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ESCATÓLOGIA

Introdução: A Escatologia Bíblica é o estudo dos eventos que


estão para acontecer, é chamada de Bíblica, porque ela pode ser
extra bíblica.

(São Mateus – 24.1-35 - 1º Pedro 4.7)


ESCATÓLOGIA

DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS


1º Pedro 4.7)

E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede


sóbrios e vigiai em oração.
Quem estuda escatólogia deve ter em mente as seguintes
passagens:

Dn. 12.4 - E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro,
até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e
o conhecimento se multiplicara.

Ap. 22.10 - E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste


livro; porque próximo está o tempo.

1 Co. 13.9 - Porque, em parte, conhecemos, e em parte


profetizamos.
Dt. 29.29 - As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso
Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos
para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.
II – AS DOUTRINAS ESCATALOGICAS

1. A doutrina da vinda de Cristo ou arrebatamento da igreja.

•A doutrina das ressurreições.


•A doutrina do tribunal de Cristo.
•A doutrina do estado intermediário dos
mortos.
•A doutrina das bodas do Cordeiro.

2. A doutrina da grande tribulação

•As 70 semanas proféticas de Daniel.


•Manifestação do Anticristo.
•A batalha do Armagedom.
•As duas testemunhas escatológicas.
•Prisão de Satanás.
•Julgamento das nações
•Julgamento de Israel durante a Grande Tribulação.
3. A doutrina do Milênio.

•As dispensações e alianças bíblicas.


•A revolta final de Satanás.
•O juízo do Diabo e seus anjos.
•O juízo do grande trono branco.
•O eterno e perfeito estado.

III – A VINDA DO SENHOR JESUS CRISTO


(ARREBATAMENTO DA IGREJA)

Apesar do arrebatamento ser um evento de caráter secreto, Jesus


deixou alguns avisos que apontam para esta vinda. Veja abaixo estes sinais.

1. Sinais religiosos – Mt. 24. 5,11, 24, 2Tm. 2.3, 2Co. 4.4, 2Tm. 4.1
2. Sinais sociais – Mt. 24.7,12
3. Sinais geofísicos – Mt. 24.7b
4. Sinais políticos – Mt. 24. 6,7
Sinais escatológicos - Continuação (Mt. 24.1-35).

Acautelai-vos - Vs. 4

Muitos virão em meu nome - Vs. 5

Ouvires de guerras, e de rumores de guerra - Vs. 6.

Nação contra nação - Vs. 7

Reino contra reino - Vs. 7 (pode ser traduzida por etnia contra
etnia)

Fomes - Vs. 7

Pestes - Vs. 7

Terremotos em vários lugares - Vs. 7


A esta série de acontecimentos chamou Jesus “O Princípio de
dores”

I- Duvida nas Doutrinas Escatológicas.

1.1 Falta de afinidade com o Espírito Santo - 1º Co 2.10-14


1.2 Falsa aplicação do texto bíblico

Quanto aos povos bíblicos – 1º Co. 10.32


Quanto ao tempo (passado, presente, futuro).
Quanto ao lugar (terra, céu).
Quanto ao sentido do texto (literal figurado).
Quanto à mensagem do texto (Israel, igreja, gentios).
Quanto à procedência do texto (divina, humana, diabólica).

1.3 Conhecimento Bíblico desordenado


1.4 Conhecimentos Especulativo – 1º Co. 2.4
1.5 Ação vergonhosa de falsos mestres
OBSERVAÇÃO: Por que tanta certeza que estamos no tempo
das últimas coisas, se sempre existiu na história da humanidade
os sinais mencionados por Jesus no capitulo 24 de São Mateus?
Sim, mas Jesus deu um grande sinal, que reveste a todos os
outros de um grande peso de cumprimento.
O GRANDE SINAL PARA A IGREJA

O sinal da figueira.

Lc. 21.29-33 - E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para


todas as árvores;
Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto
está já o verão.
Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino
de Deus está perto.
Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça.
Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.
O que é uma geração bíblica? → É a média da vida humana sobre
a terra.

Nas dez primeiras gerações que antecederam ao dilúvio (Adão – Noé), está média
chegava aos 857 anos → Gn. 5.1-32, 9.29.

Nas gerações que sucederam ao dilúvio está média caiu para cerca de 120 anos
→ Gn. 6.3.
Abraão – 175 anos – Gn. 25.7,8
Sara – 127 anos – Gn. 23.1,2
Isaque – 180 anos – Gn. 35.28,25
José – 110 anos – Gn. 50.26
Moisés – 120 anos – Dt. 34.7
No tempo de Moisés lhe foi revelado que esta média cairia para 70 anos → Salmo
90.10 (de Moisés). Nu 14.21,22, 29,33-35, Nu 1.45,46.

OBSERVAÇÃO: Se está forma de entendimento da maioria dos estudiosos das


profecias bíblicas, acerca da quantidade de anos de uma geração é correta (70
anos), a geração que viu a Figueira brotar (1948), está terminando mais ou menos
em 2018.
1. Olhar para a figueira – Israel
2. Olhar para todas as arvores – Nações
3. Quando brotam – Se desenvolvem
4. Ficar atento – Observar estas coisas
5. O aviso – Não passara a geração que viu estes sinais.

DUAS DATAS IMPORTANTES PARA A IGREJA

O que Jesus falou acerca da geração que conviveu com Ele, e não deu credito a sua
palavra – Mt. 23.36 (Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre esta geração).
Sabemos que tudo que Jesus falou acerca daquela geração se cumpriu no ano 70 dC. – PRIMEIRA
DATA IMPORTANTE PARA A IGREJA

A que veria o surgimento da Figueira (Está geração somos nos). Mt. 24. 32-34 (Aprendei,
pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis
que está próximo o verão.
Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.
Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam).(14 de
maio de 1948 – Israel voltou a existir como nação) SEGUNDA DATA IMPORTANTE PARA A IGREJA.
Ora se tudo que Jesus falou sobre a primeira geração se cumpriu, certamente o que Ele falou acerca
da segunda se cumprira.
O CALENDARIO PROFÉTICO
Em verdade vos digo que não passará está geração sem que
todas estas coisas aconteçam → A geração que veria o
surgimento da Figueira também veria os eventos
mencionados por Jesus.

Os sinais ditos em Mt. 24.1-8 (princípio de dores)

História da igreja Mt 24.9-14

A grande tribulação Mt 24.15, - 21, 22,24.

Jesus falou para duas gerações privilegiadas:

1º Geração: A que conviveu com ele, e como não aceitou as palavras de Jesus, ele predestinou sobre ela o
castigo. Mt. 23.36
Sabemos que tudo que Jesus profetizou acerca desta geração se cumpriu no ano 70.
(ano 70 data importante para Igreja) Israel deixou de existir como nação.

2º Geração: A que veria o surgimento da Figueira (esta geração somos nós) Mt. 24.32-34
(ano 1948 – data importante para Igreja). Israel voltou a existir como nação. Ora se tudo que Jesus profetizou
sobre a 1º geração se cumpriu o que ele predisse sobre a 2º geração também se cumprirá.
Falta um grande sinal, o que está em Mt 24.14.

Em primeiro lugar o fim da atual dispensação não se dará por ocasião do


arrebatamento, mas sete anos depois deste, ou seja, após a grande tribulação e
a volta de Jesus em glória para estabelecer o milênio.
Em segundo lugar Jesus falou do Evangelho do Reino e não da Graça.

OBSERVAÇÃO: Apesar do evangelho ser um só, e significar boas novas, ele (o evangelho) é
apresentado com alguns nomes, adaptando-se as circunstâncias e ao tempo que é pregado.

1) O Evangelho do reino→ começou com João Batista e prosseguiu com Jesus e seus discípulos. Lc. 16.16.
Jesus pregava o Evangelho do Reino. Mt. 4.23, mas foi rejeitado. Jo. 1.11

2) O Evangelho da Graça→ foi este evangelho que os discípulos começaram a pregar logo depois do
Pentecoste. (At.20.24) Foi este Evangelho que segundo São Paulo já foi pregado. Cl. 1.23

3) Com o arrebatamento da Igreja, cessa a pregação do Evangelho da Graça, passando a ser pregados o
Evangelho do Reino com nome de Evangelho Eterno. Ap. 14.6,7
O ARREBATAMENTO DA IGREJA

I - SINAIS QUE INDICAM A VINDA DE JESUS

Apostasia – 2º Ts. 2.3 (é o abandono deliberado da fé)


Multiplicação de religiões e práticas demoníacas → 2º Co. 4.4 1º Tm 4.1
Indiferentismo Espiritual → 2º Tm 3.1-6 vs 18
Guerras → Mt. 24.6,7
Restauração nacional de Israel → Lc. 21.29,30 (14 maio 1948)
II - 0 ARREBATAMENTO E AS CONSEQUENCIAS.

A igreja ausente da terra → Isa. 26.20, Fp. 3.20


O Espírito Santo indo com a igreja → 2º Ts. 2.7
A situação dos crentes que ficarem → Ap. 13.16,17
Início da Grande Tribulação → Ap. 3.10, 1º Ts. 5.9
A igreja será conduzida ao tribunal de Cristo → 2º Co. 5.10
Alegria eterna para a igreja → 1º Ts. 4.17,18 Sl 23.6
A igreja nas bodas do cordeiro → Ap. 19.9
A vinda de Jesus e o relacionamento com os povos Bíblicos (1º Co 10.32).

Para Igreja vira como noivo → Jo 14.3

Para Israel vira com Messias → Mt. 23.29, 26.64, 24.30,31 Rm 11-21.

Para os gentios virá como Rei dos reis, Senhor dos senhores → Ap. 19.11-
21.

A certeza da vinda de Jesus.

Ele mesmo afirmou que voltara → Jo. 14.3, Ap. 22.20, Jo. 1.1 Hb. 6.18

Os Anjos afirmaram → At. 1.10,11

Os escritores da Bíblia, movidos pelo Espírito Santo, afirmaram que


Jesus voltará → Jo. 19.25, Dn. 7.13,14 Hb. 9.28

Os sinais que hoje se cumprem → Mt. 24.4-12

O testemunho constante da Santa Ceia → 1º Co 11.26


O arrebatamento e desdobramento: (as conseqüências)

A igreja ausente da terra → Isa. 26.20, Fp. 3.20

O Espírito Santo indo com a igreja → 2º Ts. 2.7

A situação dos crentes que ficarem → Ap. 13.16,17

Início da Grande Tribulação → Ap. 3.10, 1º Ts. 5.9

A igreja será conduzida ao tribunal de Cristo → 2º Co. 5.10

Alegria eterna para a igreja → 1º Ts. 4.17,18 Sl 23.6

A igreja nas bodas do cordeiro → Ap. 19.9


O que ocorrerá nós ares.

O encontro do Senhor com a igreja.


Tribunal de Cristo → Rm 14.10, 2º Co. 5.10
Bodas do cordeiro → Ap. 19.7,8

O que ocorrerá na terra

Ressurreição dos mortos justos → 1º Ts. 4.16


Transformação dos vivos justos → 1º Ts. 4.17, Rm. 8.23
Início da grande tribulação ou o chamado dia de Cristo → 1º Co. 1.8, 2ºCo 1.14, Fp 1.6

Propósitos da vinda do Senhor

Levar a sua igreja para si → Jo. 14.3


Consumar a salvação dos seus → Rm 13.11
Glorificar os seus → Rm. 8.17
Reconhecer publicamente os seus → 1º Co 4.5
Prender Satanás → Ap. 20.1,2
Reconhecer a todos → Mt. 16.27
Ser glorificado nos seus → 2º Ts. 1.10
Ser admirado pelos seus → 2º Ts. 1.10
Revelar muitos mistérios que ora tanto nos intrigam → 1º Co. 4.5
O Arrebatamento da igreja e a revelação de Jesus Cristo a
diferença.

Termos Gregos que Descrevem a Manifestação de


Cristo

1º. Optomai (aparecer) Hb. 9.28 – 1º Fase

2º. Ercomai (vir) Jo. 14.3 – Ap.3.11. -1º Fase

3º. Epphanos (aparição) 1º Tm. 6.14 – 1º Fase

4º. Apokalipsis (revelação, desvendamento) 1º Co 1.7 – 2º


Fase.

5º. Parousia (presença ou vinda) 2º Ts. 2.8 → 2º Fase


O ARREBATAMENTO DA IGREJA E A REVELÇÃO DE CRISTO – A diferença

TERMOS QUE COMPROVAM.

Para Jo. 14.3 Com Cl. 3.4

Para 1Ts. 4 Com Zc. 14.4

Para 1Co. 15.22 Com Mt. 24.30

Para Ap. 19.7,8 Com Ap. 19.11-14

Para Tt. 2.13 As duas fazes.


+
Com

O arrebatamento é pelo menos sete anos antes da revelação de Cristo


CONCLUSÃO DA 1º PARTE: Sem dúvida nenhuma, o próximo
evento no plano profético é o arrebatamento da Igreja do Senhor
Jesus, o que desencadeará outra série de eventos que culminará
com o cumprimento do plano de Deus. O Arrebatamento da
igreja será assim:
Outras Grandes Doutrinas neste 1º Grupo

A Doutrina das Ressurreições: (Dn. 12.2, Jo. 5.28,29, Ap. 20.4,5.

Conceito de Ressurreição → voltar à vida no mesmo corpo

Tipos de Ressurreições

Ressurreição de mortos → É aquela ressurreição em que à pessoa


que morreu, revive e, torna a morrer, este tipo de ressurreição é
chamada de Natural.

O filho da viúva de Sarepta de Sidon → 1º Rs. 17.21,22 → Elias


O filho da Sunamita → 2º Rs 4.34,35 → Elizeu
O homem que tocou os ossos de Elizeu → 2º Rs 13.21
A filha de Jairo → Lc. 8.54,55
O filho da viúva de Naim → Lc 7.11-17
Lázaro de Betânia → Jo. 11.43,44
Tabita → At. 9.40,41
Éutico → At. 20.9-12
Ressurreição dentre os mortos → Nesta classe os participantes
jamais tornaram a morrer, pois é o milagre da redenção.
Cristo, as primícias → 1º Co 15.20-23.
Os que ressuscitaram por ocasião da ressurreição de Cristo → Mt. 27.52,53 Lv. 23.9-11
Os que são de Cristo na sua vinda →I Co 15.23,24
As duas testemunhas → Ap. 11.11,12
Os mártires da grande tribulação → Ap. 20.4

Ressurreição dos mortos → Está é a ressurreição da desonra e


da vergonha. Entre ela e a do 2º grupo (dentre os mortos, há um
intervalo de 1000 anos). Dn 12.2, Jo. 5.28,29, Ap. 20.5

A Doutrina do Tribunal de Cristo: Após o arrebatamento da igreja,


ela terá uma reunião com Cristo em um lugar chamado tribunal. (Rm
14.10, 2º Co 5.10, 1º Co 3.13-15).

Onde será este tribunal?


Há muitas interpretações a esse respeito, mas baseado nestas duas
referências, (Mt. 9.15, Ap 22.12) da para entendermos, que se dará
num lugar nos ares, antes da igreja entrar no céu morada de Deus.

Mt. 9.15 – “não podem estar tristes os filhos das bodas”. Em 1º Co. 3.15, dar a
entender que no tribunal haverá tristezas.

Ap. 22.12 – “eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo”. Dar a entender
que Jesus traz com Ele o galardão. Se a recompensa fosse dada dentro do céu não
haveria necessidade de trazer o galardão.

O que é julgado neste tribunal.

Ó crente foi julgado como pecador no drama do calvário

O crente foi julgado como filho durante toda sua vida na terra

O crente será julgado como servo, pelo seu serviço prestado a


causa de Deus, no tribunal de cristo.
O Julgamento da igreja terá lugar entre o seu
arrebatamento e as bodas do Cordeiro, e está baseado
em três aspectos da vida do cristão.

Será um julgamento do trabalho do cristão. (1º Co. 3.8,14, 15 2º Co 9.6).

Será um julgamento da conduta do cristão. (2º Co.5.10)

Será um julgamento do tratamento dispensado aos irmãos na fé.


(Rm. 14.10, Tg. 4.9, Mt. 18.23-35)

Algumas recompensas dadas neste tribunal

A coroa da glória → 1º Pd. 5.4


A coroa incorruptível → 1º Co 9.25
A coroa de alegria → Fl 4.1, 1º Ts. 2. 19,20
A coroa da justiça → 2º Tm. 4.8
A coroa da vida → Tg. 1.12, Ap 2.10
A Doutrina das bodas do cordeiro.

Após a avaliação feita por Cristo das obras de seus servos


diante do tribunal, ele então conduzirá a igreja (sua noiva)
para o Palácio Real, onde se encontra a sala do banquete. Ct.
2.4, quando então terão início as bodas do cordeiro.

Considerações acerca das bodas

É momento de alegria para os filhos de Deus → Ap. 19.7

A noiva se aprontou → Sl. 45.14, Ap. 22.14, Mt. 22.14

Ocasião das bodas → Ap. 19.7,8

A seleção para as bodas → Ef. 1.3,4


O estado intermediário dos mortos. Jo. 14.14, Mt. 16.18

Conceito: Espaço de tempo entre a morte e a ressurreição

Seio de Abraão ou paraíso de Deus → Lc. 16.22, Lc. 23.43 2º Co.


12.1-4, Ef. 4.8,9

Hades → Lc. 16.23