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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA

Física Experimental 1

ROTEIRO EXPERIMENTAL QUEDA LIVRE

FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE FÍSICA Física Experimental 1 ROTEIRO EXPERIMENTAL QUEDA LIVRE Maceió – AL

Maceió AL

2015

1.

Objetivo

Obter o valor da aceleração da gravidade local.

2. Materiais Utilizados

 

Qt.

Tripé de ferro 3kg com sapatas niveladoras;

01

Haste de alumínio 90cm, escala milimetrada e fixador plástico;

01

Eletroímã com dois bornes e haste;

01

Esferas de aço: Ø10mm, Ø15mm, Ø20mm e Ø25mm.

04

Cabos de ligação conjugado;

01

Chave liga-desliga;

01

Sensores infravermelhos com fixadores corrediços;

02

Cabo de ligação com conector 5 pinos para chave liga-desliga;

01

Saquinho para contenção da esfera;

01

Cronômetro digital multifunções com fonte DC 12V;

01

Cabo de ligação para chave liga-desliga com pino P10;

01

Trena.

01

3. Fundamentação Teórica

Um corpo abandonado de certa altura h (com relação ao solo) está sujeito a uma aceleração, tal aceleração é chamada de aceleração gravitacional terrestre (g). Ela varia ligeiramente com a latitude e com altitude. O movimento do corpo sob a ação da gravidade é descrito pelas equações clássicas da cinemática. Assim, a expressão h(t) para um corpo que é abandonado de certa altura em relação ao solo é dada por:

(1)

A distância h 0 = h(t 0 ) = ½ (gt 2 ) é atravessada após um tempo t 0 . No tempo t 0 /2 a esfera

h =

1

2

gt 2

cai uma distância de h ( t 0 ) = g ( t 0 ) 2 =

2

2

2

1

4 ( g

2

)

t 0 2 =

1

4

h 0 . E no tempo t 0

4

a esfera cai de uma

distância h ( t 0 ) =

tempos de queda correspondentes serão 1: ½ : ¼. De acordo com a expressão (1) temos:

1

16 h 0 . Se selecionarmos as distâncias de queda na razão 1: 1/4: 1/16, os

4

g =

2h

t 2

(2)

Para cada distância h a aceleração da gravidade efetiva pode ser calculada. A expressão de velocidade x tempo pode também ser verificada com os valores medidos, se assumirmos que a velocidade média medida é:

(3)

V =

gt = gt′

2

t

t′ =

2g

g

= 2

Correspondendo a velocidade instantânea V após um tempo de queda t =

t

.

2

4. Procedimentos experimentais

Parte I Posição inicial igual zero

1. Montar o equipamento conforme a figura 1.

Figura 1 Equipamento montado

conforme a figura 1. Figura 1 – Equipamento montado Fonte: Referência [2] 2. Fixar o eletroímã
conforme a figura 1. Figura 1 – Equipamento montado Fonte: Referência [2] 2. Fixar o eletroímã

Fonte: Referência [2]

2. Fixar o eletroímã na haste de alumínio com escala milimetrada e presilha (ver detalhes a e

b).

3. Conectar o eletroímã à unidade de controle de tensão variável deixando em série a chave

liga-desliga

2. Conecte também o sensor à entrada

correspondente.

segundo

o

esquema

da

figura

Figura 2 Cronômetro conectado com a chave liga-desliga e com o sensor

conectado com a chave liga-desliga e com o sensor Fonte: Referência [2]. 4. Colocar a esfera

Fonte: Referência [2].

4. Colocar a esfera de aço em contato com o eletroímã e regular a tensão elétrica para que a

esfera fique na iminência de cair.

5. Ajustar o sensor a 20 cm abaixo da esfera (esta medida deve ser efetuada a partir da parte

inferior da esfera até o centro do sensor). Medir com uma trena o primeiro deslocamento 20

cm.

Figura 3 Sensor sendo ajustado abaixo da esfera

20 cm. Figura 3 – Sensor sendo ajustado abaixo da esfera Fonte: Referência [2] . 6.

Fonte: Referência [2].

6. Ajustar as sapatas do tripé para que a haste fique vertical.

7. No cronômetro escolher a função F2 e zerar (reset).

8. Desligar o eletroímã através da chave liga-desliga, liberando a esfera, e anotar na tabela 1 o

intervalo de tempo indicado pelo cronômetro.

9. Repetir o procedimento acima para os deslocamentos de 30cm, 40cm, 50cm e 60cm.

Tabela 1

 

Y0 (m)

Y (m)

∆Y (m)

t (s)

g (m/s²)

1

 

0,200

0,200

   

2

0,300

0,300

   

3

0,000

0,400

0,400

   

4

0,500

0,500

   

5

0,600

0,600

   
 

=

11. Calcular a velocidade final de cada percurso e preencher a tabela 2.

Tabela 2 t (s) g (m/s²) V0 (m/s) V (m/s)
Tabela 2
t (s)
g (m/s²)
V0 (m/s)
V (m/s)

12. Considerando a margem de erro adotada pelo fabricante (5%), pode-se afirmar que a

aceleração da gravidade permaneceu constante? 13.Construir o gráfico Y = f(t) usando os dados do experimento. Qual a sua forma?

14. Linearizar o gráfico Y = f(t). Para linearizar, formar a tabela t²(s²) versus ∆Y (m).

15. O gráfico mostra que as grandezas deslocamento e intervalo de tempo ao quadrado são:

(diretamente proporcionais / inversamente proporcionais)

16. Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico Y = f(t²).

Coeficiente angular A =

Coeficiente linear B =

17. Comparar o coeficiente linear do gráfico Y = f(t²) com o valor da posição inicial. Qual é o

significado físico do coeficiente linear?

18. Comparar o coeficiente angular do gráfico Y = f(t²) com o valor da aceleração média da

tabela. Qual é o significado físico do coeficiente angular?

19. Obter a equação horária do movimento em queda livre.

20. Construir o gráfico de V = f(t). Qual é a sua forma?

21. Determinar os coeficientes angular e linear do gráfico de V = f(t).

Coeficiente angular A =

Coeficiente linear B =

22. Comparar o valor do coeficiente angular com o valor da aceleração média da tabela.

23. Qual é o significado físico do coeficiente angular do gráfico V = f(t)?

24. Qual é o significado físico do coeficiente linear do gráfico V = f(t)?

25. Obter a equação da velocidade do movimento em queda livre.

Parte II Posição inicial igual 10 cm

1.

Montar o equipamento conforme a figura 4.

Figura 4 Equipamento montado

conforme a figura 4. Figura 4 – Equipamento montado Fonte: Referência [2]. 2. Fixar o eletroímã

Fonte: Referência [2].

2.

Fixar o eletroímã na haste de alumínio com escala milimetrada e presilha.

3.

Ligar o eletroímã à fonte de tensão variável deixando em série a chave liga-desliga (Figura

5).

4.

Conectar os sensores conforme o esquema da figura 5.

Figura 5 Cronômetro conectado com a chave liga-desliga e com os sensores

sensores conforme o esquema da figura 5. Figura 5 – Cronômetro conectado com a chave liga-desliga

Fonte: Referência [2].

5. Colocar a esfera de aço em contato com o eletroímã e regular a tensão elétrica para que a

esfera fique na iminência de cair.

6. Colocar o sensor S 1 , 10cm abaixo da esfera (prestar atenção no diâmetro da esfera e na

posição em que a esfera em queda livre interrompe a contagem do tempo, ou seja, o cronômetro interrompe a contagem quando a esfera passar pelo centro do sensor Figura 6). Medir com uma trena o primeiro deslocamento 10cm.

Posição inicial Y 0 = 0,100m

Figura 6 Sensor sendo ajustado abaixo da esfera

0,100m Figura 6 – Sensor sendo ajustado abaixo da esfera Fonte: Referência [2] . 7. Colocar

Fonte: Referência [2].

7. Colocar o sensor S 2 , 20cm abaixo da esfera.

Posição final Y = 0,200m

8. Ajustar as sapatas no tripé para que a haste de queda livre fique vertical.

9. No cronômetro escolher a função F1 e zerar (reset).

10. Desligar o eletroímã através da chave liga-desliga, liberando a esfera, e anotar na tabela 3

o intervalo de tempo indicado pelo cronômetro.

11. Repetir os procedimentos acima para os deslocamentos de 30cm, 40cm, 50cm e 60cm.

12. Calcular a aceleração da gravidade e preencher a tabela 3.

13. Para calcular a aceleração da gravidade devemos trabalhar com as equações (4) e (5):

V² = V 0 ² + 2.g.Y

(4)

V = V 0 + g.t

(5)

 

Tabela 3

Y0 (m)

Y (m)

∆Y (m)

t (s)

g (m/s²)

1

 

0,200

0,100

   

2

0,300

0,200

   

3

0,100

0,400

0,300

   

4

0,500

0,400

   

5

0,600

0,500

   
 

=

14. Considerando a margem de erro adotada pelo fabricante (5%), pode-se afirmar que a aceleração da gravidade permaneceu constante?

5. Referências Bibliográficas

[1] KELLER, Frederick. Física Volume 1. São Paulo: Pearson Makron Books, 2004. [2] Manual de instruções e guia de experimentos Azeheb, Queda Livre.