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Direito Constitucional

Séc. XVIII – Carta que define as regras de separação entre os poderes, assim como os
direitos individuais.
1ªs Constituições: - Francesa de 1791
Americana de 1787

Separação de poderes: ocorre quando os poderes são realmente independentes, há


limitação de poder. Os poderes se limitam entre si.

Direitos individuais: também chamados direitos civis e políticos: à vida, à liberdade, à


igualdade, à segurança (jurídica: certeza da lei, da norma), à propriedade.

São as constituições do estado liberal (o estado da revolução burguesa). A burguesia quer


liberdade de empresa e garantia para suas propriedades.

Sécs. XIX e XX – Surge o proletariado que se engaja em lutas com maior ou menor grau de
violência. Após a revolução bolchevique cria-se o Estado Social, com a finalidade de não
deixar o proletariado tomar o poder pela força.

O Estado social difere do Estado Liberal pelo surgimento dos direitos sociais e coletivos
(previdência, saúde, trabalho) e os direitos individuais passam a segundo plano.

Ex: Constituições do México de 1920 e de Weimar (Alemã) de 1919.

Séc. XX – Pós-guerra: No pós guerra surge o novo modelo de constituição, a do Estado


Democrático de Direito (surgem com a finalidade de evitar o reaparecimento do
totalitarismo).
- Itália – 1948
- Lei fundamental de Bonn – 1949
- Constituições Portuguesa – 1976 e Espanhola – 1977.

Características:
a) os direitos individuais voltam ao primeiro plano, são cláusulas pétreas, isto é, não
podem ser modificados, a não ser que sejam ampliados. (As cláusulas pétreas foram
criadas com o objetivo de preservar os direitos.
b) Ampliação dos direitos sociais
c) Surgimento dos direitos difusos e coletivos:
- difusos: atingem a um número indeterminado de pessoas. Ex: meio ambiente.
- Coletivos: atingem determinadas pessoas. Ex: sindical.

Controle de Constitucionalidade da Lei

- Sistema ou método para retirar do sistema jurídico aquelas normas que conflitem com a
constituição.
- Direito adquirido é aquele que já entrou no patrimônio do sujeito. Quando as regras
mudam durante o processo, o sujeito tem apenas expectativa de direito. Apenas a
Constituição originária pode interferir no direito adquirido.
- O Poder Judiciário, caso a caso, decide se as normas anteriores serão recepcionadas pelo
novo ordenamento jurídico ou não.
- Como regra geral não há controle de constitucionalidade de normas anteriores, a não ser a
ADPJ.
- Criação do Direito constitucional americano no séc. XIX.
- Nos E.U.A. o exame é feito pela Corte Suprema.
- Na Itália e na Alemanha há cortes constitucionais que só isso decidem, não julgando casos
concretos.
- Na Suíça, o órgão julgador é político, não fazendo parte do Poder Judiciário.
- Na ex-URSS o órgão também era político.

BRASIL: Qualquer juiz ou tribunal faz o controle de constitucionalidade das leis, contudo,
somente o Poder Judiciário.
No processo legislativo, os projetos de lei na Câmara e no Senado passam por Comissões
de Constituição e Justiça, as CCJ, compostas apenas por parlamentares, que fazem um
controle de constitucionalidade, contudo um exame muito mais político que técnico. Cabe
aqui ressaltar que este controle não é da lei, mas sim do projeto de lei.
Antes de sancionar a lei o Presidente da República deveria também exercer um controle de
constitucionalidade. (porém, também quando o faz, é sempre de maneira mais política do
que técnica), (cabe aqui a mesma ressalva anterior, o controle é sobre o projeto de lei e não
sobre a lei).

Controle de Constitucionalidade Difuso, concreto ou por via de exceção:

- Difuso: É difuso, pois realizado por qualquer juiz ou tribunal, (qualquer juiz ou tribunal
pode se manifestar sobre a questão da constitucionalidade).
- Concreto: É também chamado concreto, pois deve haver um caso concreto, relação de
direito material entre duas pessoas, lide, controvérsia, com alegação de perda econômica ou
moral.
- Por via de exceção: Também chamado por via de exceção, pois na lide, as partes podem
alegar a inconstitucionalidade, chamada exceção de inconstitucionalidade. Neste caso, a
inconstitucionalidade aparece incidentalmente, já que a questão principal, na lide, não era a
constitucionalidade da lei.

Efeitos da declaração de inconstitucionalidade:


a) se o caso não chegou ao STF, inter partes, ex tunc.
b) Caso chegue ao STF, inter partes, ex tunc. Se o STF decidir pela
inconstitucionalidade, notificará o Senado Federal que, por sua vez, poderá ficar
inerte (quando não concordar com o STF), e a decisão valerá exclusivamente inter
partes. Julgando o Senado a inconstitucionalidade, suspenderá a executoriedade da
lei (sua validade, não há revogação), e a decisão valerá erga omnes, ex nunc.

Controle de Constitucionalidade da lei Concentrado, Abstrato ou Por via de Ação ou


em Tese.
- Concentrado: somente pode ser feito no STF e nos TJs.
- Abstrato: É abstrato, pois não há caso concreto, não há partes, não há lide. Verifica-se
objetivamente se a lei é constitucional ou não.
- Em tese: É em tese, pois como não há caso concreto, não há caso material, não há questão
real e objetiva.
- Por via de ação: É por via de ação, pois é sempre realizado através de uma ação direta
pelas pessoas com tal competência (art. 103, CF). Ex: Conselho Federal da OAB.

Efeitos da declaração de inconstitucionalidade: Via de regra, erga omnes e ex tunc;


retroagindo a data da publicação da lei.

AÇÕES DIRETAS
- ADIN GENÉRICA
- ADIN POR OMISSÃO
- ADIN ESTADUAL
- ADCON
- ADPF

ADIN GENÉRICA

- Foro de propositura: STF


- Propositura: art. 103, CF
*VIII – basta que haja um congressista na Câmara ou no Senado.
*IX – o sindicado sozinho não, somente a confederação sindical (CUT, CGT, Força
Sindical); entidade de classe de âmbito federal, ex: - conselhos federais.
- Nem todas essas pessoas podem propor ADIN em todos os casos: algumas dessas pessoas
com legitimidade, encontram restrições para a propositura. Em alguns casos exige-se além
da legitimidade a pertinência temática.
- Governador de Estado e Assembléia Legislativa: as assembléias legislativas e os
governadores de estado não têm pertinência temática em leis estaduais de outros estados
membros. Somente poderão fazer a propositura em leis pertinentes a seu estado.
- Confederação Sindical e Entidade de Classe: só faz sentido a propositura se a norma
for relacionada a sua atividade-fim, se não, não há pertinência temática.

- Procurador Geral da República: É o chefe do Ministério Público Federal, custus legis, tem
como funções a fiscalização das leis e a defesa dos interesses da sociedade. Atua em todos
os processos de ADIN, e em todos as outras ações de controle concentrado. (Art. 103, § 1º).
O Procurador Geral da República apresenta razões e argumentos perante o STF, defendendo
ou não a ação (argumentando a favor ou contra a propositura), porém não a decide, quem o
faz é o Poder Judiciário através do STF.

- Advocacia Geral da União (Poder Executivo): Composto por advogados do governo


federal, pagos para defender os interesses da União. Tem como chefe o Advogado Geral da
União. Em todo processo de ADIN, o advogado geral da União participa, pois, sua função é
defender os interesses da União; e a doutrina majoritária entende que o Advogado Geral da
União tem sempre de defender a constitucionalidade da norma.
- Objetivos: Declaração de inconstitucionalidade de uma lei federal ou estadual (norma que
foi elaborada segundo a Constituição Federal e resultou em lei ordinária, federal ou
estadual, ou em lei complementar), ou então de um ato normativo estadual ou federal, de
efeito genérico, (MP, emendas à CF, leis delegadas, decreto federal autônomo, resoluções)
perante a Constituição Federal.

- Ato normativo: genérico, abstrato, se aplica a um número indefinido de pessoas.


- Ato concreto: decisão do Poder público meramente administrativa.

- Quando o decreto for regulamentar não poderá ser objeto de ADIN.


- Atos de efeito concreto também não podem ser objetos de ADIN.
- Não cabe ADIN contra normas anteriores à CF de 1988, assim como não a cabe contra
artigos da CF originária.

Efeitos da ADIM:
Bivalência da declaração: Ou o STF declara a Inconstitucionalidade ou a
Constitucionalidade, pois a ADIN pode funcionar como uma declaração de
constitucionalidade.

- A presunção de constitucionalidade da lei é relativa, porém quando o STF declara a


constitucionalidade, a presunção passa a ser absoluta, ficando vinculados à decisão do STF,
o Poder Executivo e os outros tribunais (Poder Judiciário), contudo, não o Poder
Legislativo.
- Contra a ADIN não cabe recurso.
- Contra a ADIN cabe liminar.
* liminar: (cautela, garantia), forma de adiantar a decisão final, pedido de antecipação da
decisão que virá ao final. Há a pretensão de que o direito subjetivo não sofra danos de
grande monta ou irreparáveis.
- A ADIN é imprescritível.
- A ADIN atinge a coisa julgada e o direito adquirido, pois não revoga a lei atingida, ela a
anula.

- Via de regra o efeito da ADIN é ex tunc, porém se o STF entender que o prejuízo social
for muito grande, pode atenuar os efeitos da declaração de inconstitucionalidade,
declarando-a ex nunc, ou declarando-a ex tunc com ressalvas ( por exemplo, quando a lei
foi proposta há muito tempo).
- Para que haja a atenuação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade, há
necessidade de maioria qualificada.
- Para declarar a inconstitucionalidade, maioria absoluta.

ADIN ESTADUAL

- Existem para declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou


municipal em face da Constituição Estadual.
- Pode ser interposta no TJ, único caso onde o controle de constitucionalidade não é feito
no STF. (Única exceção).
- Proposta pelo Procurador Geral do Estado, autoridade máxima do Ministério Público
Estadual.
- Efeitos iguais a da ADIN genérica.

ADIN POR OMISSÃO


- Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão.

Objetivo: Sanar, curar a Síndrome de Inefetividade das Normas Constitucionais, portanto a


ADIN por omissão aplica-se às normas de eficácia limitada.

Foro de Propositura: STF.

Propositura: As pessoas com legitimidade ativa, os mesmos da ADIN genérica, com as


mesmas exceções quanto a pertinência temática.

Efeitos: Depende de quem for a omissão.


- Se a omissão for do Poder Executivo: o STF notificará o Executivo para que supra a
omissão em 30 dias ou diga por que não o faz (Se o Executivo for convincente, o STF dará
um prazo determinado, dentro do qual aquele deverá suprir a omissão). Se o Executivo
permanecer inerte, poderá cometer crime de responsabilidade. Exs: Lei de propositura
privada do Presidente da República, ou lei existente que necessite de decreto
- Se a omissão for do Poder Legislativo: o STF limitar-se-á a notificar o Poder Legislativo
(notificação de mora). Se o legislativo continuar inerte, o particular pode promover ação de
indenização contra o Estado.

ADCON

- Ação Declaratória de Constitucionalidade.

Foro de Propositura: STF

Propositura: legitimados ativos: Presidente da República, Mesa da Câmara dos Deputados,


Mesa do Senado Federal e o Procurador Geral da República.
- Para que seja proposta a ADCON é requisito que existam uma série de situações concretas
onde a constitucionalidade da lei ou ato normativo esteja sendo impugnada.
-Não há jurisprudência nem lei sobre o número de ações de inconstitucionalidade
necessárias para que a ADCON seja proposta.

Objetivos: declarar a constitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da


Constituição Federal.
- Tornar a presunção relativa em presunção absoluta. Se isso ocorrer não poderá mais haver
contestação da constitucionalidade da norma.
- Em havendo ADCON, todos os juízes de 1º grau devem seguir o STF.
- Assim como a ADIN, a ADCON tem caráter bivalente, podendo declarar a
inconstitucionalidade e funcionando então, como uma ADIM.
- Às resoluções do controle de constitucionalidade do tipo concentrado não cabem ações
recisórias.
Efeitos: erga omnes, ex tunc, com a possibilidade de atenuar os efeitos da declaração.
- Para atenuar os efeitos, há necessidade de maioria de 2/3 no STF.
- A atenuação dos efeitos pode se restringir a certas relações jurídicas, ou o STF pode
declará-la ex nunc.
- Na ADCON cabe liminar, desde que por maioria absoluta do STF, e tem efeito ex nunc.

ADPF – ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL

Objetivos: Anular lei (lei em sentido amplo: todas as espécies normativas englobadas na
Constituição) ou ato federal (tanto os decretos regulamentares como os decretos
autônomos), estadual ou municipal., que contrarie preceito fundamental da Constituição
Federal.
- A ADIN não pode ser usada para atacar decretos regulamentares, já que ataca a lei a que
este decreto regulamenta.
- A ADPF atinge também decretos autônomos.

Preceito fundamental: a doutrina e a jurisprudência não estão de acordo com o que são os
preceitos fundamentais.

Certeza de preceito fundamental: arts. 5º; 60 § 4º; Título I, dos Preceitos Fundamentais
arts. 1º ao 4º, a consenso.

Foro de propositura: Apenas no STF.

Legitimados para a propositura; Os mesmos da ADIN.


Efeitos da ADPF: ex tunc, erga omnes.
- O STF pode, se houver um prejuízo social grande, se houver prejuízos a direitos
adquiridos de muitos, reduzir a extensão dos efeitos. Pode reduzir a ex nunc, com o quorum
de 2/3.
- Qualquer tribunal através de via difusa ou concentrada, só pode declarar a
inconstitucionalidade de lei ou ato por maioria absoluta de seus membros.
- A ADPF vale contra leis e atos anteriores à CF de 1988.
- Vale contra leis e atos municipais.

Caráter residual: Nos casos em que não couber a propositura de ação de


constitucionalidade ou inconstitucionalidade, caberá a propositura da ADPF como objeto de
defesa dos preceitos fundamentais.

Caráter preventivo: Pode ser proposta antes da lei entrar em vigor ou do ato ser praticado.
Mais voltado para os atos do poder público do que para a lei.

Cabimento de liminar: Cabe liminar, concedida por maioria absoluta. Seria empregada se
houvesse o perigo de dano muito grande pela mora do julgamento.

Regras que se aplicam às ações de constitucionalidade de forma geral:


- Citada a figura do Procurador Geral da República para opinar, sem poder de decisão.
Defensor dos direitos da sociedade.
- Advogado Geral da União, citado para se pronunciar em todas as ações de
constitucionalidade, menos na ADCON. Nas ADINs será o defensor da constitucionalidade
da norma. Segundo a doutrina, obrigatória deve ser a defesa da constitucionalidade por
parte do AGU.

Direitos e Garantias Individuais e Coletivos

- Título II, capítulo I.

- Parte principal das constituições modernas, isto é, constituições com carta de direitos
individuais:
- França 1791.
- EUA 1786.
- Syeyes: Se não houver separação de poderes e direitos individuais não há constituição.
Visão liberal que não é suficiente para garantir o Estado Democrático de Direito.
- Na visão atual, os direitos e garantias individuais e coletivos são o mínimo constitucional
junto com a separação de poderes.

ESTADO LIBERAL (séc. XVIII – XIX):


- Época de consagração dos direitos individuais e coletivos, direitos de maior força e valia:
vida, liberdade, propriedade, igualdade, segurança.
- Podemos chamá-los de direitos contra o Estado, pois são direitos que buscam proteger o
indivíduo da ação invasiva, abusiva, desrespeitosa do Estado, principalmente no tocante aos
direitos individuais.
- Surgiram contra o absolutismo e são os chamados direitos burgueses.

ESTADO SOCIAL (séc. XX, 1ª metade):


- Com o temor advindo do proletariado e do socialismo, outros direitos passam a ser
reconhecidos. Genericamente direitos sociais.
- Concessão da burguesia ao proletariado, e ao mesmo tempo uma conquista deste.
- Exemplos de Constituições do Estado social: México, 1920, Weimar, 1919.
- Não havia igual proteção aos direitos individuais, tanto que o Nazismo governou com a
Constituição de Weimar.

ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO (séc. XX, 2ª metade):


- Garante os direitos individuais e coletivos (1ª geração), os sociais (2ª geração) e os difusos
e transindividuais (3ª geração).
- Os direitos individuais estão acima de qualquer ataque, daí tornarem-se cláusulas pétreas,
defesa contra o totalitarismo.
- Ex.: Bonn, 1949; Itália, 1948; Portugal, 1976, Espanha, 1977.

PRINCÍPIOS E OBJETIVOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL


ARTS. 1º A 4º

ART. 1º - CAPUT - OS TRÊS PRINCÍPIOS EXPRESSOS.


I – REPÚBLICA: princípio republicano/ forma de governo; idéia de alternância do poder;
Res Publica= valorização da coisa pública. Em nosso estado ter-se-á um zelo maior pela
coisa pública, privilegiando o social.
II – FEDERATIVA: princípio federativo/ forma de Estado; art. 60, $ 4º, I diz sobre a
vedação à modificação da forma de Estado. Cláusula pétrea. Conservar a autonomia dos
entes federados, porém, cedendo a soberania ao poder central. Os entes federados se auto-
organizam.
III – DEMOCRÁTICA: Participação popular, além da alternância de poder, e pelo
parágrafo único fixa-se na própria Constituição que o titular do poder é o povo, os
representantes o exercem em seu nome.
Ainda encontramos no próprio caput, o princípio da vedação a Sessessão e do Estado de
Direito.

No caput do Art. 1º da CF.: - Estado de Direito, Republicano, Federativo, Democrático,


Indissolúvel.

PRINCÍPIOS GERAIS (fundamentos/pilastra do Estado brasileiro)

I - Soberania
II - Cidadania – art. 5º, LXXVII; art. 14, caput; art. 205 (interessa ao Estado que a
população participe, art. 77, CF). Interessa ao próprio estado promover a participação
popular. A idéia do Estado é formar cidadão consciente, participativo.
III – Dignidade da pessoa humana – arts. 170 e 193. Ao se manifestar o Estado busca que
as pessoas tenham uma existência digna, com o mínimo necessário para que isso ocorra.
IV – Valores sociais do trabalho – art. 7º, caput; art.170, caput; art. 193. O povo brasileiro
é trabalhador e a ordem social é fundada no trabalho.
V – Pluralismo político – art. 17, CF. Liberdade na criação e fusão ou extinção de partidos,
dando a liberdade de tendências desde que não firam a própria Constituição.

Art. 2º - Separação e tripartição dos poderes. Cláusula pétrea.

Art. 3º - Objetivos fundamentais: Ineditismo histórico: constituição de objetivos que, em


tese, deverão ser perseguidos e alcançados. È inédito, já que nenhuma outra constituição
jamais fixou objetivos para um Estado. Os incisos I, II e III falam de políticas
constitucionais.
I – construir uma sociedade livre, justa e solidária.
II – garantir o desenvolvimento nacional.
III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

Art. 4º - Princípios de atuação do Estado brasileiro em âmbito externo.


I – independência nacional. (Soberania).
II – prevalência dos direitos humanos. (sentido de comparação, por exemplo, num conflito
entre o econômico e os direitos humanos, o Estado brasileiro privilegia os direitos
humanos).
III – autodeterminação dos povos e IV – não-intervenção. (que cada povo escolha seu
caminho).
V – igualdade entre os Estados.
VI – defesa da paz.
VII – solução pacífica dos conflitos.
VIII – repúdio ao terrorismo e ao racismo. (repudiar, porém não combater fisicamente
como em guerras).
IX – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade.
X – concessão de asilo político.
Parágrafo único: A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica,
política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma
comunidade latino-americana de nações. (em 1987 já havia o germe do mercosul, pode ser
um argumento contra a ALCA).
- Na dúvida em como interpretar a Constituição, devemos ir aos princípios constitucionais
fundamentais, que nos orientam a interpretar toda a Constituição, assim como na
elaboração de novas normas constitucionais.

Art. 5º, CF.

Discriminações positivas: permitidas pela constituição, por exemplo: ao deficiente, pois a


própria constituição no art 3º, III, busca erradicar a marginalização.
Requisitos: necessários a função. A discriminação deve ter critérios de razoabilidade, deve
ser proporcional e razoável. Não se pode para favorecer a minoria, prejudicar a maioria.
Ação Afirmativa: a princípio, constitucional.