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Lista de tributos do Brasil

Impostos Federais

• II - Imposto sobre a importação de produtos estrangeiros


• IE - Imposto sobre a exportação de produtos nacionais ou nacionalizados
• IR - Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza
• IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados
• IOF - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou
Valores Mobiliários
• ITR - Imposto Territorial Rural
• IGF - Imposto sobre Grandes Fortunas (Inexistente em virtude de falta de regulamentação
infraconstitucional)

Impostos Estaduais

• ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços


• IPVA - Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores
• ITCMD - Imposto sobre Transmissões Causa Mortis e Doações de Qualquer Bem ou
Direito
• AIRE - Adicional do Imposto da União Sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza
(extinto)

Impostos Municipais

• IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana


• ITBI - Imposto sobre Transmissão Inter Vivos de Bens e Imóveis e de Direitos Reais a Eles
Relativos
• IVVC - Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos (extinto)
• ISSQN - Impostos sobre Serviços de Qualquer Natureza

Taxas

• Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro


• Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - Lei
10.870/2004
• Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de
consumo nas atividades agropecuárias - Decreto Lei 1.899/1981
• Taxa de Coleta de Lixo
• Taxa de Combate a Incêndios
• Taxa de Conservação e Limpeza Pública
• Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA - Lei 10.165/2000
• Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - Lei 10.357/2001, art. 16
• Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
• Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - Lei 7.940/1989
• Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária - Lei 9.782/1999, art. 23
• Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - Lei
10.834/2003
• Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP
233/2004
• Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
• Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
• Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
• Taxa de Serviços Administrativos – TSA – Zona Franca de Manaus - Lei 9960/2000
• Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da Lei 9933/1999
• Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
• Taxas de Outorgas (Radiodifusão, Telecomunicações, Transporte Rodoviário e Ferroviário,
etc.)
• Taxas de Saúde Suplementar - ANS - Lei 9.961/2000, art. 18
• Taxa de Utilização do SISCOMEX
• Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
• Taxa Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM)
• Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
• Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998

Contribuições
Contribuições trabalhistas ou sobre a folha de pagamento

• INSS (contribuição)
• FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
• PIS/PASEP (contribuição)

Contribuições sobre o faturamento ou sobre o lucro

• COFINS - Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social


• CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

Contribuições sobre movimentações financeiras

• CPMF - Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira

Deixou de ser cobrado em 01 janeiro de 2008.

Contribuições - "Sistema S"

• Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990


• Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Lei 8.621/1946
• Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei
8.706/1993
• Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
• Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
• Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
• Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
• Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP)
• Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993

Outras contribuições

• Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE,
CRQ, etc)
• Contribuição à Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968
• Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT -
Lei 10.168/2000
• Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também
chamado "Salário Educação"
• Contribuição ao Funrural
• Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei
2.613/1955
• Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
• Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
• Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
• Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Combustíveis - Lei
10.336/2001
• Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional
39/2002
• Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional –
CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
• Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral,
vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
• Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa
Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a
Confederativa foi instituída pelo art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória
em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados,
independentemente da contribuição prevista na CLT)
• Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei
Complementar 110/2001

Contribuições de Melhoria
"Contribuição de Melhoria" não deve ser confundida com uma mera contribuição: é espécie
tributária autônoma, definida na própria Constituição Federal.

• Contribuições de Melhoria instituídas pela União


• Contribuições de Melhoria instituídas pelos Estados
• Contribuições de Melhoria instituídas pelo Distrito Federal
• Contribuições de Melhoria instituídas pelos municípios

Empréstimos Compulsórios
Também é espécie tributária autônoma.

• Empréstimo compulsório instituído por ocasião de guerra externa ou de sua iminência; (CF,
Art.148)
• Empréstimo compulsório instituído por ocasião de calamidade pública que exija auxílio
federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; (CF, Art.148)
• Empréstimo compulsório instituído por ocasião de Conjuntura que exija a absorção
temporária de poder aquisitivo. (CTN, Art.15)(Este dispositivo não foi recepcionado pela
Constituição da República de 1988)
• Empréstimo compulsório instituído no caso de investimento público de caráter urgente e de
relevante interesse nacional (CF, Art.148)
Impostos Federais
Imposto de importação
O Imposto de Importação (II) é um imposto brasileiro. É um imposto federal, ou seja, somente a
União tem competência para instituí-lo (Art.153, I, da Constituição Federal).

O fato gerador do Imposto de Importação ocorre quando da entrada de produtos estrangeiros no


território nacional.

O contribuinte do imposto é o importador, ou quem a ele a lei equiparar. Em alguns casos, o


contribuinte é o arrematador.

A alíquota utilizada, depende de ato infralegal, ou seja decreto presidencial, pois sendo extrafiscal,
não esta dentro do principio da legalidade (art. 150, I da CRFB/88). A base de cálculo depende
exclusivamente da alíquota a ser utilizada.

A função do Imposto de Importação é puramente econômica, ou regulatória. Por essa razão, a


Constituição previu que este imposto não precisa obedecer o princípio da anterioridade: ou seja,
alterações nas alíquotas podem valer para o mesmo exercício fiscal (ano) em que tenha sido
publicada a lei que o aumentou. Seguem a mesma linha o IE, o IOF, o IPI, as contribuições sociais e
os chamados "impostos de guerra" (Art. 150, § 1º da Constituição Federal). Em comum, há o fato
de que todos esses tributos são federais.

É um imposto federal, cujo objetivo é regulatório e protecionista. Ele age taxando produtos
produzidos no exterior para que não haja uma concorrência desleal com produtos brasileiros. Ou,
por outro ponto de vista, para que haja uma concorrência desleal a favor dos produtos brasileiros.
Seu fato gerador é a entrada do produto no território brasileiro. Também sofre incidência de
imposto uma mercadoria brasileira exportada que retornar ao país. O cálculo do valor do imposto
pode ser feito de duas formas: 1) quando houver uma alíquota específica quantidade da mercadoria
x alíquota 2) quando não houver uma alíquota◊ o valor será estipulado segundo um percentual do
valor de mercado◊específica da mercadoria. O sujeito passivo do imposto de importação é o
importador, pessoa que provocar a entrada de mercadoria estrangeira no território brasileiro. O
sujeito ativo é o Estado em que o sujeito passivo estiver estabelecido.

Imposto de Exportação
O IE (ou Imposto de Exportação) é um imposto brasileiro. É um imposto federal, ou seja, somente a
União tem competência para instituí-lo (Art.153, II, da Constituição Federal).

O fato gerador do Imposto de Exportação ocorre quando da saída de produtos nacionais (ou
nacionalizados) para o exterior.

O contribuinte do imposto é o exportador, ou quem a ele a lei equiparar. .

A alíquota utilizada depende da lei que o instituir, e do produto que foi importado. A base de
cálculo depende exclusivamente da alíquota a ser utilizada.

A função do Imposto de Exportação é puramente econômica.


Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza
O Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR, ou Imposto de Renda) é um
imposto brasileiro, com similares na maior parte do mundo. Cobrado desde a década de 20, durante
muitos anos adotou a forma cedular inspirada no modelo francês, considerada por muitos
especialistas como mais justa. Mas a partir da década de 70, muitas alterações foram feitas com o
objetivo de se aumentar a arrecadação O Imposto de Renda é cobrado pela modalidade de
homologação: o contribuinte prepara uma declaração anual de quanto deve do imposto, sendo que
esses valores deverão ser homologados pelas autoridades tributárias.

Para a declaração de 2007, referente ao exercício ou ano-calendário de 2006, o limite de isenção


para pessoas físicas foi de ganhos até R$ 14.992,32, ou seja, R$ 1.249,36 mensais. Para os valores
acima disso, a alíquota varia de 15% ate 27,5% dos rendimentos.

Características principais
É um imposto federal, ou seja, somente a União e RFB tem competência para instituí-lo (Art.153,
III, da Constituição Federal).

O 'fato gerador' do Imposto de Renda, conforme o Código Tributário Nacional (CTN), É a


aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de renda. De Renda, assim entendido o produto
do Capital, do trabalho ou da combinação de ambos; de proventos de qualquer natureza, assim
entendidos os acréscimos patrimoniais.

O 'contribuinte' do imposto é:

• Pessoa física (IRPF)


• Pessoa Jurídica (IRPJ)

Há ainda um grupo particular de contribuintes, chamados de "equiparados a pessoas jurídicas" ou


seja, para outros direitos principalmente privados esses contribuintes seriam definidos como
"pessoas físicas", mas, para o direito tributário, eles são tributados como "pessoas jurídicas". Como
exemplo, temos as firmas individuais.

A 'alíquota' utilizada depende do contribuinte, e do valor de sua renda.

A 'base de cálculo' é o montante real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos


tributáveis (vide "modalidades").

Os 'criterios' são Generalidade(subjetivo), Universaliadade (objetivo)e Progressividade (aliquotas).


A ' incidencia do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da
localização, condição juridica ou nacionalidade da fonte de origem e da forma de percepção
(CTN, art.43 Para as pessoas físicas, a base de cálculo são os rendimentos - tudo o que foi
recebido. Alguns tipos de despesas são possíveis de serem abatidos, como os com saúde e, para os
profissionais liberais, os gastos necessários à sua atividade registrados em livro caixa. As despesas
com educação e com dependentes, no passado, permitiam generosos descontos, mas, ano após ano,
a legislação se tornou menos permissiva e hoje só é possível um pequeno desconto relativo a esses
gastos. Até um determinado valor de renda anual, o contribuinte pessoa física é isento. Hoje, a
isenção é até R$ 1.257,12 (mil duzentos e cinquenta e sete) reais mensais. A partir daí, e de forma
crescente, incide imposto à alíquota de 15% e de 27,5%.

Para as pessoas jurídicas, a base de cálculo é o lucro - a receita menos a despesa. Na prática,
somente as grandes empresas realizam essa conta, o chamado regime de apuração do lucro real. As
empresas menores quase todas apuram o imposto pelo montante de lucro presumido - um percentual
aplicado sobre o total da receita, conforme o ramo de atividade. A alíquota para as pessoas
jurídicas, não importa se lucro real ou lucro presumido, é de 15%. Há um adicional de 10% sobre o
montante que ultrapassa R$ 20.000,00 (vinte mil reais) ao mês - o que dá 25%.

Somada à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, hoje em 9%, na prática as grandes empresas
pagariam 34% sobre o seu lucro - uma quantia bem razoável. Ocorre que, com base em uma série
de vantagens fiscais, muitas empresas conseguem por vias legais ou quase ilegais, não pagar
Imposto de Renda.

Há 'isenções' e reduções para empresas que se instalam em certas regiões, calculadas com base no
Lucro da Exploração, aproveitamento de prejuízos fiscais de exercícios anteriores, incentivo fiscal
para investimentos em cultura, entre outros. As empresas também podem usar a figura do
pagamento de "juros sobre capital próprio" para distribuir parcela do lucro a sócios pessoas físicas
com a retenção na fonte de 15% e sem nenhuma outra incidência. Pessoas físicas assalariadas, no
enquanto, sofrem retenção na fonte à alíquota de marginal de até 27,5%, mais um outro montante
para a Previdência Social.

As microempresas têm um tratamento tributário privilegiado, o SIMPLES NACIONAL, que


abrange os mais importantes tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e IPI), além de tributos
estaduais e municipais, e é pago também sobre uma porcentagem das receitas, crescente conforme o
tamanho da empresa. A principal vantagem do SIMPLES é para as empresas com atividade
intensiva em mão-de-obra, pois, nesta modalidade, elas não sofrem a incidência da cota patronal da
contribuição previdenciária (20% sobre os salários).

Modalidades
• Imposto de renda retido na fonte (IRRF): Esse imposto teve origem em tributação de
operações em que não havia obrigatoriedade de identificação de contribuintes. Atualmente,
ele é mais utilizado como uma forma de antecipação do imposto, ou seja, o contribuinte
recolhe o imposto durante o ano sobre diversos rendimentos: salários, alienações de bens,
etc. E no final do ano, declarará o que já recolheu e o que seria de fato devido. Nesse caso,
se o contribuinte for pessoa física poderá ter uma restituição; ou se for uma pessoa jurídica,
um crédito tributário. Uma segunda forma do imposto de renda na fonte é a da cobrança
exclusiva na fonte: a tributação sobre a gratificação de Natal segue essa modalidade. Com
isso, o contribuinte não terá direito a eventual restituição sobre o tributado, mas em
compensação o cálculo do imposto permite uma tributação menor, pois não será somado aos
salários do mês, o que poderia causar a obrigatoriedade de uma alíquota maior da tabela
progressiva. Uma terceira forma de imposto de renda na fonte é a redução do imposto
devido em uma determinada operação.
• Imposto de renda sobre o lucro real anual e estimativa: Forma de apuração do imposto
de renda da pessoa jurídica no qual se recolhe o imposto antecipadamente com base em
percentuais sobre a receita bruta ou em balancetes mensais de redução / suspensão, com
alguns ajustes. Ao final do exercício, apura-se o lucro real anual e o imposto devido,
podendo deduzir as antecipações já recolhidas.
• Imposto de renda sobre o lucro real trimestral: Se recolhe os impostos sobre balanços
trimestrais, ou seja, nesse caso não se considera uma antecipação mas o imposto devido da
pessoa jurídica.
• Imposto de renda sobre o Lucro Presumido: Imposto trimestral em definitivo, mas
calculado sobre as Receitas escrituradas na contabilidade ou em um Livro Caixa expandido
(que inclui a movimentação bancária). Dispensa a manutenção de um sistema contábil
completo e de um contabilista, o que acaba por ser polêmico pois aos contabilistas se
reservam as atribuições contábeis, mesmo quando simplificadas. Além disso para fins de uso
do mercado bancário e outros, sempre se exige das empresas um balanço assinado por
contabilista responsável.
O imposto de renda é um imposto cobrado por vários países, onde cada pessoa ou empresa é
obrigada a deduzir uma dada percentagem de sua renda média anual para o governo. Esta
percentagem pode variar de acordo com a renda média anual, ou pode ser fixa em uma dada
percentagem.

No Brasil, o imposto de renda é cobrado (ou pago) mensalmente (existem alguns casos que a
mensalidade é opcional pelo contribuinte) e no ano seguinte o contribuinte prepara uma declaração
de ajuste anual de quanto deve do imposto (ou tem restituição de valores pagos a mais), sendo que
esses valores deverão ser homologados pelas autoridades tributárias. Os contribuintes se dividem
em:

1. Imposto sobre Renda de Pessoa Física (IRPF)


2. Imposto sobre Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ)

Para o ano de 2005, o limite de isenção para pessoas físicas foi de ganhos até R$ 13.965,00 neste
ano, ou seja, R$ 1.163,00 mensais. Para o ano de 2006, o limite de isenção para pessoas físicas foi
de ganhos até R$ 14.992,32. Entre os valores de R$ 14.992,33 e 29.958,88, a alíquota aplicável é de
15%, e do resultado desconta-se a parcela de R$ 2.248,87. Valores acima aplica-se à alíquota de
27,5%, descontando-se do resultado a quantia de R$ 5.993,73, encontrando-se o valor devido do
Imposto de Renda. receita (economia) rendimentos.

Imposto sobre Renda de Pessoa Física entre 2007 e 2010


Entre 2007 e 2010, a tabela do IRPF brasileiro é a seguinte:

Ano Base de Cálculo Alíquota Parcela a deduzir do IR


Até R$ 1.313,69 (isento) (isento)
2007 De R$ 1.313,70 até R$ 2.625,12 15% R$ 197,05
Acima de R$ 2.625,13 27,5% R$ 525,19
Até R$ 1.372,81 (isento) (isento)
2008 De R$ 1.372,82 até R$ 2.743,25 15% R$ 205,92
Acima de R$ 2.743,25 27,5% R$ 548,82
Até R$ 1.434,59 (isento) (isento)
2009 De R$ 1.434,60 até R$ 2.866,70 15% R$ 215,19
Acima de R$ 2.866,70 27,5% R$ 573,52
Até R$ 1.499,15 (isento) (isento)
2010 De R$ 1.499,20 até R$ 2.995,70 15% R$ 224,87
Acima de R$ 2.995,70 27,5% R$ 599,34
Imposto sobre Produtos Industrializados
O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é um imposto brasileiro. É um imposto federal,
ou seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, IV, da Constituição Federal).

Suas disposições estão descritas através do Decreto 4544 de 2002(RIPI/2002), incidindo sobre
produtos industrializados, estrangeiros e nacionais.

O fato gerador do IPI ocorre em um dos seguintes momentos:

• com o desembaraço aduaneiro do produto importado


• com a saída do produto industrializado do estabelecimento do
importador, do industrial, do comerciante ou do arrematador.
• com a arrematação do produto apreendido ou abandonado,
quando este é levado a leilão.

Os contribuintes do imposto podem ser o importador, o industrial, o comerciante ou o arrematador,


ou a quem a lei os equiparar, a depender do caso. A alíquota utilizada variam conforme o produto.
Determinado produto tanto pode ser isento, quanto ter alíquota de mais de 300% (caso de cigarros).
As alíquotas estão dispostas na Tipi (Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados). A base de cálculo depende da transação. No caso de venda em território nacional,
a base de cálculo é o preço de venda. No caso de importação, a base de cálculo é o preço de venda
da mercadoria, acrescido do Imposto de Importação e demais taxas exigidas (frete, seguro, etc).

A principal função do IPI é fiscal, embora ele seja um imposto seletivo: em caso de produtos que o
governo queira estimular, ele pode isentá-lo do IPI. No caso de produtos que o governo queira frear
o consumo (caso do cigarro, bebidas e produtos de luxo, por exemplo), o governo pode colocar
alíquotas proibitivas. Como as alíquotas de IPI são fixadas pelo Poder Executivo, ele também é
utilizado ostensivamente pelo Governo Federal para fazer política econômica com montadoras de
automóveis. http://www.portaltributario.com.br/tributos/ipi.html

Imposto sobre operações financeiras


O Imposto sobre operações financeiras (IOF, que incide sobre operações de crédito, de câmbio e
seguro e operações relativas a títulos e valores mobiliários) é um imposto brasileiro. É um imposto
federal, ou seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, V, da Constituição
Federal). O fato gerador do IOF ocorre em um dos seguintes momentos:

• nas operações relativas a títulos mobiliários quando da emissão, transmissão, pagamento ou


resgate destes títulos
• nas operações de câmbio, na efetivação do pagamento ou quando colocado à disposição do
interessado
• nas operações de seguro, na efetivação pela emissão de apólice ou recebimento do prêmio
• nas operações de crédito, quando da efetivação de entrega parcial ou total do valor que
constitui o débito, ou quando colocado à disposição do interessado (neste item inclui-se o
IOF cobrado quando do saque de recursos colocados em aplicação financeira, quando
resgatados em menos de 30 dias)

Os contribuintes do imposto são as partes envolvidas nas operações. As alíquotas utilizadas


podem ser fixas, variáveis, proporcionais, progressivas ou regressivas.

A base de cálculo depende da operação:


• Nas operações de crédito, é o montante da obrigação.
• Nas operações de seguro, é o montante do prêmio.
• Nas operações de câmbio, é o montante em moeda nacional.
• Nas operações relativas a títulos e valores mobiliários, é o preço ou o valor nominal ou o
valor de cotação na Bolsa de Valores.

A principal função do IOF é ser um instrumento de manipulação da política de crédito, câmbio,


seguro e valores imobiliários. Como exemplo de que isso é real, temos o caso do IOF sobre
rendimentos obtidos em aplicações financeiras: a partir do primeiro dia da aplicação, a alíquota do
IOF vai diminuindo progressivamente, até zerar no 30º dia. Com isso, o governo desestimula a
“ciranda financeira” entre aplicações. Com o fim da CPMF o governo anunciou alterações
percentuais em alguns impostos, dentre eles o IOF.

Imposto territorial rural


O imposto territorial rural (ITR) é um imposto brasileiro. Federal, de competência exclusiva da
União conforme (Art.153, VI, da Constituição Federal).

O fato gerador do Imposto Territorial Rural ocorre quando há o domínio útil ou a posse do imóvel,
localizado fora do perímetro urbano do município. Os contribuintes do imposto podem ser o
proprietário do imóvel (tanto pessoa física quanto pessoa jurídica, o titular do seu domínio útil ou o
seu possuidor a qualquer título. A alíquota utilizada varia com a área da propriedade e seu grau de
utilização. A base de cálculo é o valor da terra sem qualquer tipo de benfeitoria ou beneficiamento
(inclusive plantações): ou seja, é o valor da terra nua.

A função do Imposto de Territoria Rural é extrafiscal. Funciona como instrumento auxiliar de


disciplinamento do poder público sobre a propriedade rural. Parte da receita vai para o município
arrecadador e Estado, na proporção variável, conforme o ente fiscalizador atuante for mais
expresivo, ou seja quem fiscaliza leva o maior pedaço do Imposto. Na Década de 1990, o ITR foi
bem utilizado como ignitor de política pública: o ITR passou a ser muito maior para propriedades
não-produtivas. Essa medida ajudou a acabar com o "latifúndio improdutivo" (grandes propriedades
que nada produziam, e serviam como reserva financeira ou para especulação). Os latifúndios
improdutivos eram uma realidade secular no Brasil, sendo bandeira de luta política e militância. O
ITR mais alto fez com que o latifúndio improdutivo deixasse de ser interessante economicamente.
Este foi um dos motivos do recente "boom" do agronegócio brasileiro a partir da Década de 1990.

Imposto sobre grandes fortunas


O Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) é um imposto brasileiro. É um imposto federal, ou
seja, somente a União tem competência para instituí-lo (Art.153, VII, da Constituição Federal).

Embora esteja definido na Constituição, o IGF ainda não foi regulamentado por lei complementar, e
portanto até o segundo semestre de 2007, ainda não havia começado a ser cobrado.

O contribuinte do imposto, assim como a alíquota utilizada e a base de cálculo ainda não foram
definidas por lei complementar.
Impostos Estaduais

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços


O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) é um imposto
estadual, ou seja, somente os Governos dos Estados do Brasil e do Distrito Federal têm competência
para instituí-lo (Conforme: Art.155, II, da Constituição de 1988). O campo de incidência do ICMS é
definido, na origem, pela própria Constituição Federal, em seu Art.155.

A Constituição atribuiu competência tributária competência à União para criar uma lei geral sobre o
ICMS, através de Lei Complementar (Lei Complementar 87/1996, a chamada "Lei Kandir"). A
partir dessa lei geral, cada Estado institui o tributo por lei ordinária, o chamado "regulamento do
ICMS" ou "RICMS", que é uma consolidação de toda a legislação sobre o ICMS vigente no Estado,
e é aprovada por Decreto do Governador.

Cada uma dessas leis está numa hierarquia, capitaneada pela Constituição Federal e que segue pela
Lei Complementar, a Lei Ordinária e até o RICMS. Nenhuma dessas leis pode criar obrigações que
não estejam contidas nas leis superiores a ela, sob pena de serem inválidas.

Fato gerador

O principal fato gerador para a incidência do ICMS é a circulação de mercadoria.

O simples fato de a mercadoria sair do estabelecimento de contribuinte já caracteriza o fato gerador.


Não importa se a venda se efetivou ou não, mas sim se ocorreu a circulação da mercadoria (ainda
que para outro estabelecimento do mesmo titular); trata-se de uma situação de fato, não
simplesmente de uma situação jurídica.

Imposto sobre a propriedade de veículos automotores


O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) é um imposto brasileiro.

É um imposto estadual, ou seja, somente os Estados e o Distrito Federal têm competência para
instituí-lo (Art.155, III da Constituição Federal).

O IPVA tem como fato gerador a propriedade do veículo automotor (automóveis, motocicletas,
embarcações, aeronaves, etc). Os contribuintes do imposto são os proprietários de veículos
automotores. A alíquota utilizada é determinada por cada governo estadual, com base em critério
próprio. A base de cálculo é o valor venal do veículo, estabelecido pelo Estado que cobra o imposto.

A função do IPVA é exclusivamente fiscal. Em 2005, o estado que cobrava a maior alíquota era São
Paulo, com 4% sobre o valor venal do veículo. Outros Estados têm sua alíquota variando entre 1% e
3%.

O Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) é um


imposto estadual brasileiro, devido por toda pessoa física ou jurídica que receber bens ou direitos
como herança, diferença de partilha ou doação. No estado de São Paulo, o imposto incide desde
2001, tendo sido instituído pela Lei nº 10.705. Ela especifica que estão isentas do imposto as
transmissões por doação cujo valor não ultrapasse 2.500 UFESP (R$ 34.825,00 - Valor da Ufesp
para 2006: R$ 13,93). Em se tratando de herança, são isentas aquelas em que o valor total do
patrimônio partilhado (inventariado) não supere 7.500 UFESP (R$ 104.475,00). As alíquotas são de
2,5% e 4%. Até o montante de 12.000 UFESP's (R$ 167.160,00) aplica-se a alíquota de 2,5%,
acima disso, aplica-se a alíquota de 4%.

O AIRE (ou Adicional do Imposto da União sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza) era
um imposto brasileiro, da esfera estadual, ou seja, somente os Estados e o Distrito Federal tinham
competência para instituí-lo (Art.155, II, da Constituição Federal). O AIRE tinha como fato gerador
o pagamento do Imposto de Renda. Os contribuintes do imposto eram as pessoas físicas ou
jurídicas, com domicílio no território do Estado, que pagavam o imposto federal. A alíquota
utilizada variava de um Estado para outro. A base de cálculo era o montante devido à União, a título
de IR. A função do AIRE era meramente fiscal.

Devido a sua aplicação depender de legislação estadual, cada Estado passou a cobrar o imposto de
acordo com seus interesses, o que fez com que não se chegasse a um consenso em nível federativo
sobre os aspectos interestaduais. O imposto acabou por ser extinto em 1993.

Impostos Municipais
Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana
O Imposto sobre a propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) é um imposto brasileiro
instituído pela Constituição Federal. Atualmente ele é definido pelo artigo 156 da Constituição de
1988, que caracteriza-o como imposto municipal, ou seja, somente os municípios têm competência
para aplicá-lo. A única exceção ocorre no Distrito Federal, unidade da federação que tem as
mesmas atribuições dos Estados e dos municípios.

O IPTU tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de propriedade imóvel
localizado em zona urbana ou extensão urbana. Em caso de áreas rurais, o imposto sobre a
propriedade do imóvel é o ITR. Os contribuintes do imposto são as pessoas físicas ou pessoas
jurídicas que mantém a posse do imóvel, por justo título. A função do IPTU é tipicamente fiscal.
Sua finalidade é a obtenção de recursos financeiros para os municípios. No Brasil, o IPTU costuma
ter papel de destaque entre as fontes arrecadatórias municipais, figurando muitas vezes como a
principal origem das verbas em municípios médios, nos quais impostos como o ISS (Imposto Sobre
Serviços, outro imposto municipal brasileiro de considerável importância) possuem menor base de
contribuintes.

A base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel, que deve ser entendido como seu valor de
venda em dinheiro à vista, ou como valor de liquidação forçada. É diferente de seu valor de
mercado, onde o quantum é ditado pela negociação, aceitação de parte do preço em outros bens,
entre outros artifícios, enquanto aquele, isto é, o valor venal, é ditado pela necessidade de venda do
imóvel em dinheiro à vista e em curto espaço de tempo. Por isso, o valor venal de um imóvel pode
chegar a menos de 50% de seu valor de mercado. A alíquota utilizada é estabelecida pelo legislador
municipal, variando conforme o município.

O papel social do IPTU


O IPTU é considerado uma ferramenta de promoção da função social da propriedade privada no
Brasil. O artigo 182 da Constituição Federal de 1988 define esta função, o que, na história do
Brasil, é considerado fato inédito. A partir de 2001, porém, o Estatuto das Cidades, que estabeleceu
as diretrizes gerais da política urbana e foi instituido pela Lei nº 10.257, de 10 de julho 2001, passa
a regulamentar esta função social e estabelece uma série de instrumentos urbanísticos a serem
aplicados pelas prefeituras como forma de sua promoção.
Entre estes instrumentos se encontra a progressividade do IPTU ao longo do tempo. O instrumento,
normalmente conhecido como IPTU progressivo no tempo, determina que qualquer propriedade
privada urbana que não esteja, comprovadamente, cumprindo sua função social possa ser
gradativamente mais taxada, com um valor cada vez mais superior ao valor de base. Após a
regulamentação dos Artigos 182 e 183 da Constituição Federal pelo Estatuto das Cidades, a alíquota
máxima a ser aplicada para cobrança do IPTU progressivo no tempo foi definida em 15%
(Parágrafo 1º do Artigo 7, Seção III). Segundo os especialistas de urbanismo e planejamento urbano
que defendem o Estatudo das Cidades, este instrumento faz com que os típicos grandes terrenos
ociosos existentes nas cidades brasileiras, mantidos vazios devido ao interesse especulativo de seus
proprietários, tenham dois encaminhamentos: de um lado, o proprietário pagará uma contraparte
onerosa maior ao Poder Público (a qual seria, idealmente, investida em iniciativas de acesso à terra
e à moradia) e por outro lado, o proprietário finalmente venderia o imóvel e interromperia o
processo especulativo. A implementação do IPTU progressivo, tradicionalmente identificada com
partidos situados à esquerda do espectro político, porém, tem sido duramente criticada por diversos
setores da sociedade.

Imposto sobre a transmissão de bens imóveis


O imposto sobre a transmissão de bens imóveis e de direitos a eles relativos (ITBI) é um
imposto brasileiro, de competência municipal, ou seja, somente os municípios têm competência
para instituí-lo (Art.156, II, da Constituição Federal).

O ITBI tem como fato gerador a transmissão, ‘‘inter vivos’’, a qualquer título, de propriedade ou
domínio útil de bens imóveis; quando há a transmissão a qualquer título de direitos reais sobre
imóveis, exceto os direitos reais de garantia; ou quando há a cessão de direitos relativos às
transmissões acima mencionadas. No caso da transmissão ser por herança (‘‘Causa mortis’’), o
ITBI não é cobrado; ao invés dele, será cobrado o ITD (que é um imposto estadual).

O contribuinte do imposto é qualquer uma das partes na operação. A alíquota utilizada é fixada em
Lei ordinária do município competente. A base de cálculo é o valor venal dos bens ou direitos
transmitidos à época da operação. A função do ITBI é predominantemente fiscal. Sua finalidade é a
obtenção de recursos financeiros para os municípios.

O Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos (IVVC) é um extinto


imposto brasileiro. Era um imposto municipal, ou seja, somente os municípios tinham competência
para instituí-lo (Art.156, III, da Constituição Federal). O IVVC estava previsto na redação original
da Constituição de 1988, mas foi extinto pela Emenda Constituicional nº 3, de 1993. O IVVC tinha
como fato gerador a venda, a varejo, de combustíveis líquidos ou gasosos, exceto vendas de óleo
diesel e gás liquefeito para uso domiciliar. Os contribuintes do imposto eram as pessoas físicas ou
pessoas jurídicas que vendiam combustíveis líquidos ou gasosos a varejo.

A alíquota utilizada era estabelecida pelo legislador municipal, mas não poderia ser superior a três
por cento. A base de cálculo era o preço de venda, a varejo, dos combustíveis líquidos ou gasosos.

A função do IVVC era tipicamente fiscal. Sua finalidade é a obtenção de recursos financeiros para
os municípios. A grande fonte de arrecadação sobre os derivados de petróleo, no entanto, não foi
deixada pelo Brasil. Além da incidência do IPI, sobre os produtos industrializados, e do ICMS,
sobre mercadoria, conceitos em que os derivados de petróleo se encaixam, hoje se cobra ainda o
CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) especificamente sobre os derivados
em petróleo.

O imposto sobre serviços de qualquer natureza com exceção dos impostos compreendidos em
Circulação de Mercadorias.(ICMS), conf art. 155 II da CF/88 (ISSQN ou ISS) é um imposto
brasileiro. É um imposto municipal, ou seja, somente os municípios têm competência para instituí-
lo (Art.156, IV, da Constituição Federal). A única exceção é o Distrito Federal, unidade da
federação que tem as mesmas atribuições dos Estados e dos municípios. O ISSQN tem como fato
gerador a prestação (por empresa ou profissional autônomo) de serviços descritos na lista de
serviços da Lei Complementar nº 116 (de 31 de julho de 2003). Como regra geral, o ISSQN é
recolhido ao município em que se encontra o estabelecimento do prestador. O recolhimento
somente é feito ao município no qual o serviço foi prestado (ver o artigo 3º da lei complementar
citada) no caso de serviços caracterizados por sua realização no estabelecimento do cliente
(tomador), por exemplo: limpeza de imóveis, segurança, construção civil, fornecimento de mão-de-
obra. Os contribuintes do imposto são as empresas ou profissionais autônomos que prestam o
serviço tributável, mas os municípios e o Distrito Federal podem atribuir às empresas ou indivíduos
que tomam os serviços a responsabilidade pelo recolhimento do imposto. A alíquota utilizada é
variável de um município para outro. A União, através da lei complementar citada, fixou alíquota
máxima de 5% (cinco por cento) para todos os serviços. A alíquota mínima é de 2% (dois por
cento), conforme o artigo 88, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, da Constituição
Federal.

A base de cálculo é o preço do serviço prestado. A função do ISSQN é predominantemente fiscal.


Mesmo não tendo alíquota uniforme, não podemos afirmar que se trata de um imposto seletivo.

o ISS não incide sobre locação de bens móveis, conforme jurisprudência do STF. (RE 116.121, Rel.
Min. Marco Aurélio). O ISS é devido ao município em que o "serviço é positivamente prestado,
ainda que o estabelecimento prestador esteja situado em outro município" (Roque Carrazza). No
entanto, cabe ressaltar que a Primeira Seção do STJ pacificou "o entendimento de que, para fins de
incidência do ISS, importa o local onde foi concretizado o fato gerador, como critério de fixação de
competência e exigibilidade do crédito tributário, ainda que se releve o teor do art. 12, alínea "a", do
Decreto-Lei nº 406/68." (AgRg no REsp 334188, DJ 23.06.2003 p. 245). "O ISS incide na operação
de arrendamento mercantil de coisas móveis" (Súmula 138 do STJ). "O ISS incide sobre o valor dos
serviços de assistência médica, incluindo-se neles as refeições, os medicamentos e as diárias
hospitalares" (Súmula 274 do STJ).

Contribuições
Contribuições trabalhistas ou sobre a folha de pagamento
Instituto Nacional do Seguro Social
O Instituto Nacional do Seguro Social, ou simplesmente INSS, é a autarquia competente no Brasil
para o recebimento de contribuições para a manutenção do Regime Geral da Previdência social,
sendo responsável pelo pagamento da aposentadoria, pensão por morte, auxílio doença, auxílio
acidente, entre outros benefícios previstos em lei. O INSS trabalha junto com a DATAPREV,
empresa de tecnologia que faz o processamento de todos os dados da previdência. Está subordinado
ao Ministério da Previdência Social. Além do Regime Geral, os Estados e Municípios podem
instituir os seus regimes próprios, financiados por contribuições específicas.

Cobrança das contribuições

Parte das contribuições são efetivadas por desconto na folha de pagamento, antes do funcionário da
empresa receber o valor total de seu salário. Mas existe um limite máximo para o desconto do
INSS. Quando o empregado tiver como salário um valor superior ao limite máximo de contribuição,
só é admissível descontar do salário um valor estabelecido, chamado de teto. Todos os meses, o
funcionário terá descontado na sua folha de pagamento o valor referente ao INSS. As porcentagens
de desconto irão variar dependendo do salário de cada um. As leis trabalhistas mudam com uma
certa freqüência, por isso, a tabela de descontos do INSS no atual momento é:
Tabela (a partir de JANEIRO/2008)
Faixa Salarial Alíquota
de até R$ 868,29 8,00%
de R$ 868,30 a R$ 1.447,14 9,00%
de R$ 1.447,15 a R$ 2.894,28 11,00%

Limite máximo de desconto: R$ 318,37

Valor deduzido junto com os dependentes, para calculo de I.R.P.F

Além do valor deduzido na fonte, conforme a tabela acima, a empresa tem que recolher a
titulo de INSS 20% do valor da folha, independente de terem salários acima do teto máximo
definido.

Pagamento de benefícios
A Previdência Social, por intermédio do INSS, oferece 11 modalidades de benefícios
previdenciários, 1 benefício assistencial e 2 serviços previdenciários. São eles:

Benefícios Previdenciários:

Aposentadoria por idade, com 60 anos para mulheres e 65 anos para homens
Aposentadoria por invalidez
Aposentadoria por tempo de contribuição
Aposentadoria especial
Auxílio-doença
Auxílio-acidente
Auxílio-reclusão, para pessoas que cometeram algum delito/ infração e estão reclusas
Pensão por morte
Salário-maternidade, na gravidez
Salário-família, para complementar a renda familiar concedida a menores de 14 anos que
frequentam a escola.
Benefício Assistencial ao Idoso e ao Deficiente
Serviços Previdenciários
Reabilitação Profissional
Serviço Social.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço


O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é constituído pelo total dos depósitos
mensais que os empregadores depositam nas contas FGTS abertas na Caixa Econômica Federal em
nome dos seus empregados, cuja finalidade é dar suporte financeiro aos trabalhadores,
principalmente na hipótese de demissão sem justa causa, mas também em outra situações
específicas. Os recursos do FGTS são destinados ainda para aplicações nas áreas de habitação,
saneamento e infra-estrutura. Até 1966, todo empregado que cumprisse 10 anos de trabalho em uma
empresa tornava-se estável, e apenas poderia ser demitido por justa causa ou em troca do
pagamento de uma indenização. Como essa indenização acabava representando um valor muito
elevado, para o qual os empregadores não se preparavam, na prática, muitos trabalhadores eram
demitidos pouco antes de completarem o decênio ou simplesmente não era pagos e eram obrigados
a reclamarem seu direito na justiça. Apontado como encargo que onerava as empresas e não
favorecia os empregados, a saída adotada foi a criação do FGTS, em alternativa à estabilidade,
como um fundo que os empregadores mantinham durante o contrato e pelo qual os empregados
poderiam optar. A partir de 1988, com a extinção da estabilidade no emprego para empregados de
empresas privadas, todos os trabalhadores contratados são obrigatoriamente filiados ao FGTS.

Funcionamento
Todo trabalhador registrado possui uma conta FGTS na Caixa Econômica Federal, onde o
empregador deve depositar o valor referente a 8%[1] do salário bruto desse trabalhador referente a
data base, sendo que 0,5% é para a contribuição social.

O Recolhimento do FGTS com a alíquota de 8% somente é aplicada nos seguintes casos:

1) Empresas inscritas no SIMPLES Federal desde que a receita bruta não ultrapasse o limite de R$
1.200.000,00;

2) Pessoas físicas, em relação à remuneração de empregados domésticos; e

3) Pessoas físicas, em relação à remuneração de empregados rurais, desde que sua receita bruta
anual não ultrapasse o limite de R$ 1.200.000,00.

Quando o trabalhador é demitido sem justa causa, o empregador é obrigado a fazer o depósito a
título de multa rescisória na conta do trabalhador, essa multa é no valor de 50%, dos quais 40% para
o saldo total do trabalhador no momento da demissão (levando em conta que todos depósitos
mensais tenham sido realizados) e 10% a título de contribuição social, Ficando isento dos 10%
unicamente os empregadores domésticos que optaram por recolher o FGTS do empregado, única
possibilidade, inclusive, em que o depósito do FGTS é facultativo. Por ser categorizada como
poupança, essa conta recebe no dia 10 de cada mês rendimentos e atualização monetária. A taxa de
juros é de 3% ao ano.

Solicitação do Saque

Quando há rescisão de contrato, cabe ao empregador comunicar o ocorrido à CAIXA por meio do
canal eletrônico Conectividade Social. Em até 5 dias úteis, munido da documentação exigida, o
trabalhador poderá sacar seu benefício. Nos demais casos, a solicitação de saque é feita pelo
trabalhador ou seu representante, que comparece a uma agência da CAIXA portando os documentos
devidos. O saque também é liberado em até 5 dias úteis.

Realização do saque

O saque dos recursos do FGTS pode ser feito em qualquer agência da CAIXA. Nos locais onde não
houver agência da CAIXA, o saque será efetuado no banco conveniado onde foi feita a solicitação
do benefício. Na ocasião, o trabalhador cujo contrato de trabalho foi rescindido deve portar a
documentação exigida.

Regras para Saque


Em caso de demissão sem justa causa:

• Após realizada a homologação de demissão junto ao Ministério do Trabalhado (ou


sindicato), quando necessário. A homologação será obrigatória no caso de contrato de
trabalho que ultrapasse um ano de duração.

Com demissão por justa causa:


• O trabalhador somente terá direto de saque passados 3 anos da demissão e se o mesmo não
tiver tido mais nenhum trabalho registrado. Ou seja, deverá passar por um período de três
anos fora do regime do FGTS. Além disso, o trabalhador deverá procurar a Caixa
Econômica Federal a partir do mês de seu aniversário.

Aquisição da casa própria:

• Caso o trabalhador tenha mais de dois anos de contribuição, pode usar o saldo como
complemento para compra/quitação de casa própria, caso o mesmo ainda não possua casa
própria.

• O saldo também pode ser usado para aquisição de material para construção.

• Esse item possui regras específicas, vale buscar informações atualizadas junto a Caixa
Econômica Federal

Portadores de doenças terminais:

• Trabalhadores que portem doenças como a SIDA (Aids no Brasil) e Câncer podem entrar
com ação para saque do fundo. Deverá o trabalhador comparecer à Caixa com biópsia
médica e um atestado no qual conste descrição e CID da doença, carimbo, assinatura e CRM
do médico responsável, além da CTPS.

Em casos de calamidades públicas como enchentes, também pode ser sacado o FGTS, desde que
autorizado por Lei.

Programa de Integração Social


O Programa de Integração Social, mais conhecido como PIS, é uma contribuição social de
natureza tributária, devida pelas pessoas jurídicas, com objetivo de financiar o pagamento do
seguro-desemprego e do abono para os trabalhadores que ganham até dois salários mínimos.

Quando foi instituído, o PIS tinha a finalidade de promover a integração do empregado na vida e no
desenvolvimento das empresas, viabilizando melhor distribuição da renda nacional. Atualmente o
abono do PASEP (funcionários públicos) é pago no Banco do Brasil, enquanto que o abono do PIS
(funcionários de empresas privadas) é feito na Caixa Econômica Federal.

O PIS foi criado pela Lei Complementar 07/70 (para beneficiar os trabalhadores), enquanto o
PASEP foi criado pela Lei Complementar 08/70 (para beneficiar os funcionários públicos). O
primeiro agente arrecadador do PIS foi a Caixa Econômica Federal. Inicialmente havia 4 (quatro)
modalidades de cobrança do PIS:

• PIS sobre Faturamento, definido posteriormente pelo CMN como as Receitas Brutas ditadas
pela legislação do Imposto de Renda;

• PIS sobre Prestação de Serviços, que não era considerado Faturamento, embora houvesse a
duplicata de serviços;

• PIS Repique, que era calculado com base no imposto de renda, devido também pelos
prestadores de serviço); e

• PIS sobre folha de pagamentos, para as entidades sem fins lucrativos mas que eram
empregadoras.
Mais tarde o PIS passou a ser arrecadado pela Secretaria da Receita Federal e passou por várias
reformas legais: em 1988, por intermédio de Decretos-lei foi eliminado o PIS Repique, mas em
compensação passou-se a incluir no faturamento outras receitas operacionais, procurando tributar as
empresas que possuíam grandes ganhos financeiros em função da hiperinflação brasileira. Essa
mudança acarretou reação dos contribuintes, pois na mesma época havia sido criado o Finsocial
(atual COFINS), que também tinha como base as Receitas. Além disso, o Decreto-lei não era o
instrumento legislativo adequado para se legislar sobre tributos. Houve uma série de ações na
Justiça que culminaram com a declaração de inconstitucionalidade da citada reforma. Após esse
fato, o Governo editou medida provisória tentando continuar com a cobrança sobre as receitas
operacionais, o que também gerou protestos, sob a tese de que medida provisória não poderia alterar
a lei complementar de 1970. Muitas empresas voltaram a recolher o PIS sem faturamento, serviços
e o PIS Repique, com base na LC 07/70, via ação judicial, até que fosse aprovada uma lei
complementar que resolvesse a questão, dentro da nova ordem constitucional instaurada em 1988.

Contribuições sobre o faturamento ou sobre o lucro


Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) é uma contribuição
federal, de natureza tributária, incidente sobre a receita bruta das empresas em geral, destinada a
financiar a seguridade social. Sua alíquota é de 7,6% para as empresas tributadas pelo lucro real
(sistemática da não-cumulatividade) e de 3,0% para as demais. Tem por base de cálculo:

• O faturamento mensal (receita bruta da venda de bens e serviços), ou


• O total das receitas da pessoa jurídica.

O termo "seguridade social" deve ser entendido dentro do capítulo próprio da Constituição Federal
de 1988, e abrange a previdência social, a saúde e a assistência social.

São contribuintes da COFINS as pessoas jurídicas de direito privado em geral, inclusive as pessoas
a elas equiparadas pela legislação do Imposto de Renda, inclusive as microempresas e as empresas
de pequeno porte submetidas ao regime do Simples (Lei 9.317/96), que recolhem a contribuição,
além de outros tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e IPI) num único código de arrecadação que
abarca todos esses tributos.

A incidência do COFINS é direta e não cumulativa, com apuração mensal. As empresas que apuram
o lucro pela sistemática do Lucro Presumido, no entanto, sofrem a incidênca da COFINS pela
sistemática cumulativa. Algumas atividades e produtos específicos também permaneceram na
sistemática cumulativa. Existem até mesmo empresas que se sujeitam à cumulatividade sobre
apenas parte de suas receitas. A outra parte sujeita-se a sistemática não-cumulativa. Estas
particularidades tornam este tributo, juntamente com a Contribuição para o PIS, extremamente
complexo para o contribuinte e também para o fisco, além do que ele constitui-se no segundo maior
tributo em termos arrecadatórios no Brasil pela Secretaria de Receita Federal, logo após o Imposto
de Renda.
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) incide sobre as pessoas jurídicas e entes
equiparados pela legislação do Imposto de Renda e se destina ao financiamento da Seguridade
Social, estando disciplinado pela lei nº 7.689/88. Sua alíquota varia entre 10% e 12% e a base de
cálculo é o valor do resultado do exercício, antes da provisão para o Imposto de Renda.

A CSLL é devida pelas pessoas jurídicas da seguinte forma:

• Pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES pagam IRPJ, COFINS, CSLL, PIS e outros
tributos unificados
• Pessoas jurídicas optantes pelo lucro real: a alíquota de 9% será aplicada sobre o LAIR
(Lucro antes do Imposto de Renda)
• Pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido e pelo lucro arbitrado: alíquota de 9%
aplicada sobre o lucro do empreendimento. Este lucro é obtido aplicando-se os percentuais
de lucro presumido (e de lucro arbitrado), presentes na tabela que segue logo abaixo, sobre a
receita bruta:

• Lucro atividade econômica


• 12% Para as receitas das atividades comerciais, industriais, imobiliárias e hospitalares.
• 32% No caso de receitas de serviços em geral, exceto serviços hospitalares.

Isenção
Consideram-se isentas do pagamento da contribuição social as seguintes pessoas jurídicas:

• instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural e científico, e as associações civis


que prestem os serviços para os quais houverem sido instituídas e os coloquem à disposição
do grupo de pessoas a que se destinam, sem fins lucrativos, nos termos da Lei nº 9.532/97,
art. 15
• entidades sem fins lucrativos, tais como as fundações, associações e sindicatos (ADN
COSIT nº 17/90)

Base de cálculo de sociedade desobrigada de escrituração contábil


O art. 20 da Lei n° 9.249, de 26-dez-1995, alterado pelo art. 22 da Lei n° 10.684, de 30-mai-2003,
estabelece que a base de cálculo da CSLL, devida por pessoas jurídicas desobrigada de escrituração
contábil (como as que optarem pelo lucro presumido), coresponde a:

• 12% sobre a receita bruta, como regra geral; ou

• 32% sobre a receita bruta para pessoas jurídicas que exerçam as atividades de (a) prestação
de serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares; (b) intermediação de negócios; (c)
administração, locação ou cessão de bens imóveis, móveis e direitos de qualquer natureza;
ou (d) prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica,
gestão de crédito, seleção de riscos, administração de contas a pagar e a receber, compra de
direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços
(factoring).