APRESENTAÇÃO

POP UP 2010

ÍNDICE
05 Conceito e objectivos
06 Pop Up Lisboa 2010
07 Tema: “Nómadas Urbanos”
10 Espaços
16 Dinâmicas
19 Cartaz
21 Parceiros e equipa
22 Equipa Executiva
Anexos
23 Clipping
35 Peças Graficas
76 Cartaz do Laboratório Pop Up
120 Cartaz do Nimas

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APRESENTAÇÃO

ÍNDICE

POP UP 2010

CONCEITO E OBJECTIVOS
Pop Up é mais do que um colectivo de
artistas, mais do que uma exposição, é uma
afirmação da evolução cultural urbana, é
levar a arte à cidade e a todos os que dela
respiram e pontuam a sua paisagem.
O Pop Up é um festival internacional de cultura urbana que
desafia criadores de múltiplas áreas de expressão artística a
intervirem em espaços alternativos, “não-lugares” e edifícios
desocupados, dando-lhes nova vida através da arte. Surgiu pela
primeira vez em 2009 na cidade de Lisboa, mas tem a ambição
de se tornar uma plataforma internacional de intercâmbio da
cultura urbana, com o objectivo de criar espaços de encontro e
partilha para criadores de todo o mundo, que neste evento têm
uma oportunidade privilegiada para apresentar e promover os
seus projectos.
Reúne novos talentos, artistas consagrados e especialistas
na dinamização de um cartaz cultural que é desenvolvido em
interacção permanente com a identidade e a população da
cidade onde o evento decorre.
O Pop Up visa contribuir para a promoção cultural e identitária
da cidade de Lisboa - dentro e fora de portas - com os seguintes
objectivos:
Criar interacções com a comunidade local através da afirmação
da cultura e expressões artísticas urbanas;
Valorizar e devolver espaços devolutos à cidade através da
intervenção artística e dinamização cultural;
Promover e divulgar novos talentos e expressões artísticas
com impacto;
Envolver públicos que habitualmente não frequentam o
circuito cultural, abrindo mentalidades de forma interventiva
e participativa;
Contribuir para o posicionamento de Lisboa enquanto capital
europeia de referência no roteiro internacional, com base
numa visão cultural diferenciadora;
Consolidar-se enquanto projecto cultural de relevo no contexto
do desenvolvimento sustentável da cidade de Lisboa.

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APRESENTAÇÃO

POP UP LISBOA 2010
O Pop Up Lisboa 2010 é dedicado ao tema Nómadas Urbanos e
de 4 de Novembro a 11 de Dezembro repovoa vários espaços da
cidade, com intervenções artísticas de mais de uma centena de
criadores portugueses e estrangeiros.
Sob o mote “viver a cidade, celebrar a cultura”, constitui-se um
evento ímpar na cidade de Lisboa que conjuga cultura urbana e
arte contemporânea de forma irreverente, intervém em espaços
alternativos e gera interacção com o público, num ambiente
cosmopolita de festa e partilha criativa.
Reúne novos talentos, artistas consagrados e especialistas
na dinamização de um cartaz cultural dedicado às múltiplas
expressões artísticas da cultura urbana, que integra exposições
colectivas, espectáculos, performances, conversas e outras
actividades que decorrem em espaços culturais alternativos,
“não-lugares” e edifícios desocupados da cidade.

POP UP 2010

NÓMADAS URBANOS
O Pop Up Lisboa 2010 é dedicado ao tema “Nómadas Urbanos”
que define a cidade como um espaço intrinsecamente nómada.
Caracterizada pela mudança e por fluxos migratórios internos
e externos, culturais e emocionais, a “cidade” vive-se numa
constante incerteza ou redescoberta contínua, movimentos
que impulsionam a sua própria evolução e valorização.
Emigrar, mudar de cidade, de trabalho, de casa ou família, são
fenómenos comuns no contexto urbano. Assim, mais do que
um exercício de nostalgia ou de persistência de memória, o Pop
Up Lisboa 2010 pretende despertar os criadores e o público
para as manifestações que o nomadismo impõe à paisagem
urbana, para a realidade e a forma como os habitantes da urbe
incorporam per si este fenómeno e, finalmente, que reflexos
desenha na cultura urbana que todos partilhamos.
O tema “Nómadas Urbanos” será explorado nos vários espaços e
rubricas do evento, em torno de quatro eixos conceptuais:
a) Não Lugares - À luz do conceito desenvolvido pelo antropólogo
Marc Augé (1992), o projecto pretende intervir e apropriar-se
de espaços urbanos anónimos, descaracterizados, impessoais,
de passagem ou desprovidos de vivências e utilidades.
b) Cultura Mundo - Segundo o filósofo Gilles Lipovetsky, a
noção de cultura alterou-se profundamente. Na época da
hipermodernidade ser artista não é apenas criar obras de arte
que sejam reconhecidas no futuro, é comunicar uma imagem,
uma marca e através dela criar um suplemento de alma, de
sonho e identidade vendáveis.
d) Novos Valores - A reflexão prioritária sobre os novos valores
da sociedade contemporânea, em confronto com conceitos
de ética, moral e cultura, no contexto do posicionamento de
Lisboa, enquanto cidade dinâmica e catalisadora de expressões,
tendências e fluxos artísticos.
c) Promoção e produção cultural e artística - Determinante
para o desenvolvimento sustentável e para a afirmação da
identidade de qualquer cidade, seja Lisboa, Berlim, Nova Iorque,
Beirute, São Paulo, Buenos Aires, Pequim ou outras.

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APRESENTAÇÃO

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POP UP 2010

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POP UP 2010

APRESENTAÇÃO

ESPAÇOS
LABORATÓRIO POP UP
Palácio Verride ao miradouro do Adamastor - Santa Catarina
Horário: Terça a Sábado das 12h às 20h
O Palácio de Verride, mais conhecido por Palácio de Santa Catarina,
foi edificado no século XVIII e já pertenceu à Caixa Geral de Depósitos.
Em 2007, foi apontado como possível localização do Museu da Moda
e do Design (MUDE), mas desde então permanece desocupado e sob
a tutela da autarquia.
Durante o Pop Up Lisboa 2010 o Palácio Verride acolherá dezenas
de criadores, entre eles os finalistas do Concurso Internacional de
Projectos Artísticos, para uma exposição colectiva e multidisciplinar
que dará nova vida através da arte a este espaço privilegiado, que
oferece uma vista única sobre a cidade e o rio. O Laboratório do Pop
Up Lisboa 2010 é o pólo central e aglutinador das actividades do
evento e, além da exposição colectiva de entrada livre, oferecerá
ao público um programa que inclui performances, lançamentos,
workshops e apresentações temáticas. O Laboratório Pop Up abriu
portas ao público no dia 4 de Novembro, com uma festa que se
prolongou noite dentro, com performances, música e a presença de
colectivos artísticos internacionais, que estão em residência artística
em Lisboa durante o festival.

LX FACTORY

Rua Rodrigues Faria, 103 - Alcântara
Open Day: 5 de Novembro, das 10h às 04h
Em parceria com a Lx Factory, o Pop Up integra na sua programação
um circuito de experiências artísticas que seguem o tema “Nómadas
Urbanos”, promovidas por criadores e agentes culturais em diversos
pólos desta fábrica das indústrias criativas de Lisboa. Entre eles, o
Cowork Lisboa, um espaço de trabalho partilhado por profissionais
independentes, tais como designers, arquitectos, ilustradores,
jornalistas, tradutores e muitos outros. Este conceito de cowork
português reflecte algumas das principais tendências do mercado
do trabalho actual, caracterizado por uma geração crescente de
profissionais que adaptam as suas actividades ao contexto de
instabilidade laboral, mas que encaram, sobretudo, os valores da
partilha e flexibilidade como oportunidades de negócio e inovação.
No dia 5 de Novembro, alinhado com a realização da quinta edição
do Open Day da Lx Factory, o Pop Up apresenta uma programação
que inclui a abertura de um novo espaço expositivo, a pintura de um
mural de grande escala do artista plástico Pedro Zamith, instalações,
performances, teatro e música.

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ESPAÇOS
BAIRROS DE LISBOA
PROGRAMA ESCOLHAS
Bairro Portugal Novo - Olaias
Sábados
O projecto “Bairros de Lisboa” pretende contribuir para a criação
de imagens positivas do bairro Portugal Novo, nas Olaias, estimular
o desenvolvimento de sentimentos de pertença junto dos seus
moradores e despertar o interesse do público em torno de
comunidades urbanas habitualmente estigmatizadas ou excluídas
do circuito cultural da cidade. Este projecto constitui o legado
do Pop Up Lisboa 2010 para a cidade e ao contrário do carácter
efémero da maioria das manifestações artísticas que constituem
o cartaz do festival, “Bairros de Lisboa – Bairro Portugal Novo” visa
criar intervenções destinadas a valorizar as estruturas existentes e
os espaços comuns do bairro de forma permanente, despoletando
efeitos prolongados junto da população local e de todos os lisboetas.
“Bairros de Lisboa” desenvolve-se em duas fases, a primeira decorre
durante o período do festival e integra um conjunto de actividades
lúdicas, artísticas e educativas, que visam promover o contacto
com a população e entidades locais, auscultar as suas expectativas
e necessidades, com o objectivo de traçar um diagnóstico sóciourbanistico do bairro. Na segunda fase, como resultado do
processo de partilha iniciado com o Pop Up Lisboa 2010, o projecto
materializar-se-á na criação ou beneficiação de equipamentos já
existentes, de forma a contribuir para a melhoria das condições de
vida dos habitantes e para a integração urbana do bairro Portugal
Novo na mancha urbana da cidade de Lisboa.
O projecto “Bairros de Lisboa – Pop Up Lisboa 2010” é desenvolvido
em parceria com o Programa Escolhas e é coordenado por uma
equipa multidisciplinar, constituída por dois arquitectos, uma
assistente social e um designer. “Bairros de Lisboa” inicia o seu
programa de actividades com a população no dia 6 de Novembro,
pelas 14h00, com o workshop temático “Bairro e Cidade”, seguido, às
16h00, da realização de um Torneio de Futebol de Rua, promovido
em parceria com a Associação Nacional de Futebol de Rua (ANFR), que
reunirá em campo moradores e artistas, portugueses e estrangeiros,
participantes no festival.

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POP UP 2010

APRESENTAÇÃO

ESPAÇOS

ESPAÇOS

PAVILHÃO 27

ESTAÇÕES DE COMBOIO, REFER

Antigo pavilhão de internamento do Centro Hospitalar Psiquiátrico
de Lisboa (CHPL), actualmente gerido pela P28 – associação de
desenvolvimento criativo e artístico. Tal como aconteceu com o
Pavilhão 28, um espaço alternativo que acolhe projectos colectivos
de arte contemporânea de novos talentos e artistas consagrados,
desenvolvidos em conjunto com os artistas-doentes deste hospital,
o Pavilhão 27 encontrava-se desocupado e foi recentemente
reaberto à arte. No CHPL, os projectos que a P28 promove visam
criar intersecções e espaços de partilha entre os artistas-doentes,
que frequentam o atelier de artes plásticas do serviço de Terapia
Ocupacional, e artistas externos.

O Pop Up Lisboa 2010 vai invadir cinco estações de comboio da
cidade de Lisboa, em parceria com a Rede Ferroviária Nacional
– REFER, EPE. Nestes espaços de passagem ou “não-lugares” os
criadores participantes irão desafiar a atenção dos transeuntes para
a vivencia dos lugares e para novas formas de interpretar o espaço.
Um segundo olhar, um despertar da rotina é que o Pop Up Lisboa
2010 pretende suscitar aos milhares de passageiros que todos os
dias cruzam as estações do Rossio, Santa Apolónia, Entrecampos,
Oriente e Cais do Sodré, procurando estabelecer novas formas de
comunicação entre o espaço, a arte e o grande público. Mais do que
trazer os lisboetas aos espaços onde o evento decorre, o Pop Up
Lisboa 2010 promove a fruição cultural e artística em locais públicos
de grande afluência, ricos em história e património arquitectónico,
mas que habitualmente estão totalmente absorvidos pelas rotinas e
ritmos urbanos. A “Linha Pop Up” será percorrida ao longo do período
do festival pelas mãos dos artistas Aldo Peixinho, Alexandre Farto,
Ana Peres Quiroga, Cláudia Canas, Duarte Palma Rato, JoãoVilhena,
Luísa Cunha, Mário Vitória e Povo da Floresta – Ana Abreu, André
Fazendeiro, André Veríssimo, Ângela Anciães e Eva Lameiras.

CHPL | Avenida do Brasil, 53 – Alvalade
Horário: Segunda a Sexta 10h às 16h Sábados das 13h às 20h

De acordo com o conceito da P28, o Pop Up Lisboa 2010 desafiou
um cartaz de criadores portugueses e estrangeiros a ocuparem o
Pavilhão 27 na companhia dos já consagrados artistas-doentes
do CHPL. No dia 6 de Novembro, pelas 19h00 o Pavilhão 27 abre
portas à exposição colectiva que reúne trabalhos de artistas como
Abraão Vicente, André da Loba, Cátia Cóias, Miguel Januário ou
Yonamine, e a participação dos artistas-doentes do CHPL, inspirados
pelo legado de Paul Bowles, um projecto colaborativo no âmbito
das comemorações do centenário do nascimento do autor e do
congresso internacional “Do You Bowles?”.

NIMAS POP UP

Avenida 5 de Outubro, 42B
Nov.: Dias 7 e 16 a 30
Horário: Terça a Domingo das 17h às 23h
O mítico espaço Nimas dará tela e palco aos espectáculos de música,
performances, mostras de cinema e vídeo arte que integram o cartaz
do Pop Up Lisboa 2010. Este espaço acolherá dezenas de criadores e
grupos que ali apresentam ao público, muitos em estreia absoluta, os
seus trabalhos, num ambiente criativo e descontraído que irá marcar
a agenda pós-laboral dos lisboetas.

Rossio, Santa Apolónia, Entrecampos, Oriente e Cais do Sodré
Horário de funcionamento das estações

 

ARTE NOS PARQUIMETROS
Avenida 5 de Outubro

Circuito de parquímetros personalizados para um novo olhar sobre
o mobiliário urbano. André da Loba, Benedita Feijó, Maria João
Barbosa, Rita Vilaret, Rodrigo Prazeres Saias e Zé Pedro Abreu.

ESPAÇO PÚBLICO

A arte invade as praças, ruas e paredes da capital.
Adres, Roadsworth, Liisa Kruusmägi, Ginou Choueiri.

O Nimas Pop Up abre a sua programação no dia 6 de Novembro às
21h00 com o documentário Bela Adormecida, realizado por Rogério
Ribeiro e Sara Oliveira sobre a cantora pop Lena D’Água que povoou
os anos 80 em Portugal. A noite culmina com o reencontro de Lena
D’Água com o público, num concerto relâmpago acompanhado
pelos rock’n’roll station.

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APRESENTAÇÃO

POP UP 2010

INAUGURAÇÃO DO LABORATÓRIO POP UP

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POP UP 2010

APRESENTAÇÃO

DINÂMICAS

DINÂMICAS

CONCURSO INTERNACIONAL DE PROJECTOS
ARTÍSTICOS POP UP LISBOA 2010

Participação e origem das candidaturas ao Concurso Internacional de Projectos
Artísticos Pop Up Lisboa 2010

O Pop Up Lisboa 2010 constitui-se um momento privilegiado de promoção
e divulgação de novos talentos artísticos junto do público em geral, dos
profissionais da arte e da cultura e dos media. Neste contexto, a organização
do projecto promoveu um concurso internacional que desafiou talentos
portugueses e estrangeiros a apresentarem os seus trabalhos, com o
objectivo de seleccionar até 10 projectos destinados a integrar o cartaz do
festival. O período de submissão de decorreu entre os dias 13 de Agosto e
1 de Outubro de 2010, esteve aberto a todos os criadores e baseou-se na
apresentação de projectos multidisciplinares, de qualquer disciplina ou área
de expressão artística, que seguissem o tema do evento.
O concurso reuniu 111 projectos de 99 candidatos, residentes em 15 países
de três continentes – Europa, América e África. A selecção dos projectos
finalistas do concurso esteve a cargo de um júri constituído, especialmente
para o efeito, por David Guéniot, Responsável pelas residências artísticas
internacionais do Atelier Real, Hugo Israel, Presidente da Associação P. Up City
e Director Artístico do Pop Up Lisboa 2010, João Mourão, Chefe da Divisão
de Galerias e Museus da CML, Lúcia Marques, Curadora independente e
Margarida Veiga, Vogal do Conselho de Administração do CCB. Entre os 10
projectos seleccionados, cinco são de criadores portugueses e os restantes
de concorrentes oriundos da Alemanha, Estónia, Líbano e Reino Unido.

 

 

CONVERSAS POP UP LISBOA 2010 –
FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
Ciclo de conversas temáticas com a participação de especialistas e
personalidades de relevo das áreas da cultura e das artes, que serão
convidados a apresentar e a debater temas associados ao conceito do evento.
As Conversas Pop Up Lisboa 2010 têm como objectivos despertar o público
para o debate de questões fundamentais da sociedade contemporânea
e constituem-se um canal privilegiado para a produção de conhecimento
em torno do projecto. As sessões serão de participação livre e terão lugar
na Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 12 e 26 de Novembro, 3 e 10
de Dezembro. As intervenções dos oradores convidados serão editadas no
catálogo final do evento.

Peça de Comunicação do Concurso Internacional de Projectos Artísticos Pop Up Lisboa 2010

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POP UP 2010

APRESENTAÇÃO

EMBAIXADORES

CARTAZ

O Pop Up Lisboa 2010 reúne um grupo multidisciplinar de 18
talentos, oriundos de 15 cidades e quatro continentes, que
integram a sua rede de Embaixadores. Os Embaixadores Pop Up
são os mediadores privilegiados do projecto nas cidades em que
vivem, responsáveis por impulsionar a dinâmica transnacional do
projecto, recomendar novos criadores para o cartaz do evento
e por partilhar com a comunidade Pop Up informações sobre as
diferentes realidades e contextos culturais urbanos.

Aylin Gungor & James
Hakan Dedeoglu

Christie Bassil
Beirute

Daniela Marzavan

Berlim

Duarte Santo

O cartaz do Pop Up Lisboa 2010 reúne cerca de uma centena
de artistas portugueses e estrangeiros, entre eles os autores
dos projectos artísticos seleccionados através do Concurso
Internacional, artistas propostos pelos embaixadores e uma
selecção de novos talentos e nomes já consagrados, propostos
directamente pela organização do Pop Up Lisboa 2010.
A selecção de artistas convidados para o cartaz do evento privilegia
a multidisciplinaridade e as linguagens de expressão de cada
criador, de acordo com as dinâmicas propostas e os espaços onde
irão apresentar os seus trabalhos. O Pop Up Lisboa 2010 conta com
mais de uma centena de participações individuais e colectivas,
para um cartaz representativo das múltiplas expressões artísticas
da cultura urbana, como vídeo-arte, fotografia, escultura, artes
plásticas, ilustração, arte urbana, instalação, performance, entre
outras.

Funchal-Barcelona

Istambul

LABORATÓRIO POP UP

Elsye Suquilanda
Jaramillo

Fabiano Liporoni
São Paulo

Buenos Aires

Felicitas Cordes

José Castro Caldas

Kattia Hernandez

Lily Li

Marina Carvalhais e
Daniel Picado

Mário Nascimento

Samantha Levin

Samira Pereira

Buenos Aires

Quito

Cidade do México

Pequim

Zurique

Paris

Paolo Paggi
Milão

18

paula roush
Londres

Nova Iorque

Cidade da Praia

A Preta – Diana de Oliveira, Filipa
Lobo, Lília Ferreira de Carvalho,
Maria Barbosa, Pedro Palrão e
Vilma André, PT
Ana Silva & Teodolinda Semedo,
PT
Ana Viotti, PT
André Uerba, PT
Andrea Spilsgar, DE
Anett Krase, DE
Artica – Guilherme Martins &
André Almeida, PT
Bárbara Lagido, Gonçalo Lagido,
Sofia Costa, Alexandre Morais,
Carlota Lagido, PT
Bela Silva, PT
Benedita Feijó & Michael
Andersen, PT
Boopsie Cola, PT
Cabracega – Pedro Alegria & Hugo
Tornelo, PT
Carlos Amaral, PT
Carlos Vieira, PT
Carole Purnelle & Nuno Maya, PT
Colectivo Don´t Panic – Diogo
Machado, NARK, Paulo Arraiano,
Tiago Chagas, Vanessa Teodoro e

Vasco Costa, PT
David Oliveira, PT
Henrique Lopes, PT
Illegal Creation IC2 – Nuno Viana &
Marco Marinho, PT
João Santos, PT
L.UPA - Colectivo de Joalheiras, PT
Manuel Caeiro, PT
Matilde Corrêa Mendes, PT
Mariana Sampaio & Pedro Simões, PT
Mazza, PT
Michele Louise Schiocchet, BR
Mónica Mendes, Pedro Ângelo e
Nuno Correia, PT
Pedro Gadanho, PT
Rita Delille, PT
Rui Effe, PT
Rui Pereira, PT
Sara Franco, PT
Sofia Vilarinho, PT
The Antagonists Art Movement, US
Tiago Marques, PT
Tiago Marques & Tiago Costa, PT
Sá Cabral, PT
Zé Pedro Abreu, PT
Xavier Almeida, PT

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POP UP 2010

APRESENTAÇÃO

CARTAZ
PAVILHÃO 27

Abraão Vicente, CV
André da Loba, PT
Cátia Coias, PT
Colectivos Internacionais – Anima,
DE, Bijari, BR, WokiToki, AR, entre
outros.
Délio Jasse, AO
Do You Bowles? & Artur Moreira
Jaime Ferraz, PT
±maismenos± (Miguel Januário),
PT
Ricardo Gomes, PT
Ricardo Valentim Nunes, PT
Roda, PT
Samuel Rama, PT
Yonamine, AO
Xavier Almeida, PT

PARCEIROS & EQUIPA
Veríssimo, Ângela Anciães e Eva
Lameiras, PT

ARTE NOS PARQUIMETROS
André da Loba, PT
Benedita Feijó & Michael Andersen,
PT
Maria João Barbosa, PT
Rita Vilaret, PT
Rodrigo Prazeres Saias, PT
Zé Pedro Abreu, PT

O Pop Up Lisboa 2010 é um evento cultural sem fins lucrativos,
promovido pela Associação Pop Up City, reúne inúmeros parceiros
e apoios de relevo, determinantes para a sua produção que é
maioritariamente assegurada por uma equipa de colaboradores
voluntários.

ESPAÇO PÚBLICO
Adres, PT
Roadsworth, CA
Liisa Kruusmägi, EE
Ginou Choueiri, LB

LX FACTORY

Cowork Lisboa, PT
Electrocardiodrama com Cecília
Laranjeira, Stat Miller, Tobias
Monteiro, Joana Paes de Freitas,
Sofia Ribeiro, João Craveiro,
Margarida Gonçalves, David
Almeida, Tiago Martins e Vasco
Letria, PT
João Mouro, PT
Pedro Zamith, PT
Raquel Nicoletti com Alexis
Ricardo, Angélica Evrard, Joa Silva,
Joana Pacheco, Leonardo Ferreira,
Mila Xavier e Telma Fernandes, PT

ESTAÇÕES REFER

Aldo Peixinho, PT
Alexandre Farto, PT
Ana Peres Quiroga, PT
Cláudia Canas, PT
Duarte Palma Rato, PT
JoãoVilhena, PT
Luísa Cunha, PT
Mário Vitória, PT
Povo da Floresta – Ana Abreu,
André Fazendeiro, André
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21

APRESENTAÇÃO

POP UP 2010

EQUIPA EXECUTIVA
Hugo Israel

Presidente Associação P. Up City e Direcção Criativa
É um artista multifacetado que elegeu a fotografia, a performance e
a instalação como disciplinas privilegiadas de expressão artística. Ao
trabalho que desenvolve soma um vasto percurso profissional nas áreas
da comunicação, produção e activação de marcas, experiência que lhe
confere uma visão abrangente e muito actual do universo artístico. Em
2008, publicou o livro de poesia “Amor ah Tona”, sob o pseudónimo de
Hugo Villier. No ano seguinte estreou-se como mentor e artista-curador
do projecto Pop Up Lisboa e, já em 2010, pôs a cidade de Lisboa a libertar
emoções reprimidas e sentimentos negativos com a instalação “Prato
do Dia: Burnout”, apresentada no âmbito do evento Chiado After Work,
promovido pela Associação de Valorização do Chiado. Hugo Israel definese um “agente criador” e, através do seu trabalho, ambiciona promover a
partilha entre artistas e a comunidade, estimulando momentos de encontro
multidisciplinares, baseados na experiência e na interacção potenciadas
pela vivência do espaço urbano.
Produção:

Pedro Silva, Direcção de Produção
Rita Borges, Produção Executiva
João Pedro Borba, Assistente de Produção
Christina Oliveira, Assistente de Produção
Programação:

Carla Isidoro, Comissariado e Programação
Bruno Canas, Programação Espaço Nimas
Carlos Alcobia, Curador do projecto “Mau Din - O discurso do
outro”
Design:

Rita Vilaret, Direcção de Arte
Bruno Rosa, Design de Comunicação
Zé Pedro Abreu, Design de Comunicação
Vanessa Trindade, Design de Comunicação
Sara Fortes da Cunha, Produção Gráfica
Audiovisuais e Multimédia:

Bruno Vilan, Gestão Multimédia
Cláudia Morais, Produção Audiovisual
Assessoria:

Filipe Lima, Comunicação e Edição de Conteúdos
Maria Alves, Assessoria e Relações Institucionais
Sofia Costa, Gestão e Manutenção

22

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POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

CLIPPING

1. Time

Out

Periocidade: Semanal
Classe: Cultura/Lazer
Âmbito: Nacional
Tiragem: 20000
Tématica: Lazer
Dimensão: 416
Imagem: S/Cor
Página (s): 32
24

2. Time

Out

Periocidade: Diario
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 56000
Tématica: Cultura
Dimensão: 220
Imagem: S/PB
Página (s):12
25

POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

1. Destak

Periocidade: Diario
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 56000
Tématica: Cultura
Dimensão: 81
Imagem: S/Cor
Página (s):15
26

CLIPPING

2. Díario

de Noticias

Periocidade: Diario
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 79040
Tématica: Cultura
Dimensão: 609
Imagem: S/Cor
Página (s):56

27

POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

1. Sol

Periocidade: Semanal
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 67140
Tématica: Cultura
Dimensão: 322
Imagem: S/Cor
Página (s): 54
28

CLIPPING

2. Público

Periocidade: Diario
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 75000
Tématica: Cultura
Dimensão: 238
Imagem: S/Cor
Página (s): 31
29

POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

CLIPPING

OJE

Periocidade: Diário
Classe: Economia/Negócios
Âmbito: Nacional
Tiragem: 0
Tématica: Cultura
Dimensão: 865
Imagem: S/Cor
Página (s): 20/21
30

31

POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

1. Máxima

Periocidade: Mensal
Classe: Femininas
Âmbito: Nacional
Tiragem: 69610
Tématica: Cultura
Dimensão: 57
Imagem: S/Cor
Página (s): 44
32

CLIPPING

2. Público

Periocidade: Diario
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 150515
Tématica: Sociedade
Dimensão: 674
Imagem: S/Cor
Página (s): 16
33

POP UP 2010

ANEXOS

CLIPPING

1. Visão

Periocidade: Semanal
Classe: Informação Geral
Âmbito: Nacional
Tiragem: 122288
Tématica: Cultura
Dimensão: 119
Imagem: S/Cor
Página (s): 6
34

35

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Cartaz A3/A2

Mupi
36

37

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Anúnico de Imprensa | L+ Arte | Feria de Arte de Lisboa |
Agenda Cultural

38

Grimshaw

39

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Tela do Laboratório Pop Up
40

41

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Tela Espaçoo Nimas | Interior
42

Tela Espaçoo Nimas | Exterior

43

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Tela Edifico do Loretto
44

45

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

46

POP UP 2010

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

47

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Programa Desdobravel | Exterior
48

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Programa Desdobravel | Interior
49

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Convite para a Inauguração Pop Up / Frente

50

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Convite para a Inauguração Pop Up / Verso

51

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Migalhas | Individual de mesa

52

Convite para o 1º Aniversário
do Migalhas no Laboratório
Pop Up

53

POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Cartaz Programação | Parquímetro

Cartaz Pop Up Arte Pública | Parquímetro
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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Ilustações nos Parquímetros

Benedita Feijó | Parquímetro
André da Loba | Parquímetro

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Rita Vilaret | Parquímetro

Maria João Barbosa /Parquímetro
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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Ilustações nos Parquímetros

Zé Pedro Abreu | Parquímetro
André da Loba | Parquímetro

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso
Postais Ilustrados | Frente
André da Loba

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Frente
Benedita Feijó

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PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso
Postais Ilustrados | Frente
Maria João Barbosa

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Frente
Rita Vilaret

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PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso
Postais Ilustrados | Frente
Rodrigo Prazeres Saias

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso
Postais Ilustrados | Frente
Zé Pedro Abreu

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POP UP 2010

ANEXOS

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

PEÇAS DE COMUNICAÇÃO

Postais Ilustrados | Verso
Stickers Pop Up

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
O Palácio de Verride, mais conhecido por Palácio de Santa Catarina,
foi edificado no século XVIII e já pertenceu à Caixa Geral de
Depósitos. Em 2007, foi apontado como possível localização do
Museu da Moda e do Design (MUDE), mas desde então permanece
desocupado e sob a tutela da autarquia.
Durante o Pop Up Lisboa 2010 o Palácio Verride acolherá dezenas
de criadores, entre eles os finalistas do Concurso Internacional de
Projectos Artísticos, para uma exposição colectiva e multidisciplinar
que dará nova vida através da arte a este espaço privilegiado, que
oferece uma vista única sobre a cidade e o rio. O Laboratório do Pop
Up Lisboa 2010 é o pólo central e aglutinador das actividades do
evento e, além da exposição colectiva de entrada livre, oferecerá
ao público um programa que inclui performances, lançamentos,
workshops e apresentações temáticas.

LABORATÓRIO POP UP

A Preta – Diana de Oliveira, Filipa
Lobo, Lília Ferreira de Carvalho,
Maria Barbosa, Pedro Palrão e
Vilma André, PT
Ana Silva & Teodolinda Semedo,
PT
Ana Viotti, PT
André Uerba, PT
Andrea Spilsgar, DE
Anett Krase, DE
Artica – Guilherme Martins &
André Almeida, PT
Bárbara Lagido, Gonçalo Lagido,
Sofia Costa, Alexandre Morais,
Carlota Lagido, PT
Bela Silva, PT
Benedita Feijó & Michael
Andersen, PT
Boopsie Cola, PT
Cabracega – Pedro Alegria & Hugo
Tornelo, PT
Carlos Amaral, PT
Carlos Vieira, PT
Carole Purnelle & Nuno Maya, PT
Colectivo Don´t Panic – Diogo
Machado, NARK, Paulo Arraiano,
Tiago Chagas, Vanessa Teodoro e
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Vasco Costa, PT
David Oliveira, PT
Henrique Lopes, PT
Illegal Creation IC2 – Nuno Viana &
Marco Marinho, PT
João Santos, PT
L.UPA - Colectivo de Joalheiras, PT
Manuel Caeiro, PT
Matilde Corrêa Mendes, PT
Mariana Sampaio & Pedro Simões, PT
Mazza, PT
Michele Louise Schiocchet, BR
Mónica Mendes, Pedro Ângelo e
Nuno Correia, PT
Pedro Gadanho, PT
Rita Delille, PT
Rui Effe, PT
Rui Pereira, PT
Sara Franco, PT
Sofia Vilarinho, PT
The Antagonists Art Movement, US
Tiago Marques, PT
Tiago Marques & Tiago Costa, PT
Sá Cabral, PT
Zé Pedro Abreu, PT
Xavier Almeida, PT

CARTAZ
A Preta – Diana de Oliveira, Filipa
Lobo, Lília Ferreira de Carvalho, Maria
Barbosa, Pedro Palrão e Vilma André,
PT www.preta-lisboa.com
A PRETA é um colectivo de criadores que
desenvolve projectos criativos nas áreas
do design gráfico, webdesign, design de
equipamento,
ilustração,
intervenção
urbana, intervenção de interiores, viagens
culturais e workshops. Todos os projectos
são desenvolvidos com dinâmicas diferentes,
sempre com o intuito de respirar e fazer respirar
a criatividade. O colectivo constituiu-se em
Outubro de 2009 e do seu portfolio já fazem
parte projectos criativos em espaços como a
LX Factory e um prémio de novos talentos. A
PRETA está constantemente à procura de novos
desafios e de desafios propostos.
O colectivo a PRETA apresenta no Pop Up Lisboa
2010 o seu projecto vencedor do Concurso
Internacional de Projectos Artísticos - Urban
Stories. Histórias habitáveis em edifícios,
sobre pessoas, a sua história, o seu passado e,
quem sabe, curiosidades reais ou ficcionadas A
intervenção no Laboratório Pop Up é inspirada
na vida e lenda do Conde de Verride que, no
século XVIII mandou construir para habitação
de Verão o palácio que herdou o seu nome, na
sua fixação por cadeiras e nas suas aversões
por água e relógios. O Urban Stories apresentase um posto de turismo volante, dedicado ao
património arquitectónico desocupado da
cidade de Lisboa.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up

CARTAZ

Ana Silva e Teodolinda Semedo, PT

Ana Viotti, PT

A dupla Ana Silva e Teodolinda Semedo
apresentam o projecto Lótus – uma metáfora
do renascimento e da libertação de laços.
O trabalho baseia-se na ideia de caminho/
percurso, simbolizado no trajecto da flor de
lótus. A mudança constante e paulatina de lugar
em direcção a outro espaço e o que acontece
nesse espaço, é a análise que pretendem
explorar, estabelecendo uma comparação com
o ser humano que se desloca e descobre-se
a si próprio em contextos também adversos.
Estas deslocações são o ponto de partida para a
relação com o conceito do festival, dedicado ao
tema “Nómadas Urbanos”.

Ana Viotti nasceu em Fevereiro de 1991. Em
criança trocava facilmente qualquer brinquedo
por um conjunto de lápis e um bloco de papel.
Contudo, descobriu verdadeiramente a sua
vocação para as artes durante a frequência
no Colégio Marista de Carcavelos, pela mão
do Mestre António Coelho. Em 2007, sob a
coordenação do mesmo professor, participou
no projecto europeu Comenius 3 com a curtametragem “Starting Somewhere”. Ingressou no
curso de Arte Multimédia na Faculdade de Belas
Artes. Em 2010, a revista Inútil publicou o texto
“O Terramoto” de Tiago Nené, com uma das
suas fotografias da sequência “Expressividade
Inexpressiva”. Ocasionalmente é assistente do
fotógrafo Francisco Aragão. Ana já foi premiada
com o terceiro lugar no Festival OnCine Sesimbra
2010, onde apresentou a curta-metragem
“Empty Bow”.

Ana Silva nasceu em Angola. Actualmente
vive e trabalha em Portugal. Frequentou o
curso superior de Desenho e Pintura do ARCO,
em Lisboa. Em 2004 participou na Feira
Internacional de Arte Contemporânea de
Lisboa e no ano seguinte fez uma exposição
individual no Museu de História Natural de
Luanda. Participou em diversos colectivos de
artistas, nomeadamente no Museu da América
em Madrid, no Palácio Ribamar em Lisboa, na
Galeria Matos Ferreira na Embaixada de Angola
e com as “Intersecções Lusófonas” na Câmara
Municipal de Lisboa. Em 2008 e 2009 expos
em múltiplas exposições um pouco por todo o
mundo.

Para o Pop Up Lisboa 2010 apresenta-se com
a obra Interlúdio, baseado na obra “Os Sonhos
de Einstein”, de Alan Lightman. Um trabalho
composto por fotografias em caixa de luz e
instalação com janelas.

Teodolinda Semedo é uma artista portuguesa
de ascendência cabo-verdiana. É formada em
Design de Cena no Conservatório de Lisboa,
com uma incursão pelas artes plásticas na
Escola de Artes Visuais Maumaus, onde
desenvolver um trabalho relacionado com
questões do corpo e identidade. O cruzamento
de meios como a performance, a fotografia e o
vídeo, bem como a produção de peças a partir
de elementos reciclados são uma constante
nos seus trabalhos. Actualmente desenvolve
projectos de rua, utilizando o corpo como
metáfora, sozinha ou acompanhada, como
forma de explorar conceitos como a pertença,
intimidade, afirmação, fronteira, legitimidade e
a repetição.
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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
André Uerba, PT
www.andreuerba.com

Andrea Splisgar, DE
www.dermondaenetiger.com

Nasceu em Lisboa em 1983. Frequentou o
curso de Design de Comunicação na Escola
Artística António Arroio (2005-2007).
Frequentou e completou o primeiro ano
do curso de Teatro (ramo Produção) na
Escola Superior de Teatro e Cinema (20082009). Em 2010 concluiu o nível 4 do
curso de Fotografia no Ar.Co - Centro de
Arte & Comunicação Visual onde frequenta
actualmente o curso avançado de fotografia.
Como intérprete trabalhou para Ana Borralho
e João Galante (SexyMF, I Put a Spell on You
& Amigos Coloridos), Miguel Moreira (Se
eu não puder dançar esta não é a minha
revolução), Rafael Alvarez (Long Distance
Call), Sílvia Pinto Coelho (Doce), Carlota
Lagido (Monster), Felix Ruckert (Ring) & Willi
Dorner (Bodies in Urban Spaces). Participou
em Festivais de vídeo dos quais se destacam:
ONE MINUTES PT (Gulbenkian), 60sec.org
(Copenhaga), Warehouse9 (Copenhaga),
FUSO
(Museu
Berardo),
Movimento
Arriscado (Festival Escrita na Paisagem)
e Ciclo Klossowski (Cinemateca & Museu
Berardo).

Andrea
Splisgar
é
simultaneamente
performer, artista narrativa, fotógrafa,
realizadora, escritora e contadora de histórias.
Habita estes papéis intermitentemente ou
alterna personas no sentido de representar
diferentes personagens, ficções e rituais.
O seu trabalho consiste na combinação
destes media. Os contos, figuras e criaturas
por ela desenvolvidos são frequentemente
influenciados pelas tradições do cinema
fantástico e da literatura surrealista. A
intensa luta entre os diferentes estados,
metamorfoses e identidades físicas e
psicológicas, transporta Splisgar para
dentro de visionárias imagens de sonho que
impelem as suas personagens para estados
de emergência. Nestes casos, a interligação
entre som, palavra e imagem desempenham
um papel crucial. Desde 2000 Andrea Splisgar
vive e trabalha principalmente em Berlim.
Em 2005 criou a label DER MONDÄNE TIGER,
pseudónimo com o qual desenvolve variados
projectos artísticos e colaborações. www.
dermondaenetiger.com

André Uerba apresenta no Pop Up Lisboa
2010 “Tudo é Vaidade” uma instalação
que decorre da ideia de exposição de um
cadáver num suporte que é imediatamente
relacionado com a publicidade, originando
um confronto no limite do que se pode
ou não expor. Destacando o corpo,
hermeticamente fechado num frasco, dáse uma cisão entre vida e a sua relação
com o consumo - e com as necessidades,
essenciais ou não. A morte vende, no sentido
de uma celebração que vai sendo feita ao
longo da existência, independentemente do
homem se precipitar continuamente para
a morte. Essa necessidade de ter cada vez
mais (e de uma vida que se define através de
um imediatismo e mediatismo) cristaliza a
ideia de um corpo que deixou de pertencer
ao indivíduo para se tornar em propriedade
pública, cada vez mais ambígua.
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CARTAZ

Tudo é vaidade. A realidade entra-nos
pelo corpo dentro, transformando a nossa
experiência num confronto entre os limites.
O corpo é o nosso meio de exposição e de
comunicação com o mundo, a dessacralização
através da exposição de um cadáver, dá origem
ao problema da identidade. A autópsia mostra
como alguém viveu, no sentido fisiológico,
no entanto não se pode fazer uma autópsia
ao espírito de um morto. É uma questão de
tempo – o pequeno cadáver decompor-se-á,
e a pergunta inevitável continuará a fazer
parte da instalação. O tempo e o corpo não
caminham à mesma velocidade, esta é uma
condição que intima o corpo e a consciência
sobre o fim. Texto: Ricardo Marques |
Agradecimentos: Andrea Brandão

No Pop Up Lisboa 2010 apresenta-se com
dois trabalhos: um de fotografia intitulado
“The Difference – How to celebrate surviving
in 8 chapters” e com o vídeo “Chapter 12 –
The Velvet Revolution”. Projectos em que
as emoções e os gestos se tornam visíveis,
intuídos através dos ambientes e memórias
a eles associados. Criações que reflectem a
interpretação biográfica de acontecimentos
reais e tal como qualquer evento real,
produzem uma personagem ficcional na
nossa memória, resultando num trabalho
com uma intervenção de cariz contraditório
da história.

Um lugar de estagnação – pleno de
história intocada – uma casa assombrada e
desabitada durante décadas. Uma filha da
casa entra neste mundo cheio de memórias
obscuras; sempre uma estranha neste mundo
da sua infância, mantém-se alheada deste
ambiente. Sentindo-se como alguém de
outro mundo, submete-se a este cenário –
como se regressasse a um cenário ao qual
ela conseguiu fugir apenas pelo poder da
imaginação. Um encontro com as relíquias
destes tempos em oito capítulos – outrora
apressadamente abandonados, agora, de
novo frente-a-frente. Oito cenas em que
as emoções e gestos se tornam visíveis,
intuídos através dos ambientes e memórias
a eles associados. Uma radical presença física
contracena com uma experiência de intenso
estado emocional no palco da sua infância.
Os oito capítulos são uma não autorizada
interpretação biográfica de acontecimentos
reais e tal como qualquer evento real,
produzem uma personagem ficcional na
nossa memória. Por isso, o resultado aqui é
criado de forma a tornar muito clara a natureza
contraditória da história. A sobrevivência só é
possível através da auto-invenção!
Ficha Técnica: Curadoria: Elsa Garcia e Miguel Matos Revista Umbigo; Ideia, montagem, direcção de arte,
performance: Andrea Splisgar . Fotografia: Eva Maria
Ocherbauer . Realização: Andrea Splisgar . Som: Lord
Litter . Piano: My Name is Claude . Produção Vídeo:
CentralVISION Mario Morleo . Figurinos: Andrea
Splisgar, Mads Dinesen . Produção: Der Mondäne Tiger
. Assistência técnica: Hans H.

“In the state between being and non-being,
The possible becomes everywhere real,
The real becomes ideal,
and this, in art’s free imitation,
is a dream at once terrifying and divine!”
Hölderlin
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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
ARTICA – André Almeida e Guilherme
Martins, PT
André Almeida e Guilherme Martins dão vida
à dupla ARTICA, criadores na área do desenho,
mecatrónica e programação. Para o Pop Up
Lisboa 2010 desenvolveram um projecto
intitulado “Inner’s Lair”, uma instalação
interactiva de mecatrónica baseada na reacção
e comportamentos humanos. Através de um
sistema de detecção de imagem, estes criativos
vão procurar explorar a espontaneidade dos
movimentos e do espaço onde eles se inserem.
Guilherme Martins nasceu em Lisboa em 1977.
Sempre mostrou um enorme interesse em novas
formas de expressão, começando desde muito
cedo a experimentar vários suportes desde
a fotografia ao vídeo, do desenho à pintura.
Profissionalmente tem colaborado em diversas
empresas na zona de Lisboa desde 2000, entre
elas a Ogilvy Interactive e YDreams. Em 2007
iniciou a sua parceria com Rui Horta na criação
de projecções de vídeo e conteúdos visuais
para as suas obras. Actualmente trabalha como
freelancer em vários projectos visuais, desde
webdesign, animação e vídeo composição.
Como investigador e inventar tem particular
interesse em robótica, electrónica e sistemas
interactivos.

 

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CARTAZ
Bárbara Lagido, Gonçalo Lagido,
Sofia Costa, Alexandre Morais e
Carlota Lagido, PT
Crescer - Será que queremos crescer no
caminho traçado por esta sociedade? Será
que isto a que chamam de crescer e enfrentar
a realidade não será exactamente o contrário?
Vivemos na ilusão de uma normalidade que
não existe e não faz sentido? A existência só
faz sentido por aquilo que nos transcende?
Ou tudo o que transcende só nos afasta da
realidade?
Grow; Certo é sentir o tempo a passar sobre
nós e a energia que vêm de dentro… UP!
“I don’t wanna have to shout it out
I don’t want my hair to fall out
I don’t wanna be filled with doubt
I don’t wanna be a good boy scout
I don’t wanna have to learn to count
I don’t wanna have the biggest amount
I don’t wanna grow up”
Tom Waits
Ficha Técnica: Barbara Lagido – Conception, Vocals,
Guitar e Performance; Gonçalo Lagido – Conception;
Sofia Costa – Video; Alexandre Morais – Guitar e musical
conception; Carlota Lagido - Costumes

Bárbara Lagido - Tenho 39 anos. Sou
cantora, performer. Iniciei os meus estudos
de Canto e música na Escola de Música do
Conservatório Nacional de Lisboa e na Escola
de Jazz do “Hot Club de Portugal” com Manuela
de Sá, Cristina de Castro, Gabriela Canavilhas,
Paula Pinto, Inês Martins, Dave Gausden,
Sérgio Pelágio, André Sousa Machado entre
outros. Participação em workshops: David
Liebman, Karl Berger, Ronan Guilfoyle, Caris
Visantin, Rufus Reid, “Sir” Roland Hannah,
Regie Workman, Hal Galper, Ira Gitler; Curso de
Canto Jazz na “Casa de Mateus” com Norma
Winstone e Bernardo Sassetti. Aulas de técnica
vocal e ópera com Ron Panvini (N.York), Miles
Griffith (U.S.A), Francine Zerfas (U.S.A), João
Lourenço, Isobel Anderson (SCOTLAND),
Claire Vangelisti(U.S.A). Desenvolvi projectos
de minha autoria Meet me by, Putsch, G&P

Groove, Damn Nation Blues, I Have a Dream
em parceria com Gonçalo Lagido. Trabalhei
como interprete e colaboradora com “Idefix”
Sérgio Pelágio, Vitor Rua, Maria Viana, Sérgio
Godinho, “Vozes do Sul” com Vitorino, Janita
Salomé e Filipa Pais, Terry Johnston, Alexander
Marcou, João Afonso, Arrigo Cappelletti, Tito
Paris, Filipa Francisco, Carlota Lagido, João
Galante, Francisco Camacho, José Soares,
Yuri Daniel, Lúcia Sigalho, João Lucas, Mário
Franco, Paulo Perfeito, Alexandre Diniz, José
Soares, São Nunes, entre outros.

Gonçalo Lagido - Tenho 36 anos. Sou

Realizador de TV. O meu primeiro contacto
com a televisão foi há 18 anos na RTP.
Aprendi edição e imagem, como bolseiro do
IPJ, no Dep. Audiovisuais do Chapitô entre
1993 e 1995. Trabalhei como Assistente
de Realização em regime de freelancer até
1999, data em que ingressei na SPORT TV;
primeiro como assistente, depois como
realizador e finalmente como coordenador
do Dep. de Realização. Desde Março de 2009
sou Realizador da TVI. Fiz diversas formações
e estágios na área, das quais destaco o Curso
de Realização multi-câmara na BBC.

Sofia Costa - Trabalho como Designer

gráfico em televisão desde 1992. Passei pela
TVI, RTP e actualmente estou na SPORTTV.

Alexandre Morais - Tenho 31 anos. Sou
músico profissional. O meu primeiro contacto
com a televisão foi aos 16 anos com enumeras
bandas de rock, como os D-season, Napkin
e Gilbert’s feed band. Estudei Violoncelo
na Academia da Orquestra Metroplitana
de Lisboa, Guitarra com Fernando Rui
Amaral,Miguel Teixeira, Luis Moreno e Walter
Lopes. Estudei Baixo eléctrico e contrabaixo
com Nuno Alain, Yuri Daniel, Paulo Neves,
Demien Cabauld, Nuno Correia e Filipe
Teixeira. Actualmente sou freelancer, trabalho
como baixista e guitarrista.
Carlota Lagido - Tenho 43 anos. Fui bailarina

de dança contemporânea, sou coreógrafa
e figurinista e gosto de fazer muitas
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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
outras coisas ligadas ao design e às artes
visuais. No meu trabalho , de característica
multidisciplinar, abordo questões relativas
à identidade e (auto)biografia e exploroas em projectos para palco e outros
contextos. O trabalho em vídeo tem sido
um elemento importante nas minhas peças,
como em “BB2”( EIRA/Serralves em Festa) ,
“Ugly”(EIRA/Citemor/Temps d ’Image MC/
IA) ou “Self” (EIRA/Casa d’os dias da Água/
MC/IA). Trabalhei com Francisco Camacho,
Miguel Bonneville, Sara Vaz, Abraham
Hurtado, Rita Só, Bárbara Lagido e Tânia
Carvalho como intérpretes. Desta última
destaco a sua participação na performance
“notforgetnotforgive”,
apresentada
na
festa do aniversário do Museu Berardo em
2008. Os meus colaboradores criativos
de eleição são Fernando Fadigas, Miguel
Santos/Blindvision e Rui Viana. De 1987 a
2005 fui bailarina e intérprete de dança
contemporânea. Trabalhei com Mark Haim,
Rui Horta, Joana Providência (“Mecanismos”)
e Meg Stuart (“Disfigure Study”). Trabalhei
intensamente com Francisco Camacho e
gostei particularmente de participar em
peças como “Dom São Sebastião”, “Gust” e
“Live|evil-Evil|live”. Fui mencionada como
a sua “bailarina fetiche”. Desenho guardaroupa para espectáculos de dança e teatro,
desde 1989. Trabalhei para Vera Mantero,
Lucia Sigalho, Francisco Camacho, Paula
Castro, Filipa Francisco, Meg Stuart, Clara
Andermatt, Paulo Ribeiro, João Fiadeiro,
Nuno M. Cardoso e Aldara Bizarro. Em 2009
colaborei com Margarida Mestre no seu
último projecto. Faço assistência de guardaroupa em filmes publicitários. Actualmente
sou membro da direcção de programação no
espaço eira33 e dedico-me a muitas outras
tarefas dentro desta estrutura.

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CARTAZ
Bela Silva, PT
www.belasilva.com
Nasceu em Lisboa e estudou nas Faculdades de Belas Artes do Porto e
de Lisboa, na Norwich Fine Arts no Reino Unido e na School of The Art
Institute em Chicago, nos Estados Unidos. Actualmente vive entre Lisboa
e Bruxelas. Bela Silva expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro,
selecção de projectos: Chicago’s Ann Nathan Gallery e Rhona Hoffman
Gallery, Museu do Azulejo de Lisboa, Museu Anastácio Gonçalves em
Lisboa, Palácio da Ajuda e Fundação Ricardo Espírito. Participou em
vários projectos colectivos de azulejaria no Brasil, Espanha e França, em
workshops de cerêmica no Japão e em Marrocos. Foi distinguida em
residências artísticas em Kohler, Wisconsin, USA, e na Fabrica Bordalo
Pinheiro, nas Caldas da Rainha, Portugal. Criou várias peças de arte
pública, entre as quais os painéis de azulejos da estação de metro de
Alvalade em Lisboa, painéis para o Sakai Cultural Center’s gardens, no
Japão e para a escola João de Deus nos Açores. No Pop Up Lisboa Bela
Silva apresenta uma selecção de cinco peças emblemáticas em grés
vidrado.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Benedita Feijó, PT & Michael Andersen, DK
www.interactcreative.com

Boopsie Cola, PT
www.myspace.com/boopsiecola

Benedita Feijó e Michael Andersen são uma dupla de criadores que,
em 2006, formam a InteractCreative. Para o Pop Up Lisboa 2010
apresentam-se como uma decoração/ilustração de 3 painéis no Palácio
de Santa Catarina, forrados a papel de parede alusivos ao tema “Nómadas
Urbanos”. A ideia deste projecto foi misturar elementos da natureza
com elementos urbanos e dar-lhes movimento, associando-os à ideia
de nomadismo e migração constante.

Boopsie Cola (Casa Cláudia - Radar FM Lisboa). A primeira recordação
não podia ser mais apropriada: os pés descalços na carpete da sala, a
dançar Duran Duran com a mãe. A partir daí o apelo musical ganhou
forma das mais variadas formas: participação em actuações no recreio
da escola a tentar reproduzir os vencedores do Festival RTP da Canção;
participações dos vizinhos à Polícia pelos decibéis excessivos na
adolescência; participação activa na Rádio Universidade de Coimbra
enquanto universitária. A ideia? Apenas partilhar os sons que tão bem
a faziam sentir. Os amigos desafiaram-na e a partilha começou a ser
feita em 2004, em formato Dj Set, em Coimbra. Em Lisboa e no Porto, o
desafio continuou em sítios como o Left, Europa, Lounge, Lux, Plano B
ou o Armazém do Chá. Desde 2009 é ela que semanalmente abre a ‘Casa
Cláudia’ na antena da Radar FM (97.8FM Lisboa | www.radarlisboa.fm).

Benedita Feijó nasceu no Porto em 1978. Aos 18 anos foi viver para
Londres com o intuito de explorar a área do Design Gráfico numa das
melhores escolas do mundo, o Central Saint Martins College of Art &
Design. Michael Andersen nasceu na Alemanha em 1975, apesar de
ser dinamarquês. Tal como Benedita foi estudar para Londres Design
Industrial, no Guildhall School of Music & Drama. Desenvolveu projectos
em diversas revistas e videoclips musicais.

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CARTAZ

Para a festa de abertura do Pop Up Lisboa 2010, Boopsie Cola promete
que vai tudo ficar em pratos limpos com sons NewWaveIndieTrashElectr
oRock&RollDiscoNotDiscoPunkFunkRiotGrrlPopMuzik&etc.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Cabracega, PT
www.cabracega.org
A Cabracega é um estúdio de Experience Design que procura criar
uma linha transversal e multidisciplinar na criatividade. Com um
trabalho baseado na análise do quotidiano, o projecto tem como base
o questionamento e reinterpretação dos espaços, serviços, rituais e
objectos, criando experiências inovadoras e que pretendem transformar
observadores em participantes. Assumem-se como designers,
rejeitando o título de artistas, apesar de ser na arte onde vão beber a
sua inspiração.
No Pop Up Lisboa 2010 transportam o 4/4, um projecto interactivo
que pretende criar uma música urbana em tempo real de acordo com a
passagem das pessoas no espaço. Os transeuntes da Travessa de Santa
Catarina criarão o ambiente sonoro e, a rua e a sua atmosfera tornam-se
o palco desta instalação.

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CARTAZ
Carlos Amaral, PT
Carlos Amaral, o “pequeno soldado” como
se auto-intitula, nasceu em 1988 em terras
Ribatejanas. Criando de imediato uma relação
intensa com o mundo da cultura e das artes,
sonhando com a pintura como movimento
artístico da sua vida. Frequentou a Escola
Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha,
onde mais tarde percebe que a pequena cidade
não o preenchia por completo. Convicto disso,
decide aprofundar a sua formação na Faculdade
de Belas Artes de Lisboa. Aí, percebe que o vídeo,
o cinema e a fotografia são essenciais, fixandose, por fim, no curso de Arte Multimédia.
Carlos apresenta-se com o trabalho
“Transgressão”, baseado na exploração
da questão do Informe proposto pelos
técnicos George Bataille e Rosanlind Krauss.
Desenvolvendo um discurso onde o universo
da forma se mistura com a não forma dos
objectos, o corpo. Porém, a questão do Eu
como identidade, é uma questão essencial,
criando um manifesto onde a desconstrução
e a transgressão do sujeito são exploradas,
tanto ao nível teórico como plástico da obra.
A transgressão é apresentada pelo seu lado
mais cru e grotesco, afastando-se daquilo que
é proibido, debruçando-se na exploração de
conceitos.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up

CARTAZ

Carlos Vieira, PT
Nasceu na cadelaria, um bairro de Caracas,
na Venezuela, no dia 3 de Fevereiro de 1982,
as 11:32, cidade onde morou até 1999. Á
procura do sonho de ser médico, chega a
Coimbra nesse mesmo ano. Passado alguns
meses, apercebe-se da sua vocação para as
artes. Como já dizia Confúcio, encontra um
trabalho que ames e não trabalhes um único
dia da tua vida. Passado um ano, entra para o
IADE onde adquire a licenciatura em Design
Gráfico. No último ano da licenciatura, trabalha
com o talentoso editor de arquitectura, José
Manuel das Neves, onde fez alguns livros
e revistas. Tendo terminado a licenciatura,
entra para a Brandia Central, que tem sido a
sua segunda casa até ao dia de hoje. O seu
gosto pelas artes rouba lhe o tempo livre.
A pintura e a fotografia começam a fazer
parte do dia-a-dia, algo que caracteriza a sua
multidisciplinaridade.

Carole Purnelle & Nuno Maya, PT
alma, trago-vos aqui uma pequena amostra
de um Universo novo. Um olhar de uma pessoa
cheia de magia e de um tipo de sabedoria
diferente daquela a que estamos habituados.
Convido-vos a interiorizar este olhar e a
fazer um voto à paciência e à introspecção:
a pessoa que menos esperamos pode conter
em si a resposta de que estamos à procura.

O Eremita - Os gregos diziam conhece-te
a ti próprio para conhecer os deuses e o
Universo. O processo de auto-conhecimento
conduz-nos a um caminho onde apenas
podemos ir sozinhos e que só termina no
topo de uma alta e fria montanha. É uma
viagem exposta e temerária, onde só os mais
corajosos ousam chegar. Existe uma carta
do tarot, com o número 9, que representa
um experiente homem velho, que corta os
laços com a sociedade e a sua engrenagem,
para embarcar numa viagem em busca do
verdadeiro conhecimento. Este Eremita
aparece na carta com uma lâmpada, que
simboliza o seu regresso vitorioso, conduzido
pela luz e pela paz no coração, e a sua
vontade em iluminar o resto com aquilo que
aprendeu na sua viagem. O bastão representa
a prudência e a ligação com a Terra.
Nómadas de espírito, inquietos e movidos
pela curiosidade, ou levados à força para
uma situação irreversível, de canto em
canto, invisíveis e entregues ao silêncio,
na rua muitos moram, muitos desandam e
possivelmente nunca chegarão até nós as
suas histórias. Se os olhos são o espelho da
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ANEXOS

Laboratório Pop Up

POP UP 2010

CARTAZ

Colectivo Don’t Panic - Diogo Machado, NARK, Paulo
Arraiano, Tiago Chagas, Vanessa Teodoro e Vasco Costa, PT
www.dontpaniconline.com.pt

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up

CARTAZ

David Oliveira, PT

Henrique Neves, PT

David Oliveira (Lisboa, 1980) licenciou-se em Escultura pela Faculdade de
Belas Artes de Lisboa, actualmente frequenta o mestrado em Anatomia
Artística na mesma instituição. Trabalha a figura usando a metodologia e
valores plásticos do desenho, acrescentando-lhe a tridimensionalidade
e peso matérico próprio da escultura. Expõe regularmente desde 2005
e no Pop Up Lisboa 2010 apresenta duas peças Privado, instalado numa
das casas de banho do espaço, e Cardume, uma escultura orgânica que
ondula ao centro da imponente escadaria do palácio.

Henrique vive e trabalha em Lisboa. Mestre
em Teoria da Arte do Séc. XX pelo Goldsmiths
College, na University of London, frequentou
o Programa de Estudos Independentes da
Maumaus – Escola de Artes Visuais. Apresentou
o trabalho “Made In” nas instalações do Serviço
de Estrangeiros e Fronteiras em Lisboa, o “Baile
Ao Ar Livre” nos Paços do Concelho de Lisboa
e na exposição “Temporama no Instituto de
Investigação Científica Tropical”. A sua prática
artística opera por apropriação, citação e
referência. Não cria nem inventa, partindo
de algo que é transformado ou deslocado:
um objecto, uma imagem, um artefacto, um
conceito ou uma referência.
O projecto que apresenta para no Pop Up Lisboa
2010 intitula-se “Projecto Liminar: arte popular
NOW”, uma peça de arte contemporânea que
interroga noções tradicionais de arte popular
e, num sentido mais lato, categorias. O trabalho
materializa-se numa instalação realizada em
colaboração com diversos artistas e feita a partir
de obras contemporâneas. O “Projecto Liminar:
arte popular NOW” não é uma categorização
nem uma mostra de possibilidades, mas uma
peça de arte. Não só a peça final, mas também a
abordagem, o processo de trabalho, as relações
éticas de participação e colaboração são partes
essenciais do trabalho. A instalação cria uma
circulação visual e semântica entre diversas
práticas, discursos e obras movendo-se entre
arte contemporânea, design, artesanato, arte
urbana e street art.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up

CARTAZ

IC2 – Illegal Creations, PT

Espaço expositivo 2 (Horta)

João Santos, PT

Nuno Viana e Marco Marinho são uma dupla
de criativos que após trabalhos de arte
visual, escultura, arquitectura, fotografia e
intervenção, decidiram criar um projecto
em que pudessem agregar as várias áreas,
mas com um carácter mais experimental
e imediato. O IC2 – Illegal Creations nasce,
assim, com o propósito de construir ideias
à margem do contexto artístico comercial.
Desenvolvem
projectos
em
espaços
devolutos e abandonados, urbanos e
rurais, intervindo espacialmente. Quando
concluídos, os projectos são expostos em
lugares ou abandonados à mercê do tempo e
das pessoas, que os apreciam, destroem e/ou
reconstroem.

Esta instalação site specific é uma
interpretação da horta do espantalho no
Palácio Verride. A instalação sonora pretende
submeter as espécies na plantação expositiva
a características próximas do seu habitat
natural - hortas de lata - Horta do Espantalho.
Pretende-se marcar o particular, através da
reutilização dos Sistemas Globais.

João Santos tem 42 anos e nasceu em Lisboa. Artista e fotógrafo
freelancer, tem a sua obra representada nas Galerias Art Lounge, em
Lisboa, e no The Jam Jar, no Dubai. Expos em mostras individuais e
colectivas (Now Iorque), em festivais de media (Digital Fringe, em
Melbourne e o Live@808 com LACDA, em Los Angeles). Recentemente
foi seleccionado para o Chianciano International Exhibition for Digital
and Photographic Art, em Chianciano Terme, Itália. Os seus maiores
projectos estão ambos referenciados como ArtBase Selection pelo
Rhizome, afiliado ao New Museum, em Nova Iorque.

No Festival Pop Up Lisboa 2010, o IC2
apresenta Espantalho uma peça que se
encontra geograficamente desenvolvida em
dois lugares, um espantalho localizado nas
hortas das Olaias e a recriação uma horta no
espaço expositivo. Sugerindo ao visitante
uma deslocação, como prática estética em
percursos urbanos, em especial, á Horta do
Espantalho, no coração das Olaias.
Espaço expositivo 1 (Espantalho)

“Hoje a Natureza do campo encontra-se
assediada, e é tão escassa na cidade, que se
converteu em algo valioso” in, Design with
Nature, Ian Mcharg

O criador apresenta no Pop Up Lisboa 2010 o trabalho “Signs” e uma
extensa obra digital com uma intensa componente tecnológica e de net
art. “Signs” são fotografias individuais de média e alta resolução que
captam os movimentos aleatórios das linhas de Beziers. Este trabalho
foi inicialmente realizado em 2006/2007 e posteriormente actualizado
em 2010. As formas distintas e coloridas dos signos assumem o papel
de um código mais amplo – uma profunda linguagem tecnológica, uma
espécie de alfabeto. Com o “Signs” pretende-se questionar os códigos
e veículos de comunicação entre os seres humanos, uma espécie de
linguagem visual que interage (e depende) do olhar de cada um. As
formas irregulares dialogam com os nossos olhos numa espécie de
dialéctica, recriando-se a si próprio ao mesmo tempo que nos transmite
um fluir de sensações. E nesse perpétuo movimento em que se definem
e redefinem – os signos são os elementos catalisadores de um espaço
ambíguo e de comunicação. “Signs” assume-se como uma instalação
que privilegia o símbolo em detrimento do espaço, valorizando a forma
dos signos numa dialéctica de sensações sustentadas no olhar de cada
um.

O espantalho é uma reconstrução de um
símbolo da economia global e massiva na
área da alimentação, em que pelo processo
de transfiguração se converte num símbolo
do particular, da excepção. Instalado na horta
do Sr. Francisco e do Sr. António o espantalho
pode ser observado no local, no percurso
de metro entre a estação Bela Vista/Olaias,
de automóvel, comboio, avião e em vários
percursos a pé devidamente localizados por
mapa.

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ANEXOS

Laboratório Pop Up
L.UPA, PT
L.UPA é um colectivo de joalheiras composto
por Catarina Dias, Inês Nunes, Marília Mira,
Rita Ruivo e Telma Simões. As cinco criadoras,
com percursos diferenciados, possuem
experiências e conceitos que combinam na
criação de mensagens subliminares. Unidas
pela empatia profissional, promovem um
campo de trabalho que escapa aos circuitos
habituais, convivendo com um carácter
prospectivo e interventivo na procura de
alternativas de relacionamento da joalharia
contemporânea com o mercado actual.
L.UPA apresentam o trabalho “Fly Like a
Fish”. Este assenta numa intervenção feita
especificamente para o espaço, onde o
tempo de montagem condimenta a acção e
a realização. Um desenrolar de caminhos que
se cruzam, que se refazem e se misturam,
por direcções inversas ou paralelas, num
sentido que reage ao lugar e ao tempo que
atravessamos.

POP UP 2010

CARTAZ
Mariana Sampaio & Pedro Vaz Simões,
PT
São uma dupla de criativos que no Pop Up
Lisboa 2010 apresentam a performance “Dias
Felizes”, baseado no conto de Hansel e Gretel
numa perspectiva revivalista e modernista da
história.
Mariana Sampaio nasceu em Viana do Castelo,
em 1965. Licenciou-se em Estudos Teatrais na
Universidade de Évora. Colaborou com a CEPIA
(Centro de Estudos Performativos e Artísticos)
como performer e criadora. Participou no
festival MIST (Manchester International
Student Theatre Festival) com a peça Antígona,
com encenação de Tiago Rodrigues. Em 2009
cria, com Alexander David, “Parâmetros do
Bem-Estar” no Festival Paralelo de Évora. Nesse
mesmo ano, inicia a sua colaboração com o
Mundo Perfeito, estreando o espectáculo “O
Que Se Leva Desta Vida” no Teatro São Luiz,
em Lisboa, onde participou como assistente de
produção e actriz.
Pedro Vaz Simões nasceu em 1979, em
Abrantes. Licenciou-se em Estudos Teatrais na
Universidade de Évora onde cedo desenvolveu
trabalho como criador e interprete. Dirigiu com
Vera Soares, “Projecto Coração” no Palácio D.
Manuel e com Rita Ferreira, “O Teu Amigo” no
Lavadouro Público, em Lisboa. Trabalhou como
performer com os artistas plásticos Mariana
Silva, Pedro Neves Marques e André Romão,
colaborando frequentemente com Alexander
David, Mariana Sampaio e Pedro Antunes.
Actualmente frequente o Mestrado em Cinema
na Escola Superior de Teatro e Cinema e realizou
as curtas-metragens “Quarto Sem Vista” e
“Estatuária” e foi assistente de realização de
“Atracados”, de Filipe Afonso.

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99

anexos

POP UP 2010

Laboratório Pop Up
Manuel Caeiro, PT
Nasceu em 1975 e expõe os seus trabalhos
desde 1999. Tem feito um percurso nacional
regular e nos últimos anos tem-se dedicado a
projectos internacionais, nomeadamente no
Rio de Janeiro, Bruxelas e Espanha. Destacamse as exposições “DownTown”, na Galeria
Lurixs, no Rio de Janeiro, “Belém Coffrage” na
Ermida Nossa Senhora da Conceição, “Manuel
Caeiro” no Centro Cultural Vila Flor e “Fiat
Lux” no Museu Macuf – Union Fenosa, Centro
e Arte Contemporâneo, entre outros.
Manuel Caeiro apresenta no festival Pop
Up Lisboa 2010 um projecto com base nas
estruturas formais que transmitem uma ideia
dicotómica de acabado/inacabado. A obra de
Caeiro expressa-se por meio de uma poética
da geometria que apela ao nosso lado mais
racional do espírito humano, ainda que não
ab-rogue uma estratégia lúdica e sedutora
da forma como norma. As suas esculturas
feitas em tiras de metal pintado e luzes,
são exercícios estilizados tridimensionais
provenientes das suas pinturas, baseados
em andaimes e elementos estruturais das
arquitecturas urbanas e domésticas e que são
reforçadas pelo uso de uma luz fria, de cor
branca. Na obra “A Coacção”, uma estrutura
em alumínio pintado com néones, o artista
estabelece uma vez mais uma sensação
de ilusão no olho do espectador onde uma
estrutura aparentemente pesada parece
flutuar no espaço.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Matilde Corrêa Mendes, PT

Mário Afonso, PT

Nasceu em 1984 em Lisboa, onde vive. Em
2009 concluiu a licenciatura de Pintura da
Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Nesse
ano estudou com bolsa Erasmus na Faculdade
de Belas Artes de Barcelona onde expôs na
exposição de finalistas (s)generats4_09 e em
2010 na exposição ST’09. Foi premiada pelo
Concurso Nacional Jovens Criadores 2009,
participando em 2010 na Mostra Nacional
Jovens Criadores 2009 no Palácio D.Manuel
em Évora. Em 2009 participou na exposição
de Finalistas de Pintura 2007/2008 no palácio
Galveias em Lisboa e na exposição colectiva
Work in Progress: Espaços/Memória no
Espaços do Desenho em Lisboa. Entre 2002 e
2004 frequentou o curso de Arquitectura da
Faculdade de Arquitectura de Lisboa; o curso
de Pintura da Scuola Lorenzo de Médici em
Florença; e os cursos de Desenho e Pintura do
Ar.Co em Lisboa.

Estudou na Escola de Artes Visuais António Arroio, foi bolseiro na
escola de dança Rui Horta/Pro.Dança e licenciou-se em Dance Theatre
Performance no Instituto das Artes da Holanda. Actualmente é mestrando
no Departamento de Filosofia no Curso de Estética da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas. Enquanto criador, tem vindo a apresentar
o seu trabalho em Portugal, Espanha, Bélgica e Holanda. Destacamse os trabalhos Magmatic - 1999 (trio performance instalação para
um local específico), Trajectórias - 1999 (solo), Um Estado Provisório
- 2003 (trio), Persona - 2003 (dueto), O que Fazer com o Corpo 2004 (solo), Representações - 2005 (solo), Framework/Fame - 2006
(solo/díptico). Em Novembro de 2008, no âmbito do Festival Temps
d’Images, apresentou na Fundação EDP o seu mais recente espectáculo,
Entre Vistas (solo). Este último projecto é também constituído pelas
instalações Peripatéticos e Esquissos e Desenhos levadas ao público na
sala polivalente do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do
Chiado e na Fundação EDP, respectivamente. Sob a perspectiva do acto
de respigar, Memória descritiva (solo conferência/performance) surge
em 2010 como um objecto-satélite de Entre Vistas.

Unplaced 2010 (vídeo, sépia, som, 2’27’’)
é um dos trabalhos finalistas do Concurso
Internacional de Projectos Artísticos
promovido no âmbito do Pop Up Lisboa
2010. O vídeo Unplaced é composto por
uma montagem de diferentes fotografias de
Domingos Alvão de infra-estruturas dos anos
60, onde se sobrepõem paisagens naturais
retiradas do filme Asas do Desejo (1987)
de Wim Wenders. Procurando entender a
realidade através da sua ficcionalização,
Unplaced faz referência a um passado
ao mesmo tempo que remete para um
futuro próximo: para o dia em que todas as
estruturas rectas e sinuosas que formam as
redes de transporte se tornarão paisagens
desertificadas.

102

CARTAZ

Mário Afonso apresenta na abertura do Pop Up Lisboa 2010 a
performance “Memória Descritiva”, onde”qualquer decisão que
tomemos será arbitrária. A nossa preferência por uma ou por outra só se
pode fundar no capricho. Todas essas realidades são equivalentes; cada
uma é a autêntica consoante o respectivo ponto de vista.” – Ortega y
Gasset em “A Desumanização da Arte”
Ficha Técnica: Concepção e interpretação - Mário Afonso; Coordenação e operação
técnica - Robert Fuchs; Apoios - Forum Dança, Re.Al, Alkantara; Agradecimentos Fernando Costa, Iñaki Zoilo, Marília Maria Mira, Pop Up. Duração: 10 minutos.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Mazza, PT

Michele Louise Schiocchet, BR

Nascido em Agosto de 1983, é artista plástico
e iniciou estudos no Oporto British School,
no Porto. Licenciou-se em Belas Artes pela
University of Liverpool, Inglaterra, e estagiou
na Tate Gallery. Participou em diversas
exposições no Reino Unido, e em 2004
regressa a Portugal. Participa regularmente na
Bienal de Cerveira e impulsionou um evento
urbano, o “Arte Contemporânea na Garagem
da Vizinha”, na Maia. Lançou três edições do
jornal “Sangue Novo” e, recentemente, esteve
presente numa exposição colectiva com Júlio
Resende. Na pintura, Mazza, procura uma
diversidade de temas, começou por explorar
a poesia de Baudlaire através da instalação
“As Sombras da Natureza”, passando por
arte digil inspirado nos vídeo jogos dos anos
80. Actualmente vive e trabalha na Maia,
frequenta o segundo ano do Mestrado em
Pintura da Faculdade de Belas Artes da
Universidade do Porto, e em Janeiro de 2011
fará parte de uma colectiva de quatro artistas
a expor no Museu da Igreja dos Portugueses
em Roma.

Michele Louise Schiocchet é uma das finalistas
do Concurso Internacional de Projectos
Artísticos, promovido no âmbito do Pop Up
Lisboa 2010. Estudou desenho industrial e
interpretação teatral, possui um bacharelado
em estudos teatrais pela Universidade de
Bologna e participou no programa ERASMUS, na
Leipzig Universitat. O seu trabalho de conclusão
de curso foi uma pesquisa de campo sobre
performances populares e indústria cultural
dentro dos folguedos de natal do estado do
Alagoas (Brasil). Em Janeiro de 2009, concluiu
um mestrado em praticas de performance
e pesquisa na Central School of Speech and
Drama: Performance Practices and Research.
Michele viveu e trabalhou como artista e arte
educadora no Brasil, Portugal, Itália, Alemanha e
Inglaterra, tendo dedicado a sua vida a diversos
sectores da arte, considerando-se a este ponto
uma artista multi-disciplinar. Desenvolveu
trabalhos nas áreas de: performance, design,
circo (acrobacia em tecido), escultura,
desenho, vídeo, instalação, interessandose
recentemente
particularmente
por
intervenções, mapeamentos criativos e
trabalhos artísticos em resposta a localidades
específicas.

No Pop Up Lisboa 2010 apresenta o projecto
“E o Bastos diz: O Rei Vai Nú”, inspirado
no conto de Hans Christian Anderson. Um
trabalho composto por duas telas de algodão,
esticadas sobre uma grade de caixa alta de
madeira tratada, pintado com tinta acrílica na
presença de uma pequena peça em forma de
instalação. Homenageando assim os pintores
que pintam, cantores que cantam e bailarinos
que dançam.

104

CARTAZ

Espaços invisíveis é uma pesquisa interdisciplinar
que busca dialogar intertextualmente com a
cidade, criando intervenções, instalações e
performances que respondam ao espaço e
à percepção subjectiva do mesmo, criando
‘mapas’ que buscando revelar e identificar
camadas do tecido urbano, usando as
superfícies urbanas seja como tema que como
media. A pergunta de base é: “de onde eu
venho e para onde vou?”, focando na ideia de
que as pessoas carregam consigo fragmentos
de espaços precedentes, transportandoos para seus espaços futuros, desta forma
transformando e sendo transformados pelos
espaços quotidianos.

105

POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Mónica Mendes, Pedro Ângelo
e Nuno Correia, PT
Investigadora de vídeo em tempo-real para a sustentabilidade e
experimentação artística no doutoramento em Media Digitais, Designer
de Interfaces, e é assistente na FBAUL em Artes Multimédia, com
formação em Design de Comunicação e Mestrado em Comunicação
Educacional Multimédia. É membro do Centro de Investigação CIEAM
em ambientes interactivos, e membro fundador do altLab, um espaço
de criatividade em media alternativos. O seu trabalho encontra-se
na instersecção entre as ciências sociais e naturais, Novos Media, e o
desafio da componente tecnológica – para o design de um mundo
melhor.
Mónica Mendes desenvolveu a instalação interactiva Hug@ree
proporcionando uma experiência de cumplicidade entre os seres urbanos
e a floresta. Os participantes abraçam uma árvore real, accionando o seu
registo no mundo virtual para posterior interacção. Desenvolvido com a
colaboração de membros dos Labs AZ e correspondentes locais, Hug@
ree integra o projecto RTiVISS – Real-Time Video Interactive Systems for
Sustainability – uma investigação experimental reflectindo activamente
em torno das questões: como promover uma atitude construtiva face à
dinâmica destrutiva dos incêndios que agravam as alterações climáticas?
Pode a arte criar consciência e respeito pela natureza? Esta experiência
imersiva proporciona a interacção com as árvores e vídeos de árvores
em tempo-real, contribuindo para trazer assuntos ambientais à cultura
urbana.

106

CARTAZ
Pedro Gadanho, PT
Pedro divide a sua actividade entre arquitectura,
curadoria, crítica e docência universitária. É
Mestre em Arte e Arquitectura e realizou o
doutoramento na F.A.U.P., onde lecciona. É
editor do blogue “ShrapnelContemporary” e do
bookazine “Beyond”, “Short Stories on the PostContemporary”, em Amsterdão, contribuindo
regularmente para outras publicações a nível
internacional. Foi comissário de “Metaflux”,
representação portuguesa na Bienal de Veneza
de Arquitectura de 2004, e de mostras como
“Space Invaders”, “Post.Rotterdam”, “Pancho
Guedes”, “Um modernista alternativo” e “Habitar
Portugal 2006-2008”. Integrou a direcção da
ExperimentaDesign, entre 2000 e 2003. Os
seus projectos de arquitectura incluem a Casa
Laranja, em Carreço, o Art Center da Fundação
Ellipse, e a Casa Baltasar, no Porto.
Pedro apresenta no Pop Up Lisboa 2010
“Beyond – Short Stories on the PostContemporary”, um conjunto de ideias e
considerações assentes nas perguntas: “Quais
os cenários urbanos que podemos esperar no
futuro próximo?”, “ Que reflexões podemos
produzir a partir dos fenómenos da cidade
actual?”, “Como podemos usar a ficção para
pensar sobre o mundo construído e as novas
realidades urbanas?”. “Beyond” endereça estas
questões através de contos, ensaios, ficções
visuais e até banda desenhada, apresentando
regularmente histórias inéditas de alguns dos
mais promissores pensadores da arquitectura
e cidade contemporâneas. A série de livros,
editada em Amsterdão por Pedro Gadanho, inclui
já contribuições de autores como o escritor
cyberpunk Bruno Sterling, o escritor canadiano
“Douglas Coupland”, o autor português Rui Zink”,
o dramaturgo Oren Safdie e ainda o director
da última Bienal de Arquitectura de Veneza de
2008, Aaron Betsky, ou o actual director do NAi,
de Roterdão, Ole Bouman.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Rita Delille, PT

Rui Effe, PT

Ana Rita Delille nasceu em Coimbra em 1981. Licenciou-se em
Comunicação com um trabalho final sobre a comunidade surda
portuguesa, mais tarde, pós-graduou-se em Comunicação e Imagem.
Em 2005 desempenhou funções de jornalista no diário brasileiro “O
Povo”. É nesta altura que começa a interessar-se profissionalmente
pela fotografia, durante uma estadia de três meses numa remota aldeia
de pescadores situada no coração dos lençóis maranhenses, Atins.
Posteriormente, em 2009, decide tornar a fotografia como o core da
sua profissão e começa a colaborar regularmente com clientes como
a lifecooler.pt, brandrouge e revista SIM!. Desenvolve também trabalho
pontual na área da fotografia de espectáculo, destacando o trabalho
fotográfico que realizou para Esforço do Reflexo de Ye77a.

Rui Effe tem exposto em Portugal e no
Estrangeiro, e tem vindo a organizar projectos
culturais e multidisciplinares no que se refere
às Artes Visuais. Representando em inúmeras
colecções, quer privadas como públicas, do
norte ao sul do país, esperamos em cada seu
trabalho um remexer com os nossos sentidos e
razões. Para além das Artes Visuais o artista tem
desenvolvido projectos como investigador, mais
concretamente Estudos de Caso – quer de raiz
académica quer mesmo de forma autónoma,
com o objectivo de se ir completando e
enriquecendo, pois como o próprio refere,
procura insaciavelmente mais conhecimento,
mais entendimento sobre as suas relações com
as coisas, com os lugares e com os outros.

No festival Pop Up Lisboa 2010, Rita Delile apresenta-se com uma
foto reportagem compilando imagens que oscilam desde a procura de
memória (ou ausência dela), da imagem e da identidade individual mas
não (ou nem sempre) isolada do contexto colectivo. Rita apresenta-nos
o projecto “Super-facies”, uma abordagem à evolução tecnológica, ao
nosso caminho e ao impacto visual da viagem no tempo e no espaço.
A criativa inspirou-se na imagem do “mergulhar” e “emergir” como
inspiração para este projecto. “Super-facies” é o retrato fotográfico
usado para reflectir a ida e o regresso eterno à super-cidade no tempo
(caso ele exista) depois e antes da viagem.

108

CARTAZ

Lugar Nenhum é sobre um sítio imaginário onde
se perdem as palavras e as conversas que não
conseguiram chegar a um destino. Um não lugar
que existe e que se chama Lugar Nenhum. Na
obscuridade, em localização secreta, guardamse as cartas e palavras nómadas que se
perderam pelo caminho, as conversas que não
foram tidas, as mensagens que não chegaram...
A peça “Lugar Nenhum” fala de palavras criadas
e não recebidas. Palavras que, em conversações
mais distraídas, não desaparecem, mas ficam
por si às escuras, num limbo de impossibilidade
comunicacional. Neste sítio, à espera de serem
resgatadas, as palavras.

109

POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Rui Pereira, PT

Sá Cabral, PT

Nascido em Portugal, termina a licenciatura em Design de Produto na
ESAD (Porto) e em Valência (Espanha), no ano de 2006. Desenvolve
o “Melt Project” com base num workshop em Boisbuchet, França,
promovido pelo Museu de Design Vitra. Em 2009 conclui com sucesso
o mestrado em Design Industrial e de Interiores da Escola Politécnica de
Design, em Milão. Actualmente reside e trabalha em Milão, Itália.

É artista plástico e investigador. É doutorado em Belas Artes e PósGraduado em Arte Gráfica. Desenvolveu criações para múltiplas
instituições e centros culturais, desde 2000, com enfoque para a sua
pesquisa na área da medicina.

Rui Pereira apresenta-nos o trabalho “Melt Project”, composto por uma
série de objectos que surge como reflexão sobre o consumo de plástico.
Uma redefinição do ciclo de vida do lixo plástico e como este pode ser
transformado em objectos do dia-a-dia.

110

CARTAZ

Sá Cabral apresenta-nos “Hic Venerem Iacet”, uma obra que reverte para
um estado inflexibilidade do destino na afinidade complexa das pulsões
entre dois seres. É uma ficção elaborada através do processo instalação,
que recorre ao aço inoxidável – matéria-prima na obra do autor - a
decursos visuais/gráficos como forma a projectar uma comoção visceral
e intrínseca de perda.

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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Sara Franco, PT
Sara Franco vive e trabalha em Lisboa.
Estudou Pintura na Faculdade de Belas
Artes da Universidade de Lisboa e trabalha
como ilustradora desde 2005. Tem trabalho
publicado na Umbigo Magazine, Diário
de Noticias, Jornal de Noticias, Le Cool
Lisboa e Le Cool Londres, Big Ode, Staf
Magazine(Barcelona), Grab Magazine(Itália),
entre outros. Desenvolve trabalho no âmbito
da arte urbana com trabalho realizado para as
marcas Red Bull, Pampero Fundación, Friday’s
Project, entre outros. Participou no 1º
Festival de Banda Desenhada de Leiria, onde
durante 3 dias pintou um mural sobre o tema
do festival na Rua Direita da cidade. Desde
2000 que expõe individual e colectivamente
com regularidade. Em 2005 desenvolveu o
projecto PLASMA! no Lugar Comum - Centro
de Experimentação Artística na Fábrica da
Pólvora - Barcarena. Em 2008 teve trabalho
exposto na Arte Lisboa - Feira de Arte
Contemporânea, representada pela Galeria
Bernardo e a convite da qual participou
também na intervenção urbana, durante o
evento de quatro dias “D.Pedro V está vivo!”
onde participou também o graffiter brasileiro
Nunca (Francisco Silva). Foi responsável
pelo design e desenvolvimento do site da
cantora Tereza Salgueiro. Colaborou com
a Livraria Trama até Dezembro de 2009
como coordenadora de artes visuais e
onde foi também responsável pela criação
e coordenação do projecto [10:10] - 10
cartazes em 10 semanas. Das últimas
exposições destacam-se: Rua Aberta organizado pela Rua de Baixo e integrado no
Open Day da Lx Factory 2010 (colectiva);
‘Time will kill us’ nos Recreios da Amadora
– 2010 – Amadora (individual); CRASH na
Galeria Bernardo Marques – 2009 – Lisboa
(individual).

CARTAZ
oportunidade de conhecer de perto aquela
que é de momento a grande protagonista
deste movimento sem precedentes com
o fascínio de poder por alguns momentos
usufruir daquilo que ela de melhor tem para
nos dar.

Sofia Vilarinho, PT
É uma jovem Designer de Moda defensora da ideia que a moda é também
uma mentira na qual queremos acreditar. A criadora privilegia o trabalho
de autor com uma forte bagagem teórica e desprendido de itens globais
pelos quais se regem as grandes tendências da moda. A autora denuncia,
através das suas criações, a iconografia do domínio com a ajuda da (dês)
montagem de símbolos de origem democrático-patriacal na história
da moda e na história da História construindo, assim, metáforas com
tecidos que invocam silêncios, esses sim muito femininos, mas que
impulsionam um novo olhar, um novo espectro de entendimento. Sofia
já foi premiada pelo Centro Português de Artes e Ideias, representou
Portugal na Bienal de Criadores do Mediterrâneo 2008 e o seu percurso
académico foi reconhecido “por mérito” pela Faculdade de Arquitectura
de Lisboa encontrando-se a autora, presentemente, a desenvolver o
doutoramento em Design de Moda, na Universidade de Delft.
O projecto de Sofia Vilarinho para o Pop Up Lisboa 2010 intitulase “Homework”. A autora pretende explorar formas de participar e
experienciar a complementaridade da peça de vestuário como uma parte
integral de uma individualidade resultante da simbiose de duas classes
sociais: a operária e a executiva. Confronta o observador numa obsessão
pela identidade, o estatuto e a dispersão do mesmo, transformando
o todo num parkour (arte do deslocamento) de identidades, que se
tornam aqui vacilantes no que respeita à categorização do indivíduocidadão. A obra pretende explorar a nomacidade que lhe é inerente e
responsabilizar o próprio observador pelo “status” do seu olhar.

meet jessica pretende apresentar jessica
ao mundo como o novo talento emergente
na mais velha profissão do mundo. Oriunda
de uma pequena aldeia do interior Jessica
chega-nos como a mais recente oferta da
sub-cultura urbana em que cruzamos a
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POP UP 2010

anexos

Laboratório Pop Up
Sara Franco, PT

Sobre o Antagonist Movement:

É num espírito de crescimento individual,
construído através da colaboração, que o
Antagonist Movement planeia o seu projecto
mais ambicioso realizado até hoje: The Dolls
of Lisbon

O Antagonist Movement iniciou-se há cerca
de dez anos em East Village na cidade de Nova
Iorque. Define-se como uma comunidade
de artistas que se unem para promover a
arte, a música e a escrita, num ambiente
onde os artistas emergentes, bem como
artistas já estabelecidos, podem inspirar-se
e partilhar mutuamente. O principal objectivo
do Movimento Antagonista é proporcionar
um catalisador criativo para as artes na
comunidade onde se inserem e expandir
esta visão de partilha a um universo mais
abrangente. Para além de promoverem os
trabalhos individuais dos artistas do seu
colectivo, acreditam que a sua principal
missão será envolver a comunidade global.

O projecto baseia-se na fabricação de bonecas
artesanais inspiradas nas bonecas Zapatista
mexicanas. Estes objectos, de design e
forma muito simples, são feitas à mão por
um membro da comunidade antagonista de
Nova Iorque e depois enviadas para artistas
de todo o mundo para serem personalizadas
com inspiração na mensagem do Antagonist
Movement e na visão pessoal de cada
artista. No Pop Up Lisboa 2010 o Antagonist
Movement apresentará entre outros eventos
uma exposição com todas as criações, que
reunirá também as bonecas personalizadas
durante o evento, por um colectivo de artistas
de diversas nacionalidades.
The Dolls of Lisbon será o mote para um
projecto colaborativo mais alargado,
realizado no âmbito do Pop Up Lisboa
2010, e que integrará, para além da
exposição das bonecas, um programa com
workshops de serigrafia e outras formas
de expressão artística que valorizam o
“do-it-yourself”, acções de arte pública,
produção de objectos de artista, mostras de
música e cinema, dinâmicas realizadas em
intercâmbio permanente entre os membros
da comunidade antagonista de Nova Iorque
de visita a Lisboa, os artistas locais e toda a
comunidade criativa envolvida no evento.
À imagem do que aconteceu após a recente
deslocação do Antagonist Movement à
cidade de Berlim, que resultou na produção
do documentário “This is Berlin, Not New
York”, exibido e galardoado no Royalflush
Festival em Nova Iorque, o projecto The Dolls
of Lisbon será documentado em vídeo e
numa publicação em formato fanzine.

114

CARTAZ
Ted Riederer, Director Artístico do
Antagonist Movement
Nasceu em Nova Iorque em 1970. Formouse em Artes na Universidade Somerville (MA)
e na The School Of The Museum Of Fine
Arts, na cidade de Boston (MA). Concluiu o
Master Of Fine Arts na School Of Visual Arts
de Nova Iorque. Expõe e desenvolve projectos
individuais ou em colaboração,
com
destaque para: “A Work In Progress”, USDAN
Gallery, Bennington College, Bennington VT e
“Three person show” com Tony Feher e Jason
Middlebrook, comissariado Dan Cameron
e Inappropriate Covers, David Winton Bell
Gallery, Brown University, Providence (2009);
“Hellas”, Goff + Rosenthal, Berlin, “Mash Up”,
South Florida Contemporary Art Museum,
Tampa (FL), “Summer Mix Tape”, Exit Art, New
York (2008); “This is Berlin, Not New York”,
Mastul e.V., Berlin, “The Innocent Gaze”, Jack
Hanley Gallery, San Francisco (CA), “Unsung”
e “The Resurrectionists”, Nicole Klagsbrun
Gallery, New York (2007); Sacred Profane,
The Bluebottle Gallery, Seattle (2003).

Carlos Alcobia, Curador Antagonist
Movement Pop Up Lisboa 2010

Nasceu em Lisboa em 1980. Frequenta
o mestrado em Estudos Curatoriais da
Faculdade de Belas Artes Lisboa. Ligado
à prática e produção artística, tem-se
debruçado sobre questões relacionadas com
as práticas curatoriais contemporâneas, em
particular num contexto de arte relacional,
encontrando-se actualmente a desenvolver
pesquisa no domínio da perda identitária
relacionada a fenómenos pós coloniais e no
acompanhamento das recentes dinâmicas de
redes de pensamento artístico num contexto
global. Membro fundador da Contraprova
– Associação de Artistas Gravadores, e da
Anima – Colaborative Art Network, é também
membro e representante do colectivo NovaIorquino Antagonist Movement em Portugal.

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anexos

Laboratório Pop Up

POP UP 2010

CARTAZ

Tiago Marques, PT

Tiago Marques e Tiago A. Costa, PT

Tiago Marques nasceu em 1982, em Lisboa. Licenciado em Fotografia
pelo Instituto Politécnico de Tomar, é Mestre em Design e Cultura Visual.
Desde 2007 é docente na Escola Superior de Design do IADE – Instituto
de Artes Visuais, Design e Marketing. O criador expos alguns dos seus
trabalhos para a Janela Urbana Live at’YRON, no espaço Yron, Lisboa, no
Art Boc e na Galeria Casa do Pelourinho, em Óbidos.

São uma dupla de criativos que se apresentam
com o projecto “Nossa Senhora de Valise”, uma
instalação baseada nos alicerces da fé e na
importância que esta tem, num povo com uma
intrínseca relação com o religioso e o místico.

O autor apresenta no festival Pop Up Lisboa 2010 o projecto “Estado:
Devoluto”, uma obra que nos obriga a ver e a pensar naquilo que
diariamente olhamos mas não prestamos atenção. Mais do que uma
chamada de atenção a uma realidade, esta peça pretende, não só o
confronto directo, mas principalmente o confronto interior em casa
espectador, obrigando-o a enfrentar a construção de uma barreira que
o impede de ver.

Lisboa. Licenciado em Fotografia e Cultura
Visual pelo Instituto de Artes Visuais Design
e Marketing (IADE) em 2009. Actualmente
frequenta o Mestrado em Arte Multimédia
na Faculdade de Belas Artes da Universidade
de Lisboa, tem participado regularmente em
exposições colectivas onde se destacam o
“Junho das Artes” e “O Lugar” Casa da Galeria,
em Santo Tirso.

Tiago A. Costa (1986) vive e trabalha em

Tiago Marques (1982) desde 2007 é

docente na Escola Superior de Design do
IADE. Licenciado em Fotografia pelo Instituto
Politécnico de Tomar, é Mestre em Design e
Cultura Visual pelo IADE. Tem participado em
várias exposições onde se destacam o Art Boc,
o Jovens Criadores 2009, a Janela Urbana Live
at’YRON, no espaço Yron, e o IPT Curso Superior
de Fotografia 2001-2007.

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anexos

Laboratório Pop Up

POP UP 2010

CARTAZ

Zé Pedro Abreu, PT
work-play-work.com
Olá. Sou Director de Arte com formação
em design gráfico. O meu trabalho é o meu
recreio. Tenho a sorte de não sentir nenhuma
diferença entre trabalho e lazer. E, deixemme dizer-lhes: quando misturamos os dois,
não só se torna tudo mais estimulante
para ambos criativos e cliente, mas o
resultado final é também infinitamente mais
gratificante. Eu sou um completo e absoluto
perfeccionista, mas contudo, mantenho-me
sempre focado no que realmente interessa:
o resultado. Confio na minha educação e na
minha experiência e em ambos para poder
correr novos riscos e fazer sempre mais. O
meu nome é José Pedro Abreu. Terminei
os meus estudos na Politecnico di Milano
e fiz um estágio na Vitra como assistente
dos irmãos Campana. Durante os últimos
cinco anos, trabalhei em vários estúdios
portugueses, incluindo a BBDO Portugal e a
Silva! Designers. Vá em frente, dê uma vista
de olhos e sinta-se em casa. Há sempre
espaço para mais um desafio. Zé Pedro Abreu
abre o Pop Up Lisboa 2010 com Fortune
Balloons, uma instalação/performance que
promete despertar o público para a reflexão
com recurso a elementos lúdicos, num mix
entre trabalho e recreio que o criador assume
ser a sua base de inspiração.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 6 de Novembro (Sábado)
Doc BELA ADORMECIDA
de Rogério Ribeiro e Sara Bernardes de Oliveira | 21h30
“Bela Adormecida” realizado por Rogério Ribeiro e Sara Oliveira, alunos
da Universidade Lusófona. O documentário pretende reencontrar a
cantora pop Lena D’Água que povoou os anos 80 em Portugal. Através
do recurso a imagens de arquivo e a declarações da própria artista
revisitamos o seu passado e percebemos as circunstâncias que levaram
ao seu desaparecimento do panorama artístico português.
Ficha Técnica
Realização: Rogério Ribeiro Rogério
Co-Realização: Sara Bernardes de Oliveira
Orientação: Margarida Cardoso
Produção: Alexandra Ferreira, Lídia Bezerra e Sara Bernardes de Oliveira
Pesquisa: Alexandra Ferreira, Lídia Bezerra e Sara Bernardes de Oliveira
Imagem: Edgar Pacheco, Edgar Vaz e Rogério Ribeiro Rogério
Som: Edgar Pacheco e Bruno Cativo Edição: André Santos, Rogério
Ribeiro Rogério e Sara Bernardes de Oliveira
Assistente de Edição: Edgar Pacheco e Matilde Andrade
Pós-Produção Vídeo: Edgar Vaz e Rogério Ribeiro Rogério
Pós-Produção Áudio: Fábio Saldanha Prado
Vídeo – Grafismo: Emotive Design Imagem
Gráfica: Liliana Calapez

Concerto Relâmpago
LENA D’ÁGUA E OS ROCK’N’ROLL STATION | 22h15
Relembrar os anos 80 em Portugal é relembrar nomes como Lena D’Água
e ter vontade de cantar “Se eu eu fosse tua” ou “Perto de ti”. Voltar ao
tempo de Salada de Frutas e Atlântida e ir ao youtube procurar vídeos
da RTP. Ou ainda, assistir a um concerto relâmpago de Lena d’Água e os
Rock’n’Roll Station, ao vivo e a cores.

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CARTAZ
Dia 7 de Novembro (Domingo)

ANTAGONISMO Apresentação CINEMA INDEPENDENTE | 17h00
Antagonismo é a força / acção de algo ou alguém (individual ou
colectivo) que se opõe a determinado contexto, pessoa ou acção, sendo
portanto um diálogo entre partes díspares, que se confrontam num
discurso contrastante. Num contexto de acentuada precariedade das
condições dos agentes liberais, reunimos para um diálogo três pessoas
relacionadas à produção independente, de percursos e linguagens
diferentes, mas que produzem um discurso antagonista nas suas
acções, no seu posicionamento, e na sua estética. Oportunidade para
se comparar contextos urbanos de Lisboa e Nova Iorque ao nível da
produção independente, de discutir limitações e opções, sempre numa
perspectiva de diálogo sobre novos caminhos que visem antagonizar o
discurso/contexto inerte actual.
Participantes: Ethan Minsker (Nova Iorque), Filipe Melo (Lisboa),
Gabriel Abrantes (Lisboa)
Moderadora: Amarante (Porto)
No final da conversa oportunidade para o visionamento do Documentário
“The Dolls of Lisbon” (50’ – 2010) por Ethan Minsker que constitui o
material recolhido do 1º momento em Nova Iorque sobre o projecto
de residência artística a ser desenvolvido durante Novembro na
Pop Up Lisboa 2010 pelo colectivo Antagonist Movement. Também
será visionada uma curta do artista/cineasta James Rubio (Nova
Iorque) intitulada “Junkies Left Hand” e que será o mote para um acto
performativo final.
• Making Of THE DOLLS OF LISBON de Ethan Minsker (2010)
“ A work in progress. The making of dolls and artists interviews”
• Filme JUNKIES LEFT HAND de James Rubio (2010)
“ A man being liberated from the ills society”
• À conversa com com Filipe Melo, Gabriel Abrantes e Ethan Minsker

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anexos

POP UP 2010

NIMAS

CARTAZ

BIOGRAFIAS

Jordan, Paulinho Braga, Swingle Singers, Martin Taylor, Perico Sambeat,
Herb Geller, Orquestra de Jazz do Hotclube, Orquestra Metropolitana,
entre muitos outros. Conta com mais de 12 discos gravados, entre
trabalhos como líder e colaborações.

Gabriel Abrantes, Artista
Nasce em Chapel Hill no estado da Carolina do Norte nos Estados Unidos
em 1984. Entre 2002 e 2006 realiza o BA em Cinema e Artes Plásticas no
Cooper Union for the Advancement of Science and Art, em Nova Iorque.
Em 2005/2006 estuda na L’Ecole National des Beaux-Arts, em Paris e
em 2007 frequenta o mestrado no Le Fresnoy – Studio Mational des Arts
Contemporains, em Tourcoing, França. Ganhou o Prémio EDP de 2009
com o projecto Too Many Daddies, Mommies and Babies. Realizador
de Visionary Iraq que ganhou o Prémio Jovens Talento no Indie Lisboa
2009, e A History of Mutual Respect, que ganhou o Prémio de Melhor
Curta Metragem Internacional no Festival de Filme de Locarno 2010 e o
Prémio de Melhor Curta Metragem Nacional no Indie Lisboa 2010.
Ethan H. Minsker, Productor, Realizador, Escritor e Cinematógrafo
Ethan Minsker nasceu em Boston, Massachusetts, em 1969. Frequentou
a Escola de Artes Corcoran, em Washington DC e obteve um BA com
distinção em Cinema da Escola de Artes Visuais de Nova Iorque. Possui
também um MA em Media da New School, em Nova Iorque. É também
o fundador e presidente do Movimento Antagonist Inc., e editor-chefe
da Psycho-Moto Magazine. O seu filme mais recente “This is Berlin,
Not New York” (2008) é um olhar inspirador de artistas alternativos de
East Village, Nova York, assim como do trabalho que desenvolvem com
artistas do outro lado do globo. Actualmente Minsker está a desenvolver
dois projectos, um em Washington DC e outro em Nova Iorque.

Amarante Abramovici
Amarante nasceu em Aix-en-Provence, França em 1978. Frequentou o
curso superior de realização na FÉMIS, École Nationale Supérieure des
Métiers de l’Image et du Son, em Paris. Docente da disciplina Fotografia
e Cinema, no âmbito do mestrado de Multimédia da faculdade de
Engenharia da Universidade do Porto e co-realizadora de diferentes
projectos, nomeadamente de uma sequência de excertos da obra de
Manoel de Oliveira para a comemoração do seu 100º aniversário. Em
2008, assume também a coordenação de Produção da Retrospectiva
Manoel de Oliveira: Ver e Rever Todos os Filmes e Mais Alguns Ainda,
no Museu de Serralves e desde 2005 que colabora com o Museu de
Serralves na montagem de exposições de obras em vídeo. Actualmente
encontra-se a desenvolver um documentário sobre Teatro Legislativo,
um projecto de teatro fórum sobre o Ensino Superior em Portugal.

James Rubio, Artista
James Rubio, pinta sobre tudo e qualquer coisa. Nasceu em São
Francisco, CA em 1982. O seu trabalho foi exibido a solo no Napa
Tannery Studios, Napa, CA (Verão 2005) e em Fevereiro de 2008, Rubio
pintou os painéis de madeira do Bar do Niagara, Nova Iorque, que mais
tarde foram leiloados. Participou também nas exposições de grupo:
Pearch Gallery, Santa Barbara, CA (Verão 2003), Barcelona, Chicago,
IL (Inverno 2004); Antagonist Group Show no Mastul Espaço de Arte,
Berlim, Alemanha (Outubro de 2007) e Ramones Art Show, Hurley
International Costa Mesa, CA (Dezembro 2007). É também director
artístico da banda de indie pop Fire Files desde Junho de 2007. O seu
trabalho tem sido apresentado na Current TV como parte do Antagonist
New York Underwater Art Show e o Antagonist DIY fashion. Quatro dos
seus quadros foram publicados na Huge Magazine, Japão (2007).
Filipe Melo, Músico de Jazz, Realizador
Filipe Melo é músico de Jazz, cineasta e autor de banda desenhada.
Produziu, escreveu e realizou vários projectos de culto: I´ll see you in my
dreams (vencedor do Fantasporto 2004), Mundo Catita and the graphic
novel “The amazing adventures of Dog Mendonça and Pizzaboy”, to be
published by Dark Horse comics. É também professor e arranjador, tendo
trabalhado ou tocado com músicos e grupos como Peter Bernstein,
Camané, Carlos do Carmo, GNR, Donald Harrison Jr., Jesse Davis, Sheila
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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 17 Novembro (Quarta)

Espectáculo THE DRIVE FOR IMPULSIVE ACTIONS de Eduardo
Raon - Harpa, daxophone, electrónica e vídeo | 21h30
“The Drive For Impulsive Actions”, o novo espectáculo de Eduardo Raon
combina Harpa, Daxophone, Electrónica e Vídeo numa performance
que aborda a acção impulsiva tanto animal como humana, gestos
involuntários socialmente contagiosos e sons orais na fronteira da
consciência com a memória infantil. Observar insectos é uma brincadeira
de crianças frequente, mas quanto desta aparentemente aleatória/
irreflectida maneira de agir partilhamos nós com os insectos?
BIOGRAFIAS
Eduardo Raon
Embora tenha tido formação clássica na Harpa, Eduardo Raon nunca
se sentiu satisfeito em ter os dois pés no mesmo terreno. Rock,
contemporânea, experimental, noise, pop, retro e música electrónica
são tudo parte da bagagem que Eduardo Raon traz para o palco. Com
uma atitude mista que oscila entre o visceral e o delicado, a sua Harpa
é mastigada, esticada, derretida, acendida, consumida, florescida,
acariciada... Os mais atentos tê-lo-ão já visto actuar com POWERTRIO,
Bypass, Ela Não É Francesa Ele Não É Espanhol, Hipnótica ou a solo.
Como compositor tem trabalhado para cinema, cinema de animação,
publicidade, teatro, dança e artes plásticas.
www.myspace.com/eduardoraon
www.youtube.com/eduardoraon
http://www.myspace.com/driveforimpulsiveactions#ixzz12n5DzUhm

CARTAZ
Dia 18 Novembro (Quinta)
17h Abertura de portas
Micro-Ciclo Conferenciado de Cinema DAS SOPAS CAMPBELL
AO MASHUP DE MARCAS - SOPA DE MARCAS Clube de Criativos
de Portugal (Curadoria por Ricardo Henriques) | 19h30

Clube de Criativos + Pop Up apresentam
Das Sopas Campbell ao Mashup de Marcas
Um mashup começou por ser um termo musical para se referir a músicas
criadas a partir da mistura de duas ou mais músicas previamente
existentes. Segundo a lei da propriedade intelectual os mashups são
legais e isentos de pagar copyright devido ao seu carácter transformativo.
A ideia deste mini-ciclo é expor trabalhos de vários artistas que de uma
maneira directa ou indirecta fizeram mashups da indústria mais pop e
transversal de sempre: - a indústria das marcas.
Os mashups são tendencialmente contra o sistema estabelecido e não
há nada mais estabelecido do que as grandes marcas, seja um estúdio de
cinema, um partido político ou uma cadeia da hambúrgueres. Há vários
anos que a revista Adbusters (revista nascida no seio da indústria) faz
com anúncios spoof o que o artista Ron English faz com a sua arte: expõe
e subverte as hipocrisias da publicidade através de paródia pura, ou por
outras palavras, faz subvertising. Não é por acaso que Ron English matou
Andy Warhol nos seus quadros, é a sua forma de se auto-coroar sucessor
do rei das sopas. Enquanto casa daqueles que fazem marcas, o Clube de
Criativos, quer reflectir neste mico-ciclo não só a interacção autofágica
entre a cultura popular e as marcas, mas também as respostas do
público em geral, sejam activistas confessos ou um simples consumidor
com uma reclamação a fazer. E a verdade é que nunca houve tanto
poder de resposta como hoje. Podemos agradecer à democratização da
tecnologia o crescente número de adolescentes que homenageiam aos
seus ídolos cantando Lady Gaga em playback ou imitando os passos de
dança de Beyoncé. Olhem outra vez e já se transformam em fenómenos
com milhões de views na internet. Mas as marcas nunca dormem e, se
forem inteligentes, integram os seus consumidores e público-alvo no
processo, seja na criação dos próprios anúncios ou na “costumização”
dos produtos. Desenha os teus ténis, vota na t-shirt que queres ver
impressa, escolhe o tecido que queres para a tua mala, desenha a garrafa
da tua bebida, são opções que garantem fiabilidade para as marcas e
envolvimento para os clientes. E caso tenham dúvidas, sim agora é
impossível voltar atrás.
Se por um lado o mashup é um exercício de contra-cultura, por outro
recupera a essência da publicidade, do design, da pintura, da escultura,
da moda, da dança, da performance, do graffiti, da música e de todas as
formas de arte: a criatividade.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 1 – Sopa de Marcas – 3 curtas, 1 longa e 1 conferência
19h30 | Início da Projecção , 116’
Star Wars (John Williams Is The Man) a cappella tribute
medley (2008)
http://www.youtube.com/watch?v=lk5_OSsawz4

Realizador – Corey Vidal / Duração – 4:10 minutos
Nenhuma saga cinematográfica se terá tornado numa marca maior
do que a Guerra das Estrelas, marca que deu origem a um império
que atacou todas as áreas de consumo com produtos e subprodutos
que continuam a atingir as lojas e a internet todos os dias, tal como a
recente linha de vestuário da Adidas ou séries algo degenerativas como
Chad Vader Day Shift Manager, realizadas por fãs. Corey Vidal pegou no
trabalho da banda Moosebutter, cantou em playback por cima e colocou
o vídeo no youtube conseguindo atingir mais de 10 milhões de views.
Em suma, um grande exemplo de um mashup-tributo em cima de um
medley-paródia-remix dedicado ao compositor responsável pelas
bandas sonoras de vários blockbusters.

United Breaks Guitars (2009)

http://www.youtube.com/watch?v=5YGc4zOqozo&feature=player_
embedded

CARTAZ
Czech Dream (2004)

h t t p : / / w w w. c e s k a t e l e v i z e . c z / s p e c i a l y /c e s k y s e n / e n / i n d e x .
php?load=stahuj

Realizador - Vít Klusák e Filip Remunda / Duração – 90
minutos
Filme de dois estudantes que se baseia num monumental embuste
assente numa falsa campanha publicitária que culminou na inauguração
de um falso hipermercado. O mestre da mentira Orson Welles e realizador
de “F for Fake” apreciaria com certeza tamanha audácia.

21h30 | À conversa com Quim Albergaria (músico dos
Paus e estratega), Rafael Ripper (músico dos Miss Lava e
estratega)
BIOGRAFIAS
Clube de Criativos de Portugal
O Clube de Criativos de Portugal é uma associação sem fins lucrativos que
reúne profissionais criativos de Comunicação Comercial – Publicidade,
Design, Marketing, Marketing Relacional, Fotografia, Cinema Publicitário,
Som e New Media.

Realizador – Dave Carroll / Duração – 4:37 minutos
Tem livro de reclamações? Deixe estar, eu queixo-me no youtube. O
cantor country Dave Carrol assistiu aos maus tratos que os empregados
da companhia aérea United Airlines fizeram à sua guitarra Taylor e
decidiu gastar 150 dólares num videoclip a denunciar o sucedido.
Resultados: a canção passou a ser a número 1 no site do iTunes logo na
semana a seguir, estima-se que, com a má publicidade, a empresa tenha
perdido 180 milhões de dólares. A história espalhou-se pelos media
chegando aos ouvidos de mais de 100 milhões de pessoas.

Logorama (2009)

http://vimeo.com/10149605 /

Realizador - Colectivo H5 / Duração – 16 minutos
A história é a de um clássico filme de acção, com perseguições, tiros
e policias a comer donuts. A única e substancial diferença é que todos
os personagens e cenários são logótipos. São mais de 2000 marcas
presentes. Ganhou melhor curta de animação nos Óscares e em Cannes.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 19 Novembro (Sexta)
17h30 Abertura de portas
GAPS de Zé Pires
“O homem é uma corda estendida entre o animal e o super-homem –
uma corda sobre um abismo…”. Nietzsche, in “Assim Falava Zaratustra.)

CARLITOS de Nuno Viana e Marco Marinho - IC2- Illegal
Creations
Era uma vez um homem solitário, que vivia numa cozinha de um
apartamento. Carlitos (interpretado pelo figurante Nuno Viana) após
actos sucessivos de euforia lunática, canaliza todo o papel distribuído
aleatoriamente pela cozinha para o seu grande alguidar e regressa ao
ritual obsessivo de recriação de jornais do passado.
Este filme é um registo gráfico de uma performance espontânea
vivenciada por uma plateia de duas pessoas, incluindo o performer Nuno
Viana e o homem da máquina de filmar, Marco Marinho.

MORE THAN RAIN de Rommel Crespo González
Nós seres humanos mudamos os nossos rostos através de cirurgias,
nunca estamos contentes com o que temos. Podemos mudar o rosto,
mas não o coração. Visão apocalíptica da cirurgia estética.

SÍNCOPE de Edgar Santinhos e Inês Jacques | 17h30
“Lá estava ela no meio daquele espaço de silêncio esbatido, de abandono,
composto por carcaças de automóveis empilhados que aguardam pela
chegada do tempo para se transformarem em pó. A pele branca contrasta
com o ocre do óxido de ferro, com o castanho escuro, com o negro da
fuligem. O que a leva a estar ali? Memórias já sem dono, dispersas e
fragmentadas, anacrónicas, depositadas nos restos de coisas que já
foram coisas. Ela move-se entre a luz exterior de um sol alto e ofuscante
e a penumbra dos interiores das viaturas sinistras. Porque está ela ali?”.

SAFE FRAME de Elsa Loff
Um vídeo onde a percepção de diferentes níveis de tempo e do espaço
são apresentados. Através de um plano fixo, “Safe Frame” mostra os
limites da nossa percepção em relação ao mundo à nossa volta, e como
interagimos com a realidade e com os outros

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CARTAZ
HIMSAGAR EXPRESS de João Chaves
“Himsagar Express” é um trabalho realizado por João Chaves
apresentando uma visão única da Índia. O país, enquanto antiga colónia
britânica, herdou uma extensa e complexa rede ferroviária. O nome
“Himsagar” deriva das palavras “hima” (neve) e “sagara” (mar), em
sânscrito. Durante 72 horas, parando em 77 estações, num total de
3751 quilómetros, o Expresso de Himsagar oferece uma imagem ímpar
sob uma Índia em constante mudança e com paisagens de cortar a
respiração. Um filme de 13 minutos gravados numa Super 8 oferecendo
uma experiência singular, transportando o calor e as magníficas cores
que caracterizam este país.

NEULAND de José Miguel Biscaya
Uma paisagem holandesa. A peça de vídeo “Neuland” (Solo Virgem,
Território Desconhecido) pertence a uma série de estudos de paisagem.
A definição de “Argumento” e de “Parergon” é questionada. Mantém-se
ambíguo se o “Argumento” se relaciona com o objecto da câmara ou
com o que cruza a imagem. A atenção está focada na paisagem artificial
que representa a modernidade e o progresso. O subtil tratamento de
imagem e de som dramatizam a banalidade. A rotina revela-se como
ritual mecânico. Visto desta perspectiva não há lugar para o indivíduo.

NENHUM NOME de Gonçalo Waddington
NENHUM NOME conta-nos a história de um homem que, após ter sofrido
um grave acidente de automóvel, é internado numa Unidade de Cuidados
Intensivos de uma Ala de Queimados. A enfermeira que o assiste na sua
reabilitação está grávida de 6 meses. Este dado irá reforçar esta relação
aparentemente impessoal.

A MORTE DO ARTISTA de A

Um artista decidiu realizar aquele que sabia ser o seu último projecto
artístico. Em colaboração com o festival Citemor, organizou uma
residência artística com outros criativos de diversas áreas para criar
uma obra. Esta residência foi envolva em alguma polémica, tanto pelo
estado delicado do artista que dirigiu este projecto como pelo factor
de o mesmo ter decidido manter o anonimato, assinando apenas como
A. A obra não chegou a ser criada, no entanto, o filme que agora será
mostrado pela primeira vez é uma selecção de dezenas de horas de
registos em vídeo, feitos pelo próprio A, durante essas semanas.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
BLACK AND FORWARD de ye77a

“Back and Forward” é um filme que nasce de um projecto artístico,
“Brain Soundtrack”, que reúne três áreas de experimentação: plástica,
performativa e sonora. Neste filme o cinema é encarado como um
material que permite às imagens transformarem-se, pela relação entre
si e pela sua conexão com o trabalho sonoro e com o tempo fílmico. A
exploração da manipulação digital imprime aos corpos performativos e
os objectos plásticos uma qualidade espectral e virtual, permitindo um
dos objectivos do projecto: a criação de um circuito instável entre o
cérebro e o corpo.
Ficha Técnica
Performers: Yella e Kaku
Realização: Yella
Banda Sonora: Yella
Cameras: Kako e Yella – na etapa 7: Paula Albuquerque e Maria Joana
Montagem: Yella
Produção: Yella e Kaku
BIOGRAFIAS

Zé Pires

Mestrado em Estudos Americanos, com a tese “David Lynch – pela mão
de Jacques Derrida”. Curso de Cinema, na Escola Superior de Teatro e
Cinema de Lisboa Licenciatura em Comunicação Social.
Realização, argumento e imagem da curta-metragem “Espelho”
(48HOURS-FILM PROJECT)
Realização do spot institucional para televisão “Resul – contra a Sida”
Realização e imagem de “A Mãe Não Tem Assim Tanta Coragem”, um
ensaio de vídeo-desmontagem, com São José Correia, a partir da peça
“A Mãe Coragem”, de Bertolt Brecht
Realização de “A Judia”, a partir de “O Terror e A Miséria no III Reich” de
Bertolt Brecht

Nuno Viana e Marco Marinho

Nuno Viana e Marco Marinho após alguns trabalhos de arte vídeo,
escultura, arquitectura, fotografia, intervenção e instalação, decidiram
criar um projecto em que pudessem juntar as várias áreas, mas com
um carácter mais experimental e imediato. Assim nasce o IC2- Illegal
Creations, com o princípio de criar e construir ideias à margem do
contexto artístico comercial.
Desenvolvemos projectos em espaços devolutos e abandonados, urbano
e rural.
Intervimos espacialmente. Quando concluídos ficam em exposição nos
lugares. Abandonados também, à mercê do tempo e das pessoas, que
os apreciam ou destroem ou reconstroem.
Ficam os registos fotográficos e vídeo. Do Stop motion ao Time lapse, da
construção à desconstrução.
130

CARTAZ
Rommel Crespo González

Rommel Crespo González nasceu em Loja, Equador, em 1974, mas
cresceu em Quito, capital do país. Estudou engenharia mecânica na Escola
Politécnica Nacional, e comunicação social na Universidade Central do
Equador. Frequentou vários cursos e oficinas relacionados com cinema,
fotografia, teatro, ciências políticas e sociologia. Participou em várias
produções cinematográficas nacionais e internacionais, assim como em
conhecidos festivais de teatro, dança e cinema. Como projectos pessoais
distinguem-se as curtas-metragens “More than Rain” e “The last day y
Another day”. Pertence ao Colectivo PROFANOFILMS com quem tem
vindo a trabalhar desde o inicio do seu percurso profissional. Realizou
também um livro de fotografia documental intitulado “La Carpeta del
Ring”.

Edgar Santinhos

Edgar Santinhos nasceu em 1978. Licenciado em Escultura pela FBAUL
– Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e com formação
complementar em Direcção de Actores, Introdução à Película, Captação
de som para Cinema e Vídeo e Sistemas Interactivos na Restart – Escola
de criatividade e novas tecnologias, divide as suas actividades em
diversas áreas das artes visuais: instalação, instalação-vídeo, vídeo arte
e vídeo. A sua filmografia inclui os trabalhos Wireframe Ballet, CitySkin,
Untitled Sequence v.1.1, Of.Balance, Vago[a], Adriadne Remix e 1min.
noise, com participação em vários festivais de cinema e vídeo (dos quais
se destacam IndieLisboa – Festival de Cinema Independente, Festival de
Curtas Metragens de Vila do Conde, OFFF – 5º Festival de Arte Digital
e Música Electrónica, CCCB, Barcelona e 6th Young Guns Film Festival,
Singapura).

Inês Jacques

Inês Jacques nasceu em Lisboa em 1978. Estudou Dança e Música em
Portugal e na Holanda, licenciou-se em Dança – Ramo Espectáculo
na Escola Superior de Dança, frequentou o Hot Clube de Portugal e
tem frequentado vários workshops de composição e improvisação
coreográfica e de performance e multimédia. Trabalha regularmente
como intérprete com Tiago Guedes e destaca também o trabalho
realizado com o colectivo IGLOO. Criou Falling Up (Teatro Camões,
2007), Renée Adorée (Alkantara Festival / Teatro Maria Matos, 2006) e
Good Girls (2004), todos com música ao vivo. Representou Portugal na III
Bienal dos Jovens Criadores da CPLP. Em 2008 é convidada a representar
Portugal no Festival Internacional de Dança em Macau. Em 2006 criou
com Eduardo Raon o projecto musical Ela não é francesa Ele não é
espanhol, que se prepara para lançar o primeiro disco. Ocasionalmente
colabora com artistas plásticos, com companhias de teatro e com
músicos de renome. O seu trabalho tem sido apresentado em Portugal,
França, Eslovénia, Moçambique, Macau e na Federação Russa. Em 2005
fundou a Zut!, produtora que promove os seus objectos artísticos.
131

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Elsa Loff

Gosta de interagir com as pessoas e procurar novas perspectivas das
coisas. A sua experiência profissional é nos campos da animação e no
video. Um dos seus passatempos favoritos é a resolução de problemas
de forma criativa. Estudou, viveu e trabalhou durante cerca de três anos
em Milão, em Itália. Agora vive em Lisboa onde descobriu de novo o sol
e o vento.

João Chaves

Viaja e fotografa desde novo. Conta já com cerca de meia centena de
países visitados entre a Europa, Médio Oriente e Ásia. Estas viagens têm
grande relevância para o seu percurso criativo visto que contêm uma
grande carga antropológica fazendo de cada país uma vivência única.
Tem como suporte de eleição a película que pensa dar às suas imagens
maior organicidade através da textura, grão e cor. Técnico de vídeo e
audiovisual de profissão, desenvolve diversos projectos com artistas
plásticos, instituições museológicas, festivais de cinema e produções
cinematográficas.

José Miguel Biscaya

José Miguel Biscaya, born in Lisbon in 1973, is a Mixed-Media Artist and
Curator living and working in Amsterdam. He graduated at the Sandberg
Institute where he received his Master-degree in Fine Arts (MFA). His
work has been shown in numerous international festivals and groupexhibitions. He co-curated and produced several shows, including
Volume and Hiscox Art Award. In 2007, he created in association with
Jonathan Sullam and Tom Hillewaere the Mobile Institute in Brussels. As
a jury member of the Media Art Friesland commission in 2009, José cocurated and lined up the Friesland International Media Art Competition
program. Currently he is working on a new series of video-works.

Gonçalo Waddington

Nascido a 25 de Setembro de 1977. Iniciou a sua carreira no teatro, como
actor, em 1995. Desde então tem trabalhado com diversas companhias
de teatro e é também encenador. Já participou em vários filmes como:
“Alice” de Marco Martins; “Entre os Dedos” de Tiago Guedes e Frederico
Serra; “ Mal Nascida “ de João Canijo. Mais recentemente foi protagonista
de “ Águas Mil “ de Ivo M. Ferreira. “ Nenhum Nome “ é a sua primeira obra
como realizador, produtor e argumentista.

CARTAZ
sensitivas e perceptivas – é uma investigação sobre os diferentes
modos como um cérebro se constitui enquanto centro subjectivo de
configuração do mundo, a partir de uma materialidade que se faz visível
através de uma espécie de desconstrução e distorção das relações entre
sensação e percepção.

Dia 20 Novembro (Sábado)
Concerto MASTYLE Performance 12 MAKAKOS Performance
FREESTYLE João Soares | 17h
Membros do grupo 12 Makakos, bboys e João Soares juntaram-se para
uma mostra que inclui dj setting, bboying e skate freestyle.
Concerto | Mastyle (membro dos 12 Makakos)
Performance | 12 Makakos - Dj Abóbora (membro dos 12 Makakos),
freestyle da crew 12M, apresentação do Mc Bskilla – participação de
Bboy x rock, Xikano, Skalla, Mastyle, Bruninho e Omec
Battle Bboying | battle de 2 rounds , 5 bailarinos no palco! Participação
dos Natural skillz, Oeiras bboys, Anti gravity e dos JukeBO
Skate Freestyle | performance de João Soares
BIOGRAFIAS

João Soares, skater

João Guilherme Soares aka Zoão, nasceu em 1975 em Lisboa. Começou
a praticar skate Freestyle em 1991, e é ainda hoje um dos poucos
atletas da modalidade em Portugal. Skater profissional patrocinado
pela DC shoes Portugal, professor de skate, construtor de rampas de
skate em madeira, trabalha no ski skate Amadora parque. Participou
em vários campeonatos internacionais: Mundial de freestyle, Wurzburg,
Alemanha (2003, amador, 2º lugar), Europeu de freestyle NASS, Bristol,
UK (2005, open, 2º lugar), Mundial de freestyle, São Paulo, Brasil
(2005, profissional, 11º lugar), Mundial de freestyle NASS, Birmingham,
UK (2006, profissional, 6ºlugar), Europeu de freestyle, Amesterdão,
Holanda (2008, open, 4º lugar), Europeu de freestyle NASS, Bristol, UK
(2009, open, 6ºlugar)

ye77a

O projecto Ye77a consiste num projecto artístico centrado na
possibilidade de criação, na contemporaneidade, de universos sensíveis
que proporcionam modos de encontro entre diferentes áreas de
criação. Neste sentido, este projecto nasce como um experimento
daquilo que pode ser uma forma de arte total nos tempos actuais,
envolvendo diferentes dispositivos que quotidianamente preenchem
os nossos universos estéticos. O projecto Ye77a é uma experimentação
do múltiplo, dos circuitos que podem existir entre diferentes dimensões
132

133

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Doc É DREDA SER ANGOLANO de Radio Fazuma com a
participação do Conjunto Ngonguenha, Mck, Shunnoz entre
outros | 21h30
65 min
Um dia passado na Luanda pós guerra, viajando de Kandongueiro e
sintonizados numa rádio : “Feita por gente, com gente e para toda a
gente.” Com participações do Conjunto Ngonguenha, Mck, Shunnoz,
Sbem, Fridolim, Turbantu, Afro e Laranja, entre muitos.
Tudo começou com o disco “Ngonguenhação” do Conjunto Ngonguenha.
Chegou a Fazuma um cd vindo da Matarroa. Escutámos ele e começámos
a ver Luanda, a abanar as ancas com os bitis, a mandar gargalhada com
as historinhas e, de vez em quando, levando aquele murro no estômago.
Logo no momento sentimos que era dos melhores discos que já tínhamos
ouvido e que, mais do que boa música, era um documento que retratava
Angola. E Angola precisa de ser retratada e mostrada ao mundo. Toda
a malta a quem mostrámos o disco gostou muito, mas todos diziam
não perceber tudo o que era retratado. Novo desafio: “Vamos ilustrá-lo
com um video...” Pedimos uma câmara emprestada e filmámos tudo o
que encaixasse em 12 cassetes que comprámos em promoção. Filma
aqui, filma ali. De repente tínhamos tanto material que pensámos em
arriscar um mambo tipo documentário. Editámos tudinho num portátil
que queimou no final, escrevemos essa historinha e está aí.
O mambo tipo documentário já foi seleccionado para o Indie Lisboa,
passou no Museu de Serralves, na Casa da Música, ganhou o prémio
VIMUS de melhor vídeo-documentário nacional e também o prémio
jovem Mostra língua 2008. Já em 2009 passou na edição do Mostra
língua em Moçambique e no Cineport no Brasil. Passou recentemente
no Sfinks World Festival, no FMM Sines e em vários eventos na Suíça,
Holanda, Bélgica e Espanha.
Ficha Técnica
Locução: António Fazuma
Repórteres: Conjunto Ngonguenha e MCK
Convidados Especiais: Afro, De Faia, Fridolim, Sbem e Shunnoz
Música: Dj Mpula
Legendas: Muitas Ideias
Assistente Produção: Natália Alves
Áudio: Beat Laden
Indicativo: Francisco Antunez
Clipe do MCK: Samurai
Escrita: João Pedro da Costa
Fotografia: Catarina Limão
Câmara: Luaty da Silva
Montagem: Pedro Coquenão
Realização: Fazuma
Dia 21 Novembro (Domingo)
134

CARTAZ
Concerto BLACKJACKERS | 18h00
Um concerto para quem gosta de emoções fortes e música com atitude,
os Blackjackers surgem como uma lufada de ar fresco no panorama
musical indie e alternativo nacional. Com um som que se descobre
algures entre o Rock’n’Roll com esguichadas psicadélicas e o Garage a
roçar o Punk Rock, a banda vem apresentar o seu EP de estreia, “Held
Open May Cause Delay”, que conta com a participação especial de
Lucky Rick dos The Dixie Boys num dos temas, assumindo-se como
um prenúncio daquilo que o álbum, já agendado para o início de 2011,
tem para oferecer. Temas como “Trade Sex For Love” ou “Water Proof is
Light Fast” já são cantados um pouco por todo o país. Os Blackjackers
prometem deixar marcas da sua energia e presença contagiantes.

Dia 23 Novembro (Terça)
Concerto ENSEMBLE DA ESCOLA LUIZ VILLAS-BOAS / HOT
CLUBE André Silva Trio | 21h30
O grupo, formado nas salas de aula da escola do Hot Clube de Portugal,
procura em cada espectáculo a harmonia entre temas originais de
cariz moderno e temas tradicionais de jazz conhecidos mundialmente
como standards. O enfâse é dado à escolha do repertório e à coerência
melódica do espectáculo como um todo. No cinema Nimas, o grupo terá
uma formação algo diferente do habitual. A escolha de dois instrumentos
harmónicos e um contrabaixo trará um desafio diferente a cada um dos
músicos e proporcionará um concerto de jazz invulgar para o espectador.
Será composto por André Bastos Silva na Guitarra, João Nascimento no
teclado e André Ferreira no contrabaixo.
André Bastos Silva (gtr)
André Ferreira (ctbx)
João Nascimento (pno)

135

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 24 Novembro (Quarta)
Concerto MACACOS DO CHINÊS | 21h30
Macacos do Chinês (MDC) são Alexandre Talhinhas a.k.a. Alx - guitarra
e voz-, André Pinheiro a.k.a. Apache – programações, baixo, teclas
e sopros, Miguel Pité a.k.a. Skillaz – voz/Mc e letras, Tiago Morna composições e guitarra Portuguesa. Caracterizam-se como um projecto
dinâmico, descontraído e sem presunções, com a capacidade de criar
ilimitadamente, mas com a noção da realidade que os rodeia. Os MDC
fazem parte de uma cultura urbana, que representa um Portugal moderno
atento às novas tendências e em contacto com o resto do mundo. Com
influências desde funk, soul, dubstep, grime ou até mesmo o hip-hop,
a sua flexibilidade de misturar e voltar a dar é uma das características
fundamentais dos MDC.
Ficha Técnica
Guitarra e voz: Alexandre Talhinhas a.k.a. Alx
Programações, baixo, teclas e sopros: André Pinheiro a.k.a. Apache
Voz/Mc e letras: Miguel Pité a.k.a. Skillaz
Composições e guitarra portuguesa: Tiago Morna

Dia 25 Novembro (Quinta)
Apresentação ASSOCIAÇÃO VO’ARTE com Ana Rita Barata e
Pedro Sena Nunes | 17h00
A Associação Vo’Arte nasceu da vontade de produzir, promover e
valorizar a criação contemporânea, através do cruzamento de linguagens
artísticas e do desenvolvimento de projectos nacionais e internacionais,
apoiando o intercâmbio e a transdisciplinaridade na criação. A Vo’Arte
é um projecto inovador que promove o diálogo e a descentralização
cultural, com vista ao estreitamento das relações entre comunidades e
à formação de novos públicos. Com 14 anos de actividades artísticas,
pedagógicas, sociais e públicas, a Vo’Arte acredita na cultura artística e
continua a criar novos espectáculos, festivais, exposições, instalações,
performances, filmes, seminários e propostas de programação
envolvendo artistas consagrados e criadores emergentes.

• 18h00| Exposição fotográfica DA PELE À PEDRA de A. Roque
As montanhas verdes, tentavam fugir dos fogos que ardiam a terra. No
ar abafado, uma brisa conduzia-nos para um trabalho novo: explorar a
Lavaria das Minas da Panasqueira abandonadas há 15 anos e integrar a
realidade da população de mineiros. Uma aldeia deserta esperava-nos,
os olhos atentos de um ou dois habitantes, seguiam os nossos passos.
136

CARTAZ
Descemos no escuro a 450 metros para conhecer mineiros. Ouvimos
histórias e dançámos com elas. Um novo trabalho nascia para além da
pele.
• 18h00 | Instalação de Vídeo MERGULHO (foyer)
Quando confrontados com a ideia de medo, a água foi o elemento de
maior assombro. Mergulhavam num abismo sem retorno, que se revelou
o eterno início de quem nasce pela segunda vez.

Ficha Técnica
Realização
PEDRO SENA NUNES
Câmara
VASCO PINHOL
Pós-Produção Vídeo
FÁBIO M. MARTINS
Som | Sound
FÁBIO M. MARTINS
Direcção Artística
ANA RITA BARATA
PEDRO SENA NUNES
Música
JOÃO GIL
Desenhos
JOÃO RIBEIRO
Bailarinos
ANTÓNIO CABRITA
CAROLINA RAMOS
CATARINA GONÇALVES
PEDRO RAMOS
Bailarinos e Intérpretes da APCL e
CRPCCG
ADELAIDE OLIVEIRA
JORGE GRANADAS
JOSÉ MARQUES,
MARIA JOÃO PEREIRA
SÍLVIA PEDROSO,
YETE BORGES
ZAIDA PUGLIESE
Intérpretes e Técnicos da APCL e
CRPCCG
ANTÓNIO PAIVA
CAROLINA SANTOS
Co-Produção
ASSOCIAÇÃO DE PARALISIA CEREBRAL
DE LISBOA (APCL),
137

POP UP 2010

anexos

NIMAS
CENTRO DE REABILITAÇÃO DE
PARALISIA CEREBRAL
CALOUSTE GULBENKIAN – ISS
TEATRO SÃO LUIZ
ASSOCIAÇÃO VO’ARTE
• 19h00 | Exibição de Documentário ÍCARO (trabalho desenvolvido na
área das necessidades especiais)
O mito grego é o ponto de partida do espectáculo musical “Corpo Todo”,
de Ana Rita Barata, Tim Yealland e Pedro Sena Nunes, estreado em 2007
no âmbito da semana “Ao Alcance de Todos - Música, Tecnologia e
Necessidades Especiais” e agora revisitado com algumas novidades.
Protagonizado por pessoas com paralisia cerebral e outros utentes do
Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto/APPC, músicos
e bailarinos profissionais, “Ícaro” é uma fusão pela música de várias
linguagens artísticas, englobando música, teatro e dança. Acolhido
com aplausos pelo público e pela crítica aquando da sua estreia, quer
pela qualidade do espectáculo em si, quer pela forte mensagem social
que encerra, este espectáculo conta a história de Ícaro mas, sobretudo,
passa o testemunho de pessoas com necessidades especiais dispostas
a viver com Arte e na máxima plenitude.
Ficha Técnica
Realização
PEDRO SENA NUNES
Câmara e Som
PEDRO SENA NUNES
Edição
PETAR TOSKOVIC
DAVID LA RUA
Motion design
PETAR TOSKOVIC
Mistura de Som
TIAGO MATOS
Ficha Artística
Direcção Artística e Coreografia
ANA RITA BARATA
Direcção Artística e Teatro Musical
TIM YEALLAND
Direcção Artística e Vídeo
PEDRO SENA NUNES

138

CARTAZ
Músicos
ANA PAULA ALMEIDA
FILIPE LOPES
JORGE QUEIJO
PAULO NETO
PAULO RODRIGUES
Dança | Teatro
ANTÓNIO OLIVEIRA
CAROLINA RAMOS
CATARINA GONÇALVES
Intérpretes (APPC - Associação
do Porto de Paralisia Cerebral)
ALEXANDRA DEGENHARDT
CARLOS LOPES
FERNANDO ESTEVES
FILOMENA MACHADO
GORETE LOPES
JOANA SILVA
LAURA BOTELHO
PAULO BASTOS
PEDRO PEREIRA
RUI REIZINHO
SOFIA MACHADO
TOMÁS NEVES
Equipa da APPC
AMÁLIA DE SÁ
EMÍLIA FARIA
PEDRO FERNANDES
Participação Especial
MARIANA NUNES
MARTA NUNES
Produção
SERVIÇO EDUCATIVO DA CASA
DA MÚSICA
Colaboração
ASSOCIAÇÃO VO’ARTE
ASSOCIAÇÃO DO PORTO DE
PARALISIA CEREBRAL
Agradecimentos
EQUIPA DE CASA DA MÚSICA
BALLETEATRO
EQUIPA ASSOCIAÇÃO VO’ARTE

139

POP UP 2010

anexos

NIMAS
• 21h00 | Mostra de vídeo dança nacional e internacional (extensão
e apresentação do InShadow – Festival Internacional de Vídeo,
Performance e Tecnologias)
InShadow parte da experiência que foram as quatro edições da mostra
de vídeodança, Dança sem Sombra. Com o festival InShadow, a Vo’Arte
desafiou o São Luiz
Teatro Municipal em 2009 para ir mais longe na criação de um espaço
para reflexão sobre o cruzamento da tecnologia, do corpo e da imagem.
InShadow sublinha a importância da interdisciplinaridade, promovendo
novos espaços de visionamento e promoção de novos talentos na
criação contemporânea.
InShadow – Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologias
tem o objectivo de sensibilizar e reflectir a interligação entre corpo
e novas tecnologias através do cruzamento das linguagens vídeo/
cinema e dança/performance, associadas aos trabalhos de realizadores,
coreógrafos, criadores transdisciplinares e perfomers. A programação
conta com várias estreias e é composta por espectáculos, performances,
sessões competitivas, sessões especiais, instalações, workshops e
masterclasses.
PROGRAMAÇÃO
A DAY AT THE OFFICE | Robert DeLeskie | Canadá – 2006 | 22’
CIRCULATURA | Wiebke Põpel & Mirella Weingarten | Alemanha – 2009
| 23’
VETERANS | Margaret Williams | U.S.A – 2008 | 17’
• 22h00 | Performance WASTE da CIM – Companhia Integrada
Multidisciplinar - Resultado da Residência Artística - Silke Z. /
Resistdance | Colónia. Alemanha
A nova criação da CiM - Companhia Integrada Multidisciplinar.
Desenvolvido na residência artística no estúdio 11 em Colónia em
Setembro 2010, trata o tema da violência associado à reciclagem. Com
direcção artística de Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes e música de
Luís Girão.
DIRECÇÃO ARTÍSTICA
Ana Rita Barata e Pedro Sena Nunes
MÚSICA
Luís Girão
INTÉRPRETES
Ana Rita Barata
Maria João Pereira
Allena Dittrichova
CIA. CIM

140

CARTAZ
A CIM, Companhia Integrada Multidisciplinar, nasceu em fins de 2007, a
partir do projecto Mode H, criado especificamente para participar num
Festival Europeu de Moda Adaptada para Pessoas com Deficiência, que
se realizou em Torus - France. Para o Projecto Mode H, foi criada uma
parceria entre as associações, APCL – Associação de Paralisia Cerebral
de Lisboa, Associação Vo’Arte e o CRPCCG – Centro de Reabilitação de
Paralisia Cerebral Calouste Gulbenkian. A parceria mantém-se e assumiu
novos compromissos por parte da direcção artística e executiva, com
os intérpretes, técnicos e instituições, e sobretudo para com o público,
para novas motivações, desafios e na constante reflexão da arte
associada à pessoa com necessidades especiais, como meio integrador
e de desenvolvimento de competências.
Nesta premissa, em dois anos foram criados quatro espectáculos,
BATON ROUGE(palco), SOBRE RODAS (rua), O AQUI (palco) e MEMÓRIA
DE PEIXE (performance). A CIM cresce e desenvolve novas criações,
neste´momento prepara a nova criação, intitulada O DEPOS, pertencente
à trilogia O AQUI – O DEPOIS – O NADA.
• 22h30 | Conversa aberta em torno do Projecto Vo’Arte (com a
presença de artistas convidados)

Dia 26 Novembro (Sexta)
PROFORMA Mostra de performance
O PROFORMA - Mostra de Performance e Video-Arte, produzido
pelo Alardiário – Associação Cultural, nasceu em 2008 tentando ser
uma mostra do que de mais inovador e interessante se faz na área da
performance ou video-performance em cada ano. Também pretende ser
uma oportunidade para colocar os criadores a dialogar, pois também de
interacção e diálogo se faz uma mostra deste tipo. Nas últimas edições
contou com nomes como Miguel Bonneville, Barbara Fonseca, Telma
Santos, Ricardo Bargão, Raquel Pereira, Bruno Fontinhas, Carlos Farinha,
Liz Vahia, Clara Gomes, Acerina Ramos Amador, Barbara Bañuellos, Tiago
Oliveira, Filipe Moreira, Nuno Góis, Liliana Costa, entre outros. A edição
deste ano integrada no Festival POP UP e que decorrerá no Espaço
Nimas, além da inevitável apresentação dos trabalhos de performance, a
mostra estender-se-á a debates e conferências, workshops e à entrega
de dois troféus simbólicos do reconhecimento do trabalho apresentado:
um será escolha do público e outro escolha do júri.
• 21h30 | Sessão de Abertura - Mostra de Performances: -«I and I» de
Telma Santos (estreia) entre outros
• 23h00 | Concerto Perfomance - Hunter de Locos
• 00h30 | Festa Proforma

141

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Dia 27 Novembro (Sábado)
PROFORMA Mostra de performance |
• 10h00/14h00 |Workshop: Performance e tecnologia digital
• 15h00 | Mostra de Video-Performance
• 16h30 | «Performance e Contra-Cultura» - com Clara Gomes
• 19h30 | Concerto Perfomance - Tokingcratch Project
• 22h00 | Mostra de Performances: -«Apoteose Abuse» de Ricardo
Bargão (estreia) entre outros

Concerto ENSEMBLE DA ESCOLA LUIZ VILLAS-BOAS / HOT
CLUBE João Espadinha Trio | 22h00
Trio composto por alunos da Escola Luiz Villas-Boas / Hot Clube e que
apresenta um repertório baseado nos standards do cancioneiro norteamericano.
João Espadinha (gtr)
Romeu Tristão (ctbx)
João Pereira (bat)

Dia 28 Novembro (Domingo)

BIOGRAFIAS

PROFORMA Mostra de performance | Dia 3

Ricardo Bargão

• 10h00/14h00 | Workshop: Bodies & Performance
• 15h00 | Sample of Video-Performance
• 16h30 | “Performance and Stage Research”
• 19h30 | Perfomance Concert - Mentaloides Artecore Project
• 22h00 | Closing Session: Performances and awards delivering
Dia 30 Novembro (Terça)
Espectáculo DAS PESSOAS EM PESSOA concepção, encenação e
interpretação de Ricardo Bargão | 21h30
Nome do espectáculo: Das pessoas em Pessoa espectáculo com poesia
de Fernando Pessoa
Concepção, encenação e interpretação: Ricardo Bargão
60 minutos/Maiores de 12 anos
30 de Novembro de 2010 – 21h30
Preço: 8,00
O mais emocionante espectáculo dos últimos anos sobre o um dos
maiores poetas portugueses de sempre; toda a intimidade do poeta,
a génese da heterónimia, com poemas de Alberto Caeiro, Álvaro de
Campo e Ricardo Reis, a infância ideal e inexistente, a multiplicidade
na unidade, o medo da loucura e da morte, o sensacionismo, a falência
do amor e o cansaço extremo pelo confronto entre uma alma infinita e
excessiva encerrada numa vivência banal e sem história. Oportunidade
única de ver um espectáculo que esteve em locais tão emblemáticos
como a Casa Fernando Pessoa, o Museu do Traje ou o Museu da Água.
Espectáculo comemorativo dos 75º aniversário da morte de Fernando
Pessoa.

142

CARTAZ

Ricardo Bargão estudou Literaturas e começou no teatro com Manuel
Almeida e Sousa, passou por um curso de actores/Marionetistas em
Almada, com professores como João Mota,MªHelena Serôdio, José
Carlos Barros, José Ramalho, João Mello Alvim,Carlos Pimenta, entre
outros.Estreou-se no teatro profissional com Filipe Crawford no Grupo
Meia Preta e foi fundador da Companhia de Teatro Proj.Quinto Império,
Labirinto de Imagens e Alardiário, dividindo as suas intervenções entre
a escrita, encenação, interpretação e sonoplastia. Encenou autores com
Brecht, Ruzante, Gil Vicente, Carlos Correia, Antero de Quental, José
Régio, Kafka, Marquês de Sade, Goethe, G. Buchner, C.Marlowe, Kavafis,
Lorca, Rimbaud, Baudelaire, Fernando Pessoa, dirigindo actores como
Carlos Ramos, Alexandra Lencastre, Carlos Pisco, Nuno Machado, Luís
Ramos, Sofia Mestre,Márcio Oliveira, Andreia Serras, Elisabete Piecho,
Natacha Paulino entre outros. Trabalha como actor quer em teatro, quer
em televisão e cinema. Desenvolve um trabalho regular como performer
desde 1989.

Dia 1 Dezembro (Quarta)
MAGNÉTICA NONDIGITAL DAY - Apresentação e vídeo arte
MAGNÉTICA MAGAZINE – BRÁS & RESENDE por Paulo Romão
Brás e Bruno Pereira| 21h00
Apresentação da revista portuguesa online com a projecção de um vídeo
com artistas que passaram pela edição de Novembro, e da rubrica”Brás e
Resende”, por Paulo Romão Brás e Bruno Pereira

143

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Exposição Retrospectiva Entre Pólos 2010

Exposição dos trabalhos da Mostra Nacional de Ilustração e Desenho,
Entre Pólos 2010

Vídeo Arte Magnética

Projecção de Vídeo Arte. Escolhas de Brás e Resende editadas na
Magnética Magazine

À conversa com Magnética Magazine
Bruno Pereira e Paulo Romão Brás

Lançamento Oficial do Entre Pólos 2011

Lançamento do desafio de Ilustração e Desenho Entre Pólos 2011.
Informação sobre datas, locais de exposição e regulamento.

Instalação
Artista convidado Magnética

CARTAZ
da criação artística de autor ou a fragilidade das escolas de formação
artística para ultrapassarem este problema. Desde o início, logo na
concepção dos vários cursos de formação, o Programa procurou intervir
num plano mais contextual, criando as condições para o alargamento
e a fecundação de imaginários. Para tal, promoveu sempre o contacto
dos formandos com as linguagens artísticas da contemporaneidade e
com personalidades cujo contributo para a inovação artística tem sido
determinante. Num plano mais instrumental, promoveu a apropriação de
métodos e de técnicas de composição, de disciplina de trabalho, de uma
atitude de reflexão crítica e construtiva, bem como de uma metodologia
de cooperação e colaboração, relativamente ao trabalho individual de
cada um, em particular, e do grupo, no seu todo, no pressuposto de que
a maioria das práticas artísticas assenta hoje, ressalvando o que é da
natureza solitária da criação, numa experiência colectiva. A existência
em cada um dos cursos realizados de um projecto de criação, individual
ou colectivo, ’orientado’, sujeito à crítica, à reflexão e ao comentário dos
professores, constituiu também uma das premissas fundamentais do
Programa, permitindo introduzir e relevar a importância da dimensão
prática associada ao acto de fazer e criar, em condições totalmente
profissionais, situação normalmente ausente das experiências
formativas no nosso país.

BIOGRAFIAS

Magnética

Somos uma revista online portuguesa produzida à escala global. Atraímos
ideias, conceitos e projectos magnetizantes, que se distinguem pela
inovação e pela excelência. Somos um pólo que cruza tendências
nacionais e internacionais. Falamos de cinema, música, literatura,
dança, teatro, moda, design, lifestyle, arquitectura e muitos outros.
Somos convergentes, mas gostamos de divergir. Procuramos diamantes
lapidados e por lapidar. Gostamos de marcas com História e de projectos
com futuro. Acreditamos que a Magnética é um deles.

Dia 2 Dezembro (Quinta)
DIA CRIATIVIDADE GULBENKIAN - Doc, ficção, animação e
making of Apresentado por António Pinto Ribeiro e Catarina
Vaz Pinto | 17h30, 19h00, 21h30
PROGRAMA GULBENKIAN CRIATIVIDADE E CRIAÇÃO ARTÍSTICA
A Fundação Calouste Gulbenkian instituiu, em 2003, o Programa
Gulbenkian Criatividade e Criação Artística, coordenado por Catarina Vaz
Pinto e António Pinto Ribeiro. Programa de formação artística avançada,
com a duração prevista de cinco anos, entre 1 de Janeiro de 2004 e
31 de Dezembro de 2008, com o propósito de procurar soluções para
problemas como a ausência generalizada de uma tradição em Portugal
144

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
A Fundação Calouste Gulbenkian é uma instituição portuguesa de
direito privado e utilidade pública, cujos fins estatutários são a Arte, a
Beneficência, a Ciência e a Educação. Criada por disposição testamentária
de Calouste Sarkis Gulbenkian, os seus estatutos foram aprovados pelo
Estado Português a 18 de Julho de 1956. A Fundação desenvolve uma
vasta actividade em Portugal e no estrangeiro no quadro dos seus
fins estatutários, através de actividades directas, subsídios e bolsas.
Dispõe de uma Orquestra e de um Coro que actuam ao longo do ano
no âmbito de uma temporada regular; realiza exposições individuais e
colectivas de artistas portugueses e estrangeiros; promove conferências
internacionais, colóquios, cursos; distribui subsídios e concede bolsas
de estudo para especializações e doutoramentos em Portugal e no
estrangeiro; apoia programas e projectos de natureza científica,
educacional e artística; desenvolve uma intensa actividade editorial,
sobretudo através do seu plano de edições de manuais universitários;
promove e estimula projectos de ajuda ao desenvolvimento com os
países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste; promove a cultura
portuguesa no estrangeiro; desenvolve um programa de preservação
dos testemunhos da presença portuguesa no mundo. Paralelamente às
suas actividades em Portugal e no estrangeiro, de promoção da cultura
portuguesa, a Fundação desenvolve um programa de actividades em
prol da Diáspora Arménia para a disseminação da sua língua e cultura.
No plano internacional, a Fundação pertence ao European Foundation
Centre (EFC) e está presente em diversos fóruns no campo artístico, de
ajuda ao desenvolvimento, científico e educativo.
145

POP UP 2010

anexos

NIMAS
|17h
A ENFERMEIRA (4’35’) de Joana Cunha Ferreira
Uma mulher acorda e fuma o primeiro cigarro do dia.
Argumento, Montagem e Realização: Joana da Cunha Ferreira
Com: Isabel Muñoz Cardoso
Director de Fotografia: João Rosas
Operador de Câmara: João Constâncio
Assistente de Câmara: José Filipe Costa
Director de Som: Luís Miguel Correia
Assistente de Som: Paula Albuquerque.

HEIKO (13’) de David Bonneville
Um esteta de 70 anos de idade mantém uma relação com um jovem
de nome Heiko. É uma relação fetichista, que é levada a extremos, a um
exotismo de coleccionador.
Argumento, Realização, Montagem: David Bonneville
Com: José Manuel Mendes, Jaime Freitas
Assistente de Realização: Perseu Mandillo
Direcção de Fotografia: Cláudia Varejão
Assistente de Imagem: André Godinho
Filmagem em Super 8mm: David Bonneville
Transcrição Super 8mm/Betacam: Paulo Baía
Direcção de Som: Joana Lima; Perche: Gonçalo Mendonça Português
Gravação de Som: Eduardo Abrantes, Gonçalo Mendonça Português
Direcção de Arte: David Bonneville, Pilar Reynolds
Assistente de Direcção de Arte, Assistente de Produção e Aderecista
de Plateau: Sofia Arriscado
Coordenadora de Efeitos Especiais: Pilar Reynolds
Efeitos Especiais e Caracterização: Eva Silva Graça
Guarda-Roupa: Miguel Bonneville
Fotografia de Cena: Mafalda Capela, Mafalda Melo
Banda Sonora Original: BlackBambi
Música: J. S. Bach “Siciliano” BWV 1031.
Prémio de Melhor Curta-Metragem
24º Copenhagen International Gay & Lesbian Film Festival – Dinamarca

146

CARTAZ
ESPAÇO DE ENSAIO (63’) de Madalena Miranda
Making Of do Curso de Coreografia, 4 de Outubro de 2005
Realização, Câmara e Montagem: Madalena Miranda
Som: Joana Frazão
Pós- produção de Áudio e Vídeo: Pedro Paiva
«A dança começou a invadir o meu mundo... para onde olhava via uma
dança e por vezes as pessoas dançavam sem o saberem. Dançavam nas
ruas, nas lojas, cafés, na escola, nos escritórios e na praia. Em todos os
sítios onde via pessoas, via danças. Como se o mundo fosse um grande
bailado e todos os seus barulhos uma sinfonia.
Com tudo isto comecei a sentir-me confusa, algo de estranho se passava.
Como podia o mundo inteiro dançar sem saber?»
Tânia Carvalho
in “Mitobiografia”, exercício proposto por Francesca Lattuada
E fiquei a olhar, a tentar ver...
Madalena Miranda

FREQUENT TRAVELLER (7’30”) de Patrícia Bateira
Conta a história de um homem que quer ser tocado e que aproveita
o sistema de controlo de passageiros num aeroporto para uns breves
momentos de prazer. Hoje, ele atravessa uma outra fronteira.
Argumento, Realização e Montagem: Patrícia Bateira
Com: Luís Filipe Costa, Pedro Carmo, Anton Skrzypiciel
Assistente de Realização: Ana Eliseu
Imagem: João Paulo Oliveira
Assistente de Imagem: Rui Pereira
Direcção de Som: Gonçalo Robalo
Perche: Rodrigo Lamounier
Iluminação: Rui Xavier
Maquilhagem: Goretti Paixão, Carina Quintiliano
Guarda-Roupa: Isabel Silva
Figurantes: Ana Eliseu, Birgit Gudjonsdottir, Connie Walther, Patrícia
Faria, Goreti Paixão, Graça Batista, Jorge Veríssimo, Jürgen Schönhoff,
Maria Goulão, Rui Xavier, Zaira Caldeira
Desenho de Som e Música: Natürlich.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
SUPERFÍCIE (13’30”) de Rui Xavier

NO INÍCIO (6’50’’) de Pedro Pinho

Por muito calma que pareça a superfície do oceano, cada vez que
cruzamos a linha, que divide a terra do mar, entramos num mundo
desconhecido e imprevisto. Ao voltarmos a terra será que o nosso
mundo se mantém igual?

Nos primeiros tempos de uma vida comum, um jovem casal enfrenta os
ritmos desencontrados a que o trabalho os obriga.

Realização e Argumento: Rui Xavier
Com: Marcello Urgeghe, Angelo Torres, Paca, José Mendes Tavares
Imagem: Ana Eliseu
Assistente de Imagem: Martim Vian, Bruno Gonçalves, Leando Silva
Direcção de Som: Patricia Bateira
Perche: Gonçalo Robalo
Key Grip: Rodrigo Lamounier
Maquilhagem: Rita Sousa
Direcção de Arte: António Mega
1º Assistente de Realização: João Paulo Oliveira
2º Assistente de Realização: Bruno Gonçalves
Assistente de Produção: Catarina Fortes, Adriana Bolito.

FESTIVAIS E EXIBIÇÃO
Berlinale - 58º Festival Internacional de Cinema, Berlim - Alemanha –
Secção Berlinale Shorts (17 a 17.02.2008) Menção Especial

ASSEMBLEIA (26’) de Leonor Noivo
Vamos entrar no edifício da Assembleia da República pela porta lateral,
com as pessoas que diariamente trabalham no edifício, enquanto os
políticos debatem as leis do país.

Argumento e Realização: Pedro Pinho
Com: André Brinco, Azul
Fotografia: Pedro Pinho, Cátia Salgueiro
Montagem: Pedro Pinho, Luisa Homem
Som: Susana Nobre
Fotos: André Príncipe
Assistente de Realização: Tiago Antunes
Câmara: André Príncipe
Assistente Câmara: Gil Ferreira
Perche: Miguel Nogueira
Luz: Flávia Lombardi, Aurora Ribeiro

DISPERSÃO (4’40) de João Constâncio
Francisco, um escritor, deixa de conseguir concentrar-se no trabalho
quando a namorada se muda para sua casa. As coisas pioram quando o
seu melhor amigo se instala como hóspede.
Argumento, Montagem e Realização: João Constâncio
Com: Marcello Urgeghe, Juana Pereira da Silva, João Ricardo
Directora de Fotografia: Paula Albuquerque
Operador de Câmara: José Filipe Costa
Assistente de Câmara: Joana da Cunha Ferreira
Gravação de Som: João Rosas
Perche: Luís Miguel Correia
Música: “These Foolish Things” por Lester Young.

Realização e Câmara: Leonor Noivo
Som: Cláudia Oliveira, Filipa Serejo, Isabel Dias Martins, Miguel Coelho,
Joana Pinho Neves
Montagem: Filipa Gambino.

COMPASSOS DE ESPERA (25’) de Pedro Paiva

ENTRE TEMPOS (13’) de Frederico Lobo

O AUTO DAS VELAS (23’) de Filipa Serejo

Na velha Feira Popular, no centro de Lisboa, o tempo arrasta-se e nem a
nostalgia sobrevive.

A história de quatro vendedoras de velas num local de culto de Lisboa.

Realização e Câmara: Frederico Lobo
Som: Adriana Bolito, Cláudia Rita Oliveira, João Vladimiro, Joana Pinho
Neves, Leonor Noivo, Miguel Coelho, Tiago Hespanha
Montagem: Herberto Magalhães

148

CARTAZ

Como descobrir a liberdade lá fora sem a descobrir cá dentro.

Realização e Câmara: Filipa Serejo
Som: Cláudia Rita Oliveira, Joana Pinho Neves, Isabel Dias Martins, Rosa
Branca Almeida
Montagem: João Nogueira

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
SUPERFÍCIE (13’30”) de Rui Xavier

|21h30

Por muito calma que pareça a superfície do oceano, cada vez que
cruzamos a linha, que divide a terra do mar, entramos num mundo
desconhecido e imprevisto. Ao voltarmos a terra será que o nosso
mundo se mantém igual?

AVÓ (Muidumbe) de Raquel Schefer

Realização e Argumento: Rui Xavier
Com: Marcello Urgeghe, Angelo Torres, Paca, José Mendes Tavares
Imagem: Ana Eliseu
Assistente de Imagem: Martim Vian, Bruno Gonçalves, Leando Silva
Direcção de Som: Patricia Bateira
Perche: Gonçalo Robalo
Key Grip: Rodrigo Lamounier
Maquilhagem: Rita Sousa
Direcção de Arte: António Mega
1º Assistente de Realização: João Paulo Oliveira
2º Assistente de Realização: Bruno Gonçalves
Assistente de Produção: Catarina Fortes, Adriana Bolito.

FESTIVAIS E EXIBIÇÃO
Berlinale - 58º Festival Internacional de Cinema, Berlim - Alemanha –
Secção Berlinale Shorts (17 a 17.02.2008) Menção Especial

ASSEMBLEIA (26’) de Leonor Noivo
Vamos entrar no edifício da Assembleia da República pela porta lateral,
com as pessoas que diariamente trabalham no edifício, enquanto os
políticos debatem as leis do país.
Realização e Câmara: Leonor Noivo
Som: Cláudia Oliveira, Filipa Serejo, Isabel Dias Martins, Miguel Coelho,
Joana Pinho Neves
Montagem: Filipa Gambino.

ENTRE TEMPOS (13’) de Frederico Lobo
Na velha Feira Popular, no centro de Lisboa, o tempo arrasta-se e nem a
nostalgia sobrevive.
Realização e Câmara: Frederico Lobo
Som: Adriana Bolito, Cláudia Rita Oliveira, João Vladimiro, Joana Pinho
Neves, Leonor Noivo, Miguel Coelho, Tiago Hespanha
Montagem: Herberto Magalhães

150

CARTAZ

Uma sequência de material de arquivo familiar é o ponto de partida de
um vídeo que explora a minha relação com um território imaginário
– Moçambique, década de 60 – e com os relatos orais da minha avó,
durante a minha infância. O vídeo responde a uma urgência pessoal, a
de apropriar, prolongar e ressemantizar os filmes familiares que vi na
infância, explorando os lapsos discursivos (imagem – palavra), enquanto
índices de um território (ou de um desejo de territorialização) obsessivo.
Prémio FUSO – Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa 2010

VESTÍGIOS (15’30’’) de Tiago Afonso

O tempo não parou no estranho ateliê do Sr. Acácio Pina Coelho.
Realização e Câmara: Tiago Afonso
Som: Dina Campos Lopes, Inês Gonçalves, Fausto André Cardoso, Pedro
Paiva, Madalena Miranda, André Godinho, Luisa Homem
Montagem: Sandra Rosa Dias
12º Curtas Vila do Conde 2004, Festival Internacional de Cinema, Prémio
Jovem Cineasta Português
9º Ovarvídeo – Festival de Vídeo de Ovar 2004, Competição Oficial,
Prémio Documentário

NOITE BRANCA (5’45”) de Gil Ferreira
Uma pessoa caminha por uma rua. Várias pessoas começam a aparecer
e chocam convulsivamente contra ela. Alvalade é o cenário para este
mergulho asfixiante.
Argumento, Montagem e Realização: Gil Ferreira
Com: Nadine Allgeier, Paulo Pinto
Transeuntes: Nuno Bernardo, Marta Gil, Miguel Cabral, Maria João
Falcão, Jorge Ferreira, David Carronha, Patrícia Adão Marques, Marta
Rodrigues, Marina Albuquerque, Raquel Strada, Filipe Jorge, Luís
Gaspar, Sofia Aparício, José Pedro Vasconcelos
Director de Fotografia: André Príncipe
Câmara: Miguel Tomar Nogueira
Assistente de Imagem: Pedro Pinho
Som Directo: Cátia Salgueiro
Perche: Susana Nobre
1º Assistente de Realização: Filipe Jorge
Anotador: Joel Monteiro
Assistente de Realização/Direcção de Actores: Filipa Reis
Director de Arte: João Miller Guerra
151

anexos

NIMAS
Caracterização: Jucelino Dutra (Juca)
Guarda-roupa feminino: Paula Moldes
Colorista: Andreia Bertini
Montagem de Som: Hugo Leitão
Foleys: Filip Kacl
Banda Sonora Original: Ruben Costa
Mistura de Som: Hugo Leitão e Ruben Costa

FIM-DE-SEMANA (8’30”) de Cláudia Varejão
Uma casa de campo. Um fim-de-semana. Uma família.
O tempo passa. O silêncio prevalece.
“Mas escuta a respiração do espaço,
a mensagem incessante que é feita de silêncio”
R. M. Rilke
Argumento, Realização e Montagem: Cláudia Varejão
Com: Adriana Moniz, Adriano Luz, João Gil, Manuela Couto
Assistente de Realização: Graça Castanheira
Direcção de Arte: Carolina Espírito-Santo
Direcção de Fotografia: David Bonneville
Assistente de Imagem: Aurélio Vasques
Operador de Câmara Subaquática: João Vagos
Direcção de Som: Perseu Mandillo
Perche: Eduardo Abrantes
Iluminação: Gonçalo Mendonça Português
Maquilhagem: Maria João Marques
Música: Arvo Part (Fur Alina).

DOMINGO (4’40”) de José Filipe Costa
É domingo, dia de descanso. À beira rio, o pai pesca e bebe, a mãe dorme,
a filha brinca...
Argumento, Montagem e Realização: José Filipe Costa
Com: Ana Brandão, Gonçalo Amorim, Madalena Souto e Veiga
Director de Fotografia: Luís Miguel Correia
Operador de Câmara: Joana da Cunha Ferreira
Assistente de Câmara: Paula Albuquerque
Som: João Constâncio
Assistente de Som: João Rosas
Assistente de Realização: Pedro Pinho.

POP UP 2010

CARTAZ
Realização e Câmara: Tiago Hespanha
Som: Adriana Bolito, Frederico Lobo, João Vladimiro, Leonor Noivo,
Miguel Coelho
Montagem: Ana Faria

SPLIT (2’) de Catarina Romano, Duarte Perdigão (Do-Arte),
Emanuel Raimundo
Naquele que aparentemente é o mesmo dia, as rotinas sucedem-se. No
tempo anterior, os acontecimentos são vividos impacientemente, mas,
as mesmas rotinas num tempo diferente, provocam reacções opostas.
Argumento, Concepção e Realização: Catarina Romano, Duarte Perdigão
(Do-Arte), Emanuel Raimundo

THE DOUBTFUL GUEST (3’15”) de Vasco Portugal, Diogo
Pereira
Um estranho convidado invade a vida diária de uma família explorando
situações até ao absurdo, ao interpretar breves sequências que querem
dizer o ‘ quase nada’.
Argumento, Concepção e Realização: Vasco Portugal, Diogo Pereira
Com: Manuel Ferrer, Pedro Paiva, Sara Rodrigues Pereira, Teresa Sobral
Fotografia: João Ricardo Pinto, Nuno Konigstedt
Assistente de Fotografia: João Real

THE MELTDOWN (1’17’’) de João Batista, João Real, Pedro
Almeida
Um relógio nuclear começa a entrar em perigo de fusão de reactor,
ameaçando explodir. No seu interior, a tripulação responsável pelo
controlo do tempo tenta encontrar uma possível salvação. Começa,
então, uma corrida desenfreada para chegar à única cápsula de
salvamento, à medida que vai sofrendo uma serie de peripécias...
Argumento, Concepção e Realização: João Batista, João Real, Pedro
Almeida

QUINTA DA CURRALEIRA (19’) de Tiago Hespanha
Após a demolição das barracas e a construção dos novos prédios para
o realojamento dos moradores do antigo bairro da Curraleira, sobrou
um espaço vazio. Este filme é sobre esse lugar, sobre os encontros, as
histórias e as actividades que o definem.
152

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
TILT (1’18’’)

Dia 3 Dezembro (Sexta)

Uma personagem, perdida nos movimentos do quotidiano, entra em
“tilt”. Dentro de si, o efeito é ampliado através de mecanismos que
tentam processar aquilo que sente.

Live Act 2+n de Miguel Cardoso e Ricardo Guerreiro, com a
participação de Joana Fernandes Gomes | 21h

(29.06.2007) Prémio Animação Tom de Vídeo 07

2+n surge como ideia de partilha, enquanto acto performativo, de
processos individuais de geração e transformação de estruturas
sonoras. Miguel Cardoso e Ricardo Guerreiro procuram o confronto da
composição algorítmica interactiva com realidades distintas, definidas
pela variável n, em que n pertence ao intervalo de 0 a + ∞. A actuação
conta com a participação de Joana Fernandes Gomes, cujos processos
visuais generativos manifestam uma dimensão musical a partir da sua
abertura à actividade sonora.

ARISE (Zona) de Pedro Maia

BIOGRAFIAS

Arise (Zona), parte da longa-metragem “A Zona”, de Sandro Aguilar,
eleva-se de toda a sujidade cinematográfica intrínseca ao suporte
fílmico. As imagens impressas nos desperdícios de película, votadas ao
vazio e ao esquecimento absoluto, reportam um lugar de ambiguidade e
indeterminação, entre vida e morte, no qual a narrativa e lógica temporal
são suspensas.

Miguel Cardoso

Argumento, Concepção e Realização: Bruno Canas, Catarina Barata,
Elsa Loff
Com: Eduardo Frazão
FESTIVAIS E EXIBIÇÃO
TOM de VIDEO 07- Festival Internacional de Vídeo ACERT, Tondela

Prémio na categoria de Videoarte na Bienal de Arte Jovens Valoures
2009.

ACÇÕES SUSPENSAS/22 PLANOS de Miguelangelo Veiga
(Featuring “JÚLIO” de Gonçalo Robalo)
O factor principal deste projecto está na transferência do poder
narrativo, associado a qualquer filme de ficção, para factores que estão
relacionados com a economia, com o tempo limite de produção da obra,
com a disponibilidade de cada interveniente e com todos os outros
elementos que influenciam directamente o plano de filmagens. De um
modo sintético, o sistema utilizado consiste na reorganização de todos
os planos cinematográficos pela ordem cronológica em que foram
inicialmente processados.

154

CARTAZ

Miguel Cardoso, nascido em 1978, é um artista media e músico de
improvisação. Formou-se em Design de Comunicação na Faculdade de
Belas Artes do Porto, estudou na Escola de Jazz do Porto e actualmente
frequenta o Doutoramento em Computer Music na Universidade
Católica do Porto. Produziu e participou em vários concertos de música
experimental e improvisada, na criação de objectos multimedia e
participou activamente, como professor, em workshops e seminários
relacionados com a criação digital (MediaLab Madrid, Faculdade de Belas
Artes de Lisboa, Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos).
Desenvolve extensivamente trabalhos de criação de objectos sonoros e
visuais.
http://www.344server.org

Ricardo Guerreiro

O seu trabalho centra-se sobretudo na criação de processos
informáticos interactivos de composição musical. Colaborou com
nomes como António Pinho Vargas, Carlos Zíngaro, Emídio Buchinho,
OrchestrUtopica, Pedro Carneiro, Ulrich Mitzlaff e Vitor Joaquim, entre
outros. Na qualidade de doutorando na Escola das Artes da Universidade
Católica do Porto desenvolve actividade de investigação em Informática
Musical no CITAR. Diplomou-se em Composição pela Escola Superior de
Música de Lisboa (2000) e em Música Electrónica pelo Conservatório
“Benedetto Marcello” (2004) de Veneza, Itália. Frequentou cursos e
seminários de composição em Lisboa, Porto, Aveiro, Paris (IRCAM - ‘99),
Darmstadt (‘98 e 2000) e Veneza. Frequentou os seminários semestrais
de Estética e Iconologia de Giorgio Agamben, respectivamente nas
Universidades de Verona e Veneza.
www.ricardoguerreiro.net

155

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Joana Fernandes Gomes

CARTAZ

Joana Fernandes Gomes nasceu no ano de 1984 na cidade de São Paulo,
Brasil.
Licenciada em Som e Imagem e com Mestrado em Artes Digitais
pela Universidade Católica Portuguesa, actualmente dedica-se à
investigação no Centro de Investigação de Tecnologia e Arte (CITAR) e
ao doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes - Arte Interactiva.
Foi colaboradora da Escola das Artes da UCP na organização da 4ª
conferência internacional em Artes Digitais (Artech) e estagiou no
Music and Technology Group, um centro de investigação da Universitat
Pompeu Fabra, em conjunto como os criadores da reacTable. As suas
instalações e performances já estiveram em Serralves, Maus Hábitos,
Centro Cultural de Belém, Culturgest de Lisboa, Teatro Aveirense, entre
outros.

MAIS! de Fernando Antunes

Live Act POETRY S.U.X. de Tiago Gomes, Bernardo Álvares,
Joana Guerra e Torré | 22h30

Uma curta-metragem sobre a estranha vida do melhor amigo do cão.
www.my-happy-end.com

Membros da associação mundial de spokenword e revolucionários
armados com livros de arremesso e instrumentos carregados, Tiago
Gomes, Bernardo Álvares e Joana Guerra apresentam no Festival Pop
Up o seu projecto Poetry S.U.X., após lotações esgotadas em mosteiros
budistas no Nepal e caves nos subúrbios da floresta equatorial africana.
Poetry
S.U.X. é o grupo que George W. Bush ouve antes de adormecer e que
Robert Mugabe recomenda aos filhos. Noam Chomsky e Hugo Chavéz
candidataram-se a lead singer, papel que cabe a Tiago Gomes (Agência
de Viagens, Tiago Gomes & Tó Trips, etc.). No contrabaixo blindado
surge Bernardo Álvares como substituto de Sadam Hussein e no
violoncelo explosivo Joana Guerra, uma Joana d’Arc com a fé nas letras
e notas/ruídos musicais. Apresentarão um concerto com surpresas e
companheiros de luta, entre eles, Torré (Saxofone).

EMA E GUI de Nuno Beato

Dia 4 Dezembro (Sábado)
Mostra de Filmes de Animação nacionais e internacionais POP UP
AniMONSTRA por Fernando Galrrito | 17h00

| PANORAMA INFANTIL

Portugal, 2009, 4’40
Realização: Fernando Antunes
Produção: Universidade Católica

A história de um casal de gaivotas que escolheu um rochedo no meio do
mar para conceber as suas crias.

O MEU FINAL FELIZ de Milen Vitanov
Alemanha, 2008, 6’
Realização: Milen Vitanov
Música: Stefan Maria Schneider
Produção: HFF Potsdam-Babelsberg

Portugal, 2009, 7’
Realização: Nuno Beato
Produção: Sardinha em Lata

Apresentação de um episódio da nova série de animação Ema & Gui,
que relata as aventuras de Ema e do seu amigo imaginário Gui pelo
maravilhoso mundo da fantasia.

O SILÊNCIO NA PAISAGEM de Joanna Lurie
França, 2009, 11’
Realização e argumento: Joanna Lurie
Técnica: imagem real, animação 3D
Música: Michel Korb
Som: Adam Wony
Produção: Lardux Films

Nas profundezas de uma grande floresta revestida por um vasto manto
branco, pequenas e curiosas criaturas descobrem quão bela, branca
e fascinante é a neve... enquanto nela rodopiam vertiginosamente a
caminho de encontros extraordinários com o estranho e o maravilhoso.
Um conto nocturno transbordante de ternura.

Duração Total: 50 minutos
Classificação etária: maiores de 6 anos
Pequenas histórias animadas cheias de lirismo e fantasia.

156

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
AFONSO HENRIQUES, O PRIMEIRO REI de Pedro Lino

| ANIMAÇÃO PORTUGUESA

Portugal, Reino Unido, 2010, 5’
Realização: Pedro Lino
Produção: Trunk Films
A vida de D. Afonso Henriques contada em 5 minutos.

Duração total: 1h28
Classificação etária: maiores de 12 anos

NOITES DE TRICÔ de Gil Alkabetz
Alemanha, 2009, 6’
Realização: Gil Alkabetz
Argumento: Gil Alkabetz, Kai Pannen
Música: Ady Cohen, Jens Fischer
Som: Jürgen Swoboda, Manor Station
Produção: Sweet Home Studio
Uma avó ambiciosa quer tricotar uma camisola para a lua, mas esquecese de calcular o quarto minguante e o quarto crescente do seu “cliente”.

MEMÓRIA FÓSSIL de Anne-Laure Totaro , Arnaud Demuynck
Realização: Anne-Laure Totaro , Arnaud Demuynck
Técnica: animação 2D, desenho sobre acetato
Produção: LES FILMS DU NORD
Argumento: Arnaud Demuynck
Animação: Anne-Laure Totaro, Nicolas Liguori
Música: Falter Bramnk
Um jovem rapaz descobre a vida do seu avô mineiro através de um
estetoscópio. A partir da casa onde o velho homem morre devido à
silicose, a criança empreende uma viagem sonora e visual regredindo
no tempo. Uma experiência iniciática de onde emerge a consciência da
história e o desejo de memória.

MOBILE de Verena Fels
Alemanha, 2010, 6’24
Realização e Argumento: Verena Fels
Produção: FIlmakademie Baden Wuttenberg
À revelia das regras sociais, uma vaca toma o destino nas suas próprias
mãos causando grande impacto na vida dos outros animais...
As cópias devem ser devolvidas à Casa da Animação no final da iniciativa
juntamente com um pequeno relatório indicando o número de sessões,
o local de exibição e as respectivas audiências.

158

CARTAZ

Hoje, o cenário da animação portuguesa é bem distinto da década de
80 e 90. São cada vez mais os casos de sucesso e reconhecimento
internacional e nacional, e todos os filmes revelam grande mestria e
graça na condução da narrativa, expressão e ritmo cinematográfico.

RXY-Z de Joana Toste
Portugal, 2009, 5’
Realização: Joana Toste | Técnica: desenho animado, animação 2D |
Argumento: Joana Toste | Direcção artística: Joana Toste
Grafismo: Joana Toste | Animação: Joana Toste
Produção: Gomtch-gomtch
Investigando a verdadeira origem das patologias da vida. Será a
inteligência sensível e a sensibilidade inteligente?

DESASSOSSEGO de Lorenzo Degli’Innocenti
Portugal, Espanha, 2010, 20’
Realização: Lorenzo Degli’Innocenti | Técnica: Stop
Motion Argumento: Ana Mendes | Produção:
Sardinha em Lata, IB Cinema | Produtores: Eva
Yébenes, José Miguel Ribeiro, Nuno Beato, Ignacio
Benedeti, Xosé Zapata
Animação: Catarina Romano, Lorenzo Degli’Innocenti,
Luis Soares | Música: Andrea Allulli | Som: Paulo
Almeida
Ivan trabalhou a vida inteira numa charcutaria.
Gostava de ter uma loja de móveis, mas não sabe se tem coragem para
mudar.
A certa altura Ivan começa a projectar a sua insatisfação nos clientes até
ao dia em que decide tomar o assunto em mãos.

VACAS de Isabel Aboim Inglez
Portugal, 2010, 9’ 40
Realização: Isabel Aboim Inglez | Técnica: desenho sobre papel
Argumento: Isabel Aboim Inglez
Produtor: Nuno Amorim, Isabel Aboim Inglez
Produção: Animais Grafismo: Isabel Aboim Inglez
Animação: Rui Horta Pereira | Música: Eduardo Raon,
Joaquim de Brito | Som: Nuno Amorim, Eduardo Raon
159

POP UP 2010

anexos

NIMAS
Uma manada de vacas, liderada por uma enorme
Vaca Branca, povoa a grande planície. Sem fronteiras, estas vivem a sua
existência pacífica ora por aqui, ora por ali. Porém essa paz é subitamente
ensombrada. El
Manhoso, um cowboy feito de arame farpado, quer aprisioná-las num
pedaço demarcado de terra para assim subjugá-las e dominar a região.

E SE… de Sandra Santos
Portugal, 2010, 7’
Realização: Sandra Santos
Argumento: Virgílio Almeida
Animação: Sandra Santos e Osvaldo Medina
Música: Fernando Mota
Som: Paulo Curado
Produção: Luís Matta Almeida, Zeppelin Filmes
Dois delicados e hesitantes seres humanos trabalham num escritório. E
se…

CARTAZ
Antenor tinha um defeito terrível: só dizia a verdade, a verdade
verdadeira.
A família tudo tentou para o curar, em vão.
Já adulto, consulta um relojoeiro que lhe oferece uma cabeça de papelão
para substituir a sua, enquanto esta estiver a ser arranjada.
Com a nova cabeça tudo muda na sua vida!

A ÚNICA VEZ de Nuno Amorim
Portugal, 2010, 5’ 40
Realização: Nuno Amorim | Técnica: desenho sobre papel, animação 2D
| Produção: Animais
Direcção artística: Nuno Amorim | Argumento: Nuno
Amorim | Animação: Carina Beringuilho, Cathy Douzil,
Nuno Amorim | Música: Bruno Duarte | Som: Nuno
Amorim
Se tudo isto não fosse mentira, se eu estivesse acordado quando lá fui,
não tinha que aprender tudo de novo, todos os dias.

VIAGEM A CABO VERDE de José Miguel Ribeiro
MEMÓRIA DE CÃO de João Morais Ribeiro
Portugal, 2010, 15’
Realização: João Morais Ribeiro
Argumento: João Morais Ribeiro, Luís Trigo de Sousa
Som: Paulo Curado | Produtor: Humberto Santana
Produção: Animanostra
MEMÓRIA DE CÃO é um filme para adultos.
É a história de um animal que já foi humano. O cão sem-abrigo ou o
homem-sabujo. O passado e o presente trocados. Um filme a preto
e branco e a cores, à volta daquele ponto em que irreversivelmente
caminhamos para o sucesso ou para a sarjeta. E serão assim tão
diferentes?

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO de Luís da Matta Almeida
e Pedro Lino
Portugal, Inglaterra, 2010, 9’ 13
Realização: Luís da Matta Almeida e Pedro Lino
Técnica: Desenho animado e flash | Produção:
Zeppelin Filmes | Direcção artística: Pedro Lino
Argumento: Nélia Cruz | Grafismo: Pedro Lino
Animação: André Marques, Armando Coelho. Daniela
Duarte, Jeroen Jaspaert, Marta Monteiro, Pedro Lino
Música: Paulo Curado
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Portugal, 2010, 17’
Realização: José Miguel Ribeiro | Técnica: desenho e pintura animada |
Produção: Sardinha em Lata |
Argumento: José Miguel Ribeiro
Grafismo: José Miguel Ribeiro | Animação: Alexandra
Ramires, Carina Beringuilho, David Doutel, Filipa
Gomes da Costa, Laura Gonçalves, Rita Cruchinho
Neves, Vasco Sá | Música: Diogo Carvalho, João
Miguel Real | Som: Pedro Lima
História de uma viagem de 60 dias a andar em Cabo
Verde. Sem telemóvel ou relógio, sem programar antecipadamente
e com o essencial às costas, o viajante descobre as montanhas,
povoações, o mar, uma tartaruga, a música, as cabras, a bruma seca, os
cabo-verdianos e acima de tudo uma parte essencial de si mesmo.

Dia 5 Dezembro (Domingo)
Dança CELEBRATION OF LIFE de Rita Spider e convidados |
18h00
Celebration of Life é um espectáculo criado com estreia absoluta
no Festival Pop Up, que explora diversos mundos artísticos, diversos
estilos de Dança, onde vários Artistas irão realizar a sua melhor arte
sem barreiras. Um espectáculo cheio de cor, vida e alegria, inteiramente
dedicado à arte urbana e espaços urbanos, onde a vida é mais susceptível

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
a encontros e desencontros, pessoais e emocionais. Será um pouco a
sua celebração pela vida, por estarmos vivos, por vivermos os nossos
dias mais felizes, lutando por sermos quem somos, sem restrições nem
discriminações.
Rita convidou vários Artistas para trabalhar com ela nesta Celebração da
Vida.
BIOGRAFIAS

Rita Spider

Rita Spider bailarina, coreografa, professora de dança é uma verdadeira
amante da arte no geral. Tem vindo a chamar à atenção do público
devido ao facto de aos 26 anos já ter uma vasta experiência no mundo
do Espectáculo, de ter sido convidada para dançar com alguns dos
melhores coreógrafos de Hip Hop da actualidade a nível internacional,
por já ter conquistado vários prémios de dança, por ensinar a sua arte em
algumas das melhores escolas de dança nacionais e internacionais, por
ter participado em vários programas televisivos de dança. Ultimamente,
conhecida por ter sido uma das finalistas do programa televisivo “Achas
que sabes dançar?” (SIC), posteriormente, vencedora do “Aqui há
talento”
(RTP), Professora de Hip Hop no “Dança Comigo” (RTP), e bailarina em
muitos outros.
A fusão de estilos de Dança e de outros tipos de Arte é a forma que
Rita Spider encontrou para mostrar que a Arte não tem limites, depois
de anos de estudo e pesquisa, o Urban Movement será o que melhor a
caracteriza.

Dia 7 Dezembro (Terça)
Concerto ENSEMBLE DA ESCOLA LUIZ VILLAS-BOAS / HOT
CLUBE André Santos Trio | 21h30
Este trio é composto por André Santos na guitarra, Francisco Brito no
contrabaixo e Vasco Furtado na bateria. O grupo apresenta-se livres de
conceitos e preconceitos, enaltecendo sempre a interação entre os três
elementos. Esta formação executa temas que variam entre os standards
de jazz e alguns originais.
André Santos (gtr)
Francisco Brito (ctbx)
Vasco Furtado (bat)

162

CARTAZ
Dia 8 Dezembro (Quarta)
Filmes I LOVE TO HELP | 19h00
Mostra internacional e nacional de filmes publicitários, ficção e
documentários dentro do âmbito das temáticas sociais, ambientais e
culturais. Esta é uma oportunidade de conhecer os filmes e as campanhas
que contribuem para a sensibilização e participação mais activa e
solidária das sociedades. A variedade e a curta duração dos filmes fazem
desta mostra uma oportunidade de conhecer um grande número de
filmes, instituições e projectos, ao mesmo tempo que acreditamos ser
um espaço de inspiração e consciencialização.
BIOGRAFIAS

Help Images

A Help Images é uma associação (ONGD, com estatuto de utilidade
publica) especialista em media para o desenvolvimento. Trabalhamos em
parceria com as organizações que ajudam a melhorar as condições de
vida das populações, directa ou indirectamente.É nossa missão promover
a consciencialização social, ambiental e cívica das comunidades.
site http://helpimages.org
alguns dos filmes produzidos pela Help Images em http://vimeo.com/
helpimages

Dia 9 Dezembro (Quinta)
Filmes DAS SOPAS CAMPBELL AO MASHUP DE MARCAS
– HAMBURGUER MISTO Clube de Criativos de Portugal |
17h00
17h Abertura de portas

Micro-Ciclo Conferenciado de Cinema DAS SOPAS
CAMPBELL AO MASHUP DE MARCAS - SOPA DE MARCAS
Clube de Criativos de Portugal (Curadoria por Ricardo
Henriques) | 19h30
Clube de Criativos + Pop Up apresentam
Das Sopas Campbell ao Mashup de Marcas

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Um mashup começou por ser um termo musical para se referir a músicas
criadas a partir da mistura de duas ou mais músicas previamente
existentes. Segundo a lei da propriedade intelectual os mashups são
legais e isentos de pagar copyright devido ao seu carácter transformativo.
A ideia deste mini-ciclo é expor trabalhos de vários artistas que de uma
maneira directa ou indirecta fizeram mashups da indústria mais pop e
transversal de sempre:

- a indústria das marcas.

Os mashups são tendencialmente contra o sistema estabelecido e não
há nada mais estabelecido do que as grandes marcas, seja um estúdio
de cinema, um partido político ou uma cadeia da hambúrgueres. Há
vários anos que a revista Adbusters (revista nascida no seio da indústria)
faz com anúncios spoof o que o artista Ron English faz com a sua arte:
expõe e subverte as hipocrisias da publicidade através de paródia pura,
ou por outras palavras, faz subvertising. Não é por acaso que Ron English
matou Andy Warhol nos seus quadros, é a sua forma de se auto-coroar
sucessor do rei das sopas.
Enquanto casa daqueles que fazem marcas, o Clube de Criativos,
quer reflectir neste mico-ciclo não só a interacção autofágica entre a
cultura popular e as marcas, mas também as respostas do público em
geral, sejam activistas confessos ou um simples consumidor com uma
reclamação a fazer.
E a verdade é que nunca houve tanto poder de resposta como hoje.
Podemos agradecer à democratização da tecnologia o crescente
número de adolescentes que homenageiam aos seus ídolos cantando
Lady Gaga em playback ou imitando os passos de dança de Beyoncé.
Olhem outra vez e já se transformam em fenómenos com milhões de
views na internet.
Mas as marcas nunca dormem e, se forem inteligentes, integram os
seus consumidores e público-alvo no processo, seja na criação dos
próprios anúncios ou na “costumização” dos produtos. Desenha os teus
ténis, vota na t-shirt que queres ver impressa, escolhe o tecido que
queres para a tua mala, desenha a garrafa da tua bebida, são opções que
garantem fiabilidade para as marcas e envolvimento para os clientes. E
caso tenham dúvidas, sim agora é impossível voltar atrás.
Se por um lado o mashup é um exercício de contra-cultura, por outro
recupera a essência da publicidade, do design, da pintura, da escultura,
da moda, da dança, da performance, do graffiti, da música e de todas as
formas de arte: a criatividade.

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CARTAZ
Dia 2– Hambúrguer Misto – 3 anúncios, 3 mashups, 1
videoclip e uma longa
Conferencistas convidados – Manuel João (músico de múltiplos
projectos e candidato presidencial), Luís Veríssimo (músico dos Vodoo
Marmelade e professor)
19h30 | Início da Projecção, 100’

Sony Bravia – Balls

http://www.youtube.com/watch?v=-zOrV-5vh1A

Agência – Fallon London / Duração – 2:30
O anúncio de 2 minutos e trinta segundos que visava estabelecer a Sony
enquanto especialista da cor transformou-se num sucesso global e
imediato, o modelo Sony Bravia esgotou em Inglaterra e o anúncio foi
baixado 20 mil vezes nas primeiras oito semanas. Heartbeats de José
Gonzalez atingiu o terceiro lugar dos tops. Outro sintoma de sucesso
foram as versões e spoofs que se fizeram a seguir.

Tango - Swansea Fruit

http://www.youtube.com/watch?v=CjHzS_twDVY&feature=related

Agência - Clemmow Hornby Inge / Duração – 1:00
Muitos dos “spoofs” são feitos por anónimos que querem fazer troça
ou homenagear a obra original. Mas neste caso, um anúncio de sumos
assume a troça ao anúncio de televisores, trocando as bolas de borracha
por fruta. Resultados? Um dia depois da sua “libertação viral” o filme
tinha cerca de 200 mil hits.

Hello is now Super Dave (2010)
http://vimeo.com/5438837

Realizador - One In Three / Duração – 00:23
http://www.theunicornawards.com/

Épocas de recessão financeira não precisam de ser de recessão criativa
também. Este é o mote de um festival que sugiu em 2010 – o One Shot
Film Festival cujo slogan é “no cuts, just recession-beating creativity”. E
o Unicorn Award foi entregue ao filme “Hello is now Super Dave”.

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Previously on Lost : What? (2008)

http://www.youtube.com/watch?v=GcatQSyRK6c

Realizador: Chris Zabriskie / Duração – 2:19
E de repente um músico faz um filme que define melhor que todas as
sinopses e making-ofs a série de televisão com o final mais antecipado
de sempre.

Shining: the Romantic Comedy (2005)

http://www.youtube.com/watch?v=sfout_rgPSA
Um dos primeiros mashups de trailers (ou retrailers) uma micro obraprima de edição que transforma um dos maiores filmes de terror
psicológico numa comédia romântica. Não será a “recontextualização”
uma das principais armas das marcas e da criatividade?
Realizador: Robert Ryang

CARTAZ
Exit Through The Gift Shop (2010)

http://www.youtube.com/watch?v=GTlm6dU2xHk

Realizador – Banksy / Duração – 1h:26 minutos
Falso ou verdadeiro? Documentário, “mockumentary” ou ficção? As
dúvidas talvez se mantenham no final deste filme que conta a história
de Thierry Guetta, um homem obcecado com arte urbana que seria ele
o realizador deste filme caso Banksy não lhe tivesse trocado as voltas.
Alguém falou em “Adaptação” de Spike Jonze? Cultura pop, cultura
urbana, descontextualização, arte de rua, arte de museus, crítica social,
crítica política, activismo, paródia às instituições, estes são apenas
alguns dos temas que o filme trata, tal como a publicidade.

21h30 | À conversa com Manuel João (músico de múltiplos
projectos e candidato presidencial), Luís Veríssimo (músico
dos Vodoo Marmelade e professor)

Sleepless In Seattle : Recut as a horror movie (2005)
http://www.youtube.com/watch?v=frUPnZMxr08

Realizador - Demis Lyall-Wilson
Outro exemplo perfeito de “recontextualização”, agora da comédia para
o terror.

Dia 10 Dezembro (Sexta)
Curtas e Doc e Instalação
À conversa com Paulo Furtado e Jorge Quintela

| 19h00
Exit Music for a Film

http://www.youtube.com/watch?v=SZqtntqskd4
http://natalynz.free.fr/Radiohead_Prague/Main.html

Realizador – Os fãs / Duração do clip – 4:50
A 23 de Agosto de 2009, um grupo de fãs dos Radiohead assistiram a
um concerto no Výstavišti Holešovice Exhibition Hall em Praga. Além de
verem o concerto tinham uma outra missão: filmar a banda dos mais
variados ângulos possíveis. O resultado, com alguns pontos de contacto
com o filme All Tomorrows Parties (filme de bricolage do-it-yourself
que usa material de fãs e músicos) consegue uma realidade e crueza
únicas. Os próprios Radiohead forneceram o aúdio.

A DAY AT THE RIDING SCHOOL feat. Maria de Medeiros
A STREET-CAR NAMED TWENTY EIGHT feat. Phoebe Killdeer
SUNGLASSES AFTER DARK feat. Cais Sodré Cabaret
WILD BRUNCH feat. Peaches
APPLE BEACH feat. Cibelle
THE CASTLE IS CLOSED FOR REPAIR fest. Becky Lee

| 21h00
IL SERPENTONE feat. Asia Argento 03.57
PROMENADE ON SOUTH FIRST STREET feat. Rita Redshoes
04.1
Doc “On the Road to Femina” de Jorge Quintela
Documentário, 2010, 58’, Beta SP PAL
Um filme em viagem que acompanha numa longa estrada os concertos,
bastidores, gravações e encontros com as interpretes que vieram a dar a
cor e forma ao ultimo álbum FEMINA de Legendary Tigerman

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POP UP 2010

anexos

NIMAS
Argumento: Jorge Quintela
Fotografia: Jorge Quintela
Música: The Legendary Tiger Man
Som: Pedro Pestana
Montagem: Tomás Baltazar
Com: Asia Argento, Paulo Furtado
Produção: Bando à Parte
BIOGRAFIAS

Paulo Furtado e The Legendary Tiger Man

Levanta-se sempre cedo, ainda que se deite tarde. Porque tem memória
de uma altura da vida em que perdeu muitas manhãs. Nos primeiros
anos como guitarrista dos Tédio Boys, grupo mítico de Coimbra, sente,
efectivamente, que desperdiçou demasiado tempo. E agora quer
aproveitar cada minuto, tem desejo de “criar, fazer [coisas]”. O “grande
momento de viragem” deu-se com a primeira tournée da banda pelos
Estados Unidos da América: quis ser mais, quer como pessoa quer
como músico. E teve de optar entre continuar a “viver pelo excesso” ou
“canalizar as energias para o trabalho”, de modo construtivo. Escolheu
o segundo caminho, há cerca de seis anos. Hoje, Paulo Furtado, muito
magro, de mãos delicadas e inquietas, cabelo puxado atrás com gel,
aplica-se “a 100%” em tudo o que faz.

CARTAZ
Dia 11 Dezembro (Sábado)
Filmes CITY ONE MINUTES THE MOVIE de Joe Houweling e
Sophie Leferink, por The One Minutes Foundation e Holland
Doc | 17h00
Edifícios, rotundas, carros, bicicletas, pessoas, dinheiro, pobreza, ordem
e caos: a cidade é um organismo que vive 24 horas por dia e que muda a
cada hora. Artistas que vivem ou residem por um curto período de tempo
em cidades de todo o mundo revelando, de forma contemporânea, a sua
experiência na cidade. Um vídeo de um minuto de todas as horas dos
seus dias. Juntos, estes 24 fragmentos desta arte colectiva permitem
descrever uma cidade, com todas as suas mutações e particularidades.
Ficha técnica
Título Original: “City One Minutes the Movie”
País: Holanda
Ano: Julho de 2010
Realizador: Joe Houweling e Sophie Leferink

The Legendary Tiger Man é o alterego de Paulo Furtado. Inspirado no
velho formato de one-man-band nascido nas margens do Delta do
Mississipi, é um conceito adaptado e vivido no Século XXI, com uma
estética muito particular – ao formato analógico tradicional (bombo,
prato de choque, guitarra) juntam-se, sem pudor, soluções electrónicas.
O resultado conhecido é explosivo.

Jorge Quintela

Jorge Quintela nasceu no Porto em 1981. Formou se em Fotografia e
Áudio-Visual em 2003 na Escola Superior Artística do Porto e desde
2004 que trabalha regularmente no cinema como Director de Fotografia
colaborando com vários realizadores como Rodrigo Areias, Edgar Pêra,
Rita Azevedo Gomes, entre outros. Em 2003 é convidado para fazer parte
da organização “Cinema Pobre” estrutura de Formação e Programação
de cinema na cidade do Porto. Em 2004 é formador de imagem da
associação “Os filhos de Lumière” em diversas oficinas de cinema
pelo país. Desde 2005 trabalha com a Associação Cinematográfica
“Olho de Vidro” na produção de vários filmes. É desde 2009 produtor
associado da produtora de Cinema “Bando á Parte”. Em 2010 realizou
um filme documentário sobre o músico Legendary Tigerman “On The
Road To Femina” que estreou no Festival de cinema IndieLisboa 2010 e
realizou o filme “Ausstieg” recebendo uma Menção Honrosa na secção
da competição experimental do Festival Curtas de Vila do Conde 2010.

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