃO DO 1° GRAU

89

9.1. FUNÇÃO DO PRIMEIRO GRAU

89

9.2. TEOREMA

92

10.

A FUNÇÃO DO 2° GRAU

94

10.1. FUNÇÃO DO SEGUNDO GRAU

94

10.2. A PARÁBOLA

94

10.3. CONSIDERAÇÕES

96

1. Teoria dos conjuntos 1.1. Simbologia Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus

1. Teoria dos conjuntos

1.1. Simbologia

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Para termos uma linguagem precisa e concisa, serão utilizados os seguintes símbolos:

Símbolo

Leia-se

(x)

 

para todo x

(x)

existe x

(

x

)

existe um único x

PQ

se P, então Q

P Q

P se, e somente se, Q

Na implicação

P Q , deve-se entender que, parindo da proposição P, deduz-se a

proposição Q. Assim, por exemplo, sendo x um número real, a sentença (x > 5)(x > 3) é

VERDADEIRA, pois todo número maior que 5 é maior que 3, enquanto que a sentença

(x > 3)(x > 5) é FALSA, pois existem números maiores que 3, que não são maiores que 5.

A bi-implicação P Q é equivalente à sentença (P Q)(Q P) .

Assim, por exemplo, x = 5 x +1 = 6 é uma sentença verdadeira, pois as sentenças

x = 5 x +1 = 6

e x +1 = 6 x = 5 são ambas verdadeiras.

1.2. Conceitos primitivos

O ponto de partida da teoria dos conjuntos consiste nos seguintes conceitos primitivos:

conjunto

elemento de um conjunto

igualdade de conjuntos

Para indicar que x é um elemento do conjunto A, escrevemos xA (leia-se também x

pertence a A.)

A notação xA significa que x não é elemento do conjunto A.

É importante observar que acima não consta o conceito de “elemento”, e sim o conceito de

“elemento de um conjunto”. Assim, não há sentido em discutir se x é elemento ou não. Discute-se

apenas se x é ou não elemento de um dado conjunto.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha 1.3. Representações de

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

1.3. Representações de um conjunto

Além de se representar um conjunto por uma letra (na maioria das vezes maiúscula), são

usadas as seguintes representações:

, dispostos numa ordem qualquer, com ou sem repetição.

{e 1 , e 2 ,

e n }, onde e 1 , e 2 ,

,

em é a lista dos elementos do referido conjunto

{xA :S(x)} , onde S(x) é uma propriedade sobre a variável x, que tem por

finalidade selecionar elementos de A; por exemplo, {xA :x > 5}.

Adotaremos também o seguinte postulado:

Se todo elemento de A é elemento de B e todo elemento de B é elemento de A, então os

conjuntos A e B são iguais.

Exemplo 1

{1,2}={2,1} e {1,2}={1,2,1, 2, 2}

Exemplo 2

Sendo ={0,1, 2,

,10,11,

}

o

conjunto

dos

números

naturais,

elementos do referido conjunto: {x :2x + 517}?

quantos

são

os

2x + 517 2x 12 e 2x 12 Tem-se então que x 6 e x{0,1,2,3, 4,5,6}.

Logo, os elementos do referido conjunto são 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6, e, portanto, este possui 7

x 6

elementos.

Resposta: 7.

Exemplo 3

Quais são os elementos do conjunto dos números naturais que satisfazem à condição

S(x) :x + 2 1 ?

x + 2 1

x ≤ −1

Repare que não há número natural que satisfaz tal condição.

Resposta: Nenhum.

1.4. Mais dois postulados Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII -

1.4. Mais dois postulados

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Para que possamos operar com conjuntos, sem correr o risco de ficar operando com o “nada”, como no último exemplo, vamos estabelecer que:

Existe um conjunto sem elementos, que chamamos de conjunto vazio e que indicaremos, sem preferência por { } ou por (Postulado).

Sendo assim, podemos voltar ao item 2 e obter maior precisão, se ficar estabelecido que:

Dados um conjunto A e uma sentença S(x), na qual a variável x ocorre pelo menos uma vez sem ser introduzida por “existe x”, nem por “para todo x”, existe sempre um conjunto B tal que

B ={x A :S(x)} (Postulado).

Assim,

{x :2x + 517} = {0,1,2,3, 4,5,6} e

{x :x +21} = { }=

1.5. Definição de subconjunto

Dados os conjuntos A e B, dizemos que B é subconjunto de A se , e somente se, todo elemento de B é elemento de A.

Notação: B A (leia-se B está contido em A).

A B
A
B

B A (x)(x B x A)

Obs: A representação gráfica usada aqui foi proposta pelo matemático Venn.

Por outro lado, tem-se que B A se, e somente se, existir pelo menos um elemento de B que não é elemento de A.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Em símbolos: B

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Em símbolos:

B A (x)(xB e xA)

Exemplo 4

Dado o conjunto A = {1, 2,3, {3,4}} , classificar em verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma

das seguintes proposições:

a) A possui quatro elementos (

)

b) 1A

e

2 A

(

)

c) {1,2} A (

)

d) {3, 4} A (

)

e) {{3,4}}A ( )

O conjunto A possui 4 elementos, a saber, os números 1, 2, 3 e o conjunto binário {3, 4} ;

portanto, tem-se que 1 A ,

2 A , 3 A e {3, 4} A .

{1,2} A , pois 1 e 2 são elementos de A

{3, 4} A , pois 4 não é elemento de A

{{3,4}} A , pois {3, 4} é elemento de A

Sendo assim, a única afirmação falsa é a (d).

1.6.

Teoremas

Qualquer que seja o conjunto A, tem-se que o conjunto vazio é subconjunto de A.

Pois, se não o fosse, deveria existir pelo menos um elemento do conjunto vazio que não

pertencesse a A (o que é absurdo).

Qualquer que seja o conjunto A, tem-se que A é subconjunto de A.

Pois todo elemento de A é elemento de A.

Tem-se então que (A)(A A) , mesmo com A = { }.

Repare ainda que a expressão “todo elemento de A” não implica que o conjunto A tenha

elementos. Assim, por exemplo, a afirmação “Toda tarefa deve ser cumprida.” não implica que

haja tarefa.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Sendo A e

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Sendo A e B conjuntos, tem-se que:

A B e B A se, e somente se,

A = B.

Sendo A um conjunto finito com n elementos, prova-se que o número de subconjuntos de

A é 2 n .

O conjunto de todos os subconjuntos de A é chamado “o conjunto das partes de A” e será indicado por P(A).

Exemplo 5

Dado o conjunto A = {1, 2,3} , obter o conjunto das partes de A.

Como o número de elementos de A é 3, conclui-se que o número de seus subconjuntos é 2 3 = 8. Os subconjuntos de A são:

{

{1}

{1,2} {1,3} {2,3}

A

}

{2} {3}

Resposta:

O conjunto das partes de A é

P(A)= {{ }, {1}, {2}, {3}, {1,2}, {1,3}, {2,3}, A}

1.7. Complementar

Dados os conjuntos A e B, com B A , chama-se de complementar de B em relação a A ao conjunto:

A B
A
B

CB

A =

{

x A :x B

}

1.8. Conjunto universo

Em qualquer discussão na teoria dos conjuntos devemos fixar sempre um conjunto U, que contém todos os conjuntos que possam ser envolvidos. O conjunto U será chamado de conjunto universo.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Sendo u o

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Sendo u o conjunto universo e A um conjunto qualquer, chama-se complementar de A ao

conjunto:

A = CA

U

U A = { x ∈ U :x ∉ A }
U
A
=
{
x ∈ U :x ∉ A
}

Exemplo 6

Considerando como universo o conjunto

U ={0,1, 2,3,4,5,6}, e dados os conjuntos

A

= {1, 2,3,4} e B = {2,4} , tem-se que:

O

O

O

O

complementar de B em relação a A é

complementar de A em relação a A é

CB

A

CA

A

complementar de B é B ={0,1,3,5,6}.

complementar de A é A ={0,5,6}.

1.9.

União

=

=

{

{

1,3

}

}

.

.

Dados os conjuntos A e B num Universo U, chama-se de união (ou reunião) de A com B ao conjunto dos elementos que pertencem a pelo menos um dos conjuntos A ou B.

A B = {x U :x A

A B U ou x ∈ B}
A
B
U
ou
x ∈ B}

Exemplo 7

a) {1,2,3, 4}{3,4,5} = {1,2,3, 4,5}

b) {3, 4,5} {1, 2,3,4} = {1,2,3, 4,5}

c) { 1,2,3, 4 } ∪ { 3,4 } = { 1,2,3, 4 } d)

c) {1,2,3, 4}{3,4} = {1,2,3, 4}

d) {1,2,3, 4} { } = {1, 2,3,4}

Propriedades:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

A B = BA

B A

A { }= A

A B = A

(A B)C = A (BC) = A BC

1.10.

Intersecção

Dados os conjuntos A e B num universo U, chama-se de intersecção de A com B ao conjunto dos elementos comuns a A e B.

A B U
A
B
U

A B ={x U :x A e x B}

Exemplo 8

a) {1,2,3, 4}{3,4,5} = {3,4}

b) {3, 4,5}{1,2,3, 4} = {3,4}

c) {1,2,3, 4}{3,4} = {3,4}

d) {1,2,3, 4}{ } = { }

Propriedades:

A B = BA

B A

A B = B

A { }= { }

(A B)C = A (BC) = A BC(A B)(A B)

1.11. Diferença Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Dados

1.11.

Diferença

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Dados os conjuntos A e B num universo U, chama-se de diferença entre A e B, nesta ordem, ao conjunto dos elementos de A que não são elementos de B.

A B U
A
B
U

A B ={xU :x A e xB}

Observe que aqui, ao contrário do que ocorreu na definição de complementar de B em relação a A, não é exigido que B seja subconjunto de A.

Exemplo 9

a) {1,2,3, 4} {3, 4,5} = {1,2}

b) {3, 4,5} {1,2,3, 4} = {5}

c) {1,2}{ } = {1,2}

d) { }{1,2} = { }

Propriedades:

(A B)A

A { }= A

{ }A ={ }

B A

A B = CB

A

A (A B) = A B

Exemplo 10

Dados os conjuntos

A B, A B e BA .

A B = {3,4}

A B = {1,2,3, 4,5,6,7}

A B = {1,2}

B A = {5,6,7}

A

= {1, 2,3,4} e

B = {3, 4,5,6,7} , obter os conjuntos

A B ,

Exemplo 11 Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Sejam

Exemplo 11

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Sejam A e B conjuntos num universo U tais que: o complementar de A é A = {e,f ,g, h,i}

A B = {a,b,c,d,e,f ,g}

A B = {c,d}

Obter os conjuntos A e B.

A B = {c,d} c e d são os únicos elementos que A e B têm em comum.

a A

a A e a (A B)

Logo, a (A B) .

Analogamente, conclui-se que b (A B) .

eA eA e e(A B)

Logo, e (B A) .

Analogamente para f, g.

Repare que h e i não pertencem a A nem a B, pois não pertencem a A B .

Resposta: A = {a, b,c,d} e B = {c,d,e,f ,g}

Exemplo 12

Numa prova de Matemática caíram apenas dois problemas. Terminada a sua correção, constatou-se que:

300

alunos acertaram somente um dos problemas

260

acertaram o segundo

100

acertaram os dois

210

erraram o primeiro

Quantos alunos fizeram esta prova?

Resolução: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Prb-1 Prb-2

Resolução:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Prb-1 Prb-2 x y z U
Prb-1
Prb-2
x
y
z
U

Sendo x, y, z e w o número de elementos de cada partição indicada no diagrama acima, segue que:

x

y

z

+

+

+

z

z

y

w

=

=

=

=

300

260

100

210

(

(

(

(

)

1

2

3

4

)

)

)

Das equações (3) e (2) tem-se que z = 160. Substituindo z por 160 nas equações (1) e (4), obtêm-se respectivamente, os valores de x

e w; x = 140 e w = 50. O número total de alunos que fizeram esta prova é x+y+z+w = 450.

1.12. Par ordenado

Sabemos que {a,b} representam o mesmo conjunto.

No entanto há situações em que é conveniente que haja uma ordem entre a e b. Para isto existe o conceito de par ordenado.

Definição: (a, b) = {{a},{a, b}}

Observe aí a maneira sutil com que foi introduzida a noção de ordem, pois pela definição,

é fácil concluir que, se a b , então (a, b) (b,a) , pois (b,a) = {{b},{b,a}} , que é diferente

de {{a},{a, b}} .

1.13. Produto cartesiano

Dados os conjuntos A e B, chama-se de produto cartesiano de A por B, nesta ordem, ao conjunto de todos os pares ordenados (x,y), onde x é elemento de A e y é elemento de B.

A× B ={(x, y): x A e y B}

Exemplo 13

Dados os conjuntos A = {1, 2,3} e B = { 4,5} , obtenha os produtos cartesianos AXB,

BXA e B 2 =BXB.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha A × B

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

A × B

= {(1, 4 ) , (1,5 ) , ( 2,4 ) , ( 2,5) , (3,4 ) , (3,5 )}

B×

B ×

B

2

A = {(4,1),(4,2),(4,3),(5,1),(5,2),(5,3)}

=

{(

4,4

) (

,

4,5

) (

,

5, 4

) (

,

5,5

)}

Repare que o produto cartesiano é uma operação não comutativa, isto é, AXB pode não ser igual a BXA.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha 2. Conjuntos numéricos

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

2. Conjuntos numéricos

2.1. Números naturais e números inteiros

O conjunto dos números naturais

{0,1, 2,

conjunto dos números inteiros {

, 2, 1,0,1,2,

},

isto é, éum subconjunto de .

2.2. Números racionais

,n,

}

será representado por

,

e

o

por . Repare que todo natural é inteiro,

Chamamos de número racional a todo número que pode ser expresso na forma

a e b são inteiros quaisquer, com b 0 .

a

b , onde

Assim, os números 5

racionais.

=

5

1

 

e -0,333333

 

=

1   

3

O conjunto dos números racionais é expresso por .

são dois exemplos de números

Como todo inteiro é racional, podemos afirmar que .

ℤ ℕ ℚ

Exemplo 1 Obter uma representação decimal para os números:

3 9

a)

16

b)

7

Resolução:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha a) 3, 30

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

a)

3,

30

140

16
16

0,1875

b)

9,

7

20

1, 285714285714

285714

60

40

120

50

80

10

0

30

20

Uma vez entendido o exemplo acima, é fácil concluir que todo número racional pode ser

expresso por uma dízima exata (existe um último algarismo à direita) ou por uma dízima periódica

infinita (não existe um último algarismo à direita, mas, sim, uma repetição indefinida de uma

seqüência de algarismos).

Exemplo 2

Representar as seguintes dízimas por frações de inteiros (frações geratrizes):

a) -1,23456

5,644444

b) 4

c)

5,645454545

45

Resolução:

1, 23456

123456

 

f

a) =

=

1

100000

b) Seja f = 5,644444

4

(I); então, multiplicando por 10, segue que 10f = 56,44444

4

(II).

Calculando a diferença (II) – (I):

 

10f

=

56,44444

4

f

=

5,644444

4

9f

=

50,8

e, portanto,

f

50,8

=

=

508

 

9

90

c)

Seja f = 5,6454545454545

45

(I);

então,

multiplicando

por

100,

segue

que

100f=564,54545454

(II). Calculando a diferença (II) – (I):

100f

=

564,54545454

f

=

5,64545454

 

99f

=

558,9

e, portanto,

f =

558,9

99

=

5589

990

Resposta:

a) 123456 − 100000 b ) 508 90 c ) 5589 990 Centro Federal de

a)

123456

100000

b) 508

90

c) 5589

990

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Com estes exemplos, podemos perceber que toda dízima periódica é um número racional.

Outro fato que pode chamar atenção é que a dízima periódica 0,999 representação do número 1 (um).

2.3. Números irracionais

9

é uma outra

Existem dízimas infinitas e não periódicas; são os números irracionais. Como exemplos de números irracionais, podemos citar:

π=

3,1415926535

2
2

= 1,4142135623

3
3

= 1,7320508075

Os números irracionais não podem ser expressos na forma

b 0 .

2.4.

Números reais

a

b ,

com

a

e

b inteiros e

A reunião do conjunto dos números irracionais com o dos racionais é o conjunto dos

números reais ( ). Dada uma reta, podemos estabelecer uma relação entre seus pontos e os números reais, de tal modo que a todo ponto corresponda um único real e a todo real corresponda um único ponto. Desta maneira podemos identificar todos os números reais por pontos da reta dada. A idéia é construir uma espécie de régua em que constam também os números negativos. Chamamos esta régua de reta (ou eixo) real.

2 1,5 1 0,5 0 -0,5 -1
2
1,5
1
0,5
0
-0,5
-1

2.5. Teoremas

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha − Sendo m

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Sendo m e n naturais quaisquer, tem-se que m+n, m n e m n são todos naturais. (Lembre-se de que 0 0 = 1.)

Sendo h e k inteiros quaisquer, tem-se que h + k, h - k, h k são todos inteiros.

Sendo r e s racionais quaisquer, r + s, r – s, r s e

s 0 .)

r

s

são todos racionais. (Em r , devemos ter

s

Sendo r um número racional e x um número irracional, tem-se que r + x é irracional.

Sendo r, r 0 , um racional e x um número irracional, tem-se que r x é irracional.

Sendo x um irracional qualquer não nulo, tem-se que 1

x

é irracional.

Entre dois números racionais existem infinitos outros números racionais e infinitos números irracionais.

Entre dois números irracionais existem infinitos outros números irracionais e infinitos números racionais.

Exemplo 3

Quantos são os elementos do conjunto {

Resolução:

103 Quantos são os elementos do conjunto { Resolução: = 1, 41 ⇒ 10 = 1,73

=

1, 41

10são os elementos do conjunto { Resolução: 10 = 1, 41 ⇒ = 1,73 ⇒ =

=

1,73

= 17,3 17,3

= 14,1

e

x /10

= 1, 41 ⇒ 10 = 1,73 ⇒ = 17,3 = 14,1 e x ∈ ℕ

2 <

x

< 10

3
3

}

?

Entre 14,1

e 17,3

existem 3 números naturais, a saber 15, 16 e 17.

Resposta: 3

Exemplo 4

(G. V.) Quaisquer que sejam o racional x e o irracional y, pode-se dizer que:

a) x y é irracional

b) y y é irracional

c) x + y é racional

d) x y +

⋅ y é irracional c) x + y é racional d) x − y + 2

2 é irracional

e) x + 2y é irracional

Resolução:

Vejamos cada uma das alternativas:

a) (FALSA) Se x for igual a zero, x y = 0, que é racional.

b) (FALSA) Se considerarmos, por exemplo, y =

c) (FALSA) Para qualquer x racional e para qualquer y irracional, x + y é irracional.

d) (FALSA) Se y =

e) (VERDADEIRA) Para qualquer irracional y, tem-se que 2y é irracional. Logo, x + 2y é irracional.

Resposta: e

2y é irracional. Logo, x + 2y é irracional. Resposta: e 3 , segue que y

3 , segue que y y = 3 que é racional.

2 , x − y + , x y +

segue que y ⋅ y = 3 que é racional. 2 , x − y +

2 = x , que é racional.

Exemplo 5 Mostre que o número Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus

Exemplo 5

Mostre que o número

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

3 + 2 2 + 3 − 2 2 é irracional.
3 + 2
2 +
3 − 2
2 é irracional.
Resolução: Seja x = 3 + 2 2 +
Resolução:
Seja x =
3 +
2
2 +
3 − 2 2 .
3 − 2
2 .

Observe que x é um número real positivo.

Segue que:

2 x = 3+ 2 2 + 3− 2 2 + 2 ( 3+ 2
2
x
= 3+ 2
2 + 3− 2
2 + 2
(
3+ 2
2
)(
3− 2
2
)
2
x
=
6 + 2
(
3+ 2
2
)(
3− 2
2
)
2
x
=
6 + 2
9 −8
2
x
= 8

E como x > 0, tem-se que x = 2

2.6. Outras notações

E como x > 0, tem-se que x = 2 2.6. Outras notações 2 , que

2 , que é irracional.

Sendo A um dos conjuntos , ou , usaremos ainda as seguintes notações:

A para

indicar {x A / x 0}

A + para indicar {x A / x 0} (os não negativos)

A

+

para indicar {x A / x > 0} (os positivos)

A para indicar {x A / x 0} (os não positivos)

A para

indicar {x A / x < 0} (os negativos)

Assim, por exemplo,

conjunto {x / x 0}.

2.7. Intervalos

+ é o conjunto de todos os números reais não negativos, isto é, o

Sendo a e b (a<b) números reais quaisquer, temos os seguintes subconjuntos de , chamados de intervalos:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha [ a ,

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

[a, b] = {x |a x b} (intervalo fechado)

]a,b[ = {x |a < x < b} (intervalo aberto)

[a, b[ = {x |a x < b} (intervalo fechado só à esquerda)

]a,b] = {x |a < x b}

[a, +∞[

= {x

| x

a}

]a, +∞[

= {x

| x

> a}

],a] = {x | x a}

],a[ = {x | x < a}

Exemplo 6

Obter [2,10]]5,12[ .

Resolução:

Resposta: ]5,10]

[2,10]:

]5,12[ :

[2,10]]5,12[

2 10 5 12 5 10
2 10
5 12
5
10
3. Aritmética dos inteiros 3.1. Múltiplo e divisor Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas

3.

Aritmética dos inteiros

3.1.

Múltiplo e divisor

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Dados dois números m e d, dizemos que m é um múltiplo de d se, e somente se, existir

um inteiro k tal que m = k d. Nestas condições, também se diz que d é um fator (ou divisor) de m.

3.2. Número par

Um número inteiro a é dito par se, e somente se, ele for múltiplo de 2. Todo número inteiro que não é par é dito número ímpar.

Exemplo 1 Determinar quantos são os múltiplos de 7 compreendidos entre os números -50 e +500.

Resolução:

Se considerarmos estes números em ordem crescente, temos a P.A. (-49, -42, -35, primeiro termo é a 1 = -49, cuja razão é r = 7 e cujo último termo é a n . Precisamos obter o maior valor possível de n tal que seja satisfeita a condição na < 500.

Como

a

n

= a

1

+

(

n 1

)

r , segue que:

-49 + (n – 1) 7 < 500 -49 + 7n < 556

, a n ), cujo

O maior valor possível de n que satisfaz tal condição é 79.

Resposta: 79

Exemplo 2 Decompor o inteiro 1995 numa soma de cinco ímpares consecutivos.

Resolução:

Considere a seqüência destes ímpares em ordem crescente e seja x o termo médio. Deste modo, tem-se que

(x 4) + (x 2) + x + (x + 2) + (x + 4) = 1995

5x = 1995 , ou ainda, x = 399. Centro Federal de Educação Tecnológica de

5x = 1995 , ou ainda, x = 399.

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Resposta: 395 + 397 + 399 + 401 + 403

Exemplo 3 Seja um inteiro tal que a 2 é ímpar. Prove que a é ímpar.

Demosntração:

(Método indireto) Suponhamos que a seja um número par, isto é, a = 2k, com k inteiro. Segue que a 2 = 4n 2 , ou seja, a 2 é par, o que é ABSURDO, pois contraria a hipótese.

Observações importantes:

Todo número ímpar, isto é, um inteiro não múltiplo de 2, pode ser representado, indiferentemente, pela expressão 2k + 1, ou por 2k – 1, com k inteiro, pois sempre existem dois números pares tais que ele seja o sucessor de um deles e o antecessor do outro. Assim, por exemplo, o número ímpar 17 é o sucessor de 16 e o antecessor de 18. Consideremos, agora, um inteiro x, não múltiplo de 3. Repare que há uma diferença entre afirmar que x é da forma 3k + 1 e afirmar que x é da forma 3k – 1, onde k é um inteiro. Assim, por exemplo, o número 4 é da forma 3k + 1 e não da forma 3k – 1, enquanto o número 5 é da forma 3k – 1, sempre considerando k inteiro. Observe que todo inteiro não múltiplo de 3, ou é da forma 3k + 1, ou é da forma 3k–1. Verifique a seguinte afirmação, com k inteiro:

- Todo inteiro não múltiplo de 5 é de uma e apenas uma, das seguintes formas:

5k + 1, 5k – 1, 5k + 2, 5k - 2

Exemplo 4 Sendo a um inteiro, não múltiplo de 5, mostre que o antecessor de a 2 ou o sucessor de a 2 é um múltiplo de 5.

Demosntração:

Tem-se que a é da forma 5k + 1 ou da forma 5k + 2. No primeiro caso, tem-se que:

a

2

2

= 25k +10k + 4 , isto é,

a

2

1 = 5

(

5k

2

+ 2k

)

No segundo caso, tem-se que:

a

2

= 25k

2

+10k + 4 e, portanto:

3.3. a 2 + 1 = 25k Teorema 2 Centro Federal de Educação Tecnológica de

3.3.

a

2

+1 = 25k

Teorema

2

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

(

+10k + 5 = 5 5k

2

+ 2k +1

)

(c.q.d.)

Sejam x, y e d inteiros. Se d é divisor de x, e d é divisor de (x + y), então d é divisor de y.

Justificativa:

Existe um inteiro k 1 tal que x = d k 1

Existe um inteiro k 2 tal que x + y = d k 2

Logo, d k 1 + y = d k 2

y = d k 2 - d k 1

y = d (k 2 – k 1 )

Como k 2 – k 1 é inteiro, tem-se que d é divisor de y. (c.q.d.)

Exemplo 5 Obter os valores inteiros de n de modo que n + 3 seja um divisor de n + 13.

Resolução:

n

+ 3 é divisor de n + 11

n

+ 3 é divisor de n + 3 + 8

(*)

n

+ 3 é divisor de n + 3

(**)

De (*) e (**) segue que:

n + 3 é divisor de 8

Portanto,

n

+ 3 {1, 2, 4,8, 1, 2, 4, 8}

n

{2, 1,1,5, 4, 5, 7, 11}

Resposta: -2, -1, 1, 5, -4, -5, -7 e -11.

Exemplo 6

Mostre que um inteiro com quatro algarismos é múltiplo de 3 se, e somente se, a soma

dos algarismos for múltiplo de 3. Demosntração:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha Seja ℕ =

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

Seja

= (a, b,c,d) , isto é, a é o algarismo dos

dezenas e d o das unidades.

= 1000a +100b +10c + d

= 999a + 99b + 9c + a + b + c + d

= 3(333a + 33b + 3c) + a + b + c + d

milhares, b o das centenas, c o das

1a parte: se a + b + c + d = 3m, então é obviamente múltiplo de 3.

2a parte: se for um múltiplo de 3, isto é, = 3h, então

3h = 3(333a + 33b + 3c) + a + b + c + d

3h 3(333a + 33b + 3c) = a + b + c + d

Logo, a + b + c + d é múltiplo de 3.

Observação:

(c.q.d.)

Esta regra de divisibilidade por 3 vale para todos os inteiros, independentemente do

número de algarismos. A mesma regra vale para a divisibilidade por 9.

3.4. Número primo

Um inteiro p é dito número primo, ou simplesmente primo, se, e somente se, ele possuir

quatro e apenas quatro divisores distintos. (Os quatro divisores em questão são 1, -1, p e –p.)

3.5. Número composto

Os números inteiros não nulos que têm mais do que 4 divisores distintos são chamados de

números compostos.

Observações:

Os números 1, -1 e 0 não são primos nem compostos.

Os números 2 e -2 são os únicos números primos e pares.

Todo inteiro k positivo e diferente de 1 admite pelo menos um divisor primo positivo.

3.6. Teorema

Existem infinitos números primos.

Demosntração: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha , p

Demosntração:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

, p n e

consideremos o número p = p 1 p 2 p 3

Como p é maior que qualquer um dos números primos enumerados, segue que p é um número composto e, portanto, um destes primos deve ser o divisor de p. Seja p k , com 1<k<n, este divisor.

p n e p k é divisor de p, conclui-se que p k é divisor de 1,

o que é absurdo, pois os únicos divisores de 1 são os números 1 e -1.

Suponhamos que exista só um número finito de primos positivos p 1 , p 2 , p 3 ,

p n + 1.

Como p k é divisor de p 1 p 2 p 3

(c.q.d.)

Exemplo 7 Verificar se 251 é primo.

Resolução:

O seguinte procedimento de verificar a primalidade de um número é conhecido como o

crivo de Erastótenes. Constrói-se uma tabela de todos os inteiros maiores que 1 cujos quadrados não superem

o número 251.

 

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

2

(Note que 16 > 251)

O próximo passo consiste em verificar se um dos números desta tabela é um divisor do

número 251. Isto pode ser feito de maneira relativamente rápida, pois se um dado número não for divisor, então seus números também não o serão. Note que 2 não é divisor de 251 e, portanto, os números 4, 6, 8, 10, 12 e 14 também não serão. Vamos “eliminar” o número 2 e todos os seus múltiplos.

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15

Note que 3 não é divisor de 251 e, portanto, também podemos “eliminar” todos os múltiplos de 3. Prosseguimos desta maneira até encontrar um divisor, ou então até “eliminar” todos os números da tabela. Se for encontrado um divisor, então o número em questão é composto; caso contrário, o número é primo.

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Resposta: 251 é primo Observação: Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII

Resposta: 251 é primo

Observação:

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

A elegância deste procedimento chama a atenção pelo seguinte:

Consideremos o produto d 1 d 2 .

Se d 1 > 15 e d 2 > 15, então d 1 d 2 > 251. Logo, se 251 admitisse um divisor d 1 , d 1 > 15, deveríamos ter um inteiro d 2 , d 2 < 15, de

modo que d 1 d 2 = 251, isto é, 251 teria um divisor menor ou igual a 15. Porém, isto é absurdo, pois, como foi verificado na tabela, 251 não admite divisor menor ou igual a 15.

Exemplo 8 Obter todos os inteiros a tais que a 4 + a 2 + 1 seja um número primo.

Resolução:

4

+

a a

2

+

1

2a

+

a

=

= +

=

(

2

)

2

a 1

(

2

a 1

+

4

2

+

a

1

a

2

)(

a

a

2

2

+

1

+

a

)

Repare que para este produto ser um número primo é necessário (mas não sufuciente) que um dos seus fatores seja igual a 1 ou igual a -1. Vejamos:

a

a

a

a

2

2

2

2

+

+

+

+

1

1

1

1

+

+

a

a

a

a

=

= −

=

= −

1

1

1

1

= a não é int eiro

a

1 ou

a

=

0

= a não é int eiro

a

1 ou

= −

a

0

Os valores encontrados foram 1, -1 e 0. Substituindo, conclui-se que a 4 + a 2 + 1 é primo somente para a = 1 ou a = -1.

Resposta: 1 e -1

3.7. Forma fatorada

Todo inteiro a, não nulo, diferente de 1 e diferente de -1, pode ser expresso na forma:

a p

p

1 2

= +

α

1

=

a

p

α

1

p

1 2

α

α

2

2

p

p

3

3

α

α

3

3

p

p

n

n

α

α

n

n

,

,

se a

se a

>

<

0

0

, ou

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha onde p 1

Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais. Campus VIII - Varginha

onde p 1 , p 2 ,

e p n são primos positivos e dois a dois distintos, e os expoentes α 1 , α 2 ,

α n são números naturais não nulos.

,

Exemplo 9 Qual a forma fatorada de 528?

Resolução:

528

264

132

66

33

11

1

2

2

2

2

3

11

Resposta: 2 4 3 11

Exemplo 10

Quantos divisores possui o número 5 3 11 4 ?

Resolução:

Consideremos os conjuntos:

D =

1

D

2

=

{

{

5 ,5 ,5 ,5

0

1

2

3

}

e

11 ,11 ,11 ,11 ,11

0

1

2

3

4

}

Repare que todo produto do tipo d 1 d 2 com

d

1

D ,

1

d

2

D

2

e apenas estes produtos são

divisores positivos de 5 3 11 4 . Para d 1 , temos (1 + 3) opções, e para d 2 há (1 + 4) opções. Logo, existem (1 + 3)(1 + 4) = 20 divisores positivos. Consequentemente há 20 divisores negativos. Há, portanto, 40 divisores de 5 3